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b. com VTI, VI e VL na 3a pessoa do singular acrescido da 
palavra se (índice de indeterminação do sujeito):
 Aludiu-se à Fuvest.
 Come-se bem naquele restaurante.
 Era-se feliz naquela época.
D. Predicado
O predicado pode ter núcleos verbais (os verbos transi-
tivos e intransitivos) e núcleos nominais (os predicativos do 
sujeito e do objeto). Desse modo, o predicado pode ser nomi-
nal, verbal ou verbo-nominal.
D.1. Predicado nominal
Estrutura mínima: VL + PS
Marina continua tranquila.
D.2. Predicado verbal
Estruturas mínimas: VI ou VT + 0
Marina saiu de casa ontem.
Marina arrumou o quarto ontem.
D.3. Predicado verbo-nominal
Estruturas mínimas: VI + PS, ou VT + O + PS, ou VT + O + PO
Marina saiu tranquila.
Marina arrumou o quarto tranquila.
Marina considera este bairro tranquilo.
E. Vocativo
Isolado do restante da oração por meio de vírgulas, tra-
vessões ou parênteses, o vocativo (Voc.) é, a rigor, um termo 
sintaticamente independente: não participa do sujeito nem 
do predicado.
Proveniente de vocare (“chamar”, “invocar”, em latim), 
o vocativo estabelece um diálogo real ou imaginário entre 
quem enuncia a frase (emissor) e o seu interlocutor (recep-
tor). Admite a interjeição ó (ou ô):
”Meu canto de morte, guerreiros, ouvi.” (G. Dias)
Ô cara, sai dessa!
6. Período simples (II)
Termos associados ao verbo
Associados ao verbo podem aparecer os seguintes ter-
mos: adjunto adverbial, agente da voz passiva, objeto direto 
e objeto indireto.
A. Adjunto adverbial
É o termo que exprime alguma circunstância associada 
ao verbo. Também o adjetivo e o advérbio podem ser modifica-
dos por um adjunto adverbial (de intensidade normalmente).
A função de adjunto adverbial pode ser representada por 
advérbio, expressão adverbial ou oração adverbial:
Agora não há ninguém aqui.
Sob a lua, dançaram na praia.
Ainda que negue, ela é a responsável.
B. Agente da voz passiva
É o complemento que, na voz passiva, designa o ente que 
pratica a ação sofrida ou recebida pelo sujeito (paciente). Cor-
responde ao sujeito (agente) da voz ativa.
Assim como o sujeito, o agente da voz passiva pode ser 
determinado ou indeterminado.
Normalmente introduzido pela preposição por (pelo, pela, 
pelos, pelas) e, às vezes, por de (do, da, dos, das), o agente 
da voz passiva pode ser expresso por substantivo, pronome, 
numeral ou oração substantiva:
A carta será escrita por um aluno.
A empresa é representada por mim.
A terra era povoada de selvagens.
Ele é conhecido de muita gente.
Marina foi reconhecida por quantos tinham senso crítico 
naquela época.
C. Objeto direto
É o termo que, ligado a VTD ou VTDI sem preposição obrigató-
ria, normalmente representa o alvo da ação exercida pelo sujeito.
O objeto direto é uma função desempenhada por subs-
tantivo, pronome, numeral, palavra substantivada ou oração 
substantiva:
Resolvemos todas as questões.
Nomeei-a minha procuradora.
Percebi tudo naquele momento.
Remeti dois para Nova Iorque.
Não condenamos o talvez.
Sei que você não voltará.
Na transposição para a voz passiva, o objeto direto trans-
forma-se em sujeito paciente:
Todas as questões foram resolvidas por nós.
C.1. Objeto direto preposicionado
A preposição que o introduz não é regida pelo verbo (sem-
pre VTD) e é usada para efeitos expressivos, de elegância ou 
para evitar ambiguidades:
Temo a Deus.
Estimo ao meu mestre.
Ao Palmeiras venceu o Corinthians.
C.2. Objeto direto interno
Complemento cujo sentido já participa do universo de 
significados do próprio verbo:
Chorarás lágrimas de sangue.
Dormi um sono tranquilo.
C.3. Objeto direto pleonástico
Normalmente constituído de pronome ou numeral, é termo 
descartável que retoma objeto direto já expresso na oração:
Sua redação, corrigi-a ontem à noite.
Sempre as levei, as meninas, ao colégio.
D. Objeto indireto
Complemento com preposição exigida pelo verbo (VTI ou 
VTDI), o objeto indireto não se transforma em sujeito paciente 
na passagem para a voz passiva.
O objeto indireto pode ser representado por substantivo, pro-
nome, numeral, palavra substantivada ou oração substantiva:
Não dependemos do empréstimo.
Sempre lhe contei tudo.
A herança caberia aos três.
Daria atenção aos ricos.
Convenci-me de que ela estava certa.
D.1. Objeto indireto pleonástico
Aos proprietários, nada lhes devo.
701360214 DB EM PV ENEM 91 AN LV 01 TE TEOR UN_MIOLO.indb 231 24/01/2019 09:08
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7. Período simples (III)
Termos associados ao nome 
A palavra nome designa genericamente o substantivo, o 
adjetivo e o advérbio.
Na oração, tais classes podem ser modificadas por: ad-
junto adnominal, complemento nominal, aposto, predicativo 
do sujeito, predicativo do objeto ou adjunto adverbial de in-
tensidade (ou modo).
A. Adjunto adnominal
Conecta-se – com ou sem preposição – ao substantivo 
para delimitar-lhe o significado. Tal substantivo (concreto ou 
abstrato) pode estar exercendo qualquer função sintática.
O adjunto adnominal (AADN) pode ser representado por 
adjetivo, locução adjetiva, artigo, pronome, numeral ou ora-
ção adjetiva:
atitudeAquela
AADN
gerou
OD
uma grande revolta.
VTDn
S
Era uma mulher sem escrúpulos.
Toda a minha dor, enterrei-a aqui.
Os dois irmãos chegaram há uma hora.
Foi o ofício que aprendi.
Ao modificar substantivo com ação implícita, o adjunto 
adnominal constitui o agente desse processo:
O pedido do aluno foi indeferido.
(o aluno pediu)
Questionou-se a declaração do político.
(o político declarou)
B. Complemento nominal
O complemento nominal (CN) integra o sentido de outro 
termo sintático, determinando-lhe o núcleo constituído por 
substantivo, adjetivo ou advérbio. Em geral, é introduzido 
por pre posição e tem valor passivo, isto é, recebe a ação im-
plícita no nome modificado por ele:
Ocorreu a destruição da ponte�
(CN de substantivo)
Somos favoráveis à destruição da ponte.
(CN de adjetivo)
Votamos favoravelmente à destruição da ponte.
(CN de advérbio)
Atente no fato de que a ponte sofre a ação implícita no 
substantivo destruição.
Nos dois últimos exemplos, a destruição da ponte sofre a 
ação (de ser favorecida) inerente ao adjetivo favoráveis e ao 
advérbio favoravelmente.
O complemento nominal pode ser representado por 
substantivo, palavra substantivada, pronome, numeral ou 
oração substantiva:
Tenho amor aos meus filhos.
Tenho amor aos dois.
Tenho-lhes amor.
Seu boletim estava cheio de zeros.
Ela mora longe de casa.
Tenho certeza de que ela voltará.
Estamos muito ansiosos pelo amanhã.
C. Aposto
O aposto (Ap.) conecta-se, em geral, a substantivo, pro-
nome ou equivalente, por meio de preposição ou não. O apos-
to serve para ampliar, desenvolver ou restringir o significado 
do termo que determina.
Classificação:
A – Explicativo
Vitória, capital capixaba, é cidade portuária.
B – Especificativo
O rio Pardo transbordou naquele ano.
C – Enumerativo
Houve dois derrotados: Bruno e Paula.
D – Resumitivo (ou recapitulativo ou resumidor)
Diretores, professores, alunos, ninguém foi à festa.
D. Observação
Cuidado para não confundir o complemento nominal com 
o adjunto adnominal e o objeto indireto. Entre eles há seme-
lhanças e diferenças importantes. Esquematicamente:
Não gostei da declaração do ex-presidente. (OI)
subst�
adj�
adv�
CN
paciente
prep�
subst�
não paciente
prep�
ØAADN
VTI
VTDI
OI
paciente
prep�
Não gostei da declaração do ex-presidente. (AADN)
A declaração do ex-presidente à jornalista... (CN)
8. Período composto, coesão e coerência
A. Período composto por subordinação
Uma oração principal (OP) pode ter sentido completo por 
si mesma ou não.
No primeiro caso, a oração subordinada acrescenta-lhe 
uma informação muitas vezes descartável, acessória.
Chegamos à casa quando eram 23 h.
OP (completa) OS
Conheci o aluno que obteve o primeiro lugar.
OP (completa) OS
A oração subordinada, porém, pode integralizar o sentido 
de uma oração principal:701360214 DB EM PV ENEM 91 AN LV 01 TE TEOR UN_MIOLO.indb 232 24/01/2019 09:08
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É possível que ela venha logo.
OP (incompleta) OS
Só quero uma coisa: que ela venha logo.
OP (incompleta) OS
B. Oração principal e oração subordinada
Chama-se oração subordinada aquela que exerce algu-
ma função sintática na estrutura da oração principal.
A oração subordinada pode exercer as seguintes funções: 
sujeito, predicativo do sujeito, objeto direto, objeto indireto, com-
plemento nominal, aposto, adjunto adverbial e adjunto adnominal.
Conforme o papel sintático que desempenha, a oração 
subordinada pode ser: adjetiva (adjunto adnominal), adver-
bial (adjunto adverbial) e substantiva (outras funções).
C. Oração subordinada
A oração subordinada substantiva (OSS) exerce funções 
essenciais (S, PS), integrantes (OD, OI, CN) ou acessórias 
(Aposto). Por isso são subclassificadas respectivamente 
como: subjetiva, predicativa, objetiva direta, objetiva indi-
reta, completiva nominal e apositiva:
É urgente que
PS
você seja aprovado
Ci S Verbo
aux�
Verbo
princ�
VL
OP
(eu) Tenho certeza
VTD
de que você será aprovado
OD OSS completiva nominal
OP
(eu) Desejo que você seja aprovado.
VTD
OP OSS objetiva direta
A verdade é que você será aprovado.
VLS
OP
OSS predicativa
(eu) Gostaria de que você fosse aprovado.
VTI
OP OSS objetiva indireta
Eu uma coisa:quero que você seja aprovado.
S OSS apositivaODVTD
OP
Repare que, em geral, as orações substantivas têm algumas 
características inconfundíveis; são substituíveis por subs-
tantivos (no caso, aprovação) ou pronome (isso); ligam-se à 
principal com sentido incompleto; sua classificação depen-
de do conhecimento da estrutura interna da oração principal.
As orações subordinadas podem ser desenvolvidas ou 
reduzidas. As orações desenvolvidas têm verbo no indica-
tivo, subjuntivo ou imperativo e conectam-se à principal por 
meio de conjunção ou pronome relativo.
As orações reduzidas apresentam verbo no infinitivo, ge-
rúndio ou particípio e conectam-se direta ou indiretamente (com 
preposição) à principal sem conjunção ou pronome relativo.
 É necessário
oração principal
que refaçam o projeto.
oração desenvolvida
 É necessário
oração principal
refazer o projeto.
oração reduzida
As orações substantivas desenvolvidas, em geral, têm con-
junção integrante que ou se.
C.1. Subjetiva
Exerce a função de sujeito do verbo da oração principal:
a. verbo de ligação e predicativo do sujeito (é claro, é 
bom, ficou certo, parece claro, é urgente etc.):
 Era imprescindível que ela voltasse.
 Era imprescindível ela voltar.
b. verbo na voz passiva analítica ou sintética (foi dito, 
era anunciado, ficou comprovado, informou-se, co-
menta-se, sabe-se, fala-se etc.):
 Ficou comprovado que as acusações eram falsas.
 Ficou comprovado serem falsas as acusações.
c. verbo constar, acontecer, suceder, parecer etc. 
(na 3a pessoa do singular):
 Sucedeu que todos voltaram tarde.
 Sucedeu voltarem todos tarde.
C.2. Objetiva direta
Exerce o papel de objeto direto do verbo da oração principal:
Imaginei que resolveria logo o problema.
Imaginei resolver logo o problema.
Em sentenças interrogativas indiretas, as orações subor-
dinadas substantivas objetivas diretas podem ser introduzi-
das pela conjunção integrante se ou pelos pronomes interro-
gativos adverbiais onde, por que, como, quando, quanto:
Não sabemos se você demorará no hospital�
onde você estará amanhã�
por que você voltou tarde�
como você chegou aqui�
quando você virá�
qual era o seu paradeiro�
quanto você gastará�











C.3. Objetiva indireta
Exerce o papel de objeto indireto do verbo da oração principal:
Esqueci-me de que o ajudaria.
Esqueci-me de ajudá-lo.
C.4. Completiva nominal
Exerce o papel de complemento nominal de um termo da 
oração principal:
Tínhamos dúvida de que você estava doente.
Tínhamos dúvida de você estar doente.
701360214 DB EM PV ENEM 91 AN LV 01 TE TEOR UN_MIOLO.indb 233 24/01/2019 09:08
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