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<p>PESSOAS E BENS – PARTE I</p><p>• Direito Civil é a base do ordenamento jurídico de todas as sociedades,</p><p>possuindo um conjunto de princípios e normas para disciplinar as relações</p><p>jurídicas.</p><p>• O Código Civil de 2002 incorporou os valores da magna carta: Dignidade da</p><p>pessoa humana, valorização social do trabalho, igualdade, proteção dos</p><p>filhos, o não abuso nas atividades econômicas.</p><p>- Princípios do Código Civil de 2002:</p><p>I. Eticidade: Busca compatibilizar os valores técnicos com os éticos no</p><p>ordenamento jurídico;</p><p>II. Socialidade: Busca preservar o sentido da coletividade, em detrimento dos</p><p>interesses individuais;</p><p>III. Operabilidade: Concessão de maiores poderes hermenêuticos ao</p><p>magistrado.</p><p>DIREITO DAS PESSOAS</p><p>▪ Pessoa natural: É o ser humano considerado como sujeito de direitos e</p><p>obrigações (art.1 do CC).</p><p>▪ Personalidade: Todo homem possui personalidade. É a aptidão genérica de</p><p>adquirir direitos e contrair obrigações.</p><p>▪ Personalidade formal: Direitos antes de nascer.</p><p>▪ Personalidade material: De adquirir patrimônio.</p><p>➢ Aquisição da personalidade jurídica:</p><p>- Teorias:</p><p>I. Natalista: A personalidade só é adquirida a partir do nascimento com vida,</p><p>antes possui apenas uma expectativa de direito. (Caio Mario).</p><p>II. Concepcionista: A personalidade é adquirida assim que o embrião se liga ao</p><p>útero. -> Possui seus direitos resguardos, dotado de personalidade jurídica e</p><p>já usufrui dos direitos.</p><p>*Nascituro: O ser foi concebido, mas ainda não nasceu. - Direitos</p><p>resguardados:</p><p>I. Saúde;</p><p>II. Alimentação;</p><p>III. Nascimento.</p><p>→ Desde a concepção o ser é protegido por direitos;</p><p>→ Não existe direitos sem sujeitos;</p><p>→ Aborto como crime;</p><p>→ Posse de patrimônio pelos seus representantes;</p><p>→ Nascituro pode ser representado pelo seu curador (Pessoa nomeada para</p><p>representar os interesses de um indivíduo);</p><p>→ Reconhecimento de filho antes de nascer --> Por meio de uma escritura pública;</p><p>→ Nascituro pode receber bens por testamento ou doações, com marco inicial de</p><p>posse no marco inicial da respiração com vida;</p><p>→ Poderá ser beneficiário de testamento filhos ainda não concebidos, de pessoas</p><p>indicas pelo testador, desde que vivas ao abrir-se a sucessão;</p><p>▪ Natimorto: O que já nasceu morto --> Possui direito de imagem, nome e</p><p>sepultura -->Direito formal, mesmo sem vida.</p><p>▪ Embrião congelado:</p><p>→ Não possui legislação;</p><p>→ Envolve a ética médica, religião, moral e Direito;</p><p>DIREITO DA PERSONALIDADE</p><p>▪ Extrapatrimoniais:</p><p>→ Direito de conteúdo, não de patrimônios;</p><p>→ Sem expressão econômica;</p><p>→ Sua infração gera consequências.</p><p>CAPACIDADE CIVIL</p><p>▪ Capacidade: É a medida da personalidade.</p><p>▪ A personalidade civil começa apenas no nascimento com vida, mas a lei</p><p>assegura desde a concepção os direitos do nascituro.</p><p>▪ Capacidade de fato: É o que nem todos possuem. Consiste na aptidão para exercer,</p><p>por si só, os atos da vida civil. Quem a possui, terá condições plenas para exercer</p><p>plenamente seus direitos e obrigações.</p><p>▪ Capacidade plena = capacidade de direito + capacidade de fato.</p><p>- Gradações da capacidade:</p><p>I. Capacidade plena:</p><p>→ A partir dos 18 anos;</p><p>→ Poder praticar todos os atos da vida civil.</p><p>II. Capacidade relativa:</p><p>→ Pessoas que por motivos permanentes ou transitórios;</p><p>→ A partir dos 16 anos (Já assina).</p><p>III. Incapacidade absoluta:</p><p>→ Menores de 16 anos;</p><p>→ Por enfermidade ou doença;</p><p>IV. Relativamente incapaz:</p><p>→ Os maiores de 16 anos e menores de 18;</p><p>→ Os ébrios habituais (viciados) em tóxicos;</p><p>→ Por causa transitória ou permanente não podem expressar vontade própria;</p><p>→ Prodígios (Não pode fazer transação financeira e precisar de um curador).</p><p>ESTATUTO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA</p><p>→ Não afeta sua capacidade civil;</p><p>→ A pessoa com deficiência tem assegurado o direito do exercício de sua capacidade</p><p>legal em igualdade com as demais pessoas.</p><p>CAPACIDADE CIVIL DOS INDÍGENAS</p><p>→ Legislação especial;</p><p>→ Representado pela FUNAI;</p><p>→ São julgados pela nossa lei, mas com ressalvas;</p><p>Os índios são considerados:</p><p>→ Isolados;</p><p>→ Em vias de integração (+ sociais);</p><p>→ Integrados = Comunhão nacional+ exercícios dos direitos civis (CPF+VOTO).</p><p>TEORIA DAS INCAPACIDADES</p><p>▪ Incapacidade: É a restrição legal ao exercício dos atos da vida civil.</p><p>▪ Só é considerado incapaz aquele que é menor de 16 anos ou está interditado.</p><p>I. Absolutamente incapaz: Sem vontade. Seu ato só é válido por meio de um</p><p>representante legal.</p><p>II. Relativamente incapaz: Pratica atos da vida civil assistido por seu representante</p><p>legal, sob pena de anualidade.</p><p>▪ Suprimento da incapacidade:</p><p>I. Representação: Manifesta a vontade de quem representa nos limites de seus</p><p>poderes, produz efeitos em relação ao representado, por meio da tutela, e deve</p><p>prestar contas anualmente.</p><p>▪ Subestabelecimento: Documento que transfere poderes jurídicos para alguém, a</p><p>representando, por meio de uma procuração.</p><p>▪ Procuração: Documento jurídico que permite a uma pessoa ou sociedade nomear</p><p>outra para representá-la na prática dos atos jurídicos ou na administração de</p><p>interesses. Não pode ser utilizado nos casos que tenha a ver os “direitos</p><p>personalíssimos”.</p><p>▪ Direitos personalíssimos: Direitos que dizem respeito a própria pessoa, não</p><p>podendo ser transferido.</p><p>▪ Conflitos de interesses: Confronto entre interesses públicos e privados --> Algo</p><p>lesa o representado. Se tornando anulável.</p><p>▪ É nulo o negócio jurídico quando:</p><p>1. Celebrado por pessoa absolutamente incapaz;</p><p>2. Incapacidade relativa do agente</p><p>• O ato nulo não tem efeito e não poder ser valido</p><p>• Ato anulável: Validade para ser validado.</p><p>• Usucapião: Forma de adquirir coisa/propriedade através da posse prolongada e</p><p>incontestada. É uma forma de regularizar a posse, visando a segurança jurídica</p><p>e o direito à propriedade. Prazo de 2 anos usufruindo e 5 anos para regularizar de</p><p>fato.</p><p>CESSAÇÃO DA INCAPACIDADE</p><p>• Maioridade;</p><p>• Causa;</p><p>• Emancipação: Dar capacidade civil para aquele com idade inferior a 18 anos.</p><p>→ Pode ser anulada se houver vício social ou sem consentimento;</p><p>→ Irrevogável;</p><p>→ Voluntária: Ocorre no cartório por meio de escritura assinada pelos pais.</p><p>→ Judicial: Quando há conflito de interesse e sob tutela;</p><p>→ Legal: Automática, sem autorização judicial, é pela lei nos casos de:</p><p>1. Casamento (maior de 16);</p><p>2. Exercício de emprego efetivo;</p><p>3. Colação de grau de curso de ensino superior;</p><p>4. Estabelecimento civil ou comercial, ou a existência de relação de emprego, e o</p><p>menor tenha economia própria.</p><p>→ Um pai não pode emancipar um filho para não pagar pensão ou para se afastar das</p><p>consequências legais do filho;</p><p>→ Não perde a proteção pelo ECA.</p><p>• Legitimação: É a aptidão para a prática de determinado atos jurídicos.</p><p>• Nem tudo que tem capacidade tem legitimidade – ato de regularizar algo e para isso</p><p>precisa de capacidade jurídica.</p><p>MORTE PRESSUMIDA</p><p>→ Se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida;</p><p>→ Se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até</p><p>2 anos após o término de guerra;</p><p>→ Só pode ser declarado após esgotadas as buscas e averiguações, devendo a</p><p>sentença fixar data provável da morte;</p><p>• A declaração é apenas admitida para:</p><p>1. Viabilizar o registro do óbito;</p><p>2. Resolver problemas jurídicos gerados com o desaparecimento;</p><p>3. Regular a sucessão causa mortis;</p><p>4. Fixar a data provável do óbito.</p><p>COMORIÊNCIA</p><p>Se duas ou + pessoas falecerem na mesma ocasião, sendo herdeiros um do outro,</p><p>não se podendo averiguar quem morreu primeiro, com isso não há sucessão e passa</p><p>para seus outros herdeiros.</p><p>DECLARAÇÃO DE AUSÊNCIA</p><p>→ Desaparecendo uma pessoa de seu domicílio sem dela haver notícias, sem ter</p><p>deixado representante para administrar os bens, o juiz, a requerimento de</p><p>qualquer interessado ou MP, declarará um curador.</p><p>→ Também se declara ausência quando o ausente deixar mandatório que não</p><p>queira ou não possa exercer o mandato, por poderes insuficientes.</p><p>→ Em caso de falta de cônjuge, a curadoria</p><p>incube aos pais – descentes.</p><p>→ Na falta desses acima, o juiz nomeia um curador.</p><p>→ O ausente desaparecido há +1 ano e meio, tem seus bens divididos;</p><p>→ Poderão fazer seus todos os frutos e rendimentos e bens do ausente:</p><p>DESCENDETES – ASCENDENTES – CÔNJUGES :Não precisam de caução para</p><p>usufruir.</p><p>→ Se o ausente aparece COM justificativa seus bens são devolvidos e o valor dos</p><p>rendimentos retorna a sua posse;</p><p>→ Se o ausente aparece SEM justificativa seus bens são devolvidos, menos os</p><p>rendimentos.</p><p>PENSÃO POR MORTE</p><p>→ Após 6 meses da morte presumida – prova de desaparecimento.</p><p>→ 3 anos se ausente nomeou curador.</p><p>→ Apenas para: Cônjuge não separado judicialmente; herdeiros presumidos, legítimos</p><p>ou testamentários.</p><p>→ Os que tiverem sobre os bens dos ausentes direitos de sua morte;</p><p>→ Os credores de obrigações vencidas e não pagas.</p><p>→ A sentença que determinar a sucessão provisória só passa a valer 150 dias</p><p>depois de publicada pela imprensa.</p><p>✓ Herdeiros legítimos: Por linhagem;</p><p>✓ Por testamento: Testamentários;</p><p>✓ Presumido: Aquele que se acha herdeiro.</p><p> DA POSSIBILIDADE DE ALIENAÇÃO DE BENS:</p><p>1. Os imóveis dos ausentes só poderão alienar, não sendo considerados, nessa</p><p>data, aberta a sucessão em favor dos herdeiros, que o eram aquele tempo;</p><p>2. 10 anos depois da sentença, poderão os interessados requerer a</p><p>sucessão definitiva e o levantamento das cauções ou quando o ausente</p><p>tiver +80 anos e sua última notícia for há 5 anos.</p><p>3. Se nos 10 anos o ausente não retornar e nenhum interessado promover a</p><p>sucessão definitiva, os bens arrecadados serão de domínio do município ou</p><p>DF.</p><p>4. A sentença que declarar a morte presumida tem eficácia erga omnes, mas</p><p>não faz coisa julgada material, podendo ser revista a qualquer momento que</p><p>se tenha notícia da localização do ausente ou o seu retorno.</p><p>5. Se o ausente retornar e já aberta a sucessão terá direito a:</p><p>→ Os bens existentes, no estado em que se acharem retornam;</p><p>→ Aos sub-rogados e seu lugar;</p><p>→ Ao preço que os herdeiros e demais interessados houverem recebido pelos</p><p>bens alienados.</p><p>• Se o herdeiro estiver em situação de vulnerabilidade e precisar desse</p><p>fruto para sobreviver e não tiver como pagar a capitalização, o juiz pode</p><p>determinar a usufruir onde a integralização é apenas o fruto.</p><p>Herdeiro legítimo - sem capitalizar – 100% do uso e frutos dele – se o ausente</p><p>voltar, só pega os bens de volta.</p><p>Herdeiro não legítimo - com capitalização p/usufruir - 50% do fruto é dele e 50%</p><p>do ausente – se a ausente volta com justificativa pega os bens +capitalização.</p><p>MORTE NATURAL</p><p>→ Eventos naturais com cadáver.</p><p>→ Marca o fim da personalidade jurídica.</p><p>→ O morto vira patrimônio da família, vira coisa.</p><p>→ Morte presumida sem declaração de ausência: Já estava correndo risco de</p><p>vida.</p><p>→ Se alguém desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for</p><p>encontrado em até 2 anos após a guerra.</p><p>REGISTRO CIVIL</p><p>→ Origem na igreja católica na idade média;</p><p>→ Tinha que ser batizado para ter as certidões;</p><p>→ Hoje em dia é feito no cartório.</p><p>→ Funções:</p><p>▪ Documenta informações relevantes;</p><p>▪ Confere publicidade a essas informações.</p><p>→ Fé pública;</p><p>→ continuidade (todas mudanças são registradas;</p><p>→ Serão registrados:</p><p>1. Nascimento, casamento e óbito;</p><p>2. Emancipação por outorga dos pais ou sentença;</p><p>3. Interdição por incapacidade;</p><p>4. Sentença de declaratória de ausência.</p><p>▪ Averbação (mudança) em registros públicos:</p><p>1. Das sentenças que decretem a nulidade ou anualidade de casamento, divórcio,</p><p>separação judicial e o restabelecimento da sociedade conjugada;</p><p>2. Dos atos judiciais ou extra que declarem ou reconheçam a filiação.</p><p>• Estado civil:</p><p>→ O assento do nascimento;</p><p>→ O nome (Sobrenome de família) e o prenome (Nome) que foram postos a criança;</p><p>→ Não serão registrados nomes que expõem ao ridículo;</p><p>→ Quando o declarante não escolhe o nome, o oficial escolhe;</p><p>→ Em 15 dias os genitores podem fazer a modificação do prenome onde foi lavrado</p><p>o registro civil da criança e apenas em consenso entre os genitores.</p><p>→ O nome é o sinal exterior pelo qual a pessoa identifica-se no seio da família e</p><p>sociedade;</p><p>→ Sobrenome é o patrimônio da família;</p><p>→ Agnome: Nome igual: Dom Pedro I, Dom Pedro II...</p><p>• Imutabilidade do nome:</p><p>▪ Pode mudar sem justificativa até os 21 anos – independe de via judicial;</p><p>▪ A segunda vez tem que apresentar justificativa;</p><p>▪ Por erro gráfico evidente.</p><p>▪ Finalizado o procedimento os órgãos: TSE, CPF, PASSAPORTE e RG serão</p><p>notificados para expedirem novos documentos.</p><p>▪ Pode ser recusada a alteração por: suspeita de fraude, vício, má fé ou contra a</p><p>vontade;</p><p>▪ OBS: No caso da emancipação, começa a contar dessa data.</p><p>▪ Nomes exóticos ou ridículos;</p><p>▪ Homonímia: quando causa problemas;</p><p>▪ Inclusão de sobrenome do ascendente;</p><p>▪ Tradução do nome;</p><p>▪ Em razão de casamento, união estável, divórcio, adoção, paternidade</p><p>socioafetiva.</p><p>▪ A alteração de nome estrangeiro é de competência do ministro da justiça;</p><p>▪ A modificação pode ser requerida tanto em domicílio, quanto no local de</p><p>assento;</p><p>▪ Transgéneros – 2018 – provimento:</p><p>→ Podem mudar nome/gênero sem autorização e judicial e o motivo é em sigilo;</p><p>→ Pode ser feito em cartório;</p><p>→ Não precisa de mudanças corporais.</p><p>▪ Reconhecimento voluntário de paternidade pode ser feito em cartório;</p><p>▪ Casamento homoafetivo.</p>

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