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ENGENHARIA DE TRÁFEGO AULA 05 - Capacidade e Níveis de serviço - Volume, densidade e velocidade paola.souza@ifro.edu.br Profa. Paola Mundim de Souza Características do tráfego SERVIÇO DEMANDA OFERTA Variável de oferta veicular • Variável de oferta – Capacidade (C) • Capacidade de tráfego = máximo fluxo que pode normalmente atravessar uma seção ou trecho de via, nas condições existentes de tráfego, geometria e controle, em um determinado período (unidade de C = veíc/h) Alguns fatores que podem afetar a oferta viária • geometria da via – número de faixas, largura, rampa, curvatura, valetas; • tipo de pavimento – aderência, composição; • controle do tráfego – sinalização (semáforo; parada obrigatória); • aleatoriedade – chuva, acidentes; • movimentos do tráfego – entrelaçamentos Exemplos de entrelaçamento ENTRELAÇAMENTO É definido como o cruzamento de duas ou mais correntes de tráfego viajando na mesma direção ao longo de um comprimento significativo da via, sem o auxílio de planos de controle. Ações de Engenharia que podem interferir na capacidade de uma via • alteração de circulação; • regulamentação de estacionamento; • melhorias nas condições do controle semafórico; • melhoria do pavimento; • faixas reversíveis. Ações de Engenharia que podem interferir na capacidade de uma via • Faixa reversível: medida operacional para aumento no número de faixas (maior oferta); Ações de Engenharia que podem interferir na capacidade de uma via A largura das faixas e a capacidade: • valor de referência de CAPACIDADE PARA VIA SEMAFORIZADA = 1.800 veíc./h, por faixa, de 3,5 m de largura, plana, bem pavimentada; • esse valor é decorrente de vários fatores, incluindo as condições de dirigibilidade (espaçamento do veículo à frente, poder de frenagem, etc.); • em vias de fluxo ininterrupto os valores da capacidade podem atingir valores maiores. Ações de Engenharia que podem interferir na capacidade de uma via • Redução na largura das faixas (no exemplo, reduzindo- se de 3,5 para 2,5 m, há um acréscimo de uma faixa). Ações de Engenharia que podem interferir na capacidade de uma via •A largura de 2,5 m é a mínima para uma faixa, conforme Resolução 236/07 do Contran Ações de Engenharia que podem interferir na capacidade de uma via • a providência de se reduzir a largura das faixas deve ser reservada para casos críticos de falta de capacidade, pois traz desconfortos aos motoristas; • outra recomendação importante é utilizar a redução na largura somente nas aproximações semafóricas, pois em trechos longos existe dificuldade por parte dos motoristas em manter os veículos em faixas estreitas. Nível de Serviço • O Nível de Serviço é a representação da operação do tráfego e reflete a sua qualidade. • Variáveis do nível de serviço (em regime descontínuo) gera: • Variação de velocidade e • atraso Velocidade • avaliação da qualidade de serviço do Sistema Viário. • relacionada com qualidade de serviço obtida no sistema viário, que também poderia ser medida pelo tempo total de viagem (T) • avaliação da operação de uma ou mais vias do Sistema Viário • descreve melhor as condições de operação nos elementos do sistema viário (velocidade em movimento, incorporando restrições da via e do tráfego). SISTEMA VIÁRIO Em UMA VIA do sistema viário Velocidade Velocidade Global - CET Atraso • causas do atraso: • Sobre demanda; • má gestão do trânsito; • acidentes e outras aleatoriedades, como por exemplo intempéries, greves etc. NÍVEIS DE SERVIÇO: São medidas das condições de operação de uma dada via. É qualitativa e leva em conta inúmeros fatores, incluindo dentre estes: • a velocidade, • o tempo de viagem, • interrupções no tráfego, • liberdade e conforto, • oferecimento de serviços de conveniência, • Segurança, • custos. NÍVEIS DE SERVIÇO: • São definidos 6 níveis de serviço que devem obedecer condições básicas para enquadramento em cada um destes: velocidade padrão (alterada a cada nível de serviço, e sempre inferior à velocidade de projeto) e grau de saturação máximo (abaixo do qual deve estar o fluxo da subsecção estudada). • Grau de saturação = Fluxo máximo (Capacidade) NÍVEIS DE SERVIÇO: • Nível A – Escoamento livre, fluxo baixo e alta velocidade. O único controle do escoamento deve-se ao motorista, à fiscalização, e condições geométricas da via. • Nível B – Fluxo estável e velocidades de operação ligeiramente restritas às condições de tráfego. Ainda há liberdade de movimento. • Nível C – Fluxo ainda estável, mas a liberdade e velocidade de movimentação já são controladas pelas condições de tráfego. A velocidade ainda é satisfatória, mas as ultrapassagens já não são irrestritas. NÍVEIS DE SERVIÇO: • Nível D – Próximo à instabilidade, o nível D apresenta velocidades toleráveis afetadas constantemente pelo tráfego. Os motoristas perdem liberdade de movimento e, portanto, são condições toleradas por períodos pequenos de tempo. • Nível E – O fluxo é instável e as paradas já são momentâneas. A velocidade não passa os 50 km/h. • Nível F – O escoamento é forçado, há formação de filas e congestionamento. As paradas se tornam constantes e podem demorar. RESUMO: Características do tráfego Volume, densidade e velocidade – Relações básicas: modelo linear de Greenshields • As relações que serão apresentadas nessa aula, são baseadas no modelo matemático pioneiro na teoria do fluxo de tráfego, estabelecido por Greenshields, nos Estados Unidos. • trata-se de modelo macroscópico teórico, cujo objeto é a corrente de tráfego como um todo, ou seja, considera que as correntes de tráfego são um meio contínuo; • foi idealizado para aplicação em situações de fluxo ininterrupto. Densidade, espaçamento, intervalo • Densidade (D) = distribuição dos veículos em um trecho de via. 𝐷 = 𝑁 𝐿 Onde: N = número de veículos; L = extensão ou trecho considerado; • normalmente “D” é expressa em veíc/km; • Alguns autores utilizam a letra “k” para representar densidade. Densidade, espaçamento, intervalo • Exemplo: Dado um trecho de uma via com extensão de 0,25km, com três faixas em uma direção, foram observados 20 veículos por faixa num determinado instante, qual a densidade por faixa? Qual a densidade da via? Densidade, espaçamento, intervalo Densidade, espaçamento, intervalo • Espaçamento (E) ou headway espacial (hd) = distância entre as partes dianteiras de 2 veículos sucessivos, na mesma faixa. GAP Densidade, espaçamento, intervalo • Relação entre densidade e espaçamento 𝑫 = 𝟏 𝑬 • Onde E = espaçamento médio dos veículos em um trecho de via, em um determinado período de tempo (unidade de E = m/veíc) Relação Velocidade X Densidade • considerando um trecho com extensão “L”; “N” veículos trafegando com velocidade “V” e uma seção “A” da via; Relação Velocidade X Densidade • em um determinado intervalo “T”, todos os veículos terão passado pela seção “A”, ou seja, Velocidade: 𝑉 = 𝐿 𝑇 → 𝑇 = 𝐿 𝑉 • sabendo que: F = N / T (o fluxo é a quantidade de veículos que passa em uma seção, em um determinado período de tempo) • portanto: F = 𝑁 𝑇 = 𝑁 𝐿 𝑉 = N. 𝑉 𝐿 = 𝑁 𝐿 . 𝑉 = 𝐷. 𝑉 ou seja, F = V . D Relação Velocidade X Densidade Equação da continuidade do fluxo de tráfego, também conhecida como “relação fundamental do tráfego” Volume = Fluxo = Velocidade x Densidade F = V x D e 𝑭 = 𝑽 𝑬 Relação Velocidade X Densidade Relação Velocidade X Densidade Densidade, espaçamento, intervalo • Headway de tempo (ht): é o tempo entre a passagem sucessiva de dois veículos por um ponto da rodovia. Expresso em segundos (seg). • Headway temporal médio (𝒉𝒕): é a média de todos os headways temporais em uma rodovia. Normalmente expresso em segundos por veículo (seg/veic). 𝒉𝒕 = 𝟑𝟔𝟎𝟎 𝑭 → 𝒔𝒆𝒈/𝒗𝒆í𝒄 O valor dofluxo tem que estar em veíc./h Relação Velocidade X Densidade • por Fluxo Livre entende-se a situação em que um veículo não recebe nenhuma influência em seu deslocamento devido a presença de outro veículo. • a Velocidade Livre usualmente considerada é a estabelecida como o limite superior da velocidade regulamentada para a via. Relação Velocidade X Densidade Relação Velocidade X Densidade R ES U M O EXERCÍCIOS 01 - Um trecho de auto-estrada tem velocidade livre de 110 km/h e uma densidade de saturação de 230 veíc/km. Utilizando o modelo linear de Greenshields, determine: a densidade, a velocidade e a capacidade correspondentes ao Fluxo máximo. Vlivre=110km/h Dsaturação = 230veíc/km 02 – Uma via apresenta um headway de tempo médio de 2,5 segundos/veículo a uma velocidade de 90km/h; calcule o fluxo de tráfego e a densidade. REFERÊNCIAS • Notas de aula Professor João Cucci Neto; 2013. • Goldner, L. G. Apostila Engenharia de tráfego – 1° Módulo. Universidade Federal de Santa Catarina. Slide 1 Slide 2: Características do tráfego Slide 3: Variável de oferta veicular Slide 4: Alguns fatores que podem afetar a oferta viária Slide 5: Exemplos de entrelaçamento Slide 6: Ações de Engenharia que podem interferir na capacidade de uma via Slide 7: Ações de Engenharia que podem interferir na capacidade de uma via Slide 8: Ações de Engenharia que podem interferir na capacidade de uma via Slide 9: Ações de Engenharia que podem interferir na capacidade de uma via Slide 10: Ações de Engenharia que podem interferir na capacidade de uma via Slide 11: Ações de Engenharia que podem interferir na capacidade de uma via Slide 12: Nível de Serviço Slide 13: Velocidade Slide 14: Velocidade Slide 15: Velocidade Global - CET Slide 16: Atraso Slide 17: NÍVEIS DE SERVIÇO: Slide 18: NÍVEIS DE SERVIÇO: Slide 19: NÍVEIS DE SERVIÇO: Slide 20: NÍVEIS DE SERVIÇO: Slide 21: RESUMO: Características do tráfego Slide 22: Volume, densidade e velocidade – Relações básicas: modelo linear de Greenshields Slide 23: Densidade, espaçamento, intervalo Slide 24: Densidade, espaçamento, intervalo Slide 25: Densidade, espaçamento, intervalo Slide 26: Densidade, espaçamento, intervalo Slide 27: Densidade, espaçamento, intervalo Slide 28: Relação Velocidade X Densidade Slide 29: Relação Velocidade X Densidade Slide 30: Relação Velocidade X Densidade Slide 31: Relação Velocidade X Densidade Slide 32: Relação Velocidade X Densidade Slide 33: Densidade, espaçamento, intervalo Slide 34: Relação Velocidade X Densidade Slide 35: Relação Velocidade X Densidade Slide 36: Relação Velocidade X Densidade Slide 37: RESUMO Slide 38: EXERCÍCIOS Slide 39: REFERÊNCIAS