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UNIVERSIDADE DE UBERABA 
 
 
 
 
 
ANA CAROLINA FERREIRA DE CARVALHO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Planejamento de Obra: 
Estudo de Caso 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UBERABA 
2020 
 
 
ANA CAROLINA FERREIRA DE CARVALHO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Planejamento de Obra: 
Estudo de Caso 
 
 
 
 
 
Trabalho apresentado à Universidade de 
Uberaba como requisito necessário 
para obtenção de nota na disciplina 
de Construção Civil I. 
Orientador: Sandro Ferreira Fernandes. 
 
 
 
UBERABA 
2020 
 
 
RESUMO 
 
Planejar uma obra se fez ainda mais necessário com a mudança no cenário 
econômico e aumento da competitividade, transformando empresas de construção 
civil em industrias. Melhorando a qualidade, os serviços prestados e os prazos 
determinados. 
É de suma importância, tal planejamento, para a viabilizar a construção de uma 
edificação. Estudos técnicos, especificação de execução e prazos, diretamente 
ligados com custos, advém da necessidade de planejar, fazendo com que o 
orçamento seja fidedigno. 
Este trabalho consiste em uma apresentação teórica do que é o planejamento de 
obra e estudo de caso. Tem como objetivo montar a sequência dos itens para montar 
o planejamento, plano de contratação, locação, parte normativa e o cronograma de 
execução. 
 
 
Palavras-chave: Planejamento de obra; cronograma. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sumário 
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................... 5 
2 PLANEJAMENTO .............................................................................................. 6 
3 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS............................................................................. 7 
4 ÁREA ADMINISTRATIVA .................................................................................. 8 
5 ÁREA DE VIVENCIA ......................................................................................... 9 
6 ÁREAS OPERACIONAIS ................................................................................ 11 
7 PROJETO DE PRODUÇÃO ............................................................................ 13 
8 ESTUDO DE CASO ........................................................................................ 18 
9 CONCLUSÃO .................................................................................................. 21 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
1.1 JUSTIFICATIVA PARA O DESENVOLVIMENTO 
Com o aumento da concorrência no mercado da construção civil, planejar uma obra 
vem ganhando cada vez mais relevância. As vantagens disso são: economia de 
material, menor chance de atraso e maior lucro. 
Demonstraremos passo a passo de um planejamento de obra, para que vantagens 
como essas possam ser empregadas em mais obras. 
 
 
1.2 OBJETIVO 
O objetivo desse trabalho é fazer uma breve explicação sobre o que é um estudo 
de caso de um planejamento de obra, que basicamente é a montagem de determinado 
planejamento. Montando assim um exemplo prático de uma construção predial com 
um subsolo, um pavimento térreo e oito pavimentos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
 
 
2 PLANEJAMENTO 
 
O planejamento de um canteiro de obras pode ser definido como o planejamento 
do layout e da logística das suas instalações provisórias, instalações de segurança e 
sistema de movimentação e armazenamento de materiais. O planejamento do layout 
envolve a definição do arranjo físico de trabalhadores, materiais, equipamentos, áreas 
de trabalho e de estocagem (FRANKENFELD, 1990). 
O planejamento oferecerá condições de infraestrutura para desenvoltura do 
processo de produção, definindo, por exemplo, condições de transporte e 
armazenamento do material, tipos de instalações provisórias, mobiliário de escritório 
ou instalações de segurança. Assuntos não relacionados às proteções físicas não 
fazem parte do planejamento de um canteiro, sendo parte do planejamento de 
segurança. 
 
2.1 OBJETIVO DO PLANEJAMENTO 
Tal planejamento visa obter um aproveitamento maior do espaço físico disponível, 
garantindo segurança e eficiência no trabalho de homens e maquinas, minimizando 
movimentação de materiais, mão-de-obra e componente. 
Podemos dividir os objetivos em dois níveis, como fez Tommelein (1992). 
(a) alto nível: necessidade de fornecer boas condições ambientais de trabalho, 
fazendo com que isso motive os operários, tanto em termos de conforto como 
de segurança. Acrescentando à definição de Tommelein (1992) a 
necessidade de cuidar do aspecto visual da obra, limpeza e impressões 
positivas perante funcionários e clientes. 
(b) baixo nível: minimização de distâncias de transporte, tempos de 
movimentação de equipe e materiais e manuseios de materiais. 
 
2.2 TIPO DE CANTEIRO 
Segundo a NR 18 o canteiro de obra restrito se enquadra no projeto proposto, para 
uma construção predial, em área urbana/central. Considerando o elevado custo de 
terrenos nas áreas centrais, as edificações ocupam alta percentagem do terreno. Com 
isso, os canteiros restritos exigem mais cautela no planejamento, seguindo 
abordagem criteriosa. 
 
 
 
 
 
7 
 
 
 
2.3 NR 18 
A norma regulamentadora 18 tem como objetivo estabelecer diretrizes de ordem 
administrativa, de planejamento e organização, visando implementar medidas de 
controle e sistema preventivo de segurança em processos, condições e meio 
ambiente de trabalho na construção. 
 
2.3.1 RESPONSABILIDADES 
Vedar a permanência de trabalhadores no canteiro de obras que não estejam 
resguardados nas medidas previstas nesta NR. 
Fazer a Comunicação Prévia de Obras em sistema informatizado da Subsecretaria 
de Inspeção do Trabalho – SIT, antes de iniciar as atividades. 
 
2.3.2 PGR 
O programa de gerenciamento de riscos é obrigatório nos canteiros de obras, ele 
contempla os riscos ocupacionais e respectivas medidas de prevenção. Deve ser 
elaborado por um profissional legalmente habilitado em segurança do trabalho e 
implementado sob responsabilidade da organização. Com relação a documentação, 
deve conter um projeto da área de vivência do canteiro de obras e eventual frente de 
trabalho, projeto elétrico das instalações temporárias, projeto dos sistemas de 
proteção coletiva, projeto dos sistemas de proteção individual contra quedas (SPIQ) e 
relação dos equipamentos de proteção individual (EPI) com suas respectivas 
especificações técnicas. 
É responsabilidade do profissional legalmente habilitado em segurança do trabalho 
propiciar, mediante cumprimento dos requisitos previstos nessa NR, avanço 
tecnológico em segurança, higiene e saúde dos trabalhadores, objetivar a 
implementação de medidas de controle e de sistemas preventivos de segurança, 
garantir a realização das tarefas e atividades de modo seguro e saudável. 
A documentação relativa à adoção de soluções alternativas deve estar disponível 
no local de trabalho e acompanhada das memórias de cálculo, especificações 
técnicas e procedimentos de trabalho. 
 
3 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS 
 
O canteiro de obras, em toda sua extensão, deve possuir quadros de medição, 
distribuição e terminais para que sejam seletivas as instalações garantindo a proteção 
dos seus condutores. 
Os quadros de medição são os primeiros a serem instalados, sendo responsável 
pela entrega da energia elétrica da concessionária para o canteiro de obras. Possuem 
8 
 
 
 
dispositivos de proteção e manobra para que quadros terminais, como tomadas e 
plugs, tenham segurança na ligação de máquinas e equipamentos. Os mais utilizados 
são os disjuntores termomagnético, que tem capacidade de desarme por sobrecarga 
elétrica ou sobrecarga térmica. 
Em alguns canteiros é necessário a instalação de condutores elétricos aéreos, 
projetado e executado considerando a altura das máquinas que transitarão no local, 
observando a localização correta dos postes de sustentação.Os cabos deverão ter 
altura mínima de 5 metros. 
Para instalações subterrâneas é necessária uma projeção cautelosa do 
posicionamento das instalações, levando em conta as escavações, perfurações e 
máquinas de grande porte, deverão ser instaladas com eletrocalhas ou eletrodutos 
que servirão de proteção mecânica para os cabos de energia. De forma que a rede 
de energia fique 1,5 metros das escavações. 
 
4 ÁREA ADMINISTRATIVA 
 
É um escritório de obras que vai permitir à equipe executar os serviços 
administrativos e de controle técnico. Espaço ideal para manter plantas, diário de 
obras, ter controle de ponto, em uma estrutura com telefone instalado e acesso à 
internet, sendo comumente usado para reuniões. Geralmente fica nas laterais do 
canteiro, com acesso próximo à obra. Poderão ser construídos com barracões, 
contêineres ou madeira. Onde o engenheiro estará locando e destinando para cada 
setor sem interferir no início dos serviços até que seja concretizado a implantação 
definitiva do canteiro. Compõe-se, geralmente, de dependências para os seguintes 
elementos da administração da obra: Engenharia (gerentes e engenheiros), 
estagiários, mestre-de-obras, encarregado de escritório, segurança do trabalho, 
Padrões mínimos: 
Dimensões: Comprimento: 6200 m/ 4000 m. 
 Largura: 2300 m 
 Altura: 2600 m 
Fechamento externo: Paredes e teto em chapa de aço galvanizado com perfil 
trapezoidal com 0,65 mm 
Janelas: Duas janelas de 800 x 800 mm em alumínio e acrílico 
Instalação Elétrica: Entrada elétrica com interruptor, tomada e dois pontos de luz. 
Instalação embutida no forro e eletrodutos fixados na parede. 
Banheiro: Um vaso sanitário, um lavatório, um ponto de chuveiro, incluindo entrada 
externa de água e saída para esgoto. 
 
9 
 
 
 
 Figura 1 – Planta da área administrativa do canteiro de obras. 
Fonte: Manual do Canteiro 1010. Disponível em: https://pt.slideshare.net/FABIOPRADOTST/manual-
de-canteiro-1010. Acesso em: 11 setembro 2020. 
 
5 ÁREA DE VIVENCIA 
 
Devem ser projetadas de forma a oferecer, aos trabalhadores, condições mínimas 
de segurança, conforto e privacidade. Também deverão ser mantidas em perfeito 
estado de conservação, higiene e limpeza, contemplando de: 
a) instalação sanitária; 
b) vestiário; 
c) local para refeição; 
d) alojamento, quando necessário. 
 
Seguindo também a NR 24 que estabelece condições mínimas de higiene e de 
conforto a serem observadas pelas organizações. 
 
5.1 INSTALAÇÕES SANITÁRIAS 
 Deve ser constituída por uma bacia sanitária sifonada, dotada de assento 
com tampo e lavatório. As instalações sanitárias precisam ter 1 (um) 
lavatório, 1 (um) mictório para cada 20 (vinte) trabalhadores ou fração; 
 1 (um) chuveiro para cada 10 (dez) trabalhadores; 
 Conter portas de acesso impedindo o devassamento e construídas de modo 
a manter o resguardo conveniente; 
 Estar situadas em locais de acesso fácil e seguro, no máximo 150 (cento e 
cinquenta metros) de distância do posto de trabalho. 
10 
 
 
 
As áreas estimadas para as instalações sanitárias devem considerar: 
o Número máximo de trabalhadores. 
o Para cada vaso sanitário: 1,0 m². 
o Para cada chuveiro: 0,8 m². 
o Para lavatório, espaçamento: 0,6 m². 
o Para mictório, espaçamento: 0,6 m². 
 
5.2 VESTIÁRIO 
Todo canteiro de obra deve possuir vestiário para troca de roupa dos trabalhadores 
que não residem no local. Deve estar localizado próximo aos alojamentos e/ou entrada 
da obra, sem ligação com o local de refeições, além de: 
o Ter armários individuais dotados de fechadura; 
o Ter bancos, com largura mínima de 0,3 cm (trinta centímetros). 
 
5.3 REFEITÓRIO 
Independente da quantidade de trabalhadores é obrigatório um espaço reservado 
para o aquecimento e realização das refeições com condições de infraestrutura 
mínimas. Devem ter: 
o Capacidade de garantir atendimento de todos os trabalhadores no horário 
das refeições e assentos suficientes para atender os usuários; 
o Lavatório instalado em suas proximidades 
o Fornecimento de água potável, filtrada e fresca para os trabalhadores. 
 
5.4 COZINHA 
Quando houver cozinha no canteiro de obras, ela deve: 
o Ter pia para lavar os alimentos e utensílios. 
o Possuir instalações sanitárias, de uso exclusivo dos encarregados de 
manipular gêneros alimentícios, refeições e utensílios. 
o Ter equipamentos de refrigeração, para conservação dos alimentos. 
o Para o preparo do alimento, as pessoas envolvidas, devem usar aventais e 
gorros. 
 
5.5 ÁGUA 
O fornecimento de água é obrigatório, devendo ser filtrada e fresca para os 
trabalhadores por meio de bebedouros de jato inclinado, na proporção de 1 (um) para 
cada grupo de 25 (vinte e cinco) trabalhadores. Sendo uma demanda total de consumo 
para ingestão e higiene de 20 – 30 l/homem-dia. 
11 
 
 
 
Água para preparar argamassa 200-250l/m³; para preparar concreto 100-200 l/m³; 
tratamento posterior do concreto 30l/m³; outros fins de pequena demanda 20-25l. 
 
6 ÁREAS OPERACIONAIS 
 
São áreas destinadas a produção, na periferia da construção onde se preparam 
elementos necessários à obra. Sendo elas: 
 O porte da obra: área a ser construída; 
 Natureza e tipo de obra: para construção de natureza habitacional pode ser 
que tenha uma estrutura de elementos pré-moldados. 
 Localização da obra: dentro ou longe de um perímetro urbano, observando 
a existência de acessos, comércios, tipos, potenciais de fornecedores, etc. 
Fornecimento de energia elétrica, comunicações, telefônicas, água potável, 
e facilidade para disposição de rejeitos sólidos e líquidos. 
 Diversificação dos tipos de materiais: para prever depósitos e linhas de 
produção. 
 Especialização das empresas: para fins de previsão das instalações a serem 
fornecidas para atuação competente. 
 
Figura 2: Planta do canteiro de obras. 
Fonte: Gestão da Qualidade no Canteiro. Disponível em: 
http://monografias.poli.ufrj.br/monografias/monopoli10018456.pdf. Acesso em 11 de setembro de 2020. 
 
6.1 ALMOXARIFADO 
Deve ser construído separado do escritório, porém nas proximidades, e mantido 
limpo e arrumado. 
Deve também estar próximo as entradas e ser localizado de modo a permitir uma 
fácil distribuição dos materiais pelo canteiro. 
 
12 
 
 
 
6.2 DEPÓSITO 
Destinados a estocagem de materiais volumosos ou de uso corrente, em local 
aberto ou cercado. 
 
6.3 CENTRAL DE CARPINTARIA 
É o local no canteiro, destinado a fabricação de fôrmas, ligado ao fluxo de materiais, 
logo, planejar sua localização é importante. O construtor pode optar por fôrmas pré-
moldadas. 
A fabricação ou pré-montagem de fôrmas requer a instalação dessa central. A pilha 
de tábuas e vigotas, por exemplo, devem estar localizadas junto ao acesso a obra, e 
as serras, posicionadas de modo que as peças de madeira possam ser retiradas com 
facilidade na longitudinal. 
6.4 ACESSO À OBRA E TAPUMES 
O portão de acesso deve ser exclusivo, sendo desintegrado do portão de veículos, 
e integrado ao planejamento de acesso, que visa a melhor maneira de visitantes e 
funcionários entrarem com segurança na obra, sem que tenham que passar por dentro 
do canteiro. Deve ter identificação orientando sua função (para pessoas ou veículos), 
inscrição com o número do terreno, fechadura, caixa de correios fixada no tapume e 
campainha. 
Os tapumes isolam a área da construção impedindo que pessoas entrem em áreas 
perigosas. Os mais seguros são tapumes que permitem a visualização da obra para 
quem está na rua e visualização da rua para quem está na obra. 
Uma prática muito comum que está sendo usada são tapumes diferentes que 
ajudam no marketing do empreendimento. Contendo placas de informações como 
nome dos responsáveis técnicos pela execução e pelos projetos e serviços 
complementares. Devendo reservar um espaço para a colocação do selo do conselho 
regional de engenharia e arquitetura(CREA). 
 
6.5 CENTRAL DE CONCRETO E ARGAMASSA 
O concreto da obra será preparado na central de concreto, necessita estar próximo 
ao estoque para minimizar o fluxo de cargas. Devendo ser coberta para evitar atrasos 
em dias chuvosos. O canteiro deverá disponibilizar uma parte de sua área, devido a 
necessidade de estocagem de materiais constituintes (cimento, areia e brita) e 
aquisição de equipamento para mistura do concreto. 
O número de betoneiras é função da demanda da obra por argamassas, em obras 
pequenas apenas uma é suficiente. 
Prevendo tablado para estoque dos sacos de aglomerantes necessários. 
 
13 
 
 
 
6.6 CENTRAL DE MONTAGEM DE ARMADURAS 
Local destinado a corte e montagem das ferragens. Ideal que seja coberta e 
próxima ao local de estoque do aço. Com acesso direto ao elevador de cargas, 
simplificando as atividades de montagem de estruturas. 
Com área da ordem de 50 m². Se possível possuir cobertura, mas sendo obrigado 
apenas sobre eventual policorte. 
 
7 PROJETO DE PRODUÇÃO 
 
Toda matéria prima da construção civil, como engenheiros, arquitetos, empreiteiros 
e fornecedores, se juntam em um processo de trabalho e transformação que resulta 
na construção do empreendimento. Dando origem a uma ramificação de pequenos 
processos produtivos. Que traz a necessidade de as empresas apresentarem uma 
estratégia para nortear esse andamento e transformação do produto. 
 
7.1 GESTÃO DE LOGÍSTICA 
Quando aplicado em um canteiro de obras visa garantir o abastecimento, 
armazenamento, processamento e disponibilização de determinados recursos de 
materiais na frente de trabalho. Busca dimensionar equipes de produção e gestão de 
fluxos físicos de produção, através de atividades de planejamento, organização e 
direção de controle, garantindo o fluxo de informações antes do inicio da execução 
em si. 
Para análise do arranjo físico utilizam um diagrama de fluxo, ou fluxograma, que 
em suma é um desenho de linhas de fluxo sobre a planta da obra, identificando a 
circulação de materiais e pessoas. 
 
7.2 LOGÍSTICA DE TRANSPORTE 
A gestão de materiais demonstra baixos índices de produtividade. Alguns 
problemas com transporte interno de materiais excessivo, estocagem no canteiro de 
obras, grandes perdas, furtos, falta de material, erros nas entregas, materiais 
devolvidos, quebras e danos em trabalhos feitos, demonstram a deficiência dessa 
logística. 
Podemos classificar essa logística em duas partes, logística de suprimentos 
(externa) e logística de canteiro (interna). 
14 
 
 
 
 
Figura 3: Subdivisões da Logística. 
Fonte: Gestão de fluxos logísticos internos na construção. Disponível em: 
http://livros01.livrosgratis.com.br/cp073711.pdf. Acesso em: 11 de setembro de 2020. 
 
7.2.1 Logística de suprimentos 
Buscando estabilidade econômica a redução dos custos de produção tem grande 
importância em empresas construtoras. Ainda assim, as empresas visam a 
competitividade, dessa forma desejam obter vantagem em produzir pelo menor custo, 
levando em consideração a qualidade exigida pelo produto. 
Essa parte da logística, de suprimentos, representa uma rede de organizações, 
porque liga dois sentidos, diferentes processos e atividades que tem valor na forma 
de produto e serviços que serão colocados a mão do consumidor final. 
A gestão na qualidade dessa cadeia tem caráter multifuncional, envolvendo setores 
como de projeto, suprimentos e de obras, devendo permitir um trabalho integrado 
garantindo a satisfação dos clientes em relação à qualidade dos materiais. 
15 
 
 
 
 
Figura 4: Fluxograma Logística de Suprimentos. 
Fonte: Gestão de fluxos logísticos internos na construção. Disponível em: 
http://livros01.livrosgratis.com.br/cp073711.pdf. Acesso em: 11 de setembro de 2020. 
 
Como o processo de compra é demorado, desde o pedido até a entrega, os atrasos 
são frequentes por diferentes problemas: erros no detalhamento de projetos e 
especificações, retardos em pedidos feitos do canteiro, burocracia no processo e 
atraso de fornecedores. Problemas causados muitas vezes por falta de integração da 
cadeia produtiva. Isso faz com que cada vez mais as empresas vêm tentando 
parcerias com os fornecedores, buscando adequar melhor os materiais às suas 
necessidades. Parceria essa que vem de relacionamento a longo prazo, com o 
proposito de concluir os objetivos específicos do negócio. 
A logística de suprimentos tem um papel estratégico na construção civil porque atua 
ligando fornecedores a produção, e tem participação significativa nos custos totais dos 
empreendimentos. Muitas vezes os suprimentos são apontados como causadores de 
atrasos, paradas no processo de produção e perda de produtividade. 
16 
 
 
 
Por outro lado, o sistema Just in time, que é comprar somente quando e o que 
precisar, reduz o tamanho do estoque, espaço físico necessário para armazenamento 
e investimento financeiro, influencia positivamente a gestão logística de suprimentos 
nas empresas construtoras. 
 
7.2.2 Logística Interna do Canteiro 
Tudo que a construção civil produz é imóvel, diferentemente da maioria dos 
produtos de outras indústrias, que podem andar em uma linha de montagem, todos 
os componentes dos produtos da construção devem ser levados até ele. É um layout 
fixo. O que faz com que a movimentação de materiais seja grande, já que devem ser 
levados até o local da obra e ali ser feita a montagem e aplicação. Em casos de obras 
verticais, como a desse estudo, a situação fica mais complicada. A má utilização e 
definição dos equipamentos a serem utilizados. 
A falta de carros adequados para transportes, tanto vertical como horizontal, 
também são um problema. Pode ser que ocorra um duplo manuseio de materiais 
dentro do canteiro, situação que pode ser atribuída à inadequação da tecnologia 
empregada ou falhas gerenciais. 
Problemas desses transportes podem ser minimizados, e uma das maneiras é um 
estudo preciso do layout do canteiro, procurando a melhor posição para o guincho, 
betoneiras, local para estoque e entrada de caminhões. Buscando otimizar distâncias, 
para reduzir o transporte. 
• o melhor transporte é aquele que não existe; 
• a força motora mais econômica é a força da gravidade; 
• cargas iguais devem ser movimentadas em conjunto; 
• a produtividade da movimentação aumenta quando as condições de trabalho se 
tornam mais seguras; 
• quanto menor o peso transportado, mais econômicas as condições operacionais; 
• o armazenamento, se possível, deve utilizar o espaço cúbico; 
• utilizar o caminho o mais direto possível; 
• evitar o cruzamento dos fluxos de transporte; 
• prever o caminho de ida e volta; 
• diminuir distâncias entre postos de trabalho. 
 
Aplicando uma forma modificada de Just in Time, para racionalização de 
ressuprimento do estoque e facilitação do controle de maneira rápida, usamos o 
Kanban, que visa evitar a falta de materiais para execução de atividades, sem 
estoques excessivos e desnecessários, mas controlados, diminuindo o risco de 
pedidos emergenciais que prejudicam o resultado financeiro da obra. Sistema 
17 
 
 
 
desenvolvido pelos engenheiros da Toyota Motors Cia, onde nada se produz até que 
o cliente de seu processo solicite a produção de determinado item. Funciona baseado 
no uso de sinalizações para ativar a produção e movimentação dos itens, 
convencionalmente feita com base em cartões kanban e em painéis porta kanbans. 
Principais características: 
1. Melhoria total e contínua dos sistemas de produção; 2. Regulagem do fluxo de 
itens globais com controle visual a fim de executar essas funções com precisão; 3. 
Simplificação do trabalho administrativo dando autonomia ao chão de fábrica; 4. 
Informação transmitida de forma organizada e rápida. 
 
Figura 5: Fluxograma de suprimentos internos. 
Fonte: Gestão de fluxos logísticos internos na construção. Disponível em: 
http://livros01.livrosgratis.com.br/cp073711.pdf. Acesso em: 11 de setembro de 2020. 
 
 
Figura6: Mapofluxograma de transporte de materiais. 
Fonte: Projeto do canteiro de obras: avaliação das instalações provisórias e dos fluxos físicos de 
materiais. 
18 
 
 
 
8 ESTUDO DE CASO 
 
Buscando satisfazer o objetivo da pesquisa, adotaram-se uma obra de um edifício 
habitacional, constituído por um subsolo, um pavimento térreo e oito pavimentos tipo. 
Durante o período analisado, a obra apresentou produtividade constante, sem 
restrições produtivas. Análise essa feita em âmbito da execução de serviços, sem 
vinculo com departamento de projeto. O processo de interpretação buscou avaliar 
fatores positivos e negativos da logística e layout do canteiro. 
A obra possui 3244 m² construídos formado por um subsolo e um pavimento térreo, 
que serão estacionamentos, e oito pavimentos tipo de moradias. Com dez 
funcionários para mão de obra, sendo subcontratados ou com vinculo direto. 
Durante a exploração dos processos, a obra estava em fase inicial, no primeiro 
estágio construído, com isso, houve a possibilidade de acompanhar o processo das 
fundações e concretagem. 
A localização do terreno é em esquina, sendo possível dimensionar diferentes 
locais de entrada. Fatores relacionados a declividade do terreno, a divisa e a ocupação 
de 50% tornam o canteiro restrito. 
Ao entrevistar o mestre de obras obtive informações sobre o processo de 
escavações, que relatou a estratégia de escavar apenas onde estavam previstas 
delimitações laterais de alvenaria do subsolo, mantendo uma faixa de 120 m² nivelado 
com uma das ruas, resultando na implantação de instalações provisórias e depósitos 
de materiais no local. 
Com vias de circulação obstruídas para trafego de pessoas e materiais. 
Observando que faltou planejamento em demarcar as vias de circulação, e na 
ocupação do layout não estar sendo bem utilizada. 
 
Figura 7: Vias de Circulação. 
 
19 
 
 
 
O espaço do layout, para armazenamento de materiais, foi mal dividido no canteiro 
de obra, sobrecarregado em determinados pontos e mal aproveitado em outros. 
Podemos observar na figura 6, em uma área de 35 m², onde seria suficiente para 
armazenar os materiais com um bom planejamento. 
 
Figura 8: Armazenamento mal planejado no canteiro. 
 
Entrevistando o mestre de obras, ele relatou que o empuxo lateral da terra, devido 
ao depositado solo no buraco sem parede de alvenaria fixada na vida, poderia romper 
o muro de contenção. Tal problema poderia ter sido resolvido com o projeto de 
implementação do canteiro previsse essa necessidade, fazendo um aterro no local 
sem ter que esperar a viga do pavimento térreo. 
Abrigar mais que um portão de entrada, já que é cabível nesta obra, ajudaria na 
melhor distribuição de materiais pelo layout do canteiro. 
20 
 
 
 
 
Figura 9: a) layout atual; b) layout planejado. 
 
Certas melhorias buscam aproveitar a capacidade da área do terreno, organizando 
o layout de estoque para que fiquem próximos dos seus centros produtivos. 
A troca do local que era uma vala para locar os blocos de concreto e escoras 
metálicas; um espaço adequado para transitar pessoas e carrinhos de mão no 
canteiro, a alocação do estoque de madeira e painéis os colocando mais próximos a 
central de fôrmas. E a implantação de dois novos portões, buscando reduzir a 
distância da entrega de materiais dentro do canteiro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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9 CONCLUSÃO 
 
O estudo do layout do canteiro de obras, trabalho realizado nesta pesquisa, visou 
o processo produtivo em empreendimento de edifício residencial localizado em 
centros urbanos. Podemos afirmar que o estudo desse layout no canteiro é de suma 
importância, para a integração e aperfeiçoamento dos processos construtivos. 
Quando o ambiente está bem organizado o rendimento é maior por parte dos 
funcionários, que se sentem motivados, e utilizam menos esforços durante o processo 
de transporte de materiais. 
Através da análise de logística, que é a base da organização, podemos dividir em 
dois fatores: fluxos de informações e fluxos de logística. Fluxos de informações é 
constituído pelo projeto de canteiro, produto e produção, além de relatórios e 
observações de produtividade. Já a análise de fluxos físicos é basicamente a tentativa 
de redução de distâncias, de mão de obra e tempo ocioso durante o processo de 
transporte de materiais. 
Com base na análise, ficou claro a necessidade de prever no projeto do canteiro 
todas as modificações das etapas construtivas do empreendimento, a fim de evitar 
imprevistos. A logística de materiais no canteiro tem vínculo direto com a análise dos 
processos. Aliando dois fundamentos, juntamente com a compreensão e definição dos 
espaços, pode-se planejar o layout dos espaços proporcionando condições mais 
favoráveis à produção da edificação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
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segurança e saúde no trabalho na indústria da construção. Brasília. 1978. 
 
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(Engenharia Civil) - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2016. 
Disponível em: http://monografias.poli.ufrj.br/monografias/monopoli10018456.pdf. 
Acesso em: 11 set. 2020. 
 
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CASO DE OBRAS VERTICAIS EM FORTALEZA-CE. Orientador: Fernando Ribeiro 
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OBRAS VISANDO O PROCESSO PRODUTIVO. 2015. TCC (Engenharia Civil) - 
Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, 2015. Disponível em: 
http://www.ct.ufsm.br/engcivil/images/PDF/2_2015/TCC_LUIS%20FERNANDO%20C
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em: https://www.escolaengenharia.com.br/nr-18/. Acesso em: 12 set. 2020. 
 
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canteiros de obras de edificações. Porto Alegre, 1997. Dissertação (Mestrado em 
Engenharia) - Escola de Engenharia, Universidade Federal do Rio Grande Sul. Porto 
Alegre. 
 
 
 
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