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WB1193_v1.0
Farmacologia aplicada
Imunologia cutânea e 
cosmetotoxicidade
Imunologia cutânea
Bloco 1
Claudia Stoeglehner Sahd
Imunologia cutânea
Fonte: Shutterstock.com. 
Figura 1 – Camadas da pele
Imunologia 
Imunidade 
inata.
Imunidade 
adaptativa.
Imunologia 
do corpo.
Imunologia cutânea
A pele e as mucosas são a primeira linha
de defesa do organismo.
Perda da integridade da pele, as células 
do sistema imune são designadas ao local.
Células do sistema imune (células dendríticas 
foliculares) -> tem sua formação a partir de 
células-tronco hematopoéticas pluripotentes -> 
na medula óssea.
Queratinócitos que compõem uma barreira
física -> resistente contra microrganismos.
Imunologia cutânea
Fonte: Delves et al. (2018, p. 161).
Figura 2 – Sistema imune cutâneo.
Processo imunitário 
Agente
patogêncio. 
Ativação da 
resposta imune
inata.
Ativação das 
células
específicas. 
Reconhecimento
do patogêno. 
Resposta de 
defesa.
Memória
imunologica. 
Eliminação do 
agente
patogênico.
Controle e 
desativação.
Imunologia cutânea e 
cosmetotoxicidade
Processo de desencadeamento de 
mediadores inflamatórios
Bloco 2
Claudia Stoeglehner Sahd
Reação inflamatória
Infecção.
Lesão do tecido cutâneo, 
na presença de algum
patógeno (bactérias, vírus, 
fungos, protozoários ou 
parasitas).
Inflamação.
Edema local, 
eritema (decorrente
da dilatação
capilar), dor e calor. 
Reação inflamatória aguda
Fonte: adaptado de Delves et al. (2018, p. 19).
Figura 3 – Reação inflamatória aguda
Mediadores inflamatórios 
Auxiliam a recrutar os neutrófilos e as proteínas
plasmáticas até a região da infecção, estimulando a 
vasodilatação dos vasos sanguíneos próximos do 
local infectado e agindo como fatores quimiotáticos
para os neutrófilos do sangue circulante.
As células e o líquido adicionais que se acumulam no 
local da infecção, favorecem o edema observado, o 
aumento da hiperemia cutânea na região e a 
hipersensibilidade associada compõem a reação 
inflamatória clássica.
Tipos de mediadores inflamatórios 
Aminas vasoativas: a histamina e a serotonina são as duas
principais aminas vasoativas, atuando na vasodilatação e 
sendo os primeiros mediadores liberados durante a 
inflamação. 
Metabólitos do Ácido Araquidônico (eicosanoides): são
mediadores lipídicos, que agem como sinais intra ou 
extracelulares, afetando processos biológicos, como 
inflamação e hemostasia. 
Espécies reativas de oxigênio e NO: a inflamação culmina
em um aumento na produção de EROs, que gera um 
processo de disfunção endotelial. 
Tipos de mediadores inflamatórios 
Fator de ativação plaquetária: mediador inflamatório
fosfolipídico potente, que eleva a adesão celular, ativando as 
células endoteliais por meio de efeito direto ou mesmo pela 
formação de radicais tóxicos de oxigênio ou metabólitos do ácido
araquidônico. 
Citocinas e quimiocinas: citocinas são proteínas que modulam
funções de outros grupos celulares, possuem efeitos adicionais
com papel importante em ambas as inflamações, tanto aguda, 
quanto crônica (exemplo: TNF e IL-1). Quimiocinas são uma
família de pequenas proteínas, estimulam o recrutamento dos 
leucócitos na inflamação e o controle da migração normal das 
células pelos tecidos. 
Imunologia cutânea e 
cosmetotoxicidade
Cosmetotoxicidade
Bloco 3
Claudia Stoeglehner Sahd
Toxicologia 
Ciência que se prontifica em estudar os efeitos 
nocivos resultantes da interação de substâncias 
químicas com o organismo.
Podemos dizer que a toxicidade é quando um 
fármaco, substância ou cosmético exerce o 
potencial de gerar danos às estruturas biológicas do 
organismo.
Tipos de intoxicação
Aguda: sintomas aparecem após curto período 
de tempo, com relação à exposição ao agente
tóxico.
Subcrônica: indicará a exposição moderada ou 
pequena a substâncias alta ou com média
toxicidade.
Crônica: surge meses ou até anos, após a 
exposição a substâncias tóxicas, causando danos
considerados irreversíveis à saúde do indivíduo.
Vias de intoxicação por cosméticos
Via dérmica. 
Vias aéreas.
Via dérmica 
Mais comum para que ocorram intoxicações por 
agentes cosméticos. 
A absorção vária conforme a composição da 
formulação, o tempo de exposição ao 
agente, a solubilidade, o grau de ionização, 
as dimensões das moléculas, caso aconteça 
hidrólise no pH da epiderme, o nível de 
hidratação que apresenta a camada córnea, 
umidade do ambiente, temperatura 
corporal e ambiental e exposição solar.
Vias aéreas
As vias aéreas possuem seu revestimento de mucosas com 
alta irrigação sanguínea, desse modo, o potencial de absorção 
se torna elevado.
Produtos cosméticos, como gases, 
neblinas, fumaças e poeiras, podem 
culminar em intoxicação.
Teoria em Prática
Bloco 4
Claudia Stoeglehner Sahd
Reflita sobre a seguinte situação
• Você atua em uma clínica médica voltada à área da 
dermatologia e, durante uma semana de 
aprimoramentos, foi pedida a elaboração de um 
material que explique ao paciente sobre a 
cosmetotoxicidade. Você sugeriu apresentar um caso 
clínico fictício, onde o paciente foi exposto a um 
cosmético por via dérmica, que desencadeou uma 
resposta inflamatória cutânea. Entretanto, não basta 
apenas apresentar o caso clínico, é necessário que se 
explique e mostre a importância do cuidado com os 
cosméticos e a realização do teste alergênico. 
Norte para a resolução
Observar: 
• Primeiramente, explicar sobre toxicologia.
• Explicar sobre a via de intoxicação do cosmético, no 
caso, a via dérmica.
• Explicar sobre o processo de inflamação 
desencadeado no organismo.
Toxicologia 
Ciência que se prontifica em estudar os efeitos 
nocivos, resultantes da interação de substâncias 
químicas com o organismo.
Podemos dizer que a toxicidade é quando um 
fármaco, substância ou cosmético, exerce o 
potencial de gerar danos às estruturas biológicas 
do organismo.
Via dérmica 
Mais comum para que ocorram intoxicações por agentes 
cosméticos. 
A absorção vária conforme a composição da 
formulação, o tempo de exposição ao 
agente, a solubilidade, o grau de ionização, 
as dimensões das moléculas, caso aconteça 
hidrólise no pH da epiderme, o nível de 
hidratação que apresenta a camada córnea, 
umidade do ambiente, temperatura 
corporal e ambiental e exposição solar.
Reação inflamatória
Infecção.
Lesão do tecido
cutâneo, na presença
de algum patógeno
(bactérias, vírus, 
fungos, protozoários
ou parasitas).
Inflamação.
Edema local, eritema
(decorrente da 
dilatação capilar), dor
e calor. 
Reação inflamatória aguda
Fonte: adaptado de Delves et al. (2018, p. 19).
Figura 2 – Reação inflamatória aguda
Dicas do(a) Professor(a)
Bloco 5
Claudia Stoeglehner Sahd
Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis 
em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o login
por meio do seu AVA), e outras podem estar disponíveis em sites 
acadêmicos (como o SciELO), repositórios de instituições 
públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicos ou 
periódicos científicos, todos acessíveis pela internet.
Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de 
autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos que 
você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve, 
portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na 
construção da sua carreira profissional.
Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da 
nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso!
Leitura Fundamental
Indicação de leitura 1
Este trabalho teve como objetivo fazer um 
levantamento bibliográfico para identificação do 
perigo e, a partir de bases de dados e publicações, 
avaliar a exposição aos parabenos presentes nos 
cosméticos.
Referência: 
HOPPE, A. C.; PAIS, M. C. N. Avaliação da toxicidade de 
Parabenos em cosméticos. Revinter, v. 10, n. 3, p. 49-
70. São Paulo: Faculdade Oswaldo Cruz, 2017. 
Indicação de leitura 2
O livro indicado está disponível na Biblioteca Virtual. O 
capítulo 1é sobre uma visão geral da imunologia.
Referência:
COICO, R.; SUNSHINE, G. Imunologia. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan, 2019.
Dica do(a) Professor(a)
O vídeo indicado explica sobre os principais agentes 
causadores de dermatites de contato alérgicas e com 
alta toxicidade, presentes nos variados cosméticos.
Vídeo: Alergia de pele aos cosméticos, você já teve ou 
ainda tem?
Canal: Cosmetologia do bem.
BRUTON, L. L.; HILAL-DANDAN, R. As bases farmacológicas da terapêutica de 
Goodman & Gilman. 13. ed. Porto Alegre: AMGH, 2019.
COICO, R.; SUNSHINE, G. Imunologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019.
DELVES, P. T. et al. Roitt fundamentos de imunologia. 13. ed. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan, 2018.
GOODMAN, Louis S. GILMAN, Alfred. As bases farmacológicas da terapêutica de 
Goodman e Gilman. 13. ed. Porto Alegre: AMGH, 2018. 
HOPPE, A. C.; PAIS, M. C. N. Avaliação da toxicidade de Parabenos em cosméticos. 
Revinter, v. 10, n. 3, p. 49-70. São Paulo: Faculdade Oswaldo Cruz, 2017. Disponível 
em: 
http://autores.revistarevinter.com.br/index.php?journal=toxicologia&page=article&
op=view&path%5B%5D=301. Acesso em: 30 set. 2022.
Referências
KATZUNG, B. G. Farmacologia básica e clínica. 15. ed. Porto Alegre: AMGH, 
2022. 
KLAASSEN, C. D.; WATKINS III, J. B. Fundamentos em toxicologia de Casarett e 
Doull. 2. ed. Porto Alegre: AMGH, 2012.
RANG, H. P. Farmacologia. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2020.
WHALEN, K.; FINKEL, R.; PAVANELIL, T. Farmacologia ilustrada. 6. ed. Porto 
Alegre: Artmed, 2016. 
Referências
Bons estudos!

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