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Microbiota associada à cárie dental II Suscetibilidade do hospedeiro → Idade → Higiene oral → Fatores genéticos, etnicidade → Densidade do esmalte → Quantidade de matéria orgânica → Nível socioeconômico → Acesso ao flúor (composição superfície do esmalte) → Função salivar (fluxo e capacidade tampão) Curva de Stephan → Primeira fase: queda rápida de pH • Produção rápida e intensa de ácidos → Segunda fase: permanência abaixo do pH crítico • Seleção dos acidúricos e desmineralização → Na recuperação de pH, ocorre a remineralização. Isso decorre por: • Metabolização dos ácidos pela microbiota da placa; • Neutralização dos ácidos pelo tampão salivar ou Ca/fosfato derivados da superfície dental; • Neutralização dos ácidos pela amônia derivada da hidrólise da ureia e lisina pela microbiota da placa. → A dieta cariogênica com sacarose e amido são os principais carboidratos da dieta moderna. → A sacarose participa na elaboração do PEC e permite maior produção de ácidos por S. mutans e outras bactérias cariogênicas. • Possui metabolismo mais eficiente que outros açúcares livres • Leva a pH mais baixo que glicose ou frutose. → O amido industrializado recebe ação das amilases salivares, gerando os hidrolisados de amido (maltose, maltodextrinas e outros oligossacarídeos). • Serão incorporados durante a síntese de glucanos por GtfB. • GtfB com amilase atua em conjunto, aumentando a síntese de glucanos mais complexos, ramificados e insolúveis. → O S. mutans possui diversos sistemas de transporte envolvidos na aquisição de hidrolisados de amido. → Como a ingestão frequente de sacarose leva ao estabelecimento de uma microbiota disbiótica na placa dental? • Fatores de virulência o Matriz extracelular rica em PEC o Produção de ácidos o Aciduricidade • Aumento da produção de S. mutans. Fatores que determinam a cariogenicidade dos alimentos → Composição do alimento → Tipo de carboidrato (sacarose, glicose, frutose, amido, substitutos de sacarose etc. → Quantidade de carboidrato → Concentração de carboidratos → Viscosidade → Resistência à mastigação → Frequência de ingestão → O uso racional da sacarose deve ser por meio das principais refeições, com grande intervalo de tempo para que ocorra a remineralização. → Com muito consumo de sacarose repetidamente, ocorre a seleção de acidúricos e com isso a placa torna-se cariogênica. → Liberação oral • Remoção de carboidratos da cavidade oral o Executada durante e após a mastigação. o Fluxo salivar + atividade dos músculos mastigatórios, lábios e bochecha. → Aumento do tempo de remoção por: • Fatores retentivos, como cáries, restaurações inadequadas, próteses, apinhamentos • Fatores salivares, como secreção reduzida e alta viscosidade. • Baixa atividade muscular. → Para acelerar a remoção, deve haver a indução de aumento de secreção salivar no final da alimentação, além dos alimentos serem duros e/ou de sabor agradável.