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Conhecimentos da 
Personalidade e 
Desenvolvimento 
Humano
Lorena Mochel Reis
Conhecimentos da 
Personalidade e 
Desenvolvimento Humano
2
Introdução
Seja bem-vindo, aluno! Neste conteúdo, vamos conhecer as principais teorias que 
formam a Psicologia Moderna. A partir do século XX, no Ocidente, os saberes sobre 
o aparelho psíquico dividiram-se entre quatro principais perspectivas teóricas: 
psicanálise, humanista, comportamental e cognitiva-comportamental. Nem todas 
tiveram origem na ciência psicológica, mas em outras áreas do saber, como a 
psicanálise, cujo precursor foi um médico. 
O clássico dilema mente versus corpo passa a ganhar outros sentidos, atraindo para 
a Psicologia debates entre conhecimento inato versus conhecimento adquirido. A 
nascente Psicologia se ocupará de compreender diferentes formas de representação 
do conhecimento com base na perspectiva de autores que se filiaram às perspectivas 
já propostas, como a psicanálise, ou inauguraram outras, como a perspectiva sócio-
histórica.
Objetivos da Aprendizagem
• Conhecer as principais teorias psicológicas e a composição do aparelho psí-
quico;
• Analisar aspectos que compõem a personalidade;
• Compreender o complexo de Édipo;
• Compreender fenomenologia, existencialismo, behaviorismo e as principais 
ideias de Rogers e Maslow;
• Compreender o mecanismo de Estímulo-Resposta, extrospecção e introspec-
ção;
• Analisar as diferentes formas de representação do conhecimento.
3
Conceito de Personalidade
O histórico da Psicologia como ciência percorreu caminhos iniciais de exclusividade 
nos experimentos em laboratório. A partir do século XX, vimos o florescimento de 
teorias da personalidade ocupadas em produzir conhecimentos sobre os indivíduos, 
com base em modelos centrados em sua interação com o ambiente, em seu processo 
de autoconhecimento e, por fim, indicando o lugar da fala como elemento terapêutico.
As principais teorias psicológicas foram influenciadas por diversos campos do saber 
que, por sua vez, forneceram instrumentos para designar cada uma dessas teorias 
como estudos sobre a personalidade. As abordagens que apresentaremos trazem 
categorias que apresentam rupturas e continuidades entre si, modificando a maneira 
como a ciência psicológica enxerga o comportamento humano.
Figura 1 - Teorias psicológicas: semelhanças e diferenças.
Fonte: Plataforma Deduca (2022).
#PraCegoVer: duas faces frente a frente.
Conheça etimologia da palavra Personalidade,Acesse: https://
etimologia.com.br/personalidade/
Saiba mais
https://etimologia.com.br/personalidade/
https://etimologia.com.br/personalidade/
4
Teoria Psicanalítica da Personalidade Humana: Freud e Jung
A teoria psicanalítica tem como seu criador Sigmund Freud, um médico que buscava 
compreender as “desordens neuróticas” de seus pacientes. Frutos de conflitos, 
ansiedades e estresses, tais desordens foram tratadas, inicialmente, pelo método 
da hipnose, também utilizado por outro médico que havia sido professor de Freud, 
Charcot. Posteriormente, a hipnose foi substituída pelo método da associação livre, 
que consistia em deixar pacientes falarem o que viesse à mente deles durante a 
sessão analítica, deitados em um divã. 
Figura 2 - Sigmund Freud.
Fonte: Plataforma Deduca (2022).
#PraCegoVer: Desenho de Sigmund Freud vestindo terno em cor lilás escura 
e gravata preta, de pernas cruzadas e sentado de frente em uma poltrona em 
cor lilás clara. Escreve em um bloco de notas com uma das mãos enquanto o 
segura com a outra.
Desse modo, acreditava-se que seria possível tornar consciente o conteúdo inconsciente, 
desde que o analista se incumbisse de interpretar sonhos, desejos, medos e emoções 
5
que os pacientes estariam resistindo ou reprimindo. A atenção dada por Freud à 
fase infantil trouxe uma importante contribuição da teoria psicanalítica: o complexo 
de Édipo, baseado em “Édipo Rei”, de Sófocles. Em torno dele, a personalidade do 
indivíduo é estruturada, o que ocorre entre 3 e 5 anos de idade. 
No complexo de Édipo, o menino escolhe a mãe como objeto de desejo e rivaliza com 
o pai, enquanto a menina escolhe o pai e rivaliza com a mãe, o que ocorre por volta dos 
5 aos 6 anos. Para que o desenvolvimento neurótico possa transcorrer, a rivalização é 
acompanhada de um processo de identificação com os progenitores e internalização 
da lei paterna, essa simbolizada por normas e regras do mundo social. Embora tenha 
modificado suas teorias ao longo dos anos, a do Complexo de Édipo inspirou análises 
posteriores sobre a compreensão das relações entre desejos proibidos e o medo da 
castração, decorrentes de um processo de fixação em uma das fases da relação da 
criança com os pais, com o mundo e com seu próprio corpo e sexualidade.
Assim, o desenvolvimento da personalidade, segundo a teoria psicodinâmica de 
Freud, segue fases que ocorrem ainda na infância, denominados fases psicossexuais. 
Tais estágios se dividem em cinco fases que abrangem diferentes faixas etárias 
da criança: fase oral, anal, fálico, latências e genital. Vamos acompanhar a síntese 
realizada por Nolen-Hoeksema et al. (2018):
Desenvolvimento 
psicossexual
Principais características Consequências na 
vida adulta
Fase oral
Ocorre durante o primeiro ano de vida 
até os 3 anos, quando os bebês obtêm 
prazer pela amamentação e pelo ato 
de sugar e costumam levar os objetos 
à boca. 
Zona erógena - boca
Pode resultar em uma 
personalidade preocupada 
com a captação vinda 
dos outros e do ambiente. 
Tendência à desconfiança 
e exigência, além de 
sentimentos de inveja e 
afinidades com a depressão.
Fase anal
Ocorre durante o terceiro ano de idade. 
Nesse período, as crianças sentem 
prazer tanto em expelir quando em 
reter as fezes. Zona erógena - mucosa 
anal
Por se tratar da primeira 
experiência com o controle 
imposto, visto que a criança 
está sendo treinada pelos 
pais a aprender a evacuar, 
pessoas fixadas nesta 
fase podem ser rígidas e 
preocupadas com rituais de 
limpeza e higiene. 
Fase fálica
Transcorre entre os 3 e 6 anos de 
idade. As crianças começam a brincar 
com seus genitais e observar as 
diferenças corporais entre homens 
e mulheres. Começam a perceber a 
diferença entre os sexos, entra em 
cena a valorização da disputa e da 
conquista. 
Correlacionado ao Complexo 
de Édipo, o desenvolvimento 
alterado nessa fase 
decorre em personalidades 
excessivamente preocupadas 
com questões de poder, 
autoridade, sedução e 
ciúmes.
6
Fase de latência
Ocorre dos 6 anos até a puberdade, 
os desejos são suprimidos. O período 
que as crianças entram na escola, 
começam a se
relacionar com outras pessoas, e 
a energia sexual está voltada para 
outras coisas como o estímulo de 
habilidades sociais, comunicação.
Fase que auxilia no 
processo de ter vergonha, 
de construção da ideia de 
moralidade.
Fase genital
É seguido pelo período de latência, 
que vai dos 7 aos 12 anos. A atenção 
da criança nesta fase se desloca do 
corpo às relações interpessoais. O 
prazer é ligado aos genitais. Zona 
erógena – os órgãos genitais
Fase madura da sexualidade 
adulta.
Fonte: Adaptado de Nolen-Hoeksema et al. (2018).
#PraCegoVer: Quadro com os conceitos inseridos por Freud aos estágios psi-
cossexuais: oral, anal, fálico e genital.
Os estágios psicossexuais são fases do desenvolvimento infantil 
em que a criança busca satisfazer seus impulsos e obter prazer 
em uma parte do corpo, podendo se fixar nesta a depender da fase 
em que se encontre. Trata-se de um dos argumentos que foram 
posteriormente desenvolvidos por Anna Freud, filha de Freud, 
aplicadas à psiquiatria infantil.
Atenção
Para Freud, a personalidade estaria estruturada com base em três instâncias psíquicas: 
o inconsciente, o pré-consciente e o consciente. Vamos acompanhar a descrição 
realizada por Bock, Furtado e Teixeira (1999) a respeito desta primeira divisão do 
aparelho psíquico:
(Inconsciente)
O inconsciente é constituído por conteúdos 
reprimidos e sofre ação de censuras internas. 
É regidopor leis próprias de funcionamento e é 
atemporal, ou seja, não segue a ordem prescrita 
de passado, presente e futuro.
Fonte: Plataforma Deduca (2022).
#PraCegoVer: Homem branco de cabelos curtos, vestido com um terno marrom claro e gravata preta. Sentado com os joelhos 
próximos e mão em uma das pernas, com a expressão de indecisão. Acima de sua cabeça, desenhados no muro do lado 
esquerdo um boneco com chifres e tridente, do lado direito, outro com asas e auréola.
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(Pré-consciente)
O pré-consciente é o sistema no qual permanecem 
conteúdos que podem ser acessados pela 
consciência..
Fonte: Plataforma Deduca (2022).
#PraCegoVer: Silhueta de cabeça com bonecos dentro, distribuídos em três plataformas carregando símbolos que 
correspondem a pontos de exclamação. Símbolos de interrogação pairando do lado de fora da silhueta.
(Consciente)
O consciente faz a intermediação entre a 
realidade interior e exterior, contendo processos 
psicológicos como o raciocínio, a percepção e a 
atenção.
Fonte: Plataforma Deduca (2022).
#PraCegoVer: Desenho de homem montando um cubo mágico colorido em tamanho maior que sua altura.
Devido a necessidade de se responder aos problemas da psicose, Freud estava 
insatisfeito com a primeira teoria, já que está não conseguia evidenciar uma gama 
de eventos psíquicos, principalmente, os que surgiam dentro do ambiente clínico. 
O novo modelo que ele desenvolveu foi chamado de estrutural ou dinâmico, pois, 
ao contrário do antigo, esse possuía um papel mais ativo dentro das relações de 
comportamento.
Em sua segunda teoria do aparelho psíquico, Freud vai inserir os conceitos de id, ego 
e superego: 
Id Ego Superego
Constitui o reservatório da 
energia psíquica, no qual 
se “localizam” as pulsões: 
a de vida e a de morte. As 
características atribuídas 
ao sistema inconsciente, na 
primeira teoria, são, nessa 
teoria, atribuídas ao id. É regido 
pelo princípio do prazer.
Sistema que estabelece o 
equilíbrio entre as exigências 
do id, da realidade e do 
superego. É um regulador, 
na medida em que altera o 
princípio do prazer para buscar 
à satisfação, considerando 
as condições objetivas da 
realidade.
Origina-se com o complexo de 
Édipo, a partir da internalização 
das proibições, dos limites 
e da autoridade. O conteúdo 
do superego refere-se às 
exigências sociais e culturais.
Quadro 1 - Conceito inseridos por Freud ao aparelho psíquico.
Fonte: Adaptado de Bock, Furtado e Teixeira (1999).
#PraCegoVer: Quadro com os conceitos inseridos por Freud ao aparelho psíqui-
co: id, ego e superego.
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8
A atuação no campo da Psicologia da Saúde é atravessada por situações nas 
quais a utilização de teorias que abarquem o desenvolvimento infantil, como as 
que percorremos neste conteúdo, será fundamental para o embasamento do 
trabalho cotidiano. Dos modelos etiológicos lineares, baseados em causa e efeito, 
aos modelos multicausais de doença, o rompimento das fronteiras entre normal e 
patológico no campo da saúde traz novos horizontes críticos que impulsionam as 
teorias psicológicas a reinventar seus pressupostos para atender às demandas 
relacionadas aos sofrimentos psíquicos contemporâneos.
Os sonhos tiveram um papel importante para Freud. Ele começou a analisar sonhos 
a partir de um sonho que ele teve quando pequeno. Para entender os sonhos, Freud 
focava nos aspectos “estranhos” e o que aquilo poderia significar. 
Freud começou a analisar os sonhos dos pacientes e percebeu que poderiam indicar 
algo relacionado a suas emoções. Freud acreditava que tudo tinha uma causa e isso 
também se aplicava aos sonhos. 
Repressão era outro conceito que Freud utilizava. Para ele a repressão ocorria quando 
o paciente barrava ideias inaceitáveis, tentando reprimir seus desejos. 
Zonas erógenas são entendidas como partes do corpo que estão relacionadas a 
pontos principais de prazer de acordo com o período de idade em que se encontra o 
indivíduo. Por exemplo, para um recém-nascido, a zona erógena é a boca, pois é por 
ela que satisfaz seus instintos fundamentais
Fixações são paradas no desenvolvimento psicossexual. Essas paradas ou bloqueios 
podem ser permanentes ou temporárias, de acordo com a sua duração se tornam 
responsáveis pelo surgimento das neuroses
Pulsão está relacionada a um estado de estresse/tensão que através de um objeto, 
busca atenuar o estado sentido, ela se divide em dois tipos: pulsão de vida, que está 
relacionada ao sentimento de autopreservação e abrange as pulsões sexuais; e 
pulsão de morte, relacionada ao sentimento autodestrutivo, este sentimento pode 
ser para si ou está dirigido para fora, se manifestando como um comportamento 
agressivo.
Outro termo bastante visto nos estudos psicanalíticos é o termo “libido” que Freud 
nomeou como: “Energia que vinha do lado psíquico e que faz com que o individuo 
busque ter pensamentos e comportamentos prazerosos”. 
 Catexia foi o nome dado por Freud ao processo pelo qual o indivíduo direciona parte 
de seus instintos, de sua energia libidinal a um objeto, pensamento ou a própria 
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pessoa. Seguindo as fases de evolução sexual, no início da vida esse direcionamento 
ocorre de maneira instantânea e conforme se avança, ela começa a ser atrasada 
passando a compreender o processo de pensamento. Um exemplo de “Catexia” é a 
de pessoas apaixonadas que estão dispostas a desistir de sua própria representação 
pessoal para satisfazer o alvo de sua energia libidinal.
Freud criou o termo transferência para se referir ao processo no qual o paciente se 
comporta com o terapeuta como se ele fosse uma pessoa importante como mãe ou 
pai. Já o processo de contratransferência, para Freud, os sofrimentos psicológicos 
surgiram das raízes na relação edípica.
Carl Gustav Jung
Carl Gustav Jung era psiquiatra e psicoterapeuta e, desde o lançamento de 
“interpretação dos sonhos”, já havia se interessado pela psicanálise abordada de 
Freud, porém ao contrário do que se imaginaria, Jung não seguiu o mesmo caminho, 
a psicanálise tratada por Jung diferia em alguns aspectos da de Freud. Um destes 
aspectos era que, para ele, a fase mais importante durante o desenvolvimento 
humano era a meia-idade. Esta afirmação se deu a experiências próprias e ao passar 
por intensas crises durante o período de passagem para a meia-idade.
As experiências de vida de Jung influenciaram drasticamente a sua psicologia 
analítica. Na teoria de Jung, não havia espaço para o complexo de Édipo, tal conceito 
não era aceitável para ele que nunca se atraiu por sua mãe e tampouco entendia 
por que Freud mantinha uma grande fixação em provar que tal complexo existia. Em 
sua infância, Jung relata se isolar das outras crianças e por isso este pensamento é 
refletido em sua teoria que traz enfoque para o desenvolvimento interior no lugar do 
cultivo das relações sociais.
Enquanto Freud acreditava que a personalidade do individuo é afetada por 
acontecimentos da infância, Jung trazia uma visão de que a personalidade era 
moldada não só pelo passado, mas também, pelas metas, esperanças e objetivos 
futuros. Jung ao investigar o inconsciente assim como Freud, acabou adicionando 
mais uma dimensão a essa estrutura, chamada de inconsciente coletivo, este como 
sendo herdado das experiências humanas e de seus ancestrais.
Jung descreveu dois níveis de inconsciente, o primeiro sendo o inconsciente pessoal, 
no qual estavam contidas as lembranças, impulsos, desejos, percepções e outras 
experiências, que não estavam em um nível muito profundo, pois as informações 
armazenadas poderiam ser trazidas à tona com facilidade. E o inconsciente coletivo, 
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este que estaria em um nível mais baixo, é nesta camada que as experiências 
das gerações passadas e dos ancestrais estão contidas, o indivíduo não possui 
conhecimento das informações que estão armazenadas neste nível.
As informações herdadas que estão armazenadas dentro do inconsciente coletivo 
são denominadas de “arquétipos”.Esses que consistem em moduladores inatos da 
vida mental, desempenham o papel de moldar o comportamento dos indivíduos, tendo 
como base situações semelhantes que os seus ancestrais podem ter enfrentado. 
Estão relacionadas, por exemplo, situações ou fases da vida, como nascimento, 
adolescência, reações diante de um perigo iminente etc.
Os arquétipos datados como mais importantes para o processo de moldagem da 
personalidade são: persona, anima, animus, sombra e self.
Para Carl Jung, a Persona está relacionada a visão que o individuo quer passar para os 
outros, ou seja, a máscara/personagem que ele desempenha frente a sociedade, pois 
muitas vezes a persona não corresponde a verdadeira personalidade do individuo.
Anima e Animus, para Jung, estão relacionados às características que os indivíduos 
refletem do sexo oposto, sendo Anima as características femininas dentro do individuo 
masculino e Animus as características masculinas dentro do feminino.
A sombra corresponde a parte mais sombria do self, representa as características 
primitivas e animalescas dos nossos ancestrais, como os desejos imorais, violentos 
e inaceitáveis, geralmente indivíduos passam por experiências desse tipo afirmam 
terem sido dominados por algo além deles. Mas a sombra não é só negativa, ela 
também possui um lado positivo de onde surge a criatividade, espontaneidade e os 
insights. 
Jung considera o Self como o arquétipo principal. Ele é que integra e equilibra os 
aspectos do inconsciente, proporcionando estabilidade para a personalidade. Este é 
comparado ao impulso de autorrealização, que, para Jung, só pode ser atingida na 
meia idade (30 a 40 anos). Esse fato pode ser entendido como um reflexo da própria 
biografia de Jung dentro de sua teoria, pois foi o período em que enfrentou diversas 
situações de crise que contribuíram para o seu desenvolvimento.
Atitudes
Jung também possui conceitos sobre a introversão e a extroversão. Para ele, o 
indivíduo pode apresentar um nível dessas duas atitudes opostas, porém uma é 
sempre dominante a outra. A extroversão refere-se ao indivíduo que libera sua libido 
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ou energia da vida como afirma Jung para o exterior. Esse tipo é geralmente sociável 
e influenciável pelo meio. O introvertido é pensativo e direciona a sua energia para o 
interior, sua característica é a de insegurança ao se relacionar com as pessoas.
Funções
Além da introversão e extroversão, para Jung, a personalidade também sofre influência 
de quatro funções: pensamento, sentimento, sensação e intuição. 
O pensamento é o processo conceitual que nos leva a encontrar o significado e a 
compreender os eventos. 
O sentimento é o processo subjetivo que nos leva a análise e avaliação 
A sensação é a percepção consciente do mundo e dos objetos ao redor
A intuição envolve a percepção sendo apresentada de forma inconsciente
Dentro de cada par de funções apenas uma vem a ser dominante, junto às atitudes 
que também só possuem uma dominante, em que o tipo de personalidade é formado. 
Jung postulou assim oito tipos de personalidades que são:
Pensador Extrovertido, Pensador Introvertido, Intuitivo Extrovertido, Intuitivo 
Introvertido, Sentimental Extrovertido, Sentimental Introvertido, Perceptivo 
Extrovertido, Perceptivo Introvertido
Teoria da Personalidade das Principais Psicologias 
Corporais: Reich e Lowen.
Wilhelm Reich foi um psiquiatra, sexólogo e psicanalista que desenvolveu teorias 
voltadas para a análise bioenergética corporal. Reich foi aluno de Freud e desenvolveu 
o que se conhece hoje como terapia corporal. Em seus estudos, ele buscava entender 
técnicas que estimulavam o corpo e que poderiam ajudar na parte emocional do 
indivíduo. 
Essa teoria buscava auxiliar no tratamento de sintomas neuróticos, depressão e 
ansiedade e, até mesmo, em questões sexuais e de relacionamento. 
Segundo a teoria, os processos energéticos do corpo estariam relacionados com 
o estado de vitalidade do organismo. Uma depressão, por exemplo, sugere uma 
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falta de pressão interna, significando uma insuficiente circulação da energia, que 
estaria pesada ou estagnada. Essa situação seria geradora da baixa motilidade e da 
consequente incapacidade para a ação espontânea e natural. Reich acreditava que o 
movimento de um organismo “encouraçado” era mecânico sem naturalidade e sem 
sentimentos associados. Também nos orientava que esses seriam aprendidos na 
infância, como forma de garantir a sobrevivência emocional (OLIVEIRA; LIMA, 2015).
O caráter se desenvolve na relação entre o físico e o psicológico do individuo, sendo 
visto como uma integração entre a psicologia e a biologia na formação do indivíduo. 
Para Reich, o caráter tinha uma função egoica e narcísica, que tinha por objetivo 
defender o indivíduo de emoções que são consideradas ameaçadoras. O caráter 
seria o nível psíquico enquanto que a couraça seria o nível físico. 
Para falar sobre o desenvolvimento do caráter, criou-se cinco etapas: 
NÚCLEO CONCEITO
Psicótico Possui uma fragilidade, podendo ter um surto psicótico. Memória de 
um estresse primário. 
Oral Pode ser desorganizado e energia está na boca, provocando tensão 
no maxilar. 
Psiconeurótico Predisposição para doenças como gastrite, úlcera. Alta 
concentração de energia contida e desorganizada no corpo. 
Neurótico Possui um traço em decorrência de estresse na etapa fálica. 
Genital Caráter mais maduro e equilibrado. 
Fonte: Adaptado de Rezende e Volpi, 2019.
Reich criou o termo anéis de encouraçamento para se referir às áreas do corpo. São 
sete segmentos de couraças, a saber: 
Região da cabeça e pescoço
• Ocular.
• Oral.
• Cervical.
Região do tronco e dos membros
• Torácico.
• Diafragmático.
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• Abdominal.
• Pélvico.
Ele apontou que nessas regiões as emoções que surgem são: medo, raiva, tristeza 
e narcisismo. A partir do entendimento desses conceitos, Lowen desenvolveu as 
estruturas de caráter (BRASIL, 2018).
Vegetoterapia: termo criado por Reich cujo objetivo é ajudar o indivíduo no seu 
funcionamento, diminuindo os bloqueios energéticos que segundo ele formam a 
couraça psicológica no corpo. 
Orgonomia: termo utilizado por Reich para se referir a energia vital, de onde vem, 
como interfere no corpo formando os movimentos e forças. 
Alexander Lowen (BRASIL, 2018) desenvolveu sua própria teoria da abordagem neo-
reichiana, porém, segue algumas ideias de Reich. Lowen (BRASIL, 2018), acreditava 
que o caráter tinha relação com os movimentos que, por sua vez, funcionavam como 
uma defesa psicológica e muscular. 
A mente e o corpo são vistos como uma unidade que influenciar no comportamento 
do individuo. 
Para Lowen (1985), a bioenergética é uma maneira de entender a personalidade em 
termos do corpo e de seus processos energéticos que estão relacionados ao seu 
estado de vitalidade. Neste sentido, a produção de energia por meio da respiração 
e do metabolismo e descarga de energia por meio dos movimentos. Isto quer dizer 
que a quantidade de energia que uma pessoa tem e como a usa, determinam o modo 
como responde às situações da vida. (p13
Nesse sentido, a bioenérgica postula que os pensamentos, sentimentos acabam 
interferindo no corpo do indivíduo, e que isso pode gerar tensões crônicas, bloqueios 
emocionais, queixas e traumas. 
Ele definiu cinco tipos de caráter: O esquizoide, o oral, o psicopático, o masoquista e 
o rígido. De acordo com o autor, a cada um destes caráteres, estaria associado um 
biotipo corporal específico (OLIVEIRA; LIMA, 2015).
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14
CARÁTER CONCEITO CARACTERISTICAS 
CORPORAIS
CARACTERISTICAS 
PSICOLÓGICAS
Esquizoide Remete as 
pessoas que 
possuem pouco 
senso de si 
mesmas.
• Corpo mais longilíneo e 
contraído. 
• Musculatura fibrosa. 
• Tendência a tensão na 
nuca; 
• Face de máscara. 
• Olhar vazio; 
• Braços pendentes. 
• Desarmonia entre as 
partes do corpo.
• Sentimentos não 
conectados com a 
realidade. 
• Maior fragilidade diantedas pressões sociais.
• Hipersensibilidade. 
• Tendência a refugiar-se 
em si mesmo. 
• Evitação da intimidade e 
afeto. 
• Maior dissociação 
entre pensamento e 
sentimento. 
• Tendência a 
esquizofrenia.
Oral Relacionados 
a traços mais 
claros de 
fraqueza e 
dependência. 
tendência a 
depressão, 
dificuldade de 
movimentar-se 
por si mesmo. 
• Corpo mais esguio, 
peito murcho. 
• Musculatura bem 
pouco desenvolvida. 
• Ombros mais decaídos. 
• Olhar de pessoa 
carente. 
• Pernas mais longilíneas 
e magras.
• Pés pequenos. 
• Necessidade de cuidado, 
de ser “carregado”. 
• Sensação de um vazio 
interior, de falta. 
• Baixa iniciativa e força 
de vontade.
• Tendência à depressão. 
• Baixa agressividade. 
• Sentimento de que o 
mundo precisa oferecer 
algo mais a ele.
Psicopático Motivação em 
busca do poder. 
Necessidade 
de se sentir 
maior, dominar, 
controlar. 
• Corpo maior na parte 
superior. 
• Tensão na área dos 
olhos, boca e base do 
crâneo.
• Olhar mais sedutor, 
penetrante e as vezes 
impositivo.
• Tendência a rigidez 
muscular. 
• Necessidade 
de controlar e o 
consequente medo de 
ser controlado.
• Motivação para o êxito. 
• Necessidade de vencer.
• Negação dos próprios 
sentimentos.
• Desempenho e 
conquistas importam 
mais que o prazer
Masoquista Tendência a se 
queixar, lamentar 
pelo sofrimento 
que é só seu 
com sentimentos 
negativos 
recorrentes. 
• Corpo curto, mais 
grosso, musculoso e 
mais denso.
• Aparência de mais 
força bruta.
• Tendência a 
achatamento das 
nádegas. 
• Olhar de sofrimento.
• Sentimentos de 
sofrimento crônico. 
• Maior tendência a 
queixumes e lamentos, 
sentimentos de 
despeito, negatividade e 
hostilidade.
• Agressividade e 
autoafirmação 
reduzidas. 
• Cordialidade. 
• Sensação de 
incapacidade de reagir. 
• Sentimento de pressão 
interna.
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Rígido Se apresenta 
mais ereto, tem 
orgulho defensivo, 
medo de ceder, de 
se submeter-se, 
medo de perder 
o controle de si. 
Está sempre em 
estado de alerta. 
• Cabeça erguida, coluna 
ereta e musculatura 
rígida.
• Corpo tende a 
proporcionalidade, 
olhos brilhantes e 
gestos mais leves.
• Agilidade corporal 
e tendência a uma 
tenacidade sexual.
• Fálico-narcisista, 
ombros mais largos e 
quadrados.
• Tendência a 
compulsão. 
• Defesa contra o prazer. 
Estado de constante 
alerta.
• Bloqueio afetivo. 
• Normalmente bem-
sucedidos na vida.
• Ambiciosos, 
competitivos, agressivos, 
não gostam de ceder. - 
Tendência à compulsão.
Fonte: Adaptado de Oliveira e Lima (2015).
Vídeo “A importância de Reich na psicanálise”.https://www.
youtube.com/watch?v=v4QqBfsdLNU
Saiba mais
Teorias Humanísticas da Personalidade: Rogers e Maslow
Diferente do enfoque empírico adotado pela visão cognitiva, a perspectiva humanista-
existencial surge a partir da filosofia de base fenomenológica. Trata-se de uma 
abordagem em que a interpretação subjetiva ganha mais espaço, considerando o 
conhecimento como produção da experiência humana. Sua visão do ser humano 
como um todo integrado e não compartimentado, orientou pesquisas de importantes 
personagens dessa vertente, como Abraham Maslow e Carl Rogers. 
Carl Rogers - foi um psicólogo norte americano que desenvolveu a teoria humanista 
ou teoria da personalidade centrada na pessoa. 
Para Rogers, as pessoas plenamente funcionais ou psicologicamente saudáveis 
apresentam essas características:
• • Mente aberta para aceitar qualquer tipo de experiência e de novidades.
• • Tendência a viver plenamente cada momento.
• • Capacidade para se orientar pelos próprios instintos, e não pelas opiniões 
ou razões de outras pessoas.
https://www.youtube.com/watch?v=v4QqBfsdLNU
https://www.youtube.com/watch?v=v4QqBfsdLNU
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16
• • Senso de liberdade no pensamento e na ação.
• • Alto grau de criatividade.
• • Necessidade contínua de maximizar o seu potencial. (SCHULTZ; SCHULTZ, 
2019, p.382).
 Carl Rogers enxergava no self, o si mesmo, também chamado de autoconceito, 
as características construídas a respeito do eu nas relações com o mundo. Para 
que se tenha uma vida satisfatória, na proposta de Rogers, o indivíduo deve estar 
em harmonia com seu autoconceito e desenvolver o autoconhecimento (DAVIDOFF, 
2011).
Rogers criou o conceito de self ideal (eu ideal) e self real (eu percebido). O self real 
consiste na imagem que o indivíduo tem de si mesmo, enquanto o self ideal é aquele 
que ele almeja, deseja. 
Rogers acredita que o ser humano tem a capacidade de entender a si 
próprio e resolver seus problemas de forma a buscar sua própria satisfação 
e eficácia ao funcionamento adequado. Assim, se o indivíduo não possui 
conflitos estruturais profundos, apresenta esta capacidade. Independente 
da aprendizagem, esta característica é inerente ao homem e para que 
esteja em funcionamento, o indivíduo deve estar desprovido de ameaças 
ou desafios à imagem que tem de si mesmo. (SCARTEZINI, 2013, p.04).
Rogers desenvolveu diversos conceitos para entender a relação do sujeito consigo 
mesmo e com os outros, dentre esses conceitos destacam-se congruência e 
incongruência. Congruência diz respeito ao grau de exatidão entre a experiência da 
comunicação e a tomada de consciência, é o estado que o indivíduo se encontra de 
agindo de forma coerente consigo mesmo no qual ele aceitar o outro com sentimentos, 
experiências e atitudes. (SCARTEZINI, 2013.)
Para Rogers a motivação se mostrava de outra forma em relação a personalidade, 
vendo o impulso como uma força para a realização do self. Diante disso surge o 
conceito de autorrealização que consiste no mais elevado nível de saúde psicológica. 
Esse conceito se aparece com o estipulado por Maslow, a diferença é que para Rogers 
as pessoas precisavam alcançar o estágio de funcionamento pleno. 
Já a incongruência consiste na diferente entre a tomada de consciência, a experiência 
do indivíduo e a comunicação. Agir de forma incongruente é não estar em harmonia 
com seus valores. 
17
A forma como o individuo vivencia as situações acabam interferindo na forma como 
ele age, como ele vê o mundo e as pessoas. Rogers seguia a abordagem humanista 
e desenvolveu a ideia que o cliente passa por um processo de empatia e aceitação 
incondicional que auxiliaria na construção da sua autoimagem. (BARROS, 2018).
Para Rogers o desenvolvimento da pessoa ocorre quando ele interage com o ambiente. 
A partir disso ele criou dois conceitos: ajustamento e desajustamento. O ajustamento 
ocorre quando as experiências vivenciadas pela criança podem contribuir para 
assimilar uma relação coerente com o autoconceito. Já o desajustamento ocorre 
quando as experiências são percebidas com incompatíveis e que não estão de acordo 
com o autoconceito, podem ser negadas ou distorcidas. 
O trabalho baseado na clínica conduziu Carl Rogers a desenvolver sua teoria sobre 
a autorrealização (ou autoatualização) como a principal base de seu método 
psicoterapêutico: a terapia centrada na pessoa. Enquanto a motivação para a 
mudança atuaria como tendência natural e inata no indivíduo, caberia ao terapeuta 
“atuar como uma base sólida enquanto o cliente explora e analisa seus problemas” 
(NOLEN-HOEKSEMA et al., 2018, p. 382). 
Abraham Maslow - Foi o psicólogo norte-americano que ficou conhecido pela 
elaboração de uma pirâmide que indicava a hierarquia de necessidades de todos os 
indivíduos. Essa teoria global colocava as necessidades básicas como alimentar-
se, dormir e ter uma casa, na base da pirâmide, enquanto no topo estariam as 
necessidades de autorrealização.
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18
Figura 3 - Pirâmide de Maslow.
Fonte: Plataforma Deduca (2022).
#PraCegoVer: Pirâmide dividida em cinco partes de cores diferentes com sím-
bolos em cor branca em seu interior. Na base em cor vermelha, símbolos de 
uma casa, uma camisa, prato e talheres, casal em relações sexuais e boneco 
dormindo. Logo acima, em cor laranja, um símbolo de atenção, uma arma. 
Mais acima, em amarelo, símbolo de bonecos masculino e feminino juntos,sinal de wi-fi. Acima, em verde, símbolo de dinheiro, carro e chapéu de forma-
tura. No topo da pirâmide, símbolo de uma silhueta humana em cor vermelha 
sob fundo azul.
Como foi dito, Maslow possuía uma visão parecida com Rogers, porém com algumas 
diferenças. Para Maslow, o indivíduo possuía um desejo inato de autorrealização. 
“A autorrealização seria o desenvolvimento pleno das habilidades de um indivíduo e 
realizado de seu potencial.” (SCHULTZ; SCHULTZ, 2019). Para Maslow, as necessidades 
seguiam uma prioridade: fisiológicas, de segurança. De pertinência e amor, de estima 
e de autorrealização. 
Maslow também desenvolveu termos para que se entendesse acerca da interpretação 
que o indivíduo possuía sobre suas experiências, são eles: 
• Experiências Culminantes: esse conceito foi criado por Maslow para se refe-
rir aos melhores momentos do ser humanos, como por exemplo, momentos 
felizes, experiências vividas, máximo gozo (BEZERRA, 2014).
• Experiências Platô: já a experiência platô é diferente, é uma forma de ver a 
vida e vivenciar as experiências do mundo, consistindo em uma mudança de 
comportamento, e uma nova tomada de consciência. 
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19
• Queixa e metaqueixas: Maslow criou esses conceitos para enfatizar que 
existem diferentes níveis de reclamações. Queixas podem ser relacionadas a 
privação de necessidades básicas, essas reclamações podem também estar 
relacionadas com a questão do reconhecimento o que pode fazer com que o 
indivíduo fique frustrado. 
• Motivação de Deficiência e do Ser: para Maslow, essa motivação ocorre por 
causa de uma necessidade que foi privada ou frustrada. 
• Amor de Deficiência e do Ser: para Maslow, o indivíduo possui uma neces-
sidade de amor, e que isso interfere na construção da sua personalidade, do 
seu desenvolvimento enquanto ser humano. Se o ser humano não tiver aces-
so a esse amor pode desenvolver alguma patologia. 
• Sinergia: significa uma ação que ocorre da união de diversos elementos, no 
caso do indivíduo um exemplo é a identificação com o outro, a sinergia é uma 
mistura entre o pensamento e a ação. 
Necessidades fisiológicas – 
fome, sono
Necessidades de segurança – 
estabilidade, ordem
Necessidades de amor e
pertinência – família e amizade
Necessidades de estima –
autorrespeito, aprovação
Necessidades de autoatualização –
desenvolvimento de capacidades.
#PraCegoVer: Imagem representando às necessidades segundo Maslow: 
Necessidades fisiológicas – fome, sono; Necessidades de segurança – es-
tabilidade, ordem; Necessidades de amor e pertinência – família e amizade; 
Necessidades de estima – autorrespeito, aprovação; Necessidades de autoa-
tualização – desenvolvimento de capacidades.
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Diferentemente dos psicólogos da Gestalt, que tinham na percepção seu principal 
objeto de interesse, Maslow tinha como principais preocupações, além da visão 
holística do indivíduo, o tema da autorrealização. 
Teorias Cognitivo-Sociais da Personalidade: Bandura
Albert Bandura nasceu no Canadá e se formou em Psicologia pela University of Lowa 
em 1952. 
Figura 4 - Albert Bandura (1925-2021).
Fonte: Wikipédia (2022).
#PraCegoVer: Fotografia do autor Albert Bandura.
Esse estudioso desenvolveu a teoria cognitiva-social. Bandura seguia a linha do 
behaviorismo, porém ele também acreditava em outras teorias, e sua linha baseava-
se em observar e analisar os indivíduos e seus comportamentos na interação 
(BANDURA et al., 2007). 
A partir das suas observações, Bandura foi desenvolvendo a teoria de aprendizagem 
social, significando que o comportamento é formado e pode ser modificado a partir 
das situações sociais (BANDURA et al., 2007). 
Bandura desenvolveu o conceito de autoeficácia que diz respeito a ideia que o 
indivíduo tem de si mesmo, o senso de autoestima, que valor ele acha que tem, se é 
adequado ou não, se é competente ou não, como enfrenta os problemas. 
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As pessoas com baixo grau de autoeficácia sentem-se inúteis, sem 
esperança, acreditam que não conseguem lidar com as situações que 
enfrentam e que têm poucas chances de mudá-las. Diante de um problema, 
tendem a desistir na primeira tentativa frustrada. Não acreditam que a 
sua atitude faça alguma diferença nem que controlam e podem mudar o 
próprio destino (SCHULTZ, SCHULTZ, 2019, p.279).
Bandura desenvolveu uma pesquisa e descobriu que a crença no nível de autoeficácia 
influencia em diversos contextos da vida. Pessoas com autoeficácia elevada se 
sentem melhor, mais saudáveis, o estresse diminuir, conseguem suportar mais dores. 
Para o estudioso, respostas comportamentais não são disparadas automaticamente 
por um estímulo externo, como em uma máquina ou em um autómato. Ao contrário, 
as reações aos estímulos são autoativadas, iniciadas pela própria pessoa. “Quando 
um reforço externo altera o comportamento, é porque a pessoa tem consciência da 
resposta que está sendo reforçada e antecipa a recepção do mesmo reforço ao repetir 
o comportamento da próxima vez em que a situação ocorrer” (BANDURA et al., 2013, 
p.277).
Para Bandura, o processo de aprendizagem era diferente do que Skinner propôs. A 
aprendizagem não ocorre por meio do reforço direto, e sim por meio de modelos, que 
é a observação de um comportamento de outras pessoas e se baseia nessa forma 
de agir para criar nossos próprios padrões de comportamento. O modelo social que 
regula o comportamento.
Bandura buscava observar como o contexto externo contribui para o desenvolvimento 
do indivíduo e na sua forma de agir. Diante disso, as técnicas de modelagem serviam 
para modificar o comportamento. Bandura não acreditava que a crença e a antecipação 
de algo causavam efeito no comportamento. A modelagem seria uma forma de mudar 
comportamentos considerados socialmente anormais ou indesejáveis. 
A visão cognitiva surge ao longo da década de 1970 como reação ao modelo 
behaviorista. Os psicólogos cognitivos não rejeitaram completamente os princípios 
behavioristas clássicos, mas incorporaram uma perspectiva ocupada em investigar 
a mente e voltada para o desenvolvimento de métodos pragmáticos e objetivos. 
Ambas, trazem como central a noção de que a mente deve ser estudada através do 
comportamento, e não a consciência, como postulavam seus antecessores.
 Um dos conceitos mais importantes da abordagem cognitiva é a teoria da 
aprendizagem social, cuja proposta enfatiza o papel da influência da observação 
do comportamento dos outros e do ambiente nos processos cognitivos internos. 
22
Esta análise foi aperfeiçoada por Alfred Bandura, teórico que desenvolveu a teoria 
social-cognitiva. Neste modelo, há uma relação de reciprocidade entre ambiente e 
comportamento, com o primeiro exercendo influência para modificar o segundo, e 
não somente o contrário (NOLEN-HOEKSEMA et al., 2018).
Teorias Comportamentais: Skinner e Ellis
Burrhus Frederic Skinner é um grande nome dentro da psicologia e da análise do 
comportamento. Ele foi desenvolvendo estudos para explicar o comportamento 
humano. Seus estudos inicialmente foram com animais, no caso ratos, no qual ele 
os colocava em uma caixa e ensinava eles a pedir comida pressionando uma barra. 
A caixa de Skinner como é identificado contribuiu para que surgissem diversas 
explicações acerca de como o indivíduo se comporta. (SCHULTZ; SCHULTZ, 2005). 
A análise do comportamento é uma ciência que busca estudar o comportamento. Sua 
premissa básica é o estudo do ambiente como algo que pode afetar o comportamento 
do indivíduo. 
A análise do comportamento é tanto uma ciência como uma abordagem psicológica, 
que incialmente está focada em estudar o comportamento. O ambiente que tanto é 
citado na ciência do comportamento é tudo aquilo que pode afetar o comportamento. 
E tudo aquilo que pode afetar um comportamento é definido como variáveis. E, nesse 
caso, existem duas as mecânicas, químicas e sociais. 
Skinner mesmo interessado nos ensinamentos de Pavlov e Watson, também 
discordava de algumas ideias dessesteóricos. E, por isso, começou a aprimorá-las. 
Quando estudamos o behaviorismo de Skinner percebe-se uma certa diferença no 
que se conhece das pesquisas iniciais com Pavlov e Watson. 
Para o behaviorismo de Skinner, o homem é visto como um organismo, e seu 
comportamento é determinado por variáveis ambientais em que ele dividiu em três 
níveis de seleção: filogenético, ontogenético e o cultural. Ele se baseou também no 
modelo de casualidade proposto por Darwin, o modelo de seleção para explicar o 
comportamento. 
Skinner não desenvolveu uma teoria da personalidade, mas possuía uma visão de 
como ela poderia ser formada. Como vimos Skinner representava o behaviorismo, 
nessa teoria o “Comportamento humano é explicado pelas influências dos estímulos 
do meio” (DE ALMEIRA, 2013, p.82-83). Para ele, a aprendizagem ocorria por meios 
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23
dos estímulos emitidos no contexto social no ambiente em que o indivíduo estava 
inserido. 
O trabalho de Skinner trouxe várias, tanto no ensino como na terapia e 
certamente a partir dele outros teóricos vieram para ampliar essa teoria, 
modificá-la ou até mesmo dela divergir. Para ele o aprendizado acontece 
por meio do reforço (positivo e negativo), punição (positiva e negativa), 
extinção e modelagem (DE ALMEIDA, 2013, p. 85).
Isto é, as teorias que se baseiam na análise do comportamento não desenvol-
veram estudos voltados para a personalidade como os outros teóricos. A personalida-
de é trabalhada de outra forma, vista enquanto comportamento verbal. 
No artigo “Uma reflexão sobre o uso do conceito de personalidade 
na Análise do Comportamento”, é possível entender a relação da 
Análise do Comportamento e de Skinner com a “personalidade”. 
Para acessá-lo, clique aqui. 
Saiba mais
A tabela a seguir foi criada para compreender melhor alguns termos que são usados 
dentro da terapia comportamental.
TERMO SIGNIFICADO
Estímulo Qualquer alteração no ambiente que produza alteração no organismo.
 
Resposta Qualquer alteração no organismo produzida por
uma alteração no ambiente
Reflexo Uma relação entre um estímulo e uma resposta
Eliciar Produzir
Esquiva Comportamento mantido por reforçamento negativo que ocorre antes 
da apresentação do estímulo aversivo. A emissão da resposta evita a 
apresentação do estímulo aversivo
.
Fuga Comportamento mantido por reforçamento negativo que ocorre 
quando o estímulo aversivo já está presente no ambiente. A 
consequência reforçadora é a retirada do estímulo aversivo do 
ambiente
.
Extinção Na extinção, um comportamento produzia uma consequência 
reforçadora e, por algum motivo, esta deixa de ocorrer
.
Reforço Positivo Aumenta a probabilidade de o comportamento voltar a ocorrer pela 
adição de um estímulo reforçador ao ambiente.
https://comportese.com/2016/12/20/uma-reflexao-sobre-o-uso-do-conceito-de-personalidade-na-analise-do-comportamento/
null
24
Reforço Negativo Aumento da frequência de um comportamento que tem como 
consequência o adiamento da apresentação ou a retirada de um 
estímulo do ambiente
.
Punição Punição pode ser definida funcionalmente como a consequência que 
reduz a frequência do comportamento que a produz
.
Punição Positiva Diminui a probabilidade de o comportamento ocorrer novamente pela 
consequente adição de um estímulo aversivo ao ambiente.
Punição Negativa Diminui a probabilidade de o comportamento ocorrer novamente 
pela consequente retirada de um estímulo reforçador (de outros 
comportamentos) do ambiente
.
Fonte: Adaptado de Moreira e Medeiros (2018, p. 79-80).
Outros termos debatidos por Skinner são comportamento operante e comportamento 
reflexo. O condicionamento operante é aquele que ocorre em um momento de 
aprendizagem no qual um comportamento é emitido por um organismo em vez de ter 
sido realizado por algum estímulo detectável. Isto é, esse comportamento ocorre sem 
nenhum estímulo antecedente externo observável. Para Skinner, o comportamento 
verbal era aprendido e não inato. 
Já o condicionamento ou comportamento reflexo segundo os teóricos é aquele que 
não envolve o pensamento, é realizado de forma mecânica ou automática.
Quando destacamos a parte prática a análise do comportamento aplicada na clínica 
desenvolve intervenções focadas na análise funcional e dessensibilização.
A análise funcional consiste em entender qual a função do comportamento que o 
indivíduo emite. Nessa intervenção, busca-se interpretar as relações funcionais do 
paciente. O objetivo é identificar relações de dependência, comportamentos que 
podem causa sofrimento para o paciente. Esse é o primeiro caminho para criar a 
intervenção e atuar na queixa do paciente. 
A análise funcional clássica, que estaria distante de representar uma 
aplicação científica do conceito cientificamente derivado, é descrita por 
Hayes e Follette (1992) como uma metodologia de “avaliar-formular-
intervir-avaliar”, constituída dos seguintes passos: 1) identificar 
características potencialmente relevantes do cliente individual, seu 
comportamento e o contexto no qual ocorre, através de uma avaliação 
ampla (p.349); 2) organizar a informação coletada no passo 1 em uma 
análise preliminar das dificuldades do cliente em termos de princípios 
comportamentais, de modo a identificar relações causais importantes 
que poderiam ser mudadas (p.350); 3) juntar informação adicional com 
base no passo 2 e finalizar a análise conceitual (p.350); 4) planejar uma 
null
25
intervenção com base no passo 3 (p.350); 5) implementar o tratamento e 
avaliar a mudança (p.350); e 6) se o resultado não for aceitável, retornar 
aos passos 2 e 3 (p.350). (NENO, 2003, p. 157).
A técnica de dessensibilização: é um processo no qual se busca diminuir 
responsividade do sujeito. É utilizada para reduzir ou eliminar respostas emocionais 
que causam ansiedade. Apresentar formas fracas de estímulo temido. Por exemplo: 
fobia de avião, nesse caso, o profissional mostra uma foto do avião, ou algo parecido, 
para que o indivíduo vá perdendo o medo e vendo que não é algo a ser temido. 
Terapia Racional Emotiva Comportamental (TREC) – Albert Ellis
Albert Ellis foi responsável por desenvolver a terapia racional emotiva comportamental 
por volta dos anos 1950. Esse autor começou a questionar-se sobre as bases 
psicanalíticas a partir da premissa de que os pacientes poderiam desenvolver uma 
visão sofisticada de seus problemas psicológicos (SCHULTZ, SCHULTZ, 2005). 
Ellis desenvolveu o conceito voltado para as crenças irracionais. Segundo Ellis o 
indivíduo desenvolve essas crenças baseado na ideia que tem de si mesmo, sobre as 
outras pessoas e sobre o mundo. O termo crenças irracionais tem esse nome porque 
tem pouca sustentação empírica, ou seja nem tudo que o indivíduo pensa pode ser 
verdade, podendo ter um raciocínio errôneo daquele evento. 
A origem das crenças irracionais está no próprio ser humano, que nasce 
tanto crédulo quanto educável e aceita toda a sorte de ideias, sentimentos 
e ações que seus pais e cuidadores mostram, sejam eles funcionais ou 
não. Mesmo quando se aceitam crenças irracionais alheias, há uma 
tendência a se reconstruir tal crença e mantê-la ativa, mesmo que ela se 
manifeste apenas anos depois de aprendida (MATTA, BIZARRO, REPPOLD, 
2009, p. 71).
Ellis classificou esse grupo de crenças como irracionais que englobam as atitudes, 
expectativas e regras e que essas crenças se disfuncionais podem acarretar diversos 
problemas psicológicos. 
A TREC tem como pressuposto que a cognição irracional desempenha um papel 
importante na explicação das respostas emocional e comportamentais. A partir daí 
surge o modelo ABC. 
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MODELO ABC – Ellis 
Esse modelo funciona da seguinte forma: as (A) interferências feitas sobre 
eventos ativadores estimulam um (B) sistema de crenças irracionais com (C) 
consequências que podem ser emocional, cognitiva, ou comportamental.
A – Sobre determinada Experiências ou fatos ativadores.
B – São determinadas pelo sistema de crenças do indivíduo.
C – Consequências, as quaispodem ser de natureza emocional.
Transtornos Alimentares e Temas em Saúde Mental
Os transtornos alimentares são definidos pela Associação Psiquiátrica Americana 
“Como uma perturbação em relação ao comportamento alimentar, que pode levar 
a prejuízos clínicos, psicológicos e sociais.” (DSM-5, 2014, p. 153). Eles podem ter 
início na adolescência e afetar o psicológico, o físico e o social.
O Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) indica que os 
transtornos alimentares podem ter sintomas semelhantes aos transtornos por uso 
de substâncias: fissuras e padrões de uso compulsivo. 
Dentre os transtornos alimentares estão o transtorno de ruminação, o transtorno 
alimentar restritivo/evitativo, a anorexia nervosa, a bulimia nervosa e o transtorno de 
compulsão alimentar. 
O transtorno de ruminação é um transtorno que tem como característica a regurgitação 
repetida de alimento durante um período mínimo de um mês. Esse alimento por ser 
remastigado, deglutido ou cuspido. 
O transtorno alimentar restritivo/evitativo consiste em uma perturbação alimentar, por 
exemplo, desinteresse na alimentação, ou em alimentos, preocupação e sentimento 
de fracasso após satisfazer suas necessidades nutricionais. 
Vigorexia
A vigorexia está relacionada com transtorno dismórfico muscular, isso quer dizer que 
o indivíduo desenvolve de uma maneira patológica a vontade por ser forte. 
Dismorfia Muscular ou Síndrome de Adônis: nesse caso, o indivíduo possui uma 
preocupação acerca da estrutural do seu corpo no qual acredita que possui poucos 
músculos. 
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27
O transtorno dismórfico corporal no indivíduo pode ter comportamentos repetitivos 
como se olhar no espelho, se comparar com os outros e beliscar a pele. Essa 
preocupação acaba causando um sofrimento clinicamente significativo, interferindo 
nas relações sociais e profissionais. 
Pessoas com esse transtorno acreditam que as outras pessoas estão olhando para 
elas e que estão rindo devido a sua aparência. Esse transtorno pode ser associado a 
níveis altos de ansiedade, esquiva social, humor deprimido, neuroticismo etc. 
Consequências: prejuízo no funcionamento social, os indivíduos ficam em casa. O 
comportamento de beliscar a pele pode gerar cicatrizes ou lesões. Os problemas mais 
comuns são insuficiência renal ou hepática.
O tratamento consiste em acompanhamento psicológico, psiquiátrico e nutricional. 
Anorexia
O termo anorexia foi designado para identificar comportamentos e pensamentos 
disfuncionais acerca da busca pelo emagrecimento 
A anorexia nervosa acontece quando o indivíduo não mantém o peso corporal em um 
nível considerado adequado para a idade a altura, pois existe um temor relacionado 
ao aumento de peso. 
Tanto o diagnóstico da anorexia nervosa quanto o da bulimia nervosa levam em 
consideração 3 características: 
1. A superestimação da forma e do peso, ou seja, julgar a si próprio, em grande 
parte ou, até mesmo, exclusivamente, em termos de forma e peso.
2. Isso se expressa muitas vezes como um forte desejo de ser magro combina-
do com um medo intenso de ganhar peso e ficar gordo.
3. A manutenção ativa de um peso corporal indevido (por exemplo, menos de 
85% do esperado ou um Índice de Massa Corporal ≤ 17,5)
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28
Existe a caquexia que é um termo utilizado para definir um 
processo de massa celular no qual acontece a redução da ingestão 
de alimento, diminuição de atividade física. Pode aparecer em 
doenças crônicas como AIDS e câncer. A caquexia tem relação com 
a anorexia, pois a anorexia pode levar a desnutrição influenciando 
nos mecanismos que atuam no corpo. A perda involuntário de 
peso devido ao transtorno. 
Saiba mais
Tratamento: o tratamento da anorexia consiste em acompanhamento nutricional 
(suplementação nutricional), acompanhamento psiquiátrico por meio de medicação, 
e acompanhamento psicológico por meio da psicoterapia. A anorexia começa na 
adolescência ou na fase adulta jovem. 
Bulimia
A bulimia são episódios relacionados à compulsão alimentar, quando se é ingerido 
uma quantidade exagerada de alimentos em um período curto de tempo. Após essa 
ação, o indivíduo pode desenvolver comportamentos compensatórios como dietas 
restritivas, jejum, vômito forçado etc. São critérios diagnósticos da Bulimia Nervosa 
(DSM-5, 2014):
1. Superestimação de forma e peso, como na anorexia nervosa.
2. Compulsão alimentar recorrente. Um episódio de compulsão é ingerir uma 
quantidade objetivamente grande de comida e ter uma sensação de perda de 
controle no momento.
3. Comportamento de controle de peso extremo, como restrições alimentares 
rígidas, vômitos auto induzidos recorrentes ou uso frequente e indevido de 
laxantes.
Para que ocorra o diagnóstico de bulimia nervosa esses comportamentos devem 
ocorrem no mínimo uma vez por semana por três meses. A bulimia nervosa pode 
começar na adolescência ou na fase adulta. 
As consequências são: limitações funcionais como prejuízo grave no desempenho de 
papéis, por exemplo, o domínio social da vida, o que, normalmente, é o mais afetado. 
null
29
Ortorexia
Tanto a ortorexia quanto a vigorexia são consideradass transtornos alimentares 
recentes. A ortorexia é caracterizada como uma obsessão patológica por ter uma 
alimentação correta, com alimentos saudáveis, sem pesticidas ou substâncias 
artificiais. 
Vídeo: “A psicologia da compulsão alimentar”.https://www.
youtube.com/watch?v=_dHkU023-Rs
Saiba mais
Transtornos de Personalidade
A classificação da CID-10 (OMS, 1997) conceitua transtorno de personalidade da 
seguinte forma: como uma disfunção que interfere no plano intrapsíquico e até 
mesmo nas relações interpessoais. Os transtornos de personalidade podem surgir 
na infância ou na adolescência.
Eles são organizados em três grupos (DSM-5, 2014): 
A. Esquisitos e/ou desconfiados: incluindo os transtornos de personalidade pa-
ranoide, esquizotípica. Pessoas diagnosticadas com esses transtornos são 
vistas como excêntricas, esquisitas, ou seja diferente. 
B. Instáveis e/ou manipuladores: transtorno da personalidade antissocial, bor-
derline, histriônica e narcisista. Pessoas diagnosticadas com esses transtor-
no parecem dramáticos, emotivos ou erráticos. 
C. Ansioso e/ou controlados-controladores: transtorno de personalidade evitati-
va, dependente e obsessivo-compulsivo. Pessoas diagnosticadas com esses 
transtornos são vistos como ansiosos ou medrosos. 
Importante enfatizar que existe a diferença entre traço de personalidade e transtorno 
de personalidade. 
Traços de personalidade: são comportamentos, padrões relacionados a percepção 
que se manifestam em diversos contextos, como relacionamento, de pensamento em 
relação a si mesmo, ao ambiente em que vive e em relações sociais. 
https://www.youtube.com/watch?v=_dHkU023-Rs
https://www.youtube.com/watch?v=_dHkU023-Rs
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30
Já os transtornos de personalidade ocorrem quando os traços de personalidade 
quando se tornam inflexíveis e mal-adaptativos provocando um prejuízo na vida da 
pessoa, e causando sofrimento subjetivo. 
O diagnóstico dos transtornos de personalidade é realizado da seguinte forma: 
avaliando os padrões funcionais do indivíduo e as características particulares da 
personalidade que são evidentes desde o início da fase adulta. 
Vídeo “ 9 fatos sobre transtornos mentais.” https://www.youtube.
com/watch?v=s0jCmpFavGw
Saiba mais
https://www.youtube.com/watch?v=s0jCmpFavGw
https://www.youtube.com/watch?v=s0jCmpFavGw
31
Conclusão
Noção de pessoa para as perspectivas psicológicas
Teorias psicanalíticas: controle do inconsciente
Teorias comportamentais: controle do ambiente
Teorias humanistas: controle do self
Estrutura do aparelho psíquico para Freud
Primeira teoria: inconsciente, pré-consciente e consciente
Segunda teoria: id, ego e superego
32
Referências
DE ALMEIDA, Alana Peixoto et al. Comparação entre as teorias da aprendizagem de 
Skinner e Bandura. Caderno de Graduação-Ciências Biológicas e da Saúde – UNIT-
ALAGOAS,v. 1, n. 3, p. 81-90, 2013.
ASSOCIAÇÃO PSIQUIÁTRICA AMERICANA. DSM-5 – Manual Diagnóstico e Estatístico 
de Transtornos Mentais . Porto Alegre: Artmed, 2014.
BANDURA, Albert et al. Teoria Social Cognitiva. 1 ed. Tradução. Porto Alegre: Artmed, 
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