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SUS Estefany Ludmila FORMAÇÃO DO SUS ♥ Linha do tempo: Problemas Soluções Significado Acesso restrito Universalidade Acesso a todos cidadãos Foco na cura Integralidade Prevenção, cura e reabilitação Sem prioridade de atendimento Equidade Tratamento desigual Pouco resolutiva Resolubilidade Resolutivo Sem organização Regionalização e hierarquização Organizar o atendimento Governo federal mandava Descentralização Municipalização Medicina ditatorial Participação social Usuário participa Complementaridade do privado Contratar privado PRINCÍPIOS DO SUS ♥ Éticos/Doutrinários: · Universalidade. · Integralidade. · Equidade. ♥ Organizacionais/Operativos: · Resolubilidade. · Regionalização (decreto 7.508/2011) e hierarquização. · Região de Saúde: espaço geográfico / agrupamento de municípios. · COAP. · Pode ser com estados diferentes. · Atenção primária, urgência e emergências, ambulatório especializado e hospitalar, CAPS, vigilância em saúde. · RENASES/RENAME: · Atualizados de 2/2 anos. · RENAME: usuário do SUS, prescrição no SUS e dispensação no SUS. · Porta de entrada: · Atenção primária. · Urgência e emergências · CAPS. · Especiais de acesso aberto. · Descentralização. · Cabe a direção Definir Coordenar Executar · Participação social (Lei 8.142/1990). · 50% usuários. · 25% profissionais de saúde. · 12,5% prestadores de serviço. · 12,5% representantes do governo. · Conselhos: fiscalizam e formulam políticas de saúde e gastos. É permanente e deliberativo. Reunião mensal. · Conferências: conferem a situação da saúde. É consultivo. 4/4 anos. · Complementaridade do privado. · Atua de forma livre e complementar. · Preferências: entidades filantrópicas sem fins lucrativos. PRINCÍPIOS DA ATENÇÃO BÁSICA (ATRIBUTOS) ♥ Essenciais (Princípios principais): · Primeiro contato: · Porta de entrada (acessibilidade). · Longitudinalidade: · Acompanhamento/vínculo. · Integralidade: · Integral, completo, todos os problemas. · Coordenação do cuidado: · Atenção primária é o “maestro” do cuidado. ♥ Derivados: · Enfoque familiar. · Enfoque comunitário. · Competência cultural. ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA ♥ Características: · Equipe multiprofissional. · Médico, enfermeiro, téc enfermagem, ACS. · Outros: dentista, téc saúde bucal, ACE. · Gerente de AB: NÃO pertence a nenhuma equipe, apenas organiza. · Equipe de AB (eAB): médico, enfermeiro, téc enfermagem. · Equipe de AP (eAP): médico, enfermeiro. · Territorialização. · Adscrição de clientela: · 2.000-3.500 pessoas / 750 por ACS. · Alta complexidade e baixa densidade. · Muito conhecimento e pouco equipamento. · Horário de atendimento: 40h. MÉTODO CLÍNICO CENTRADO NA PESSOA ♥ Explorando a doença e a experiência da pessoa com a doença: · Sentimentos; · Ideias; · Função; · Expectativa. ♥ Entendendo a pessoa como um todo: · Aspectos de vida além da queixa. ♥ Elaborando um plano comum de manejo terapêutico: · Decisão compartilhada. ♥ Fortalecendo a relação médico-pessoa. INSTRUMENTOS E FERRAMENTAS ♥ No prontuário: · Registro clínico orientado por problema (método SOAP). ♥ Na família: · Genograma: · Representação gráfica das interrelações familiares. · No mínimo 3 gerações. · Inserir idade, nome, ocupação, morbidade... · Ecomapa: · Representação gráfica das relações entre a família com o meio (vizinhos, amigos, igreja...). HUMANIZASUS ♥ Princípios e diretrizes: · Transversalidade: · Acolhimento; · Clínica ampliada e compartilhada. · Indissociabilidade entre atenção e gestão: · Gestão participativa e cogestão; · Ambiência. · Corresponsabilidade e autonomia dos sujeitos e coletivos: · Valorização do trabalhador e dos usuários. ♥ Dispositivos: · Acolhimento. · Clínica ampliada: · Discussão coletiva na busca do cuidado; · Casos complexos. · Projeto Terapêutico Singular: · Diagnóstico amplo; · Definir metas; · Dividir responsabilidades; · Reavaliar. · Apoio matricial: · Suporte técnico-pedagógico. · Exemplo: NASF-AB. FINANCIAMENTO DA AP ♥ Previne Brasil: · Capitação ponderada: · Usuários cadastrados. · Pagamento por desempenho: · Indicadores de Saúde. · Incentivo para ações estratégicas: · Programas do governo. · Incentivo por critério populacional: · Verba per capita. Saúde coletiva CONCEITOS INICIAIS ♥ Coeficiente (avalia risco): · Numerador tem grandeza diferente do denominador. · Exemplo: ♥ Índice (avalia proporção): · Numerador tem a mesma grandeza do denominador. · Exemplo: COEFICIENTES ♥ Coeficiente de morbidade: risco de uma pessoa adoecer. ♥ Coeficiente de mortalidade: risco de uma pessoa morrer. ♥ Coeficiente de letalidade: risco de um doente morrer. COEFICIENTES DE MORBIDADE ♥ Incidência: · Total de casos novos de uma doença. · Risco de uma pessoa adoecer na população. · Incidência: . · É melhor para doenças de CURTA duração. · O que aumenta? · Rastreamento. · Novo agente infeccioso. · O que diminui? · Menos diagnósticos. · Vacinação. · Uso de EPI. ♥ Prevalência: · Total de casos de uma doença (casos novos + antigos). · Risco de uma pessoa ser doente na população. · Prevalência: . · É melhor para doenças de LONGA duração. · O que aumenta? · Imigração de doentes. · Doença mais longa. · Mais diagnósticos. · O que diminui? · Emigração de doentes. · Doença mais curta. · Menos diagnósticos. COEFICIENTES DE MORTALIDADE ♥ Coeficiente de mortalidade: · Risco de uma pessoa morrer na população. · Coeficiente: . · É ruim para comparação, porém se for usado deve ser feito a padronização por idade. ♥ Coeficiente de mortalidade específica por causa: · Risco de uma pessoa morrer por uma causa na população. · Coeficiente: . ♥ Coeficiente de mortalidade infantil: · Risco de uma criança morrer antes de completar 1 ano de idade. · Coeficiente: . · Nomenclaturas: Período Nome 0-7 dias Neonatal precoce 7-28 dias Neonatal tardio 28-365 dias Pós-neonatal 22 semanas – 7 dias Perinatal* (dividir pelo total de nascimentos) · Observação 1: óbitos fetais não entram no cálculo. · Observação 2: coeficiente de mortalidade na infância = nº de óbitos ≤ 5 anos. ♥ Coeficiente de mortalidade materna: · Risco de uma mulher morrer durante a gravidez, parto ou em até 42 dias pós-parto. · Coeficiente: . · Óbito materno tardio: óbito de uma mulher entre 42 e 365 dias pós-parto. · Causas obstétricas: · Diretas: · A gravidez foi a causa. · Causas hipertensivas, hemorrágicas, infecciosas. · São evitáveis – países subdesenvolvidos. · Indiretas: · A gravidez foi o agravante. · Cardiopatias, HAS pré-existente, COVID. · São inevitáveis – países desenvolvidos. COEFICIENTE DE LETALIDADE ♥ Coeficiente de letalidade: · Risco de um doente morrer pela doença. · Coeficiente: . · A principal informação que a letalidade traz é a gravidade da doença. TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA ♥ Pirâmide etária: estreitamento da base e alargamento do ápice. ♥ Principais causas: · Diminuição da taxa de fecundidade. · Diminuição da mortalidade geral. ♥ Consequências: · Aumento da esperança de vida ao nascer. · Aumento do índice de envelhecimento. · Aumento da razão de dependência. ♥ Causas de morte no Brasil: 1. Doenças do aparelho circulatório 2. Neoplasias 3. Doença do aparelho respiratório 4. Causas externas. ♥ Acúmulo epidemiológico (tripla carga de doenças): · DIP e carenciais + causas externas + DCNT. ♥ DALY (anos de vida perdidos ajustados por incapacidade): · Mortalidade + morbidade. · Para o cálculo, precisa conhecer a expectativa de vida. ÍNDICES ♥ Mortalidade infantil: . ♥ Índice de Swaroop-Uemura (ISU): · Proporção de óbitos em indivíduos com 50 anos ou mais dentre o total de óbitos. · Fórmula. · QUANTO MAIOR, MELHOR! · Níveis: · 1º nível: ≥ 75% (países desenvolvidos). · 2º nível: 50-74%. · 3º nível: 25-49%. · 4º nível:♥ SIM (Sistema de Informação sobre Mortalidade): · Alimentada pela Declaração de Óbito. · Sistema mais antigo do Brasil. ♥ SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação): · Alimentada pela Ficha de Notificação. ♥ SIH/SUS (Sistema de Informações Hospitalares do SUS): · Alimentada pela AIH. Estudos Epidemiológicos CLASSIFICAÇÃO ♥ Investigados: · Individuado: analisa cada indivíduo da população. · Agregado: analisa toda população de uma vez. ♥ Investigadores: · Observacional: observação das variáveis existentes. · Intervenção: observação de variáveis introduzidas deliberadamente. ♥ Tempo: · Transversal (foto): não existe acompanhamento. Risco e desfecho mostrados no mesmo momento. · Longitudinal (filme): existe acompanhamento. Risco e desfecho mostrados em momentos diferentes. Agregado Observação Transversal Ecológico Longitudinal Série temporal Intervenção Longitudinal Ensaio comunitário Individuado Observação Transversal Inquérito/Transversal Longitudinal Coorte Caso controle Intervenção Longitudinal Ensaio clínico ESTUDO ECOLÓGICO ♥ Aborda uma área geográfica. ♥ Usa dados secundários (ex: DATASUS). ♥ Vantagens: fácil, barato, gera hipóteses. ♥ Desvantagens: não confirma hipóteses, sujeito a falácia ecológica (individualiza um achado coletivo). SÉRIE TEMPORAL ♥ É um tipo de estudo ecológico. ♥ Analisa dados ao longo do tempo. ESTUDO TRANSVERSAL ♥ Vantagens: fácil, barato, gera hipóteses. ♥ Desvantagens: não confirma hipóteses, causalidade reversa. ESTUDO DE COORTE ♥ Parte do fator de risco para o desfecho (prospectivo). ♥ Desenho: Fator de risco Doente Não doente Sem o fator de risco Doente Não doente ♥ Vantagens: define risco, determina a incidência, analisa vários desfechos (doenças). ♥ Desvantagens: caros, longos, perdas de seguimento, é ruim para doenças raras, viés de seleção, viés de confusão. ♥ Coorte histórica: seleção dos grupos e resultados aconteceram no passado. ESTUDO CASO-CONTROLE ♥ Parte do desfecho para o fator de risco (retrospectivo). ♥ Desenho: Casos (doentes) Risco Sem risco Controles (não doentes) Risco Sem risco ♥ Vantagens: barato, rápido, bom para doenças raras, analisa vários riscos. ♥ Desvantagens: difícil formar grupo-controle, não define risco (só estima = CHANCE), ruim para fator de risco raro, viés de memória. ENSAIO CLÍNICO ♥ Parte do fator de risco para o desfecho (prospectivo). ♥ Desenho: Substância Efeito presente Efeito ausente Placebo ou padrão Efeito presente Efeito ausente ♥ Vantagens: consegue controlar os fatores, melhor para testar medicamentos. ♥ Desvantagens: caros, ética, complexos, longos, efeito Hawthorne (mudança que uma pessoa faz quando está sendo observada), viés de seleção, viés de confusão. ♥ Características: · Controlado: 2 grupos (experimento x placebo – diminui viés de intervenção). · Randomização: grupos formados de forma aleatória (diminui viés de seleção e de confusão). · Mascaramento: aberto, simples-cego, duplo-cego, triplo-cego (diminui viés de aferição). ♥ Fases: · Pré-clínica: testada em animais. · Fase I: sadios, segurança, farmacocinética. · Fase II: população alvo, avaliar eficácia, dose. · Fase III: ensaios multicêntricos. · Fase IV: vigilância pós comercialização. REVISÃO SISTEMÁTICA ♥ Revisão de diversos estudos com o mesmo desenho e sobre o mesmo tema. ♥ Tipos: · Qualitativa: não permite análise estatística dos estudos. · Quantitativa ou metanálise: permite análise estatística dos estudos. ♥ Vantagens: síntese de informação, barato, rápido. ♥ Desvantagens: viés de publicação, divergência entre os estudos. NÍVEL DE EVIDÊNCIA - OXFORD ♥ Nível I: · IA: RS de ensaio clínico. · IB: ensaio clínico. ♥ Nível II: · IIA: RS de coorte. · IIB: coorte. · IIC: ecológico. ♥ Nível III: · IIIA: RS de caso-controle. · IIIB: caso-controle. ♥ Nível IV: série de casos (descritivo, sem controle, doenças raras…). ♥ Nível V: opinião de especialista. ANÁLISE DOS ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS ♥ Frequência (quantidade de doença): · Incidência: coorte/ensaio. · Prevalência: transversal. ♥ Associação (fator x doença): · Razão de prevalência (RP): transversal. · Odds Ratio (OR): caso-controle. · Risco relativo (RR): coorte/ensaio. · Redução do risco relativo (RRR): ensaio. · Número necessário ao tratamento (NNT): ensaio. ♥ Estatística (confiável): · Erro sistemático. · Erro aleatório. ASSOCIAÇÃO ♥ Transversal: Tabagismo Ca de esôfago Total Sim Não Sim 200 100 300 Não 100 100 200 Total 300 200 500 · Qual é a relação entre as prevalências de Ca de esôfago entre fumantes e não fumantes? · · ♥ Caso-controle: Jateamento Pneumoconiose Total Sim Não Sim 100 (a) 300 (b) 400 Não 20 (c) 480 (d) 500 Total 120 780 900 · Qual é a chance de pneumoconiose em quem foi exposto ao jateamento? · · ♥ Coorte: Fumante Ca de pulmão Total Sim Não Sim 90 10 100 Não 5 95 100 Total 95 105 200 · Qual é o risco de câncer de pulmão em quem fuma? · · ♥ Ensaio clínico: Grupo Efeito Total Morte Sobrevivência Nova droga 15 85 100 Controle 20 80 100 Total 35 165 200 · Qual foi o risco de morte em quem foi exposto à nova droga? · · · Qual foi a redução do risco de morte em quem foi exposto à nova droga? · · 1 – 0,75 = 25%. · Qual foi a redução absoluta do risco de morte em quem foi exposto à nova droga? · · 20% - 15% = 5%. · Quantos pacientes são necessários tratar com a nova droga para evitar uma morte? · · INTERPRETAÇÃO ♥ = 1: sem associação. ♥ > 1: fator de risco. ♥e menor VPN. · Quanto menor a prevalência, menor VPP e maior VPN. · Quanto maior a sensibilidade, maior VPN. · Quanto maior a especificidade, maior VPP. CURVA ROC ♥ O melhor ponto na curva ROC é o ponto mais à esquerda e mais superior. ♥ Funções: escolher o melhor ponto de corte e comparar exames. ♥ Qual é o exame com maior acurácia? 1. ♥ Qual é o ponto mais específico do exame 1? A. ♥ Qual é o ponto mais sensível do exame 1? C. ♥ Qual é o ponto do exame 1 com maior taxa de FP? C. TESTES MÚLTIPLOS ♥ Teste em série: AUMENTAM a especificidade da estratégia. ♥ Teste em paralelo: AUMENTAM a sensibilidade da estratégia. Vigilância da Saúde PROCESSO EPIDÊMICO ♥ Conceitos: · Epidemia: casos novos acima do esperado (algo que vem e vai). · Surto epidêmico: epidemia restrita em uma área pequena em que os casos tenham relação entre si. · Pandemia: epidemia de grandes proporções, atingindo, ao mesmo tempo, vários locais. · Epidemia explosiva / maciça: epidemia que chega ao pico de incidência máxima rapidamente (fonte comum). · Epidemia progressiva / propagada: epidemia que demora até chegar ao pico de incidência máxima (pessoa-pessoa). · Endemia: casos novos dentro do esperado (algo que vem e fica). ♥ O que é o esperado? Incidência (10 anos). ♥ Diagrama de controle: · Faixa endêmica. · Limiar superior endêmico ou limiar epidêmico: se ultrapassar = EPIDEMIA. ♥ Curva epidêmica: · 1ª fase: progressão. · Última fase: regressão. NOTIFICAÇÃO DE AGRAVOS E DOENÇAS ♥ Comunicação de uma doença ou agravo à autoridade de Saúde. · Quem? Qualquer cidadão. O profissional de saúde é COMPULSÓRIA. · Quando? Na suspeita. Não precisa de confirmação. · Como? Normal (semanal) ou imediata (em até 24h). · O quê? Agravos nacionais, internacionais, estaduais, municipais, desconhecidos, surtos. · Se não tiver? Notificação negativa. ♥ Doenças de notificação compulsória: · Internacionais (VIPS): Varíola, Influenza, Polio / Paralisia flácida aguda, SARS (coronavírus). · Vacinas: tuberculose, hepatites virais, difteria, tétano, coqueluche, hemófilo “invasivo”, rotavírus (diarreia aguda/SHU), doença pneumocócica “invasiva”, doença meningocócica e outras meningites, febre amarela, sarampo, CAXUMBA NÃO, rubéola, varicela (grave ou óbito), síndrome gripal, evento adverso grave ou óbito pós-vacina. · Síndromes febris: dengue, chikungunya, zika, malária, leptospirose, hantavirose, febre tifoide, febre maculosa/riquetisioses, febre do Nilo ocidental, febre hemorrágica emergente e reemergente (febre purpúrica brasileira, arenavírus, lassa, ebola, marburg). · Terrorismo: antraz pneumônico, botulismo, tularemia, violência doméstica e sexual, tentativa de suicídio. · Bichos loucos: doença de Creutzfeldt-Jacob (vaca louca), peçonhentos (escorpião, cobra, aranha, abelha, lagarta), raiva/acidente com animal, peste, toxoplasmose congênita e gestante. · Endêmicas: Esquistossomose, Neoplasias, Doença de Chagas aguda e crônica, Eventos de risco à saúde pública, Malformação congênita, Infantil e materno (óbito), Calazar, Acidente de trabalho. · Exógenas: agrotóxicos, metais pesados, gases tóxicos. · SI…: sífilis, SIDA/HIV, sinistra cólera, síndrome do corrimento masculino, síndrome neurológica pós-febre. · Hanseníase. ♥ Notificação imediata: · Internacionais (VIPS). · CPF: cólera, peste, febre amarela. · Vacinas: exceções são TB e hepatites virais. · Síndromes febris: exceções são casos de arboviroses e malária na região amazônica. · Terrorismo: exceção é a violência doméstica. · Mata “todos”: raiva, acidente com animal. · Acidentes: de trabalho e animais peçonhentos. · Doença de Chagas aguda. · Eventos de risco à saúde pública. PREVENÇÃO DE DOENÇAS ♥ Níveis de prevenção: · Primária: · Proteção específica: vacinação, EPI, preservativo, ácido fólico, capacete… · Promoção da saúde: saneamento básico, lazer, atividade física… · Secundária: · Detecção e tratamento precoce: rastreio e diagnóstico precoce. · Prevenção de danos: evitar complicações. · Terciária: tratar a complicação (reabilitação). · Quaternária. · Quinquenária: evitar esgotamento profissional. Declaração de Óbito CONCEITOS GERAIS ♥ Declaração de óbito: · Formulário oficial no Brasil em que se atesta a morte. · 3 vias: · Branca: SIM. · Amarela: família. · Rosa: prontuário. ♥ Certidão de óbito: · Documento jurídico emitido pelo cartório de registro civil após o registro do óbito. QUANDO PREENCHER? ♥ Deve emitir: · TODOS os óbitos (natural ou violento). · Óbito fetal: · Gestação com duração ≥ 20 semanas OU feto com peso ≥ 500g OU estatura ≥ 25cm. ♥ NÃO deve emitir: · Peças anatômicas amputadas. · Óbito fetal: · Gestação com duraçãoem gota, com diminuição nas frequências 3, 4 e 6 KHz). ♥ Não tem tratamento. LER/DORT ♥ Causa: superutilização de estruturas com pouco tempo de recuperação. ♥ Profissões: digitador, atleta de alto rendimento, tenista, instrumentista, levantamento de peso. ♥ Movimentos repetidos, monótonos, ritmo, pressão por produção. ♥ Exemplos: · Síndrome do impacto. · Epicondilites. · Síndrome do túnel do carpo (teste de Tinel e Phalen). · Tendinite de De Quervain (teste de Filkelstein). ♥ Agravantes: vibração e frio. SÍNDROME DE BURNOUT ♥ Causa: trabalhos estressantes, sob pressão, com o público. ♥ QC: exaustão emocional + diminuição da realização pessoal + despersonalização. ♥ Agravante: doença psiquiátrica prévia. ♥ Tratamento: psicoterapia +/- medicamentos. INTOXICAÇÃO POR BENZENO (BENZENISMO) ♥ Causa: petróleo e seus derivados. ♥ Profissões: frentista, refinaria de petróleo. ♥ Quadro clínico: aplasia de medula, plaquetopenia, astenia, mialgia, sonolência… INTOXICAÇÃO POR CHUMBO (SATURNISMO OU PLUMBISMO) ♥ Causa: tintas, pilhas, baterias, indústria bélica. ♥ Quadro clínico: dor abdominal, gota, hipertensão, linha de Burton, anemia. INTOXICAÇÃO POR MERCÚRIO (HIDRARGIRISMO) ♥ Causa: termômetros, lâmpadas, garimpo. ♥ Quadro clínico: rim (sd. nefrótica) + cabeça (irritabilidade e tremores. Intoxicações exógenas INTOXICAÇÕES EXÓGENAS ♥ Medidas gerais: · Suporte clínico: ABC (via aérea, ventilação e circulação). · Descontaminação: · Intoxicação oral: avaliar lavagem gástrica, uso de carvão ativado. · Intoxicação cutânea: lavar o local, remover roupas. · Antídoto: se houver. INTOXICAÇÃO POR PARACETAMOL ♥ Dose máxima: 4g/dia. Dose tóxica: > 12g/dia. ♥ Quadro clínico: · 24h: sintomas inespecíficos (fadiga, náuseas, vômitos). · 24-48h: hepatotoxicidade, insuficiência hepática, insuficiência renal (NTA), risco de óbito. · 1-2 semanas: recuperação. ♥ Conduta: · Cuidado com hipoglicemia e coagulopatia. · Avaliar transplante hepático. · Carvão ativado: nas primeiras 4h. · Antídoto: N-acetilcisteína. · Preferencialmente nas primeiras 8h. · Mecanismo: ↑ síntese de glutationa. INTOXICAÇÃO POR DIGITÁLICOS ♥ Mecanismo de ação: inibição da Na/K ATPase = aumenta Na e diminui K = aumenta Ca = aumenta força. ♥ Quadro clínico: · Sintomas inespecíficos (náuseas, vômitos, dor abdominal). · Alteração visual: cromatopsia/xantopsia (visão amarelada das coisas). ♥ Exames: · HIPERcalemia. · ECG: extrassístoles ventriculares (achado + comum e + precoce), TV bidirecional (quase patognomônico), taquicardia atrito com BAV (quase patognomônico). ♥ Conduta: · Manejo da hipercalemia. · Manejo de arritmias (ex: fenitoína). · Carvão ativado: nas primeiras 1-2h. · Antídoto: anticorpos Fab antidigoxina. · Se arritmia grave ou hipercalemia. SÍNDROME COLINÉRGICA ♥ Sistema nervoso somático: · Responsável pelas funções motoras voluntárias. · ACh atua em receptores nicotínicos. ♥ Sistema nervoso autônomo: · Responsável pelas funções neurovegetativas. · Simpático: catecolaminas. · Parassimpático: ACh atua em receptores muscarínicos. ♥ Quadro clínico: · Efeito muscarínico (órgãos): miose, broncoconstrição, incontinência urinária, bradicardia, salivação. · Efeito nicotínico (JNM): miofasciculações. ♥ Agentes causadores (anticolinesterásicos): · Organofosforados: pesticidas, gás Sarin. · Inibição irreversível da acetilcolinesterase. · Carbamatos: pesticidas, chumbinho, neostigmina, rivastigmina. · Inibição reversível da acetilcolinesterase. ♥ Conduta: · Antídoto muscarínico: atropina. · Antídoto nicotínico: pralidoxima. INTOXICAÇÃO POR OPIOIDES ♥ Quadro clínico: · Depressão respiratória (bradicinesia) + miose. · Outros: náuseas, vômitos, prurido. ♥ Conduta: · Cuidado com via aérea. · Antídoto: naloxona. Acidentes por animais peçonhentos ACIDENTES OFÍDICOS ♥ Caudas: · Lisa: jararaca. · Chocalho: cascavel. · Escamas: surucucu. ♥ Quadro clínico: · Ação proteolítica: · Jararaca: acidente botrópico. · + comum no Brasil. · Dor, edema, eritema, bolhas, equimoses, oligúria, hemoptise, gengivorragia. · Surucucu: acidente laquético. · Áreas de floresta. · Ação parassimpático. · Ação neurotóxica: · Cascavel: acidente crotálico. · Fácies miastênica, rabdomiólise. · Coral: acidente elapídico. · Sempre grave. ♥ Classificação da gravidade: · BOTRÓPICO: · Leve: quadro local discreto = 2-4 amp. · Moderado: quadro local evidente = 4-8 amp. · Grave: quadro local intenso + hipotensão = 12 amp. · LAQUÉTICO: · Moderado: quadro local + sem clinica vagal = 10 amp. · Grave: local intenso + clínica vagal = 20 amp. · CROTÁLICO: · Leve: neuroparalisia discreta + sem mialgia = 5 amp. · Moderado: neuroparalisia + mialgia discreta = 10 amp. · Grave: neuroparalisia evidente + mialgia intensa = 20 amp. · ELAPÍDICO: · Grave em todos os casos = 10 amp. ♥ Conduta: · Lavar com água morna e sabão. · Profilaxia antitetânica. · Analgesia. · Notificação compulsória. · Soroterapia EV. ACIDENTES POR ARANHAS ♥ Aranha armadeira (Phoneutria): · QC: dor local intensa e precoce +/- manifestações sistêmicas. · TTO: analgesia + soro EV (se manifestações sistêmicas). ♥ Aranha viúva-negra (Latrodectus): · QC: contraturas e flexões musculares. · TTO: relaxantes (diazepam, gluconato de cálcio) +/- soro IM. ♥ Aranha marrom (Loxosceles): · QC: não é imediato. Placa marmórea (eritema, isquemia, área violácea). · Forma cutâneo-visceral: hemólise + IRA + CIVD. · TTO: soro EV +/- CE (exceto se lesão atípica). ACIDENTES COM ESCORPIÕES ♥ Escorpião amarelo (Tityus serrulatus): · QC local: dor precoce e intensa (principal sintoma). · QC sistêmico: hipotensão, sialorreia, RNC. · TTO: · Leve: manifestações locais. · Analgesia. · Moderado: manifestações locais + quadro sistêmico discreto. · Analgesia + 2-3 amp. · Grave: quadro sistêmico grave. · Analgesia + 4-6 amp. Covid-19 COMPLICAÇÕES ♥ SRAG. ♥ Tromboembólicas. ♥ Inflamatórias: · Síndrome inflamatória multissistêmica da pediatria (SIM-P ou MIS-C). · Febre, sintomas GI, rash, cefaleia, confusão, conjuntivite, edema de mãos e pés, linfadenopatia. · Critérios diagnósticos: · Clínica multissistêmica: hipotensão, rash, coagulopatia. · Sem possibilidade de outro diagnóstico. · Contato com vírus (evidência). · Marcadores de inflamação (PCR, VHS, pró-calcitonina). · > 3 dias de febre. · Ocorre em 24h assintomático. ♥ Se quadro leve: até 7-10 dias dos sintomas (5º dia se teste negativo). ♥ Se quadro grave: até 20 dias dos sintomas. PREVENÇÃO FARMACOLÓGICA ♥ Cilgavimabe/Tixagevimabe: · Profilaxia pré-exposição com anticorpos monoclonais. · Para quem: · Contraindicação a vacina. · Comprometimento imunológico moderado a grave com chance de resposta vacinal insatisfatória. · NÃO substitui vacina. VACINAS ♥ mRNA viral: · Pfizer: · Maiores de 6 meses. ♥ Vetores virais (não replicantes): · AstraZeneca e Janssen. · Maiores de 18 anos (exceto gestantes e puérperas). · Relatos de eventos trombóticos. ♥ Vírus inativado: · Coronavac: · Maiores de 3 anos. Ética Médica PRINCÍPIOS DA BIOÉTICA ♥ Beneficência:fazer o bem. ♥ Não maleficência: não fazer o mal (prevenção quaternária). Nacional Estadual Municipal image3.png image4.png image5.png image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png image11.png image12.png image1.png image2.png