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FUNCIONAL IDADE Avaliação Geriátrica Ampla (AGA) Prof. Luciano A. Leandro ... a boa funcionalidade é apontada pelos idosos e cuidadores como umas das mais importantes, pois está associada à independência e autonomia. VIVER MAIS ≠ VIVER MELHOR Viver melhor >>> BEM ESTAR Autonomia nas AVD's (Funcionalidade) Monitoramento dos indicadores de funcionalidade Políticas de saúde - Acolhimento e Integralidade Os indicadores de funcionalidade para pessoas idosas são métricas utilizadas para avaliar a capacidade funcional e o bem-estar das pessoas mais velhas. Esses indicadores ajudam a identificar necessidades, monitorar a progressão de doenças e planejar cuidados adequados. MOBILIDADE Capacidade de andar: Avalia se a pessoa idosa pode andar sozinho, com auxílio ou não consegue andar. Equilíbrio: Medido através de testes como o teste de equilíbrio de Berg ou o tempo que o idoso consegue ficar em pé sobre um membro inferior. Atividades de Vida Diária (AVD’s) Higiene pessoal: Capacidade de realizar tarefas como tomar banho, escovar os dentes e se vestir. Alimentação: Habilidade para comer e preparar refeições, além de administrar a dieta. Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVD’s) Gestão financeira: Capacidade de gerenciar o orçamento e pagar contas. Gerenciamento de medicamentos: Habilidade para tomar medicamentos corretamente e seguir prescrições. Uso do telefone e transporte: Capacidade de se comunicar por telefone e usar transporte público ou outro meio de locomoção. PRINCIPAIS INDICADORES DE FUNCIONALIDADE PARA PESSOAS IDOSAS CAPACIDADE COGNITIVA Memória: Avalia a capacidade de recordar informações e eventos recentes. Função executiva: Habilidade para realizar tarefas que envolvem planejamento, organização e tomada de decisão. CAPACIDADE DE COMUNICAÇÃO Clareza verbal: Habilidade para se expressar de forma clara e compreensível. Compreensão: Capacidade de entender o que é dito por outras pessoas. ASPECTOS PSICOLÓGICOS Estado emocional: Avaliação da presença de depressão, ansiedade ou outros problemas emocionais. Qualidade de vida: Sentimento geral de satisfação e bem-estar. SAÚDE FÍSICA Força muscular: Avaliação da força em diferentes grupos musculares, especialmente nos membros inferiores e superiores. Resistência: Capacidade de realizar atividades físicas sem fadiga excessiva. APOIO SOCIAL E PARTICIPAÇÃO Rede de apoio: Presença de familiares, amigos ou cuidadores que oferecem suporte. Participação social: Envolvimento em atividades sociais, comunitárias ou recreativas. Funcionalidade e Incapacidade O grau da natureza da funcionalidade e da incapacidade podem: Diferir entre as pessoas com a mesma condição de saúde; Ser os mesmos entre as pessoas com as mesmas condições de saúde. A experiência e o grau de funcionalidade podem mudar de acordo com o curso de condição da saúde. Diagnósticos médicos podem permanecer os mesmos, porém as experiências com a funcionalidade mudam. FATORES DETERMINANTES PESSOAIS = características da patologia, potencial funcional, aspectos psico-emocionais. PROFISSIONAIS = equipe, integração e conhecimento, “acesso”. SOCIAIS = político, cultural, ambiental. ABORDAGEM BIOPSICOSSOCIAL (OMS) Dimensões biomédica social (equipe) psicológica (individual) Funcionalidade >> Incapacidade DESVANTAGEM Participação Atividades Funções do corpo Estruturas do corpo Condições de saúde Fatores ambientais Fatores pessoais INCAPACIDADE - termo amplo que indica aspectos NEGATIVOS voltados à interações entre o indivíduo (condições de saúde) e fatores contextuais (ambientais e pessoais) restrição à participação limitação à atividade prejuízo nas funções do corpo prejuízo nas estruturas do corpo fatores pessoais barreiras nas condições ambientais condição de saúde Descrever que a Funcionalidade é fundamental para a identificação de problemas de saúde e necessidade de indivíduos e populações. Uma abordagem inicial para se conhecer melhor a saúde das populações e dos idosos. DESCRIÇÃO E QUANTIFICAÇÃO FUNCIONAL Veja o que vamos cobrir: FUNCIONALIDADE & Bem estar na velhice Monitoramento da funcionalidade Medidas preventivas Dimensão da funcionalidade Barreiras Envelhecimento saudável AUTONOMIA (DECISÃO) INDEPENDÊNCIA (EXECUÇÃO) COGNIÇÃO HUMOR/COMPORTAMENTO MOBILIDADE COMUNICAÇÃO AUDIÇÃOVISÃO MOTRICIDADE OROFACIAL ALCANCE PREENSÃO PINÇA CONTINÊNCIA ESFÍNCTERES CAPACIDADE AERÓBICA E MUSCULAR POSTURA MARCHA TRANSFERÊNCIA CAPACIDADE FUNCIONAL O conceito de saúde para o idoso se traduz mais pela sua condição de autonomia e independência do que pela presença ou ausência de doença orgânica. capacidade mental de compreender e resolver problemas cotidianosCognição motivação necessária para atividade e ou participação social.Humor capacidade de estabelecer um relacionamento produtivo com o meio, troca de informações, desejos e sentimentos. Comunicação capacidade individual de deslocamento e de manipulação do meio onde o indivíduo está inserido. Mobilidade COMPROMETIMENTO... 1 2 3 4 Renda Gênero Idade Viuvez CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE FUNCIONALIDADE, INCAPACIDADE E SAÚDE (CIF) "Família das Classificações Internacionais da OMS" Instrumento para definir e medir o estado funcional do indivíduo, avaliar condições de vida e fornecer subsídios para políticas de inclusão social. Necessidade de conhecer o que acontece com o paciente após o diagnóstico, como decorrer do tempo, principalmente em relação ás doenças crônicas e os acidentes (incapacidades) Deficiência - anormalidade de órgãos, sistemas e estruturas do corpo Incapacidade - consequência da deficiência, do ponto de vista do rendimento funcional, ou seja, no desempenho das atividades. Desvantagem - adaptação do indivíduo ao meio ambiente, resultante da deficiência e da incapacidade. DEFICIÊNCIA INCAPACIDADE DESVANTAGEM PREVENÇÃO REABILITAÇÃO INCLUSÃO FIXANDO... CONDIÇÃO DE SAÚDE é um termo designado para a doença, desordem, injúria ou trauma FUNÇÕES CORPORAIS são funções fisiológicas dos sistemas Estruturas corporais são partes anatômicas Prejuízos são problemas nas funções eou estruturas Atividade é a execução de uma tarefa ou ação individual Participação é o envolvimento em uma situação de vida real Avaliação Geriátrica Ampla (AGA) A AGA é definida como um processo diagnóstico multidimensional, freqüentemente interdisciplinar, que serve para determinar as deficiências ou habilidades dos pontos de vista médico, psicossocial e funcional, com o objetivo de formular um plano terapêutico e de acompanhamento, coordenado e integrado, a longo prazo visando a recuperação e/ou a manutenção da capacidade funcional. Difere do exame clínico padrão por enfatizar a avaliação das capacidades cognitiva e funcional e dos aspectos psicossociais da vida do idoso e por basear-se em escalas e testes que permitem quantificar o grau de incapacidade. Capacidade funcional e saúde física Função cognitiva e estado emocional Condições socioambientais Interdisciplinar https://sbgg.org.br/wp-content/uploads/2014/10/AGA-SBGG-livre.pdf https://sbgg.org.br/wp-content/uploads/2014/10/AGA-SBGG-livre.pdf • População mais vulnerável • Apresentação atípica de doenças • Suscetibilidade e iatrogenias • Risco de hospitalização e institucionalização • A queixa principal nem sempre está relacionada à condição patológica JUSTIFICATIVA História e exame físico tradicionais não são suficientes para um levantamento das diversas funções necessárias à vida diária do indivíduo idoso. >>> Avaliação Geriátrica – Eficiente – Permitir diagnóstico funcional – Completa AGA – Estruturada – Não muito extensa – Custo razoável MÉTODOS PARA UMA AVALIAÇÃO ESTRUTURADA • Testes de desempenho • Questionários sistematizados por meio de escalas que aferem os principais componentes da dimensão a ser avaliada(instrumentos de avaliação) • Método de administração: – observação direta; – questionários auto aplicados; – entrevistas com o próprio indivíduo; – entrevista com o acompanhante (familiar ou cuidador). • Características – uso amplo e inespecífico (não se confinam a um único ambiente ou doença específica); – fácil compreensão e treinamento; – curtos (menos de 100 itens ou com tempo de aplicação menor que meia hora). COMO ESCOLHER O INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO Depende: – do ambiente operacional (hospital, instituição de longa permanência, ambulatório) – dos objetivos (acompanhamento clínico, estudo epidemiológico, estratificação de risco) – do tempo necessário à aplicação – da forma como será aplicado (entrevista direta ou com o acompanhante, auto-preenchimento) – da validade – da confiabilidade Estado Funcional Condições Clínicas Saúde Mental (condição e humor) Funcionamento Social 1.Equilíbrio e Mobilidade 2. Atividade da Vida Diária (AVD) 3. Atividade instrumental de Vida Diária (AIVD) 4. Lista ou mapa de problemas 5. Comorbidades 6. Gravidade das doenças 7. Inventário de medicações 8. Deficiências Sensoriais 9. Avaliação Nutricional 10. Função cognitiva 11. Rastreio para depressão 12. Disponibilidade e adequação de suporte familiar e social 13. Condições ambientais AGA Ihttps://sbgg.org.br/wp-content/uploads/2014/10/AGA-SBGG-livre.pdf EFICÁCIA DA AGA • As evidências têm demostrado que a AGA só é eficaz se: – existir um processo de identificação dos idosos que realmente podem se beneficiar de sua aplicação; – a avaliação resultar em um plano de cuidado; – o plano de cuidado for implementado e, preferencialmente por equipe interdisciplinar. VANTAGENS NO USO DA AGA Nível individual Nível populacional Melhora na acurácia do exame clínico tradicional Estabelece o grau e a extensão da incapacidade Identifica idosos em risco de declínio funcional Instrumento utilizado em estudos clínicos para a avaliação da capacidade funcional e da qualidade de vida Identifica populações de risco Deve ser utilizada para o planejamento de políticas públicas para o envelhecimento. Mortalidade Readmissões hospitalares Alta para o domicílio Capacidade funcional Performance Cognitiva PONTOS RELEVANTES O idoso deve ser avaliado globalmente. Seus órgãos e sistemas não podem ser vistos separadamente. Assim como sua capacidade funcional e aspectos sociais, psicológicos e culturais nunca devem deixar para o segundo plano. O objetivo da AGA é detectar as incapacidades e desvantagens e fazer o planejamento terapêutico e de reabilitação focalizando as suas ações não só no diagnóstico e tratamento de doenças específicas, mas principalmente na manutenção e recuperação da capacidade funcional.