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UniCesumar 
 
 
 
M.A.P.A – MICROBIOLOGIA CLÍNICA 
Nome: Cleiton Rodrigues Damaceno 
R.A: 22129579-5 
Disciplina: Microbiologia Clínica 
 
INSTRUÇÕES PARA REALIZAÇÃO DA ATIVIDADE 
1. Todos os campos acima (cabeçalho) deverão ser devidamente 
preenchidos. 
2. O(A) aluno(a) deverá utilizar este modelo padrão para realizar a atividade. 
3. Esta atividade deverá ser realizada individualmente. Caso identificada cópia 
indevida de colegas, as atividades de ambos serão zeradas. Também serão 
zeradas atividades que contiverem partes de cópias da Internet ou livros 
sem as devidas referências e citações de forma correta. 
4. Para realizar esta atividade, leia atentamente as orientações e atente-se ao 
comando da questão. Procure argumentar de forma clara e objetiva, de 
acordo com o conteúdo da disciplina. Certifique-se que tenha assistido aos 
vídeos de apoio disponíveis na Sala do Café. 
5. Neste arquivo resposta, coloque apenas as respostas identificadas de 
acordo com as questões. 
6. Após terminar o seu arquivo resposta, salve o documento em PDF e o 
nomeie identificando a disciplina correspondente, para evitar que envie o 
MAPA na disciplina errada. Envie o arquivo resposta na página da atividade 
MAPA, na região inferior no espaço destinado ao envio das atividades. 
 
FORMATAÇÃO EXIGIDA 
1. O documento deverá ser salvo no formato PDF (.pdf). 
2. Tamanho da fonte: 12 
3. Cor: Automático/Preto. 
4. Tipo de letra: Arial. 
5. Alinhamento: Justificado. 
6. Espaçamento entre linhas de 1.5. 
7. Arquivo Único. 
 
ATENÇÃO 
VALOR DA ATIVIDADE: 3.5 
Esta atividade deve ser realizada utilizando o formulário abaixo. Apague as 
informações que estão escritas em vermelho, pois são apenas demonstrações e 
instruções para te auxiliar, e, posteriormente, preencha todos os campos com suas 
palavras/imagens. 
 
1) Diante dos dados clínicos e laboratoriais da paciente, RESPONDA: 
a) EXPLIQUE o princípio do teste de Nitrito na tira reativa e o que ele indica. 
R: O teste de nitrito na tira reativa é usado para detectar a presença de 
nitritos na urina. O princípio desse teste baseia-se na capacidade de algumas 
bactérias, especialmente Escherichia coli e outras enterobactérias, de reduzir 
nitratos (presentes na urina) a nitritos. A presença de nitritos na urina é 
indicativa de infecção bacteriana, pois nem todas as bactérias têm a 
capacidade de realizar essa conversão. Quando a tira reativa é imersa na 
urina, se a cor muda para um tom rosa ou vermelho, indica uma alta 
concentração de nitritos, sugerindo uma infecção do trato urinário (ITU) 
causada por bactérias que produzem nitritos. 
b) JUSTIFIQUE a utilização do ágar CLED na semeadura de urina. 
R: A utilização do ágar CLED ajuda na identificação de patógenos urinários, 
fornecendo uma base para distinguir entre bactérias que fermentam lactose e aquelas 
que não fermentam, além de reduzir o impacto dos sais na contagem bacteriana. 
O ágar CLED (Cysteine-Lactose-Electrolyte-Deficient) é um meio de cultura utilizado 
para o isolamento e a contagem de bactérias presentes na urina. Suas principais 
características são: 
• Deficiência em eletrólitos: O ágar CLED possui uma baixa concentração de sais, o 
que ajuda a prevenir o crescimento excessivo de bactérias, favorecendo a contagem 
mais precisa. 
• Indicação de lactose: Ele contém lactose, permitindo a diferenciação entre bactérias 
que fermentam lactose (como E. coli, que produz colônias amarelas) e aquelas que 
não fermentam lactose (como Proteus, que produz colônias não coloridas ou de outra 
cor). 
 
 
c) INTERPRETE os resultados do antibiograma, determinando se o isolado é 
sensível, resistente ou intermediário para cada antimicrobiano testado. 
R: Para interpretar o antibiograma, você precisa comparar os diâmetros dos 
halos de inibição com os valores de referência estabelecidos para determinar 
se o isolado é sensível, resistente ou intermediário a cada antimicrobiano. Vou 
fornecer uma interpretação geral com base nos valores comuns para cada 
antibiótico, embora os valores exatos possam variar um pouco dependendo 
das diretrizes específicas do laboratório ou da região. 
ANTIMICROBIANO DIÂMETRO DO HALO INTERPRETAÇÃO 
Amicacina: 20 mm 
Intermediário ou 
resistente 
Amoxicilina-ácido clavulânico: 52 mm Sensível 
Cefalexina: 18 mm 
Intermediário ou 
resistente 
Cefepima: 32 mm Sensível 
Ceftriaxona: 28 mm Sensível 
Ciprofloxacino: 28 mm Sensível 
Ertapenem: 30 mm Sensível 
Gentamicina: 26 mm Sensível 
Meropenem: 38 mm Sensível 
Norfloxacino: 26 mm Sensível 
Trimetoprima/Sulfametoxazol: 18 mm 
Intermediário ou 
resistente 
 
2) Sendo assim, RESPONDA: 
a) De acordo com o Material Didático Digital (MDD) da Microbiologia, e os 
resultados obtidos nos seus testes, IDENTIFIQUE o gênero e espécie do 
isolado. 
R: basicamente o gênero identificado foi o Staphylococcus da espécie 
Staphylococcus Epidermidis. 
 
b) EXPLIQUE o princípio dos testes de catalase, coagulase e manitol e os 
cuidados que devem ser tomados durante sua execução. 
R: Teste Catalase 
 Princípio: O teste de catalase é usado para identificar a presença da enzima 
catalase em uma amostra bacteriana. A catalase é uma enzima que quebra o 
peróxido de hidrogênio (H₂O₂) em água (H₂O) e oxigênio (O₂). Quando H₂O₂ 
é adicionado a uma cultura bacteriana que contém catalase, você verá a 
formação de bolhas de oxigênio. 
Cuidados: 
• Tipo de Amostra: Use uma colônia fresca da placa de cultura para o teste. 
• Reagente: Utilize peróxido de hidrogênio (H₂O₂) com uma concentração usual 
de 3%. 
• Manuseio: Adicione o H₂O₂ diretamente na colônia bacteriana ou numa lâmina 
onde a colônia foi previamente misturada com uma gota de água. 
• Tempo: Observe a formação de bolhas imediatamente após a adição do H₂O₂. 
Se não houver bolhas, o teste é negativo. 
 
Teste Coagulase 
Princípio: O teste de coagulase é usado para identificar a bactéria 
Staphylococcus aureus. A coagulase é uma enzima que causa a coagulação 
do plasma sanguíneo. No teste, a presença da coagulase pode ser verificada 
de duas maneiras: o teste de coagulase livre e o teste de coagulase ligada. 
 
Teste de Coagulase Livre (ou Teste de Coagulase de Tubo): 
 
• O plasma é misturado com a cultura bacteriana em um tubo de ensaio. 
• Se a bactéria produz coagulase, o plasma se coagula formando um gel. 
 
Teste de Coagulase Ligada (ou Teste de Coagulase de Lâmina): 
• É realizado colocando uma gota de plasma sobre uma lâmina e misturando 
com uma colônia bacteriana. 
• A coagulação ocorre rapidamente se a coagulase estiver presente. 
 
Cuidados: 
• Tipo de Amostra: Utilize culturas frescas e puras para evitar resultados 
falsos. 
• Tempo de Incubação: No teste de tubo, observe a coagulação após 4 
horas, mas algumas cepas podem demorar até 24 horas. 
• Controle: Inclua um controle positivo e um controle negativo para garantir a 
validade do teste. 
 
Teste Manitol 
Princípio: O teste de manitol é usado para identificar a capacidade de uma bactéria 
de fermentar o açúcar manitol. Um meio de cultura, geralmente o Ágar Manitol 
Salgado, contém manitol e um indicador de pH (como o vermelho fenol). Se a bactéria 
fermenta o manitol, o meio muda de vermelho para amarelo devido à produção de 
ácido. 
Cuidados: 
• Tipo de Meio: Utilize o meio de Ágar Manitol Salgado, que é seletivo e 
diferencial. Ele contém sal, o que inibe a maioria das bactérias não 
estafilocócicas. 
• Tempo de Incubação: Incube as placas por 24-48 horas a 37°C. 
• Leitura: Verifique a mudança de cor no meio. Uma cor amarela indica 
fermentação de manitol; se não houver mudança, a bactéria não fermenta 
manitol. 
 
c) INTERPRETE o resultado do teste do tubo germinativo, sugerindo o provável 
patógeno. 
R: O teste do tubo germinativo é utilizado principalmente para a identificação de 
Candida albicans. Quando uma amostra de levedura é incubada em soro humano ou 
bovino por cerca de 2 a3 horas a 37°C, C. albicans forma estruturas chamadas tubos 
germinativos, que são projeções alongadas que se assemelham a hifas. 
Interpretação: 
• Resultado Positivo: Se o teste do tubo germinativo for positivo, com a 
observação de tubos germinativos sob o microscópio, o patógeno mais 
provável é Candida albicans. Este resultado sugere que a infecção fúngica 
presente no paciente é causada por esta espécie específica de levedura. 
• Resultado Negativo: Se não forem observados tubos germinativos, isso pode 
indicar que a levedura não é C. albicans ou que o método de teste não foi 
realizado adequadamente. Outras espécies de Candida, como C. tropicalis ou 
C. glabrata, não formam tubos germinativos sob as mesmas condições e 
podem requerer métodos adicionais de identificação. 
Portanto, um resultado positivo no teste do tubo germinativo é altamente sugestivo de 
infecção por Candida albicans. 
 
d) DESCREVA a execução do teste do tubo germinativo e como é feita sua 
leitura. 
R: Execução do Teste do Tubo Germinativo 
Preparação dos Reagentes e Materiais: 
o Soro: O teste é geralmente realizado usando soro bovino, embora 
também possa ser feito com soro humano. O soro fornece um ambiente 
rico em nutrientes e condições ideais para a formação de tubos 
germinativos. 
o Tubos de ensaio ou placas de cultivo: Utilizados para incubar as 
amostras. 
o Meios de cultura: Pode incluir um meio de cultura apropriado para a 
inoculação inicial do fungo. 
Inoculação do Fungos: 
o Cultivar o fungo: A amostra do fungo (geralmente de uma cultura em 
ágar ou de um líquido de cultura) é transferida para um meio de cultura 
apropriado para garantir o crescimento de colônias. 
o Preparar a suspensão: Faça uma suspensão do fungo em água estéril 
ou outro diluente estéril. A concentração da suspensão deve ser tal que 
um número adequado de células do fungo esteja presente para o teste. 
Preparação da Incubação: 
o Adicionar o soro: Coloque uma quantidade adequada de soro bovino 
(ou humano) em tubos de ensaio ou placas. 
o Inocular o soro: Adicione a suspensão do fungo ao soro no tubo de 
ensaio. A concentração deve ser tal que as células do fungo possam 
crescer e formar tubos germinativos. 
Incubação: 
o Temperatura e Tempo: Incube os tubos ou placas a 37°C por 2 a 4 
horas. Esta temperatura e duração são ideais para a expressão da 
formação de tubos germinativos, que é uma característica importante 
para Candida albicans. 
Leitura e Interpretação dos Resultados 
Leitura do Teste: 
o Verificação Visual: Após o período de incubação, observe os tubos ou 
placas sob um microscópio ou a olho nu. A formação de tubos 
germinativos é visualizada como estruturas filamentosas que se 
estendem a partir das células do fungo. Essas estruturas se 
assemelham a pequenas hifas (filamentos fúngicos) e são distintas das 
colônias típicas. 
Interpretação dos Resultados: 
o Positivo para Formação de Tubos Germinativos: Se houver formação 
de tubos germinativos, isso indica que o fungo é Candida albicans ou 
uma espécie estreitamente relacionada. A presença de tubos 
germinativos é um bom marcador para esta espécie. 
o Negativo para Formação de Tubos Germinativos: Se não houver 
formação de tubos germinativos, isso sugere que o fungo não é Candida 
albicans. Outras espécies de Candida ou outros fungos podem estar 
presentes, e serão necessárias testes adicionais para a identificação. 
O teste do tubo germinativo é uma ferramenta útil, mas não é o único teste disponível 
para identificar espécies de Candida. Muitas vezes, é realizado em conjunto com 
outros testes para uma identificação mais completa e precisa. 
 
 
 
REFERÊNCIA 
https://brcast.org.br/. 
https://www.gov.br/anvisa/pt-
br/centraisdeconteudo/publicacoes/servicosdesaude/manuais/manuais-de-microbiologia-clinica. 
https://www.gov.br/anvisa/pt-
br/centraisdeconteudo/publicacoes/servicosdesaude/publicacoes/modulo-4-procedimentos-
laboratoriais-da-requisicao-do-exame-a-analise-microbiologica-e-laudo-final 
 
 
https://brcast.org.br/
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/servicosdesaude/manuais/manuais-de-microbiologia-clinica
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/servicosdesaude/manuais/manuais-de-microbiologia-clinica
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/servicosdesaude/publicacoes/modulo-4-procedimentos-laboratoriais-da-requisicao-do-exame-a-analise-microbiologica-e-laudo-final
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/servicosdesaude/publicacoes/modulo-4-procedimentos-laboratoriais-da-requisicao-do-exame-a-analise-microbiologica-e-laudo-final
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/servicosdesaude/publicacoes/modulo-4-procedimentos-laboratoriais-da-requisicao-do-exame-a-analise-microbiologica-e-laudo-final

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