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EMPREENDEDORISMO VOLUME 01 Luciano Guimarães Parreira EMPREENDEDORISMO VOLUME 01 Barra do Garças - MT UniCathedral 2019 Produzido por Luciano Guimarães Parreira Revisão Gramatical do Texto Vander Simão Menezes Projeto Gráfico Atila Cezar Rodrigues Lima e Coelho Georgya Politowski Teixeira Matheus Antônio dos Santos Abreu BARRA DO GARÇAS - MT JULHO 2019 Copyright © by UniCathedral, 2019 Nenhuma parte desta publicação pode ser gravada, armazenada em sistemas eletrônicos, fotocopiada, reproduzida por meios mecânicos ou outros quaisquer sem autorização prévia do(s) autor(es). UniCathedral – Centro Universitário Av. Antônio Francisco Cortes, 2501 Cidade Universitária - Barra do Garças / MT www.unicathedral.edu.br P259e Parreira, Luciano Guimarães Empreendedorismo, volume 1 / Luciano Guimarães Parreira. Barra do Garças: UniCathedral – Centro Universitário (Educação a Distância), 2019. 57 p. ; il. color. ISBN: 978-85-54298-49-4 Conteúdo de disciplina EaD do Núcleo de Ensino a Distância (NEaD) do UniCathedral – Centro Universitário. . 1. Empreendedorismo. 2. Empreendedor. 3. Profissões. 4. Negó- cios. I. Título. II. UniCathedral – Centro Universitário. CDU 658.012.2 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) – Catalogação na Fonte Ficha catalográfica elaborada pela Bibliotecária Roberta M. M. Caetano – CRB-1/2914 7 UNIDADE I ....................................................................................................................................... 12 Conceitos Básicos Sobre Empreendedorismo ........................................................................................ 13 Conceitos básicos sobre empreendedorismo .................................................................................... 13 Será mesmo que somente quem tem dinheiro que pode empreender? .......................................... 14 Histórico do empreendedorismo ....................................................................................................... 15 Mas afinal, quem é o empreendedor? ............................................................................................... 15 E o que motiva uma pessoa a se tornar um empreendedor? ............................................................ 16 Empreendedores por necessidade ......................................................................................................... 17 Por necessidade .................................................................................................................................. 17 Alguns fatores comuns de empreendedores por necessidade: ......................................................... 18 Empreendedores por Oportunidade .................................................................................................. 19 Alguns fatores que motivam os empreendedores de oportunidades ............................................... 19 O papel do Empreendedorismo e o desenvolvimento econômico ........................................................ 21 Referências Bibliográficas....................................................................................................................... 25 UNIDADE II ...................................................................................................................................... 29 Ideias, criatividade e oportunidades ...................................................................................................... 29 Fonte de ideias ................................................................................................................................... 30 Oportunidades e o Espírito Empreendedor ........................................................................................... 33 Oportunidades .................................................................................................................................... 33 Espírito Empreendedor .......................................................................................................................... 38 Mas o que é um espírito empreendedor? É possível desenvolvê-lo? ................................................ 38 Inovação evolucionária ............................................................................ Erro! Indicador não definido. Inovação revolucionária .......................................................................... Erro! Indicador não definido. Inovação disruptiva ................................................................................. Erro! Indicador não definido. Referências Bibliográficas....................................................................................................................... 42 UNIDADE III ..................................................................................................................................... 46 Tipos de Empreendedores ..................................................................................................................... 46 Informal .............................................................................................................................................. 47 SUMÁRIO 8 Cooperado .......................................................................................................................................... 47 Individual ............................................................................................................................................ 47 Franquia .............................................................................................................................................. 47 Social................................................................................................................................................... 48 Corporativo ......................................................................................................................................... 48 Público ................................................................................................................................................ 48 Do conhecimento ............................................................................................................................... 49 Comportamento Empreendedor ............................................................................................................ 50 Principais tipos de comportamentos ................................................................................................. 50 O empreendedor do Futuro ................................................................................................................... 54 Tendências .......................................................................................................................................... 55 Tecnologia .......................................................................................................................................... 56 Redes Sociais ...................................................................................................................................... 56 Referências Bibliográficas....................................................................................................................... 589 A Disciplina de Empreendedorismo compreende a apresentação de conceitos, técnicas e métodos utilizados nessa área do conhecimento. Assim, o principal objetivo dessa disciplina é introduzir os conceitos básicos sobre o empreendedorismo, as práticas empreendedoras e também conhecer as características e atitudes empreendedoras. Essa disciplina ganha cada vez mais destaque nos centros de ensino, uma vez que, os estudantes podem seguir caminhos de gestão ou empreender na modalidade negócio em sua área de formação. Mas para entrar no mundo do empreendedorismo é preciso desenvolver uma série de requisitos que são considerados fatores decisivos para o sucesso ou fracasso de um empreendimento. Espera-se que, com as abordagens utilizadas aqui, nessa disciplina, o aluno consiga estruturar de forma organizada a visão estratégica e mercadológica do Empreendedorismo. Visando atender às necessidades acadêmicas, essa disciplina foi dividida em duas partes, onde a primeira metade se organiza em três unidades: • Unidade I: Aborda os conceitos básicos sobre o empreendedorismo e sua importância para o desenvolvimento econômico e social. • Unidade II: Trata de discutir os temas sobre criação de ideias, processo criativo, e a importância destes para o sucesso dos empreendedores, bem como apresenta também os conceitos de inovação e desenvolvimento e características do espírito empreendedor. • Unidade III: Nesta unidade objetiva-se estudar o comportamento do empreendedor e as suas principais habilidades e atitudes empreendedoras. É abordado também o estudo dos tipos de empreendedores. INTRODUÇÃO 10 27 U N ID A D E II 28 Autor(a) da Unidade Luiz Felipe Petusk Corona Ao final da unidade, esperamos que você seja capaz de: • Conhecer os conceitos e objetivos da Gestão de Pessoas; • Entender a evolução da Gestão de Pessoas, desde a Revolução Industrial até os dias atuais; • Conhecer as principais fases das organizações, ou seja, a Era da Industrialização Clássica, Neoclássica e a era da Informação; • Analisar a importância de interação entre pessoas e organizações; • Compreender o novo papel das pessoas nas organizações, bem como a influência do comportamento humano e suas ações no efetivo desempenho profissional; • Identificar o papel estratégico da gestão de pessoas no crescimento das organizações. 29 UNIDADE II IDEIAS, CRIATIVIDADE E OPORTUNIDADES Todo empreendimento tem como seu ponto de partida, uma ideia. É comum que as ideias sejam o “gatilho” para se começar um novo empreendimento. No empreendedorismo é fundamental criar e buscar novas ideias, e nada melhor do que poder contar com uma vasta fonte de ideias. 30 FONTE DE IDEIAS Consumidores Os consumidores são considerados a maior fonte de ideias, isso porque eles são responsáveis por gerar uma infinidade de informações, afinal, eles são os clientes, os consumidores finais. É fundamental que todo empreendimento desenvolva um bom relacionamento com o consumidor, a fim de que não somente haja a fidelização, mas como também o estabelecimento de uma comunicação rápida, eficaz e verdadeira. O consumidor está sempre dando sinais de satisfação ou insatisfação com os produtos, fato! Então é necessário criar condições e canais de comunicação eficiente com eles, a fim de obter o máximo de informação possível, chama-se “feedback”, para realimentar o processo produtivo. Acatando as solicitações ou simplesmente ignorando quando for o caso de conveniência ou oportunidade. Produtos, bens e serviços existentes Nem sempre uma ideia deve ser inovadora, ou inédita no mercado. Mas para saber se a ideia é nova ou já existe é preciso conhecer no mercado se ela já existe em produtos, bens e serviços. Caso já exista, o simples reconhecimento e o estudo destes possibilitará uma oportunidade mais precisa e com menor risco de negócio. Canais de distribuição É possível também obter boas ideias diretamente com os fornecedores, os distribuidores, os pontos de vendas e todos os membros envolvidos nos canais de distribuição. O motivo é obvio, eles são o elo entre o consumidor e a empresa. Assim tornam-se valiosos fornecedores de informações que podem servir como ideias para o empreendimento. Fontes, dados e estatísticas do Governo O governo é detentor da maior quantidade de dados e informações estatísticas produzidas pela população, é de seu interesse para melhor efetivação de suas políticas públicas, arrecadação de tributos e fiscalização. Existem portais de transparência, serviços de informação ao consumidor e à população em geral, sobre os mais diversos setores e diversas naturezas. Procurar por informações nesses órgãos é de grande valia, pois em sua maioria são informações úteis e precisas, sobre o comportamento do consumidor, dados do comércio, PIB, geográficas, demográfica, número de estabelecimentos comerciais, quantidade da população, nível de inadimplência entre outros. Pesquisa e Desenvolvimento Consiste em uma fonte de ideias interna, os empreendimentos que possuem um setor de pesquisa e desenvolvimento se empenham em estabelecer políticas de criação de novas ideias e novos projetos. 31 Ainda é visto por muita gente como grande fonte de despesas e custos, no entanto o seu real benefício é a médio e longo prazo, pois inovar e desenvolver produtos requer uma formação de cultura e valores científicos que demoram para se estabilizar. Criatividade A criatividade pode ser compreendida como sendo um processo ou uma habilidade com capacidade de criar e gerar soluções para questões e problemas do dia a dia. É considerado um atributo de grande valor para um empreendedor de sucesso. Muitos chegam a acreditar que se trata de uma habilidade nata, isto é, o indivíduo já nasce com essa capacidade de inventar, de inovar e de ser criativo. A verdade é que a criatividade pode e deve ser desenvolvida ao longo da vida, no entanto ela infelizmente tende a decair com o passar dos anos, em virtude: • da idade; • da educação e escolaridade; • da falta de uso; • do abuso de álcool e drogas; • da má alimentação; • do sedentarismo; • e do ambiente de convívio. O processo criativo é complexo, não é possível atribuir uma única causa para o seu sucesso ou fracasso. Além disso, há casos em que o indivíduo pode sofrer influencias dos fatores e aspectos sociais, culturais, emocionais, organizacionais, políticos, econômicos entre outros. Para a criatividade fluir em um processo produtivo, é fundamental que se tenha um ambiente adequado e propicio para a recepção de novas ideias, além de lançar de também de ferramentas que auxiliam no processo criativo. Brainstorming A ferramenta brainstorming consiste em organizar um determinado grupo de pessoas com experiências diversas para participarem de uma reunião a fim de discutir soluções ou criação de novas ideias. É um processo que absorve diversas informações que podem ou não ser utilizadas, pois tem como princípios basilares a não discriminação de ideias diferentes e a não rejeição de ideias controversas, isto é, o objetivo é obter o máximo de opiniões diferentes para poder escolher a melhor ou a combinação delas possível. As políticas mais utilizadas com esse método de reunião em grupo consistem em: 1. a crítica destrutiva, a rejeição de opinião alheia, ou qualquer forma de discriminação não são permitidas. 2. as diversas formas de pensar são estimuladas e valorizadas. 3. objetiva-se obter o maio número de ideias diferentes possíveis. A fim de escolher a melhor. 4. estimula-se a participação de todos, pois quanto maior a participação dos envolvidos na reunião, maior são as possibilidades de combinação de ideias entre eles. Método das anotações coletivas Consiste em definir umdeterminado grupo de pessoas que têm a responsabilidade de realizar pequenas anotações e ideias que vão surgindo de forma natural e regular nas atividades do dia a dia da empresa em um caderno do tipo pocket, uma espécie de caderno que cabe no bolso, para facilitar a sua locomoção e manuseio. 32 Os membros do grupo vão se deparando com as situações, problemas e questões do dia a dia e fazem as devidas anotações com as possíveis soluções para elas. Os registros devem ser feitos de forma tempestiva, isto é, no momento em que surgem e na medida do possível. De acordo com o passar do tempo e com o acúmulo de anotações surge a necessidade de se reunir o grupo, pode ocorrer uma vez por semana ou da forma como houver previamente acordado, o grupo se reúne para compartilhar as melhores ideias juntamente com as suas respectivas soluções. Esse método permite mapear os problemas existentes nos mais diversos níveis hierárquicos de uma empresa e apresentar as possíveis soluções para eles. Vale ressaltar que essas tarefas devem ser incorporadas no dia a dia e devem ser anotadas de maneira tempestiva, isto é, no momento oportuno e conveniente, pois quanto mais cedo diagnosticar os problemas, menor será os impactos na gestão empresarial. 33 OPORTUNIDADES E O ESPÍRITO EMPREENDEDOR OPORTUNIDADES Uma oportunidade é um momento particular que é apropriado para algo, pode também ser definida como sendo uma característica ou condição favorável para que algo aconteça em um determinado período de tempo, e o que pode ou não ser aproveitada. O que define se há o seu aproveitamento ou não, no empreendedorismo dizemos que é o estágio, o espírito e o nível de engajamento do empreender, que quanto mais apurados maiores as chances de reconhecer e aproveitar uma boa oportunidade. O empreendedor deve saber que existem várias formas e métodos de se realizar as análises sobre as oportunidades em potencial. De acordo com Dornelas (2018) as oportunidades devem ser analisadas sob os seguintes aspectos: 1. A qual mercado ela atende? 2. Qual o retorno econômico que ela proporcionará? 3. Quais são as vantagens competitivas que ela trará ao negócio? 4. Qual é a equipe que transformará essa oportunidade em negócio? 5. Até que ponto o empreendedor está comprometido com o negócio? 34 Mercado A análise de mercado deve levar em consideração o grau de atratividade, isto é, o quão atrativo e promissor ele é, pois assim as possibilidades de crescimento e consolidação são maiores. Vale ressaltar que a demanda e a fidelização dos consumidores também são fundamentais para a estabilização do negócio. Além do fator atratividade, deve-se levar em conta que a concorrência e a busca por espaços no mercado é competitiva, portanto é necessário conhecer as reais e possíveis concorrências, quais são os seus pontos fortes e fracos, quais são as possibilidades de oferecer um diferencial frente à concorrência, de agregar valor, de atender um público que ela está deixando de lado. Tudo isso pode vir a ser uma vantagem competitiva. O empreendedor deve conhecer a quantidade de concorrentes no mercado e identificar os tipos de produtos e serviços, os consumidores, as preferências, as tabelas de preços entre outros aspectos inerentes aos concorrentes. A análise de mercado é um dos principais elementos do planejamento e sem ela é quase impossível conhecer os potenciais do mercado-alvo, do público-alvo, os concorrentes, os consumidores, os fornecedores e os parceiros. Análise Econômica A análise econômica representa as possibilidades de ganhos financeiros pelo esforço empregado no negócio. Sem a realização de uma análise econômica de um empreendimento os riscos são grandes, é como “correr no escuro” as chances de cair são enormes! Ao analisar o retorno financeiro sobre o empreendimento, a administração deve determinar um percentual desejável de se obter e, feito isto, traçar e estabelecer metas para alcançar os resultados. Caso contrário, melhor investir em outras áreas ou não investir. Hoje em dia, não se pode dar ao luxo de abrir um negócio por simples vontade de empreender, ou de ter o negócio próprio, os riscos são altos, o mercado é competitivo, os consumidores são exigentes e a economia muda o tempo todo! A análise econômica deve ser feita independentemente da situação em que se encontra a figura do empreendedor, quer ele tenha conhecimento técnico quer não, ora se não tem conhecimento financeiro e econômico, busca-se cursos, palestras, treinamento, livros e toda forma de conhecimento, ou pode então responsabilizar uma terceira para realizar essa tarefa. 35 A estabilidade financeira serve não somente para ter segurança frente aos imprevistos, as crises, a concorrência, mas também para empregar os recursos financeiros excedentes em investimentos, expansão do negócio, aprimoramento entre outros. Afinal, qual é o objetivo central de um empreendimento? Óbvio que é o retorno financeiro, o lucro! Então além de realizar o estudo da viabilidade de negócio, deve-se também ter o controle das receitas (entradas de recursos) e despesas (saídas de recursos). Ora, de nada adianta ter um volume grande de receitas, ter o faturamento aumentando, se as despesas e os custos estão tão altos quanto. É preciso gerenciar e obter um ponto de equilíbrio. Vantagem Competitiva Como isso acontece? O consumidor geralmente irá optar por um produto diferenciado em relação aos demais, isto é, ele irá procurar alguma coisa que se diferencia das demais opções existentes no mercado, quer seja pelo preço mais baixo ou mais alto, pela qualidade superior, pela exclusividade, pela embalagem mais atrativa, enfim, é exatamente estas condições que garantem a vantagem competitiva. Ressalta que para obter vantagem competitiva não é necessário que tenha muitos ou vários fatores que agregam valor, mas sim aqueles que o mercado está pedindo, ou seja, está carente em determinado quesito: • Garantia funcional; • Custo de produção baixo; • Criatividade; • Boa qualidade do produto/serviço; • Preço final adequado ao consumidor; • Embalagem agradável e atrativa; • Entre outros. Uma vez conquistada a vantagem competitiva e a preferência do consumidor, o empreendedor deve adotar algumas ações para não perder a preferência como: • Estar sempre atento ao mercado; • Antecipar, estar à frente dos concorrentes; • Buscar por inovação; • Ficar de olho nas tendências de mercado; • Trabalhar no posicionamento da empresa/produto/marca. 36 A busca por vantagem competitiva não consiste em apenas conquistar o topo, ou a liderança, mas sim estar à frente de uns ou vários concorrentes, pois a liderança no mercado é uma consequência e leva tempo. A vantagem competitiva, assim como sugere, é um estado de superioridade e preferência do consumidor frente ao concorrente, e que consiste em um ou vários fatores de diferenciação de um produto, bem ou serviço dos demais. Equipe Gerencial Outro fator muito importante e característico dos empreendedores de sucesso consiste no ato de delegar tarefas, isto é, na capacidade de transferir uma atividade ou tarefa para outra pessoa. Veja que é humanamente impossível uma única pessoa tentar realizar todas as tarefas e atividades de uma empresa ou até tentar fazer as mais importantes e essenciais, o fato é que, é pouco provável que essa consiga. A capacidade de gerenciar uma equipe é fundamental para o sucesso de um empreendimento, pois a maioria das tarefas é realizada por pessoas, quando não são por pessoas, são as máquinas e equipamentos que o fazem, mas que dependem da intermediação de pessoas de forma direta ou indireta. Portanto, gerenciar pessoas é determinante para o desempenho das atividades empreendedoras. No ramo dos negócios, ninguém faz nada sozinho, mercado é a relação de trocas entre pessoas, entãoé obvio que se deseja ter um empreendimento deverá contar com pessoas boas e qualificadas para ajudar a cuidar dos negócios. Para isso acontecer, deve-se estabelecer uma equipe gerencial e capacitada para tomada de decisão e de liderança para governar e controlar os demais membros do negócio. Liderar pessoas não é uma tarefa muito fácil, muito pelo contrário, é difícil e trabalhoso, pois a motivação das pessoas é fator que nem mesmo elas podem ter controle, no entanto ao estabelecer uma equipe, a empresa deve ter claro quais qualidades e atributos deseja inserir dentro em seu negócio. Pessoas engajadas, honestas, comprometidas e adequadas para cada tipo de cargo costumam ser o melhor caminho para a colaboração empresarial. Critérios Pessoais Perguntas do tipo, como você se identifica com o negócio? Você gosta da sua empresa, do que faz? Podem parecer perguntas simples e, de fato são, mas fazem muitos pensarem e até se preocupar quando se deparam come elas. Essas perguntas são determinantes no envolvimento com a abertura de uma empresa ou de um novo empreendimento, pois elas são pressupostos básicos para o sucesso em qualquer ramo do empreendedorismo. Para um estudo aprofundado deste tópico, vamos analisar alguns questionamentos comuns a todas as pessoas pretende empreender. Faça uma análise com bastante atenção dos seguintes questionamentos: • Você deixaria o atual emprego com remuneração mensal e outros benefícios para se aventurar no desconhecido, encarar todo tipo de desafio, mesmo sabendo que pode significar riscos e chances de dar tudo errado? • Nos próximos 5, 10 a 15 anos você se vê trabalhando nesse ramo de negócios escolhido? 37 • Tem a família e amigos como apoio e incentivo para essa jornada? • Está disposto a, se necessário, desfazer-se de bens pessoais, patrimônio para investir nesse projeto? • Você conhece amigos ou pessoas que seguiram esse mesmo caminho ou algo semelhante e teve uma conversa com elas a respeito disso? Após realizar uma leitura atenta e fazer a análise criteriosa das questões acima, entenda que se para a maioria delas a resposta foi uma negativa, isso significa que a pessoa não está preparada ou predisposta a ingressar no mundo do empreendedorismo, já se para a maioria das questões foi uma resposta positiva, seja bem-vindo ao mundo do empreendedorismo, apesar de que as dificuldades fazem parte de qualquer empreendimento, os benefícios e vantagens compensam todos os esforços. Lembre-se que se fosse fácil todos fariam! 38 ESPÍRITO EMPREENDEDOR Uma característica notável do empreendedor é a capacidade e a sensibilidade para os negócios, eles são dotados de habilidades e competências que proporcionam um faro para empreender, administrar empresas, cuidar das finanças, identificar e aproveitar as oportunidades existentes, criar e inovar produtos, marcas e serviços. Tudo isso graças ao seu estado de espírito empreendedor. MAS O QUE É UM ESPÍRITO EMPREENDEDOR? É POSSÍVEL DESENVOLVÊ-LO? Sim, é perfeitamente possível desenvolver o espírito empreendedor e mudar o rumo das coisas, mas antes é necessário identificar quais são as suas qualidades, características, comportamentos e habilidades deste perfil, e então adquiri-las ou aperfeiçoá-las, caso ainda não esteja em um nível razoável. O empreendedor é aquele que aprende a materializar suas ideias em empreendimentos de qualquer natureza. Gosta de desafios e está sempre em busca de metas e novos objetivos. 39 O espírito empreendedor pode ser compreendido como um estado humano de busca permanente por melhorar a cada dia, de ajudar ao próximo, de promover qualidade de vida para as pessoas, de querer mudar o mundo. Os empreendedores possuem certas características e atitudes que são bem desenvolvidas e apresentam grande performance nos negócios, obviamente que não é necessário possuir todos ou a maioria dos comportamentos empreendedores, mas pelo menos alguns devem ser trabalhados para se obter as competências mínimas necessárias para atuar no campo do empreendedorismo. A inquietação é traço evidente na pessoa do empreendedor, dificilmente se acomoda com a situação atual, na verdade até incomoda os outros por estar sempre mudando as coisas, e é essa atitude que faz com que o mundo se desenvolva. O empreendedor não pode ser se limitar a uma pessoa que abre um novo negócio ou monta a sua própria empresa. É mais do que isso, ele é um elemento fundamental no processo de desenvolvimento econômico e social. Está sempre inovando, e junto com as inovações surgem novas oportunidades e crescimento. O espírito empreendedor é a essência das pessoas que querem mudar o mundo, essa “chama” é o fator que dá energia para o empreendedor fazer as coisas acontecerem! É importante ressaltar que muitos acham que os empreendedores são heróis, e que nasceram com uma mente mais brilhante do que a dos demais. Bem, a verdade é que eles não são heróis do tipo “salvador”, mas sim ajudam várias e até milhares de pessoas, a depender de suas ambições e da magnitude do empreendimento, mas de longe deve ser considerado como aquela figura de super-herói de quadrinhos ou cinema, apesar de que muitos pensam assim. No entanto, a economia depende dessas pessoas empreendedoras, pois o que aconteceria com a economia de uma região se não houvessem novos empreendedores e novos empreendimentos? Certamente que com o passar do tempo ocorreria uma drástica queda na produção de bens e serviços, alguns se aposentariam, outros fechariam seu negócio por falta de recursos, enfim, é um cenário apocalíptico. Para o significado do termo “empreendedor”, talvez a definição que melhor expressa o espírito empreendedor, seja a de Joseph Schumpeter (1949): “O empreendedor é aquele que destrói a ordem econômica existente pela introdução de novos produtos e serviços, pela criação de novas formas de organização ou pela exploração de novos recursos e materiais”. 40 Vale ressaltar que existem alguns mitos sobre os empreendedores e que não são poucos, mas três deles, em especial, merecem uma atenção maior! Mito 1: Empreendedores são natos, nascem para o sucesso. Realidade: • enquanto a maioria dos empreendedores nasce com certo nível de inteligência, empreendedores de sucesso acumulam habilidades relevantes, experiências e contatos com o passar dos anos; • a capacidade de ter visão e perseguir oportunidades aprimora-se com o tempo. Mito 2: Empreendedores são “jogadores” que assumem riscos altíssimos. Realidade: • assumem riscos calculados; • evitam riscos desnecessários; • compartilham riscos; • dividem o risco em “partes menores”. Mito 3: Empreendedores são “lobos solitários” e não conseguem trabalhar em equipe. Realidade: • são ótimos líderes; • criam equipes. A inovação faz parte do espírito empreendedor e consiste em fazer algo novo e diferente do que existe atualmente. Segundo Chiavenato (2013) existem alguns tipos de inovação: INOVAÇÃO EVOLUCIONÁRIA Esse tipo de inovação se inicia em uma tecnologia ou produto/serviço de preço mais acessível e com desempenho e qualidade inferior aos demais com o objetivo de atender uma demanda que as organizações e empresas não estão atuando. Em seguida após a fidelização e a consolidação deste produto no mercado, de forma gradativa, o produto vai sendo melhorado e aperfeiçoado com o tempo, a fim de atingir a liderança ou ser preferência dos consumidores. INOVAÇÃO REVOLUCIONÁRIA A inovação revolucionária é aquela em que ocorre uma melhora ou aperfeiçoamento gradativo em um processo, tecnologia, produtos ou serviços de maneira incremental e contínua. Isto é, a inovação vai acontecendo na medida em que o tempo passa e naturalmente se faz necessário um tipo de “upgrade”. 41 INOVAÇÃO DISRUPTIVA A inovação disruptiva é a inovação mais drástica, pois traz rápidas e profundas mudançasnas tecnologias, nos produtos ou nos serviços que já existem. Em consequência desse rápido processo de mudanças, faz com que novas formas de se pensar, de se resolver problemas, de se usar determinados produtos sejam a nova realidade, assim o que antes era considerado como novo, agora passa a ser considerado como velho e em alguns casos até obsoleto. A preocupação surge nos casos das empresas que não inovam, elas devem pelo menos cuidar do acompanhamento das inovações que surgem, isto é, caso a empresa não esteja lançando inovações no mercado, ao menos ela deve tentar acompanhar e incorporar essas inovações ao negócio, na medida do possível. Esse tipo de inovação literalmente rompe as fronteiras e quebra os paradigmas existentes, mudando a forma de se fazer. O processo de inovação nas empresas deve ocorrer de forma organizada e estruturada, a fim de aproveitar o máximo das ideias inovadoras e reduzir as distrações que ocorrem naturalmente, deve ser também tratada como questão de prioridade nos dias de hoje, pois a competitividade entre as empresas por um espaço no mercado e pela preferência do consumidor e também as exigências dos clientes são fatores suficientes para as empresas procurarem inovar, caso contrário estão fadadas ao fracasso. Não obstante, o processo criativo também pode ser considerado como um diferencial e uma vantagem competitiva. 42 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AVENI, Alessandro. Empreendedorismo contemporâneo: teorias e tipologia. São Paulo: Atlas, 2014. [Minha Biblioteca]. BESSANT, John; TIDD, Joe. Inovação e empreendedorismo. Tradução: Elizamari Rodrigues Becker; Gabriela Perizzolo; Patrícia Lessa Flores da Cunha. Porto Alegre: Bookman, 2009. [Minha Biblioteca]. DOLABELA, F. Oficina do empreendedor: a metodologia do ensino que ajuda a transformar conhecimento em riqueza. São Paulo: Editora Cultural, 1999. DORNELAS, José. Empreendedorismo, transformando ideias em negócios 7. ed. São Paulo: Empreende, 2018. [Minha Biblioteca]. HISRICH, Robert D. Empreendedorismo. Tradução: Francisco Araújo da Costa. 9. ed. Porto Alegre: AMGH, 2014. [Minha Biblioteca]. SCHUMPETER, J. The theory of economic development. Harvard University Press, 1949. TAJRA, Sanmya Feitosa. Empreendedorismo: conceitos e práticas inovadoras. 1. ed. São Paulo: Érica, 2014. [Minha Biblioteca]. Páginas de EMPREENDEDORISMO, VOL. 1.pdf Páginas de EMPREENDEDORISMO, VOL. 12.pdf