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UFF - IME - Departamento de Matemática Aplicada Gabarito AS1 - 9h às 11h - Versão b AS1- 10/10/2022 1. Calcule os limites abaixo, caso existam. Caso não existam, justifique. (a) lim x→−2 |3x− 3| − 9 sen(x+ 2) (b) lim x→−∞ √ x2 + x+ 6 1− 5x Solução: (a) O limite lim x→−2 |3x− 3| − 9 sen(x+ 2) é uma indeterminação do tipo [0/0], mas para x próximo de -2 temos que |3x − 3| = −3x + 3, logo lim x→−2 |3x− 3| − 9 sen(x+ 2) = lim x→−2 −3x+ 3− 9 sen(x+ 2) = lim x→−2 −3x− 6 sen(x+ 2) = lim x→−2 −3(x+ 2) sen(x+ 2) = −3, porque pelo limite trigonométrico fundamental, sabemos que lim x→−2 x+ 2 sen(x+ 2) = 1. (b) O limite lim x→−∞ √ x2 + x+ 6 1− 5x é uma indeterminação do tipo [∞/∞]. Mas lim x→−∞ √ x2 + x+ 6 1− 5x = lim x→−∞ √ x2 ( 1 + 1 x + 6 x2 ) x ( 1 x − 5 ) = lim x→−∞ |x| √ 1 + 1 x + 6 x2 x ( 1 x − 5 ) = lim x→−∞ − √ 1 + 1 x + 6 x2 1 x − 5 = 1 5 , porque lim x→−∞ 1 x = 0 e lim x→−∞ 6 x2 = 0 2. Determine os valores de a e b para que a função abaixo seja cont́ınua em x = 1. f(x) = (x3 − 1) cos ( 2 x− 1 ) + bex , se x 1 Solução: Primeiro observe que, independentemente dos valores de a e b, a função dada é cont́ınua para todo x ̸= 1, pois é formada por operações de soma, quociente e composição entre funções cont́ınuas. Assim, para a f ser cont́ınua em todo o conjunto dos reais, devemos encontrar os valores de a e b que fazem com que a função também seja cont́ınua em x = 1. Vamos calcular os limites laterais em x = 1. Para calcularmos o limite à esquerda, note que ∣∣∣∣cos( 2 x− 1 )∣∣∣∣ ≤ 1 e lim x→1− (x3 − 1) = 0, logo pelo Teorema do Anulamento, temos lim x→1− (x3 − 1) cos ( 2 x− 1 ) = 0. Por outro lado lim x→1− bex = be. Portanto lim x→1− (x3 − 1) cos ( 2 x− 1 ) + bex = be. Para calcularmos o limite à direita, lim x→1+ f(x) = lim x→1+ ln(x) + x2 − 6x+ 5 x− 1 = lim x→1+ ln(x) + (x− 1)(x− 5) x− 1 = lim x→1+ ln(x) + (x− 5) = −4. Para a função ser cont́ınua em x = 1, o limite deve existir, portanto, devemos ter a igualdade entre os limites laterais be = −4, donde b = −4e−1. Além disso, o limite deve coincidir com f(1) = a, logo a = −4. 3. Derive as funções: (a) f(x) = xcos4 ( πx2 + 5 ) (b) g(x) = 4x+ tan (2x) (3x+ 1)3 Solução: (a) Utilizando primeiro a regra da derivada do produto e em seguida a regra da cadeia, temos f ′(x) = (x)′ cos4 ( πx2 + 5 ) + x ( cos4 ( πx2 + 5 ))′ = cos4 ( πx2 + 5 ) + x · 4 cos3 ( πx2 + 5 ) ( −sen ( πx2 + 5 )) · 2πx = cos4 ( πx2 + 5 ) − 8πx2 cos3 ( πx2 + 5 ) sen ( πx2 + 5 ) (b) Utilizando a regra do quociente, a regra da cadeia e a regra da derivada da soma, temos g′(x) = (4x+ tan(2x))′ (3x+ 1)3 − (4x+ tan(2x)) ( (3x+ 1)3 )′ (3x+ 1)6 = (4 + 2sec2(2x)) (3x+ 1)3 − (4x+ tan(2x)) · 9(3x+ 1)2 (3x+ 1)6 E simplificando temos: g′(x) = (4 + 2sec2(2x)) (3x+ 1)− 9 (4x+ tan(2x)) (3x+ 1)4 4. Localize a raiz real de f(x) = −x3 + x2 − 3x + 11, x ∈ R, em um intervalo de comprimento 1. Justifique a existência da raiz. Solução: A função f(x) = −x3 + x2 − 3x+ 11, é cont́ınua em R. Além disso temos: f(2) = −23 + 22 − 3(2) + 11 = −8 + 4− 6 + 11 = 1 > 0, f(3) = −33 + 32 − 3(3) + 11 = −27 + 9− 9 + 11 = −16