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40 Estratégia 
CONCURSOS 
Aula 01 
Direito Tributário Jurisprudencial p/ AFRFB - 2016 
Professor: Fábio Dutra 
 
Direito Tributário para AFRFB-2016 
Curso de Jurisprudência 
Prof. Fábio Dutra - Aula 01 
 
Estratégia CO.CuRsos 
 
 
AULA 01: Limitações Constitucionais ao Poder de 
Tributar (Parte 1) 
SUMÁRIO PÁGINA 
Observações sobre a aula 01 
Limitações Constitucionais ao Poder de Tributar 02 
Princípios Constitucionais 03 
Lista das Questões Comentadas em Aula 35 
Gabarito das Questões Comentadas em Aula 42 
Observações sobre a aula 
Olá, concurseiro(a)! Tudo bem? 
Seja muito bem-vindo ao nosso curso de Direito Tributário 
3urisprudencial! É um prazer conduzi-lo rumo ao cargo de Auditor-Fiscal 
da RFB! Esse é o momento certo de se preparar com calma para o próximo 
concurso. 
No que se refere ao nosso curso, estamos trabalhando muito para 
fazer o melhor para você! 
Na aula de hoje, estudaremos a primeira parte das limitações 
constitucionais ao poder de tributar. Vamos tratar apenas dos princípios 
constitucionais, sendo que as imunidades ficarão para a próxima aula (parte 
II). Ok? 
Comecemos! 
Prof. Fábio Dutra 
	 www.estrategiaconcursos.com.br 	 Página 1 de 42 
Direito Tributário para AFRFB-2016 
Curso de Jurisprudência 
Prof. Fábio Dutra -Aula 01 
1- LIMITAÇÕES CONSTITUCIONAIS AO PODER DE TRIBUTAR 
Dando início ao nosso primeiro tópico, vamos falar um pouco sobre as 
limitações constitucionais ao poder de tributar. 
“(...) 2. A Emenda Constitucional n. 3, de 17.03.1993, que, no art. 2., 
autorizou a União a instituir o I.P.M.F., incidiu em vício de 
inconstitucionalidade, ao dispor, no parágrafo 2. desse dispositivo, que, 
quanto a tal tributo, não se aplica "o art. 150, III, b e VI", da Constituição, 
porque, desse modo, violou os seguintes princípios e normas imutáveis 
(somente eles, não outros): 1. - o princípio da anterioridade, que e 
garantia individual do contribuinte (art. 5., par.2., art. 60, par.4., inciso 
IV e art. 150, III, b da Constituição); 2. - o princípio da imunidade 
tributária reciproca (que veda a União, aos Estados, ao Distrito 
Federal e aos Municípios a instituição de impostos sobre o 
patrimônio, rendas ou serviços uns dos outros) e que e garantia da 
Federação (art. 60, par.4., inciso I,e art. 150, VI, a, da C.F.); 
(STF, Pleno, ADI 939/DF, Rel. Min. Sydney Sanches, 14/12/1993) 
Perceba que neste julgado o STF considerou como cláusula pétrea o 
princípio da anterioridade e a imunidade tributária recíproca. Ambos assuntos 
serão abordados com maior profundidade em tópico específico e na próxima 
aula, respectivamente. Por hora, é necessário que o candidato saiba da 
existência dessas cláusulas pétreas. 
O que são cláusulas pétreas? 
São limitações ao poder de reforma da Constituição Federal, ou seja, são 
regras imutáveis pela via da emenda constitucional. Em nosso art. 60, § 4º, 
da CF/88, o legislador constituinte estabeleceu que não será objeto de 
deliberação a proposta de emenda tendente a abolir, dentre outros, os 
direitos e garantias individuais. Assim sendo, tudo o que for considerado 
direito e garantia individual não pode ser abolido por emenda constitucional. 
Com efeito, sendo o princípio da anterioridade considerado garantia 
individual do contribuinte, não pode uma emenda constitucional criar regra 
que tendente a abolir a aplicabilidade do referido princípio. 
Prof. Fábio Dutra 	www.estrategiaconcursos.com.br 	 Página 2 de 42 
Direito Tributário para AFRFB-2016 
Curso de Jurisprudência 
Prof. Fábio Dutra -Aula 01 
QUESTÃO 01 – CESPE/MPE-RR/2008 
Consoante jurisprudência firmada pelo STF, o poder que tem o Estado de 
tributar sofre limitações que são tratadas como cláusulas pétreas. CORRETA 
Comentário: Conforme o entendimento que expusemos acerca da 
jurisprudência do STF sobre o tema, podemos concluir que a questão está 
correta. 
2 - PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS 
Estudaremos, a partir de agora, os princípios constitucionais. 
2.1 - Princípio da Legalidade 
No que se refere ao princípio da legalidade, é sabido que, quando se 
trata de tributo, há que se respeitar a estrita legalidade para sua instituição ou 
modificação. Isso quer dizer que se exige a edição de uma lei formal, 
tramitada no âmbito do Poder Legislativo. 
Com base nisso, as bancas gostam de cobrar os temas mais 
polêmicos, como as medidas provisórias. Por esse motivo, vejamos os 
julgados a seguir para saber tudo o que é necessário pra prova! 
Com a Emenda Constitucional de n° 32/2001, tivemos a expressa 
disposição sobre instituição ou majoração de impostos por meio de medidas 
provisórias. Contudo, há que se destacar que tal possibilidade (instituir ou 
modificar tributos) já havia sido prevista pelo STF antes mesmo da edição da 
referida EC, conforme vemos a seguir: 
“EMENTA: Recurso extraordinário. 2. Medida provisória. Força de lei. 3. A 
Medida Provisória, tendo força de lei, é instrumento idôneo para instituir 
e modificar tributos e contribuições sociais. Precedentes. 4. Agravo 
regimental a que se nega provimento.” 
(STF, 2ª T., AgR no AI 236.976/MG, Rel. Min. Néri da Silva, j. em 
17/08/1999, DJ de 24/09/1999). 
No mesmo sentido, temos o seguinte: 
EMENTA: Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Aumento de 
alíquota da contribuição social sobre o lucro - CSLL. Medida 
provisória nº 1.807/99. Possibilidade. 3. Agravo regimental que se nega 
Prof. Fábio Dutra 	www.estrategiaconcursos.com.br 	 Página 3 de 42 
Direito Tributário para AFRFB-2016 
Curso de Jurisprudência 
Prof. Fábio Dutra -Aula 01 
provimento. 
(STF, 2ª T., AgR no RE 422.795/CE, Rel. Min. Gilmar Mendes, j. em 
30/09/2008, DJe de 21/11/2008) 
QUESTÃO 02 – INÉDITA/2015 
De acordo com o entendimento do Supremo Tribunal Federal, o Chefe do Poder 
Executivo pode se valer de medidas provisórias para instituição ou aumento de 
tributos, desde que obedecidos os requisitos constitucionais, pertinentes a tais 
atos normativos. 
Comentário: Vimos que a jurisprudência do STF é pacífica nesse sentido. 
Portanto, há a possibilidade de instituir ou majorar tributos por meio de 
medidas provisórias. Questão correta. 
Ainda sobre as medidas provisórias, vejamos como tem sido tratado o 
conceito de relevância e urgência (requisito constitucional para edição das 
MPs): 
EMENTA: - Ação Direta de Inconstitucionalidade. Medida Provisória nº 
111/89. Prisão Temporária. Pedido de liminar. - Os conceitos de 
relevância e de urgência a que se refere o artigo 62 da Constituição, 
como pressupostos para a edição de Medidas Provisórias, decorrem, em 
princípio, do Juízo discricionário de oportunidade e de valor do 
Presidente da República, mas admitem o controle judiciário quando 
ao excesso do poder de legislar, o que, no caso, não se evidencia de 
pronto. (...) 
(STF, Pleno, Medida Cautelar na ADI 162/DF, Rel. Min. Moreira Alves, j. em 
14/12/1989, DJ de 19/09/1997). 
Veja também: 
EMENTA: CONSTITUCIONAL. MEDIDA PROVISÓRIA: REEDIÇÃO: 
POSSIBILIDADE. REQUISITOS DE RELEVÂNCIA E URGÊNCIA. 
PREVIDENCIÁRIO: CONTRIBUIÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS AO PSSSP. 
MEDIDA PROVISÓRIA nº 560, de 26.7.94. PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE 
NONAGESIMAL: C.F., art. 195, § 6º. I. - Reedição de medida provisória não 
rejeitada expressamente pelo Congresso Nacional: possibilidade. Precedentes 
do STF: ADIns 295-DF, 1.397-DF, 1.516-RO, 1.610-DF, 1.135-DF. II. - 
Requisitos de relevância e urgência: caráter político: em princípio, a 
sua apreciação fica por conta do Chefe do Executivo e do Congresso 
Nacional. Todavia, se uma ou outra, relevância ou urgência, 
evidenciar-se improcedente, no controle judicial, o Tribunal deverá 
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Direito Tributário para AFRFB-2016 
Curso de Jurisprudência 
Prof. Fábio Dutra -Aula 01 
decidir pela ilegitimidade constitucional da medida provisória. 
Precedente: ADIn 162-DF (medida liminar), Moreira Alves, Plenário, 
14.12.89; ADIn 1.397-DF, Velloso. RDA 210/294. III. (...). 
(STF, 2ª T.,do Brasil tem 
competência para firmar tratados (art. 52, § 2º, da Constituição da 
República), dela não dispondo a União, os Estados-membros ou os 
Municípios. O Presidente da República não subscreve tratados como 
Chefe de Governo, mas como Chefe de Estado, o que descaracteriza a 
existência de uma isenção heterônoma, vedada pelo art. 151, inc. III, 
da Constituição. 4. Recurso extraordinário conhecido e provido.” 
(STF, Pleno, RE 229.096/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Julgado em 
16/08/2007) 
Questão 37 – FGV/ADV. SENADO FED./2008 
A vedação às isenções heterônomas impede a concessão de isenções em 
tratados internacionais. 
Comentário: De acordo com a jurisprudência do STF, quando o Presidente da 
República age em nome da República Federativa do Brasil, concedendo 
isenções de tributos estaduais ou municipais, não se caracteriza isenções 
heterônomas. Questão errada. 
2.7.3 - Não Discriminação com Base em Procedência ou Destino 
Estudaremos tal princípio, ao analisarmos o art. 98, à luz da 
jurisprudência do STF. 
2.7.4 - Princípio da Liberdade de Tráfego 
Sobre este princípio, o único ponto a ser destacado (pela simplicidade, 
dispensa-se a transcrição do julgado) é que o pedágio cobrado em vias 
conservadas pelo próprio Poder Público é considerado tributo, de 
espécie taxa. 
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Direito Tributário para AFRFB-2016 
Curso de Jurisprudência 
Prof. Fábio Dutra -Aula 01 
Por outro lado, caso determinada via seja administrada por empresas 
em regime de concessão, permissão ou autorização, o pedágio por elas 
cobrado é considerado preço público ou tarifa, tendo em vista a natureza 
contratual (e não legal) da exação. 
Questão 38 – INÉDITA/2015 
Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à 
União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer limitações 
ao tráfego de pessoas ou bens, por meio de tributos interestaduais ou 
intermunicipais, inclusive a cobrança de pedágio pela utilização de vias 
conservadas pelo Poder Público. 
Comentário: Na verdade, a questão não trata de jurisprudência, mas apenas 
da literalidade da Constituição. O objetivo dessa questão é mostrar ao 
candidato que ele deve ter muito cuidado com questões que “parecem” 
transmitir exatamente o texto legal. Nessa questão, por exemplo, foi 
substituída a palavra “ressalvada” por “inclusive”. Eu espero que você não 
tenha errado. Caso tenha errado, não se deixe levar por essas pegadinhas da 
próxima vez, ok? Questão errada. 
Questão 39 – FGV/AFRE-RJ/2011 - Adaptada 
De acordo com o Princípio da Liberdade de Tráfego, é vedado à União, Estados 
e Municípios estabelecer tributos pelo fato de pessoa ou bem estar indo ou 
voltando de um ponto a outro. Por isso, o pedágio não pode ter natureza de 
tributo. 
Comentário: Como vimos acima, o pedágio pode sim ter natureza de tributo, 
desde que seja cobrado em vias conservadas pelo poder público. Fique atento! 
A questão está errada. 
Caro aluno(a), por hoje é só! 
Sempre que possível, resolva novamente as questões comentadas nessa 
aula, que foram inseridas, sem os respectivos comentários e gabaritos, logo 
abaixo. 
Um abraço e até a próxima aula! 
Prof. Fábio Dutra 
Email: fabiodutra08@gmail.com 
Facebook: http://www.facebook.com/FabioDutraFS 
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3 – LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS EM AULA 
QUESTÃO 01 – CESPE/MPE-RR/2008 
Consoante jurisprudência firmada pelo STF, o poder que tem o Estado de 
tributar sofre limitações que são tratadas como cláusulas pétreas. 
QUESTÃO 02 – INÉDITA/2015 
De acordo com o entendimento do Supremo Tribunal Federal, o Chefe do Poder 
Executivo pode se valer de medidas provisórias para instituição ou aumento de 
tributos, desde que obedecidos os requisitos constitucionais, pertinentes a tais 
atos normativos. 
Questão 03 – INÉDITA/2015 
Os requisitos constitucionais de urgência e relevância, no que se refere à 
edição de medidas provisórias, não pode, de forma alguma, ser apurado no 
âmbito do Poder Judiciário, pois possuem caráter político. 
Questão 04 – CESPE/AGU/2004 
O prazo para o recolhimento do tributo, por se tratar de elemento que tem 
repercussão na definição do montante a ser recolhido, deve ser definido em lei, 
não podendo ser estabelecido tão somente em regulamento. 
Questão 05 – CESPE/JUIZ FEDERAL-2ª REGIÃO/2013 
O município pode atualizar o IPTU, mediante decreto, em percentual não 
superior ao índice oficial de correção monetária. 
Questão 06 – ESAF/SEFAZ-SP-APOF/2009 
O princípio da capacidade contributiva aplica-se somente às contribuições. 
Questão 07 – ESAF/SEFAZ-SP-APOF/2009 
O princípio da capacidade contributiva aplica-se somente aos impostos. 
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Curso de Jurisprudência 
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Questão 08 – CESPE/AGU/2004 
Visando implementar a justiça fiscal, a CF consagra o princípio da capacidade 
contributiva, segundo o qual os tributos devem ser graduados de acordo com a 
capacidade econômica do contribuinte. 
Questão 09 – ESAF/SEFAZ-SP-APOF/2009 
O princípio da capacidade contributiva aplica-se indistintamente a todas as 
espécies tributárias. 
Questão 10 – CESPE/JUIZ-TJ-CE/2012 
Dado que o estabelecimento da progressividade de alíquotas constitui 
instrumento a serviço do princípio da capacidade contributiva, entende o STF 
ser constitucional lei que estabelece alíquotas progressivas para o imposto de 
transmissão inter vivos de bens imóveis, com base no valor venal do imóvel. 
Questão 11 – ESAF/MDIC/2012 
Não há ofensa ao princípio da isonomia tributária se a lei, por motivos 
extrafiscais, imprime tratamento desigual a microempresas e empresas de 
pequeno porte de capacidade contributiva distinta, afastando do regime do 
simples aquelas cujos sócios têm condição de disputar o mercado de trabalho 
sem assistência do Estado. 
Questão 12 – CESPE/JUIZ-TJ-MA/2013 
Segundo o STF, não haverá ofensa ao princípio da isonomia tributária se a lei 
complementar, por motivos extrafiscais, imprimir tratamento desigual a 
microempresas e empresas de pequeno porte de capacidade contributiva 
distinta, afastando do regime diferenciado aquelas cujos sócios tenham 
condição de disputar o mercado de trabalho sem assistência do Estado. 
Questão 13 – CESPE/JUIZ FEDERAL-5ª REGIÃO/2011 
Segundo a jurisprudência do STF, ofende o princípio da isonomia tributária a 
instituição de lei que, por motivos extrafiscais, imprima tratamento desigual a 
microempresas de capacidade contributiva distinta, afastando do regime do 
SIMPLES aquelas cujos sócios tenham condição de disputar o mercado de 
trabalho sem auxílio estatal. 
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Direito Tributário para AFRFB-2016 
Curso de Jurisprudência 
Prof. Fábio Dutra -Aula 01 
Questão 14 – ESAF/MDIC/2012 
Viola o princípio da isonomia a instituição, por parte de lei estadual, de 
incentivos fiscais a empresas que contratem empregados com mais de 
quarenta anos. 
Questão 15 – ESAF/MDIC/2012 
Não se permite a distinção, para fins tributários, entre empresas comerciais e 
prestadoras de serviços, bem como entre diferentes ramos da economia. 
Questão 16 – ESAF/ISS-RJ/2010 
A sobrecarga imposta aos bancos comerciais e às entidades financeiras, no 
tocante à contribuição previdenciária sobre a folha de salários, não fere o 
princípio da isonomia tributária, ante a expressa previsão constitucional. 
Questão 17 – ESAF/AFRFB/2012 - Adaptada 
Considerando decisões emanadas do STF sobre o princípio da isonomia, julgue 
o seguinte item: A sobrecarga imposta aos bancos comerciais e às entidades 
financeiras, no tocante à contribuição previdenciária sobre a folha de salários, 
fere o princípio da isonomia tributária. 
Questão 18 – ESAF/AFRFB/2012- Adaptada 
Considerando decisões emanadas do STF sobre o princípio da isonomia, julgue 
o seguinte item: Lei complementar estadual que isenta os membros do 
Ministério Público do pagamento de custas judiciais, notariais, cartorárias e 
quaisquer taxas ou emolumentos fere o princípio da isonomia. 
Questão 19 – ESAF/ISS-RJ/2010 
A proibição de importação de veículos usados não configura afronta ao 
princípio da isonomia. 
Questão 20 – ESAF/AFRFB/2012 - Adaptada 
Considerando decisões emanadas do STF sobre o princípio da isonomia, julgue 
o seguinte item: A exclusão do arrendamento mercantil do campo de aplicação 
do regime de admissão temporária não constitui violação ao princípio da 
isonomia tributária. 
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Direito Tributário para AFRFB-2016 
Curso de Jurisprudência 
Prof. Fábio Dutra -Aula 01 
Questão 21 – ESAF/MDIC/2012 
A Constituição Federal, entre outras limitações ao poder de tributar, veda o 
tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação 
equivalente. Sobre esta isonomia tributária, é correto afirmar que o STF 
entendeu inconstitucional, por ofensa a tal princípio, norma que proibia a 
adoção do regime de admissão temporária para as operações amparadas por 
arrendamento mercantil. 
Questão 22 – ESAF/ATRFB/2009 
O Supremo Tribunal Federal tem como referência, para análise da 
irretroatividade, o aspecto temporal da hipótese de incidência, ou seja, o 
momento apontado pela lei como sendo aquele em que se deve considerar 
ocorrido o fato gerador. 
Questão 23 – ESAF/ATRFB/2009 
A lei instituidora ou majoradora de tributos tem de ser, como regra, 
prospectiva; admite-se, porém, a sua retroatividade imprópria. 
Questão 24 – INÉDITA/2015 
Determinado estado brasileiro decidiu conceder, em 2010, desconto de 5% 
para pagamento antecipado do IPVA. No ano subseqüente, o referido estado 
editou uma lei que reduzia o desconto concedido para 3%. De acordo com a 
jurisprudência do STF, tal redução de desconto configura majoração de tributo. 
Questão 25 – ESAF/TRF/2003 
Os tributos não podem ser cobrados no mesmo exercício financeiro em que foi 
publicado o ato legal que os criou ou majorou, com exceção de alguns 
impostos, entrando em vigor no primeiro dia do exercício seguinte ao de sua 
publicação os dispositivos de lei que criam ou majoram impostos sobre o 
patrimônio ou a renda. 
Questão 26 – CESPE/AGU/2002 
Segundo o Código Tributário Nacional, os dispositivos de lei que revoguem 
isenções relativas a impostos sobre o patrimônio ou a renda somente entram 
em vigor no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que ocorra a sua 
publicação, salvo se a lei dispuser de maneira mais favorável ao contribuinte. 
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Questão 27 – CESPE/AGU/2002 
Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal as isenções não 
condicionadas ou sem prazo definido podem ser revogadas a qualquer tempo 
por lei e, uma vez revogada a isenção, o tributo volta a ser imediatamente 
exigível, sendo impertinente a invocação do princípio da anterioridade. 
Questão 28 – CESPE/DELEGADO/PF/2004 - Adaptada 
Considere que a União tenha instituído a cobrança de CPMF durante o período 
de 2 anos e, 1 mês antes de findar o prazo de vigência, em outubro, tenha 
prorrogado a cobrança por mais 6 meses. Em face dessa consideração, julgue 
o seguinte: a cobrança devida pela prorrogação não poderá ser realizada no 
mesmo exercício financeiro, tendo em vista o princípio da anterioridade. 
Questão 29 – CESPE/JUIZ-TJ-MA/2013 
Segundo o STF, o prazo da anterioridade nonagesimal começa a ser contado a 
partir da promulgação da lei que resulte da conversão de medida provisória 
editada, e não da publicação da medida provisória que institua ou modifique 
contribuição. 
Questão 30 – CESPE/JUIZ FEDERAL-5ª REGIÃO/2013 
Configura-se o caráter confiscatório de determinado tributo sempre que o 
efeito cumulativo, resultante das múltiplas incidências tributárias estabelecidas 
pela mesma entidade estatal, afetar, substancialmente e de maneira 
irrazoável, o patrimônio ou os rendimentos do contribuinte. 
Questão 31 – ESAF/AFRFB/2009 
Entre as limitações constitucionais ao poder de tributar, que constituem 
garantias dos contribuintes em relação ao fisco, é incorreto afirmar que a 
identificação do efeito confiscatório não deve ser feita em função da totalidade 
da carga tributária, mas sim em cada tributo isoladamente. 
Questão 32 – ESAF/AFRFB/2009 
Uma alíquota do imposto sobre produtos industrializados de 150%, por 
exemplo, não significa necessariamente confisco. 
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Questão 33 – FGV/ICMS-RJ/2011 
O princípio da vedação do tributo confiscatório impede a utilização de imposto 
com efeito de confisco, / mas não há percentual que estabeleça previamente 
os limites do tributo confiscatório. 
Questão 34 – ESAF/AFRFB/2014 
Leis estaduais que estipulam margens mínima e máxima das custas, dos 
emolumentos e da taxa judiciária e realizam uma disciplina progressiva das 
alíquotas – somente sendo devido o pagamento dos valores elevados para as 
causas que envolvam considerável vulto econômico – configuram ofensa ao 
princípio constitucional do não confisco. 
Questão 35 – ESAF/AFRFB/2014 
A chamada ‘multa moratória’, que tem por objetivo sancionar o contribuinte 
que não cumpre suas obrigações tributárias, prestigiando a conduta daqueles 
que pagam em dia seus tributos aos cofres públicos, não possui caráter 
confiscatório, independentemente de seu importe. 
Questão 36 – CESPE/JUIZ FEDERAL-5ª REGIÃO/2006 
Consoante o princípio da uniformidade, é vedado à União instituir tributo que 
não seja uniforme em todo o território nacional ou que implique distinção ou 
preferência em relação a estado, ao DF ou a município, em detrimento de 
outro. Todavia, entende o STF ser admissível a fixação de alíquotas do imposto 
sobre produtos industrializados (IPI), de forma diferenciada por regiões, uma 
vez que há previsão constitucional para a execução. 
Questão 37 – FGV/ADV. SENADO FED./2008 
A vedação às isenções heterônomas impede a concessão de isenções em 
tratados internacionais. 
Questão 38 – INÉDITA/2015 
Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à 
União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer limitações 
ao tráfego de pessoas ou bens, por meio de tributos interestaduais ou 
intermunicipais, inclusive a cobrança de pedágio pela utilização de vias 
conservadas pelo Poder Público. 
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Questão 39 – FGV/AFRE-RJ/2011 - Adaptada 
De acordo com o Princípio da Liberdade de Tráfego, é vedado à União, Estados 
e Municípios estabelecer tributos pelo fato de pessoa ou bem estar indo ou 
voltando de um ponto a outro. Por isso, o pedágio não pode ter natureza de 
tributo. 
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4 - GABARITO DAS QUESTÕES COMENTADAS EM AULA 
1 CORRETO 14 ERRADO 27 CORRETO 
2 CORRETO 15 ERRADO 28 ERRADO 
3 ERRADO 16 CORRETO 29 ERRADO 
4 ERRADO 17 ERRADO 30 CORRETO 
5 CORRETO 18 CORRETO 31 CORRETO 
6 ERRADO 19 CORRETO 32 CORRETO 
7 ERRADO 20 CORRETO 33 CORRETO 
8 CORRETO 21 ERRADO 34 ERRADO 
9 ERRADO 22 CORRETO 35 ERRADO 
10 ERRADO 23 ERRADO 36 CORRETO 
11 CORRETO 24 ERRADO 37 ERRADO 
12 CORRETO 25 CORRETO 38 ERRADO 
13 ERRADO 26 CORRETO 39 ERRADO 
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	Page 43RE 217.162/DF, Rel. Min. Carlos Velloso, j. em 14/12/1998, DJ 
de 26/02/1999) 
Vejamos como esse assunto poderia ser tratado pelas bancas 
examinadoras: 
Questão 03 – INÉDITA/2015 
Os requisitos constitucionais de urgência e relevância, no que se refere à 
edição de medidas provisórias, não pode, de forma alguma, ser apurado no 
âmbito do Poder Judiciário, pois possuem caráter político. 
Comentário: Como vimos acima, apesar de terem realmente caráter político, 
os requisitos de urgência e relevância podem ser apurados pelo Poder 
Judiciário, na hipótese de evidente excesso de poder de legislar, por parte do 
Presidente da República. Questão errada. 
Além das medidas provisórias, o Plenário do STF (RE 632265 AgR-ED/RJ) 
também decidiu que somente lei em sentido formal pode instituir o 
regime de recolhimento do ICMS por estimativa. Dessa forma, foi 
declarada a inconstitucionalidade dos decretos estaduais do Estado do Rio de 
Janeiro que dispõem sobre o pagamento do ICMS no âmbito do referido 
Estado-Membro. 
De acordo com o Informativo 790, no caso, discutia-se a possibilidade de 
se disciplinar, mediante decreto, forma de recolhimento de tributo 
diferentemente do que prevista na LC 87/1996. A Corte afirmou que, apesar 
de o fato gerador do ICMS acontecer no momento da saída do 
estabelecimento, a circunstância de ser um imposto não-cumulativo (CF, art. 
155, § 2º, I) impediria a cobrança após cada operação, salvo 
excepcionalmente, conforme estatuído na LC 87/1996. 
Dada a relevância desta jurisprudência, transcreve-se abaixo o trecho da 
respectiva ementa: 
(...) RECURSO EXTRAORDINÁRIO – TRIBUTO – FORMA DE CÁLCULO – 
PRINCÍPIO DA LEGALIDADE – INOBSERVÂNCIA – AUDIÇÃO DA 
PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA. Envolvido, no recurso extraordinário, 
o princípio da legalidade tributária, no que, mediante decreto, veio a ser 
disciplinada forma de recolhimento de tributo diferente da prevista em lei 
complementar – artigo 26 da Lei Complementar nº 87/96 –, cumpre 
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aparelhar o processo para o crivo respectivo. 
(STF, Plenário, RE 632265 AgR-ED/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio, Julgamento 
em 30/10/2012) 
Acrescentamos também que as bancas de concurso público, cobram 
também as exceções ao princípio da legalidade, de acordo com a 
jurisprudência da Suprema Corte. Veja: 
EMENTA: TRIBUTÁRIO. ICMS. MINAS GERAIS. DECRETOS N.ºS 30.087/89 E 
32.535/91, QUE ANTECIPARAM O DIA DE RECOLHIMENTO DO TRIBUTO E 
DETERMINARAM A INCIDÊNCIA DE CORREÇÃO MONETÁRIA A PARTIR DE 
ENTÃO. ALEGADA OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DA 
ANTERIORIDADE E DA NÃO-CUMULATIVIDADE. Improcedência da alegação, 
tendo em vista não se encontrar sob o princípio da legalidade estrita e 
da anterioridade a fixação do vencimento da obrigação tributária; já 
se havendo assentado no STF, de outra parte, o entendimento de que a 
atualização monetária do débito de ICMS vencido não afronta o princípio da 
não-cumulatividade (RE 172.394). Recurso não conhecido. 
(STF, 1ª T., RE 195.218/MG, Rel. Min. Ilmar Galvão, j. em 28/05/2002, DJ 
de 02/08/2002) 
A alteração do prazo de recolhimento do tributo pode ser 
feita por ato infralegal, sem ofensa ao princípio da 
legalidade! 
Questão 04 – CESPE/AGU/2004 
O prazo para o recolhimento do tributo, por se tratar de elemento que tem 
repercussão na definição do montante a ser recolhido, deve ser definido em lei, 
não podendo ser estabelecido tão somente em regulamento. 
Comentário: Conforme entendimento expresso do STF, o prazo de 
recolhimento do tributo não está sujeito ao princípio da legalidade, podendo, 
portanto, ser alterado por ato infralegal. Dessa forma, a questão está errada. 
A atualização do valor monetário da base de cálculo foi 
expressamente dispensada do princípio da legalidade pelo § 2° do art. 
97 do CTN. Ressalte-se que não se deve confundir atualização com aumento 
(aumento em percentual superior aos índices oficiais), este está sujeito a 
edição de lei. Nesse sentido, o STJ sumulou o seguinte entendimento: 
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Súmula STJ 160 – É defeso, ao Município, atualizar o IPTU, mediante 
decreto, em percentual superior ao índice oficial de correção monetária. 
Questão 05 – CESPE/JUIZ FEDERAL-2ª REGIÃO/2013 
O município pode atualizar o IPTU, mediante decreto, em percentual não 
superior ao índice oficial de correção monetária. 
Comentário: A Súmula 160, do STJ, proíbe a atualização do IPTU mediante 
decreto em percentual superior ao índice oficial de correção monetária. 
Interpretando a citada súmula a contrariu sensu, podemos afirmar que o 
município pode atualizar o IPTU mediante decreto, desde que em percentual 
não superior ao índice oficial. Questão correta. 
Satisfeitos tais requisitos, é possível, de acordo com o STF, 
complementar os conceitos abertos utilizados pelo legislador. Por exemplo, 
definiram-se por meio de atos normativos infralegais os conceitos de 
atividades preponderantes e grau de risco leve, médio e grave, que foram 
previstos na Lei 8212/91, e que se refere à contribuição para custear o SAT. 
EMENTA: - CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO: SEGURO DE 
ACIDENTE DO TRABALHO - SAT. (...) O fato de a lei deixar para o 
regulamento a complementação dos conceitos de atividade 
preponderante e grau de risco leve, médio e grave, não implica 
ofensa ao princípio da legalidade genérica, C.F., art. 5º, II, e da 
legalidade tributária, C.F., art. 150, I. IV. (...). 
(STF, Pleno, RE 343.446/SC, Rel. Min. Carlos Velloso, j. em 20/03/2003, DJ 
de 04/04/2003) 
2.2 - Princípio da Isonomia 
Esse é um dos princípios mais fartos de jurisprudência, no estudo do 
Direito Tributário. Prestemos, pois, total atenção no que virá a seguir. 
Em primeiro lugar, é importante sabermos que, embora o art. 145, § 
1°, da CF/88, mencione expressamente apenas a submissão dos impostos ao 
princípio da capacidade contributiva, o STF entende que tal postulado é 
extensível a outras espécies tributárias, obedecendo, claro, as singularidades 
de cada uma delas. 
Nesse sentido, temos: 
“IPVA. Progressividade. Todos os tributos submetem-se ao princípio da 
capacidade contributiva (precedentes), ao menos em relação a um de 
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seus três aspectos (objetivo, subjetivo e proporcional), 
independentemente de classificação extraída de critérios puramente 
econômicos.” 
(STF, RE 406.955-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, julgamento em 4-10-
2011, Segunda Turma, DJE de 21-10-2011) 
Questão 06 – ESAF/SEFAZ-SP-APOF/2009 
O princípio da capacidade contributiva aplica-se somente às contribuições. 
Comentário: Neste caso, o candidato deve ter em mente que cada tributo 
possui suas particularidades. Isso faz com que eles se submetam ao princípio 
da capacidade contributiva de formas diferentes. O importante é saber que o 
STF já mencionou que TODOS os tributos se submetem a este postulado. A 
questão está errada. 
Questão 07 – ESAF/SEFAZ-SP-APOF/2009 
O princípio da capacidade contributiva aplica-se somente aos impostos. 
Comentário: Novamente, temos uma questão que restringe o campo de 
aplicação do princípio da capacidade contributiva. Lembre-se, segundo o STF, 
ele se aplica a todos os tributos. Questão errada. 
Questão 08 – CESPE/AGU/2004 
Visando implementar a justiça fiscal, a CF consagra o princípio da capacidade 
contributiva, segundo o qual os tributos devem ser graduados de acordo com a 
capacidade econômica do contribuinte. 
Comentário: A questão explica como se dá a aplicação do princípio da 
capacidade contributiva. No entanto, observe que a questão se refere aos 
tributos, de forma geral, e não aos impostos,conforme preceitua a CF/88. Isso 
não torna a questão incorreta, pois a interpretação do STF a respeito do 
princípio da capacidade contributiva é ampla, conforme vimos. Questão 
correta. 
Na hora da prova, tenha muito cuidado com assertivas 
literais em relação ao princípio da capacidade 
contributiva (art. 145, § 1º). SEMPRE leia as demais 
alternativas antes de tomar a decisão. 
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Destaque-se que, apesar de todos os tributos se submeterem ao princípio 
da capacidade contributiva, isso ocorre de maneira distinta. 
Questão 09 – ESAF/SEFAZ-SP-APOF/2009 
O princípio da capacidade contributiva aplica-se indistintamente a todas as 
espécies tributárias. 
Comentário: Conforme comentamos, apesar de todos os tributos se 
submeterem ao referido princípio, a aplicação deste ocorre de maneira distinta, 
pois cada tributo guarda consigo certas peculiaridades. Questão errada. 
Sobre a progressividade de alíquotas, ressalte-se que não se confunde o 
fato de as alíquotas do IPVA serem diferenciadas por tipo e por utilização do 
veículo com progressividade. Veja este julgado: 
“AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IPVA. LEI 
ESTADUAL. ALÍQUOTAS DIFERENCIADAS EM RAZÃO DO TIPO DO VEÍCULO. 
1. Os Estados-membros estão legitimados a ditar as normas gerais 
referentes ao IPVA, no exercício da competência concorrente prevista no 
artigo 24, § 3º, da Constituição do Brasil. 
2. O Supremo possui orientação no sentido de que não há tributo 
progressivo quando as alíquotas são diferenciadas segundo critérios 
que não levam em consideração a capacidade contributiva. 
Agravo regimental a que se nega provimento”. 
(STF, RE 466.480-AgR/MG, Rel. Min. Eros Grau, 24/06/2008) 
Ainda sobre a progressividade de alíquotas, veja o que diz a súmula 656 
de lavra do STF: 
SÚMULA STF 656 – É inconstitucional a lei que estabelece alíquotas 
progressivas para o imposto de transmissão inter vivos de bens imóveis – 
ITBI com base no valor venal do imóvel. 
Questão 10 – CESPE/JUIZ-TJ-CE/2012 
Dado que o estabelecimento da progressividade de alíquotas constitui 
instrumento a serviço do princípio da capacidade contributiva, entende o STF 
ser constitucional lei que estabelece alíquotas progressivas para o imposto de 
transmissão inter vivos de bens imóveis, com base no valor venal do imóvel. 
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Comentário: O STF sumulou o seu entendimento (Súmula 656), afirmando no 
texto desta que a progressividade de alíquotas no ITBI, com base no valor 
venal do imóvel, são inconstitucionais. Questão errada. 
Da redação da súmula, em conjunto com o entendimento que tem sido 
demonstrado pelo STF, percebemos que a Corte não admite a 
progressividade de alíquotas para os impostos reais, salvo quando 
houver expressa permissão do texto constitucional. Para o STF, não é 
possível graduar impostos reais segundo a capacidade contributiva do 
contribuinte. 
Nesse contexto, o Supremo considera inconstitucional o seguinte: 
SÚMULA STF 668 – É inconstitucional a lei municipal que tenha 
estabelecido, antes da Emenda Constitucional 29/2000, alíquotas 
progressivas para o IPTU, salvo se destinada a assegurar o cumprimento da 
função social da propriedade urbana. 
No entanto, o ITCMD, embora tido como imposto real, possui 
características que tornam possível graduá-lo conforme a capacidade 
contributiva de cada um. Observe o julgado a seguir (um dos mais 
importantes da aula): 
“EMENTA: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. 
LEI ESTADUAL: PROGRESSIVIDADE DE ALÍQUOTA DE IMPOSTO SOBRE 
TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS E DOAÇÃO DE BENS E DIREITOS. 
CONSTITUCIONALIDADE. ART. 145, § 1º, DA CONSTITUIÇÃO DA 
REPÚBLICA. PRINCÍPIO DA IGUALDADE MATERIAL TRIBUTÁRIA. 
OBSERVÂNCIA DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. RECURSO 
EXTRAORDINÁRIO PROVIDO.”. 
(...)
Transcrição parcial do voto da Min. Ellen Gracie: 
“Por revelar efetiva e atual capacidade contributiva inerente ao acréscimo 
patrimonial, o imposto sobre transmissão “causa mortis”, também conhecido 
como imposto sobre heranças ou sobre a sucessão, é um imposto que bem 
se vocaciona à tributação progressiva.” 
(STF, RE 562.045/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 
06/02/2013, publicado em 27/11/2013) 
O STF entende que o ITCMD pode ser tributado com base 
em alíquotas progressivas, por ser possível graduá-lo 
conforme a capacidade contributiva de cada um. 
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“EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. CONSTITUCIONAL. 
TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE IMÓVEL TERRITORIAL E 
URBANA. IPTU. PROGRESSIVIDADE. ALÍQUOTA ÚNICA. VARIAÇÃO DA BASE 
DE CÁLCULO CONFORME A ESSENCIALIDADE OU A FRIVOLIDADE DO BEM 
(TIPOS DE IMÓVEL PRECÁRIO, POPULAR, MÉDIO, FINO E LUXO). ÍNDICE 
PRÓPRIO PARA MENSURAR A CAPACIDADE CONTRIBUTIVA E DAR DIMENSÃO 
EXTRAFISCAL À EXAÇÃO. UTILIZAÇÃO ANTES DA EC 29/2000. 
IMPOSSIBILIDADE 
(...)
O efeito extrafiscal ou a calibração do valor do tributo de acordo com 
a capacidade contributiva não são obtidos apenas pela modulação da 
alíquota. O escalonamento da base de cálculo pode ter o mesmo 
efeito. 3. Ao associar o tipo de construção (precário, popular, médio, fino e 
luxo) ao escalonamento crescente da avaliação do valor venal do imóvel, a 
Lei 3.326/1996 do Município de Campo Grande passou a graduar o valor do 
tributo de acordo com índice hábil à mensuração da frivolidade ou da 
essencialidade do bem, além de lhe conferir mais matizes para definição da 
capacidade contributiva. Impossibilidade, nos termos do texto constitucional 
anterior à inovação trazida pela EC 29/2000. Agravo regimental ao qual se 
nega provimento.” 
(STF, AI 583.636-AgR/MS, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 06/04/2010) 
Em síntese, o escalonamento da base de cálculo é capaz também de 
gerar o efeito extrafiscal do tributo ou calibrar este de acordo com a 
capacidade contributiva. 
Além disso, ressalte-se que associar o tipo de construção ao 
escalonamento crescente do valor venal do imóvel significa conferir 
progressividade fiscal ao IPTU, sendo esta vedada antes da EC 
29/2000 (Súmula 668 do STF). No mesmo sentido, temos o AI 498.249-
AgR, que não vamos citá-lo para não tornar a aula prolixa. 
A capacidade contributiva pode ser mensurada não só 
pela aplicação de diferentes alíquotas, mas também pelo 
escalonamento da base de cálculo. 
Ainda temos muitas outras jurisprudências relevantes para fins de 
concurso público, como as que vamos estudar a partir de agora! 
“EMENTA : - Isenção de IPTU, em razão da qualidade de servidor 
estadual do Agravante, postulada em desrespeito da proibição 
contida no art. 150, II, da Constituição Federal de 1988.” 
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(STF, AI 157.871-AgR/RJ, Rel. Min. Octabio Gallotti, 15/09/1995) 
Com base no entendimento do STF, fere o princípio da isonomia a 
discriminação com base na função ou ocupação exercida. 
EMENTA: ACÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. SISTEMA 
INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS 
MICROEMPRESAS E EMPRESAS DE PEQUENO PORTE. CONFEDERAÇÃO 
NACIONAL DAS PROFISSÕES LIBERAIS. PERTINÊNCIA TEMÁTICA. 
LEGITIMIDADE ATIVA. PESSOAS JURÍDICAS IMPEDIDAS DE OPTAR PELO 
REGIME. CONSTITUCIONALIDADE. (...). 4. Não há ofensa ao princípio da 
isonomia tributária se a lei, por motivos extrafiscais, imprime 
tratamento desigual a microempresas e empresas de pequeno porte 
de capacidade contributiva distinta, afastando do regime do SIMPLES 
aquelas cujos sócios têm condição de disputar o mercado de trabalho 
sem assistênciado Estado. Ação direta de inconstitucionalidade julgada 
improcedente. 
(STF, Pleno, ADI 1.643/UF, Rel. Min. Maurício Corrêa, j. em 05/12/2002, DJ 
de 14/03/2003). 
Questão 11 – ESAF/MDIC/2012 
Não há ofensa ao princípio da isonomia tributária se a lei, por motivos 
extrafiscais, imprime tratamento desigual a microempresas e empresas de 
pequeno porte de capacidade contributiva distinta, afastando do regime do 
simples aquelas cujos sócios têm condição de disputar o mercado de trabalho 
sem assistência do Estado. 
Comentário: Não há como escapar, você vai ter que decorar isso. Tanto o 
CESPE como a ESAF já cobraram. Fique ligado, pois é cópia parcial da Ementa 
da ADI 1.643/UF. Questão correta. 
Questão 12 – CESPE/JUIZ-TJ-MA/2013 
Segundo o STF, não haverá ofensa ao princípio da isonomia tributária se a lei 
complementar, por motivos extrafiscais, imprimir tratamento desigual a 
microempresas e empresas de pequeno porte de capacidade contributiva 
distinta, afastando do regime diferenciado aquelas cujos sócios tenham 
condição de disputar o mercado de trabalho sem assistência do Estado. 
Comentário: A questão faz cópia parcial da Ementa da ADI 1.643/UF. Repare 
que a questão menciona lei complementar devido a reserva de lei 
complementar prevista no art. 146, III, “d”, inserida pela EC 42/03, não 
existente à época do julgamento da ADI 1.643. Questão correta. 
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Questão 13 – CESPE/JUIZ FEDERAL-5ª REGIÃO/2011 
Segundo a jurisprudência do STF, ofende o princípio da isonomia tributária a 
instituição de lei que, por motivos extrafiscais, imprima tratamento desigual a 
microempresas de capacidade contributiva distinta, afastando do regime do 
SIMPLES aquelas cujos sócios tenham condição de disputar o mercado de 
trabalho sem auxílio estatal. 
Comentário: A questão nega o que foi estabelecido no julgamento da ADI 
1.643. Não há ofensa ao princípio da isonomia quando a lei imprime tal 
tratamento diferenciado, por razões extrafiscais. Esse é o entendimento do STF 
que você deve levar para a prova. Questão errada. 
Sobre os incentivos fiscais, temos que: 
Ementa: Ao instituir incentivos fiscais a empresas que contratam 
empregados com mais de quarenta anos, a Assembléia Legislativa 
Paulista usou o caráter extrafiscal que pode ser conferido aos tributos, para 
estimular conduta por parte do contribuinte, sem violar os princípios da 
igualdade e da isonomia. 
(STF, ADI 1.276, Rel. Min. Ellen Gracie, 28/08/2002) 
Questão 14 – ESAF/MDIC/2012 
Viola o princípio da isonomia a instituição, por parte de lei estadual, de 
incentivos fiscais a empresas que contratem empregados com mais de 
quarenta anos. 
Comentário: De acordo com o entendimento do STF, a lei estadual utilizou-se 
de caráter extrafiscal para estimular certo comportamento por parte dos 
contribuintes. Questão incorreta. 
Vejamos outra mais uma jurisprudência já cobrada em provas de concurso 
público sobre o princípio da isonomia: 
EMENTA: PROCESSO CIVIL. MEDIDA CAUTELAR. EFEITO SUSPENSIVO A 
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INSTITUIÇÃO FINANCEIRA. CONTRIBUIÇÃO 
PREVIDENCIÁRIA SOBRE A FOLHA DE SALÁRIOS. ADICIONAL. § 1º DO ART. 
22 DA LEI Nº 8.212/91. A sobrecarga imposta aos bancos comerciais e 
às entidades financeiras, no tocante à contribuição previdenciária 
sobre a folha de salários, não fere, à primeira vista, o princípio da 
isonomia tributária, ante a expressa previsão constitucional (Emenda 
de Revisão nº 1/94 e Emenda Constitucional nº 20/98, que inseriu o § 9º no 
art. 195 do Texto permanente). Liminar a que se nega referendo. Processo 
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extinto. 
(STF, AC 1.109-MC, Rel. Min. Marco Aurélio, 31/05/2007) 
Sobre esse assunto, preciso que você guarde ainda o disposto no art. 
195, § 9º, da CF/88: “As contribuições sociais previstas no inciso I do caput 
deste artigo poderão ter alíquotas ou bases de cálculo diferenciadas, em razão 
da atividade econômica, da utilização intensiva de mão-deobra, do porte da 
empresa ou da condição estrutural do mercado de trabalho.” Lembrem-se que 
as referidas contribuições são aquelas a cargo do empregador. 
Questão 15 – ESAF/MDIC/2012 
Não se permite a distinção, para fins tributários, entre empresas comerciais e 
prestadoras de serviços, bem como entre diferentes ramos da economia. 
Comentário: Tal distinção é permitida, pois há previsão constitucional nesse 
favor (art. 195, § 9º, da CF/88). Questão incorreta. 
Questão 16 – ESAF/ISS-RJ/2010 
A sobrecarga imposta aos bancos comerciais e às entidades financeiras, no 
tocante à contribuição previdenciária sobre a folha de salários, não fere o 
princípio da isonomia tributária, ante a expressa previsão constitucional. 
Comentário: De acordo com o art. 195, § 9º, da CF/88, permite-se que as 
contribuições sociais a cargo do empregador tenham alíquotas ou bases de 
cálculo diferenciadas em razão da atividade econômica, da utilização intensiva 
de mão de obra, do porte da empresa ou da condição estrutural do mercado de 
trabalho. Questão correta. 
Questão 17 – ESAF/AFRFB/2012 - Adaptada 
Considerando decisões emanadas do STF sobre o princípio da isonomia, julgue 
o seguinte item: A sobrecarga imposta aos bancos comerciais e às entidades 
financeiras, no tocante à contribuição previdenciária sobre a folha de salários, 
fere o princípio da isonomia tributária. 
Comentário: Veja como a ESAF gosta desse tipo de questão. Basta decorar o 
art. 195, § 9º da CF/88, bem como o posicionamento da Suprema Corte acerca 
deste assunto. É ponto certo na prova. Nesta, a banca afirmou que a 
sobrecarga fere o princípio da isonomia. Questão errada. 
“EMENTA: (...) 1. A lei complementar estadual que isenta os membros 
do Ministério Público do pagamento de custas judiciais, notariais, 
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cartorárias e quaisquer taxas ou emolumentos fere o disposto no 
artigo 150, inciso II, da Constituição do Brasil.” 
(STF, ADI 3.260, Rel. Min. Eros Grau, 29/03/2007) 
O dispositivo constitucional mencionado na ementa trata mais uma vez 
do princípio da isonomia. 
Questão 18 – ESAF/AFRFB/2012 - Adaptada 
Considerando decisões emanadas do STF sobre o princípio da isonomia, julgue 
o seguinte item: Lei complementar estadual que isenta os membros do 
Ministério Público do pagamento de custas judiciais, notariais, cartorárias e 
quaisquer taxas ou emolumentos fere o princípio da isonomia. 
Comentário: Conforme acabamos de estudar, tais isenções afrontam o 
princípio da isonomia, conforme jurisprudência do STF. Questão correta. 
EMENTA: Importação de automóveis usados. - Recentemente, o Plenário 
desta Corte, ao julgar os RREE 203.954 e 202.313, firmou o entendimento 
de que é inaceitável a orientação de que a vedação da importação de 
automóveis usados afronte o princípio constitucional da isonomia, 
sob a alegação de atuar contra as pessoas de menor capacidade 
econômica, porquanto, além de não haver a propalada discriminação, a 
diferença de tratamento é consentânea com os interesses fazendários 
nacional que o artigo 237 da Constituição Federal teve em mira proteger, ao 
investir as autoridades do Ministério da Fazenda no poder de fiscalizar e 
controlar o comércio exterior. 
(STF, RE 312.511, Rel. Min. Moreira Alves, 11/06/2002) 
Veja como caiu em prova: 
Questão 19 – ESAF/ISS-RJ/2010 
A proibição de importação de veículos usados não configura afronta ao 
princípio da isonomia. 
Comentário: Não há qualquer ofensa ao princípio da isonomia, pois a vedação 
de importação de veículos usados apenas restringe algo consentâneo com os 
interesses fazendários nacional. Questão correta. 
Outro temajá cobrado em prova diz respeito à exclusão das operações 
de arrendamento mercantil do campo de aplicação do regime de admissão 
temporária, conforme a jurisprudência a seguir: 
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Violação do princípio da isonomia (art. 150, II da Constituição), na 
medida em que o art. 17 da Lei 6.099/1974 proíbe a adoção do 
regime de admissão temporária para as operações amparadas por 
arrendamento mercantil. Improcedência. A exclusão do arrendamento 
mercantil do campo de aplicação do regime de admissão temporária atende 
aos valores e objetivos já antevistos no projeto de lei do arrendamento 
mercantil, para evitar que o leasing se torne opção por excelência devido às 
virtudes tributárias e não em razão da função social e do escopo empresarial 
que a avença tem. 
(STF, RE 429.306/PR, Segunda Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Julgado 
em 01/02/2011) 
A admissão temporária é um regime aduaneiro especial que permite a 
importação, com suspensão total ou parcial de tributos, de bens que devam 
permanecer no país sobre prazo fixado. 
Para a Lei 6.099/74, as operações de arrendamento mercantil não se 
confundem com o referido regime aduaneiro especial, estando sujeitas às 
normas gerais de importação. 
O STF também se posicionou no mesmo sentido, tendo em vista que se 
assim não o fosse, as operações de arrendamento mercantil iriam se beneficiar 
das vantagens tributárias oferecidas pelo regime de admissão temporária. 
Questão 20 – ESAF/AFRFB/2012 - Adaptada 
Considerando decisões emanadas do STF sobre o princípio da isonomia, julgue 
o seguinte item: A exclusão do arrendamento mercantil do campo de aplicação 
do regime de admissão temporária não constitui violação ao princípio da 
isonomia tributária. 
Comentário: De acordo com o que vimos, o STF entende que a exclusão do 
arrendamento mercantil do campo de aplicação do regime aduaneiro especial 
de admissão temporária não ofende o princípio da isonomia. Questão correta. 
Questão 21 – ESAF/MDIC/2012 
A Constituição Federal, entre outras limitações ao poder de tributar, veda o 
tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação 
equivalente. Sobre esta isonomia tributária, é correto afirmar que o STF 
entendeu inconstitucional, por ofensa a tal princípio, norma que proibia a 
adoção do regime de admissão temporária para as operações amparadas por 
arrendamento mercantil. 
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Comentário: Opa! Você percebeu, caro candidato, que a ESAF tem cobrado 
questões praticamente idênticas? Veja a importância do nosso curso para você 
garantir um bom desempenho nas provas. Conforme já dissemos, tal proibição 
não ofende o princípio da isonomia. Portanto, questão errada. 
Por fim, destaque-se que o STF considerou inconstitucional parte da 
Emenda Constitucional 41/2003, pois esta imprimia tratamento discriminatório 
entre servidores públicos da União e os dos Estados, Municípios e do DF, no 
que se refere ao limite a partir do qual incidiria contribuição previdenciária 
sobre aposentadoria e pensões. 
Observe a seguinte ementa: 
EMENTAS: (...) Servidor público. Vencimentos. Proventos de aposentadoria e 
pensões. Sujeição à incidência de contribuição previdenciária. Bases de 
cálculo diferenciadas. Arbitrariedade. Tratamento discriminatório entre 
servidores e pensionistas da União, de um lado, e servidores e 
pensionistas dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, de 
outro. Ofensa ao princípio constitucional da isonomia tributária, que é 
particularização do princípio fundamental da igualdade. Ação julgada 
procedente para declarar inconstitucionais as expressões “cinquenta por 
cento do” e “sessenta por cento do”, constantes do art. 4º, § único, I e II, da 
EC nº 41/2003. Aplicação dos arts. 145, § 1º, e 150, II, cc. art. 5º, caput e § 
1º, e 60, § 4º, IV, da CF, com restabelecimento do caráter geral da regra do 
art. 40, § 18. São inconstitucionais as expressões cinquenta por cento do e 
sessenta por cento do, constantes do § único, incisos I e II, do art. 4º da 
Emenda Constitucional nº 41, de 19 de dezembro de 2003, e tal pronúncia 
restabelece o caráter geral da regra do art. 40, § 18, da Constituição da 
República, com a redação dada por essa mesma Emenda. 
(STF, Pleno, ADI 3.105/DF, Rel. p/ Acórdão Min. Cezar Peluso, j. em 
18/08/2004, DJ de 18/02/2005). 
2.3 - Princípio da Irretroatividade 
Para facilitar a sua compreensão do posicionamento dos tribunais a 
respeito deste princípio, faz-se necessário conhecer dois importantes aspectos 
da hipótese de incidência tributária: o aspecto material e o temporal. 
O aspecto material se refere ao fato descrito na norma como ensejador 
do surgimento da obrigação tributária. Por exemplo, o fato de auferir rendas 
faz com que a pessoa se sujeite à tributação pelo Imposto de Renda. Já o 
aspecto temporal da hipótese de incidência diz respeito ao momento em que a 
lei considerar consumado o fato gerador da obrigação tributária. Por exemplo, 
o Imposto de Renda Pessoa Física tem o seu fato gerador ocorrido em 31 de 
dezembro de cada ano, muito embora decorra de vários fatos isolados ao longo 
do ano-calendário. 
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Por falar do Imposto de Renda, devemos levar em consideração que se 
trata de um tributo complexivo, ou seja, é formado por um conjunto de fatos 
que ocorridos durante determinado período (exercício financeiro). 
Agora que você já entendeu tais conceitos, vamos à seguinte 
jurisprudência: 
EMENTA: Embargos de declaração acolhidos para complementar a 
fundamentação do acórdão embargado e alterar a respectiva ementa, que 
passa a ter o teor seguinte: "Contribuição social: correção monetária: 
atualização pela UFIR: constitucionalidade do art. 79 da L. 8.383, de 
30.12.91: precedentes. Se o fato gerador da obrigação tributária 
relativa à contribuição social reputa-se ocorrido em 31 de dezembro, 
conforme a orientação do STF, a lei que esteja em vigor nessa data é 
aplicável imediatamente, sem contrariedade ao art. 5º, XXXVI, da 
Constituição." 
(STF, 1ª T., ED no AgR no AI 333.209/PR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, j. 
em 02/03/2007, DJ de 30/03/2007). 
Observação: A ementa se refere à CSLL, tributo que segue a mesma 
sistemática de apuração e pagamento do Imposto de Renda. 
Perceba, neste caso, que o STF adotou o aspecto temporal da 
hipótese de incidência, pois, para o Tribunal, basta que a lei esteja vigente 
na data da consumação do fato gerador para que se aplique a ele, bem como a 
todos os eventos dos quais ele é composto. 
Quanto ao aspecto temporal da hipótese de incidência, é interessante 
observarmos a redação da vetusta Súmula 584 do STF: 
Súmula STF 584 – Ao imposto de renda calculado sobre os rendimentos do 
ano base aplica-se a lei vigente no exercício financeiro em que deve ser 
apresentada a declaração. 
Em termos práticos, o STF quis dizer que, se uma lei que foi publicada 
em 2014 estiver produzindo efeitos em 2015, ela será aplicada sobre os 
rendimentos de 2014, pois a norma estava em vigor quando ocorreu a 
entrega da declaração (2015). Perceba que há total agressão ao princípio 
da irretroatividade. 
Observação: Lembre-se de que a entrega das declarações de imposto de 
renda das pessoas físicas ocorre sempre no ano-calendário subsequente. 
“E o princípio da anterioridade, professor?” 
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Também foi agredido, caro aluno, pois a lei acabou por produzir 
efeitos sobre o fato gerador ocorrido no mesmo exercício de suapublicação. 
Destaque-se que, no julgamento do tão aguardado RE 183.130, o STF se 
manifestou no sentido da inaplicabilidade da Súmula 584, mas apenas 
quando se trata de majoração de alíquotas do IR utilizado com caráter 
extrafiscal, em relação ao lucro decorrente de operações incentivadas. 
Vejamos como ficou redigida a ementa deste julgado: 
Ementa: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO DE RENDA. OPERAÇÕES 
INCENTIVADAS. LEI 7.988/89, ART. 1º, I. 1. Não é legítima a aplicação 
retroativa do art. 1º, I, da Lei 7.988/89 que majorou a alíquota incidente 
sobre o lucro proveniente de operações incentivadas ocorridas no passado, 
ainda que no mesmo exercício. Relativamente a elas, a legislação havia 
conferido tratamento fiscal destacado e mais favorável, justamente para 
incrementar a sua exportação. A evidente função extrafiscal da 
tributação das referidas operações afasta a aplicação, em relação a 
elas, da Súmula 584/STF. 2. Recurso Extraordinário improvido. 
(STF, Plenário, RE 183.130/PR, Rel. Min. Teori Zavascki, Julgamento em 
25/09/2014) 
Ficou evidente que a Súmula 584 continuaria sendo adotada para fins de 
interpretação do fato gerador do imposto de renda, de modo a corroborar 
orientação no sentido de que, em razão de o fato gerador do imposto de renda 
ocorrer somente em 31 de dezembro, se a lei fosse editada antes dessa data, 
sua aplicação a fatos ocorridos no mesmo ano da edição não violaria o 
princípio da irretroatividade. 
Não houve revogação do texto da Súmula 584. Sua 
transcrição literal em uma questão de prova deve ser 
encarada como correta. 
O STJ (REsp 419.814/RS), no entanto, já decidiu em favor da 
inaplicabilidade do enunciado da Súmula 584 do STF, pois este foi editado na 
vigência da CF anterior, valendo, hoje, os princípios da anterioridade e 
irretroatividade da lei tributária. Vejamos: 
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Ainda não entendi o que seria retroatividade imprópria. Poderia 
explicar melhor? 
Claro que sim! Corroborando o que já vimos, a retroatividade imprópria 
ocorre quando se considera apenas o aspecto temporal da norma, 
desconsiderando o seu aspecto material. Ou seja, ainda que a lei tenha sido 
publicada no meio ou no final de um ano (julho, por exemplo), ela se aplica a 
todos os rendimentos daquele período (janeiro a dezembro), mesmo que 
anteriores a ela (janeiro a junho), bastando apenas que esteja vigente em 
um determinado momento, o que no caso do IR, segundo a Súmula 584, 
seria no ano-calendário em que fosse entregue a declaração. 
Caso se considere o aspecto material da norma, ficaria evidente que a lei 
ofende o princípio da irretroatividade, tendo em vista que os rendimentos 
auferidos até a publicação desta sofrem a majoração do IR. 
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“A Súmula 584/STF está superada nos moldes colocados no seu 
verbete, entendendo-se que na atual redação da CF/88 aplica-se ao 
Imposto de Renda a lei vigente no ano antecedente, de modo a já estar ela 
com plena eficácia no início do ano-base. (...)” 
(STJ, EDcl no REsp 377.099/RS, Voto da Min. Relatora Eliana Calmon, 
Julgado em 02/03/2004) 
A pergunta agora seria: como tal assunto deve ser levado para a prova? 
• Deve ser considerada correta a questão que transcrever a literalidade do 
seu enunciado. 
• Está correta a questão que mencionar a inaplicabilidade da Súmula 584 em 
relação ao IR utilizado em caráter extrafiscal (lucro decorrente de operações 
incentivadas). 
• Se a questão invocar o entendimento do STJ, deve-se lembrar que esta 
Corte já decidiu no sentido da inaplicabilidade da súmula. 
Destaque-se que o fenômeno a que a Súmula 584 do STF nos remete 
é o da retroatividade imprópria, que ocorre quando uma lei tem 
aplicação sobre fatos que se iniciaram no passado, mas que ainda não 
foram concluídos. Nesse sentido, a lei é publicada no final do ano e alcança 
os fatos que ocorreram desde o início do mesmo ano. 
Já tivemos um voto da Ministra Ellen Gracie, no sentido de que deve se 
considerado o aspecto material da hipótese de incidência tributária, para que 
seja respeitado o princípio da irretroatividade tributária. Parece ainda cedo 
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para dizermos que o STF esteja alterando o seu posicionamento, mas, de 
qualquer forma, se o seguinte julgado for cobrado na íntegra, você pode 
considerar a questão como correta: 
“É o aspecto material – e não o aspecto temporal da norma – que 
deve ser considerado para fins de resguardo da irretroatividade e da 
anterioridade da lei tributária (...). Havendo afirmação constitucional 
expressa da irretroatividade da lei ao fato gerador, bem como da 
anterioridade da lei tributária, e considerando-se que tais garantias 
constituem desdobramentos inequívocos do princípio da segurança jurídica, 
pode-se concluir que não tem lugar, no direito tributário brasileiro, a 
chamada retroatividade imprópria.” 
(RE 587.008; Voto da Min. Ellen Gracie, Relator: Dias Toffoli, J. 02/02/2011, 
DJ 05/05/2011) 
Apenas siga o voto da Min. Ellen Gracie se a banca o 
exigir literalmente. 
Questão 22 – ESAF/ATRFB/2009 
O Supremo Tribunal Federal tem como referência, para análise da 
irretroatividade, o aspecto temporal da hipótese de incidência, ou seja, o 
momento apontado pela lei como sendo aquele em que se deve considerar 
ocorrido o fato gerador. 
Comentário: Perceba que essa questão (2009) foi elaborada antes do voto da 
Ministra Ellen Gracie (2011), no qual é ressaltado a importância do aspecto 
material da hipótese de incidência. Fiquemos atento às próximas questão que 
possam versar sobre esse assunto. Questão correta. 
Questão 23 – ESAF/ATRFB/2009 
A lei instituidora ou majoradora de tributos tem de ser, como regra, 
prospectiva; admite-se, porém, a sua retroatividade imprópria. 
Comentário: Perceba que, mesmo o STF considerando ainda válida a Súmula 
584, a ESAF entende que a retroatividade imprópria não é admitida, motivo 
que fez a banca considerar esta questão como errada. 
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2.4 - Princípio da Anterioridade 
O princípio da anterioridade está previsto no art. 150, III, b, da CF/88. 
Segundo ele, é vedado cobrar tributos no mesmo exercício financeiro em que 
haja sido publicada a lei que os instituiu ou os aumentou, ressalvadas as suas 
exceções. Sobre tal princípio, temos as seguintes jurisprudências: 
“O princípio da anterioridade da lei tributária, além de constituir limitação ao 
poder impositivo do Estado, representa um dos direitos fundamentais 
mais importantes outorgados pela Carta da República ao universo 
dos contribuintes. (...)” 
(STF, Pleno, ADI 939/DF, Voto do Min. Celso de Mello, Rel. Min. Sydney 
Sanches, j. em 15/12/1993, DJ de 18/03/1994). 
A interpretação conjunta dos art. 5 º, § 2º e do art. 60, § 4º, IV, ambos 
da CF/88, permite-nos inferir claramente que o princípio da anterioridade 
tributária é uma cláusula pétrea. 
Ainda sobre esse princípio, temos: 
Súmula Vinculante 50 - Norma legal que altera o prazo de recolhimento de 
obrigação tributária não se sujeita ao princípio da anterioridade. 
Observação: Esta súmula vinculante possui a mesma redação da Súmula 
669 do STF. Isso significa que já se tratava de entendimento pacífico no STF. 
No mesmo sentido, a Suprema Corte também já decidiu: 
"EMENTA: - DIREITO CONSTITUCIONAL, TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. 
PIS. FINSOCIAL. PRAZO DE RECOLHIMENTO. (...) A regra legislativa que 
se limita simplesmente a mudar o prazo de recolhimento da 
obrigação tributária, sem qualquer repercussão, não se submete ao 
princípio da anterioridade. Recurso extraordinário conhecido e provido". 
2. Precedentes de ambas as Turmas, nos quaistêm sido rejeitados os 
argumentos em contrário, ora renovados pela agravante. 3. Agravo 
improvido." 
(RE 274.949 AgR/SC, Primeira Turma, Rel. Min. Sydney Sanches, Julgado em 
13/11/2001) 
Além disso, há outras situações que não se submetem ao princípio da 
anterioridade: 
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"EMENTA: RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MATÉRIA TRIBUTÁRIA - 
SUBSTITUIÇÃO LEGAL DOS FATORES DE INDEXAÇÃO - ALEGADA OFENSA 
ÀS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO DIREITO ADQUIRIDO E DA 
ANTERIORIDADE TRIBUTÁRIA - INOCORRÊNCIA - SIMPLES ATUALIZAÇÃO 
MONETÁRIA QUE NÃO SE CONFUNDE COM MAJORAÇÃO DO TRIBUTO - 
RECURSO IMPROVIDO." 
(RE 200.844 AgR/PR, Segunda Turma, Rel. Min. Celso de Mello, Julgado em 
25/06/2002) 
No que se refere às revogações de isenções, é interessante 
demonstrarmos o histórico da jurisprudência do STF. Nos idos de 1996, a 
Suprema Corte demonstrou entender que a revogação de isenção não 
configuraria majoração de tributo, não havendo porque observar o 
princípio da anterioridade. Contudo, recentemente, a Primeira Turma do STF 
alterou o seu entendimento, no sentido da necessidade de observância do 
princípio da anterioridade (anual e nonagesimal): 
(...) REVOGAÇÃO DE BENEFÍCIO FISCAL – PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE – 
DEVER DE OBSERVÂNCIA – PRECEDENTES. 
Promovido aumento indireto do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e 
Serviços – ICMS por meio da revogação de benefício fiscal, surge o dever 
de observância ao princípio da anterioridade, geral e nonagesimal, 
constante das alíneas “b” e “c” do inciso III do artigo 150, da Carta. 
Precedente – Medida Cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 
2.325/DF, de minha relatoria, julgada em 23 de setembro de 2004. (...) 
(STF, RE 564.225-AgR/RS, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, 
Julgamento em 02/09/2014) 
Assim, atualmente o STF entende que a revogação de benefício 
fiscal caracteriza aumento indireto de tributo, atraindo a aplicação do 
princípio da anterioridade (anual e nonagesimal). Ademais, entende a Corte 
que o prévio conhecimento da carga tributária tem como base a 
segurança jurídica e, como conteúdo, a garantia da certeza do direito. 
Leve isto para a sua prova: A majoração indireta de 
tributo, levada a cabo por meio de redução de benefício 
fiscal, atrai a aplicação dos princípios da 
anterioridade anual e nonagesimal. 
Caro concurseiro(a), embora o nosso curso seja focado em 
jurisprudência, chamo ainda a sua atenção para o art. 104, III, do CTN: 
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Art. 104. Entram em vigor no primeiro dia do exercício seguinte 
àquele em que ocorra a sua publicação os dispositivos de lei, referentes a 
impostos sobre o patrimônio ou a renda: 
(...)
III - que extinguem ou reduzem isenções, salvo se a lei dispuser de 
maneira mais favorável ao contribuinte, e observado o disposto no artigo 
178. 
Veja que, na dicção do art. 104, III, do CTN, a revogação ou redução de 
isenção deve obedecer ao princípio da anterioridade, mas esta lei só faz 
essa restrição em relação aos impostos sobre o patrimônio ou renda. 
Observe que para o STF, como já foi explicado, não houve tal restrição. É 
recomendável ao candidato que procure entender qual é a fonte utilizada para 
elaboração da questão, lembrando-se das palavras-chave do art. 104, do CTN: 
“vigor” e “impostos sobre o patrimônio ou a renda”. 
Observação: O art. 178, do CTN, refere-se à revogação de isenções 
onerosas (concedidas por prazo certo e sob determinadas condições). Tais 
isenções são irrevogáveis. Este assunto não será estudado nesta aula. 
Questão 25 – ESAF/TRF/2003 
Os tributos não podem ser cobrados no mesmo exercício financeiro em que foi 
publicado o ato legal que os criou ou majorou, com exceção de alguns 
impostos, entrando em vigor no primeiro dia do exercício seguinte ao de sua 
publicação os dispositivos de lei que criam ou majoram impostos sobre o 
patrimônio ou a renda. 
Comentário: Nesta questão, embora a banca tenha se referido ao primeiro 
inciso do art. 104, é bom ficar atento ao fato de ter sido citado os “impostos 
sobre o patrimônio ou a renda”. A questão poderia ter abordado também o art. 
104, III, do CTN. Questão correta. 
Questão 26 – CESPE/AGU/2002 
Segundo o Código Tributário Nacional, os dispositivos de lei que revoguem 
isenções relativas a impostos sobre o patrimônio ou a renda somente entram 
em vigor no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que ocorra a sua 
publicação, salvo se a lei dispuser de maneira mais favorável ao contribuinte. 
Comentário: Conforme eu disse, se a questão seguir a literalidade do art. 
104, III, do CTN, deve ser considerada como correta. Questão correta. 
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Questão 27 – INÉDITA/2015 
Conforme entendimento do STF, promovido aumento indireto do Imposto 
Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS por meio da revogação de 
benefício fiscal, surge o dever de observância ao princípio da anterioridade, 
geral e nonagesimal. 
Comentário: Se esse tema for cobrado nas provas da ESAF, certamente o 
será de forma literal, tal como tem feito a referida banca nos últimos anos. A 
ESAF adora cobrar literalidade dos julgados do STF. A questão está correta. 
Enfim, podemos dizer que não se submetem ao princípio da 
anterioridade: 
• Alteração do prazo para recolhimento da obrigação tributária; 
• Atualização monetária do tributo; 
Lembre-se de que tais casos também constituem 
exceções ao princípio da legalidade tributária. 
2.5 - Princípio da Noventena 
A necessidade de se obedecer ao prazo de 90 dias para se cobrar 
tributos em geral somente surgiu com a EC 42/2003. Antes disso, tal prazo era 
aplicável apenas às contribuições para financiamento da seguridade social (art. 
195, § 6º, da CF/88). 
Sobre este princípio, vejamos as principais jurisprudências dos 
tribunais: 
TRIBUTÁRIO. ICMS. MAJORAÇÃO DE ALÍQUOTA. PRORROGAÇÃO. 
INAPLICABILIDADE DO PRAZO NONAGESIMAL (ARTIGO 150, III, C, DA 
CONSTITUIÇÃO FEDERAL). RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E 
PROVIDO. 1. A Lei paulista 11.813/04 apenas prorrogou a cobrança do ICMS 
com a alíquota majorada de 17 para 18%, criada pela Lei paulista 
11.601/2003. 2. O prazo nonagesimal previsto no art. 150, III, c, da 
Constituição Federal somente deve ser utilizado nos casos de criação 
ou majoração de tributos, não na hipótese de simples prorrogação de 
alíquota já aplicada anteriormente. 3. Recurso extraordinário conhecido e 
provido para possibilitar a prorrogação da cobrança do ICMS com a alíquota 
majorada. 
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(STF, RE 584.100/SP, Tribunal Pleno, Rel. Min. Ellen Gracie, Julgado em 
25/11/2009) 
Questão 28 – CESPE/DELEGADO/PF/2004 - Adaptada 
Considere que a União tenha instituído a cobrança de CPMF durante o período 
de 2 anos e, 1 mês antes de findar o prazo de vigência, em outubro, tenha 
prorrogado a cobrança por mais 6 meses. Em face dessa consideração, julgue 
o seguinte: a cobrança devida pela prorrogação não poderá ser realizada no 
mesmo exercício financeiro, tendo em vista o princípio da anterioridade. 
Comentário: Como vimos, a mera prorrogação de alíquota já aplicada 
anteriormente não resulta em surpresa para o contribuinte, não sendo 
necessário respeitar tal prazo para continuar a cobrança. Questão errada. 
“EMENTA: - (...) O inciso I do art. 3º da Lei 7.787/89 não é fruto da 
conversão do disposto no art. 5º, I, da Medida Provisória 63/89. E, 
assim sendo, o período de noventa dias a que se refere o disposto no § 
6º do art. 195 da ConstituiçãoFederal se conta, quanto a ele, a partir 
da data da publicação da Lei 7.787/89, e não de 1º de setembro de 
1989. 
(STF, Pleno, RE 169.740/PR, Rel. Min. Moreira Alves, julgado em 
27/09/1995, DJ de 17/11/1995). 
Colega concurseiro(a), sabemos que é possível a edição de medidas 
provisórias para instituir ou majorar tributos. No entanto, estando o tributo 
sujeito ao princípio da noventena, a contagem desse prazo se inicia, via de 
regra, a partir da publicação da MP. 
Podemos dizer que a jurisprudência acima aborda a exceção, que 
ocorre quando há mudanças significativas no texto da medida 
provisória, fazendo com que o prazo nonagesimal se inicie com a 
publicação da lei de conversão. 
Observação: Não se preocupe com o texto da ementa em si, pois o único 
objetivo é demonstrar que o STF entende da forma como expusemos acima. 
Questão 29 – CESPE/JUIZ-TJ-MA/2013 
Segundo o STF, o prazo da anterioridade nonagesimal começa a ser contado a 
partir da promulgação da lei que resulte da conversão de medida provisória 
editada, e não da publicação da medida provisória que institua ou modifique 
contribuição. 
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Comentário: Não, como eu expliquei, a regra é a contagem a partir da 
publicação da medida provisória, salvo se houver alterações substanciais no 
texto da lei de conversão. Questão errada. 
Sobre o princípio da noventena, ainda podemos citar o seguinte 
julgado: 
Ementa: “(...) AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – IPI – 
MAJORAÇÃO DA ALÍQUOTA – PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE NONAGESIMAL 
– LIMINAR – RELEVÂNCIA E RISCO CONFIGURADOS. Mostra-se relevante 
pedido de concessão de medida acauteladora objetivando afastar a 
exigibilidade da majoração do Imposto sobre Produtos 
Industrializados, promovida mediante decreto, antes de decorridos 
os noventa dias previstos no artigo 150, inciso III, alínea “c”, da 
Carta da República.” 
(STF, Pleno, ADI 4661 MC / DF, Rel. Min. Marco Aurélio, Julgado em 
20/10/2011, DJe de 23/03/2012). 
Embora o art. 150, III, c, da CF/88 mencione que aplica-se o princípio da 
noventena quando a “lei” instituir ou majorar tributos, devemos nos lembrar 
que o fato de o IPI poder ser majorado por “decreto” (exceção ao princípio da 
legalidade) não inibe a necessidade de respeitar o prazo nonagesimal. 
2.6 - Princípio do Não Confisco 
Inicialmente, deve-se ter em mente que o que se coíbe com este 
princípio é o efeito confiscatório que os tributos podem ter, ao onerarem 
desproporcionalmente o patrimônio dos contribuintes. 
Por esse motivo, grave que o efeito é confiscatório é subjetivo, não 
havendo um valor constitucional ou legalmente estipulado como sendo o limite 
para se tributar. 
Vejamos os seguintes julgados: 
Ementa: "(...) A proibição constitucional do confisco em matéria 
tributária nada mais representa senão a interdição, pela Carta 
Política, de qualquer pretensão governamental que possa conduzir, 
no campo da fiscalidade, à injusta apropriação estatal, no todo ou em 
parte, do patrimônio ou dos rendimentos dos contribuintes, 
comprometendo-lhes, pela insuportabilidade da carga tributária, o 
exercício do direito a uma existência digna, ou a prática de atividade 
profissional lícita ou, ainda, a regular satisfação de suas 
necessidades vitais (educação, saúde e habitação, por exemplo). A 
identificação do efeito confiscatório deve ser feita em função da 
totalidade da carga tributária, mediante verificação da capacidade de que 
dispõe o contribuinte - considerado o montante de sua riqueza (renda e 
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capital) - para suportar e sofrer a incidência de todos os tributos que 
ele deverá pagar, dentro de determinado período, à mesma pessoa 
política que os houver instituído (a União Federal, no caso), 
condicionando-se, ainda, a aferição do grau de insuportabilidade econômico-
financeira, à observância, pelo legislador, de padrões de razoabilidade 
destinados a neutralizar excessos de ordem fiscal eventualmente praticados 
pelo Poder Público (...)" 
(STF, Pleno, ADC 8 MC / DF, Rel. Min. Celso de Mello, Julgado em 
13/10/1999) 
Além de definir o conceito do princípio do não confisco, o julgado traz 
ainda como deve ser identificado o efeito confiscatório: 
É a soma de toda carga tributária a que o contribuinte 
esteja sujeito em relação à mesma pessoa política, 
dentro de determinado período. 
Faz-se necessário conhecer ainda o seguinte julgado: 
EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. CONSTITUCIONAL. 
TRIBUTÁRIO. VEDAÇÃO DO USO DE TRIBUTO COM EFEITO DE CONFISCO. 
IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO - II. AUMENTO DE ALÍQUOTA DE 4% PARA 14%. 
DEFICIÊNCIA DO QUADRO PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE DE 
REABERTURA DA INSTRUÇÃO NO JULGAMENTO DE RECURSO 
EXTRAORDINÁRIO. 1. A caracterização do efeito confiscatório 
pressupõe a análise de dados concretos e de peculiaridades de cada 
operação ou situação, tomando-se em conta custos, carga tributária 
global, margens de lucro e condições pontuais do mercado e de 
conjuntura social e econômica (art. 150, IV da Constituição). 2. O 
isolado aumento da alíquota do tributo é insuficiente para comprovar a 
absorção total ou demasiada do produto econômico da atividade privada, de 
modo a torná-la inviável ou excessivamente onerosa. 
(STF, Segunda Turma, RE 448.432 AgR / CE, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 
Julgado em 20/04/2010) 
Questão 30 – CESPE/JUIZ FEDERAL-5ª REGIÃO/2013 
Configura-se o caráter confiscatório de determinado tributo sempre que o 
efeito cumulativo, resultante das múltiplas incidências tributárias estabelecidas 
pela mesma entidade estatal, afetar, substancialmente e de maneira 
irrazoável, o patrimônio ou os rendimentos do contribuinte. 
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Comentário: Conforme estudamos, o efeito confiscatório é caracterizado pela 
soma das incidências tributárias a que o contribuinte esteja submetido em 
relação à mesma pessoa política. Questão correta. 
Questão 31 – ESAF/AFRFB/2009 
Entre as limitações constitucionais ao poder de tributar, que constituem 
garantias dos contribuintes em relação ao fisco, é incorreto afirmar que a 
identificação do efeito confiscatório não deve ser feita em função da totalidade 
da carga tributária, mas sim em cada tributo isoladamente. 
Comentário: Conforme estudamos, o efeito confiscatório é caracterizado pela 
soma das incidências tributárias a que o contribuinte esteja submetido em 
relação à mesma pessoa política. A questão afirma algo errado, dizendo, no 
início, que isso está incorreto. Logo, está mesmo incorreto, e a questão é 
correta. Questão correta. 
Questão 32 – ESAF/AFRFB/2009 
Uma alíquota do imposto sobre produtos industrializados de 150%, por 
exemplo, não significa necessariamente confisco. 
Comentário: A análise do efeito confiscatório deve ser feita em relação a 
toda carga tributária a que o contribuinte esteja sujeito em relação à mesma 
pessoa política. Neste caso, não é possível dizer que tal alíquota seja 
confiscatória, pois o IPI é considerado um tributo extrafiscal, sendo utilizado 
como instrumento de intervenção do Estado na economia. Questão correta. 
Questão 33 – FGV/ICMS-RJ/2011 
O princípio da vedação do tributo confiscatório impede a utilização de imposto 
com efeito de confisco, / mas não há percentual que estabeleça previamente 
os limites do tributo confiscatório. 
Comentário: Realmente, o conceito de tributo com efeito confiscatório é 
subjetivo e demanda a análise de outros fatores para verificar sua ocorrência. 
Questão correta. 
No que se refere às taxas, o efeito confiscatório é analisado de uma 
forma diferente: 
Ementa: "(...) Se o valor da taxa, no entanto, ultrapassaro custo do serviço 
prestado ou posto à disposição do contribuinte, dando causa, assim, a uma 
situação de onerosidade excessiva, que descaracterize essa relação de 
equivalência entre os fatores referidos (o custo real do serviço, de 
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um lado, e o valor exigido do contribuinte, de outro), configurar-se-á, 
então, quanto a essa modalidade de tributo, hipótese de ofensa à cláusula 
vedatória inscrita no art. 150, IV, da Constituição da República. (...)" 
(STF, Pleno, ADC 2.551 MC-QO / MG, Rel. Min. Celso de Mello, Julgado em 
02/04/2003) 
A taxa é um tributo cuja instituição tem como objetivo custear certas 
atividades do Estado, devendo, portanto, guardar relação entre seu valor e o 
custo de tais atividades. Caso contrário, nota-se o efeito confiscatório do 
referido tributo. 
No que concerne às taxas judiciárias, o STF (ADI 2.078/PB) já decidiu 
que elas podem ter limites mínimos e máximos, também sendo possível 
a disciplina progressiva de alíquotas, somente sendo devido o pagamento 
de valores maiores para causas que envolvam considerável valor econômico. 
O tema é relevante e foi objeto de prova no concurso para AFRFB, 
realizado em 2014: 
Questão 34 – ESAF/AFRFB/2014 
Leis estaduais que estipulam margens mínima e máxima das custas, dos 
emolumentos e da taxa judiciária e realizam uma disciplina progressiva das 
alíquotas – somente sendo devido o pagamento dos valores elevados para as 
causas que envolvam considerável vulto econômico – configuram ofensa ao 
princípio constitucional do não confisco. 
Comentário: O STF decidiu, ao julgar a ADI 2.078/PB que as custas, os 
emolumentos e a taxa judiciária podem ter limites mínimos e máximos, 
podendo, ainda, haver disciplina progressiva de alíquotas. Não há, portanto, 
qualquer ofensa ao princípio do não confisco. Questão errada. 
Vamos ao próximo julgado: 
EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. §§ 2.º E 3.º DO ART. 
57 DO ATO DAS DOSPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS DA 
CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. FIXAÇÃO DE VALORES 
MÍNIMOS PARA MULTAS PELO NÃO-RECOLHIMENTO E SONEGAÇÃO 
DE TRIBUTOS ESTADUAIS. VIOLAÇÃO AO INCISO IV DO ART. 150 DA 
CARTA DA REPÚBLICA. A desproporção entre o desrespeito à norma 
tributária e sua conseqüência jurídica, a multa, evidencia o caráter 
confiscatório desta, atentando contra o patrimônio do contribuinte, 
em contrariedade ao mencionado dispositivo do texto constitucional 
federal. Ação julgada procedente. 
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(STF, Pleno, ADI 551/RJ, Rel. Min. Ilmar Galvão, Julgado em 24/10/2002) 
Deve ficar claro que, para o STF, tanto as multas moratórias 
(decorrentes do não recolhimento no prazo) como as multas punitivas estão 
submetidas à proibição constitucional do confisco em matéria tributária. 
Observe a seguinte ementa: 
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. 
TRIBUTÁRIO. MULTA PUNITIVA. VEDAÇÃO DE TRIBUTAÇÃO 
CONFISCATÓRIA. ART. 3º DA LEI 8.846/94. ADI 1.075-MC/DF. EFICÁCIA 
ERGA OMNES DA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE 
INCONSTITUCIONALIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I - É aplicável a proibição 
constitucional do confisco em matéria tributária, ainda que se trate de 
multa fiscal resultante do inadimplemento pelo contribuinte de suas 
obrigações tributárias. 
(STF, Primeira Turma, AI 482.281-AgR/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 
Julgamento em 30/06/2009 
O princípio da vedação ao efeito de confisco também é 
aplicável às multas tributárias, sejam elas moratórias 
ou punitivas. No entanto, as multas não se confundem 
com tributos. 
Questão 35 – ESAF/AFRFB/2014 
A chamada ‘multa moratória’, que tem por objetivo sancionar o contribuinte 
que não cumpre suas obrigações tributárias, prestigiando a conduta daqueles 
que pagam em dia seus tributos aos cofres públicos, não possui caráter 
confiscatório, independentemente de seu importe. 
Comentário: A multa moratória também pode vir a ter caráter confiscatório, 
conforme demonstra o entendimento do STF. Questão errada. 
Por fim, cabe ressaltar que a legislação aduaneira brasileira prevê 
hipóteses de perdimento de bens. Neste caso, isso é totalmente possível, pois 
não há que se confundir a penalidade de perdimento de bens (em consonância 
com o art. 5º, XLVI, b, da CF/88), com a tributação com efeitos 
confiscatórios. 
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2.7 - Outros Princípios Constitucionais Tributários 
2.7.1 - Princípio da Uniformidade Geográfica da Tributação 
Tal princípio está previsto no art. 151, I, com a seguinte redação: 
“Art. 151. É vedado à União: 
I - instituir tributo que não seja uniforme em todo o território nacional ou 
que implique distinção ou preferência em relação a Estado, ao Distrito 
Federal ou a Município, em detrimento de outro, admitida a concessão de 
incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do desenvolvimento 
sócio-econômico entre as diferentes regiões do País;” 
Sobre tal princípio, o STF assim já decidiu: 
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IPI. CONCESSÃO DE BENEFÍCIOS. 
ALÍQUOTAS REGIONALIZADAS. LEI 8.393/91. DECRETO 2.501/98. 
ADMISSIBILIDADE. 1. Incentivos fiscais concedidos de forma genérica, 
impessoal e com fundamento em lei específica. Atendimento dos requisitos 
formais para sua implementação. 2. A Constituição na parte final do art. 
151, I, admite a "concessão de incentivos fiscais destinados a 
promover o equilíbrio do desenvolvimento sócio-econômico entre as 
diferentes regiões do país". 3. A concessão de isenção é ato discricionário, 
por meio do qual o Poder Executivo, fundado em juízo de conveniência e 
oportunidade, implementa suas políticas fiscais e econômicas e, portanto, a 
análise de seu mérito escapa ao controle do Poder Judiciário. Precedentes: 
RE 149.659 e AI 138.344-AgR. 4. Não é possível ao Poder Judiciário 
estender isenção a contribuintes não contemplados pela lei, a título 
de isonomia (RE 159.026). 5. Recurso extraordinário não conhecido. 
(STF, Primeira Turma, RE 344.331/PR, Rel. Min. Ellen Gracie, Julgado em 
11/02/2003) 
Questão 36 – CESPE/JUIZ FEDERAL-5ª REGIÃO/2006 
Consoante o princípio da uniformidade, é vedado à União instituir tributo que 
não seja uniforme em todo o território nacional ou que implique distinção ou 
preferência em relação a estado, ao DF ou a município, em detrimento de 
outro. Todavia, entende o STF ser admissível a fixação de alíquotas do imposto 
sobre produtos industrializados (IPI), de forma diferenciada por regiões, uma 
vez que há previsão constitucional para a execução. 
Comentário: Conforme vimos, o STF já decidiu favoravelmente à diferença de 
alíquotas do IPI entre diferentes regiões brasileiras. Questão correta. 
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2.7.2 - Princípio da Vedação às Isenções Heterônomas 
Este princípio encontra guarida no art. 151, III, da CF/88. No entanto, 
caso o Presidente da República atue como Chefe de Estado, firmando 
tratados internacionais, ele está agindo em nome da República 
Federativa do Brasil, e não da União. 
Observe o seguinte julgado: 
EMENTA: “(...) 1. A isenção de tributos estaduais prevista no Acordo Geral de 
Tarifas e Comércio para as mercadorias importadas dos países signatários 
quando o similar nacional tiver o mesmo benefício foi recepcionada pela 
Constituição da República de 1988. 2. O artigo 98 do Código Tributário 
Nacional "possui caráter nacional, com eficácia para a União, os Estados e os 
Municípios" (voto do eminente Ministro Ilmar Galvão). 3. No direito 
internacional apenas a República Federativa

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