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Questões resolvidas

Menor absolutamente incapaz, devidamente representado por sua genitora, intentou ação pelo procedimento comum em face da operadora de plano de saúde contratada por sua família, tendo pleiteado a condenação da ré a lhe custear um medicamento de uso permanente cuja cobertura lhe fora negada. Na petição inicial, foi requerida, também, a concessão de tutela provisória, consubstanciada na edição de ordem judicial para que a demandada imediatamente custeasse o valor do medicamento prescrito para o autor. Apreciando a peça exordial, o magistrado procedeu ao juízo positivo de admissibilidade da demanda, ordenando a citação da parte ré, embora tivesse ressalvado que o requerimento da tutela provisória somente seria examinado após a vinda da contestação. Regularmente citada, a ré ofertou a sua peça contestatória, a que se seguiu a intimação do órgão do Ministério Público, que se pronunciou no sentido de que fosse deferida a tutela provisória vindicada na petição inicial. Não obstante, o juiz da causa, entendendo que o feito já se encontrava completamente instruído, proferiu de imediato sentença de mérito em que julgava procedente o pleito autoral. Tomando ciência da sentença, constatou o órgão ministerial que nenhum de seus tópicos continha a menção à concessão da tutela provisória, razão pela qual protocolizou, sete dias úteis depois de sua intimação pessoal, o recurso de embargos de declaração, requerendo a apreciação e o deferimento da medida em favor do demandante, ponto em relação ao qual alegou ter ficado caracterizada a omissão do órgão julgador no ato sentencial. É correto afirmar, sobre esse quadro, que os embargos de declaração manejados pelo órgão do Ministério Público:

A) não merecem ser conhecidos, haja vista a sua intempestividade.
B) não merecem ser conhecidos, haja vista a sua ilegitimidade recursal.
C) não merecem ser conhecidos, haja vista a falta de interesse recursal.
D) merecem ser conhecidos, porém desprovidos, já que não ficou configurado o vício da omissão.
E) merecem ser conhecidos e providos, para o fim de se apreciar e deferir o requerimento de tutela provisória.

Um paciente propôs uma demanda indenizatória em face do hospital que o atendera em uma cirurgia. Sustentou que a prova do fato constitutivo de seu direito podia ser obtida com a juntada do prontuário médico, que se encontrava no poder do réu, que revelava o erro médico ocorrido durante o procedimento cirúrgico a que foi submetido. Em decisão de organização e saneamento do processo, o juiz não de niu a quem cabia o referido ônus probatório. Após a regular instrução do feito, sem a juntada do prontuário médico, foi prolatada a sentença, quando o juiz, em decisão motivada, aplicou a teoria da distribuição dinâmica do ônus da prova e condenou o réu na forma do pedido, por entender que cabia a este a prova de que tudo correra na normalidade durante o procedimento médico alegado. Nesse cenário, a sentença é: A nula, por violação ao princípio do contraditório; B nula, pois é vedado ao juiz distribuir de forma diversa o ônus da prova; C válida, pois cabe ao réu a prova do fato constitutivo de seu direito; D válida, pois é possível na sentença a inversão judicial do ônus da prova; E válida, pois houve confissão do fato ao não ser acostado aos autos o prontuário médico.

A nula, por violação ao princípio do contraditório;
B nula, pois é vedado ao juiz distribuir de forma diversa o ônus da prova;
C válida, pois cabe ao réu a prova do fato constitutivo de seu direito;
D válida, pois é possível na sentença a inversão judicial do ônus da prova;
E válida, pois houve confissão do fato ao não ser acostado aos autos o prontuário médico.

Candidato em concurso público para provimento no cargo de guarda municipal ajuizou ação de procedimento comum, pleiteando a declaração de nulidade do ato que o eliminou do certame, de modo a lhe assegurar a participação em suas fases subsequentes. Como causa de pedir, alegou o demandante que, ao contrário do que havia concluído a Administração Pública, reunia as condições físicas exigidas pelo edital para desempenhar as atribuições inerentes ao cargo almejado. Distribuída a petição inicial e citada a Fazenda Pública, esta ofertou peça contestatória, sustentando a validade do ato administrativo questionado. Na sequência, veio aos autos a notícia, devidamente comprovada por documentação idônea, do falecimento do autor. A sua certidão de óbito também dava conta de que deixou viúva e dois filhos menores, inexistindo bens a serem inventariados. Nesse quadro, é correto afirmar que:

A -a resolução do mérito pressupõe que se efetive a sucessão processual em relação ao espólio do autor primitivo;
B -a resolução do mérito pressupõe que se efetive a sucessão processual em relação aos herdeiros do autor primitivo;
C -a resolução do mérito pressupõe que se efetive a substituição processual em relação aos herdeiros do autor primitivo;
D -a hipótese será de prolação de sentença definitiva, com a rejeição do pedido;
E -a hipótese será de prolação de sentença terminativa, com a extinção do feito sem resolução do mérito.

Entendendo que fora ilegalmente preterido pela Administração Pública, diante de sua não convocação para tomar posse em cargo para o qual havia sido aprovado em concurso público, João impetrou mandado de segurança, em cuja petição inicial sustentou a ilegalidade da conduta estatal, para pedir a concessão da ordem que lhe assegurasse a nomeação no cargo público pretendido. Após o juízo positivo de admissibilidade da ação, a autoridade impetrada prestou a suas informações, a pessoa jurídica de direito público apresentou a sua peça impugnativa e o Ministério Público ofertou a sua manifestação conclusiva. Estando convencido da existência do direito afirmado na petição inicial e de sua violação pela Administração Pública, o juiz da causa, pouco antes de proferir sentença, tomou contato com petição protocolizada pelo advogado do impetrante, anexando a certidão de óbito deste, sem que tivesse sido requerida a habilitação no polo ativo por seus herdeiros ou espólio. Nesse contexto, deverá o juiz:
a) proferir sentença julgando procedente o pedido;
b) proferir sentença julgando improcedente o pedido;
c) proferir sentença terminativa;
d) determinar a suspensão do feito, até que os interessados requeiram a sua sucessão no polo ativo da demanda;
e) determinar a suspensão do feito, até que os interessados requeiram a sua substituição processual no polo ativo da demanda.

a) a) proferir sentença julgando procedente o pedido;
b) b) proferir sentença julgando improcedente o pedido;
c) c) proferir sentença terminativa;
d) d) determinar a suspensão do feito, até que os interessados requeiram a sua sucessão no polo ativo da demanda;
e) e) determinar a suspensão do feito, até que os interessados requeiram a sua substituição processual no polo ativo da demanda.

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Questões resolvidas

Menor absolutamente incapaz, devidamente representado por sua genitora, intentou ação pelo procedimento comum em face da operadora de plano de saúde contratada por sua família, tendo pleiteado a condenação da ré a lhe custear um medicamento de uso permanente cuja cobertura lhe fora negada. Na petição inicial, foi requerida, também, a concessão de tutela provisória, consubstanciada na edição de ordem judicial para que a demandada imediatamente custeasse o valor do medicamento prescrito para o autor. Apreciando a peça exordial, o magistrado procedeu ao juízo positivo de admissibilidade da demanda, ordenando a citação da parte ré, embora tivesse ressalvado que o requerimento da tutela provisória somente seria examinado após a vinda da contestação. Regularmente citada, a ré ofertou a sua peça contestatória, a que se seguiu a intimação do órgão do Ministério Público, que se pronunciou no sentido de que fosse deferida a tutela provisória vindicada na petição inicial. Não obstante, o juiz da causa, entendendo que o feito já se encontrava completamente instruído, proferiu de imediato sentença de mérito em que julgava procedente o pleito autoral. Tomando ciência da sentença, constatou o órgão ministerial que nenhum de seus tópicos continha a menção à concessão da tutela provisória, razão pela qual protocolizou, sete dias úteis depois de sua intimação pessoal, o recurso de embargos de declaração, requerendo a apreciação e o deferimento da medida em favor do demandante, ponto em relação ao qual alegou ter ficado caracterizada a omissão do órgão julgador no ato sentencial. É correto afirmar, sobre esse quadro, que os embargos de declaração manejados pelo órgão do Ministério Público:

A) não merecem ser conhecidos, haja vista a sua intempestividade.
B) não merecem ser conhecidos, haja vista a sua ilegitimidade recursal.
C) não merecem ser conhecidos, haja vista a falta de interesse recursal.
D) merecem ser conhecidos, porém desprovidos, já que não ficou configurado o vício da omissão.
E) merecem ser conhecidos e providos, para o fim de se apreciar e deferir o requerimento de tutela provisória.

Um paciente propôs uma demanda indenizatória em face do hospital que o atendera em uma cirurgia. Sustentou que a prova do fato constitutivo de seu direito podia ser obtida com a juntada do prontuário médico, que se encontrava no poder do réu, que revelava o erro médico ocorrido durante o procedimento cirúrgico a que foi submetido. Em decisão de organização e saneamento do processo, o juiz não de niu a quem cabia o referido ônus probatório. Após a regular instrução do feito, sem a juntada do prontuário médico, foi prolatada a sentença, quando o juiz, em decisão motivada, aplicou a teoria da distribuição dinâmica do ônus da prova e condenou o réu na forma do pedido, por entender que cabia a este a prova de que tudo correra na normalidade durante o procedimento médico alegado. Nesse cenário, a sentença é: A nula, por violação ao princípio do contraditório; B nula, pois é vedado ao juiz distribuir de forma diversa o ônus da prova; C válida, pois cabe ao réu a prova do fato constitutivo de seu direito; D válida, pois é possível na sentença a inversão judicial do ônus da prova; E válida, pois houve confissão do fato ao não ser acostado aos autos o prontuário médico.

A nula, por violação ao princípio do contraditório;
B nula, pois é vedado ao juiz distribuir de forma diversa o ônus da prova;
C válida, pois cabe ao réu a prova do fato constitutivo de seu direito;
D válida, pois é possível na sentença a inversão judicial do ônus da prova;
E válida, pois houve confissão do fato ao não ser acostado aos autos o prontuário médico.

Candidato em concurso público para provimento no cargo de guarda municipal ajuizou ação de procedimento comum, pleiteando a declaração de nulidade do ato que o eliminou do certame, de modo a lhe assegurar a participação em suas fases subsequentes. Como causa de pedir, alegou o demandante que, ao contrário do que havia concluído a Administração Pública, reunia as condições físicas exigidas pelo edital para desempenhar as atribuições inerentes ao cargo almejado. Distribuída a petição inicial e citada a Fazenda Pública, esta ofertou peça contestatória, sustentando a validade do ato administrativo questionado. Na sequência, veio aos autos a notícia, devidamente comprovada por documentação idônea, do falecimento do autor. A sua certidão de óbito também dava conta de que deixou viúva e dois filhos menores, inexistindo bens a serem inventariados. Nesse quadro, é correto afirmar que:

A -a resolução do mérito pressupõe que se efetive a sucessão processual em relação ao espólio do autor primitivo;
B -a resolução do mérito pressupõe que se efetive a sucessão processual em relação aos herdeiros do autor primitivo;
C -a resolução do mérito pressupõe que se efetive a substituição processual em relação aos herdeiros do autor primitivo;
D -a hipótese será de prolação de sentença definitiva, com a rejeição do pedido;
E -a hipótese será de prolação de sentença terminativa, com a extinção do feito sem resolução do mérito.

Entendendo que fora ilegalmente preterido pela Administração Pública, diante de sua não convocação para tomar posse em cargo para o qual havia sido aprovado em concurso público, João impetrou mandado de segurança, em cuja petição inicial sustentou a ilegalidade da conduta estatal, para pedir a concessão da ordem que lhe assegurasse a nomeação no cargo público pretendido. Após o juízo positivo de admissibilidade da ação, a autoridade impetrada prestou a suas informações, a pessoa jurídica de direito público apresentou a sua peça impugnativa e o Ministério Público ofertou a sua manifestação conclusiva. Estando convencido da existência do direito afirmado na petição inicial e de sua violação pela Administração Pública, o juiz da causa, pouco antes de proferir sentença, tomou contato com petição protocolizada pelo advogado do impetrante, anexando a certidão de óbito deste, sem que tivesse sido requerida a habilitação no polo ativo por seus herdeiros ou espólio. Nesse contexto, deverá o juiz:
a) proferir sentença julgando procedente o pedido;
b) proferir sentença julgando improcedente o pedido;
c) proferir sentença terminativa;
d) determinar a suspensão do feito, até que os interessados requeiram a sua sucessão no polo ativo da demanda;
e) determinar a suspensão do feito, até que os interessados requeiram a sua substituição processual no polo ativo da demanda.

a) a) proferir sentença julgando procedente o pedido;
b) b) proferir sentença julgando improcedente o pedido;
c) c) proferir sentença terminativa;
d) d) determinar a suspensão do feito, até que os interessados requeiram a sua sucessão no polo ativo da demanda;
e) e) determinar a suspensão do feito, até que os interessados requeiram a sua substituição processual no polo ativo da demanda.

Prévia do material em texto

EXERCICÍOS DE SENTENÇA 
Questão 1. Uma associação civil ajuizou ação civil pública, distribuída em dezembro de 2021 à 1ª 
Vara Cível da Comarca do Rio de Janeiro, RJ, em face da Construtora More Bem, responsável pela 
empreitada do Edifício Boa Moradia e sediada naquela cidade. O pedido foi de indenização em 
razão do desabamento do edifício, localizado no Município de São Paulo. A associação foi 
constituída em maio de 2021 com o intuito de promover coletivamente a defesa dos direitos das 
vítimas do evento danoso, assim como de seus sucessores. 
Em sede de contestação, a Construtora More Bem arguiu a ilegitimidade ativa da associação em 
razão de sua constituição ter ocorrido há menos de um ano da propositura da ação civil pública, de 
não ter sido comprovada a autorização assemblear para a propositura da mesma ação. Ambos os 
argumentos foram rejeitados pelo juiz em sede de decisão de saneamento e organização do 
processo, que apontou a desnecessidade da autorização, bem como, diante da sensibilidade do 
direito defendido em juízo, o requisito de que a pré-constituição poderia ser afastado no caso 
concreto. 
Finda a instrução processual, a sentença julgou procedente o pedido, condenando a Construtora 
More Bem ao pagamento da indenização pretendida, assim como ao pagamento das custas 
processuais e dos honorários de sucumbência fixados em 10% (dez por cento) sobre o valor global 
da condenação, a ser apurado em sede de liquidação de sentença. Transcorrido o prazo legal sem 
interposição de recurso, a sentença transitou em julgado. 
Sobre o caso acima, assinale a afirmativa correta. Alternativas 
A) A Comarca do Rio de Janeiro é competente para apreciar a ação, por se tratar do foro do 
domicílio do réu, bem como por ser a competência territorial na ação civil pública relativa, 
prorrogável caso não seja alegada a incompetência em sede de contestação, como na hipótese. 
B) A coisa julgada, por se tratar de ação civil pública para a defesa de direitos coletivos em sentido 
estrito, terá eficácia ultra partes, mas limitadamente à categoria das vítimas e sucessores do 
evento danoso. 
C) A liquidação de sentença poderá ser promovida pela associação civil ou pelo Ministério Público, 
exclusivamente, vedada igual iniciativa às vítimas e/ou a seus sucessores. 
D)A autorização assemblear é dispensável na hipótese, bem como não há nulidade decorrente da 
flexibilização do requisito da pré-constituição da associação civil nos termos da fundamentação 
exposta pelo juízo ao sanear o processo. 
E) A condenação do réu ao pagamento de honorários advocatícios de sucumbência em sede de 
ação civil pública promovida por associação civil é cabível, ainda que ausente a má-fé em sua 
atuação. 
RESPOSTA: A) A competência é do foro do local do dano, sendo de natureza absoluta (art. 2º/LACP).B) A coisa julgada, 
quando se tratar de direito individual homogêneo, tem efeitos erga omnes (art. 103, inc. III, CDC).C) A legitimidade para 
liquidação e execução do julgado também é das vítimas e de seus sucessores (art. 97/CDC).D) Trata-se de hipótese de 
substituição processual (ação coletiva de rito especial), de modo que a associação não precisa de autorização dos 
associados para agir em juízo (caso agisse em representação processual, haveria necessidade de autorização). Quanto à 
pré-constituição da associação, o art. 5º, § 4º, da LACP, permite ao juiz flexibilizar tal requisito diante de manifesto 
interesse social ou pela relevância do bem jurídico a ser tutelado.E) Não se aplica às ações civil públicas propostas por 
associações e fundações privadas o princípio da simetria na condenação do réu nas custas e nos honorários advocatícios. 
STJ. Portanto, sendo uma associação a autora de ACP, não se aplica o art. 18/LACP, devendo o réu ser condenado ao 
pagamento das custas e honorários, independentemente de má-fé. 
 
 
Questão 2. Em relação às diversas formas de pronunciamento do juiz e dos auxiliares da justiça, 
relacione as hipóteses listadas a seguir às respectivas naturezas jurídicas. 
 
1. Sentença 2. Decisão interlocutória 3. Despacho 4. Ato ordinatório 
( ) Ato que põe fim à segunda fase da ação de prestação de contas. 
( ) Ato que dá vista obrigatória às partes. 
( ) Ato que julga embargos de declaração opostos contra a concessão de tutela de urgência. 
( ) Ato de homologação de indicação de depositário, em penhora de empresa. 
Assinale a opção que indica a relação correta, segundo a ordem apresentada. Alternativas 
A ) 1 – 4 – 2 – 3. / B) 1 – 3 – 4 – 2. / C) 3 – 1 – 2 – 4. / D) 2 – 4 – 1 – 3. / E) 1 – 3 – 2 – 4. 
RESPOSTA: CPC. Art. 203. Os pronunciamentos do juiz consistirão em sentenças, decisões interlocutórias e despachos. 
§ 1º Ressalvadas as disposições expressas dos procedimentos especiais, sentença é o pronunciamento por meio do qual o 
juiz, com fundamento nos arts. 485 e 487, põe fim à fase cognitiva do procedimento comum, bem como extingue a 
execução. § 2º Decisão interlocutória é todo pronunciamento judicial de natureza decisória que não se enquadre no § 1º. § 
3º São despachos todos os demais pronunciamentos do juiz praticados no processo, de ofício ou a requerimento da parte. 
§ 4º Os atos meramente ordinatórios, como a juntada e a vista obrigatória, independem de despacho, devendo ser 
praticados de ofício pelo servidor e revistos pelo juiz quando necessário. 
Questão 3. Tendo o juiz da causa prolatado sentença em que reconhecia a ilegitimidade ad 
causam da parte autora, o órgão da Defensoria Pública que lhe patrocinava a causa interpôs 
apelação para impugná-la, tendo protocolizado a peça recursal vinte dias após a sua intimação do 
ato decisório. 
Nesse contexto, é correto afirmar que: Alternativas 
A) uma vez interposta a apelação, será lícito ao órgão a quo retratar-se da sentença proferida; 
B) a apelação não deverá ser conhecida pelo órgão ad quem, diante de sua intempestividade; 
C) a apelação não deverá ser conhecida pelo órgão ad quem, diante do descabimento dessa 
espécie recursal para impugnar sentenças terminativas; 
D) a apelação não deverá ser conhecida pelo órgão ad quem, diante da falta de interesse recursal, 
por ser a sentença desprovida de aptidão para formar a coisa julgada material; 
E) caso o órgão ad quem dê provimento à apelação, mesmo constatando que o feito está em 
condições de ser julgado, não lhe será lícito decidir de imediato o mérito da causa, cabendo-lhe 
ordenar o retorno dos autos ao órgão a quo. 
RESPOSTA: No caso de sentença terminativa que reconhece ilegitimidade ad causam, o recurso cabível é a apelação, 
que terá efeito regressivo (juízo de retratação). A Defensoria Pública tem prazo em dobro, ou seja, 30 dias. Conforme os 
seguintes artigos do CPC: Art. 186. A Defensoria Pública gozará de prazo em dobro para todas as suas manifestações 
processuais. Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: (...) VI - verificar ausência de legitimidade ou de interesse 
processual; (...) § 7º Interposta a apelação em qualquer dos casos de que tratam os incisos deste artigo, o juiz terá 5 (cinco) 
dias para retratar-se. Art. 1003, § 5º Excetuados os embargos de declaração, o prazo para interpor os recursos e para 
responder-lhes é de 15 (quinze) dias. 
 
 
 
 
 
Questão 4. Alexandre ajuizou ação em que perseguia a condenação de Bruno a lhe pagar verbas 
indenizatórias dos danos emergentes e dos lucros cessantes que afirmou terem ocorrido em razão 
de ato ilícito que atribuiu ao réu. 
Depois de ofertada a peça contestatória e de produzidas as provas pertinentes, o juiz da causa 
proferiu sentença em que acolhia o pleito autoral referente aos danos emergentes, sem que 
tivesse apreciado, contudo, a pretensão indenizatória relativa aos lucros cessantes. 
Nesse cenário, é correto afirmar que a sentença proferida é: Alternativas 
A) válida, pois o juiz não é obrigado a acolher a íntegra do pedido; 
B) inválida, em razão de julgamento ultra petita, cabendo ao tribunal, em recurso de apelação, 
anulá-la; 
C) inválida,em razão de julgamento ultra petita, cabendo ao tribunal, em recurso de apelação, 
podar o seu excesso; 
D) inválida, em razão de julgamento extra petita; 
E) inválida, em razão de julgamento citra petita 
RESPOSTA: Sentença “ultra petita”: é aquela na qual o juiz concede mais do que foi pedido pelo autor. Sentença “extra 
petita”: é aquela na qual o juiz concede pedido diverso daquele postulado pelo autor. Sentença "citra petita": é aquela que 
não examina em toda a sua amplitude o pedido formulado. 
Questão 5. Em uma ação de indenização proposta por José em face de João, o juiz da causa 
concedeu ao autor a gratuidade de justiça, que fora requerida na petição inicial. Inconformado, o 
réu se insurgiu contra a concessão desse benefício. Em decisão interlocutória de saneamento foi 
mantido o referido benefício ao autor. Finda a instrução do processo, sobreveio sentença, na qual 
o juiz julgou parcialmente procedente o pedido indenizatório. 
Nesse sentido, se, ao ser intimado da sentença, João desejar se insurgir apenas contra o benefício, 
ele: Alternativas 
A) poderá interpor agravo de instrumento, para impugnar a decisão interlocutória que concedeu o 
benefício da gratuidade de justiça; 
B) poderá interpor apelação, para impugnar a decisão interlocutória que concedeu o benefício da 
gratuidade de justiça; 
C) poderá interpor apelação, para impugnar a sentença, a fim de evitar o trânsito em julgado do 
processo; 
D) não poderá apelar da sentença, uma vez que terá ocorrido preclusão temporal da decisão que 
concedeu a gratuidade de justiça; 
E) não poderá apelar da sentença, uma vez que não há interesse recursal para a admissibilidade do 
recurso. 
RESPOSTA: CPC: Art. 101. Contra a decisão que indeferir a gratuidade ou a que acolher pedido de sua revogação caberá 
agravo de instrumento, exceto quando a questão for resolvida na sentença, contra a qual caberá apelação. 
Questão 6. Menor absolutamente incapaz, devidamente representado por sua genitora, intentou 
ação pelo procedimento comum em face da operadora de plano de saúde contratada por sua 
família, tendo pleiteado a condenação da ré a lhe custear um medicamento de uso permanente 
cuja cobertura lhe fora negada. Na petição inicial, foi requerida, também, a concessão de tutela 
provisória, consubstanciada na edição de ordem judicial para que a demandada imediatamente 
custeasse o valor do medicamento prescrito para o autor. 
Apreciando a peça exordial, o magistrado procedeu ao juízo positivo de admissibilidade da 
demanda, ordenando a citação da parte ré, embora tivesse ressalvado que o requerimento da 
tutela provisória somente seria examinado após a vinda da contestação. Regularmente citada, a ré 
ofertou a sua peça contestatória, a que se seguiu a intimação do órgão do Ministério Público, que 
se pronunciou no sentido de que fosse deferida a tutela provisória vindicada na petição inicial. 
Não obstante, o juiz da causa, entendendo que o feito já se encontrava completamente instruído, 
proferiu de imediato sentença de mérito em que julgava procedente o pleito autoral. 
Tomando ciência da sentença, constatou o órgão ministerial que nenhum de seus tópicos continha 
a menção à concessão da tutela provisória, razão pela qual protocolizou, sete dias úteis depois de 
sua intimação pessoal, o recurso de embargos de declaração, requerendo a apreciação e o 
deferimento da medida em favor do demandante, ponto em relação ao qual alegou ter ficado 
caracterizada a omissão do órgão julgador no ato sentencial. 
É correto afirmar, sobre esse quadro, que os embargos de declaração manejados pelo órgão do 
Ministério Público. Alternativas 
A) não merecem ser conhecidos, haja vista a sua intempestividade. 
B) não merecem ser conhecidos, haja vista a sua ilegitimidade recursal. 
C) não merecem ser conhecidos, haja vista a falta de interesse recursal. 
D) merecem ser conhecidos, porém desprovidos, já que não ficou configurado o vício da omissão. 
E) merecem ser conhecidos e providos, para o fim de se apreciar e deferir o requerimento de tutela 
provisória. 
RESPOSTA: O juiz julgou o mérito da causa, concedendo o pedido principal do autor, que era o custeio do medicamento. 
No entanto, a tutela provisória é uma medida de urgência que visa garantir um direito antes da decisão final, para evitar 
danos irreparáveis ou de difícil reparação. Mesmo que o mérito tenha sido julgado, a tutela provisória pode ser necessária 
para assegurar que o autor receba o medicamento imediatamente, enquanto a sentença não transita em julgado ou durante 
o período de possível recurso. Portanto, a tutela provisória tem um caráter de urgência que justifica sua apreciação mesmo 
após a sentença de mérito, especialmente se houver risco à saúde do autor, como parece ser o caso. É por isso que o 
Ministério Público pediu a apreciação da tutela provisória, e os embargos de declaração foram o meio processual adequado 
para corrigir a omissão do juiz em não decidir sobre essa questão específica. 
Questão 7. João, servidor público, ajuizou ação de procedimento comum em face do Município de 
São José dos Campos. O autor requereu a condenação do ente público ao pagamento de 
gratificação funcional, cujo direito à percepção fora reconhecido por parecer da Procuradoria-
Geral do Município, o qual fora dada eficácia vinculante pelo Prefeito Municipal. A sentença julgou 
procedente o pedido. 
Acerca do caso acima, é correto afirmar que. Alternativas 
A) a sentença está sujeita ao reexame necessário, em todo e qualquer caso. 
B) eventual recurso de apelação interposto pelo Município estará dispensado de preparo, incluindo 
porte de remessa e retorno. 
C) em sede de cumprimento da referida sentença, uma vez intimado, o Município de São José dos 
Campos terá quinze dias para pagamento do débito, sob pena de penhora. 
D) por se tratar de processo em que pessoa jurídica de direito público figura como ré, a 
fundamentação da sentença é dispensável. 
E) a técnica de ampliação do colegiado não será aplicada em julgamento de eventual recurso de 
apelação, eis que restrita ao julgamento da ação rescisória e agravo de instrumento. 
RESPOSTA: ERRADO. A) a sentença está sujeita ao reexame necessário, ̶ CORRETO. B) eventual recurso de apelação 
interposto pelo Município estará dispensado de preparo, ̶incluindo porte de remessa e retorno. ERRADO. C) em sede de 
cumprimento da referida sentença, uma vez intimado, o Município de São José dos Campos ̶noprazo de 30 dias. Art. 535, 
CPC. ERRADO. D) por se tratar de processo em que pessoa jurídica de direito público figura como 
ré, ̶a̶ ̶f̶u̶nd̶̶a̶m̶e̶n̶t̶a̶çã̶̶o ̶̶da̶̶ ̶s̶e̶n̶t̶e̶nç̶̶a ̶̶é̶ ̶d̶is̶̶p̶e̶ns̶̶áv̶̶e̶l̶.̶ ERRADO. E) a técnica de ampliação do colegiado não será aplicada em 
julgamento de eventual recurso de apelação, ̶e̶i̶s ̶̶q̶u̶e̶ ̶r̶e̶s̶t̶r̶i̶t̶a̶ a̶̶o ̶̶j̶u̶l̶g̶am̶e̶̶n̶t̶o̶ ̶da̶̶ a̶̶çã̶̶o̶ ̶r̶e̶s̶c̶i̶s̶ó̶r̶i̶a ̶̶e̶ a̶̶g̶r̶a̶v̶o ̶̶d̶e̶ i̶̶n̶s̶t̶r̶u̶m̶e̶n̶t̶o̶.̶ 
Questão 8. O autor, após homologada a sentença que extinguiu o processo, acolhendo seu 
requerimento de desistência da ação, com o que havia concordado o réu, interpôs apelação no 
13º dia útil depois de sua intimação da sentença, requerendo a sua reforma e o prosseguimento do 
processo. Para tanto, alegou o autor que o motivo que o levou a pedir a desistência da ação não 
mais existia, e que tal medida atendia ao princípio da economia processual, já que poderia propor 
novamente a mesma lide. 
Nesse cenário, é correto afirmar que a apelação: Alternativas 
A) não deve ser conhecida, uma vez que há um fato impeditivo do direito de recorrer; 
B) não deve ser conhecida, uma vez que há preclusão temporal no processo; 
C) não deve ser conhecida, uma vez que a apelação não é o recurso cabível; 
D) deve ser conhecida, uma vez que atende ao princípio da economia processual; 
E) deve ser conhecida, uma vez que a sentença foi prolatada com resolução do mérito. 
RESPOSTA: São fatos impeditivos ou extintivos do direito de recorrer: desistência,renúncia, 
Questão 9. Em relação aos pronunciamentos do juiz, é correto afirmar que: Alternativas 
A) a sentença é ato exclusivo do juiz e contra ela cabe apelação, em todos os procedimentos; 
B) os incidentes processuais são resolvidos por decisões interlocutórias ou despachos, de forma 
definitiva; 
C) os despachos se confundem com atos ordinatórios, podendo, em ambos os casos, serem 
praticados de ofício pelos servidores assim como pelos juízes; 
D) não é possível a prolação de sentença ou decisão interlocutória de forma oral; 
E) no âmbito dos Juizados Especiais Cíveis não se admite sentença ilíquida, mesmo que o pedido 
possa ser genérico. 
RESPOSTA: Parágrafo único. Não se admitirá sentença condenatória por quantia ilíquida, ainda que genérico o 
pedido. 
Questão 10. A sentença é o ato judicial que encerra o processo, podendo se dar com resolução ou 
sem resolução do mérito. 
Sobre a sentença, é correto afirmar que: Alternativas 
A) é um ato com extrema formalidade, sempre formada por relatório, fundamentação e dispositivo; 
B) quando julga o mérito, necessariamente deve ser líquida e certa; 
C) é ato exclusivo do juiz, que pode invocar motivos, na fundamentação, que se prestariam a 
justificar qualquer outra decisão; 
D) é considerada citra petita quando o juiz analisa pedido diverso do requerido pela parte autora na 
petição inicial; 
E) quando julga pedido envolvendo prestações sucessivas, deve considerar como pedido o 
cumprimento dessas também no curso do processo, mesmo que não haja pedido expresso do 
autor, caso o devedor deixe de pagá-las ou de consigná-las. 
RESPOSTA: Art. 323. Na ação que tiver por objeto cumprimento de obrigação em prestações sucessivas, essas serão 
consideradas incluídas no pedido, independentemente de declaração expressa do autor, e serão incluídas na 
condenação, enquanto durar a obrigação, se o devedor, no curso do processo, deixar de pagá-las ou de consigná-las. 
Questão 11. Um paciente propôs uma demanda indenizatória em face do hospital que o atendera 
em uma cirurgia. Sustentou que a prova do fato constitutivo de seu direito podia ser obtida com a 
juntada do prontuário médico, que se encontrava no poder do réu, que revelava o erro médico 
ocorrido durante o procedimento cirúrgico a que foi submetido. Em decisão de organização e 
saneamento do processo, o juiz não definiu a quem cabia o referido ônus probatório. Após a 
regular instrução do feito, sem a juntada do prontuário médico, foi prolatada a sentença, quando o 
juiz, em decisão motivada, aplicou a teoria da distribuição dinâmica do ônus da prova e condenou 
o réu na forma do pedido, por entender que cabia a este a prova de que tudo correra na 
normalidade durante o procedimento médico alegado. 
Nesse cenário, a sentença é: Alternativas 
A -nula, por violação ao princípio do contraditório; 
B -nula, pois é vedado ao juiz distribuir de forma diversa o ônus da prova; 
C -válida, pois cabe ao réu a prova do fato constitutivo de seu direito; 
D -válida, pois é possível na sentença a inversão judicial do ônus da prova; 
E -válida, pois houve confissão do fato ao não ser acostado aos autos o prontuário médico. 
RESPOSTA: Aplicação do princípio do contraditório é na fase de instrução de um processo. Se uma das partes 
apresenta uma nova prova, a outra deve ser notificada e ter a oportunidade de analisar essa prova, contestá-la, pedir 
sua impugnação ou apresentar provas em contrário. o juiz não pode inverter o ônus da prova na sentença, deve fazê-lo 
até a fase de saneamento. 
Questão 12. Joaquim propôs uma demanda em face de Pedro, tendo por objeto a devolução do 
carro que lhe e que não fora devolvido no prazo estipulado. Formulou também um pedido 
indenizatório de R$ 100.000,00, que representava o valor do veículo, caso não fosse possível sua 
restituição. O juiz julgou procedente o pedido indenizatório, sem enfrentar o pedido de restituição 
do bem, por entender que o pedido subsidiário englobava o primeiro. Nesse cenário, é correto 
afirmar que: Alternativas 
A -o autor não poderá apelar da sentença, uma vez que foi julgado procedente o pedido 
indenizatório; 
B -o autor poderá apelar da sentença, uma vez que há error in procedendo; 
C -há cumulação simples de pedidos, o que revela o interesse recursal para o exame do pedido de 
restituição do bem; 
D -há cumulação alternativa, o que impede o interesse recursal do autor; 
E -há cumulação sucessiva, o que revela o interesse recursal do autor. 
RESPOSTA: Error in judicando --> Julgamento com erro material; MATÉRIA DISSONANTE. Error in procedendo --> 
Julgamento com erro procedimental; FORMA INVÁLIDA 
 
Cumulação Própria -Simples: acolhimento ou rejeição de um pedido não influencia no outro -Sucessiva: o 2º pedido só é 
apreciado se o 1º for acolhido. Cumulação Imprópria -Eventual ou Subsidiária: o 2º pedido só será analisado se o 1º for 
rejeitado -Alternativa: um ou outro pedido dever ser acolhido, sem qualquer preferência entre eles 
Questão 13. Concluídas as fases postulatória e instrutória em um determinado feito de 
procedimento comum, o juiz proferiu sentença em que condenava o réu a pagar à autora, uma 
instituição de ensino, a quantia de R$ 10.000,00. Sem que tivesse sido interposto recurso de 
apelação, a sentença condenatória transitou em julgado. Seis meses após o trânsito em julgado da 
última decisão proferida no processo, o réu descobriu que o juiz que ali atuara lecionava, àquela 
época, na instituição de ensino demandante, com a qual tinha firmado um contrato de prestação 
de serviços. Nesse cenário, é correto afirmar que a sentença foi proferida por juiz: Alternativas 
A - suspeito, não sendo cabível o ajuizamento da ação rescisória para impugná-la; 
B -suspeito, sendo cabível o ajuizamento da ação rescisória para impugná-la; 
C -impedido, não sendo cabível o ajuizamento da ação rescisória para impugná-la; 
D -impedido, sendo cabível o ajuizamento da ação rescisória para impugná-la; 
E -impedido, não podendo ser ajuizada a ação rescisória para impugná-la por não terem se 
esgotado todos os recursos cabíveis no feito primitivo. 
RESPOSTA: Art. 144. Há IMPEDIMENTO do juiz, sendo-lhe vedado exercer suas funções no processo: VII - em que figure 
como parte instituição de ensino com a qual tenha relação de emprego ou decorrente de contrato de prestação de serviços; 
Art. 966. A decisão de mérito, transitada em julgado, pode ser rescindida quando: II - for proferida por juiz impedido ou por 
juízo absolutamente incompetente; 
Questão 14. Sobre a coisa julgada material, é correto afirmar que: Alternativas 
A -o reconhecimento da existência de um fato jurígeno pelo juiz que motivou o resultado de 
procedência de uma pretensão, impede o reexame do mesmo fato em uma outra ação em que 
litiguem as mesmas partes; 
B -no Código de Processo Civil de 2015, nos termos do Art. 503, a questão preliminar resolvida 
expressa e incidentalmente no processo pode ter força de lei entre as partes, fazendo coisa julgada 
material; 
C -na sentença líquida, constatado erro de cálculo, admitir-se-á a devida correção de ofício, desde 
que ainda no prazo recursal. Porém, a correção de erro referente a critérios de cálculo, que 
constituem fundamentos da decisão, depende de interposição de recurso para sua revisão; 
D -nas sentenças determinativas - que decidem relação jurídica de trato continuado, sobrevindo 
modificação no estado de fato ou de direito, poderá a parte ré ajuizar ação de revisão, o que afasta 
a ideia de intangibilidade e de imutabilidade da decisão anterior; 
E -na hipótese de litisconsórcio necessário simples, a ausência de citação permite ao litisconsorte 
que não integrou a lide, mesmo após o trânsito em julgado da decisão, propor, como terceiro, 
simples ação judicial para reconhecer o provimento judicial como ineficaz. 
RESPOSTA: 
A) o reconhecimento da existência de um fato jurígeno pelo juiz que motivou o resultado de procedência de uma pretensão, 
[NÃO] impede o reexamedo mesmo fato em uma outra ação em que litiguem as mesmas partes; 
B) no Código de Processo Civil de 2015, nos termos do Art. 503, a questão [PREJUDICIAL] resolvida expressa e 
incidentalmente no processo pode ter força de lei entre as partes, fazendo coisa julgada material; 
C) na sentença líquida, constatado erro de cálculo, admitir-se-á a devida correção de ofício, A correção de erro de cálculo 
não se sujeita à preclusão, podendo ser realizada a qualquer tempo, inclusive de ofício. Porém, a correção de erro 
referente a critérios de cálculo, que constituem fundamentos da decisão, depende da interposição de recurso para sua 
revisão. 
D) nas sentenças determinativas, que decidem relação jurídica de trato continuado, sobrevindo modificação no estado de 
fato ou de direito, poderá a parte ré ajuizar ação de revisão, o que [NÃO] afasta a ideia de intangibilidade e de imutabilidade 
da decisão anterior 
Obs.: Fala-se em "terceiro" porque estamos falando de litisconsórcio simples, em que a relação jurídica é cindível e q um 
dos interessados não integrou a lide, razão pela qual ele é tecnicamente um "terceiro" (obs.: há quem discorde e entenda q 
ele não poderia ser chamado de terceiro, então a questão teria errado nesse ponto e, portanto, seria passível de anulação). 
Questão 15. João, estudante de direito, questionou o seu professor se a organização do Poder 
Judiciário permitia que uma sentença proferida por juiz federal pudesse ser objeto de recurso a ser 
julgado diretamente pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O professor respondeu, corretamente, 
que a sentença: Alternativas 
A -que julga crime político pode ser objeto de recurso ordinário a ser julgado pelo STF; 
B -que julga causa relativa a direitos humanos pode ser objeto de recurso de apelação a ser 
julgado pelo STF; 
C -que julga qualquer causa e que contraria a Constituição da República de 1988 pode ser objeto 
de recurso extraordinário a ser julgado pelo STF; 
D -que apreciar causa em que for parte organismo internacional, de um lado, e, do outro, 
Município, pode ser objeto de recurso ordinário a ser julgado pelo STF; 
E -somente pode ser impugnada perante o Tribunal Regional Federal competente e, uma vez 
exaurida a instância ordinária, pode ser manejado o recurso cabível perante o STF. 
RESPOSTA: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: II - 
julgar, em recurso ordinário: a) o habeas corpus, o mandado de segurança, o habeas data e o mandado de injunção 
decididos em única instância pelos Tribunais Superiores, se denegatória a decisão; b) o crime político; 
Questão 16. Candidato em concurso público para provimento no cargo de guarda municipal 
ajuizou ação de procedimento comum, pleiteando a declaração de nulidade do ato que o eliminou 
do certame, de modo a lhe assegurar a participação em suas fases subsequentes. Como causa de 
pedir, alegou o demandante que, ao contrário do que havia concluído a Administração Pública, 
reunia as condições físicas exigidas pelo edital para desempenhar as atribuições inerentes ao 
cargo almejado. Distribuída a petição inicial e citada a Fazenda Pública, esta ofertou peça 
contestatória, sustentando a validade do ato administrativo questionado. Na sequência, veio aos 
autos a notícia, devidamente comprovada por documentação idônea, do falecimento do autor. A 
sua certidão de óbito também dava conta de que deixou viúva e dois filhos menores, inexistindo 
bens a serem inventariados. Nesse quadro, é correto afirmar que: Alternativas 
A -a resolução do mérito pressupõe que se efetive a sucessão processual em relação ao espólio do 
autor primitivo; 
B -a resolução do mérito pressupõe que se efetive a sucessão processual em relação aos herdeiros 
do autor primitivo; 
C -a resolução do mérito pressupõe que se efetive a substituição processual em relação aos 
herdeiros do autor primitivo; 
D -a hipótese será de prolação de sentença definitiva, com a rejeição do pedido; 
E -a hipótese será de prolação de sentença terminativa, com a extinção do feito sem resolução do 
mérito. 
RESPOSTA: Não é possível a sucessão processual causa mortis em casos de direito personalíssimo, pois este, é 
intransmissível, salvo expressas e restritas exceções legais. 
Questão 17. Tendo sido citado em ação de cobrança de obrigação contratual ajuizada por um dos 
dois credores solidários, o réu, sem apresentar contestação, ofertou reconvenção em face do 
autor e, também, do outro credor, pedindo a declaração judicial da prescrição do crédito que lhe é 
cobrado na ação original. 
Nesse cenário, deve o juiz da causa: Alternativas 
A -deixar de conhecer da reconvenção, em razão da ausência de peça contestatória; 
B -deixar de conhecer da reconvenção, já que esta importou em um litisconsórcio inexistente na 
ação original; 
C -deixar de conhecer da reconvenção, em razão da ausência de interesse de agir; 
D -admitir a reconvenção, determinando a citação de ambos os reconvindos, por oficial de justiça, 
para apresentarem resposta; 
E -admitir a reconvenção, determinando, apenas, a intimação do autor-reconvindo, por seu 
advogado, para apresentar resposta. 
RESPOSTA: RECONVENÇÃO- O réu pode propor independentemente de oferecer contestação. -Pode ser proposta 
contra o autor e um terceiro. -PRESCRIÇÃO: deve ser alegada na contestação. É matéria de defesa. Não cabe 
reconvenção. - Admitida a reconvenção, o autor será INTIMADO (e não citado) -> prazo 15 dias. entendeu-se que o réu 
intentou reconvenção apenas para ver reconhecida a prescrição em seu favor, sendo, então, a demanda 
desnecessária, visto que ele poderia alegar a matéria como defesa na demanda primitiva, por meio da contestação. 
não há interesse processual e a reconvenção não deve ser reconhecida. 
Questão 18. Entendendo que fora ilegalmente preterido pela Administração Pública, diante de sua 
não convocação para tomar posse em cargo para o qual havia sido aprovado em concurso público, 
João impetrou mandado de segurança, em cuja petição inicial sustentou a ilegalidade da conduta 
estatal, para pedir a concessão da ordem que lhe assegurasse a nomeação no cargo público 
pretendido. 
Após o juízo positivo de admissibilidade da ação, a autoridade impetrada prestou a suas 
informações, a pessoa jurídica de direito público apresentou a sua peça impugnativa e o Ministério 
Público ofertou a sua manifestação conclusiva. 
Estando convencido da existência do direito afirmado na petição inicial e de sua violação pela 
Administração Pública, o juiz da causa, pouco antes de proferir sentença, tomou contato com 
petição protocolizada pelo advogado do impetrante, anexando a certidão de óbito deste, sem que 
tivesse sido requerida a habilitação no polo ativo por seus herdeiros ou espólio. 
Nesse contexto, deverá o juiz: Alternativas 
A -proferir sentença julgando procedente o pedido; 
B -proferir sentença julgando improcedente o pedido; 
C -proferir sentença terminativa; 
D -determinar a suspensão do feito, até que os interessados requeiram a sua sucessão no polo 
ativo da demanda; 
E -determinar a suspensão do feito, até que os interessados requeiram a sua substituição 
processual no polo ativo da demanda. 
RESPOSTA: Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: IX - em caso de morte da parte, a ação for considerada 
intransmissível por disposição legal; Vejam que era um MS para o autor tomar posse em um cargo, logo, intransmissível. 
Questão 19. José intentou demanda em face da operadora de plano de saúde que havia 
contratado, pleiteando a condenação desta a custear determinado tratamento hospitalar cuja 
cobertura lhe havia sido negada em sede administrativa. 
Sem prejuízo, o autor requereu, em sua petição inicial, a concessão de medida liminar que 
determinasse à parte ré que custeasse de imediato o tratamento pretendido, o que foi deferido 
pelo juiz da causa. 
No tocante ao referido provimento jurisdicional, é correto afirmar que se trata de: AlternativasA -sentença concessiva de tutela antecipada, impugnável por recurso de apelação; 
B -decisão interlocutória concessiva de tutela antecipada, impugnável por recurso de agravo de 
instrumento; 
C -sentença concessiva de tutela cautelar, impugnável por recurso de apelação; 
D -decisão interlocutória concessiva de tutela cautelar, impugnável por recurso de agravo de 
instrumento; 
E -decisão interlocutória concessiva de tutela cautelar, insuscetível de impugnação por via 
recursal típica. 
Questão 20. Determinado gestor ajuizou mandado de segurança para ver anulado o ato 
sancionatório editado em seu desfavor pelo Tribunal de Contas. Praticados todos os atos do 
procedimento da ação mandamental, o juiz da causa, entendendo que não assistia ao impetrante 
o direito afirmado em sua petição inicial, julgou improcedente o seu pedido, em decisão que, à 
míngua de interposição de recurso, transitou em julgado. Um mês depois, o mesmo gestor ajuizou 
ação pelo procedimento comum, na qual, com base nos fatos narrados na inicial do mandado de 
segurança, formulou o mesmo pedido de anulação do ato da Corte de Contas. 
Tendo sido informada, na peça contestatória, a precedente tramitação do mandado de segurança, 
o juiz da nova causa, após o oferecimento da réplica autoral, deve: Alternativas 
A - julgar extinto o feito, sem resolução do mérito, em razão da falta de interesse de agir; 
B -julgar extinto o feito, sem resolução do mérito, em razão da coisa julgada; 
C -julgar extinto o feito, sem resolução do mérito, em razão da litispendência; 
D -declarar saneado o feito, determinando o seu prosseguimento, rumo à fase da instrução 
probatória; 
E - determinar a reunião de ambos os feitos. 
RESPOSTA: A denegação de mandado de segurança pela apreciação do mérito produz coisa julgada material, 
impedindo o ajuizamento posterior de ação ordinária com o propósito de discutir a mesma questão. 
 
 
Questão 21. Em razão de duas atividades fiscalizatórias independentes realizadas pelo Tribunal de 
Contas em relação à atuação de determinado gestor, este acabou por ser sancionado com duas 
penas de multa, uma para cada infração apurada e constatada pela Corte de Contas. Irresignado, 
o gestor ajuizou ação de procedimento comum, formulando pedidos de invalidação de ambos os 
atos sancionatórios, por reputar o primeiro desproporcionalmente gravoso, e o segundo, nulo por 
não lhe ter sido oportunizado o exercício do direito de defesa. Proferido o juízo positivo de 
admissibilidade da demanda, e vindo aos autos a contestação, o órgão judicial reconheceu a 
prescrição em relação ao primeiro pedido, determinando o prosseguimento do feito, rumo à fase 
da instrução probatória, em relação ao segundo pedido. 
No tocante ao provimento jurisdicional que reconheceu a prescrição, é correto afirmar que se trata 
de: Alternativas 
A -decisão interlocutória, a qual, preclusas as vias impugnativas, dará azo à formação de coisa 
julgada formal; 
B -sentença, a qual, preclusas as vias impugnativas, dará azo à formação de coisa julgada formal; 
C -decisão interlocutória, a qual, preclusas as vias impugnativas, dará azo à formação de coisa 
julgada material; 
D -sentença, a qual, preclusas as vias impugnativas, dará azo à formação de coisa julgada 
material; 
E -despacho, o qual dará azo à formação de coisa julgada formal. 
RESPOSTA: Art. 502. Denomina-se coisa julgada material a autoridade que torna imutável e indiscutível a decisão de 
mérito não mais sujeita a recurso. Art. 487. Haverá resolução de mérito quando o juiz: II - decidir, de ofício ou a 
requerimento, sobre a ocorrência de decadência ou prescrição. Com resolução do mérito= coisa julgada material. Sem 
resolução do mérito= coisa julgada formal 
Questão 22. Intentada determinada demanda, o réu, no curso da fase de instrução probatória, 
percebeu que os elementos carreados aos autos não respaldavam os seus argumentos defensivos 
e, também, que realmente assistia ao autor o direito afirmado na petição inicial. 
No intuito de evitar a prolação de uma sentença de mérito em seu desfavor, o demandado revogou 
o mandato outorgado ao seu único advogado. 
Percebendo o vício de representação processual, o juiz da causa determinou a intimação do réu 
para que o sanasse, sem que, todavia, este tivesse adotado qualquer providência. 
Nesse cenário, deve o juiz: Alternativas 
A -decretar a revelia do réu e determinar a abertura de vista dos autos ao curador especial para 
desempenhar a sua defesa; 
B -determinar a suspensão do processo, até que o vício de representação do réu seja regularizado; 
C -julgar extinto o feito, sem resolução do mérito, por ausência de pressuposto processual de 
validade; 
D -proferir sentença de mérito, acolhendo o pedido formulado pelo autor; 
E -ordenar a expedição de ofício à OAB, solicitando a disponibilização de advogado para exercer a 
defesa do réu. 
RESPOSTA: após ser considerado revel, presumir-se-ão verdadeiras as alegações de fato formuladas pelo autor (art. 
344, CPC), logo, o juiz deve proferir a sentença, acolhendo o pedido formulado pelo autor. 
Questão 23. Funcionário público intentou ação em que pleiteava a invalidação de ato 
administrativo que o demitira do serviço público, em razão do cometimento de falta disciplinar 
grave. 
Como única causa de pedir, alegou o demandante que não havia praticado o ilícito funcional que 
lhe havia sido atribuído, o qual era de responsabilidade de outro servidor. 
Encerrada a fase instrutória, o juiz, ao sentenciar, concluiu que o autor efetivamente cometera a 
falta funcional, mas, entendendo que a ultimação do processo administrativo disciplinar excedera 
o prazo legal, julgou procedente o pedido, invalidando a sanção imposta em desfavor do 
demandante. 
Nesse cenário, a sentença prolatada foi: Alternativas 
A -inválida, por ultra petita; /B -inválida, por citra petita; / C -inválida, por extra petita; 
D -válida; /E -válida, embora o seu excesso deva ser podado pelo tribunal. 
RESPOSTA: ULTRA - ultrapassa (além). Ex.: pede-se 10, juiz dá 20. .EXTRA - extravagante (diferente). Ex.: Pede-se A, juiz 
dá B. 
Questão 24. João ajuizou ação em face de José visando à entrega de um bem. A sentença julgou 
procedente a ação, ensejando a interposição de apelação cível, pendente de julgamento pelo 
Tribunal de Justiça. Paralelamente, João instaurou o cumprimento provisório de sentença. Diante 
da inviabilidade de entrega do bem, o juiz converteu a obrigação de entrega do bem em prestação 
pecuniária e João já requereu o arresto de bens de José. 
Diante dessa situação jurídica, João: Alternativas 
A -não poderá se valer da hipoteca judiciária, pois existe recurso dotado de efeito suspensivo 
pendente de julgamento perante o Tribunal de Justiça; 
B -não poderá se valer da hipoteca judiciária, pois já está promovendo o cumprimento provisório 
da sentença, inclusive com pedido de arresto de bens do devedor; 
C -poderá se valer da hipoteca judiciária, desde que comprove ter cientificado previamente o juízo, 
à luz dos princípios da cooperação e da boa-fé; 
D -poderá se valer da hipoteca judiciária, mediante apresentação de cópia da sentença perante o 
cartório de registro imobiliário, independentemente de ordem judicial; 
E -poderá se valer da hipoteca judiciária, ciente de que, em caso de reforma da sentença, 
responderá, independentemente de culpa, por perdas e danos, em razão da constituição da 
garantia, devendo o valor ser liquidado em ação própria. 
Questão 25. O ato por meio do qual o juiz põe fim à fase cognitiva do procedimento comum é 
classificado como: Alternativas 
A -despacho; 
B -decisão interlocutória; 
C -sentença; 
D -acórdão; 
E -meramente ordinatório. 
RESOSTA: SENTENÇA: no procedimento comum é o pronunciamento que põe fim a fase cognitiva; pronunciamento que 
extingue a execução; 
 
Questão 26. Prolata sentença sem aptidão para formar coisa julgada material o juiz que: 
Alternativas 
A -reconhece a carência da ação,dada a ausência de interesse processual; 
B -pronuncia a prescrição do direito de crédito alegado pelo autor em sua inicial; 
C -proclama a decadência do direito de pleitear a invalidação de um contrato; 
D -rejeita um pedido formulado em ação civil pública, por se convencer da licitude da atuação 
estatal cuja validade é questionada na inicial; 
E -concede a ordem vindicada na inicial, em ação de mandado de segurança. 
Questão 27. Vencida e não cumprida determinada obrigação contratual, o credor ajuizou ação em 
que pleiteava a condenação do devedor a pagá-la. Depois de contestada a demanda, e encerrada 
a fase instrutória, o juiz reputou configurados os fatos constitutivos do direito alegado pelo autor, 
vindo a acolher a sua pretensão. Além do pagamento da obrigação contratual, foi o réu condenado 
a pagar juros moratórios legais, correção monetária e honorários de sucumbência, itens que não 
haviam sido objeto de pedido na inicial. 
Nesse quadro, a sentença proferida foi: Alternativas 
A -nula, por ultra petita; 
B -nula, por extra petita; 
C -nula, por citra petita; 
D -válida; 
E -válida, embora o seu excesso deva ser podado pelo tribunal. 
RESPOSTA: Trata-se de pedido implícito, o que torna a sentença válida. Art. 322. O pedido deve ser certo. § 1o 
Compreendem-se no principal os juros legais, a correção monetária e as verbas de sucumbência, inclusive os 
honorários advocatícios 
Questão 28. Pólux é filho biológico de Zeus, que não figura no assento do registro de nascimento 
daquele. Embora tenha documentos que poderiam ser decisivos para a comprovação da filiação, 
Pólux não tem a menor intenção de ajuizar ação de investigação de paternidade em face de Zeus. 
Inconformado com o desinteresse de Pólux, Castor, seu irmão, decidiu propor a demanda em 
nome próprio, pleiteando, na petição inicial, a declaração do vínculo de parentesco entre Pólux e 
Zeus. Proferido juízo positivo de admissibilidade da ação, Zeus foi validamente citado, não tendo 
ofertado contestação, o que deu azo à decretação de sua revelia. 
Nesse cenário, deve o juiz: Alternativas 
A -julgar procedente o pedido; 
B - Julgar improcedente o pedido; 
C - Extinguir o feito sem resolução do mérito; 
D - Determinar que Castor especifique provas; 
E - Anular o processo, a partir da realização da citação. 
RESPOSTA: A ação de prova de filiação compete ao filho, enquanto viver, passando aos herdeiros, se ele morrer menor 
ou incapaz. Ninguém poderá pleitear direito alheio em nome próprio, salvo quando autorizado pelo ordenamento jurídico. O 
juiz não resolverá o mérito quando: VI – verificar ausência de legitimidade ou de interesse processual; 
Questão 29. Após ser citado em uma ação de indenização, o réu declarou e comprovou que a 
dívida já estava prescrita. Intimado o autor para se manifestar sobre essa tese de defesa, resolveu 
desconstituir o seu patrono. O juiz suspendeu o processo e intimou o autor pessoalmente para 
que, em 10 dias, sanasse o vício de sua representação processual. 
Passado o prazo sem qualquer manifestação do autor, poderá o juiz: Alternativas 
A - Decidir o mérito a favor do réu, rejeitando o pedido, não pronunciando a nulidade de falta de 
representação; 
B - Extinguir o feito, sem resolução do mérito, por falta de representação processual; 
C -Prosseguir com o processo, não sendo intimado o autor dos atos processuais seguintes; 
D - Prosseguir com o processo, nomeando um curador especial ao autor; 
E - Sobrestar o andamento do processo até que o autor regularize sua representação processual, 
no prazo máximo de 6 meses. 
RESPOSTA: Quando puder decidir o mérito a favor da parte a quem aproveite a decretação da nulidade, o juiz não a 
pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprir-lhe a falta. 
Questão 30. Credor ajuizou ação de cobrança em face do devedor, pedindo a sua condenação a 
lhe pagar a quantia de cem mil reais, obrigação contratual não paga. Finda a fase instrutória, o juiz, 
concluindo que os fatos alegados pelo autor restaram comprovados, julgou procedente o seu 
pedido. Outrossim, observando que o contrato continha uma cláusula autônoma, não mencionada 
na petição inicial, que previa o pagamento de multa de um por cento sobre o valor da obrigação 
principal, no caso de mora do devedor, o magistrado, reputando-a válida, fixou o montante 
condenatório em cento e um mil reais. 
A sentença proferida nesse contexto é: Alternativas 
A - Válida; / B - ultra petita; / C) citra petita; /D - extra petita; /E - erga omnes.

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