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Instituto Federal de Alagoas
Química Orgânica
Utilização do polarímetro
Alunos:
· Ana Beatriz Holanda;
· Dallysson Luiz Moura de Paula
· Monique Delfino Vieira;
· Victoria K. da Rocha Brandão.
Turma: 723-B
Professor: Jesú Júnior
23 de setembro de 2015
Maceió – AL
Sumário
1. Objetivo.........................................................................................3
2. Introdução .....................................................................................3
3. Materiais e métodos.......................................................................4
4. Desenvolvimento............................................................................5
5. Conclusão........................................................................................6
6. Anexos.............................................................................................7
7. Referências.......................................................................................8
1. Objetivo
Identificar a atividade óptica da glicose a partir de soluções e de uma amostra desconhecida.
2. Introdução
Em física, compreende-se polarização como uma propriedade de ondas eletromagnéticas, que se opõe as ondas mecânicas – que estão presentes no dia-a-dia dos seres vivos, ex.: o som – essas ondas são tridimensionais e a polarização é uma medida da variação do vetor do campo elétrico dessas ondas em decorrência do tempo (Só física). Na química, a parte que tratada estrutura nas suas relações tridimensionais chama-se Estereoquímica (Grego: stereos = sólido) (Wikipedia)
O estudo da estereoquímica só é possível, porque foi descoberto, no final do século XIX, que existem pares de compostos que parecem ter estrutura e propriedades físicas idênticas - tais como ponto de fusão e solubilidade. Entretanto estes pares diferenciavam-se entre si por desviarem o plano da luz polarizada de um mesmo ângulo em sentidos opostos.
O polarímetro – aparelho utilizado, em laboratório, para medir a rotação especifica das substâncias - determinando o ângulo de rotação ótica de luz polarizada que passa por um material. Nesse aparelho, a luz monocromática ordinária entra através de um prisma (o polarizador) e é convertida em luz plano-polarizada que atravessa a célula de amostra e chega a outro prisma de Nicol, o chamado analisador, sua orientação fixa ao plano que serve de origem aos ângulos. O prisma analisador pode ser girado à vontade e quando atinge a orientação adequada, toda luz que a ele chega é capaz de atravessá-lo. Quando o tubo de amostra esta vazio, o máximo de luz transmitida ocorre para um ângulo de rotação do analisador de 0°, o valor dessa rotação depende da concentração da solução, do comprimento do tubo de amostra, da temperatura, do comprimento de onda da luz utilizada e do solvente. A rotação pode ser direta (dextrogiro) – que possui valor positivo – ou inversa (levogiro) – que possui um valor negativo.
A rotação específica é o número de graus de rotação causada pela solução de 1,0 g do composto por 1 mL de solução em um tubo de comprimento de 1,0 dm em uma determinada temperatura e comprimento de onda pois a “intensidade” da rotação (desvio do ângulo) entre o campo dividido e o campo com mesma intensidade de luz é o ponto final de leitura do ângulo.
2. Materiais e Métodos
2.1. Materiais e Reagentes
· Funil comum;
· Bastão de vidro;
· Balão Volumétrico (50mL,100mL e 250mL);
· Vidro de relógio;
· Béquer (100mL ou 250mL);
· Proveta de 50mL;
· Polarímetro digital;
· Papel de filtro;
· Sacarose PA e amostras.
3.2. Métodos
3.2.1. Parte A
3.2.1.1. Pesou-se em um vidro X g de sacarose, acrescendo água apenas o suficiente para a completa dissolução do açúcar. Foi transferida a solução obtida para um balão volumétrico de Y mL, completando o volume com água destilada para a obtenção de uma solução 20% (massa/volume) ou 0,2 g/mL de sacarose;
3.2.1.2. Foram preparadas as soluções de 20% (ou a 0,20 g/mL); 15% (ou a 0,15 g/mL); 10% (ou a 0,10 g/mL); 5% (ou a 0,05 g/mL) e 2,5% (ou a 0,025 g/mL);
3.2.1.3. Fez-se a leitura dos ângulos de desvio (α) no polarímetro da água pura e das cinco soluções anteriormente preparados, organizando os resultados obtidos em uma tabela;
3.2.1.4. Com os dados da tabela, construiu-se um gráfico de α versus l×C. Verificou-se a linearidade dos pontos experimentais no gráfico, determinando o coeficiente angular da melhor reta de ajuste. Calculou-se, então, o poder rotatório específico da sacarose;
3.2.1.5. Utilizando o gráfico do item, estimou-se qual seria o valor do ângulo de desvio para concentração de 0,07 g/mL e 0,30 g/mL.
Parte B - Determinou-se o teor de açúcar (sacarose) em algumas amostras.
3.2.2.1. Determine o ângulo de desvio da luz dos refrigerantes: Água de coco (à 25%), Caldo de Cana (à 25%), Solução J (à 25%), Solução L (à 25%), Solução K (à 25%);
3.2.2.2. Utilizando o poder rotatório específico da sacarose [α]tD determinado na etapa A, calculou-se a concentração de sacarose nas amostras;
3.2.2.3. Determinou-se qual dos produtos apresenta a maior concentração de açúcar e qual apresenta a menor concentração;
3.2.2.4. Foram discutidos os resultados encontrados;
3.2.2.5. O material usados foi limpo e posto em ordem.
4. Desenvolvimento
4.1. Utilização do polarímetro
4.1.1. A utilização do polarímetro feita com amostras transparentes, então ao ser inserido no instrumento, a amostra é canalizada pela luz no tubo polarímetrico, e então a medida que o eixo final ou polarizador giratório faz a rotação, o ângulo do desvio dos enantiômetros vai sendo determinado, com isso quando terminado a analise é obtido o ângulo do desvio da amostra.
4.2. Parte A
4.2.1.Após feitos os procedimentos explicados nos métodos, foram obtidos as soluções de sacarose com concentrações 20%, 15%, 10%, 5% e 2,5%; foi utilizada um método para fazer o controle de qualidade da sacarose, já que a sacarose desvia a luz polarizada, faz o uso do polarímetro onde é medido o ângulo de desvio do plano da luz (α) nos enantiômeros da sacarose (cálculos presentes na tabela no Anexo I). 
4.2.2. o teor de pureza pode ser determinado a partir dos valores obtidos no polarímetro com a medida dos valores dos planos de luz da sacarose. Podendo ser calculado pela formula presente abaixo:
4.2.3. Após realizado o gráfico(anexo II), que foi explicado nos métodos, foi feito o calculo do poder rotatório específico da (presente no Anexo III), que pode ser calculado pela lei de Biot, utilizando essa determinada formula a seguir:
4.3. Parte B
4.3.1 foi utilizado o polarímetro, para medir o ângulo de desvio dos seguintes refrigerantes: Água de coco (à 25%), Caldo de cana (à 25%), Solução J (à 25%), Solução L (à 25%), Solução K (à 25%).(medidas dos desvios de ângulos na tabela presente no anexo IV)
4.3.2 Com isso usando poder rotatório específico da sacarose já obtido anteriormente, para calcular a concentração de sacarose de cada refrigerante citado. 
4.3.3 Foi determinado que a Solução K tem a maior concentração de sacarose e a de água de coco tem a menor concentração de sacarose, em relação a todos os refrigerantes analisados no experimento.
5. Conclusão
Através da prática realizada para este relatório foi confirmado, de maneira experimental, os conhecimentos teóricos acerca de isômeros ópticos, possibilitando adquirir novos conhecimentos a cerca da utilização do polarímetro . (Funcionamento explicado no item 4.1.1)
Os resultados obtidos na parte A, não condizem totalmente com o esperado devido a utilização de 2 açucares diferentes, o que pode ser observado no gráfico X (presente nos anexos) e no gráfico a seguir
Os resultados obtidos na parte B, foi realizado o procedimento descrito no item 3.x.x, tendo como resultado satisfatório com a maior parte das substancias, tendo como exceção o caldo de cana (a 25%) devido ao foto do caldo não estar entre os parâmetros de qualidade necessários (por ser armazenado durante mais tempo que o recomendado) podendo-se observar os resultados nos cálculos feitos (item x presente nos anexos).Com as informações apresentadas nesse relatório é possível concluir que, apenas das interferências citadas, o polarímetro é um instrumento de importância na analise de determinadas substancias, como foi visto relacionado a sacarose e nos estudos e pesquisas acerca desse.
5. Anexos
Anexo I
	Concentração
	Ângulo de desvio (α)
	20% ou 0,20 g/mL
	+26,62
	15% ou 0,15 g/mL
	+18,12
	10% ou 0,10 g/mL
	+13,16
	5% ou 0,05 g/mL
	+006,40
	2,5% ou 0,025 g/mL
	+003,00
Anexo II
Anexo III
Anexo IV
	Refrigerantes
	Ângulo de desvio (α)
	Água de coco (à 25%)
	-0,23
	Caldo de cana (à 25%)
	 X
	Solução J (à 25%)
	+2,55
	Solução L (à 25%)
	+15,04
	Solução K (à 25%)
	+20,26
6. Referências
1. http://www.sofisica.com.br/conteudos/Ondulatoria/Ondas/classificacao.php
2. https://pt.wikipedia.org/wiki/Estereoqu%C3%ADmica
2
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