Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

SUS
Estefany Ludmila
FORMAÇÃO DO SUS
♥ Linha do tempo:
	Problemas
	Soluções
	Significado
	Acesso restrito
	Universalidade
	Acesso a todos cidadãos
	Foco na cura
	Integralidade
	Prevenção, cura e reabilitação
	Sem prioridade de atendimento
	Equidade
	Tratamento desigual
	Pouco resolutiva
	Resolubilidade
	Resolutivo
	Sem organização
	Regionalização e hierarquização
	Organizar o atendimento
	Governo federal mandava
	Descentralização
	Municipalização
	Medicina ditatorial
	Participação social
	Usuário participa
	
	Complementaridade do privado
	Contratar privado
PRINCÍPIOS DO SUS
♥ Éticos/Doutrinários:
· Universalidade.
· Integralidade.
· Equidade.
♥ Organizacionais/Operativos:
· Resolubilidade.
· Regionalização (decreto 7.508/2011) e hierarquização.
· Região de Saúde: espaço geográfico / agrupamento de municípios. 
· COAP.
· Pode ser com estados diferentes.
· Atenção primária, urgência e emergências, ambulatório especializado e hospitalar, CAPS, vigilância em saúde.
· RENASES/RENAME:
· Atualizados de 2/2 anos.
· RENAME: usuário do SUS, prescrição no SUS e dispensação no SUS.
· Porta de entrada:
· Atenção primária.
· Urgência e emergências
· CAPS.
· Especiais de acesso aberto. 
· Descentralização.
· Cabe a direção Definir
Coordenar
Executar
· Participação social (Lei 8.142/1990).
· 50% usuários.
· 25% profissionais de saúde.
· 12,5% prestadores de serviço.
· 12,5% representantes do governo.
· Conselhos: fiscalizam e formulam políticas de saúde e gastos. É permanente e deliberativo. Reunião mensal.
· Conferências: conferem a situação da saúde. É consultivo. 4/4 anos.
· Complementaridade do privado.
· Atua de forma livre e complementar.
· Preferências: entidades filantrópicas sem fins lucrativos.
PRINCÍPIOS DA ATENÇÃO BÁSICA (ATRIBUTOS)
♥ Essenciais (Princípios principais):
· Primeiro contato:
· Porta de entrada (acessibilidade).
· Longitudinalidade:
· Acompanhamento/vínculo.
· Integralidade:
· Integral, completo, todos os problemas.
· Coordenação do cuidado:
· Atenção primária é o “maestro” do cuidado.
♥ Derivados:
· Enfoque familiar.
· Enfoque comunitário.
· Competência cultural.
ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA
♥ Características:
· Equipe multiprofissional.
· Médico, enfermeiro, téc enfermagem, ACS.
· Outros: dentista, téc saúde bucal, ACE.
· Gerente de AB: NÃO pertence a nenhuma equipe, apenas organiza.
· Equipe de AB (eAB): médico, enfermeiro, téc enfermagem.
· Equipe de AP (eAP): médico, enfermeiro.
· Territorialização.
· Adscrição de clientela:
· 2.000-3.500 pessoas / 750 por ACS.
· Alta complexidade e baixa densidade.
· Muito conhecimento e pouco equipamento.
· Horário de atendimento: 40h.
MÉTODO CLÍNICO CENTRADO NA PESSOA
♥ Explorando a doença e a experiência da pessoa com a doença:
· Sentimentos;
· Ideias;
· Função;
· Expectativa.
♥ Entendendo a pessoa como um todo:
· Aspectos de vida além da queixa.
♥ Elaborando um plano comum de manejo terapêutico:
· Decisão compartilhada.
♥ Fortalecendo a relação médico-pessoa.
INSTRUMENTOS E FERRAMENTAS
♥ No prontuário:
· Registro clínico orientado por problema (método SOAP).
♥ Na família:
· Genograma:
· Representação gráfica das interrelações familiares.
· No mínimo 3 gerações.
· Inserir idade, nome, ocupação, morbidade...
· Ecomapa:
· Representação gráfica das relações entre a família com o meio (vizinhos, amigos, igreja...).
HUMANIZASUS
♥ Princípios e diretrizes:
· Transversalidade:
· Acolhimento;
· Clínica ampliada e compartilhada.
· Indissociabilidade entre atenção e gestão:
· Gestão participativa e cogestão;
· Ambiência.
· Corresponsabilidade e autonomia dos sujeitos e coletivos:
· Valorização do trabalhador e dos usuários.
♥ Dispositivos:
· Acolhimento.
· Clínica ampliada:
· Discussão coletiva na busca do cuidado;
· Casos complexos.
· Projeto Terapêutico Singular:
· Diagnóstico amplo;
· Definir metas;
· Dividir responsabilidades;
· Reavaliar.
· Apoio matricial:
· Suporte técnico-pedagógico.
· Exemplo: NASF-AB.
FINANCIAMENTO DA AP
♥ Previne Brasil:
· Capitação ponderada:
· Usuários cadastrados.
· Pagamento por desempenho:
· Indicadores de Saúde.
· Incentivo para ações estratégicas:
· Programas do governo.
· Incentivo por critério populacional:
· Verba per capita.
Saúde coletiva
CONCEITOS INICIAIS
♥ Coeficiente (avalia risco):
· Numerador tem grandeza diferente do denominador.
· Exemplo: 
♥ Índice (avalia proporção):
· Numerador tem a mesma grandeza do denominador.
· Exemplo: 
COEFICIENTES
♥ Coeficiente de morbidade: risco de uma pessoa adoecer.
♥ Coeficiente de mortalidade: risco de uma pessoa morrer.
♥ Coeficiente de letalidade: risco de um doente morrer.
COEFICIENTES DE MORBIDADE
♥ Incidência:
· Total de casos novos de uma doença.
· Risco de uma pessoa adoecer na população.
· Incidência: .
· É melhor para doenças de CURTA duração.
· O que aumenta?
· Rastreamento.
· Novo agente infeccioso.
· O que diminui?
· Menos diagnósticos.
· Vacinação.
· Uso de EPI.
♥ Prevalência:
· Total de casos de uma doença (casos novos + antigos).
· Risco de uma pessoa ser doente na população.
· Prevalência: .
· É melhor para doenças de LONGA duração.
· O que aumenta?
· Imigração de doentes.
· Doença mais longa.
· Mais diagnósticos.
· O que diminui?
· Emigração de doentes.
· Doença mais curta.
· Menos diagnósticos.
COEFICIENTES DE MORTALIDADE
♥ Coeficiente de mortalidade:
· Risco de uma pessoa morrer na população.
· Coeficiente: .
· É ruim para comparação, porém se for usado deve ser feito a padronização por idade.
♥ Coeficiente de mortalidade específica por causa:
· Risco de uma pessoa morrer por uma causa na população.
· Coeficiente: .
♥ Coeficiente de mortalidade infantil:
· Risco de uma criança morrer antes de completar 1 ano de idade.
· Coeficiente: .
· Nomenclaturas:
	Período
	Nome
	0-7 dias
	Neonatal precoce
	7-28 dias
	Neonatal tardio
	28-365 dias
	Pós-neonatal
	22 semanas – 7 dias
	Perinatal*
(dividir pelo total de nascimentos)
· Observação 1: óbitos fetais não entram no cálculo.
· Observação 2: coeficiente de mortalidade na infância = nº de óbitos ≤ 5 anos.
♥ Coeficiente de mortalidade materna:
· Risco de uma mulher morrer durante a gravidez, parto ou em até 42 dias pós-parto.
· Coeficiente: .
· Óbito materno tardio: óbito de uma mulher entre 42 e 365 dias pós-parto.
· Causas obstétricas:
· Diretas:
· A gravidez foi a causa.
· Causas hipertensivas, hemorrágicas, infecciosas.
· São evitáveis – países subdesenvolvidos.
· Indiretas:
· A gravidez foi o agravante.
· Cardiopatias, HAS pré-existente, COVID.
· São inevitáveis – países desenvolvidos.
COEFICIENTE DE LETALIDADE
♥ Coeficiente de letalidade:
· Risco de um doente morrer pela doença.
· Coeficiente: .
· A principal informação que a letalidade traz é a gravidade da doença.
TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA
♥ Pirâmide etária: estreitamento da base e alargamento do ápice.
♥ Principais causas:
· Diminuição da taxa de fecundidade.
· Diminuição da mortalidade geral.
♥ Consequências:
· Aumento da esperança de vida ao nascer.
· Aumento do índice de envelhecimento.
· Aumento da razão de dependência.
♥ Causas de morte no Brasil:
1. Doenças do aparelho circulatório
2. Neoplasias
3. Doença do aparelho respiratório
4. Causas externas.
♥ Acúmulo epidemiológico (tripla carga de doenças):
· DIP e carenciais + causas externas + DCNT.
♥ DALY (anos de vida perdidos ajustados por incapacidade):
· Mortalidade + morbidade.
· Para o cálculo, precisa conhecer a expectativa de vida.
ÍNDICES
♥ Mortalidade infantil: .
♥ Índice de Swaroop-Uemura (ISU): 
· Proporção de óbitos em indivíduos com 50 anos ou mais dentre o total de óbitos.
· Fórmula.
· QUANTO MAIOR, MELHOR!
· Níveis:
· 1º nível: ≥ 75% (países desenvolvidos).
· 2º nível: 50-74%.
· 3º nível: 25-49%.
· 4º nível:♥ SIM (Sistema de Informação sobre Mortalidade):
· Alimentada pela Declaração de Óbito.
· Sistema mais antigo do Brasil.
♥ SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação):
· Alimentada pela Ficha de Notificação.
 ♥ SIH/SUS (Sistema de Informações Hospitalares do SUS):
· Alimentada pela AIH.
Estudos Epidemiológicos
CLASSIFICAÇÃO
♥ Investigados:
· Individuado: analisa cada indivíduo da população.
· Agregado: analisa toda população de uma vez.
♥ Investigadores:
· Observacional: observação das variáveis existentes.
· Intervenção: observação de variáveis introduzidas deliberadamente.
♥ Tempo:
· Transversal (foto): não existe acompanhamento. Risco e desfecho mostrados no mesmo momento.
· Longitudinal (filme): existe acompanhamento. Risco e desfecho mostrados em momentos diferentes.
	Agregado
	Observação
	Transversal
	Ecológico
	
	
	Longitudinal
	Série temporal
	
	Intervenção
	Longitudinal
	Ensaio comunitário
	Individuado
	Observação
	Transversal
	Inquérito/Transversal
	
	
	Longitudinal
	Coorte
Caso controle
	
	Intervenção
	Longitudinal
	Ensaio clínico
ESTUDO ECOLÓGICO
♥ Aborda uma área geográfica.
♥ Usa dados secundários (ex: DATASUS).
♥ Vantagens: fácil, barato, gera hipóteses.
♥ Desvantagens: não confirma hipóteses, sujeito a falácia ecológica (individualiza um achado coletivo).
SÉRIE TEMPORAL
♥ É um tipo de estudo ecológico.
♥ Analisa dados ao longo do tempo.
ESTUDO TRANSVERSAL
♥ Vantagens: fácil, barato, gera hipóteses.
♥ Desvantagens: não confirma hipóteses, causalidade reversa.
ESTUDO DE COORTE
♥ Parte do fator de risco para o desfecho (prospectivo).
♥ Desenho:
Fator de risco 		Doente
			Não doente
Sem o fator de risco	Doente
			Não doente
♥ Vantagens: define risco, determina a incidência, analisa vários desfechos (doenças).
♥ Desvantagens: caros, longos, perdas de seguimento, é ruim para doenças raras, viés de seleção, viés de confusão.
♥ Coorte histórica: seleção dos grupos e resultados aconteceram no passado.
ESTUDO CASO-CONTROLE
♥ Parte do desfecho para o fator de risco (retrospectivo).
♥ Desenho:
Casos (doentes) 		Risco
			Sem risco
Controles (não doentes)		Risco
				Sem risco
♥ Vantagens: barato, rápido, bom para doenças raras, analisa vários riscos.
♥ Desvantagens: difícil formar grupo-controle, não define risco (só estima = CHANCE), ruim para fator de risco raro, viés de memória.
ENSAIO CLÍNICO
♥ Parte do fator de risco para o desfecho (prospectivo).
♥ Desenho:
Substância 		Efeito presente
			Efeito ausente
Placebo ou padrão	Efeito presente
			Efeito ausente
♥ Vantagens: consegue controlar os fatores, melhor para testar medicamentos.
♥ Desvantagens: caros, ética, complexos, longos, efeito Hawthorne (mudança que uma pessoa faz quando está sendo observada), viés de seleção, viés de confusão.
♥ Características:
· Controlado: 2 grupos (experimento x placebo – diminui viés de intervenção).
· Randomização: grupos formados de forma aleatória (diminui viés de seleção e de confusão).
· Mascaramento: aberto, simples-cego, duplo-cego, triplo-cego (diminui viés de aferição).
♥ Fases:
· Pré-clínica: testada em animais.
· Fase I: sadios, segurança, farmacocinética.
· Fase II: população alvo, avaliar eficácia, dose.
· Fase III: ensaios multicêntricos.
· Fase IV: vigilância pós comercialização.
REVISÃO SISTEMÁTICA
♥ Revisão de diversos estudos com o mesmo desenho e sobre o mesmo tema.
♥ Tipos:
· Qualitativa: não permite análise estatística dos estudos.
· Quantitativa ou metanálise: permite análise estatística dos estudos.
♥ Vantagens: síntese de informação, barato, rápido.
♥ Desvantagens: viés de publicação, divergência entre os estudos.
NÍVEL DE EVIDÊNCIA - OXFORD
♥ Nível I: 
· IA: RS de ensaio clínico.
· IB: ensaio clínico.
♥ Nível II: 
· IIA: RS de coorte.
· IIB: coorte.
· IIC: ecológico.
♥ Nível III: 
· IIIA: RS de caso-controle.
· IIIB: caso-controle.
♥ Nível IV: série de casos (descritivo, sem controle, doenças raras…).
♥ Nível V: opinião de especialista.
ANÁLISE DOS ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS
♥ Frequência (quantidade de doença):
· Incidência: coorte/ensaio.
· Prevalência: transversal.
♥ Associação (fator x doença):
· Razão de prevalência (RP): transversal.
· Odds Ratio (OR): caso-controle.
· Risco relativo (RR): coorte/ensaio.
· Redução do risco relativo (RRR): ensaio.
· Número necessário ao tratamento (NNT): ensaio.
♥ Estatística (confiável):
· Erro sistemático.
· Erro aleatório.
ASSOCIAÇÃO
♥ Transversal:
	Tabagismo
	Ca de esôfago
	Total
	
	Sim
	Não
	
	Sim
	200
	100
	300
	Não
	100
	100
	200
	Total
	300
	200
	500
· Qual é a relação entre as prevalências de Ca de esôfago entre fumantes e não fumantes?
· 
· 
♥ Caso-controle:
	Jateamento
	Pneumoconiose
	Total
	
	Sim
	Não
	
	Sim
	100 (a)
	300 (b)
	400
	Não
	20 (c)
	480 (d)
	500
	Total
	120
	780
	900
· Qual é a chance de pneumoconiose em quem foi exposto ao jateamento?
· 
· 
♥ Coorte:
	Fumante
	Ca de pulmão
	Total
	
	Sim
	Não
	
	Sim
	90
	10
	100
	Não
	5
	95
	100
	Total
	95
	105
	200
· Qual é o risco de câncer de pulmão em quem fuma?
· 
· 
♥ Ensaio clínico:
	Grupo
	Efeito
	Total
	
	Morte
	Sobrevivência
	
	Nova droga
	15
	85
	100
	Controle
	20
	80
	100
	Total
	35
	165
	200
· Qual foi o risco de morte em quem foi exposto à nova droga?
· 
· 
· Qual foi a redução do risco de morte em quem foi exposto à nova droga?
· 
· 1 – 0,75 = 25%.
· Qual foi a redução absoluta do risco de morte em quem foi exposto à nova droga?
· 
· 20% - 15% = 5%.
· Quantos pacientes são necessários tratar com a nova droga para evitar uma morte?
· 
· 
INTERPRETAÇÃO
♥ = 1: sem associação.
♥ > 1: fator de risco.
♥e menor VPN.
· Quanto menor a prevalência, menor VPP e maior VPN.
· Quanto maior a sensibilidade, maior VPN.
· Quanto maior a especificidade, maior VPP.
CURVA ROC
♥ O melhor ponto na curva ROC é o ponto mais à esquerda e mais superior.
♥ Funções: escolher o melhor ponto de corte e comparar exames.
♥ Qual é o exame com maior acurácia? 1.
♥ Qual é o ponto mais específico do exame 1? A.
♥ Qual é o ponto mais sensível do exame 1? C.
♥ Qual é o ponto do exame 1 com maior taxa de FP? C.
TESTES MÚLTIPLOS
♥ Teste em série: AUMENTAM a especificidade da estratégia.
♥ Teste em paralelo: AUMENTAM a sensibilidade da estratégia.
Vigilância da Saúde
PROCESSO EPIDÊMICO
♥ Conceitos:
· Epidemia: casos novos acima do esperado (algo que vem e vai). 
· Surto epidêmico: epidemia restrita em uma área pequena em que os casos tenham relação entre si.
· Pandemia: epidemia de grandes proporções, atingindo, ao mesmo tempo, vários locais.
· Epidemia explosiva / maciça: epidemia que chega ao pico de incidência máxima rapidamente (fonte comum).
· Epidemia progressiva / propagada: epidemia que demora até chegar ao pico de incidência máxima (pessoa-pessoa).
· Endemia: casos novos dentro do esperado (algo que vem e fica).
♥ O que é o esperado? Incidência (10 anos).
♥ Diagrama de controle:
· Faixa endêmica.
· Limiar superior endêmico ou limiar epidêmico: se ultrapassar = EPIDEMIA.
♥ Curva epidêmica:
· 1ª fase: progressão.
· Última fase: regressão.
NOTIFICAÇÃO DE AGRAVOS E DOENÇAS
♥ Comunicação de uma doença ou agravo à autoridade de Saúde.
· Quem? Qualquer cidadão. O profissional de saúde é COMPULSÓRIA.
· Quando? Na suspeita. Não precisa de confirmação.
· Como? Normal (semanal) ou imediata (em até 24h).
· O quê? Agravos nacionais, internacionais, estaduais, municipais, desconhecidos, surtos.
· Se não tiver? Notificação negativa.
♥ Doenças de notificação compulsória: 
· Internacionais (VIPS): Varíola, Influenza, Polio / Paralisia flácida aguda, SARS (coronavírus).
· Vacinas: tuberculose, hepatites virais, difteria, tétano, coqueluche, hemófilo “invasivo”, rotavírus (diarreia aguda/SHU), doença pneumocócica “invasiva”, doença meningocócica e outras meningites, febre amarela, sarampo, CAXUMBA NÃO, rubéola, varicela (grave ou óbito), síndrome gripal, evento adverso grave ou óbito pós-vacina.
· Síndromes febris: dengue, chikungunya, zika, malária, leptospirose, hantavirose, febre tifoide, febre maculosa/riquetisioses, febre do Nilo ocidental, febre hemorrágica emergente e reemergente (febre purpúrica brasileira, arenavírus, lassa, ebola, marburg).
· Terrorismo: antraz pneumônico, botulismo, tularemia, violência doméstica e sexual, tentativa de suicídio.
· Bichos loucos: doença de Creutzfeldt-Jacob (vaca louca), peçonhentos (escorpião, cobra, aranha, abelha, lagarta), raiva/acidente com animal, peste, toxoplasmose congênita e gestante.
· Endêmicas: Esquistossomose, Neoplasias, Doença de Chagas aguda e crônica, Eventos de risco à saúde pública, Malformação congênita, Infantil e materno (óbito), Calazar, Acidente de trabalho.
· Exógenas: agrotóxicos, metais pesados, gases tóxicos.
· SI…: sífilis, SIDA/HIV, sinistra cólera, síndrome do corrimento masculino, síndrome neurológica pós-febre.
· Hanseníase.
 ♥ Notificação imediata:
· Internacionais (VIPS).
· CPF: cólera, peste, febre amarela.
· Vacinas: exceções são TB e hepatites virais.
· Síndromes febris: exceções são casos de arboviroses e malária na região amazônica.
· Terrorismo: exceção é a violência doméstica.
· Mata “todos”: raiva, acidente com animal.
· Acidentes: de trabalho e animais peçonhentos.
· Doença de Chagas aguda.
· Eventos de risco à saúde pública.
PREVENÇÃO DE DOENÇAS
♥ Níveis de prevenção:
· Primária:
· Proteção específica: vacinação, EPI, preservativo, ácido fólico, capacete…
· Promoção da saúde: saneamento básico, lazer, atividade física…
· Secundária:
· Detecção e tratamento precoce: rastreio e diagnóstico precoce.
· Prevenção de danos: evitar complicações.
· Terciária: tratar a complicação (reabilitação).
· Quaternária.
· Quinquenária: evitar esgotamento profissional.
Declaração de Óbito
CONCEITOS GERAIS
♥ Declaração de óbito:
· Formulário oficial no Brasil em que se atesta a morte.
· 3 vias: 
· Branca: SIM.
· Amarela: família.
· Rosa: prontuário.
♥ Certidão de óbito: 
· Documento jurídico emitido pelo cartório de registro civil após o registro do óbito.
QUANDO PREENCHER?
♥ Deve emitir:
· TODOS os óbitos (natural ou violento).
· Óbito fetal: 
· Gestação com duração ≥ 20 semanas OU feto com peso ≥ 500g OU estatura ≥ 25cm.
♥ NÃO deve emitir:
· Peças anatômicas amputadas.
· Óbito fetal:
· Gestação com duraçãoem gota, com diminuição nas frequências 3, 4 e 6 KHz).
♥ Não tem tratamento.
LER/DORT
♥ Causa: superutilização de estruturas com pouco tempo de recuperação.
♥ Profissões: digitador, atleta de alto rendimento, tenista, instrumentista, levantamento de peso.
♥ Movimentos repetidos, monótonos, ritmo, pressão por produção.
♥ Exemplos:
· Síndrome do impacto.
· Epicondilites.
· Síndrome do túnel do carpo (teste de Tinel e Phalen).
· Tendinite de De Quervain (teste de Filkelstein).
♥ Agravantes: vibração e frio.
SÍNDROME DE BURNOUT
♥ Causa: trabalhos estressantes, sob pressão, com o público.
♥ QC: exaustão emocional + diminuição da realização pessoal + despersonalização.
♥ Agravante: doença psiquiátrica prévia.
♥ Tratamento: psicoterapia +/- medicamentos.
INTOXICAÇÃO POR BENZENO
(BENZENISMO)
♥ Causa: petróleo e seus derivados.
♥ Profissões: frentista, refinaria de petróleo.
♥ Quadro clínico: aplasia de medula, plaquetopenia, astenia, mialgia, sonolência…
INTOXICAÇÃO POR CHUMBO
(SATURNISMO OU PLUMBISMO)
♥ Causa: tintas, pilhas, baterias, indústria bélica.
♥ Quadro clínico: dor abdominal, gota, hipertensão, linha de Burton, anemia.
INTOXICAÇÃO POR MERCÚRIO
(HIDRARGIRISMO)
♥ Causa: termômetros, lâmpadas, garimpo.
♥ Quadro clínico: rim (sd. nefrótica) + cabeça (irritabilidade e tremores.
Intoxicações exógenas
INTOXICAÇÕES EXÓGENAS
♥ Medidas gerais:
· Suporte clínico: ABC (via aérea, ventilação e circulação).
· Descontaminação:
· Intoxicação oral: avaliar lavagem gástrica, uso de carvão ativado.
· Intoxicação cutânea: lavar o local, remover roupas.
· Antídoto: se houver.
INTOXICAÇÃO POR PARACETAMOL
♥ Dose máxima: 4g/dia. Dose tóxica: > 12g/dia.
♥ Quadro clínico:
· 24h: sintomas inespecíficos (fadiga, náuseas, vômitos).
· 24-48h: hepatotoxicidade, insuficiência hepática, insuficiência renal (NTA), risco de óbito.
· 1-2 semanas: recuperação.
♥ Conduta:
· Cuidado com hipoglicemia e coagulopatia.
· Avaliar transplante hepático.
· Carvão ativado: nas primeiras 4h.
· Antídoto: N-acetilcisteína.
· Preferencialmente nas primeiras 8h.
· Mecanismo: ↑ síntese de glutationa.
INTOXICAÇÃO POR DIGITÁLICOS
♥ Mecanismo de ação: inibição da Na/K ATPase = aumenta Na e diminui K = aumenta Ca = aumenta força.
♥ Quadro clínico:
· Sintomas inespecíficos (náuseas, vômitos, dor abdominal).
· Alteração visual: cromatopsia/xantopsia (visão amarelada das coisas).
♥ Exames:
· HIPERcalemia.
· ECG: extrassístoles ventriculares (achado + comum e + precoce), TV bidirecional (quase patognomônico), taquicardia atrito com BAV (quase patognomônico).
♥ Conduta:
· Manejo da hipercalemia.
· Manejo de arritmias (ex: fenitoína).
· Carvão ativado: nas primeiras 1-2h.
· Antídoto: anticorpos Fab antidigoxina.
· Se arritmia grave ou hipercalemia.
SÍNDROME COLINÉRGICA
♥ Sistema nervoso somático:
· Responsável pelas funções motoras voluntárias.
· ACh atua em receptores nicotínicos.
♥ Sistema nervoso autônomo:
· Responsável pelas funções neurovegetativas.
· Simpático: catecolaminas.
· Parassimpático: ACh atua em receptores muscarínicos.
♥ Quadro clínico:
· Efeito muscarínico (órgãos): miose, broncoconstrição, incontinência urinária, bradicardia, salivação.
· Efeito nicotínico (JNM): miofasciculações.
♥ Agentes causadores (anticolinesterásicos):
· Organofosforados: pesticidas, gás Sarin.
· Inibição irreversível da acetilcolinesterase.
· Carbamatos: pesticidas, chumbinho, neostigmina, rivastigmina.
· Inibição reversível da acetilcolinesterase.
♥ Conduta:
· Antídoto muscarínico: atropina.
· Antídoto nicotínico: pralidoxima.
INTOXICAÇÃO POR OPIOIDES
♥ Quadro clínico:
· Depressão respiratória (bradicinesia) + miose.
· Outros: náuseas, vômitos, prurido.
♥ Conduta:
· Cuidado com via aérea.
· Antídoto: naloxona.
Acidentes por animais peçonhentos
ACIDENTES OFÍDICOS
♥ Caudas:
· Lisa: jararaca.
· Chocalho: cascavel.
· Escamas: surucucu.
♥ Quadro clínico:
· Ação proteolítica:
· Jararaca: acidente botrópico.
· + comum no Brasil.
· Dor, edema, eritema, bolhas, equimoses, oligúria, hemoptise, gengivorragia. 
· Surucucu: acidente laquético.
· Áreas de floresta.
· Ação parassimpático.
· Ação neurotóxica:
· Cascavel: acidente crotálico.
· Fácies miastênica, rabdomiólise.
· Coral: acidente elapídico.
· Sempre grave.
♥ Classificação da gravidade:
· BOTRÓPICO:
· Leve: quadro local discreto = 2-4 amp.
· Moderado: quadro local evidente = 4-8 amp.
· Grave: quadro local intenso + hipotensão = 12 amp.
· LAQUÉTICO:
· Moderado: quadro local + sem clinica vagal = 10 amp.
· Grave: local intenso + clínica vagal = 20 amp.
· CROTÁLICO:
· Leve: neuroparalisia discreta + sem mialgia = 5 amp.
· Moderado: neuroparalisia + mialgia discreta = 10 amp.
· Grave: neuroparalisia evidente + mialgia intensa = 20 amp.
· ELAPÍDICO:
· Grave em todos os casos = 10 amp.
♥ Conduta:
· Lavar com água morna e sabão.
· Profilaxia antitetânica.
· Analgesia.
· Notificação compulsória.
· Soroterapia EV.
ACIDENTES POR ARANHAS
♥ Aranha armadeira (Phoneutria):
· QC: dor local intensa e precoce +/- manifestações sistêmicas.
· TTO: analgesia + soro EV (se manifestações sistêmicas).
♥ Aranha viúva-negra (Latrodectus):
· QC: contraturas e flexões musculares.
· TTO: relaxantes (diazepam, gluconato de cálcio) +/- soro IM.
♥ Aranha marrom (Loxosceles):
· QC: não é imediato. Placa marmórea (eritema, isquemia, área violácea).
· Forma cutâneo-visceral: hemólise + IRA + CIVD.
· TTO: soro EV +/- CE (exceto se lesão atípica).
ACIDENTES COM ESCORPIÕES
♥ Escorpião amarelo (Tityus serrulatus):
· QC local: dor precoce e intensa (principal sintoma).
· QC sistêmico: hipotensão, sialorreia, RNC.
· TTO:
· Leve: manifestações locais.
· Analgesia.
· Moderado: manifestações locais + quadro sistêmico discreto.
· Analgesia + 2-3 amp.
· Grave: quadro sistêmico grave.
· Analgesia + 4-6 amp.
Covid-19
COMPLICAÇÕES
♥ SRAG.
♥ Tromboembólicas. 
♥ Inflamatórias:
· Síndrome inflamatória multissistêmica da pediatria (SIM-P ou MIS-C).
· Febre, sintomas GI, rash, cefaleia, confusão, conjuntivite, edema de mãos e pés, linfadenopatia.
· Critérios diagnósticos:
· Clínica multissistêmica: hipotensão, rash, coagulopatia.
· Sem possibilidade de outro diagnóstico.
· Contato com vírus (evidência).
· Marcadores de inflamação (PCR, VHS, pró-calcitonina).
· > 3 dias de febre.
· Ocorre em 24h assintomático. 
♥ Se quadro leve: até 7-10 dias dos sintomas (5º dia se teste negativo).
♥ Se quadro grave: até 20 dias dos sintomas.
PREVENÇÃO FARMACOLÓGICA
♥ Cilgavimabe/Tixagevimabe:
· Profilaxia pré-exposição com anticorpos monoclonais.
· Para quem:
· Contraindicação a vacina.
· Comprometimento imunológico moderado a grave com chance de resposta vacinal insatisfatória.
· NÃO substitui vacina.
VACINAS
♥ mRNA viral: 
· Pfizer:
· Maiores de 6 meses.
♥ Vetores virais (não replicantes):
· AstraZeneca e Janssen.
· Maiores de 18 anos (exceto gestantes e puérperas).
· Relatos de eventos trombóticos.
♥ Vírus inativado:
· Coronavac:
· Maiores de 3 anos.
Ética Médica
PRINCÍPIOS DA BIOÉTICA
♥ Beneficência:fazer o bem.
♥ Não maleficência: não fazer o mal (prevenção quaternária).
Nacional
Estadual
Municipal
image3.png
image4.png
image5.png
image6.png
image7.png
image8.png
image9.png
image10.png
image11.png
image12.png
image1.png
image2.png

Mais conteúdos dessa disciplina