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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Geomorfologia e Ambiente I
Processos pluviais e 
erosão dos solos
•Prof.ª Dra. Kátia Kellem da Rosa
Prof. Dr. Roberto Verdum
DENUDAÇÃO DO RELEVO
Prof. Kátia kellem, Fontes: Popp, 2012; 
Press et al., 2006; Christopherson, 2011; 
Teixeira et al.,2000
Figura 13.4
Formação dos solos
Diagnóstico ambiental 
de Porto Alegre, 2008.
Christopherson, 2012..
Formação dos 
solos
O solo é um corpo natural de
constituintes orgânicos e
emminerais, diferenciados 
horizontes de espessuras
variáveis, que diferem entre si
na morfologia, composição
física, 
composição
propriedades e
química e
características biológicas.
Neossolo Litólico – Pinheiro Machado, RS 
Streck et al (2002).
Processos dinâmicos pedogenéticos e os fatores
que estão envolvidos na constituição das 
diferentes características dos solos:
Adição 
Remoção 
Translocação
Christopherson (2012)
RELEVO
Lepsch (2011)
Lepsch (2011)
Lepsch (2011)
Cruz Alta Tupanciretã
Erosão dos solos
Campo Grande, MS Frutal, MG
Fonte: Alfredo Castamann,
Erosão dos solos
• Segundo Goudie (1990) a erosão dos solos é o 
principal e mais sério impacto das intervenções
sociais no meio.
• Podem promover perdas de áreas agrícolas, 
desestabilização das encostas, ravinas e voçorocas e 
assoreamento de drenagens fluviais causando redução 
da vida útil dos reservatórios.
Guerra e Jorge (2013).
PROCESSOS DE EROSÃO PLUVIAL
• EROSÃO LAMINAR: remoção progressiva e uniforme da 
superfície do solo.
• EROSÃO LINEAR: concentração de linhas de fluxo 
originando os sulcos, que passam a ravinas e terminam por 
originar as voçorocas.
• MOVIMENTOS DE MASSA: movimentos relacionados a 
encostas com declividades.
Tudo começa com a ação de impacto da gota de chuva sobre o solo desnudo, Salpicamento 
(spash) que ocorre a partir do momento em que as gotas batem no solo e podem causar a 
remoção ou a ruptura dos agregados, selando o topo do solo e formando crostas.
A água que chega ao solo pode infiltrar ou ser armazenada em pequenas depressões.
Splash projeta em suspensão
as partículas do solo.
Foto: RVerdum, 2008. M.Viana/RS 
Pouca cobertura vegetal: Erosão por splash (erosão varia conforme 
o tipo de solo)
Ruptura dos agregados: preenchimento dos poros superficiais do 
solo
Diminui a porosidade podendo formar crostas
Diminuição da infiltração
Escoamento superficial difuso (erosão laminar ou em lençol)
Formação de canais contínuos, como ravinas que se aprofundam e 
se alargam pelo escoamento superficial e subsuperficial (voçorocas)
Erosão dos solos: ação pluvial
Indicadores de problemas erosivos. Denardin, 2012, Embrapa
Ravina
Escoamento hídrico pela 
precipitação.
Sulcos
Escoamento hídrico 
pela precipitação.
Voçoroca
Escoamento hídrico pela 
precipitação e pelo aquífero.
Escoamentos e erosão pluvial
• a) O fluxo laminar (erosão em lençol) é a forma mais lenta e insidiosa de 
erosão. O fluxo difuso filetes de água contornando obstáculos e carregando 
partículas do splash. quase sempre encontra-se associado à rugosidade do 
terreno.
• b) O fluxo concentrado resulta da convergência do escoamento superficial em 
função de microdepressões no terreno, ou ainda da própria geometria da 
vertente. Pode tornar-se canalizado.
• VOÇOROCAS – escoamento e transporte são ampliados para subsuperficie, 
colapsando o solo acima. Formada quando a ravina se aprofunda intercepta o 
lençol freático.
Erosão em lençol
Laminar = escoamento se distribui pelas encostas de forma difusa, 
dispersa, não concentrado em canais.
Quanto maior a turbulência do fluxo maior é a erosão.
Transporta as partículas postas em suspensão pelo splash.
Foto: RVerdum, 2010. SF de Assis/RS.
Ravinas
Escoamento torna-se canalizado.
Podem ser formadas próximas da base das encostas.
A ravina pode evoluir para uma voçoroca e ser um canal de
curso d’água permanente.
Desmatamento e uso da terra aceleram.
Tem mais facilidade para se formarem em solos arenosos e mais
dificuldade em solos argilosos.
Agricultura mecanizada por tempo prolongado reduz a matéria 
orgânica do solo e degrada a sua estrutura.
Foto: RVerdum, 2010. SF de Assis/RS.
Foto: DSuertegaray, 2010. Quaraí/RS.
Voçorocas
Aprofundam-se até atingir o lençol freático.
Erosão acelerada pelo desmatamento, uso agrícola, pastoreiro e 
queimadas.
Alargamento/aprofundamento das ravinas, pela precipitação, ou
pelo escoamento subsuperficial.
Foto: RVerdum, 2010. SF de Assis/RS.
Fatores controladores dos processos 
erosivos nas vertentes
Erosividade da chuva.
Erodibilidade:
• Propriedades do solo, relacionados com agregação, 
textura, geologia...
•Cobertura vegetal.
•Características das encostas.
• Manejo do solo = as sociedades humanas aceleram ou 
retardam estes processos morfogenéticos.
FATORES QUE INFLUEM NA EROSÃO
Erosividade
Guerra e Botellho (1999) Guerra e Marçal (2009)
Erosividade da chuva
Escoamento iniciado quando a taxa de infiltração é 
menor que a de precipitação.
Splash = partículas são desagregadas;quebra dos grãos 
pela intensidade pluviométrica=compactação do solo
=escoamento superficial.
(Guerra e Cunha, 2009).
Erodibilidade depende:
Teor de matéria orgânica 
Densidade
Porosidade 
Textura
Estabilidade dos agregados 
pH do solo
ESTRUTURA
As partículas de areias, argilas e siltes encontram-se em condições naturais, aglomerados 
em unidade que são denominadas de agregados. Os agregados têm formato e tamanho 
variados e estão separados uns dos outros por fendilhamentos.
Denardin, 
2012, Embrapa
Latossolo
Diagnóstico ambiental de Porto Alegre, 2008.
Argissolo Vermelho em áreas de 
relevo mais ondulado.
Neossolo Litólico
Neossolo quartzarênicos
Fonte: Alfredo Castamann, 2013
Cobertura vegetal
• ajuda a formar húmus=
• +estabilidade dos agregados + porosidade +
infiltração-erosão.
• Reduz a energia cinética (intensidade da chuva).
• Impede erosão pelo vento (deflação).
• Quanto mais vegetação mais infiltração.
• Produz mais matéria orgânica que agrega as partículas do solo.
• Vegetação com folhas largas podem até aumentar a energia cinética da
chuva+splash.
Fatores que aceleram a erosão dos 
solos:
Guerra e Botellho (1999) e Guerra e Marçal (2009)
▪ Remoção da cobertura vegetal
▪ Manejo impróprio dos solos
• Urbanização
• Mecanização intensa
• Cortes em encostas
Conservação dos solos
– Uso das terras de acordo com sua aptidão.
– Adoção de práticas de cultivo e conservação do solo.
– Permitam corrigir as limitações e favoreçam a 
produtividade das terras.
– Considerar os mecanismos que determinam os 
processos erosivos para a realização do planejamento 
ambiental em auxílio à gestão territorial.
Importância do planejamento do uso do solo e a 
aplicação de estratégias conservacionistas
● Manutenção espessura do solo e produtividade.
● Manutenção sistema solo: armazenador de 
nutrientes.
● Promove a acumulação de matéria orgânica
● Manutenção da biodiversidade.
● Efeitos a longo prazo: prevenção assoreamento e 
ocorrência de enchentes.
Referências
AB’SABER, A. Domínios morfoclimáticos e solos do Brasil. In: ALVAREZ, V.H.; FPONTES, L.E.F.; 
FONTES, M.P.F. (Ed). O solo nos grandes domínios morfoclimáticos do Brasil e o 
desenvolvimento sustentado. Viçosa, MG: SBCS e UFV-DS. 1996.
GUERRA, A. J. T. O início do Processo Erosivo. In: Erosão e Conservação dos Solos 
Conceitos, Temas e Aplicações. A. J. T. GUERRA; SILVA, A. S.; BOTELHO, R.G.M. (orgs.). Rio 
de Janeiro, Editora Bertrand Brasil, 1999, p. 15-55.
GUERRA, A. J. T.; JORGE, M. C. O. Processos erosivos e recuperação de áreas 
degradadas. São Paulo: Oficina de Textos. 2013. 192p.
LEPSCH, I. F. 19 Lições de Pedologia. São Paulo: Oficina de Textos. 2011. 456 p.
RESENDE, M.; CURI, N.; REZENDE, S.B. de; CORRÊA, G.F. Pedologia: base para
distinção de ambientes. 3.ed. Viçosa, MG: NEPUT. 2007. 338 p.
SANTOS, H. G.; JACOMINE, P. K. T.; ANJOS, L. H. C.; OLIVEIRA, V. A.; LUMBRERAS, J.F.; COELHO, 
M. R.; ALMEIDA, J. A.; CUNHA, T. J. F.; OLIVEIRA, J. B. Sistema Brasileiro de
Classificação de Solos – 3 ed. rev. ampl. – Brasília, DF : Embrapa, 2013. 353 p.
http://ppegeo.igc.usp.br/scielo.php?pid=S0101- 
90822010000400006&script=sci_arttext
http://ppegeo.igc.usp.br/scielo.php?pid=S0101-
	Slide 1: Processos pluviais e erosão dos solos
	Slide 2: DENUDAÇÃO DO RELEVO
	Slide 3: Formação dos solos
	Slide 4: Formação dos solos
	Slide 5: Processos dinâmicos pedogenéticos e os fatores
	Slide 6: RELEVO
	Slide 7
	Slide 8
	Slide 9: Erosão dos solos
	Slide 10: Erosão dos solos
	Slide 11: PROCESSOS DE EROSÃO PLUVIAL
	Slide 12: Tudo começa com a ação de impacto da gota de chuva sobre o solo desnudo, Salpicamento (spash) que ocorre a partir do momento em que as gotas batem no solo e podem causar a remoção ou a ruptura dos agregados, selando o topo do solo e formando cro
	Slide 13: Pouca cobertura vegetal: Erosão por splash (erosão varia conforme o tipo de solo)
	Slide 14: Erosão dos solos: ação pluvial
	Slide 15: Escoamentos e erosão pluvial
	Slide 16
	Slide 17
	Slide 18
	Slide 19: Fatores controladores dos processos erosivos nas vertentes
	Slide 20: FATORES QUE INFLUEM NA EROSÃO
	Slide 21: Erosividade da chuva
	Slide 22: Erodibilidade depende:
	Slide 23
	Slide 24: Latossolo
	Slide 25: Argissolo Vermelho em áreas de relevo mais ondulado.
	Slide 26: Neossolo quartzarênicos
	Slide 27: Cobertura vegetal
	Slide 28
	Slide 29
	Slide 30: Fatores que aceleram a erosão dos solos:
	Slide 31: Conservação dos solos
	Slide 32
	Slide 33: Referências

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