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DIABETES MELLITUS Profa. Dra. Miriane da Costa Gileno Biomedicina - Bioquímica Uniara Conceito • • • Sintomas • • • • • • • • • Importância • • • Brasil • • • • • • Nova classificação Anatomia e Fisiologia do Pâncreas PÂNCREAS Função Exócrina Ácinos (Glândula Mista) Função Endócrina Ilhotas de Langerhans Glândula Endócrina TIPOS CELULARES DAS ILHOTAS: CÉLUAS PRINCIPAIS • CÉLULAS ALFA: • CÉLULAS BETA: • CÉLULAS DELTA: • CÉLULAS PP (Polipeptídeo pancreático): TIPOS CELULARES DAS ILHOTAS: CÉLULAS SECUNDÁRIAS • CÉLULAS D1: • CÉLULAS ENTEROCROMAFINS: Glândula Exócrina • • Dieta balanceada • • • • 15 % tecidos insulino dependentes (músculos e tecido adiposo) 25 % tecidos insulino independentes (cérebro, nervos, sangue, medula renaol e etc) 40 % glicose no fígado (volta a circulação) (utilizada como energia ou amarzenada pelos tecidos) GLICOGÊNIO 55 % glicose (estocada nas células hepáticas ) GLICOGÊNESE • Glicoquinase/hexoquinase fosfoglicomutase UDPG-pirofosforilase Glicogênio sintetase GLICOGENÓLISE • • Fosforilase ativa fosfoglicomutase Fosfatase da glicose 6-P NEOGLICOGÊNESE • • Fatores determinantes dos níveis sanguíneos de glicose • • • • Funções da Insulina transporte transmembrana da glicose e aminoácidos; formação de glicogênio no fígado e músculos esqueléticos; conversão da glicose em triglicerídeos; síntese de ácidos nucléicos; síntese de proteínas; iniciar a síntese de DNA em certas células e estimular seu crescimento e diferenciação. aumentar a velocidade de transporte da glicose para determinadas células do organismos (células dos músculos estriados, miocárdicas, fibroblastos e adiposas) principal função metabólica Funções da Insulina estimula a glicogênese (regula a atividade da glicoquinase, retira glicose do sg e a armazena na forma de glicogênio) Inibe a glicogenólise (inibe a atividade da fosforilase ativa) Aumenta a síntese proteica Estimula o processo de lipogênese Síntese de AG (Fígado) AcCoA (mitocôndria) Piruvato desidrogenase citrato oxalacetato Citratoliase citrato AcCoA CoA Malonil CoA glicose NADH Acil graxo CoA AcCoA carboxilase Glicerol –3-P triglicerídeo VLDL (citossol) Via mitogênica Via metabólica ENPP-1 IRS GLUCAGON • • • • • • • CETOGÊNESE Ácidos Graxos Acil-CoA Acetil-CoA Acetil-CoA CH3CO-CoA + CH3CO-CoA -hidroxibutirato CH3CHOH CH2COOH -oxidação Condensação (tiolase reversa) CH3CO-CoA -hidroxi--metilglutaril CoA sintetase CoA -hidroxi--metilglutaril CoA liase CH3CO-CoA CO2 Acetona CH3 CO CH3 NADH -OH butirato desidrogenase NAD TCA CO2 Aceto acetil-CoA CH3CO CH2 CO-CoA hidroxi--metilglutaril-CoA COOH CH2 COH CH2 CO-CoA CH3 Acetoacetato CH3CO CH2 COOH espontâneo Patogenia do Diabete Tipo 1 resulta de grave falta ou absoluta de insulina, causada peladestruição imunológica das células beta; como em todas doenças auto-imumes, a susceptibilidade genética e os fatores ambientais são importantes na patogenia. desenvolve-se na infância, tornando-se manifesto e grave na puberdade, normalmente após a destruição de 90% das células . constitui 5 a 10% do total de diabéticos; são pacientes dependentes de insulina. Sem a mesma estes pacientes desenvolvem complicações metabólicas graves, como cetoacidose aguda e coma. três mecanismos interligados são responsáveis pela destruição das células das ilhotas: • 1) suscetibilidade genética: ligada a alelos específicos do complexo principal de histocompatibilidade (MHC) classe II (HLA-D); • 2) auto-imunidade: desenvolvida espontaneamente ou desencadeada por evento ambiental que altera as células , tornando- as imunogênicas. • Linfócitos T reagem contra Ag nas células causando dano celular. Vários estudos indicaram que uma enzima das células beta, a descarboxilase do ácido glutâmico (GAD) e a própria insulina atuam como auto-antígenos. • Citocinas produzidas localmente: IFN-gama, TNF e IL-1. • 3) agressão ambiental: fator desencadeante da auto-imunidade (vírus, substância química ou toxina desconhecida). O diagnóstico diferencial entre DM1 e DM2 DEVE SER CONSIDERADO apenas em bases clínicas. Exames complementares específicos só são necessários quando há dúvidas em relação ao diagnóstico. • • • • • Em casos de suspeita clínica de DM1 em adultos, É RECOMENDADO a solicitação de autoanticorpos. O resultado positivo confirma o diagnóstico de DM1. • • • • • Diabetes LADA • • • acidose metabólica Perda de Na e K cetonúria cetonemia aumento da cetogênese no fígado lipemia mobilização das gorduras de depósito diminuição da lipogêsese nos depósitos diminuição da utilização da glicose falta de insulina Ácidos Graxos Acil-CoA Acetil-CoA Acetil-CoA CH3CO-CoA + CH3CO-CoA -hidroxibutirato CH3CHOH CH2COOH -oxidação Condensação (tiolase reversa) CH3CO-CoA -hidroxi--metilglutaril CoA sintetase CoA -hidroxi--metilglutaril CoA liase CH3CO-CoA CO2 Acetona CH3 CO CH3 NADH -OH butirato desidrogenase NAD TCA CO2 Aceto acetil-CoA CH3CO CH2 CO-CoA hidroxi--metilglutaril-CoA COOH CH2 COH CH2 CO-CoA CH3 Acetoacetato CH3CO CH2 COOH espontâneo METABOLISMO LIPÍDICO CETOGÊNESE coma e morte anúria dim. fluxo sanguíneo renal hipotensão insuficiência circulatória periférica perda de água e eletrólitos desidratação hemoconcentração glicosúria, diurese osmótica hiperglicemia diminuição da utilização da glicose falta de insulina METABOLISMO GLICÍDICO METABOLISMO DE PROTEÍNAS perda de K corporal desidratação celular aumento do nitrogênio urinário aumento da gliconeogênese aminoacidemia aumento do catabolismo proteico inibição da síntese proteica diminuição da utilização da glicose falta de insulina Patogenia do Diabete Tipo 2 • não há evidências da participação de mecanismos auto-imunes. está associada ao estilo de vida do indivíduo (é comum em obesos), entretanto os fatores genéticos são mais importantes do que no tipo 1. a obesidade e o excesso de comida são fatores agravantes para esse diabete (80% dos tipo 2 são obesos), principalmente a obesidade abdominal. esse é o tipo mais comum, correspondendo a 90% do total de diabéticos. Mutações nas proteínas • IRS • ENPP-1 • Glut-4 • CAPN-10: decompor a gordura Via mitogênica Via metabólica ENPP-1 IRS • • • • RESISTÊNCIA À INSULINA OBESIDADE E RESISTÊNCIA À INSULINA • • Indice HOMA • • vídeo Mecanismos pelos quais a hiperglicemia pode induzir danos Via do Poliol • Glicose + NADPH sorbitol + frutose + NADP+ • • sorbitol e frutose osmolaridade celular (ATP ase) ( PKC) água intra-celular Dano/Lesão Cristalino: retinopatia Axônio: neuropatia GLICOSILAÇÃO NÃO ENZIMÁTICA [ ] glicose Ligação a aminas de proteínas aldiminas Rearranjo de Amadori Frutosamidas Desidratações/reagrupamentos AGE: produtos finais de glicosilação avançada AGE • • • • • • Via da Hexosamina [ ] glicose glicose -6-P frutose-6-P glutaraldeído 3-P Metilglioxal (1a AGE formada) Triose fosfato TPI acetona P 450 Acetoacetato MPO aminoacetona treonina SSAO SSAO: semicarbazida sensitiva amina oxidase; TPI: isomerase triose fosfato Macroangiopatia • Acometimento de grandes artérias pela aterosclerose (coronária, cerebrais,membros inferiores) Microangiopatia • Retinopatia diabética (perda da visão, cegueira) • Nefropatia diabética (mal funcionamento do rim, redução da urina) Neuropatia • Comprometimento dos nervos periféricos Pé Diabético • Soma de todas as complicações crônicas Klein et al. Arch Ophtalmol, 102: 520, 1984; Ward et al. Drugs, 322: 279, 1986 Andersen et al, Diabetologia, 25: 496, 1983; Moore, Diabetes, 30: 8, 1981 Complicações Crônicas do Diabetes Mellitus Outras causas do DM • • • • • • • • • Outras causas do DM • • • • • • • • • Outras causas do DM • • • • • • • • • • • • Outras causas do DM • • • • • • Outras causas do DM • • • • • • DIAGNÓSTICO CLÍNICO • • • • DIAGNÓSTICO LABORATORIAL • • • • • • • • jejum 2 h após 75 g glicose casual Glicemia normal 99 e =140 e = 126 >= 200 >= 200 (com sintomas clássicos) CATEGORIAS Valores de glicose plasmática (em mg/dl) para diagnóstico de diabetes mellitus e seus estágios pré-clínicos * ** *** * 8 horas ** qualquer hora dia *** poliuria/polidipsia/perda peso Hemoglobina glicada – HbA1c • • • • Frutosamina • • Corresponde a meia vida da albumina (2 a 3 semanas) Glicosúria FALSO POSITIVO: • • • • • • Cetonúria • • • Anticorpos anti-ilhota • • Anticorpos anti-insulina • • Peptídeo C • • • Anti-GAD (anticorpos anti- descarboxilase do ácido glutâmico) • Prevenção do DM • • • Intervenção médica no DM • • • • • Princípios gerais e objetivos do tratamento • • Bomba de Insulina POSICIONAMENTO OFICIAL A IMPORTÂNCIA DA HEMOGLOBINA GLICADA (A1C) PARA AVALIAÇÃO DO CONTROLE GLICÊMICO EM PACIENTES COM DIABETES MELLITUS: ASPECTOS CLÍNICOS E LABORATORIAIS Dr. Nairo M. Sumita Doutor em Patologia Clínica pela FMUSP Responsável do Serviço de Química Clínica do Departamento de Patologia Clínica do Hospital Albert Einstein Diretor do Serviço de Bioquímica Clínica da Divisão de Laboratório Central - HCFMUSP Membro do Grupo Interdisciplinar de Padronização da Hemoglobina Glicada - A1c Perfil da Hemoglobina no adulto: •Hb A - 97% (tetrâmero 2 cadeias alfa e 2 cadeias beta) •Hb A2 - 2,5% •Hb F - 0,5% Glicação da hemoglobina: A1c : Adição não enzimática de açúcar ao aminoácido valina N-terminal da cadeia beta da Hemoglobina A, sendo esta reação não dissociável (IFCC). RECOMENDAÇÕES PARA A DETERMINAÇÃO DE HEMOGLOBINA GLICADA Hemoglobina não glicada NH2 Cadeia Beta Cadeia Alfa NH2 Hemoglobina Glicada - HbA1 NH Cadeia Beta Cadeia Alfa Açúcar Hb rápidas ( HbA1 ): HbA1a1 = frutose 1,6-bifosfato HbA1a2 = frutose 6-fosfato HbA1b = ácido pirúvico HbA1c = A1C = glicose ( ~ 80%) NH2 Hemoglobina A0 Glicada NH Cadeia Beta Cadeia Alfa Açúcar Hb A0 glicada : Glicação em outros pontos da cadeia beta e /ou na cadeia alfa Açúcar Açúcar Açúcar NH2 NH2 Hemoglobina Glicada - A1C •Somatória da Fração A1 e A0 = Hb glicada total. •Conforme o procedimento metodológico utilizado na separação das hemoglobinas glicadas e não glicadas obtém-se frações Hb A1, A1C ou Hemoglobina total. Formação da Hemoglobina Glicada (A1C) hiperglicemia HbA + Glicose pré-A1C A1C normoglicemia •Fase intermediária instável:Base de Schiff, fração lábil ou pré-A1c •Cetoamina ou A1C estável •A formação da hemoglobina glicada é diretamente proporcional a concentração de glicose no sangue. •O percentual de hemoglobina glicada reflete o valor integrado da glicose plasmática de 60 a 90 dias anteriores a dosagem. RECOMENDAÇÕES PARA A DETERMINAÇÃO DE HEMOGLOBINA GLICADA Posicionamento Oficial IMPACTO DAS GLICEMIAS MAIS RECENTES VERSUS AS “MAIS ANTIGAS” SOBRE OS NÍVEIS DE A1C 50% 25% 25% Data da coleta de sangue para o teste de A1C 1 mês antes 2 meses antes 3 e 4 meses antes Chandalia, H.B and Krishnaswamy, P.R. Current Science.2002, 83:1522-1532 Hemoglobina glicada - A1C -Correlação direta com a evolução da complicações microvasculares em pacientes diabéticos. -Indicado no acompanhamento do DM tipo 1 e 2. -Parâmetro importante no tratamento do diabetes (ADA). RECOMENDAÇÕES PARA A DETERMINAÇÃO DE HEMOGLOBINA GLICADA DCCT Research Group. N Engl J Med. 1993, 329:977-986 UK Prospective Diabetes Study Group. Lancet.1998, 352:837-853 DCCT, Diabetes DCCT, Diabetes ControlControl and and ComplicationsComplications Tr ialTr ial .. 1. Adaptado de 1. Adaptado de SkylerSkyler JS. JS. EndocrinolEndocrinol MetabMetab ClinClin NorthNorth Am. Am. 1996;25:243-254.1996;25:243-254. 2. DCCT. 2. DCCT. N N EnglEngl J J MedMed.. 1993;329:977-986. 1993;329:977-986. 3. DCCT. 3. DCCT. DiabetesDiabetes. 1995;44:968-983.. 1995;44:968-983. R is c o R e la ti v o R is c o R e la ti v o A1c(%)A1c(%) 1515 1313 1111 99 77 55 33 11 66 77 88 99 1010 1111 1212 A1C e Risco Relativo de ComplicaçõesA1C e Risco Relativo de Complicações MicrovascularesMicrovasculares: DCCT: DCCT (Diabetes Control and Complications Trial - 1993) RetinopatiaRetinopatia Nefropatia Nefropatia NeuropatiaNeuropatia MicroalbuminúriaMicroalbuminúria 2020 UKPDS, UKPDS, UnitedUnited KingdomKingdom ProspectiveProspective Diabetes Study; IM, infarto do miocárdio; Diabetes Study; IM, infarto do miocárdio; DVP, doença vascular periférica.DVP, doença vascular periférica. StrattonStratton IM et al. IM et al. Br Br MedMed J J. 2000;321:405-412.. 2000;321:405-412. Correlação entre A1C e oCorrelação entre A1C e o Risco de Complicações: UKPDSRisco de Complicações: UKPDS (United Kingdom Prospective Diabetes Study-1998) Redução no risco de complicações paraRedução no risco de complicações para cada 1% de redução da A1C médiacada 1% de redução da A1C média 0 10 20 30 40 50 0 10 20 30 40 50 Amputação ouAmputação ou Óbito por DVPÓbito por DVP 3737 2121 2121 1414 4343 R e d u ç ã o d e R is c o ( % ) R e d u ç ã o d e R is c o ( % ) MicrovascularMicrovascular Qualquer DesfechoQualquer Desfecho Relacionado aoRelacionado ao DiabetesDiabetes ÓbitoÓbito Relacionado aoRelacionado ao DiabetesDiabetes IM Fatal e Não-IM Fatal e Não- fatalfatal DM Tipo 2 DM Tipo 2 345 310 275 240 205 160 135 100 65 12 11 10 9 8 6,5 5 4 Intervenção Objetivos do ADA Não diabético Diabetes Care 2002: S33-S49 A1c(%)mg/dL Glicemia média NÍVEIS PERÍODO ACEITÁVEIS DE A1C Na faixa pré-puberal Até 8,0% Na faixa puberalperíodo pré-concepcional e no 1º trimestre da gestação. •Durante a gravidez é muito mais importante o controle rígido dos níveis de glicemias de jejum e pós-prandiais do que os dos níveis de A1C. ANÁLISE LABORATORIAL Fase Pré-analítica -Fontes de variações biológicas •Anemia hemolítica ou estados hemorrágicos podem resultar valores inapropriadamente diminuídos por encurtarem a sobrevida das hemácias. •Grandes quantidades de vitaminas C e E pode induzir resultados falsamente diminuídos por inibirem a glicação da hemoglobina. RECOMENDAÇÕES PARA A DETERMINAÇÃO DE HEMOGLOBINA GLICADA Posicionamento Oficial - Versão 2004 •Hipertrigliceridemia, hiperbilirrubinemia, uremia (hemoglobina carbamilada), alcoolismo crônico, ingestão crônica de salicilatos e opiáceos pode produzir resultados falsamente elevados. •A base de Schiff pode representar importante interferente na dosagem da hemoglobina glicada. RECOMENDAÇÕES PARA A DETERMINAÇÃO DE HEMOGLOBINA GLICADA Posicionamento Oficial - Versão 2004 •Hemoglobina variante heterozigótica: resulta valores falsamente elevados ou falsamente baixos conforme a metodologia aplicada. A quantificação da hemoglobina glicada não é aplicável nas hemoglobinopatias homozigóticas, independente da metodologia utilizada. •Hemoglobinas variantes: mais de 700. •USA: 16 milhões de diabéticos. • > 150.000 com hemoglobinas variantes. RECOMENDAÇÕES PARA A DETERMINAÇÃO DE HEMOGLOBINA GLICADA Posicionamento Oficial -Versão 2004 MÉTODOS LABORATORIAIS PARA DETERMINAÇÃO DA A1C •Os laboratórios clínicos devem utilizar os métodos de ensaio certificados pelo National Glycohemoglobin Standardization Program (NGSP), com rastreabilidade de desempenho analítico ao método de referência do DCCT (HPLC). •Os laboratórios que dosam a A1C devem participar de programas de ensaios de proficiência implementados por entidades oficiais (ex. PELM). http://www.missouri.edu/~diabetes/ngsp.html RECOMENDAÇÕES PARA A DETERMINAÇÃO DE HEMOGLOBINA GLICADA Posicionamento Oficial -Versão 2004 A conscientização do paciente diabético A: A1C B: Blood Pressure C: Cholesterol