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FISIO – SP1 
Funções motoras da medula espinhal; Reflexos medulares; Sinapse neuronal; 
Bomba eletrogênica; Introdução vias ascendentes; Junção neuromuscular 
1-Princípios fisiológicos do potencial de membrana e potencial de ação; 
-A excitabilidade do tecido nervoso permite a geração de impulsos nervosos (potenciais de ação) responsáveis 
pela comunicação e regulação da maioria dos órgãos do corpo. 
-Objetivo: manter condições controladas nos limites compatíveis com a vida. Ele também é responsável por 
nossas percepções, nossos comportamentos e nossas memórias e inicia todos os movimentos voluntários. 
-O sistema nervoso regula as atividades corporais por meio de respostas rápidas utilizando impulsos nervosos. 
-Os neurônios são eletricamente excitáveis. Eles se comunicam uns com os outros usando dois tipos de sinais 
elétricos: 
 (1) Os potenciais graduados são utilizados apenas para a comunicação em curtas distâncias. 
(2) Os potenciais de ação permitem a comunicação por grandes distâncias dentro do corpo. 
-A produção dos potenciais graduados e dos potenciais de ação depende de duas características básicas da 
membrana plasmática de células excitáveis: a existência de um potencial de membrana de repouso e a presença 
de tipos específicos de canais iônicos 
-a membrana plasmática de células excitáveis apresenta um potencial de membrana, uma diferença de potencial 
elétrico (voltagem) através da membrana. Nas células excitáveis, esta voltagem é conhecida como potencial de 
membrana em repouso 
-Os potenciais graduados e os potenciais de ação ocorrem porque as membranas neuronais contêm muitos tipos 
diferentes de canais iônicos que se abrem ou se fecham em resposta a um estímulo específico. Como a bicamada 
lipídica da membrana plasmática é um bom isolante térmico, as principais vias nas quais a corrente pode 
atravessar a membrana são os canais iônicos. 
-Potencial da membrana em repouso: 
. Existe devido a um pequeno acúmulo de íons negativos no citosol, ao longo da parte interna da membrana 
plasmática, e a um acúmulo igual de íons positivos no líquido extracelular (LEC) em toda a superfície externa da 
membrana. Ou seja, O potencial de membrana em repouso é uma diferença de potencial elétrico (voltagem) que 
existe na membrana plasmática de uma célula excitável durante o repouso. 
. Esta separação das cargas elétricas positivas e negativas é um tipo de energia potencial, medida em volts ou 
milivolts (1 mV = 0,001 V). Quanto maior for a diferença de carga na membrana, maior será o potencial de 
membrana (voltagem). 
. Nos neurônios, o potencial de membrana em repouso varia entre −40 e −90 mV. Um valor comum é de −70 
mV. O sinal negativo indica que a parte interna da célula está mais negativa do que a externa. Uma célula que 
apresenta um potencial de membrana é considerada polarizada. 
. O potencial de membrana de repouso é gerado devido a três importantes fatores: 
(1) Distribuição heterogênea de íons no LEC e no citosol (O líquido extracelular é rico em Na + e em íons cloreto 
(Cl). No citosol o principal cátion é o K +, e os dois ânions dominantes são os fosfatos ligados a moléculas, como 
os três fosfatos no ATP, e os aminoácidos das proteínas. Como a membrana plasmática geralmente tem mais 
canais de vazamento de K + do que de Na +, o número de íons potássio que se difundem, ao longo do seu gradiente 
de concentração é maior que o número de íons sódio que se difunde, ao longo do seu gradiente de concentração. 
À medida que cada vez mais íons potássio saem, a parte interna da membrana plasmática se torna mais negativa, 
e a parte externa, mais positiva) 
(2) A incapacidade da maioria dos ânions em sair da célula (Eles não seguem o K + para fora da célula porque 
estão ligados a moléculas que não se difundem, como o ATP e grandes proteínas) 
(3) A natureza eletrogênica das Na + K + ATPases (bombas de sódio-potássio) (Estas bombas ajudam a manter 
o potencial de membrana por meio da retirada de Na + tão logo ele entre na célula. Simultaneamente, as Na + K 
+ ATPases captam K +. Entretanto, os íons potássio invariavelmente sairão da célula devido ao seu gradiente de 
concentração. Lembre-se de que as Na + K + ATPases retiram três Na + para cada dois K + captados. Como estas 
bombas removem mais cargas positivas da célula do que as repõem, elas são eletrogênicas, ou seja, elas 
contribuem para a manutenção da negatividade do potencial de membrana. Ainda assim, sua contribuição final é 
muito pequena: apenas −3 mV) 
-Potenciais Graduados: 
. são um pequeno desvio do potencial de membrana que torna a membrana mais polarizada (parte interna mais 
negativa) ou menos polarizada (parte interna menos negativa). Quando a resposta torna a membrana mais 
polarizada, ela é chamada potencial graduado hiperpolarizante. Quando a resposta deixa a membrana menos 
polarizada, ela é conhecida como potencial graduado despolarizante. 
. Um potencial graduado ocorre quando um estímulo causa a abertura ou o fechamento de canais mecanoativados 
ou ativados por ligantes na membrana plasmática de uma célula excitável; acontecem principalmente nos 
dendritos e no corpo celular de um neurônio. 
. Durante um potencial graduado hiperpolarizante, o potencial na parte interna da membrana é mais negativo que 
no repouso; durante um potencial graduado despolarizante, o potencial na parte interna da membrana é menos 
negativo que no repouso. 
-Geração dos potenciais de ação: 
. Um potencial de ação ou impulso é uma sequência rápida de eventos que diminui e reverte o potencial de 
membrana e posteriormente o leva novamente para seu estado de repouso. 
. Um potencial de ação tem duas fases principais: a fase de despolarização e a fase de hiperpolarização. 
. Durante a fase de despolarização, o potencial de membrana se torna menos negativo, atinge o zero, e então se 
torna positivo. Quando um potencial graduado despolarizante ou algum outro estímulo faz com que a membrana 
de um axônio se despolarize até seu limiar, os canais de Na + dependentes de voltagem se abrem rapidamente. 
Tanto o gradiente elétrico quanto o químico favorecem a entrada de Na + para a célula, e isto gera a fase de 
despolarização do potencial de ação. O influxo de Na + muda o potencial de ação de −55 para +30 mV. No pico 
do potencial de ação, a parte interna da membrana é 30 mV mais positiva que a externa. 
. Na fase de repolarização, o potencial de membrana volta ao padrão de repouso de −70 mV. Logo após a abertura 
das comportas de ativação dos canais de Na + dependentes de voltagem, os canais de inativação se fecham. Agora 
o canal de Na + está em seu estado inativo. Além da abertura dos canais de Na + dependentes de voltagem, uma 
despolarização limiar também abre os canais de K + dependentes de voltagem. Como estes canais se abrem mais 
lentamente, sua abertura ocorre aproximadamente no mesmo momento em que os canais de Na + estão se 
fechando. A abertura mais lenta dos canais de K + dependentes de voltagem e o fechamento dos canais de Na + 
dependentes de voltagem previamente abertos geram a fase de repolarização do potencial de ação. Como os canais 
de Na + estão inativos, o influxo de Na + se torna mais lento. Ao mesmo tempo, os canais de K + estão se abrindo, 
acelerando a saída de K +. A diminuição do ritmo do influxo de Na + e a aceleração da saída de K + fazem com 
que o potencial de membrana passe de +30 para −70 mV. A repolarização também permite que os canais de Na 
+ inativos voltem ao seu estado de repouso. 
. Após a fase de repolarização pode acontecer uma fase de pós-hiperpolarização, durante a qual o potencial de 
membrana se torna temporariamente mais negativo que no repouso. Enquanto os canais de K + dependentes de 
voltagem estão abertos, a saída de K + pode ser grande o suficiente para causar uma fase de pós-hiperpolarização 
do potencial de ação. Durante esta fase, os canais de K + dependentes de voltagem permanecem abertos e o 
potencialde membrana se torna ainda mais negativo (cerca de −90 mV). Quando os canais de K + se fecham, o 
potencial de membrana volta ao seu nível em repouso de −70 mV. 
. O período de tempo após o início do potencial de ação durante o qual uma célula excitável não consegue gerar 
outro potencial de ação em resposta a um estímulo limiar normal é chamado período refratário. Durante o período 
refratário absoluto, mesmo um estímulo muito intenso não conseguirá gerar um segundo potencial de ação. Este 
período coincide com o período de ativação e inativação do canal de Na. O período refratário relativo é o período 
de tempo durante o qual um segundo potencial de ação pode ser gerado, mas apenas por um estímulo maior que 
o usual. Ele coincide com o período no qual os canais de K + dependentes de voltagem ainda estão abertos, após 
a volta dos canais de Na + inativos para o repouso. 
. Os primeiros canais que se abrem, os canais de Na + dependentes de voltagem, permitem a passagem de Na + 
para dentro da célula, o que gera a fase de despolarização. Depois são os canais de K + dependentes de voltagem 
que se abrem, permitindo a saída de K + e produzindo a fase de hiperpolarização. A fase de pós-hiperpolarização 
ocorre quando os canais de K + dependentes de voltagem permanecem abertos após o término da fase de 
repolarização. 
 
-Estímulo sublimiar (abaixo de -55mV 
que é o potencial mínimo para gerar 
Pot de ação) 
-canais de Ca abrem -> atinge Pot de 
ação -> +30mV 
-canais de K abrem -> diminui Potencial 
-hiperpolarização: ação da bomba de 
Na e K -> normalizar potencial 
. Um potencial de ação ocorre no axolema quando a despolarização atinge um certo nível, conhecido como limiar 
(acima de −55 mV na maioria dos neurônios); ocorrerá em resposta a um estímulo limiar, o qual é intenso o 
suficiente para despolarizar a membrana até o seu limiar 
. um potencial de ação é gerado em resposta a um estímulo limiar, mas não se forma a partir de um estímulo 
sublimiar. Em outras palavras, ou é gerado um potencial de ação ou nada acontece. Esta característica do potencial 
de ação é conhecida como o princípio do tudo ou nada. 
-Propagação dos potenciais de ação: 
. Para transmitir informações de uma parte do corpo para outra, os potenciais de ação devem se propagar a partir 
do local em que são gerados, na zona-gatilho do axônio, para os terminais axônicos. 
. Existem dois tipos de propagação: a condução contínua e a condução saltatória. 
. O tipo de potencial de ação descrito até agora é o de condução contínua, que envolve despolarização e 
repolarização graduais de cada segmento da membrana plasmática. 
. Na condução contínua, os íons trafegam por seus canais dependentes de voltagem em cada segmento adjacente 
da membrana. 
. Note que o potencial de ação se propaga apenas por uma distância relativamente curta em poucos milissegundos. 
A condução contínua ocorre em axônios não mielinizados e nas fibras musculares. Os potenciais de ação se 
propagam mais rapidamente pelos axônios mielinizados do que pelos não mielinizados. 
. A condução saltatória, o modo especial de propagação do potencial de ação que ocorre nos axônios mielinizados, 
acontece devido à distribuição heterogênea dos canais dependentes de voltagem. Poucos desses canais estão 
presentes em regiões onde a bainha de mielina cobre o axolema. Por outro lado, o axolema dos nós de Ranvier 
(onde não há bainha de mielina) apresenta muitos canais dependentes de voltagem. Desse modo, a corrente levada 
pelo Na + e pelo K + flui pela membrana principalmente nos nós. 
. Fatores que afetam a velocidade de propagação: 
(1) Mielinização: os potenciais de ação se propagam mais rapidamente pelos axônios mielinizados do que pelos 
não mielinizados. 
(2) Diâmetro do axônio: Axônios com diâmetros maiores propagam os potenciais de ação mais rapidamente que 
os de menor diâmetro, devido a sua maior superfície. 
(3) Temperatura: Os axônios propagam os potenciais de ação mais lentamente quando são resfriados. 
*Estímulo -> sinal elétrico -> terminal axonal -> entrada de íons Ca -> vesículas liberadas na MP-> 
neurotransmissores liberados (mediadores químicos) -> perturbação de neurônios vizinhos 
2-Princípios fisiológicos da junção neuromuscular – placa motora / contração muscular; 
- Os neurônios que estimulam as fibras musculares esqueléticas a se contraírem são chamados de neurônios 
somáticos motores. Cada neurônio somático motor apresenta um axônio filiforme que se estende do encéfalo ou 
medula espinal até um grupo de fibras musculares esqueléticas. A fibra muscular se contrai em resposta a um ou 
mais potenciais de ação que se propagam ao longo de seu sarcolema e pelo seu sistema de túbulos T. Os potenciais 
de ação muscular emergem na junção neuromuscular (JNM), que consiste na sinapse entre um neurônio somático 
motor e uma fibra muscular esquelética. A JNM inclui as terminações axônicas e os botões sinápticos terminais 
de um neurônio motor, além da placa motora adjacente do sarcolema da fibra muscular 
- Na JNM, a terminação do neurônio motor, chamada de terminal axônico (terminação axônica), divide-se em 
um grupo de botões sinápticos, que constituem a parte neural da JNM. Suspensos no citosol dentro de cada botão 
sináptico, se encontram centenas de estruturas saculares envoltas por membrana chamados de vesículas 
sinápticas. Dentro de cada vesícula sináptica há milhares de moléculas de acetilcolina (ACh), o neurotransmissor 
liberado na JNM. A região do sarcolema oposta aos botões sinápticos terminais, chamada de placa motora, é a 
parte da fibra muscular na JNM. 
-O impulso nervoso (potencial de ação nervoso) evoca um potencial de ação muscular da seguinte maneira: 
(1) Liberação de acetilcolina. A chegada do impulso nervoso nos botões sinápticos terminais estimula a abertura 
dos canais dependentes de voltagem. Uma vez que os íons cálcio estão mais concentrados no líquido extracelular, 
o Ca 2+ flui para dentro através dos canais abertos. O Ca 2+, por sua vez, estimula as vesículas sinápticas a 
sofrerem exocitose. Durante a exocitose, as vesículas sinápticas se fundem com a membrana plasmática do 
neurônio motor, liberando ACh na fenda sináptica. Em seguida, a ACh se difunde pela fenda sináptica entre o 
neurônio motor e a placa motora. 
(2) Ativação dos receptores de ACh. A ligação de duas moléculas de ACh ao receptor na placa motora abre um 
canal iônico no receptor de ACh. Uma vez aberto o canal, pequenos cátions, sobretudo Na 2+, podem fluir através 
da membrana. 
(3) Produção do potencial de ação muscular. O influxo de Na 2+ (contra o seu gradiente eletroquímico) torna o 
interior da fibra muscular mais positivamente carregado. Essa mudança no potencial de membrana desencadeia 
um potencial de ação muscular. Cada impulso nervoso normalmente evoca um potencial de ação muscular. O 
potencial de ação, por sua vez, se propaga pelo sarcolema para o sistema de túbulos T, fazendo com que o retículo 
sarcoplasmático libere seus Ca 2+ armazenados no sarcoplasma e a fibra muscular subsequentemente se contraia. 
(4) Término da atividade da ACh. O efeito da ligação da ACh dura pouco porque a ACh é logo degradada por 
uma enzima chamada acetilcolinesterase (AChE). Essa enzima está presa às fibras de colágeno na matriz 
extracelular da fenda sináptica. A AChE degrada a ACh em acetil e colina, produtos incapazes de ativar o receptor 
de acetilcolina. 
- Em geral, a JNM fica próxima ao ponto médio da fibra muscular esquelética. Os potenciais de ação muscular 
que surgem na JNM se propagam na direção das duas extremidades da fibra. Essa distribuição possibilita a 
ativação praticamente simultânea (e, com isso, a contração) de todas as partes da fibra muscular. 
3-Tipos, funções e importância das sinapses; 
-Sinapse é uma região onde ocorre a comunicação entre dois neurônios ou entre um neurônio e uma célula efetora 
(célula muscular ou glandular). 
-O termo neurôniopré-sináptico se refere a uma célula nervosa que conduz o impulso nervoso em direção a uma 
sinapse. É a célula que leva o sinal. Uma célula pós-sináptica é aquela que recebe o sinal. 
-A maioria das sinapses entre neurônios é axodendrítica (entre o axônio e um dendrito), enquanto outras são 
axossomáticas (entre um axônio e uma célula) ou axoaxônicas (entre dois axônios). 
-As sinapses podem ser elétricas ou químicas, apresentando diferenças estruturais e funcionais entre si. 
→Sinapses elétricas: 
. Em uma sinapse elétrica, os potenciais de ação (impulsos) são conduzidos diretamente entre as membranas 
plasmáticas de neurônios adjacentes por meio de estruturas chamadas junções comunicantes (GAP). -> fazem 
acoplamento iônico. Cada junção contém uma centena ou mais de conexinas tubulares, que funcionam como 
túneis para ligar diretamente o citosol de duas células. À medida que os íons fluem de uma célula para a outra 
por estas conexões, o potencial de ação também se propaga de uma célula para outra. 
-São raras 
. As sinapses elétricas apresentam duas vantagens importantes: 
(1) Comunicação mais rápida. (Como os potenciais de ação são conduzidos diretamente por meio das junções 
comunicantes, as sinapses elétricas são mais rápidas do que as químicas. Em uma sinapse elétrica, o potencial de 
ação passa diretamente da célula pré-sináptica para a pós-sináptica) 
(2) Sincronização. (As sinapses elétricas podem sincronizar (coordenar) a atividade de um grupo de neurônios ou 
fibras musculares. Em outras palavras, um grande número de neurônios ou fibras musculares pode produzir 
potenciais de ação em uníssono, caso eles estejam conectados por junções comunicantes) 
→Sinapses químicas: 
. Apesar das membranas plasmáticas dos neurônios pré e pós-sinápticos em uma sinapse química estarem 
próximas entre si, elas não se tocam. Elas são separadas pela fenda sináptica, um espaço de 20 a 50 nm* que é 
preenchido com líquido intersticial. 
. Os impulsos nervosos não podem ser conduzidos pela fenda sináptica; assim, ocorre uma forma alternativa e 
indireta de comunicação. Em resposta a um impulso nervoso, o neurônio pré-sináptico libera um 
neurotransmissor que se difunde pelo líquido da fenda sináptica e se liga a receptores na membrana plasmática 
do neurônio pós-sináptico. O neurônio pós-sináptico recebe o sinal químico e, na sequência, produz um potencial 
pós-sináptico, um tipo de potencial graduado. Desse modo, o neurônio pré-sináptico converte o sinal elétrico 
(impulso nervoso) em um sinal químico (neurotransmissor liberado). O neurônio pós-sináptico recebe o sinal 
químico e, em contrapartida, gera um sinal elétrico (potencial pós-sináptico). 
. O tempo necessário para que isso ocorra em uma sinapse química, um retardo sináptico de cerca de 0,5 ms, é o 
motivo pelo qual as sinapses químicas transmitem sinais mais lentamente que as sinapses elétricas. 
→Mecanismo: 
. Uma sinapse química comum transmite um sinal da seguinte maneira: Um impulso nervoso chega a um botão 
(varicosidade) sináptico de um neurônio pré-sináptico. A fase de despolarização do impulso nervoso abre canais 
de Ca 2+ dependentes de voltagem, que estão presentes na membrana dos botões sinápticos. Como os íons cálcio 
estão mais concentrados no líquido extracelular, o Ca 2+ entra no botão sináptico pelos canais abertos. O aumento 
na concentração de Ca 2+ dentro do neurônio pré-sináptico serve como um sinal que dispara a exocitose das 
vesículas sinápticas. À medida que as membranas vesiculares se fundem com a membrana plasmática, as 
moléculas de neurotransmissores que estão dentro das vesículas são liberadas na fenda sináptica. As moléculas 
de neurotransmissores se difundem pela fenda sináptica e se ligam a receptores na membrana plasmática do 
neurônio pós-sináptico. A ligação dos neurotransmissores a seus receptores nos canais ativados por ligantes faz 
com que estes se abram, permitindo a passagem de íons específicos pela membrana. À medida que os íons passam 
pelos canais abertos, a voltagem da membrana se modifica. Esta mudança na voltagem é chamada potencial pós-
sináptico. Quando um potencial pós-sináptico despolarizante atinge o limiar, ele dispara um potencial de ação no 
axônio do neurônio pós-sináptico. 
-Neurotransmissores podem ser excitatórios (abrem canais catiônicos) ou inibitórios (abrem canais aniônicos) 
-Princípio de condução unidirecional (dendrito -> CC -> axônio) 
4-Organização medular para funções motoras; 
-A medula espinal e os nervos espinais contribuem para a manutenção da homeostasia por fornecerem respostas 
rápidas e reflexas a muitos estímulos. A medula espinhal é a via de influxo sensitivo para o encéfalo e de refluxo 
motor do encéfalo. 
-Cerca de 100 milhões de neurônios e um número ainda maior de células da neuróglia formam a medula espinal, 
a região da parte central do sistema nervoso que se projeta a partir do encéfalo. 
-A medula espinal e seus nervos espinais associados contêm circuitos neurais que controlam algumas de suas 
mais rápidas reações a mudanças no ambiente. 
-Se você pegar um objeto quente, os músculos da preensão relaxam e você solta o objeto, mesmo que a percepção 
da temperatura e da dor não seja ainda consciente. Este é um exemplo de reflexo raquimedular – uma resposta 
rápida e automática a certos tipos de estímulo que envolve neurônios apenas dos nervos espinais e da medula 
espinal. 
-Além de ser o local onde ocorre o processamento dos reflexos, a substância cinzenta da medula espinal também 
é um sítio de integração (somação) de potenciais póssinápticos excitatórios (PEPSs) e inibitórios (PIPSs) 
-A substância branca da medula espinal contém cerca de doze tratos sensitivos e motores principais, os quais 
servem como uma “via expressa” pela qual as aferências (influxo) sensitivas chegam ao encéfalo e as eferências 
(efluxo) motoras vão do encéfalo para os músculos esqueléticos e outros efetores. 
-a medula espinal é contínua com o encéfalo e que juntos formam o sistema nervoso central (SNC) 
-A medula espinal tem duas funções principais na manutenção da homeostasia: propagação do impulso nervoso 
e integração de informações. 
-Os tratos de substância branca são vias rápidas para propagação dos impulsos nervosos. 
-As aferências sensitivas trafegam por estas vias em direção ao encéfalo, e as eferências motoras são enviadas 
pelo encéfalo, por essas vias, para os músculos esqueléticos e outros tecidos efetores. 
-A substância cinzenta recebe e integra as aferências e eferências. 
-Tratos sensitivos e motores (final) 
5-Reflexo flexor e reflexos de retraimentos; 
-Reflexo é uma sequência de ações automática, rápida e involuntária que ocorre em resposta a um determinado 
estímulo. 
-Se a integração acontece no tronco encefálico, o reflexo então é chamado de reflexo craniano. Um exemplo é a 
movimentação de seus olhos enquanto você lê esta frase. 
- Os reflexos somáticos envolvem a contração de músculos esqueléticos. 
-Igualmente essenciais, no entanto, são os reflexos autônomos (viscerais), os quais geralmente não são percebidos 
conscientemente. Eles envolvem respostas dos músculos lisos, dos músculos cardíacos e das glândulas. 
-A via seguida pelos impulsos nervosos que produzem um reflexo é conhecida como arco reflexo (circuito 
reflexo). Um arco reflexo inclui os cinco componentes funcionais a seguir: 
 
-Reflexo de estiramento: 
. O reflexo de estiramento causa a contração de um músculo esquelético (o efetor) em resposta a seu estiramento. 
. Este tipo de reflexo ocorre por meio de um arco reflexo monossináptico. (Todos os reflexos monossinápticos 
são ipsolaterais.) 
. Os reflexos de estiramento podem ser gerados através da percussão de tendões ligados a músculos nas 
articulações do cotovelo, punho, joelho e tornozelo. Um exemplo é o reflexo patelar. 
. Como o estímulo para o reflexo descrito é o estiramento muscular, este reflexo ajuda a prevenirlesões ao evitar 
o estiramento excessivo dos músculos. O reflexo de estiramento também ajuda a manter a postura. 
 
-Reflexo tendinoso: 
. atua como um mecanismo de retroalimentação para controlar a tensão muscular por meio do seu relaxamento, 
antes que a força do músculo se torne intensa o suficiente para romper seus tendões. 
. Embora o reflexo tendinoso seja menos sensível que o de estiramento, ele pode anular este reflexo quando a 
tensão é excessiva, fazendo com que você deixe cair no chão um objeto muito pesado, por exemplo. 
. Assim como o reflexo de estiramento, o reflexo tendinoso é ipsolateral. 
. Os receptores sensitivos responsáveis por este reflexo são chamados de órgãos tendinosos (órgãos tendinosos 
de Golgi), os quais se situam dentro de um tendão, próximo a sua junção com o ventre muscular. 
 
-Reflexo de retirada: 
. Outro reflexo que envolve um arco polissináptico ocorre quando, por exemplo, você pisa em um prego. Em 
resposta a esse estímulo doloroso, você imediatamente retira sua perna. Este reflexo é o chamado de reflexo de 
retirada ou flexor 
. O reflexo de retirada, assim como o de estiramento, é ipsolateral – os impulsos aferentes e eferentes se propagam 
no mesmo lado da medula espinal. O reflexo de retirada também ilustra outra característica dos arcos reflexos 
polissinápticos. Afastar o membro superior ou inferior de um estímulo doloroso envolve a contração de mais de 
um grupo muscular. Consequentemente, vários neurônios motores devem simultaneamente enviar impulsos para 
vários músculos do membro. Como os impulsos nervosos de um neurônio sensitivo sobem e descem na medula 
espinal e ativam interneurônios em vários segmentos, este tipo de reflexo é chamado de intersegmentar. Por meio 
de arcos reflexos intersegmentares, um único neurônio sensitivo pode ativar uma série de neurônios motores, 
estimulando, assim, mais de um efetor. Por outro lado, o reflexo monossináptico de estiramento envolve músculos 
que recebem impulsos nervosos de apenas um segmento medular. 
 
6-Reflexo extensor cruzado; 
-Outro fenômeno pode acontecer quando você pisa em um prego: você pode começar a perder o equilíbrio à 
medida que o peso do seu corpo é transferido para o outro pé. Além de iniciar o reflexo de retirada que permite a 
você retirar o membro, os impulsos nervosos gerados a partir da pisada no prego também iniciam um reflexo 
extensor cruzado, o qual auxilia na manutenção do equilíbrio; 
. Ao contrário do reflexo de retirada (flexor), que é um reflexo ipsolateral, o reflexo extensor cruzado envolve 
um arco reflexo contralateral: os impulsos sensitivos entram por um lado da medula espinal e os impulsos motores 
saem pelo lado oposto. Desse modo, o reflexo extensor cruzado sincroniza a extensão do membro contralateral 
com a retirada (flexão) do membro estimulado. 
-Isso pode ocorrer quando estamos em pé e alguém empurra o joelho (falha um uma perna) -> reflexo para outra 
perna manter o corpo 
 
7-Inibição recíproca e inervação recíproca; 
-A inervação recíproca acontece tanto no reflexo de retirada quanto no extensor cruzado. No reflexo de retirada, 
quando os músculos flexores de um membro estimulado dolorosamente estão se contraindo, os músculos 
extensores do mesmo membro estão, de certa maneira, se relaxando. Caso ambos os grupos musculares se 
contraíssem ao mesmo tempo, eles tracionariam os ossos em sentidos diferentes, o que poderia imobilizar o 
membro. Devido à inervação recíproca, um grupo muscular se contrai enquanto o outro relaxa. 
-Inervação recíproca é um tipo de disposição de um circuito neural que envolve a contração simultânea de um 
músculo e o relaxamento de seu antagonista. 
-Os reflexos espinais somáticos incluem os reflexos de estiramento, tendinoso, de retirada (flexor) e extensor 
cruzado; todos apresentam inervação recíproca. 
8-Vias ascendentes; 
-A substância branca da medula espinal, assim como a substância cinzenta, está organizada em regiões. Os cornos 
anteriores e posteriores dividem a substância branca de cada lado em três grandes áreas chamadas de funículos: 
(1) anteriores, (2) posteriores e (3) laterais. 
- Cada funículo, por sua vez, apresenta diferentes feixes de axônios com uma origem ou destino comuns que 
transmitem informações semelhantes. Estes feixes, que podem se estender por grandes distâncias para cima ou 
para baixo na medula espinal, são conhecidos como tratos. Lembre-se de que tratos são feixes de axônios no 
SNC, enquanto os nervos são feixes de axônios no SNP. 
-Os tratos sensitivos (ascendentes) são formados por axônios que conduzem impulsos nervosos em direção ao 
encéfalo. Os tratos compostos por axônios que levam os impulsos nervosos que saem do encéfalo são chamados 
de tratos motores (descendentes). Os tratos sensitivos e motores da medula espinal são contínuos com os tratos 
sensitivos e motores do encéfalo. 
-Tratos sensitivos: 
. Os impulsos nervosos provenientes dos receptores sensitivos se propagam na medula espinal até o encéfalo por 
meio das seguintes vias principais em cada lado da medula: o trato espinotalâmico e os tratos do funículo 
posterior. (aferentes) 
(1)O trato espinotalâmico transmite impulsos nervosos relacionados com dor, calor, frio, prurido, cócegas, 
pressão profunda e tato grosseiro. (anterior – tato protopático e pressão; lateral – dor e temperatura) 
(2)O funículo posterior é formado por dois tratos: o fascículo grácil e o fascículo cuneiforme. Os tratos do 
funículo posterior conduzem impulsos nervosos associados a tato discriminativo, pressão leve, vibração e 
propriocepção consciente (a percepção consciente das posições e movimentos dos músculos, tendões e 
articulações). Ligados à estereognosia, propriocepção consciente e tato epicrítico.

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