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TIPOS DE 
TRIBUTOS
ETAPA 1
Autor
Fabiana Tramontin Bonho
Reitor da UNIASSELVI
Prof. Hermínio Kloch
Pró-Reitora do EAD
Prof.ª Francieli Stano Torres
Edição Gráfica e Revisão
UNIASSELVI
CURSO LIVRE – TIPOS DE TRIBUTOS
TIPOS DE TRIBUTOS
ETAPA 1
1 INTRODUÇÃO
 
Os tributos são valores que terão de ser pagos para o poder público 
resultantes da ocorrência de um fato gerador que os torna obrigatórios. Sendo 
assim, todos têm caráter obrigatório. Os recursos obtidos com a arrecadação 
dos tributos são destinados para que os entes, como município, estado e a 
União, possam custear as despesas com a sociedade. 
Todos os tributos estão constituídos em lei, a qual prevê a sua finalidade, 
os contribuintes, as alíquotas, dentre outros elementos. Existem algumas 
espécies de tributos, como: impostos, taxas, contribuições e o empréstimos 
compulsórios, sendo que eles têm competência diferentes, alguns são de 
competência dos municípios, outros dos estados e outros da União. 
A part ir de agora, estudaremos os tr ibutos de competência dos 
municípios, dos estados e da União, assim como abordaremos a diferença 
entre os tributos cumulativos e os não cumulativos. 
2 TIPOS DE TRIBUTOS
Tributo é uma obrigação a pagar, isto é, uma prestação em dinheiro 
obrigatória, que é estabelecida por lei, tendo como principal característica 
que sempre será devido a um ente público. O objetivo da sua arrecadação 
é obter recursos financeiros para o Estado realizar suas atividades, devendo 
ser pago em moeda nacional. Além disso, será cobrado mediante atividade 
administrativa plenamente vinculada. 
A seguir, estudaremos os tributos de acordo com suas competências, 
se eles são regidos pela esfera municipal, estadual ou federal, assim como 
diferenciar os cumulativos e não cumulativos.
 
CURSO LIVRE – TIPOS DE TRIBUTOS
2.1 TRIBUTOS MUNICIPAIS
 
Os impostos de competência dos municípios são: Imposto sobre 
Serviços de Qualquer Natureza, Imposto sobre a Propriedade Predial e 
Territorial e o Imposto de Transmissão Inter Vivo de Bens Imóveis (ITBI). Eles 
são arrecadados como fonte de recursos financeiros e com estes valores o 
município poderá cumprir com as suas obrigações perante a sociedade.
2.1.1 Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS ou ISQN)
É considerado hoje o principal tributo na arrecadação de recursos para 
os municípios de médio e grande porte, isso porque nesses municípios o 
índice de urbanização é maior. Esse imposto deve ser pago no município 
onde é realizado o serviço e não no local onde é nomeada a sede da empresa. 
Hack (2017) destaca que se procura evitar que municípios menores 
próximos a grandes cidades, em que a alíquota é geralmente 5%, reduzam as 
alíquotas como forma de atrair mais empresas, que teriam sua sede formal 
nesses municípios, mas prestariam seus serviços onde quisessem. 
2.1.2 Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial (IPTU)
Este tributo tem incidência sobre as propriedades, de qualquer tipo de 
imóvel, isto é, comercial ou residencial, porém deverão estar situados na 
zona urbana dos municípios. 
Terá como base de cálculo o valor de mercado do bem, o qual é 
estabelecido pelos municípios, e estes levarão em conta elementos como o 
tamanho do terreno, a área construída e não construída, localização, dentre 
outros fatores. Após essa avaliação, é realizada uma multiplicação pela 
alíquota que é determinada por cada município, e o resultado desse cálculo 
irá gerar o valor final a ser pago, este valor poderá ser pago antecipadamente 
com desconto ou, se o proprietário preferir, poderá ser parcelado.
2.1.3 Imposto de Transmissão Inter Vivo de Bens Imóveis (ITBI)
O ITBI é um tributo cobrado sobre a transmissão onerosa dos bens 
imóveis, excluindo casos de causas mortis.
Sua cobrança será realizada pela alíquota do município, pois pode variar 
de acordo com cada um, e incidirá no valor do imóvel de mercado, tendo, 
dessa forma, a mesma base de incidência do IPTU.
CURSO LIVRE – TIPOS DE TRIBUTOS
Hack (2017) relata que a transmissão deve ser necessariamente entre 
pessoas vivas e onerosa, o qual irá envolver prestações em dinheiro ou bens 
de negócio, caso ocorra doação, isto é, transmissão não onerosa ou herança, 
incide o ITCMD que é de competência dos estados, que estudaremos na 
próxima seção.
2.2 TRIBUTOS ESTADUAIS
Abordaremos, a partir de agora, os tributos de competência dos estados. 
Destacando que o tributo que mais arrecada no país hoje é o ICMS, porém 
fazem parte desta esfera também o IPVA e o ITCMD.
2.2.1 Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de 
Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte 
Interestadual e Intermunicipal e de Comunicações (ICMS)
O ICMS é um tributo instituído em todo território nacional. Porém, cada 
estado poderá fazer alterações na tabela de valores a serem tributados por 
conta própria. Sua incidência ocorre nos mais diversificados tipos de serviços 
prestados no país, como, por exemplo, nas telecomunicações, prestações 
de serviços, transportes interestaduais e intermunicipais, assim como nos 
serviços de importação, alimentos, eletrodomésticos, veículos, vestuários, 
entre outros serviços. 
As empresas devem ser inscritas e cadastradas na Secretária de Estado da 
Fazenda, pois o contribuinte é somente as pessoas jurídicas, sendo obrigatório 
esse cadastrado antes do início das atividades de qualquer empresa.
De acordo com Hack (2017), o ICMS é o tributo mais complexo do siste-
ma tributário brasileiro pois, como citamos anteriormente, cada estado possui 
a competência para instituir o valor da alíquota, o que resulta na existência 
de 27 diferentes legislações do tributo em todos o país, isto é, 26 estados 
mais o Distrito Federal. Além da Constituição Federal, que é a lei máxima, 
existem uma variedade de leis e procedimentos relacionados a este tributo. 
O autor destaca que “usualmente o ICMS é utilizado para a chamada ‘guerra 
fiscal dos estados’, com a concessão de isenções, parcelamentos, morató-
rias e toda sorte de variações que possamos imaginar” (HACK, 2017, p. 346).
2.2.2 Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA)
 
Este tributo tem sua incidência sobre a propriedade de veículos 
automotores, onde inclui carros, caminhões, motos, ônibus, dentre outros. 
A alíquota deste tributo é diferente de Estado para Estado, e incide sobre 
CURSO LIVRE – TIPOS DE TRIBUTOS
o valor do veículo registrado na tabela FIPE, por isso os carros mais novos 
terão o valor do IPVA mais alto. 
Deverá ser pago anualmente, podendo ser pago em parcela única ou 
em até três prestações, a escolha fica a critério do contribuinte. Sendo que 
o responsável pelo recolhimento do IPVA é o proprietário do veículo, isto é, 
aquele que possui o registro do veículo.
Carneiro (2019) destaca que devido à função da previsão constitucional 
que permite ter o IPVA alíquotas diferenciadas em função do tipo e utilização 
do veículo, poderá ele assumir a função extrafiscal. Sendo que a fixação de 
alíquotas diferenciadas se dá em função do combustível utilizado, isso para 
incentivar o uso do gás natural. 
Lembrando que este tributo é chamado de permanente, devido ao fato 
de nunca se extinguir, isto é, enquanto o veículo existir incidirá o tributo. Sua 
incidência é anual, tendo como fato gerador o seu início em 1° de janeiro 
de cada ano e possui validade para todo o ano. Quanto aos veículos novos, 
o IPVA é devido de acordo com a quantidade de meses restantes do ano. 
E nos casos de baixa do veículo devido a sinistros é permitido solicitar o 
reembolso do valor correspondente aos meses restantes faltantes para que 
se complete o ano. 
2.2.3 Imposto sobre a Transmissão “Causa Mortis” e Doação de 
Quaisquer Bens ou Direitos (ITCMD)
Este tributo de competência dos estados tem como finalidade incidir 
sobre o recebimento de heranças, quando for causa mortis ou de doações, 
nas relações intervivos.
Carneiro (2019) comenta que o artigo 42 do CTN dispõe que a lei do ente 
tributante poderá escolherqualquer uma das partes na operação tributada. 
Assim, podemos dizer que o sujeito passivo do ITCMD poderá ser qualquer 
uma das partes na operação realizada, competindo à lei ordinária estadual 
elegê-lo. Contudo, as leis estaduais normalmente estabelecem que o sujeito 
passivo será:
a) na hipótese da causa mortis, o herdeiro ou legatário;
b) na hipótese de doação, o donatário; 
c) no caso de fideicomisso, o fiduciário; 
d) na cessão de herança ou de bem ou direito a título não oneroso, o 
cessionário.
Este tributo tem como base de cálculo apurado pelo Estado o valor real 
dos bens ou direitos transmitidos para a época da abertura de sucessão, sendo 
CURSO LIVRE – TIPOS DE TRIBUTOS
que o valor real é o valor que o bem alcança no mercado e, tratando-se de 
bens imóveis, não poderá ser inferior a base de cálculo do IPTU e do ITR. 
2.3 TRIBUTOS FEDERAIS 
Abordaremos nesta seção os tributos federais. Você, aluno, perceberá 
que a grande maioria dos tributos estão nesta esfera. O tributo mais conhecido 
de competência da união é o imposto de renda, aquele que incide sobre a 
renda e os proventos de qualquer natureza.
2.3.1 Imposto sobre Rendas e Proventos de Qualquer Natureza (IR) 
Este tributo como função principal fiscal, isto é, sua arrecadação é 
destinada aos cofres públicos da União. É exigido tanto das pessoas físicas 
quanto jurídicas, inclusive as que residem ou tem domicílio no exterior.
Shingaki (2016, p. 37) comenta que o fato gerador deste tributo é “a 
disponibilidade econômica ou jurídica de renda, assim entendido o produto do 
capital e do trabalho ou ambos, e os proventos de qualquer natureza, assim 
entendidos todos os acréscimos patrimoniais não definidos como renda”.
A incidência do tributo não depende de “(i) denominação de rendimentos; 
(ii) localização; (iii) condição jurídica da fonte pagadora; (iv) ter sido recebido 
em moeda corrente ou bens” (SHINGAKI, 2016, p. 37).
Ambas as tabelas de faixas de tributação e as alíquotas, para pessoa 
física e jurídica, são definidas pelo governo federal, podendo ser corrigidas 
anualmente. A entrega da antiga DIPJ (declaração de informações econômico-
fiscais da pessoa jurídica) que foi substituída a partir de 2014 pela ECF 
(escrituração contábil fiscal) assim como a DIPF (declaração de imposto de 
renda da pessoa física) sempre foram e serão referentes ao ano base anterior, 
conforme é demonstrado na Figura 1:
FIGURA 1 – ESQUEMA DE FUNCIONAMENTO DA ENTREGA DO IMPOSTO DE RENDA
FONTE: Carneiro (2019, p. 405)
CURSO LIVRE – TIPOS DE TRIBUTOS
2.3.2 Imposto de Importação (II)
 
Este tributo é de competência da união, sua incidência ocorre sobre 
os produtos comprados fora, em território estrangeiro. Tem como função 
principal extrafiscal, na qual sua finalidade é ser utilizado como barreira 
alfandegaria, protegendo a indústria nacional da entrada de produtos que 
possam pôr em risco sua manutenção. Quando se trata de produtos que 
o país quer desestimular ou barrar a importação terão suas alíquotas mais 
elevadas (HACK, 2017).
De acordo com Shingaki (2016), o contribuinte do tributo é o importador, 
ou quem a ele a lei equiparar, podendo ser em alguns casos, o contribuinte 
o arrematador. Como exemplo temos: uma fábrica de confecções importou 
100 peças por R$ 40.000,00, já incluindo o frete e seguro, sendo de 18% a 
alíquota do II, assim contabiliza-se: 
D – Estoque/matéria-prima (ativo) – R$ 7.200,00
C – Caixa R$ (ativo) R$ 7.200,00
Assim, o registro contábil do imposto de importação pago compõe o 
custo da matéria-prima, pois o imposto não será recuperado pela empresa 
em operação posterior.
Existem alguns órgãos e terminologias importantes e estão correlacionados 
tanto com o Imposto de importação assim como o de exportação, que 
estudaremos em seguida, conforme Carneiro (2019), são eles:
• CAMEX: tem como função de definir diretrizes, bem como coordenar e 
orientar ações dos órgãos do governo que possuam competências na área 
de comércio exterior.
• SISCOMEX: um sistema informatizado responsável por integrar as atividades 
de registro, acompanhamento e controle das operações de comércio 
exterior.
• SISCOSERV: sistema que permite o aprimoramento das ações de estímulo, 
formulação, acompanhamento e aferição das políticas públicas relacionadas 
a serviços e intangíveis bem como para a orientação de estratégias 
empresariais de comércio exterior de serviços e intangíveis.
• SECEX: esta secretaria tem como função normatizar, supervisionar, orientar, 
planejar, controlar e avaliar as atividades de comércio exterior.
• GATT: é um organismo internacional que produz normas e decisões 
impactantes no comércio internacional e nos impostos sobre o comércio 
exterior.
• INCOTERMS: tem como objetivo definir, dentro da estrutura de um contrato 
de compra e venda internacional, os direitos e obrigações recíprocos 
do exportador e do importador, estabelecendo um conjunto-padrão de 
definições e determinando regras e práticas neutras.
CURSO LIVRE – TIPOS DE TRIBUTOS
Dessa forma, este tributo faz parte do território aduaneiro, o qual 
compreende todo o território nacional relacionado em todas as questões que 
se referem ao regime comum de importação e de exportação de mercadorias 
e que ocorre o pagamento de tributos. 
Conforme Carneiro (2019, p. 359), o governo criou mecanismos que 
permitem a entrada ou a saída de mercadorias do território aduaneiro com 
suspensão ou isenção de tributos, devido à dinâmica do comércio exterior 
e para atender a algumas peculiaridades. Nas quais ele destaca os regimes 
aduaneiros especiais que são chamados por não se adequarem à regra 
geral do regime comum de importação e de exportação, no qual pode-se 
conceituar o Regime Aduaneiro como “como o tratamento tributário dado a 
uma mercadoria que venha a servir como objeto de controle de importação 
e exportação, sujeitando-se ao ordenamento positivo do país”. Destacando 
também que o:
Art. 71 do Decreto-Lei n. 37/66: “Poderá ser concedida suspensão do imposto 
incidente na importação de mercadoria despachada sob regime aduaneiro 
especial, na forma e nas condições previstas em regulamento, por prazo não 
superior a 1 (um) ano, ressalvado o disposto no § 3o deste artigo” (Decreto-
Lei n° 2.472/88) (CARNEIRO, 2019, p. 359).
Outro regime destacado pelo autor é o Regimes Aduaneiros Atípicos: 
que possui a finalidade de atender a determinadas situações econômicas 
peculiares, de polos regionais e de certos setores ligados ao comércio 
exterior. Podemos citar como exemplos: Loja Franca, Depósito Especial 
Alfandegado (DEA), Depósito Afiançado (DAF), Depósito Franco e Depósito 
Alfandegado Certificado (DAC).
Vale ressaltar dentro do imposto de importação a alteração do Decreto-
lei n° 1.804/80 o qual tratava da tributação simplificada das remessas postais 
internacionais, sendo que as remessas até 100 dólares eram totalmente isentas 
do II quando destinado as pessoas físicas. Porém, em 2019, com o recurso 
especial ficou estabelecido que poderá ser cobrado imposto para a pessoa 
física dos produtos com valores maiores que 50 dólares. 
2.3.3 Imposto de Exportação (IE)
A incidência deste tributo ocorre sobre a exportação de produtos 
nacionais, isto é, na saída dos produtos do território nacional. Tem sua função 
extrafiscal, pois é utilizado para ajudar a regular a balança comercial do Brasil.
Carneiro (2019, p. 381) destaca as principais características do imposto 
de exportação:
• Extrafiscal: serve como um controle na economia, com a função de regular 
a balança comercial.
CURSO LIVRE – TIPOS DE TRIBUTOS
• Real: incide em razão da coisa, isto é, o objeto de tributação.
• Não vinculado: sua obrigação tem por fato gerador uma situação 
independente de qualquer atividade estatal específica relativa ao contribuinte.
• Direto: não permite o repasse do encargo financeiro do tributo.
• Proporcional: o valor final cresce proporcionalmente ao valor do bem ou 
serviço objeto de tributação.
• Exceção à legalidade tributária: o Presidenteda República pode delegar aos 
seus ministros e auxiliares a alteração das alíquotas, pois não há necessidade 
de lei.
• Exceção à anterioridade: poderá ser cobrado de imediato.
Dessa forma, o imposto de exportação como tem a finalidade de regular 
a balança comercial, poderá influenciar no controle da inflação, assim como 
na oferta de determinados produtos.
2.3.4 Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)
É considerado um tributo seletivo, em razão da essencialidade dos 
produtos, sua incidência ocorre mais fortemente em produtos considerados 
de luxos, supérfluos, e tem pouca incidência nos produtos considerados 
essenciais. É um tributo não cumulativo, isto é, o valor do imposto pago 
na operação anterior é utilizado de crédito para o pagamento do imposto 
na operação seguinte. Essa não cumulatividade tem como objetivo evitar 
que o tributo seja cobrado “em cascata”, ou seja, que o tributo da operação 
final utilize como base de cálculo o valor do próprio tributo nas operações 
anteriores, as quais são incorporadas ao custo do produto final sobre o qual 
incide o tributo (HACK, 2017). 
Shingaki (2016, p. 40) relata que são obrigados ao pagamento do IPI 
como contribuinte:
• O importador, em relação ao fato gerador decorrente do desembaraço 
aduaneiro de produto de procedência estrangeira.
• O industrial, em relação ao fato gerador decorrente da saída de produto 
que industrializar e seu estabelecimento, bem assim quanto aos demais 
fatos geradores decorrentes de atos que praticar.
• O estabelecimento equiparado a industrial, quanto ao fato gerador relativo 
aos produtos que dele saírem e quanto aos demais fatos geradores 
decorrentes de atos que praticar. 
Hack (2017, p. 343) dá um exemplo de como ocorre o cálculo deste 
tributo, o IPI, considerando que a alíquota é de 10% sobre o valor da venda 
do produto.
CURSO LIVRE – TIPOS DE TRIBUTOS
Um fabricante de pneus vende seus produtos para uma montadora 
de automóveis para a montagem de um carro. O valor que a montadora 
paga pelos pneus para um carro é de R$ 1.000,00. Logo, terá que pagar de 
tributo 10%, ou seja, R$ 100,00. O custo do pneu, então, é de R$ 1.100,00. A 
montadora reúne as peças e monta o carro, que será vendido ao consumidor 
por R$ 10.000,00. A montadora teria que pagar de tributo mais R$ 1.000,00. 
Entretanto, em decorrência da não cumulatividade, ela pode se creditar do 
valor do tributo pago sobre o pneu e abater do valor do imposto a pagar 
na venda do carro. Então, no valor do tributo sobre o carro de R$ 1.000,00, 
aplica-se o crédito de R$ 100,00 da operação anterior, sendo IPI devido 
apenas R$ 900,00. Se a não cumulatividade não existisse, esse carro de R$ 
10.000,00 seria tributado no total, em R$ 1.100,00 (R$ 1.000,00 do carro 
mais R$ 100,00 do pneu.
Segundo Shingaki (2016), para a incidência do IPI, o produto precisará 
se submeter a qualquer processo que transforme sua natureza, finalidade 
ou que tenha um aperfeiçoamento para o consumo, sendo irrelevante a 
operação utilizada para obtenção do produto, localização e condições das 
instalações ou equipamentos empregados, como:
• Transformação: operação exercida sobre a matéria-prima que resulte na 
obtenção de nova espécie.
• Beneficiamento: processo que modifica ou aperfeiçoa, ou que altere o 
funcionamento, a utilização, até mesmo o acabamento ou aparência do 
produto.
• Montagem: processo que consiste na formação do produto, peças ou parte, 
mas que resulte em um novo produto, sob a mesma classificação fiscal.
• Acondicionamento ou reacondicionamento: processo que altera a 
apresentação do produto, podendo ser a alteração da embalagem.
• Renovação ou recondionamento: processo realizado sobre o produto usado 
ou parte deteriorada, que renove ou restaure o produto para utilização.
2.3.5 Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro e 
Sobre Operações Relativas a: Títulos e Valores Imobiliários ou 
Imposto sobre Operações Financeiras (IOF)
O IOF tem sua incidência sobre as operações financeiras em geral, 
como nas operações de créditos, de câmbio, seguros e títulos e valores 
mobiliários. Tem sua atuação na política econômica, com função extrafiscal. 
Ele é uma das maiores fontes de receita para a União, pois incide em milhares 
de operações (HACK, 2017).
Carneiro (2019) demonstra, no Quadro 1, quais são especificamente de 
cada operação o contribuinte e o responsável por este tributo.
CURSO LIVRE – TIPOS DE TRIBUTOS
QUADRO 1 – CONTRIBUINTE E RESPONSÁVEL DO TRIBUTO IOF
FONTE: Carneiro (2019, p. 502)
Dessa forma, este tributo incide em todas as operações que ocorrem no 
território nacional, e tem sua incidência no momento da efetiva ocorrência 
do fato gerador.
2.3.6 Imposto sobre Propriedade Territorial Rural (ITR)
Este tributo tem incidência sobre os imóveis rurais, com caráter 
extrafiscal, na qual tem alíquotas maiores sobre as propriedades improdutivas 
como forma de desestimulá-las, lembrando que este tributo poderá ser 
cobrado e fiscalizado pelos municípios mediante convênio com a União 
(HACK, 2017).
Carneiro (2019) apresenta as principais características que distingue o 
imposto sobre a propriedade territorial rural, ITR, do IPTU, imposto sobre a 
propriedade predial e territorial:
FIGURA 2 – PRINCIPAIS DIFERENÇAS DO ITR E IPTU
FONTE: Carneiro (2019, p. 508)
CURSO LIVRE – TIPOS DE TRIBUTOS
Este tributo também é cobrado anualmente, assim como o IPTU, porém 
sua maior diferença é que ele não é considerado uma das principais fontes de 
renda pois sua arrecadação é muito baixa, não tendo assim muita relevância 
para o município.
2.3.7 Imposto sobre Grandes Fortunas
Conforme Hack (2017), o imposto sobre grandes fortunas é o único 
tributo previsto expressamente na Constituição Federal e também é o único 
não instituído pela União Federal, devido à dificuldade da definição de 
quanto é uma grande fortuna. Tendo, ainda, como problema o fato de que 
os titulares de grandes fortunas, devido à grande disponibilidade financeira, 
poderiam transferir seu domicílio tributário para outro país como forma de 
escapar do tributo, tendo assim uma grande saída de capital do país, o que 
poderia prejudicar o Brasil. 
2.3.8 Contribuição Social sobre o Lucro (CSLL)
Esta contribuição é aplicada juntamente ao cálculo do Imposto de Renda 
da Pessoa Jurídica. Tendo a mesma base de cálculo utilizada para determinar 
a quantia de Imposto de Renda a pagar no período de apuração e que servirá 
como base de cálculo para determinar a parcela de Contribuição Social a 
recolher. 
Dessa forma, a base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica 
e a base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido serão iguais 
em praticamente todos os casos, porém existem algumas particularidades 
especificadas que deverão ser levadas em consideração.
Ressalta-se que, por mais que os dois tributos mencionados possuam 
a mesma base de cálculo eles são tributos diferentes, o imposto de renda é 
considerado um tributo em espécie, chamado de imposto, e a contribuição 
social é um tributo, porém do tipo contribuição. Outro fato importante é 
sobre a sua apuração, que poderá ser aplicada nos diferentes tipos de regime 
de tributação, isto é, pelo lucro real, presumido, arbitrado ou pelo simples 
nacional, porém esta parte referente à maneira de apurar o cálculo nos tipos 
de lucros será estudado em uma próxima etapa, então, fique atento!
2.3.9 PIS/Cofins
Estes tributos são contribuições sociais que competem à União, e 
incidem sobre o faturamento ou a receita bruta decorrente da venda de 
CURSO LIVRE – TIPOS DE TRIBUTOS
mercadorias e da prestação de serviços, há ocorrência deste tributo também 
sobre a importação de bens e serviços.
 
O regime do PIS e Confins poderá ser apurado por dois diferentes 
regimes, sendo eles o regime cumulativo e o regime não cumulativo. 
Quando for pelo regime cumulativo incidirá em todas as etapas da produção 
e comercialização de um serviço ou produto, neste caso a alíquota será de 
0,65% de PIS e 3% deCofins sobre as receitas de uma pessoa jurídica. 
Destacamos um exemplo pelo regime cumulativo apresentado por 
Shingaki (2016, p. 38): uma empresa vendeu R$ 90.000,00 em mercadorias. 
Temos os seguintes efeitos contábeis e fiscais:
D – Contribuições sem vendas PIS (resultado) – R$ 585,00
D – Contribuições sem vendas Cofins (resultado) – R$ 2.700,00
C – PIS/Cofins a recolher (passivo) – R$ 3.285,00
Quando for realizado pelo regime não cumulativo, isto é, permite que o 
contribuinte possa deduzir, ou seja, tomar crédito, do PIS/Cofins que incidiu 
sobre a compra de bens para revendas, insumo na fabricação de um produto 
ou serviços, cuja alíquota neste regime será de 1,65% de PIS e 7,6% de Cofins. 
A seguir, apresentamos um exemplo trazido por Shingaki (2016, p. 38), a 
empresa comprou R$ 50.000,00 e vendeu R$ 90.000,00 em mercadorias, 
assim temos os seguintes efeitos contábeis e fiscais.
Pela compra:
D – Estoques de mercadoria (ativo) – R$ 45.375,00
D – PIS a recuperar (ativo) – R$ 825,00
D – Confins a recuperar (ativo) – R$ 3.800,00
C – Fornecedores (passivo) – R$ 50.000,00
Pela venda:
D – Contribuições sem vendas PIS (resultado) – R$ 1.485,00
D – Contribuições sem vendas Cofins (resultado) – R$ 6.840,00
C – PIS/Cofins a recolher (passivo) – R$ 8.325,00
Pela dedução do crédito de PIS e Cofins na compra de mercadoria e 
pagamento líquido:
D – PIS/Cofins a recolher (passivo) – R$ 8.325,00
C – PIS a recuperar (ativo) – R$ 825,00
C – Confis a recuperar (ativo) – R$ 3.800,00
C – Caixa (ativo) – R$ 3.700,00
CURSO LIVRE – TIPOS DE TRIBUTOS
Vale ressaltar que estes dois tr ibutos são considerados os mais 
complexos entre os demais devido às inúmeras leis, decisões do Supremo 
Tribunal Federal, instruções normativas que estão em vigência. Lembramos 
também que o PIS tem seus recursos destinados para o pagamento do 
seguro-desemprego, assim como também é destinado a entidades e órgãos 
para os seus trabalhadores e o Confins tem grande parte destinada para a 
área da saúde. 
2.3.10 Empréstimo Compulsório
O empréstimo compulsório também é uma espécie de tributo, por mais 
que seu nome não o vincule, é de competência exclusiva da União, a qual 
poderá instituí-lo por lei complementar, para atender gastos extraordinários, 
como calamidade pública e guerra externa, assim como em caso de 
investimento público de caráter urgente e relevante. 
Carneiro (2019, p. 37) traz que a “destinação do empréstimo compulsório 
pode ser imediata (calamidade pública e guerra) e mediata (empréstimo de 
relevante interesse nacional)”. 
Dessa forma, somente nos casos citados que estão previstos na 
Constituição Federal que a União poderá criar o empréstimo compulsório, pois 
ele possui caráter provisório, tendo sua cobrança autorizada somente para 
enquanto permanecer a situação extraordinária que viabilizou a sua criação.
2.4 TRIBUTOS CUMULATIVOS E NÃO CUMULATIVOS
Quando se fala em tributos cumulativos e não cumulativos deve-se levar 
em conta a maneira como o poder público arrecada o imposto/tributo, se 
ocorrerá cumulatividade ou não durante o processo de produção, além de 
que isso também gerará direto a crédito para as empresas envolvidas.
Dessa forma, o imposto cumulativo é aquele que incidirá em duas 
ou mais etapas da circulação de mercadoria, isto é, desde sua origem até 
o consumidor final, os quais vão acumulando essas taxas, até mesmo o 
anteriormente pago. Nesse caso, a empresa não terá direito a crédito do 
tributo pago no ato da aquisição da mercadoria. Este tributo irá impactar na 
composição do custo e na fixação do preço de venda de uma mercadoria. 
Como exemplo de tributos cumulativos, tem-se: ISS, PIS, COFINS. 
Todavia, vale ressaltar que o PIS e a COFINS detêm de uma particularidade, 
pois esses tributos serão cumulativos somente para as empresas com o 
regime de tributação de lucro presumido, e não cumulativo para as empresas 
tributantes no lucro real, sendo que as alíquotas também são diferenciadas. 
CURSO LIVRE – TIPOS DE TRIBUTOS
Sendo considerado não cumulativo o imposto que na etapa subsequente 
não incidirá sobre o mesmo tributo que foi recolhido anteriormente, pois 
cria um sistema de débitos e créditos no qual o valor do pagamento de um 
tributo poderá ser descontado do valor de outro. Os tributos não cumulativos 
são o ICMS e o IPI e, como citado anteriormente, o PIS e a COFINS quando 
as empresas incidem no regime de lucro real. 
Sendo assim, a maior diferença entre os tributos cumulativos e não 
cumulativos está na maneira de cálculo, segundo a forma que incidirá durante 
o processo de produção. Além de que os impostos cumulativos geram uma 
receita maior por conta da incidência do tributo sobre o valor integral de 
todas as operações de compra e venda.
REFERÊNCIAS 
CARNEIRO, C. Impostos federais, estaduais e municipais. 7. ed. São Paulo: 
Saraiva Educação, 2019.
HACK, É. Noções preliminaries de direito administrativo e direito 
tributário. 2. ed. Curitiba: InterSaberes, 2017.
SHINGAKi, M. Gestão de impostos: para pessoas físicas e jurídicas. 9. ed. 
São Paulo: Saint Paul, 2016.
ZIESE, I. Contabilidade e planejamento tributário. Indaial: UNIASSELVI, 
2015.

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