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Tutor de sala: Turma: Professor da disciplina: Dr. Kleber Renan de Souza Santos MICROBIOLOGIA MICROBIOLOGIA OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM Conhecer alguns fatos históricos que contribuíram para o reconhecimento da Microbiologia como ciência; Reconhecer os principais grupos de microrganismos: bactérias, fungos e vírus. Diferenciar respiração e fermentação; Explicar o processo de replicação viral; Compreender as aplicações que os microrganismos têm no campo industrial e farmacêutico; Entender os princípios importantes aplicados aos processos de esterilização e desinfecção; Conhecer os principais fatores que afetam a eficiência dos agentes antimicrobianos químicos; Microbiologia u01t01a01 introducao 2 CARACTERIZAÇÃO DE BACTÉRIAS, FUNGOS E VÍRUS TÓPICO 1 – Caracterização geral das bactérias TÓPICO 2 – Caracterização geral das fungos TÓPICO 3 – Caracterização geral dos vírus MICRORGANISMOS, RESPOSTA IMUNOLÓGICA E HOMEOSTASIA E RII TÓPICO 1 – Técnicas de diagnóstico e de esterilização frente aos microrganismos TÓPICO 2 − Resposta imunológica e homeostasia TÓPICO 3 − Resposta imune inata (RII) RIA, IMUNOLOGIA E IMUNOPATOLOGIAS TÓPICO 1 − Resposta imune adaptativa (RIA) TÓPICO 2 − Tópicos especiais em imunologia TÓPICO 3 − Imunopatologias: curiosidades, diagnóstico e pesquisa UNIDADE 1 UNIDADE 2 UNIDADE 3 MICROBIOLOGIA Microbiologia u01t01a01 introducao 3 UNIDADE 1 CARACTERIZAÇÃO DE BACTÉRIAS, FUNGOS E VÍRUS Microbiologia u01t01a01 introducao 4 Tópico 1 Caracterização geral das bactérias Tópico 2 Caracterização geral do fungos Tópico 3 Caracterização geral dos vírus UNIDADE 1 – CARACTERIZAÇÃO DE BACTÉRIAS, FUNGOS E VÍRUS TÓPICO 1 – CARACTERIZAÇÃO GERAL DAS BACTÉRIAS Microbiologia u01t01a01 introducao 5 O que é microbiologia? BACTÉRIAS PROTOZOÁRIOS ALGAS MICROSCÓPICAS FUNGOS VÍRUS Do grego MIKROS = Pequeno + BIO = Vida + LOGOS = Estudo Estudo da vida microscópica! Microbiologia u01t01a01 introducao 6 Escalas da vida Microbiologia Microbiologia u01t01a01 introducao 7 Taxonomia e Sistemática Ramo da Biologia que se ocupa da classificação dos seres vivos e da nomenclatura dos grupos formados. Inclui a taxonomia e a biologia evolutiva. É uma ciência que utiliza todos os conhecimentos dos seres vivos para entender as suas relações de parentesco e sua história evolutiva, desenvolvendo, assim, um sistema de classificação. Fonte: Fonte: Microbiologia u01t02a01 Taxonomia 8 FONTE: https://miro.medium.com/max/800/0*KB97QuxxbbLE9yZr Acesso em: 23 jun. 2020. 350 a.C. 1735 1866 Microbiologia u01t02a02 Reinos e domínios 10 1959 1936 Microbiologia u01t02a02 Reinos e domínios 11 Os Cinco Reinos https://1.bp.blogspot.com/_DBigaxGaCbY/THfhdw8k4_I/AAAAAAAABII/slz4tY5mOLc/s1600/%C3%A1rbol-Whittaker2.jpg Microbiologia u01t02a02 Reinos e domínios 12 Os três domínios (Woese, 1978) Microbiologia u01t02a02 Reinos e domínios 13 Árvore filogenética dos eucariontes Baldauf (2003); Baldauf (2008) Oito grandes grupos: Opistocontes, Amebozoa, Archaeplastida, Rhizaria, Alveolados, Extramenópilas, Discristados e Excavados. https://d3i71xaburhd42.cloudfront.net/c3251ef9a0d7b00bc5e011df5dbf37629f42c4f5/3-Figure1-1.png Microbiologia u01t02a02 Reinos e domínios 14 Categorias taxonômicas e hierarquia de classificação Microbiologia u01t02a03 Classificação 15 Panorama histórico da Microbiologia Único brasileiro Tortora et al. 2012 Microbiologia u01t01a02 historico 16 Origem da Vida Criacionismo Panspermia Abiogênese Experimento de Redi Experimento de Miller 1° ser vivo Oparin e Haldane Biogênese Experimento de Pasteur Microbiologia u01t01a03 origemdavida https://i.pinimg.com/564x/23/dd/72/23dd72e6a8be776584dc1aeb680cee95.jpg https://mundoeducacao.uol.com.br/biologia/origem-vida.htm 17 Experimento de Redi Ficou demonstrado, pelas experiências realizadas por Redi, que a vida só podia ser originada de vida pré-existente – biogênese. http://escolaeducacao.com.br/teoria-do-big-bang-e-a-origem-da-vida/ Microbiologia u01t01a04 Redi 18 Experimento de Pasteur: 1861 Conclusão “Todo ser vivo só pode surgir a partir de outro pré-existente” = Biogênese! http://www.buscaescolar.com/biologia/biologia-visao-geral-e-origem-da-vida/ Microbiologia u01t01a05 Pasteur http://slideplayer.com.br/slide/1832007/ 19 O microscópio de Leeuwenhoek A invenção do microscópio, atribuída a Galileu, foi na verdade fruto do aperfeiçoamento realizado pelo naturalista holandês Antony van Leeuwenhoek, que o utilizou na observação de seres vivos. https://www.scielo.br/pdf/jbpml/v45n2/v45n2a01.pdf Fonte: Microbiologia u01t01a06 Leeuwenhoek 20 Contribuições de Robert Hooke O microscópio utilizado por Robert Hooke em suas pesquisas sobre a cortiça foi construído pelo microscopista inglês Christopher Cock http://4.bp.blogspot.com/_V2VyMF9S7CE/Sfk5z2TxXdI/AAAAAAAAAEY/ABHFqZxoy7c/s400/Robert+Hooke+2.jpg Microbiologia u01t01a07 Celula Hooke http://www.invivo.fiocruz.br/celula/teoria_03.htm 21 Teoria celular Em 1839, dois cientistas alemães, chegaram a conclusão: “todos os seres vivos são compostos de células”. Mathias Shleiden (1804-1881) Theodor Schwann (1810-1882) Dedicava-se à fisiologia das plantas Dedicava-se à anatomia dos animais https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/ab/Matthias_Jacob_Schleiden.jpg http://www.missingtheforest.com/theodor-schwann/ Microbiologia u01t01a08 Teoria Celular 22 Teoria celular Em 1855, Rudolpho Virchow, com uma célebre frase em latim, fez uma síntese de seu pensamento: “Omnis cellula e cellula” “toda célula se origina de outra célula” Em 1878, Walther Flemming (1843-1905) descreveu, de forma detalhada, o processo de divisão de uma célula em duas, e denominou mitose. “Omnis nucleus e nucleus” “todos os núcleos derivam do núcleo” Microbiologia u01t01a08 Teoria Celular - em 1878, o alemão Walther Flemming (1843-1905) colocou um ponto final na ideia do surgimento espontâneo de células. 23 Estrutura da célula procariótica Tortora et al. 2012 Microbiologia u01t01a09 Pro e Eucarionte 24 Estrutura da célula eucariótica animal FONTE: Disponível em: . Acesso em: 16 set. 2010. Microbiologia u01t01a09 Pro e Eucarionte 25 CÉLULA EUCARIÓTICA CÉLULA PROCARIÓTICA Seres PROCARIONTES Seres EUCARIONTES Fonte: Microbiologia u01t01a09 Pro e Eucarionte 26 Morfologia bacteriana Plano de divisão Bacilo isolado Diplobacilos Estreptobacilos Cocobacilo Sarcina Tétrade Estreptococos Diplococo Estafilococos Tortora et al. 2012 Fonte: A maioria das bactérias varia de 0,2 a 2,0 μm de diâmetro e de 2 a 8 μm de comprimento. Elas possuem algumas formas básicas: cocos esféricos (que significa frutificação), bacilos em forma de bastão (que significa bastonete) e espiral. 27 Vibrião Espirilo Espiroqueta Bactéria em forma de estrela Bactérias retangulares Morfologia bacteriana Tortora et al. 2012 Microbiologia u01t01a10 MorfologiaBacteriana 28 Arranjo dos flagelos bacterianos Peritríqueo Monotríqueo e polar Lofotríqueo e polar Anfitríqueo e polar Tortora et al. 2012 Microbiologia u01t01a10 MorfologiaBacteriana 29 Lynn Margulis (1938-2011) Hipótese da ENDOSSIMBIOSE https://biomania.com.br/images/materias/endossimbiotica.jpg Microbiologia u01t01a11 Endossimbiose 30 https://www.manualdabiologia.com.br/2016/09/enem-teoria-endossimbiotica.html 31 Hipótese Autogênica Fonte: Microbiologia u01t01a11 Endossimbiose 32 Paredes celulares bacterianas Bactérias Gram-positivas Bactérias Gram-negativas Tortora et al. 2012 Tortora et al. 2012 Fonte: Microbiologia u01t03a01 Estrutura bacteriana 33 Gram-negativa Estrutura bacteriana e flagelo Gram-positiva Tortora et al. 2012 Microbiologia u01t03a01 Estrutura bacteriana34 Estrutura e morfologia de uma espiroqueta Spirochaeta vivem livres na lama, água e sedimentos marinhos – saprófita Treponema pallidum – causadora da sífilis – parasita humano FONTE: Disponível em: . Acesso em: 25 set. 2010. Microbiologia u01t03a02 Espiroqueta 35 Espirilos e Espiroquetas https://escolakids.uol.com.br/ciencias/algumas-doencas-causadas-por-bacterias.htm A mobilidade se dá pelo fato de apresentarem flagelos nas extremidades das células. Se movem por meio de filamentos axiais. Microbiologia u01t03a02 Espiroqueta 36 Bactérias Patogênicas https://www.ibb.unesp.br/Home/ensino/departamentos/microbiologiaeimunologia/aula-enterobacteriaceae-para-veterinaria-2019.pdf Salmonella Shigella Yersinia http://pathmicro.med.sc.edu/fox/enterobact.htm Febre tifoide e gastroenterite Disenteria bacilar Causa a peste negra ou bubônica Microbiologia u01t03a03 Patogenicas 37 https://www.google.com/search?q=cianobact%C3%A9rias&rlz=1C1GCEA_enBR904BR904&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=2ahUKEwjEnZrQ_anqAhX3I7kGHbNHBgkQ_AUoAXoECBcQAw&biw=1366&bih=657 Cianobactérias Microbiologia u01t03a04 cianobacterias 38 Cianobactérias Synechocystis aquatilis Oscillatoria limosa Microcystis wesenbergii Dolichospermum spiroides UNICELULARES COLONIAIS FILAMENTOSAS HOMOCITADAS FILAMENTOSAS HETEROCITADAS https://www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br/institutodebotanica/wp-content/uploads/sites/235/2020/01/atlas-algas-e-cianobacterias-ibt-2019_versao-dezembro-2019.pdf Fonte: Fonte: Microbiologia u01t03a04 cianobacterias 39 Cianobactérias Bactérias gram-negativas Fotossintetizantes Principal pigmento acessório: ficocianina Todas as heterocitadas são fixadoras de nitrogênio São antigas, contribuíram para a mudança da concentração de oxigênio na atmosfera terrestre Microbiologia u01t03a04 cianobacterias 40 Bactérias parasitas intracelulares obrigatórios Só podem viver se estiverem parasitando as células de outros organismos Gram-negativas Chlamydia (clamídias): causam graves infecções oculares ao homem – tracoma (Chlamydia trachomatis) – bem como doenças sexualmente transmissíveis e alguns tipos de pneumonias. Causam também as psitacoses (Chlamydia psittaci) em pássaros. Rickettsia (riquétsias): crescem dentro ou nas superfícies das células vivas de vertebrados ou artrópodes. Provocam sérias doenças ao homem, entre elas a febre maculosa das montanhas rochosas (Rickettsia rickettsii) e o tifo epidêmico (Rickettsia prowazekii). A grande maioria dessas doenças é transmitida ao homem através de piolhos, pulgas, carrapatos e minúsculos acarídeos, que se infectam após a ingestão de sangue de um indivíduo contaminado. https://health.mil/News/Articles/2019/08/01/Rickettsial-Diseases-and-Their-Impact Microbiologia u01t03a05 parasitas obrigatorios 41 Staphylococcus Gram-positiva Anaeróbica facultativa Habitam a pele e membranas da mucosa humana e de outros animais vertebrados. Staphylococcus aureus: pode provocar doenças que vão desde uma infecção simples, como espinhas e furúnculos, até as mais graves, como pneumonia, meningite, endocardite, síndrome do choque tóxico e intoxicação alimentar, entre outras*. Staphylococcus aureus http://cibfar.ifsc.usp.br/2018/08/21/resistance-in-in-vitro-selected-tigecycline-resistant-methicillin-resistant-staphylococcus-aureus-sequence-type-5-is-driven-by-mutations-in-mepr-and-mepa-genes/ *SANTOS et al. (2007). Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-24442007000600005 Microbiologia u01t03a06 Staphylococcus aureus 42 Streptococcus Gram-positivos, anaeróbios facultativos, não produtores de catalase e de citocromo-oxidase. Streptococcus pyogenes: causador de uma série de doenças graves, entre elas a angina estreptocócica (infecção da garganta), febre reumática (inflamação no coração, nos vasos sanguíneos e nas articulações) e a escarlatina (textura áspera da pele e vermelhidão, dor de garganta e febre alta). Streptococcus pneumoniae: altamente patogênica, causa a pneumonia bacteriana em humanos. Streptococcus faecalis: faz parte da flora normal do trato intestinal humano e de outros animais. Streptococcus lactis: contamina o leite e outros derivados lácteos. É empregado na fabricação de fermentados lácteos e na produção de queijos. Streptococcus pyogenes https://g1.globo.com/bemestar/noticia/2018/09/19/argentina-tem-surto-de-infeccoes-por-bacteria-e-registra-9-mortes.ghtml Microbiologia u01t03a07 Streptococcus 43 Bactérias esporuladas Gram-positivas. A maioria tem forma de bastonetes, poucas são cocoides. O endósporo se forma quando há escassez de nutrientes no meio e é uma estrutura altamente resistente ao calor. Aeróbias facultativas: Bacillus e Sporosarcina. Bacillus anthracis causa o carbúnculo – toxina anthrax. Anaeróbias: Desulfotomaculum e Clostridium. Clostridium perfringens provoca intoxicação alimentar e gangrena gasosa. Clostridium botulinum produz uma das neurotoxinas mais letais aos humanos. Clostridium tetani causa o tétano. https://163602-560839-raikfcquaxqncofqfm.stackpathdns.com/wp-content/uploads/2018/04/Biochemical-Test-of-Bacillus-anthracis.jpg Desulfotomaculum https://link.springer.com/referenceworkentry/10.1007%2F0-387-30744-3_25 Microbiologia u01t03a08 bactérias esporuladas 44 Bacilos regulares Bastonetes Gram-positivos não formadores de esporos. Podem ser aeróbios, anaeróbios ou facultativos. Não causadores de patogenias: Lactobacillus (saprofíticos facultativos) - utilizados na fabricação de iogurtes e queijos; estão presentes nos processos fermentativos de produtos vegetais e animais. Parasitas (causam patogenias): Listeria monocytogenes (adquirida de leites e queijos pasteurizados de forma inadequada, causando quadros clínicos de aborto espontâneo, podendo ser também a causa de natimortos). Lactobacillus https://cdn.futura-sciences.com/sources/images/actu/img/lacto.jpg Fonte: Microbiologia u01t03a09 bacilos regulares 45 Bacilos irregulares Grupo de bastonetes com pequena curvatura e que pode ter saliências e/ou ramificações com alguns outros desvios da forma regular. Gram-positivas, quimiorganotróficas, catalase positivo, oxidase negativos, imóveis, anaeróbicos facultativos, não formadoras de esporos Corynebacterium https://cdn.futura-sciences.com/sources/images/actu/img/lacto.jpg Algumas espécies são saprofíticas (solo e da água) Algumas causam patogenias em plantas e animais. Corynebacterium diphtheriae: provoca a difteria em humanos Microbiologia u01t03a10 bacilos irregulares 46 Micobactérias O gênero Mycobacterium: são bacilos aeróbicos, imóveis, não esporulados e não encapsulados. Dificilmente podem ser corados pelo método de Gram, mas são considerados como Gram-positivos pelas características da sua parede celular. Mycobacterium tuberculosis https://ktla.com/wp-content/uploads/sites/4/2018/08/tb.jpg?w=1920&h=1080&crop=1 É resistente à ação de agentes químicos e sensível à ação de agentes físicos, como o calor e a radiação ultravioleta. http://www.saudedireta.com.br/docsupload/13404591932.pdf Foi detectado em múmias egípcias, o que comprova que ele já comprometia o homem 3.400 anos antes de Cristo. https://saude.to.gov.br/noticia/2019/3/25/saude-mobiliza-municipios-no-dia-mundial-de-combate-a-tuberculose-/ Parasito intracelular facultativo, de virulência variável. Provoca a tuberculose. Microbiologia u01t03a11 micobacterias 47 Micobactérias É um bacilo álcool-ácido resistente, parasita intracelular com predileção pela célula de Schwann (neurolemócitos) e pele. Considera-se o homem como o único reservatório natural do bacilo, apesar do relato de animais selvagens naturalmente infectados (tatus e macacos). Provoca a Hanseníase ou Lepra. Mycobacterium leprae https://163602-560839-raikfcquaxqncofqfm.stackpathdns.com/wp-content/uploads/2018/03/Habitat-and-Morphology-of-Mycobacterium-leprae.jpg É uma das doenças mais antigas da humanidade – registros datam de 600 a.C. e procedemda Ásia, que, juntamente com a África, são consideradas o berço da doença. https://www.tropicalfm99.com.br/noticia/17736/caso-de-hanseniase-lepra-e-confirmado-na-regiao Microbiologia u01t03a11 micobacterias 48 Actinomicetos ou Actinobactérias Essas bactérias possuem semelhanças muito grandes às estruturas de fungos filamentosos. https://mmbr.asm.org/content/mmbr/80/1/1.full.pdf https://mmbr.asm.org/content/mmbr/80/1/1.full.pdf Microbiologia u01t03a12 actinomicetos 49 Actinomicetos ou Actinobactérias https://microbenotes.com/habitat-and-morphology-of-gardnerella-vaginalis/ Fonte: Microbiologia u01t03a12 actinomicetos 50 Micoplasmas São bactérias que não formam parede celular, têm morfologia irregular (pleiomórfica). Coram-se como Gram-negativas, mas não possuem a membrana externa. São os menores microrganismos celulares já descobertos (0,1 a 0,25 µm), possuindo menos da metade de DNA que a grande maioria dos procariontes. Exemplos: Mycoplasma pneumoniae (causa pneumonia por micoplasma) Ureaplasma urealyticum (causa infecções urinárias) https://www.azolifesciences.com/article/Detecting-Mycoplasma-using-Spectroscopy.aspx Microbiologia u01t03a13 micoplasmas 51 Archaea (arqueobactérias) Quando possuem paredes celulares, estas não são compostas por peptideoglicano. Não são conhecidas como causadoras de doenças em humanos. São frequentemente encontradas em ambientes extremos, e divididas em três grupos principais. Metanogênicas (produzem metano como resultado da respiração) Halofílicas extremas (halo = sal; filo = amigo) vivem em ambientes muito salinos Termofílicas extremas (dependentes de enxofre) – elevadas temperaturas TORTORA; FUNKE; CASE (2012) Microbiologia u01t03a14 archaea 52 Coloração bacteriana – Técnica de Gram 53 FONTE: Disponivel em: Acesso em: 22 mar. 2018 (adaptado). Fonte: Microbiologia u01t02a04 Gram 53 Células da mucosa bucal com coloração de Gram FONTE: Disponível em: http://www.foa.unesp.br/home/extensao/praticandociencia/1-bacterias-cocos.pdf Acesso em: 22 mar. 2018. Microbiologia u01t02a04 Gram 54 UNIDADE 1 – CARACTERIZAÇÃO DE BACTÉRIAS, FUNGOS E VÍRUS TÓPICO 2 – CARACTERIZAÇÃO GERAL DOS FUNGOS Fonte: Microbiologia u01t02 55 Características dos Fungos A identificação das leveduras envolve testes bioquímicos. Entretanto, fungos multicelulares são identificados considerando seu aspecto, incluindo características da colônia e dos esporos reprodutivos. TORTORA; FUNKE; CASE 2012 Hifa vegetativa é a porção de uma hifa que obtém nutriente. Hifa reprodutiva ou aérea é a porção envolvida com a reprodução, assim chamada porque se projeta acima da superfície sobre a qual o fungo está crescendo. As hifas aéreas frequentemente sustentam os esporos reprodutivos. Micélio: massa filamentosa formada pelo crescimento das hifas em condições favoráveis, é visível a olho nu. Hifas e Micélios de Fungos TORTORA; FUNKE; CASE 2012 Características das Leveduras Se houver oxigênio, as leveduras respiram aerobicamente para metabolizar carboidratos, formando dióxido de carbono e água. Na ausência de oxigênio, elas fermentam os carboidratos e produzem etanol e dióxido de carbono. Essa fermentação é usada na fabricação de cerveja e vinho e nos processos de panificação. As paredes celulares das leveduras contêm os polissacarídeos glicana e manana. TORTORA; FUNKE; CASE 2012 Ciclo de Vida de Zigomiceto https://www.britannica.com/science/Rhizopus-stolonifer Ciclo de Vida de Zigomiceto TORTORA; FUNKE; CASE 2012 Ciclo de Vida de Ascomiceto TORTORA; FUNKE; CASE 2012 Basidiomicetos Tortora et al. 2012 https://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2007/10/basidiomicetos-100724950.jpg https://1.bp.blogspot.com/-KtZro_hb0cQ/VbfDTx8CMSI/AAAAAAAASYk/76aIh1AzZJY/s640/cogumelos.jpg Ciclo de Vida de Basidiomiceto Tortora et al. 2012 TORTORA; FUNKE; CASE 2012 Ciclo de Vida de Basidiomiceto Tortora et al. 2012 http://11biogeogondomar.blogspot.com/2011/01/ciclo-sexual-em-basidiomicetos.html FUNGOS - Micorrizas Micorrizas são fungos em associação harmônica com raízes de árvores, aumentando a superfície de absorção de água e sais pelas raízes. MICORRIZALOGIA ENDOMICORRIZA 2 https://eficagua.cl/micorrizas-que-son/ FUNGOS - Micorrizas Presença de micorrizas em plantas terrestres https://eficagua.cl/micorrizas-que-son/ Micorrizas Endomicorrizas Ectomicorrizas https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/101477/1/doc-42.pdf Importância das Micorrizas As trufas, conhecidas como iguarias, são ectomicorrizas, normalmente encontradas em carvalhos. Na Europa, porcos ou cachorros adestrados são usados para encontra-las pelo faro e desenterrá-las. Para um porco, macho ou fêmea, o mais importante do cheiro da trufa é o dimetilsulfeto, que também é responsável pelo odor do repolho. TORTORA; FUNKE; CASE 2012 Liquens = Fungos liquenizados Tortora et al. 2012 SPIELMANN; MARCELLI (2006) http://www.biodiversidade.pgibt.ibot.sp.gov.br/Web/pdf/Fungos_Liquenizados_Spielmann_&_Marcelli.pdf Tortora et al. 2012 Liquens = Fungos liquenizados TORTORA; FUNKE; CASE (2012) Liquens = Fungos liquenizados SPIELMANN; MARCELLI (2006) http://www.biodiversidade.pgibt.ibot.sp.gov.br/Web/pdf/Fungos_Liquenizados_Spielmann_&_Marcelli.pdf UNIDADE 1 – CARACTERIZAÇÃO DE BACTÉRIAS, FUNGOS E VÍRUS TÓPICO 3 – CARACTERIZAÇÃO GERAL DOS VÍRUS Microbiologia u01t01a01 introducao 72 Vírus https://pt.slideshare.net/PCachoeira/ceetaula-sobre-os-vrus-2-ano bacteriófago fibras caudais bainha caudal cabeça (capsídeo) Não tem estrutura celular (acelulares) Não tem metabolismo próprio São parasitas intracelulares obrigatórios São formados por cápsula de proteína (capsídeo) e suas subunidades (capsômeros) Material genético: DNA ou RNA https://www.sobiologia.com.br/conteudos/Seresvivos/Ciencias/virus.php Vírus Ciclo lítico e lisogênico VIRULENTO NÃO VIRULENTO Indução DNA viral incorpora-se ao material genético da célula hospedeira (doenças incuráveis) Intensa multiplicação do vírus, causa lise celular. Não incorpora-se ao material genético hospedeiro Replicação viral . http://1.bp.blogspot.com/_dQyn47khNo4/S7DLjAD28lI/AAAAAAAAAOc/Uz1uHZTKI6s/s1600/03_30_01.jpg> Aedes aegypti um mosquito que transmite várias doenças virais A picada da fêmea contaminada pode transmitir os vírus da: dengue, chikungunya, zika e febre amarela. https://claraealinebioifes.files.wordpress.com/2011/02/imagem.jpg Vírus da Zika https://assets-institucional-ipg.sfo2.cdn.digitaloceanspaces.com/2016/04/zika-3d.jpg Vírus da Covid-19 Principais doenças causadas por vírus Hidrofobia (Raiva) Hepatite Infecciosa Caxumba Gripe Rubéola Varíola Sarampo Febre amarela Poliomielite AIDS (HIV) Catapora (Varicela) Prions são partículas infecciosas de proteína, uma forma alterada de uma proteína (proteínas anormais) presente na membrana das células nervosas do cérebro de vertebrados (destrói o cérebro). Não são vírus! 1982 – Foi detectada pelo neurobiologista norte-americano Stanley Prusiner, e os detalhes da estrutura química apresentados em 1997. O gene mutante que codifica o príon pode ser herdado. Encefalopatia Espongiforme Bovina (doença da vaca louca). Doença de Creutzfeldt-Jakob – DCJ (neurodegenerativa, caracterizada por provocar uma desordem cerebral com perda de memória e tremores em humanos – primeiros casos surgiram no Reino Unido em 1996). Príon, o que é isso? http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/doenca-de-creutzfeldt-jakob-dcj Príon, o que é isso? https://profissaobiotec.com.br/prions-alem-da-vaca-louca/ Príon, o que é isso? Príon, o que é isso? https://profissaobiotec.com.br/prions-alem-da-vaca-louca/ Doenças priônicas e sua transmissão (MBM: Ração contendo carnes e ossos, do inglês meat and bone meal). https://profissaobiotec.com.br/prions-alem-da-vaca-louca/“A importância dos infinitamente pequenos é infinitamente grande” Louis Pasteur image1.png image38.jpeg image39.jpeg image40.emf image35.png image13.png image41.png image42.png image43.png image44.svg image32.png image48.jpeg image49.jpeg image50.jpeg image51.jpeg image52.jpeg image45.jpeg image46.jpeg image47.jpeg image26.png image53.png image54.png image55.png image56.png image57.png image58.png image59.png image60.png image61.png image62.jpeg image9.png image63.jpeg image64.png image65.jpeg image66.png image67.png image34.png image31.png image68.png image69.jpeg image28.png image70.gif image71.jpeg image72.jpeg image73.jpeg image74.png image75.png image14.png image76.emf image77.png image78.png image79.png image80.png image81.jpeg image82.jpeg image83.jpeg image84.png image85.png image86.jpeg image87.png image88.png image89.png image90.png image91.png image92.png image93.jpeg image94.jpeg image95.jpeg image96.png image97.png image98.png image99.jpeg image100.jpeg image101.png image102.jpeg image103.jpeg image104.png image105.jpeg image106.png image107.jpeg image108.jpeg image109.jpeg image110.emf image111.jpeg image112.png image113.jpeg image10.png image114.jpeg image115.jpeg image116.png image117.png image33.png image118.png image119.jpeg image120.png image121.png image122.png image123.jpeg image12.png image124.png image125.png image126.png image127.png image128.png image129.png image130.png image131.png image132.jpeg image133.png image134.png image135.jpeg image136.jpeg image137.jpeg image138.png image139.png image140.jpeg image141.png image142.png image143.png image144.png image145.png image146.png image147.png image148.jpeg image149.png image150.jpeg image151.jpeg image152.png image153.png image154.png image155.jpeg image156.jpeg image157.jpeg image158.jpeg image159.jpeg image160.png image161.gif image162.jpeg image163.jpeg image164.png image165.png image166.png image167.png image8.png