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Fundação Centro de Ciências e Educação a Distância do Estado do Rio de Janeiro 
Centro de Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro 
Universidade Federal Fluminense 
Curso de Licenciatura em Letras- UFF / CEDERJ 
 
 
Disciplina: Crítica Textual 
Coordenador: Marlene Gomes Mendes 
 
AD1 – 2020. 2 
 
 
Aluno(a): _______________________________________________________ 
 
Polo: _______________________________ Matrícula ________________ 
 
Nota: _______________ 
 
 
1. A partir da leitura da crônica transcrita a seguir, redija um texto, em cerca de 10 
(dez) linhas, relacionando-o às cinco primeiras aulas, enfatizando os seguintes 
pontos: 
a. relevância da Crítica Textual; 
b. importância dos revisores críticos no mercado editorial (4 pontos). 
 
Pedro o é 
Martha Medeiros 
 
Tenho uma amiga escritora que mora em São Paulo e vive brigando com seus 
revisores – não estou falando de corretores automáticos de aplicativos, esses 
demônios que puxam nosso tapete. Estou falando de profissionais 
competentes, todos dispostos a ajudar, mesmo quando atrapalham. Escritores 
geralmente têm uma relação de amor e ódio com seu revisor. O amor, 
naturalmente, vem das inúmeras vezes em que o dito cujo nos livra do vexame 
de escrever uma palavra errada ou fazer uma concordância absurda. O 
revisor salva a nossa pele. O ódio fica por conta da desobediência natural 
que certos estilos de escrita impõem: quase sempre, nosso erro é proposital. 
Faz parte do coloquialismo inerente ao gênero literário a que nos dedicamos. 
Crônica, por exemplo, parece uma conversa de bar, em que se tolera que 
frases comecem com pronome: “Me deram um chá de banco” em vez do 
correto “Deram-me um chá de banco”. Ou quando criamos um personagem 
fictício que não prima pelo português castiço – ninguém espera que um 
traficante use as mesóclises que encantam o Temer. Aliás, ninguém espera 
isso nem de um professor. Essa minha amiga já passou por alguns perrengues. 
Uma revisora, certa vez, corrigiu todos os diálogos de um livro seu – todos! 
A personagem principal era uma adolescente que atendia num bar 
moderninho da Vila Mariana, mas a revisora implicou com alguns 
maneirismos de linguagem e colocou a moça falando como se fosse uma 
assistente social coletando donativos para a igreja. Não bastasse isso, a 
revisora corrigiu inclusive os horários que a moça saía do trabalho. Não 
gostava da ideia de ela deixar o bar depois da meia-noite – além de não pegar 
bem para uma menina tão nova, o metrô já estaria fechado, como ela voltaria 
para casa? Parece piada, mas até o horário do expediente da personagem a 
revisora tentou alterar. Minha amiga passou dois dias corrigindo a revisão 
da revisora a fim de manter tudo como estava no original, e depois de um 
stress que quase a fez desistir do lançamento, o livro acabou saindo como ela 
queria. A propósito: a personagem não pegava o metrô porque ia dormir ali 
perto, no cafofo de um bebum. Uma indecência que a revisora teve que 
engolir. O revisor é nosso Deus e nosso Diabo. Graças a ele, escapamos de 
gafes, mas também pagamos micos. É uma relação bipolar, repleta de “muito 
obrigada pela correção, não percebi meu vacilo ao escrever assento da 
aeronave com c!”, mas também de “não acredito que você trocou a frase 
Pedro é por Pedro o é”. Pedro o é!!! Como reclamar da vergonha que o 
revisor nos fez passar na página 154, se algumas páginas antes fomos 
socorridos pela colocação de um acento que faltava? Neste caso, acento com 
c. O revisor (beijos!) confirmou. 
 
 Fonte: http://revistadonna.clicrbs.com.br/coluna/martha-medeiros-pedro-o-
e/ 
 
2. O material didático mais importante para o professor de Língua Portuguesa é o 
texto com o qual ele vai trabalhar com seus alunos. Em breve, você estará numa 
sala de aula e terá que escolher o livro que lhe dará a ajuda necessária para ensinar 
seu aluno a redigir. Da leitura e entendimento de bons textos vai depender o 
sucesso do seu trabalho. Relacione o fragmento abaixo, com o que foi dito no 
enunciado da questão (3 pontos). 
“Considerando que, no sistema de ensino de forma geral, o livro didático – um texto 
escrito, portanto – é o principal instrumento de trabalho, era de esperar que houvesse 
grande rigor em sua elaboração, pois atinge milhões de leitores. A realidade, no 
entanto, parece não condizer com esse pressuposto” (CAMBRAIA, 2005, p.190). 
3. Estabeleça a distinção entre autenticidade e fidedignidade, citando exemplos (3 
pontos).

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