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Doadores Professora: FRANCÍLIO DE CARVALHO OLIVEIRA Discente: Ryann Gabriel Lima e Silva Curso: MEDICINA Turma: 39 Teresina, 06 de Novembro de 2024 Quais os tipos de doadores de medula óssea atualmente existentes? Os doadores de medula óssea podem ser classificados em diferentes categorias, com base em suas características e na forma como se tornam disponíveis para o transplante, primeiramente, há o doador familiar, que pode ser um irmão ou irmã biológico do paciente, com maior probabilidade de compatibilidade HLA (antígenos leucocitários humanos), ou outros parentes, como pais ou filhos, embora a compatibilidade seja menos previsível nesses casos. Por outro lado, tem-se o doador não familiar, que inclui doadores voluntários registrados em bancos de medula óssea, como o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME) no Brasil, onde são selecionados com base na compatibilidade HLA, nesse grupo, há também o doador de células-tronco periféricas, que fornece células-tronco obtidas do sangue periférico após administração de fatores de crescimento que estimulam a liberação dessas células na corrente sanguínea. Ademais, outro tipo importante é o doador de sangue de cordão umbilical, de onde se coletam células-tronco hematopoiéticas do sangue do cordão umbilical após o nascimento de um bebê, essas células são armazenadas em bancos específicos para uso em transplantes, quanto à natureza do doador, pode-se dividir entre doador alogênico, que é qualquer pessoa que não seja o próprio paciente (incluindo familiares e não familiares), e o doador autólogo, que é o próprio paciente, que doa suas células-tronco antes de um tratamento (como quimioterapia) e as reinfunde após o tratamento. Portanto, a compatibilidade HLA entre o doador e o receptor é crucial para o sucesso do transplante, sendo necessária a realização de testes de tipagem HLA, sendo assim, destaca-se a importância de um registro amplo e diversificado de doadores, que aumenta as chances de encontrar um doador compatível, especialmente para pacientes de grupos étnicos minoritários. O paciente Carlos pergunta ao Dr. Silva sobre a doação de medula óssea, o médico explica os tipos de doadores: o Doador Familiar, geralmente um irmão com alta compatibilidade HLA; o Doador Não Familiar, registrado em bancos como o REDOME; e o uso de Sangue de Cordão Umbilical para transplantes, ele também descreve a doação Autóloga, em que o próprio paciente doa suas células para reinfusão após tratamento, Carlos demonstra interesse em se tornar um doador voluntário, e o Dr. Silva o orienta a procurar um hemocentro ou o REDOME para registro e tipagem HLA, destacando a importância de um banco diverso de doadores. Referências Bibliográficas 1. Barker, J. N. et al. Hematopoietic Cell Transplantation: A Review of the Current State and Future Directions. Blood Reviews, v. 44, p. 100688, 2020. 2. Moreira Corgozinho, Marcelo; Gomes, Jacqueline Raa; Garrafa, Volnei. Transplantes de medula óssea no Brasil: dimensão bioética. Revista Latinoamericana de Bioética, v. 12, n. 1, p. 36-45, 2012. 3. Gratwohl, A. et al. Hematopoietic stem cell transplantation: a global perspective. Nature Reviews Clinical Oncology, v. 12, n. 10, p. 610-619, 2015.