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LESÕES CELULARES 
REVERSÍVEIS
4º período – FACICA 
Déborah de Oliveira Freitas - vet.deboraholiveira@gmail.com
Médica Veterinária – UFLA
Residência em Clínica Médica de Animais de Companhia – UFLA
Mestre em Patologia Veterinária - UFLA
mailto:vet.deboraholiveira@gmail.com
DEGENERAÇÕES
• DEFINIÇÃO
Respostas celulares não letais a estímulos agressores, com perda 
da capacidade de manutenção das funções normais da célula, 
com acúmulo intracitoplasmático de substâncias.
• Composição química x Classificação
LESÕES CELULARES REVERSÍVEIS
• Degeneração hidrópica (Tumefação celular aguda,
degeneração vacuolar, degeneração balonosa);
• Degeneração gordurosa (Esteatose, lipidose, alteração
gordurosa, metamorfose gordurosa);
• Degeneração hialina;
• Degeneração por glicogênio (Glicogenose)
* Diabetes
DEGENERAÇÕES
• Degeneração hidrópica
– Etiologia:
O2
Radicais livres
Substâncias tóxicas (químicas, biológicas)
Alterações graves gradientes pressão osmótica
Danos mecânicos
Vírus
Bactérias
Agressões imunomediadas ...
DEGENERAÇÃO HIDRÓPICA
• Degeneração hidrópica
– Patogenia
Falência na manutenção da homeostase celular
acompanhada de alterações de membranas/organelas, com
acúmulo de sódio e água no citosol e em organelas, tornando a
célula tumefeita, aumentada de volume.
• Fatores que reduzem produção ou aumentam consumo ATP
→ falha bomba Na+ e K+
• Inibição ATPase Na+ K+ dependente (=alterações em enzimas
que regulam canais iônicos)
• Lesão direta de membranas celulares e subcelulares
DEGENERAÇÃO HIDRÓPICA
• Degeneração hidrópica
– Patogenia
DEGENERAÇÃO HIDRÓPICA
• Degeneração hidrópica
ASPECTOS MORFOLÓGICOS
Macroscopia
Aumento volume /Turgidez
Coloração
Consistência
Microscopia
Aumento volume celular
Vacuolização citoplasmática pouco definida
DEGENERAÇÃO HIDRÓPICA
• Degeneração hidrópica
SITUAÇÕES DE OCORRÊNCIA
– Hipóxia/anóxia (falha trocas gasosas, alterações cardíacas, 
obstruções vasculares, ...)
– Sobrecarga ruminal por carboidratos
– Intoxicação por Palicourea sp.
– Febre Aftosa e outras doenças virais vesiculares
– Queimaduras
DEGENERAÇÕES
• Degeneração hidrópica:
Acidose ruminal (=Acidose lática, Sobrecarga por carboidratos, 
Ruminite química)
DEGENERAÇÃO HIDRÓPICA
DEGENERAÇÃO HIDRÓPICA
DEGENERAÇÃO HIDRÓPICA 
DEGENERAÇÃO HIDRÓPICA
DEGENERAÇÃO HIDRÓPICA
EVOLUÇÃO, CONSEQUÊNCIAS:
• Remoção da causa retorno à normalidade
* Nas lesões causadas por vírus em epitélios de
revestimento, queimaduras, a ação continuada do agente
agressor leva à formação de vesículas/bolhas, que geralmente
rompem deixando área ulcerada.
DEGENERAÇÃO GORDUROSA -
ESTEATOSE
• Corresponde ao acúmulo intracitoplasmático de triglicérides
Etiologia
• Hipóxia
• Deficiência proteica/calórica
• Agentes tóxicos
Órgãos envolvidos:
Musculatura cardíaca, esquelética, rins, e fígado**
ESTEATOSE
Patogenia
• * metabolismo hepático normal de lipídios
- Aumento aporte de AG ao fígado (proveniente do
intestino ou do tecido adiposo;
- Diminuição da β-oxidação de ácidos graxos em corpos
cetônicos e em outras substâncias devida a lesão mitocondrial
(toxinas, hipóxia);
- Redução síntese de apoproteínas (aflatoxicose);
- Redução combinação/liberação apoproteínas;
- Distúrbio fusão, transporte de vesículas. 
ESTEATOSE HEPÁTICA
• Aspectos morfológicos:
ESTEATOSE HEPÁTICA
• Aspecto macroscópico
ESTEATOSE HEPÁTICA
• Aspecto microscópico
ESTEATOSE HEPÁTICA
• Aspecto microscópico
ESTEATOSE
• SITUAÇÕES MAIS FREQUENTES EM VETERINÁRIA
• Cetose em bovinos
• Toxemia da prenhez (ovelhas e cabras)
• Síndrome do fígado gordo dos felinos
• Diabetes mellitus
• Anemia / ICC
• Intoxicações (aflatoxinas, plantas hepatotóxicas como
Lantana camara)
• Patologia comparada: Ingestão de etanol (doença aguda), 
diabetes
ESTEATOSE HEPÁTICA
• Cetose bovina
ESTEATOSE HEPÁTICA
• Lipidose hepática felina
ESTEATOSE HEPÁTICA
• Diabetes mellitus
ESTEATOSE
• Coração
• Rins
• Músculos esqueléticos. Hipóxia.
Evolução, Consequências.
Outros acúmulos lipídicos
• Colesterol e ésteres de colesterol
• Esfingolipidose
• * Infiltração gordurosa
ESTEATOSE
• Infiltração gordurosa
ESTEATOSE
• Infiltração gordurosa
DEGENERAÇÃO HIALINA
Acúmulo anormal de proteína
Situações
- Inflamações, principalmente crônicas, como
Leishmaniose: corpúsculos de Russell no citoplasma de
plasmócitos (= Células de Mott)
- Células tubulares renais em indivíduos com proteinúria
- Produção excessiva de proteína normal
DEGENERAÇÃO HIALINA
Rim normal Túbulo contorcido em animal com 
proteinúria
DEGENERAÇÃO HIALINA
• Dano por isquemia/tóxico em músculo esquelético
Miócitos normais Degeneração/Necrose hialina
DEGENERAÇÃO HIALINA
• RIM : Deg. Hialina goticular tubular – LE, Diabetes, etc.
INCLUSÕES CELULARES
- VIRAIS
Intracitoplasmáticos (RNA vírus) - Lyssavirus, Morbillivirus
* Poxvirus (DNA)
Intranucleares (DNA vírus) - Adenovirus, Herpesvirus, 
Parvovirus
* Morbillivirus (RNA)
INCLUSÕES CELULARES
• Inclusões virais – raiva (Corpúsculo de Negri)
INCLUSÕES CELULARES
• Cinomose (intracito e intranuclear)
Etiologia: Morbillivirus (RNA vírus)
INCLUSÕES CELULARES
• Hepatite infecciosa canina 
Etiologia: Adenovirus (DNA vírus)
DEGENERAÇÃO ENVOLVENDO 
GLICOGÊNIO
• Situações
- Corticoides (estímulo glicogênio-sintetase)
- Diabetes mellitus (hiperglicemia x permeabilidade 
hepatócitos à glicose)
- Doenças do armazenamento (falhas produção/ação 
enzimas)
DEGENERAÇÃO ENVOLVENDO 
GLICOGÊNIO
• Aspecto Morfológico
- Macro
- Micro
P.A.S
ACÚMULOS EXTRACELULARES
AMILOIDE
• Composição: proteínas fibrilares + glicoproteínas
• Material eosinofílico, amorfo
• Depósito extracelular
• Locais mais comuns de depósito: Fígado, Rins (entre os 
túbulos e glomérulos)
ACÚMULOS EXTRACELULARES
AMILOIDE
• Patogenia
– Produção
– Modificação/Distúrbios nos mecanismos degradação do 
precursor
ACÚMULOS EXTRACELULARES
• AMILOIDOSE: Grupo de doenças que cursam com acúmulo de 
proteína amiloide.
• Classificação :
– Sistêmica (generalizada) ou localizada
– Primária (idiopática) ou secundária
– * Familiar [febre (síndrome) familiar dos cães Sharpei
Chineses].
AMILOIDOSE
• Situações de ocorrência mais comuns em veterinária:
– Doenças crônicas (síntese IL1 e IL6)
– Produção soro hiperimune
– Familiar
Inoculação antígeno
(veneno).
Cães Shar-Pei, mais raro, Beagle e gatos abissínios.
AMILOIDOSE
• Aspectos morfológicos
– Macroscopia. Rins, Fígado, baço, coração, TGI
– Microscopia
• HE
• Lugol + solução ácido sulfúrico
– Vermelho Congo. * Luz Polarizada
• Consequências clínicas:
Compressão estruturas adjacentes
AMILOIDOSE
AMILOIDOSE
Coloração Vermelho Congo
ACÚMULOS EXTRACELULARES - GOTA
• Síndrome caracterizada por deposição cristais de urato de 
sódio nos tecidos
• Metabolismo purinas.
• Secundária. Desidratação, lesão renal, cálculos urinários, 
excesso proteína na dieta, def. vit. A.
• Articulações (