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Regimes 
Tributários – Parte 1 
Prof. Me. Eder Anelli
São Paulo, 2º Semestre de 2024
Simples Nacional:
Sistema simplificado de arrecadação, cobrança e fiscalização de tributos. Foi estabelecido pela Lei 
Complementar 123, de 14 de dezembro de 2006, e é destinado às microempresas (ME) e empresas 
de pequeno porte (EPP). A ME e/ou EPP que se habilitar e optar por essa sistemática recolhe IRPJ, 
CSLL, ICMS, IPI, ISS e contribuições para PIS/PASEP, COFINS e INSS em uma única guia de 
arrecadação, denominada DAS.
Simples Nacional:
A definição de ME e de EPP é dada pelo art. 3º da LC n. 123/2006:
Art. 3º Para os efeitos desta Lei Complementar, consideram-se microempresas ou empresas de 
pequeno porte a sociedade empresária, a sociedade simples e o empresário a que se refere o art. 
966 da Lei n. 10.406, de 10 de janeiro de 2002, devidamente registrados no Registro de Empresas 
Mercantis ou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, conforme o caso, desde que:
Simples Nacional:
I – no caso da microempresa, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta igual ou inferior a R$ 
360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais); e
II – no caso de empresa de pequeno porte, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta superior a 
R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) e igual ou inferior a R$ 4.800.000,00 (quatro milhões 
e oitocentos mil reais).
Simples Nacional:
Art. 13. O Simples Nacional implica o recolhimento mensal, mediante documento único de 
arrecadação, dos seguintes impostos e contribuições:
I – Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica – IRPJ;
II – Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI, observado o disposto no inciso XII do § 1º deste 
artigo;
III – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL;
IV – Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins, observado o disposto no 
inciso XII do § 1º deste artigo;
Simples Nacional:
V – Contribuição para o PIS/Pasep, observado o disposto no inciso XII do § 1º deste artigo;
VI – Contribuição Patronal Previdenciária – CPP para a Seguridade Social, a cargo da pessoa 
jurídica, de que trata o art. 22 da Lei n. 8.212, de 24 de julho de 1991, exceto no caso da 
microempresa e da empresa de pequeno porte que se dedique às atividades de prestação de 
serviços referidas no § 5º-C do art. 18 desta Lei Complementar;
VII – Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Sobre Prestações de 
Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS;
VIII – Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISS.
Simples Nacional:
As MEs e as EPPs devem formalizar a opção pelo Simples Nacional até o último dia útil do mês de 
janeiro, sendo irretratável para o ano inteiro. Eis o teor do art. 16 da LC n. 123/2006:
Art. 16. A opção pelo Simples Nacional da pessoa jurídica enquadrada na condição de microempresa 
e empresa de pequeno porte dar-se-á na forma a ser estabelecida em ato do Comitê Gestor, sendo 
irretratável para todo o ano-calendário.
§ 1º Para efeito de enquadramento no Simples Nacional, considerar-se-á microempresa ou empresa 
de pequeno porte aquela cuja receita bruta no ano-calendário anterior ao da opção esteja 
compreendida dentro dos limites previstos no art. 3º desta Lei Complementar.
Simples Nacional:
§ 2º A opção de que trata o caput deste artigo deverá ser realizada no mês de janeiro, até o seu 
último dia útil, produzindo efeitos a partir do primeiro dia do ano-calendário da opção, ressalvado o 
disposto no § 3º deste artigo.
§ 3º A opção produzirá efeitos a partir da data do início de atividade, desde que exercida nos termos, 
prazo e condições a serem estabelecidos no ato do Comitê Gestor a que se refere o caput deste 
artigo.
Simples Nacional:
SIMEI
É o sistema de recolhimento em valores fixos mensais dos tributos abrangidos pelo Simples 
Nacional, devidos pelo Microempreendedor Individual, conforme previsto no artigo 18-A da Lei 
Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006.
Em resumo, é um sistema de pagamento de tributos unificados em valores fixos mensais.
Simples Nacional:
SIMEI
Considera-se Microempreendedor Individual - MEI o empresário a que se refere o art. 966 da Lei 
10.406/2002 (Código Civil), que tenha auferido receita bruta acumulada nos anos-calendário anterior 
e em curso de até R$ 81.000,00, ou seu limite proporcional se estiver no ano de início de atividade, e 
que atenda aos seguintes requisitos:
•exerça tão-somente as ocupações constantes do Anexo XIII da Resolução CGSN 94/2011;
•possua um único estabelecimento;
•não participe de outra empresa como titular, sócio ou administrador;
•não contrate mais de um empregado, observado o disposto no art. 96 da Resolução CGSN 94/2011.
Simples Nacional:
SIMEI
Os valores pagos mensalmente pelo MEI correspondem a:
•R$ 5,00 de ISS, caso seja contribuinte deste imposto;
•R$ 1,00 de ICMS, caso seja contribuinte deste imposto e
•5% do valor do salário mínimo
Valores 2024: Comércio e Indústria (R$ 71,60); Serviços (R$ 75,60); Comércio e Serviços (R$ 
76,60)
Vencimento da guia no dia 20 de cada mês.
Simples Nacional (DASN e DAS):
Fonte: Conteto
Fonte: Capital Social
Simples Nacional (Anexos – não inclui MEI):
Fonte: Contabilizei
Simples Nacional (Anexos – não inclui MEI):
Fonte: Contabilizei
Simples Nacional (Anexos – não inclui MEI):
Fonte: Contabilizei
Simples Nacional (Anexos – não inclui MEI):
Fonte: Contabilizei
Simples Nacional (Anexos – não inclui MEI):
Fonte: Contabilizei
Simples Nacional (Empresas que não podem optar):
•Empresas que tenham uma pessoa jurídica como sócia.
•Filiais, sucursais, agências ou representações, no país, de pessoa jurídica com sede no exterior.
•O empresário cujo sócio participe com mais de 10% do capital de outra empresa não beneficiada 
pelo Simples Nacional, desde que a receita bruta global ultrapasse o limite de R$ 4,8 milhões.
•Empresas cujo sócio ou titular seja administrador ou equiparado de outra pessoa jurídica com fins 
lucrativos, desde que a receita bruta global ultrapasse o limite de R$ 4,8 milhões.
•Empresas constituídas sob a forma de cooperativas, menos as de consumo, que podem ser 
beneficiadas.
•Negócios cujo capital tenha participação de pessoa física que seja inscrita como empresário ou seja 
sócia de outra empresa optante pelo Simples Nacional, desde que a receita bruta global também 
ultrapasse o limite de R$ 4,8 milhões.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Simples Nacional. Disponível em: 
https://www8.receita.fazenda.gov.br/simplesnacional/documentos/pagina.aspx?id=4. Acesso em: 06 Set. 2024.
POHLMANN, Marcelo Coletto. Contabilidade tributária. 2. ed. Barueri [SP]: Atlas, 2024. ISBN 978-65-
5977-587-3 (e-book) 
SEBRAE. Saiba quais empresas podem optar pelo Simples Nacional. Disponível em: 
https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/saiba-quais-empresas-podem-optar-pelo-simples-
nacional,d908ce20d5191510VgnVCM1000004c00210aRCRD. Acesso em: 06 Set. 2024.
SOUSA, Edmilson P. Contabilidade tributária: aspectos práticos e conceituais. 1. ed. São Paulo:
Atlas, 2018. E-book.
https://www8.receita.fazenda.gov.br/simplesnacional/documentos/pagina.aspx?id=4
https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/saiba-quais-empresas-podem-optar-pelo-simples-nacional,d908ce20d5191510VgnVCM1000004c00210aRCRD
https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/saiba-quais-empresas-podem-optar-pelo-simples-nacional,d908ce20d5191510VgnVCM1000004c00210aRCRD
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