Prévia do material em texto
A VIOLÊNCIA CONTRA MULHER E A ATUAÇÃO DO ASSISTENTE SOCIAL SILVIA Professor Orientador: SUMARIO TEMA.............................................................................................................4 PROBLEMA..................................................................................................4 HIPOTESES..................................................................................................4 INTRODUÇÃO...............................................................................................5 OBJETIVOS.................................................................................................9 METODOLOGIAS......................................................................................10 ESTIMATIVA DE CUSTO..........................................................................11 CRONOGRAMA DE ATIVIDADES.............................................................12 REFERÊNCIAS...........................................................................................12 Identificação do Projeto TEMA: A VIOLÊNCIA CONTRA MULHER E A ATUAÇÃO DO ASSISTENTE SOCIAL PROBLEMA: Na abordagem profissional do/a Assistente Social na problemática da Violência Doméstica qual o impacto das dimensões de intervenção? Que papel desempenha cada uma delas? Como se articulam e interagem? HIPOTESE(S): O serviço social é uma profissão que possui em sua gênese uma ligação intrínseca com as relações sociais e tem como objeto de trabalho a questão social, podendo atuar em diversas áreas. Uma delas é o atendimento às vítimas de violência contra as mulheres. Deste modo, o assistente social age como intermedia dor na política pública de proteção às mulheres que sofrem violência doméstica, como explica KLEBA (1994): [...] o assistente social entra em contato com um cliente ele estabelece uma dada relação, a qual é sempre consequência das relações sociais de produção. O relacionamento é esta ação profissional intencional na relação, isto é, processo de mediação de relações sociais [...] (KLEBA; APARECIDA, 2005, p.2 08). Desde a origem desta profissão, o serviço social é comprometido democraticamente com as classes menos favorecidas, lutando sempre pela igualdade, liberdade e a justiça social. Diante disto, o assistente social atua nesse processo de empoderamento da violência contra as mulheres. No entanto, não é papel deste profissional apressurar esse processo ou até mesmo influenciar nas decisões das pessoas, nem acusar as mulheres p para permanecerem na relação de violência, mas sim, construir uma efetiva rede de atendimento interdisciplinar, podendo assim amparar as vítimas da violência. INTRODUÇÃO: Décadas de submissão e desigualdades produziram uma espécie de empoderamento dos homens em relação às mulheres e junto com eles a idéia nefasta da mulher como relação de objeto e prazer, estando sujeita aos seus comandos e a todo tipo de violência, desrespeito e arbitrariedades. Ninguém pode negar a história de inferiorização feminina desde o início da civilização, eis que, a subordinação está expressada reiteradas vezes na legislação vigente de vários países, inclusive no Brasil, nas mais diversas épocas, demonstrando que as mulheres não passavam de objetos de seus senhores (pais e maridos) e que sempre viveram num mundo machista e preconceituoso de supremacia masculina, com liberdade restrita e direitos suprimidos, anulados ou ignorados. A Carta Cidadã, Constituição Federal de 1988, tornou se um divisor de águas para as questões de gênero, trazendo em seu art. 5º que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. O inciso I, do mesmo artigo, declara que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações. Nessa mesma direção, a Carta Magna, incumbiu à Defensoria Pública, ao Ministério Público e ao Poder Judiciário novas funções e a construção desse novo caminho só se concretiza por intermédio da qualificação de suas atuações no sentido de fortalecer e induzir a proposição de políticas públicas. Contudo, acredita ser que esse fator impulsionador só se torna real a partir da articulação dessas instituições, com os demais agentes sociais responsáveis p ou seja, por meio de articulação com a rede de serviços. (Perin, 2010). No que concerne, aos direitos da mulher, observa elas políticas públicas, se que em 2006 acontece o marco significativo na defesa dos direitos humanos no Brasil, com a sanção pelo Presidente da República da Lei nº 11.340, inaugurando na legislação brasileira, um Sistema de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher - Lei Maria da Penha imprescindível na garantia de direito, constituindo se em uma ação afirmativa das mulheres e na equidade social. A COPEVID Comissão Permanente de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, em sua primeira Cartilha de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, lançada em 2011, apresenta dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 5referentes ao fim da década de 80, em que cerca de 11% das brasileiras já foram espancadas pelo menos uma vez. A violência contra a mulher na sociedade moderna tem chamado à atenção da sociedade, pois busca-se entender o motivo pelo qual as mulheres que estão sofrendo violência intrafamiliar não denunciam seu agressor. E quando buscam, enfrentam uma infinidade de dificuldades para comprovação da violência sofrida, pelo fato de algumas não deixarem marcas visivelmente, como a agressão, humilhação psicológica. Por ser uma questão social, a violência contra a mulher evidentemente traz consigo as marcas das sociedades patriarcais. Patriarcal quer dizer que o homem se torna o agente principal na organização social e ganha a autorização social para exercer seu poder sobre as mulheres. No entanto, passam despercebidas ou é caracterizado como algo natural do cotidiano. Teles e Melo (2003) salientam que a violência contra a mulher pode ser considerada uma doença social, provocada pela sociedade que privilegia as relações patriarcais, marcadas pela dominação do sexo masculino sobre o feminino. Perante a lei, todos são iguais, como diz a Constituição Federal. Ninguém pode agredir física ou psicologicamente uma mulher ou qualquer indivíduo por crença, orientação sexual e social, entre outras diferenças. A partir dessa informação, a Lei Maria da Penha determina que: Toda mulher, independente de etnia, crença, classe ou orientação social, deve ter seus direitos assegurados e que a mulher “goza dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sendo-lhe asseguradas as oportunidades e facilidades para viver sem violência, preservar sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual e social”. (Lei Maria da Penha nº 11.340/2016, Artigo 2º). As políticas públicas de proteção para as mulheres que sofrem violência, psicológica, passaram garantir às mulheres que foram violentadas de serem atendidas e orientadas pela rede de atendimento. Logo, a Lei Maria da Penha objetiva dar uma proteção especial à mulher vítima de violência intrafamiliar. Justifica-se esse estudo por trazer uma questão relevante para o conhecimento acadêmico, pois as inovações e alterações ocorridas nos últimos anos na Lei Maria da Penha, como nas políticas públicas e nas Secretarias de Políticas para as Mulheres-SPM desencadearam novos apontamentos. Assim, a intervenção do assistente social precisa estar em conformidade com a lei nesse tipo de situação, entre outras singularidades que podem surgir ou influenciar no seu trabalho perante mulheres vítimas de qualquer forma de violência. Entretanto, sua finalidade ainda não está totalmente pacificada, gerando certa insegurança. A iniciativa da elaboração deste tema deu-se pela necessidade de conscientização da sociedade em geral, de assegurá-los que o assistente social está preparado para auxiliá-las, ampará-las de forma efetiva e interdisciplinar, para que se tenha a consequência de transformar esses preconceitos enraizados culturalmentena ideologia patriarcal alimentada por estereótipos. Deste modo, a Pergunta de Partida que origina a realização deste estudo e à qual se pretende obter resposta é: Na abordagem profissional do/a Assistente Social na problemática da Violência Doméstica qual o impacto das dimensões de intervenção? Que papel desempenha cada uma delas? Como se articulam e interagem? Esta investigação terá os seguintes objetivos gerais: - Produzir conhecimento na área do agir profissional do Serviço Social, no problema da violência doméstica; - Sistematizar e analisar os referenciais teóricos-metodológicos, éticos políticos e técnico-operativos, da intervenção do assistente social no problema da violência doméstica. Como objetivos específicos definimos os seguintes: - Analisar o conceito de violência doméstica a partir do trabalho do assistente social; - Identificar e categorizar a intervenção do assistente social, circunscrita ao serviço de atendimento de vítimas de violência doméstica. - Sistematizar ferramentas teóricas metodológicas no domínio do Serviço Social para a prevenção e intervenção no problema da violência doméstica; - Interpretar as percepções do assistente social sobre o problema da violência doméstica; - Analisar os processos de intervenção do assistente social nas situações de violência doméstica à luz da legislação e das políticas em vigor; - Identificar os referenciais teóricos - metodológico, ético - política e técnico-operativo; - Elaborar uma proposta metodológica para a intervenção do assistente social na violência doméstica. Tendo por base a bibliografia consultada, consideramos as seguintes questões de investigação: 1- O Serviço Social através da investigação produz instrumentos/ferramentas técnicas operativas que dão suporte ao exercício do assistente social; 2- A intervenção do assistente social no problema da violência doméstica é condicionada pelo contexto institucional e jurídico normativo; 3- O assistente social desenvolve uma intervenção profissional junto de pessoas vítimas de violência doméstica de forma imparcial e objetivada no problema. Para uma melhor apresentação, esse trabalho está estruturado em três capítulos. No primeiro capítulo é explicada a violência como um produto histórico e sua percepção no mundo e no Brasil. O segundo capítulo traz particularidades do Serviço Social, desde suas origens, até a contemporaneidade, atendo-se na sua constituição como profissão, finalizando com a relação do serviço social e a violência contra a mulher. Por fim, no terceiro capítulo está a descrição dos pressupostos metodológicos da pesquisa bibliográfica, técnica de coleta e análise dos dados, juntamente aos resultados e discussões. Ao final, estão as considerações finais e a lista das referências que deram base à pesquisa. Objetivo geral: - Produzir conhecimento na área do agir profissional do Serviço Social, no problema da violência doméstica; - Sistematizar e analisar os referenciais teóricos-metodológicos, éticos políticos e técnico-operativos, da intervenção do assistente social no problema da violência doméstica. Objetivos específicos: - Analisar o conceito de violência doméstica a partir do trabalho do assistente social; - Identificar e categorizar a intervenção do assistente social, circunscrita ao serviço de atendimento de vítimas de violência doméstica. - Sistematizar ferramentas teóricas metodológicas no domínio do Serviço Social para a prevenção e intervenção no problema da violência doméstica; - Interpretar as percepções do assistente social sobre o problema da violência doméstica; - Analisar os processos de intervenção do assistente social nas situações de violência doméstica à luz da legislação e das políticas em vigor; - Identificar os referenciais teóricos - metodológico, ético - política e técnico-operativo; - Elaborar uma proposta metodológica para a intervenção do assistente social na violência doméstica. Metodologia: O presente trabalho encontra-se estruturado nos moldes das Normas da Associação Brasileira de Normas e Técnicas (ABNT), possuindo assim, caráter científico. Logo, é apresentada uma linha de pensamento que tem a pretensão de levar o leitor ao entendimento dos objetivos propostos, através de uma metodologia específica. A metodologia que orientou o desenvolvimento dessa pesquisa foi a da pesquisa bibliográfica e da pesquisa qualitativa e descritivo-explicativo, que é um método de interpretação dinâmico e totalizante da realidade, que segundo (Gil, 2002), tem como objetivo aprofundar o conhecimento sobre o tema proposto, e contribuir para o estudo, através da pesquisa em livros, artigos científicos e legislações referentes ao tema. A pesquisa bibliográfica permite ao investigador a cobertura de uma gama de fenômenos mais amplo do que se pesquisasse diretamente. [...] Um trabalho científico tem de ser coerente. Pode discutir as ambigüidades, as contradições, as incoerências de seu objeto de estilo, mas sua discussão de ter coerência, obedecer a certa lógica. [...] não se imagina um trabalho científico que não seja a revelação de um estudo profundo [...] Características como essas conformam o rigor metodológico, na busca incessante de lidar corretamente com a subjetividade do pesquisador [...] (VERGARA, 2000, p. 12) Estimativa de custo: Nº Ordem Descrição Quantidade R$ Unitário R$ Total 1. Papel sulfite 01 22,00 22,00 2. livro 02 33,00 66,00 3. Encadernação 01 10,00 10,00 4. Cartucho de impressão preto 01 78,00 78,00 Total 176,00 CRONOGRAMA DE ATIVIDADES ATIVIDADES MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ Pesquisa bibliográfica X X Análise e interpretação X X Levantamento de dados X X X Finalização do trabalho de conclusão de curso X X X REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: BRASIL. Secretaria de Políticas para as mulheres. 2011.Disponível em: Anuário das Mulheres Brasileiras http://www.brasil.gov.br/noticias/arquivos/2011/07/05/43dasmulheresjaforamvitimasdeviolenciadomesticasegundoanuario BRASIL. Ministério Público Brasileiro. Grupo Nacional de Direitos Humanos. Conselho Nacional Procuradores Gerais. O enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher: uma construção coletiva. CNPG. Brasil, 2011. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil: promulgada em 5 de outubro de 1988. 38.ed.atual. São Paulo: Saraiva, 2006. CHAUÍ, M. Participando do debate sobre mulher e violência. Em Perspectivas Antropológicas da Mulher (pp. 25 -62). Rio de Janeiro: Zahar, 2012. DIAS, Maria. A lei Maria da Penha na Justiça: A efetividade da Lei 11.340/2006 de combate à violência doméstica e familiar contra a mulher. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2007. KLEBA Lisboa, Teresa; APARECIDA Pinheiro, Eliane. A intervenção do Serviço Social junto à questão da violência contra a mulher. Revista Katálysis, vol. 8, núm. 2, julio -descimbre, 2005, pp.199 -210. LESBAUPIN, I. (Org.). O Desmonte da nação: balanço do governo FHC. 2. ed. Petrópolis: Ed. Vozes, 1999. v. 1. MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO. Promotoria de Justiça. Sistema SIMP. Relatório de Estatísticas- Maria da Penha 2012. Disponível em: https://portal.mp.mt.gov.br/taxonomia/relatorios/relatorioMariaPenha.seam PERIN, S. D. Serviço Social no Ministério Público: um mundo a desvendar e identidade (s) a construir. Dissertação de Mestrado. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, 2010. SAFFIOTI, Heleieth. O poder do macho. São Paulo: Moderna, 1987. SAFFIOTI, Heleieth e ALMEIDA, S.A. Violência de Gênero. Rio de Janeiro: Revinter, 1995. SCOTTI, Joan. Gênero: Uma Categoria Útil para a Análise Histórica. Traduzido por Christine Rufino Dabat e Maria Betânia Ávila. In: http://www.compromissoeatitude.org.br/genero-umacategoria-util-para-analise-historica-por-joan-scott/?print=1 VERGARA, S. C. Gestão de pessoas. 2 ed. São Paulo: Atlas, 2000. WAISELFISZ, Júlio Jacobo. Mapa da Violência 2012. Os novos padrões da violência homicidano Brasil. São Paulo, Instituto Sangari, 2011.