Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Correspondente: Nataly Gurgel Campos. Rua Aveledo 501. Messejana- Fortaleza/CE Brasil. E-mail: natgurgel@yahoo.com.br 
Recebido em: 27 Mar 2020; Revisado em: 3 Abr 2020; Aceito em: 7 Abr 2020
J. Health Biol Sci. 2020;8(1):1-3 doi: 10.12662/2317-3076jhbs.v8i1.3185.p1-3.2020
 COMUNICAÇÃO BREVE
Alterações pulmonares causadas pelo novo Coronavírus (COVID-19) e o uso 
da ventilação mecânica invasiva
Pulmonary repercussions caused by the new Coronavírus (COVID-19) and the 
use of invasive mechanical ventilation
Nataly Gurgel Campos1,2 , Rayana Fialho da Costa3 
1. Docente do Departamento de Fisioterapia da Universidade Federal do Ceará (UFC), Fortaleza, CE, Brasil. 2. Docente do Programa de Pós-graduação em 
Fisioterapia e Funcionalidade da Universidade Federal do Ceará (UFC), Fortaleza, CE, Brasil. 3. Pós-graduanda em Fisioterapia Cardiorrespiratória e Terapia 
Intensiva pela NacionaFisio cursos, Fortaleza, CE, Brasil.
Resumo 
Introdução: o novo coronavírus é semelhante a outras pneumonias coronavirais e também pode levar à síndrome do desconforto respiratório agudo. 
Métodos: comunicação breve sobre as repercussões pulmonares causadas pela doença e uso da ventilação mecânica invasiva. Resultados: a ventilção 
mecânica invasiva é a forma de tratamento adequada para pacientes com saturação abaixo de 92%, pressão arterial de O2 abaixo de 65 mm/Hg com ou 
sem hipercapnia, frequência respiratória > 30 ipm e piora clínica. Conclusão: o uso da ventilação não invasiva ou de oxigenoterapia nasal de alto fluxo não 
é recomendado na rotina.
Palavras-chave: Coronavírus. Repercussões Pulmonares. Ventilação Mecânica Invasiva
Abstract 
Introduction: the novel coronavirus is similar to other coronaviral pneumonias, and can also lead to acute respiratory distress syndrome. Methods: brief 
communication about the pulmonary repercussions caused by the disease and the use of invasive mechanical ventilation. Results: Invasive mechanical 
ventilation is the appropriate form of treatment for patients with saturation below 92%, oxygen arterial pressure below 65 mm /hg with or without 
hypercapnia, respiratory rate> 30 ipm and clinical worsening. Conclusion: the use of non-invasive ventilation or high-flow nasal oxygen therapy is not 
recommended in routine.
Keywords: Coronavirus. Pulmonary Repercussions. Invasive Mechanical Ventilation.
INTRODUÇÃO
Os primeiros casos do novo Coronavírus (COVID19) aconteceram 
em dezembro de 2019, em Wuhan, na China; porém, era 
conhecida, inicialmente, como “pneumonia viral desconhecida”. 
Com amplo poder de transmissão, a doença disseminou-se e, 
rapidamente, atingiu 25 países1. Em geral, o COVID-19 é uma 
doença aguda resolvível, mas que, também, pode ser mortal, 
principalmente para grupos de risco, como idosos e pessoas 
diagnosticadas com doenças crônicas e/ou prévias, com taxa 
de mortalidade em torno de 2%. Quando considerada grave, a 
doença causa dano alveolar maciço e insuficiência respiratória 
progressiva2,3.
Similar a outras pneumonias coronovirais, como a síndrome 
respiratória do oriente médio causada pelo coronavírus e a 
síndrome respiratória aguda causada por coronavírus, o novo 
coronavírus pode levar à sídrome do desconforto respiratório 
agudo (SDRA)1.
A lesão pulmonar causada pelo COVID19 é caracterizada pela 
 1
destruição do parênquima pulmonar que inclui consolidação 
extensa e inflamação intersticial, embora alguns pacientes com 
a doença não demonstrem quadro consistente de hipoxemia ou 
desconforto respiratório durante o curso da afecção4.
Em Wuhan, por meio de um estudo prospectivo, estudiosos 
revelaram a presença de opacidades bilaterais no exame 
de tomografia computadoriza (TC) em 98% (40 de 41) dos 
pacientes acometidos com a COVID19, além de áreas lobulares 
e subsegmentares de consolidação como os achados mais 
comuns4,5. Outro estudo, ao analisar a TC de 21 pacientes 
diagnosticados com a doença, evidenciou altas taxas de 
opacidade em vidro fosco e consolidação, com morfologia 
arredondada e distribuição pulmonar periférica6.
A pesquisa de Pan F. e colaboradores5 (2020), ao avaliarem as 
anormalidades pulmonares relacionadas ao tempo da doença, 
descobriram que a TC do tórax mostrava a doença mais extensa 
aproximadamente dez dias após o início dos sintomas (16 
http://orcid.org/0000-0003-1785-4996
http://orcid.org/0000-0002-6551-1165
 J. Health Biol Sci. 2020; 8(1):1-3 
2 Alterações pulmonares causadas pelo COVID-19
chest).
Dentro desse contexto, faz-se necessária a avaliação do grau 
de envolvimento respiratório de pacientes suspeitos ou 
confirmados com COVID19. De acordo com a Organização 
Mundial de Sáude (OMS)7 e o manejo clínico do paciente com 
insuficiência respiratória severa, o protocolo inicial descrito 
no Quadro 1 detalha desde do uso de oxigenoterapia até a 
intubação eletiva, a depender das características dos pacientes 
e sua evolução clínica.
O uso da ventilação não invasiva ou de oxigenoterapia nasal de 
alto fluxo não é recomendado na rotina. Em casos especiais, 
é essencial a comunicação de toda a equipe multiprofissional 
com expertise em ventilação mecânica.
Diante da necessidade de ventilação mecânica invasiva (VMI), o 
Quadro 1. Avaliação do grau de envolvimento respiratório de pacientes suspeitos ou confirmados com COVID19.
SpO ₂ > 9 2 %
E m ar ambiente
SpO ₂ 3 5 irpm
Preferencialmente Máscara de 
reservatório (manter bolsa insuflada) 
ou na ausência desta, Máscara de 
Venturi 50% sem umidificação.
Proceder intubação
orotraqueal eletiva e
iniciar
Venti lação Mecânica
Invas iva protetora 
(QUADRO 2)
SpO ₂ > 9 2 %
PaO2 > 6 5 mmH g
pH > 7,34, PaCO₂ 30irpm Piora
clínica
SpO ₂ 30irpm Piora
clínica
Manter conduta Seguir
monitorização Reavaliar em 
caso de mudança do quadro
Quadro adaptado do protocolo para COVID19 da Escola de Saúde Pública do Ceará.
Quadro 2 descreve os ajustes iniciais da VMI após a intubação 
orotraqueal7,8,9. São essencias para a administração da VMI com 
segurança o circuito fechado para aspiração de via aérea, a 
umidificação passiva (filtro HME), o filtro de barreira na válvula 
exalatória (HEPA), os inaladores pressurizados dosimetrados 
com adaptador para administração de broncodilatadores, a 
 J. Health Biol Sci. 2020; 8(1):1-3 
3 Alterações pulmonares causadas pelo COVID-19
Quadro 2. Ajustes iniciais da VMI após a intubação orotraqueal.
* Fórmula Peso ideal (kg) ARDSNET: Homem 50 + 0,91 x (altura – 152,4cm) / Mulher 45,5 + 0,91 x(altura – 152,4cm). Quadro adaptado do 
protocolo para COVID19 da Escola de Saúde Pública do Ceará
REFERÊNCIAS
1. Wu F, Zhao S, Yu B, Chen YM, Wang W, Song ZG, et al. A new coronavirus 
associated with human respiratory disease in China. Nature. 2020; 259: 265-
269. doi:10.1038/s41586-020-2008-3.
2. Huang C, Wang Y, Li X, et al. Clinical features of patients infected with 2019 
novel coronavirus in Wuhan, China. Lancet. 2020; 395(10223):497–506. doi: 
10.1016/S0140-6736(20)30183-5
3. Chan JF, Yuan S, Kok KH, et al. A familial cluster of pneumonia associated 
with the 2019 novel coronavirus indicating person-toperson transmission: a 
study of a family cluster. Lancet 2020; 395(10223): 514–523. doi: https://doi.
org/10.1016/S0140-6736(20)30154-9.
4. Nishiura H, Jung SM, Linton NM, et al. The extent of transmission of novel 
coronavirus in Wuhan, China, 2020. J Clin Med. 2020; 9 (2): 330. doi: 10.3390/
jcm9020330. Epub ahead of print.
5. Pan F, Ye T, Sun P, Gui S, Liang B, Zheng D, et al. Time course of lung changes on 
chest CT during recovery from2019 novel coronavirus (COVID-19) pneumonia. 
Radiology. 2020 Feb. doi: https://doi.org/10.1148/radiol.2020200370.
6. Chung M, Bernheim A, Mei X, Zang N, Huang M, Zeng X, et al. CT imaging 
features of 2019 novel coronavirus (2019- nCoV). Radiology. 2020 Feb. doi: 
10.1148/radiol.2020200230. Epub ahead of print.
7. World Health Organization. Clinical management of severe acute respiratory 
infection when novel coronavirus (2019-nCoV) infection is suspected. Interim 
guidance. Genebra: WHO; 2020. Disponível em: https://www.who.int/
publications-detail/clinical-management-of-severe-acute-respiratory-infection-
when-novel-coronavirus-(ncov)-infection-is-suspected.
8. Associação de Medicina Intensiva Brasileira. Manuseio do paciente com 
infecção pelo Coronavírus COVID-19 e pneumonia e insuficiência respiratória 
Pelo Comitê de Ventilação Mecânica da AMIB. São Paulo: AMIB; 2020.
9. España. Ministério de Sanidad. Centro de Coordinación de Alertas y 
Emergencias Sanitarias (coord.). Manejo clínico de pacientes con enfermedad 
por el nuevo coronavirus (COVID-19). Espanha: SECIP; 2020.
1. Ventilação mecânica controlada (es forços musculares respiratórios deve m ser inibidos com
sedação adequada, com ou sem BNM a critério)
2. VC 6mL/kg/peso previs to (estimar ou medir altura, usar fórmula ARDSNET*)
3 . f controlada de 1 5 a 20irpm
4. Tempo inspiratório ao redor de 1.0s (+/– 0,2s )
5 . PE E P 5cmH₂O (8cmH₂O se obes idade mórbida)
6. FIO₂ inicial de 6 0 % e rapidamente titulada para uma SpO ₂ entre 9 3 a 9 7 %
7. Sens ibil idade para um valor mais sens ível, evitando autodisparo
8. Modo VCV - alarme de pressão máx 10cmH₂O acima do pico de pressão
9. Modo PCV – alarme de VC (min e máx) +/- 2 0 % do programado
10. Medir pressões de platô e de dis tensão
Como citar este artigo/How to cite this article:
Campos NG, Costa RF. Alterações pulmonares causadas pelo novo Coronavírus (COVID-19) e o uso da ventilação mecânica invasiva. J Health Biol Sci. 2020 
J; 8(1):1-3.
pressão do balonete do tubo traqueal entre 25-32cmH₂O, bem 
como a atenção quanto a checar e zerar vazamentos.
É imprescindível, após 30min/ 1 hora, colher gasometria, 
medir o índice de oxigenação e fazer radiografia de tórax após 
intubação orotraqueal.
Diante do supracitado, o diagnóstico de Síndrome da Angústia 
Respiratória Aguda (SARA) se caracteriza por SARA leve: índice 
de oxigenação de 200 a 300; estratégias: manter estratégia 
protetora (pressão de platô 7,2, titular PEEP até 10-12cmH₂O, posição 
prona (por 16h) se P/F

Mais conteúdos dessa disciplina