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1 
 
 
 
 
 UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso: Fisioterapia Disciplina: Fisioterapia Neurofuncional 
Aluno: Kátia Cilene Santos Vasconcellos 
R.A: 2223703 Polo: Brasília – Asa Sul 
Data: 31/08 – 21/09 – 05/10 – 26/10 e 23/11/2024. 
 
 
2 
 
Sumário 
 
 
1. Introdução 
2. Aula 1 Roteiro 1: Avaliação Fisioterapêutica Neurológica l 
3. Aula 2 Roteiro 1: Avaliação Fisioterapêutica Neurológica ll 
4. Aula 3 Roteiro 1: Avaliação Fisioterapêutica Neurológica lll 
5. Aula 4 Roteiro 1: Avaliação Fisioterapêutica Neurológica lV 
6. Conclusão 
7. Referências 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
Introdução 
 
A fisioterapia neurofuncional é uma área da fisioterapia voltada para a 
avaliação, tratamento e reabilitação de indivíduos com disfunções neurológicas. 
Essas disfunções podem ser causadas por lesões no sistema nervoso central ou 
periférico, decorrentes de condições como acidentes vasculares cerebrais 
(AVC), traumatismos cranioencefálicos, lesões medulares, doenças 
neurodegenerativas (como Parkinson e esclerose múltipla) e paralisia cerebral, 
entre outras. (Paulo H. F. Bertolucci, 2021). 
O principal objetivo da fisioterapia neurofuncional é promover a 
recuperação da funcionalidade, autonomia e qualidade de vida dos pacientes, 
auxiliando na reabilitação motora, no controle postural, no equilíbrio e na marcha. 
Por meio de abordagens terapêuticas específicas, o fisioterapeuta 
neurofuncional busca facilitar a reorganização do sistema nervoso, estimular a 
neuroplasticidade e promover adaptações que melhorem o desempenho nas 
atividades da vida diária. 
As intervenções na fisioterapia neurofuncional são personalizadas e 
baseadas em uma avaliação detalhada das capacidades motoras, sensoriais e 
funcionais do paciente, buscando estratégias que envolvam o fortalecimento 
muscular, a recuperação de movimentos, a coordenação motora e a prevenção 
de complicações secundárias às condições neurológicas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
Aula 1 – Roteiro 1 
 
Avaliação Neurológica é o ponto inicial da investigação clínica quando um 
paciente apresenta uma queixa que possa ser decorrente de lesão ou 
envolvimento do sistema nervoso central ou periférico. (O ‘Sullivan, S. B. 2010). 
 
Tríade de Parkinson 
 
A Doença de Parkinson (DP), também conhecida por parkinsonismo 
primário ou paralisia agitante, é uma afecção crônica, progressiva e idiopática do 
sistema nervoso central, envolvendo os gânglios da base e resultando em 
perturbações no tônus, posturas anormais e movimentos involuntários). (O 
‘Sullivan, S. B. Schmitz, T.J. 1998). 
- Bradicinesia : apresenta uma dificuldade de iniciar o movimento, além 
da lentidão e pobreza na realização deles. 
-Tremor ao repouso: É caracterizado por movimentos alternados de 
flexo-extensão dos dedos e polegar, sendo também comum nos lábios, mento e 
língua. 
- Rigidez: é um dos sinais mais importantes, e pode ser definida como 
uma resistência aumentada ao movimento passivo, que afeta toda a musculatura 
estriada. (O ‘Sullivan, S. B. Schmitz, T.J. 1998). 
 
 Dados gerais e anamnese 
 
 - Dados pessoais. Afasia: ausência de linguagem; Dislalia trocas silábicas 
e Disatria: disfunção articular ATM. 
 - História Familiar/Familial: Pai, mãe e irmãos – tios, avós. 
 - História social: Faz atividade física, sono, tabagista, etilista, alimentação 
 - Queixas do Paciente: Como o paciente se encontra no momento. 
- História da doença atual (HDA): Onde, Como, Exames etc. 
- História da doença pregressa (HDP): Relatar tudo antes da patologia. 
 
5 
 
Exame físico geral: 
 - Pressão arterial : (bradicardia, taquicardia, normocardia) 
 - Frequência cardíaca: Com os dedos no pulso 1min.) 
 - Frequência respiratória: (Eupneia; Bradipneia; Taquipneia e apneia). 
- Saturação. (O ‘Sullivan, S. B. Schmitz, T.J. 2010). 
 
Exame Nível de consciência 
 
 nível de consciência é a capacidade de responder a estímulos voluntaria 
e conscientemente. 
• Vígil - Apresenta abertura ocular espontânea, estado alerta e responsivo. 
• Obnubilado – alterado 
• Comatoso 
 - Grau I 
- Grau II 
- Grau III 
- Grau IV. (Celmo Celeno Porto. 2013). 
 
 
 Fonte: https://revistamedica.com/wp-content/uploads/2022/01/escala-coma-glasgow-1 
 Figura 1 - Escala de coma de Glasgow 
 
 
Avaliação de Sensibilidade 
 
6 
 
O Estesiômetro serve para avaliar e monitorar o grau de sensibilidade 
cutânea à percepção de forças aplicadas como estímulos aos nervos sensíveis 
ao toque leve e à pressão. As forças são graduadas em passos refletindo os 
limiares funcionais considerados mais críticos para as mãos e os pés, 
compreendidos em seis faixas entre 0,05gf (0,49mN) e 300gf (2,94N). (BELL-
KROTOSKI, 1989). 
Protocolo tradicional de mapeamento dos limiares 
 
 
 Fonte: Lehman, L.F., Orsini, M.P.B., Nicholl, A.R.J. 1993. 
 Figura 2 – Protocolo de mapeamento 
 
 Homúnculo de Penfield: é basicamente uma imagem corporal que o 
homem tem dele mesmo, possibilitando reconhecer a correspondência de 
regiões corticais cerebrais com áreas do corpo humano. O Homúnculo de 
Penfield coleta os dados da nossa representação corporal, seja sensorial ou 
motor, e se for afetado, pode levar a uma doença curiosa: o membro 
fantasma. Quando sofre desta doença, o cérebro continua a sentir ou perceber 
as sensações de um membro amputado. (Angelo Machado, Lucia machado 
Haertel, 2013). 
 
 Fonte: https://nepsa.es/que-es-el-homunculo-cortical/ 
 Figura 3 – Imagem do Homúnculo 
https://amenteemaravilhosa.com.br/7-enigmas-do-cerebro-humano/
https://nepsa.es/que-es-el-homunculo-cortical/
7 
 
Dermátomos e miótomos 
 
Através da avaliação sensorial dos dermátomos ao toque leve e à dor 
podemos determinar o nível sensitivo da lesão. São avaliados pontos chaves, 
atribuindo-se as seguintes pontuações: 
- Ausência de sensibilidade; 
- Sensibilidade alterada (diminuída ou aumentada); 
- Sensibilidade normal. (Emerich, L.; Parsons, K. C.; Stein, A., 2012). 
Ao todo existem 31 dermátomos que "dividem" o corpo em fatias, como 
mostra a imagem a seguir: 
 
 
 Fonte: https://www.tuasaude.com/dermatomos/ 
 Figura 4 - Mapa de dermátomos do corpo. 
 
 
Os miótomos são responsáveis pelo movimento de flexão, extensão, 
adução e abdução, por exemplo, de acordo com a sua localização, enquanto os 
dermátomos estão relacionados com alterações da sensibilidade e 
formigamento, por exemplo. (Emerich, L.; Parsons, K. C.; Stein, A., 2012). 
O quadro a seguir indica os miótomos e os principais movimento 
associados: 
 
 
8 
 
 
 
 Fonte: https://www.tuasaude.com/dermatomos/ 
 Figura 5 – Principais movimentos miótomos 
 
 
 
A avaliação dos graus de força muscular é determinada através do teste 
de força muscular manual dos seguintes miótomos: C5, C6, C7, C8, T1, L2, L3, 
L4, L5 e S1. A partir do resultado obtido nesse teste, conseguimos determinar o 
nível motor da lesão (ASIA, 2015). ASIA, Associação Americana de Lesão 
Medular. (Emerich, L.; Parsons, K. C.; Stein, A., 2012). 
 
 
 
 Fonte: Bohannon r. W.; Smith, M. B.1987. 
 Figura 6 - Miótomos e grupos musculares. 
 
 
 
Exame Físico Específico (Teste de sensibilidade Superficial) 
 
9 
 
 Sensibilidade à temperatura:é geralmente testada com tubos de ensaio 
contendo água quente e água fria, ou duas toalhinhas, uma aquecida e a outra 
resfriada. 
 Sensibilidade ao tato: pode-se utilizar materiais como agulha sem ponta, 
cotonete, ponta do dedo, tampa da caneta, entre outros. 
 Pressão: (pressionar com o polegar). (Celmo Celeno Porto. 2013). 
Normoestesia: Sensibilidade normal, o paciente sabe distinguir o estímulo 
e a área; 
Hipoestesia: sensibilidade reduzida; 
Hiperestesia: sensação exagerada a um certo estímulo sensitivo. 
Anestesia: ausência de sensibilidade. (Celmo Celeno Porto. 2013). 
 
Sensibilidade Combinada 
 
Grafestesia: é a capacidade de perceber a escrita de palavras ou 
números escrita sobre a pele estando de olhos fechados. 
Estereognosia: é a capacidade de perceber e reconhecer a forma de um 
objeto na ausência de informações visuais e auditivas. 
Barestesia: é um termo médico usado para descrever a capacidade dos 
humanos de distinguir entre vários graus de pressão exercida em vários pontos 
do corpo. 
Topognosia: é a perda do sentido do local de uma estimulação táctil . 
 Barognosia: é um termo médico usado para descrever a capacidade do 
ser humano de distinguir a diferença de peso entre dois objetos, usando apenas 
o sentido do tato. (Celmo Celeno Porto. 2013). 
 
Exercícios realizado em sala dia 31/08/2024. 
No final da aula formamos grupos e realizamos alguns testes de 
sensibilidade combinada. A grafestesia, o fisioterapeuta pede para o paciente 
fechar os olhos, faz um desenho na mão (círculo, coração....), em seguida pede 
para ele adivinhar. No exercício de barognosia, colocamos duas bolas com 
pesos diferentes na mão do paciente, e pedimos para diferenciar o peso. Já no 
teste de Esterognosia, entregamos uma caneta para a paciente e pedimos para 
ela identificar o objeto. No teste de Topognosia, fiz pressão em dois pontos 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pele
https://pt.wikipedia.org/wiki/Olho
https://pt.wikipedia.org/wiki/Vis%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Audi%C3%A7%C3%A3o
10 
 
(10cm), com os polegares ao mesmo tempo, e fui juntando os dedos e pedi para 
identificar a diferença nos dois pontos. E por final executei o teste de barestesia, 
fiz pressão no bíceps um mais forte e outro mais fraco, pedi ao paciente para 
identificar a diferença entre as pressões. 
 
 
 Fonte: arquivo pessoal Fonte: arquivo pessoal 
 Figura 7 - Grafestesia Figura 8 - Barognosia 
 
 
 
 
 Fonte: arquivo pessoal Fonte: arquivo pessoal 
 Figura 9 - Esterognosia Figura 10 - Topognosia 
 
 
 
 
 
11 
 
Aula 2 – Roteiro 1 
 
Avaliação Muscular 
O tônus muscular é o estado de tensão permanente do músculo 
estriado em repouso (contração ligeira), a qual pode ser clinicamente verificada 
pela resistência que o músculo oferece ao movimento passivo. (LANCE, 1980). 
O tônus de repouso é explicado pelas propriedades elásticas das fibras 
musculares e pela ação do proprioceptor fuso muscular, cujo circuito neural está 
localizado na medula, sendo responsável pelo reflexo de estiramento 
(miotáticos). (Nitrini, R.; Bacheschi, L. A.; 2015). 
O tônus postural é aquele que será recrutado para a motricidade 
voluntária e os ajustes posturais. O controle do tônus postural depende da ação 
equilibrada de vias supras segmentares descendentes excitatórias e inibitórias 
para a medula espinal. (Nitrini, R.; Bacheschi, L. A.; 2015). 
O tônus muscular pode ser avaliado através da inspeção, da palpação e 
do alongamento passivo rápido do músculo. Tanto a inspeção como a palpação 
não oferecem uma avaliação fidedigna do tônus muscular, mas podem auxiliar a 
interpretação do fisioterapeuta após a mobilização passiva do músculo. (Nitrini, 
R.; Bacheschi, L. A.; 2015). 
Na síndrome piramidal frequentemente há hipertonia, porque a 
mobilização estimula os fusos musculares, através do arco reflexo, os 
motoneurônios. (Naitrini, R.; Bacheschi, L. A.; 2015). 
 
Escala de avaliação da força muscular 
A Escala de Ashworth Modificada é utilizada na avaliação da 
espasticidade. A espasticidade constitui uma das formas de hipertonia, 
caracterizada pelo aumento da resistência ao movimento articular passivo 
devido à hiperatividade do reflexo fásico de estiramento por lesão do neurônio 
motor superior (NMS) (Hinderer; Dixon, 2001). 
 
12 
 
 
 Fonte: Bohannon r. W.; Smith, M. B.1987. 
 Figura 11 - Escala de Ashworth Modificada 
 
 
Reflexos 
 
Reflexos são por definição, respostas musculares involuntárias 
desencadeadas por determinado estímulo de maneira estereotipada, ou seja, o 
mesmo estímulo desencadeia sempre a mesma resposta. Às vezes, podem ser 
suprimidos por uma ação voluntária. 
 Reflexos superficiais: 
A hiporreflexia é uma condição médica caracterizada pela diminuição ou 
ausência dos reflexos normais do corpo. Pode ser causada por várias 
condições, como lesões na medula espinhal, doenças neuromusculares, 
neuropatias periféricas, uso de medicamentos e deficiências nutricionais. 
Hiperreflexia é uma condição neurológica caracterizada por atividade 
aumentada dos reflexos. A principal causa é lesão da medula espinhal que torna 
o arco reflexo totalmente independente da inibição cortical. 
Normorreflexia é uma resposta normal ou reflexo normal a um estímulo 
simples. (Paulo H. F. Bertolucci; 2021). 
Reflexos profundos: 
Os reflexos profundos ou miotendinoso mais comumente pesquisados, 
com sua inervação e seu segmento medular/raiz relacionado, são: 
. bíceps: C5-C6 – nervo musculo cutâneo; 
. tríceps: C7 – nervo radial; 
. braquiorradial: C5-C6 – nervo radial; 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Reflexos
https://pt.wikipedia.org/wiki/Medula_espinhal
https://pt.wikipedia.org/wiki/Reflexo
13 
 
. quadríceps (patelar): L3-L4 – nervo femoral; 
. aquiliano: S1 – nervo ciático. (Paulo H. F. Bertolucci; 2021). 
Exercícios realizado em sala dia 05/10/2024. 
Depois de ministrada a aula, formamos grupos e fomos colocar em prática 
o que aprendemos. Começamos com o reflexo mentoniano, paciente sentado, 
com a boca levemente entreaberta, e músculos relaxados. O examinador com o 
dedo indicador sobre o queixo do paciente estabiliza a mandíbula, com o martelo 
de reflexo da uma leva batida sobre o dedo que está posicionado no queixo do 
paciente, a resposta foi uma leve contração dos músculos da mandíbula. Em 
seguida realizamos o reflexo braquiorradial, o antebraço semifletido e apoiado 
sobre a mão do examinador, em pequeno grau de pronação. A percussão 
acontece sobre o processo estiloide do rádio, que determinará a contração do 
músculo braquiorradial, produzindo flexão e pequena pronação. Realizamos o 
reflexo plantar, paciente em decúbito dorsal, a estimulação ocorre através da 
ponta de um lápis sobre a superfície plantar, partindo o estímulo do calcâneo 
para a borda lateral do pé. Por fim, realizamos o reflexo cutâneo abdominal, 
paciente em decúbito dorsal, com o auxílio de um lápis, deslizamos o objeto do 
quadrante superior esquerdo em direção ao umbigo, depois no quadrante 
superior direito e nos quadrantes médios e inferiores. 
 
 
 
 
 Fonte: arquivo pessoal Fonte: arquivo pessoal 
 Figura 12 – Reflexo Mentoniano Figura 13 – Reflexo Braquiorradial 
14 
 
 
 Fonte: arquivo pessoal Fonte: arquivopessoal 
Figura 14 – Reflexo plantar Figura 15 – Reflexo cutâneo abdominal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15 
 
Aula 3 – Roteiro 1 
 
Trocas Posturais 
 
As trocas posturais acontecem no mesmo plano, como por exemplo as 
trocas de decúbito (Decúbito dorsal para lateral), e passar de deitado 
para sentado na beira do leito e, posteriormente ,retornar para deitado ou para 
cadeira. (Alexandre, N. M. C; Rogante, M. M 2000). 
As transferências podem ser definidas como um método de mover um 
paciente de uma superfície para outra, onde o paciente é capaz de ajudar na 
transferência, suportando parte do peso em pelo menos uma de suas pernas. 
(Alexandre, N. M. C; Rogante, M. M 2000). 
Inicialmente, deve-se fazer uma avaliação das condições físicas da 
pessoa que será movimentada, de sua capacidade de colaborar, bem como a 
observação da presença de soros, sondas e outros equipamentos instalados. 
Também é importante, para um planejamento cuidadoso do procedimento, uma 
explicação, ao paciente, do modo como se pretende movê-lo, como pode 
cooperar, para onde será encaminhado e qual o motivo da locomoção. Existem 
algumas orientações, especificamente relacionadas com os princípios básicos 
de mecânica corporal, que devem ser utilizadas durante a manipulação de 
pacientes. 
• Deixar os pés afastados e totalmente apoiados no chão; 
• Manter as costas eretas; 
• Usar o peso corporal como um contrapeso ao do paciente; 
• Flexionar os joelhos em vez de curvar a coluna; 
• Utilizar movimentos sincrônicos; 
• Trabalhar o mais próximo possível do corpo do cliente, que deverá ser 
erguido ou movido. (Alexandre, N. M. C; Rogante, M. M 2000). 
Lembrar que o paciente deve ser estimulado a movimentar-se de uma 
forma independente, sempre que não existir contraindicações nesse sentido. 
Outro ponto que não pode ser esquecido é procurar ter à disposição camas e 
colchões apropriados, dependendo das condições e necessidades do cliente. O 
ideal são camas com altura regulável, que possam ser ajustadas, dependendo 
do procedimento que será realizado. Durante a movimentação, deve-se, sempre 
16 
 
que possível, utilizar elementos auxiliares, tais como: barra tipo trapézio no leito, 
plástico antiderrapante para os pés, plástico facilitador de movimentos, entre 
outros. (Alexandre, N. M. C; Rogante, M. M 2000). 
Exercícios realizado em sala dia 21/09/2024. 
Após o término da aula a professora demonstrou a mudança de decúbito 
com o auxílio do paciente, de decúbito dorsal para lateral. Em seguida em duplas 
fomos colocar em prática o que aprendemos. Realizei a transferência da 
paciente Fabi da cadeira de rodas para a cama, e em seguida realizei a mudança 
de decúbito dorsal para decúbito lateral com o auxílio da paciente, transferindo-
a para a cadeira de rodas. A professora fez algumas correções em relação a 
postura, para assim evitarmos problemas futuros quando estivermos atendendo 
pacientes. 
 
 
 Fonte: arquivo pessoal 
 Figura 16 - Transferência cadeira de rodas para cama. 
 
 
 
 Fonte: Cantera,I., Domingo, P. (1996). 
 Figura 17 – Transferência de cama para cadeira de rodas. 
17 
 
Aula 4 – Roteiro 1 
 
Avaliação da marcha 
 
A marcha humana é uma sequência de ações coordenadas dos 
segmentos articulares de membros superiores, inferiores e tronco, compondo um 
movimento altamente complexo. Mais comum de todos os movimentos 
humanos. O padrão de variabilidade de uma passada no dia a dia é 
moderadamente baixo. (Lobo Da Costa, P.H.L. ; Sacco, I. C. 2010). 
O objetivo principal é melhorar as características da marcha, como a 
velocidade, o comprimento do passo, a cadência e a simetria, para reduzir a 
instabilidade postural e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. (Ferreira; 
Martins; Viana, 2020). 
Durante a observação da marcha, também é possível observar o equilíbrio 
dinâmico do paciente, principalmente através da extensão da base de 
sustentação, dissociação entre as cinturas escapular e pélvica, alteração na 
velocidade e solicitação de mudança de direção. (Ferreira; Martins; Viana, 2020). 
 
 
 Fonte: : Vaughan, Davis e O’Connor 1992. 
 Figura 18 – Representação dos ciclos da marcha humana 
 
 
Algumas marchas são típicas de comprometimentos específicos, sendo 
as mais comuns: 
Marcha parkinsoniana: rigidez, bradicinesia e perda dos movimentos 
associados. Passos curtos. O paciente adquire atitude em bloco, com a cabeça 
e o tronco inclinados para a frente. Eventualmente, pode ocorrer (marcha 
propulsiva) com aceleração dos passos no início do caminhar; 
18 
 
Marcha escarvante (“equina”): fraqueza da musculatura anterior da 
perna (músculos dorsiflexores do pé e dos artelhos). Com pés caídos, tende a 
elevar os joelhos (flexão da coxa) para não tocar a ponta dos pés no solo. 
Observada em polineuropatias periféricas bilateralmente, em lesões do nervo 
fibular unilateralmente, entre outras; 
Marcha atáxica: alargamento da base de sustentação, perda de equilíbrio 
(“ebriosa”). Pode ter origem cerebelar ou sensitiva (alteração proprioceptiva que 
piora com o fechar dos olhos); 
Marcha parética (“ceifante”): ocasionada por comprometimento 
piramidal do SNC contralateral ao déficit motor, levando a espasticidade no 
membro inferior, predominantemente da musculatura extensora. A perna 
parética realiza um movimento de semicírculo. No comprometimento bilateral, 
torna a marcha extremamente dificultosa com pequenos passos; 
Marcha “em pequenos passos”: pode ser observada em pacientes com 
comprometimento frontal difuso, demonstrando passos curtos, membros 
inferiores enrijecidos e arrastando os pés. 
 Marcha talonante ou calcaneante: está presente em pacientes com 
ataxia sensitiva. Nesse padrão, o andar é inseguro e os passos irregulares. A 
base de sustentação é larga, com as pernas afastadas entre si e ao pisar, devido 
ao déficit sensitivo, os pés batem fortemente contra o chão; o fechamento dos 
olhos piora a instabilidade da marcha. (Paulo H. F. Bertolucci; 2021). 
Outras dificuldades de marcha são observadas, como dificuldade em subir 
escadas ou levantar-se da cadeira, nas fraquezas proximais (p.ex., miopatias), 
e dificuldade para andar na ponta dos pés (comprometimento dos nervos tibiais 
ou raízes de S1-S2). (Paulo H. F. Bertolucci; 2021). 
 
Equilíbrio 
 
O exame do equilíbrio e da marcha corresponde a um dos pontos mais 
importantes da avaliação fisioterapêutica de pacientes neurológicos. O exame 
do equilíbrio realizado pelo fisioterapeuta consiste em observar a bipedestação, 
que irá provocar desequilíbrios súbitos no sentido lateral e anteroposterior, 
estando o paciente descalço, com os pés juntos e olhos abertos e depois 
fechados. Deverá observar a capacidade do paciente em reagir aos 
19 
 
desequilíbrios propostos e se manter estável na postura. Além da postura 
bípede, o fisioterapeuta deverá observar o equilíbrio estático e dinâmico do 
paciente em diferentes posturas, cuja exigência da ação da gravidade é 
progressivamente maior, sendo assim, maior o controle do equilíbrio. (Paulo H. 
F. Bertolucci; 2021). 
O equilíbrio dinâmico consiste na capacidade de manutenção do equilíbrio 
em uma determinada postura, enquanto o paciente realiza movimentos dos 
membros. O equilíbrio estático pede-se que o paciente permaneça com os olhos 
abertos e membros inferiores justapostos. A dificuldade em permanecer nessa 
posição pode ser evidenciada por oscilações corporais, necessidade de apoio e 
alargamento da base de sustentação (disbasia). (Paulo H. F. Bertolucci; 2021). 
 
Equilíbrio: Mensuração 
Sinal de Romberg:é observado quando o paciente, permanece com 
postura adequada e estável com os olhos abertos, apresenta desequilíbrio 
acentuado com oscilação e, às vezes, queda ao fechar os olhos. Com os olhos 
abertos, o desequilíbrio tende a ser menor, pois a visão pode compensar 
parcialmente o comprometimento vestibular e proprioceptivo. A piora do 
equilíbrio ao fechar os olhos é característica de comprometimento da 
sensibilidade proprioceptiva. (Paulo H. F. Bertolucci; 2021). 
 
 
Manobras Deficitárias: 
Manobra de Mingazzinni: O paciente, em decúbito dorsal, mantém por 
até 3 minutos as coxas fletidas em ângulo de 90° em relação à bacia, com as 
pernas formando ângulo de 90° com as coxas, paralelas e sem se tocarem. 
Manobra de Barré: O paciente, em decúbito ventral, mantém por até 3 
minutos as pernas fletidas em ângulo de 90° com as coxas, paralelas e sem se 
tocarem. 
Manobra dos braços estendidos: O paciente mantém por até 3 minutos 
os membros superiores estendidos em ângulo de 90° com o tronco, paralelos e 
com os antebraços em supinação. O membro parético tende a oscilar e a cair 
em movimento de sucessiva pronação da mão e flexão do antebraço. (Paulo H. 
F. Bertolucci; 2021). 
20 
 
Index 
Prova índex-nariz: Pede-se para o paciente tocar a ponta do nariz com 
o dedo, mantendo-se o braço em ângulo de 90° com o tronco. Pode-se aumentar 
a sensibilidade do teste ao solicitar que o paciente o execute com os olhos 
fechados. 
Movimentos 
Diadococinesia: é a capacidade que uma pessoa tem em realizar 
movimentos rápidos alternadamente. 
Adiadococinesia: é a incapacidade em que o paciente tem dificuldade 
em realizar movimentos alternados e rápidos. 
Disdiadococinesia: é utilizado para descrever dificuldade em executar 
movimentos rápidos e alternadas, geralmente por grupos musculares opostos. . 
(Paulo H. F. Bertolucci; 2021). 
 
Exercícios realizados em sala dia 21/09/2024. 
Depois de ministrada a aula, formamos grupos e fomos praticar o que 
aprendemos. Começamos com a marcha: Paciente Fabi, falha na fase de pré 
balanço, não toca os dedos no solo, pisada pronada. A paciente Marina, pisada 
supinada pé direito, fraqueza glútea lado direito. Recomendação: Fazer 
musculação para fortalecimento tibial anterior e posterior e glúteo. Paciente 
Kátia, pisada pronada, rotação interna de joelho, indicação: fortalecimento glúteo 
e extensores anterior e posterior. Realizamos o teste de Romberg e Romberg 
sensibilizado, Index nariz. 
 
 
 Fonte: arquivo pessoal Fonte: arquivo pessoal 
 Figura 19 - Index-nariz Figura 20 - Manobra braços estendidos 
21 
 
Conclusão 
 
A disciplina de Neurofuncional proporcionou um entendimento 
aprofundado sobre os princípios e práticas relacionados à reabilitação de 
pacientes com disfunções neurológicas. Ao longo do curso, foi possível 
compreender as diferentes abordagens terapêuticas voltadas para condições 
como acidentes vasculares cerebrais (AVC), lesões medulares, traumatismos 
cranioencefálicos, doenças neurodegenerativas e outras patologias que afetam 
o sistema nervoso. 
O aprendizado incluiu a realização de avaliações fisioterapêuticas 
neurológicas, com foco na análise de reflexos, tônus muscular, coordenação 
motora, sensibilidade e equilíbrio. Também foram abordadas estratégias de 
tratamento baseadas na neuroplasticidade, que buscam maximizar a 
recuperação funcional por meio de exercícios terapêuticos, fortalecimento 
muscular, reeducação da marcha e melhora do controle postural. 
A aplicação prática dos conceitos estudados permitiu o desenvolvimento 
de habilidades para elaborar planos de tratamento personalizados e eficazes, 
visando a restauração da funcionalidade e a promoção da independência dos 
pacientes nas atividades diárias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
22 
 
 FIGURAS E ILUSTRAÇÕES 
Figura 1 
https://revistamedica.com/wp-content/uploads/2022/01/escala-coma-glasgow-1 
Figura 2 
LEHMAN, L.F., Orsini, M.P.B., Nicholl, A.R.J.: The development and adaptation 
of Semmes-Weinstein monofilaments in Brazil. J Hand Therapy, Philadelphia, 
1993. 
Figura 3 
 https://nepsa.es/que-es-el-homunculo-cortical/ 
Figura 4 
 https://www.tuasaude.com/dermatomos/ 
Figura 5 
 https://www.tuasaude.com/dermatomos/ 
Figura 6 
 BOHANNON, R. W.; Smith, M. B. Interrater reliability of a modified Ashworth 
scale of muscle spasticity. Phys Ther, v. 67, n. 2, Feb. 1987. 
Figura 7 
Arquivo pessoal 
Figura 8 
Arquivo pessoal 
Figura 9 
Arquivo pessoal 
Figura 10 
Arquivo pessoal 
Figura 11 
Arquivo pessoal 
Figura 12 
Arquivo pessoal 
Figura 13 
Arquivo pessoal 
Figura 14 
Arquivo pessoal 
Figura 15 
Arquivo pessoal 
https://nepsa.es/que-es-el-homunculo-cortical/
23 
 
Figura 16 
Arquivo pessoal 
Figura 17 
Fonte: Cantera,I., Domingo, P. (1996) – Guias práticos de enfermagem – 
Geriatria. Rio de Janeiro. 
Figura 18 
 Fonte: : Vaughan, Davis e O’Connor 1992. 
Figura 19 
Arquivo pessoal 
Figura 20 
Arquivo pessoal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
24 
 
 REFERÊNCIAS 
 
 ALEXANDRE, N. M. C; ROGANTE, M. M. Movimentação e transferência 
de pacientes: aspectos posturais e ergonômicos. Rev.Esc.Enf.USP, v. 34, n. 2, 
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edição, Editora Atheneu, 2013. 
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Semmes-Weinstein monofilaments. In Hunter JM, et al. (Eds): Rehabilitation of 
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Guanabara Koogan. 
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avaliação e tratamento. 2.ed. São Paulo: Manole, 1998. 
O’SULLIVAN, S. B.; Schmitz, T. J. Fisioterapia: avaliação e tratamento. 5 
ed. Barueri: Manole, 2010. 
25 
 
 PAULO H. F. Bertolucci Neurologia : diagnóstico e tratamento [et al.] - 3. 
ed. - Barueri [SP] : Manole, 2021.

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