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Leis e Tributos no Direito

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Questões resolvidas

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PROENADE - 2015 
PROENADE PROPEDCONSULTORIA 
 
QUESTÃO 01 
No Direito, lei complementar é uma lei que tem 
como propósito, complementar, explicar e 
adicionar algo à Constituição. A lei complementar 
diferencia-se da lei ordinária desde o quórum para 
sua formação. A lei ordinária exige apenas maioria 
simples de votos para ser aceita; já a lei 
complementar exige maioria absoluta. No Direito 
Tributário, caberá à lei complementar: 
a) Dispor sobre possíveis conflitos de competência 
que possam surgir entre o Estado e o Município; 
b) Criar os tributos que cada político pode 
instituir, bem como dispor sobre conflito de 
competência, não necessitando regular as 
limitações ao poder de tributar, pois estas já 
constam na CF; 
c) Estabelecer apenas normas gerais sobre a 
definição de tributos e suas espécies, base de 
cálculo, fatos geradores, obrigação, lançamento, 
contribuintes, créditos, prescrição e decadência 
tributária; 
d) Dispor sobre conflito de competência entre 
União, Estado, Município e Distrito Federal; 
regular as limitações constitucionais ao poder de 
tributar e estabelecer normas gerais em matéria 
de legislação tributária;. 
e) Dispor sobre o conflito de competência 
tributária entre União e Município. 
 
QUESTÃO 02 
O art. 4º do CTN faz menção à natureza jurídica do 
tributo. De acordo com a teoria pentapartida, são 
cinco as espécies tributárias: impostos, taxas, 
contribuições de melhoria, empréstimos 
compulsórios e contribuições sociais. Mas como 
identificar em que espécie se enquadra um 
determinado tributo? É verdade que a própria lei 
que institui o tributo já lhe dá um nome: imposto 
sobre serviços de qualquer natureza, taxa de 
coleta de lixo etc. Entretanto, embora a lei dê um 
nome ao tributo, não podemos garantir que o que 
a lei chamou de taxa, por exemplo, é realmente 
uma taxa. Isso porque o CTN estabelece em seu 
art. 4º: “Art. 4º. A natureza jurídica específica do 
tributo é determinada pelo fato gerador da 
respectiva obrigação, sendo irrelevantes para 
qualificá-la: 
I – a denominação e demais características 
formais adotadas pela lei. 
II – a destinação legal do produto da sua 
arrecadação.” 
Observamos, portanto, que, embora a lei dê um 
nome de taxa a um tributo que está sendo criado, 
é pelo fato gerador que o identificamos. Portanto, 
fato gerador é o evento previsto na lei instituidora 
do tributo que, uma vez ocorrendo no caso em 
concreto, gera para o contribuinte o dever de 
pagar. Por exemplo, na lei está previsto que o fato 
gerador é a fiscalização da equipe de vigilância 
sanitária, após o requerimento do contribuinte, 
solicitando uma vistoria, visando à emissão do 
alvará de funcionamento da empresa. 
Acontecendo no mundo real a vistoria no 
estabelecimento do contribuinte, teremos então 
por ocorrido o fato gerador do tributo. 
Conforme exposto acima, o CTN define que é pelo 
fato gerador que se determina a natureza jurídica 
do tributo, não importando o nome que a lei lhe 
conferiu, nem a destinação do produto da 
arrecadação deste tributo. Assim, o que a lei 
chamou de taxa pode ser, na verdade, um 
imposto disfarçado, caso seu fato gerador seja 
típico de imposto. 
A natureza específica do tributo é determinada 
pelo (a): 
a) Base de cálculo, uma vez que a CF, em seu art. 
145, § 2º, proíbe que as taxas tenham base de 
cálculo própria de impostos; 
b) Fato gerador da respectiva obrigação; 
c) Tipo de lei que cria esse tributo; 
d) Fato gerador da respectiva obrigação, sendo 
relevante, para qualificá-la, a destinação legal do 
produto da arrecadação; 
e) Tipo de arrecadação do ente público. 
 
 PROENADE - 2015 
PROENADE PROPEDCONSULTORIA 
QUESTÃO 03 
O Município de Piracicaba devido a suas obras de 
melhoria das condições de moradia de seus 
munícipes, e com o fim de cobrar IPTU afim de 
melhorar sua arrecadação, começou a cobrar 
imposto territorial urbano de algumas residências 
localizada na zona norte da cidade. É sabido que 
moradores não possuem abastecimento de água e 
esgoto, escola próxima etc. Os únicos 
melhoramentos oferecidos pela prefeitura são 
iluminação pública e um posto de saúde que fica a 
15 Km das residências. Essa cobrança é: 
a) Ilegal pois, conforme disposição contida no 
CTN, é necessário que a prefeitura forneça, além 
da iluminação pública, água encanada, 
saneamento básico, ruas com calçamento e 
transporte urbano; 
b) Legal, pois para a cobrança de IPTU basta que a 
residência esteja localizada na zona urbana; 
c) Ilegal, pois seria necessário que o posto de 
saúde estivesse, no máximo, a 3 Km da residência; 
d) Legal, pois a residência se encontra na zona 
urbana e a prefeitura oferece o mínimo de 
melhoramentos que a lei exige; 
e) Ilegal, pois para esta cobrança teria que 
oferecer uma praça de recreação, com 
manutenção constante pelos funcionários 
públicos de limpeza. 
 
QUESTÃO 04 
Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, 
em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, 
que não constitua sanção de ato ilícito, instituída 
em lei e cobrada mediante atividade 
administrativa plenamente vinculada. Com 
relação aos tributos cuja receita seja distribuída 
entre outras pessoas jurídicas de direito público, é 
correto afirmar que: 
a) Se toda receita for distribuída, a competência 
legislativa, que for do estado ou do município, 
passa para a União; 
b) O fato de haver distribuição de receita não 
modifica a competência legislativa atribuída pela 
CF; 
c) Pela nossa CF não é possível que haja 
distribuição de receita proveniente de tributos; 
d) Somente 50% da receita pode ser distribuída, 
ou seja, existe apenas distribuição parcial; 
e) Somente 33% da receita pode ser distribuída, 
ou seja, sua repartição tem que ser igualitária. 
 
QUESTÃO 05 
O imposto de importação, existente em todos os 
países, tem a função de regular o comércio 
internacional, sujeito às oscilações conjunturais. 
Devido a isto, este imposto acha-se livre do 
princípio da anterioridade tributária, a fim de 
propiciar à União flexibilidade no poder 
ordinatório, através deste imposto. 
Com relação ao imposto sobre importação, o 
produto estrangeiro que for abandonado e 
leiloado, tem como base de cálculo: 
a) A preço da arrematação; 
b) A quantia pelo qual foi avaliado para o leilão; 
c) Não há cobrança de II para produtos 
estrangeiros abandonados; 
d) O preço normal que o produto, ou similar, 
alcançaria, ao tempo da importação, em uma 
venda de livre concorrência; 
e) A base de cálculo seria 10% sobre o valor da 
importação. 
 
QUESTÃO 06 
Carlos e Miguel são colegas de trabalho na mesma 
empresa. Carlos é ajudante geral e trabalha em 
departamento distinto de Miguel que trabalha 
diretamente com o transporte de material 
inflamável. Durante o intervalo para alimentação, 
Miguel por ser amigo de Carlos, lhe dá carona no 
veículo que utiliza dentro da empresa para 
transporte de materiais inflamáveis, até o 
 PROENADE - 2015 
PROENADE PROPEDCONSULTORIA 
restaurante, todos os dias, em um trajeto 3 
minutos de ida e volta. 
Diante dessa situação, assinale a afirmativa 
correta: 
a) Como Miguel trabalha com produtos 
inflamáveis, Carlos também têm direito ao 
adicional de periculosidade ao ser transportado 
mesmo sem autorização; 
b) Apenas Miguel tem direito ao adicional de 
periculosidade; 
c) Apenas Miguel tem direito ao adicional de 
periculosidade, Carlos tem direito proporcional; 
d) Apenas Carlos terá direito a periculosidade; 
e) Nenhum dos dois tem direito a periculosidade. 
 
QUESTÃO 07 
Para que se consolide a candidatura de um 
empregado a dirigente sindical e ele possa estar 
garantido ao empossar o cargo, a CLT dispõe no 
Art. 543, § 5º que: “Para os fins deste artigo, a 
entidade sindical comunicará por escrito à 
empresa, dentro de 24 (vinte e quatro) horas, o 
dia e a hora do registro da candidaturado seu 
empregado e, em igual prazo, sua eleição e posse, 
fornecendo, outrossim, a este comprovante no 
mesmo sentido”. Ricardo realizou seu registro, ou 
seja, de sua candidatura a dirigente sindical, na 
condição de vice-presidente, mas o sindicato não 
comunicou tal fato ao seu empregador que, 
ignorando a situação, concedeu aviso prévio ao 
funcionário 10 dias após. Considerando o histórico 
acima, nesta hipótese, de acordo com o 
entendimento do TST, assinale a afirmativa 
correta. 
a) A empresa não precisa respeitar a garantia no 
emprego porque o prazo legal não foi observado, 
assim, de modo geral, isso não a vincula. Ademais, 
ignorando a garantia do empregado, a empresa 
não teria agido de má-fé; 
b) Apesar do atraso de informação, o 
empregador, a seu critério, aceitará ou não a 
justificativa do empregado que se candidatou a 
dirigente sindical e decidirá se mantém seu 
contrato de trabalho; 
c) O empregador fica obrigado a respeitar a 
garantia no emprego, mesmo que seja informado 
deste fato após a ruptura da interlocução social, 
devendo readmiti-lo; 
d) O empregador tem de respeitar a garantia, 
ainda que seja comunicado posteriormente da 
candidatura do empregado, desde que isso ocorra 
enquanto o pacto laboral estiver em vigor; 
e) Sem justo motivo, a empresa pode mandá-lo 
embora, em face de suas faltas. 
 
QUESTÃO 08 
José Paulo sempre desenvolveu trabalho de 
vigilante, e foi contratado pela empresa Xysto 
Ltda. para trabalhar, com jornada de trabalho 
pelo sistema de escala 12 x 36 (doze horas de 
trabalho por trinta e seis de descanso), conforme 
norma coletiva. Em um ano trabalhado, quatro 
feriados nacionais recaíram em dias de sua escala. 
Diante do exposto, assinale a afirmativa correta: 
a) José Paulo não deverá receber os dias de 
feriado trabalhados, pois os mesmos foram 
compensados no sistema de escala; 
b) José Paulo receberá os dias trabalhados de 
feriado, de forma simples, não se considerando 
trabalho extraordinário, em face de sua escala 
assegurado pela convenção coletiva; 
c) José Paulo tem direito a receber em dobro os 
dias de feriado trabalhados; 
d) Por serem equivalentes ao descanso semanal 
remunerado, José Paulo não deverá receber os 
dias de feriado; 
e) Todas as afirmativas estão incorretas. 
 
 
QUESTÃO 09 
Luiz, vítima de discriminação, ajuizou ação 
trabalhista, já que a empresa para a qual 
 PROENADE - 2015 
PROENADE PROPEDCONSULTORIA 
trabalhava o dispensou no mês em que ele 
completou 60 anos de idade. Luiz informou que a 
empresa age desta maneira com qualquer 
funcionário que chega aos 60 anos. Caso venha 
ser comprovada sua alegação sobre dispensa 
discriminatória, à luz da Lei n. 9.029/95, é correto 
afirmar que: 
a) Luiz, por sua idade, deve requerer sua 
reintegração, único direito que lhe é assegurado; 
b) O empregado pode optar entre o retorno e a 
percepção em dobro do período de afastamento; 
c) Se Luiz não tem estabilidade, poderá apenas 
pleitear indenização; 
d) Uma vez que o envelhecimento é um fator 
natural do homem, sua demissão não poderá ser 
considerada discriminatória; 
e) Nenhuma das alternativas acima estão 
corretas. 
 
QUESTÃO 10 
Juliana é empregada de uma empresa terceirizada 
(A), que presta serviços na área de limpeza e 
manutenção, para a empresa Equiptec 
Componentes, para exercer a função de auxiliar 
de limpeza com salário de R$ 1.200,00. A 
Equiptec, por sua vez, contratou outra empresa 
terceirizada (B) no mesmo ramo, e João é auxiliar 
de limpeza, mesma função de Juliana. João é 
empregado da outra terceirizada, exerce a mesma 
função que Juliana, trabalha no mesmo local, e 
ganha R$ 1.020,00 mensais. 
A partir do caso apresentado, assinale a afirmativa 
correta. 
a) Não será possível a equiparação salarial entre 
Juliana e João porque os respectivos 
empregadores são diferentes; 
b) João e Juliana teriam que ter o mesmo salário, 
por se tratar da mesma função, pois na hipótese 
pode-se falar em empregador único; 
c) Impossível a equiparação salarial, mas se outro 
direito for violado, a empresa tomadora dos 
serviços terá responsabilidade solidária; 
d) Viável a equiparação desde que Juliana e João 
trabalhem, no mínimo, dois anos nas instalações 
do tomador dos serviços; 
e) Só poderá requerer equiparação salarial, se a 
pessoa tiver menos de 02 (dois) anos na função, 
independente da empresa em que se está 
contratada. 
 
QUESTÃO 11 
O usufruto (do latim usus fructus, uso dos frutos) 
é um direito real de gozo ou desfruto de uma 
coisa alheia. O usufrutuário possui algo que não é 
dele, isto é, tem a sua posse, mas não sua 
propriedade. Pode utilizar, desfrutar, obter os 
seus frutos, tanto monetários como em espécie, 
mas não é seu dono. O usufrutuário também não 
pode alienar sem o consentimento do proprietário 
a coisa alheia como se lhe pertencesse. O 
usufrutuário tem o direito de: 
a) Fazer despesas ordinárias e comuns de 
conservação dos bens no estado em que os 
recebeu; 
b) Inventariar a suas expensas, os bens móveis 
que receber, determinando o estado em que se 
acham e estimando o seu valor; 
c) Não ser obrigado a pagar deteriorações da coisa 
advindas do exercício regular do usufruto; 
d) Autorizar a mudança da destinação econômica 
da coisa usufruída; 
e) Aceitar a sub-rogação da indenização de danos 
causados por terceiro ou do valor da 
desapropriação no ônus do usufruto. 
 
QUESTÃO 12 
Analise as proposições e assinale a única 
alternativa correta. 
I Verifica-se o instituto possessório, modo 
derivado de aquisição da posse, quando alguém, 
possuindo um bem na qualidade de proprietário o 
aliena, mas, por força de cláusula do contrato de 
venda, continua possuindo-o em nome do 
adquirente. 
 PROENADE - 2015 
PROENADE PROPEDCONSULTORIA 
II - Não é possível usucapião de direito pessoal, 
pois, dado que o objeto do direito real é 
necessariamente coisa determinada, somente os 
direitos reais se sujeitam a semelhante forma de 
aquisição da propriedade. 
III – Ainda que não estipulado na convenção, o 
condomínio é obrigado a indenizar danos sofridos 
por veículo de condômino guardado na garagem 
do edifício. 
a) Apenas uma das proposições é falsa; 
b) Apenas uma das proposições é verdadeira; 
c) Todas as proposições são verdadeiras; 
d) Todas as proposições são falsas; 
e) Apenas a II e III são verdadeiras 
 
QUESTÃO 13 
Analise as proposições e assinale a única 
alternativa correta. 
I – Na gestão de negócios há vinculação do dono 
sem a concorrência de sua vontade. 
II – No endosso-mandato não há transferência do 
título de crédito, mas apenas outorga de poderes 
de cobrança ao portador. 
III –Rescindido o contrato de promessa de compra 
e venda de apartamento e reintegrada o 
promitente vendedor na posse do imóvel, ao 
promitente comprador assiste o direito à 
indenização pelos armários que colocou nos 
quartos, cozinha e banheiro do imóvel, mesmo 
que a rescisão tenha decorrido da inadimplência 
dele no pagamento das prestações. 
a) Apenas uma das proposições é falsa; 
b) Apenas uma das proposições é verdadeira; 
c) Todas as proposições são verdadeiras; 
d) Todas as proposições são falsas; 
e) Apenas a preposição II é verdadeira. 
 
QUESTÃO 14 
Analise as proposições e assinale a única 
alternativa correta. 
I – O homem com dezesseis anos de idade, filho 
de pais solteiros e vivendo na companhia da mãe, 
não necessita de consentimento do pai para casar. 
II – No regime de comunhão universal de bens, 
decretada a separação judicial do casal, se não 
realizada a partilha, o cônjuge que permanecer na 
posse de imóvel do casal fica obrigado a pagar ao 
outro a metade da renda de um presumível 
aluguel. 
III – Aquele a quem é concedido o direito real de 
habitar imóvel alheio pode usá-lo para instalar 
comércio, desde que o título não vede. 
a) Apenas uma das proposiçõesé falsa; 
b) Apenas uma das proposições é verdadeira; 
c) Todas as proposições são verdadeiras; 
d) Todas as proposições são falsas; 
e) Apenas a preposição I e II são verdadeiras. 
 
QUESTÃO 15 
Analise as proposições e assinale a única 
alternativa correta. 
I – Classifica-se como real o contrato de compra e 
venda, pois para formação, além da vontade, 
exige a entrega da coisa. 
II – A construção de alvenaria, erguida em um 
terreno pelo possuidor, será de propriedade 
deste, se agiu de boa-fé. 
III –No contrato de depósito, estipulada a entrega 
da coisa no futuro, haverá promessa de contratar 
que segue as regras desta. 
a) Apenas uma das proposições é falsa; 
b) Apenas uma das proposições é verdadeira; 
c) Todas as proposições são verdadeiras; 
d) Todas as proposições são falsas; 
e) Apenas a proposição III é verdadeira . 
 PROENADE - 2015 
PROENADE PROPEDCONSULTORIA 
 
QUESTÃO 16 
O salário mínimo de acordo com o art. 7º da 
Constituição Federal, é uma garantia 
constitucional dos trabalhadores urbanos e rurais, 
além de outros que visem a melhoria de sua 
condição social, regulado para garantir o mínimo 
necessário para a sobrevivência do homem e só 
pode ser fixado por: 
a) Resolução do Senado; 
b) Decreto do Presidente da República, com 
aprovação pela maioria absoluta do Congresso 
Nacional; 
c) Decisão da maioria do Senado; 
d) Não há necessidade de sanção do Presidente da 
República, basta o Decreto-legislativo; 
e) Sendo uma garantia constitucional, sua 
aplicabilidade é obrigatória, restando apenas ao 
Congresso aprovar o valor do reajuste e 
posteriormente a sanção do Presidente para a sua 
eficácia. 
 
QUESTÃO 17 
Conforme nossa Constituição Federal de 1988, em 
seu artigo 6º, são direitos sociais: 
a) A educação, a saúde, o trabalho, o lazer, a 
segurança, a previdência social, a proteção à 
maternidade e à infância, a assistência aos 
desamparados, na forma desta constituição. 
b) A inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, 
à igualdade, à segurança e à propriedade; 
c) A igualdade de direitos entre homens e 
mulheres, independente de religião, posição 
social, cor, sexo e idade; 
d) A educação, a saúde, o trabalho, a 
inviolabilidade do direito à vida, à liberdade e a 
proteção à maternidade e à infância; 
e) A educação, a saúde, o trabalho, a liberdade, a 
segurança, a previdência social, a proteção à 
maternidade e à infância. 
 
QUESTÃO 18 
Cada categoria profissional tem um piso salarial, 
tudo isto garantido Constitucionalmente, no 
entanto, temos aqueles que percebem 
remuneração variável, e a nossa Carta Magna (Art. 
7º, VII), diz que não deverão receber menos do 
que: 
a) O salário mínimo internacional de cada 
categoria profissional; 
b) O salário mínimo regional do local da prestação 
de serviços; 
c) O salário mínimo nacional; 
d) A quinta parte do salário mínimo nacional; 
e) A quinta parte do salário mínimo estadual. 
 
QUESTÃO 19 
A Constituição vigente impede que legislador 
ordinário estabeleça distinção entre brasileiro 
nato e naturalizado. Assim sendo, ambos podem 
exercer os cargos de: 
a) Prefeito, oficial das forças armadas e deputado 
federal; 
b) Presidente da câmara dos deputados, senador 
e procurador-geral da república; 
c) Prefeito, governador de estado e senador; 
d) Ministro do supremo tribunal, do superior 
tribunal de justiça e de tribunal superior do 
trabalho; 
e) Senador, deputado federal e vice-presidente da 
república. 
 
QUESTÃO 20 
João, filho de pai japonês e mãe brasileira, nasceu 
quando seus pais viajavam pela Grécia. Sua mãe 
deseja que seu filho seja brasileiro nato, ainda 
quando criança, para isto é necessário que: 
 PROENADE - 2015 
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a) O Brasil adota o critério do “jus solis”, desta 
forma João nunca poderá ser brasileiro nato; 
b) João deve ser registrado em repartição 
brasileira no exterior; 
c) João deve ser registrado em repartição 
brasileira e não poderá sair do Brasil até 
completar a maioridade; 
d) João pode ser registrado em qualquer país, no 
entanto por ter mãe brasileira sua naturalização é 
automática ao adentrar em solo brasileiro; 
e) Só os filhos do João poderão ser naturalizados 
brasileiros. 
 
QUESTÃO 21 
O princípio da função social do contrato surgiu 
para renascer o equilíbrio social diante das 
injustiças sociais, do pensamento individualista, 
dos interesses particulares que sobressaiam nas 
relações contratuais da sociedade desde a 
Revolução Francesa. A visão de proporcionar o 
bem da coletividade deveria respaldar a igualdade 
dos sujeitos de direito, a liberdade de cada um 
seria respeitada e o bem comum alcançado entre 
as partes contratantes. O declínio do direito 
individual fez surgir o direito social, e entre os 
seus princípios está o da função social da 
propriedade e do contrato, com foco na 
promoção do bem-estar comum e dos interesses 
sociais para uma sociedade livre e justa. Inúmeros 
princípios foram intitulados e introduzidos ao 
Novo Código Civil, no direito contratual brasileiro, 
com exemplo temos: 
a) Dignidade da pessoa humana, função social do 
contrato; boa-fé objetiva e justiça contratual; 
b) Autonomia das vontades das partes, força 
vinculante do contrato e igualdade das partes 
contratantes; 
c) Igualdade das partes, efeitos do contrato 
somente em relação às partes contratantes e 
"pacta sunt servanda"; 
d) Função social do contrato, boa-fé objetiva, 
autonomia das vontades das partes e 
intangibilidade do conteúdo do contrato; 
e) Apenas a igualdade de direitos. 
 
QUESTÃO 22 
Assinale a alternativa INCORRETA. 
a) Inseminação heteróloga é aquela realizada com 
o material genético dos próprios genitores; 
b) Não basta a confissão materna para excluir a 
paternidade; 
c) A ação de investigação de paternidade é 
imprescritível; 
d) O reconhecimento dos filhos, quando feito em 
testamento, é irrevogável; 
e) Os pais, ainda que separados, tem direito a 
visita aos filhos. 
 
QUESTÃO 23 
São direitos da personalidade aqueles que buscam 
a defesa dos valores inatos no homem, 
reconhecidos ao homem em sua interioridade e 
em suas projeções na sociedade. O direito à 
imagem alcançou posição relevante no âmbito 
dos direitos da personalidade, graças ao 
extraordinário progresso das comunicações e à 
importância que a imagem adquiriu no contexto 
publicitário. Dotado de certas particularidades, o 
direito à própria imagem é um direito essencial ao 
homem. Não pode o titular privar-se da sua 
própria imagem, mas dela pode dispor para tirar 
proveito econômico. Com relação ao direito à 
própria imagem pode-se considerar: 
a) É ampla e absoluta; 
b) É restrita aos que exercem função pública, 
mesmo na sua intimidade; 
c) Gera ao lesado o direito de cumular danos 
morais e patrimoniais para sua recuperação; 
d) Impede o cônjuge de uma vítima falecida para 
pleitear danos decorrentes à sua violação; 
e) Devido os meios sociais digitais, expondo a 
própria imagem, não cabe qualquer indenização. 
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QUESTÃO 24 
Os direitos da personalidade são direitos 
subjetivos inerentes à pessoa humana e fora da 
órbita patrimonial, portanto são absolutos, 
indisponíveis, inalienáveis, intransmissíveis, 
imprescritíveis, irrenunciáveis e impenhoráveis. 
Sendo, assim, os direitos da personalidade 
asseguram à pessoa a defesa do que lhe é próprio, 
ou seja, sua integridade física, intelectual e moral. 
a) Toda pessoa tem direito ao nome, nele 
compreendido apenas o sobrenome; 
b) O nome da pessoa pode ser livremente 
empregado por outrem em publicações que a 
exponham ao desprezo público, desde que não 
haja intenção difamatória; 
c) Sem autorização, não se pode usar o nome 
alheio em propaganda comercial; 
d) O pseudônimo adotado para atividades lícitas 
não goza da proteção quese dá ao nome; 
e) Quem se sentir ofendido utilizando o nome de 
guerra, e não o oficial, tem o direito de 
indenização. 
 
QUESTÃO 25 
Se uma pessoa adquire uma moto usada em uma 
concessionária de motos e ela se encontra com 
problemas de motor: 
a) Ela não pode se valer do Código do Consumidor 
,porque o bem era usado e não se enquadra, 
assim, na definição de produto; 
b) Ela poderá requerer a troca da peça defeituosa, 
tendo a concessionária o prazo máximo de 30 dias 
para atendê-la, desde que outra situação não 
tenha sido expressamente ajustado pelas partes, 
mediante cláusula em separado no contrato; 
c) Ela poderá diretamente pleitear a redibição 
judicial da moto, obtendo do proprietário anterior 
a restituição das importâncias pagas, por não ter 
sido avisado do defeito; 
d) Ela poderá diretamente pleitear a redibição 
judicial da moto, obtendo da concessionária a 
restituição das importâncias pagas; 
e)Ela não terá direito a pleitear qualquer 
devolução de valor ou troca do produto, porque 
adquiriu moto usada, com grande quilometragem. 
 
QUESTÃO 26 
A Política Nacional do Meio Ambiente tem por 
objetivo a preservação, melhoria e recuperação 
da qualidade ambiental propícia à vida, visando 
assegurar, no País, condições ao desenvolvimento 
socioeconômico, aos interesses da segurança 
nacional e à proteção da dignidade da vida 
humana. 
NÃO é instrumento da Política Nacional do Meio 
Ambiente: 
a) O zoneamento ambiental; 
b) Criação de áreas de proteção ambiental; 
c) O desenvolvimento sustentável; 
d) Penalidades disciplinares ao não cumprimento 
de medidas de correção da degradação ambiental; 
e) Permitir o desmatamento em face da pessoa 
ser o dono da terra. 
 
QUESTÃO 27 
Constitui fato expressivo que o modelo 
econômico capitalista compõe e norteia o padrão 
de vida contemporâneo. Dentro desta sistemática 
observamos o nascimento de um fenômeno da 
hipertrofia das pessoas jurídicas. Esta hipertrofia, 
em apertada síntese, encontra exemplo nas 
grandes corporações empresárias que ostentam 
níveis de economia que extrapolam as fronteiras 
de suas nações de origem, concedendo a estas um 
caráter supranacional. Dentro desta monta é fato, 
infelizmente recorrente, que atividades 
desenvolvidas por estas empresas tenham 
impacto assaz negativo no meio ambiente, 
resultando em agressões severas. Para conter tais 
agressões ao meio ambiente, o poder constituinte 
originário, seguindo as tendências internacionais, 
null
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previu na Constituição Federal de 1988, por meio 
de seu artigo 225 § 3º, a possibilidade de 
responsabilização penal das pessoas jurídicas, 
principais agressoras. 
Sobre a responsabilidade penal da pessoa jurídica: 
a) Ela não obsta a responsabilidade, in solido, dos 
representantes legais da pessoa jurídica; 
b) Ela obsta a responsabilidade, in solido, dos 
representantes legais da pessoa jurídica; 
c) Somente pode ser aplicada subsidiariamente, 
caso os representantes legais não sejam 
encontrados; 
d) Somente pode ser aplicada de forma solidária 
entre empresas; 
e) Nenhuma das afirmativas acima está correta. 
 
QUESTÃO 28 
Em 1997, a Lei federal nº 9.433, do dia 08 de 
janeiro, instituiu a Política Nacional de Recursos 
Hídricos e criou o Sistema Nacional de 
Gerenciamento de Recursos Hídricos com o 
intuito de assegurar à atual e às futuras gerações, 
água em qualidade e disponibilidade suficientes 
através da utilização racional e integrada, da 
prevenção e da defesa dos recursos hídricos 
contra eventos hidrológicos críticos. 
Assim, a Política Nacional de Recursos Hídricos 
traz novas perspectivas para a gestão e proteção 
da água. Observe as assertivas abaixo e assinale a 
correta: 
I.A água é considerada um bem de domínio 
público. 
II. A dominialidade da água divide-se entre o 
Poder Público (União, Estados e Municípios) e o 
particular. 
III. A dominialidade da água divide-se entre a 
União e os Estados. 
a) Apenas a assertiva I está correta; 
b) As assertivas I e III estão corretas; 
c) As assertivas II e III estão corretas; 
d) As assertivas I e II estão corretas; 
e) Todas as assertivas estão erradas. 
 
QUESTÃO 29 
Fauna é um substantivo feminino que define um 
conjunto de animais de convivem em um 
determinado espaço geográfico ou temporal. A 
palavra fauna normalmente está associada com a 
flora, conjunto de plantas, vegetais e flores que 
estão agrupadas em uma determinada região ou 
que eram característicos de algum período 
geológico da Terra. Ambos os conceitos (fauna e 
flora) são semelhantes, sendo diferenciados 
apenas pelo grupo que representam (animais e 
plantas, respectivamente). 
No crime contra a fauna silvestre, praticado em 
terra pertencente à União, a competência será 
regida pelo seguinte enunciado: 
a) Tanto pode ser a fauna silvestre do domínio da 
União, quanto por ter sido o crime praticado em 
terra do domínio da União, a competência será da 
Justiça Federal; 
b) Seguindo a regra constitucional de 
competência legislativa concorrente entre os três 
entes da Federação para questões ambientais, 
também no plano jurisdicional a competência 
poderá ser da justiça estadual ou da federal 
segundo as regras da prevenção; 
c) Nas comarcas que não sejam sede de vara 
federal, o processo tramitará perante o juízo de 
Direito, com recurso para o Tribunal Regional 
Federal; 
d) Havendo concurso com crime contra a flora, 
haverá separação do processo, sendo o crime 
contra a fauna julgado pela Justiça Federal e o 
contra a flora pela Justiça Estadual; 
e)Havendo concurso com crime contra a fauna, 
haverá separação do processo, sendo o crime 
contra a flora julgado pela Justiça Federal e contra 
a fauna pela Justiça Estadual. 
 
QUESTÃO 30 
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QUESTÃO 48 
MERCOSUL é o Tratado para a Constituição do 
Mercado Comum do Sul. O MERCOSUL foi 
assinado em Assunção, em 26 de março de 1991, 
pela Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Os 
objetivos do Tratado são: a inserção mais 
competitiva dos quatro países no mercado 
mundial; favorecer as economias de escala; 
estimular os fluxos de comércio com o resto do 
mundo; promover esforços de abertura das 
economias dos países e balizar as ações da 
sociedade, principal "motor" do processo de 
integração. As características básicas do 
MERCOSULsão: a livre circulação de bens e 
serviços; o estabelecimento de uma Tarifa Externa 
Comum (TEC); a adoção de política comercial 
comum em relação a terceiros países; a 
coordenação de posições em fóruns regionais e 
internacionais; a coordenação de políticas 
macroeconômicas e setoriais e a harmonização 
das legislações nas áreas pertinentes, para lograr 
o fortalecimento do processo de integração. 
Sobre o reconhecimento e execução, no Brasil, de 
sentenças estrangeiras provenientes de outros 
países do MERCOSUL, é CORRETO afirmar que: 
a) Ocorrem somente através de pedido da parte 
interessada perante o Superior Tribunal de 
Justiça, através de ação de homologação; 
b) Podem ser requeridos através de Carta 
Rogatória, dirigida pelo juiz do processo de 
origem ao Superior Tribunal de Justiça; 
c) O pedido deve ser feito pela parte interessada 
ao Ministério das Relações Exteriores; 
d) O pedido pode ser feito pelo juiz do processo 
de origem, por meio de Carta Rogatória, dirigida 
ao Ministério de Justiça; 
e) Podem ser requeridas em qualquer país. 
 
QUESTÃO 49 
Há duas formas para adquirir a naturalização ou a 
nacionalidade, ou seja, para a atribuição da 
nacionalidade originária, que é aquela que se 
alcança pelo nascimento, podem-se apontar dois 
sistemas legislativos: Jus Soli e Jus Sanguinis. No 
sistema do “Jus Soli”, a nacionalidade originária é 
obtida em virtude do território onde o indivíduo 
tenha nascido. Logo, não importa a nacionalidadedos pais. Esse sistema tem uma grande aplicação 
devido a imigração. O “Jus Sanguinis” é o direito 
de sangue em que a pessoa, cujos pais sejam 
nacionais portugueses nascidos em Portugal, é 
considerado português desde que o seu 
nascimento seja inscrito numa Conservatória do 
Registo Civil antes de atingir a maioridade. 
Ricardo, é de Havana, Cuba, é casado com 
Catarina, portuguesa. O casal reside em Madri, 
Espanha, onde nasce sua filha Clara. Supondo que 
Cuba adote o critério misto e Portugal e Espanha 
o critério do Jus Sanguinis, marque a alternativa 
correta: 
a) Clara é natural da Espanha e tem as 
nacionalidades originárias da Espanha e de 
Portugal; 
b) Clara é natural da Espanha e tem as 
nacionalidades originárias de Cuba e Portugal; 
c) Clara é natural da Espanha e possui apenas a 
nacionalidade cubana; 
d) Clara é natural da Espanha e possui apenas a 
nacionalidade portuguesa; 
e) Clara terá apenas a naturalidade Espanhola. 
 
QUESTÃO 50 
A doutrina clássica aduz que há três vertentes da 
proteção internacional dos direitos da pessoa 
humana: Direitos Humanos, Direito Humanitário e 
Direito dos Refugiados. Hodiernamente, a visão 
compartimentalizada das três grandes vertentes 
da proteção da pessoa humana encontra-se 
definitivamente superada. Entende-se que deve 
haver a aplicação simultânea ou concomitante 
dessas normas de proteção tendo em vista a 
identidade do propósito comum de proteção do 
ser humano em todas e quaisquer circunstâncias. 
O estrangeiro que foge para o nosso país porque é 
perseguido seu por questões religiosas em seu 
estado de origem poderá pedir a condição de 
refugiado ao: 
a) Alto Comissariado das Nações Unidas; 
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b) Comitê Nacional para Refugiados; 
c) Conselho Nacional de Imigração; 
d) Departamento de Polícia Federal; 
e) Justiça Comum. 
 
QUESTÃO 51 
O Positivismo Jurídico ou Juspositivismo é uma 
corrente da teoria do Direito que procura explicar 
o fenômeno jurídico a partir do estudo das 
normas positivas, ou seja, daquelas normas postas 
pela autoridade soberana de determinada 
sociedade. Ao definir o Direito, o positivismo 
identifica, portanto, o conceito de direito com o 
direito efetivamente posto pelas autoridades que 
possuem o poder político de impor as normas 
jurídicas. Segundo esta corrente de pensamento, 
os requisitos para verificar se uma norma 
pertence ou não a um dado ordenamento jurídico 
têm natureza formal, vale dizer, independem de 
critérios de mérito externos ao Direito, 
decorrentes de outros sistemas normativos, como 
a moral, a ética ou a política. O Direito é definido 
com base em elementos empíricos e mutáveis 
com o tempo - é a tese do fato social, ou das 
fontes sociais ou convencionalistas. Nega-se, com 
isso, as teorias dualistas que admitem a existência 
de um Direito Natural ao lado do Direito Positivo. 
O positivismo jurídico engloba doutrinas que: 
a) Igualam o Direito Natural ao Direito Positivo; 
b) Acreditam ser o Direito Positivo o 
desdobramento inevitável do Direito Natural; 
c) Afirmam serem as Leis do Estado portadoras de 
valores positivos; 
d) Defendem a observância ao Direito Positivo 
como um dever moral; 
e) Repelem a crença em um fundamento 
valorativo do direito. 
QUESTÃO 52 
Hans Kelsen em sua Teoria Pura do Direito, 
concebe o Direito como uma “Técnica social 
específica”. Segundo o filósofo, na obra o que é 
justiça?, “Esta técnica é caracterizada pelo fato de 
que a ordem social designada como ‘Direito’ tenta 
ocasionar certa conduta dos homens, considerada 
pelo legislador como desejável, provendo atos 
coercitivos como sanções no caso da conduta 
oposta”. Tal concepção corresponde à definição 
Kelseniana do Direito como: 
a) Uma posição da justiça natural; 
b) Uma ordem estatal facultativa; 
c)Uma ordem axiológica que vincula a 
interioridade; 
d) Um veículo de transformação social; 
e) Uma ordem coercitiva. 
 
QUESTÃO 53 
A visão sociológica permite a descrição da 
experiência individual humana e sua História 
conjunta. Ao longo da história, várias visões foram 
apresentadas, dentre as quais se destacam a de 
Zygmunt Bauman, na obra Modernidade Líquida e 
a de Pierre Bourdieu, na obra Poder Simbólico. 
I.Para Bauman, a procrastinação, no mundo 
líquido da modernidade, é vista como uma 
posição ativa, tentativa de assumir o controle. 
II.A escolha racional, na modernidade, significa 
buscar gratificações evitando consequências e 
particularmente responsabilidades, segundo 
Bauman. 
III.Bauman, em sua obra, retrata com 
peculiaridade a negação ao consumo, na 
modernidade, que não se apresenta como um 
passatempo. 
IV.Bourdieu observa que na reivindicação da 
autonomia do pensamento e ação jurídicos, 
afirma-se ituição de teoria de pensamento 
totalmente liberto do peso social. 
V.Segundo Bourdieu, o Direito é a forma por 
excelência do poder simbólico de nomeação. Ele 
faz o mundo social, mas com a condição de não se 
esquecer de que ele é feito por este. 
Estão corretas APENAS as afirmações: 
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a) I, II e III; 
b) II, IV e V; 
c) II, III e IV; 
d) I, II e IV; 
e) I, IV e V. 
 
QUESTÃO 54 
Chaïm Perelman é conhecido pela sua teoria da 
argumentação, na qual discute os pressupostos 
para que o discurso jurídico seja lógico, bem como 
seus pressupostos de validade. Ao tratar da 
decisão jurídica, diz exatamente que ela tem três 
destinatários, os quais devem ser convencidos do 
acerto do magistrado. Segundo Chaïm Perelman, 
ao tratar da argumentação jurídica na obra 
“Lógica Jurídica”, a decisão judicial aceitável deve 
satisfazer três auditórios para os quais ela se 
destina. 
Assinale a alternativa que indica corretamente os 
auditórios. 
a) A opinião pública, o parlamento e as cortes 
superiores; 
b) As partes em litígio, os profissionais do direito e 
a opinião pública; 
c) As partes em litígio, o parlamento e as cortes 
superiores.; 
d) As cortes superiores, os organismos 
internacionais e os profissionais do direito; 
e) Os profissionais do direito e as partes 
envolvidas. 
 
QUESTÃO 55 
Ronald Dworkin foi o responsável para chamar 
atenção para o fato de que as normas jurídicas se 
classificam em regras e princípios e que existem 
diferenças fundamentais entre tais espécies 
normativas. Tratando de questões como a história 
institucional e o romance em cadeia, o filósofo 
estadunidense promoveu o ingresso dos 
princípios na interpretação jurídica, de forma a 
que as decisões pudessem ser tomadas com base 
em valores, buscando um julgamento mais justo e 
adequado. Em seu livro “Levando os Direitos a 
Sério”, Ronald Dworkin cita o caso Riggs contra 
Palmer, em que um jovem matou o próprio avô 
para ficar com a herança. O Tribunal de Nova 
Iorque (em 1889) julga o caso considerando que a 
legislação do local e da época não previa o 
homicídio como causa de exclusão da sucessão. 
Para solucionar o caso, o Tribunal aplica o 
princípio, não legislado, do direito que diz que 
ninguém pode se beneficiar de sua própria 
iniquidade ou ilicitude. Assim, o assassino não 
recebeu sua herança. Com esse exemplo podemos 
concluir que a jusfilosofia de Ronald Dworkin, 
dentre outras coisas, pretende: 
a) Revelar que a responsabilidade sobre o maior 
ou menor grau de justiça de um ordenamento 
jurídico é responsabilidade exclusiva do legislador 
que deve se esforçar por produzir leis justas; 
b) Mostrar como as cortes podem ser ativistas 
quando decidem com base em princípios e não 
com base na lei e que decidir assim fere o Estado 
de Direito; 
c) Defender que regras e princípios são normas 
jurídicas que possuem as mesmas características 
e, por isso, ambos podem ser aplicados 
livremente pelos tribunais; 
d) Argumentar que regras e princípios são normas 
com características distintase em certos casos, os 
princípios poderão justificar de forma mais 
razoável a decisão judicial, pois a tornam também 
moralmente aceitável; 
e) Que a criação de leis dependia de usos e 
costumes da época. 
 
QUESTÃO 56 
Homicídio culposo ou homicídio involuntário 
ocorre quando uma pessoa mata outra, mas sem 
que tivesse esta intenção, nem aceitando os riscos 
que levem à morte da outra; pode ser por 
negligência, imperícia ou imprudência. Assinale a 
alternativa que preenche correta e 
respectivamente as lacunas da frase abaixo. No 
crime de homicídio culposo (inconsciente), o 
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agente é punido pelo comportamento dirigido a 
um fim ________ em função de sua __________ . 
a) Irrelevante (lícito) ;imperícia; 
b) Irrelevante (lícito) ;negligência; 
c) Relevante (ilícito) ;negligência; 
d) Relevante (ilícito) ;imperícia; 
e) Todas as respostas estão erradas. 
 
QUESTÃO 57 
No caput do art. 2º do Código Penal Brasileiro, a 
Abolitio Criminis é assim definida: "Ninguém pode 
ser punido por fato que lei posterior deixa de 
considerar crime, cessando em virtude dela a 
execução e os efeitos penais da sentença 
condenatória." O Abolitio Criminis, também 
chamada Novatio legis, significa que: 
a)A lei antiga possui ultra-atividade, desde que 
mais severa; 
b)A lei nova não retroage, ainda que mais 
benéfica; 
c)Constitui fato jurídico extintivo da punibilidade; 
d)Não extingue a punibilidade; 
e)A punibilidade pode ser relativa. 
 
QUESTÃO 58 
A dosimetria (cálculo) da pena é o momento em 
que o Estado – detentor do direito de punir (jus 
puniendi) – através do Poder Judiciário, comina ao 
indivíduo que delinque a sanção que reflete a 
reprovação estatal do crime cometido. O Código 
Penal Brasileiro, em sua parte especial, estabelece 
a chamada pena em abstrato, que nada mais é do 
que um limite mínimo e um máximo para a pena 
de um crime (Exemplo: Artigo 121. Matar Alguém- 
Pena: Reclusão de seis a vinte anos). A dosimetria 
da pena se dá somente mediante sentença 
condenatória. A dosimetria atende ao sistema 
trifásico estabelecido no artigo 68 do Código 
Penal, ou seja, atendendo a três fases: Fixação da 
Pena Base; Análise das circunstâncias atenuantes 
e agravantes; Análise das causas de diminuição e 
de aumento. 
O cálculo da pena criminal é feito: 
a)Atendendo-se, em segundo lugar, as 
circunstâncias judiciais; 
b)Atendendo-se, em primeiro lugar, as causas de 
aumento e diminuição da pena; 
c)Atendendo-se as circunstâncias judiciais, em 
seguida atenuantes e agravantes e as causas de 
aumento e diminuição; 
d)Atendendo-se, apenas, as circunstâncias 
agravantes e atenuantes; 
e)Atendendo-se o grau de periculosidade do 
agente. 
 
QUESTÃO 59 
Súmula 18 STJ: A sentença concessiva do perdão 
judicial é declaratória da extinção da punibilidade, 
não subsistindo qualquer efeito condenatório. A 
sentença concessiva de perdão judicial tem 
natureza: 
a) Absolutória; 
b) Declaratória; 
c) Condenatória, isentando somente da pena; 
d) Condenatória, isentando de todos os efeitos; 
e) Suspensiva. 
 
QUESTÃO 60 
Nos crimes em que a pena mínima cominada for 
igual ou inferior a um ano, o Ministério Público, ao 
oferecer a denúncia, deverá propor a suspensão 
condicional do processo, por dois a quatro anos, 
desde que o acusado não esteja sendo processado 
ou não tenha sido condenado por outro crime, 
presentes os demais requisitos que autorizariam a 
suspensão condicional da pena, listados no art. 77 
do CP, a saber: que o réu não seja reincidente em 
crime doloso e a culpabilidade, os antecedentes, a 
conduta social e a personalidade do agente, bem 
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como os motivos e as circunstâncias, autorizarem 
a concessão do benefício. É o que se extrai do art. 
89, caput, da Lei n. 9.099/95 (Juizados Especiais 
Criminais). Admite suspensão condicional do 
processo: 
a) O delito de Corrupção Ativa; 
b) O delito de Corrupção Passiva; 
c) O delito de Estelionato; 
d) O delito de Roubo; 
e) O delito de homicídio. 
 
QUESTÃO 61 
Desde sua origem, Roma fora governada por reis. 
Um deles foi expulso por tirania em 509 a.C. e o 
governo da República se estabeleceu, propondo 
uma nova divisão de poderes entre o Senado, os 
Magistrados e as Assembleias. Com as conquistas 
militares de novos territórios, os generais do 
Exército acumularam muitos poderes políticos e 
para deterem as revoltas dos povos dominados, 
resolveram concentrar o poder. Júlio César era um 
general que havia conquistado a Gália em 60 a.C. 
Depois disso, deu um golpe em Roma, atacando-a 
no ano de 49 a.C. e proclamando-se ditador 
perpétuo (ou seja, governaria com poderes 
ilimitados até a sua morte). Foi nesse mesmo ano 
que conseguiu dominar o Egito. No entanto, nem 
ele nem seu governo tiveram vida longa. Foi 
assassinado pelos próprios romanos em 44 a.C. A 
expansão de Roma durante a República, com o 
consequente domínio da bacia do Mediterrâneo, 
provocou sensíveis transformações sociais e 
econômicas, dentre as quais: 
a) Marcado processo de industrialização, êxodo 
urbano, endividamento do Estado; 
b) Fortalecimento da classe plebeia, expansão da 
pequena propriedade, propagação do 
cristianismo; 
c) Crescimento da economia agropastoril, 
intensificação das exportações, aumento do 
trabalho livre; 
d) Enriquecimento do estado romano, 
aparecimento de uma poderosa classe de 
comerciantes, aumento do número de escravos; 
e) Diminuição da produção nos latifúndios, 
acentuado processo inflacionário, escassez de 
mão de obra escrava. 
 
QUESTÃO 62 
As perseguições do Império Romano aos cristãos 
durante o segundo e terceiro séculos eram cruéis. 
Mesmo quando havia paz, a perseguição podia 
recomeçar a qualquer momento, cada vez mais 
violenta. O governo imperial se incomodava com 
o crescimento e com os “mistérios” que 
envolviam os cristãos, que se negavam a 
participar das cerimônias religiosas regulares 
realizadas pelos romanos, bem como aceitar que 
o imperador fosse adorado como um deus. Este 
foi o principal motivo das perseguições. Mas, 
também existiam outros motivos, como por 
exemplo: religiosos e políticos. Várias razões 
explicam as perseguições sofridas pelos cristãos 
no Império Romano, entre elas: 
a) A oposição à religião do Estado Romano e a 
negação da origem divina do Imperador, pelos 
cristãos; 
b) A publicação do Edito de Milão que impediu a 
legalização do Cristianismo e alimentou a 
repressão; 
c) A formação de heresias como a do Arianismo, 
de autoria do bispo Ário, que negava a natureza 
divina de Cristo; 
d) A organização dos Concílios Ecumênicos, que 
visavam promover a definição da doutrina cristã; 
e) O fortalecimento do Paganismo sob o 
Imperador Teodósio, que mandou martirizar 
milhares de cristãos. 
 
QUESTÃO 63 
A Ruralização do Império Romano aconteceu a 
partir do século III, com o fim das guerras de 
expansão, ouve uma drástica diminuição 
quantidade de mão de obra escrava, visto que a 
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economia do Império era baseada no escravismo 
.Com isso, causou um não crescimento da 
indústria e agricultura para contrabalançar várias 
medidas foram adotadas na tentativa de conter a 
crise, como a criação de impostos pagos em 
produtos, congelamento de preços e salários, e a 
fixação do camponês à terra, iniciando a formação 
do colonato e que na prática, contribuíram para o 
desabastecimento e para um processo de maior 
ruralização. Porém, mesmo com essas medidas, 
não evitou as várias outras crises que afetaram o 
Império, que começou com a anarquia militar, 
inchamento da máquina estatal com funcionários 
corruptos, imperados fracos e com 
administradores incompetentes, a divisão do 
império e as invasões barbaras afundaram mais na 
crise o que ocasionoumais tarde queda do 
Império. Tudo isso fez o desemprego aumentar 
junto com a inflação e desvalorização da moeda, 
que atingiu em cheio as cidades muito populosas, 
elas começaram a sofrer com o desabastecimento 
e falta de assistência das autoridades, isso fez a 
população abandonar as cidades em direção ao 
campo em busca de trabalho e melhores 
condições de vida, lá elas se colocavam a serviços 
dos grandes proprietários de terras ou 
arrendavam as terras desses em troca de entregar 
metade da produção para os proprietários essa 
pratica deu origem ao feudalismo que marcaria 
toda a Idade Média. A ruralização econômica do 
Império Romano do Ocidente (do século III ao V 
d.C.) NÃO teve como consequência: 
a) O rebaixamento de muitos homens livres à 
condição de colonos que se tornaram presos à 
terra; 
b) O surgimento do colonato, que se constituiu no 
arrendamento de terras aos camponeses; 
c) O latifúndio, principal unidade de produção, 
tornou-se quase autossuficiente; 
d) O aumento do afluxo de escravos para Roma, 
que dinamizou a expansão da economia agrícola; 
e) O campo tornou-se mais seguro que as cidades, 
em decorrência das desordens político sociais e da 
crise econômica. 
 
 
QUESTÃO 64 
Com base no texto abaixo responda: 
"Os homens que combatem e morrem pela Itália 
têm o ar, a luz e mais nada (...). Lutam e 
perecem para sustentar a riqueza e o luxo de 
outro, mas embora sejam chamados senhores 
do mundo, não têm um único torrão de terra 
que seja seu." 
(Tibério Graco - Perry Anderson, PASSAGEM DA 
ANTIGÜIDADE AO FEUDALISMO, pág. 60) 
 
Os irmãos Tibério e Caio Graco, Tribunos da Plebe 
romana, pretendiam: 
a) Limitar a área de terras públicas (Ager 
Publicus) ocupadas por particulares e distribuir as 
mesmas aos cidadãos pobres; 
b) Limitar a área de latifúndios e distribuir as 
terras públicas aos patrícios; 
c) Limitar o direito de cidadania romana aos 
habitantes do Lácio, Etrúria e Sabínia; 
d) Limitar a excessiva expansão territorial 
derivada de uma prolongada política de 
conquista e anexação de terras; 
e) Limitar a expropriação dos latifúndios e 
estabelecer propriedades coletivas. 
 
 
QUESTÃO 65 
As Guerras Púnicas consistiram numa série de três 
conflitos que opuseram a República Romana e a 
República de Cartago, cidade-estado fenícia, no 
período entre 264 a.C. e 146 a.C.. Depois de quase 
um século de lutas, ao fim das Guerras Púnicas, 
Cartago foi totalmente destruída e Roma passou a 
dominar o Mar Mediterrâneo. As Guerras Púnicas, 
conflitos entre Roma e Cartago, no século II a.C., 
foram motivadas: 
a) Pela disputa pelo controle do comércio no Mar 
Negro e posse das colônias gregas; 
b) Pelo controle das regiões da Trácia e 
Macedônia e o monopólio do comércio no 
Mediterrâneo; 
c) Pelo domínio da Sicília e disputa pelo controle 
do comércio no Mar Mediterrâneo; 
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d) Pela divisão do Império Romano entre os 
generais romanos e a submissão de Siracusa a 
Cartago; 
e) Pelo conflito entre o mundo romano em 
expansão e o mundo bárbaro persa. 
 
QUESTÃO 66 
Não obstante o Código Civil ter retirado o vício da 
simulação do capitulo afeto aos defeitos dos 
negócios jurídicos, transportando-o para o da 
invalidade, o seu estudo se faz mais adequado 
nessa oportunidade, pois na verdade não se tem 
dúvida de que a simulação é um vício social. É 
uma declaração falsa, enganosa, da vontade, 
visando aparentar negócio diverso do 
efetivamente desejado. Negócio jurídico 
simulado, assim, é o que tem aparência contrária 
à realidade. A simulação é o produto de um 
conluio entre contratantes, para lesar terceiro ou 
obter efeito diferente que a lei estabelece, ou 
ainda, a simulação pode ser real, onde não há 
efetivamente o conluio entre as partes, mas ao 
mesmo tempo, demonstram que uma realidade 
fática, que foi o sustentáculo do negócio jurídico 
nunca se concretizou (ex. adoção efetuada em 
juízo, mas que nunca se concretizou de maneira 
factual, pois o adotado e adotante nunca 
mantiveram uma relação familiar, ou seja, não há 
relação de affectio familiares). O Código Civil 
considera nulo o negócio jurídico simulado. Assim, 
haverá nulidade por simulação nos negócios 
jurídicos quando: 
a) Contiverem confissão, condição ou cláusula não 
verdadeira; 
b) As declarações de vontade emanarem de erro 
que poderia ser percebido por pessoa de 
diligência normal; 
c) Houver silêncio intencional de uma das partes a 
respeito de fato ou qualidade que a outra parte 
haja ignorado, determinante para a realização do 
negócio; 
d) A declaração de vontade de um dos 
contratantes decorra de fundado temor de dano à 
sua pessoa; 
e) As partes assim aceitarem a denúncia. 
QUESTÃO 67 
Negócio Jurídico é um ato lícito, no qual há uma 
composição de interesses, um regramento de 
condutas. É composto de manifestação de 
vontade com finalidade negocial, que em geral é 
criar, adquirir, transferir, modificar ou extinguir 
direitos. De acordo com o Código Civil, o Negócio 
Jurídico é nulo quando celebrado por pessoa 
absolutamente incapaz; for ilícito, impossível ou 
indeterminável o seu objeto; o motivo 
determinante, comum a ambas as partes, for 
ilícito; não revestir a forma prescrita em lei; for 
preterida alguma solenidade que a lei considere 
essencial para a sua validade; tiver por objetivo 
fraudar lei imperativa; a lei taxativamente o 
declarar nulo, ou proibir-lhe a prática, sem 
cominar sanção (art. 166). Por outro lado, será 
anulável o negócio jurídico, além dos casos 
expressamente declarados na lei, por 
incapacidade relativa do agente e por vício 
resultante de: 
a) Quando não se revestir da forma prescrita; 
b) Se o motivo determinante, comum a ambas as 
partes, for ilícito; 
c) Por vício resultante de erro, dolo, coação ou 
fraude contra credores; 
d) Se preterida alguma solenidade considerada 
essencial para a sua validade; 
e) Nenhuma das assertivas acima é verdadeira. 
 
QUESTÃO 68 
Simular é fingir, mascarar, camuflar, esconder a 
realidade. Juridicamente, é a prática de ato ou 
negócio que esconde a real intenção. A intenção 
dos simuladores é encoberta mediante disfarce, 
parecendo externamente negócio que não é 
espelhado pela vontade dos contraentes. As 
partes não pretendem originalmente o negócio 
que se mostra à vista de todos; objetivam tão só 
produzir aparência. Trata-se de declaração 
enganosa de vontade. A característica 
fundamental do negócio simulado é a divergência 
intencional entre a vontade e a declaração. Na 
simulação, há conluio. Existe um processo 
simulatório; acerto, concerto entre os 
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contratantes para proporcionar aparência exterior 
de negócio. Trata-se do chamado vício social, por 
diferir dos vícios de vontade. Na simulação, as 
partes em geral pretendem criar na mente de 
terceiros falsa visão do pretendido. Pode-se 
configurar a simulação quando existe divergência 
intencional entre a vontade e a declaração, 
emanada do acordo entre os contratantes, com o 
intuito de enganar terceiros. No sistema do 
Código Civil de 2002, a simulação se situa no 
plano de nulidade. Então, no caso de simulação 
maliciosa, é CORRETO dizer que para a declaração 
de nulidade é necessário: 
a) Exige-se o resultado do efetivo prejuízo de 
terceiro; 
b) A intenção de prejudicar e mera possibilidade 
do prejuízo ser ocasionado; 
c) A intenção de prejudicar e o efetivo prejuízo a 
terceiro; 
d) Que ocorra prejuízo ou a possibilidade de 
existir o prejuízo, ainda que não haja intenção de 
prejudicar; 
e) Exige-se tão somente a vontade de enganar, 
mesmo que unilateral. 
 
QUESTÃO 69 
A Incapacidade Relativa é uma situação para 
aqueles que podem praticar por si atos da vida 
civil, desde que assistidos por quem a lei 
encarrega deste ofício. Art. 4º doCódigo Civil 
brasileiro. São incapazes, relativamente a certos 
atos, ou à maneira de os exercer. A Incapacidade 
Relativa é causa de anulação do ato negocial. 
Então, de acordo com o Código Civil, se num 
negócio um dos contratantes for capaz e o outro 
incapaz, é CORRETO dizer que a anulabilidade do 
ato pode ser alegada pelo contratante capaz: 
a) Em seu próprio proveito, enquanto não ocorrer 
prescrição, independente de qualquer prejuízo; 
b) Em defesa de seu próprio patrimônio, 
demonstrada a ocorrência de prejuízo; 
c) Sendo indivisível a prestação, objeto do direito 
ou da obrigação comum; 
d) Em nenhuma hipótese; 
e) Todas as hipóteses acima estão corretas. 
 
QUESTÃO 70 
A Incapacidade Civil é o estado no qual se limita 
legal ou judicialmente o exercício da vida civil a 
um indivíduo. Restrição legal ao exercício dos atos 
da vida civil, devendo ser sempre encarada como 
exceção. Pode-se somente afirmar a incapacidade 
do fato, nunca do direito. A incapacidade 
diferencia-se da falta de legitimação por a 
primeira ser genérica (para todos), e a falta de 
legitimação ser específica a um caso (ex.: falta de 
outorga de um dos filhos na venda de um terreno 
pelo pai implica a falta de legitimação do pai). 
Conforme o Código Civil, em relação ao 
pagamento feito cientemente pelo devedor ao 
credor incapaz de quitar, é CORRETO afirmar que: 
a) Não será válido, em qualquer hipótese; 
b) Será válido, em qualquer hipótese, se 
devidamente testemunhado por pessoa capaz; 
c) Será válido, se o devedor provar que ele foi 
efetivamente revertido em benefício do credor; 
d) Será válido, porque o credor incapaz de quitar 
se equipara ao credor putativo; 
e) Não será válido, pois sua incapacidade pode ser 
definitiva. 
 
QUESTÃO 71 
 A Teoria Geral do Estado é a disciplina que 
estuda os fenômenos do Estado, desde sua 
origem, formação, estrutura, organização, 
funcionamento e suas finalidades, 
compreendendo-se no seu âmbito tudo que 
considera existindo no Estado ou sobre ele 
influindo. A Teoria Geral do Estado é uma ciência 
que estuda o Estado nos seus mais amplos 
aspectos e conexões com outras ciências. 
Porque o Estado é uma instituição de caráter: 
a) Sociológico; 
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b) Psicológico; 
c) Filosófico; 
d) Jurídico; 
e) Científico. 
 
QUESTÃO 72 
Com base na Teoria Geral do Estado, em suas 
reflexões sobre controles internos e externos, 
analise as afirmações e assinale a alternativa que 
contenha somente afirmações verdadeiras. 
I. Os costumes, as instituições, os valores e outros 
são considerados fontes diretas da Teoria Geral 
do Estado. 
II.A Sociologia, a História, a Economia, são 
consideradas como ciências formadoras para a 
Teoria Geral do Estado. 
III.Ciências normativas para a Teoria Geral do 
Estado são a Filosofia e a Política. 
Assinale a alternativa correta: 
a) I; II; III são verdadeiras; 
b) I; II; III são falsas; 
c) I e III são verdadeiras; 
d) I e II são verdadeiras; 
e) II e III são verdadeiras. 
 
QUESTÃO 73 
As Teorias do Estado se apresentam sob três 
aspectos principais, todos correlacionados às 
Ciências Humanas, sendo eles o Aspecto 
Sociológico que reflete na teoria, que analisa a 
origem e o desenvolvimento do Estado em função 
de fatores econômicos, sociais e históricos. Como 
exemplo, quando se estuda o Estado "Como é" ou 
"Como foi". É o "Ser" do Estado. Temos também o 
Aspecto Político, que analisa e justifica as 
finalidades do governo, em razão dos diversos 
sistemas de cultura. Por fim, temos o Aspecto 
Jurídico, que é quando a Teoria do Estado analisa 
e estuda a estrutura, a personificação e o 
ordenamento legal do Estado. É o Estado "Como 
deve ser", ou seja, é o "Dever ser" do Estado. A 
Teoria Geral do Estado pode ser analisada através 
de seu tríplice aspecto. 
Faça a correspondência correta entre os aspectos 
da Teoria Geral do Estado, inseridos abaixo, e sua 
respectiva conceituação. 
I. Aspecto sociológico; 
II. Aspecto econômico; 
III. Aspecto político; 
IV. Aspecto psicológico; 
 V. Aspecto jurídico 
( )Quando analisa o Estado em sua realidade 
econômica, histórica, enfim, quando analisa o 
“Ser” do Estado. 
( ) Quando analisa o Estado em seu ordenamento 
legal, enfim, quando analisa o “Dever ser” do 
Estado. 
( ) Quando analisa o Estado em suas finalidades 
de governo, enfim, quando analisa o “Dever ser” 
através da busca das finalidades do governo. 
Assinale a alternativa correta, numerando de cima 
para baixo e essa sequência seja a 
correspondência correta solicitada na questão. 
a) I; V e III; 
b) II; V e III ; 
c) I; II e III; 
d) II III e IV; 
e) II IV e III. 
 
QUESTÃO 74 
O Estado é a “Sociedade politicamente 
organizada”, objetivando manter, pela aplicação 
do Direito, como uma técnica social específica de 
“Uma ordem da conduta humana” as condições 
universais da ordem social em determinado 
território, povo e governo. O Estado, portanto, 
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caracteriza-se pela soberania, internamente 
representada pelo seu “Poder de império”, ou 
seja, a faculdade de impor sua vontade, através 
da força, se necessária, independente da vontade 
do cidadão em particular. Para os dualistas, o 
Estado não é a única fonte do Direito nem com 
este se confunde. O que provém do Estado é 
apenas uma categoria especial do Direito: o 
Direito Positivo. 
O relacionamento do Estado e o Direito é 
explicado: 
a) Pela total dependência do Estado ao Direito; 
b) Por correntes ideológicas conflitantes; 
c) Pela interdependência entre Estado e Direito; 
d) Pela independência entre Estado e Direito; 
e) Por nenhum tipo de relacionamento entre 
Estado e Direito. 
 
QUESTÃO 75 
“O Direito não pode ser considerado apenas sob 
o aspecto normativo, porque em todo fato 
jurídico se verifica uma integração de elementos 
sociais em uma ordem normativa de valor, uma 
subordinação da atividade humana aos fins éticos 
da convivência”, fator este indispensável para 
uma relação humana em sociedade. 
Analisando o texto, depreende-se que é uma 
assertiva que se identifica com: 
a) A Teoria Naturalista; 
b) A Teoria Tridimensional; 
c) A Teoria Monística; 
d) A Teoria Paralelística; 
e) A Teoria Dualística.

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