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Podcast 
Disciplina: Competência Tributária 
Título do tema: Competência dos entes políticos e definição de 
tributos 
Autoria: Thuanny Pereira 
Leitura crítica: Elizabeth Martos Somessari 
 
Olá! Curiosidade do tema! Você sabia que a competência tributária se divide em 
subespécies? 
Temos a competência exclusiva, a competência comum, a competência 
extraordinária, a competência especial, a competência residual e a competência 
cumulativa. 
Vamos ao significado de cada uma delas? 
A competência exclusiva é aquela em que a Constituição Federal nomina qual o 
ente federativo que detém competência para instituir o tributo, como é o caso 
dos impostos. 
Também pode ser conhecida como competência privativa, que podemos resumir 
na aptidão exclusiva de criar tributos. 
Ou seja, teremos essa espécie de competência nos casos em que um ente 
federativo deve ser o único com possibilidade de instituir determinado tributo, 
não compartilhando essa aptidão com outros entes. 
A competência comum é aquela na qual Constituição Federal não estabelece 
discriminação entre os entes tributantes, podendo qualquer um deles instituir 
certos tributos no âmbito de suas respectivas atribuições, como é o caso das 
taxas e contribuições de melhoria. 
Ou seja, nessa espécie de competência existe o compartilhamento da aptidão 
de instituir tributos entre dois ou mais entes federativos. 
Como exemplo, se um Município e um Estado instituírem uma mesma taxa, por 
exemplo, deve-se buscar respeitar o vínculo entre o serviço prestado ou a 
atividade exercida por cada ente, dentro de sua esfera de atuação administrativa. 
A competência extraordinária é aquela exclusiva da União, para instituir impostos 
extraordinários no caso de guerra externa ou de sua iminência. 
Nessa hipótese, diante do seu teor extraordinário, a União poderá utilizar dessa 
competência para instituir o IEG por meio de medida provisória, sendo que o 
mesmo é de caráter geral e não restituível. 
A competência especial é aquela que, em regra, é exclusiva da União para a 
instituição de empréstimos compulsórios e contribuições sociais em casos 
especiais, como por exemplo os estados cobrarem contribuições sociais de seus 
servidores. 
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Tratam-se de situações específicas que poderão servir de fato gerador para a 
instituição de tributos, como os casos de calamidade pública, para empréstimos 
compulsórios, por exemplo. 
A competência residual permite à União a instituição de outros impostos, não 
previstos na Constituição, desde que não sejam cumulativos nem tenham base 
de cálculo própria dos impostos já discriminados. 
Diz respeito à possibilidade de a União instituir impostos não previstos na 
Constituição Federal, desde que o faça mediante lei complementar. 
Assim, a competência é denominada como residual nos casos em que são 
criados impostos para situações não previstas no momento da redação da 
Constituição Federal. 
A competência tributária cumulativa se origina do art. 147 da Constituição 
Federal e se refere à aptidão da União, de criar tributos em Territórios Federais, 
e à aptidão do Distrito Federal, de instituir os impostos atribuídos à competência 
dos Estados e Municípios. 
Cabe destacar que, embora o art. 147 induz à ideia de que o Distrito Federal 
somente possa instituir impostos municipais, tal ideia é refutada, uma vez que o 
DF não pode ser subdividido em municípios. 
Assim, esse ente assume uma natureza peculiar, podendo estipular tributos de 
abrangência estadual e municipal, conforme já abordado anteriormente neste 
artigo. 
 
Ufa! Tema cheio de particularidades né?! 
Fechamento: 
Este foi nosso podcast de hoje! Até a próxima!

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