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APOSTILA DE 
GEOGRAFIA 
 Estrutura da Terra 
 Textos e Atividades 
 
por 
 
Érico Anderson de Oliveira 
& Rosália C. Sanábio de Oliveira 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2021 
ERICO
Textbox
2022
 2 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
1 – A ESTRUTURA DA TERRA 03 
1.1 - A Hipótese de Laplace 03 
1.2 - O Interior da Terra 03 
1.3 - A Estrutura Interna da Terra 
 
04 
2 – A CONSTITUIÇÃO DA LITOSFERA OU CROSTA/ROCHAS E MINERAIS 05 
2.1 - Rochas Magmáticas ou Ígneas 06 
2.2 - Rochas Sedimentares ou Estratificadas 07 
2.3 - Rochas Metamórficas 
 
09 
2.4 - O Ciclo das Rochas 
 
09 
3 – O RELEVO TERRESTRE 10 
3.1 - Os Agentes Internos 10 
3.2 – Os Agentes Externos 
 
13 
3.3 Formação dos Solos 16 
3.4 Questões a serem analisadas (Deriva Continental, Tectônica de Placas, Eras geológicas, 
Relevo Brasileiro) 
17 
3.5 Sugestões de livros/filmes/vídeos 27 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 3 
1 - A ESTRUTURA DA TERRA 
 
 Estruturalmente, a Terra é composta de quatro camadas de natureza muito 
diferentes entre si: A biosfera é um termo elaborado pelo geólogo sueco Eduard Suess, 
em 1985, e corresponde ao conjunto de ecossistemas da Terra. No campo das Ciências 
da Terra, ela é vista em conjunção com os elementos do clima, do relevo e da hidrografia, 
constituindo-se como o campo natural de reprodução das atividades e comportamentos 
dos seres vivos. 
 
 Fonte: https://pt.dreamstime.com/ 
 
 - Atmosfera - camada gasosa que envolve a Terra; 
 - Hidrosfera - camada constituída pela água existente sobre a superfície terrestre; 
 - Litosfera - camada constituída de material sólido (rochas e minerais); 
 - Biosfera - corresponde aos seres vivos, animais e vegetais. 
 
1.1 - A Hipótese de Laplace 
 
 Segundo a hipótese de Laplace, a Terra sofreu um prolongado e contínuo processo 
de resfriamento de fora para dentro, que resultou na consolidação de sua parte externa 
(litosfera) e na permanência em seu interior de materiais em estado de fusão (magma). 
 A litosfera é, portanto, a camada externa e consolidada da Terra, enquanto que o 
magma pastoso corresponde à sua porção interna, onde elevadas temperaturas mantém 
os materiais em estado fluido-pastoso. 
 
1.2 - O Interior da Terra 
 
 O conhecimento do interior da Terra só é possível através de meios indiretos, como 
o grau geotérmico, os abalos sísmicos, as erupções vulcânicas, meteoritos, etc. 
 Em função desses indicadores, sabemos, por exemplo, que tanto a temperatura 
quanto a densidade aumentam progressivamente com o aumento da profundidade. 
 Apesar do interesse demonstrado pelo homem em conhecer o interior da Terra, é 
impossível de ser realizada uma exploração direta, pois os obstáculos são muitos. De 
 4 
acordo com a noção de grau geotérmico, a temperatura aumenta na razão de 1º grau 
para cada 30 a 40 metros de profundidade, concluindo-se, portanto, que a 50km de 
profundidade teríamos temperaturas de aproximadamente 1.800ºC. 
 O raio médio da Terra é de 6.371 km, enquanto que uma das perfurações mais 
profundas que se conhece é o Poço Superprofundo de Kola, que fica na Rússia. Essa 
cavidade foi iniciada na década de 1970, pela extinta União Soviética, e já alcançou por 
volta de 12.000 metros de profundidade. 
Link : http://www.big1news.com.br/buraco-de-kola-ou-poco-superprofundo-onde-fica-e-
quais-descobertas.html 
 
 GRADIENTE TÉRMICO 
 
 
 Fonte: https://pt.slideshare.net 
 
1.3 - A Estrutura Interna da Terra 
 
 A Terra é formada por camadas sucessivas, apresentando cada uma delas uma 
determinada constituição física e química. 
 Da superfície para o interior, reconhece-se a existência das seguintes camadas: 
 
a) Crosta Terrestre ou Litosfera: camada externa e consolidada, com espessura 
aproximada de 50 km e subdividida em "SIAL" e "SIMA". 
. SIAL - porção superior da crosta, correspondendo ao solo e subsolo, principal domínio 
das rochas sedimentares e graníticas e dos minerais de silício e alumina (sial). 
. SIMA - porção inferior da crosta, com predomínio de rochas basálticas e dos minerais de 
silício e magnésio (sima). 
 
b) Magma Pastoso: o domínio do magma estende-se por mais de 6.300 km do interior do 
globo terrestre, compreendendo três porções principais que são: 
. MANTO - camada situada logo abaixo do "sima". Tem temperaturas em torno de 
3.400ºC. 
. CAMADA INTERMEDIÁRIA OU NÚCLEO EXTERNO - situa-se entre o manto e o núcleo 
da Terra. As temperaturas podem alcançar os 4.000º. 
. NIFE - é o núcleo central da Terra, domínio do níquel e do ferro. Com densidade de 
12,2 e temperaturas de 4.000ºC. 
 5 
 
 
FONTE: MOREIRA, Igor. O Espaço Geográfico. São Paulo, Ática, 2012. (Adaptado) 
 
Das camadas da Terra, a crosta é a que mais interessa ao homem, já que a 
superfície terrestre é o seu habitat. 
 
 
2 - A CONSTITUIÇÃO DA LITOSFERA OU CROSTA/ROCHAS E MINERAIS 
 
 A litosfera é a camada externa e consolidada da Terra. É na sua superfície que 
ocorrem os fenômenos de erosão e sedimentação e é nela que vivemos. A crosta 
apresenta espessura bastante variável: 60 km nas montanhas e apenas 5 a 10 km nas 
bacias oceânicas. Nos continentes, sua espessura tem uma média de 50 km. 
 A litosfera é constituída por rochas e minerais. As rochas são formadas por 
minerais e estes pelos elementos químicos. 
 
ELEMENTO 
QUÍMICO 
MINERAL ROCHA 
1. Oxigênio A - Feldspato (1, 3, 7) Granito (A, B, C) 
2. Silício B - Quartzo (1, 2) Riólito (A, B, C, D) 
3. Alumínio C - Mica (1, 2, 3, 7) Basalto (A, F) 
4. Ferro D - Calcita (5) Calcário (D) 
5. Cálcio E - Anfibólio (2, 4, 5, 8) 
6. Sódio F - Piroxênio (4, 8) 
7. Potássio 
8. Magnésio 
 
 Mineral é um elemento ou mais de um elemento químico de composição química 
definida, resultante de processos inorgânicos, normalmente sólidos e encontrados 
naturalmente na crosta terrestre. Quase todos os minerais se apresentam na natureza em 
estado sólido, à exceção da água e do mercúrio, que em condições normais, são líquidos. 
 
 Minério é definido como um mineral que pode ser explorado economicamente, 
isto é, quando determinado mineral apresenta algum valor comercial. 
 
 Um mineralóide é qualquer sólido ou líquido que ocorre naturalmente na crosta e 
que não possui arranjo sistemático dos átomos que o constituem. Os mineralóides são, 
portanto, substâncias não cristalinas, ou seja, amorfas. 
Exemplo: carvão mineral, betume e vidro vulcânico. 
 
 6 
 Rocha é um agregado natural e multigranular formado de um ou mais minerais 
e/ou mineralóides. 
 De acordo com a origem, as rochas são classificadas em três grupos, que são: 
 - Magmáticas ou Ígneas; 
 - Sedimentares; 
- Metamórfícas. 
 
2.1 - Rochas Magmáticas ou Ígneas (do latim ignis: fogo) 
 
São rochas formadas pela solidificação do magma pastoso. As rochas magmáticas 
são de dois tipos: intrusivas ou plutônicas e extrusivas/efusivas ou vulcânicas. 
 
 Intrusivas ou Plutônicas - são formadas no interior da Terra pela lenta 
solidificação do magma. Essas rochas, devido à sua lenta formação, apresentam-se 
constituídas por minerais macroscópicos, vistos olho nu. Exemplo: granito, sienito, diorito, 
gabro. São bastante antigas e resistentes, constituem o embasamento rochoso (escudos) 
dos atuais continentes. 
 
 
FONTE: MIGUEL, A. San et all. Atlas de Geologia. Rio de 
Janeiro, Livro Íbero-Americano, 1980. 
 
 
Esta resistência é conferida pelo processo de 
consolidação dos minerais constituintes, que foi 
muito lento e permitiu que fossem formadas 
estruturas macrocristalinas 
 
 Exemplos de Rochas Magmáticas Intrusivas ou Plutônicas 
 
Granito 
Fonte:https://tectonicplatesbr.files.wordpress.com 
 
Gabro 
 
Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki 
 
 
 Extrusivas, Efusicas ou Vulcânicas - são formadas pela solidificação rápida do 
material magmático (lava) quando em contato coma atmosfera durante o vulcanismo, ou 
seja, quando acontece uma erupção vulcânica e o magma do interior é expelido para a 
superfície terrestre. Como a solidificação é rápida, os minerais não têm tempo para 
formarem cristais macroscópicos, visíveis a olho nu, como no caso das rochas 
magmáticas intrusivas, formando ao contrário, uma massa homogênea denominada 
 7 
massa afanítica (do grego αφανης,"invisível"), nesse caso, os cristais são quase 
imperceptíveis a olho nu. Assim, são formadas apenas na superfície terrestre. Exemplo: 
basalto. No Brasil, temos na cidade de Torres – RS, paredões de basalto formados por 
derrames de lava a milhões de anos atrás. 
 
 Exemplo de Rocha Magmática Extrusiva ou Vulcânica 
 
Lava vulcânica 
Fonte: pinterest.com.br 
 
 basalto 
 
: 
Fonte: http://segredosdaciencia.blogspot.com/2011/04/rochas-magmaticas.html 
 
 
2.2 - Rochas Sedimentares ou Estratificadas (em camadas) 
 
 A superfície terrestre sofre contínua ação dos agentes erosivos externos (ondas do 
mar, águas da chuva, geleiras, ventos, sol, etc.), que vão desgastando as rochas, 
transformando-as em fragmentos/detritos de variados tamanhos, denominados 
sedimentos. 
 Os sedimentos assim originados são chamados de clásticos ou mecânicos. 
Quando depositados e acumulados, formam as rochas sedimentares de origem clástica. 
Mas os organismos vivos também podem sofrer deposição. São os sedimentos orgânicos, 
que vão formar as rochas sedimentares de origem orgânica. Outras vezes, a deposição 
ocorre através de um processo químico, com a dissolução e posterior precipitação. Nesse 
caso, a rocha sedimentar será de origem química. 
 Portanto, quanto à origem, temos três tipos de rochas sedimentares: clásticas ou 
mecânicas, orgânicas e químicas. 
 As rochas sedimentares são também chamadas de estratificadas, em virtude de se 
apresentarem em camadas ou estratos, que vão sendo formadas a partir da deposição 
paulatina de sedimentos em áreas deprimidas/mais baixas, chamadas também de 
planícies de deposição. 
 8 
 As rochas sedimentares clásticas ou mecânicas são as mais abundantes, e o 
critério mais comum para classificá-las é o granulométrico, isto é, de acordo com o 
tamanho dos sedimentos que compõem a rocha, desprezando-se a composição química 
e a constituição mineralógica. 
 
 CLASSIFICAÇÃO DOS SEDIMENTOS 
SEDIMENTO DIÂMETRO (em mm) 
Matacão maior que 200 
Cascalho Grosso 20 a 200 
Cascalho Fino 2 a 20 
Areia Grossa 0,2 a 2 
Areia Fina 0,02 a 0,2 
Silte 0,002 a 0,02 
Argila menor que 0,0002 
 
 
Esses sedimentos vão se acumulando em grandes depósitos, por vezes com vários 
quilômetros de espessura, formando as bacias sedimentares. O conhecimento detalhado 
dessas rochas é muito importante porque nos conta a história da sua origem. Assim 
poderemos saber como era o ambiente na época de sua formação. 
 Por exemplo: se o seixo for redondo, sem arestas, saberemos que foi rolado 
durante muito tempo. Pode ser um seixo transportado por água corrente (rios). Se o seixo 
for achatado como um “hambúrguer” e com estrias não cruzadas, provavelmente, deve 
ser um seixo marítimo ou aquele que sofreu uma erosão glacial, e assim por diante. 
 Os sedimentos, em geral, não se apresentam soltos como nas praias e nos 
desertos, pois sofrem um processo de cimentação (entre si) através de carbonatos ou 
silicatos, formando material compacto. Esse processo de cimentação das partículas 
chama-se diagênese. 
 As rochas sedimentares de origem orgânica não são muito abundantes, mas são, 
de grande importância econômica. Formam-se através da deposição de restos de animais 
e vegetais em ambientes propícios. Exemplos: 
 - Calcário - rocha de granulação fina, de baixa dureza. É de grande importância 
econômica, principalmente na siderurgia, na produção de cimento, na correção de solos, 
etc. 
 - Dolomito - é semelhante ao calcário. 
 
 As rochas sedimentares de origem química formam-se através da deposição de 
precipitados químicos. Exemplos: salgema, estalactites, estalagmites, etc. 
 
 Exemplos de Rochas Sedimentares ou Estratificadas 
 
 Areia 
 
http://www.abcareiaebrita.com.br/ 
 
Calcário 
https://www.gettyimages.pt 
 
 
 Seixo rolado 
http://www.ambiverde.com.br 
 
 
 9 
2.3 - Rochas Metamórficas 
 As rochas metamórficas são formadas pela transformação de rochas pré-
existentes, quando submetidas a altas temperaturas e altas pressões. Essas 
transformações ocorrem quando uma rocha (de qualquer tipo) entra em contato com 
material magmático, por exemplo. Quando esse contato se dá na superfície terrestre, 
através de vulcanismos, a pressão não será tão elevada, dando origem ao metamorfismo 
de contato. 
 Uma das características das rochas metamórficas é a sua textura (disposição dos 
minerais da rocha), que indica a intensidade e o sentido da pressão. 
 Exemplos de metamorfismo em algumas rochas: 
 
ROCHA 
INICIAL 
ROCHA 
METAMÓRFICA 
Arenito Quartzito 
Argila Ardósia 
Siltito Filito 
Calcário Mármore 
Granito Gnaisse 
 
 Exemplos de rochas que se metamorfizaram, originando xisto, gnaisse e mármore. 
 
 
 Fonte: http://www.clebinho.pro.br/wp/?p=8686 
 
2.4 – O Ciclo das Rochas 
 
 O Ciclo das Rochas é um fenômeno natural que ocorre na litosfera (a parte sólida) 
da Terra que é responsável por transformar um tipo de rocha em outro. É considerado um 
ciclo porque está sempre se renovando. Observe com atenção o esquema do ciclo das 
rochas a seguir: 
 10
 
 
3 - O RELEVO TERRESTRE 
 
 O relevo terrestre constitui os diferentes aspectos superficiais da crosta terrestre. 
Nele encontramos uma grande variedade de formas (topográficas) entre as quais devem 
ser lembradas: as montanhas, os planaltos, as planícies, as depressões, os vales, os 
vulcões, etc. O relevo terrestre é resultante da atuação de dois conjuntos de forças 
denominadas agentes do relevo, que compreendem: 
 
a) os agentes internos do relevo: tectonismo, vulcanismo e abalos sísmicos. 
 b) os agentes externos do relevo: intemperismo, águas correntes, vento, mar, 
gelo e seres vivos. 
 
3.1 - Os Agentes Internos 
 A - O Tectonismo 
 Os movimentos tectônicos, também chamados diastrofismos (distorções), são 
forças, em geral, lentas e prolongadas que afetam a superfície terrestre verticalmente 
(epirogênese) ou horizontalmente (orogênese). 
 
 
 
FONTE: MIGUEL, A. San et all. Atlas de Geologia. Rio de 
Janeiro, Livro Íbero-Americano, 1980. 
 
Epirogênese - são movimentos verticais, lentos 
e prolongados, porém não catastróficos, capazes 
de provocar elevações e abaixamentos de 
grandes extensões continentais. 
 Grande parte do continente europeu 
encontra-se desde há muito tempo sob os efeitos 
do tectonismo vertical, observando-se que: 
- o sul do continente (Grécia, sul da Itália e da 
Espanha) e o norte (Escandinávia) encontram-se 
em ascensão. 
- a porção centro-ocidental (Inglaterra, Holanda e 
França) encontra-se em rebaixamento. 
 
 Segundo levantamentos efetuados, Estocolmo (Suécia) sofre um levantamento de 
19 centímetros a cada 50 anos, enquanto a Holanda sofre um rebaixamento de 30 
centímetros por século. 
 
 11
Orogênese - são movimentos horizontais, lentos e prolongados, que atuando 
sobre camadas de rochas sedimentares de boa plasticidade, provocam o dobramento das 
mesmas. 
 As grandes cordilheiras atuais ou dobramentos modernos (Andes, Alpes, Himalaia, 
Rochosas) são resultantes de tectonismo horizontal. 
 
 
FONTE: COELHO, Marcos Amorim. Geografia do Brasil. São Paulo, Moderna, 2012 
 
 
 
 
Os dobramentos modernos 
devem-se às pressões 
laterais exercidas pelas 
forças orogênicas ou 
orogenéticas. 
 
 B - O Vulcanismo 
 
 A expressão vulcanismo é utilizada para designar a atividade pela qual se dá a 
eliminação de materiais magmáticos do interior da Terra para a sua superfície. O material 
expelido podeser sólido, líquido ou gasoso. 
 
Partes do Vulcão 
 
FONTE: COIMBRA, Pedro et all. Geografia. São Paulo, Harbra, 2012. (Adaptado) 
 
 Quando o material magmático alcança 
a superfície terrestre através de uma abertura 
(fenda), tem-se então o que chamamos de 
erupção vulcânica ou vulcão, propriamente 
dito. Portanto, devemos entender que: "Vulcão 
é uma abertura ou fenda na crosta terrestre 
através da qual saem diversos materiais como 
lavas, cinzas, gases, vapor de água e 
fragmentos de rochas." 
 
 Conforme o tipo de material expelido e 
de acordo com as diversas modalidades de 
erupções, formar-se-ão diversos tipos de 
relevos vulcânicos. 
 
 
Distribuição Geográfica dos Vulcões 
 
 A maioria dos vulcões está concentrada ao longo das costas oceânicas, como é o 
caso do Círculo ou Anel de Fogo do Pacífico. No interior dos continentes, as erupções 
vulcânicas são raras, com exceção da África, que é atravessada de Norte a Sul por uma 
grande fossa tectônica, que se estende desde o Mar Vermelho até as proximidades de 
Moçambique. 
 A maioria dos vulcões modernos está concentrada em duas (2) grandes zonas. 
São elas: 
 
 12
 
FONTE: NAKATA, Hirome et all. Geografia Geral. São paulo, Moderna, 2012 
 
1 - O Círculo do Fogo do Pacífico - que 
abrange as seguintes regiões: Cordilheira dos 
Andes, Costas Ocidentais da América do Norte, 
Japão e Filipinas. 
 
2 - O Círculo do Fogo do Atlântico - que 
abrange a América Central, Antilhas, Açores e 
Cabo Verde, Mediterrâneo, Cáucaso, Himalaia e 
Indonésia. 
 
 
 B - ABALOS SÍSMICOS 
 
 Os abalos sísmicos são movimentos naturais da crosta terrestre que se propagam 
por meio de vibrações. Quando ocorrem nos continentes, provocam os terremotos ou 
sismos, e quando estes ocorrem nos oceanos, provocam como consequência, os 
maremotos (do latim: mare, mar + motus, movimento) ou tsunamis (em japonês: 津波 -
"onda de porto"). 
 
 - Causas 
 Os abalos sísmicos estão relacionados a três tipos de causas: vulcânicas, 
tectônicas e desmoronamentos internos. 
 Os terremotos de maior violência e capazes de afetar grandes extensões estão 
relacionados às causas tectônicas. As áreas afetadas ou sujeitas a movimentações 
tectônicas (levantamentos, dobramentos modernos e falhas), são aquelas mais propícias 
para o surgimento de terremotos catastróficos. 
 
 
Origem e Distribuição dos Terremotos 
 
 De acordo com Viktor Leinz e Sérgio E. do Amaral, do Departamento de Geologia 
da Universidade de São Paulo, a distribuição mundial dos epicentros é a seguinte: 
 
% dos 
TERREMOTOS 
LOCAIS DE OCORRÊNCIA (EPICENTROS) 
42% Orla do Pacífico, na região do "Círculo do Fogo". 
25% Alpes, Apeninos, Atlas e Himalaia. 
23% Regiões de grandes falhas como os Bálcãs, Ásia 
Menor e África Oriental. 
08% Regiões pré-terciárias. 
1.5% Escudos cristalinos estáveis, como o Brasil. 
 
 
FONTE: MIGUEL, A. San et all. Atlas de Geologia. Rio 
 de Janeiro, Livro Íbero-Americano, 1980. 
 
O local do interior da Terra 
onde se origina o terremoto 
chama-se hipocentro, e o 
local da superfície terrestre 
onde se manifesta o tremor 
da terra chama-se epicentro. 
Os terremotos propagam-se 
rapidamente por todo o 
planeta e sua velocidade está 
condicionada ao tipo de rocha 
que encontrará em seu 
trajeto. 
FONTE: MIGUEL, A. San et all. Atlas de Geologia. Rio 
 de Janeiro, Livro Íbero-Americano, 1980. 
 13
 
3.2 – Os Agentes Externos 
 O relevo terrestre encontra-se em constante evolução. As formas de relevo criadas 
pelos agentes internos estão permanentemente sofrendo a ação dos agentes externos, 
que realizam um trabalho escultural ou de modelagem da paisagem terrestre. O trabalho 
de modelagem do relevo é um trabalho contínuo e permanente, realizado por um conjunto 
de fatores como as águas correntes, os ventos, as geleiras, a ação dos mares e dos seres 
vivos, conhecidos também como intemperismo. 
 
 Assim sendo, chamamos de intemperismo ao conjunto de processos físicos, 
químicos e biológicos que operam na superfície terrestre, ocasionando a desintegração e 
decomposição das rochas. O produto final do intemperismo é a formação do material 
solto, resultante da decomposição das rochas e que se encontram na superfície formando 
um horizonte (camada) sobre a rocha matriz. 
 
 Apesar desse trabalho abranger toda a superfície terrestre, é fundamental entender 
que, além do trabalho específico de cada um deles, o peso ou a participação desses 
agentes difere bastante, de acordo com o tipo de área onde atuam. Exemplos: nas 
regiões de elevadas latitudes o trabalho do gelo é muito mais importante que o trabalho 
dos demais agentes; nas florestas equatoriais, como na Amazônia, o trabalho das águas 
é fundamental; nos desertos da África e Ásia, a ação dos ventos e do sol é 
preponderante. Em síntese, podemos dizer que os agentes externos realizam um duplo 
trabalho: a erosão ou destruição e a acumulação ou construção. 
 
Agentes do Intemperismo: 
 - Águas Correntes: Água da chuva (enxurrada) – erosão pluvial e rios – erosão 
fluvial. 
 - Ação dos Ventos: Erosão eólica; 
 - Ação do Mar: Abrasão marítima ou erosão marítima; 
 - Ação do Gelo: Erosão glacial; 
 - Ação dos Seres Vivos; 
 
 O Trabalho das Águas Correntes 
 Os rios, as enxurradas e as torrentes são os mais importantes agentes 
modeladores do relevo terrestre. 
 
 Enxurradas e Torrentes: quando as águas das chuvas caem na superfície 
terrestre, tomam três destinos: evaporação, infiltração e escoamento superficial. O 
escoamento superficial, na forma de enxurradas ou torrentes, pode acarretar danos 
maiores ou menores no solo, dependendo de fatores como a intensidade das chuvas, 
natureza das rochas e declividade do terreno. Nas regiões acidentadas e sem cobertura 
vegetal, a sua violência é sempre maior. Esta ação do escoamento superficial pode 
acarretar, entre outras coisas, a formação de ravinas e voçorocas (incisões e sulcos mais 
ou menos profundos e externos no solo). Nas cidades, a impermeabilização dos solos 
pelo homem provoca grandes estragos na infraestrutura e mortes por deslizamentos. 
 
 Rios: os rios realizam três trabalhos fundamentais - a erosão, o transporte e a 
acumulação ou sedimentação. 
 
 14
 
- Erosão: através desta etapa, os 
rios escavam seus leitos; sendo 
que no curso superior do rio 
(próximo à nascente), onde a 
maior declividade do terreno 
acarreta maior velocidade das 
águas, a ação erosiva é por isso 
muito mais intensa. 
 
FONTE: MIGUEL, A. San et all. Atlas de Geologia. Rio de Janeiro, Livro Íbero-Americano, 1980. 
 
 - Transporte: quanto ao transporte dos sedimentos, verificamos que as pequenas 
partículas são transportadas em suspensão; as partículas maiores (areia, cascalho, por 
exemplo) são transportadas por rolamento ou arrastamento; e as partículas 
intemperizadas ou dissolvidas são transportadas na forma de solução química. 
 
 
 
 
- Acumulação ou sedimentação: esta etapa realiza-se ao 
longo do curso médio e principalmente no curso inferior do rio 
(próximo à sua foz ou desembocadura), porque tanto a 
declividade do terreno como a velocidade das águas 
diminuem em direção à foz. Deste trabalho podem resultar as 
planícies aluvionais ou de inundação, que são formadas por 
ocasião das cheias do rio; e os deltas, que são um tipo de foz 
caracterizado pelo acúmulo de sedimentos e pela formação 
de diversos canais e ilhas. No Brasil temos como exemplo, o 
Delta do Parnaíba, que fica na divisa dos estados do Piauí e 
Maranhão, um dos maiores deltas oceânicos do mundo. 
FONTE: MIGUEL, A. San et all. Atlas de Geologia. Rio de Janeiro, Livro Íbero-Americano, 1980. 
 
 O Trabalho do Vento 
 O vento, que nada mais é do que o ar em movimento, realiza os seguintes tipos de 
trabalho - erosão, transporte e acumulação/deposição. 
 
 - Erosão Eólica: o vento sozinho praticamente não tem muito poder erosivo. A 
ação só se realiza porque o vento geralmente transporta consigo partículas de areia, e é o 
impacto dessas partículas sobre as rochasque provoca a erosão. Esse trabalho pode ser 
bem notado quando se tem um relevo exposto e onde as rochas são heterogêneas (de 
resistências diferentes). O desgaste diferenciado das rochas pode originar formas 
bastante pitorescas como cogumelos, taças, animais, etc. No Brasil, temos um parque 
geológico em que visualizamos bem estes desgastes, o Parque Estadual de Vila Velha 
no Paraná. 
 
 15
 
 
 
 
Transporte: o transporte das partículas pelo vento 
pode ser feito por suspensão, por rolamento ou por 
saltos, dependendo, no caso, da velocidade do 
vento. Em regiões como o deserto de Saara, o 
vento pode não só transportar partículas de areia 
até a Europa, como pode também transportar 
quantidade tão grande de poeira, que é capaz de 
levar as pessoas à morte por sufocamento. O 
vento Simum (do francês simoun) ou samiel é 
um vento quente que sopra do centro da África em 
direção ao norte. No deserto do Saara, por 
exemplo, o simum é capaz de provocar 
grandes tempestades de areia. 
FONTE: MIGUEL, A. San et all. Atlas de Geologia. Rio de Janeiro, Livro Íbero-Americano, 1980. 
 
 - Acumulação: nesta etapa o vento deposita as partículas transportadas, e ele 
ocorre em função da diminuição da velocidade do vento provocada pelo surgimento de 
obstáculos em sua trajetória. Como resultado da acumulação eólica, destacam-se as 
dunas, que são montes de areia acumulada pelo vento; e o loess, que é um sedimento de 
granulação muito fina, de composição mineralógica variada e cor geralmente amarelada, 
que forma um solo de boa fertilidade agrícola. 
 
 O Trabalho do Mar 
 Este trabalho é realizado ao longo da orla (costa) marítima, no contato do mar com 
o continente, através da ação das ondas. O seu trabalho é contínuo, ora destruindo as 
rochas através da erosão, ora acumulando sedimentos nos locais apropriados. 
 
 
 FONTE: MIGUEL, A. San et all. Atlas de Geologia. Rio de Janeiro, Livro Íbero-Americano, 1980. 
 
 - Erosão marinha: também chamada de abrasão marinha, é o trabalho realizado 
pelo choque contínuo das ondas sobre as costas abruptas do litoral, provocando o 
desmoronamento das rochas. As costas altas e abruptas (com precipícios), resultantes 
desse trabalho chamam-se falésias. No litoral nordestino é muito frequente esse tipo de 
costa denominada barreira, formada por rochas sedimentares terciárias. No litoral sudeste 
são geralmente cristalinas e chamam-se costões, enquanto no litoral sul, são comuns as 
falésias basálticas (resultantes de derrames de lava no passado sobre a região). 
 
 - Acumulação Marinha: este trabalho pode ser realizado pelas vagas ou ondas 
marinhas ou pelas correntes marítimas, podendo resultar na formação de praias, 
restingas e tômbolos. As praias são depósitos de areia acumulada pelo mar. As restingas 
são cordões arenosos paralelos à costa. Os tômbolos são faixas arenosas que ligam uma 
ilha ao continente. 
 
O Trabalho do Gelo 
 O gelo é um agente externo de grande importância, que realiza trabalhos de 
erosão, de deposição e de formação de lagos. 
 
 16
 
FONTE: MIGUEL, A. San et all. Atlas de Geologia. Rio de Janeiro, Livro Íbero-Americano, 1980. 
 
 - Erosão Glacial: do trabalho de erosão feito pelo gelo resultam os circos glaciais, 
os vales e o aplainamento do relevo. Os circos glaciais são depressões circulares 
escavadas pelo gelo e onde se acumula grande quantidade de gelo. Os vales são leitos 
bastantes erodidos e de paredes abruptas (em forma de U), por onde se dá o escoamento 
do gelo. Pelo aplainamento, as geleiras continentais atuam sobre extensas áreas, 
realizando um importante trabalho de rebaixamento do relevo. 
 
 - Deposição: ao descerem pelas montanhas e vales, as geleiras transportam 
grande quantidade de rochas e fragmentos que, ao serem depositados, originam um tipo 
de paisagem característico dessas áreas - as morainas ou morenas. (Definição de 
geleiras - são grandes massas de gelo formadas em regiões onde a quantidade de neve 
que cai é superior ao degelo). 
 
 A importância do estudo da estrutura geológica de um lugar, reside no fato de 
podermos conhecer melhor as potencialidades da região assim como suas limitações, 
pois a vida do homem sobre a Terra depende de sua capacidade de interpretar o 
ambiente em que se encontra instalado. Desta forma podemos estabelecer uma série de 
correlações entre a estrutura geológica com os recursos naturais, a viabilidade econômica 
dos mesmos, assim como com o relevo, as formas de ocupação do território, por 
exemplo. 
 
3. 3 - Formação dos solos: A camada de rochas na superfície da Terra está, há milhões 
de anos, exposta a mudanças de temperatura e à ação da chuva, do vento, da água dos 
rios e das ondas do mar. Tudo isso vai, aos poucos, fragmentando as rochas e 
provocando transformações químicas. Foi assim, pela ação do intemperismo, que, 
lentamente, o solo se formou. E é dessa mesma maneira que está continuamente se 
remodelando.Os seres vivos também contribuem para esse processo de transformação 
das rochas em solo. Acompanhe os esquemas a seguir. 
 
 
Fonte: http://cienciahiperativa.blogspot.com/2012/05/o-solo-6-ano.html 
 
 17
 
 
Fonte:http://profalexandregangorra.blogspot.com/search?q=solos 
 
Basicamente um perfil de solo apresenta os horizontes 
 
O - O horizonte orgânico do solo e bastante escuro 
H - Horizonte de constituição orgânica, superficial ou não, composto de resíduos 
orgânicos acumulados ou em acumulação sob condições de prolongada estagnação de 
água, salvo se artificialmente drenado. 
A - Horizonte superficial, com bastante interferência do clima e da biomassa. É o 
horizonte de maior mistura mineral com húmus. 
E - Horizonte eluvial, ou seja, de exportação de material, geralmente argilas e pequenos 
minerais. Por isso são geralmente mais claros que demais horizontes. 
B - Horizonte de maior concentração de argilas, minerais oriundos de horizontes 
superiores (e, às vezes, de solos adjacentes). É o solo com coloração mais forte, 
agregação e desenvolvimento. 
C - Porção de mistura de solo pouco denso com rochas pouco alteradas da rocha mãe. 
Equivale aproximadamente ao conceito de saprólito. 
R ou D - Rocha matriz não alterada. De difícil acesso em campo. 
Fonte:http://profalexandregangorra.blogspot.com/search?q=solos 
 
3.4 – Questões a serem analisadas: 
 
A) Teoria da Deriva Continental 
O conceito de deriva continental – movimentos de grande proporção sobre o globo 
– existe há muito tempo. A rigor, esta ideia nasceu com os primeiros mapas do Atlântico 
Sul a mostrar os contornos da América do Sul e da África. Já em 1620, Francis Bacon, 
filósofo inglês, apontava o perfeito encaixe entre estas duas costas como um quebra-
cabeça e aventava, pela primeira vez, a hipótese da união destes continentes no 
passado. Ao final do século XIX, o geólogo austríaco Eduard Suess encaixou algumas 
das peças do quebra-cabeça e postulou que o conjunto dos continentes meridionais 
atuais formara, certa vez, um único continente gigante, chamado Terra de Gondwana. 
 
A teoria da Deriva Continental propriamente dita remonta ao início século XX, tendo 
surgido a partir das idéias do alemão Alfred Wegener em 1915 (Figs.1 e 2), um 
acadêmico e explorador, que se dedicava a estudos metereológicos, astrônomos, 
geofísicos e paleontológicos, entre outros. Foi um gênio visionário que propôs essa teoria. 
 18
Ele também foi pioneiro na utilização de balões meteorológicos no estudo das massas de 
ar. 
Não foi o primeiro a sugerir que os continemtes estiveram ligados em outros 
tempos, mas foi o primeiro a apresentar provas extensas de vários campos de estudo. 
 Figuras 1 e 2 – Wegener 
 
 
Fonte: http://profalexandregangorra.blogspot.com/search?q=Wegener 
Wegener participou de numerosas expedições para a gélida Groenlândia, onde fez 
importantes observações meteorológicas e geofísicas. De acordo com suas observações, 
todos os continentes poderiam ter estado juntos, no passado,como um quebra-cabeça 
gigante, formando um único supercontinente, que ele denominou de Pangea (do latim 
pan, “todo” e gea, “terra”). Posteriormente a Pangea (Fig. 3) teria se fragmentado, dando 
origem aos continentes e oceanos que conhecemos hoje. 
 
Descobriu que grandes estruturas geológicas em diferentes continentes pareciam 
ter ligação. Por exemplo, os Apalaches na América do Norte ligavam-se às terras altas 
escocesas e os estratos rochosos existentes na África do Sul eram idênticos àqueles 
encontrados em Santa Catarina, no Brasil. 
 
Percebeu as semelhanças entre as costas de alguns continentes, em especial da 
África com a América do Sul. Ao encontrar vestígios de glaciares em continentes com 
clima tropical, Wegener admitiu que no passado esses continentes ocuparam outras 
posições possivelmente mais próximo da Antártida. O meteorologista constatou também 
que fósseis muitas vezes encontrados em certos locais indicavam um clima muito 
diferente do clima dos dias de hoje. Por exemplo, fósseis de plantas tropicais 
encontravam-se na ilha de Spitsbergen, no Ártico. 
 
Descobriu também que rochas com a mesma idade e do mesmo tipo se formaram 
ao mesmo tempo em determinada altura em que os continentes tinham estado juntos. 
 
Assim, com a publicação do seu livro A Origem dos Continentes e Oceanos, em 
1915 estava criada a teoria da Deriva Continental. Wegener enumerou quatro evidências 
para a sua teoria: 
 
• Evidências geomorfológicas; 
• Evidências Litológicas; 
• Evidências Paleontológicas; 
• Evidências Glaciais. 
 
 
 19
 
 Figura 3 - Pangea 
 
Fonte: https://clikaki.com.br/pangeia-resumo/ 
 
Todas essas evidências davam suporte à Teoria da Deriva Continental. Mas a 
comunidade científica queria saber qual era a força que havia levado os continentes a se 
separar. Ninguém tinha a resposta na época e as idéias de Wegener caíram na 
obscuridade. 
 
Preste atenção nas seguintes palavras de Wegener: 
 
“A ciência é um processo social. Decorre numa escala temporal mais longa do que a vida 
humana. Caso eu morra, alguém ocupará o meu lugar. Se tu morreres, alguém ocupará o 
teu. O que realmente é importante é que alguém faça o trabalho" 
(Alfred Wegener) 
 
Entre os anos 50 e 60 do século XX, graças em grande parte às imagens de 
satélites, os cientistas começaram a conhecer o fundo dos oceanos. Surgiram evidências 
cada vez mais seguras de que as grandes massas continentais realmente se moviam. Na 
verdade, são as placas tectônicas que se movem em razão dos movimentos das 
correntes convectivas do manto, (figuras 4, 5 e 6). 
 
Figura 4 – Dorsal Meso-Atlântica 
 
Fonte: https://marsemfim.com.br/cadeia-dorsal-mesoatlantica-conheca/ 
 20
 
As placas tectônicas são gigantescos blocos que integram a camada sólida 
externa da Terra, ou seja, a litosfera (crosta terrestre mais a camada superior do manto). 
Elas estão em constante movimentação, podendo se afastar ou se aproximar umas das 
outras. 
Figura 5 
 
Fonte: http://profalexandregangorra.blogspot.com/search?q=Wegener 
Figura 6 – Placas Tectônicas 
 
 Fonte: https://pocoscom.com/tremor-de-terra-divisao-das-placas-tectonicas/ 
 
Tipos de movimentos das Placas tectônicas 
 
 Zonas de divergência: as placas tectônicas afastam-se umas das outras 
 Zonas de convergência: as placas tectônicas se aproximam, sendo pressionadas 
umas contra as outras. Esse fenômeno pode ser de subducção ou obducção. 
 
 21
 Subducção - as placas movem-se uma em direção à outra e a placa oceânica 
(mais densa) “mergulha” sob a continental (menos densa) 
 Obducção ou colisão – choque entre duas placas na porção continental. Acontece 
em virtude da grande espessura dos trechos nos quais estão colidindo. 
 
 
 B) Teoria da Tectônica de Placas 
 
As idéias básicas da tectônica de placas foram reunidas com uma teoria unificada 
da Geologia há menos de 40 anos. A síntese científica que conduziu a essa teoria, no 
entanto, começou muito antes, ainda no século XX, com a Deriva Continental, contudo, 
esta teoria só ganhou força durante a Segunda Guerra Mundial, com a intensa exploração 
do fundo oceânico, (Figura 7). 
 
 Figura 7 - Fundo Oceânico do Atlântico Norte 
 
 Fonte:http://ufrr.br/lapa/index.php?option=com_content&view=article&id=%2094 
 
Foi durante a Segunda Guerra Mundial, com a necessidade militar de orientar o 
movimento dos submarinos entre os obstáculos do fundo do mar levou ao 
desenvolvimento de equipamentos, com o sonar, que revelaram um fundo oceânico muito 
diferente da suposta planície monótona com alguns picos e planaltos, que muitos 
imaginavam na época. 
A partir do final dos anos de 1940, expedições oceânicas continuaram a mapear o 
assoalho oceânico Atlântico utilizando novos equipamentos e coletando milhares de 
amostras de rochas. Esses trabalhos permitiram cartografar um gigantesco sistema de 
cadeias de montanhas submarinas, denominadas de dorsais meso-oceânicas. Com o 
aperfeiçoamento do método de datar rochas, os cientistas conseguiram determinar a 
verdadeira idade das rochas do fundo oceânico. Descobriram que quanto mais perto das 
dorsais meso-oceânicas as rochas eram muito mais jovens do que se imaginava, 
enquanto que rochas próximas dos continentes eram cada vez mais antigas, vindo assim 
corroborar com a Deriva Continental. 
No início da década de 1960, Harry Hess da Universidade de Princeton, e Robert 
Dietz da Instituto Scripps de Oceanografia, propuseram que a crosta separa-se ao longo 
de riftes nas dorsais meso-oceânicas e que o novo fundo oceânico forma-se pela 
ascensão de uma nova crosta quente nessas fraturas, ou seja, as estruturas do fundo 
oceânico estariam relacionadas a processos de convecção no manto. O novo assoalho 
oceânico – na verdade, o topo da nova litosfera criada – expande-se lateralmente a partir 
 22
do rifte e é substituído por uma crosta ainda mais nova, num processo contínuo de 
formação de placa. 
 
Com a explicação de Hess e Dietz, surgia enfim, um mecanismo plausível para 
confirmação da Deriva Continental, não aceita por muitos geólogos na época. Em 1965, o 
geólogo canadense Tuzo Wilson (Fig. 2) descreveu, pela primeira vez, a tectônica em 
torno do globo em termos de “placas” rígidas movendo-se sobre a superfície terrestre. Os 
elementos básicos da teoria da tectônica de placas foram estabelecidos ao final de 1968. 
Por volta de 1970, as evidências da tectônica de placas tornaram-se tão persuasivas, 
devido a sua abundância, que quase todos os geocientistas adotaram-na. 
 
Com a teoria da Tectônica de Placas hoje sabe-se que a litosfera – camada mais 
externa, rígida e resistente da Terra – é fragmentada em placas, como foi dito 
anteriormente, que deslizam, convergem ou se separam uma em relação às outras à 
medida que se movem sobre a astenosfera e recicladas onde convergem, em um 
processo contínuo de criação e destruição. 
 
Limites entre as placas 
 
É nos limites entre as placas que se encontra a mais intensa atividade geológica do 
planeta – vulcões ativos, falhas e abalos sísmicos frequentes, soerguimento de cadeias 
de montanhas e formação e destruição de placas e crosta. Há três tipos de limites (Figs. 
8, 9,10,11,12 e 13) distintos entre as placas litosféricas: 
• Limites transformantes ou conservativos; 
• Limites divergentes; 
• Limites convergentes. 
Figura 8 
 
 Fonte: http://ufrr.br/lapa/index.php?option=com_content&view=article&id=%2094 
 
 Figura 9 – Falha de Santo André - transformante 
 
 Fonte: http://ufrr.br/lapa/index.php?option=com_content&view=article&id=%2094 
 23
Figura 10 – Limites Divergentes 
 
 
 Fonte: http://ufrr.br/lapa/index.php?option=com_content&view=article&id=%2094Figura 11 – Limites Divergentes 
 
 Fonte: http://ufrr.br/lapa/index.php?option=com_content&view=article&id=%2094 
 
Figura 11 – Limites Convergentes 
 
 
 
 Fonte: http://ufrr.br/lapa/index.php?option=com_content&view=article&id=%2094 
 24
C) O Relevo Brasileiro 
 
1 - O relevo brasileiro apresenta altitudes modestas. Por quê? 
 
 - Ele é muito antigo e desde a sua formação nas eras Proterozóica e Paleozóica, 
vem sendo submetido aos agentes do intemperismo, sendo, portanto, muito erodido. 
 - Como ele apresenta uma estrutura muito rígida, os grandes movimentos de terras 
ocorridos na Era Cenozóica não afetaram praticamente nosso relevo como ocorreu com 
as áreas de orogenia moderna (Andes, Alpes, Rochosas e Himalaia, por exemplo). Nos 
mapas da página seguinte, podemos comparar a estrutura geológica com as altitudes do 
relevo brasileiro. Mas lembre-se, nosso relevo é velho e por isso, já foi muito rebaixado, 
pelos agentes externos ao longo das eras geológicas. 
 
2 - Existe alguma relação entre a estrutura geológica e as potencialidades minerais de 
uma região? 
 
 Claro, pois a estrutura geológica refere-se aos tipos de rochas de uma região. 
Rochas são formadas de minerais. Dependendo da maneira como a estrutura geológica 
se consolidou e sofreu transformações, ocorreram deposições minerais. Assim, temos por 
exemplo, os combustíveis fósseis encontrados em áreas de bacias sedimentares e 
recursos como ferro e manganês, nas áreas metamórficas. Compare nos mapas a seguir 
as “coincidências” entre os recursos naturais, a estrutura geológica do país e o relevo 
brasileiro. 
 
 
 
 25
 RELEVO BRASILEIRO 
 
 FONTE: SIMIELI, Maria H. R. Geoatlas. São Paulo, Ática, 2012. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 26
 ERAS GEOLÓGICAS 
 
 
 
 
 
 27
 As Eras Geológicas representam cada uma das grandes divisões do tempo 
geológico do planeta. Desde a origem da Terra, idade estimada em cerca de 4,6 bilhões 
de anos, a mesma do sistema solar, calculada a partir do estudo de meteoritos, 
passaram-se quatro Eras. Da mais antiga a mais recente são: Pré-cambriana, Paleozóica, 
Mesozóica e a Cenozóica. 
 
 As eras, por sua vez, podem ser subdivididas em etapas menores denominadas 
períodos, e esses, em épocas. 
 
Dessa forma, as Eras se subdividem em: 
 
Pré-cambriana → com apenas um período: Pré-cambriano; 
Paleozóica → com 6 períodos: Cambriano, Ordoviciano, Siluriano, Devoniano, 
Carbonífero e Permiano; 
Mesozóica → com 3 períodos: Triássico, Jurássico e o Cretáceo; 
Cenozóica → com 2 períodos: Terciário (épocas – Paleoceno, Eoceno, Oligoceno, 
Mioceno e Plioceno) e Quaternário (época – Pleistoceno e Recente); 
 
 Portanto, a história da Terra divide-se em várias etapas, que correspondem às 
principais fases de seu desenvolvimento. Na passagem da Era Pré-Cambriana para a 
Paleozóica ocorreu uma súbita expansão e diversificação dos animais. 
O marco divisor entre a Paleozóica e a Mesozóica representa a extinção de muitos grupos 
de animais e vegetais, e a formação do supercontinente Pangea. E a transição da 
Mesozóica para a Cenozóica caracteriza-se pelo desaparecimento de grandes répteis e 
de vários animais marinhos. 
 
 
 
3. 5 – Sugestões de livros/filmes/vídeos 
 
Vídeos: 
- A origem do planeta Terra – Documentário completo National Geographic 
Link : https://www.youtube.com/watch?v=6eKH3btIUlo&t=807s 
 
- Matéria da capa – Fraturas da Terra 
Link: https://www.youtube.com/watch?v=Fxjitv8oH4s&t=755s 
 
- Japão a tragédia parte 1 
Link: https://www.youtube.com/watch?v=6V1aR-Rw 
 
- Vulcões - Ciência Viva - Vulcões (Dublado HD Completo) Discovery Channel 
Link: https://www.youtube.com/watch?v=VJbhkIYO3DQ 
 
- Terremotos - planeta feroz -[Discovery Science] 
Link: https://www.youtube.com/watch?v=JZdmSgHsrMA 
 
- Tsunami - Discovery Chanel Japão Catastrofe Imprevista Sem intervalos 
Link: https://www.youtube.com/watch?v=tivaLpksBDo 
 
– Imagens do fundo do Oceano Atlântico 
Link https://www.youtube.com/watch?v=0iqHSAac-ZM 
 
 
 28
Filmes 
Viagem ao centro da Terra (2008) – Um cientista cujas teorias não são bem aceitas pela 
comunidade científica, decidido a descobrir o que aconteceu com seu irmão Max, que 
simplesmente desapareceu, ele parte para a Islândia juntamente com seu sobrinho Sean e 
uma guia. Entretanto em meio à expedição eles ficam presos em uma caverna e, na tentativa 
de deixar o local, alcançam o centro da Terra. Lá eles encontram um exótico e desconhecido 
mundo perdido. 
 
Viagem ao centro da Terra (1959) - Edinburgh, 1880. Lindenbrook, um dedicado professor 
de geologia consegue o primeiro passo para uma viagem ao centro da Terra quando seu 
assistente lhe leva um pedaço de lava. Examinando a lava, encontra uma mensagem de Arne 
Saknussen, um famoso explorador do passado, que orientava como alcançar o centro da 
Terra. A viagem começa, descendo em um vulcão na Islândia... 
 
O Impossível – 2012 (sobre tsunami na Ásia). De férias na Tailândia, casal acaba separado 
por um tsunami que sai levando tudo o que encontra pela frente. Dai em diante, mãe e filho 
mais velho começam uma jornada de muita dor e união para sobreviverem e reencontrarem 
os demais. 
 
A Terra da Esperança (vida após o terremoto e o tsunami de 2011) -, filme de Shion Sono. 
Luta de uma família rural para sobreviver às conseqüências do terremoto de Tohoku e da 
resultante crise nuclear na região. 
 
Volcano – A Fúria – 1997. Em Los Angeles surge um desconhecido vulcão ativo, causando 
grande destruição e criando um rio de lava que atravessa as ruas, aniquilando tudo que surge 
no seu caminho. Assim, se decide se criar uma barreira que desvie a lava para o mar, antes 
que mais pessoas sejam mortas. 
 
O Núcleo - Missão ao Centro da Terra, 2003. Repentinamente a Terra parou de realizar seu 
movimento de rotação, devido a uma força ainda desconhecida que está agindo sobre o 
planeta. Para tentar descobrir o que está havendo e resolver a crise um geofísico escala uma 
equipe com alguns dos mais brilhantes cientistas do planeta, que tem por missão ir até o 
núcleo da Terra para reativar a rotação do planeta. 
 
Terremoto - A Falha de San Andreas, 2015, do diretor Brad Peyton. Um forte terremoto 
atinge a Califórnia e um bombeiro especializado em resgates com helicópteros, tenta 
encontrar sua família. 
 
O INFERNO DE DANTE, (Suspense, 1997). Um vulcanologista (perito em fenômenos 
vulcânicos), e uma prefeita de uma pequena cidade, tentam convencer o conselho dos 
cidadãos e outros geólogos a declarar estado de alerta, pois um vulcão muito próximo, que 
está inativo há vários séculos, entrará em erupção. 
 
SEPARADOS PELO DESTINO, (Tang shan da di zhen) - 2010 
Em 1976, a cidade chinesa de Tangshan sofreu um terremoto que durou apenas 23 
segundos, mas sua violência devastadora resultou na morte de centenas de milhares de 
pessoas. Neste cenário de horror, uma família é pega de surpresa quando uma mulher 
precisará escolher, no meio dos escombros, qual dos dois filhos deve salvar. 
 
2012, (Ação, 2009). Filme sobre o fim do mundo. 
 
MAR EM FÚRIA, (Drama, 2000). Em outubro de 1991, acontecia a "tempestade perfeita", 
 29
uma combinação de fatores tão rara que acontece apenas uma vez por século. Com ondas do 
tamanho de prédios de dez andares e ventos a quase 200 km/h, poucas pessoas a viram e 
sobreviveram para contar história. Até que os tripulantes do Andrea Gail, um barco de pesca 
comercial, se viu bem no centro deste gigantesco inferno em alto-mar. 
 
Livros 
Viagem ao centro da Terra – Júlio Verne. 
Quando Lisboa Tremeu - Domingos Amaral - Ed Casa da Palavra, 2011. 
Turismo de aventura em vulcões – Rosaly Lopes, Oficina de Textos, 2008. 
Vulcões violentos – Anita Ganeri, Melhoramentos, 2012. 
Krakatoa: O Dia em que o Mundo Explodiu - Simon Winchester, Editora Objetiva, 2004. 
Orfãos do Tsunami- Rob Forkan, Paul Forkan, Universo dos Livros, 2016. 
 
Bibliografia Consultada: 
PRESS, F.; GR OTZINGER, J.; SIERVER, R.; JORDAN, T. H. Para entender a Terra. 4ª ed. 
Porto Alegre: Bookam, 2006. 
TEIXEIRA, W.; FAIRCHILD, T. R.; TOLEDO, M. C. M.; TAIOLI, F. Decifrando a Terra. 2ª ed. 
São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2009. 
 
Referências Eletrônicas: 
http://ealfredwegener.blogspot.com.br/2009/04/argumentos-de-wegener-para-deriva-dos.html 
http://espacociencias.com/site/ciencias-7o-ano/dinamica-interna-da-terra/deriva-continental/ 
http://www.infoescola.com/biografias/, 
http://profalexandregangorra.blogspot.com/search?q=Wegener 
http://ufrr.br/lapa/index.php?option=com_content&view=article&id=%2093

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