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Psicologia: Terapia Cognitivo-Comportamental
IEC PUC MINAS
Professora: Renata Cristiane Marciano
Psicopatologia
Disciplina:
1
Ementa da disciplina
Os principais transtornos mentais e comportamentais descritos na CID - 10. O Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM –5) da Associação de Psiquiatria Americana e a categorização dos transtornos. Avaliação e compreensão do uso dos sistemas de classificação nosológica. Estudo dos Transtornos Delirantes: Esquizofrenia e Esquizotípico.  Propostas de intervenção da Terapia Cognitivo-Comportamental junto aos pacientes psiquiátricos. Psicoeducação.
Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais (2005). Residência em Psiquiatria Geral (2007) e em Psiquiatria da Infância e Adolescência( 2008) no Hospital das Clínicas-UFMG. Possui Mestrado (2009) e Doutorado (2016) em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de Minas Gerais. Pós graduada em Terapia de família. Atualmente é médica psiquiatra na PMMG .
Diagnóstico DSM V e CID 10
Critérios diagnósticos
DSM IV → estimular uma avaliação completa e detalhada do paciente
Eixos I: Diagnóstico psiquiátrico
 II: Retardo mental e t. personalidade
 III: Condições médicas gerais
 IV: Problemas psicossociais e ambientais
 V: Avaliação funcional
 DSM V = CID 10→ Rompeu com o modelo multiaxial
 
Diagnóstico DSM IV e CID 10
 Transtornos de personalidade e o retardo mental, anteriormente apontados como transtornos do Eixo II, deixaram de ser condições subjacentes e se uniram aos demais transtornos psiquiátricos no Eixo I
Fatores psicossociais e ambientais (Eixo IV) continuam sendo foco de atenção, mas o DSM-5 recomendou que a codificação dessas condições fosse realizada com base no Capítulo da CID.10, Fatores que Influenciam o Estado de Saúde e o Contato com os Serviços de Saúde (códigos Z00-Z99). 
Escala de Avaliação Global do Funcionamento, anteriormente empregada no Eixo V, foi retirada do manual. 
CID 10
F00-F99 - Transtornos Mentais e do Comportamento
1.1(F00-F09) Transtornos mentais orgânicos, inclusive os sintomáticos
1.2(F10-F19) Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de substância psicoativa
1.3(F20-F29) Esquizofrenia, transtornos esquizotípicos e transtornos delirantes
1.4(F30-F39) Transtornos do humor [afetivos]
1.5(F40-F48) Transtornos neuróticos, transtornos relacionados com o estresse e transtornos somatoformes
1.6(F50-F59) Síndromes comportamentais associadas a disfunções fisiológicas e a fatores físicos
1.7(F60-F69) Distorções da personalidade e do comportamento adulto
1.8(F70-F79) Retardo mental
1.9(F80-F89) Transtornos do desenvolvimento psicológico
1.10(F90-F98) Transtornos do comportamento e transtornos emocionais que aparecem habitualmente durante a infância ou a adolescência
CID 11- em vigor desde jan de 2022
Resistência antimicrobiana
 Síndrome de burnout - categoria separada
 Transexualidade: incongruência de gênero
 Transtorno do espectro autista
Gaming disorder
Idade média = Loucura: possessão demoníaca
 Pinel = doente mental- tratamento- isolamento social
 Jaspers = ser humano na sua totalidade-fim do dualismo corpo e mente-individuo total
Psiquiatria e terapias
Interface Psiquiatria e Psicologia
Psiquiatria Psicodinâmica
Relatório → breve revisão de psicopatologia
Normal X Patológico- saúde é vida no silêncio dos órgãos/ normativo 
 A experiência suspende a transcrição de alguns genes
 
10
Elementos da avaliação
Busca estruturada X Escuta livre
Conexão presente e passado 
“Conte-me mais...”
Queixa principal
História da moléstia atual
História pregressa de transtornos mentais
 História pessoal
História familiar
11
Elementos da avaliação 
Motivo da consulta → O que mais te incomoda hoje?
Estressores e seu significado→ Morte do pai?
Desenvolvimento neuropsicomotor
Personalidade pré- mórbida
Identificação
Nome, idade, filiação, nacionalidade, sexo,
Memória, profissão, estado civil, religião,
residência
12
Status socioeconômico
Ocupação
Auto-estima
Interesse na vida
Socialização
Motivação e capacidade de se apresentar adequadamente
EXAME DO ESTADO MENTAL
 Aspecto geral
EXAME DO ESTADO MENTAL
DIFERENCIAR OS DADOS OBTIDOS POR
ANAMNESE
OBSERVAÇÃO DIRETA
RELATO DO PACIENTE
RELATO DE FAMILIARES
Exame do estado mental
Consciência
Aspecto geral
Atitude com o entrevistador
Atenção
Comportamento/ Psicomotricidade
Afeto e humor
Pensamento e linguagem
Exame do estado mental
Sensopercepção
Orientação
Atenção
Inteligência
Memória
Pensamento
Vontade/ Pragmatismo
Consciência de morbidade
 Aspecto geral
Vestimenta
 Higiene
IDADE APARENTE x CRONOLÓGICA
Posição e postura
Expressão facial
Contato dos olhos
Anomalias físicas evidentes
Outros aspectos chamativos ou bizarros
Aspecto geral
IDADE APARENTE
 Doença clínica
Abuso de álcool
Depressão
Situação de vida difícil
Aspecto geral
Características físicas
Tatuagens
Sinal de agulhas
Cicatrizes
Sudorese
Sexo
 Cutting
 Dedos
 
 ATITUDE
 Relação entre o paciente e o examinador, e nas reações do paciente ao próprio processo de entrevista.
20
ATITUDE COM O ENTREVISTADOR
 cooperativo
 não cooperativo
 hostil
 reservado
 desconfiado
 regredido
Consciência
Alterações no nível de consciência indicam 
quadro orgânico-Delirium?
Orientação auto- psíquica 
Orientação alo-psíquica
EXAME DO ESTADO MENTAL 
 NÍVEL DE CONSCIÊNCIA
ALERTA: 
 acordado, vigilante, atento ao examinador, respondendo a estímulos.
EXAME DO ESTADO MENTAL 
	
HIPERVIGILANTE: ansiosamente atento, não relaxa, e se sobressalta com facilidade.
CAUSAS: mania
 ansiedade
		 paranóia
 hipertireoidismo
 uso de anfetamínicos
EXAME DO ESTADO MENTAL 
 
HIPOVIGILANTE: estados variáveis em que há diminuição de resposta ao ambiente.
TIPOS:
SONOLÊNCIA		
LETARGIA		
OBNUBILAÇÃO
ESTUPOR
COMA
EXAME DO ESTADO MENTAL 
		
Atenção 
 Vigilância X Tenacidade
Vontade
 Pragmatismo
Memória
 Remota
 Recente
 Imediata
 Confabulação
Inteligência
 Nível sócio-cultural
 
26
 Atividade psicomotora 
 AGITAÇÃO PSICOMOTORA - hiperatividade
RETARDO PSICOMOTOR -bradicinesia
NEGATIVISMO
Tremores, estereotipias...
	
EXAME DO ESTADO MENTAL 
	
Afeto e Humor
 
 Estado emocional
EXAME DO ESTADO MENTAL 
	
HUMOR 
 1) Sentimento interno predominante em uma pessoa
 2) Estado emocional sustentado no tempo, e consistente
 	COR		
EXAME DO ESTADO MENTAL 
	 HUMOR
Eutimia 
QUADROS CLÍNICOS: 			
			DEPRESSÃO
			MANIA
			ANSIEDADE 
EXAME DO ESTADO MENTAL 
	AFETO 
1) Manifestação externa e dinâmica do estado emocional 
2) Expressão momento-a-momento de emoções
EXAME DO ESTADO MENTAL 
	AFETO
 PARÂMETROS: 
ADEQUAÇÃO
MOBILIDADE
REATIVIDADE
CONSIDERAMOS 3 ASPECTOS:
			
		1. CURSO=fluxo
		2. CONTEÚDO=produto
		3. FORMA=organização
EXAME DO ESTADO MENTAL
 
	Pensamento
Exame do estado mental 
 
PENSAMENTO
 Curso
	 POBREZA DO PENSAMENTO
 NEOLOGISMOS
 LOGORRÉIA
 Concreto X Abstrato
 Forma
 FUGA DE IDÉIAS
 BLOQUEIO DO PENSAMENTO
 ASSOCIAÇÕES SONORAS
 CIRCUNSTANCIALIDADE
 TANGENCIALIDADE
		 
 
EXAME DO ESTADO MENTAL
 
	Pensamento
]
	Exame do estado mental
PENSAMENTO
Conteúdo
DELÍRIOS
OBSESSÕES
PARANÓIA
36
Exame do estado mental
	Delírio
TIPOS
EROTOMANIA
DE CIÚMES
SOMÁTICOS
NIILÍSTICOS
DE REFERÊNCIA 
 
 IDÉIAS SUPERVALORIZADAS
 PENSAMENTO MÁGICO
	
Exame do estado mental
 OBSESSÕES
 Pensamentos indesejáveis, desagradáveis e intrusivos, que não podem ser eliminados pela própria vontade.
Exame do estado mental
		SENSOPERCEPÇÃO
ILUSÕES
ALUCINAÇÕES
DESPERSONALIZAÇÃO
DESREALIZAÇÃO
DÉJÀ/JAMAIS VU
ILUSÕES:interpretações errôneas de estímulos reais 
CAUSAS:
exaustão
ansiedade
alterações de consciência
delirium
Exame do estado mental
		SENSOPERCEPÇÃO
ALUCINAÇÕES : percepção sem objeto/estímulo
Exame do estado mental
		SENSOPERCEPÇÃO
TIPOS: segundo o órgão dos sentidos afetado.
AUDITIVAS
VISUAIS
OLFATIVAS
CINESTÉSICAS
AUDITIVAS
quadros psiquiátricos
Exame do estado mental
		SENSOPERCEPÇÃO
VISUAIS: 
 mais comuns em quadros orgânicos: 
 DEMÊNCIA, DELIRIUM, ESTADOS DE ABSTINÊNCIA ou INTOXICAÇÃO, EPILEPSIA TEMPORAL, ENXAQUECA.
OLFATIVAS e GUSTATIVAS: - como as visuais, mais comum em quadros orgânicos como descargas epileptiformes do lobo temporal
Exame do estado mental
		SENSOPERCEPÇÃO
DESPERSONALIZAÇÃO:
sensação de que o “eu” ou o corpo é irreal ou não familiar
DESREALIZAÇÃO: 
sensação de que o meio não é real ou conhecido
Ocorre em quadros epiléticos, 
 distúrbios histéricos
 adolescência normal
 ataque de pânico
Exame do estado mental
		SENSOPERCEPÇÃO
DÉJÀ VU: sensação de já ter visto
 ou vivido uma situação nova
JAMAIS VU: sensação de 
estranheza em relação a uma situação
 conhecida
epilepsia e outros quadros neurológicos ou psiquiátricos
	
Exame do estado mental
		SENSOPERCEPÇÃO
Atividade
Unidade
Identidade
https://www.youtube.com/watch?v=QCc74tTVL5Y- cisne negro
Exame do estado mental
		Consciência do eu
Insight: capacidade de perceber os significados sutís de pensamentos, idéias e sentimentos, principalmente no que diz respeito a si mesmo. O “insight” é função de maturidade. 
Consciência de morbidade
Exame do estado mental
	
Ao exame do estado mental:
 
Apresentação adequada. Mantém-se cabisbaixo e evita sustentar o contato visual. Mostra-se impaciente e exaltado durante alguns momentos da entrevista. Orientado no tempo e espaço, fala espontânea e coerente. Humor irritado, ausência de sintomas depressivos descompensados. Afeto síntone. Pensamento organizado, sem alterações de curso, forma e conteúdo. Não foram observados sintomas de natureza psicótica, ausência de solilóquios ou mussitações, não há alterações da sensopercepção. Memória preservada nos seus aspectos de evocação e fixação; sem déficits cognitivo e intelectivo; juízo de realidade íntegro.
Exercicio avaliativo
Esquizofrenia
Introdução
Kraepelin: demência precoce
Eugen Bleuler: termo
“esquizofrenia”
esquizo = divisão; phrenia = mente
Quebra entre as funções do
pensamento, da afetividade e do
Comportamento
Introdução
Associação frouxa do pensamento
Ambivalência
Autismo
Alterações de afeto
Alucinação e delírio
Demência Precoce
Epidemiologia
Tipo mais freqüente de doença psicótica
Brasil→1.170.000 portadores de esquizofrenia
80.000 novos casos por ano
SP: 70% pacientes diagnosticados sem tratamento
1% população mundial
Tentativas de suicídio recorrentes
25-50% dos pacientes tentam o suicídio pelo menos uma vez ao longo da vida
10% se suicidam
Sem relação de prevalência por sexo
Homens: idade de início mais precoce (18-25 x 25-35)
Sintomatologia
Curso persistente
 Deterioração mental progressiva
Surgimento abrupto na juventude ou de forma sutil como
 Precedido por sintomas sutis→ trema
 
Personalidade pré-mórbida???
Sintomatologia
A vida parecia escura, amedrontada e
fragmentada. Eu me sentia estranha, com
vozes e visões ameaçadoras em um
atormentado pesadelo diário. Eu não conseguia
alívio de meu mundo psicótico. A primeira vez
que ouvi estas vozes eu era uma adolescente.
Eu me sentia como se estivesse possessa, e
que minha mente estava infectada com
espíritos demoníacos. Imagine uma criança de
15 anos ouvindo as mesmas vozes sempre e
sempre: “Você deve morrer, você vai morrer”.
Retirado de “Acordando de um pesadelo
esquizofrênico”, de Lori Schiller. 
Sintomatologia
Delírios 
Distorção ou exagero na linguagem
Pensamento fragmentado, com perda das associações lógicas
Alucinações
Estereotipia
Comportamento violento
Incoerência no discurso
Neologismos
Posturas físicas bizarras
Ecolalia 
Produtivos
Sintomatologia
Isolamento social
Embotamento afetivo
Déficits da função cognitiva
Ansiedade e depressão
Introversão
Negativismo
Flexibilidade cérea
Embotamento afetivo
Incapacidade de sentir emoção
Falta de motivação
Dificuldade na abstração dos pensamentos
Negativos
Etiologia
Genéticos
Ambientais
Sociais
A existência predisporia a
vulnerabilidade do SNC
Estudos com gêmeos
monozigóticos (50%)
Vida intrauterina
(infecções,
desnutrição, drogas)
Possíveis marcadores
biológicos
Influenciam o curso
 e prognóstico
Influências externas
podem potencializar a
tendência genética
Complicações de
gestação e de parto
Neurobiologia da Psicose
		Hipóteses
			Dopaminérgica
			Serotoninérgica
				
Hipótese Dopaminérgica
Ação antipsicótica dos neurolépticos
Alta [D2] em cérebros de esquizofrênicos
Psicose é induzida por agentes pró-dopaminérgicos
PET e SPECT mostraram afinidade dos AP por D2
Subtipos→ DSM V aboliu
Paranóide: + comum
 Sintomas produtivos
 Relativa preservação do afeto e das funções cognitivas
 Hebefrênico: Início precoce
 Prognóstico desfavorável
 Comportamento pueril
 Desorganização psíquica
 Sintomas negativos
Subtipos
Catatônica: Predomínio de distúrbios da psicomotricidade
 Estupor
 Rigidez
 Mutismo
 Posturas bizarras
Residual: Sintomas negativos
Simples
Depressão pós-esquizofrência
Outros transtornos psicóticos
Transtorno Delirante Persistente
 Idéia delirante fixa e inabalável
 Natureza não bizarra dos delírios
 Personalidade intacta
 Desconfiados e hipervigilantes
 Transtorno esquizofreniforme
 1-6 meses de duração
 
 
Outros transtornos psicóticos
Transtorno esquizoafetivo
 Sintomas afetivos e psicóticos proeminentes
Transtorno Psicótico agudo
Transtorno delirante compartilhado
 
Bloqueiam receptores dopaminérgicos centrais
Produzem neulepsia→ lentificação psicomotora
Tratamento de inúmeros transtornos mentais
Antipsicóticos
 Até 1952...
Mazelas sociais
Lobotomia
Sedativos
Coma Insulínico
ECT
↓ leitos psiquiátricos
Indicações
Mania aguda
Depressão com sintomas psicóticos
T. delirante
Agitação psicomotora/comportamento violento
Indicações
T. personalidade borderline
S. de tourette
Demência e delirium
T.invasivos do desenvolvimento
Vômitos, náuseas, soluço intratável
Sintomas Positivos
Hiperfunção Dopaminérgica na Via Mesolímbica
Sintomas Negativos
Hipofunção Dopaminérgica na Via Mesocortical
Sintomas Extrapiramidais
Via nigroestriatal
Via Tubero-infundibular
Antipsicóticos típicos
FENOTIAZÍNICOS: clorpromazina
Importantes propriedades sedativas
BUTIROFENONAS: haloperidol
Absorção VO
Dose única diária
Apresentação de depósito
6 semanas de resposta
6 meses de estabilização
Bloqueio de D2 nas 4 vias dopaminérgicas
Efeitos Colaterais
Sintomas Extra-Piramidais
Parkinsonismo→ tremor de repouso, rigidez com sinal de roda denteada, face em máscara, retardo psicomotor, marcha em bloco
Distonias agudas →torcicolos, crises oculógiras
Acatisia → inquietação
 Discinesia tardia
 Síndrome Neuroléptica maligna
Prática
ESQUIZOFRENIA
Iniciar com um antipsicótico atípico
Orientar sobre efeitos colaterais
Elevação lenta das doses
Brasil
Típico
Associar com um anticolinérgico?
Protocolo atípicos
Prática
ARS, 21 anos,sexo masculino. Apresenta quadro de humor deprimido, associado a insônia e hiporexia. Em uso de paroxetina 30 mg. Tem queixado que as pessoas falam dele o tempo todo, principalmente em relação a homosexualidade.
Prática
VGG, 13 anos, sexo masculino, diagnóstico de autismo. Relativa adaptação comportamental,entretanto nos últimos meses está muito agitado e agressivo e apresenta piora das estereotipias.
Prática
LMV,19 anos, sexo feminino. Parou de sair de casa, largou a faculdade e praticamente não sai da cama. Apresenta-se emagrecida e fala que não tem se alimentado porque a vizinha envenenou sua comida. Não tem dormido a noite, refere ouvir vozes, cujas temáticas são depreciativas e falam pra ela se matar.Sem história psiquiátrica pregressa.
Queixa Principal
 “Não agüento mais tanta perseguição...”
História da moléstia atual
Chegou ao Hospital Galba Veloso em 14/04/06 
História de estar sendo mantida em cárcere privado em casa pelo marido: DESNUTRIDA/ DESIDRATADA
Paciente retirada de casa pela polícia → marido detido
Conselho Tutelar retirou a guarda dos filhos
Há um ano sem utilizar medicação psiquiátrica
Identificação
BIA, ♀, 36 anos, católica, leucodérmica, primeiro grau incompleto, do lar. Natural de Belo Horizonte
Mora em um sítio em Itabirito, isolado, sem energia elétrica e água encanada, com o “marido” e os filhos de 11, 9, 7 e 5 anos
Exame Psíquico
Contato verbal restrito, cabisbaixa
Higiene precária
Aparência bizarra, olhar perplexo
Respostas monossilábicas
Levantava e a andava de um lado para o outro
Postura alucinatória
 “Onde está o L? Eu sei que eles estão atrás dele”. 
Súmula Psicopatológica
Consciência clara;
Atitude retraída e indiferente; 
Pensamento de curso lentificado com forma perseverante e conteúdo empobrecido, 
Alucinações auditivo-verbais; 
Eutímica; 
Afeto aplainado; 
Hipobúlica; 
Ausência de consciência de morbidade; .
Lentificação psicomotora; 
Pragmatismo reduzido. 
 
HD: Esquizofrenia Paranóide
História Pregressa
Infância: separação dos pais
Nunca trabalhou, poucos amigos 
Relato da mãe: 
“Ela é levada pela vida” 
2000 → Episódio grave de “depressão pós-parto”
 Internada por 15 dias e foi retirada pelo marido
2001/2003 → Internações psiquiátricas
Evolução durante a internação
Melhora progressiva do quadro psiquiátrico
BIA → passiva, obediente e sugestionável
 “Lá é muito bom, conversamos com as árvores, os passarinhos, 
pena que eles não deixam o L em paz!”
“Esse sapato que você está, foi o L que fez”. “O L é Jesus também, ele já foi o Raul Seixas.” 
Ambivalência em relação ao marido
“ Eu preciso dele, é o amor da minha vida.”
 “Vampiro que me suga e faz mal.”
 “Eu era doida para ter um pai e acabei arrumando esse velho.”
 “Eu sou sua prisioneira.”
“Tornou-se um homem maior que o Galba Velloso.....”
 
Evolução durante a internação
Evolução durante a internação
“O problema é que somos muito perseguidos, sabe, todos querem o nosso sítio, tem muita água limpa, passarinhos e árvores que falam com a gente”.
“Tenho uma herança, tem até mapa da mina.”
LEO E BIA
 BIA → notória piora do quadro psiquiátrico
ATAQUE → Desencadeador do quadro???
Evolução durante a internação
“Eu sou ameaçado desde criança.... Fui afastado do meu pai aos 6 anos porque ele era um dos inconfidentes e neuróticos e guerra...”
TRANSTORNO DELIRANTE PERSISTENTE 
 Tratamento necessário para a melhora da paciente 
 Envolver sua família para possibilitar tratamento psiquiátrico
LÉO E BIA
Evolução durante a internação
LÉO E BIA
Visitas freqüêntes → Aparência bizarra
AMOR
Completa aceitação/ Simbiose
Persecutório com internação e com a ausência dos filhos
ÚLTIMA VISITA 
Tratamento ambulatorial
BIA → Alta com antipsicótico de depósito
LÉO relatava que sua vida havia melhorado com o tratamento da esposa
“Pararam de nos perseguir, as coisas estão muito mais fáceis agora...” 
“Da época que minha princesa estava internada, não me lembro de nada, só que a dor era intensa.”
Tratamento ambulatorial
Percepção de sua melhora clínica e crítica da patologia
“Quando eu estava doente, achava que era verdade... Estava em outro mundo… Tinha dinossauro, árvore de mais de mil metros. Agora caí na real, sei que isso era da minha cabeça”
 Influência de seu quadro psiquiátrico em LÉO 
“Não conto pro L, pois ele está bem.. 
Ele fica nervoso. E quando ele está irritado, tenho medo dele. Quando eu acalmo, ele acalma. Ele não me deixava tomar os remédios, falava que estava envenenado. Só fica nervoso, quando fico doente “
Episódio recente→
Tratamento ambulatorial
Visão dos filhos
“Eu sofri aquele problema, mas foi porque sofro junto com BIA, mas eu sou normal. Preciso é pensar com a cabeça dela, pra entender, sabe?!”
“Minha mãe quando está doente, fica esquisita e vai piorando... Meu pai fica nervoso. Ela dorme muito e pai briga. Por isso não deixo ela ficar sem o remédio.” 
 Visão de LÉO
 Terapêutica
Entender a relação
Entender o conceito em que se desenvolve o relacionamento
Funcionalidade
Abordagem familiar
Separá-los????
“A conformidade de idéias estabiliza a relação e corrobora a conformidade de sentimentos.”
LÉO E BIA
LÉO E BIA
Agradecemos à LÉO E BIA que nos ensinaram que a 
a felicidade de nossos pacientes pode estar no “Centro de um planalto vazio, como se fosse em qualquer lugar...”
E que “Castelos nascem dos sonhos pra no real achar seu lugar...” 
LÉO E BIA
Léo e Bia (Oswaldo Montenegro)
“No centro de um planalto vazio
Como se fosse em qualquer lugar
Como se a vida fosse um perigo
Como se houvesse faca no ar
Como se fosse urgente e preciso
Como é preciso desabafar
Qualquer maneira de amar varia
e Léo e Bia souberam amar...
Como se não fosse tão longe
Brasília de Belém do Pará
Como castelos nascem dos sonhos
pra no real achar seu lugar
Como se faz com todo cuidado
a pipa que precisa voar
Cuidar de amor exige mestria
e Léo e Bia souberam amar...” 
TDAH
Hiperatividade
Déficit de atenção
Impulsividade
Intensidade e prejuízo 
Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade
Prevalência: 5% das crianças em idade escolar
Meninos 4 >1 Meninas 
Diagnóstico→ idade escolar
Prejuízo no aprendizado→dificuldade para manter a atenção/ erros grosseiros
Desregulação central dos sistemas dopaminérgicos e noradrenérgicos que controlam a atenção, organização, planejamento, motivação, cognição, atividade motora, funções executivas e também o sistema emocional de recompensa
 
Inquietação com as mãos ou pés
Parecem estar “ligados no 220V”
Em sala de aula, levantam-se várias vezes
Respondem antes que a pergunta tenha sido concluída
Dificuldade em esperar sua vez
Interrompem ou intrometem-se na conversa dos outros
São desastrados
Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade
TDAH
Não prestam atenção a detalhes ou cometem erros por descuido
Dificuldade em manter a atenção em tarefas ou jogos
Parecem não ouvir quando falam com eles
Dificuldade em organizar tarefas ou atividades
Perdem seus pertences com freqüência
 São facilmente distraídos por estímulos externos
Tratamento
Medidas comportamentais
 Psicoeducação
Metilfenidato/ Bupropiona/ Imipramina
TDAH
Transtorno do espectro autista
Comunicação verbal e não verbal
Interação social
Interesses restritos repetitivos ou esteriotipados 
Síndrome 
Etiologia múltipla: genética/neurobiologia/psicologia
Diagnóstico até os 3 anos
Prevalência: 0,6%
Meninos>Meninas
Parte X Todo
Pouco contato visual
Expressão facial e corporal pobre
Ausência de sorriso social ( no bebê)
Ausência de movimento antecipatório (no bebê)
Aparente aversão ao contato físico → Usa as pessoas
Desinteresse pelos pares
Isolamento social
Linguagem estereotipada → ecolalia, inversão pronominal, fala monótona
Aderência a rotinas e rituais específicos
Maneirismos repetitivos e estereotipias → flapping-hand ou flapping-finger
Um chuveiro....
Uma geladeira...
Síndrome de Asperger 
Níveis mais altos de habilidades cognitivas e de comunicação (fala monótona e pedante)
Inteligência normal 
Repertório de atividades e interesses restrito:
	Preocupações incomuns 
	Habilidades específicas 
Dificuldade em fazer amizades
Incapacidade de se colocar no lugar do outro
Tratamento
Equipe multidisciplinar
Trabalhar as expectativas
Funcionalidade
Sintomas 
TCC- melhor habilidadesde funcionamento e resolução de problemas
Psicoeducação e treinamento de pais 
Obrigada...
renatinhacm@gmail.com
Consultório: 997414424
Tel: 992132370
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