Prévia do material em texto
Prática 1 - Medindo e Classificando ÂngulosPrática 1 - Medindo e Classificando Ângulos
lOMoARcPSD|43407515
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pratica-1-medindo-e-classificando-angulos
https://www.studocu.com/pt-br/document/centro-universitario-celso-lisboa/engenharia/pratica-1-medindo-e-classificando-angulos/104254957?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pratica-1-medindo-e-classificando-angulos
https://www.studocu.com/pt-br/course/centro-universitario-celso-lisboa/engenharia/5482654?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pratica-1-medindo-e-classificando-angulos
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pratica-1-medindo-e-classificando-angulos
https://www.studocu.com/pt-br/document/centro-universitario-celso-lisboa/engenharia/pratica-1-medindo-e-classificando-angulos/104254957?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pratica-1-medindo-e-classificando-angulos
https://www.studocu.com/pt-br/course/centro-universitario-celso-lisboa/engenharia/5482654?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pratica-1-medindo-e-classificando-angulos
Relatório de Prática - Laboratório Virtual
Nome da Prática: Medindo E Classificando Ângulos
Nome do Aluno: luiz junior rodrigues freitas
Data de Execução: 09/09/2024
INTRODUÇÃO
A geometria originou-se da observação da natureza, de suas formas e das relações existentes entre
elas. O desenhoo geométrico é uma maneira de expressar gratificamente a forma de determinado
objeto, e está muito presente em projetos e design de interiores, na arquitetura e na engenheria.
OBJETIVOS
Geral: Este experimento visa a demonstrar a relevância do laboratório virtual na aprendizagem do
desenho geométrico e da geometria descritiva, principalmente em relação ao estudo dos ângulos. A
prática realizada tem como forma de dinamizar o ensino e aprendizagem do desenho geométrico e da
geometria descritiva, tornando-os mais significativos em relação às construções ângulos dos ângulos.
Específicos:
° Relacionar o conteúdo teórico estudado (ângulos) à utilização do laboratório virtual como recurso
pedagógico;
° Proporcionar situações de interação dos acadêmicos com o laboratório virtual por meio de atividades
práticas;
° Definir o que são ângulos agudo, obtuso, reto e raso, bem como o que são ângulos complementares e
suplementares;
° Familiarizar o acadêmico com a construção passa a passo dos ângulos mais simples, mostrando como
dividi-los ao meio, permitindo, assim, a construção de vários outros.
Materiais
Neste experimento foi realizado a inspeção de ângulo de uma peça, através da operabilidade com o software
disponível do laboratório virtual. Onde podem ser listados os seguintes recursos ou materiais utilizados durante
a prática:
° internet;
°Computador/Notbook.
lOMoARcPSD|43407515
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pratica-1-medindo-e-classificando-angulos
Metodologia
Foi realizado a medição dos ângulos com a ferramenta de medição do laboratório nas
vistas frontal, lateral e superior.
Baixado por Luiz Junior Rodrigues (luizjuniorrodrigues85@gmail.com)
lOMoARcPSD|43407515
Referência Biliográfica
lOMoARcPSD|43407515
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pratica-1-medindo-e-classificando-angulos
RELATÓRIO DE INSTRUMENTOS: PAQUÍMETROS
.
ALUNO:LUIZ JUNIOR RODRIGUES
FREITAS
MATRICULA :24121819
DATA:27/10/2024
METROLOGIA DE PARQUIMETRO
RELATÓRIO DE METROLOGIA DIMENSIONAL
RELATÓRIO DE INSTRUMENTOS: PAQUIMETROS
2
SUMÁRIO
1 - OBJETIVOS 3
2 - MATERIAIS E MÉTODOS UTILIZADOS 3
3 - RESULTADOS DE MEDIÇÃO 4
4 - CONCLUSÃO 6
5 - QUESTÕES 6
3
RELATÓRIO DE INSTRUMENTOS: PAQUIMETROS
1. OBJETIVO
Os objetivos deste experimento foram aprender como utilizar um paquímetro,
desde realizar leituras de medidas de dimensões externas, internas e de
profundidade até tomar os cuidados necessários com o equipamento, assim
como identificar os diferentes tipo de paquímetros e as suas resoluções, que se
fazem
tanto em escala métrica quanto em escala inglesa.
2. MATERIAIS E MÉTODOS UTILIZADOS
Materiais utilizados:
• 2 paquímetros de resoluções diferentes mas ambos com uma escala em polegadas e
outra em milímetros;
• 1 peça que serviu como objetivo de medição;
• 1 lupa.
Métodos utilizados:
As medidas foram todas feitas quatro vezes em perspectivas diferentes da mesma
parte da peça. Feito isso, foi calculada as médias e os desvios padrões dessas quatro
medidas de todas as partes. A lupa é importante para analisar as coincidências no
paquímetro já que a intenção é achar a medida mais exata que o instrumento pode
proporcionar.
4
RELATÓRIO DE METROLOGIA DIMENSIONAL
RELATÓRIO DE INSTRUMENTOS: PAQUIMETROS
3. RESULTADOS DA MEDIÇÃO
Os valores de média e desvio padrão obtidos estão nas tabelas a seguir:
Paquimetro 2 - Escala Métrica - Resolução: 0,02 mm
Grandeza Medida1 Medida2 Medida3 Medida4 Média Desvio padrão
D1 29,98 29,96 30,00 29,98 29,98 0,0002
D2 30,02 30,00 29,96 30,00 30,00 0,000475
D3 30,00 30,00 30,00 30,04 30,01 0,0003
D4 30,00 30,00 30,05 30,00 30,01 0,00046875
D5 24,90 24,92 24,98 24,88 24,92 0,0014
L1 69,80 69,80 69,84 69,92 69,84 2,5E-07
L2 25,16 25,14 25,10 25,14 25,14 0,000475
L3 10,10 10,06 10,12 10,10 10,10 0,000475
Paquimetro 2 - Escala Métrica - Resolução: 1/128"
Grandezas D1 (") D1(mm) D2 (") D2(mm) D3 (") D3(mm) D4 (") D4(mm)
Medida 1 1 23/128 29,964 1 23/128 29,964 1 23/128 29,964 1 23/128 29,964
Medida 2 1 23/128 29,964 1 23/128 29,964 1 23/128 29,964 1 23/128 29,964
Medida 3 1 23/128 29,964 1 23/128 29,964 1 23/128 29,964 1 23/128 29,964
Medida 4 1 23/128 29,964 1 23/128 29,964 1 23/128 29,964 1 23/128 29,964
Média 1 23/128 29,964 1 23/128 29,964 1 23/128 29,964 1 23/128 29,964
Desvio Padrão 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000
Paquimetro 1 - Escala Métrica - Resolução: 0,05 mm
Grandeza Medida1 Medida 2 Medida 3 Medida 4 Média Desvio padrão
D1 30,00 30,00 30,10 30,05 30,04 0,00171875
D2 30,00 30,00 30,10 30,10 30,05 0,0025
D3 29,90 30,00 30,00 29,85 29,94 0,00421875
D4 30,00 30,00 30,05 30,00 30,01 0,00046875
D5 24,90 24,85 24,95 25,10 24,95 0,00875
L1 69,80 69,75 69,75 69,80 69,78 0,000625
L2 25,10 25,10 25,15 25,10 25,11 0,00046875
L3 10,10 10,10 10,05 10,05 10,08 0,000625
Paquimetro 1 - Escala Métrica - Resolução: 0,001"
Grandezas D1 (") D1 (mm) D2 (") D2 (mm) D3 (") D3 (mm) D4 (") D4 (mm)
Medidas 1 1,181 29,997 1,179 29,947 1,181 29,997 1,179 29,947
Medidas 2 1,180 29,972 1,180 29,972 1,180 29,972 1,179 29,947
Medidas 3 1,180 29,972 1,180 29,972 1,182 30,023 1,180 29,972
Medidas 4 1,181 29,997 1,181 29,997 1,181 29,997 1,180 29,972
Média 1,181 29,985 1,180 29,972 1,181 29,997 1,180 29,959
Desvio Padrão 2,5E-07 1,6129E-4 5E-07 3,2258E-4 5E-07 3,2258E-4 2,5E-07 1,6129E-4
RELATÓRIO DE METROLOGIA DIMENSIONAL
RELATÓRIO DE INSTRUMENTOS: PAQUIMETROS
5
Paquimetro 2 - Escala Métrica - Resolução: 1/128"
Grandezas D5 (") D5 (mm) L1 (") L1(mm) L2 (") L2 (mm) L3 (") L3 (mm)
Medidas 1 63/64 25,003 2 3/4 69,850 127/128 25,202 51/128 10,120
Medidas 2 63/64 25,003 2 3/4 69,850 127/128 25,202 51/128 10,120
Medidas 3 63/64 25,003 2 3/4 69,850 127/128 25,202 51/128 10,120
Medidas 4 63/64 25,003 2 3/4 69,850 127/128 25,202 51/128 10,120
Média 63/64 25,003 2 3/4 69,850 127/128 25,202 51/128 10,120
Desvio Padrão 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000combate a incêndio, salvamento, emergências com produtos perigosos,
desde que, ao final do período de 12 meses, todos os brigadistas e
profissionais de emergências sejam contemplados.
Após o simulado, deve ser realizada uma reunião para a avaliação crítica
e de não conformidades, para posteriores recomendações de melhorias.
Deve ser elaborada uma ata e/ou relatório na qual constem os itens a
seguir, quando aplicáveis, e não se limitando a estes:
a. Data e horário do evento
b. Tempos de resposta
c. Tempo total gasto no atendimento do cenário proposto
d. Tempo gasto no abandono de área
e. Desempenho nos atendimentos de emergências
f. Atuação dos profissionais envolvidos
g. Desempenho da participação de todos os serviços de emergências
envolvidos
h. Falhas e não conformidades de equipamentos
i. Falhas e não conformidades operacionais
j. Demais problemas levantados na avaliação e reunião
k. Recomendações de melhorias
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 44/71
Deve ser avaliada a necessidade de informar previamente à população vizinha
ao local do exercício simulado.
Exemplo: a determinação dos simulados deve estar alinhada à realidade de
cada empresa, por exemplo:
a. Uma empresa que utiliza amônia em seu processo produtivo como
refrigerante industrial e contém quantidades significativas desse agente
determina a necessidade de um simulado de vazamento de amônia por
rompimento de tubulação. Nessa condição, poderia ser previsto um
simulado com a nuvem dos vapores de amônia se deslocando na direção
de uma comunidade próxima à empresa. O simulado poderia envolver
órgãos ambientais e uma parte da própria comunidade.
Uma empresa com depósito de combustíveis pode identificar a necessidade de
realizar um simulado de incêndio em tanque de combustível. para testar a
coordenação das equipes de combate a incêndio em uma área com mais tanques.
Nesse simulado, além da presença de outros tanques com combustíveis, poderia ser
previsto o atendimento a trabalhadores feridos em decorrência desse incêndio.
Sendo assim, para a malharia, podemos definir três cenários e algumas
observações:
Incêndio – Combate a incêndio – Analisar tempo de resposta
Primeiros socorros – APH – Analisar o dimensionamento (quantidade de
brigadistas atende?)
Evacuação – Avaliar o tempo de saída de todos os ocupantes e
confrontar com o tempo previsto no PPCI, a partir das distâncias
máximas a percorrer
É muito importante atentar aos requisitos mínimos do relatório e apresentá-lo à
administração da empresa, para que essa esteja ciente de como está preparada para
os cenários de emergência. Cabe reforçar que esse documento pode ser utilizado
para obtenção de investimentos em equipamentos para atendimento a emergências.
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 45/71
Brigada de incêndio, brigada de emergência, grupo de atendimento a
emergências. Seja qual for a nomenclatura a ser dada a essa equipe, ela deve ser
bem dimensionada e treinada, deve ser capaz de executar perfeitamente o plano de
abandono, prestar o atendimento pré-hospitalar e, se possível, atacar o foco de
princípio de incêndio. Sua prioridade deve ser a preservação da vida, dos ocupantes e
também dos brigadistas. Geralmente, as grandes empresas contam com equipes de
brigadas de incêndio, com excelente qualidade técnica, aptas para atenderem às
peculiaridades do local, sejam shoppings centers, refinarias, plataformas marítimas,
entre tantos outros, mas a grande maioria das edificações que dispõem de equipes
com um treinamento anual, por melhor que tenham sido treinadas, sem os
equipamentos de proteção individual prescritos na norma de brigada, precisam
priorizar a saída das pessoas.
A prevenção deve cuidar para que o incêndio não aconteça e verificar os
equipamentos de proteção e combate, mantendo as rotas de fuga, saídas de
emergência e portas corta-fogo sempre desobstruídas, para que todo o sistema de
segurança contra incêndio funcione como projetado. Cada um deve fazer a sua parte!
Procedimentos de emergência
Os procedimentos de emergência devem ser elaborados conforme a sua
complexidade. Em uma empresa com vários riscos diferentes, deverão ser elencados,
nos procedimentos, o formato adequado para a minimização dos impactos em caso
de sinistro.
A grande maioria das empresas opta por procedimentar de forma mais
abrangente seu plano de resposta a emergências e detalhar os cenários específicos
por local, por meio de pré-planos.
São exemplos de cenários de atuação da brigada:
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 46/71
Incêndio e explosão
Atendimento pré-hospitalar (acidentes/casos clínicos)
Emergências com produtos perigosos (químicos)
Resgate em altura
Resgate em espaços confinados
Intervenção em vazamentos de produtos químicos
Intervenção em acidentes ambientais
Conheça a seguir alguns procedimentos básicos de emergência.
Alerta
Identificada uma emergência, qualquer pessoa pode, pelos meios de
comunicação disponíveis ou alarmes, alertar os ocupantes, brigadistas,
bombeiros civis e apoio externo. Esse alerta pode ser executado
automaticamente em plantas que possuam sistema de detecção e alarme de
incêndio.
Análise da situação
Após a chegada da brigada de emergência ao local da emergência, a situação
deve ser analisada e devem ser executados os procedimentos necessários
conforme o plano de emergência da planta, que podem ser priorizados ou
realizados simultaneamente, de acordo com os recursos materiais e humanos
disponíveis no local.
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 47/71
Comunicação interna
Nas plantas em que houver mais de um pavimento, setor, bloco ou edificação,
deve ser estabelecido um sistema de comunicação entre os brigadistas, a fim de
facilitar as operações durante a ocorrência de uma situação real ou simulado de
emergência. Essa comunicação pode ser feita por meio de telefones, quadros
sinópticos, interfones, sistemas de alarme, rádios e/ou sistemas de som interno.
Devem ser previstos um ou mais pontos de encontro (local seguro e protegido dos
efeitos da ocorrência) dos brigadistas, para distribuição das tarefas.
Comunicação externa
Caso seja necessária a comunicação com meios externos (Corpo de Bombeiros,
SAMU, PAM etc.), deve ser indicado no plano de emergência da planta o
responsável pela comunicação, sendo necessário que esta pessoa seja treinada
e esteja instalada em local seguro e estratégico para o abandono.
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 48/71
Apoio externo
O Corpo de Bombeiros e/ou outros órgãos públicos ou privados locais devem ser
acionados imediatamente, preferencialmente por um brigadista, e informados
com:
a. Nome do solicitante e número do telefone utilizado
b. Endereço completo, pontos de referência e/ou acessos
c. Características da emergência, do local ou do pavimento
d. Quantidade e estado das eventuais vítimas, quando esta informação
estiver disponível
O Corpo de Bombeiros e/ou outros órgãos públicos, quando da sua chegada ao
local, são recepcionados preferencialmente por um brigadista, que fornece as
informações necessárias para otimizar sua entrada e seus procedimentos
operacionais.
Isolamento da área
A área da ocorrência deve ser isolada fisicamente, de modo a assegurar a
segurança dos trabalhos de atendimento de emergências e evitar que pessoas
não autorizadas entrem no local.
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 49/71
Abandono de área
O coordenador de emergência ou o líder de brigada de emergência deve
determinar o início do abandono e priorizar os locais afetados, os pavimentos
superiores a estes, os setores próximos e os locais de maior risco. Proceder ao
abandono da área parcial ou totalmente, quando necessário, conforme
comunicação preestabelecida, conduzindo as populações fixa e flutuante para a
área de refúgio ou para o ponto de encontro de abandono de área, ali
permanecendo até o estabelecimento final da emergência. Deveser considerado
que:
a. O plano de emergência deve contemplar ações de abandono para
pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida permanente ou
temporária. Cada pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida
deve ser acompanhada por dois brigadistas ou voluntários,
previamente designados pelo líder da brigada de emergência.
b. Os ocupantes do local da ocorrência, cientes da emergência, devem
ser os primeiros a abandonarem a área, de forma organizada e sem
tumulto, com um brigadista liderando e outro encerrando o
abandono.
c. Todos os demais ocupantes de cada área devem parar o que
estiverem fazendo, pegar apenas seus documentos pessoais,
medicamentos pessoais e chaves de veículos e sair
organizadamente em direção à porta ou acesso de saída de
emergência ou ponto de encontro de abandono de área.
d. antes do abandono definitivo da área, um brigadista deve verificar se
não ficaram ocupantes retardatários e providenciar o fechamento de
portas e/ou janelas, se possível.
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 50/71
Eliminar ou reduzir os riscos
Quando necessário, deve ser providenciado o controle e/ou o corte de fluxos de
energias e suprimentos de instalações ou equipamentos. Se disponível, estas
ações devem ser executadas pelo pessoal especializado que compõe o Grupo de
Apoio Técnico – GAT.
Controle da emergência
As equipes de emergências devem, conforme necessário e/ou possível, proceder
conforme o plano de emergência da planta e treinamento específico dado aos
integrantes das equipes de emergências para o controle da emergência, inclusive
auxiliando os bombeiros públicos, quando da chegada desses.
Divisão das atribuições das equipes de emergências
O coordenador de emergência deve dividir a equipe de emergência em equipe de
salvamento, primeiros socorros, abandono de área, combate a incêndio etc., com
o objetivo de estabelecer atribuições específicas das equipes e de seus
integrantes.
Emergências médicas
Os primeiros socorros e tratamentos devem ser prestados às vítimas conforme o
plano de emergências da planta e o treinamento específico dado aos integrantes
das equipes de emergências.
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 51/71
Confinamento do incêndio
É necessário confinar o incêndio ao local ou equipamento de origem, ou ao
cômodo ou compartimento de origem, ou ao pavimento de origem, ou à
edificação de origem, de modo a evitar a sua propagação e consequências.
Controle de incêndios
O controle de incêndios deve ser executado conforme o plano de emergências da
planta e o treinamento específico dado aos integrantes das equipes de
emergências.
Acidentes com produtos perigosos
Acidentes envolvendo produtos classificados como perigosos devem ser
atendidos com as seguintes providências imediatas:
a. Identificar o produto perigoso
b. Estabelecer a área de segurança e o zoneamento e limite das áreas
quente, morna, fria e de exclusão
c. Identificar e utilizar os EPIs necessários, compatíveis com o risco
para o atendimento
Toda substância química classificada como produto perigoso deve possuir uma
ficha de identificação e segurança de produto químico (FISPQ) disponível, na qual
deve constar informações sobre as características do produto, as medidas de
proteção e segurança e as ações de controle para emergências.
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 52/71
Rescaldo
Assegurar, por meio de inspeção, que, após o combate ao incêndio, não exista
qualquer possibilidade de reignição.
Preservação do local
Manter o local preservado para que possa ser periciado, se necessário.
Investigação
O coordenador de emergências da planta deve designar os responsáveis para
iniciar o processo de investigação e elaborar um relatório sobre o ocorrido e as
ações de controle. Devem ser investigadas e/ou analisadas as possíveis causas
de acidente ou incêndio e os procedimentos de controle adotados, utilizando,
além da coleta de dados de imagens e entrevistas, os registros de ocorrências
para poder emitir o relatório, com o objetivo de propor medidas preventivas e
corretivas para evitar a sua repetição.
A partir desses planos básicos, poderá ser redigido qualquer plano incluindo
suas especificidades e complicações, atendendo desde o simples até emergências
tecnológicas de maior complexidade.
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 53/71
Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB)
– conceitos e objetivos
O alvará do Corpo de Bombeiros é emitido pelo referido órgão atestando que
determinado local foi devidamente vistoriado e que se encontra em conformidade com
as legislações federais, estaduais e municipais de prevenção de incêndio, bem como
certifica que a segurança contra incêndio e pânico foi contemplada e comprovada pelo
Plano de Prevenção e Combate de Incêndios – PPCI. Este alvará não é emitido caso
seja verificado que o local não está de acordo com as normas vigentes, todavia, é
definido um prazo para que sejam regularizadas as situações não conformes.
Os objetivos da verificação da legislação de segurança contra incêndio, por meio
da vistoria para a emissão do alvará, são:
O monitoramento das edificações quanto ao atendimento a legislação
A proteção da vida dos ocupantes das edificações e áreas de risco
O controle da propagação do incêndio, reduzindo danos ao meio
ambiente e ao patrimônio
O dimensionamento e disponibilização dos meios de controle e extinção
do incêndio
A garantia acesso para as operações do Corpo de Bombeiros
Proporcionar a continuidade dos serviços nas edificações e áreas de
risco
Para uma edificação receber o alvará, é imprescindível que ela tenha o PPCI que
é um conjunto de documentos em que constam todos os sistemas de segurança contra
incêndio necessários para tornar o ambiente o mais seguro possível contra incêndios.
As legislações mais recentes remetem ao PPCI de forma a conceber um prédio de
forma mais segura, por meio de materiais com mais resistência ao fogo e sistemas de
proteção passivas e ativas trazendo mais segurança para seus ocupantes, porém, em
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 54/71
prédios já existentes, é necessário analisar e projetar os sistemas que são
requisitados para o tipo de edificação e o que será instalado nela. Tal documento deve
ser emitido por profissional legalmente habilitado com recolhimento de Anotação de
Responsabilidade Técnica – ART.
Uma cópia do PPCI deve ser enviada ao Corpo de Bombeiros local para que
seja avaliado e aprovado. Após a aprovação do projeto, devem ser instalados os
sistemas projetados e mantidos em perfeito funcionamento. Usuários devem ser
treinados para a utilização de todos os equipamentos antes da inspeção. Solicitada a
inspeção, o Corpo de Bombeiros visitará as instalações analisando o projeto e o que
está instalado e, caso tudo esteja de acordo, é emitido o alvará, que deve ser fixado
em local visível. Sua validade depende normalmente da classe de risco de incêndio da
edificação, variando entre um a três anos (atenção para a legislação de cada estado,
pois pode haver variação).
O alvará deve ser renovado sempre que estiver vencido (atente para os prazos
de cada Corpo de Bombeiros, para que não vença). Além disso, caso a utilização da
edificação seja alterada, ou sejam feitas alterações significativas na planta, como
reformas, aumento de área, o PPCI deve ser atualizado e nova vistoria deve ser
solicitada para que sejam avaliadas as mudanças do novo espaço.
Em caso de utilização de uma edificação para um comércio ou indústria, o alvará
faz parte dos documentos que garantem o funcionamento, requisitado por instituições
bancárias para concessão de empréstimos e/ou financiamentos. As seguradoras
também o requisitam e, se em caso de incêndio o alvará estiver vencido, podem se
negar a pagar pelos danos causados pelo sinistro.
É responsabilidade das empresas, normalmente a área de segurança do
trabalho, junto com o Corpo de Bombeiros, manter o alvará atualizado. Emfunção das
renovações e inspeções, muitas edificações, nos locais em que foram instalados
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 55/71
sistemas de prevenção e proteção contra incêndios, mantem seus equipamentos em
condições de uso. Lembrando que é sobre a nossa segurança que estamos tratando,
logo também é nosso o dever de cobrar que as edificações estejam cumprindo as
legislações pertinentes ao assunto.
Mais adiante teremos ainda um tópico detalhado sobre o PPCI – Plano de
Prevenção e Proteção Contra Incêndio, apresentando seu conceito, sua função e sua
estrutura.
EPC e EPI: para atendimento de emergência e
tipos de sinalização de emergência
Há vários equipamentos para atendimentos a emergências que podem servir
para proteger a integridade física da pessoa ou do grupo de pessoas que irão intervir
no cenário emergenciado a fim de minimizar os impactos. Os equipamentos são
divididos em dois tipos: equipamentos de proteção coletiva – EPCs e equipamentos
de proteção individual – EPIs.
EPCs básicos para emergências
Equipamentos de proteção coletivos – EPCs são produtos ou dispositivos que se
destinam a neutralizar o risco na sua própria fonte, oferecendo proteção aos
trabalhadores. São exemplos de EPC para emergências chuveiros lava-olhos;
bandeiras de sinalização; cones; kit de contenção de químicos; fita zebrada; placas de
sinalização etc.
Chuveiros lava-olhos
Fabricados em aço e outro tipo de material, são encontrados em uma
variedade de modelos. É importante para a remoção de ácidos, bases e demais
produtos agressivos à pele ou aos olhos. Seu uso é pertinente em casos em que a
pessoa esteja sujeita a riscos de queimaduras leves.
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 56/71
Figura 8 – Chuveiros lava-olhos
Fonte:
.
Bandeira de sinalização
Trata-se de uma bandeira, geralmente na cor vermelha, utilizada com uma
haste para que seja flamulada para indicar a ocorrência de mudança no
trânsito/tráfego local. Normalmente, é utilizada em rodovias para sinalizar
acidentes, mudança de pista etc.
Figura 9 – Bandeira de sinalização
Fonte:
.
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 58/71
Kit de contenção de químicos
Contém várias configurações com absorventes no formato de: mantas,
cordões, travesseiros e turfas capazes de efetuar uma primeira resposta no local
do acidente e efetuar a contenção e absorção de um derrame ou vazamento de
fluídos químicos evitando a contaminação dos recursos ambientais, que podem
ser prejudicados.
Figura 11 – Kit de contenção de químicos
Fonte: .
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 59/71
Fitas zebradas
Utilizadas para indicar, isolar e demarcar áreas consideradas de risco, como
locais escorregadios ou que passam por reformas estruturais. Feita em plástico, a
fita zebrada apresenta listras amarelas e pretas intercaladas, característica que
serve justamente para chamar a atenção das pessoas e evitar acidentes.
Figura 12 – Fitas zebradas
Fonte: .
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 60/71
Faixas refletivas
Quando alguma sinalização estiver sujeita a problemas associados a
condições climáticas como neblina, chuva forte, sol intenso e outras situações que
prejudicam a visibilidade, deverão ser utilizadas faixas reflexivas.
Figura 13 – Fitas reflexivas
Fonte:
.
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 61/71
Placas de sinalização
Devem indicar os locais onde serão disponibilizados equipamentos para
atendimento de primeiros socorros, normalmente têm forma retangular, em verde
com fundo branco ou fotoluminescente. Sua obrigatoriedade está relacionada na
legislação de combate a incêndio.
Figura 14 – Placas de sinalização
Fonte: .
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 62/71
Triângulo de sinalização
Caso ocorra algum acidente em rodovias, o triângulo de sinalização deve ser
utilizado para proteger o veículo de novos acidentes, além de alertar outros
motoristas de que existe um problema no caminho e que outro carro está parado à
frente, para que eles tenham um cuidado maior para que nenhum acidente ocorra.
Figura 15 – Triângulo de sinalização
Fonte:
.
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 63/71
EPIs básicos para brigadistas
Os equipamentos de proteção individuais – EPIs se destinam a proteger a
integridade física das pessoas em suas atividades laborais, evitando assim maiores
danos a sua saúde e protegendo contra acidentes que possam ocorrer. Para a
proteção do brigadista em ocorrências que envolvam sua exposição a ambientes com
temperaturas elevadas, portanto sujeito aos efeitos nocivos do calor, são necessários
equipamentos de proteção individual que propiciem, efetivamente, a proteção de toda
superfície corporal. Já para ocorrências que envolvam sua exposição a agentes
químicos, os EPIs devem observar índices de permeação das roupas, sendo sua
classificação de A a D.
Figura 16 – Vestimentas básicas para combatentes
Fonte: .
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 64/71
São exemplos de EPIs:
Capacete
Que oferece proteção adequada para a cabeça, face e olhos quanto a
exposições ao calor e a impactos, sem, contudo, reduzir a capacidade de audição
e visibilidade por parte do bombeiro.
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 65/71
Balaclava
Que oferece proteção adequada para a cabeça e o pescoço quanto a
exposições ao calor e é de fácil colocação bem como confortável.
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 66/71
Blusão ou capa 7/8 de combate
Que oferece proteção adequada para o tronco e membros superiores quanto
a exposições ao calor, bem como razoável proteção química contra substâncias
que possam haver no local de ocorrência.
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 67/71
Calça de combate
Que oferece proteção adequada para o quadril e membros inferiores quanto
a exposições ao calor, assim como razoável proteção química contra substâncias
que possam haver no local de ocorrência.
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 68/71
Luvas
Que oferece proteção adequada para as mãos quanto a exposições ao
calor, objetos cortantes ou perfurantes e razoável proteção química contra
substâncias que possam haver no local de ocorrência, sem, contudo, reduzir a
capacidade de maneabilidade do bombeiro, devendo ainda ser confortável, leve e
de fácil colocação.
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 69/71
Bota
Que oferece proteção adequada para os pés quanto a exposições ao calor,
objetos cortantes ou perfurantes, além de razoável proteção contra substâncias
químicas que possam haver no local de ocorrência. As botas, normalmente, são
em modelos com solado e biqueira de aço.
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank70/71
Equipamento de proteção respiratória
Máscara autônoma de demanda com pressão positiva (máscara autônoma).
Este equipamento é usado no serviço do Corpo de Bombeiros. Este equipamento
fornece a proteção respiratória e a proteção ao rosto do usuário, mas é limitado
pela quantidade de ar existente no cilindro.
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 71/71
Os equipamentos de proteção individuais destinados a proteger o corpo humano
do contato com produtos químicos foram divididos, pelos americanos, em quatro
níveis, de acordo com o grau de proteção necessário, conforme segue:
Roupa de nível A – maior proteção
Roupa de nível B
Roupa de nível C
Roupa de nível D – menor proteção
Em uma emergência com produtos químicos é importante a FISPQ estar
disponível para analisar o nível de proteção do respondedor à emergência. Eis a
importância da análise de risco e a antecipação ao dimensionar corretamente os EPIs
necessários em caso de intervenção.
Com relação às luvas de proteção às substâncias químicas, nem sempre é fácil
decidir quanto à luva mais adequada a ser utilizada para uma determinada atividade.
Antes da correta seleção da luva, deve-se compreender algumas diferenças básicas
entre elas, bem como suas propriedades. O dimensionamento incorreto pode levar a
lesões significativas.
Por fim, reforçamos a ideia de que as brigadas geralmente são formadas em
empresas visando à segurança de todos em casos de emergências com incêndio. É
de grande importância que as demais instituições criem as suas brigadas, pois tratam-
se de locais em que há diariamente circulação e permanência de um número grande
de pessoas. A participação de toda a população nesse processo também é de grande
valia, pois manter a calma nas situações de emergência e saber a função de cada um
é de grande importância para que não haja maiores problemas nessas situações.
Sendo assim, quanto mais treinamentos realizados, melhor.
Você já parou para pensar em quais eram as principais ferramentas utilizadas
na Idade da Pedra? Este é o período da pré-história conhecido pela criação de
ferramentas de pedra. Na era moderna, a ferramenta quase indispensável, usada
diariamente por milhões de pessoas no mundo, é o smartphone.
Para compreender o funcionamento dos aspectos ligados à ergonomia, é
preciso entender que, com o passar do tempo, os seres humanos têm modificado o
ambiente para atender a determinadas necessidades.
Assim, pode-se dizer que existe o ambiente natural, constituído por elementos
da natureza, paisagens, cachoeiras e montanhas. O ser humano, então, retira
da natureza alguns elementos e os adapta para suprir necessidades físicas ou expandir
suas capacidades.
A humanidade saiu de uma época em que utilizava artefatos primitivos, como
machados com pedra lascada, e chegou à era dos artefatos tecnológicos sofisticados,
como o smartphone.
Com o desenvolvimento dos artefatos, começaram a surgir problemas
na interação com as ferramentas. A partir disso, começam a ser estudados o modo de
uso e a adequação das peças às características do utilizador e a otimização dos
utensílios para garantir que essa interface ocorra com o mínimo de atritos possível.
No fim da Segunda Guerra Mundial, surgiu a primeira organização de ergonomia,
a Ergonomics Research Society (SOUZA, 2018), no Reino Unido.
Prática 2: Ergonomia e Segurança
Industrial - Verificação de
Inconformidades em um Ambiente
Industrial
ALUNO:LUIZ JUNIOR RODRIGUES FREITAS
MATRICULA :24121819
DATA :27/10/2024
No Brasil, a Associação Brasileira de Ergonomia foi criada em 31 de agosto de
1983. Em 1990, o Ministério do Trabalho e Previdência Social instituiu a Portaria nº
3.751, a qual baixou a Norma Regulamentadora 17, que diz:
17.1.1 As condições de trabalho incluem aspectos relacionados ao
levantamento, transporte e descarga de materiais, ao mobiliário, aos
equipamentos e às condições ambientais do posto de trabalho e à própria
organização do trabalho.
A ergonomia envolve diversas áreas do conhecimento, estando presente nos
campos da engenharia, psicologia e fisioterapia, entre outros. Todas essas áreas
contribuem de alguma maneira com o conhecimento ergonômico. Por exemplo: é
preciso conhecer sociologia para entender as relações de trabalho, liderança e chefia. Já
o conhecimento de arquitetura contribui com a determinação de layouts de espaços nos
ambientes de trabalho.
Atualmente, a ergonomia expandiu seu alcance também para as atividades
ocupacionais, mesmo em ambientes industriais.
No ano de 2020, por exemplo, por conta da pandemia de covid-19, houve uma
demanda maior do trabalho realizado em home office, em que o colaborador trabalha
em sua residência, que difere completamente de um escritório convencional. O trabalho
na residência exige a utilização de dispositivos diferentes, pois é um outro ambiente,
então tudo isso é muito relevante para os aspectos ergonômicos.
Figura 1 – Home office e os aspectos ergonômicos.
A demanda ergonômica sempre esteve presente, desde que a humanidade
começou a desenvolver artefatos tecnológicos. No entanto, no início do século XX,
ocorreu um aumento da mecanização das atividades, com industrialização massiva, e
vários aspectos humanos foram negligenciados. Naquela época, se pensava muito no
aumento de produtividade, mas não nos custos humanos que isso traria.
Muitos autores dividem o desenvolvimento da ergonomia em três fases. A
primeira delas tratou basicamente dos aspectos físicos da interação do homem com seu
ambiente de trabalho, ferramentas e equipamentos.
Num segundo momento, ganharam foco os aspectos cognitivos dessa interação.
Então, passaram a ser considerados aspectos como questões de leitura, memorização e
nível de atenção exigidos no trabalho.
Por fim, os aspectos organizacionais, ou seja, a divisão de tarefas e
responsabilidades no ambiente de trabalho. Avalia-se a forma como o trabalho está
sendo realizado e se é possível reorganizá-lo para ficar mais dinâmico, menos monótono
e, com isso, melhorar as condições dos colaboradores.
Percebe-se, então, que é possível avaliar a ergonomia no trabalho a partir de
questões físicas (esforço elevado, movimento repetitivo, postura inadequada),
ambientais (ruído, calor, vibração), cognitivas (carga mental, tomada de decisão,
memória, estresse) e organizacionais (trabalho em turno, horas extras). Todos esses
fatores devem ser avaliados em uma análise ergonômica no posto de trabalho.
Um posto de trabalho é a menor unidade produtiva, então, normalmente, é
composto por uma pessoa (colaborador) e todos os equipamentos que utiliza na
execução de sua atividade, estando incluídos os aspectos relativos à tarefa, aos
equipamentos e ao ambiente que ocupa. Nesse ambiente, diversos problemas podem
ser encontrados.
O primeiro tipo de problema diz respeito às interfaces e aos acionamentos, ou
seja, à utilização dos dispositivos para a execução das tarefas.
É possível, inclusive, haver problemas relacionados aos aspectos cognitivos da
interface entre o colaborador e seu ambiente de trabalho. Por exemplo: dificuldade na
decodificação de mensagens ou dificuldade de aprendizagem e memorização. Isso
também se refere aos processos decisórios que o trabalhador tem que tomar na
execução de suas atividades. Por exemplo, um ambiente em que isso é muito visível
seria em uma torre de controle de tráfego aéreo. A natureza da atividade faz com que
os profissionais envolvidos nesse trabalho tenham que tomar decisões rápidas. Logo,
deve-se prezar por um ambiente favorável para que isso aconteça.
Outra categoria de problemas que podem ocorrer no ambiente produtivo diz
respeito à acessibilidade.
Figura 2 – Acessibilidade no ambiente de trabalho.
A acessibilidade trata não somente dos portadores de necessidades especiais,
mas da inclusão de todos nas atividades que são realizadas dentro da empresa. Por
exemplo: quandose coloca um piso tátil no ambiente fabril, as pessoas com problemas
de visão conseguem se deslocar ali, mas isso não prejudica o deslocamento de quem
não tem essa condição. Então, é um processo inclusivo que está sendo efetuado dentro
da empresa. Com relação às condições ambientais de trabalho, a NR-17 (BRASIL, 2020)
preconiza que:
17.5.1 As condições ambientais de trabalho devem estar adequadas às
características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a
ser executado.
Nesse sentido, a antropometria do trabalhador e as dimensões do posto de
trabalho devem ser adequadas às atividades que serão exercidas. Os espaços e as
questões referentes a levantamento de cargas e movimentação de materiais também
são tratados pela NR-17 (BRASIL, 2020):
17.2.2 Não deverá ser exigido nem admitido o transporte manual de cargas,
por um trabalhador cujo peso seja suscetível de comprometer sua saúde ou
sua segurança.
Podem ser identificados também, em um posto de trabalho, riscos físicos,
químicos e biológicos. Estes dizem respeito a temperatura, ruído, iluminação e todos os
fatores de risco a que os colaboradores são expostos. Além disso, há aspectos
relacionados a dados de higiene, assepsia e agentes patogênicos: vírus, bactérias, etc.
Tais aspectos são especificamente tratados nas demais normas regulamentadoras de
saúde e segurança do trabalho. As recomendações ergonômicas presentes na NR-17,
com relação às condições de conforto no local de trabalho, são as seguintes:
17.5.2 Nos locais de trabalho onde são executadas atividades que exijam
solicitação intelectual e atenção constantes, tais como: salas de controle,
laboratórios, escritórios, salas de desenvolvimento ou análise de projetos,
dentre outros, são recomendadas as seguintes condições de conforto:
a) níveis de ruído de acordo com o estabelecido na NBR 10152, norma
brasileira registrada no INMETRO;
b) índice de temperatura efetiva entre 20°C (vinte) e 23°C (vinte e três graus
centígrados);
c) velocidade do ar não superior a 0,75m/s;
d) umidade relativa do ar não inferior a 40 (quarenta) por cento.
Além das questões ambientais, a supervisão constante do trabalho e a cobrança
de metas também são importantes de serem avaliadas. Muitas vezes, são metas
distantes da realidade, então, tudo tem que ser tratado com muito cuidado. As questões
organizacionais e gerenciais (aquelas que partem do alto escalão das empresas) e as
questões participativas (se os colaboradores são motivados a participar da organização
do ambiente em que trabalham) são também pontos relevantes a serem levados em
conta.
Os cargos, os salários e a previsão de uma progressão funcional e na carreira
também influenciam na motivação do trabalhador. Estes fazem parte dos aspectos
psicossociais, que são aqueles relacionados a como as pessoas interagem entre si, não
só nas questões de liderança e chefia dentro da hierarquia, mas também nos conflitos
que surgem entre os próprios colaboradores. Além disso, também há o ambiente, que
envolve a comunicação, a troca de experiências e o espaço para descontração. Tudo isso
influencia no desempenho humano.
Há, ainda, os problemas relacionados ao layout do ambiente produtivo. Em
ambientes dinâmicos, a questão do fluxo e da circulação é um diferencial. Logo, uma
sinalização adequada, com demarcação dos locais de risco e das vias de circulação, é
uma solução que influencia no layout do posto de trabalho. Então, associado às
ferramentas de engenharia, o planejamento sistemático do layout vai gerar resultados
muito interessantes do ponto de vista humano.
A NR-17, em seu Anexo II, faz menção especial ao trabalho de
teleatendimento/telemarketing. Esse tipo de atividade merece atenção especial,
sobretudo no que se refere às condições de conforto da estação de trabalho, em que o
trabalhador desenvolve suas atividades na maior parte do tempo sentado. São
recomendações para os assentos utilizados nos postos de trabalho:
17.3.3 Os assentos utilizados nos postos de trabalho devem atender aos
seguintes requisitos mínimos de conforto:
a) altura ajustável à estatura do trabalhador e à natureza da função exercida;
b) características de pouca ou nenhuma conformação na base do assento;
c) borda frontal arredondada;
d) encosto com forma levemente adaptada ao corpo para proteção da região
lombar.
17.3.4 Para as atividades em que os trabalhos devam ser realizados sentados,
a partir da análise ergonômica do trabalho, poderá ser exigido suporte para
os pés, que se adapte ao comprimento da perna do trabalhador.
A negligência nos aspectos citados pode provocar efeitos prejudiciais ao corpo.
Então, é comum que, no estudo dos assuntos referentes à ergonomia, sejam
encontrados estes dois termos: LER e DORT.
LER é a sigla utilizada para “lesões por esforços repetitivos” e se refere ao grupo
de afecções do sistema musculoesquelético, as quais apresentam manifestações clínicas
distintas variando em intensidade.
DORT é a sigla para “distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho” e,
segundo a Comissão de Reumatologia Ocupacional (2011), foi introduzida para
substituir a LER, por duas razões:
a) Devido a maioria dos trabalhadores com sintomas no sistema musculo-
esquelético não apresentar evidência de lesão em nenhuma estrutura.
b) Além do esforço repetitivo (sobrecarga dinâmica), outros tipos de sobre-
cargas no trabalho podem ser lesivas para o trabalhador, tais como:
Sobrecarga estática (uso de contração muscular por tempos prolongados
para manutenção de postura); Excesso de força aplicada para execução de
tarefas; Uso de equipamentos que transmitam vibração excessiva; Trabalhos
realizados com posturas inadequadas.
Embora o primeiro termo esteja presente na legislação, é um tema que tende a
cair em desuso, primeiramente porque já inicia com lesão, e o propósito da ergonomia
é adequar esses temas ao trabalho humano antes que a lesão ocorra.
No que se refere à ergonomia no Brasil, a análise ergonômica do trabalho (AET)
deverá conter, de acordo com a NR-17 (BRASIL, 2020), minimamente, as seguintes
etapas:
As análises ergonômicas do trabalho deverão ser datadas, impressas, ter
folhas numeradas e rubricadas e contemplar, obrigatoriamente, as seguintes
etapas de execução: explicitação da demanda do estudo; análise das tarefas,
atividades e situações de trabalho; discussão e restituição dos resultados aos
trabalhadores envolvidos; recomendações ergonômicas específicas para os
postos avaliados; avaliação e revisão das intervenções efetuadas com a
participação dos trabalhadores, supervisores e gerentes; avaliação da
eficiência das recomendações.
A primeira é mais importante: a análise da demanda e do contexto. Então, para
se fazer uma análise ergonômica, é necessário conhecer a demanda. Ou seja, por que
este ambiente requer uma análise ergonômica do trabalho? Por exemplo: É em função
de um trabalhador que foi afastado por doença? É em função de um novo projeto? Qual
motivo está me levando? Qual o contexto do posto de trabalho?
Nesse primeiro item, é preciso entender o que é a demanda e o que tem causado
problemas no ambiente de trabalho, o que nem sempre é considerado ou devidamente
avaliado.
Com a demanda definida, deve-se fazer uma análise global. É o momento de
entender a empresa. Devem ser obtidas informações como: seu grau de evolução
técnica; sua posição no mercado; sua situação econômico-financeira.
Então, é preciso entender a empresa e sua situação para estabelecer o que pode
ser modificado e o que é tangível de ser mudado.
Na terceira etapa, deve-se conhecer a população de trabalhadores. São obtidos
dados como: faixa etária; rotatividade; experiência; tempo na função e na empresa.
O próximo passo, dentro desse posto de trabalho, é avaliar se a descrição das
tarefas prescritas condiz com as tarefas reais. A tarefa prescrita é aquilo que a empresadefiniu como objetivo para um trabalhador, o que muitas vezes acaba ocorrendo de
forma diferente na prática. A verdade só vai ser vista quando você for ao campo de
trabalho e fizer esse levantamento.
ALGETEC – SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS EM EDUCAÇÃO
CEP: 40260-215 Fone: 71 3272-3504
E-mail: contato@algetec.com.br | Site: www.algetec.com.br
Deve-se definir, também, de que forma você vai coletar as informações. Como
opção, é possível fazer filmagens, inspeções e entrevistas. Tudo isso influencia no grau
de confiabilidade do resultado, pois se trata de um documento científico. Logo, tem que
ser possível sua reprodução. Então, quando se faz uma análise ergonômica, é preciso ter
um método definido.
Com base no diagnóstico, estabelece-se um plano de ação para cada problema
identificado e, na sequência, o cronograma de implementação das modificações e
alterações.
Ao final, é interessante testar a ideia e as melhorias a serem implementadas.
Sempre devem ser feitos testes e avaliações para ver se, de fato, suas propostas
melhoram o ambiente do local.
Vale ressaltar que, quanto maior for o número de profissionais envolvidos na
análise ergonômica do trabalho, mais conhecimentos de distintas áreas irão estar
atentos a melhorias e, assim, melhor e mais efetiva será essa análise.
Por fim, recomenda-se a leitura integral da NR-17 – Ergonomia (BRASIL, 2020). É
importante destacar que constantemente ocorrem alterações na legislação na área de
segurança do trabalho, por isso é necessário estar sempre atualizado.
mailto:contato@algetec.com.br
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. Secretaria do Trabalho. Ministério da Economia. Norma Regulamentadora NR
17 – Ergonomia, 2018. Disponível em:
https://enit.trabalho.gov.br/portal/images/Arquivos_SST/ SST_NR/NR-17.pdf. Acesso
em: 28 nov. 2020.
COMISSÃO DE REUMATOLOGIA OCUPACIONAL. LER/DORT: cartilha para pacientes. São
Paulo: Editora Rian Narcizo Mariano, 2011. Disponível em:
http://www.saude.campinas.sp.gov.br/sua_saude/cuidados/cartilha_ler_dort_sbr.pdf.
Acesso em: 28 nov. 2020.
FRANCESCHI, Alessandro de. Ergonomia / Alessandro de Franceschi. – Santa Maria:
Universidade Federal de Santa Maria, Colégio Técnico Industrial de Santa Maria; Rede
e-Tec Brasil, 155 p.: il.; 28 cm, 2013.
SOUZA, Dulce América de. Ergonomia aplicada [recurso eletrônico] / Dulce América de
Souza; [revisão técnica: Sabrina Assmann Lucke]. Porto Alegre: SAGAH, 2018.
https://enit.trabalho.gov.br/portal/images/Arquivos_SST/%20SST_NR/NR-17.pdf
http://www.saude.campinas.sp.gov.br/sua_saude/cuidados/cartilha_ler_dort_sbr.pdfCom os dados apresentados nas tabelas acima, há algumas observações a serem
feitas, como por exemplo a diferença de resultados entre as medidas na mesma parte da
peça, que pode ocorrer por diferentes motivos, entre eles: erros e inexperiência do operador,
as diferenças de resolução e erros de paralaxe.
Outro ponto é que o paquímetro de escala inglesa de resolução 1/128" tem muitas
repetições de medias, e isso se deve ao fato de que há um intervalo grande, falando de
medidas dessa ordem de grandeza, entre dois pontos (0,198mm), o que torna a
interpretação com o alinhamento das escalas mais difícil e inexato.
Por fim, não foi possível mensurar D6, L4, L5 e L6:
• D6: trata-se de uma superfície angular que não permitia a fixação do paquímetro
sem que os bicos escorregassem.
• L4 e L5: Com apenas um dos apoios sem formação de ângulo, a angulação do outro
ponto causa novamente deslizamento e inexatidão na medição.
• L6: Com ambas superfícies planas porém fora de alinhamento, a medição desse
tamanho forneceria uma medida de inclinação e não a medida real que
procurávamos.
Paquimetro 1 - Escala Métrica - Resolução: 0,001"
Grandezas D5 (") D5 (mm) L1 (") L1 (mm) L2 (") L2 (mm) L3 (") L3 (mm)
Medidas 1 0,981 24,917 2,751 69,875 0,992 25,197 0,400 10,160
Medidas 2 0,982 24,943 2,751 69,875 0,994 25,248 0,400 10,160
Medidas 3 0,982 24,943 2,756 70,002 0,997 25,324 0,400 10,160
Medidas 4 0,982 24,943 2,750 69,850 0,992 25,197 0,400 10,160
Média 0,982 24,936 2,752 69,901 0,994 25,241 0,400 10,160
Desvio Padrão 1,875E-07 0,000121 5,5E-06 0,0035484 4,1875E-06 0,00270161 0 0
6
RELATÓRIO DE METROLOGIA DIMENSIONAL
RELATÓRIO DE INSTRUMENTOS: PAQUIMETROS
4. CONCLUSÃO
Concluindo, valem destacar alguns pontos. Utilizando do roteiro entregue em
laboratório para análise, os principais erros identificados no manuseio dos paquímetros
foram erros aleatórios e sistemáticos, o que inclui erros de paralaxe, inabilidade e
enexperiência do operador.
Tomando em conta o estado, o armazenamento e o cuidado, pode-se dizer que os
instrumentos estavam num estado ideal para medição, porém, apesar disso, seria
prepotência eliminar erros exclusivos de equipamentos como o não paralelismo dos bicos e
degradações provenientes de quedas ou choques, já que várias pessoas diferentes utilizam
esse material, em diferentes condições.
Não existem erros grosseiros nos dados das tabelas e dessa forma, a média e o
desvio padrão de cada uma das medidas não se afeta por consequência desses erros.
5. QUESTÕES
A forma de calcular a resolução dos equipamentos se dá dividindo a resolução da
escala fixa com o número de divisões da escala móvel, resultando em:
• Paquímetro 1 em milímetros:
Resolução = 1/20 = 0,05mm
• Paquímetro 2 em milímetros:
Resolução = 1/50 = 0,02mm
• Paquímetro 1 em polegadas:
Resolução = 0,025/25 = 0,001"
• Paquímetro 2 em polegadas:
Resolução = (1/16)/8 = 1/128"
Conhecer a nomenclatura das partes de um paquímetro é importante também, dessa
forma, acompanhando o roteiro, temos:
1 = Orelha fixa; 2 = Orelha móvel; 3 = Nônio em polegadas; 4 = Parafuso de fixação;
5 = Cursor; 6 = Escala fixa em polegadas; 7 = Bico fixo; 8 e 9 = Faces para medição
externa; 10 = Bico móvel; 11 = Nônio em milímetros; 12 = Impulsor; 13 = Escala principal em
milímetros; 14 = Haste de profundidade.
Procedimento Operacional Padrão – Gestão de EPI 1
1. Introdução
A segurança e a saúde nos ambientes de trabalho devem ser garantidas por medidas
de ordem geral e/ou específicas que assegurem a proteção coletiva dos trabalhadores.
Porém, na inviabilidade da adoção de medidas de segurança em caráter coletivo, ou quando
estas não garantem a proteção total do trabalhador, ou ainda como uma forma adicional de
proteção, devem ser utilizados equipamentos de proteção individual (EPI).
Outras situações onde a adoção de EPI é requerida;
Durante a fase de implementação de medidas coletivas de proteção;
Para atender situações de emergência.
Dessa forma todos os trabalhadores envolvidos em atividades sujeitas a riscos de
naturezas diversas, devem utilizar os EPIs adequados à atividade a ser executada.
Entende-se por Equipamento de Proteção Individual - EPI, de acordo com a Norma
Regulamentadora NR-6, todo dispositivo ou produto de uso individual, utilizado pelo
trabalhador destinado à proteção de riscos susceptíveis de ameaçar a segurança e a saúde
no trabalho. Da mesma forma entende-se por equipamento conjugado de proteção individual,
todo aquele composto por vários dispositivos, que o fabricante tenha associado contra um ou
mais riscos que possam ocorrer simultaneamente e que sejam suscetíveis de ameaçar a
segurança e a saúde no trabalho.
Devem ser fornecidos aos trabalhadores, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em
perfeito estado de conservação e funcionamento. A implantação dos EPIs deve ser realizada
mediante orientação e treinamento do trabalhador sobre o uso adequado, guarda,
ALUNO LUIZ JUNIOR RODRIGUES FREITAS
MATRICULA 24121819
Prática 1: Indicação dos EPIs para as práticas
laborais
Procedimento Operacional Padrão – Gestão de EPI 2
conservação e descarte. A higienização, manutenção e testes deverão ser realizados
periodicamente pelo empregador, em conformidade com procedimentos específicos.
Finalmente os EPI devem ser selecionados e implantados, após uma análise criteriosa
realizada por profissionais legalmente habilitados em que serão considerados principalmente
os aspectos:
Adequação ao nível de segurança requerido face à gradação dos riscos;
A melhor adaptação do usuário, visando minimizar o desconforto natural pelo seu uso;
Atender as peculiaridades individuais do trabalhador ou atividade profissional.
2. Objetivos
Este Procedimento Institucional é parte integrante da Política da Coordenadoria de
Saúde e Segurança do Trabalhador – CSST, da UNESP e tem por objetivo, estabelecer
regras, critérios e procedimentos para indicação, aquisição, fornecimento, registros,
treinamento, utilização, fiscalização, guarda, conservação e descarte de Equipamentos de
Proteção Individual - EPI, de acordo com a legislação vigente e os padrões da Instituição,
estabelecidos neste procedimento.
3. Requisitos
3.1. Antes da indicação do EPI, devem ser consideradas as seguintes condições de controle:
a. Eliminação ou substituição da fonte geradora por outra de menor risco;
b. Controle de engenharia (modificação de método e processo, Equipamento de
Proteção Coletiva - EPC etc);
c. Redução ou minimização através de sinalização, alertas e/ou controles
administrativos;
3.2. Os servidores devem utilizar os EPIs adequados aos riscos, em perfeito estado de
conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias:
a. Sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra
Procedimento Operacional Padrão – Gestão de EPI 3
os riscos;
b. Enquanto a medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; e
c. Para atender as situações de emergência.
3.3. Todos os EPIs, obrigatoriamente, devem ser qualificados conforme especificação técnica
do Ministério do Trabalho e Emprego através do Certificado de Aprovação CA.
4. Responsabilidades
4.1. Coordenador da CSST – Coordenadoria de Saúde e Segurança do Trabalhador:
a. Subsidiar os profissionais habilitados da CSST, especializados em engenharia e
em medicina do trabalho, quanto à atribuição e indicação de EPIs, aos servidores;
b. Comunicar aos referidos profissionais e à Reitoria quaisquer alterações ocorridas
referentes ao assunto em questão; e
c. Manter sistema informatizado de gestão de EPIs (Sistema de Gestão Ocupacional
– SISGO ou outro que por ventura venha a substituí-lo).
4.2. CSST:
a. Fazer gestão junto às Unidades Universitárias com o objetivo de realizar
aquisições com a periodicidade e quantidade necessárias para manter o estoque
mínimo permanente de equipamentos e materiais;
b. Desenvolver e manteratualizado o Anexo III - Catálogo de Equipamentos de
Proteção e Segurança do Trabalho, conforme as Normas Regulamentadoras,
normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT,
Regulamento Técnico de Procedimentos - RTP e demais legislações pertinentes;
c. Manter gestão sobre a validade dos Certificados de Aprovação – CA e Certificados
de Importação - CI, garantindo o fornecimento de EPIs em conformidade com a
legislação; e
d. Inspecionar e validar aquisição de EPIs.
Procedimento Operacional Padrão – Gestão de EPI 4
4.3. Unidades (Diretoria):
a. Viabilizar e promover as condições necessárias para aquisição, fornecimento,
utilização, fiscalização, guarda, conservação, fiscalização e descarte adequado dos
EPIs para os servidores;
b. Promover treinamento aos servidores quanto ao uso adequado, guarda e
conservação dos EPIs, conforme Anexo II – Conteúdos Programáticos;
Obs.: Vale lembrar que os treinamentos serão ministrados pela equipe da CSST,
caberá a Unidade promover a facilitação dos eventos: liberação dos servidores,
disponibilização de espaço físico, etc.
c. Viabilizar através dos profissionais especializados:
- A recomendação quanto aos EPIs adequados à proteção do trabalhador e
orientação quanto ao uso, guarda e conservação dos mesmos; e
- A atribuição e indicação de EPIs aos empregados, conforme atividades
descritas no Anexo IV - Planilha de EPIs / Cargo ou Função.
d. Viabilizar através das Seções Técnicas de Gestão de Pessoas - STGP:
- Arquivar sempre no processo de contratação do servidor do empregado a
Relatório de Entrega de EPIs.
e. Viabilizar através das Seções Técnicas de Materiais - STM:
- Adquirir, receber, armazenar e atender as solicitações de requisição de EPIs
dos Departamentos e Setores solicitantes;
- Garantir as condições de guarda, armazenamento, validade dos produtos e
validades dos CAs dos EPIs armazenados; e
- Conferir, inspecionar e aprovar os EPIs adquiridos.
4.4. Supervisores Técnicos de Seções, Supervisores de Seções ou Responsáveis de Área:
a. Requisitar EPIs às Seções Técnicas de Materiais, exigir e fiscalizar a utilização dos
mesmos pelos servidores;
b. Fornecer o EPI ao Servidor de acordo com o Anexo IV - Planilha de EPIs / Cargo
ou Função, e repor quando o mesmo não fornecer mais a proteção adequada ou
apresentar dano ou desgaste pelo uso.
Procedimento Operacional Padrão – Gestão de EPI 5
c. Orientar o servidor sobre o uso adequado, guarda e conservação dos EPIs.
4.5. Servidores:
a. Utilizar o EPIs apenas para a finalidade a que se destinam, responsabilizando-se
pela guarda e conservação dos mesmos;
b. Comunicar ao seu Superior, qualquer alteração que torne os EPIs impróprios para
uso;
c. Cumprir as determinações deste Procedimento sobre a utilização dos EPIs; e
d. Participar dos Treinamentos quanto ao uso adequado, guarda e conservação dos
EPIs, conforme Anexo II – Conteúdos Programáticos.
4.6. CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes:
a. Fiscalizar a utilização dos mesmos pelos servidores;
b. Orientar o servidor sobre o uso adequado, guarda e conservação dos EPIs;
c. Participar e opinar na elaboração e revisão do Anexo II - Catálogo de
Equipamentos de Proteção e Segurança do Trabalho;
d. Colaborar com a Diretoria da Unidade no desenvolvimento dos treinamentos.
5. Descrição do Processo
5.1. Identificação da necessidade:
Profissionais Especializados em Segurança e Saúde no Trabalho da CSST:
a. Definem os EPIs adequados para as atividades executadas pelos servidores;
b. Colaboram na elaboração e atualização do Anexo IV - Planilha de EPIs / Cargo
ou Função.
c. Atendem as solicitações das Unidades quanto a qualquer intervenção necessária
ou esclarecimentos em geral sobre EPI;
d. Ministra treinamentos especializados de acordo com o Anexo II – Conteúdos
Programáticos;
Procedimento Operacional Padrão – Gestão de EPI 6
Supervisores Técnicos de Seções, Supervisores de Seções ou Responsáveis de Área:
a. Identificam os materiais necessários a cada servidor, de acordo com a relação
atualizada no Grupo de Exposição – SISGO, estabelecido pelos profissionais
especializados da CSST; e
b. Consultam os Profissionais da CSST em busca de orientações no caso do
empregado executar tarefas ou atividades que necessitem e EPI não previstos
para o seu cargo ou função ou ainda, para quaisquer esclarecimentos necessários
sobre EPI.
5.2. Treinamento e conscientização:
Diretoria das Unidades:
a. Promove treinamento quanto ao uso adequado, guarda e conservação dos EPIs
aos colaboradores.
b. Promove palestras, cursos e eventos que divulguem a Prevenção sobre o assunto;
Supervisores e Servidores:
a. Conhecem e aplicam as instruções de uso e manutenção dos EPI específicos
indicados nos Certificados de Aprovação e do Anexo III - Catálogo de
Equipamentos de Proteção e Segurança do Trabalho.
5.3. Entrega e devolução de EPI:
Supervisores Técnicos de Seção, Supervisores de Seções ou Responsáveis de Área ou seus
designados:
a. Solicita o material conforme o Anexo III - Catálogo de Equipamentos de
Proteção e Segurança do Trabalho;
b. Entrega o EPI ao servidor; e
c. Lança a entrega no “SISGO – tarefas / segurança / entrega de epi” e colhe a
Procedimento Operacional Padrão – Gestão de EPI 7
assinatura do empregado na “Declaração de Recebimento de Equipamento de
Proteção Individual e Responsabilidade de Uso e Guarda” emitido pelo SISGO, o
qual, uma vez totalmente preenchida, deverá ser encaminhada à STGP da
Unidade para ser arquivada no processo de contratação do servidor, em caráter
permanente.
Obs. É facultado ao Supervisor Técnico da Seção, Supervisor de Seção ou
Responsável de Área, lançarem no “SISGO – tarefas / segurança / entrega de epi”,
bem como a emissão da “Declaração de Recebimento de Equipamento de Proteção
Individual e Responsabilidade de Uso e Guarda”, referente a entrega de uniformes,
jalecos ou outro tipo de equipamento que não se caracterizarem como Equipamento
de Proteção Individual, definidos pela NR-6. O registro, porém, não obriga o
cumprimento das demais exigências deste procedimento como: treinamento,
fiscalização, conservação, guarda e descarte relativo aos mesmos.
5.4. Uso de EPIs:
Servidores:
a. Usa, guarda, limpa e conserva os EPIs a ele entregues;
b. Devolve o EPI quando ocorre:
- A rescisão do contrato de trabalho, aposentadoria ou afastamento;
- Promoção vertical e/ou alteração de cargo que exigir outro modelo de
EPI ou não exigir o uso do mesmo;
- Dano no equipamento; e
- Desgaste natural do material/equipamento.
Supervisores Técnicos de Seção, Supervisores de Seções ou Responsáveis de Área:
Fiscalizam os servidores, no desempenho de suas funções, quanto à utilização do conjunto
adequado de EPIs, sob pena de advertência/repreensão verbal ou escrita.
Procedimento Operacional Padrão – Gestão de EPI 8
5.5. Descarte de EPIs / Meio Ambiente:
Setor de Materiais/ Supervisores Técnicos de Seção/Comissão de Ética Ambiental
Descartam o material em conformidade com a legislação pertinente.
6. Pontos de Controle/Indicadores
6.1. Pontos de Controle:
a. Convocação de Entrega de EPI-SISGO Sistema de Gestão Ocupacional;
b. Atestado do recebimento de EPI pelo empregado, através da assinatura do mesmo
na “Declaração de Recebimento de Equipamento de Proteção Individual e
Responsabilidade de Uso e Guarda” do Sistema de Gestão Ocupacional - SISGO;
e
c. Custo/EPI - SISGO - Sistema de Gestão Ocupacional.
7. Glossário:
Documento interno onde constam as orientações gerais a respeito dos materiais de proteção
e segurança do trabalho. Sua abrangência atinge:
Os supervisores técnicos de seções, diretores e chefias imediatas na orientação
quanto aos materiais a serem fornecidos aos servidores e a serem adquiridos;
As Seções Técnicas de Materiais, para definirem especificações de compras;
Os fornecedores, como definição do material a ser fornecido.
Carga horária de treinamento
É o númeromínimo de horas para realizar o treinamento.
Certificado de Aprovação - CA
É o certificado de aprovação do EPI expedido pelo órgão nacional competente em matéria de
segurança e saúde no trabalho no Ministério do Trabalho e Emprego
Procedimento Operacional Padrão – Gestão de EPI 9
Conteúdo programático
São os assuntos definidos do treinamento para cada grupo específico de servidores.
Equipamento de Proteção Coletiva – EPC
São medidas ou recursos de ordem geral que visam à proteção coletiva dos funcionários nos
ambientes de trabalho, neutralizando, reduzindo, isolando ou sinalizando os riscos de
acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais.
Equipamento de Proteção Individual - EPI
Todo dispositivo ou produto de uso individual, utilizado pelo trabalhador, destinado à
proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.
Perfil do formador/instrutor
É a (qualificação, capacitações, habilitação) do instrutor que realizará o treinamento.
Periodicidade de reciclagem
É o intervalo de tempo entre os treinamentos de um mesmo assunto/tema para reforçar e
atualizar conhecimento e atender aos aspectos legais.
Pré-requisito
Determinadas exigências legais, médicas e de conhecimentos específicos que o empregado
deve ter para realizar o treinamento.
Público Alvo
Forma de indicação para um determinado treinamento, levando em conta o cargo/função, os
EPIs necessários e a atividade do servidor.
Forma de Apresentação e Recursos didáticos
Método de treinamento e ferramentas utilizadas como aprendizado, podendo ser vídeos,
Procedimento Operacional Padrão – Gestão de EPI 1
0
apostilas e manuais, além de aulas práticas.
Relatório de Entrega de EPI
Documento interno integrante do Sistema de Gestão – SISGO, que tem por objetivo registrar
e documentar a entrega de EPIs para os servidores.
Capacitação em segurança – Treinamento de EPI
Definição dos treinamentos, palestras e orientações quanto ao público alvo, conteúdo
programático, forma, duração e reciclagem para aplicação dos conceitos de segurança e
saúde do trabalho no uso de EPIs.
7. Anexos
Anexo II – Conteúdos Programáticos
Anexo III – Catálogo de Equipamentos de Proteção e Segurança do Trabalho
Anexo IV – Planilha de EPIs / Cargo ou Função
Prática 2 - Criptografia e Segurança - Análise de
Vulnerabilidade de Risco
engenharia (Centro Universitário Celso Lisboa)
Prática 2 - Criptografia e Segurança - Análise de
Vulnerabilidade de Risco
engenharia (Centro Universitário Celso Lisboa)
lOMoARcPSD|43407515
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pratica-2-criptografia-e-seguranca-analise-de-vulnerabilidade-de-risco
https://www.studocu.com/pt-br/document/centro-universitario-celso-lisboa/engenharia/pratica-2-criptografia-e-seguranca-analise-de-vulnerabilidade-de-risco/104254952?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pratica-2-criptografia-e-seguranca-analise-de-vulnerabilidade-de-risco
https://www.studocu.com/pt-br/course/centro-universitario-celso-lisboa/engenharia/5482654?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pratica-2-criptografia-e-seguranca-analise-de-vulnerabilidade-de-risco
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pratica-2-criptografia-e-seguranca-analise-de-vulnerabilidade-de-risco
https://www.studocu.com/pt-br/document/centro-universitario-celso-lisboa/engenharia/pratica-2-criptografia-e-seguranca-analise-de-vulnerabilidade-de-risco/104254952?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pratica-2-criptografia-e-seguranca-analise-de-vulnerabilidade-de-risco
https://www.studocu.com/pt-br/course/centro-universitario-celso-lisboa/engenharia/5482654?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pratica-2-criptografia-e-seguranca-analise-de-vulnerabilidade-de-risco
Relatório de Prática - Laboratório Virtual
Nome da Prática: Prática 2 - Criptografia e Segurança: Análise de Vulnerabilidade de Risco.
Nome do Aluno: LUIZ JUNIOR RODRIGUES FREITAS
Data de Execução: 27/10/2024.
lOMoARcPSD|43407515
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pratica-2-criptografia-e-seguranca-analise-de-vulnerabilidade-de-risco
lOMoARcPSD|43407515
REFERENCIAS
Análise de Vulnerabilidade e Gestão de Riscos: Construindo Resiliência nas Organizações
(indexbe.com.br)
Análise de vulnerabilidade: o que é e qual é a sua importância? (flowti.com.br)
lOMoARcPSD|43407515
https://indexbe.com.br/analise-de-vulnerabilidade-e-gestao-de-riscos/
https://indexbe.com.br/analise-de-vulnerabilidade-e-gestao-de-riscos/
https://flowti.com.br/blog/analise-de-vulnerabilidade-o-que-e-e-qual-e-a-sua-importancia
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=pratica-2-criptografia-e-seguranca-analise-de-vulnerabilidade-de-risco
about:blank 1/71
Um dos problemas mais antigos dos seres humanos era combater os
grandes incêndios que, quando ocorriam, eram devastadores, pois não podiam ser
controlados com os métodos e os materiais da época, e logo destruíam tudo que
encontravam pela frente. Com o passar dos anos, começamos a nos organizar para
prevenir e combater esses incêndios, surgindo, assim, de forma organizada, os
primeiros grupos de combate ao incêndio, que mais tarde foram denominadas
“brigadas de combate a incêndios”.
Em uma edificação, observam-se três aspectos básicos para que haja segurança
contra incêndios de forma eficiente:
Equipamentos instalados
Serão projetados levando-se em conta quais devem ser os equipamentos de
prevenção e combate a incêndios necessários para proteger a edificação,
obedecendo ao risco da edificação, levando em conta sua utilização, área e o
número de ocupantes.
Prática 1: Combate a incêndio
ALUNO ;LUIZ JUNIOR RODRIGUES FREITAS
MATRICULA :24121819
DATA:27/10?2024
about:blank 2/71
Manutenção adequada
De nada adianta dispormos de sistemas adequados e devidamente projetados
para uma edificação se eles não estiverem em perfeito funcionamento e prontos
para o uso imediato.
Pessoal treinado
Os equipamentos instalados e com uma correta manutenção serão inúteis se não
contarmos com pessoal treinado para operacionalizá-los de forma rápida e
eficiente.
É perceptível como eficiente é a existência, a formação e o treinamento das
brigadas de combate a incêndios. Como os bombeiros profissionais não conseguem
estar presentes em todos os locais, as legislações atuais determinam a existência de
grupos treinados para os cenários de emergência possíveis, abandono de área,
combate a incêndios, atendimento de primeiros socorros e demais situações
de emergência específicas da edificação/empresa.
Abandono de área (conceito e simulações)
A maior preocupação do respondedor de emergência deve ser com as pessoas.
Sendo assim, a retirada das pessoas o mais rápido possível, sem qualquer tipo de
acidente ou incidente, de dentro do local sinistrado para um ambiente seguro deve ser
sua prioridade. Chamamos o procedimento de retirada de pessoas do local em que
está ocorrendo a emergência de “abandono de área”.
As situações de abandono de área podem ser divididas em abandono
orientado e abandono coordenado, em função das características da população
que ocupa a edificação. No primeiro, a brigada é treinada para se colocar em locais
about:blank 3/71
predeterminados durante uma situação de emergência, orientando seus ocupantes
sobre o caminho a ser seguido para a saída rápida e segura do prédio, pois o imóvel
tem uma população que desconhece os procedimentos de abandono da edificação.
Podemos citar como exemplosos locais de reunião pública, lojas de departamentos,
shoppings etc. Já no segundo, uma brigada de abandono (somada à brigada de
incêndio) é treinada para agir de acordo com um plano predeterminado, em que cada
um de seus membros tem uma função específica, e a população, em sua maioria fixa,
é treinada para as situações de emergência, sabendo como proceder durante um
abandono de local.
Para facilitar a compreensão deste assunto, devemos rever algumas definições.
Brigada de abandono
Grupo de funcionários estrategicamente localizados e devidamente treinados para
efetuar a retirada ordenada de todos os ocupantes do edifício.
Plano de abandono
Conjunto de normas e ações desencadeado pela equipe da brigada de
abandono, visando à remoção rápida, segura, de forma ordenada e eficiente de
toda a população fixa e flutuante da edificação em caso de uma situação de
sinistro ou em exercício simulado de abandono.
1
about:blank 4/71
Ponto de reunião ou concentração
Local seguro, previamente escolhido, fora do prédio, onde serão reunidos todos
os funcionários para conferência.
Figura 1 – Ponto de encontro de emergência
Fonte: .
Imagem de placa do ponto de encontro.
about:blank 5/71
Componentes de uma brigada de abandono
Durante o abandono coordenado devemos ter componentes da brigada com
funções específicas, que tenham responsabilidades diversas durante os
procedimentos de retirada das pessoas do local sinistrado.
As funções básicas são: coordenador geral, coordenador de andar, puxa-fila,
cerra-fila e auxiliar.
Coordenador geral
É o responsável pelo abandono, determinando o início e controlando a saída de
todos os andares. Responsável também por todas as decisões em nível de
abandono, liberando ou não o retorno das pessoas à edificação após ter sido
controlado o sinistro.
Coordenador de andar (caso a edificação tenha mais de um andar e/ou
compartimentação)
É o responsável pelo controle de abandono em seu andar, determinando a
organização da fila, conferindo visualmente os componentes de seu andar e
verificando se todos estão na fila. Ele inspeciona todo o andar, inclusive salas,
depósitos e sanitários, para determinar o mais rápido possível o início da descida
ou da saída. Ao chegar ao ponto de reunião ou concentração, confere novamente
todo o pessoal, por meio de uma listagem previamente elaborada. Deve-se dar
atenção especial para remoção de pessoas idosas, portadoras de necessidades
especiais, gestantes e crianças.
about:blank 6/71
Puxa-fila
É o primeiro componente da brigada de abandono de cada pavimento. Ao ouvir o
alarme de abandono, assume o local predeterminado, iniciando a saída ou a
descida organizada, e determina a velocidade da saída (deve receber treinamento
específico para isso). Deve estar identificado com o número do pavimento, bem
como deve ajudar a manter a calma e a ordem do seu grupo e formar uma fila
indiana intercalando homem e mulher, homem e idoso, e criança.
Cerra-fila
É o último componente da brigada de abandono, ajuda na conferência do pessoal
da fila, auxiliando o coordenador do andar na organização para evitar flutuação da
fila, e realiza o fechamento das portas que ficarem para trás durante o abandono.
Não deve permitir espaçamento, brincadeiras, conversas em demasia ou
retardamento da saída, mas deve auxiliar as pessoas em caso de acidentes ou
mal súbito.
Auxiliar
É o componente da brigada de abandono sem função específica, podendo
substituir tanto o puxa-fila quanto o cerra-fila – em caso de falta de algum deles –,
ou até mesmo o coordenador de andar. Auxilia os demais componentes na vistoria
das dependências do estabelecimento.
Observação: caso a edificação não comporte uma brigada de abandono com
treinamento coordenado, deverá ser montado um plano de abandono do tipo
orientado, em que será acrescentada a função de monitor de trajeto. Os brigadistas
about:blank 7/71
com essa função serão os responsáveis pela orientação do fluxo das pessoas para as
saídas de emergência mais adequadas e próximas, colocando-se em pontos
estratégicos que, além de serem visuais, facilitem a saída rápida e segura do local.
Procedimentos básicos de abandono
Para a perfeita execução do abandono de local, faz-se necessário o treinamento
periódico dos componentes da brigada, bem como a realização de palestras-
relâmpago para os demais funcionários, visando a orientá-los a respeito dos
procedimentos gerais a serem seguidos.
As principais orientações são as seguintes:
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 8/71
Pegue seus pertences pessoais
Desligue os equipamentos elétricos
Dirija-se ao local predeterminado pelo plano de abandono
Mantenha a calma, evitando tumultos e pânico
Se estiver recebendo visitas, leve-as com você e coloque-as à sua frente
na fila, orientando-as a respeito (elas serão de sua responsabilidade)
Nunca use os elevadores
Não ria, nem fume
Não interrompa sua descida por nenhum motivo
Nunca retorne ao local sinistrado
Ao chegar ao andar térreo, encaminhe-se para o ponto de reunião
predeterminado
Mantenha-se em silêncio e aguarde a conferência (rápida e visual) do
coordenador de andar para iniciar a descida
Caso tenha conhecimento de que um funcionário faltou, avise ao
coordenador de andar
Obedeça às orientações dos componentes da brigada de abandono
Ande em ordem, permaneça em fila indiana, evitando flutuação
Evite fazer barulho desnecessário
Não tire as roupas do corpo
Treinamentos e simulações
São exercícios realizados periodicamente, com o objetivo de conscientizar os
ocupantes de uma edificação, treinando-os para seguirem corretamente as normas de
segurança necessárias em caso de emergência. Esses exercícios devem ser
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 9/71
programados para que todos conheçam as rotas a serem seguidas, aperfeiçoando o
tempo para desocupação, bem como os tipos e os toques de alarme que deverão
iniciar a preparação do abandono.
As normas vigentes determinam que devem ser realizados exercícios simulados
de abandono de área, parciais e completos, no estabelecimento ou local de trabalho,
com a participação de toda a população, sendo que para o risco baixo ou médio o
período máximo é de seis meses para simulados parciais e 12 meses para simulados
completos. Para o risco alto o período máximo é de três meses para simulados
parciais e seis meses para simulados completos. Imediatamente após o simulado
deve ser realizada uma reunião extraordinária para avaliação e correção das falhas
ocorridas, devendo ser elaborada ata na qual constem: data e horário do evento;
tempo gasto no abandono; tempo gasto no retorno; tempo gasto no atendimento de
primeiros socorros; atuação dos profissionais envolvidos; comportamento da
população; participação do Corpo de Bombeiros e tempo gasto para sua chegada;
ajuda externa (por exemplo: PAM – plano de auxílio mútuo etc.); falhas de
equipamentos; falhas operacionais; e demais problemas levantados na reunião. Deve
ficar claro que tais simulados devem ser programados com ou sem comunicação
prévia para a população.
Nas imagens a seguir, temos uma sequência de fotos de um plano de
emergência executado por uma turma de Técnico em Segurança do Trabalho do
Senac.
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 10/71
Figura 2 – Atendimento dos bombeiros
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 11/71
Figura 3 – Atendimento do SAMU"
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 12/71
Figura 4 – Apoio dos bombeiros para o combate ao incêndio
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 13/71
Figura 5 – Vítima sendo transportada para unidade de saúde
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 14/71
Brigadas
Existem muitas nomenclaturas para as brigadas, todavia, podemos dividi-las em
três grandes grupos.
Brigadas de incêndios
Aquelas destinadasa combater princípios de incêndios nas edificações.
Normalmente, são compostas de funcionários treinados de diversos setores (ou
de vários andares) da empresa para a extinção dos focos de incêndio.
Brigadas de abandono
Aquelas destinadas a realizar a retirada da população das edificações.
Geralmente, são compostas de funcionários com treinamento específico para o
abandono de local. Não fazem parte da brigada de incêndio, pois, em uma
situação de emergência, devem deixar o local junto com a população do prédio.
Brigadas de emergências
Aquelas que, além de combater princípios de incêndios, realizam também a
orientação para o abandono de local. São responsáveis por sinistros e riscos de
locais específicos, tais como inundações, vazamentos de produtos perigosos,
resgates em altura e espaços confinados etc.
A denominação brigada de emergência é mais utilizada nas indústrias em função
dos diferentes riscos existentes naquelas edificações e operações específicas.
Quando uma brigada conta com uma quantidade significativa de integrantes e/ou há
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 15/71
várias edificações, faz-se necessária uma divisão em grupos de atividades, definindo
grupos de atuação, normalmente dependendo dos cenários de emergência como:
combate a incêndio, atendimento a primeiros socorros, evacuação e resgate (seja de
altura, no caso de quedas, seja de espaços confinados, quando alguém acessa o
interior deste e por algum motivo adverso necessita ser resgatado). Nas demais
edificações, é habitual utilizar as demais nomenclaturas: brigada de abandono e
brigada de incêndios.
É importante perceber que, indiferentemente da nomenclatura utilizada, todas as
brigadas são dimensionadas a partir da NBR 14276 – 2020 – Brigada de incêndio e
emergência – Requisitos e procedimentos, única normatização disponível referente
ao tema. Essa norma conceitua a brigada de incêndio como um grupo organizado por
pessoas, voluntárias ou não, treinadas e capacitadas para atuar na prevenção, no
abandono e no combate a um princípio de incêndio e prestar os primeiros socorros,
dentro de uma área preestabelecida.
É importante lembrar que os estados contêm legislação própria e definem
normativas específicas sobre o tema. Verifique sempre a sua legislação local junto ao
Corpo de Bombeiros do seu estado.
Esta mesma norma determina que o responsável pela brigada deve planejar e
implantar, monitorar e analisar criticamente o seu funcionamento.
Composição da brigada de incêndio
A brigada de incêndio deverá ser montada de acordo com as necessidades da
empresa e deve, logicamente, seguir os critérios determinados na legislação estadual
(legislação do corpo de bombeiros do estado onde a empresa esteja situada) ou na
NBR 14276:2020.
Para a composição dessa brigada de emergência, estruturada a partir da NBR
14276, visando determinar o treinamento e o número de brigadistas, é necessário,
além de algumas informações básicas sobre a empresa, a consulta a outras normas
técnicas da ABNT.
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 16/71
Para montar uma brigada de emergência a partir das normas da ABNT é
necessário:
Conhecer os cenários de emergência ou hipóteses acidentais
predeterminadas para a empresa em análise.
Consultar as NBRs:
a. NBR 14276/2020: Brigada de incêndio e emergência –
Requisitos e procedimentos
b. NBR 14277/2015: Instalações e equipamentos para treinamento
de combate a incêndio – Requisitos
c. NBR 15219/2020: Plano de emergência – Requisitos e
procedimentos
Etapas da estruturação da brigada de incêndio
Passo 1
Conhecer os cenários de emergência ou hipóteses
acidentais predeterminadas
Os cenários de emergência estão associados aos tipos de atividade
desenvolvidos na empresa. Eles podem contemplar cenários de salvamento em
situações de trabalho específicas, como o cenário de resgate ou salvamento em
espaço confinado, e até cenários mais amplos, como vazamento de produtos tóxicos
com potencial para acidentes ampliados.
Em todas as análises, o cenário de incêndio deve ser considerado por força das
legislações estaduais de prevenção a incêndio, além de ser um cenário razoável
quase na totalidade das situações.
Passo 2
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 17/71
Determinar a divisão e o grau de risco da instalação de
acordo com a NBR 15219
O grau de risco, obtido em função da divisão da instalação, é utilizado
para determinar o número mínimo de brigadistas de emergência e alguns
pontos sobre o treinamento da brigada, especialmente aqueles
relacionados ao incêndio e aos primeiros-socorros.
Quando houver na empresa mais de um prédio, esses devem ser
avaliados de forma independente com relação à divisão e ao grau de
risco. Exceções são relacionadas quando os prédios não possuem
nenhuma compartimentação entre si ou quando, pela análise, o
desenvolvimento de uma emergência pode afetar outros prédios na
planta.
A compartimentação, para incêndio, é obtida por meio da
compartimentação horizontal e/ou vertical; outra forma de isolamento está
relacionada ao afastamento entre prédios.
Quando a compartimentação ou o isolamento por afastamento não existir,
os prédios deverão ter sua brigada dimensionada para as questões de
incêndio de acordo com o maior grau de risco encontrado.
A NBR 15219, na tabela B.2, apresenta a divisão da ocupação e do grau de risco
com base na ocupação da instalação e na descrição das atividades desenvolvidas.
>
Exemplo 1: Suponha que você deseja definir a divisão e o grau de riscos de uma
indústria de malhas. Nesse caso, analise o seguinte trecho da tabela B.2:
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 18/71
Ocupação/uso Descrição Divisão
Carga de
incêndio
(Qfi)
MJ/m2
Grau
de
risco
Industrial Janelas e
portas de
madeira
I-2 800 Médio
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 19/71
Ocupação/uso Descrição Divisão
Carga de
incêndio
(Qfi)
MJ/m2
Grau
de
risco
Laboratórios
farmacêuticos I-1 300 Baixo
Laboratórios
químicos I-2 500 Médio
Lâmpadas I-1 40 Baixo
Latas
metálicas, sem
embalagem
I-1 100 Baixo
Laticínios I-1 200 Baixo
Malharias I-1 300 Baixo
Máquinas de
lavar, de
costura ou de
escritório
I-1 300 Baixo
Massas
alimentícias I-2 1000 Médio
Matadouro I-1 40 Baixo
Metalúrgica I-1 200 Baixo
Montagens de
automóveis I-1 300 Baixo
Motocicletas I-1 300 Baixo
Motores
elétricos I-1 300 Baixo
Móveis I-2 600 Médio
Óleos
comestíveis e
óleos em geral
I-2 1000 Médio
Padarias I-2 1000 Médio
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 20/71
Ocupação/uso Descrição Divisão
Carga de
incêndio
(Qfi)
MJ/m2
Grau
de
risco
Papéis
(procedimento) I-2 800 Médio
Papelões
betuminados I-3 2000 Alto
Papelões
ondulados I-2 800 Médio
Perfumes I-1 300 Baixo
Sorvetes I-1 80 Baixo
Sucos de fruta I-1 200 Baixo
Tapetes I-2 600 Médio
Têxteis em
geral (tecidos) I-2 700 Médio
Tabela 1 – B.2
Fonte: NBR 15219.
No caso de uma confecção de malhas:
Ocupação/uso: industrial
Descrição: malharias
Divisão: I-1
Carga de incêndio: 300 MJ/m²
Grau de risco: baixo
Passo 3
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 21/71
Determinação do número mínimo de brigadistas
segundo a NBR 14276
A NBR 14276 apresenta um roteiro básico para determinação do número
mínimo de brigadistas de emergência em seu item 4.1.3:
A quantidade necessária de brigadistas para a formação da PRIMEIRA EQUIPE
para o atendimento no tempo de resposta, para plantas de baixo e médio risco e/ou
com população fixa acima de quatro pessoas, deve ser de pelo menos dois
brigadistas; para plantas de alto risco e/ou com população fixa acima de dez pessoas,
deve ser de pelo menos quatro brigadistas.
IMPORTANTE
Para plantas de baixo e médio risco – Acima de 4 pessoas = mínimo de 2 brigadistas
Para plantas de baixo e médio risco – Acima de 10 pessoas = mínimo de 4 brigadistas
Para plantas de alto risco = mínimo de 4 brigadistas
Essa é composição básica da primeira equipe, que deve ser analisadaconforme
descrito a seguir, e na qual devem ser incluídos mais integrantes, conforme a
necessidade.
Na malharia, são dois prédios distintos, nos quais se encontram 8 e 39
funcionários respectivamente. No prédio 1 temos 8 funcionários, então, de acordo com
o passo 3, o número de brigadistas para a formação da primeira equipe será de 2
brigadistas. Já no prédio 2 temos 39 funcionários, logo, o número de brigadistas para
a formação da primeira equipe será de 4 brigadistas.
Após esse passo, você deve estar se perguntando: será que com esses 2
brigadistas no prédio 1 eu conseguirei atender às emergências?
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 22/71
Conforme citado, esse número é o número mínimo. Será que essa quantidade
atende aos requisitos? Vamos verificar em seguida!
A NBR 14276 descreve também como deve ser o desempenho de tempo de
resposta para os atendimentos dos brigadistas.
É recomendável que a brigada de emergência atenda ao desempenho
especificado de acordo com os seguintes objetivos de tempo de resposta para a
chegada da primeira equipe de emergências:
a. Os chamados de resgate e/ou emergências médicas com recursos para
SBV (suporte básico de vida) e DEA (desfibrilador externo automático)
sejam atendidos em até 4 minutos para a chegada no local da
emergência em pelo menos 90% dos chamados, em condições reais ou
em exercícios práticos simulados.
b. Os chamados de combate a incêndio sejam atendidos com EPI
(equipamento de proteção individual) e, quando aplicável, com os EPRA
(equipamentos de proteção respiratória autônomos), em até 1 minuto do
acionamento para a equipagem de proteção individual e mobilização dos
brigadistas, e até 4 minutos para a chegada no local da emergência em
pelo menos 90% dos chamados, em condições reais ou em exercícios
práticos simulados. Após a chegada da primeira equipe, e havendo
necessidade de mais brigadistas e/ou recursos materiais, estes devem
atender ao objetivo de tempo de resposta de até 8 minutos para a
chegada ao local da emergência.
Será necessário verificar se a sua brigada cumprirá esses tempos. Você deverá
compreender onde estão os cenários de emergência e os respondedores para
determinar os possíveis tempos de resposta, importantes nessa parte da avaliação.
Depois, será realizada uma verificação nos simulados de emergência que falaremos
posteriormente.
Passo 4
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 23/71
Determinação do número de brigadistas segundo a
NBR 14276
Nem sempre o número mínimo de brigadistas, apresentado no passo 3, será
suficiente para cobrir todas as emergências. Uma análise mais detalhada deve ser
conduzida de maneira a encontrar um número razoável de brigadistas de emergência.
A NBR 14276 apresenta algumas considerações sobre a composição da
brigada:
Composição da brigada de emergência
A brigada de emergência deve ser composta considerando a divisão de
ocupação, o grau de risco, a população fixa de cada setor da planta e a distância de
deslocamento dos brigadistas. A quantidade de brigadistas deve ser compatível para
efetuar as ações e os procedimentos de prevenção e controle descritos no plano de
emergência, estabelecidos conforme as hipóteses acidentais predeterminadas. Para a
composição da brigada, deve-se levar em consideração quais atividades devem ser
executadas pelos brigadistas, como:
Proativas:
Atividades de inspeção de segurança
Atendimentos de prevenção de incêndios
Atividades de ensino de educação continuada para o público interno
Reativas:
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 24/71
Primeiros socorros e/ou atendimentos pré-hospitalares de emergências
médicas
Atendimentos de salvamento
Atendimentos de controle de incêndios
Atendimentos a emergências com produtos perigosos
Atividades para o abandono de áreas
Para a composição da quantidade necessária de brigadistas na brigada de
emergência, devem ser considerados ainda os seguintes aspectos:
a. Análise das situações que possam oferecer riscos para a vida da
população da planta
b. Análise dos principais potenciais de danos ambientais por consequência
de acidentes e/ou incêndios na planta
c. Análise dos principais potenciais de perdas de propriedades por
consequência de acidentes e/ou incêndios na planta
d. Análise dos tipos de viaturas que podem ser empregados e da
composição da tripulação, de acordo com a ABNT NBR 14561 e a ABNT
NBR 14096
e. Procedimentos operacionais empregados como padrão para os
atendimentos às emergências
f. Tipos de equipamentos e recursos materiais empregados nos
atendimentos às emergências
g. Localizações e disposições das equipes e dos armários de emergência,
para assegurar o tempo de resposta adequado conforme a sua área de
abrangência na planta
Os brigadistas devem ser organizados em equipes distribuídas na planta.
A distribuição dos brigadistas pode ser arranjada de forma a permitir a lotação
da menor quantidade de brigadistas por área, desde que o deslocamento simultâneo
destes brigadistas a partir de cada área até o local da emergência consiga atender ao
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 25/71
tempo de resposta, conforme verificado no passo 3 (“desempenho de tempo de
resposta para os atendimentos dos brigadistas”), para a chegada da quantidade
mínima de brigadistas da primeira equipe.
A malharia apresentada contém um estoque pequeno de insumos e produtos
acabados. Não há risco de explosão no local e há apenas extintores nos prédios. Não
são utilizados produtos químicos nos processos. A empresa não dispõe de viaturas
próprias de emergência. Os equipamentos disponíveis são os previstos no PPCI.
Sendo assim, no prédio onde há 39 funcionários, recomenda-se, além dos 4
brigadistas iniciais, mais dois, dispostos como a seguir:
2 brigadistas para atendimento de primeiros socorros (para uma
manobra de ressuscitação cardiopulmonar adequada, recomenda-se no
mínimo 2 pessoas)
2 brigadistas para combate a incêndios (centralizadas no prédio)
2 brigadistas para evacuação
No outro prédio, os 2 brigadistas atendem inicialmente as ocorrências e, como
os prédios não são distantes, os demais brigadistas se deslocarão para ajudar.
Uma outra possibilidade menos empírica para a definição do número de
brigadistas é proposta no livro A Segurança contra Incêndio no Brasil (SEITO, A. I. et
al., 2008).
Para os brigadistas, o livro propõe o uso da seguinte equação:
(objetos/fig-formula.png)
https://senac.blackboard.com/bbcswebdav/pid-10637419-dt-content-rid-203097458_1/institution/Senac%20RS/_cursos_tecnicos/TST/UC09/conteudos/8_procedimentos_emergencia/objetos/fig-formula.png
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 26/71
Exemplo: Se um determinado setor de trabalho contiver 3 linhas de hidrantes e
18 extintores de incêndio, qual deverá ser o número de brigadistas de incêndio de
acordo com a fórmula proposta?
Aplicando a expressão de cálculo
(objetos/fig-formula2.png)
A aplicação da fórmula sugere, como estimativa inicial, nove brigadistas. Cabe
ao avaliador decidir se o número é suficiente e se ele está adequado ao local de
trabalho.
Essa expressão de cálculo pode ser utilizada se as seguintes condições forem
satisfeitas:
https://senac.blackboard.com/bbcswebdav/pid-10637419-dt-content-rid-203097458_1/institution/Senac%20RS/_cursos_tecnicos/TST/UC09/conteudos/8_procedimentos_emergencia/objetos/fig-formula2.png
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 27/71
Os equipamentos de prevenção e combate a incêndios são instalados
conforme normas e critérios previamente estabelecidos pelo Corpo de
Bombeiros, segundo a legislação vigente.
Os equipamentos instalados, em especial os hidrantes e extintores,
devem ter pessoal habilitado em número suficiente para operá-los.
Para operar um hidrante de parede, sugere-se, por segurança, um
mínimo de três pessoas habilitadas.
Uma pessoa habilitada manuseia com eficiência e rapidez, nos primeiros
cinco minutos de um sinistro, aproximadamente duas unidadesextintoras.
Nunca serão operados, ao mesmo tempo, todos os hidrantes de uma
edificação, devendo ser observado o cálculo do dimensionamento da
rede.
Mesmo havendo agrupamentos por função e determinação de atividades, cabe
lembrar que é possível acumular atividades sem prejuízo. Por exemplo, é possível ser
da equipe de primeiros socorros e também da equipe de resgate. Isso se dá
principalmente em função do tamanho da brigada, pois é necessário que todos tenham
conhecimento de todas as funções, mesmo que haja pessoas dedicadas para funções
específicas.
A equipe precisa treinar conjuntamente e conhecer as potencialidades de cada
um para que possam tirar o melhor proveito dela. Por vezes, temos alguns funcionários
que, quando brigadistas, são exímios combatentes ao fogo, mas não apreciam muito o
sangue, e o contrário também é verdadeiro, assim, temos que aproveitar o que mais
gostam e motivá-los a liderarem as equipes de maior engajamento.
Todavia, há atividades como de abandono de área, que, em caso de falta do
titular, quando há apenas um, deve-se sempre pensar em um backup, para que haja
um direcionamento ao escape de forma correta e rápida.
Passo 5
Determinação do organograma
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 28/71
Não há um modelo único de organograma para a brigada de emergência dado
na NBR 14276, mas é importante que ele indique a estrutura de comando. A norma
técnica apresenta algumas orientações para a elaboração do organograma:
O organograma da brigada de emergência da planta varia de acordo
com o número de edificações, o número de pavimentos em cada
edificação e o número de brigadistas em cada setor, pavimento,
compartimento ou turno.
A ampliação das divisões do organograma da brigada de emergência
pode ser feita considerando os setores e/ou as edificações de uma
planta e/ou por atribuição específica dos brigadistas, por exemplo,
brigadistas da equipe de primeiros socorros, brigadistas da equipe de
combate a incêndios, brigadistas da equipe de abandono de áreas, ou
outra atribuição específica para a equipe da brigada de emergência,
conforme as características de cada planta.
A elaboração do organograma da brigada de incêndio é de responsabilidade do
coordenador-geral da brigada.
Membros da equipe brigadista
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 29/71
(objetos/info1-900.png) (objetos/info1-480.png)
https://senac.blackboard.com/bbcswebdav/pid-10637419-dt-content-rid-203097458_1/institution/Senac%20RS/_cursos_tecnicos/TST/UC09/conteudos/8_procedimentos_emergencia/objetos/info1-900.png
https://senac.blackboard.com/bbcswebdav/pid-10637419-dt-content-rid-203097458_1/institution/Senac%20RS/_cursos_tecnicos/TST/UC09/conteudos/8_procedimentos_emergencia/objetos/info1-480.png
https://senac.blackboard.com/bbcswebdav/pid-10637419-dt-content-rid-203097458_1/institution/Senac%20RS/_cursos_tecnicos/TST/UC09/conteudos/8_procedimentos_emergencia/objetos/info1-300.png
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 30/71
https://senac.blackboard.com/bbcswebdav/pid-10637419-dt-content-rid-203097458_1/institution/Senac%20RS/_cursos_tecnicos/TST/UC09/conteudos/8_procedimentos_emergencia/objetos/info1-300.png
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 31/71
(objetos/info1-300.png)
Seguem algumas sugestões de organogramas para a formação da brigada de
incêndio. São apenas sugestões, e cada empresa poderá elaborar o organograma
que achar mais conveniente para as suas necessidades.
Exemplos de organograma de brigadas de incêndio
Exemplo 1: planta com uma edificação, um pavimento e quatro brigadistas:
Figura 6 – Organograma da brigada com uma edificação
Imagem de organograma com coordenador-geral da brigada, abaixo do qual vem
líder do setor, e abaixo dele há três brigadistas.
Exemplo 2: Planta com duas edificações. A primeira edificação contém três
pavimentos e dois brigadistas por pavimento, e a segunda contém um pavimento e
quatro brigadistas por pavimento:
https://senac.blackboard.com/bbcswebdav/pid-10637419-dt-content-rid-203097458_1/institution/Senac%20RS/_cursos_tecnicos/TST/UC09/conteudos/8_procedimentos_emergencia/objetos/info1-300.png
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 32/71
Figura 7 – Organograma da brigada com duas edificações
A figura mostra a composição da brigada de incêndio por pavimento ou
compartimento, definindo a quantidade de brigadistas.
De acordo com a NBR 14276, os candidatos a brigadista devem ser
selecionados atendendo ao maior número de critérios descritos a seguir:
a. Permanecer na edificação durante seu turno de trabalho
b. Ter boa condição física e boa saúde
c. Ter bom conhecimento das instalações
d. Ter mais de 18 anos
e. Ser alfabetizado
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 33/71
A NBR 14276 tem requisitos específicos para a formação da brigada de
incêndio. Os candidatos a brigadista, selecionados conforme os critérios
anteriormente citados, deverão realizar curso com carga horária mínima, o que
verificaremos em seguida.
Passo 6
Definição do nível e da carga horária do treinamento
conforme NBR 14276
A NBR 14276 estabelece o nível de treinamento e sugere a carga horária
mínima conforme as caraterísticas do estabelecimento. A Tabela A.1
apresenta o nível de treinamento, já a Tabela C.1 define os módulos do
treinamento e a carga horária.
Antes, porém, de definir o nível de treinamento conforme esta NBR, é necessário
conhecer alguns tópicos pertinentes:
Todos os brigadistas devem participar de treinamentos conforme o nível
de treinamento a ser defino.
A planta que não for enquadrada em qualquer das divisões de classe de
ocupação previstas no Anexo A deve ser classificada por analogia com o
nível de risco mais próximo.
Quando em uma planta houver mais de uma classe de ocupação, o nível
de treinamento deve ser conforme o grupo, a divisão e o grau de risco
do setor ou processo do local onde o brigadista trabalha.
Os conteúdos para o treinamento dos brigadistas serão de acordo com o
nível de treinamento a ser definido, levando em consideração a divisão e
o risco da empresa. Os cenários de risco também determinarão tais
conteúdos (exemplo: se a empresa tiver cenário de resgate em altura,
deverá treinar, porém, se não tiver esse cenário, poderá optar por não
aplicar tal conteúdo).
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 34/71
Grupo Divisão Descrição Exemplos
Grau
de
risco
Nível de
treinamento
D –
Serviço
profissional
D-1
Local para
prestação de
serviço
profissional
ou condução
de negócios
Escritórios
administrativos
ou técnicos,
instituições
financeiras (que
não estejam
incluídas em D-
2), repartições
públicas,
cabeleireiros,
centros
profissionais e
assemelhados
Baixo Fundamental
Médio Básico
Alto Intermediário
D-2 Agência
bancária
Agências
bancárias e
assemelhados
Baixo Fundamental
Médio Básico
Alto Intermediário
D-3
Serviço de
reparação
(exceto os
classificados
em G-4)
Lavanderias,
assistência
técnica,
reparação e
manutenção de
aparelhos
eletrodomésticos,
chaveiros, pintura
de letreiros e
outros
Baixo Fundamental
Médio Básico
Alto Intermediário
D-4 Laboratório
Laboratórios de
análises clínicas
sem internação,
laboratórios
químicos,
fotográficos e
assemelhados
Baixo Fundamental
Médio Básico
Alto Intermediário
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 35/71
Grupo Divisão Descrição Exemplos
Grau
de
risco
Nível de
treinamento
I –
Indústrtria
I-1
Indústria com
carga de
incêndio até
300 MJ/m2
Atividades
industriais que
envolvam aço,
aparelhos de
rádio e som,
armas, artigos de
metal, gesso,
esculturas de
pedra,
ferramentas,
joias, relógios,
sabão,
serralheria,
louças, vidro,
tratamento de
água ou esgoto,
máquinas e
assemelhados
Baixo Intermediário
I-2
Indústria com
carga de
incêndio
entre 300
MJ/m2 a 1
200 MJ/m2
Atividades
industriais que
envolvam
bebidas
destiladas,
instrumentos
musicais, móveis,
alimentos,
marcenarias,
fábricas de
caixas e
assemelhados
Médio Intermediário
I-3Indústria com
carga de
incêndio
superior a 1
200 MJ/m2
Atividades
industriais que
envolvam
inflamáveis,
materiais
oxidantes, ceras,
espuma sintética,
grãos, tintas,
borracha,
processamento
de lixo e
assemelhados
Alto Avançado
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 36/71
Grupo Divisão Descrição Exemplos
Grau
de
risco
Nível de
treinamento
J -
Depósito
J-1
Depósitos
de material
incombustível
Edificações sem
processo
industrial que
armazenam
tijolos, pedras,
areias, cimentos,
metais e outros
materiais
incombustíveis,
todos sem
embalagem
Baixo Básico
J-2
Depósitos
com carga
de incêndio
até 300
MJ/m2
Edificações na
quais os
materiais
armazenados
apresentem
baixa carga de
incêndio
Baixo Básico
J-3
Depósitos
com carga
de incêndio
entre 300
MJ/m2 a 1
200 MJ/m2
Edificações nas
quais os
materiais
armazenados
apresentem
média carga de
incêndio
Médio Intermediário
J-4
Depósitos
com carga
de incêndio
superior a 1
200 MJ/m2
Edificações onde
os materiais
armazenados
apresentem alta
carga de
incêndio
Alto Avançado
Tabela 2: A.1 – Nível de treinamento dos brigadistas por classe de ocupação e
grau de risco
Fonte: NBR 14276.
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 37/71
Ainda utilizando a malharia como exemplo, vejamos como deve ser o
treinamento. Divisão I-1, grau de risco baixo, o nível de treinamento é intermediário.
A carga horária está definida na tabela C.
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 38/71
Nível do
treinamento Carga horária mínima
Fundamental Teórica de combate a incêndio: 2 horas
Teórica de primeiros socorros: 2 horas
Básico
Teórica de combate a incêndio: 4 horas
Teórica de primeiros socorros: 4 horas
Prática de combate a incêndio: 4 horas
Prática de primeiros socorros: 4 horas
Intermediário
Teórica de combate a incêndio: 8 horas
Teórica de primeiros socorros: 8 horas
Prática de combate a incêndio: 8 horas
Prática de primeiros socorros: 8 horas
Teórica de complemento (se aplicável na
planta):
Salvamento de vítimas em espaços
confinados: 16 horas
Salvamento de vítimas em altura: 8 horas
Emergências com produtos perigosos e
ambientais: 16 horas
Sistema de comando de incidentes: 8 horas
Prática de complemento (se aplicável na
planta):
Salvamento de vítimas em espaços
confinados: 16 horas
Salvamento de vítimas em altura: 8 horas
Emergências com produtos perigosos e
ambientais: 16 horas
Sistema de comando de incidentes: 8 horas
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 39/71
Nível do
treinamento Carga horária mínima
Avançado
Teórica de combate a incêndio: 16 horas
Teórica de primeiros socorros: 16 horas
Teórica de proteção respiratória: 4 horas
Prática de combate a incêndio: 8 hora horas
Prática de primeiros socorros: 8 horas
Prática de proteção respiratória: 4 horas
Teórica de complemento (se aplicável na
planta):
Salvamento de vítimas em espaços
confinados: 16 horas
Salvamento de vítimas em altura: 8 horas
Emergências com produtos perigosos e
ambientais: 16 horas
Sistema de comando de incidentes: 8 horas
Prática de complemento (se aplicável na
planta):
Salvamento de vítimas em espaços
confinados: 16 horas
Salvamento de vítimas em altura: 8 horas
Emergências com produtos perigosos e
ambientais: 16 horas
Sistema de comando de incidentes: 8 horas
Tabela 3: C.1 – Carga horária por nível do treinamento
Fonte: NBR 14276.
Podemos, a partir dessa tabela, afirmar que para o nível fundamental são 4 horas;
para o nível básico são 16 horas; para o nível intermediário são cerca de 128 horas (32
+ 96) e para o nível avançado são cerca de 152 horas (56 + 96) de treinamento.
Resgatando as informações da malharia descritas no
passo 4
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 40/71
A malharia apresentada possui um estoque pequeno de insumos e produtos
acabados, não há risco de explosão no local e há apenas extintores nos prédios. Não
são utilizados produtos químicos nos processos. A empresa não dispõe de viaturas
próprias de emergência. Os equipamentos disponíveis são os previstos no PPCI.
Logo, o treinamento de brigada seria de:
Teórica de combate a incêndio: 8 horas
Teórica de primeiros socorros: 8 horas
Prática de combate a incêndio: 8 horas (este podendo ser reduzido em
função de não haver hidrantes instalados)
Prática de primeiros socorros: 8 horas
O treinamento é de 32 horas, acrescido da parte complementar, de acordo com
as características da empresa (se há trabalhos em altura e espaços confinados, por
exemplo).
Nesse exemplo, não há menção de trabalhos em altura e espaços confinados,
mas as partes complementares poderão ser (se aplicáveis na planta):
Salvamento de vítimas em espaços confinados
Salvamento de vítimas em altura
Emergências com produtos perigosos e ambientais
Sistema de comando de incidentes
Se ainda tiver dúvidas de como compor a brigada de incêndio, visualize o
Modelo de implantação da brigada de incêndio que preparamos.
Os módulos podem ser realizados separadamente, desde que não haja prejuízo
na continuidade do aprendizado e na sequência lógica do conteúdo programático.
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 41/71
Clique ou toque para visualizar o Modelo de implantação da brigada de
incêndio.
Modelo de implantação da brigada de incêndio
(objetos/modelo_de_implatacao_brigada_de_incendio.pdf)
Os brigadistas que concluírem o curso com aproveitamento mínimo nas
avaliações teórica e prática definidas devem receber um certificado expedido pela
instituição e/ou pelo responsável pelo treinamento de brigada, que será responsável
por essa avaliação, com validade de um ano.
Dentre as atribuições da brigada de incêndio estão as ações de prevenção e de
emergência. Veja a seguir cada uma delas.
Ações de prevenção
Avaliação dos riscos existentes
Inspeção geral dos equipamentos de combate a incêndio
Inspeção geral das rotas de fuga
Elaboração de relatório das irregularidades encontradas
Encaminhamento do relatório aos setores competentes
Orientação à população fixa e flutuante
Exercícios simulados
https://senac.blackboard.com/bbcswebdav/pid-10637419-dt-content-rid-203097458_1/institution/Senac%20RS/_cursos_tecnicos/TST/UC09/conteudos/8_procedimentos_emergencia/objetos/modelo_de_implatacao_brigada_de_incendio.pdf
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 42/71
Ações de emergência
Identificação da situação
Alarme/abandono de área
Corte de energia
Acionamento do corpo de bombeiros e/ou ajuda externa
Primeiros socorros
Combate ao princípio de incêndio
Recepção e orientação ao corpo de bombeiros
Preenchimento do formulário de registro de trabalho dos bombeiros
Encaminhamento do formulário ao corpo de bombeiros para
atualização de dados estatísticos
Para divulgação e identificação da brigada, o brigadista deve utilizar
constantemente e em lugar visível uma identificação (por exemplo: bottom, crachá etc.),
que o identifique como membro da brigada de incêndio. No caso de uma situação real,
simulado de emergência ou eventos, o brigadista deve usar outra identificação (por
exemplo: braçadeira, colete, boné, capacete com jugular etc.), além da prevista
anteriormente, para facilitar sua identificação e auxiliar na sua atuação.
A composição da brigada de incêndio, a identificação de seus integrantes com
seus respectivos locais de trabalho e o número de telefone de emergência da planta
devem ser afixados em locais visíveis e de grande circulação.
Passo 7
Simulados
01/02/2024 04:41 Versão para impressão
about:blank 43/71
A brigada de emergência precisa realizar simulados como parte de sua
preparação. A NBR 14276 estabelece alguns procedimentos básicos:
A brigada de emergência deve atender aos procedimentos para a
realização de exercícios simulados de emergências.
Deve ser realizado pelo menos um exercício simulado completo a cada
12 meses, envolvendo todos os brigadistas e profissionais de
emergências da planta. Podem ser realizados exercícios simulados
parciais divididos por atribuição, por exemplo, emergências médicas,