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<p>Impactos e riscos ambientais -</p><p>definições e avaliações</p><p>A intervenção humana como um agente prejudicial à natureza e causadora de impactos ambientais, a</p><p>avaliação de riscos e impactos ambientais e a explicação de estratégia de mitigação de problemas</p><p>ambientais.</p><p>Prof. Charlie Hudson Turette Lopes</p><p>1. Itens iniciais</p><p>Propósito</p><p>O entendimento das definições e avaliações associadas aos riscos ambientais é essencial para os</p><p>profissionais nas áreas relacionadas ao meio ambiente, pois na profissão há vários problemas a serem</p><p>tratados, nos quais a análise e aceitação do risco podem evitar grandes impactos ambientais, inclusive</p><p>relacionados a autuações e multas pelo não cumprimento da legislação vigente.</p><p>Preparação</p><p>Antes de iniciar seu estudo, pesquise e acesse as principais legislações relacionadas ao tema para entender</p><p>termos e diretrizes associados à área ambiental. Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; Lei nº 9.795, de 27</p><p>de abril de 1999; Lei nº 6.902, de 27 de abril de 1981; Lei nº 10.257, de 10 de julho de 2001.</p><p>Objetivos</p><p>Reconhecer os conceitos e definições de riscos e impactos ambientais.</p><p>Empregar as legislações de crimes ambientais e educação ambiental.</p><p>Analisar os impactos positivos e negativos relativos às estações ecológicas.</p><p>Identificar as ações do estatuto da cidade no equilíbrio ambiental.</p><p>Introdução</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>1. Riscos e impactos ambientais e crimes ambientais</p><p>Problemas atuais de práticas lesivas ao meio ambiente</p><p>Neste vídeo, apresentaremos quais práticas lesivas ao meio ambiente ocorrem atualmente e de que forma</p><p>essas práticas podem ser mitigadas ou extinguidas.</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.</p><p>Risco ambiental</p><p>Você vai ver neste vídeo os conceitos sobre riscos ambientais e o quão grave esses riscos podem ser para o</p><p>planeta e, consequentemente, para a humanidade.</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.</p><p>O que é o risco?</p><p>O termo “risco” é muito utilizado em nosso cotidiano. As pessoas falam sobre risco de perder o emprego ou</p><p>risco de chegar com atraso, em caso de um congestionamento no trânsito. Mas o que efetivamente significa</p><p>risco?</p><p>Um risco é qualquer coisa, desconhecida ou incerta, que</p><p>pode impedir o atingimento de um objetivo, ou seja, a</p><p>obtenção de sucesso. Geralmente, um risco é qualificado</p><p>pela probabilidade da ocorrência e pelo impacto que ela</p><p>pode causar em um projeto ou processo, caso ocorra.</p><p>Já o risco ambiental é a probabilidade de um dano ocorrer e</p><p>causar prejuízos ao meio ambiente, que podem ser</p><p>relacionados à ordem natural, social ou tecnológica. O risco</p><p>está intrinsecamente associado à vulnerabilidade do local,</p><p>mas existem ainda vários fatores impactantes, como o</p><p>relevo da área, a cultura da sociedade e a condição econômica e política.</p><p>Exemplo</p><p>Existem os riscos relacionados à forma como ocorre a utilização e a ocupação do solo, principalmente</p><p>quando existe uma ocupação de áreas de forma não planejada, o que gera locais de risco, como uma</p><p>comunidade ribeirinha ou um aglomerado populacional (comunidade), ambos vulneráveis a enchentes.</p><p>Tipos de riscos</p><p>Existem três tipos de riscos: os sociais, os tecnológicos e os naturais.</p><p>Riscos sociais</p><p>Esses riscos são avaliados de diferentes modos:</p><p>Quando a humanidade causa um dano a ela mesma como, por exemplo, quando existe um conflito</p><p>armado, considerando episódios de guerra;</p><p>Quando existe a relação vulnerabilidade x marginalidade x desastres naturais, sendo que é preciso</p><p>entender que os grupos marginalizados ocupam moradias menos favorecidas e possuem pouca</p><p>projeção de ascensão social, deixando esse grupo mais exposto aos desastres naturais. Um exemplo</p><p>disso é o uso e ocupação do solo de áreas com instabilidade, sem infraestrutura adequada,</p><p>apresentando vulnerabilidade ao risco de desabamento de encostas por conta de chuvas, já que o solo</p><p>perde a estabilidade com a saturação e as moradias improvisadas, sem fundação adequada, não</p><p>resistem ao volume de água e às ventanias;</p><p>Quando temos as chamadas carências sociais, visto que os indivíduos sofrem com exclusão e falta de</p><p>acesso de serviços básicos, afetando o emprego e a renda e, consequentemente, a moradia e</p><p>vulnerabilidade.</p><p>Riscos tecnológicos</p><p>São aqueles provenientes de eventos que podem ser considerados como acidentais, que podem envolver</p><p>ainda substâncias perigosas e ocorrem em locais variados, como espaços públicos ou coletivos,</p><p>estabelecimentos comerciais e/ou em áreas industriais. Existe grande risco desses eventos trazerem danos de</p><p>ordem significativa para os colaboradores, vizinhança da região, equipamentos industriais ou para o próprio</p><p>meio ambiente.</p><p>Essa classe de risco está associada,</p><p>principalmente, à ação humana. Porém, em</p><p>alguns casos, os eventos se iniciam por meio de</p><p>fenômenos naturais, de maneira que são</p><p>necessários planos de contingência e</p><p>emergência para esses eventos, a fim de não</p><p>colocar em risco a operação, os colaboradores</p><p>e o meio ambiente.</p><p>Vamos pensar em uma indústria que descobriu</p><p>painéis elétricos, que estavam desativados,</p><p>mas que começou a chover de forma intensa,</p><p>molhando estes. É preciso tomar muito cuidado quando eles forem ativados, por risco de choque elétrico, e</p><p>até por curto-circuito de todo o sistema.</p><p>Riscos naturais</p><p>São resultantes de ocorrências naturais e estão associados</p><p>a cheias e inundações, seca, ondas de calor, frio intenso e</p><p>neve, atividade sísmica, tsunamis, erupções vulcânicas,</p><p>movimentos de massa de vertentes, erosão costeira,</p><p>trovoadas e tornados, entre outros fenômenos adversos.</p><p>Impacto ambiental</p><p>Neste vídeo, vamos conhecer as principais diferenças entre</p><p>os conceitos de impactos ambientais e aspectos</p><p>ambientais.</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.</p><p>1.</p><p>2.</p><p>3.</p><p>Os impactos ambientais são modificações no ambiente provocadas pelas atividades humanas. Esses impactos</p><p>podem ser:</p><p>Benéficos (positivos)</p><p>Em casos nos quais as alterações resultam em</p><p>melhorias para o meio.</p><p>Maléficos (negativos)</p><p>Em casos de alterações que causam risco para</p><p>os recursos naturais ou sociedade.</p><p>Mesmo contando com classificações positivas e negativas, o termo impacto é mais usual para aspectos</p><p>negativos, principalmente aqueles que dizem respeito às atividades humanas sobre o meio ambiente, que</p><p>envolve a exploração de recursos em benefício próprio.</p><p>Para todas as atividades industriais, há consumo de recursos naturais (água), de energia elétrica (proveniente</p><p>muitas vezes de fontes não renováveis) e geração de resíduos, que representam impactos negativos para o</p><p>meio ambiente. Um exemplo é o descarte de efluentes industriais sem o devido tratamento e a consequente</p><p>poluição da água, do ar e do solo.</p><p>Principais impactos ambientais negativos</p><p>Os impactos ambientais negativos mais comuns são provenientes das próprias atividades humanas, do</p><p>desenvolvimento e industrialização, como, por exemplo:</p><p>Diminuição da biodiversidade da flora e da fauna</p><p>Causada pela necessidade de exploração dos espaços naturais com vegetação para produção</p><p>intensiva de alimentos ou para construções humanas. Ou seja, tais áreas foram impactadas pela</p><p>construção de estradas, propriedades rurais, fábricas e dos próprios municípios, diminuindo o habitat</p><p>de animais e plantas e provocando a extinção de algumas espécies.</p><p>Contaminação da água, do ar e do solo</p><p>Causada pela grande quantidade de resíduos gerados pelas atividades humanas, sem o devido</p><p>tratamento, gerando grandes prejuízos ao ambiente.</p><p>Impermeabilização e redução da fertilidade do solo</p><p>Causadas pela não utilização de técnicas de preservação do solo em atividades da agricultura e</p><p>pecuária, deixando o solo erosivo, tornando-o infértil e gerando prejuízos. Isso também acontece nas</p><p>cidades e na construção das estradas, pois a impermeabilização do solo pelo asfalto impede a</p><p>infiltração da água, causando alagamentos em períodos chuvosos e perda das áreas de recarga dos</p><p>lençóis subterrâneos.</p><p>Crise hídrica</p><p>Causada a partir</p><p>A norma estabelece que 90% das áreas</p><p>representativas de ecossistemas brasileiros devem se manter intocadas.</p><p>Referências</p><p>BRASIL. Lei Nº 6.902, de 27 de abril de 1981. Dispõe sobre a criação de estações ecológicas e áreas de</p><p>proteção ambiental.</p><p>BRASIL. Lei Nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas</p><p>de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente.</p><p>BRASIL. Lei Nº 9.795, de 27 de abril de 1999. Dispõe sobre a educação ambiental e institui a política nacional</p><p>de educação ambiental.</p><p>BRASIL. Lei Nº 10.257, de 10 de julho de 2001. Regulamenta os artigos 182 e 183 da Constituição Federal e</p><p>estabelece diretrizes gerais da política urbana.</p><p>DIAS, G. F. Educação Ambiental: Princípios e práticas. São Paulo: Gaia, 2010.</p><p>EGLER, C. A. G. Risco Ambiental como Critério de Gestão do Território, Revista Território, Volume 1, 1996.</p><p>FIORILLO, C. A. P.; FERREIRA, M. N. Estatuto da Cidade Comentado – Lei N. 10.257/2001 – Lei do Meio</p><p>Ambiente Artificial. 7. ed. São Paulo: Saraiva, 2019.</p><p>MARCÃO, R. Crimes Ambientais. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2015.</p><p>NOGUEIRA-NETO, P. Estações Ecológicas: Uma Saga de Ecologia e de Política Ambiental. São Paulo: Empresa</p><p>Das Artes, 1991.</p><p>SÁNCHEZ, L. E. Avaliação de Impacto Ambiental. 3. ed. São Paulo: Oficina de Textos, 2020.</p><p>VEYRET, Yvette. Os Riscos - o Homem Como Agressor e Vítima do Meio Ambiente, São Paulo: Contexto, 2007.</p><p>Impactos e riscos ambientais - definições e avaliações</p><p>1. Itens iniciais</p><p>Propósito</p><p>Preparação</p><p>Objetivos</p><p>Introdução</p><p>Conteúdo interativo</p><p>1. Riscos e impactos ambientais e crimes ambientais</p><p>Problemas atuais de práticas lesivas ao meio ambiente</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Risco ambiental</p><p>Conteúdo interativo</p><p>O que é o risco?</p><p>Exemplo</p><p>Tipos de riscos</p><p>Riscos sociais</p><p>Riscos tecnológicos</p><p>Riscos naturais</p><p>Impacto ambiental</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Benéficos (positivos)</p><p>Maléficos (negativos)</p><p>Principais impactos ambientais negativos</p><p>Diminuição da biodiversidade da flora e da fauna</p><p>Contaminação da água, do ar e do solo</p><p>Impermeabilização e redução da fertilidade do solo</p><p>Crise hídrica</p><p>Mudanças climáticas</p><p>Aspectos ambientais versus impactos ambientais</p><p>Lei de crimes ambientais</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Crimes contra a fauna</p><p>Crimes contra a flora</p><p>Poluição e outros crimes ambientais</p><p>Crimes contra o ordenamento urbano e o patrimônio cultural</p><p>Crimes contra a administração ambiental</p><p>Penas e sanções previstas na Lei nº 9.605</p><p>Verificando o aprendizado</p><p>2. Educação ambiental</p><p>Como cumprir a educação ambiental no dia a dia?</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Considerações sobre educação ambiental</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Responsabilidades na implementação da educação ambiental</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Educação ambiental aplicada dentro das organizações</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Verificando o aprendizado</p><p>3. Estações ecológicas</p><p>Preservar é Lei: estações ecológicas</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Áreas protegidas</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Sistema nacional de unidades de conservação (SNUC)</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Categorias de UC</p><p>UCs de proteção integral</p><p>Estações ecológicas</p><p>Reservas biológicas</p><p>Parques nacionais</p><p>Monumento natural</p><p>Refúgio de vida silvestre</p><p>UCs de uso sustentável</p><p>Áreas de relevante interesse ecológico</p><p>Reservas particulares do patrimônio natural</p><p>Áreas de proteção ambiental</p><p>Florestas nacionais</p><p>Reservas de desenvolvimento sustentável</p><p>Reserva de fauna</p><p>Reserva extrativista</p><p>Considerações sobre estações ecológicas</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Verificando o aprendizado</p><p>4. Estatuto da cidade, política urbana e desapropriação</p><p>O Estatuto da Cidade e a desapropriação</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Estatuto da cidade</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Aspectos importantes da Lei nº 10.257/2001</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Plano diretor</p><p>Parcelamento, edificação ou utilização compulsórios</p><p>Atenção</p><p>Estudo de impacto de vizinhança</p><p>Usucapião especial de imóvel urbano</p><p>Desapropriação</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Verificando o aprendizado</p><p>5. Conclusão</p><p>Considerações finais</p><p>Podcast</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Explore +</p><p>Referências</p><p>da escassez e indisponibilidade hídrica em alguns locais, por conta das</p><p>aglomerações urbanas e grandes indústrias, em virtude do grande consumo desses recursos, já que</p><p>todas as atividades humanas necessitam de água.</p><p>Mudanças climáticas</p><p>Causadas pelo efeito estufa e o aquecimento global, gerados por conta das altas emissões de</p><p>carbono na atmosfera, originados de processos industriais e veículos, e que têm contribuído para o</p><p>aumento da temperatura do planeta e eventos extremos no clima.</p><p>Aspectos ambientais versus impactos ambientais</p><p>Os aspectos ambientais são a fabricação de produtos e a prestação de serviços de um empreendimento que</p><p>vão interagir diretamente com o meio ambiente. Já os impactos são os resultados das ações que modificam o</p><p>meio ambiente.</p><p>Para compreender a diferença entre aspectos e impactos ambientais, vamos ver alguns exemplos.</p><p>Atividade,serviço Aspectoambiental Impactoambiental</p><p>Lavagem de carro</p><p>Agente de limpeza na</p><p>água servida</p><p>Potencial poluição da água</p><p>Consumo de água</p><p>Impacto em recursos</p><p>naturais (esgotamento)</p><p>Aquecimento Emissões de caldeira Poluição do ar</p><p>Processo produtivo</p><p>Geração e descarte de</p><p>resíduos</p><p>Contaminação do solo</p><p>Armazenamento de combustível</p><p>em tanque na superfícieou</p><p>subterrâneo</p><p>Potencial para vazamento</p><p>ou derramamento</p><p>Contaminação de solo ou</p><p>de águas subterrâneos</p><p>Tabela: Exemplos de aspectos e impactos ambientais.</p><p>Charlie Hudson Turette Lopes.</p><p>Assim, para todas as atividades e serviços há aspectos e impactos ambientais, potencializados pela</p><p>velocidade dos métodos utilizados para exploração. São utilizados recursos naturais além da capacidade de</p><p>reposição orgânica, como matérias-primas e energia para produção.</p><p>Lei de crimes ambientais</p><p>Neste encontro, o professor Charlie Hudson apresenta a legislação que prevê os crimes contra o meio</p><p>ambiente.</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.</p><p>Crimes ambientais são danos e agressões à vegetação, aos animais, aos recursos naturais e ao patrimônio</p><p>cultural, configurados em atos e ações que que desrespeitam ou descumprem a legislação vigente. Esses</p><p>crimes são passíveis de punição, multa e/ou detenção.</p><p>A Lei nº 9.605 de 1998, denominada Lei dos Crimes Ambientais, foi criada tendo como referência o artigo 225</p><p>da Constituição Federal, cujo texto diz que:</p><p>Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e</p><p>essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo</p><p>e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.</p><p>(BRASIL, 1998)</p><p>A proteção do meio ambiente é especificada na Constituição Federal, pois entende-se que no art. 225 todos</p><p>os cidadãos têm direito a um ambiente saudável.</p><p>A Lei de Crimes Ambientais tem como</p><p>finalidade a compensação dos impactos e</p><p>danos causados ao meio ambiente. Vamos</p><p>pensar sobre um caso comum de crime</p><p>ambiental. Se uma empresa está em pleno</p><p>funcionamento sem autorização ou licença</p><p>ambiental cabida, isso é considerado como</p><p>descumprimento de uma exigência legal,</p><p>passível de multa. Outro caso comum é a não</p><p>emissão de manifesto de transporte de</p><p>resíduos (MTR) por meio do sistema On-line</p><p>Nacional, ou do estado em que se localiza.</p><p>Todos os resíduos gerados devem ter</p><p>rastreabilidade por meio de MTR, isso está</p><p>previsto em lei e o descumprimento dessa</p><p>exigência é passível de punição.</p><p>A Lei nº 9.605/98 contém artigos que preveem sanções administrativas e penais para as práticas que podem</p><p>causar malefícios à natureza e à saúde da população. Vamos conhecer, a seguir, os principais crimes</p><p>ambientais.</p><p>Crimes contra a fauna</p><p>Os artigos 29 a 37 da Lei nº 9.605 definem os crimes</p><p>ambientais contra os animais como aqueles que possam</p><p>causar morte, perseguição, caça, utilização, de espécies</p><p>nativas ou em rota migratória, quando não houver a</p><p>autorização de permissão cabida pelo órgão ambiental.</p><p>Assim, a legislação ambiental brasileira protege os animais</p><p>silvestres e qualquer espécie nativa ou migratória, terrestre</p><p>ou aquática que vive nos limites do território brasileiro.</p><p>A lei trata dos seguintes itens:</p><p>Deslocar e/ou comercializar animais que foram abatidos</p><p>sem autorização;</p><p>Pescar em locais impróprios ou sem permissão, considerando a utilização de equipamentos ou</p><p>substâncias para essa finalidade;</p><p>Caçar, sem aprovação ou de modo predatório, animais em extinção ou em período de reprodução (que</p><p>está com baixa de espécies) ou estar munido de ferramentais e utensílios para praticar esses atos em</p><p>locais protegidos pela legislação (Ex: unidades de conservação);</p><p>Cometer maus-tratos, causar ferimento, abuso ou qualquer mutilação em animais silvestres;</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>Agir de maneira a causar dor ou agir com crueldade com a fauna quando houver outras alternativas</p><p>para essa ação;</p><p>Gerar e despejar efluentes ou substâncias consideradas tóxicas que possam colocar em risco a saúde</p><p>da fauna, causando morte ou extinção de indivíduos aquáticos;</p><p>Dificultar a procriação de animais, alterando seu criadouro e ninho, principalmente de espécies</p><p>protegidas;</p><p>Fazer adentrar animais exóticos estrangeiros no Brasil sem permissão.</p><p>Para esses atos, a pena mínima definida pode ser de seis meses até um ano, incluindo a multa. E existem</p><p>agravantes que podem aumentar a pena em até três vezes como, por exemplo, o indivíduo já ter cometido</p><p>algum outro crime ambiental.</p><p>Crimes contra a flora</p><p>Por meio dos artigos 38 a 53 da Lei nº 9.605 são descritos os crimes ambientais contra a vegetação nativa,</p><p>que perfazem a destruição ou danificação de espaços florestais definidos como de preservação, mesmo que</p><p>em estágio de formação, ou a utilização desses espaços sem a permissão, de modo a infringir as normativas</p><p>de conservação.</p><p>As principais práticas de crime ambiental contra a flora são:</p><p>Destruir ou danificar espaços verdes de áreas de preservação permanente, incluindo o bioma Mata</p><p>Atlântica;</p><p>Extrair espécies arbóreas de áreas de preservação sem a autorização pertinente;</p><p>Produzir, comercializar, carregar em transporte ou soltar balões que possam provocar incêndio;</p><p>Exterminar, prejudicar ou avariar a vegetação de espaços públicos ou propriedades privadas;</p><p>Extrair, cortar, adquirir ou vender, madeira, lenha, carvão e afins com finalidade comercial, sem</p><p>permissão ou em desacordo com a legislação vigente;</p><p>Impedir ou dificultar a regeneração natural da flora;</p><p>Comercializar ou fazer utilização de motosserras sem a devida autorização e sem documentação para</p><p>transporte de volume lenhoso pelo Instituto Brasileiro Meio Ambiente (IBAMA).</p><p>De acordo com a Lei nº 9605, para esses casos, a pena de prisão varia entre um e três anos, e/ou multa. E</p><p>ainda, caso o crime seja culposo (ou seja, crime praticado sem intenção, em que o agente não quer assumir o</p><p>resultado), a punição pode ser reduzida pela metade. No entanto, quando a ação é apontada como um crime,</p><p>por ser efetuada em áreas de proteção, a pena máxima é de 5 anos de prisão, acrescida de multa.</p><p>Poluição e outros crimes ambientais</p><p>Segundo os artigos 54 a 61 da Lei 9.605, existem ainda outros crimes relacionados à poluição do meio</p><p>ambiente, como provocar uma alteração em patamares que possam suceder em prejuízos para a saúde</p><p>humana (a poluição pode fazer com que os espaços fiquem impróprios para a sobrevivência humana), assim</p><p>como a morte da fauna ou a lesão da flora.</p><p>Todas as ações humanas geram algum tipo de substância</p><p>que é considerada poluente, como os resíduos, mas o crime</p><p>ambiental ocorre somente quando os limites de liberação de</p><p>tais poluentes são ultrapassados, ou seja, quando não há</p><p>um cumprimento do que foi previsto em lei e, por este</p><p>motivo, há uma pena envolvida.</p><p>As práticas lesivas ao meio ambiente e que configuram</p><p>crime ambiental e de poluição são:</p><p>Causar poluição;</p><p>Dificultar ou impedir a utilização pública de praias;</p><p>Efetuar estudo ou extração de recursos minerais sem consentimento, e/ou de forma diferente do que</p><p>está previsto em lei ou até mesmo na autorização da área explorada;</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>Fabricar,</p><p>embalar, importar, exportar, comercializar, transportar, armazenar ou utilizar substância tóxica</p><p>considerada perigosa ou nociva à saúde humana ou ao meio ambiente, em desacordo com o que está</p><p>previsto na legislação;</p><p>Operar, instalar ou ampliar empreendimento ou atividades potencialmente poluidoras, sem a</p><p>autorização ou em desacordo com essa;</p><p>Dispensar doenças ou pragas que possam trazer danos à agricultura, à pecuária, à fauna, à flora e aos</p><p>ecossistemas.</p><p>Nestes casos, a pena é de prisão entre seis meses e quatro anos, além da multa.</p><p>Crimes contra o ordenamento urbano e o patrimônio cultural</p><p>Também existem crimes quando há descumprimento da ordem urbana e danos ao patrimônio cultural.</p><p>Conforme os artigos 62 a 65 da Lei 9.605, o ato de destruir, inutilizar ou deteriorar qualquer bem que seja</p><p>protegido por lei, ato administrativo ou decisão judicial, é considerado crime ambiental. Os artigos referem-se</p><p>a quaisquer tipos de bens, como registros históricos, bibliotecas, laboratórios científicos, entre outros.</p><p>Um exemplo desses crimes é a pichação em áreas urbanas, que gera a alteração do aspecto ou estrutura do</p><p>ambiente. Além disso, podem ser citadas práticas como possibilitar, sem a prévia permissão legal, obras em</p><p>que são consideradas áreas protegidas por conta do seu valor paisagístico, ecológico, turístico, artístico,</p><p>histórico, cultural, religioso, arqueológico, etnográfico ou monumental. Nesses casos, a pena é de seis meses</p><p>a três anos, acrescida de multa.</p><p>Crimes contra a administração ambiental</p><p>Existem ainda crimes contra a administração ambiental (artigos 66 a 69 da Lei 9.605), que tratam de ações</p><p>consideradas como omissão ou falsidade, ou emissões e outorga de licenças, autorizações ou permissões, de</p><p>forma incorreta em relação ao que está previsto legalmente, por atuação de funcionários da ordem pública e</p><p>particular. Nesses casos, a pena é de prisão que pode variar entre seis meses a três anos, além da multa.</p><p>Essas atitudes causam impedimento ou dificuldade para que o órgão público ambiental competente</p><p>desempenhe seu papel de fiscalização e proteção do meio ambiente. É considerada crime contra a</p><p>administração, a omissão, por parte de um colaborador, de dados técnicos e de informações em processos de</p><p>obtenção de licença ambiental.</p><p>Penas e sanções previstas na Lei nº 9.605</p><p>Os artigos 70 a 76 descrevem as infrações administrativas que perfazem as ações ou omissões que</p><p>caracterizam o descumprimento das leis de proteção ambiental. As penalidades nestes casos são aplicadas</p><p>considerando:</p><p>A gravidade e complexidade da infração, o que pode gerar punições mais severas;</p><p>Se o infrator possui antecedentes criminais na área de meio ambiente;</p><p>A condição financeira do infrator, quando for aplicado o pagamento de multas.</p><p>Verificando o aprendizado</p><p>Questão 1</p><p>Com relação aos aspectos e impactos ambientais, avalie as três colunas da tabela e faça a associação correta</p><p>entre atividade, produto ou serviço, aspecto e impacto ambiental, em seguida, assinale a alternativa correta.</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>Atividade, produto ou</p><p>serviço Aspecto ambiental Impacto ambiental</p><p>I. Manuseio de</p><p>materiais perigosos</p><p>A) Possibilidade de derrame</p><p>acidental</p><p>1) Contaminação do solo ou</p><p>da água</p><p>II. Refino de produto</p><p>B) Reformulação do produto para</p><p>reduzir seu volume</p><p>2) Redução de emissões</p><p>para a atmosfera</p><p>III. Manutenção de</p><p>veículos</p><p>C) Emissões de escapamento</p><p>3) Conservação de produtos</p><p>naturais</p><p>A</p><p>I-A-1; II-B-3; III-C-2.</p><p>B</p><p>I-B-3; II -C-1; III-A-2.</p><p>C</p><p>I-C-3; II -A-1; III -B-2.</p><p>D</p><p>I-A-1; II -C-2; III -B-3.</p><p>E</p><p>I-A-2; II -B-1; III -C-3.</p><p>A alternativa A está correta.</p><p>As atividades, produtos ou serviços estão relacionados aos processos que produzem os aspectos</p><p>ambientais, sendo que tais entradas podem ocasionar situações de risco, como é o caso de um</p><p>derramamento de produto químico. Já os aspectos ambientais são os elementos das atividades, produtos</p><p>ou serviços que vão interagir com o meio ambiente. Ou seja, o aspecto é a ação, a interação com o meio, e</p><p>o impacto é a consequência dessa interação. O impacto pode ser definido como qualquer modificação do</p><p>meio ambiente, adversa ou benéfica como, por exemplo, a poluição e contaminação do solo ou da água</p><p>(impacto negativo), conservação de recursos naturais (impacto positivo), e redução de emissões para</p><p>atmosfera (impacto positivo), entre outros. Por isso, é importante levantar as atividades, aspectos e</p><p>impactos dos processos de uma organização, a fim de conhecê-los e mitigá-los.</p><p>Questão 2</p><p>Os crimes ambientais são passíveis de punição por multa ou até mesmo detenção. Avalie os itens a seguir e</p><p>assinale a alternativa que indica quais condizem com um crime ambiental:</p><p>Causar danos em floresta de preservação permanente.1.</p><p>Poluição no limite estabelecido por lei.</p><p>Disseminação de pragas que colocam em risco a agricultura.</p><p>Danificar registros de valor paisagístico.</p><p>Introduzir animais no país sem consentimento legal.</p><p>A</p><p>Somente os itens I, II e III são crimes ambientais.</p><p>B</p><p>Somente os itens I, III, IV e V são crimes ambientais.</p><p>C</p><p>Somente os itens IV e V são crimes ambientais.</p><p>D</p><p>Somente os itens II e V são crimes ambientais.</p><p>E</p><p>Somente os itens III e V são crimes ambientais.</p><p>A alternativa B está correta.</p><p>Consideramos poluição quando algo está acima do limite estabelecido por lei, poluição que causa danos à</p><p>saúde, morte de animais e destruição de flora, poluição do ar, da água e do solo. Além de registros de valor</p><p>paisagístico, podemos considerar também os de valor ecológico, turístico, histórico, religioso, arqueológico</p><p>e monumental.</p><p>2.</p><p>3.</p><p>4.</p><p>5.</p><p>2. Educação ambiental</p><p>Como cumprir a educação ambiental no dia a dia?</p><p>Assista agora sobre a importância da educação ambiental no nosso dia a dia.</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.</p><p>Considerações sobre educação ambiental</p><p>Neste vídeo, serão discutidas a educação ambiental e a sensibilização da população acerca dos riscos e</p><p>impactos ambientais.</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.</p><p>Educação ambiental, que infere sobre as diretrizes e instrumentos que objetivam os avanços e gestão do meio</p><p>ambiente e sobre os impactos do processo produtivo, a partir do estabelecimento de valores sociais,</p><p>experiências, aprendizados, talentos e atitudes voltadas para a preservação da natureza.</p><p>Dessa forma, a educação ambiental pode ser definida como um processo no qual as pessoas e a própria</p><p>sociedade se sensibilizam diante dos problemas ambientais, construindo valores e competências associadas à</p><p>sustentabilidade.</p><p>É importante ressaltar que a educação ambiental é um</p><p>elemento definitivo da educação nacional, sendo obrigatória</p><p>sua presença, de modo planejado, em todos os níveis do</p><p>ensino, independentemente da modalidade, tanto formal</p><p>quanto não-formal.</p><p>A Lei de Educação Ambiental instaura o Artigo 9º da Política</p><p>Nacional de Meio Ambiente, que prevê a educação</p><p>ambiental como um instrumento da política ambiental, o que</p><p>também foi definido no artigo 225 da Constituição Federal.</p><p>De maneira simplificada, a educação ambiental está</p><p>presente em nossa forma de pensar a ética, moral e respeito para com o meio ambiente e a preservação da</p><p>natureza. Essa forma de pensar deve ocorrer de forma automática, com auxílio de uma sensibilização que</p><p>promova a mudança de hábitos diante da problemática ambiental. O problema é que não existe uma disciplina</p><p>específica, no ensino, que considera a educação ambiental. Ela deve ser abordada por todos os níveis do</p><p>processo educativo, de forma plural, estando sempre presente nas modalidades.</p><p>De acordo com o artigo 4º da Lei 9.795/99, os princípios da Política Nacional de Educação Ambiental são:</p><p>O enfoque humanista, holístico, democrático e participativo: a educação ambiental deve considerar o</p><p>todo, e não somente como uma junção de suas partes para que seja entendida por completo, de forma</p><p>participativa e humana.</p><p>O enfoque da sustentabilidade: é importante que tenhamos como base o entendimento da</p><p>sustentabilidade, que pode</p><p>ser definida como a capacidade de unir a preservação do meio ambiente a</p><p>aspectos econômicos e sociais, de maneira que tudo fique em equilíbrio e possamos preservar os</p><p>1.</p><p>2.</p><p>recursos naturais para as gerações futuras, sem causar riscos.</p><p>O pluralismo de ideias e concepções pedagógicas: deve haver uma diversidade de pensamentos no</p><p>aprendizado, na construção do entendimento em prol da preservação ambiental.</p><p>A vinculação entre a ética, a educação, o trabalho e as práticas sociais: ao nos sensibilizarmos com os</p><p>problemas ambientais enquanto comunidade, grupo ou sociedade, nossos valores são interligados, de</p><p>forma que podemos perceber o quanto a preservação do meio ambiente pode promover ações de</p><p>responsabilidade socioambiental. Vamos pensar em uma empresa na qual um colaborador está com um</p><p>filho doente e precisa de dinheiro para seu tratamento. Se todos juntarem materiais recicláveis (que</p><p>iriam para o lixo) em casa e levarem para a venda na empresa, trabalhando para o bem comum, o</p><p>dinheiro pode ser revertido para o tratamento.</p><p>A garantia de continuidade e permanência do processo educativo: o aprendizado e os ensinamentos</p><p>devem evoluir de forma contínua e gradativa, o que caracteriza a internalização da cultura de</p><p>preservação do meio ambiente.</p><p>A permanente avaliação crítica do processo educativo: devemos sempre avaliar o que pode ser</p><p>melhorado para complementar ou garantir a educação.</p><p>A abordagem articulada das questões ambientais locais, regionais, nacionais e globais: devemos</p><p>considerar desde problemas comuns do nosso dia-dia, relacionados com a problemática ambiental (ex:</p><p>a segregação no nosso lixo para a coleta seletiva), evoluindo gradativamente até chegar aos impactos</p><p>globais, como a questão das mudanças climáticas.</p><p>O reconhecimento e o respeito à pluralidade e à diversidade individual e cultural: devemos entender</p><p>que a troca de experiências é rica para uma mudança de paradigmas. A diversidade cultural é muito</p><p>importante, dentro de um processo formativo, pois cada um possui suas crenças e experiências e</p><p>aprenderam dessa forma e, por isso, é tão importante o processo de formação. Por exemplo, entender</p><p>o risco de falta de água no futuro, pensar que a sua qualidade está sendo comprometida e que o custo</p><p>será maior para que possamos torná-la potável.</p><p>Vejamos quais são os objetivos da Política Nacional de Educação Ambiental - Lei 9795/99:</p><p>O desenvolvimento de uma compreensão sobre o meio ambiente, envolvendo aspectos ecológicos,</p><p>psicológicos, legais, políticos, sociais, econômicos, científicos, culturais e éticos: o enfoque ambiental</p><p>deve considerar a interligação com os demais aspectos para compreensão dos envolvidos;</p><p>A democratização das informações ambientais: as informações devem ser difundidas para toda a</p><p>população;</p><p>O estímulo de uma consciência crítica sobre a preservação ambiental e responsabilidade</p><p>socioambiental: devemos despertar e incentivar a sociedade acerca das ações que podem ser feitas</p><p>para à difusão e garantia da sustentabilidade;</p><p>O incentivo à participação na preservação do equilíbrio do meio ambiente: independentemente da</p><p>classe ou idade, todos devem ser estimulados às práticas ensinadas na educação ambiental;</p><p>A cooperação entre todos os estados nacionais para construção de uma sociedade ambientalmente</p><p>equilibrada, fundada nos princípios da liberdade, igualdade, solidariedade, democracia, justiça social,</p><p>responsabilidade e sustentabilidade: o papel do poder público é muito importante, de maneira que este</p><p>agente deve promover políticas públicas inclusivas que considerem a difusão dos valores da</p><p>sustentabilidade;</p><p>O fortalecimento da integração com a ciência e a tecnologia: uma das melhores formas de garantir a</p><p>preservação ambiental e reduzir os impactos ambientais das atividades humanas é descobrindo novas</p><p>formas de realizá-las, por meio de pesquisas científicas;</p><p>O fortalecimento da cidadania, autodeterminação dos povos e solidariedade como fundamentos para o</p><p>futuro da humanidade: esse último objetivo diz respeito ao entendimento e cobrança dos diretos</p><p>3.</p><p>4.</p><p>5.</p><p>6.</p><p>7.</p><p>8.</p><p>1.</p><p>2.</p><p>3.</p><p>4.</p><p>5.</p><p>6.</p><p>7.</p><p>direitos civis, políticos e sociais da sociedade, que vão garantir a participação de todos no processo de</p><p>educação ambiental, garantindo os recursos naturais para as gerações futuras.</p><p>Mas como podemos atuar com a educação ambiental de forma articulada no ensino?</p><p>As atividades da Política Nacional de Educação Ambiental precisam ser consideradas na educação em geral e</p><p>na educação escolar, com práticas de capacitação contínua das pessoas, desenvolvimento dos estudos sobre</p><p>o tema, bem como de pesquisas e experiências relacionadas a temática, além do desenvolvimento e produção</p><p>de materiais didáticos educativos, permitindo que sejam realizadas avalições e um acompanhamento do</p><p>aprendizado.</p><p>Responsabilidades na implementação da educação</p><p>ambiental</p><p>Acompanhe, neste vídeo, como a educação ambiental é difundida na sociedade e quem são os responsáveis</p><p>por difundir essa prática.</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.</p><p>A educação ambiental é de responsabilidade de diferentes atores envolvidos, de maneira que é importante</p><p>compreendermos quais são as responsabilidades de cada um deles nesse processo.</p><p>O Poder Público é responsável por:</p><p>Elaborar políticas públicas voltadas para preservação e conservação do meio ambiente;</p><p>Possibilitar a difusão da educação ambiental em todos os níveis de ensino e modalidades;</p><p>Fazer com que a sociedade se dedique e se engaje na redução dos impactos ambientais e da poluição,</p><p>com ações que preservem o ambiente.</p><p>As instituições educacionais devem difundir a educação ambiental por meio de programas e de maneira plural</p><p>nas disciplinas.</p><p>Os órgãos que fazem parte do Sistema Nacional de Meio Ambiente – Sisnama devem fomentar atividades e</p><p>ações de educação ambiental que vão ao encontro de programas que já são feitos, a fim de garantir uma</p><p>integração com os objetivos e metas do Governo para conservação, preservação e recuperação.</p><p>Os meios de comunicação devem contribuir com a divulgação do conhecimento e dos dados de pesquisas e</p><p>práticas educativas sobre o meio ambiente.</p><p>As instituições privadas devem impulsionar projetos de capacitação e diálogo com os colaboradores</p><p>sobre a temática ambiental, para criar uma consciência ambiental que contribua para a redução dos</p><p>impactos ambientais causados por suas atividades, além como da redução do consumo de insumos</p><p>(recursos naturais) e matéria-prima.</p><p>Por fim, a sociedade deve trazer consigo e internalizar a cultura e a crença da preservação ambiental, por</p><p>meio de valores, atitudes e habilidades que entendam a problemática ambiental, compreendendo qual é o seu</p><p>papel na prevenção, identificação e resolução de problemas relacionados aos impactos ambientais.</p><p>Desse modo, a educação ambiental pode ser considerada um instrumento para a transformação de</p><p>comportamento, em que um dos objetivos é demonstrar como pode ser alcançado o desenvolvimento</p><p>sustentável, ao unir os três aspectos que compõem a sustentabilidade: ecológico, social e econômico.</p><p>A partir da mudança de hábitos, pensando no futuro e com pequenas ações, que podem fazer a diferença</p><p>diante do todo, as pessoas podem contribuir para a continuidade da vida no planeta.</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>Educação ambiental aplicada dentro das organizações</p><p>Assista a este vídeo, no qual o professor Charlie Hudson comenta sobre o papel da educação ambiental para</p><p>implementação dos conceitos de cuidado do ambiente, como parte da cultura organizacional.</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.</p><p>A educação ambiental deve ser um processo formativo dentro das organizações, visando chamar a atenção</p><p>dos colaboradores para as questões ligadas ao meio ambiente. Porém, é importante compreender que a</p><p>linguagem e a forma de ensinar para esse aprendizado deve ser simples, facilitando a compreensão do público</p><p>e provocando uma mudança de hábitos por completo, não apenas na empresa, como em suas residências.</p><p>Nas empresas, a educação ambiental deve permitir a construção dos valores sociais, atitudes e</p><p>competências voltadas para a preservação da natureza, uso consciente dos recursos naturais e</p><p>sustentabilidade.</p><p>Um dos exemplos da utilização da educação ambiental nas empresas está associado ao entendimento da</p><p>Política Nacional de Resíduos Sólidos, que prevê ações para gerenciamento e rastreabilidade dos resíduos</p><p>sólidos, com ações que vão desde a geração, coleta, transporte até a destinação final. Ou seja, todos somos</p><p>responsáveis pela cadeia dos resíduos e pelas ações que a compõem.</p><p>Dentro dos ambientes corporativos, também podem ser</p><p>elaborados projetos de redução e reciclagem de resíduos</p><p>sólidos, buscando reduzir o custo de envio de resíduos</p><p>misturados para aterro sanitários, e de forma que a empresa</p><p>consiga reverter trabalhar a reciclagem e até reverter a</p><p>venda dos recicláveis para projetos sociais. Isso é relevante</p><p>para o negócio, o meio ambiente e a sociedade, unindo os</p><p>pilares do desenvolvimento sustentável.</p><p>A gestão e educação ambientais são benéficas para a</p><p>imagem da empresa, garantindo mais oportunidades de</p><p>negócios e, além disso, reduzindo riscos e possíveis acidentes ambientais. Ou seja, as organizações precisam</p><p>manter a sustentabilidade para competirem com o cenário do mercado atual, no qual os consumidores e</p><p>investidores exigem práticas de preservação ambiental e atendimento das legislações vigentes.</p><p>Portanto, a Lei 9795/99 busca desenvolver a educação ambiental por meio de seus princípios e objetivos. E o</p><p>investimento em educação ambiental orienta as organizações nas melhores práticas para a preservação</p><p>ambiental, de forma que atendem o que é determinado pelas leis, evitando infrações e multas.</p><p>Verificando o aprendizado</p><p>Questão 1</p><p>Com relação à educação ambiental, avalie as afirmativas a seguir e marque a alternativa correta.</p><p>A educação ambiental possui enfoque no equilíbrio do ambiente, em que a vida é percebida em seu</p><p>sentido considerando os elementos da natureza.</p><p>A inserção da educação ambiental nos tipos de ensino é fundamental para que as atuais e futuras</p><p>gerações se conscientizem acerca da relevância da conservação e da preservação do meio ambiente</p><p>para a continuidade da vida.</p><p>1.</p><p>2.</p><p>O cenário socioambiental contribui para que a educação ambiental assuma um papel decisivo na</p><p>conscientização, pois precisamos construir uma relação equilibrada entre meio ambiente, sociedade e</p><p>economia.</p><p>O papel da educação ambiental é o de orientar a sociedade, de maneira a preservar o meio ambiente.</p><p>Tanto de maneira formal (escolas e universidades) quanto de maneira informal (mídias).</p><p>A inserção da educação ambiental na legislação brasileira se deu por meio de sua inclusão no currículo</p><p>como disciplina obrigatória no ensino formal.</p><p>A</p><p>Somente as afirmativas I e II são verdadeiras.</p><p>B</p><p>Somente as afirmativas II e IV são verdadeiras.</p><p>C</p><p>Somente as afirmativas III e V são verdadeiras</p><p>D</p><p>Somente as afirmativas I, III, IV e V são verdadeiras.</p><p>E</p><p>Somente as afirmativas I, II, III e IV são verdadeiras.</p><p>A alternativa E está correta.</p><p>A inserção da educação ambiental na legislação brasileira se deu de maneira difusa para que ocorra uma</p><p>universalização do conhecimento e do acesso desse processo educativo aos envolvidos, ou seja, a própria</p><p>sociedade. Não é obrigatória como disciplina no ensino formal, mas deve ser tratada de maneira transversal</p><p>e plural mediante todos os processos educativos.</p><p>Questão 2</p><p>Em relação a Lei 9.795/99, que versa sobre educação ambiental, avalie as afirmativas a seguir e marque a</p><p>alternativa correta.</p><p>A educação ambiental possui uma natureza interdisciplinar, ou seja, ela será implementada por</p><p>intermédio da criação de uma disciplina específica no ensino formal.</p><p>A Lei nº 9.795/99 considera que as empresas precisão promover programas de capacitação e diálogos</p><p>com os colaboradores, a fim de promover uma reflexão sobre a problemática ambiental.</p><p>A Lei da Educação Ambiental considera que é primordial a elaboração de políticas públicas mais</p><p>incisivas, que considerem a dimensão ambiental em sua concepção, para que então sejam difundidos</p><p>os conhecimentos da problemática ambiental em todos os níveis de ensino, de modo que todos os</p><p>cidadãos entendam seu papel na preservação da natureza.</p><p>3.</p><p>4.</p><p>5.</p><p>1.</p><p>2.</p><p>3.</p><p>A</p><p>Somente as afirmativas I e II estão corretas.</p><p>B</p><p>Somente as afirmativas II e III estão corretas.</p><p>C</p><p>Somente a afirmativa I está correta.</p><p>D</p><p>Somente a afirmativa II está correta.</p><p>E</p><p>Somente a afirmativa III está correta.</p><p>A alternativa B está correta.</p><p>A Lei nº 9.795/99 considera que as empresas precisão promover programas de capacitação, a fim de gerar</p><p>uma reflexão sobre o impacto da produção nos recursos naturais. Na lei, a educação ambiental é</p><p>apresentada como um processo perene de aprendizado. Assim, os esforços devem ser contínuos e não</p><p>descontinuados. É sugerido que as crianças recebam os conceitos de educação ambiental e os apliquem</p><p>por toda a vida, na escola, no trabalho e na sociedade.</p><p>3. Estações ecológicas</p><p>Preservar é Lei: estações ecológicas</p><p>Veja, neste vídeo, os principais aspectos e qual é a importância das estações ecológicas.</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.</p><p>Áreas protegidas</p><p>Neste vídeo, você poderá compreender o que são as áreas protegidas e quais as razões pelas quais são</p><p>criadas.</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.</p><p>Você sabia que existem áreas protegidas? Essas áreas são espaços terrestres ou marinhos, que têm como</p><p>objetivo propiciar a conservação da biodiversidade e de elementos naturais, como água e solo, além de</p><p>elementos culturais relacionados à paisagem e à própria forma de viver da sociedade.</p><p>Existem muitos tipos de áreas protegidas, desde os parques nacionais, que são destinados à conservação da</p><p>biodiversidade e belezas cênicas, até espaços obrigatórios em áreas rurais para benefícios econômicos.</p><p>Por exemplo, você já ouviu falar em áreas de preservação permanente e reservas legais? Esses termos,</p><p>definidos pelo Código Florestal – Lei 12.651/2012 indicam áreas protegidas que integram a paisagem, sendo</p><p>fundamentais para a conservação dos espaços naturais.</p><p>Por conta da destruição de ambientes naturais, houve a</p><p>fragmentação dos hábitats naturais, o que provocou a</p><p>extinção de espécies, a perda da biodiversidade e a</p><p>degradação do solo, da água e do ar.</p><p>Por isso, foi importante criar áreas protegidas, permitindo a</p><p>continuidade do acesso aos recursos e serviços ambientais,</p><p>mas buscando a manutenção dos sistemas ambientais,</p><p>garantindo a biodiversidade e os elementos físicos e</p><p>socioculturais.</p><p>Portanto, entender a importância das áreas protegidas e do</p><p>ecossistema é primordial para o planejamento e gestão dos</p><p>espaços rurais e urbanos, a fim de que sejam mitigados os</p><p>riscos. E nós, profissionais da área ambiental, temos que ter em mente que esses espaços são nossa garantia</p><p>no futuro e o conhecimento sobre eles é fundamental para tomadas de decisão que envolvem a viabilização</p><p>ambiental, por meio de políticas, planos, programas e projetos.</p><p>Sistema nacional de unidades de conservação (SNUC)</p><p>Assista agora a uma apresentação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) e a sua</p><p>importância.</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.</p><p>Para proteção das áreas que acabamos de ver, foi criada no Brasil a Lei do Sistema Nacional de Unidades de</p><p>Conservação – SNUC (Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000). Seu principal objetivo está atrelado ao</p><p>estabelecimento de diretrizes e regras para o manejo desses espaços protegidos de conservação.</p><p>As unidades de conservação (UC) são áreas territoriais, devidamente designadas pelo poder público, que</p><p>possuem recursos naturais importantes e são criadas com o intuito principal de proteção e conservação.</p><p>Essas áreas contribuem para a conservação da água, do solo, da flora e da fauna, e especialmente das</p><p>espécies endêmicas que só vivem ali. Muitas atividades educativas podem ser desenvolvidas nas</p><p>UCs, para</p><p>que ocorra a sensibilização ambiental sobre a função desses ambientes. No Brasil, o termo remete à</p><p>conservação, mas mundialmente são consideradas áreas protegidas.</p><p>Categorias de UC</p><p>A principal função das UCs é garantir a representatividade de porções significativas e importantes dos</p><p>ecossistemas, para preservar o patrimônio biológico existente. Ou seja, esses espaços terão que assegurar os</p><p>recursos naturais existentes, em quantidade e qualidade, para preservação da flora e da fauna, bem como da</p><p>sociedade no entorno, que pode viver de sua exploração, desde que seja feita de forma sustentável.</p><p>Existem 12 (doze) categorias de Unidades de Conservação previstas no SNUC, que são divididas em dois</p><p>grandes grupos: de proteção integral e de uso sustentável.</p><p>UCs de proteção integral</p><p>Essas unidades de conservação são divididas da seguinte forma:</p><p>Estações ecológicas</p><p>São de domínio público e servem para preservação da natureza. Nas estações ecológicas a visitação</p><p>pública é proibida, mas é permitida a realização de pesquisas científicas, ou seja, o acesso é</p><p>autorizado apenas com viés educacional. Essas pesquisas dependem ainda de autorização prévia do</p><p>órgão responsável.</p><p>Reservas biológicas</p><p>O objetivo desses espaços é a preservação integral da biota, sem a interferência humana direta ou</p><p>modificações ambientais. Só podem ser implementadas medidas de recuperação dos ecossistemas</p><p>alterados e as ações de manejo necessárias para recuperar e preservar o equilíbrio natural, a</p><p>diversidade biológica e os processos ecológicos.</p><p>Parques nacionais</p><p>Seu objetivo é a preservação dos ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza</p><p>cênica, permitindo a execução de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de</p><p>educação ambiental e de recreação em contato com a natureza e atividades de turismo ecológico.</p><p>Monumento natural</p><p>Seu objetivo é a preservação de sítios naturais raros, singulares ou locais de grande beleza cênica.</p><p>Refúgio de vida silvestre</p><p>Tem como objetivo a preservação e proteção de ambientes que asseguram condições para a</p><p>existência ou reprodução de espécies da flora local e da fauna residente ou migratória.</p><p>UCs de uso sustentável</p><p>As unidades de conservação voltadas para o uso sustentável estão divididas em:</p><p>Áreas de relevante interesse ecológico</p><p>São áreas com pouca ou nenhuma ocupação humana, geralmente de pequena extensão, exibindo</p><p>características naturais extraordinárias ou que abrigam exemplares raros da biota regional, tendo</p><p>como objetivo manter os ecossistemas naturais de importância regional ou local e regular o uso</p><p>admissível dessas áreas.</p><p>Reservas particulares do patrimônio natural</p><p>São áreas privadas, gravadas com perpetuidade, com objetivo principal de conservar a diversidade</p><p>biológica.</p><p>Áreas de proteção ambiental</p><p>São áreas, em geral, extensas, com certo grau de ocupação humana, dotadas de atributos abióticos,</p><p>bióticos, estéticos ou culturais especialmente importantes para a qualidade de vida e o bem-estar das</p><p>populações, e que têm como objetivos básicos proteger a diversidade biológica, disciplinar o</p><p>processo de ocupação e garantir a sustentabilidade do uso dos recursos naturais.</p><p>Florestas nacionais</p><p>São áreas com cobertura florestal de espécies predominantemente nativas e que têm como objetivo</p><p>básico o uso múltiplo sustentável dos recursos florestais e a pesquisa científica, a partir de métodos</p><p>para exploração sustentável de florestas nativas.</p><p>Reservas de desenvolvimento sustentável</p><p>São áreas naturais que abrigam populações tradicionais, cuja existência está atrelada a sistemas</p><p>sustentáveis de exploração dos recursos naturais, desenvolvidos ao longo de gerações, e que são</p><p>adaptadas às condições ecológicas locais. Esses espaços desempenham um papel fundamental na</p><p>proteção da natureza e na manutenção da diversidade biológica.</p><p>Reserva de fauna</p><p>São áreas naturais com populações animais de espécies nativas, terrestres ou aquáticas, residentes</p><p>ou migratórias, nas quais poderão ser realizados estudos técnico-científicos acerca do manejo</p><p>econômico sustentável de recursos faunísticos.</p><p>Reserva extrativista</p><p>São áreas aproveitadas por populações tradicionais, que sobrevivem do extrativismo, da agricultura</p><p>de subsistência e da criação de animais de pequeno porte. Essas áreas têm como objetivos básicos a</p><p>proteção dos meios de vida e a cultura dessas populações, garantindo o uso sustentável dos recursos</p><p>naturais.</p><p>As UCs são criadas por meio de atos do poder público (Poder Executivo e Poder Legislativo), após a</p><p>realização de estudos sobre a importância ecológica dos espaços a serem protegidos. Essas áreas estão</p><p>sujeitas a normas e regras especiais, como é o caso das estações ecológicas, que estudaremos a seguir.</p><p>Considerações sobre estações ecológicas</p><p>Assista agora a uma apresentação sobre as estações ecológicas e seus principais aspectos.</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.</p><p>Existe uma lei que trata especificamente sobre as estações ecológicas, a Lei nº 6.902, de 27 de abril de 1981.</p><p>Essa lei considera as estações ecológicas como áreas peculiares que representam os ecossistemas brasileiros</p><p>e que são destinadas para o desenvolvimento de pesquisas científicas. Seu objetivo também é o de proteger o</p><p>ambiente natural que ali se encontra, para que seja garantida sua conservação.</p><p>O poder executivo destina no mínimo 90% de área das estações ecológicas para preservação da</p><p>biota. Os 10% (ou menos) que sobram podem ser utilizados em pesquisas relacionadas à ecologia,</p><p>mesmo gerando modificações no local. Sendo unidades de conservação do tipo “proteção integral”,</p><p>pelo artigo 8º, inciso I da Lei Federal nº 9.985/2000, do Sistema Nacional de Unidades de</p><p>Conservação da Natureza (SNUC), as estações ecológicas têm como principais objetivos a</p><p>preservação da natureza e a realização de pesquisas científicas.</p><p>Portanto, com os objetivos de preservar a natureza e desenvolver pesquisas (que devem ser previamente</p><p>autorizadas), os governos federais, estaduais e municipais criam as estações ecológicas. Não são permitidas</p><p>visitas nesses locais, exceto se o objetivo por educacional. Nesse caso, é preciso consultar o que rege o Plano</p><p>de Manejo do local ou regulamento.</p><p>Na estação ecológica só podem ser permitidas alterações dos ecossistemas em caso de:</p><p>Medidas que visem à restauração de ecossistemas modificados;</p><p>Manejo de espécies com o fim de preservar a diversidade biológica;</p><p>Coleta de componentes dos ecossistemas com finalidades científicas;</p><p>Pesquisas científicas, cujo impacto sobre o ambiente seja maior do que aquele causado pela simples</p><p>observação ou pela coleta controlada de componentes dos ecossistemas, em uma área</p><p>correspondente a, no máximo, 3% da extensão total da unidade e até o limite de 1500 hectares.</p><p>Na área reservada às estações ecológicas são proibidas a presença de rebanho de animais domésticos de</p><p>propriedade particular e exploração de recursos naturais, exceto para fins experimentais, que não importem</p><p>em prejuízo para a manutenção da biota nativa, ressalvado o disposto no § 2º do art. 1º. Além disso, é proibido</p><p>o porte e uso de armas de qualquer tipo, o porte e uso de instrumentos de corte de árvores, bem como o</p><p>porte e uso de redes de apanha de animais e outros artefatos de captura.</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>As infrações a essas proibições são punidas com a</p><p>apreensão do material proibido e a obrigatoriedade do</p><p>pagamento de indenizações proporcionais aos estragos</p><p>gerados. As estações ecológicas não devem, ainda, ser</p><p>utilizadas para finalidades para as quais não foram criadas,</p><p>podendo haver, então, pena de enquadramento como</p><p>desvio de finalidade e/ou abuso de poder.</p><p>O processo de implantação e estruturação das estações</p><p>ecológicas ocorre para:</p><p>Desenvolver estudos comparativos (antes e depois) de locais ocupados e alterados pela ação do</p><p>homem;</p><p>Otimizar o planejamento regional;</p><p>Proporcionar o uso racional de recursos naturais.</p><p>Assim, as estações ecológicas potencializam teoria e prática do desenvolvimento sustentável, bem como</p><p>aumentam</p><p>o conhecimento sobre espaços ricos em interesse ambiental.</p><p>Verificando o aprendizado</p><p>Questão 1</p><p>As áreas protegidas contidas no território brasileiro têm por objetivo a conservação do patrimônio nacional, no</p><p>que tange ecologia, história, geologia e cultura. Assinale a afirmativa que condiz com benefícios de áreas</p><p>protegidas:</p><p>A</p><p>Conservação da biodiversidade e corredores ecológicos.</p><p>B</p><p>Corredores ecológicos e redução da pobreza.</p><p>C</p><p>Garantia da preservação da água e redução da pobreza.</p><p>D</p><p>Serviços ecológicos e redução da riqueza.</p><p>E</p><p>Corredores ecológicos e redução da pobreza.</p><p>A alternativa A está correta.</p><p>As áreas protegidas, o uso sustentável e a repartição de benefícios são uma parte das estratégias de</p><p>conservação da biodiversidade, juntamente com a redução da fragmentação de habitats e criação de</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>corredores ecológicos para garantia da preservação da água e dos serviços ecológicos ali existentes. A</p><p>redução da pobreza e da riqueza não condizem com um benefício.</p><p>Questão 2</p><p>(Adaptada de CEFET-BA - 2015 - MPE-BA - Promotor de Justiça Substituto) De acordo com o Sistema</p><p>Nacional de Unidades de Conservação, instituído pela Lei Federal nº 9.985/00, examine as afirmativas abaixo</p><p>e marque a alternativa correta.</p><p>O monumento natural tem como objetivo básico preservar sítios naturais raros, singulares ou de grande</p><p>beleza cênica, podendo ser constituído por áreas particulares, desde que seja possível compatibilizar</p><p>os objetivos da unidade com a utilização da terra e dos recursos naturais do local pelos proprietários.</p><p>O refúgio de vida silvestre tem como objetivo proteger ambientes naturais onde se asseguram</p><p>condições para a existência ou reprodução de espécies ou comunidades da flora local e da fauna</p><p>residente ou migratória, dependendo a pesquisa científica de autorização prévia do órgão responsável</p><p>pela administração da unidade.</p><p>A reserva de desenvolvimento sustentável tem como objetivo básico preservar a natureza e, ao mesmo</p><p>tempo, assegurar as condições e os meios necessários para a reprodução, a melhoria dos modos e da</p><p>qualidade de vida, a exploração dos recursos naturais das populações tradicionais, bem como valorizar,</p><p>conservar e aperfeiçoar o conhecimento e as técnicas de manejo do ambiente, desenvolvidos por</p><p>estas populações.</p><p>A reserva particular do patrimônio natural é uma área privada, gravada com perpetuidade, com o</p><p>objetivo de conservar a diversidade biológica, constando o gravame em compromisso assinado</p><p>perante o órgão ambiental, que verificará a existência de interesse público, e será averbado à margem</p><p>da inscrição no Registro Público de Imóveis.</p><p>As unidades de conservação, exceto a reserva particular do patrimônio natural, devem possuir uma</p><p>zona de amortecimento e, quando conveniente, corredores ecológicos.</p><p>A</p><p>Somente as afirmativas I e II estão corretas.</p><p>B</p><p>Somente as afirmativas I e III estão corretas.</p><p>C</p><p>Somente as afirmativas II e IV estão corretas.</p><p>D</p><p>Somente as afirmativas I, II, III e IV estão corretas.</p><p>E</p><p>Somente as afirmativas I, II, III e V estão corretas.</p><p>1.</p><p>2.</p><p>3.</p><p>4.</p><p>5.</p><p>A alternativa D está correta.</p><p>A proteção do meio ambiente e preservação dos biomas é uma obrigação constitucional (art. 23, VI e VII,</p><p>CF). Essa lei ainda infere que o poder público deve prover os meios necessários para garantir os espaços</p><p>territoriais e às áreas protegidas.</p><p>As unidades de conservação, com exceção das áreas de proteção ambiental e reservas particulares do</p><p>patrimônio natural, devem possuir uma zona de amortecimento e, quando conveniente, corredores</p><p>ecológicos.</p><p>4. Estatuto da cidade, política urbana e desapropriação</p><p>O Estatuto da Cidade e a desapropriação</p><p>Assista agora para saber o que é o Estatuto da Cidade e a desapropriação, e qual o seu papel na sociedade.</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.</p><p>Estatuto da cidade</p><p>Assita agora para saber sobre os principais itens que compõem o Estatuto da Cidade.</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.</p><p>O Estatuto da Cidade é um conjunto de normas jurídicas associadas à questão da função social da</p><p>propriedade e da gestão democrática, ou seja, visando à manutenção da ordem pública, alinhada com</p><p>premissas constitucionais. Ele está previsto na Lei nº 10.257/2001, que estabelece as diretrizes para a política</p><p>urbana disposta na Constituição Federal de 1988.</p><p>O estatuto surgiu por conta da preocupação com o crescimento urbano irregular e atua sem infraestrutura e</p><p>planejamento necessários, considerando a distribuição de terra irregular. E atua nos seguintes aspectos: o</p><p>bem da coletividade, a segurança, o bem-estar dos cidadãos e o equilíbrio ambiental.</p><p>A Lei nº 10.257/2001 estabelece normas de ordem pública e interesse social que regulam o uso da</p><p>propriedade urbana em prol do bem coletivo, da segurança e do bem-estar dos cidadãos, bem como do</p><p>equilíbrio ambiental. A política urbana dispõe das seguintes diretrizes:</p><p>Para que as cidades sejam efetivamente sustentáveis, é preciso garantir direito à moradia, saneamento</p><p>ambiental, acesso ao transporte, serviços públicos direcionados para trabalho e lazer, de forma perene,</p><p>para que as próximas gerações também sejam abarcadas;</p><p>Gestão democrática, por meio de associações que garantam as diferentes características da</p><p>população, com programas, aos projetos e planos;</p><p>Ação integrada de diversas partes interessadas, como governos, empresas privadas e afins visando o</p><p>interesse social e o desenvolvimento da urbanização;</p><p>Algumas cidades podem ter crescido de maneira desordenada, afetando, por conseguinte, o meio</p><p>ambiente. Sendo assim, o planejamento do desenvolvimento das cidades pode atuar de maneira</p><p>preventiva ou corretiva ao organizar as atividades econômicas do munícipio;</p><p>É preciso disponibilizar transporte adequado ao que é demandado pela população, observando as</p><p>necessidades do local;</p><p>Sobre o uso do solo, a Lei nº 10.257/2001 explicita que os seguintes itens devem ser evitados:</p><p>a utilização inadequada dos imóveis urbanos;</p><p>a proximidade de usos incompatíveis ou inconvenientes;</p><p>1.</p><p>2.</p><p>3.</p><p>4.</p><p>5.</p><p>6.</p><p>•</p><p>•</p><p>o parcelamento do solo, a edificação ou o uso excessivos ou inadequados em relação à infraestrutura</p><p>urbana;</p><p>a instalação de empreendimentos ou atividades que possam funcionar como polos geradores de</p><p>tráfego, sem a previsão da infraestrutura correspondente;</p><p>a retenção especulativa de imóvel urbano, que resulte na sua subutilização ou não utilização;</p><p>a deterioração das áreas urbanizadas;</p><p>a poluição e a degradação ambiental;</p><p>a exposição da população a riscos de desastres.</p><p>Aspectos importantes da Lei nº 10.257/2001</p><p>Assista agora aos principais aspectos contidos na Lei 10.257 de 2001.</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.</p><p>De acordo com a Lei nº 10257/2001, foram definidos instrumentos de gestão com a finalidade de</p><p>desenvolvimento urbano, mas associados ao uso e à ocupação do solo urbano, bem como à proteção do meio</p><p>ambiente e sustentabilidade.</p><p>Conheça os principais instrumentos dispostos no capítulo II do Estatuto da Cidade:</p><p>Planos nacionais, regionais e estaduais de ordenação do território e de desenvolvimento econômico</p><p>social;</p><p>Planejamento das regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões;</p><p>Planejamento municipal, incluindo o plano diretor.</p><p>Vamos analisar as características de cada um deles, buscando compreender as mais importantes.</p><p>Plano diretor</p><p>É o mecanismo legal mais conhecido do Estatuto da Cidade, é responsável pelo ordenamento da expansão</p><p>urbana, conforme as necessidades da sociedade, mas de acordo com a infraestrutura e o meio ambiente.</p><p>E quando é obrigatório elaborar o plano? Para todos os municípios com mais de 20 mil habitantes, cidades</p><p>integrantes de regiões metropolitanas, áreas nas quais haja especial interesse turístico ou que estejam</p><p>susceptíveis a deslizamentos e outros eventos de grande impacto ambiental.</p><p>Além disso, é muito importante a elaboração do plano, bem como a fiscalização referente ao seu</p><p>cumprimento,</p><p>que é responsabilidade do poder público municipal e da sociedade.</p><p>Parcelamento, edificação ou utilização compulsórios</p><p>Existem também diretrizes acerca de parcelamento do solo, edificações e utilização de compulsórios, em que</p><p>os municípios precisam deter o poder do uso, ocupação e organização do espaço urbano não edificado,</p><p>subutilizado ou não utilizado, de forma a notificar o dono sobre sua utilização e exigindo que ele edifique ou</p><p>dê um uso. Isso inclui as ações de limpeza para o controle de vetores e pragas, sob pena de notificações e</p><p>multas para quem não limpa o terreno baldio (e.g. terreno abandonado, o qual o dono não cuida).</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>Atenção</p><p>Essas diretrizes possuem objetivo de cumprir uma função social da propriedade urbana, a fim de</p><p>proporcionar a ampliação, na área urbana, do número de imóveis efetivamente utilizados e cuidados.</p><p>Caso o proprietário não atenda à notificação do poder público, poderá ser aplicada a norma do IPTU (Imposto</p><p>Predial e Territorial Urbano) progressivo no tempo. E como isso funciona? Essa medida implica no incremento</p><p>da alíquota do IPTU, de forma gradual, no prazo de cinco anos, ao teto máximo de 15%. Para casos em que,</p><p>mesmo passados os 5 anos, ainda haja problemas no uso do imóvel, o poder público pode seguir com um</p><p>processo de desapropriação, seguido de cobrança dos títulos devidos, visto que essa área e/ou imóvel não</p><p>está sendo cumprido o plano diretor.</p><p>Estudo de impacto de vizinhança</p><p>Um outro instrumento muito comum e de conhecimento para aprovação de condomínios verticais e</p><p>horizontais, e que está disposto no Estatuto da Cidade, é o estudo de impacto de vizinhança (EIV).</p><p>Para aprovação de um empreendimento a ser construído, é de responsabilidade do poder público municipal</p><p>exigir esse estudo, no qual serão analisados os pontos negativos e positivos da instalação e utilização desse</p><p>empreendimento, considerando os aspectos que vão impactar na qualidade da vida dos que residem em seu</p><p>entorno.</p><p>Para a elaboração de um EIV, é preciso levantar e analisar os efeitos positivos e negativos do empreendimento</p><p>ou atividade em relação à qualidade de vida, considerando os seguintes itens:</p><p>Adensamento populacional, quando há grandes concentrações de construções em determinada área;</p><p>Equipamentos urbanos e comunitários, destinados, por exemplo, à saúde, educação, cultura, esportes,</p><p>lazer etc;</p><p>Uso e ocupação do solo, de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo município;</p><p>Valorização imobiliária, avaliando itens como oferta e demanda, mudanças de características do local</p><p>(construção de um hipermercado nas proximidades, por exemplo);</p><p>Geração de tráfego e demanda por transporte público, com aumento da população de um local,</p><p>aumenta consequentemente a o trânsito de pessoas e veículos nas ruas circunjacentes;</p><p>Ventilação e iluminação, avaliadas a partir de projetos específicos que se destinam a esse fim;</p><p>Paisagem urbana e patrimônio natural e cultural, avaliação que pode inviabilizar a continuidade desse</p><p>tipo de empreendimento.</p><p>É muito comum que esses estudos sejam repletos de mapas. Alguns municípios ainda consideram aprovações</p><p>específicas para estudo do impacto do trânsito e aprovações viárias para projetos como, por exemplo, um</p><p>supermercado. A região terá um aumento expressivo de fluxo de veículos e pessoas, sendo necessária área</p><p>de estacionamento, vias que não contemplam mão dupla, análise de necessidade de semáforos, entre outros</p><p>requisitos.</p><p>Usucapião especial de imóvel urbano</p><p>Essa lei é popularmente conhecida, mas difere da legislação civil, com um prazo de prescrição menor. Por</p><p>exemplo, na usucapião especial em imóveis urbanos, o proprietário deve utilizar o imóvel para moradia por um</p><p>período de cinco anos, e não quinze.</p><p>Por meio dessa lei, proprietários de terrenos ou construções com até 250 metros quadrados, ao menos por</p><p>cinco anos, de forma ininterrupta e sem oposição, e cuja utilização é para própria moradia ou de sua família,</p><p>terão o direito do domínio, desde que não sejam proprietários de outro imóvel urbano ou rural.</p><p>1.</p><p>2.</p><p>3.</p><p>4.</p><p>5.</p><p>6.</p><p>7.</p><p>Em casos de habitações informais, como no caso das comunidades, será aplicada a versão coletiva da</p><p>referida lei, que destina uma fração a cada possuidor.</p><p>Desapropriação</p><p>Veja agora as principais etapas a serem seguidas para que ocorra uma desapropriação.</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.</p><p>O Decreto-Lei nº 3.365, de 21 de Junho de 1941, assinado por Getúlio Vargas, rege a desapropriação por</p><p>utilidade pública, em todo o território nacional. Essa lei cita que:</p><p>Mediante declaração de utilidade pública, todos os bens poderão ser desapropriados pela União, pelos</p><p>estados, municípios, Distrito Federal e territórios.</p><p>(BRASIL, 1941)</p><p>Também mediante autorização legislativa, bens pertencentes a cidades, aos estados e ao Distrito Federal</p><p>também podem ser desapropriados pela União.</p><p>Mas, afinal, quando é preciso uma desapropriação?</p><p>Será necessária quando o espaço aéreo ou do subsolo utilizado traga efeitos negativos ao solo. E, para as</p><p>habitações informais, a versão coletiva da lei deve ser utilizada, destinado assim uma fração para cada</p><p>possuidor.</p><p>Mas existem situações em que não pode haver</p><p>desapropriação? Sim. Pela lei, as cidades e estados não</p><p>podem desapropriar ações, cotas e direitos representativos</p><p>do capital de instituições e empresas que funcionem e</p><p>sejam fiscalizadas por meio do Governo Federal, exceto por</p><p>decreto do presidente da República.</p><p>E você já parou para pensar quem pode promover uma</p><p>desapropriação? Segundo o art. 3º da referida lei, podem</p><p>promover a desapropriação, mediante autorização expressa</p><p>constante de lei ou contrato:</p><p>Os concessionários, inclusive aqueles contratados nos termos da Lei nº 11.079, de 30 de dezembro de</p><p>2004;</p><p>As entidades públicas;</p><p>As entidades que exerçam funções delegadas do poder público;</p><p>As autorizações para a exploração de ferrovias como atividade econômica.</p><p>Além disso, o art. 4º dessa legislação prevê que:</p><p>1.</p><p>2.</p><p>3.</p><p>4.</p><p>A desapropriação poderá abranger a área contígua necessária ao desenvolvimento da obra a que se</p><p>destina, e as zonas que se valorizarem extraordinariamente, em consequência da realização do serviço.</p><p>Em qualquer caso, a declaração de utilidade pública deverá compreendê-las, mencionando-se quais as</p><p>indispensáveis à continuação da obra e as que se destinam à revenda</p><p>(BRASIL, 1941)</p><p>Quando a desapropriação se destinar à execução de planos de urbanização, de renovação urbana ou de</p><p>parcelamento ou reparcelamento do solo, a receita decorrente da revenda ou da exploração imobiliária dos</p><p>imóveis produzidos poderá compor a remuneração do agente executor.</p><p>De acordo com o art. º 5 do Decreto Lei nº 3.365, os casos considerados de utilidade pública contemplam:</p><p>Defesa do Estado.</p><p>Socorro público em caso de calamidade.</p><p>Salubridade pública.</p><p>Criação e melhoramento de centros de população, seu abastecimento regular de meios de</p><p>subsistência.</p><p>Aproveitamento industrial das minas e das jazidas minerais, das águas e da energia hidráulica.</p><p>Assistência pública, obras de higiene e decoração, casas de saúde, clínicas, estações de clima e fontes</p><p>medicinais.</p><p>Exploração ou a conservação dos serviços públicos.</p><p>A abertura, conservação e melhoramento de vias ou logradouros públicos; a execução de planos de</p><p>urbanização; o parcelamento do solo, com ou sem edificação, para sua melhor utilização econômica,</p><p>higiênica ou estética; a construção ou ampliação de distritos industriais.</p><p>Funcionamento dos meios de transporte coletivo.</p><p>Preservação e conservação dos monumentos históricos e artísticos, isolados ou integrados em</p><p>conjuntos urbanos ou rurais, bem como as medidas necessárias para manter os aspectos mais valiosos</p><p>ou característicos e, ainda, a proteção de paisagens e locais particularmente dotados pela natureza.</p><p>Preservação e conservação adequada de arquivos, documentos e outros bens móveis de valor</p><p>histórico ou artístico.</p><p>Construção de edifícios públicos, monumentos comemorativos e</p><p>cemitérios.</p><p>Criação de estádios, aeródromos ou campos de pouso para aeronaves.</p><p>Reedição ou divulgação de obra ou invento de natureza científica, artística ou literária.</p><p>Demais casos previstos por leis especiais.</p><p>Os bens desapropriados para fins de utilidade pública e os direitos decorrentes da respectiva imissão na</p><p>posse poderão ser alienados a terceiros, locados, cedidos, arrendados, outorgados em regimes de concessão</p><p>de direito real de uso, de concessão comum ou de parceria público-privada e ainda transferidos como</p><p>integralização de fundos de investimento ou sociedades de propósito específico.</p><p>É importante ressaltar que a declaração de utilidade pública deve ser feita por meio de decreto do presidente</p><p>da República, governador, interventor ou prefeito. Declarada a utilidade pública, ficam as autoridades</p><p>administrativas autorizadas a penetrar nos prédios compreendidos na declaração, podendo recorrer, em caso</p><p>de oposição, ao auxílio de força policial. Porém, a desapropriação deverá efetivar-se mediante acordo ou</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>intentar-se judicialmente, dentro de cinco anos, contados da data de expedição do respectivo decreto e</p><p>findos os quais este caducará.</p><p>Verificando o aprendizado</p><p>Questão 1</p><p>O plano diretor, aprovado por lei municipal, é instrumento básico da política de desenvolvimento e expansão</p><p>urbana. Segundo o Estatuto da Cidade, o plano diretor:</p><p>A</p><p>Deverá conter a delimitação das áreas urbanas que considera, por exemplo, o parcelamento, considerando a</p><p>existência de infraestrutura e de demanda para utilização.</p><p>B</p><p>É obrigatório apenas para cidades com mais de trinta mil habitantes.</p><p>C</p><p>Deverá englobar apenas o território urbano do Município.</p><p>D</p><p>Deverá ter revista a lei que o instituiu pelo menos a cada vinte anos.</p><p>E</p><p>Tem nele inserido, ou com ele compatível, o plano de transporte urbano integrado, obrigatório para cidades</p><p>com mais de um milhão de habitantes.</p><p>A alternativa A está correta.</p><p>De acordo com o art. 42, o plano diretor deverá conter, no mínimo, a delimitação das áreas urbanas, que</p><p>prevê a aplicação do parcelamento, edificação ou utilização compulsórios, considerando a existência de</p><p>infraestrutura e de demanda para utilização, na forma do art. 5º dessa lei. Segundo o art. 41, o plano diretor</p><p>é obrigatório para cidades com mais de vinte mil habitantes. O art. 40. § 2º nos diz que o plano diretor</p><p>deverá englobar o território do município como um todo. Segundo o art. 40. § 3º, a lei que instituir o plano</p><p>diretor deverá ser revista, pelo menos, a cada dez anos. Já o art. 40. § 2º diz que no caso de cidades com</p><p>mais de quinhentos mil habitantes, deverá ser elaborado um plano de transporte urbano integrado,</p><p>compatível com o plano diretor ou nele inserido.</p><p>Questão 2</p><p>Sobre a desapropriação, avalie as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta.</p><p>A desapropriação é necessária a fim de viabilizar a execução de melhorias no munícipio, que podem ser</p><p>para ampliar a utilização da malha viária ou para implantação de equipamentos públicos destinados</p><p>para a educação, por exemplo.</p><p>A desapropriação pode ser definida como transferência obrigatória total da propriedade para o poder</p><p>público, mediante pagamento de indenização ou troca da área aos proprietários do imóvel.</p><p>Para o imóvel ser desapropriado, é preciso uma publicação do Decreto de Declaração de Utilidade</p><p>Pública, sendo que em tal publicação constará o endereço do imóvel, área atingida e finalidade a qual</p><p>ele será destinado.</p><p>A desapropriação pode ser efetuada na via administrativa ou na via judicial.</p><p>A desapropriação está prevista legalmente no Decreto-Lei nº3365/1941 e determinada por decreto</p><p>municipal, não sendo possível impedí-la. Mas, caso os proprietários não atendam as convocações, não</p><p>entreguem a documentação nos prazos, não consigam comprovar a propriedade do imóvel ou não</p><p>concordem com os valores de indenização, o processo seguirá para ser enviado à desapropriação por</p><p>via judicial.</p><p>A</p><p>Somente as afirmativas I, II, III e IV estão corretas.</p><p>B</p><p>Somente as afirmativas I, III, IV e V estão corretas.</p><p>C</p><p>Somente as afirmativas II e III estão corretas.</p><p>D</p><p>Somente as afirmativas III e V estão corretas.</p><p>E</p><p>Somente as afirmativas I e IV estão corretas.</p><p>A alternativa B está correta.</p><p>A desapropriação é a transferência compulsória da propriedade para o poder público, podendo ser parcial</p><p>ou total, mediante pagamento de indenização aos proprietários do imóvel pelo terreno e benfeitorias</p><p>atingidos. A desapropriação é necessária a fim de viabilizar a execução de melhorias no munícipio, que</p><p>podem ser para implantação de equipamentos públicos destinados para a saúde, cultura, esportes, lazer,</p><p>moradias populares, entre outros.</p><p>1.</p><p>2.</p><p>3.</p><p>4.</p><p>5.</p><p>5. Conclusão</p><p>Considerações finais</p><p>É importante associar os riscos ambientais aos seus possíveis impactos negativos, diante de cenários de</p><p>catástrofes e poluição, seja da água, solo ou do ar. O entendimento desses riscos é fundamental para</p><p>qualquer tipo de gestão, lembrando que devemos levantar problemas e não-conformidades, riscos</p><p>associados, soluções e custos para sanar e mitigar esses impactos.</p><p>Não só o poder público, mas toda a sociedade deve estar comprometida com a educação ambiental, assim</p><p>como deve compreender quais são as posturas lesivas ao meio ambiente e passíveis de autuação por crime</p><p>ambiental. Isso nos assegura para garantir as condições necessárias visando a preservação ambiental e a</p><p>sustentabilidade.</p><p>As legislações são incisivas no que tange a proteção das estações ecológicas e planejamento urbano</p><p>territorial que, por sua vez, funcionam como guias para direcionar a sociedade e as organizações acerca da</p><p>maneira correta de agir.</p><p>A educação ambiental pode ser definida como um processo participativo e contínuo da sociedade no que</p><p>tange aos aspectos ambientais, sendo que é primordial criar uma consciência crítica acerca da problemática</p><p>ambiental existente, que provoque uma reflexão sobre como podemos trazer uma mudança de valores sobre</p><p>esse assunto. Por exemplo, a preocupação com o meio ambiente vai trazer um diagnóstico de como estamos</p><p>lidando com esses problemas e como pode ser o nosso futuro sem os recursos naturais que precisamos.</p><p>Geralmente, a ideologia está em produzir mais e gastar dinheiro para recuperar o ambiente que foi poluído,</p><p>para garantir essa produção em larga escala, sem mitigação de riscos e sem controle de requisitos ambientais.</p><p>Atualmente, vivenciamos um desequilíbrio, causado pelo próprio sistema econômico da sociedade, em que</p><p>exploramos mais recursos do que a capacidade de reposição.</p><p>É preciso que haja um equilíbrio entre a relação homem x economia x natureza, visando uma mudança de</p><p>comportamento e a busca alternativas sustentáveis e frente às problemáticas ambientais.</p><p>Podcast</p><p>Ouça este podcast, no qual faremos um breve resumo sobre os impactos e riscos ambientais,</p><p>enfatizando e exemplificando pontos críticos sobre este assunto.</p><p>Conteúdo interativo</p><p>Acesse a versão digital para ouvir o áudio.</p><p>Explore +</p><p>Para aprofundar seus conhecimentos sobre o conteúdo abordado:</p><p>Leia o artigo Risco ambiental: conceitos e aplicações, de autoria de Ricardo de Sampaio Dagnino e</p><p>Salvador Carpi Junior, e entenda os conceitos e classificações envolvendo tipos diferentes de riscos,</p><p>além das relações entre riscos e outros conceitos como vulnerabilidade, impactos ambientais e</p><p>percepção ambiental.</p><p>Assista ao vídeo Aspectos e impactos ambientais e veja como se avalia isso na prática: causa x efeito.</p><p>Disponível no canal SMS, no Youtube.</p><p>Assista ao vídeo Preservar é Lei: Estações Ecológicas no canal TV Justiça Oficial, e veja que as</p><p>estações ecológicas são unidades de conservação ambiental destinadas à preservação da natureza e a</p><p>realização de pesquisas científicas. São áreas terrestres ou marinhas, de posse e domínio público, que</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>representam ecossistemas e biomas de cada região. Elas foram regulamentadas pela lei 6.902, de</p><p>1981, que também instituiu as Áreas de Proteção Ambiental.</p>

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