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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 
 
ESCOLA POLITÉCNICA DA USP 
 
 
 
 
 
 
 
MODALIDADE À DISTÂNCIA - EAD 
 
 
eHO-114 
 
AGENTES FÍSICOS II 
(COM ESOCIAL E AGENTES BIOLÓGICOS) 
 
ALUNO 
 
SÃO PAULO, OUT. 2024 
 
 
EPUSP/PECE 
 
 
CURSO: 
ESPECIALIZAÇÃO EM HIGIENE OCUPACIONAL– EHO 
 
MODALIDADE 
À distância (EAD) 
 
EDIÇÃO/ANO 
1/2024 
 
 
 
 
CRÉDITOS 
 
 
Escola Politécnica da Universidade de São Paulo - EPUSP 
DIRETOR 
Prof. Dr. REINALDO GIUDICI 
 
 
Programa de Educação Continuada – PECE 
COORDENADOR GERAL 
Prof. Dr. WILSON SHIGUEMASA IRAMINA 
 
 
Curso de Especialização em Higiene Ocupacional 
COORDENADOR 
Prof. Dr. HOMERO DELBONI JÚNIOR 
 
ASSESSOR TÉCNICO 
Prof. Dr. Sérgio Médici de Eston 
 
ASSESSORA TÉCNICA/ADMINISTRATIVA 
Profª. Drª. MARIA RENATA MACHADO STELLIN 
 
Equipe de Instrutores Multimídia à distância - IMAD (TUTORIA) 
Engº. de Seg. do Trabalho DIEGO DIEGUES FRANCISCA 
Engº de Seg. do Trabalho FELIPE BAFFI DE CARVALHO 
Engª.de Seg. do Trabalho RENATA JULIANA LEMOS MARINHO 
 
ASSESSOR DE NOVOS PROJETOS EDUCACIONAIS 
VICENTE TUCCI FILHO 
 
 
Ω 
 
 
PP – PROFESSOR PRESENCIAL 
- DIEGO DIEGUES FRANCISCA (Capítulos: 7 e 8); 
- FELIPE BAFFI DE CARVALHO (Capítulo: 9); 
- GUSTAVO REZENDE (Capítulo: 5); 
- REINALDO MORELLI (Capítulo: 6); 
- ROBSON SPINELLI GOMES (Capítulos: 1, 2, 3 e 4); 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução total ou parcial, por 
qualquer meio ou processo, sem a prévia autorização de todos aqueles que 
possuem os direitos autorais sobre este documento”.
 
 
Sumário 
 
 
i 
SUMÁRIO 
 
CAPÍTULO 1. RADIAÇÕES DDS I....................................................................................... 2 
1.1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................... 3 
1.1.1. O ÁTOMO ............................................................................................................... 3 
1.1.2. O ELETRON-VOLT ................................................................................................ 4 
1.1.3. IONIZAÇÃO E EXCITAÇÃO .................................................................................. 4 
1.1.4. RADIAÇÃO IONIZANTE......................................................................................... 7 
1.1.5. A RADIOATIVIDADE .............................................................................................. 7 
1.1.6. FONTES DE RADIAÇÃO IONIZANTE................................................................... 8 
1.2. CLASSIFICAÇÃO DAS RADIAÇÕES IONIZANTES ................................................... 9 
1.2.1. RADIAÇÕES DIRETAMENTE IONIZANTES ........................................................ 9 
1.2.1.1. PARTÍCULAS ALFA .......................................................................................... 10 
1.2.1.2. PARTÍCULAS BETA .......................................................................................... 12 
1.2.2. RADIAÇÕES INDIRETAMENTE IONIZANTES ................................................... 13 
1.2.2.1. RAIOS GAMA ...........................................................................................14 
1.2.2.2. RAIOS X ....................................................................................................19 
1.3. GRANDEZAS E UNIDADES ....................................................................................... 20 
1.3.1. ATIVIDADE ........................................................................................................... 21 
1.3.2. MEIA-VIDA FÍSICA ............................................................................................... 21 
1.3.3. DOSE DE EXPOSIÇÃO ....................................................................................... 24 
1.3.4. DOSE ABSORVIDA ............................................................................................. 24 
1.3.5. DOSE EQUIVALENTE OU DOSE DE EFEITO ................................................... 24 
1.4. TESTES ........................................................................................................................ 26 
CAPÍTULO 2. RADIAÇÕES IONIZANTES II ..................................................................... 29 
2.1. EFEITOS BIOLÓGICOS DA RADIAÇÃO IONIZANTE .............................................. 30 
2.1.1. AÇÃO DIRETA E INDIRETA DA RADIAÇÃO...................................................... 30 
2.1.2. RADIOSSENSIBILIDADE..................................................................................... 30 
2.1.3. SÍNDROME AGUDA DAS RADIAÇÕES ............................................................. 31 
2.1.4. OUTROS EFEITOS AGUDOS ............................................................................. 32 
2.1.5. EFEITOS TARDIOS ............................................................................................. 33 
2.1.6. ACIDENTES COM FONTES RADIOATIVAS ...................................................... 33 
2.2. LIMITES PARA EXPOSIÇÃO À RADIAÇÃO IONIZANTE ........................................ 35 
2.2.1. DIRETRIZES BÁSICAS DE RADIOPROTEÇÃO – CNEN NE 3.01 ................... 37 
2.3. CONTROLE DA EXPOSIÇÃO À RADIAÇÃO IONIZANTE ....................................... 40 
2.3.1. FONTE DE RADIAÇÃO EXTERNA ..................................................................... 40 
2.3.1.1. TEMPO .....................................................................................................40 
2.3.1.2. DISTÂNCIA ...............................................................................................40 
2.3.1.3. BLINDAGEM .............................................................................................46 
2.4. TESTES ........................................................................................................................ 54 
CAPÍTULO 3. RADIAÇÕES IONIZANTES III .................................................................... 55 
3.1. RADIAÇÃO INTERNA ................................................................................................. 56 
 
 
Sumário 
 
 
ii 
3.2. CONTAMINAÇÃO RADIOATIVA ................................................................................ 56 
3.3. DESCONTAMINAÇÃO ................................................................................................ 58 
3.4. DETECTORES DE RADIAÇÃO IONIZANTE ............................................................. 60 
3.4.1. CÂMARA DE IONIZAÇÃO ................................................................................... 60 
3.4.2. DETECTOR GEIGER MÜLLER ........................................................................... 60 
3.4.3. DETECTOR DE CINTILAÇÃO ............................................................................. 61 
3.4.4. CANETA DOSIMÉTRICA ..................................................................................... 61 
3.4.5. FILME DOSIMÉTRICO ......................................................................................... 62 
3.4.6. DOSÍMETRO TERMOLUMINESCENTE ............................................................. 62 
3.5. TESTES ........................................................................................................................ 63 
CAPÍTULO 4. RADIAÇÕES NÃO IONIZANTES ............................................................... 65 
4.1. A CIÊNCIA DA RADIAÇÃO NÃO IONIZANTE .......................................................... 66 
4.1.1. IONIZAÇÃO E EXCITAÇÃO ................................................................................ 66 
4.1.2. RADIAÇÃO NÃO IONIZANTE .............................................................................. 67 
4.1.2.1. ONDAS DE FREQUÊNCIA EXTREMAMENTE BAIXA (ELF) ......................... 71 
4.1.2.2. ONDAS DE RÁDIO ...........................................................................................os dentistas solicitam ao 
paciente que segure o filme. Em termos de exposição à radiação ionizante, qual a 
diferença de o paciente ou o dentista segurar o filme? 
I. Caso o dentista segurasse o filme a sua dose anual seria maior que a do 
paciente, pois sua exposição é frequente. 
II. Não existe diferença na exposição, o procedimento é meramente operacional. 
III. O benefício recebido pelo paciente justifica a sua exposição e esta é eventual. 
IV. Caso o dentista segurasse o filme, ele estaria protegido apenas se estivesse 
com luvas. 
Assinale a alternativa com as afirmativas corretas: 
a) Apenas a I. 
b) Afirmativas I e II. 
c) Afirmativas I e III. 
d) Afirmativas II e IV. 
e) Todas as alternativas estão corretas. 
 
8. Assinale Verdadeiro ou Falso: 
A radioatividade é definida como o fenômeno físico de emissão espontânea de 
radiação ionizante por núcleos atômicos instáveis. Este fenômeno e as 
propriedades radioativas de um núcleo dependem do estado físico ou químico em 
que este se apresenta. 
a) Verdadeiro. 
b) Falso. 
 
9. Assinale Verdadeiro ou Falso: 
O elétron-volt é a energia adquirida por um elétron ao ser acelerado por uma 
diferença de potencial de 1 volt. 
a) Verdadeiro. 
b) Falso. 
 
10. Assinale Verdadeiro ou Falso: 
A energia máxima com que os raios-X são emitidos é proporcional à diferença de 
potencial aplicada (voltagem de operação) e a intensidade do feixe é proporcional à 
corrente e à voltagem. 
a) Verdadeiro. 
b) Falso. 
 
 
 
 Capítulo 2. Radiações Ionizantes II 
 
___________________________________________________________________________________ 
eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
29 
 
 
 
CAPÍTULO 2. RADIAÇÕES IONIZANTES II 
 
 
OBJETIVOS DO ESTUDO 
Possibilitar a compreensão dos aspectos principais da proteção radiológica. Neste 
capítulo serão apresentados os efeitos biológicos, as normas básicas de proteção 
radiológica e os meios de controle das exposições. 
 
Ao término deste capítulo você deverá estar apto a: 
• Descrever os mecanismos de dano direto e indireto causado pela radiação 
ionizante no corpo humano; 
• Definir radiossensibilidade; 
• Definir efeito determinístico e efeito não-determinístico; 
• Definir e aplicar os princípios básicos de proteção radiológica na análise do risco 
de exposição à radiação ionizante; 
• Definir áreas livre, restrita, controlada e supervisionada; 
• Definir níveis de registro e de investigação; 
• Calcular o limite derivado para trabalhadores e indivíduos do público a partir do 
limite anual máximo admissível; 
• Explicar os princípios para controle da exposição à fonte externa de radiação 
ionizante; 
• Calcular a dose recebida por indivíduo exposto à fonte externa de radiação 
gama; 
• Calcular a distância para isolamento de área em operações com fonte externa de 
radiação gama; 
• Dado o coeficiente de atenuação linear, calcular a espessura da blindagem para 
fonte externa de radiação gama; 
• Calcular o número de camadas semirredutoras necessárias para blindagem de 
fonte externa de radiação gama. 
 
 
 Capítulo 2. Radiações Ionizantes II 
 
___________________________________________________________________________________ 
eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
30 
2.1. EFEITOS BIOLÓGICOS DA RADIAÇÃO IONIZANTE 
O primeiro efeito, que ocorre quase instantaneamente após a irradiação, é físico e 
consiste na ionização e excitação dos átomos e moléculas constituintes da célula. Os 
fragmentos gerados nesse processo (íons e radicais livres), altamente reativos e 
difusíveis, reagem quimicamente com as moléculas vizinhas e entre si. Essas reações 
dão origem a outras, nas quais macromoléculas, tais como proteínas, e cadeias 
metabólicas importantes sofrem alterações. Como resultado, ocorre a inibição ou retardo 
na síntese de constituintes essenciais da célula, especialmente aqueles necessários para 
manutenção da estrutura e funções celulares ou para divisão e crescimento. Essas 
alterações interferem temporariamente nas funções celulares ou, em casos mais 
extremos, causam a morte celular. 
 
2.1.1. AÇÃO DIRETA E INDIRETA DA RADIAÇÃO 
A absorção da energia da radiação que ocorre por meio da ionização de outras 
moléculas protoplasmáticas que não a água, pode diretamente danificar estruturas 
celulares e comprometer funções vitais. A probabilidade de que as alterações em 
estruturas essenciais levem ao caos celular depende de sua importância dentro da célula, 
ou seja, quanto mais específicas, maior o dano. Quando as moléculas modificadas pela 
ionização são um ácido nucléico, uma enzima ou uma proteína, podem ocorrer efeitos 
específicos. A dissociação do ácido desoxirribonucleico danifica genes e, quando os 
danos não são adequadamente reparados, leva a mutações que são transmitidas para a 
próxima geração da célula irradiada. 
Uma forma indireta de danificar moléculas importantes, tal como o DNA, é mediante 
a produção de radicais livres no interior da célula. A ionização da água presente na 
célula, decorrente da absorção da energia da radiação, resulta na formação desses 
radicais que são altamente reativos. No caso de radiações com alta transferência linear 
de energia (elevada densidade de ionização), tal como as partículas alfa, os radicais são 
formados muito próximos, podendo reagir entre eles e formar peróxido de hidrogênio. Por 
ser altamente estável, o peróxido pode difundir-se para pontos remotos danificando 
moléculas ou células que não sofreram dano direto. 
 
2.1.2. RADIOSSENSIBILIDADE 
A rápida e intensa resposta da matéria viva frente ao impacto de uma irradiação é 
denominada radiossensibilidade. Essa sensibilidade pode ser de uma célula, tecido ou 
indivíduo. 
A radiossensibilidade celular depende do estágio de divisão em que a célula se 
encontra, sendo máxima entre a última telófase e o começo da prófase seguinte, quando 
a cromatina oferece área superficial maior para irradiação. São mais sensíveis à radiação 
as células que possuem taxa mitótica mais alta e mantêm por mais tempo a capacidade 
de divisão. Outros fatores que aumentam a sensibilidade são a atividade metabólica 
elevada e o maior grau de especialização da célula. A presença de oxigênio em elevada 
concentração favorece a formação de peróxidos, conferindo maior sensibilidade à célula. 
Estas características explicam a classificação apresentada na tabela 2.1., onde a maior 
 
 
 Capítulo 2. Radiações Ionizantes II 
 
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eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
31 
radiossensibilidade é para as células precursoras de células sanguíneas, menos 
especializadas e com alta taxa mitótica. 
 
Tabela 2.1. Classificação das células segundo a radiossensibilidade. 
Radiossensibilidade Tipo de Célula 
Máxima 
Linfócitos, eritoblastos, mieloblastos, megacariócitos, 
epiteliais, basais da cavidade intestinal. 
Intermediaria 
Basais da pele, basais das glândulas secretoras, 
alveolares do pulmão, ductos biliares. 
Mínima Musculares, ósseas, cerebrais, nervosas, túbulos renais, 
endoteliais. 
 
A quantidade de células precursoras e de células diferenciadas, a capacidade de 
restauração e a frequência de mitoses são as características teciduais que influem na 
radiossensibilidade do tecido. A sensibilidade será aumentada em tecidos mais 
vascularizados e com concentração elevada de oxigênio, principalmente pelo 
favorecimento na formação dos peróxidos. Na tabela 2.2. nota-se que tecidos com 
quantidade elevada de células precursoras são os mais radiossensíveis. 
 
Tabela 2.2. Classificação dos tecidos segundo a radiossensibilidade. 
Radiossensibilidade Tipo de Tecido 
Máxima Leucócitos, formadores de sangue, endócrino. 
Intermediária 
Vasos sanguíneos, estruturas dérmicas, intestino,fígado, 
pâncreas. 
Mínima Rim, músculo, fibrocartilagem, osso, nervo, gordura. 
 
2.1.3. SÍNDROME AGUDA DAS RADIAÇÕES 
Quando o corpo todo ou a maior parte dele é exposto a uma grande dose aguda de 
radiação penetrante (nêutrons, raios X e gama), desenvolve-se um quadro de afecções 
denominada síndrome aguda das radiações. A síndrome envolverá mais órgãos ou 
sistemas dependendo da dose recebida, e quanto maior a dose maior será o impacto 
sobre o organismo. Em função da sua gravidade, a síndrome aguda das radiações é 
subdividida em síndrome hematopoiética, síndrome gastrintestinal e síndrome do sistema 
nervoso central. Os sinais e sintomas comuns a todas as categorias são a ocorrência de 
náuseas e vômitos, mal-estar e fadiga, estado febril e contagem alterada de células 
sanguíneas. 
A síndrome apresenta-se em três estágios: inicial ou prodrômico, latência e doença 
manifesta. A rapidez com que a síndrome evolui de um estágio para outro depende da 
dose recebida pelo indivíduo, sendo que para as doses letais o período de latência não 
ocorre, evoluindo direto do estágio inicial para o da doença manifesta. 
A fase prodrômica, também denominada fase tóxica, é caracterizada pela 
ocorrência de náuseas e vômitos. A sua duração é de 1 a 2 dias, sendo que o período 
 
 
 Capítulo 2. Radiações Ionizantes II 
 
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eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
32 
tempo transcorrido entre a irradiação e o surgimento dos sintomas iniciais está 
diretamente relacionado com a magnitude da dose. Passada essa fase, o indivíduo 
sente-se relativamente bem, devido o abrandamento dos sintomas, porém internamente 
estão ocorrendo mudanças que irão produzir o quadro da doença manifesta. A extensão 
da fase de latência varia com a dose recebida, podendo ser de dias, semanas ou ainda 
nem ocorrer. 
A fase da doença manifesta corresponde à culminação das alterações que vinham 
se processando, desde a irradiação, na pele, tecidos hematopoiéticos e no revestimento 
do intestino delgado. Os sinais e sintomas associados a cada órgão ou sistemas mais 
diretamente envolvidos são: 
Pele: a epilação ocorre para doses a partir de 3,5 Gy, sendo completa e 
permanente em 7,5 Gy. A perda de pelos ou cabelos é mais evidente nas 
regiões do corpo que ficaram mais próximas da fonte de radiação; 
Órgãos Formadores de Sangue: seguindo doses relativamente baixas (acima de 2 
Gy) há a atrofia da medula óssea, do baço e dos gânglios linfáticos. Em doses 
de 2 Gy ocorre a depressão medular e em 4 - 6 Gy há a aplasia medular. O 
decréscimo das células do sangue periférico depende do tempo de vida da 
célula em circulação e do tempo de maturação das células imaturas. Ocorre 
inicialmente uma leucopenia, ficando o organismo susceptível a infecções, 
particularmente na boca e garganta, podendo ocorrer pneumonia. A diminuição 
da quantidade de plaquetas circulante, leva a hemorragias na pele e nos tratos 
gastrintestinal, urinário e respiratório. As hemorragias podem ser pequenas, 
como as petéquias, ou profusas. Algumas semanas após, com queda na 
contagem de eritrócitos, a anemia fica evidente; 
Intestino Delgado: os distúrbios gastrintestinais aparecem em doses iguais ou 
superiores a 10 Gy como resultado da destruição das células epiteliais do 
intestino. Como as vilosidades ficam desnudadas ocorrem vômitos e diarréias 
com grande perda de líquidos, incapacidade de absorção de alimentos e 
infecções, decorrentes da invasão bacteriana nas paredes intestinais. Pode 
ocorrer insuficiência renal ou circulatória; 
Sistema Nervoso Centra (SNC): doses superiores a 20 Gy causam graves danos ao 
sistema nervoso central. Alguns minutos após a irradiação, ocorre a 
inconsciência, com o óbito acontecendo em horas ou poucos dias. Os sinais e 
sintomas específicos do comprometimento do SNC incluem ataxia, 
desorientação, choque e convulsões. O edema cerebral pode vir a ser um 
evento terminal. 
 
2.1.4. OUTROS EFEITOS AGUDOS 
Em circunstâncias de irradiação parcial aguda, em que nenhum sistema ou órgão 
vital tenha sido exposto, efeitos localizados podem ser observados. Em face da sua 
localização no corpo a pele é o órgão que frequentemente recebe doses elevadas em 
irradiações acidentais. Para doses mais baixas (2 a 3 Gy) é observada a epilação. 
Entretanto, à medida que a dose aumenta, mais estruturas cutâneas são envolvidas 
ocorrendo eritema, radiodermatite, vesiculação, ulceração e necrose (>20 Gy). Nos olhos, 
 
 
 Capítulo 2. Radiações Ionizantes II 
 
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eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
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a inflamação da córnea e da conjuntiva pode ocorrer seguindo doses de vários Grays. A 
irradiação dos ovários ou dos testículos com doses de poucos Grays pode levar à 
esterilidade temporária, e em doses mais elevadas, à infertilidade. 
 
2.1.5. EFEITOS TARDIOS 
Os efeitos tardios são decorrentes de uma única irradiação aguda e elevada ou 
exposição contínua a níveis de radiação mais baixos. Essa exposição contínua pode ser 
devida à irradiação externa ou como resultado da ingestão ou inalação de radioisótopos, 
que por sua similaridade química com metabólitos normais ficam depositados em tecidos 
ou órgãos. Durante o tempo de residência desses radioisótopos dentro do organismo, os 
tecidos ou órgãos são continuamente irradiados. Os efeitos tardios incluem o câncer, os 
efeitos hereditários e as cataratas. Os tipos de câncer observados com maior frequência 
são aqueles afetando o sistema hematopoiético, os pulmões, a tiroide, os ossos e a pele. 
 
2.1.6. ACIDENTES COM FONTES RADIOATIVAS 
1983 – Constituyentes, Argentina 
Morte de um indivíduo, seguindo uma excursão acidental durante a modificação do 
núcleo do reator. A dose recebida foi estimada ser 7 - 20 Gy de raios  e 14 - 17 Gy de 
nêutrons. 
 
1983 – Cidade Juarez, México 
Exposição de 300 a 500 indivíduos, dez dos quais a doses de 1 a 3 Gy. Não houve 
relato de mortes. A fonte consistiu de uma bomba de cobalto, armazenada 
inadequadamente, a qual foi levada junto com um carregamento de sucatas metálica e 
posteriormente convertida em aço processado. 
 
1984 – Mohammedia, Marrocos 
Uma fonte de Irídio-192, usada em radiografia industrial, extraviou-se e foi achada 
por um transeunte que a levou para casa. Oito pessoas morreram em consequência da 
exposição à dose elevada de radiação. 
 
1986 – Texas, Estados Unidos 
Duas mortes ocorreram em função de uma superexposição acidental em um 
acelerador linear de partículas (duas mortes adicionais ocorreram do mesmo mau 
funcionamento no Canadá e Yakima) 
 
1986 – Chernobyl, antiga União Soviética 
Acidente ocorrido durante testes de engenharia no reator de potência, para os quais 
os sistemas de segurança foram desligados. Ocorreram duas mortes imediatas do 
pessoal envolvido na operação do reator, em decorrência da explosão. Cerca de 145 
indivíduos sofreram de síndrome aguda da radiação, dos quais 29 morreram nos 
primeiros 3 meses. 
 
 
 Capítulo 2. Radiações Ionizantes II 
 
___________________________________________________________________________________ 
eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
34 
1987 – Goiânia, Brasil 
13 de Setembro: Aparelho de radioterapia (bomba de césio) levado, de um prédio 
abandonado, por catadores de papel. Os catadores apresentam vômitos. 
15 de Setembro: Um dos catadores procura assistência médica por causa de 
queimaduras na mão e antebraço. 
19 de Setembro: O aparelho é vendido a um ferro-velho. 
21 de Setembro: O dono do ferro-velho leva a maior parte da fonte para a sala da 
sua casa. A fonte, com atividade de 1375 Ci, é violada, deixando livre o cloreto de césio 
empastilhado. O donodistribui o pó a parentes e amigos, dando início a uma 
contaminação de 250 pessoas. Maria Gabriela Ferreira, esposa do dono do ferro-velho, é 
examinada em um hospital por apresentar vômitos e diarréia. 
24 de Setembro: Leide das Neves Ferreira, 6 anos, passa o cloreto de césio em seu 
corpo e ingere um pouco do pó ao segurar com a mão contaminada o pão que comia. 
28 de Setembro: A esposa do dono do ferro-velho, suspeitando que o mal-estar de 
seus familiares fosse devido ao pedaço da fonte, auxiliada por dois empregados leva este 
pedaço dentro de um saco plástico até o Centro de Vigilância Sanitária. 
29 de Setembro: A CNEN é avisada do acidente, logo após a confirmação da 
suspeita. 
30 de Setembro: Chegam à localidade o diretor da DIN da CNEN, acompanhado de 
dois técnicos, acionando o plano de emergência. 
1 de Outubro: Seis pacientes são enviados ao Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio 
de Janeiro. 
3 de Outubro: Mais quatro pacientes são enviados para o Hospital Naval. 
14 de Outubro: Um dos catadores teve o antebraço direito amputado. 
23 de Outubro: Falece a esposa do dono do ferro-velho, Maria Gabriela Ferreira, e 
sua sobrinha, Leide das Neves Ferreira. 
27 de Outubro: Um dos funcionários do ferro-velho que manuseou o equipamento 
vem a falecer. 
28 de Outubro: Outro funcionário do ferro-velho que manipulou a fonte também 
falece. 
1 de Outubro: Seis pacientes são enviados ao Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio 
de Janeiro. 
30 de Setembro a 20 de Dezembro: 
112.800 pessoas foram monitoradas pela CNEN. Dessas, 1000 (não contaminadas) 
foram irradiadas com exposição acima da radiação natural. Cerca de 97% 
receberam doses entre 0,20 e 10 mGy. 
249 pessoas apresentaram contaminação interna e/ou externa, das quais 49 
tiveram que ser internadas. 
21 dessas pessoas demandaram atendimento médico intensivo. 10 apresentaram 
estado grave com complicação, e 1 teve o seu antebraço amputado. 
Ocorreram 4 óbitos, 2 por hemorragia e 2 por infecção. 
A dosagem citogenética dos 20 pacientes com síndrome aguda da radiação foi: 
Grau I – 4 pacientes com dose entre 0,2 e 1 Gy 
Grau II – 3 pacientes com dose entre 1 e 2 Gy 
Grau III – 11 pacientes com dose entre 2 e 6 Gy (4 óbitos) 
 
 
 Capítulo 2. Radiações Ionizantes II 
 
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eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
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Grau IV – 2 pacientes com dose maior que 6 Gy 
 
2.2. LIMITES PARA EXPOSIÇÃO À RADIAÇÃO IONIZANTE 
Os limites para exposição humana à radiação ionizante são estabelecidos para 
proteger tanto o trabalhador que tem contato direto com a fonte de radiação, quanto 
aquele cujo posto de trabalho ou área de trânsito é próxima à fonte. O primeiro é 
denominado indivíduo ocupacionalmente exposto e o segundo, indivíduo do público. 
Entretanto, a limitação da dose individual é o terceiro princípio das normas de 
proteção radiológica a ser considerado. O primeiro estabelece que a exposição deve ser 
justificada, ou seja, os benefícios devem ser comprovados e superar os danos 
eventualmente associados à prática. O segundo princípio determina que todos os 
esforços devem ser feitos para manter as doses o mais baixo que for praticável. 
Os limites ocupacionais de exposição foram fixados para prevenir os efeitos 
determinísticos e limitar a ocorrência dos efeitos não-determinísticos. As principais 
características dos efeitos determinísticos são: 
A curva dose resposta é sigmóide, ou seja, tem a forma de S. A gravidade do efeito 
aumenta suavemente até um valor de dose a partir do qual o aumento é mais 
acentuado chegando a um patamar de gravidade máxima, no qual acréscimos 
de dose não resultam em mudança na gravidade; 
Apresenta limiar de dose, abaixo da qual nenhum efeito é esperado; 
À medida que a dose aumenta, a gravidade do efeito aumenta até atingir o 
patamar, onde a gravidade é máxima; 
O indivíduo pode apresentar recuperação, quando o dano não é permanente. 
São efeitos determinísticos: a síndrome aguda das radiações, a catarata, a 
radiodermatite e a radionecrose. 
Os efeitos não-determinísticos apresentam as características: 
• A curva dose resposta é linear; 
• Não há limiar de dose, qualquer dose é eficaz para produzir o efeito; 
• À medida que a dose aumenta, a probabilidade de ocorrência do efeito 
aumenta; 
• O indivíduo não apresenta recuperação – irreversibilidade do efeito; 
• Uma única ionização pode dar origem ao efeito. 
Os principais efeitos não-determinísticos são o câncer e os efeitos hereditários. 
 
 
 Capítulo 2. Radiações Ionizantes II 
 
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36 
 
Quadro 2.1. 
Seguindo uma exposição da pele aos raios gama observou-se que dose absorvida 
inferior a 3Gy não resultava no aparecimento de sinais clínicos. Após receber uma dose 
absorvida de 3Gy de raios gama a pele irradiada apresentará eritema (avermelhamento). 
Ao aumentar a dose para 8Gy ocorrerá descamação seca. Aumentando para 15Gy 
ocorrerá a descamação úmida. Acima de 25Gy ocorrerá a necrose da pele. 
O efeito descrito acima é determinístico, ou não determinístico? Explicar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2.2.1. DIRETRIZES BÁSICAS DE RADIOPROTEÇÃO – CNEN NE 3.01 
Princípios Básicos: 
Justificação: nenhuma prática deve ser autorizada a menos que sua introdução 
produza um benefício líquido positivo para a sociedade. 
Otimização: todas as exposições devem ser mantidas tão baixas quanto 
razoavelmente exequíveis, levando-se em conta fatores sociais e econômicos. 
Limitação da Dose Individual: as doses individuais de trabalhadores e indivíduos do 
público não devem exceder os limites anuais de dose equivalente estabelecidos na 
Norma. 
Limitação da Dose: 
Nenhum trabalhador deve ser exposto sem que seja necessário e, se for, que tenha 
conhecimento dos riscos e esteja devidamente treinado; 
Em exposições de rotina, nenhum trabalhador deve receber, por ano, doses 
equivalentes superiores aos limites da Tabela 2.3.; 
Nenhum indivíduo do público deve receber, por ano, doses superiores aos limites 
estabelecidos na Tabela 2.3.; 
 
Tabela 2.3. Limites primários anuais de dose equivalente. 
Dose Equivalente Trabalhador Indivíduo do Público 
Dose equivalente efetiva 
50 mSv (5 rem)* 
20 mSv (2 rem)** 
1 mSv (0,1 rem) 
Dose equivalente para órgão ou tecido t 500 mSv (50 rem) 1 mSv/wt (0,1 rem/wt) 
Dose equivalente para pele 500 mSv (50 rem) 50 mSv (5 rem) 
Dose equivalente para cristalino 150 mSv (15 rem) 50 mSv (5 rem) 
Dose equivalente paras as extremidades 500 mSv (50 rem) 50 mSv (5 rem) 
*limite de dose para exposições eventuais 
**limite de dose para exposições frequentes 
Fonte: Diretrizes Básicas de Radioproteção – NE-3.01 – CNEN. 
Observação: extremidades são mãos, antebraços, pés e tornozelos. Wt é o fator de 
ponderação para tecido ou órgão t. 
A tabela 2.4. apresenta os riscos específicos a que indivíduos estão expostos 
segundo tecido/órgão afetado. 
 
 
 Capítulo 2. Radiações Ionizantes II 
 
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Tabela 2.4. Fator de ponderação para órgão ou tecido t. 
Tecido/ Órgão Risco (Sv-1) Wt 
Gônadas 4,0x10-3 
Risco genético para as duas primeiras 
gerações 
0,25 
Mama 2,5x10-3 
Média para todas as idades e ambos 
os gêneros 
0,15 
Medula óssea vermelha 2,0x10-3 Leucemia 0,12 
Pulmão 2,0x10-3Câncer 0,12 
Tiroide 5,0x10-4 Câncer fatal 0,03 
Superfície dos ossos 5,0x10-4 Osteossarcoma 0,03 
Restante 5,0x10-3 
Câncer, assumindo que nenhum 
tecido contribui com mais de 1/5 
desse total 
0,30 
 Total 1,6x10-2 1,00 
Fonte: Diretrizes Básicas de Radioproteção – NE-3.01 – CNEN. 
Controle de Área: 
Área Livre: isenta de regras especiais, onde as doses equivalentes efetivas anuais 
(DEEA) não ultrapassam o limite primário para indivíduos do público. 
Área Restrita: sujeita a regras especiais, onde as condições de exposição podem 
ocasionar DEEA superiores a 2/100 do limite primário para trabalhadores. 
Área Controlada: área restrita onde as DEEA podem ser iguais ou superiores a 3/10 
do limite primário para trabalhadores. 
Área Supervisionada: área restrita onde as DEEA são mantidas inferiores a 3/10 do 
limite primário para trabalhadores. 
Controle dos Trabalhadores: 
Nível de registro deve ser 1/10 da fração do limite anual aplicado ao período de 
monitoração; 
Nível de investigação deve ser 3/10 da fração do limite anual aplicado ao período 
de monitoração; 
Em áreas controladas as pessoas devem ser monitoradas individualmente; 
Imediatamente após exposições acidentais ou de emergência as doses devem ser 
avaliadas; 
Devem ser submetidos a controle médico, trabalhadores que receberem, em uma 
única exposição, dose superior a 2 vezes o limite primário. 
 
 
 Capítulo 2. Radiações Ionizantes II 
 
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Quadro 2.2. 
A gamagrafia industrial é um ensaio não-destrutivo no qual é feita a radiografia de 
peças com uso de radiação gama, normalmente gerada por fonte de Irídio-192. Durante a 
operação a fonte é posicionada em um dos lados da peça e do lado diametralmente 
oposto é colocado um filme radiográfico. A exposição do filme à radiação gama produzirá 
a precipitação dos sais de prata, sendo o grau de enegrecimento do filme proporcional à 
quantidade de precipitado. Nas áreas mais espessas da peça passará menos radiação, 
consequentemente haverá menor precipitação e a coloração do filme será mais clara. 
 
Para efetuar a radiografia o operador posiciona o filme na face oposta da peça em 
relação à incidência da radiação, de modo que no filme aparecerão as características 
estruturais da peça. Nesta atividade o operador de gamagrafia industrial está 
frequentemente exposto à radiação gama. 
 
Calcular a taxa de dose equivalente em mSv/h (limite derivado), considerando uma 
jornada de 40 horas por semana e um total de 50 semanas por ano. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Capítulo 2. Radiações Ionizantes II 
 
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2.3. CONTROLE DA EXPOSIÇÃO À RADIAÇÃO IONIZANTE 
2.3.1. FONTE DE RADIAÇÃO EXTERNA 
As formas básicas de proteção contra a irradiação por uma fonte externa de 
radiação ionizante são: 
 
2.3.1.1. Tempo 
A dose recebida pelo indivíduo é diretamente proporcional ao tempo de exposição, 
desse modo quanto menos tempo ele permanece junto à fonte de radiação menor será a 
sua dose. Por exemplo, se a taxa de dose equivalente a que um indivíduo estaria exposto 
fosse 100 Sv/h, teríamos as doses equivalente de 100 Sv para 1hora, 50 Sv para 30 
minutos e 25 Sv para 15 minutos. 
tHH =
•
 
h
Sv
H =
•
100
 
SvHh =→ 1001 
SvH =→ 50min30 
SvH =→ 25min15 
 
2.3.1.2. Distância 
A dose varia aproximadamente com o inverso do quadrado da distância, então 
quanto maior a distância mantida entre o indivíduo e a fonte, menor é a dose recebida. 
No caso de fontes emissoras alfa e emissoras beta a distância em relação à fonte já é 
uma forma eficiente de proteção, posto que essas partículas têm um alcance 
relativamente curto, tendo sua energia absorvida pela camada de ar existente entre a 
fonte e o indivíduo. A relação da taxa de dose de exposição para uma fonte emissora 
gama é: 
2d
A
X

=
•
 
Onde: 
Γ = a constante de emissão específica de raios gama da fonte, a qual depende da 
energia e da quantidade de raios gama emitidos. 
A = a atividade da fonte. 
d = distância entre a fonte e o ponto de medição 
•
X = taxa de dose de exposição 
 
Na tabela 2.5., são apresentados os valores da constante força da fonte, nas 
unidades do SI e antiga, para alguns dos radioisótopos mais utilizados. 
 
 
 
 
 Capítulo 2. Radiações Ionizantes II 
 
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Tabela 2.5. Valores da constante Γ segundo o radionuclídeo. 
Radionuclídeo 
Γ 
Ckg-1m2Bq-1h-1 Rm2Ci-1h-1 
Césio-137 2,30x10-15 0,33 
Cobalto-60 9,19x10-15 1,32 
Irídio-192 3,34x10-15 0,48 
Iodo-131 1,53x10-15 0,22 
Potássio-42 1,39x10-15 0,14 
Rádio-226 5,75x10-15 0,825 
Sódio-22 8,36x10-15 1,2 
Sódio-24 12,80x10-15 1.84 
 
Por exemplo, se a taxa de dose de exposição à qual o indivíduo estivesse exposto 
a 1 metro da fonte fosse 100 Ckg-1h-1, ao dobrarmos a distância esse valor seria reduzido 
a 25 Ckg-1h-1, ao triplicarmos seria 11,1 Ckg-1h-1 e ao quadruplicarmos seria 
6,25 Ckg-1h-1. 
 
Quadro 2.3. 
Em decorrência de um acidente operacional, o operador do irradiador para 
esterilização de seringas descartáveis permaneceu a 50cm (0,5m) da fonte de Cobalto-
60, cuja atividade no dia era de 48.000 Curies, por um tempo estimado em 27 minutos. 
Qual a dose de exposição a que o trabalhador esteve exposto? Algum limite foi 
ultrapassado? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Quadro 2.4. 
Ao realizar a atividade de gamagrafia de solda um dos procedimentos requeridos é 
o isolamento físico da área com uso de cordas, conhecido como balizamento. O objetivo 
é que as taxas de dose a partir da delimitação sejam tais que os limites anuais máximos 
admissíveis não sejam ultrapassados. 
 Como a dose para trabalhadores e para indivíduos do público são diferentes, serão 
delimitadas duas áreas: a restrita (acesso permitido apenas para indivíduos 
ocupacionalmente expostos à radiação ionizante) e a livre (acesso livre para todos os 
trabalhadores). A dose para trabalhadores é maior do que para indivíduos do público, 
portanto, a distância para delimitação da área restrita será menor do que a distância para 
área livre. 
Sabendo que na operação de gamagrafia de solda é usada uma fonte de Irídio-192 
com atividade no dia da operação de 30Ci, calcule a distância de balizamento para 
trabalhadores e indivíduos do público. Para o cálculo da distância o valor de dose 
equivalente a ser considerado deve ser o mais restritivo, ou seja, o menor valor, de modo 
que nenhum limite venha ser ultrapassado. O valor considerado é de dose equivalente 
efetiva. A exposição dos operadores de gamagrafia é frequente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2.3.1.3. Blindagem 
Se o indivíduo tiver que trabalhar próximo à fonte por um longo período, a proteção 
mais eficiente é a blindagem da fonte ou a interposição de uma barreira. 
A atenuação de um feixe de raios gama é dada por: 
xeII −= 0 
Onde: 
I = intensidade final do feixe de raios gama (após atravessar a blindagem). 
I0 = intensidade inicial do feixe de raios gama (antes de atravessar a blindagem). 
μ = coeficiente de atenuação linear do material, o qual é dependente da energia do raio 
gama. 
x = espessura do material. 
A intensidade inicial (I0) pode ser determinada a partir da relação: 
2d
A
X

=
•
 
 
O coeficiente de atenuação linear é uma medida da probabilidade que a interação 
do raio gama com o material ocorra, assim para uma dada energia quanto maior o 
número atômico do material, maior é essa probabilidade. Portanto, o termo e-μx 
representa o fator de redução do feixe de raios gama, o qual varia de 1 a 0. Ao ser 
aplicado sobre a intensidade inicial nos fornece o quanto sobrou após a interposição da 
barreira. Por exemplo, se o fator de redução é 0,25, isto significa que após interpor a 
barreira sobraram 25% dos raios gama que existiam inicialmente no feixe. Na tabela 2.6 
são apresentados os valores do coeficiente de atenuação linear para água, alumínio e 
chumbo para alguns valores de energia de raio gama. 
 
 
 
 Capítulo 2. Radiações Ionizantes II 
 
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Tabela 2.6. Valores de camada semirredutora segundo material e energia do raio gama. 
Energia 
(MeV) 
Água Alumínio Chumbo 
μ(cm-1) HVL (cm) μ(cm-1) HVL (cm) μ(cm-1) HVL (cm) 
0,2 0,196 3,536 0,360 1,925 5,000 0,139 
0,5 0,133 5,210 0,230 3,013 1,600 0,433 
1,0 0,071 9,761 0,168 4,125 0,790 0,877 
1,5 0,057 12,158 0,136 5,096 0,590 1,175 
2,0 0,050 13,860 0,117 5,923 0,504 1,375 
2,5 0,044 15,750 0,104 6,664 0,472 1,468 
3,0 0,040 17,325 0,096 7,219 0,460 1,507 
4,0 0,035 19,800 0,083 8,349 0,468 1,481 
5,0 0,031 22,355 0,075 9,240 0,488 1,420 
 
Quadro 2.5. 
Um irradiador usado para esterilização de seringas descartáveis irá operar com 
uma fonte de Cobalto-60 cuja atividade máxima será de 125000Ci. Para proteção dos 
trabalhadores que ficarão na sala de controle adjacente à sala de irradiação será 
construída uma parede de chumbo. Sabendo que a fonte ficará a 2m da parede, calcular 
a espessura de chumbo necessária para que a dose anual para trabalhadores não seja 
ultrapassada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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. 
 
Uma grandeza muito utilizada é a camada semirredutora ou HVL (Half Value Layer) 
que corresponde à espessura de material que reduziria a intensidade do feixe de 
radiação gama à metade. A relação entre a camada semirredutora e o coeficiente de 
atenuação linear é obtida ao substituir-se I por I0/2,: 
HVLeI
I −= 0
0
2
 
Passando a exponencial para a esquerda e I0/2 para a direita temos: 
2
2
0
0 == HVLHVL e
I
Ie 
 
Aplicando logarítimo neperiano em ambos os termos da equação temos: 
2lnln =HVLe
 
Segundo a propriedade dos logarítimos podemos passar o expoente para a frente 
do logarítimo: 
2lnln =eHVL 
Como ln e = 1 e ln 2 = 0,693, substituindo na equação, temos: 
693,0=HVL ou 

693,0
=HVL 
Na tabela 2.6. são apresentados valores de camada semirredutora para água, 
alumínio e chumbo. 
 
 
 Capítulo 2. Radiações Ionizantes II 
 
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A eficiência da blindagem para controle da exposição a fonte de externa de 
radiação gama pode ser notada no exemplo abaixo: 
h
Sv
H =
•
1000
 h
Sv
H =
•
4000
 
h
Sv
HVL → 5001
 h
Sv
HVL → 20001
 
h
Sv
HVL → 2502
 h
Sv
HVL →10002
 
h
Sv
HVL →1253
 h
Sv
HVL → 5003
 
 h
Sv
HVL → 2504
 
 h
Sv
HVL →1255
 
Neste exemplo verificamos que uma taxa de dose equivalente de 1000 Sv/h será 
reduzida a 125 Sv/h com 3 HVL, ao quadruplicarmos a taxa de dose, serão necessárias 
apenas mais 2 HVL para reduzi-la a 125 Sv/h. 
 
Quadro 2.6. 
Um irradiador usado para esterilização de seringas descartáveis irá operar com 
uma fonte de Cobalto-60 cuja atividade máxima será de 125000Ci. Para proteção dos 
trabalhadores que ficarão na sala de controle adjacente à sala de irradiação será 
construída uma parede de chumbo. 
Sabendo que a 2m da fonte a taxa de dose de exposição é 41250R/h, calcular 
quantas camadas semirredutoras será necessário para reduzir a taxa de dose 
de exposição a 0,001R/h. 
A partir do total de camadas semirredutoras obtidas no item anterior, calcular a 
espessura de água, alumínio e chumbo necessária para blindagem. Usar os 
valores correspondentes à energia de raio gama de 1,5MeV. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Capítulo 2. Radiações Ionizantes II 
 
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2.4. TESTES 
1. Em um acidente ocorrido em 2005 com uma fonte de cobalto-60 utilizada para 
esterilização de seringas descartáveis, o operador ficou a 0,3 metro da fonte, 
durante 30 minutos. Qual a dose equivalente, em rem, recebida pelo operador 
nesse acidente, sabendo-se que a atividade da fonte em 2005 era 20.000Ci? 
a) 146.666 rem. 
b) 293.333 rem. 
c) 44.000 rem. 
d) 8.799.990 rem. 
e) 1.466.666 rem. 
2. Para realização de uma operação de gamagrafia de solda com uma fonte de 
12Ci de Irídio-192, deve ser feita a delimitação da área de acesso livre (indivíduos 
do público) e de acesso restrito (indivíduos ocupacionalmente expostos). Sabendo-
se que o limite em taxa de dose de exposição para indivíduos do público é 
0,00005R/h e para indivíduos ocupacionalmente expostos é 0,001R/h, quais os 
valores de distância para delimitação das áreas? 
a) 16 m para trabalhadores e 1520 m para indivíduos do público. 
b) 76 m para trabalhadores e 1520 m para indivíduosdo público. 
c) 16 m para trabalhadores e 339 m para indivíduos do público. 
d) 76 m para trabalhadores e 339 m para indivíduos do público. 
e) 76 m para trabalhadores e 678 m para indivíduos do público. 
3. Deve ser construído um recipiente para transporte de fonte de Irídio-192 com 
capacidade máxima para 30Ci. Sabendo-se que fonte ficará uma distância de 10cm 
de cada parede do recipiente, qual a espessura de chumbo requerida para 
blindagem? Considerar no cálculo a taxa de dose de exposição para trabalhadores 
(0,001R/h). 
a) 8,86 cm. 
b) 17,95 cm. 
c) 16,17 cm. 
d) 32,75 cm. 
e) 35,90 cm. 
4. Quantas camadas semirredutoras são necessárias para reduzir a taxa de dose 
de exposição de 100R/h à taxa de dose de exposição de 0,00005R/h? 
a) 7,3 camadas semirredutoras. 
b) 17,6 camadas semirredutoras. 
c) 27,6 camadas semirredutoras. 
d) 20,9 camadas semirredutoras. 
e) 2,1 camadas semirredutoras.
 
 
 Capítulo 3. Radiações Ionizantes III 
 
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CAPÍTULO 3. RADIAÇÕES IONIZANTES III 
 
 
OBJETIVOS DO ESTUDO 
Possibilitar a compreensão dos aspectos principais da proteção radiológica. Neste 
capítulo serão apresentados os conceitos de irradiação interna e contaminação 
radioativa, procedimentos de descontaminação, meios para controle do risco de 
irradiação interna e tipos de equipamentos para detecção das radiações ionizantes. 
 
Ao término deste capítulo você deverá estar apto a: 
• Definir irradiação interna e contaminação radioativa; 
• Descrever os mecanismos de contaminação radioativa; 
• Descrever os procedimentos para descontaminação interna e externa; 
• Descrever os meios para controle do risco de irradiação interna; 
• Definir os termos: meia-vida biológica e meia-vida efetiva; 
• Explicar os critérios técnicos para seleção de detectores de radiação ionizante; 
• Descrever os tipos de medidores de radiação ionizante e respectivos 
mecanismos para detecção da radiação. 
 
 
 
 Capítulo 3. Radiações Ionizantes III 
 
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eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
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3.1. RADIAÇÃO INTERNA 
A irradiação interna é decorrente da ingestão, inalação ou absorção percutânea de 
material radioativo. A irradiação ocorre durante a passagem do material radioativo dentro 
do corpo e após a sua deposição em órgãos ou tecidos. Este material permanecerá 
irradiando os tecidos até sua completa eliminação pelo organismo. 
As formas de proteção adotadas quando existe o risco de irradiação interna visam 
prevenir o contato com o material radioativo, bem como a sua inalação ou ingestão. O 
tipo de controle ou de equipamento de proteção individual a ser adotado dependerá das 
características físico-químicas do radioisótopo. As formas de controle geralmente 
adotadas são: 
Uso de roupas, máscaras, luvas e sapatos para prevenir a contaminação da pele e 
a inalação de gases, vapores ou partículas radioativas; 
Manipulação de material radioativo em capelas ou sistemas enclausurados; 
Sistema de ventilação local exaustora provido de dispositivo de purificação do ar 
(filtros, lavadores de gases) nos locais de manipulação e ventilação geral nas 
áreas de trabalho. 
 
3.2. CONTAMINAÇÃO RADIOATIVA 
A incorporação e subsequente retenção das substâncias radioativas em tecidos ou 
órgãos específicos do corpo resultam na irradiação dos locais em que se encontram 
concentrados, o que poderá causar danos. O tipo ou grau de dano causado depende da 
quantidade de isótopo radioativo depositado e da natureza (partículas carregadas, 
radiação eletromagnética, nêutrons) e energia da radiação emitida. As características 
físico-químicas do isótopo determinam a rota de entrada preferencial, o grau de retenção 
e o caminho percorrido dentro do corpo até sua excreção. 
As rotas de entrada para os radioisótopos são a inalação, ingestão e absorção 
percutânea. Após a sua ingestão ou inalação o isótopo é absorvido nos tratos digestivo e 
respiratório, atinge a corrente sanguínea e por meio dessa é distribuído pelo corpo, 
depositando-se em tecidos corpóreos. Em geral, os materiais insolúveis não são 
absorvidos e sua eliminação pelos tratos digestivo e respiratório é razoavelmente rápida. 
No caso de materiais insolúveis, dependendo do tamanho e forma dos 
aerodispersóides, eles podem ser removidos pela ação ciliar da mucosa do trato 
respiratório ou penetrarem nos sacos alveolares, ficando ali retidos. Apenas partículas 
com diâmetro igual ou inferior a 10 micrômetros atingem esse ponto dentro da árvore 
respiratória. Uma parte do material depositado nos alvéolos é capturada pelo sistema 
linfático e drenado para várias regiões do pulmão, podendo permanecer nos gânglios 
linfáticos por um longo período. Uma pequena fração pode atingir a corrente sanguínea e 
ser capturada pelo sistema reticulendotelial em várias regiões do corpo. 
O material insolúvel ingerido permanece no trato gastrintestinal, misturando-se ou 
fazendo parte do bolo fecal no intestino grosso, até ser eliminado. Entretanto, quando a 
substância ingerida é solúvel a absorção pelo sistema digestivo é eficiente, atingindo 
rapidamente a corrente sanguínea. 
Algumas substâncias, tal como o trítio, são prontamente absorvidas através da pele 
intacta, atingindo a corrente sanguínea. Nesse caso a rota dérmica é uma via importante 
de incorporação do radioisótopo. As demais substâncias depositam-se na pele, 
 
 
 Capítulo 3. Radiações Ionizantes III 
 
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irradiando-a até serem removidas. Nesse caso, o risco de incorporação é considerável 
apenas quando a pele que está em contato com a substância radioativa apresenta-se 
danificada (presença de cortes ou ferimentos). 
Os principais meios de eliminação do material incorporado são pelas fezes ou urina. 
A taxa de eliminação é normalmente expressa como meia-vida biológica, e depende da 
metabolização da substância pelo organismo. Essa grandeza é definida como o período 
de tempo necessário para que metade do material incorporado seja eliminada ou 
excretada. O risco total representado pela incorporação de radioisótopos depende da 
dose recebida, a qual é uma função da quantidade do material radioativo depositado. 
Portanto, a meia-vida efetiva corresponde ao período de tempo requerido para que a 
quantidade de material radioativo incorporado se reduza à metade. Essa quantidade irá 
variar em função da meia-vida física e da meia-vida biológica desse radioisótopo, 
segundo a relação: 
físicabiológica
físicabiológica
efetiva
TT
TT
T
2/12/1
2/12/1
2/1
+

=
 
 
Na tabela 3.1. são apresentados a meias-vida e o local de deposição de alguns 
isótopos radioativos. 
 
 
 Capítulo 3. Radiações Ionizantes III 
 
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Tabela 3.1. Meias-vida efetiva, biológica e física segundo o radionuclídeo e órgão de 
deposição. 
Isótopo Órgão 
T1/2física 
(dias) 
T1/2biológica 
(dias) 
T1/2efetiva 
(dias) 
H3
1 (óxido) Tecidos corpo 4,5x103 12 12 
Na22
11 Corpo todo 950 11 11 
P32
15
 Ossos 14,3 1155 (257) 14,1 
Cl36
17
 Corpo todo 1,2x108 29 29 
Ca45
20
 
Ossos 164 1,8x104(1,64x104) 162 
Fe59
26
 Baço 45,1 600 (800) 41,9 
Co60
27
 Corpo todo 1,9x103 9,5 9,5 
Zn65
30
 Corpo todo 245 933 194 
Sr90
38
 Ossos 1,0x104 1,8x104 (1,3x104) 6,4x103 
I131
53
 Tiroide 8 138 7,6 
Cs137
55
 Corpo todo 1,1x104 70 70 
Ba140
56
 Ossos 12,8 65 10,7 
Ra226
88
 Ossos 5,9x105 1,64x104(900)1,6x104 
U234
92
 Ossos 9,1x107 300(100) 300 
U235
92
 Rim 2,6x1011 15 (100) 15 
Np239
93
 Ossos 2,33 7,3x104 (3,9x104) 2,33 
Pu239
94
 Ossos 8,9x106 7,3x104 (6,5x104) 7,2x104 
Pu241
94 Ossos 4,8x103 7,3x104 (6,5x104) 4,5x103 
Fonte: adaptada da Publicação 2 do ICRP. 
 
Observação: T1/2biológica para o órgão crítico e para o corpo inteiro, em parênteses, 
quando diferente do órgão crítico. 
 
3.3. DESCONTAMINAÇÃO 
O material radioativo deve ser removido ou eliminado do corpo o mais prontamente 
possível, a fim de reduzir a dose interna e externa que o indivíduo venha a receber. Na 
descontaminação pessoal externa adota-se métodos progressivamente agressivos, até a 
total remoção do material depositado. Este procedimento deve ser cuidadosamente 
realizado para preservar ao máximo a barreira mecânica proporcionada pela pele intacta. 
Os métodos, em ordem de agressividade, são apresentados na tabela 3.2. 
 
 
 
 Capítulo 3. Radiações Ionizantes III 
 
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Tabela 3.2. Procedimentos para descontaminação externa segundo agressividade. 
Grau de 
Agressividade 
Método de Descontaminação Pessoal Externa 
I Jateamento com água 
II Água morna e sabão 
III Sabão abrasivo suave, escova macia e água 
IV Detergente 
V Mistura 50% detergente em pó e 50% fubá 
VI Solução quelante 
VII Ácido orgânico suave (ácido cítrico) 
 
Após a descontaminação externa, os indivíduos devem tomar um banho completo, 
com especial atenção para lavagem dos cabelos, mãos e unhas. 
Em caso de contaminação interna, o objetivo dos métodos adotados é reduzir a 
absorção e eliminar a maior parte retida no organismo. Os métodos de eliminação 
incluem a excreção renal dos materiais mais solúveis, eliminação nas fezes daqueles 
retidos no trato gastrintestinal ou secretados por via biliar e a exalação de gases e 
substâncias voláteis. 
Os procedimentos de descontaminação pessoal interna estão compreendidos em 
duas fases, a primeira de ordem mecânica e a segunda de natureza química. A fase 
mecânica intervém durante o período pré-metabólico e visa impedir a permanência da 
substância no organismo ou acelerar a sua excreção, sendo o procedimento dependente 
da rota de entrada da substância. Em caso de inalação de substâncias insolúveis 
administra-se expectorante comum. Quando há a ingestão de materiais radioativos 
procede-se à lavagem estomacal e administra-se purgantes e eméticos. 
A implementação fase química ocorre após a metabolização do material radioativo 
e visa aumentar a quantidade de material radioativo excretado, sendo que para cada 
isótopo adota-se um procedimento particular. Esses procedimentos incluem a diluição 
isotópica e administração de sais ou quelantes. No caso dos quelantes, a terapia é mais 
eficiente se for administrado logo após a contaminação ou no período em que estão nos 
tecidos moles, e ainda não foram complemente absorvidos. Na tabela 4.3. são 
apresentados os procedimentos adotados para algumas substâncias radioativas. 
 
 
 Capítulo 3. Radiações Ionizantes III 
 
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Tabela 3.3. Procedimentos de descontaminação pessoal interna segundo o radioisótopo. 
Isótopo Procedimento 
Trítio 
Administração de diuréticos 
Aumento da ingestão de líquidos 
Césio Administração de adsorvente (azul da Prússia) 
Tálio Administração de adsorvente (azul da Prússia) 
Iodo Administração de iodeto de potássio 
Rádio Administração de EDTA (sal de cálcio e sódio) 
Estrôncio Administração de EDTA (sal de cálcio e sódio) 
Plutônio Administração de EDTA (sal de cálcio e sódio) 
Cádmio Administração de EDTA (sal de cálcio e sódio) 
 
3.4. DETECTORES DE RADIAÇÃO IONIZANTE 
A radiação ionizante não pode ser detectada por nenhum dos sentidos humanos, 
sendo para tanto necessários instrumentos para sua detecção. Os detectores de radiação 
podem ser usados para medição das taxas de dose de radiação, por meio de leituras 
instantâneas, ou para quantificação da dose com leituras integradas no tempo total de 
exposição individual à radiação. 
A escolha do detector deve ser cuidadosa e levar em conta aspectos como o tipo 
de radiação, a energia, as taxas de dose máxima e mínima esperadas, condições de 
emissão da radiação (contínua ou em pulsos) e variável a ser avaliado (dose ou taxa de 
dose). Estes critérios são fundamentais, pois o uso de equipamento inadequado pode 
levar à subestimação dos níveis de radiação efetivamente existentes no local. 
 
3.4.1. CÂMARA DE IONIZAÇÃO 
Em geral, esse detector consiste em uma câmara formada por dois discos 
paralelos. O espaço entre os discos é preenchido por volume de ar ou material 
equivalente. As faces externas são pintadas com tinta preta que proporciona o isolamento 
elétrico e previne a ocorrência de fuga de corrente. A radiação ao atravessar a câmara 
produz ionização no gás, sendo o número de íons coletados igual ao número de íons 
formados durante a irradiação. A corrente elétrica gerada é proporcional à intensidade do 
feixe de radiação eletromagnética. 
A câmara de ionização é um detector sensível a choques mecânicos, não 
possibilitando o seu uso em qualquer ambiente. É o mais indicado para avaliação de 
raios X, particularmente quando a fonte emite raios X em pulsos. 
 
3.4.2. DETECTOR GEIGER MÜLLER 
O detector Geiger Müller consiste de um tubo metálico ou ampola de vidro 
preenchido com gás, podendo ser provido de extremidade ou lateral mais delgada (em 
geral mica). Ao atravessar o tubo, a partícula produz uma avalanche de ionizações, as 
quais geram um pulso elétrico. Cada partícula detectada produzirá um pulso elétrico, 
sendo o detector GM um excelente contador de partículas. Entretanto, como a amplitude 
 
 
 Capítulo 3. Radiações Ionizantes III 
 
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dos pulsos independe da ionização inicial, não há proporcionalidade com a energia da 
radiação e nem discriminação do tipo de radiação detectada. 
Este detector é o mais amplamente utilizado, por ser versátil e apresentar maior 
resistência a choques mecânicos. Pode ser usado na detecção de partículas alfa e beta, 
e de raios gama e X. 
 
3.4.3. DETECTOR DE CINTILAÇÃO 
O detector de cintilação é constituído por um cristal, geralmente iodeto de sódio 
com impurezas de tálio e um tubo fotomultiplicador. O tubo fotomultiplicador possui na 
face de entrada, em contato com o cristal, um cátodo fotossensível. Ao longo do seu 
corpo possui uma série de placas paralelas, denominadas dinodos. Na extremidade de 
saída está localizado o ânodo. 
A radiação eletromagnética ao ser absorvida pelo cristal é reemitida na forma de luz 
visível, sendo a sua quantidade proporcional à energia da radiação incidente. Essa luz é 
dirigida para o cátodo, no qual a absorção da luz resultará na emissão de elétron. Os 
elétrons incidentes ao colidirem com o primeiro dinodo geram mais elétrons, que colidem 
no segundo dinodo gerando mais elétrons e assim sucessivamente até serem coletados 
no ânodo. Esse efeito multiplicador de elétrons a cada colisão, é responsável pela 
amplificação da corrente possibilitando a sua leitura pelo medidor. 
Esse tipo de detector pode ser danificado quando submetido a choques mecânicos, 
o que restringe o seu uso a condições de campo mais controladas. Por sua sensibilidade 
(permite detectar baixos níveis de radiação) e precisão é muito utilizado em medicina 
nuclear (procedimentos de radioterapia e de diagnóstico com uso de radiofármacos). Os 
cintiladores são também usados como medidoresde corpo inteiro para detecção e 
quantificação das doses internas decorrentes da incorporação de fontes radioativas. 
 
3.4.4. CANETA DOSIMÉTRICA 
A caneta dosimétrica, ou eletroscópio, consiste em uma câmara selada e 
preenchida com gás, provida de dois eletrodos de fibra de quartzo, sendo um fixo e o 
outro móvel. Na extremidade de leitura é possível visualizar a escala, ao longo da qual o 
eletrodo móvel se desloca, registrando a dose. Quando o eletroscópio é carregado, os 
dois eletrodos ficam juntos, representando o zero na escala. À medida que ocorrem 
ionizações no interior da câmara, o eletroscópio é descarregado, sendo a descarga 
proporcional à intensidade de ionização produzida. 
Este instrumento é adequado para leitura diária de dose, a qual pode ser requerida 
em situações de ingresso eventual e não rotineiro em áreas controladas (onde estão as 
fontes de radiação). 
As principais desvantagens apresentadas por esse detector são a impossibilidade 
de calibração com ajuste da escala e a leitura de falsa dose, decorrente da sua descarga 
por meio de choques mecânicos, umidade e fuga de corrente. 
 
 
 
 Capítulo 3. Radiações Ionizantes III 
 
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3.4.5. FILME DOSIMÉTRICO 
Consiste em dois filmes radiográficos, encerrados em invólucro de plástico ou de 
metal. À medida que o filme absorve a energia da radiação ocorre a precipitação dos sais 
de prata presentes na emulsão, aumentando a sua densidade óptica (enegrecimento do 
filme). A mudança na densidade óptica é proporcional à dose absorvida da radiação. A 
leitura da dose é feita com um densitômetro fotoelétrico, que mede a densidade óptica do 
filme. A correspondência entre essa grandeza e a dose é obtida por meio da curva de 
calibração do filme que contém a relação entre dose e densidade óptica. 
Este dosímetro pode ser usado tanto para partículas beta e nêutrons, quanto para 
raios X e gama. 
 
3.4.6. DOSÍMETRO TERMOLUMINESCENTE 
Certos cristais como, fluoreto de cálcio dopado com magnésio e fluoreto de lítio, ao 
serem expostos à radiação ionizante e posteriormente aquecidos emitem luz. Por esta 
característica tais cristais são denominados termoluminescentes. 
A absorção da energia da radiação excita os átomos no cristal. O aquecimento do 
cristal produz a desexcitação dos átomos com a emissão de luz. A quantidade total de luz 
é proporcional ao número de elétrons excitados que, por sua vez, é proporcional à 
quantidade de energia absorvida da radiação. A correspondência entre a quantidade de 
luz e a dose é obtida por meio da curva de calibração do cristal. 
Os dosímetros termoluminescentes podem ser usados para medida de dose 
associada à exposição a partículas beta, elétrons, prótons, raios X e raios gama. 
 
 
 
 Capítulo 3. Radiações Ionizantes III 
 
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3.5. TESTES 
1. A irradiação é denominada interna quando o material radioativo encontra-se 
dentro do corpo. Assinale a alternativa incorreta: 
a) Uma das medidas de controle especificamente voltada para prevenir a entrada 
no corpo do material radioativo em forma de poeira é o uso de EPIs. 
b) Após a deposição do material radioativo nos órgãos ou tecidos é que se dá início 
à irradiação, porque durante o trânsito dentro do corpo a passagem é rápida e a 
dose é dependente do tempo de exposição. 
c) As principais formas pelas quais o material radioativo pode ingressar dentro do 
corpo é a inalação, a ingestão e a absorção percutânea. 
d) O tipo de controle ou de equipamento de proteção individual a ser adotado para 
prevenir a irradiação interna dependerá das características físico-químicas do 
radioisótopo. 
e) O uso de sistemas enclausurados para manipulação de material radioativo é a 
forma de controle preferencial contra a irradiação interna. 
2. A contaminação radioativa é a deposição de material radioativo na superfície e 
dentro do corpo. As características físico-químicas do isótopo determinam a rota de 
entrada preferencial, o grau de retenção e o caminho percorrido dentro do corpo até 
sua excreção. Em relação à contaminação radioativa é correto afirmar: 
a) No caso de materiais insolúveis, apenas partículas com diâmetro igual ou inferior 
a 20 micrômetros penetrarem nos sacos alveolares, ficando ali retidos. 
b) O material insolúvel ingerido permanece no trato gastrintestinal, misturando-se 
ou fazendo parte do bolo fecal no intestino delgado, até ser eliminado. 
c) As principais formas pelas quais o material radioativo pode ingressar dentro do 
corpo é a inalação e a ingestão. 
d) Os principais meios de eliminação do material incorporado são pelas fezes, urina 
e suor. 
e) A taxa de eliminação é normalmente expressa como meia-vida biológica, e 
depende da metabolização da substância pelo organismo. 
3. Em relação à descontaminação, assinale a alternativa incorreta: 
a) A fase mecânica intervém durante o período pré-metabólico e visa impedir a 
permanência da substância no organismo ou acelerar a sua excreção 
b) A implementação fase química ocorre após a metabolização do material 
radioativo e visa aumentar a quantidade de material radioativo excretado. 
c) Em caso de inalação de substâncias insolúveis administra-se expectorante 
comum. 
d) Os métodos de eliminação incluem a excreção renal dos materiais insolúveis. 
e) Quando há a ingestão de materiais radioativos procede-se à lavagem estomacal 
e administra-se purgantes e eméticos. 
 
 
 Capítulo 3. Radiações Ionizantes III 
 
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4. Na descontaminação pessoal externa adota-se métodos progressivamente 
agressivos, até a total remoção do material depositado. Marque o grau de 
agressividade (de I a VII), sendo I o menos agressivo e VII o mais agressivo. 
( ) Ácido orgânico suave (ácido cítrico). 
( ) Mistura 50% detergente em pó e 50% fubá. 
( ) Solução quelante. 
( ) Sabão abrasivo suave, escova macia e água. 
( ) Jateamento com água. 
( ) Água morna e sabão. 
( ) Detergente. 
 
a) VII, V, VI, III, I, II, IV. 
b) VII, VI, V, IV, I, II, III. 
c) VII, IV, VI, III, II, I, V. 
d) V, IV, III, VI, VII, I, II. 
e) VII, VI, IV, III, II, I, V. 
5. Em relação aos detectores de radiação, assinale a alternativa incorreta: 
a) O detector Geiger-Muller pode ser usado na detecção de partículas alfa e beta, 
de raios gama e raios X contínuo. 
b) Os dosímetros termoluminescentes podem ser usados para medida de dose 
associada à exposição a todos os tipos de radiação ionizante. 
c) O filme dosimétrico pode ser usado para medida de dose tanto para partículas 
beta e nêutrons, quanto para raios X e gama. 
d) A câmara de ionização é um detector sensível a choques mecânicos, não 
possibilitando o seu uso em qualquer ambiente. 
e) A escolha do detector deve levar em conta o tipo de radiação, a energia, as taxas 
de dose máxima e mínima esperadas, as condições de emissão da radiação e a 
variável a ser avaliada. 
 
 
 
 
 
Capítulo 4 Radiações Não Ionizantes 
 
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CAPÍTULO 4. RADIAÇÕES NÃO IONIZANTES 
 
 
OBJETIVOS DO ESTUDO 
Neste capítulo são analisados os efeitos nocivos das radiações não ionizantes. 
Denominamos de radiação não ionizante à radiação com frequência inferior a 1016 Hz, 
cujos efeitos à saúde são diferentes daqueles causados pela radiação ionizante e, 
portanto, exigem outras ações corretivase de controle. 
À medida que a ciência e a tecnologia evoluem, novos problemas ocupacionais são 
criados. Como exemplo temos os problemas associados a forno de microondas, a 
terminais de vídeo ou a apontadores de laser. Não existem ainda evidências indicando 
que estes problemas são significativos, mas os cientistas continuam a pesquisar as 
possibilidades. 
 
Ao término deste capítulo você deverá estar apto a: 
• Definir radiação não ionizante; 
• Listar os principais tipos de radiação não ionizante que são nocivos ao ser 
humano; 
• Descrever os instrumentos disponíveis para medir a radiação não ionizante; 
• Apresentar várias maneiras pelas quais se pode reduzir os efeitos danosos da 
radiação não ionizante. 
 
 
 
 
 
 
 
Capítulo 4 Radiações Não Ionizantes 
 
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4.1. A CIÊNCIA DA RADIAÇÃO NÃO IONIZANTE 
4.1.1. IONIZAÇÃO E EXCITAÇÃO 
Em um átomo, os elétrons são encontrados girando ao redor do núcleo, distribuídos 
não de uma forma aleatória, mas sim em camadas ou orbitais eletrônicos (Figura 5.1). 
Cada uma dessas camadas é ocupada por um número específico de elétrons, os quais 
são mantidos presos ou ligados com uma determinada quantidade de energia (energia de 
ligação). Esta energia de ligação varia com o inverso da distância do orbital ao núcleo. 
Desse modo quanto mais próximo do núcleo estão os elétrons, maior é a energia que os 
mantém ligados ao átomo e mais fortemente presos eles estão. 
Em condições normais, o elétron ocupa o nível mais baixo de energia dentro da 
respectiva camada (estado fundamental), ou seja, aquele em que ele possui a menor 
energia, pois este confere maior estabilidade eletrônica ao átomo. Se por meios externos 
cedemos uma certa quantidade de energia ao elétron, este passará a executar uma 
órbita de raio maior (mais afastada do núcleo), e assim ocupando um nível superior 
(estado excitado) dentro da camada. Este processo físico, no qual o elétron ao absorver 
energia passa a ocupar orbitais mais externos, é conhecido como excitação eletrônica. 
No caso acima, se a energia fornecida é superior a energia de ligação da camada, 
o elétron será levado a executar uma órbita com raio tão grande que este não fica mais 
sob a influência do campo elétrico do núcleo. Nesta condição o elétron é removido do 
átomo. Este processo físico, no qual o elétron ao absorver energia afasta-se da influência 
do campo elétrico nuclear a ponto de ser removido, é conhecido como ionização. O 
elétron livre e o átomo positivamente carregado resultantes são denominados par iônico. 
A quantidade de energia necessária para ionizar o elétron mais fracamente ligado ao 
átomo é chamada de potencial de ionização. 
Radiação pode ser, portanto, entendida como a energia que é transmitida por 
ondas eletromagnéticas ou por partículas subatômicas e que poderá causar apenas a 
excitação eletrônica de átomos e moléculas (radição não ionizante) ou ser capaz também 
de ionizá-los (radição ionizante). 
As radiações eletromagnéticas são oscilações em fase e perpendiculares entre si 
dos campos elétricos e magnéticos, que autossustentando-se, se propagam na 
velocidade da luz (c, que no vácuo corresponde a 300.000 km/s) e que diferem entre si 
apenas pelo comprimento de onda () e por sua frequência (f). 
Já as radiações corpusculares consistem de feixes de partículas subatômicas, tais 
como elétrons, prótons, nêutrons, emitidas por núcleos de átomos instáveis. Esta energia 
corpuscular, capaz de ionizar o meio, é a energia cinética ou de movimento, e, portanto, 
diretamente proporcional ao quadrado da velocidade da partícula. 
 
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81tomo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mol%C3%A9cula
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ion
http://pt.wikipedia.org/wiki/Oscila%C3%A7%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fase_(f%C3%ADsica)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Campo_el%C3%A9trico
http://pt.wikipedia.org/wiki/Campo_magn%C3%A9tico
http://pt.wikipedia.org/wiki/Feixe_(f%C3%ADsica)
http://pt.wikipedia.org/wiki/El%C3%A9tron
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pr%C3%B3ton
http://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%AAutron
 
Capítulo 4 Radiações Não Ionizantes 
 
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67 
 
Figura 4.1. Representação de um átomo com elétrons girando ao redor de seu núcleo e 
do núcleo atômico composto por prótons e neutrons 
 
 
 Apesar de serem menos nocivas do que as radiações ionizantes, as radiações 
não ionizantes podem levar à ocorrência de lesões ou doenças em exposições sem 
controle. 
 Outro ponto relevante e que dificulta seu controle é o fato das radiações serem 
invisíveis (com exceção da parte visível do espectro eletromagnético) e de difícil detecção 
pelas pessoas através de seus outros sentidos. 
 A Figura 4.2 abaixo resume os principais tipos de radiação existentes: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 4.2. Classificação dos tipos de radiação 
 
4.1.2. RADIAÇÃO NÃO IONIZANTE 
O espectro eletromagnético é composto por todos os tipos de radiação. A Figura 
4.3 apresenta parte do espectro eletromagnético. As radiações com comprimentos de 
onda inferiores a 100 nm são consideradas ionizantes, como por exemplo, a radiação 
cósmica, gama e raios X. A parte não ionizante do espectro é composta das radiações 
ultravioleta, visível, infravermelha, microondas, ondas de televisão, ondas de rádio e ELF 
(“extra low frequency” ou ondas de frequência muito baixas). 
 
 
 
R
A
D
I
A
Ç
Ã
O 
 
ELETROMAGNÉTICA 
CORPUSCULAR 
• ELF 
• RADIOFREQUÊNCIA 
• MICROONDAS 
• INFRAVERMELHO 
• LUZ VISÍVEL 
• ULTRAVIOLETA 
• RAIOS X 
• RAIOS GAMA (γ) 
• PARTÍCULAS ALFA (α) 
• PARTÍCULAS BETA (β) 
• NÊUTRONS 
 NÃO IONIZANTE 
IONIZANTE 
 
Capítulo 4 Radiações Não Ionizantes 
 
___________________________________________________________________________________ 
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68 
Figura 4.3. O Espectro Eletromagnético e os TLVs relacionados 
 
 
* Os limites entre as regiões são adotados por convenção e não devem ser considerados como linhas 
divisórias absolutas. 
 
A Tabela 4.1 apresenta as radiações não ionizantes, em ordem crescente de 
comprimento de onda. 
Tabela 4.1. Radiação não ionizante e suas denominações em função dos parâmetros 
comprimento de onda e frequência. 
Nome Comprimento de 
onda 
Frequência 
Ultravioleta UVC 100 a 280 nm 30,0x1014 a 10,7x1014 Hz 
Ultravioleta UVB 280 a 315 nm 10,7x1014 a 9,5x1014 Hz 
Ultravioleta UVA 315 a 400 nm 9,5x1014 a 7,5x1014 Hz 
Visível * 400 a 760 nm 7,5x1014 a 3,9x1014 Hz 
Infravermelho IVA 760 nm a 1,4 m 3,9x1014 Hz a 2,1x1014 
Infravermelho IVB 1,4 a 3 m 2,1x1014 Hz a 1,0x1014 
Infravermelho IVC 3 m a 1 mm 1,0x1014 Hz a 300 GHz 
Microondas 1mm a 1 m 300 GHz a 300 MHz 
TV, FM, AM, CB 300 MHz a 300 Hz 
ELF 300 Hz a 1 Hz 
Observação: até o infravermelho é mais comum classificar a radiação em 
termos do comprimento de onda; para os comprimentos maiores costuma-se 
usar a frequência. 
* Na literatura encontra-se também a faixa de 380 a 780 nm para a luz 
visível. 
 
 
 
 
Capítulo 4 Radiações Não Ionizantes 
 
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69 
 
Quadro 4.1. 
Qual a diferença entre excitação eletrônica e ionização? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Como o produto do comprimento de onda pela frequência é constante (igual a 
velocidade de propagação da onda eletromagnética no vácuo de 300.000 km/s), à 
medida que o comprimento de onda aumenta, diminui proporcionalmente a frequência. 
Quanto maior a frequência,maior a energia associada à radiação eletromagnética, que 
segundo a teoria dos “Quanta” desenvolvida por Max Planck em 1901 pode ser 
quantificada pela seguinte fórmula: 
E = h · ν 
Se considerarmos ν = f = c / λ, então: 
E = h · c / λ, sendo: 
E = Energia em erg 
h = constante de Planck (6,62·10-27 erg·s) 
c = velocidade da luz (3·1010 cm/s) (m/s) 
λ = comprimento de onda (cm) 
 
São características importantes das radiações eletromagnéticas, como destacadas 
as seguintes: 
• No vácuo propagam-se em linha reta quando não há interação com a matéria; 
• Conservam sua energia durante a propagação no vácuo; 
• Ao interagir com a matéria podem ser transmitidas, refletidas, absorvidas e 
espalhadas; 
• Atenuam a intensidade com o quadrado da distância da fonte emissora. 
 
 
Capítulo 4 Radiações Não Ionizantes 
 
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70 
 
Figura 4.4. Representação da interação da radiação eletromagnética com a matéria 
 
 A atenuação pode ser entendida como a perda gradual de intensidade da 
radiação eleromagnética conforme seu distanciamento da fonte e obedece a “Lei do 
quadrado das distâncias”, ou seja: 
I(d2) = I(d1) · (d1/d2) 
Onde: 
I(d1) = intensidade da radiação eletromagnética a uma distância d1 da fonte 
I(d2) = intensidade da radiação eletromagnética a uma distância d2 da fonte 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 4.5. Representação do fenômeno de atenuação da radiação eletromagnética 
 
 
 
Capítulo 4 Radiações Não Ionizantes 
 
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71 
 A transmissão (e respectivamente absorção) da radiação eletromagnética pela 
matéria pode ser equacionada da seguinte forma: 
xk
eII −
= 0 
Em que: 
It = radiação transmitida 
I0 = radiação incidente 
e = número de Euler 
x = espessura do material 
kλ = coeficiente de absorção do material para o comprimento de onda 
 
4.1.2.1. ONDAS DE FREQUÊNCIA EXTREMAMENTE BAIXA (ELF) 
Junto ao início da escala de frequências tem-se as ondas elétricas, que são 
geradas a partir da conversão de energia mecânica em energia elétrica. Os geradores 
para uso domiciliar produzem energia na frequência de 60 Hz, a qual pode ser 
transmitida a centenas de quilômetros através de fios condutores. 
São ondas de frequência extremamente baixa, cuja sigla ELF deriva dos termos 
“extra low frequency”. 
Um valor arbitrário de 104 Hz separa em princípio as ondas elétricas (abaixo de 104 
Hz) das ondas de rádio (acima de 104 Hz). Todavia algumas aplicações elétricas usam 
frequências acima deste valor e alguns usos de radiofrequência se localizam abaixo 
deste valor limítrofe. Segundo a ACGIH por exemplo, as ELF se extendem até a 
frequência de 300 Hz [105]. 
 
 
4.1.2.2. ONDAS DE RÁDIO 
As ondas de rádio e de televisão são utilizadas como transmissoras de sinais, e nós 
“ouvimos” o rádio ao sintonizar uma dada frequência. Grandes faixas (bandas) de 
frequência são alocadas para tipos particulares de transmissores de sinais, de modo que 
a TV usa uma banda de alta frequência enquanto a CB usa uma frequência mais baixa. 
As rádios AM e FM usam bandas intermediárias, entre a TV e a CB. O poder emissivo 
destas ondas de rádio é muito baixo e ainda não se conhece efeito danoso à saúde. 
São radiações de grande comprimento de onda e baixa frequência e que podem ser 
classificadas conforme apresentado na Tabela 5.2: 
 
 
 
 
 
 
Capítulo 4 Radiações Não Ionizantes 
 
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72 
Tabela 4.2. Classificação de Radiofrequência (RF) 
Abreviação Designação Frequência 
VLF Muito baixa frequência, “very low frequency” 3 a 30 kHz 
LF Baixa frequência, “low frequency” 30 a 300 kHz 
MF Média frequência, “medium frequency” 300 kHz a 3MHz 
HF Alta frequência, “high frequency” 3 a 30 MHz 
VHF Muito alta frequência, “very high frequency” 30 a 300 MHz 
 
As radiofrequências podem também ser utilizadas em aplicações médicas, em 
equipamentos de aquecimento elétrico, existindo muitas aplicações usando aquecedores 
de alta frequência. 
Na metalmecânica tem sido usado aquecimento via ondas de rádio para 
endurecimento de dentes de engrenagens e superfícies de rolamentos, bem como para 
recozimento, fusão e soldagem. Nas fábricas de madeira tem sido usada para laminação 
e colagem em geral. Na indústria alimentícia o aquecimento por radiofrequência tem sido 
usado para esterilização de contêineres e eliminação de bactérias. Outras aplicações 
incluem radionavegação, comunicação da marinha e aeronáutica, monitor de vídeo 
moldagem de plásticos, vulcanização de borrachas, imposição de torção em têxteis e 
vedação térmica. 
Nestes aquecedores de altas frequências, um retificador transforma a corrente 
alternada de 60 Hz para corrente contínua. Em seguida, um gerador transforma a 
corrente contínua em energia na forma de radiofrequência. A frequência gerada é 
utilizada para aquecimento e se localiza na da faixa de 200 kHz a vários MHz, 
dependendo da aplicação. 
 
4.1.2.3. MICROONDAS 
A radiação de microondas se localiza entre o infravermelho distante e as ondas de 
rádio, tendo sido uma das últimas a serem criadas no laboratório e terem aplicação 
comercial. 
Dependendo da faixa de frequência, as microondas podem ser classificadas como 
mostra a Tabela 4.3. 
 
Tabela 4.3. Classificação das Microondas 
Abreviação Designação Frequência 
UHF Ultra alta frequência, “ultra high frequency” 300 MHz a 3GHz 
SHF Super alta frequência, “super high frequency” 3 a 30 GHz 
EHF Extra alta frequência, “extremely high frequency” 30 a 300 GHz 
 
A energia de microondas é uma forma muito conveniente de aquecimento e em 
determinadas situações apresenta várias vantagens sobre outras fontes de calor. É 
limpa, flexível e reage instantaneamente ao mecanismo de controle. Além disso, impede 
 
Capítulo 4 Radiações Não Ionizantes 
 
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73 
que os produtos de combustão ou o calor convectivo sejam adicionados ao ambiente de 
trabalho. A facilidade com que esta energia é convertida em calor proporciona altas taxas 
de conversão e aquecimento. 
Além de aquecimento doméstico e industrial (por exemplo em fornos), secagem e 
desidratação, encontramos outras aplicações de microondas na esterilização, 
vulcanização, radiodifusão FM, televisão, comunicação, ressonância magnética e 
radares. 
 
4.1.2.4. RADIAÇÃO INFRAVERMELHA 
A região do infravermelho se estende aproximadamente desde o vermelho visível 
(cerca de 750 nm) até a região de microondas (1 mm). A exposição a raios 
infravermelhos pode ocorrer para qualquer superfície que esteja a uma temperatura 
inferior a da superfície emissora, ocorrendo transferência de calor radiante quando a 
energia emitida por um corpo é absorvida por outro. 
A radiação infravermelha tem inúmeras aplicações associadas a aquecimento, e 
industrialmente pode-se citar. 
Secagem e cozimento de tintas, vernizes, adesivos, esmaltes, etc. 
Aquecimento de partes metálicas para ajuste na montagem, fundição, etc. 
Desidratação de têxteis, papel, couro, carnes, vegetais, potes de argila, etc. 
Descongelamento de vagões de mina no inverno de modo que possam ser 
descarregados. 
A radiação infravermelha é percebida pela pele como uma sensação de calor, com 
o aumento de temperatura da epiderme dependendo do comprimento de onda, do tempo 
de exposição e da quantidade total de energia transferida ao tecido. 
Conforme apresentado71 
4.1.2.3. MICROONDAS .................................................................................................. 72 
4.1.2.4. RADIAÇÃO INFRAVERMELHA ........................................................................ 73 
4.1.2.5. RADIAÇÃO VISÍVEL ......................................................................................... 73 
4.1.2.6. RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA............................................................................ 73 
4.1.2.7. LASER ............................................................................................................... 74 
4.1.2.8 RADIAÇÃO SOLAR ............................................................................................ 75 
4.2. A NATUREZA DO PROBLEMA .................................................................................. 77 
4.2.1. RADIAÇÃO DE FREQUÊNCIA EXTREMAMENTE BAIXA (ELF) ...................... 77 
4.2.2. ONDAS DE RÁDIO .............................................................................................. 77 
4.2.3. MICROONDAS ..................................................................................................... 78 
4.2.4. RADIAÇÃO INFRAVERMELHA ........................................................................... 78 
4.2.5. RADIAÇÃO VISÍVEL ............................................................................................ 79 
4.2.6. RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA ............................................................................... 80 
4.2.7. LASER .................................................................................................................. 81 
4.2.8. TERMINAIS DE VÍDEO ........................................................................................ 81 
4.3. EXEMPLOS REAIS ..................................................................................................... 82 
4.3.1. O PROBLEMA DOS CAMPOS MAGNÉTICOS................................................... 82 
4.3.2. CAMPOS MAGNÉTICOS E LEUCEMIA.............................................................. 82 
4.4. LIMITES ADMISSÍVEIS ............................................................................................... 84 
4.4.1. RADIAÇÃO DE FREQUÊNCIA EXTREMAMENTE BAIXA (ELF) ...................... 84 
4.4.2. MICROONDAS E ONDAS DE RÁDIO ................................................................. 84 
4.4.3. RADIAÇÃO INFRAVERMELHA ........................................................................... 85 
4.4.4. RADIAÇÃO VISÍVEL ............................................................................................ 85 
4.4.5. RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA ............................................................................... 86 
4.4.6. LASER .................................................................................................................. 86 
4.5. METODOLOGIA DE MEDIÇÃO .................................................................................. 86 
4.5.1. RADIÔMETROS ................................................................................................... 86 
 
 
Sumário 
 
 
iii 
4.5.2. FOTÔMETROS .................................................................................................... 87 
4.5.3. MÉTODOS MISTOS ............................................................................................. 88 
4.6. AÇÕES CORRETIVAS ................................................................................................ 89 
4.6.1. ONDAS DE FREQUÊNCIA EXTREMAMENTE BAIXA ....................................... 89 
4.6.2. RADIOFREQUÊNCIA ........................................................................................... 89 
4.6.3. MICROONDAS ..................................................................................................... 89 
4.6.4. RADIAÇÃO INFRAVERMELHA ........................................................................... 90 
4.6.5. RADIAÇÃO VISÍVEL ............................................................................................ 90 
4.6.6. RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA ............................................................................... 90 
4.6.7. LASERS ................................................................................................................ 91 
4.6.8. TERMINAIS DE VÍDEO ........................................................................................ 91 
4.7. CASOS REAIS ............................................................................................................. 91 
4.7.1. LÂMPADAS DE VAPOR DANIFICADAS ............................................................. 91 
4.8. TESTES ........................................................................................................................ 93 
CAPÍTULO 5. CONCEITOS EM AGENTES BIOLÓGICOS .............................................. 95 
5.1. INTRODUÇÃO AOS AGENTES BIOLÓGICOS ......................................................... 96 
5.2. CLASSIFICAÇÃO DE RISCOS BIOLÓGICOS .......................................................... 99 
5.3. CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO DE RISCOS DOS AGENTES BIOLÓGICOS..... 102 
5.4. LABORATÓRIO DE BIOSSEGURANÇA ................................................................. 111 
5.5. TESTES ...................................................................................................................... 112 
CAPÌTULO 6. AGENTES BIOLÓGICOS INSTRUMENTAÇÃO ..................................... 114 
6.1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................... 115 
6.2. BIOAEROSOL ........................................................................................................... 115 
6.3. MÉTODOS PARA COLETA DE MICRORGANISMOS NO AR ........................ 116 
6.3.1 FILTRAÇÃO ......................................................................................................... 116 
6.3.2 IMPACTAÇÃO ..................................................................................................... 117 
6.3.3 AMOSTRAGEM EM MEIO ÚMIDO OU LÍQUIDO .............................................. 118 
6.3.4 AMOSTRAGEM PASSIVA DE BIOAEROSSÓIS ............................................... 119 
6.3.4.1PLACAS DE SEDIMENTAÇÃO ............................................................... 120 
6.3.5 AMOSTRAGEM DE SUPERFÍCIES ................................................................... 120 
6.3.5.1 SWABS ................................................................................................... 121 
6.3.5.2 ASPIRAÇÃO A VÁCUO .......................................................................... 121 
6.4. METODOLOGIAS DE ANÁLISE DE AMOSTRAS MICROBIOLÓGICAS DE AR123 
6.4.1 MEIO NUTRITIVO DE CULTURA ....................................................................... 123 
6.4.2 MICROSCOPIA ................................................................................................... 123 
6.4.3 BIOLOGIA MOLECULAR .................................................................................... 123 
6.5. PREPARAÇÃO PARA A AMOSTRAGEM DE BIOAEROSSÓIS – ESTRATÉGIA124 
6.6. PADRÕES E DIRETRIZES PARA AVALIAÇÃO DO RISCO DE EXPOSIÇÃO A 
BIOAEROSSÓIS ............................................................................................................... 124 
6.7 TESTES ....................................................................................................................... 126 
CAPÌTULO 7. AVALIAÇÃO E CONTROLE DA EXPOSIÇÃO AO CALOR ................... 128 
 
 
Sumário 
 
 
iv 
7.1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................... 129 
7.2. MECANISMOS DE TROCAS TÉRMICAS ................................................................ 129 
7.3. REAÇÕES DO ORGANISMO AO CALOR ............................................................... 130 
7.4. CLASSIFICAÇÃOanteriomente na Tabela 4.1, a radiação infravermelha 
costuma ser subdividida em Infravermelho A (IVA), Infravermelho B (IVB) e Infravermelho 
C (IVC). 
 
4.1.2.5. RADIAÇÃO VISÍVEL 
A faixa visível do espectro eletromagnético tem comprimentos de onda entre 400 a 
760 nm (ou 380 a 780 nm, segundo alguns autores), correspondendo à faixa de 
frequências entre 7,5 x 1014 Hz a 3,9 x 1014 Hz. As leis da radiação foram primeiro 
estudadas para a luz visível, e os problemas ocupacionais da iluminação são discutidos 
em um capítulo a parte. 
 
4.1.2.6. RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA 
A radiação ultravioleta tem frequências entre 7,5 x 1014 e 30,0 x 1014 Hz. 
A faixa mais distante, denominada UVC (100 a 280 nm), é usada para aplicações 
bactericidas como a eliminação de germes. Por isso é bastante empregada no setor de 
 
Capítulo 4 Radiações Não Ionizantes 
 
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74 
controle de qualidade de processos industriais As lâmpadas que geram radiação de 245 
nm podem também ser utilizadas para destruir bactérias e vírus. 
A radiação UVB é chamada também de eritermal e compreende a faixa de 280 a 
315 nm (ou 320 nm segundo algumas classificações). Os seus efeitos benéficos incluem 
o bronzeamento da pele e a formação de vitamina D. 
A faixa ultravioleta mais próxima da visível vai de cerca de 320 a 400 nm e também 
é chamada de “luz negra” pois faz com que certos materiais fosforesçam. 
O espectro da luz solar natural se inicia em cerca de 295 nm, com os comprimentos 
de onda mais curtos sendo filtrados pela atmosfera. De modo similar, a composição e a 
espessura do vidro de lâmpadas, bem como as camadas de recobrimento de fósforo nas 
fontes de mercúrio e fluorescentes, atuam como filtros para as ondas de menores 
comprimentos de onda. 
 
4.1.2.7. LASER 
O termo laser é uma abreviação para “light amplification by stimulated emission of 
radiation”, ou seja, amplificação da luz por emissão estimulada de radiação. 
A luz de fontes convencionais tem variados comprimentos de onda e se irradia em 
todas as direções, com interferências construtivas e destrutivas. É denominada de luz 
incoerente. Por outro lado, a luz de uma fonte laser vibra num único plano, se propaga 
numa única direção e é monocromática (tem um único comprimento de onda). É 
denominada de luz coerente. 
Um instrumento que gera radiação laser produz um feixe de apenas uma 
frequência, mas esta não precisa ser apenas da faixa visível. Um dos feixes mais 
poderosos utiliza dióxido de carbono e gera um fluxo contínuo e muito quente de radiação 
infravermelha. Outros lasers operam nas frequências ultravioletas. 
São inúmeras as aplicações de lasers, tanto na indústria como por exemplo, na 
microusinagem, soldagem de peças e corte do aço, alinhamento ótico, levantamentos 
telemétricos, fotocoagulação e holografia, quanto na odontologia e na medicina para 
tratamentos de pele, eliminação de tumores e em microcirurgias [104]. 
 
Quadro 4.2. 
As fontes de laser geram feixes de apenas uma frequência (luz coerente) da faixa 
visível do espectro magnético e também de outras faixas. Quais seriam estas faixas? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Capítulo 4 Radiações Não Ionizantes 
 
___________________________________________________________________________________ 
eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
75 
4.1.2.8 RADIAÇÃO SOLAR 
A radiação solar é composta por: 
Raios Cósmicos; 
Rádio Frequência; 
Radiação Visível; 
Radiação Infravermelha e 
Radiação Ultravioleta. 
 
Ao atravessar a camada da atmosfera a radiação solar perde cerca de 1/3 de sua 
energia. Assim chega à superfície da terra com apenas 2/3 da radiação inicial. 
Observa-se que a UVC é totalmente absorvida pela camada de ozônio, então a 
radiação solar que atinge o solo é composta aproximadamente por: 
5% UV(95% UVA e 5% UVB) 
40% RADIAÇÃO VISÍVEL 
55% RADIAÇÃO INFRAVERMELHA 
 
Conforme já vimos, a radiação ultravioleta pode ser dividida em: 
UVC: 100 – 280 nm (10 a 20% dos efeitos danosos da radiação solar) 
UVB: 280 – 320 nm (ou 315 nm, conforme algumas classificações) 
 (queimaduras, fotoenvelhecimento e câncer de pele) 
UVA: 320 – 400 nm 
 
Os fatores listados a seguir são bastantes importantes na exposição à radição 
ultravioleta: 
• Influência da Hora: 
11 às 15hs: pior período de exposição 
13hs: pico de exposição 
12 às 14hs: 1/3 da radiação UV 
10 às 16hs: ¾ da radiação UV 
 
• Influência da Latitude: próximo do equador a incidência é maior 
 
• Influência da Altitude: a cada 300 metros de altitude, a incidência aumenta 
em 4% 
 
• Influência da Cobertura de Nuvens: mesmo em tempo coberto de nuvens, 
pode-se receber queimaduras, pois as nuvens absorvem o infravermelho 
mas não a UV 
 
• Influência do Vento: o vento poderá dar uma sensação de conforto e 
poderemos eventualmente ficar mais expostos à radiação UV 
 
 
 
 
 
Capítulo 4 Radiações Não Ionizantes 
 
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76 
A Figura a seguir representa o efeito da radiação UV na pele: 
 
 
 UVB UVA Visível Infravermelho 
 
 
Epiderme 
 
Derme 
 
Figura 4.6. Penetração da radiação solar na pele: 
 
 
Quadro 4.3. 
Cada vez que uma frequência dobra de valor, dizemos que subimos uma oitava. 
Partindo da frequência de 1 Hz, a banda de frequências elétricas ELF teria 
correspondentemente quantas oitavas? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Capítulo 4 Radiações Não Ionizantes 
 
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77 
4.2. A NATUREZA DO PROBLEMA 
4.2.1. RADIAÇÃO DE FREQUÊNCIA EXTREMAMENTE BAIXA (ELF) 
Linhas de transmissão de energia e certos instrumentos industriais operam com 
campos magnéticos e elétricos de baixas frequências, com 50 Hz na Europa e Ásia e 60 
Hz nos Estados Unidos, Canadá e Brasil. 
No corpo humano os possíveis efeitos devido à exposição ao campo 
eletromagnético são de natureza elétrica e magnética. Como exemplos de efeitos 
decorrentes do campo elétrico podem ser citados choques, queimaduras e parada 
cardíaca. Já implicações de origem magnética são os efeitos térmicos, endócrinos e suas 
possíveis patologias causadas pela interação das cargas elétricas com o organismo. 
Uma corrente de pesquisa afirma que estas frequências podem afetar o sistema 
nervoso central e o funcionamento do cérebro, havendo energia ressonante muito similar 
à que o cérebro usa. Numerosos estudos relatam efeitos biológicos em animais em 
laboratório, mas não foram ainda confirmados efeitos patológicos. Quaisquer que sejam 
os mecanismos envolvidos nos efeitos induzidos por estes campos, eles ainda não são 
totalmente conhecidos e pesquisas continuam a serem efetuadas. 
A maioria dos estudos efetuados com seres humanos envolve trabalhadores 
atuando na área de linhas de eletricidade e pessoas que vivem nas proximidades de 
linhas de transmissão de altas voltagens. Estes estudos analisam fatores como a 
incidência de câncer, desordens no sistema reprodutor, saúde geral e disfunções 
congênitas, comparando os valores com dados da população geral. O que normalmente 
tem sido obtido são resultados sugestivos, mas não conclusivos, principalmente devido a 
problemas relativos a: 
• Amostras pequenas com limitada validade estatística; 
• Ausência de dados quantitativos apropriados quanto à duração da 
exposição e dos níveis envolvidos; 
• Incertezas no que se refere ao conceito de grupo de controle adequado. 
Os problemas com as pesquisas e experimentosnão os tornam inválidos, apenas 
dificultam sua validação e os tornam suspeitos em certo grau. Mas o fato é que cada vez 
mais se torna difícil vender casas próximas a linhas de alta voltagem! 
 
4.2.2. ONDAS DE RÁDIO 
A única preocupação com as ondas de radio se refere ao aquecimento através de 
aquecedores de radiofrequência. Apesar da exposição poder eventualmente ocorrer, ela 
usualmente é bem localizada. 
Pessoas portadoras de próteses metálicas e/ou circuitos eletrônicos incorporados 
ao organismo devem ter cuidado especial quando expostas à este tipo de radiação. 
 
 
Capítulo 4 Radiações Não Ionizantes 
 
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4.2.3. MICROONDAS 
Os efeitos no corpo humano devido à exposição a microondas podem ser de 
natureza térmica ou magnética e dependem da frequência, da potência dos geradores e 
do tempo de exposição. 
Os efeitos térmicos englobam as queimaduras (tanto internas quanto externas) e 
cataratas. Já os efeitos magnéticos compreendem alterações no sistema nervoso central, 
a elevação da pressão arterial e os distúrbios cardiovasculares e endócrinos [104]. 
Com relação aos fornos de microondas, existem algumas controvérsias sobre sua 
segurança. As microondas são absorvidas pelos alimentos produzindo-se um quase 
instantâneo aumento de temperatura. Este tipo de radiação não é ionizante nem gera 
material radiativo mas a exposição a ela faz com que o calor seja imediatamente 
absorvido pelo corpo. O calor faz com que as moléculas vibrem rapidamente, afastando-
as de suas posições de equilíbrio, originando alterações químicas e eventualmente 
gerando morte celular. 
A energia gerada num forno de microondas provem de um tubo magnético, sendo 
similar a aquela emitida pelos radares. Os maiores perigos estão associados a 
vazamentos desta energia e estes normalmente ocorrem junto à porta do forno e 
envolvem as vizinhanças desta. Os vazamentos normalmente decorrem de vedações já 
gastas, trincos e fechaduras defeituosos e para aqueles com um visor, pela marca em 
volta da janela. 
A falha do sistema de desligamento do forno quando a porta se abre, pode expor 
pessoas nas proximidades a níveis de radiação muito acima dos níveis seguros. Se 
adequadamente projetados e instalados, os fornos de microondas raramente originam 
vazamentos, sendo o maior problema o inadequado uso pelas pessoas. Todavia mesmo 
fissuras tão finas quanto um fio de cabelo são perigosas. 
A radiação de microondas na zona de alta frequência pode gerar danos se 
ocorrerem múltiplas longas exposições. Podem ocorrer cataratas e esterilidade 
temporária e têm-se atribuído a ela casos de mortes fetais e câncer. 
Todavia não existem critérios quantitativos objetivos relativos a estes danos, sendo 
um valor máximo admitido como limite de tolerância 10 mW/cm2. 
Assim como na radiofrequência, as pessoas que portam marca-passo ou outros 
dispositivos eletrônicos, pinos metálicos ou prótese precisam ter um cuidado especial 
quando sujeitas a esta radiação. 
 
4.2.4. RADIAÇÃO INFRAVERMELHA 
A exposição à radiação infravermelha de curto comprimento de onda ou IVA (760 
nm a 1400 nm) pode causar aguda queimadura e aumento de pigmentação da pele. 
Pode também causar danos à córnea, à íris e ao cristalino. A excessiva exposição à 
radiação visível e infravermelha de fornalhas, fornos e outros corpos quentes similares 
tem sido conhecida como causadora da “doença dos sopradores de vidro” ou “catarata do 
calor”. Esta doença está associada a um embaçamento da superfície posterior do 
cristalino. 
 
 
Capítulo 4 Radiações Não Ionizantes 
 
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4.2.5. RADIAÇÃO VISÍVEL 
A radiação visível apresenta a propriedade de ser sensível ao olho humano e deste 
modo, ser responsável pela iluminação natural e artificial. 
No entanto também pode ser nociva ao olho humano pois, como uma forma de 
radiação, ao ser interceptada e absorvida converte-se em outra forma de energia, 
usualmente calor. Assim ao entrar no olho a luz se transforma em calor e se a potência 
for considerável, pode ser nociva e até destrutiva, causando inflamação e queimaduras. 
Estes efeitos danosos associados à radiação excessiva são maiores nas faixas do 
vermelho e violeta, sendo menores nas faixas do verde ou amarelo. Isto porque para o 
mesmo nível de “visibilidade” as potências associadas são menores para as bandas 
verde ou amarela. 
A luz direta de solda a arco ou do sol produzem intensidade excessiva e se houver 
visualização por períodos prolongados ocorrerá queimadura. Os mecanismos de 
proteção automática do olho, como fechamento da pupila ou fechamento das pálpebras, 
não fornecem proteção adequada para as radiações excessivas. Uma queimadura 
decorrente de uma intensidade muito alta surge logo após a exposição, gerando 
vermelhidão nos olhos, inchaço e muito lacrimejamento, todavia a recuperação ocorre em 
poucos dias mesmo nos casos mais severos. 
Um dos problemas da luz visível associado à higiene ocupacional e a segurança do 
trabalho é o problema do ofuscamento. Denominamos de ofuscamento ao desconforto, 
incômodo, perda de visibilidade e diminuição de desempenho causado por uma 
luminância no campo visual maior que aquela para o qual o olho pode se adaptar. 
Apesar das múltiplas causas do ofuscamento, na maioria dos casos ele pode ser 
classificado como desconfortante ou desabilitante. 
O ofuscamento desconfortante ou desconfortável é incômodo, mas não conduz 
necessariamente ao impedimento da tarefa visual. Em geral é atribuído à tendência do 
olho de se fixar nos pontos mais brilhantes do campo visual. O grau de desconforto 
produzido por uma luminária é dependente de 4 fatores: a luminância da fonte, o 
tamanho da fonte, o ângulo entre a fonte e o observador e o nível de adaptação do olho 
do observador. 
O ofuscamento desabilitante ou inabilitador impede a execução da tarefa visual e 
pode ser causado de 3 modos diferentes: 
• Pela dispersão da luz na lente do olho produzindo uma luminância na retina; 
• Pela insuficiência de tempo para o olho se adaptar a um nível muito 
diferente de luminância; 
• Por imagens fantasmas, normalmente ocorrentes após se olhar para uma 
fonte muito brilhante. Os processos fotoquímicos essenciais para a visão 
ficam temporariamente alterados pelo fato do olho ter ficado sobrecarregado 
de luminosidade. O cérebro fica confuso se continua a “ver” uma sucessão 
de imagens do objeto brilhante. A visão perfeita é restaurada em cerca de 5 
a 10 minutos. 
 
Capítulo 4 Radiações Não Ionizantes 
 
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4.2.6. RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA 
A radiação ultravioleta pode ser absorvida pelos tecidos humanos causando danos 
biológicos à pele e aos olhos. Para a pele podemos ter eritema, envelhecimento precoce, 
câncer, enquanto para os olhos podemos ter fotossensibilização e fotoconjuntivite, que é 
uma espécie de queimadura dos olhos pelo sol. 
A exposição à radiação ultravioleta provoca, através de reações químicas, danos 
não ionizantes às células da pele. Estas reações químicas podem induzir um precoce 
envelhecimento da pele devido à dilatação dos finos capilares sanguíneos, efeito 
conhecido como eritema, e ser a causa de 90% de todos os cânceres de pele. O câncer 
resulta da reação dos raios ultravioletas com o material genético das células, produzindo 
mutações. As maiores taxas de incidências ocorrem para as latitudes tropicais e pessoas 
de pele clara, como são os casos do Brasil, da Austrália e da África do Sul. 
A radiaçãoUVC é retida eficientemente pela camada de ozônio da atmosfera 
terrestre. Quando a atividade solar se torna anormalmente alta, esta camada não é 100% 
eficiente na retenção, e pode ocorrer uma excessiva exposição na superfície da terra. O 
câncer de pele conhecido como melanoma, em geral, aumenta num período de 2 a 3 
anos após um período de atividade solar anormal. 
A banda de raios solares UVB tem comprimento de onda inicial com cerca de 295 
nm, sendo responsável pelo bronzeamento e queimaduras na pele, além de também 
promover o câncer de pele. A banda UVB é conhecida como banda eritermal e pode 
sensibilizar a pele com relação à exposição à radiação UVA. A exposição a UVB permite 
ao corpo produzir vitamina D, mas esta exposição não requer mais do que 30 minutos 
diários ao sol. 
A banda UVA, também conhecida como ultravioleta próxima ou “luz negra”, é a 
maior responsável pelo bronzeamento da pele e seus efeitos danosos são importantes 
também na visão. Pode ocorrer exposição excessiva a UVA em regiões com neve, onde 
a reflexão de mais de 85% da radiação UV incidente pode causar a chamada “cegueira 
da neve”. Neste fenômeno ocorre a morte de células nas camadas mais externas do olho, 
com a consequente opacidade da cobertura do olho. 
Radiação UV de comprimento de onda muito curto é extremamente destrutiva ao 
olho. A exposição por alguns poucos minutos produz inflamações severas e dolorosas, 
com efeitos posteriores que podem durar anos. A exposição a UV de curto comprimento 
de onda gera poucos sinais exteriores, como inchaço e vermelhidão não pronunciados. 
Todavia, ocorre muita dificuldade para focalizar na leitura, principalmente sob luz artificial, 
e as dores internas sentidas no olho se tornam quase intoleráveis. A recuperação é lenta, 
requerendo meses ou mesmo anos, com alguns efeitos como a sensibilidade a curtos 
comprimentos de onda sendo permanentes. 
 
 
 
 
Capítulo 4 Radiações Não Ionizantes 
 
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4.2.7. LASER 
Os efeitos no corpo humano devido à exposição ao laser variam muito em função 
da aplicação, da potência aplicada, da faixa de frequência de operação, entre outros 
fatores, sendo no entanto, os olhos e a pele as partes que podem ser mais afetadas 
[104]. 
As fontes de luz coerente podem causar danos na córnea (catarata) e deterioração 
epidérmica (tipo de queimadura). A exposição prolongada pode causar danos variando 
de leves queimaduras na retina até perda total da visão. A visualização restrita e óculos 
de lente podem oferecer alguma proteção exceto aos lasers muito potentes. As medidas 
de proteção são semelhantes às para os que trabalham com solda a arco, não se 
devendo olhar diretamente para a fonte. 
O uso de lasers é comum nos levantamentos topográficos e geodésicos, mas neste 
caso são usados lasers de baixa intensidade, o que ajuda na proteção visual. 
 
4.2.8. TERMINAIS DE VÍDEO 
Até o presente não se caracterizou a emissão de radiações perigosas pelos 
terminais de vídeo, mas eles podem causar cansaço visual. Apesar das autoridades 
concordarem que trabalho em frente a terminais de vídeo não conduz a significantes 
danos à visão, existem relatórios reclamando de problemas visuais associados a eles. As 
reclamações variam de leves dores de cabeça após longos períodos em frente a vídeos 
até dores mais fortes, imagens fantasmas e perturbações do sistema visual. Não há 
dúvidas que o trabalho com terminais exige bastante da visão, mas em essência não 
mais que outras tarefas que também exigem muito do sistema visual. 
As exigências sobre a visão são sobre seu mecanismo de funcionamento, 
principalmente focalização e convergência, se o foco é mantido num ponto fixo por muito 
tempo, os músculos ciliares que controlam a acomodação podem ter espasmos. Isto 
pode ser desconfortável e causar certa ardência, mas não é perigoso para a vista, e o 
espasmo pode ser diminuído com relaxamento e, portanto, é melhor prevenir do que 
curar. 
Estes espasmos são menos prováveis de ocorrer se o foco for mudado 
regularmente e o objetivo de uma pausa é exatamente evitar o início da fadiga. Uma 
possibilidade operacional é permitir aos operadores uma certa flexibilidade para decidir 
quando efetuar paradas. 
Quadro 4.4. 
Qual radiação é conhecida por causar a “doença dos sopradores de vidro” ou 
“catarata do calor”? 
 
 
 
 
 
 
 
Capítulo 4 Radiações Não Ionizantes 
 
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4.3. EXEMPLOS REAIS 
4.3.1. O PROBLEMA DOS CAMPOS MAGNÉTICOS 
As primeiras indicações de que campos magnéticos associados a linhas de 
transmissão e eletrodomésticos poderiam gerar riscos à saúde de seres humanos 
surgiram na antiga União Soviética. No início da década de 60, trabalhadores soviéticos 
de uma estação de transmissão começaram a se queixar de náuseas, dores de cabeça e 
falta de apetite sexual. Por falta de uma explicação adequada, cientistas soviéticos 
especularam que talvez estes efeitos estivessem associados aos campos magnéticos em 
torno do local. Todavia outros cientistas duvidaram da hipótese levantada. 
O tema permaneceu dormente até que no meio da década de 70, dois 
epidemiologistas da Universidade do Colorado, Nancy Wertheimer e Ed Leeper, 
analisaram novamente a questão. Eles encontraram um número incomumente alto de 
casos de leucemia em crianças moradoras perto de certos tipos de linhas de transmissão 
elétrica na cidade de Denver. Surgiram muitas críticas ao estudo, mas outro 
epidemiologista, David Savitz, encontrou resultados semelhantes num relatório da 
Comissão de Energia de Nova York. 
Desta vez o tema não foi esquecido e recebeu muita atenção quando, em junho de 
1989, uma revista de Nova York publicou uma série de artigos do escritor científico Paul 
Brodeur. Ele apontava para a possibilidade de uma correlação entre campos magnéticos 
e certos tipos de câncer. Desde então o tema tem sido alvo de muita discussão, com 
certo alarde nas áreas residenciais dos Estados Unidos e Canadá que se situam junto a 
linhas de alta voltagem. O tema tem sido discutido com estudos favorecendo a correlação 
e outros nada indicando, e como muitas vezes acontece na área científica, conclusões 
claras e definitivas ainda não foram obtidas. 
Atualmente a maioria dos cientistas concordam que campos magnéticos têm algum 
efeito sobre organismos biológicos, uma hipótese que teria sido considerada radical 
demais há alguns anos. Contudo, existem profundas divisões sobre a natureza dos 
efeitos, e alguns especialistas lembram que a vida se desenvolveu sob condições muito 
distintas do ambiente urbano moderno, diariamente bombardeado por campos 
magnéticos artificiais. Alguns hospitais usam campos eletromagnéticos pulsantes para 
estimular o crescimento e recuperação de ossos, mostrando que nem todos os efeitos 
são maléficos. 
No estágio atual a situação parece bem definida por Paul Héroux, professor 
associado de eletromagnetismo e saúde na faculdade de medicina da Universidade 
McGill: “Acredito que haja um risco, mas ninguém sabe o quão grande ele é”. 
 
4.3.2. CAMPOS MAGNÉTICOS E LEUCEMIA 
Um artigo apresentado no jornal canadense “Globe and Mail” em 1994 apresentava 
dados relativos à associação entre elevadas taxas de leucemia e campos magnéticos. O 
estudo envolvera 223.000 trabalhadores que trabalhavam na área industrial e elétrica nas 
províncias canadenses de Ontário e Quebec, bem como na França. A pesquisa custou 
U$4,5 milhões, sendo uma das maiores do tipo já realizadas no mundo e envolveram 
 
Capítulo 4 Radiações Não Ionizantes 
 
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trabalhadores das empresas Ontario Hydro, Hydro-Quebec e Eletricité de France, no 
período de 1979 a 1989. Durante o período de estudo, os trabalhadores desenvolveram 
4151 casos de câncer, sendo 140 de leucemia. 
O estudo mostrou que aqueles expostos a campos magnéticos acima da média 
tinham taxas de leucemia 3 vezes maiores que aqueles expostos a campos mais fracos. 
Mostrou também que a incidência de câncer do cérebro nos trabalhadores expostos aos 
campos magnéticos mais intensos era 12 vezes maior que para aqueles expostos aos 
campos mais fracos. Os resultados, todavia não foram conclusivos porque o número de 
casos não era suficientemente grande. 
Os pesquisadores concluíram que os resultados indicavam uma associação entre 
exposição ocupacional a campos magnéticos e pelo menos um tipo de leucemia. Mas 
também admitiram que a evidência não era suficientemente forte para afirmar que a 
exposição a campos magnéticos causava leucemia. Não foram encontradas associações 
com outras formas de câncer, incluindo melanoma de pele, câncer mamário em homens 
e câncer de próstata. Os resultados completos foram apresentados no American Journal 
of Epidemiology de junho de 1994. 
Participaram da pesquisa durante 5 anos, 3 internacionalmente renomados 
epidemiologistas, os doutores Gilles Thériault da Universidade McGill em Montreal, 
Anthony Miller da Universidade de Toronto e Marcel Goldberg do Instituto Nacional da 
Saúde e da Pesquisa Médica de Paris. Os resultados se adicionaram às controvérsias 
sobre os efeitos dos campos magnéticos na saúde humana, os quais são gerados por 
todos os eletrodomésticos, de tostadoras a televisão, além dos fios de alta tensão. 
O doutor Miller, então chefe do Departamento de Medicina Preventiva e 
Bioestatística da Universidade de Toronto, que conduziu a pesquisa com os 
trabalhadores da Ontario Hydro, afirmou que os estudos foram valiosos porque 
reforçavam pesquisas anteriores associando leucemia e campos magnéticos. Frisou 
porém que os resultados não eram diretamente aplicáveis à população em geral, pois ela 
estaria exposta a diferentes intensidades magnéticas com relação à exposição dos 
trabalhadores das empresas elétricas. Enfatizou também, que fontes como linhas de 
transmissão geram campos cuja intensidade cai drasticamente com a distância. Assim, 
as pessoas que vivem perto das linhas de transmissão não estão expostas aos mesmos 
níveis que os trabalhadores que operam junto às linhas. Finalmente concluiu que não se 
sabe ainda se as curtas, mas intensas exposições dos trabalhadores causam efeitos 
similares a exposições mais longas a níveis menores, como a que a estão submetidos 
moradores próximos das linhas de transmissão. 
Um dos resultados intrigantes da pesquisa é que não foi encontrada uma clara 
correlação entre as doses recebidas pelos trabalhadores e a taxa de incidência de 
câncer. Também não houve consistência para os resultados para cada empresa. Estes 
fatos levaram os pesquisadores em relutar a afirmar que tinham encontrado evidências 
conclusivas, relacionando câncer do sangue com exposição a campos magnéticos. Para 
a população geral a leucemia afeta 3 em cada 200 pessoas durante a vida média do ser 
humano no Canadá e França. 
Os trabalhadores analisados tinham sido expostos a campos magnéticos médios de 
até 5,4 microtesla, que é a unidade usada para medir este tipo de radiação. Estes 
resultados foram obtidos com dosímetros usados por grupos de 2000 trabalhadores 
 
Capítulo 4 Radiações Não Ionizantes 
 
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durante uma semana. De acordo com a Ontario Hydro, o valor médio nos domicílios é da 
ordem de 0,1 a 0,15 microtesla. Todavia, pessoas junto a aparelhos como fornos e 
secadores de cabelo podem ser expostas a campos mil vezes maiores. 
 
4.4. LIMITES ADMISSÍVEIS 
A ACGIH publica anualmente seus limites de tolerância (TLV) e a radiação não 
ionizante é abordada na parte relativa a agentes físicos. A norma brasileira NR-15 trata 
do assunto no Anexo 7. 
 
4.4.1. RADIAÇÃO DE FREQUÊNCIA EXTREMAMENTE BAIXA (ELF) 
Segundo o livreto da ACGIH [105], as exposições ocupacionais de corpo inteiro na 
faixa de extremamente-baixa-frequência não devem exceder o valor teto dado pela 
equação: 
BTLV = 60/f 
sendo: 
f = a frequência em Hz 
BTLV = a densidade de fluxo magnético em militesla (mT) 
 
4.4.2. MICROONDAS E ONDAS DE RÁDIO 
O Anexo nº 7 da NR-15 da Portaria nº 3.214/78 define como radiações não 
ionizantes as microondas, ultravioletas e laser. A norma estabelece e considera insalubre 
operações ou atividades que exponham os trabalhadores às radiações não-ionizantes, 
sem a proteção adequada. A notificação deve ser feita em laudo de inspeção no local de 
trabalho. No entanto não há referências sobre limites de tolerância para exposição a 
microondas nem à radiofrequência na norma. 
Já no livreto da ACGIH [105], traduzido pela ABHO encontram-se agrupados os 
TLVs para estas radiações, como ilustrado na Figura 4.7. Os conceitos envolvidos não 
serão aprofundados, pois estão fora do escopo deste livro. 
 
Capítulo 4 Radiações Não Ionizantes 
 
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Figura 4.7. TLVs para Radiação de Radiofrequência e Micro-ondas nos locais de 
trabalho (para corpo inteiro, com taxa de absorção específica [TAE/SAR]o laser como uma radiação não ionizante que, se exposta 
aos trabalhadores sem a proteção adequada, pode caraterizar a insalubridade da 
operação ou atividade. No entanto, não são definidos limites de tolerância para sua 
exposição. 
A ACGIH faz uma série de recomendações e seus limites de tolerância são 
estabelecidos em função do tipo de equipamento e da energia envolvida. 
 
 
4.5. METODOLOGIA DE MEDIÇÃO 
4.5.1. RADIÔMETROS 
Para a radiação ionizante todos os instrumentos de medição se baseiam no fato de 
que a energia da radiação desloca elétrons de suas órbitas normais, criando íons 
(partículas carregadas). Estes íons podem produzir outros efeitos como um feixe de luz 
ou uma corrente elétrica, que podem então ser amplificados e medidos. 
A radiação não ionizante não tem energia suficiente para retirar um elétron de sua 
órbita e formar um íon. A medição, portanto, segue outro princípio, com a energia 
radiante atingindo células feitas de materiais especiais e contidas nos instrumentos 
denominados radiômetros. Estes materiais permitem facilmente que se crie um fluxo de 
elétrons em seu interior ao serem atingidos pela energia radiante. Com o uso de tubos 
fotomultiplicadores pode-se fazer com que os elétrons liberados desloquem mais outros 
elétrons, de modo que a corrente possa ser lida numa escala. Ajustando-se a resposta, 
pode-se obter uma leitura de um número proporcional à intensidade da radiação. 
Com o uso de filtros pode-se bloquear todas as radiações menos as de interesse, 
de modo que a combinação adequada de filtros permite que se meça com um mesmo 
instrumento faixas específicas do espectro não ionizante. Estes instrumentos permitem 
que se faça medições de intensidade radiante com diferenças de várias ordens de 
magnitude. 
 
Capítulo 4 Radiações Não Ionizantes 
 
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Os equipamentos mais utilizados para medição da radiação ultravioleta, por 
exemplo, utilizam célula fotovoltaica e termopilhas. Sua leitura é dada em W/cm2 (watts 
por cm2), ou seu equivalente J/(s · cm2) (joule por segundo por cm2). 
 
 
Figura 4.8. Medidores de radiação 
 
4.5.2. FOTÔMETROS 
O fotômetro é um radiômetro que filtra todas as radiações fora da faixa de 
comprimentos de onda entre 380 e 780 nm. Além disso, reage à luz imitando a resposta 
do olho humano, através de uma compensação definida pela curva espectral de 
eficiência luminosa. Esta curva, definida internacionalmente e obtida a partir de 
experimentos com o olho humano, tem a forma de um sino com seu máximo valor de 
ordenada correspondendo à abscissa comprimento de onda de 555 nm (luz verde). A 
figura 4.9. ilustra esta curva, observando-se que nossa maior habilidade visual (f=1) 
ocorre para comprimento de onda de 555 nm, decaindo tanto para comprimentos maiores 
como para menores. Quando atingimos comprimentos de onda de 380 ou 780 nm, nossa 
capacidade de perceber a radiação cai a zero. 
 
 
 
Capítulo 4 Radiações Não Ionizantes 
 
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Figura 4.9. Curva espectral de eficiência luminosa do olho humano. O valor de máxima 
eficiência do olho (f=1) corresponde à luz verde de 555 nm. 
 
Os fotômetros têm embutido filtros que simulam esta curva e a medida fornecida 
pelo instrumento é similar à habilidade do cérebro em perceber a radiação visível. A 
célula fotossensível dos fotômetros é usualmente feita de selênio, com a quantidade de 
elétrons liberada por este metal sendo proporcional à energia radiante atingindo a célula. 
O resultado da medição pode ser expresso em lux, que representa a quantidade de fluxo 
luminoso (lúmen) que atinge uma área de 1 m2. Lux é a unidade de iluminância, ou seja, 
a quantidade de luz visível por área. 
 
4.5.3. MÉTODOS MISTOS 
Detectores de radiação podem operar também com base em outros princípios. Um 
simples termômetro pode detectar radiação infravermelha, pois a energia transformada 
em calor aumenta a energia das moléculas de álcool ou mercúrio, com a consequente 
expansão do fluido. Este termômetro pode ser protegido de outros tipos de fontes de 
calor de modo que apenas a energia radiante seja medida. Este tipo de termômetro será 
discutido com mais pormenores no capítulo sobre calor. 
A energia radiante pode afetar a resistência elétrica de um fio, de modo que pela 
detecção de pequenas alterações de corrente pode-se ter um instrumento para medir 
intensidades de uma faixa do espectro eletromagnético. 
Radares são instrumentos que captam os ecos do sinal por eles emitidos, sendo 
usados desde aviação até controle de velocidade nas estradas. Apesar de operarem na 
banda de frequência entre 100 Hz e 100 GHz, eles não medem exatamente radiação não 
ionizante e não podem ser classificados como radiômetros. 
 
 
 
 
Capítulo 4 Radiações Não Ionizantes 
 
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Quadro 4.5. 
Qual a principal diferença entre o radiômetro e o fotômetro? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4.6. AÇÕES CORRETIVAS 
4.6.1. ONDAS DE FREQUÊNCIA EXTREMAMENTE BAIXA 
Para as frequências extremamente baixas (ELF – “extremely low frequency”) 
praticamente qualquer superfície é uma eficiente barreira ao campo elétrico. As pessoas 
trabalhando com linhas de transmissão de alta voltagem ou em regiões de altos campos 
usam roupas de proteção condutivas. E uma ação administrativa é diminuir ao máximo o 
tempo de trabalho em locais com altos campos. 
Infelizmente não existe ainda um método prático de redução da exposição aos 
campos magnéticos ELF. As ações práticas incluem a diminuição do tempo de exposição 
ou a limitação dos campos magnéticos a níveis considerados seguros. Todavia o que 
seria um nível seguro ainda é motivo de estudos e controvérsias. 
4.6.2. RADIOFREQUÊNCIA 
O controle dos riscos referentes à radiofrequência deve ser feito mediante: 
enclausuramento, dispositivos de bloqueio nos equipamentos (exemplo, em fornos) e 
sinalização adequada. 
Com relação aos aquecedores de radiofrequência devem ser seguidas as 
recomendações do fabricante e os aquecedores devem ser bem blindados para conter ou 
divergir a energia de radiofrequência. 
 
4.6.3. MICROONDAS 
Entre as medidas de controle à radiação de microondas podem ser listadas as 
seguintes: enclausuramento das fontes mediante dispositivos de desligamento 
automático (como por exemplo no forno de microondas e nas áreas de antenas de 
radares), barreiras construídas dependendo da frequência de radiação (como malhas e 
telas metálicas), equipamentos de proteção individual dos trabalhadores (tais como 
óculos e roupas especiais) e sinalização adequada da área exposta à radiação [104.] 
 
Capítulo 4 Radiações Não Ionizantes 
 
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Com relação aos radares que são comumente usados para medir a velocidade nas 
estradas ou para mapear o clima não geram uma condição de perigo, a menos que sejam 
visualizados diretamente na frente da antena durante a operação e a uma distância de 
alguns metros. 
Todavia, radares maiores como os de busca ou de alarme podem gerar campos de 
intensidades perigosas, devendo ser checados antes que qualquer pessoa trabalhe em 
frente da antena. As pessoas que trabalham perto ou ao redor de antenas de radares de 
alta potência ou de instrumentos de teste de radares devem ser adequadamente 
treinadas e supervisionadas para diminuir a exposição além de ficaro menor tempo 
possível perto das regiões de risco. 
Para toda a gama de radiações de microondas, o dano só ocorrerá se as instruções 
do fabricante não forem seguidas. Cada equipamento tem suas instruções específicas e 
generalizações não devem ser feitas. 
4.6.4. RADIAÇÃO INFRAVERMELHA 
Devem ser usados protetores de olhos e de face, com as medidas contra o calor 
desta radiação sendo discutidas no capítulo sobre calor e conforto termocorporal. 
4.6.5. RADIAÇÃO VISÍVEL 
Existem muitos modos de se evitar o ofuscamento desabilitante ou inabilitador, 
incluindo evitar luz direta pela colocação de anteparos, instalando cortinas em janelas, 
reduzindo a reflexão pelo uso de material fosco e pela disposição cuidadosa de mesas, 
terminais e fontes de luz. Visores e óculos escuros auxiliam quando ao ar livre num dia 
muito ensolarado. 
4.6.6. RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA 
Como a camada de ozônio bloqueia os efeitos da radiação UVC, seus riscos 
tornam-se desprezíveis. 
As radiações UVA e UVB são maiores na primavera e no verão. Em geral, a UVB é 
mais intensa entre 10 horas e 14 horas, enquanto a UVA é mais nociva no início da 
manhã e no final da tarde. Num dia ensolarado de verão, ao meio dia, 15 minutos podem 
ser suficientes para se criar uma queimadura numa pele desprotegida. 
Para proteger trabalhadores da radiação UV quando estão sob luz solar direta, 
deve ser usada roupa tightly-woven cobrindo o máximo possível do corpo além de se 
usar um chapéu. Proteção contra raios UV pode ser obtida também com o uso de loções 
e cremes contendo óxido de zinco e de titânio (ZnO e TiO2) e classificados de acordo 
com uma escala de proteção entre 1 e 18. A proteção será eficiente se for mantido um 
adequado filme sobre a pele e for usado um fator de proteção alto (>14). 
As telas de proteção e os óculos com lentes especiais podem proteger efetivamente 
contra UVA e UVB. Óculos de segurança de plástico são menos eficientes, mas filtram 
também a radiação UV. 
Outra medida de controle é o enclausuramento das fontes quando possível. 
 
 
Capítulo 4 Radiações Não Ionizantes 
 
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4.6.7. LASERS 
 Devido à variedade de lasers existentes, deve ser sempre levado em 
consideração o aconselhamento de fabricantes e especialistas. Alguns procedimentos 
gerais que podem ser apontados para diminuir seus efeitos são: 
a) Usar roupas pesadas e reflexivas (brancas); 
b) Adotar as mesmas medidas protetoras dos soldadores a arco, como uso de 
óculos com filtros para certos comprimentos de onda. Eles protegem contra quase 
todos os lasers, menos os mais potentes. O uso apropriado de óculos deve levar 
em conta sua densidade ótica com relação ao comprimento de onda do laser; 
c) As pessoas operando com lasers devem ser instruídas sobre os perigos dos 
mesmos para a visão e evitar olhar diretamente o feixe primário ou reflexões 
especulares do mesmo; 
d) O trabalho com laser deve ser feito em áreas com uma boa iluminação geral, 
para manter as pupilas contraídas, e desta forma, limitar a energia que poderia, 
impropriamente, penetrar nos olhos; 
e) Os equipamentos de laser devem ser operados por profissionais ou pessoas 
devidamente treinadas; 
f) Deve haver boa comunicação entre o operador do laser e as pessoas 
trabalhando nas proximidades, de modo que todos recebam um aviso quando o 
laser for ligado; 
e) Devem ser colocados avisos de perigo; 
g) Para levantamentos deve ser utilizado um laser de baixa energia, aumentando 
a segurança geral. 
 
4.6.8. TERMINAIS DE VÍDEO 
O melhor procedimento para controlar os riscos associados à emissão de radiações 
pelos terminais de vídeo é fazer pausas curtas e frequentes, antes que se inicie a fadiga 
do músculo ciliar. Pausas longas e mais espaçadas não são tão eficientes na prevenção 
de espasmos do músculo e a mudança de foco auxilia no controle do início da fadiga 
visual. 
4.7. CASOS REAIS 
4.7.1. LÂMPADAS DE VAPOR DANIFICADAS 
Os trabalhadores da Pitts Engenharia de Construção, uma divisão da empresa 
Bannister Continental Ltda., aprenderam a importância de se investigar mesmo as 
pequenas modificações nas condições do ambiente de trabalho. A lente e a casca 
exterior do bulbo de uma lâmpada de mercúrio de um holofote usado durante a 
construção de uma obra em Whigtehorse, Yukon, tinham sido quebradas. As lâmpadas 
estavam colocadas a 1,8 m de altura do piso de uma escavação de 23 m de 
profundidade, e o dano deve ter sido ocasionado por operários trabalhando nas 
proximidades. 
 
Capítulo 4 Radiações Não Ionizantes 
 
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As atividades do turno do dia fizeram com que o dano passasse desapercebido até 
que se iniciasse o turno da noite. Os trabalhadores do turno da noite fizeram seu serviço 
e foram embora ao término do turno. Porém na manhã seguinte todos os componentes 
do turno da noite relataram desconforto ocular a seus superiores na empresa. O 
resultado foram 9 lesões requerendo cuidados médicos e 8 lesões com perda de tempo. 
Uma lesão que requer cuidados médicos é uma lesão para a qual atendimento 
médico é dado, uma reclamação é estabelecida e um pagamento é feito pela WCB – 
“Workers Compensation Board”. Ela inclui as lesões com simples atendimento médico, as 
lesões com afastamento e as lesões fatais. Neste caso, a WCB pagou pelo tratamento 
médico de 9 trabalhadores e os salários de 8 trabalhadores com afastamento temporário 
do serviço. 
Uma investigação feita pela equipe de segurança e saúde da Pitts localizou a 
lâmpada danificada, sendo providenciada sua imediata substituição. Através de contatos 
efetuados com os fabricantes de lâmpadas, descobriu-se que as lâmpadas de vapor de 
mercúrio e as de vapor de sódio sob pressão são perigosas aos olhos se os bulbos forem 
danificados. Cada um dos trabalhadores tinha recebido um “flash” da luz ultravioleta da 
lâmpada, o qual gerara pequenas feridas nos olhos. Os 8 casos mais graves requereram 
descanso em casa por 1 a 2 dias para que não ocorresse infecção por poeira ou sujeira 
de obra. Investigações subsequentes revelaram que como cada olho é diferente não 
existe região segura próxima a bulbos danificados. 
Nos locais onde pessoas operam próximas a holofotes de vapor de mercúrio, a 
empresa passou a usar bulbos de segurança, que se forem danificados automaticamente 
extinguem o fluxo luminoso. Estas lâmpadas custam mais, mas este custo extra é 
compensado pelos benefícios em termos de higiene e segurança ocupacionais. 
 
Capítulo 4 Radiações Não Ionizantes 
 
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4.8. TESTES 
1. Qual dessas radiações não faz parte das radiações não ionizantes? 
a) Ultravioleta. 
b) Visível. 
c) Microondas. 
d) Cósmica. 
e) ELF. 
2. Qual dessas radiações pode ser utilizada em equipamentos de aquecimento 
elétrico? 
a) Ondas de rádio. 
b) Ultravioleta. 
c) ELF. 
d) Ultravermelha. 
e) Visível. 
3. Qual dessas radiações pode afetar o funcionamento do cérebro? 
a) Infravermelha. 
b) Ultravioleta. 
c) Laser. 
d) ELF. 
e) Ondas de rádio. 
4. Analise as informações abaixo sobre radiações não ionizantes: 
I – Algumas pesquisas indicam que campos magnéticos aumentam o risco de 
leucemia 
II – As microondas geram material radioativo. 
III – Não há provas de que há emissão de radiações perigosas pelos terminais de 
vídeo. 
Qual a alternativa correta? 
a) Apenas I e II são verdadeiras. 
b) Apenas II e III são verdadeiras. 
c) Apenas II é falsa. 
d) Todas são falsas. 
e) Todas estão corretas. 
5. Qual desses procedimentos não é eficientepara diminuir os efeitos de lasers? 
a) Evitar olhar o feixe primário e/ou suas reflexões especulares. 
b) Devem ser colocados avisos de perigo. 
c) Para levantamentos deve ser utilizado um laser de baixa energia, aumentando a 
segurança geral. 
d) Usar roupas pesadas e reflexivas. 
e) Utilização de óculos contra calor. 
 
 
 
 
Capítulo 4 Radiações Não Ionizantes 
 
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6. Em que faixa se encontra a radiação eritermal: 
a) 200 a 260 nm. 
b) 280 a 320 nm. 
c) 300 a 420 nm. 
d) 320 a 380 nm. 
e) N.d.a 
7. Qual é faixa visível de comprimentos de onda do espectro eletromagnético: 
a) 380 a 780 nm. 
b) 220 a 460 nm. 
c) 480 a 740 nm. 
d) 360 a 680 nm. 
e) N.d.a 
8. Quais os danos que a exposição à radiação infravermelha de curto comprimento 
de onda (aprox. 760 a 1400 nm) pode causar ao seres humanos: 
a) Aguda queimadura. 
b) Aumento de pigmentação da pele. 
c) Danos à córnea, à íris e ao cristalino. 
d) Todas as anteriores então corretas. 
e) N.d.a. 
9. Assinale (V) Verdadeiro ou (F) Falso. 
Alguns procedimentos para diminuir os efeitos de lasers são os seguintes: 
a) Usar roupas leves e reflexivas (brancas). ( ) 
b) Adotar as mesmas medidas protetoras dos soldadores a arco, como uso de 
óculos com filtros para certos comprimentos de onda. Eles protegem contra quase 
todos os lasers menos os mais potentes. O uso apropriado de óculos deve levar em 
conta sua densidade ótica com relação ao comprimento de onda do laser. ( ) 
c) As pessoas operando com lasers devem ser instruídas sobre os perigos dos 
mesmos para a visão e evitar olhar diretamente o feixe primário ou reflexões 
especulares do mesmo. ( ) 
d) Deve haver boa comunicação entre o operador do laser e as pessoas 
trabalhando nas proximidades, de modo que todos recebam um aviso quando o 
laser for ligado. ( ) 
e) Devem ser colocados avisos de perigo. ( ) 
f) Para levantamentos deve ser utilizado um laser de alta energia, aumentando a 
segurança geral. ( ) 
 
 
 
 
 Capítulo 5. Conceitos em Agentes Biológicos 
 
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CAPÍTULO 5. CONCEITOS EM AGENTES BIOLÓGICOS 
 
 
OBJETIVOS DO ESTUDO 
Apresentar os diversos aspectos relacionados à exposição ocupacional aos 
agentes biológicos, ou seja, aos diversos tipos de micro-organismos potencialmente 
presentes em diferentes tipos de atividades profissionais. Bem como a abordagem da 
legislação pertinente ao tema, metodologias de avaliação qualitativa e medidas de 
preventivas e de controle pertinentes ao tema. 
 
Ao término deste capítulo você deverá estar apto a identificar: 
• Identificar os agentes biológicos potencialmente presentes em diferentes 
tipos de atividades profissionais; 
• Classificar os agentes biológicos de acordo com os parâmetros de 
patogenicidade, virulência e propagação para a coletividade; 
• Efeitos à saúde causados pela exposição ocupacional aos agentes 
biológicos; 
• Entender os aspectos presentes na legislação trabalhista e previdenciária 
aplicadas aos agentes biológicos. 
 
 
 
 Capítulo 5. Conceitos em Agentes Biológicos 
 
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5.1. INTRODUÇÃO AOS AGENTES BIOLÓGICOS 
 
Os agentes biológicos incluem bactérias, vírus, fungos, parasitas, protozoários, 
príons, entre outros micro-organismos e suas toxinas associadas. Eles têm a capacidade 
de afetar adversamente a saúde humana de diversas maneiras, desde reações 
relativamente leves e alérgicas até sérias condições médicas - até mesmo a morte. 
Alguns micro-organismos, incluindo vários tipos de mofo e bactérias, são encontrados 
prontamente no ambiente natural e em diferentes tipos de construção. Muitos são 
capazes de se espalhar de pessoa para pessoa (por exemplo, patógenos transmitidos 
pelo sangue e vírus da influenza), direta ou indiretamente; alguns, incluindo o vírus da 
dengue, são transmitidos por vetores insetívoros. Em algumas formas, os agentes 
biológicos também podem ser usados em situações mais específicas, por exemplo, para 
uso em bioterrorismo ou outros crimes. 
 
Figura 5.1. Simbologia universal adotada para a rotulagem de recipientes, salas e materiais 
com potencial risco de contaminação de origem biológica 
 
 
 Fonte: FIOCRUZ, 2019 
 
 
Abaixo estão alguns exemplos de agentes biológicos e seus principais efeitos à 
saúde humana: 
 
Antrax 
O Antrax é uma doença infecciosa aguda causada por uma bactéria formadora de 
esporos chamada Bacillus anthracis. É geralmente adquirido após contato com animais 
infectados com antrax ou provindo de produtos produzidos por animais contaminados 
com a bactéria gram positiva do antrax. 
 
Gripe Aviária 
 A gripe aviária é uma doença altamente contagiosa das aves que atualmente é 
epidêmica entre as aves na Ásia. Apesar das incertezas, os especialistas em aves de 
capoeira concordam que o abate imediato de aves infectadas e expostas é a primeira 
linha de defesa tanto para a proteção da saúde humana quanto para a redução de mais 
perdas no setor agrícola. 
 
 
 
 
 Capítulo 5. Conceitos em Agentes Biológicos 
 
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Prevenção de agentes patogênicos transmitidos pelo sangue e agulhas 
A OSHA estima que 5,6 milhões de trabalhadores da indústria da saúde e 
profissões relacionadas estão em risco de exposição ocupacional a patógenos 
transmitidos pelo sangue, incluindo o vírus da imunodeficiência humana (HIV), vírus da 
hepatite B (HBV), vírus da hepatite C (HCV), e outros. O Anexo 3 da Norma 
Regulamentadora – NR 32 trata de diferentes tipos de proteção aplicadas aos materiais 
perfurocortantes, principalmente por meio da implementação do Plano de Prevenção de 
Acidentes com Materiais Perfurocortantes. 
 
Botulismo 
Os casos de botulismo estão geralmente associados ao consumo de alimentos 
conservados. No entanto, as toxinas botulínicas estão atualmente entre os compostos 
mais comuns explorados pelos terroristas para uso como armas biológicas. 
 
SARS-CoV-2 
Um novo coronavírus que surgiu na China em 2019, causadora de uma das 
maiores pandemias já conhecidas pela humanidade. A doença causada pelo novo 
coronavírus é denominada como COVID-19, uma síndrome respiratória aguda grave, 
com sinais e sintomas como febre, tosse e falta de ar. 
 
Citomegalovírus (CMV) 
O citomegalovírus pertence à família dos herpesvírus, a mesma dos vírus da 
catapora, do herpes simples, do genital e do herpes-zóster. Os trabalhadores em creches 
e estabelecimentos de saúde estão entre os que correm maior risco de exposição ao 
CMV, um vírus comum que afeta dezenas de milhares de adultos todos os anos e que se 
propaga facilmente através do contato com saliva e outros fluidos corporais de indivíduos 
infectados. 
 
Ebola 
A febre hemorrágica interna do Ébola (EHF) (às vezes chamada de doença do vírus 
Ebola, ou EVD) é a doença causada pela infecção com um vírus Ebola. É um tipo de 
febre hemorrágica viral (VHF) causada por qualquer uma das várias cepas de vírus do 
gênero Ebolavirus. Os vírus Ebola são capazes de causar doenças graves e 
ameaçadoras para a vida. 
 
Doença de origem alimentar 
As doenças de origem alimentar são causadas por vírus, bactérias, parasitas, 
toxinas, metais e príons (partículas proteicas microscópicas). Os sintomas variam de 
gastrenterite leve a síndromes neurológicas, hepáticas e renaisque ameaçam a vida. 
 
Hantavírus 
Os hantavírus são transmitidos aos humanos a partir de excrementos secos, urina 
ou saliva de camundongos e ratos. Trabalhadores de laboratório de animais e pessoas 
que trabalham em edifícios infestados estão correndo um risco maior para esta doença. 
 
 
 
 Capítulo 5. Conceitos em Agentes Biológicos 
 
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Legionelose 
É uma doença bacteriana causada Legionella pneumophila (um bacilo gram-
negativo). É frequentemente associada as exposições em torres de resfriamento de ar 
condicionado e sistemas de água potável mal conservados. 
 
O sarampo 
O sarampo é uma doença bacteriana, pertencente à família paramixoviridae e ao 
gênero morbilivírus, altamente contagiosa e potencialmente grave, mas que pode ser 
prevenida por vacinas. Viajantes não vacinados frequentemente trazem a doença de 
volta do exterior, espalhando-a para outras pessoas suscetíveis e causando surtos 
periódicos. 
 
MERS 
Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS). A MERS é uma doença 
respiratória potencialmente fatal e emergente causada por um coronavírus que afeta 
principalmente os pulmões e as vias respiratórias. A MERS foi relatada pela primeira vez 
na Arábia Saudita em 2012, e pelo menos 25 outros países relataram casos confirmados 
de MERS. 
 
Fungos 
Atualmente são agrupados no reino Fungi. Este grupo inclui organismos diversos, 
que vivem em quase todos os ambientes terrestres e apresentam uma grande variação 
de formas e tamanhos. Podem ser desde fungos microscópicos, formados por uma única 
célula (unicelulares), como é o caso das leveduras, até mesmo pluricelulares que 
possuem um tamanho considerável, como os bolores e cogumelos. A infecção fúngica 
transmitida pelas mãos funciona como uma porta de entrada para infecções, causando 
sérios desconfortos, dores limitação física e ocupacional. 
 
Parasitas 
Parasita é um organismo que vive sobre outro organismo ou dentro dele; o parasita 
depende de outro organismo para se alimentar e para outras funções que garantem a sua 
sobrevivência. Sua vítima é denominada de hospedeiro, sendo, em geral, bem maior que 
o próprio parasita. Temos parasitas que podem viver dentro do organismo do hospedeiro, 
chamados de endoparasitas (vermes como a tênia e protozoários), e aqueles que vivem 
fora do organismo do hospedeiro como os ectoparasitas (carrapatos, como o carrapato-
estrela, responsável pela transmissão da febre maculosa, piolhos e pulgas). 
 
Protozoários 
Os protozoários são organismos unicelulares, eucarióticos e que apresentam 
nutrição heterotrófica. Apesar de ser um termo bastante usado, não apresenta nenhum 
valor taxonômico, sendo considerado, portanto, um agrupamento artificial. Os 
protozoários em sua grande maioria apresentam vida livre e são encontrados em 
diferentes tipos de ambientes. Existem, no entanto, espécies que vivem em associação 
com outros organismos, como é o caso dos parasitas. Entre as doenças humanas 
 
 
 Capítulo 5. Conceitos em Agentes Biológicos 
 
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causadas por protozoários temos: amebíase, tricomoníase, toxoplasmose, leishmaniose, 
doença de Chagas e malária. 
A resposta de cada indivíduo à exposição a micro-organismos depende de seu 
estado de imunidade, ou seja, a capacidade de resposta do corpo do indivíduo para 
resistir à doença. Há muitos fatores envolvidos na imunidade, entre eles podemos citar: 
 
• se o indivíduo já passou por uma determinada doença; 
• níveis de imunização; 
• resistência imunológica individual; 
• níveis de fadiga; 
• idade; 
 
5.2. CLASSIFICAÇÃO DE RISCOS BIOLÓGICOS 
A Comissão de Biossegurança em Saúde (CBS) do Ministério da Saúde, é o órgão 
responsável pela atualização da classificação dos agentes biológicos com potencial risco 
à saúde humana. A Comissão Intraministerial foi instituída pela Portaria GM/MS nº 
1.683/2003, sendo coordenada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos 
Estratégicos (SCTIE) e integrada pela: Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), 
Secretaria de Atenção à Saúde (SAS), Assessoria de Assuntos Internacionais de Saúde 
(AISA), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e 
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A Portaria GM/MS nº 1.608, de 5 de 
julho de 2007, delegou à CBS a responsabilidade de designar, instituir e coordenar a 
Comissão de Especialistas para a revisão e a atualização da Classificação de Risco dos 
Agentes Biológicos a cada dois anos a contar da publicação desta portaria e aprovou a 
primeira “Classificação de Risco dos Agentes Biológicos”. 
Quanto aos critérios de classificação de risco dos agentes biológicos destacam-se a 
infectividade, a patogenicidade e a virulência dos agentes biológicos, bem como a 
disponibilidade de medidas terapêuticas e profiláticas eficazes, modo de transmissão, 
estabilidade do agente, origem do material potencialmente patogênico, dose infectante, 
manipulação e eliminação do agente patogênico. Embora a classificação de risco seja 
indicativa para a observância do nível de biossegurança e das práticas indicadas para a 
manipulação do agente infeccioso em questão, a concentração do tal organismo na 
amostra deve ser considerada, como o risco de manipulação de amostras clínicas, 
cultivos em diversas escalas e sistemas biológicos, ou de animais infectados. 
Cabe destacar ainda que embora a presente classificação seja similar às 
internacionais há variações em virtude de fatores regionais específicos que influenciam 
na sobrevivência e na endemicidade do agente biológico. 
Para simplificar a forma como os riscos de diferentes micro-organismos devem ser 
gerenciados, eles são classificados em diferentes grupos de risco. Medidas de controle 
exigidas deverão ser compatíveis com o grupo de risco: 
 
• Classe de risco 1 – (baixo risco individual e à comunidade). Um organismo que é 
pouco provável de causar doença humana ou animal. 
• Classe de risco 2 – (risco individual moderado, risco limitado à comunidade). Um 
agente patogênico que pode causar doença humana ou animal e que pode ser um perigo 
 
 
 Capítulo 5. Conceitos em Agentes Biológicos 
 
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para os trabalhadores de laboratório, mas é improvável que se espalhe para a 
comunidade, gado ou o ambiente. Exposições laboratoriais podem causar infecção grave, 
mas o tratamento eficaz e medidas preventivas estão disponíveis e os riscos de 
propagação são limitados. 
• Classe de risco 3 – (elevado risco individual, risco reduzido para a comunidade). 
Um agente patogênico que pode causar doenças graves no homem, mas normalmente 
não se espalha de um indivíduo para outro. 
• Classe de risco 4 – (risco individual e à comunidade elevado). Um patógeno que 
geralmente produz doença humana ou animal grave e pode ser facilmente transmitido de 
um indivíduo para outro, direta ou indiretamente. 
 
Figura 5.2. Classes de risco para agentes biológicos 
 
 Fonte: Classificação de risco dos agentes biológicos – 3ª edição, 2017. 
 
Devemos observar um outro importante aspecto na classificação de riscos 
biológicos que diz respeito a existência de medidas de profilaxia (medidas preventivas 
para a preservação da saúde, mais comumente relacionado à existência de vacinas, mas 
não apenas isso, medidas de higiene, atividades físicas e alimentação também estão 
inclusas) e de tratamento disponíveis. Caso não existam medidas preventivas ou de 
tratamento há um cenário muito grave, onde não háações ou procedimentos que possam 
garantir a prevenção da transmissibilidade ou mesmo o tratamento das pessoas 
acometidas pela patologia. 
A partir das classificações acima, é possível definir as prioridades, metas e 
objetivos das medidas preventivas e de controle aplicadas aos agentes biológicos. 
Na obra “Classificação de Risco dos Agentes Biológicos” (3ª edição – 2017) temos 
a citação de uma matriz de riscos para classificar os riscos biológicos baseados nas 
variáveis citadas: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Capítulo 5. Conceitos em Agentes Biológicos 
 
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Figura 5.3. Visão resumida das características das classes de riscos biológicos 
 
Fonte: Classificação de Riscos Biológicos”, Ministério da Saúde (3ª edição – 2017) 
 
No Anexo II da Norma Regulamentadora – NR 32 existe ainda uma segunda 
tabela para a classificação dos agentes biológicos, a saber: 
 
Figura 5.4. Especificação das legendas das notas usadas para a classificação de agentes 
biológicos 
 
 Fonte: Norma Regulamentadora – NR 32 (Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de 
Saúde, 2005). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Figura 5.5. Classificação dos riscos biológicos 
 
 Fonte: Norma Regulamentadora – NR 32 (Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de 
Saúde, 2005 - Adaptado). 
 
5.3. CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO DE RISCOS DOS AGENTES BIOLÓGICOS 
A importância da avaliação de risco dos agentes biológicos está na estimativa do 
risco, no dimensionamento da estrutura para a contenção e na tomada de decisão para o 
gerenciamento dos riscos. Para isso, consideram-se alguns critérios, entre os quais se 
destacam: 
Natureza do Agente Biológico – organismos ou moléculas com potencial ação 
biológica infecciosa sobre o homem, animais, plantas ou o meio ambiente em geral, 
incluindo vírus, bactérias, archaea, fungos, protozoários, parasitos, ou entidades 
acelulares como príons, RNA ou DNA (RNAi, ácidos nucleicos infecciosos, aptâmeros, 
genes e elementos genéticos sintéticos, etc) e partículas virais (VPL). 
Virulência – é a capacidade patogênica de um agente biológico, medida pelo seu 
poder de aderir, invadir, multiplicar e disseminar em determinados sítos de infecção e 
tecidos do hospedeiro, considerando os índices de morbimortalidade que ele produz. A 
virulência pode ser avaliada por meio dos coeficientes de mortalidade e de gravidade. O 
coeficiente de mortalidade indica o percentual de casos da doença que são mortais, e o 
coeficiente de gravidade, o percentual dos casos considerados graves. 
Modo de transmissão – é o percurso feito pelo agente biológico a partir da fonte de 
exposição até o hospedeiro. O conhecimento do modo de transmissão do agente 
biológico é de fundamental importância para a aplicação de medidas que visem conter a 
disseminação do patógeno. 
 
 
 Capítulo 5. Conceitos em Agentes Biológicos 
 
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Estabilidade – é a capacidade de manutenção do potencial infeccioso de um agente 
biológico no meio ambiente, inclusive em condições adversas tais como a exposição à 
luz, à radiação ultravioleta, à temperatura, à umidade relativa e aos agentes químicos. 
Concentração e volume – a concentração está relacionada à quantidade de 
agentes biológicos por unidade de volume. Assim, quanto maior a concentração, maior o 
risco. O volume do agente biológico também é importante, pois na maioria dos casos os 
fatores de risco aumentam proporcionalmente ao aumento do volume. 
Origem do agente biológico potencialmente patogênico – deve ser considerada a 
origem do hospedeiro do agente biológico (humano ou animal), como também a 
localização geográfica (áreas endêmicas) e o vetor. 
Disponibilidade de medidas profiláticas eficazes – estas incluem profilaxia por 
vacinação, agentes antimicrobianos, antissoros e imunoglobulinas. Inclui ainda, a adoção 
de medidas sanitárias, controle de vetores e medidas de quarentena em movimentos 
transfronteiriços. Quando essas medidas estão disponíveis, o risco é reduzido. 
Disponibilidade de tratamento eficaz – tratamento capaz de prover a contenção do 
agravamento e a cura da doença causada pela exposição ao agente biológico. Inclui a 
utilização de antissoros, vacinas pós-exposição e medicamentos terapêuticos 
específicos. 
Deve ser considerada a possibilidade de ocorrência de resistência a 
antimicrobianos entre os agentes biológicos envolvidos. 
Dose infectante – consiste no número mínimo de agentes biológicos necessários 
para causar doença. Varia de acordo com a virulência do agente biológico e a 
susceptibilidade do indivíduo à infecção. 
Manipulação do agente biológico – a manipulação pode potencializar o risco, como 
por exemplo, em procedimentos para multiplicação, sonicação, liofilização e 
centrifugação. Além disto, deve-se destacar que nos procedimentos de manipulação 
envolvendo a inoculação experimental em animais, os riscos irão variar de acordo com as 
espécies e protocolos utilizados. Deve ser considerado ainda risco de infecções latentes 
que são mais comuns em animais capturados na natureza. 
Eliminação do agente biológico – o conhecimento das vias de eliminação do agente 
é importante para a adoção de medidas de contingenciamento. A eliminação por 
excreções ou secreções de agentes biológicos pelos organismos infectados, em especial, 
aqueles transmitidos por via respiratória, podem exigir medidas adicionais de contenção. 
As pessoas que lidam com animais experimentalmente infectados com agentes 
biológicos patogênicos apresentam um risco maior de exposição devido à possibilidade 
de mordidas, arranhões e inalação de aerossóis. 
Outro ponto de extrema importância é a avaliação de riscos biológicos baseado no 
conceito da própria NR 32 que estabelece o risco biológico como uma função da 
probabilidade de exposição aos agentes biológicos. 
Dessa forma, podemos entender que a probabilidade, ou seja, a chance de algo 
acontecer, neste caso a exposição é um fator fundamental para determinar a magnitude 
do risco biológico. 
Para considerar a probabilidade devemos tomar como base a frequência de contato 
com o material biológico em questão, seja um objeto, uma pessoa, um vetor, ou qualquer 
material potencialmente contaminado. Estamos lidando com uma avaliação qualitativa, 
 
 
 Capítulo 5. Conceitos em Agentes Biológicos 
 
___________________________________________________________________________________ 
eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
104 
analisando a qualidade de algo, por meio de observações de campo, entrevista com os 
trabalhadores, supervisores e demais atores envolvidos no processo de trabalho, estudo 
das fontes de exposição, micro-organismo potencialmente envolvido e suas 
características genéticas, morfológicas, infecciosas e de transmissibilidade. 
 
Outros pontos a serem destacados neste tipo de abordagem são: 
• Levantamento das doenças transmissíveis presentes a partir de dados 
epidemiológicos disponíveis (neste caso, por exemplo, a parceria do SESMT de um 
hospital com a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar – CCIH é fundamental para 
o mapeamento dos possíveis focos, setores e procedimentos onde o contato com um 
determinado patógeno seja mais provável); 
• Levantamento das fontes de exposição presentes (pessoas, animais, objetos, 
materiais, alimentos água, entre outros); 
• Observar as situações de trabalhoonde ocorrem as exposições, ou seja, o 
contato entre a fonte de exposição e o(s) trabalhador(es); 
• Analisar a existência de barreiras que bloqueiem a via de transmissão (ventilação 
por pressão positiva, negativa, bioconcentação por barreiras de acrílico com limpeza e 
higienização constantes (ou por meio da aplicação de radiação ultravioleta no espectro 
UVC – comprimento de onda de 100 a 280 nm [nanômetros]); uso de Equipamentos de 
Proteção Respiratória – EPR (Peça Facial Filtrante – PFF 2, entre outros tipos de 
proteção respiratória). 
• Persistência do agente biológico no ambiente (bactérias são mais resistentes 
quando expostas as condições ambientais do que os vírus por exemplos, logo a 
capacidade infecção das bactérias, principalmente aquelas que desenvolvem um esporo 
(ou endósporo), uma estrutura que garante resistência a bactéria em ambiente 
desfavoráveis, com falta de nutrientes, tal fenômeno se chama esporulação). 
 
 
 
 
 
 
 
 Capítulo 5. Conceitos em Agentes Biológicos 
 
___________________________________________________________________________________ 
eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
105 
Figura 5.6. Modelo de aplicação de uma planilha de reconhecimento, avaliação e controle de riscos em conformidade com os requisitos da NR 32 
aplicada a uma exposição ao vírus da hepatite C – Parte 01 
Persistência do Agente 
Biológico no Ambiente
Fora de uma célula 
hospedeira o tempo de 
persistência do vírus no 
ambiente é baixo, 
estima-se que este 
tempo seja de 
aproximadamente 72 
horas.
Grupo de Exposição Similar - GES: 05 - Enfermagem
Efeitos à Saúde
Hepatite C
Técnico de Enfermagem: Executar ações assistenciais de enfermagem, sob supervisão, observando e registrando sinais e sintomas apresentados pelo doente, fazendo curativos, ministrando medicamentos e outros. Auxiliar no controle de estoque de materiais, equipamentos e medicamentos. Operar aparelhos de 
eletrodiagnóstico. uxiliar o Enfermeiro na prevenção e controle das doenças transmissíveis em geral, em programas de vigilância epidemiológica e no controle sistemático da infecção hospitalar.
Descrição das atividades dos cargos que compõe o GES:
Transmissibilidade, 
Patogenicidade e Virulência 
do agente
Classe de Risco 2: risco 
individual moderado para o 
trabalhador e com baixa 
probabilidade de
disseminação para a 
coletividade. Podem causar 
doenças ao ser humano, 
para as quais existem
meios eficazes de profilaxia 
ou tratamento. 
Inspeção nos locais de 
trabalho e consulta aos 
trabalhadores, supervisores 
de enfermagem e análise 
dos procedimentos 
operacionais.
Dispositivo de coleta para 
materiais perfurocortantes 
rígido e impermeável.
Treinamento de 
Biossegurança
Treinamento de Segurança 
durante Manipulação de 
Dispositivos 
Perfurocortantes
Sinalização quanto ao uso 
dos Equipamentos de 
Proteção Individual, bem 
como quanto ao descarte de 
materais perfurocortantes.
Procedimentos de limpeza 
concorrente e terminal no 
setor de trabalho.
Luvas de Procedimento.
Respirador N 95 (Equivalente 
a PFF 2)
Óculos de Proteção.
Não Aplicável
Agentes Biológicos Vírus da Hepatite C
Sangue 
contaminado com o 
vírus
Contato Dérmico
Média
Análise Qualitativa / 
Quantitativa
Medidas de Controle Existentes
Equipamentos de Proteção 
Coletiva
Medidas Administrativas
Equipamentos de Proteção 
Individual
Cargos: Auxiliar de Enfermagem e Técnico de Enfermagem. Horário de Trabalho: 8h00 às 17h00
Auxiliar de Enfermagem: Preparar pacientes para consultas e exames. Realizar e registrar exames, segundo instruções das equipes de enfermagem ou médica. Colher e ou auxiliar paciente na coleta de material para exames de laboratório, segundo orientação. Orientar e auxiliar pacientes, prestando informações 
relativas a higiene, alimentação, utilização de medicamentos e cuidados específicos em tratamento de saúde. Realizar imobilização do paciente mediante orientação.
Descrição do Local de Trabalho: Setor com uma área construída de aproximadamente 40m², iluminação natural e artificial difusa por meio de lâmpadas fluorescentes, paredes de alvenaria pintadas na cor branco fosco, piso vinílico (com índice de absorção de água de 3,8%) com bordas arredondadas em todo perímetro; 
ventilação natural promovida pela circulação de ar por meio correntes provindas das aberturas de portas e janelas.
Instrumentos Aplicados no Local de Trabalho: Agulha de sutura, escalpe para a coleta de sangue a vácuo, seringa de 1ml e de 3ml, equipo para transfusão sanguínea de camada dupla, curativos de malha de não tecido e algodão.
Riscos Ambiental Tipo de Agente
Fonte de Exposição 
e Reservatório
Vias de 
Transmissão e 
Entrada
Possibilidade de 
Exposição
Reconhecimento, Avaliação e Controle dos Riscos Ambientais - Com base da NR 32
Unidade: Ambulatório de Especialidades Médicas Número de Trabalhadores Expostos: 8 Data: 23/06/2020Setor: Enfermagem
 
Fonte: o autor 
 
 
 Capítulo 5. Conceitos em Agentes Biológicos 
 
___________________________________________________________________________________ 
eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
106 
Figura 5.7. Modelo de aplicação de uma planilha de reconhecimento, avaliação e controle de riscos em conformidade com os requisitos da NR 32 
aplicada a uma exposição ao vírus da hepatite C – Parte 02 
Observações:
Os levantamentos de riscos foram realizados em dia típico de trabalho, ou seja, selecionado aleatoriamente, inexistindo qualquer circunstância interna ou externa que pudesse caracterizar qualquer desvio de funcionalidade das atividades desempenhadas pelos trabalhadores que constituem o Grupo de Exposição 
Similar - GES.
Equipamentos de Proteção Coletiva:
Nem todos os materiais perfurocortantes apresentam mecanismos de fechamento semi-automático, como é o caso das seringas de 3 ml; faz-se necessário a aquisição de dispositivos perfurocortantes que atendam as características de proteção conforme o Anexo III da NR 32.
Medidas Administrativas:
Analisar os resultados globais do Plano de Prevenção de Acidentes com Materiais Perfurocortantes de acordo com os objetivos estabelecidos, bem como com os requisitos da NR 32.
Equipamentos de Proteção Individual:
Os Equipamentos de Proteção Individual estão de acordo com as características de exposição ocupacional do Grupo de Exposição Similar - GES.
Estudos epidemiológicos, dados estatísticos e outras informações científicas a serem consideradas:
1. Notas Técnicas de Prevención - NTP 833 - Agentes biológicos. Evaluación simplificada, Instituto Nacional de Seguridad e Higiene em el Trabajo.
2. Modern Industrial Hygiene: Biological Aspects: Volume 2
3. Dados estatísticos internos coletados com a equipe de Comissão de Controlde de Infecção Hospitalar - CCIH
4. The Role of the industrial Hygienist in a Pandemic (American Industrial Hygiene Association)
5. Risco Biológico - Guia Técnico da NR 32
Recomendaçãoes de Medidas de Controle:
 
Fonte: o autor 
 
 
 
 Capítulo 5. Conceitos em Agentes Biológicos 
 
___________________________________________________________________________________ 
eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
107 
Figura 5.8. Modelo de aplicação de uma planilha de reconhecimento, avaliação e controle de riscos em conformidade com os requisitos da NR 32 
aplicada a uma exposição ao vírus da SARS-CoV-2 (novo coronavírus) – Parte 01 
Fora de uma célula 
hospedeira o tempo de 
persistência do vírus no 
ambiente é variável, 
pois depende 
diretamente do vetor 
ou meio em que ele se 
encontra, não sendo 
possível determinar um 
período exato.
Alta COVID - 19
Inspeção nos locais de 
trabalho e consulta aos 
trabalhadores, supervisores 
de enfermagem e análise 
dos procedimentos 
operacionais.
Sistema climatizado de 
troca de ar com renovação 
periódica e sistema de 
filtraçãoINTERNACIONAL DE ENFERMIDADES - OMS/75 (AS 
DOENÇAS PROVOCADAS PELA EXPOSIÇÃO AO CALOR) ...................................... 132 
7.4.1. GOLPE DE CALOR (HIPERTERMIA OU CHOQUE TÉRMICO) ...................... 133 
7.4.2. SÍNCOPE PELO CALOR (EXAUSTÃO PELO CALOR) ................................... 134 
7.4.3. PROSTRAÇÃO TÉRMICA POR DESIDRATAÇÃO .......................................... 134 
7.4.4. PROSTRAÇÃO TÉRMICA PELO DECRÉSCIMO DO TEOR SALINO ............ 134 
7.4.5. CÃIBRAS DE CALOR ........................................................................................ 134 
7.4.6. ENFERMIDADES DAS GLÂNDULAS SUDORÍPARAS .................................... 135 
7.4.7. EDEMA PELO CALOR ....................................................................................... 135 
7.4.8. OUTROS EFEITOS À SAÚDE ........................................................................... 135 
7.5. ACLIMATIZAÇÃO...................................................................................................... 136 
7.6. CONFORTO TÉRMICO ............................................................................................. 138 
7.6.1 VELOCIDADE DO AR ......................................................................................... 138 
7.6.2. UMIDADE RELATIVA DO AR ............................................................................ 139 
7.7. ÍNDICES DE AVALIAÇÃO TÉRMICA....................................................................... 141 
7.7.1. TEMPERATURA EFETIVA (TE) ........................................................................ 141 
7.7.2 ÍNDICE DE SOBRECARGA TÉRMICA (IST) DE BELDING E HATCH ............. 143 
7.7.3. ÍNDICE DE BULBO ÚMIDO - TERMÔMETRO DE GLOBO (IBUTG) .............. 146 
7.8. NORMA REGULAMENTADORA Nº.15 - ANEXO Nº. 3 .......................................... 147 
7.9. TEMPERATURA DE GLOBO ÚMIDO (TGU) ........................................................... 149 
7.10. LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA O TRABALHO EM AMBIENTES QUENTES 150 
7.11. MEDIDAS DE CONTROLE (SOBRECARGA TÉRMICA) ...................................... 151 
7.11.1. MEDIDAS RELATIVAS AO AMBIENTE .......................................................... 151 
7.11.2. MEDIDAS RELATIVAS AO TRABALHADOR ................................................. 151 
7.12. TESTES .................................................................................................................... 154 
7.13. EXERCÍCIOS ........................................................................................................... 157 
CAPÍTULO 8. AVALIAÇÃO E CONTROLE DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AO FRIO160 
8.1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................... 161 
8.1.1. TEMPERATURA DO NÚCLEO DO CORPO ..................................................... 161 
8.1.2. TAXA DE RESFRIAMENTO PELO VENTO ...................................................... 161 
8.2. FISIOPATOLOGIA DO FRIO .................................................................................... 164 
8.3. EFEITOS BIOLÓGICOS DA EXPOSIÇÃO AO FRIO .............................................. 165 
8.3.1. LESÕES NÃO-CONGELANTES ........................................................................ 165 
8.3.1.1. HIPOTERMIA ......................................................................................... 165 
8.3.1.2. GELADURA OU QUEIMADURA DO FRIO ........................................... 167 
8.3.1.3. SÍNDROME DE IMERSÃO (“PÉS DE IMERSÃO” OU “PÉS DE 
TRINCHEIRA”) .................................................................................................... 167 
8.3.2. LESÕES CONGELANTES ................................................................................. 167 
8.3.2.1. CONGELAMENTO (“FROSTBITE”) ...................................................... 167 
 
 
Sumário 
 
 
v 
8.4. AVALIAÇÃO E CONTROLE DA EXPOSIÇÃO AO FRIO ........................................ 167 
8.5. TESTES ...................................................................................................................... 172 
8.6. EXERCÍCIOS ............................................................................................................. 174 
CAPÍTULO 9. ESOCIAL ................................................................................................... 175 
9.1 O ESOCIAL ............................................................................................................ 176 
9.1.1 O QUE É O ESOCIAL .............................................................................. 176 
9.1.2 SUJEITOS AO ESOCIAL ......................................................................... 178 
9.1.3 EVENTOS DO ESOCIAL ......................................................................... 178 
9.1.4 EVENTOS DE TABELAS – TABELAS DO EMPREGADOR .................. 179 
9.1.5 EVENTOS NÃO PERIÓDICOS ................................................................ 179 
9.1.6 EVENTOS PERIÓDICOS ......................................................................... 180 
9.1.7 SEQUÊNCIA LOGICA DO PREENCHIMENTO DO ESOCIAL ............... 180 
9.1.8 IDENTIFICADORES ................................................................................. 181 
9.1.9 CONSULTA .............................................................................................. 181 
9.1.10 LEIAUTES ................................................................................................ 181 
9.1.11 TESTES .................................................................................................... 182 
9.2 O ESOCIAL PARA A SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO ........................ 183 
9.2.1 ELEMENTOS CONSTITUINTES DO ESOCIAL PARA SST .................. 183 
9.2.2 TESTES .................................................................................................... 188 
BIBLIOGRAFIA ................................................................................................................. 189 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Capítulo 1. Radiações DDS I 
 
___________________________________________________________________________________ 
eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
2 
 
 
 
CAPÍTULO 1. RADIAÇÕES DDS I 
 
 
OBJETIVOS DO ESTUDO 
 
Possibilitar a compreensão dos aspectos principais da proteção radiológica. Neste 
capítulo serão apresentados os tipos de fontes de radiação ionizante, a classificação das 
radiações segundo a forma de interação com a matéria, as grandezas e unidades 
radiológicas. 
 
Ao término deste capítulo você deverá estar apto a: 
• Estabelecer as características das partículas atômicas; 
• Definir os termos: isótopo, número atômico, número de massa e elemento 
químico; 
• Descrever os processos de emissão de partículas alfa, partículas beta, radiação 
gama, raios X e nêutrons; 
• Descrever a interação dos diferentes tipos de radiação ionizante com a matéria; 
• Identificar as fontes de radiação ionizante; 
• Avaliar os riscos potenciais associados ao uso de fontes de radiação; 
• Definir os termos: radioatividade, atividade, Curie, Becquerel e meia-vida física; 
• Calcular a constante de decaimento a partir da meia vida física de uma fonte 
radioativa 
• Calcular a atividade atual de uma fonte radioativa; 
• Definir dose de exposição, dose absorvida e dose equivalente e suas respectivas 
unidades. 
 
 
 
 
Capítulo 1. Radiações DDS I 
 
___________________________________________________________________________________ 
eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
3 
1.1. INTRODUÇÃO 
Desde os primórdios da humanidade o homem esteve exposto às radiações 
ionizantes proveniente do espaço exterior, do solo, da água, do ar e dos seres vivos. O 
crescente uso de fontes emissoras dessas radiações em atividades médico-hospitalares,interno do tipo 
HEPA (High Efficiency 
Particulate Arrestance)
Treinamento de 
Biossegurança
Sinalização quanto ao uso 
dos Equipamentos de 
Proteção Individual, bem 
como quanto ao descarte de 
materais perfurocortantes.
Procedimentos de limpeza 
concorrente e terminal no 
setor de trabalho.
Luvas de Procedimento.
Respirador N 95 (Equivalente 
a PFF 2)
Óculos de Proteção.
Realizada coleta de 
superfícies e de ar para fins 
de identificação do RNA 
viral.
Resultado: A análise de PCR 
(Reação em Cadeia da 
Polimerase) identificou a 
presença do RNA viral na 
coleta de superfície 015 que 
foi coletada no balcão de 
enfermagem.
Agentes Biológicos Sars-CoV-2
Gotículas e 
Aerossóis
Via Respiratória
Classe de Risco 4: risco 
individual elevado para o 
trabalhador e com 
probabilidade elevada de
disseminação para a 
coletividade. Apresenta 
grande poder de 
transmissibilidade de um
indivíduo a outro. Podem 
causar doenças graves ao ser 
humano, para as quais não 
existem
meios eficazes de profilaxia 
ou tratamento.
Instrumentos Aplicados no Local de Trabalho: Agulha de sutura, escalpe para a coleta de sangue a vácuo, seringa de 1ml e de 3ml, equipo para transfusão sanguínea de camada dupla, curativos de malha de não tecido e algodão, ventiladores pulmonares usados para os casos de tratamento para o novo 
coronavírus.
Riscos Ambiental Tipo de Agente
Fonte de Exposição 
e Reservatório
Vias de 
Transmissão e 
Entrada
Transmissibilidade, 
Patogenicidade e Virulência 
do agente
Persistência do Agente 
Biológico no Ambiente
Possibilidade de 
Exposição
Efeitos à Saúde
Análise Qualitativa / 
Quantitativa
Medidas de Controle Existentes
Equipamentos de Proteção 
Coletiva
Medidas Administrativas
Equipamentos de Proteção 
Individual
Descrição do Local de Trabalho: Setor com uma área construída de aproximadamente 40m², iluminação natural e artificial difusa por meio de lâmpadas fluorescentes, paredes de alvenaria pintadas na cor branco fosco, piso vinílico (com índice de absorção de água de 3,8%) com bordas arredondadas em todo 
perímetro; ventilação natural promovida pela circulação de ar por meio correntes provindas das aberturas de portas e janelas.
Reconhecimento, Avaliação e Controle dos Riscos Ambientais - Com base da NR 32
Unidade: Hospital da cidade X Setor: Enfermagem Grupo de Exposição Similar - GES: 08 - Unidade de Terapia Intensiva Número de Trabalhadores Expostos: 12 Data: 23/06/2020
Cargos: Auxiliar de Enfermagem e Técnico de Enfermagem. Horário de Trabalho: 8h00 às 17h00
Descrição das atividades dos cargos que compõe o GES:
Auxiliar de Enfermagem: Preparar pacientes para consultas e exames. Realizar e registrar exames, segundo instruções das equipes de enfermagem ou médica. Colher e ou auxiliar paciente na coleta de material para exames de laboratório, segundo orientação. Orientar e auxiliar pacientes, prestando 
informações relativas a higiene, alimentação, utilização de medicamentos e cuidados específicos em tratamento de saúde. Realizar imobilização do paciente mediante orientação.
Técnico de Enfermagem: Executar ações assistenciais de enfermagem, sob supervisão, observando e registrando sinais e sintomas apresentados pelo doente, fazendo curativos, ministrando medicamentos e outros. Auxiliar no controle de estoque de materiais, equipamentos e medicamentos. Operar 
aparelhos de eletrodiagnóstico. uxiliar o Enfermeiro na prevenção e controle das doenças transmissíveis em geral, em programas de vigilância epidemiológica e no controle sistemático da infecção hospitalar.
 
Fonte: o autor 
 
 
 Capítulo 5. Conceitos em Agentes Biológicos 
 
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eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
108 
Figura 5.9. Modelo de aplicação de uma planilha de reconhecimento, avaliação e controle de riscos em conformidade com os requisitos da NR 32 
aplicada a uma exposição ao vírus da SARS-CoV-2 (novo coronavírus) – Parte 02 
Observações:
Os levantamentos de riscos foram realizados em dia típico de trabalho, ou seja, selecionado aleatoriamente, inexistindo qualquer circunstância interna ou externa que pudesse caracterizar qualquer desvio de funcionalidade das atividades desempenhadas pelos trabalhadores que constituem o Grupo de 
Exposição Similar - GES.
Recomendaçãoes de Medidas de Controle:
Equipamentos de Proteção Coletiva:
Nem todos os materiais perfurocortantes apresentam mecanismos de fechamento semi-automático, como é o caso das seringas de 3 ml; faz-se necessário a aquisição de dispositivos perfurocortantes que atendam as características de proteção conforme o Anexo III da NR 32.
Medidas Administrativas:
Deve ser realizado o teste de vedação dos respiradores utilizados, bem como a elaboração de um procedimento para a verificação da vedação dos respiradores por parte dos trabalhadores que utilizam o Equipamento de Proteção Respitarória - EPR.
Manter a inspeção e manutenção da qualidade do ar nos locais onde sejam usados sistemas de climatização por meio do PMOC - Plano de Manutenção, Operação e Controle.
Equipamentos de Proteção Individual:
Os Equipamentos de Proteção Individual estão de acordo com as características de exposição ocupacional do Grupo de Exposição Similar - GES.
Estudos epidemiológicos, dados estatísticos e outras informações científicas a serem consideradas:
1. Notas Técnicas de Prevención - NTP 833 - Agentes biológicos. Evaluación simplificada, Instituto Nacional de Seguridad e Higiene em el Trabajo.
2. Modern Industrial Hygiene: Biological Aspects: Volume 2
3. Interim Infection Prevention and Control Recommendations for Healthcare Personnel During the Coronavirus Disease 2019 (COVID-19) Pandemic, Centers for Disease Control and Prevention
4. Dados estatísticos internos coletados com a equipe de Comissão de Controlde de Infecção Hospitalar - CCIH
5. The Role of the industrial Hygienist in a Pandemic (American Industrial Hygiene Association)
6. Risco Biológico - Guia Técnico da NR 32
7. Portaria Conjunta 20, de 18 de junho de 2020
 
Fonte: o autor 
 
 
 Capítulo 5. Conceitos em Agentes Biológicos 
 
___________________________________________________________________________________ 
eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
109 
Vejam que é extremamente importante identificar o agente biológico mais provável 
naquele setor ao qual os trabalhadores de um determinado GES – Grupo de Exposição 
Similar estão potencialmente expostos. Muitas vezes nos deparamos com descrições 
genéricas como: micro-organismos diversos, fungos, bactérias, vírus, entre outros. 
Todavia, tal classificação é muito superficial e não detalhe qual é o tipo de agente 
biológico que é presumidamente existente naquele local de trabalho. Quando digo 
presumido, me refiro a probabilidade daquele determinado patógeno estar presente no 
ambiente, pois em algumas situações tal presença não pode ser ratificada de forma 
absoluta, haja vista que isso depende do tipo de ambiente, em um setor de internação 
temos diferentes tipos de pacientes, com doenças distintas e agentes etiológicos (os 
micro-organismos causadores) com características singulares e que podem não estar 
presente a todo instante. O contrário acontece em outras situações como em 
determinadores serviços de saúde onde há o atendimento de determinadas doenças 
infecciosas como a tuberculose e a meningite, onde podemos pressupor a maior 
probabilidade da presença do mycobacteriumm tuberculosis e da neisseria meningitidis, 
respectivamente. 
Um ponto importante a ser considerado é que a legislação trabalhista, mais 
precisamente o Anexo 14 da Norma Regulamentadora – NR 15 (atividades e operações 
insalubres) não estabelece nenhum critério de avaliação para fins preventivos para os 
casos onde existem exposição aos agentes biológicos no ambiente de trabalho, seu uso 
está unicamenterestrito a caracterização do adicional de insalubridade em grau médio ou 
máximo, de acordo com as atividades previstas nesta parte da norma. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Capítulo 5. Conceitos em Agentes Biológicos 
 
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eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
110 
Figura 5.10. Anexo 14 da Norma Regulamentadora – NR 15 “Operações e Atividades Insalubres” 
 
 
Fonte: Portaria SSST n° 12, de 12 de novembro de 1979. 
 
Além da legislação trabalhista supracitada, temos o Anexo IV do Decreto 3.048/99 
que estabelece, em seus códigos 3.0.0 e 3.0.1, as atividades, em caráter exaustivo, que 
dão ensejo a aposentadoria especial por 25 de exposição aos agentes biológicos. Porém, 
mais uma vez temos uma legislação de aplicabilidade restrita, que em momento algum 
pressupõe a realização de uma avaliação de riscos biológicos com objetivos preventivos. 
 
Figura 5.11. Códigos 3.0.0 e 3.0.1 do Anexo IV do Decreto 3.048/99 – Regulamento da 
Previdência Social 
 
Fonte: Decreto 3.048/99 
 
 
 Capítulo 5. Conceitos em Agentes Biológicos 
 
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eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
111 
5.4. LABORATÓRIO DE BIOSSEGURANÇA 
Existem também quatro níveis de Biossegurança que estabelecem as precauções 
de contenção que precisam ser usadas para controlar os riscos biológicos diferentes. Os 
níveis da faixa de contenção a partir do nível mais baixo de biossegurança 1 para o mais 
alto no nível 4. 
• Nível de biossegurança 1 – Pouca contenção ou segregação da instalação, 
mas com precauções, tais como separação e rotulagem dos resíduos. 
• Nível de biossegurança 2 – O pessoal tem formação específica na 
manipulação de agentes patogênicos, o acesso ao laboratório é limitado quando o 
trabalho está sendo realizado, precauções extremas são tomadas com itens 
contaminados, e certos procedimentos em que aerossóis infecciosos ou respingos podem 
ser criados são realizados em câmaras de segurança biológica. 
• Nível de biossegurança 3 – Todos os procedimentos envolvendo a 
manipulação de materiais infecciosos são realizados dentro de cabines de segurança 
biológica ou outros dispositivos de contenção física, ou por pessoal vestindo roupas de 
proteção individual e equipamentos adequados. O laboratório tem características 
especiais de engenharia e design, tais como zonas de porta de acesso duplas. 
• Nível de biossegurança 4 – A instalação fica em um prédio separado ou 
em uma área controlada dentro de um edifício. O estabelecimento tem ventilação 
controlada mantendo-a sob pressão negativa. Todas as atividades são realizadas em 
cabines de segurança biológica classe III, ou cabines de segurança biológica classe II 
usadas com uma vestimenta pessoal de pressão positivas de peça única ventilada por 
um sistema de suporte. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Capítulo 5. Conceitos em Agentes Biológicos 
 
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eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
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5.5. TESTES 
1. A resposta de cada indivíduo à exposição a micro-organismos depende de seu 
estado de imunidade, ou seja, a capacidade de resposta do corpo do indivíduo para 
resistir à doença. Há muitos fatores envolvidos na imunidade, entre eles podemos 
citar: 
a) Estado de saúde, alimentação, fobia e esquema de vacinação; 
b) Estado de alerta, sono, vícios e prática de esporte; 
c) Se o indivíduo já passou por uma determinada doença, níveis de imunização, 
resistência imunológica individual, níveis de fadiga e idade; 
d) Níveis de imunização apenas; 
e) Comorbidade pré-existente e uso de medicamentos. 
 
2.Quais são as classificações adotadas para agrupar os agentes biológicos em 
suas respectivas classes de riscos? 
a) 1A, 2B, 3C, 4D e 5E; 
b) 1, 2, 3 e 4; 
c) Qualitativa e Quantitativa. 
d) 3 e 4 apenas; 
e) Nenhuma das alternativas propostas. 
3.Quais são as três variáveis a serem consideradas para a classificação de riscos 
biológicos de acordo com a matriz proposta por BINSFELD, et al., 2010? 
a) Risco de surto, epidemia e pandemia; 
b) Propagação para a coletividade; 
c) Apenas se a doença é infectocontagiosa ou não; 
d) Risco individual, Risco à coletividade e profilaxia ou terapia (tratamento eficaz); 
e) Risco individual e coletivo. 
 
4. O que é a virulência de um agente biológico? 
 
a) Capacidade de se reproduzir na célula do hospedeiro; 
b) Taxa de sobrevivência do micro-organismo fora do hospedeiro; 
c) Se existe vacinação disponível; 
d) É o percurso feito pelo agente biológico a partir da fonte de exposição até o 
hospedeiro. O conhecimento do modo de transmissão do agente biológico é de 
fundamental importância para a aplicação de medidas que visem conter a 
disseminação do patógeno. 
e) É a capacidade patogênica de um agente biológico, medida pelo seu poder de 
aderir, invadir, multiplicar e disseminar em determinados sítos de infecção e tecidos 
do hospedeiro, considerando os índices de morbimortalidade que ele produz. A 
virulência pode ser avaliada por meio dos coeficientes de mortalidade e de 
gravidade. O coeficiente de mortalidade indica o percentual de casos da doença 
 
 
 Capítulo 5. Conceitos em Agentes Biológicos 
 
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eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
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que são mortais, e o coeficiente de gravidade, o percentual dos casos considerados 
graves. 
5.Qual é o objetivo do Anexo 14 da Norma Regulamentadora – NR 15 “Atividades e 
Operações Insalubres”? 
a) Determinar se o trabalhador está exposto aos riscos biológicos de acordo com 
técnicas e metodologias de análise de riscos que cruzem probabilidade e 
consequência; 
b) Analisar se o trabalhador tem direito ao adicional de penosidade; 
c) Analisar se o segurado tem ensejo à aposentadoria especial por 25 anos de 
exposição; 
d) Seu uso está unicamente restrito a caracterização do adicional de insalubridade 
em grau médio ou máximo, de acordo com as atividades previstas nesta parte da 
norma. 
e) Nenhuma das alternativas anteriores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Capítulo 6 Agentes Biológicos Instrumentação 
 
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eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
114 
 
 
 
 
CAPÌTULO 6. AGENTES BIOLÓGICOS INSTRUMENTAÇÃO 
Prof. SÉRGIO MÉDICI DE ESTON 
Prof. JOAQUIM GOMES PEREIRA 
 
OBJETIVOS DO ESTUDO 
 
Apresentar os conceitos de bioaerossóis no contexto da exposição ocupacional, 
conhecer metodologias de coleta e análise de microrganismos presentes em amostras de 
ar. Os conceitos e técnicas para a avaliação da exposição ocupacional aos agentes 
biológicos, ou seja, aos diversos tipos de micro-organismos potencialmente presentes em 
diferentes tipos de atividades profissionais. Bem como a abordagem da legislação 
pertinente ao tema, metodologias de avaliação qualitativa e medidas de preventivas e de 
controle pertinentes ao tema. 
 
Ao terminar este capítulo você deverá estar apto a: 
• Buscar informações sobre os possíveis bioaerossóis presentes em 
ambientes de trabalho; 
• Identificar tecnologias de amostragem adequadas para cada situação; 
• Discutir técnicas de análise adequadas a depender do objetivo da avaliação; 
• Propor medias de controle da exposição aos agentes biológicos com maior 
conhecimento da microbiota aérea do ambiente avaliado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Capítulo 6 Agentes Biológicos Instrumentação 
 
___________________________________________________________________________________eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
115 
6.1. INTRODUÇÃO 
A avaliação da exposição ocupacional aos agentes biológicos inicia-se de forma 
qualitativa utilizando conceitos, normas e metodologias estabelecidas para identificação e 
classificação dos riscos em função de sua patogenicidade, virulência, modo de 
transmissão, origem do material potencialmente patogênico, dose infectante, forma de 
manipulação, entre outros aspectos. 
Entretanto, situações em que é identificada a presença de contaminantes 
biológicos suspensos no ar, pode ser necessário lançar mão de técnicas e 
instrumentação adequadas para a coleta e análise dos aerossóis de origem biológica, 
para que se tenha um maior entendimento das exposições aos agentes biológicos e seja 
possível tomar ações efetivas no sentido da proteção da saúde ocupacional. 
Contaminantes biológicos ocorrem no ar como aerossóis e podem incluir 
bactérias, fungos e vírus. Aerossóis são caracterizados como partículas sólidas ou 
líquidas suspensas no ar. Falar por 5 minutos e tossir pode produzir 3.000 núcleos de 
gotículas; espirros podem gerar aproximadamente 40.000 gotículas que evaporam em 
partículas na faixa de tamanho de 0,5 a 12 μm. As partículas em um aerossol biológico 
geralmente variam em tamanho dena superfície do plástico. O 
Método NIOSH 0800 descreve como coletar bactérias e fungos transportados pelo ar 
para análise por cultura de crescimento em edifícios usando um impactador Andersen em 
cascata. 
No Brasil, conforme estabelece a ANVISA em sua Resolução – RE nº 9, de 16 de 
janeiro de 2003 o impactador tipo Andersem deve ser utilizado para avaliação da 
qualidade do ar interior em ambientes climatizados artificialmente. A metodologia 
recomenda que a o impactador deve ser operado com bomba e amostragem na vazão de 
28,3 L/min coletando ar de 5 a 15 minutos a 1,5 metros do chão. 
 
6.3.3 AMOSTRAGEM EM MEIO ÚMIDO OU LÍQUIDO 
Esta técnica realiza a coleta do bioaerossol de forma que o fluxo de ar impacte em 
uma superfície líquida ou na parede de um ciclone umedecido com meio de coleta. Esses 
sistemas buscam evitar danos causados pela impactaçao em meio sólido, e a forte 
agitação associada aos impingers convencionais, que podem ser prejudiciais para alguns 
microrganismos, e pode ainda fornecer curvas de eficiência de coleta mais precisas. 
Um dos exemplos mais comuns de um amostrador de meio líquido é o amostrador 
SKC BioSampler. É semelhante ao antigo impinger AGI-30, más possui três bicos que se 
curvam de forma que o fluxo do aerossol seja tangencial à parede do recipiente de coleta. 
Isso faz com que o líquido de coleta gere menos agitação e borbulhamento, evitando a 
re-aerossolização observada em impingers tradicionais. O BioSampler coleta partículas 
com diâmetros aerodinâmicos de aproximadamente 0,3μm a 8μm no meio de coleta, 
embora o diâmetro de corte superior não seja claro na literatura. Deve ser utilizado em 
conjunto com uma bomba de vácuo operando na vazão exata de 12,5 L/min. 
O BioSampler pode ser usado com fluidos diversos como óleo mineral (não 
evaporativo), água, soluções tampão, etc. Caso se pretenda realizar análise molecular 
em PCR, a solução usada pode já conter algum meio de inativação para que após a 
 
 
 Capítulo 6. Agentes Biológicos Instrumentação 
 
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eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
119 
coleta seja seguida a sequência de diluições e preparações conforme a metodologia 
escolhida. 
Uma vantagem desta metodologia, é a possibilidade de coleta por períodos mais 
longos, por permitir uma melhor preservação dos microrganismos. Esta coleta em meio 
líquido é uma das tecnologias mais eficientes para coleta de microrganismos mais 
sensíveis com o os vírus. 
 
 
 
 
 
 
6.3.4 AMOSTRAGEM PASSIVA DE BIOAEROSSÓIS 
Amostragem de bioaerossol passiva, permite que os bioaerossóis se fixem 
gravitacionalmente em um dispositivo de coleta, como uma placa de cultura, folha de 
alumínio ou tecido eletrostaticamente carregado. Em comparação com a amostragem 
ativa, a amostragem de bioaerossol passiva possui vantagens como simplicidade, baixo 
custo, ausência de perturbação do ar do ambiente e a capacidade de coletar por longos 
períodos. Entretanto, como desvantagem pode ser impactada por variáveis como as 
correntes de ar ao redor do dispositivo e o tamanho da partícula no ar. Como partículas 
maiores tendem a se assentar mais rapidamente do que as partículas menores, são 
muito mais prováveis de serem coletadas. Como resultado dessas variáveis limitantes, os 
resultados da amostragem passiva de bioaerossol não podem ser diretamente 
relacionados à concentração de partículas transportadas pelo ar e podem não se 
correlacionar bem com os resultados da amostragem ativa, que utiliza bombas que 
forcam a passagem do ar pelo coletor. No entanto, a amostragem passiva pode ser útil 
na avaliação da probabilidade de que as partículas de bioaerossol contaminem 
superfícies como feridas abertas em salas de cirurgia, cozinhas ou laboratórios, uma vez 
Amostrador em meio líquido BioSampler 
Impinger AGI-30 
 
 
 Capítulo 6. Agentes Biológicos Instrumentação 
 
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eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
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que mimetizam o evento de contaminação de forma mais realista do que um amostrador 
ativo. 
 
6.3.4.1Placas de Sedimentação 
As placas de sedimentação ou decantação, são placas de petri contendo meio de 
cultura nutriente que são abertas e colocadas com o lado da coleta para cima em um 
local de interesse. As partículas transportadas pelo ar podem assentar nas placas por um 
tempo especificado e as placas são então fechadas, incubadas e analisadas para 
verificar crescimento de fungos e bactérias. 
O ideal é que essas placas sejam colocadas entre 1,5 a 2 metros acima do solo 
para evitar a coleta de grandes partículas de poeira de outras fontes além das partículas 
transportadas pelo ar, como sapatos, roupas, pele e animais. Grades, telas ou proteções 
também podem ser colocados ao redor ou sobre o dispositivo de coleta para impedir a 
deposição de grandes partículas indesejadas. 
 
Placa de petri usada para sedimentação 
 
6.3.5 AMOSTRAGEM DE SUPERFÍCIES 
A coleta de microrganismos em superfícies é amplamente utilizada em locais 
como pisos, carpetes, mesas ou maçanetas como um indicativo da presença de 
bioaerossóis em edificações. Esta abordagem permite a coleta de grandes quantidades 
de material, fornece amostras de longo prazo e não requer dispositivos de amostragem 
como bombas ou equipamentos. 
As partículas microbiológicas assentadas podem variar dentro de um ambiente, 
dependendo da localização e da superfície de coleta. Foram transportadas pelo no ar, 
mas podem ter sido produzidas por uma variedade de outros mecanismos ou 
organismos, tornando difícil distinguir a fonte. A poeira do chão e do carpete, por 
exemplo, incluirá material externo trazido por sapatos, flocos de pele, fibras de roupas e 
pelos de animais. Os locais de amostragem bem acima do nível do chão são 
frequentemente escolhidos para minimizar a quantidade de poeira que não é de 
partículas suspensas no ar. 
 
 
 
 
 Capítulo 6. Agentes Biológicos Instrumentação 
 
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eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
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6.3.5.1 Swabs 
Os swabs ou hastes flexíveis (cotonetes) são amplamente usados para coletar 
material transportado pelo ar que se fixou nas superfícies. No entanto, obter resultados 
consistentes e confiáveis da amostragem de esfregaço é muito mais difícil do que se 
imagina, e é necessária atenção cuidadosa à escolha do material de esfregaço, meio de 
eluição e método e área de coleta. Se as amostras de esfregaço forem cultivadas, uma 
técnica asséptica é necessária para evitar a contaminação. Diversas instituições 
internacionais como ASTM International, ISO, USP, NIOSH entre outras, possuem 
metodologias estabelecidas para coleta com swabs em superfícies para diferentes 
aplicações como salas limpas, local de colocação de alimentos, padrão para coleta de 
material fúngico, laboratórios etc. 
Um exemplo de protocolo validado para amostragem de esfregaço foi 
desenvolvido pelo NIOSH para amostragem de esporos de Bacillus anthracis em 
superfície. Neste procedimento, uma área definida é primeiro delineada usando um 
modelo ou uma régua e fita adesiva. Um esfregaço com uma espuma estéril é então 
umedecido com uma solução tampão que neutraliza os desinfetantes. A superfície é 
esfregada usando movimentos horizontais, seguidos por verticais e, finalmente, 
diagonais, e a amostra é então colocada em um tubo estéril para transporte e análise. 
A escolha do material do swab pode ter um impacto significativo na coleta de 
microrganismos de uma superfície. 
 
Coleta com Swab em superfície 
 
 
 
6.3.5.2 Aspiração a vácuo 
Técnica muito utilizada em pisos e carpetes. O Departamento deHabitação e 
Desenvolvimento Urbano dos Estados Unidos (HUD) desenvolveu um protocolo para a 
coleta a vácuo de amostras de poeira doméstica para teste de alérgenos. A coleta a 
vácuo da poeira assentada em pisos e carpetes é usada para determinar o Índice de 
Mofo Relativo Ambiental (ERMI), que é uma medida de contaminação por mofo em 
casas, permitindo uma classificação da qualidade do ar ambiental em residências dos 
EUA. Como a maioria das residências possuem sistema de aquecimento com vedação 
total, problemas com umidade e mofo são de interesse nacional. 
 
 
 
 
 Capítulo 6. Agentes Biológicos Instrumentação 
 
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Cassette MICROVACUUM para coleta de fungos em carpete, c/ filtro PC 
 
 
 
6.3.5.3 Fita Adesiva Coletora 
 
Fitas adesivas podem ser usadas para coletar amostras de microrganismos em 
superfícies para análise microscópica. Normalmente, um lado da fita adesiva é 
pressionado suavemente sobre uma superfície de interesse, removida com uma força 
lenta e constante e, em seguida, fixada em uma lâmina de vidro ou colocada em um 
frasco. As amostras são relativamente simples de coletar, mas os resultados dependem 
da habilidade do examinador em identificar os microrganismos e seus fragmentos e não 
fornecem uma avaliação quantitativa da exposição. 
 
Fita adesiva adequada para coleta em superfícies 
 
 
6.3.5.4 Placas de Contato (RODAC) 
 
As placas de contato são basicamente placas de petri com meios de cultura, nas 
quais o ágar é colocado de modo que sua superfície se sobressaia ligeiramente acima da 
borda da placa. Uma amostra de superfície é coletada invertendo a placa e pressionando 
o meio de cultura diretamente sobre a superfície plana de interesse. A placa é então 
removida, incubada e analisada quanto ao crescimento microbiano. Este método de 
amostragem é frequentemente chamado de procedimento de contato direto com ágar de 
 
 
 Capítulo 6. Agentes Biológicos Instrumentação 
 
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eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
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organismo replicado (RODAC) e é comumente usados para monitoramento de 
biocontaminação nas indústrias farmacêutica e alimentícia. Como muitas das superfícies 
de interesse nessas indústrias são desinfetadas rotineiramente, placas de contato estão 
disponíveis com meios que contêm neutralizadores para desinfetantes. 
 
6.4. METODOLOGIAS DE ANÁLISE DE AMOSTRAS MICROBIOLÓGICAS DE AR 
Para determinar a presença, a quantidade, a composição e a taxonomia das 
amostras de bioaerossóis, as seguintes técnicas são as mais utilizadas: 
 
6.4.1 MEIO NUTRITIVO DE CULTURA 
Meios de cultura são composições de substâncias que fornecem nutrientes 
necessários para o desenvolvimento de microrganismos. Ocorrendo o crescimento, é 
possível a identificação desses organismos através das suas atividades bioquímica e 
metabólica ou pela visualização direta de suas estruturas. Além dos nutrientes, existem 
condições ambientais para o crescimento microbiano, como temperatura, pH, umidade, 
presença ou não de oxigênio (condição aeróbia e anaeróbia), entre outros. 
Os meios de cultura são classificados de acordo com seu estado físico, podendo 
ser sólido, quando possui agentes solidificantes como o ágar; semissólido, quando a 
consistência de ágar e/ou gelatina é intermediária, ou líquido, quando não possui 
solidificantes, caracterizando-se como caldo. 
A metodologia de culturas de crescimento é a mais indicada quando se deseja 
analisar bactérias e fungos viáveis, ou seja, vivos. É possível identificar e quantificar sua 
concentração sendo expressa em unidades formadoras de colônia (UFC) por volume de 
ar ou área avaliada. Pode-se ainda isolar os microrganismos por gênero ou até espécies 
com precisão. 
 
6.4.2 MICROSCOPIA 
A análise microscópica permite a contagem do número de células de 
microrganismos presentes na amostra e consequentemente sua concentração. É 
possível ainda analisar tanto os microrganismos viáveis como os não viáveis. Como 
desvantagem, temos o fato de não ser possível identificar com precisão a classificação 
taxonômica dos espécimes. 
 
6.4.3 BIOLOGIA MOLECULAR 
Análise do perfil metabólico ou molecular, quando são identificados produtos 
específicos (únicos) dos organismos como seu material genético (DNA ou RNA), ou 
subprodutos não específicos como anticorpos, marcadores e proteínas. 
Com o avanço da biologia molecular nos últimos anos, hoje é possível realizar 
identificação e quantificação com grande precisão para uma grande variedade de 
organismos como bactérias, fungos e vírus. Esta tecnologia está cada vez mais presente 
e disponível, devido à diminuição de seus custos e grande difusão de suas vantagens. 
 
 
 
 
 
 Capítulo 6. Agentes Biológicos Instrumentação 
 
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6.5. PREPARAÇÃO PARA A AMOSTRAGEM DE BIOAEROSSÓIS – ESTRATÉGIA 
Assim como qualquer avaliação de campo, deve-se desprender a maior parte do 
tempo e esforços na etapa de estratégia de amostragem. No contexto da exposição aos 
bioaerossóis, é recomendável observar as orientações abaixo: 
 
• Considere as possíveis características e condições do aerossol, incluindo a 
faixa de tamanho das partículas, quantidade relativa de material inerte, concentração de 
microrganismos e fatores ambientais. 
• Determine o tipo de instrumentos de amostragem, o tempo de coleta e a 
duração do programa de amostragem. 
• Determine o número de amostras a serem coletadas. 
• Certifique-se de que equipamentos e suprimentos adequados estejam 
disponíveis. 
• Determine o método de análise que garantirá a recuperação ideal dos 
microrganismos. 
• Selecione um laboratório que fornecerá suporte microbiológico adequado e 
siga sempre suas orientações. 
• Certifique-se de que as amostras podem ser refrigeradas se não puderem 
ser analisadas no laboratório prontamente. 
 
6.6. PADRÕES E DIRETRIZES PARA AVALIAÇÃO DO RISCO DE EXPOSIÇÃO A 
BIOAEROSSÓIS 
Devido à limitação de dados disponíveis e da enorme variabilidade nos efeitos 
potenciais à saúde entre os diferentes tipos de bioaerossóis, os padrões referenciais para 
bioaerossóis com base em avaliações de risco à saúde ainda são incipientes. A Agência 
de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos e a Organização Mundial da Saúde 
(OMS) não possuem diretrizes específicas para os níveis de concentração de bioaerossol 
(OMS, 2009). 
O Departamento de Saúde e Bem-Estar do Canadá também estabeleceu as 
seguintes diretrizes: 
a) 50 UFC/m3 de uma única espécie de fungo requer investigação imediata; 
b) 100 UFC/m3 é inaceitável para a presença de certos patógenos fúngicos; 
c) 150 UFC/m3 de espécies mistas é considerado normal; 
d) até 500 UFC/m3 devem ser aceitáveis se dominados por Cladosporium. 
No caso da Coréia do Sul, a concentração máxima permitida de bioaerossol 
bacteriano total é de 800 UFC/m3 (Ministério do Meio Ambiente, República da Coréia, 
2010). 
No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) estabeleceu a 
Resolução – RE nº 9, de 16 de janeiro de 2003, que indica que o Valor Máximo 
Recomendável - VMR, para contaminação microbiológica deve ser até 750 UFC/m3 de 
fungos, para a relação I/E ≤1,5, onde I é a quantidade de fungos no ambiente interior e E 
é a quantidade de fungos no ambiente exterior. 
Recentemente houve a regulamentação da Lei 13.589/2018, que obriga os 
edifícios a dispor de um Plano de Manutenção, Operação e Controle (PMOC). A 
 
 
 Capítulo 6. Agentes Biológicos Instrumentação 
 
___________________________________________________________________________________eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
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legislação prevê, no Art. 3º, que os sistemas de climatização e seus PMOC obedeçam a 
“parâmetros de qualidade do ar em ambientes climatizados artificialmente, em especial 
no que diz respeito a poluentes de natureza física, química e biológica, suas tolerâncias e 
métodos de controle, assim como obedecer aos requisitos estabelecidos nos projetos de 
sua instalação”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Capítulo 6. Agentes Biológicos Instrumentação 
 
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6.7 TESTES 
1.Qual metodologia de coleta pode ser utilizada para amostragem pessoal com bombas 
de amostragem usadas em segurança do trabalho? 
a) Filtração 
b) Impactação 
c) Placa de sedimentação 
d) Meios líquidos 
e) Swabs 
 
2. O que são os Bioaerossóis? 
a) São névoas geradas a partir da aplicação de solventes por aspersão; 
b) Capacidade de uma bactéria gerar infecção pelo contato com a pele. 
c) São aerodispersóides que podem ser compostos por animais, vegetais, bactérias, 
vírus, fungos, protozoários, bem como, por fragmentos de suas estruturas e subprodutos 
ou metabólitos como toxinas e enzimas. 
d) São fluidos corporais que podem contaminar profissionais de saúde durante 
procedimento de coleta de sangue; 
e) É a resistência de um microrganismo no ambiente fora do corpo do hospedeiro; 
 
3.Quais itens são importantes para o desenvolvimento de uma estratégia de 
amostragem de bioaerossol adequada? 
a) Considere as possíveis características e condições do aerossol, incluindo a faixa de 
tamanho das partículas, quantidade relativa de material inerte, concentração de 
microrganismos e fatores ambientais; 
b) Selecione um laboratório que fornecerá suporte microbiológico adequado e siga 
sempre suas orientações; 
c) Determine o tipo de instrumentos de amostragem, o tempo de coleta e a duração do 
programa de amostragem; 
d) Determine o número de amostras a serem coletadas; 
e) Todas as alternativas anteriores. 
 
4. Qual fator não influencia na sobrevivência dos microrganismos presentes no 
bioaerossol? 
a) Ruídos de fundo; 
b) Meio de suspensão – é comum que os microrganismos se liguem a partículas em 
suspensão como poeiras e gotículas, portanto, sua composição pode ajudar a preservar 
ou danificar estruturas biológicas; 
c) Umidade relativa; 
d) Temperatura; 
e) Sensibilidade ao oxigênio. 
 
 
 
 
 
 
 
 Capítulo 6. Agentes Biológicos Instrumentação 
 
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5. Em quais locais são encontrados os bioaerossóis? 
a) No chão e nas superficies; 
b) Nas águas superficiais; 
c) Apenas em ambientes internos; 
d) Em ambientes internos e externos; 
e) Apenas em ambientes externos. 
 
 
 
 
 Capítulo 7. Avaliação e Controle da Exposição Ocupacional ao Calor 
 
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CAPÌTULO 7. AVALIAÇÃO E CONTROLE DA EXPOSIÇÃO AO CALOR 
Prof. SÉRGIO MÉDICI DE ESTON 
Prof. JOAQUIM GOMES PEREIRA 
 
OBJETIVOS DO ESTUDO 
 
Neste capítulo serão discutidos os efeitos de altas temperaturas no ser humano. 
Calor e umidade nos locais de trabalho podem gerar efeitos indesejáveis como eficiência 
mais baixa, aumento do descaso com consequente geração de acidentes e condução a 
doenças e fatalidades. 
 
Ao terminar este capítulo você deverá estar apto a: 
 
• Listar os fatores componentes da carga térmica; 
• Diferenciar entre carga térmica e esforço termocorporal; 
• Explicar os principais efeitos do calor no trabalhador; 
• Utilizar os limites de tolerância relativos a cargas térmicas ; 
• Avaliar se uma dada operação oferece uma exposição dentro dos limites legais 
admitidos; e 
• Apresentar algumas medidas mitigadoras com relação ao conforto 
termocorporal. 
 
 
 Capítulo 7. Avaliação e Controle da Exposição Ocupacional ao Calor 
 
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7.1. INTRODUÇÃO 
Grande parte dos ambientes de trabalho oferecem condições propícias para a 
sobrecarga térmica, que pode provocar reações fisiológicas como: sudorese intensa, 
aumento da frequência das pulsações e o aumento da temperatura interna do corpo, que 
por sua vez, acabam provocando no trabalhador fadiga, diminuição da percepção e do 
raciocínio e perturbações psicológicas que o levam ao esgotamento. Esta sobrecarga 
térmica com o tempo pode provocar danos à saúde do trabalhador, com reflexos no 
sistema circulatório e endócrino. 
Os processos de trabalho como siderurgia, metalurgia, fundições, vidraria e outros 
aliados ao arranjo físico deficiente, pé direito muito baixo e ausência de elementos para a 
ventilação natural ou artificial, tornam os ambientes de trabalho inadequados sob o ponto 
de vista de calor, tornando necessária a adoção de medidas de controle, algumas 
bastante simples outras mais complexas, que exigem o conhecimento das características 
do ambiente de trabalho para a sua execução. 
Com a finalidade de se determinar os limites aceitáveis dessas exposições, 
utilizam-se diversos índices de sobrecarga térmica e dentre eles, o mais utilizado é o 
IBUTG, que por sua simplicidade, foi adotado pela nossa legislação. 
 
7.2. MECANISMOS DE TROCAS TÉRMICAS 
A sobrecarga térmica no organismo humano, é resultante de dois tipos de carga 
térmica: uma carga externa (ambiental) e outra interna (metabólica). A carga externa é 
resultante de trocas por Condução/Convecção e Radiação e a carga metabólica é 
resultante do metabolismo basal e da atividade física. 
 
• CONDUÇÃO: Troca térmica entre dois corpos em contato, geralmente sólidos. 
No organismo essas trocas são muito pequenas, geralmente por contato com o 
corpo com ferramentas e superfícies. 
• CONVECÇÃO: Troca térmica realizada geralmente entre dois fluidos por 
diferença de densidade provocada pelo aumento da temperatura. Geralmente 
utilizamos a expressão condução/ convecção para esse tipo de troca. 
• RADIAÇÃO: Através da emissão de radiação infravermelha, os corpos de maior 
temperatura tendem a perder calor para corpos de menor temperatura numa 
tentativa de equilíbrio. As trocas por radiação, correspondem a 60% das trocas 
totais. 
• EVAPORAÇÃO: É a troca de calor produzida pela evaporação do suor, através 
da pele. Quando um líquido passa para o estado gasoso, ganha energia interna 
(a entalpia de vaporização da água é de 590 Cal/grama), assim sendo, absorve 
o calor da pele resfriando-a. Essa troca térmica é ainda facilitada pois nesse 
momento, está acontecendo a vasodilatação periférica. 
 
O mecanismo da evaporação é o único meio de perda de calor para o ambiente, 
quando a temperatura está mais alta que a temperatura do corpo, pois nesse caso, o 
corpo ganharia calor por condução/convecção e por radiação. 
 
 
 Capítulo 7. Avaliação e Controle da Exposição Ocupacional ao Calor 
 
___________________________________________________________________________________ 
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130 
Pelo mecanismo de trocas térmicas, o organismo ganha ou perde calor para o meio 
ambiente segundo a equação do equilíbrio térmico: 
 
M +/- C +/- R – E = S 
 
Onde: 
 
 M - Calor produzido pelo metabolismo, sendo um calor sempre ganho (+) 
 
 C - Calor ganho ou perdido por condução/convecçãoR - Calor ganho ou perdido por radiação (+/-) 
 
 E - Calor sempre perdido por evaporação (-) 
 
 S - Calor acumulado no organismo (sobrecarga) 
 
S > 0 hipertermia 
Sfor insuficiente para compensar as perdas por sudorese, podemos 
sofrer uma prostração térmica. As pessoas mais susceptíveis são as não aclimatizadas. 
A prostração térmica é caracterizada pelos sintomas: fadiga, tonturas, falta de 
apetite, náuseas, vômitos e cãibras musculares. As dores de cabeça, a constipação e a 
diarréia são bastante comuns, podendo ocorrer até a síncope pelo calor. 
7.4.5. CÃIBRAS DE CALOR 
Apresenta-se na forma de dores agudas nos músculos, em particular os 
abdominais, coxas e aqueles sobre os quais a demanda física foi intensa. Elas ocorrem 
por falta de cloreto de sódio perdido pela sudorese intensa, sem a devida reposição e/ou 
aclimatização. 
 
 
 Capítulo 7. Avaliação e Controle da Exposição Ocupacional ao Calor 
 
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135 
O tratamento consiste no descanso em local fresco, com a reposição salina através 
de soro fisiológico (solução a 1%). 
A reposição hídrica e salina deve ser feita porém com orientação e 
acompanhamento médico, a fim de evitar uma possível hipertensão por administração 
inadequada de cloreto de sódio. A administração de uma solução a 0,1% tem sido 
adotada em muitos ambientes fabris com bons resultados, não se excluindo o 
acompanhamento médico. 
7.4.6. ENFERMIDADES DAS GLÂNDULAS SUDORÍPARAS 
A exposição ao calor por um período prolongado e particularmente em clima muito 
úmido pode produzir alterações das glândulas sudoríparas que deixam de produzir o suor 
agravando o sistema de trocas térmicas, podendo levar os trabalhadores á intolerância 
ao calor. Esses trabalhadores deverão receber tratamento dermatológico e em alguns 
casos devem ser transferidos para tarefas onde não haja a necessidade de sudorese 
para a manutenção do equilíbrio térmico. 
7.4.7. EDEMA PELO CALOR 
Consiste no inchaço das extremidades, em particular os pés e tornozelos. 
Ocorre comumente em pessoas não aclimatizadas, sendo muito importante a 
manutenção do equilíbrio hídrico-salino. 
7.4.8. OUTROS EFEITOS À SAÚDE 
• Aumento da susceptibilidade a outras doenças (maior susceptibilidade às 
dermatoses e potencialização dos efeitos pela presença de outros agentes); 
• Diminuição do rendimento (pela sobrecarga do sistema cardiovascular, 
redução na atividade cerebral e do tempo de reação); 
• Catarata (exposição à radiação infravermelha provoca a degeneração do 
cristalino do olho, muito comum em pessoas idosas); 
• Efeitos nos órgãos solicitados pela sobrecarga térmica (Cardiovascular, 
Respiratório e Glândulas internas). 
 
 
 Capítulo 7. Avaliação e Controle da Exposição Ocupacional ao Calor 
 
___________________________________________________________________________________ 
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136 
7.5. ACLIMATIZAÇÃO 
A aclimatização é a adaptação do organismo a um ambiente quente. Quando um 
trabalhador se expõe ao calor intenso pela primeira vez, tem sua temperatura interna 
significativamente elevada, com um aumento do ritmo cardíaco e baixa sudorese, 
gerando um desconforto muito grande, com tonturas, náuseas, desmaios etc. 
A aclimatização ocorre através de três fenômenos: 
 
• Aumento da sudorese. 
• Diminuição da concentração de sódio no suor (4 g/l para 1,0 g/l) e a 
quantidade de sódio perdido por dia passa de 15 a 25 gramas para 3 a 5 
gramas. 
• Diminuição da frequência cardíaca, através do aumento do volume cistólito 
devido ao aumento da eficiência do coração no bombeamento. 
A aclimatização é realizada através de diversas etapas: 
• O tempo de exposição a altas temperaturas deve ser limitado nas primeiras 
semanas, ficando no entanto exposto no mínimo duas horas por dia. 
• A climatização é iniciada após 4 a 6 dias e satisfatória após 2 a 3 semanas. 
• Os fenômenos circulatórios associados à aclimatização são mais lentos que o 
aumento da sudorese e a diminuição do sódio no suor. 
• O diagnóstico da aclimatização é feito com base na temperatura retal, no grau 
de sudorese e na frequência cardíaca. 
• À medida que a frequência cardíaca vai baixando próximo aos níveis que 
seriam obtidos se o esforço fosse feito em um ambiente neutro, conclui-se que o 
processo de aclimatização está sendo realizado. 
 
A especificidade da aclimatização ao calor é um conceito muito importante, pois o 
trabalhador estará aclimatizado para aquela carga de trabalho naquele ambiente. Se 
mudarmos o ambiente ou a carga de trabalho, podem ocorrer danos físicos. 
O afastamento do trabalho por uma semana pode fazer com que o trabalhador 
perca de 1/4 a 2/3 da aclimatização e após três semanas a perda será total. 
 
 
 Capítulo 7. Avaliação e Controle da Exposição Ocupacional ao Calor 
 
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137 
Tabela 7.2. Aclimatização ao Calor 
MECANISMO CAUSA 
AUMENTO DA 
SUDORESE.(ponto final 
em todas as frases) 
Inicial: 1,5 l/h 
Não aclimatização. Início do 
suor a 36°C. 
Em 10 dias: 3,0 l/h 
Aclimatizados início do suor a 
33°C. 
Em 6 semanas: 3,5 l/h 
Aumento da sudorese mais no 
dorso que no peito, ativando 
novas glândulas. 
DIMINUIÇÃO DA 
CONCENTRAÇÃO DE 
SÓDIO NO SUOR. 
4,0 g/l  1,0 g/l 
15 a 25 g/dia 3 a 
5g/dia 
Adosterona. 
DIMINUIÇÃO DA FREQ. 
CARDÍACA DIANTE DA 
MESMA CARGA DE 
TRABALHO. 
Aumento do volume 
Sistólico. 
Aumento da eficiência 
cardíaca. 
Temperatura sobe 
menos. 
Aumento da sudorese. 
Aumento do Fluxo 
sanguíneo periférico. 
Vasodilatação. 
 
FATORES QUE 
DIFICULTAM 
A ACLIMATIZAÇÃO 
SEXO FEMININO 
OBESIDADE 
DESNUTRIÇÃO 
FORÇA AERÓBICA BAIXA 
DROGAS: Atropina, Salicilatos, Anfetaminas, Meprobanato 
 
 
Quadro 7.2. O que é aclimatização e quais os fenômenos que a caracterizam? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Capítulo 7. Avaliação e Controle da Exposição Ocupacional ao Calor 
 
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138 
7.6. CONFORTO TÉRMICO 
O conforto térmico nos ambientes de trabalho dependem da Temperatura, 
Velocidade e Umidade Relativa do ar, além do metabolismo das tarefas a serem 
executadas. 
 
7.6.1 VELOCIDADE DO AR 
A movimentação do ar é muito importante para o conforto térmico, pois aumenta as 
trocas de calor bem como possibilita a retirada de ar quente e umidade e a insuflação de 
ar frio nos ambientes. 
Ela é medida através dos anemômetros que podem ser de dois tipos: 
a) Mecânicos: Formados por palhetas rotatórias e devido à sua baixa sensibilidade 
são utilizados somente para velocidades mais que 0,75 m/s. 
b) Termoanemômetros: São bem mais sensíveis e se prestam para medir 
velocidades muito baixas ou altas. São constituídos por duas espirais de níquel,que 
formam os ramos de uma ponte de Wheatstone, sendo uma delas aquecida. A 
velocidade do ar tem um efeito refrigerante sobre o fio aquecido, o que faz variar 
sua resistência, que é medida em uma escala proporcional à velocidade do ar. 
Existe ainda um outro equipamento que serve para medir a velocidade do ar, que é 
o catatermômetro, usado em sistemas de refrigeração. É um termômetro de álcool com 
um bulbo maior que o normal e possui um depósito na parte superior e duas marcas de 
referencia em sua haste. Devido à sua alta sensibilidade, se presta para medir 
velocidades de 0,25 m/s ou menores. 
Muitas vezes torna-se necessário estimar a velocidade do ar, que pode ser feita da 
seguinte forma: 
 
Tabela 7.3. Estimativa da velocidade do ar 
Quando não se sente a movimentação do ar, provavelmente a sua velocidade é 
Inferior a 0,30 m/s. 
Quando se sente uma ligeira brisa, a velocidade do ar está entre 0,30e 0,60 m/s. 
Se o movimento do ar é suficientemente forte para movimentar peças leves de 
vestuário, ou os cabelos, sua velocidade é superior a 0,5 m/s. 
Quando a sensação é de se estar em uma corrente forte de ar, a velocidade é 
provavelmente de 1,5 m/s. 
 
 
 
 Capítulo 7. Avaliação e Controle da Exposição Ocupacional ao Calor 
 
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139 
7.6.2. UMIDADE RELATIVA DO AR 
A umidade relativa do ar é a relação em porcentagem da quantidade real de vapor 
de água que o ar contém e a quantidade que o ar poderia conter se estivesse saturado à 
mesma temperatura. A umidade relativa do ar é medida através de um psicrômetro, que é 
constituído por dois termômetros, um de bulbo seco e outro de bulbo úmido. 
Existem dois tipos de psicrômetro: 
 
a) Giratório: Através de movimentos giratórios, o ar entra em contato com os 
termômetros e evapora a água do bulbo úmido, numa relação inversamente proporcional 
à sua umidade relativa, resfriando o bulbo úmido. Com as duas temperaturas, entramos 
na carta psicrométrica e obtemos a umidade relativa. Quanto menor for a diferença entre 
as duas temperaturas, maior será a umidade relativa do ar. 
O psicrômetro é girado manualmente, numa velocidade constante de uma rotação 
por segundo, durante aproximadamente 1 minuto para atingir o ponto de equilíbrio. 
Existem tabelas, nas quais entramos com a temperatura de bulbo seco e com a 
diferença entre ela e a de bulbo úmido, obtendo a umidade relativa do ar. 
b) De aspiração: O ar é forçado a passar pelos dois bulbos, através de uma 
ventoinha mecânica ou elétrica. 
 
A Tabela 7.4 é utilizada para o cálculo da umidade relativa do ar a partir da 
temperatura do bulbo seco e de bulbo úmido. 
 
 
 Capítulo 7. Avaliação e Controle da Exposição Ocupacional ao Calor 
 
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Tabela 7.4. Cálculo da umidade relativa do ar a partir da temperatura do bulbo seco e 
bulbo úmido. 
Tbs-
Tbu 
(°C) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 
Tbs 
(°C) 
15 100 88 78 69 61 53 
16 100 88 79 69 61 54 48 
17 100 88 79 70 62 54 48 42 
18 100 89 79 70 62 55 49 44 
19 100 89 79 71 63 56 50 44 38 
20 100 89 80 71 63 57 51 45 39 
21 100 89 80 72 63 57 51 45 40 35 
22 100 90 81 72 64 58 52 46 41 36 
23 100 90 81 72 65 58 42 46 41 37 
24 100 90 81 72 65 58 52 47 42 37 33 
25 100 91 82 74 67 60 54 48 43 38 33 28 
26 100 92 84 76 68 61 55 49 44 39 34 30 25 
27 100 93 85 78 70 63 56 50 45 40 35 31 26 21 
28 100 93 86 79 71 65 57 51 45 41 36 32 27 23 18 
29 100 93 86 80 73 66 59 53 47 42 37 33 28 24 20 
30 100 93 86 80 73 66 59 53 47 42 37 32 28 24 20 
31 100 93 87 80 74 68 62 56 50 45 40 34 31 26 22 19 14 
32 100 93 87 80 74 68 62 57 51 46 41 36 31 27 23 20 16 20 12 
33 100 93 87 81 74 68 63 58 52 47 42 38 33 29 25 21 17 13 10 
34 100 94 87 81 75 69 63 59 54 49 44 39 34 30 26 22 19 14 12 
35 100 94 88 82 76 70 64 59 54 49 44 40 36 32 28 23 20 17 13 
- 
- 
40 100 94 88 83 77 72 67 62 57 53 48 44 40 36 32 29 26 22 19 
 
 
Quadro 7.3. Quais os principais fatores que influenciam o conforto térmico nos ambientes 
de trabalho? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Capítulo 7. Avaliação e Controle da Exposição Ocupacional ao Calor 
 
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141 
7.7. ÍNDICES DE AVALIAÇÃO TÉRMICA 
Na avaliação das situações térmicas nos ambientes de trabalho existe um grande 
número de índices, no entanto os mais utilizados são: 
TE - TEMPERATURA EFETIVA 
TEC - TEMPERATURA EFETIVA CORRIGIDA 
IST - ÍNDICE DE SOBRECARGA TERMICA 
TGU - TEMPERATURA DE GLOBO ÚMIDO 
IBUTG - ÍNDICE DE BULBO ÚMIDO - TERMÔMETRO DE GLOBO 
Os dois primeiros (TE e TEC) são chamados de Índice de Conforto Térmico, pois 
levam em consideração apenas as variáveis ambientais. 
Os outros índices: IST, TGU e IBUTG são chamados de Índices de Sobrecarga 
Térmica pois levam em consideração todos os fatores que interferem na situação de 
exposição ao calor (variáveis ambientais e características da atividade). 
7.7.1. TEMPERATURA EFETIVA (TE) 
A Temperatura Efetiva leva em consideração apenas as condições climáticas do 
ambiente como: Temperatura, Umidade e Velocidade do ar. Esse índice não é adequado 
para avaliações térmicas dos ambientes de trabalho, pois não leva em consideração o 
calor radiante e nem o metabolismo desenvolvido pelo trabalhador. 
Para a sua determinação, medimos: temperatura de bulbo seco, temperatura de 
bulbo úmido e velocidade do ar e entramos com esses valores em um nomograma que 
nos fornece a Temperatura Efetiva. Esse nomograma é constituído de uma escala 
vertical à esquerda, onde encontramos a temperatura de bulbo seco, na direita do 
nomograma, temos uma escala vertical com as temperaturas de bulbo úmido. Unindo 
esses dois valores, obtemos uma reta e na interseção desta reta com a curva de 
velocidade do ar, obtemos a Temperatura Efetiva. 
 
Exemplo: Em um ambiente de trabalho obtivemos os seguintes valores: 
Temp. de bulbo seco = 30ºC 
Temp. de bulbo úmido = 22ºC 
Velocidade do ar = 1,5 m/s 
 
Unindo o valor 30 da escala da esquerda (tbs) com o 22 da escala vertical da 
esquerda (tbu), obtemos uma reta que passa sobre uma figura central que fornece a 
temperatura efetiva em função da velocidade do ar, portanto onde a reta encontrar a 
curva de veloc. 1,5 m/s, obtemos a TE = 24ºC. 
 
 
 Capítulo 7. Avaliação e Controle da Exposição Ocupacional ao Calor 
 
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Figura 7.2. Gráfico para o cálculo da temperatura efetiva ([T]= °C). 
 
 
 Capítulo 7. Avaliação e Controle da Exposição Ocupacional ao Calor 
 
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7.7.2 ÍNDICE DE SOBRECARGA TÉRMICA (IST) DE BELDING E HATCH 
O Índice de Sobrecarga Térmica indica a porcentagem da Evaporação necessária 
em relação à Máxima Evaporação possível. 
 
 
EVAPORAÇÃO REQUERIDA 
I S T = -------------------------------------------- x 100 
EVAPORAÇÃO MAX.POSSIVEL 
 
 
Se o IST for maior que 100%, o ambiente é insalubre sofrendo o trabalhador uma 
sobrecarga térmica, pois o calor trocado por evaporação será maior que a máxima 
evaporação possível. 
No entanto se o IST é menor que 100% não significa que tudo esteja bem, pois 
para cada porcentagem da evaporação necessária sobre a máxima evaporação possível, 
indica uma situação de decréscimo no rendimento do trabalhador conforme a Tabela 7.5. 
A Evaporação Requerida é a quantidade de calor que o corpo deve dissipar através 
da evaporação do suor, a fim de manter o equilíbrio térmico, isto é a ausência de 
aumento significativo da temperatura corporal. 
Quando Ereq = Emax, significa que o IST = 100% isto é, a quantidade de calor que 
o corpo pode perder é igual à quantidade de calor que deve perder, para manter o 
equilíbrio térmico. É uma situação crítica, tolerada por 8 horas de trabalho somente por 
trabalhadores jovens, aclimatados e em excelente estado de saúde. 
O IST é difícil de ser calculado, no entanto, é muito útil para estudos sobre a 
exposição ao calor, em particular quando se projeta e avalia a eficiência das medidas de 
controle ambiental.Capítulo 7. Avaliação e Controle da Exposição Ocupacional ao Calor 
 
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Figura 7.3. Índice de Sobrecarga Térmica 
 
 
 Capítulo 7. Avaliação e Controle da Exposição Ocupacional ao Calor 
 
___________________________________________________________________________________ 
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Tabela 7.5. Avaliação do Índice de Sobrecarga Térmica 
I S T 
 
CONSEQUÊNCIAS FISIOLÓGICAS E HIGIÊNICAS 
DA EXPOSIÇÃO POR 8 HORAS 
-20 
 
-10 
Tensão leve por frio. Esta condição se encontra com 
frequência em áreas nas quais as pessoas se 
recuperam da exposição ao calor. 
0 Não há tensão térmica. 
+10 
 
 
20 
 
 
30 
Tensão térmica leve a moderada. Quando um 
trabalho requer altas funções intelectuais, destreza ou 
estado de alerta, podem esperar-se diminuições sutis 
a substâncias no rendimento. 
Pode esperar-se uma diminuição ligeira no 
desempenho de tarefas físicas pesadas, a menos que 
a habilidade das pessoas para desempenhar esse 
trabalho, sem tensão térmica, seja marginal. 
 
40 
 
 
 
50 
 
 
 
60 
 
Tensão térmica severa, com ameaça para a saúde, a 
menos que as pessoas estejam em bom estado físico. 
 São necessários períodos de adaptação para os não 
previamente aclimatados. 
 Pode-se esperar diminuição do desempenho de 
trabalhos físicos. 
É desejável a seleção médica do pessoal, porque 
essas condições são inadequadas para os que tem 
problemas cardiovasculares e respiratórios ou 
dermatites crônicas. 
Estas condições de trabalho são também 
inadequadas para atividades que requeiram um 
esforço mental constante. 
 
 
70 
 
 
 
 
80 
 
 
 
 
90 
Tensão térmica grave. Pode-se esperar que apenas 
uma pequena porcentagem da população esteja 
qualificada para este trabalho. O pessoal deve ser 
selecionado: (a) mediante exame médico e (b) 
mediante exame no trabalho (transaclimatação). 
São necessárias medidas apropriadas para assegurar 
um insumo adequado de água e sal. É bastante 
desejável que se melhorem as condições de trabalho 
por todos os meios possíveis e cabe esperar que isto 
diminua o risco para a saúde e aumente, ao mesmo 
tempo, a eficiência no trabalho. As indisposições 
ligeiras que, na maioria das tarefas seriam suficientes 
para afetar o rendimento, podem incapacitar os 
trabalhadores para esta exposição. 
100 A máxima tensão tolerada por homens jovens, em 
bom estado físico e aclimatados. 
 
 
 Capítulo 7. Avaliação e Controle da Exposição Ocupacional ao Calor 
 
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7.7.3. ÍNDICE DE BULBO ÚMIDO - TERMÔMETRO DE GLOBO (IBUTG) 
O conforto térmico é avaliado também através de um índice chamado IBUTG 
(Índice de Bulbo Úmido - Termômetro de Globo). 
 Esse índice deve ser medido através do conjunto chamado árvore dos 
termômetros, que é composto de três termômetros: 
Tbs - Termômetro de bulbo seco 
Tbn - Termômetro de bulbo úmido natural 
Tg - Termômetro de Globo. 
O IBUTG para ambientes internos sem carga solar é calculado a partir da medição 
de duas temperaturas: Tbn e Tg 
 
IBUTG = 0,7 Tbn + 0,3 Tg 
 
Para ambiente externos com carga solar o IBUTG é calculado a partir de três 
medições: Tbs, Tbn e Tg 
 
 
IBUTG = 0,7 Tbn + 0,2 Tg + 0,1 Tbs 
 
 
O Termômetro de Bulbo Úmido Natural possui uma manga de algodão imersa em 
água destilada, envolvendo o seu bulbo, tornando-o constantemente úmido e serve para 
avaliar a Umidade Relativa do ar, em conjunto com o termômetro de bulbo seco. 
O Termômetro de Globo é formado por uma esfera de cobre de 6", pintada de preto 
fosco, ficando o bulbo do termômetro no centro dessa esfera e serve para avaliar o Calor 
Radiante. 
O IBUTG leva ainda em consideração o tipo de atividade desenvolvida (LEVE, 
MODERADA e PESADA) 
A legislação prevê um regime de trabalho (Trabalho/Descanso) em função do valor 
do IBUTG e do tipo de atividade para duas situações: regime de trabalho intermitente 
com períodos de descanso no próprio local de prestação de serviço e regime de trabalho 
intermitente com descanso em outro local. 
 
 
 Capítulo 7. Avaliação e Controle da Exposição Ocupacional ao Calor 
 
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7.8. NORMA REGULAMENTADORA Nº.15 - ANEXO Nº. 3 
Para utilziação da norma, o procedimento realizado deverá ser o seguinte: 
Primeiro medimos e calculamos o IBUTG do ambiente de trabalho (se houver mais de 
uma situação térmica, o IBUTB deve ser medido e calculado em cada local) e o IBUTG 
do ambiente de descanso (sempre que houver pausa para descanso). Com esses 
valores, calculamos o IBUTG médio da atividade analisada, bem como o metabolismo 
médio (Tabela 7.7) e entramos na tabela 7.6 para verificar se os limites foram atendidos 
ou não. 
Tabela 7.6. Limite de exposição ocupacional ao calor (NR-15 – ANEXO Nº 3 QUADRO 
Nº 1) 
 
 
 
 Capítulo 7. Avaliação e Controle da Exposição Ocupacional ao Calor 
 
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Tabela 7.7. Taxa metabólica por tipo de atividade (NR-15 – ANEXO Nº 3 QUADRO Nº 2 – 
reproduzida parcialmente) 
 
----ll----ll----ll----ll----ll----ll----ll----ll----ll----ll----ll----ll----ll----ll----ll----ll----ll----ll---- 
 
Onde: 
 
 Mt . Tt + Md . Td 
 M = -------------------------- 
 60 
 
 
 IBUTGt . Tt + IBUTGd 
.Td 
 IBUTG = ----------------------------------- 
 60 
 
t = Trabalho d = Descanso M = Metabolismo 
 
 
 Capítulo 7. Avaliação e Controle da Exposição Ocupacional ao Calor 
 
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149 
A medição deve seguir como base a metodologia apresentada na Norma de 
Higiene Ocupacional NHO-06 da FUNDACENTRO. Esta norma determina que o intervalo 
de medição deve ser de 1 hora ,sempre identificando o momento (de 1 hora) em que a 
situação de exposição é a pior, seja devido ao gasto metabólico (atividade muito pesada) 
ou devido a situação térmica excessíva, ou uma combinação dos dois fatores. 
 
7.9. TEMPERATURA DE GLOBO ÚMIDO (TGU) 
A temperatura de globo úmido é obtida através do termômetro de globo úmido ou 
de Botsball, que é um termômetro de globo revestido com um tecido preto, 
constantemente umedecido, levando em consideração a velocidade do ar, sua umidade 
relativa e o calor radiante ambiente. 
Possui uma haste formada por dois tubos concêntricos de alumínio, passando pelo 
tubo central, o termômetro; e o externo serve de reservatório de alimentação de água 
para embeber o tecido do globo. 
Na extremidade superior da haste, está colocado o mostrador do termômetro. 
É recomendado para avaliação de calor em câmaras hiperbáricas e em tubulðes, 
onde a temperatura de globo úmido não deve ser superior a 27ºC. 
Os fabricantes fornecem tabelas de limites de tolerância para a temperatura de 
globo úmido, bem como correlações entre o IBUTG e o TGU. 
Uma das correlações sugeridas é a seguinte: 
 
IBUTG = 0,0212 B2 + 0,192 B + 9,5 
onde B é a temperatura do Botsball. 
 
 
 
Figura 7.4. BOTSBALL ou Termômetro de Globo Úmido 
 
 
 
 
 Capítulo 7. Avaliação e Controle da Exposição Ocupacional ao Calor 
 
___________________________________________________________________________________industriais e de pesquisa, evidenciou o risco potencial da exposição humana a elas. A fim 
de melhor avaliar esse risco e proteger os indivíduos dos efeitos deletérios das radiações 
ionizantes, foram desenvolvidos instrumentos de detecção e procedimentos de controle 
da exposição. A Proteção Radiológica é a área do conhecimento que abrange os estudos 
sobre as diferentes formas de geração de radiação ionizante, os meios para detectá-las, 
a sua interação com sistemas biológicos e as técnicas para controlar a exposição 
humana a elas. 
 
1.1.1. O ÁTOMO 
Toda a matéria é formada por átomos, os quais são compostos por partículas 
positivas, negativas e neutras. As partículas negativas (elétrons) são encontradas girando 
ao redor de um núcleo, arranjadas em camadas, denominadas orbitais eletrônicos. No 
interior do núcleo, ligadas de forma bastante coesa, encontram-se as partículas positivas 
(prótons) e as partículas neutras (nêutrons). 
Se um átomo possuir mais elétrons do que prótons, ele terá uma carga elétrica total 
negativa. E se o número de prótons for maior, a carga será positiva. Em geral, os átomos 
não apresentam carga elétrica (são neutros), o que significa que existe uma igual 
quantidade de prótons e de elétrons em sua constituição. 
As características macroscópicas ou observáveis dos átomos são determinadas por 
suas propriedades físico-químicas, dependentes da carga eletrônica do núcleo. Em 
outras palavras, a forma como um átomo se apresenta (em temperatura e pressão 
ordinárias, se é um sólido, líquido ou gás) e como reage com outros átomos para formar 
moléculas, depende dos prótons no interior do seu núcleo. Assim, átomos apresentando 
a mesma quantidade de prótons constituem-se em um elemento químico, pois 
apresentam propriedades físico-químicas idênticas. Portanto, se aumentamos ou 
diminuímos a quantidade de prótons em um núcleo temos átomos com características 
físico-químicas diferentes, ou seja, estamos transformando um elemento químico em 
outro totalmente diferente. 
No interior do núcleo também existem os nêutrons, os quais compõem, juntamente 
com os prótons, a massa do átomo. Existem 109 elementos químicos, cada um 
representado por dois números: o número de massa (A) e o número atômico (Z). O 
número de massa corresponde ao total de prótons e nêutrons existentes no interior do 
núcleo. O número atômico representa a quantidade de prótons do interior do núcleo e é 
igual ao total de elétrons distribuídos nas camadas eletrônicas, quando o átomo não é 
ionizado. O elemento químico é representado pela fórmula: 
XA
Z 
Uma variação na quantidade de nêutrons não altera o comportamento 
macroscópico do átomo, pois este depende unicamente da quantidade de prótons. Dessa 
 
 
Capítulo 1. Radiações DDS I 
 
___________________________________________________________________________________ 
eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
4 
maneira, átomos com quantidades diferentes de nêutrons e com um número igual de 
prótons correspondem a um mesmo elemento químico, pois apresentam as mesmas 
características físico-químicas apesar de terem massas diferentes (Figura 1.1.). Estes 
átomos são denominados isótopos, e é a mistura desses isótopos que compõe o 
elemento químico. Adicionalmente, quando alteramos a composição do núcleo, seja pela 
adição ou remoção de nêutrons, estamos apenas modificando a massa do átomo e não 
transformando um elemento químico em outro. 
H1
1 Prótio (estável) 
H2
1 Deutério (estável) 
H3
1 Trítio (instável – radioativo) 
Figura 1.1. Isótopos do elemento químico Hidrogênio 
 
1.1.2. O ELETRON-VOLT 
A energia é definida como a capacidade de executar trabalho. Em geral, no Sistema 
Internacional a energia é medida em Joule. Esta unidade é apropriada quando a massa é 
da ordem de quilogramas. Quando trabalhamos em nível subatômico as massas 
envolvidas são muito pequenas e resultando em energias inferiores a microjoules. 
Portanto fez-se necessário definir unidade de energia muito menor que o joule. Esta 
unidade de energia é o elétron-volt, a qual representa a energia adquirida por um elétron 
ao ser acelerado por uma diferença de potencial de 1 volt. 
JouleseV 19106,11 −= 
 
1.1.3. IONIZAÇÃO E EXCITAÇÃO 
Como foi exposto no início do capítulo, os elétrons são encontrados girando ao 
redor núcleo, distribuídos não de uma forma aleatória, mas sim em camadas ou orbitais 
eletrônicos. Cada uma dessas camadas é ocupada por um número específico de 
elétrons, os quais são mantidos presos ou ligados com uma determinada quantidade de 
energia (energia de ligação). Esta energia de ligação varia com o inverso da distância do 
orbital ao núcleo. Desse modo quanto mais próximo do núcleo estão os elétrons, maior é 
a energia que os mantém ligados ao átomo, e mais fortemente presos eles estão (Figuras 
1.2. e 1.3.). 
 
 
 
 
Capítulo 1. Radiações DDS I 
 
___________________________________________________________________________________ 
eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
5 
 
Figura 1.2. Orbitais eletrônicos do átomo. 
 
 
 
Átomo A Átomo B Átomo C 
 
Figura 1.3. Energias de ligação de 4 orbitais para 3 elementos químicos. 
 
Em condições normais, o elétron ocupa o nível mais baixo de energia dentro da 
respectiva camada (estado fundamental), ou seja, aquele em que ele possui a menor 
energia, pois este confere maior estabilidade eletrônica ao átomo. Se por meios externos 
cedermos uma certa quantidade de energia ao elétron, este passará a executar uma 
órbita de raio maior (mais afastada do núcleo), e assim ocupando um nível superior 
(estado excitado) dentro da camada. Este processo físico, no qual o elétron ao absorver 
energia passa a ocupar orbitais mais externos, é conhecido como excitação eletrônica 
(Figura 1.4.). 
 
K L M N 
E
N
E
R
G
I
A
 
D
E
 
L
I
G
A
Ç
Ã
O 
 
 
Capítulo 1. Radiações DDS I 
 
___________________________________________________________________________________ 
eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
6 
 
Figura 1.4. Excitação eletrônica do átomo. 
 
Se a energia fornecida ao átomo for superior à energia de ligação da camada, o 
elétron será levado a executar uma órbita com raio tão grande que este não fica mais sob 
a influência do campo elétrico do núcleo. Nesta condição o elétron é removido do átomo. 
Este processo físico, no qual o elétron ao absorver energia afasta-se da influência do 
campo elétrico nuclear a ponto de ser removido, é conhecido como ionização (Figura 
1.5.). O elétron livre e o átomo positivamente carregados resultantes são denominados 
par iônico. A quantidade de energia necessária para ionizar o elétron mais fracamente 
ligado ao átomo é chamada de potencial de ionização. 
 
 
Figura 1.5. Ionização do átomo. 
K L M N 
K L M N 
 
 
Capítulo 1. Radiações DDS I 
 
___________________________________________________________________________________ 
eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
7 
1.1.4. RADIAÇÃO IONIZANTE 
A classificação de uma radiação como ionizante está relacionada à sua capacidade 
de produzir ionização em sistemas biológicos. O corpo humano é constituído 
basicamente por água, hidrogênio, oxigênio, carbono e nitrogênio, cujos potenciais de 
ionização situam-se entre 12,4 e 15 eV. Portanto a energia mínima transportada pela 
radiação, capaz de produzir ionização nesses sistemas é 12,4 eV. 
Dentro do espectro eletromagnético são consideradas ionizantes as radiações com 
comprimentos de onda inferiores a 100 nm. Entretanto, não apenas as radiações 
eletromagnéticas apresentam esta propriedade, também radiações corpusculares, tais 
como prótons, elétrons e nêutrons, são capazes de produzireHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
150 
7.10. LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA O TRABALHO EM AMBIENTES QUENTES 
Na tabela a seguir veremos os limites de tolerância para o trabalho em ambientes 
quentes, em função da carga metabólica e da relação entre o tempo de trabalho e 
descanso, utilizando os índices: IBUTG e TGU (Botsball), em (ºC). 
 
Tabela 7.9. Limites de Tolerância para o trabalho em ambientes quentes 
 
Carga 
Metabólica 
(kcal/hora) 
 
 
Trabalho 
Contínuo 
 
Trabalha 45 
min 
Descansa 15 
min 
 
Trabalha 30 
min. 
Descansa 30 
min. 
 
Trabalha 15 
min 
Descansa 45 
min. 
 
 
IBUTG 
 
TGU 
 
IBUTG 
 
TGU 
 
IBUTG 
 
TGU 
 
IBUTG 
 
TGU 
 
200 
 
350 
 
500 
 
30,0 
 
26,7 
 
25,0 
 
26,2 
 
23,2 
 
21,7 
 
30,6 
 
27,8 
 
25,8 
 
26,7 
 
24,2 
 
22,5 
 
31,4 
 
29,4 
 
27,8 
 
27,5 
 
25,7 
 
24,2 
 
32,2 
 
31,1 
 
30,0 
 
28,3 
 
27,2 
 
26,2 
 
 
Onde: 
Trabalho Leve............ 100 a 200 kcal/h (200 kcal/h) 
Trabalho Moderado... 200 a 350 kcal/h (350 kcal/h) 
Trabalho Pesado........ 350 a 500 kcal/h (500 kcal/h) 
 
Correlação IBUTG e TGU sugerida: 
 
 
IBUTG = 1,01 TGU + 2,6 
 
 
Quadro 7.4. Quais os índices de avaliação térmica mais utilizados na avaliação das 
situações térmicas nos ambientes de trabalho? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Capítulo 7. Avaliação e Controle da Exposição Ocupacional ao Calor 
 
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151 
7.11. MEDIDAS DE CONTROLE (SOBRECARGA TÉRMICA) 
 
7.11.1. MEDIDAS RELATIVAS AO AMBIENTE 
Ventilação 
• Introdução de ar fresco e eliminação do ar quente e umidade. 
• Aumento da velocidade de troca de calor pela evaporação. 
• Aumento da perda de calor por condução/convecção(Tarentre dois corpos em contato, geralmente sólidos. No 
organismo essas trocas são muito pequenas, geralmente por contato com o corpo 
com ferramentas e superfícies. 
b) É a troca térmica realizada geralmente entre dois fluidos por diferença de 
densidade provocada pelo aumento da temperatura. 
c) É Através da emissão de radiação infravermelha, os corpos de maior 
temperatura tendem a perder calor para corpos de menor temperatura numa 
tentativa de equilíbrio. 
d) Todas as anteriores estão corretas. 
e) N.d.a. 
12. Os fatores importantes para se obter um conforto térmico adequado no 
ambiente de trabalho são: 
a) Temperatura, Velocidade. 
b) Umidade Relativa do ar. 
c) Metabolismo das tarefas. 
d) Todas as anteriores então corretas. 
e) N.d.a. 
 
 
 
 Capítulo 7. Avaliação e Controle da Exposição Ocupacional ao Calor 
 
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157 
7.13. EXERCÍCIOS 
1. Em dois ambientes internos de trabalho diferentes, foram feitas avaliações de 
calor, obtendo-se os seguintes valores: 
 
AMBIENTE 1 
 
Tbn = 25C 
Tbs = 25C 
Tg = 30C 
M = 516W 
AMBIENTE 2 
 
Tbn = 25C 
Tbs = 30C 
Tg = 35C 
M = 283W 
Qual desses ambientes é pior sob o ponto de vista de sobrecarga térmica? Explique. 
Resposta: 
Calculando-se o IBUTG para o Ambiente 1 teremos 26,5C, segundo o Quadro 
n° 1, NR 15 Anexo 3, para um metabolismo de 516 W, o máximo IBUTG é 
exatamente de 26,5C 
Para o Ambiente 2, obteremos IBUTG = 28,0C, comparando os valores com o 
Quadro n° 1, NR 15 Anexo 3, verificamos que o máximo IBUTG para 283 W é de 
28,5 C. 
Aparentemente o Ambiente 2 é menos agressivo, no entanto no Ambiente 1 a 
Umidade Relativa é de 100% (Tabela 8.4) , tornando-se extremamente 
desconfortável. 
 
2. Em um ambiente onde a temperatura de bulbo seco é de 26C e a de bulbo 
úmido é de 24C, qual é a umidade relativa? 
Reposta: 
 
Cálculo da Umidade Relativa 
 
Utilizando-se uma carta psicrométrica, entrando com a Tbu (24C) e a Tbs 
(26C), no encontro das duas retas obtemos a Umidade Relativa de 84% 
Utilizando-se uma tabela 8.4 de Umidade Relativa, precisamos da temperatura 
de bulbo seco e da diferença entre as duas temperaturas. 
 
3. Calcule o IST em um ambiente de trabalho com as seguintes características: 
 Tg = 40C 
 Tbu = 25C 
 Tbs = 30C 
 Veloc.ar = 1m/s 
 Metabolismo = 300 kcal/h 
Resposta: 
 
 
 Capítulo 7. Avaliação e Controle da Exposição Ocupacional ao Calor 
 
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158 
Utilizando o gráfico do IST (Figura 7.3), utilizar os seguintes passos: 
1) Trace uma linha horizontal(A) na temperatura de globo 40C. 
2) No encontro da linha com velocidade do ar = 1 m/s, trace uma vertical (B) 
até encontrar o metabolismo. 
3) No encontro dessa vertical(B) com o metabolismo de 5kcal/min, trace uma 
horizontal(C) (gráfico ISI) e visualize o gráfico da temperatura de bulbo seco. 
4) Na temperatura de bulbo seco = 30C, trace uma vertical(X). 
5) No encontro dessa vertical(X) com a TBU = 25C , trace uma 
horizontal(Y). 
6) No encontro de Y com velocidade do ar= 1m/s, trace uma vertical(Z). 
7) No encontro de Z com C, teremos a reta 120 %. 
O IST nesse caso é de 120%, isto é o calor requerido é maior que a 
capacidade máxima de evaporação, sendo o ambiente insalubre, isto é o 
trabalhador terá sobrecarga térmica. 
 
4. Um trabalhador carrega uma estufa com peças leves durante 20 min e 
durante 10 min executa tarefas leves (em pé) em um ambiente de recuperação 
térmica coberta. 
 
ESTUFA 
 
LOCAL DE DESCANSO 
Tbn = 30 C 
Tbs = 38 C 
Tg = 47 C 
M = 243 W 
Tbn = 22 C 
Tbs = 26 C 
Tg = 28 C 
M = 126 W 
Essa atividade é insalubre? 
Resposta: 
Para um regime de trabalho de 20 minutos com 10 minutos de 
descanso, em uma hora, trabalhará 40 minutos e descansará 20 minutos. 
AMBIENTE DE TRABALHO (ESTUFA): 
IBUTG = 0,7 x 30 + 0,3 x 47 = 21 + 14,1 = 35,1 C 
Tempo de trabalho = 40 minutos 
Metabolismo da tarefa = 243 W 
 
AMBIENTE DE RECUPERAÇÃO TÉRMICA (LOCAL DE DESCANSO): 
 
IBUTG = 0,7 x 22 + 0,3 x 28 = 15,4 + 8,4 = 23,8  C 
 
CÁLCULO DO IBUTG MÉDIO: 
 
 IBUTG = IBUTGt x Tt + IBUTGd x Td 
 
 
 Capítulo 7. Avaliação e Controle da Exposição Ocupacional ao Calor 
 
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159 
⎯⎯⎯⎯⎯⎯⎯⎯⎯⎯⎯⎯ 
60 
 
 IBUTG = 35,1 x 40 + 23,8 x 20 
⎯⎯⎯⎯⎯⎯⎯⎯⎯⎯⎯⎯ = 31.33 C 
60 
 
CÁLCULO DO METABOLISMO MÉDIO: 
 
 Mt x Tt + Md x Td 243 x 40 + 126 x 20 
Metab.médio ⎯⎯⎯⎯⎯⎯⎯⎯⎯⎯⎯⎯ = ⎯⎯⎯⎯⎯⎯⎯⎯⎯⎯⎯ 
= 204 W 
60 60 
 
Segundo o Quadro n° 1 do Anexo 3 da NR-15, para um Metabolismo médio de 
204 W, o Máximo IBUTG deve ser de 30,1 C, como o IBUTG real é de 31,33 C, esse 
ambiente é insalubre e os trabalhadores terão sobrecarga térmica, portanto o 
trabalho não pode ser realizado sem que haja modificação do ambiente através de 
adoção de medidas de controle. 
Enquanto essas medidas não forem implantadas, a solução seria reduzir o 
número de ciclos de trabalho por hora, no caso se realizaria somente um ciclo de 
trabalho de 20 minutos e o resto (40 minutos) de descanso da exposição. Refazer o 
cálculo para verificar se esse regime é suficiente para evitar a sobrecarga térmica. 
OBS: Esta é uma sugestão de ajuste, não é necessariamente a solução mais 
otilizada. 
Refazendo os cálculos para 20 minutos de trabalho e 40 minutos de 
descanso, obteremos: 
(IBUTG médio = 27,6 C e Metab. Médio = 165 W) 
No Quadro n° 1, NR 15 Anexo 3, para 165 W o máximo IBUTG é de 31,2 C, 
como no nosso caso o IBUTG médio foi de 27,6 C , não haveria sobrecarga térmica 
e a, neste caso, empresa teria de alocar mais trabalhadores ou fazer rodízio entre 
eles. 
 
 
 
Capítulo 8. Avaliação e Controle da Exposição Ocupacional ao Frio 
 
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eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
160 
 
 
 
 
 
 
CAPÍTULO 8. AVALIAÇÃO E CONTROLE DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AO 
FRIO 
 
OBJETIVOS DO ESTUDO 
Possibilitar a compreensão dos aspectos principais da exposição humana ao frio. 
Neste capítulo serão apresentados os tipos de ambientes ou condições em que ocorrem 
a exposição ocupacional ao frio, a fisiologia do frio, medidas de temperatura, 
procedimentos para avaliação da exposição, efeitos biológicos e formas para controle da 
exposição. 
 
Ao término deste capítulo você deverá estar apto a: 
 
• Identificar ambientes ou condições que resultem na exposição ao frio; 
• Explicar os mecanismos de troca térmica e a sobrecarga biológica produzida 
pelo frio; 
• Reconhecer os efeitos biológicos da exposição ao frio; 
• Avaliar os riscos potenciais de trabalhos realizados em condições de baixas 
temperaturas; 
• Identificar as formas básicas para controle da exposição humana ao frio. 
 
 
Capítulo 8. Avaliação e Controle da Exposição Ocupacional ao Frio 
 
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161 
8.1. INTRODUÇÃO 
As atividades ocupacionais em ambientes frios cobrem uma longa faixa de 
temperaturas, como ilustra a tabela 8.1. 
Tabela 8.1. Valores de temperatura segundo a atividade ocupacional 
Temperatura Atividade 
-120 0C Câmara para crioterapia. 
-55 0C Câmara fria para armazenagem de carne e peixe congelados e 
produçãode produtos congelados. 
-28 0C Câmara fria para armazenagem de produtos congelados. 
+2/+12 0C Armazenagem, preparação e transporte de alimentos frescos. 
Trabalhos leves que demandem destreza manual precisam ser realizados em 
ambientes com temperatura superior a 0 0C, enquanto trabalhos mais pesados 
envolvendo atividade física elevada podem ser conduzidos em temperaturas tão baixas 
quanto -30 0C ou -40 0C. Devido a essa ampla variação das condições para manutenção 
do equilíbrio térmico no frio, nem sempre é fácil ou prático o estabelecimento de valores 
de temperatura aceitáveis para o trabalho no frio. 
8.1.1. TEMPERATURA DO NÚCLEO DO CORPO 
A temperatura basal normal no núcleo do corpo é 36-38 0C. Essa é a temperatura 
mantida nos tecidos profundos do tórax e abdome. A manutenção dessa temperatura 
dependerá da geração de calor interno, por meio de atividade metabólica, e da troca 
térmica com o ambiente, na qual o corpo pode perder calor por radiação, condução e 
convecção e evaporação. 
 
8.1.2. TAXA DE RESFRIAMENTO PELO VENTO 
Corresponde à perda de calor por um corpo, expressa em W/m2, a qual é uma 
função da temperatura do ar e da velocidade do vento incidindo sobre a pele. Para uma 
pessoa adequadamente aquecida uma temperatura de -29 0C representa pouco risco. Se 
o vento for de 16 km/h a temperatura será equivalente a -43 0C, para qual ocorre o 
congelamento da pele dentro de 1 ou 2 minutos. Se o vento for de 40 km/h a temperatura 
equivalente será de -59 0C, para qual ocorre o congelamento da pele em menos de 30 
segundos. Outras temperaturas equivalentes podem ser verificadas na tabela 8.2. 
Sempre que os trabalhadores executarem atividades expostos a temperaturas 
inferiores a 4° C, deve ser fornecida a eles roupa isolantes seca, para se manter a 
temperatura do núcleo do corpo acima de 36°C. 
 
 
Capítulo 8. Avaliação e Controle da Exposição Ocupacional ao Frio 
 
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162 
Tabela 8.2. Potência de resfriamento do vento expressa em temperatura equivalente 
 
Velocidade 
Estimada do 
Vento (km/h) 
TEMPERATURA REAL (0C) 
10 4 -1 -7 -12 -18 -23 -29 -34 -40 -46 -51 
TEMPERATURA EQUIVALENTE DE RESFRIAMENTO (0C) 
Calmo 10 4 -1 -7 -12 -18 -23 -29 -34 -40 -46 -51 
8 9 3 -3 -9 -14 -21 -26 -32 -38 -44 -49 -56 
16 4 -2 -9 -16 -23 -31 -36 -43 -50 -57 -64 -71 
24 2 -6 -13 -21 -28 -36 -43 -50 -58 -65 -73 -80 
32 0 -8 -16 -23 -32 -39 -47 -55 -63 -71 -79 -85 
40 -1 -9 -18 -26 -34 -42 -51 -59 -67 -76 -83 -92 
48 -2 -11 -19 -28 -36 -44 -53 -62 -70 -78 -87 -96 
56 -3 -12 -20 -29 -37 -46 -55 -63 -72 -81 -89 -98 
64 -3 -12 -21 -29 -38 -48 -56 -65 -73 -82 -91 -100 
(vento com 
v>64 km/h 
tem pouco 
efeito 
adicional) 
PERIGO 
REDUZIDO 
Emsão muito baixas os vasos sanguíneos contraem-se continuamente, resfriando as 
extremidades à temperatura ambiente o que pode causar ulcerações. 
A vasoconstrição pode ser insuficiente para controlar a perda de calor para o 
ambiente, levando a uma queda gradual da temperatura dos tecidos mais profundos do 
corpo. Os estímulos provocam forte desconforto térmico e gradualmente ativa os 
músculos em contrações rítmicas, os tremores de frio. Esses tremores começam nos 
músculos do tronco e braços, progredindo para as mandíbulas. As temperaturas centrais 
de 33 a 35 0C estão associadas com tremores intensos e reduzida capacidade de 
trabalho físico e mental. Esta condição muda gradualmente para um estágio de exaustão, 
fadiga, incapacidade neuromuscular, confusão mental, inconsciência e diminuição da 
 
 
Capítulo 8. Avaliação e Controle da Exposição Ocupacional ao Frio 
 
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165 
respiração e circulação. Nestas condições, o indivíduo está em perigo, incapaz de lidar 
com a situação e controlar a exposição. 
Apesar dos ajustamentos fisiológicos serem efetivos na redução da perda de calor 
como resposta ao resfriamento, eles interferem com o conforto e o desempenho. O 
resfriamento das extremidades reduz a capacidade para o trabalho manual e o 
resfriamento geral afeta o desempenho físico e mental. 
O contato da pele desprotegida com metais provoca o seu congelamento, posto 
que o metal é um excelente condutor térmico. Em condições de frio extremo, as mãos 
desprotegidas aderem-se fortemente ao metal porque esse contato faz a água presente 
na pele congelar, as tentativas de liberar as mãos podem remover a camada de pele 
congelada. 
A condutividade térmica da água é cerca de 20 vezes maior do que a do ar, desse 
modo a imersão em água à temperatura menor que a 21 0C pode ser suficiente para 
causar a hipotermia. A movimentação do corpo durante a imersão aumenta a perda de 
calor, posto que o movimento desloca a camada de água aquecida pela pele 
substituindo-a por uma camada fria, para qual o corpo troca calor por condução. A 
remoção de roupas tende a acelerar a perda de calor, posto que no contato direto com a 
água a perda por condução é maior. Na tabela 8.4 são apresentados os tempos médios 
de sobrevivência durante a imersão em água a diferentes temperaturas. 
Tabela 8.4. Valores de tempo de sobrevivência segundo a temperatura da água. 
Temperatura da Água (0C) Tempo de Sobrevivência 
>21 Indefinido 
21-16 Menos de 12 horas 
16-10 Menos de 6 horas 
10-4 Menos de 3 horas 
4-2 Menos de 1hora e 30 minutos 
dormência, sensibilidade ao frio e pele cinza-azulada. 
Pode ocorrer a necrose do pé, com a consequente amputação. 
 
8.3.2. LESÕES CONGELANTES 
8.3.2.1. CONGELAMENTO (“FROSTBITE”) 
O congelamento do tecido ocorre quando a pele se resfria a temperaturas próximas 
de zero. Esse congelamento envolve a formação nos tecidos de cristais de gelo e ruptura 
das células. Em geral atinge as áreas periféricas do corpo, tais como dedos, nariz, 
orelhas e bochechas. No congelamento superficial a pele e os tecidos subcutâneos são 
congelados, e a pele apresenta-se cinza-esbranquiçada, seca, dura e com perda da 
sensibilidade. O reaquecimento causa dor, vermelhidão, inchaço e formação de bolhas, a 
pele fica azul-arroxeada. No congelamento profundo são congelados músculos, ossos e 
tendões, além da pele e tecido subcutâneo. A área afetada apresenta-se pálida e sólida. 
Pode ocorrer a formação de vesículas hemorrágicas profundas, ulceração e necrose. A 
gangrena seca pode ser seguida de auto-amputação. 
8.4. AVALIAÇÃO E CONTROLE DA EXPOSIÇÃO AO FRIO 
Os métodos para avaliação da exposição ao frio são usados para avaliar ou 
predizer condições críticas para a sobrevivência, risco de efeito agudos ou crônicos sobre 
a saúde, desempenho, produtividade e manutenção do conforto. As exposições 
ocupacionais ao frio em geral abrangem todas essas condições. Os limites e normas 
técnicas estabelecidas para essas exposições visam proteger os trabalhadores da 
hipotermia e do congelamento das extremidades. O objetivo principal é evitar que a 
 
 
Capítulo 8. Avaliação e Controle da Exposição Ocupacional ao Frio 
 
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eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
168 
temperatura central caia abaixo de 36 0C e prevenir a ocorrência das lesões congelantes 
nas extremidades. 
As quatro variáveis importantes na exposição ao frio são a temperatura do ar, a 
velocidade do ar, a umidade do ar e a atividade física. A temperatura do ar é medida por 
meio de termômetro com escala em 0C, a velocidade do ar por meio de um anemômetro 
calibrado em m/s e a umidade do ar com higrômetro. 
A última grandeza é um pouco mais difícil de ser medida em campo, porém pode 
ser estimada a partir de tabelas de atividade metabólica. É a atividade física que irá 
determinar o ganho de calor internamente, posto que produz calor por meio de processos 
metabólicos. O tipo de atividade realizada em determinadas condições de temperatura, 
velocidade e umidade do ar definirão os procedimentos a serem adotados e o tipo de 
roupa a ser usada na sua execução. Na tabela 8.6 são apresentadas recomendações 
específicas para trabalhos a serem realizados em ambiente com temperatura do ar ou 
temperatura efetiva de resfriamento na faixa de –32 a 16ºC. 
Tabela 8.6. Recomendações para trabalho em ambientes frios segundo a temperatura. 
Temperatura 
(0C) 
Recomendação 
-32 Evitar atividade contínua com a pele desprotegida (TER)*. 
-17,5 Adotar o uso de luvas de mitene. 
-12 
Introduzir sistema de trabalho em duplas (TER). 
Evitar atividades que produzam sudorese (TER). 
Trabalhos pesados - descanso e troca de roupa em sala de descanso 
aquecida (TER). 
Evitar longos períodos de inatividade durante o trabalho (TER). 
Jornada parcial para empregados novos (TER). 
 
-7 
Atividades moderadas - adotar uso de luvas. 
Evitar contato acidental da pele com superfícies metálica. 
Prover sala de descanso aquecida. 
Registrar as temperaturas equivalentes de resfriamento inferiores. 
 
-1 
Revestir partes metálicas com isolante térmico. 
Medição e registro, a cada 4 horas, da temperatura de bulbo seco. 
Trabalho interno, var > 2m/s - medir e registrar velocidade do ar. 
Atividades ao ar livre - medir e registrar a temperatura do ar e a 
velocidade do vento. 
 
2 
Trabalhos com roupas úmidas – prever troca de roupa e tratamento 
para hipotermia. 
 
4 
Fornecer roupa isolante térmica. 
Atividades leves – adotar uso de luvas. 
 
16 
Atividades de precisão com mãos nuas – introduzir sistema de 
aquecimento artificial das mãos. 
Atividades sedentárias - adotar uso de luvas. 
Prover Termômetro para monitoramento da temperatura. 
*TER: Temperatura Equivalente de Resfriamento 
 
 
Capítulo 8. Avaliação e Controle da Exposição Ocupacional ao Frio 
 
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eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
169 
 
Quadro 8.1. Para se evitar a ocorrência de congelamento das mãos e dos pés, que 
procedimentos devem ser adotados pelo trabalhador? 
 
 
 
 
 
 
 
 
As atividades conduzidas em ambiente frio devem ser planejadas, prevendo-se 
regime de trabalho com pausas para reaquecimento em local mantido a temperatura 
amena. Durante essas pausas, os procedimentos adotados visam elevar a temperatura 
central, seja pelo ganho de calor do ambiente ou pelo aumento do calor interno com a 
ingestão de líquidos quentes. 
A perda de calor também é evitada pela troca constante das roupas que tenham 
ficado úmidas pelo suor gerado na atividade ou por contato com líquidos no processo de 
trabalho. Para o planejamento das atividades podem ser utilizadas as tabelas 8.7 e 8.8. 
 
 
Capítulo 8. Avaliação e Controle da Exposição Ocupacional ao Frio 
 
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eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
170 
Tabela 8.7. Regime de Trabalho / Reaquecimento para jornada de 4 horas com 
atividade de moderada a pesada 
 
 
Tar 
(°C) 
Sem vento Vento de 
1,6 m/s 
Vento de 
3,2 m/s 
Vento de 
4,8 m/s 
Vento de 
6,4 m/s 
tmax 
(min) 
Nº 
pausas 
tmax 
(min) 
Nº 
pausas 
tmax 
(min) 
Nº 
pausas 
tmax 
(min) 
Nº 
pausas 
tmax 
(min) 
Nº 
pausas 
-26 a 
-28 
120 1 120 1 75 2 55 3 40 4 
-29 a 
-31 
120 1 75 2 55 3 40 4 30 5 
-32 a 
-34 
75 2 55 3 40 4 30 5 
-35 a 
-37 
55 3 40 4 30 5 
-38 a 
-39 
45 4 30 5 
-40 a 
-42 
30 5 
≤ -43 APENAS TRABALHO DE EMERGÊNCIA 
tmáx – tempo máximo de exposição contínua ao frio 
Nº pausas – cada pausa corresponde a período de 10 minutos 
Tabela 8.8. Regime de trabalho e reaquecimento (norma DIN 33403.5) 
Tar (0C) 
 
tmáx (min) treaq (min) 
15 a 10 150 10 
usando medicamentos 
que aumentem a sensibilidade ao frio, tais como antidepressivos, tranquilizantes, 
hipnóticos, psicotrópicos, anestésicos, hipoglicêmicos, antitiroideanos e insulina. 
 
Quadro 8.2. O uso das roupas especiais para mergulhos visa a prevenir qual efeito? 
Por que este efeito ocorre? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Capítulo 8. Avaliação e Controle da Exposição Ocupacional ao Frio 
 
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8.5. TESTES 
1. Analise as afirmações abaixo sobre o frio: 
I – Trabalhos pesados devem ser conduzidos em temperaturas mais altas em 
relação a trabalhos que demandem destreza manual. 
II – A perda de calor de um corpo é função apenas da temperatura ambiente, sendo 
o vento desprezível. 
III – Em –20ºC o corpo pode congelar dentro de 30 segundos. 
Qual a alternativa correta? 
a) Apenas I é verdadeira. 
b) Apenas I e III são verdadeiras. 
c) Apenas II é verdadeira. 
d) Todas são falsas. 
e) Todas são verdadeiras. 
2. Qual desses sintomas não aparecem quando há exposição aos ambientes frios? 
a) Vasoconstrição. 
b) Aumento da pressão arterial. 
c) Diminuição do metabolismo interno. 
d) Diminuição do fluxo sanguíneo. 
e) N.d.a. 
 
3. Qual dessas medidas não é eficiente no controle ao frio? 
a) Limitar o consumo de cafeína. 
b) Ingestão de água para prevenir a desidratação. 
c) Restringir o fumo. 
d) Aumentar o consumo de bebidas alcoólicas. 
e) Todas são eficientes. 
 
4. O controle da exposição ao frio abrange procedimentos que visam evitar a perda 
de calor corpóreo e a vasoconstrição, qual das alternativas abaixo não representa 
um desses procedimentos. 
a) Proibir o consumo de bebidas alcoólicas e restringir o fumo. 
b) Estimular a ingestão de água para prevenir a desidratação. 
c) Limitar o consumo de cafeína, a qual aumenta a produção de urina e a circulação 
do sangue. 
d) Ingerir quantidade de sal acima do normal. 
e) N.d.a. 
 
 
 
 
 
 
Capítulo 8. Avaliação e Controle da Exposição Ocupacional ao Frio 
 
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5. Assinale a alternativa incorreta. 
a) O congelamento do tecido ocorre quando a pele está a temperaturas próximas 
de –10°C. 
b) No congelamento superficial a pele e os tecidos subcutâneos são congelados. 
c) No congelamento profundo são congelados músculos, ossos e tendões, além da 
pele e tecido subcutâneo. 
d) A área afetada no congelamento profundo apresenta-se pálida e sólida e pode 
ocasionar a formação de vesículas hemorrágicas profundas, ulceração e necrose. 
e) N.d.a. 
 
6. A condutividade térmica da água é cerca de ______ vezes maior do que a do ar, 
desse modo a imersão em água com temperatura _______ que a 210C pode ser 
suficiente para causar a ____________. 
a) 10 / maior / hipertermia. 
b) 20 / menor / hipotermia. 
c) 15 / menor / hipotermia. 
d) 20 / maior / hipertermia. 
e) N.d.a. 
7. A síndrome de imersão apresenta um estágio com duração de vários dias e 
durante o qual a área afetada apresenta-se inchada, fria, adormecida e branca ou 
cianótica. Esse estágio é: 
a) Estágio hiperêmico. 
b) Estágio isquêmico. 
c) Estágio pós-hiperêmico. 
d) Estágio pós-isquêmico. 
e) N.d.a. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Capítulo 8. Avaliação e Controle da Exposição Ocupacional ao Frio 
 
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174 
8.6. EXERCÍCIOS 
 
1- Um trabalhador executa atividade pesada e em seguida ingressa em uma área 
com temperatura abaixo de -30C, na qual realiza atividade leve. As suas roupas 
estão úmidas de suor e as luvas que usa são de algodão. Quais os riscos a que 
estaria sujeito? Como preveni-los? 
Resposta: 
Em virtude da umidade da roupa a perda de calor para o ambiente é maior, 
aumentando o risco de hipotermia. Em relação às mãos, o baixo isolamento 
térmico do algodão e da umidade pode ocorrer o congelamento. A recomendação 
seria a troca das vestimentas úmidas e o uso de luvas que proporcionem 
isolamento térmico adequado. 
 
2- Nas noites mais frias do inverno, é comum ocorrer morte de moradores de rua. 
Porque isso ocorre? Quais os meios de prevenção? 
 
 
Reposta: 
Como as vestimentas por eles usadas são insuficientemente isolantes e por 
estarem dormindo a geração de calor interno é baixa, ocorre a hipotermia. Os 
meios de prevenção incluem o uso de vestimentas isolantes e cobertores, a 
ingestão de líquidos quentes, e acomodação em abrigos. 
 
3- Durante o trabalho de entregas de documento, em dias mais frios, um 
motociclista estaria sujeito a que risco? Como evitá-los? 
Resposta: 
Pode ocorrer hipotermia, em grau leve e por isso imperceptível, o que 
aumenta o risco. O motociclista deve estar usando roupas isolantes térmicas, 
capacete e luvas, para prevenir a perda de calor em decorrência do resfriamento 
pelo vento. 
 
4- Um trabalhador executa atividade pesada em uma área com temperatura abaixo 
de 00C, que efeitos do frio seriam esperados e quais as formas de preveni-lo? 
Resposta: 
Seria esperada a ocorrência de hipotermia e congelamento das extremidades, 
particularmente as mãos. Para prevenir a hipotermia as roupas devem ser em 
camadas, sendo a última de tecido que facilite a respiração diminuindo o risco de 
sudorese, prever períodos de descanso em área aquecida para troca das roupas 
umidificadas pelo suor. O congelamento das mãos é prevenido usando-se luvas 
com características isolantes térmicas apropriadas para a faixa de temperatura do 
local de trabalho. 
 
 
Capítulo 9. ESOCIAL 
 
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eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
175 
 
 
 
 
 
CAPÍTULO 9. ESOCIAL 
 
 
 
OBJETIVOS DO ESTUDO 
Neste capítulo será discutida a ferramenta do eSocial. O eSocial tem uso 
obrigatório em relação ao fornecimento de alguns dados desde janeiro de 2018 e por isso 
aprender seus principais conceitos é fundamental para o higienista ocupacional. 
Ao término deste capítulo você deverá estar apto a: 
• Conhecer datas de implantação do sistema; 
• Diferenciar as principais tabelas necessárias para seu preenchimento; 
• Conhecer quem será obrigado a utilizar a ferramenta; 
• Conhecer quais agentes e fatores de risco deverão ser preenchidos. 
 
 
 
Capítulo 9. ESOCIAL 
 
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eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
176 
9.1 O ESOCIAL 
 
9.1.1 O QUE É O ESOCIAL 
 
O eSocial é uma ferramenta que está sendo programada desde 2004 pelo 
governo federal com o intuito de unificação de informações relacionadas à gestão 
(recursos humanos) e segurança do trabalho provenientes de qualquer empregador em 
território brasileiro (BRASIL, 2019). 
Com o decreto n° 8.373, de 2014, ficou instituído o “sistema de escrituração das 
obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas – eSocial”. O decreto não altera 
nenhuma regra vigente normativa, somente estabelece o eSocial como ferramenta 
fiscalizadora. 
Com o portal, os empregadores irão ser obrigados a cumprir e prestar 
informações de forma unificada e digital obrigações, como: 
 
• GFIP - Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social 
• CAGED - Cadastro Geral de Empregados e Desempregados para controlar as 
admissões e demissões de empregados sob o regime da CLT 
• RAIS - Relação Anual de Informações Sociais. 
• LRE - Livro de Registro de Empregados 
• CAT - Comunicação de Acidente de Trabalho• CD - Comunicação de Dispensa 
• CTPS – Carteira de Trabalho e Previdência Social 
• Outros 
 
É uma ação conjunta dos seguintes órgãos: 
 
• Secretaria da Receita Federal do Brasil – RFB; 
• Caixa Econômica Federal; 
• Instituto Nacional do Seguro Social – INSS; 
• Extinto Ministério do Trabalho – MTE. 
 
O eSocial coletará informações das empresas e as armazenará no “Ambiente 
Nacional do eSocial”, possibilitando aos órgãos governamentais citados acima a sua 
efetiva consulta e utilização para fins trabalhistas, fiscais e previdenciárias (BRASIL, 
2022). 
Uma das principais razões da existência do eSocial se dá pela impossibilidade de 
o Estado fiscalizar todas as empresas existentes no território nacional. Atualmente, 
somente 3% delas são fiscalizadas. 
 
 
Capítulo 9. ESOCIAL 
 
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eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
177 
A dinâmica de funcionamento do eSocial pode ser expressa pela imagem a 
seguir: 
 
Figura 9.1 – Fluxograma de Informações do eSocial 
 
Fonte: MACHADO, 2017 
 
De uma forma generalizada, diversas áreas dentro de uma empresa deverão 
“coordenar informações” sobre funcionários, admissões, áreas de riscos e outros para 
não passar informações discrepantes entre elas. Os eventos a serem gerados podem ser 
realizados em qualquer estabelecimento da empresa, não necessitando ser todos ao 
mesmo tempo, ou por procurado, mediante certificação digital. 
Um braço já ativo desde 01/10/2015 do eSocial é o “Módulo Empregador 
Doméstico”, o qual auxilia no recolhimento unificado dos tributos e FGTS para 
empregado doméstico exclusivamente. A diferença deste para o que irá ser implantado é 
que informações relacionadas à segurança não são necessárias. 
Todo aquele que contratar prestador de serviço pessoa física e possua alguma 
obrigação trabalhista, previdenciária ou tributária, em função dessa relação jurídica de 
trabalho, inclusive se tiver natureza administrativa, conforme a legislação pertinente, está 
obrigado a enviar informações por meio do eSocial. A ferramenta implicará uma nova era 
nas relações entre governo, empregado e empregadores. Ele incentiva a 
autorregularização das empresas e implica em diversas oportunidades, como fim da 
burocratização dos procedimentos com redução de custos operacionais, uma mudança 
do perfil profissional de Saúde e Segurança no Trabalho (SST), que hoje tende ao lado 
mais técnico do que gestor (MACHADO, 2022). 
Além disso, ele representará uma melhoria em termos de gestão de recursos e 
políticas para tomada de decisões estratégicas, uma vez que relacionará diretamente a 
área de recursos humanos com SST (MACHADO, 2022). 
Para o trabalhador também trará benefícios, com o aumento da segurança jurídica 
em relação a assuntos polêmicos como aposentaria especial, insalubridade e 
periculosidade (MACHADO, 2022). 
 
 
 
Capítulo 9. ESOCIAL 
 
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178 
9.1.2 SUJEITOS AO ESOCIAL 
O eSocial é obrigatório para informações relacionadas a recursos humanos desde 
01/01/2018 para empregadores e contribuintes com faturamento no ano de 2016 acima 
de R$ 78.000.000,00 e em 01/07/2018 para os demais empregadores e contribuintes. 
Em junho de 2017 foi disponibilizado aos empregadores e contribuintes um 
ambiente de produção restrito com vistas ao aperfeiçoamento do sistema, com o intuito 
de realizar testes para adequação das empresas. A medida foi autorizada pela 
publicação da Resolução n° 9 do Comitê Gestor do eSocial e está disponível no site: 
 
https://www.gov.br/esocial/pt-br 
 
Este ambiente de teste é utilizado para a “ambientação” da empresa junto a 
ferramenta, podendo ser preenchido com dados fictícios ou não e sem efeitos jurídicos. 
Informações referentes a períodos anteriores à implantação do eSocial devem ser 
enviadas pelos sistemas utilizados a época, ou seja, nada retroativo deverá ser 
declarado. 
Ainda não se sabe ao certo se a parte de SESMT será implantada para o eSocial, 
embora exista um calendário oficial. Sua última atualização, datada de 4 de setembro de 
2020 confirmou o adiamento do prazo devido à pandemia mundial do Corona vírus. A 
previsão inicial era que as primeiras informações relacionadas à Saúde e Segurança 
começassem a ser fornecidas em setembro, para o GRUPO 1 e até agora não foi 
definido novo prazo. Estes grupos são definidos pelos cronogramas oficiais, sendo 
separados em quatro: 
 
• GRUPO 1 - entidades empresariais com faturamento no ano de 2016 acima de R$ 
78.000.000,00: 
• GRUPO 2 - entidades empresariais com faturamento no ano de 2016 de até R$ 
78.000.000,00 (setenta e oito milhões) e que não sejam optantes pelo Simples 
Nacional: 
• GRUPO 3 - empregadores optantes pelo Simples Nacional, empregadores pessoa 
física (exceto doméstico), produtor rural PF e entidades sem fins lucrativos: 
• GRUPO 4 - entes públicos e organizações internacionais: 
 
9.1.3 EVENTOS DO ESOCIAL 
 
As informações a serem prestadas ao eSocial são separadas por grupos 
chamados “grupos de eventos”. Os grupos de eventos são separados em tabelas de, não 
periódicos, periódicos e de saúde e segurança no trabalho. Todos devem ser 
preenchidos pelo empregador. 
Cada grupo de eventos possui uma série de códigos, sempre identificados com 
uma letra “S” seguida de 4 números. Por exemplo S-2190 e S-1300. Cada sigla 
representa um item a ser preenchido obrigatoriamente ou não (por exemplo, uma 
empresa de mineração não necessita preencher o item S-1080, que fala sobre 
operadores portuários). 
 Todos os códigos, assim como informações de preenchimento, são explicados no 
MOS (manual de operação do eSocial, disponibilizado em seu site oficial) 
 
https://www.gov.br/esocial/pt-br
 
 
Capítulo 9. ESOCIAL 
 
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9.1.4 EVENTOS DE TABELAS – TABELAS DO EMPREGADOR 
 
Transmitem informações que identificam o empregador/ contribuinte/ órgão 
público. As informações constantes do Evento de Tabelas são mantidas no eSocial de 
forma histórica, não sendo permitidas informações conflitantes para um mesmo item 
dentro da mesma Tabela e período de validade. De fato, grande parte dos eventos irá 
utilizar informações constantes dos Eventos de Tabelas, uma vez que estes dados 
constituem um “arcabouço” para os demais. 
 
 
No caso de encerramento de empresa, é necessário antes encerrar todas as suas 
tabelas, com o grupo de informações relativas à alteração, com a data fim de validade. 
Uma série de códigos são explicado no Manual do eSocial referentes a 
“obrigatoriedade do evento” e “obrigatoriedade do requisito”, um campo dentro de umas 
colunas a serem preenchidas: 
 
• “O” = obrigatório; 
• “N” = não obrigatório; 
• “OC” = obrigatório caso exista informação para o evento; 
• “N/A” = não se aplica. 
 
Em relação à data de admissão de um trabalhador, se ela aconteceu antes do 
funcionamento do eSocial, ela deve ser incluída na data de início da ferramenta. Por 
exemplo, se um trabalhador foi admitido em 2005, como o eSocial começou em 2018, a 
data de início deverá informar “2018-01” (janeiro de 2018). 
As informações dos Eventos de Tabelas serão mantidas de forma histórica e 
informações conflitantes não serão permitidas. 
Conforme ressaltado anteriormente, a perfeita manutenção destas tabelas é 
fundamental para a recepção dos demais Eventos e a adequação das bases de cálculos 
do eSocial. Também importante, a administração dos períodos de validade das 
informações impacta diretamente em determinados Eventos e assim seu período de 
vigência deve ser respeitado.9.1.5 EVENTOS NÃO PERIÓDICOS 
 
São eventos sem data pré-fixada para ocorrer, uma vez que dependem da relação 
exclusiva empregador/empregado e o reconhecimento de direitos e deveres trabalhistas, 
previdenciários e fiscais. É o caso de uma promoção, contratação de empregado ou 
serviço, desligamento e outros. 
O seu prazo de envio respeita regras que assegurem direitos trabalhistas e o 
manual do eSocial contém uma descrição de todos os eventos não periódicos e o prazo 
de envio para eles. 
De uma maneira geral, o recomendado é que estes eventos sejam transmitidos 
imediatamente após a sua ocorrência, a fim de impedir inconsistências e o risco da rede 
eSocial estar congestionada devido ao alto número de acessos nas últimas horas do 
prazo 
 
 
Capítulo 9. ESOCIAL 
 
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9.1.6 EVENTOS PERIÓDICOS 
 
Eventos periódicos abordam situações que deverão ser repetidas mensalmente, 
como remuneração, benefícios e outros. Uma particularidade dos eventos periódicos é a 
reabertura e fechamento destes eventos. Todo mês antes do encerramento do prazo do 
eSocial (todo dia sete do mês), deve-se utilizar o S-1299, o “fechamento dos eventos 
periódicos”. 
Caso alguma informação tenha sido passada de forma equivocada, existe a 
possibilidade de reabertura destes eventos, através da S-1298 “reabertura dos eventos 
periódicos”. Com a reabertura, novas informações periódicas como remuneração, 
comercialização, aquisições e venda podem ser transmitidas. 
A Folha de Pagamento no eSocial é um conjunto de informações que reflete a 
remuneração de todos os trabalhadores que estiveram a serviço do 
empregador/contribuinte/órgão público naquela competência. Entretanto, cada 
trabalhador é tratado individualmente, de forma que a retificação da remuneração de um 
trabalhador não afeta os demais. 
A Folha de Pagamento, com eventos por trabalhador, deve ser enviada compondo 
um movimento com prazo para transmissão e fechamento até o dia 07 do mês seguinte 
ao do período de apuração, antecipando-se o vencimento para o dia útil imediatamente 
anterior, em caso de não haver expediente bancário. Em caso de atraso na declaração 
de qualquer evento do eSocial, uma multa de R$ 408,00 será aplicada por dia de atraso. 
 
9.1.7 SEQUÊNCIA LOGICA DO PREENCHIMENTO DO ESOCIAL 
 
O empregador/contribuinte/órgão público deve considerar uma sequência lógica 
para o preenchimento e transmissão de informações ao eSocial. 
Primeiramente, deve-se realizar a identificação do empregador/contribuinte/órgão público, 
dentro dos Eventos de Tabela. 
Em segundo passo, devem ser enviadas as informações, caso existam, 
informações previstas nos Eventos Periódicos e Não Periódicos. 
Existe a possibilidade de eventuais retificações e alterações, que para o eSocial 
são diferentes. As alterações ocorrem somente nos eventos de Tabela e são atreladas a 
um período de validade. Essas alterações podem ser realizadas por meios de eventos 
não periódicos, como uma promoção ou desligamento. 
Toda alteração deve ser bem controlada para que não torne inconsistente os 
eventos periódicos já fechados. Por exemplo, alguém que é desligado da empresa por 
um evento não periódico, mas tem seu salário declarado normalmente dentro de um 
evento periódico. 
Ainda, por fim, é possível utilizar o comando exclusão, com o campo S-3000. A 
exclusão de um evento somente é realizada se ele se encontrar aberto. Caso não se 
encontre, deve-se utilizar a planilha “reabertura”, dentro dos eventos periódicos para 
posteriormente se efetuar a exclusão. 
 
 
 
 
Capítulo 9. ESOCIAL 
 
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181 
9.1.8 IDENTIFICADORES 
 
A identificação do trabalhador é realizada com base no CPF, no NIS (número de 
identificação social) e na data de nascimento. Estes dados já podem ser validados junto a 
ferramenta e eventuais inconsistências antecipadas. Para isso, dentro do site do eSocial, 
deve-se buscar pelo item “consulta de qualificação cadastral”, na figura 9.5. 
 
 
Figura 9.5 – Consulta de Qualificação Cadastral 
 
Fonte: BRASIL, 2022 
 
O uso da consulta de qualificação cadastral é optativo, mas de extrema 
importância. Ela pode ser realizada por CPF ou em lotes de até dez funcionários. Nesse 
caso de lotes, é obrigatório que o usuário possua certificado digital (e-CPF ou e-CNPJ). 
No caso de eventuais inconsistências, o aplicativo fornecerá as devidas orientações para 
regularização junto ao governo. A identificação do empregador é realizada a partir de seu 
CNPJ. 
 
9.1.9 CONSULTA 
 
Qualquer arquivo previamente enviado poderá ser resgatado pelo empregador em 
qualquer momento através do S-4000 – “Solicitação de Totalização de Eventos”. Com 
essa função, um relatório será gerado com informações constantes do eSocial para o 
período desejado. 
 
9.1.10 LEIAUTES 
 
O eSocial apresenta dois grupos de leiautes, o “Anexo I” e o “Anexo II”. No 
primeiro anexo, são atribuídos códigos que deverão ser utilizados para preenchimento 
correto da ferramenta. Um exemplo de tabela dentro do Anexo I é a tabela 24, que será 
mostrada no próximo capítulo. 
A tabela 24 contém os riscos existentes dentro do eSocial. Outros eventos, 
relacionados a recursos humanos, como folha de pagamento, admissão, demissão e 
outros, possuem outras tabelas auxiliares que são descritas no manual do eSocial. 
O Anexo II representa os leiautes do eSocial. Nesse anexo, são apresentadas 
regras de preenchimento do software e suas respectivas descrições. Um exemplo pode 
ser visto na figura 9.6. 
 
 
Capítulo 9. ESOCIAL 
 
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9.1.11 TESTES 
 
1. É um evento não periódico, dentro do eSocial: 
 
a) Décimo terceiro salário. 
b) Demissão. 
c) Auxílio Moradia em caso de acordo. 
d) Vale refeição. 
e) Vale transporte. 
2. Qual importância da “consulta de situação cadastral”? 
 
a) Verificar junto ao eSocial se determinado CPF está apto a entrar no sistema. 
b) Verificar débitos junto a receita federal. 
c) Verificar o CNPJ do contratante em relação a ações trabalhistas. 
d) Ela permite a inclusão direta de trabalhadores no eSocial. 
e) Ela é responsável pela declaração de compra e venda de insumos. 
 
3. Não faz parte dos eventos do eSocial: 
 
a) Eventos de Tabela 
b) Eventos Periódicos 
c) Eventos Não Periódicos 
d) Eventos financiadores. 
e) Nda. 
 
 
Capítulo 9. ESOCIAL 
 
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183 
9.2 O ESOCIAL PARA A SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO 
 
9.2.1 ELEMENTOS CONSTITUINTES DO ESOCIAL PARA SST 
 
Alguns itens são definidos como eventos exclusivos a SST (Saúde e Segurança 
do Trabalho): 
 
• S-2210 – Comunicação de Acidente do Trabalho; 
• S-2220 – Monitoramento da Saúde do Trabalhador; 
• S-2240 – Condições Ambientais do Trabalho – Agentes Nocivos; 
 
 
O primeiro passo, conforme mostrado anteriormente, é a criação de um evento de 
admissão (S-2200), um evento não periódico. Após a admissão, deve-se reconhecer 
fatores de riscos e monitoramento biológico das diversas áreas dentro da empresa. 
Destacam-se, dentro dessa fase os itens a seguir. 
 
 
Capítulo 9. ESOCIAL 
 
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9.2.1.1 S-2220 – Monitoramento da Saúde do Trabalhador 
 
Neste eventoocorrerá o acompanhamento da saúde do trabalhador durante todo 
seu vínculo laboral, com a utilização das informações relativas aos atestados de saúde 
ocupacional (ASO). 
Os eventos contendo informações de exames admissionais devem ser enviados 
no mesmo prazo do envio do S-2200 “Admissão do Trabalhador”, para que não existam 
discrepâncias entre os eventos. Caso se trate de um exame de rotina, ele deverá ser 
enviado até o sétimo dia do mês posterior ao da realização do exame. 
No S-2220, serão enviados os resultados da monitoração da saúde, assim como 
exames complementares solicitados, a critério médico, buscando a verificação de 
ocorrências aos fatores de risco capazes de causarem danos à saúde do trabalhador. 
Não faz parte do evento de monitoramento da saúde do trabalhador informações 
constantes em atestados médicos no caso de afastamento por doença ou acidente. 
Entretanto, o exame de retorno ao trabalho do colaborador ausente por um período igual 
ou superior a 30 dias deve constar no S-2220. 
Todos os exames dos quadros I e II da NR-7 devem ser informados neste evento. 
Estes exames envolvem os controles biológicos da exposição ocupacional a agentes 
químicos e parâmetros para monitorização da exposição ocupacional a alguns riscos à 
saúde. 
 
9.2.1.2 S-2240 – Condições Ambientais do Trabalho – Fatores de Risco 
 
Este evento realizará a vinculação do trabalhador com os ambientes, a criação e 
associação do trabalhador aos riscos contidos. No S-2240 serão individualizados os 
riscos existentes nos ambientes aos trabalhadores, assim como medidas de proteção 
coletivas e individuais. 
Os riscos abordados não necessariamente atingem a todos trabalhadores 
presentes no ambiente e, se atingirem, é possível que as intensidades, concentrações e 
doses não sejam uniformes para todos em todo o ambiente de trabalho. Assim, essa 
individualização promovida pelo S-2240 é fundamental. 
A tabela deve ser alimentada com os riscos presentes na tabela de fatores de 
riscos ambientais, presentes dentro do manual do eSocial e suas informações serão 
utilizadas para elaboração do PPP e deverão ser atualizadas anualmente, ou quando o 
ambiente e fatores de risco associados a ele mudarem. 
Os riscos possuem um código associado a cada um deles, assim como uma explicação 
do que ele representa. Eles são divididos em: 
 
• Físicos; 
• Químicos; 
• Biológicos; 
• Associação de agentes nocivos físicos, químicos e biológicos; 
• Outros; 
 
 
 
 
Capítulo 9. ESOCIAL 
 
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185 
Existe também a possibilidade de atribuir a um ambiente “ausência de agentes 
nocivos”, que é o último item dentro da tabela disponibilizada pelo eSocial. 
Ressalta-se a importância da não omissão de nenhum risco, uma vez que ele 
poderá ser descoberto devido ao cruzamento do S-1060 com outros eventos. 
Por exemplo, se a empresa faz a aquisição de produtos químicos e ele está 
presente em seu processo, ficará mais complicado justificar o não apontamento de 
nenhum risco químico para o governo. 
 
Uma outra função deste evento é a comunicação da mudança de um trabalhador 
entre ambientes ou encerramento de atividade em um ambiente (sendo este último caso 
complementado pelo evento de demissão, explicado anteriormente, se for o caso). 
Na fase de preenchimento do S-2240, será reconhecido a necessidade de 
adicionais de insalubridade ou periculosidade e/ou de aposentadoria especial, 
reconhecida pela medição quantitativa relativa aos diversos agentes presentes. 
Este evento deverá ser informado inclusive quando existir exercício de atividade 
desde antes da data da implantação do eSocial, seguindo mesma metodologia 
previamente explicada. Assim, esta informação somente produzirá efeitos a partir da data 
de obrigatoriedade de implantação do eSocial. Deverá ser informado a presença de EPC 
no ambiente ou a utilização ou não de EPI. Informações relacionadas ao atendimento da 
NR-06 e NR-09 sobre EPI também serão preenchidas. 
Junto com a associação do trabalhador com a presença ou ausência de riscos 
dentro do ambiente, também deverá ser informado um descritivo das atividades 
desempenhadas por cada colaborador da empresa. 
 
9.2.1.3.1 FÍSICOS 
 
Riscos físicos envolvem ruído, campos magnéticos, radiações ionizantes e não 
ionizantes, estresse por calor ou por frio, pressões e vibrações. 
 
9.2.1.3.1 QUÍMICOS 
 
Riscos químicos, conforme ressaltado anteriormente, envolvem 789 compostos 
que podem estar presentes dentro do ambiente a ser designado no evento S-1060. 
 
9.2.1.3.3 BIOLÓGICOS 
 
Este item aborda todos os riscos relacionados a bactérias, vírus e outros 
microrganismos. Há uma descrição da atividade exercida, como “contato com pacientes 
em isolamento por doenças infectocontagiosas” ou “trabalho com carne, sangue e ossos”. 
Alguns exemplos podem ser visualizados na figura 9.7. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Capítulo 9. ESOCIAL 
 
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Figura 9.7 – Exemplos de Riscos Biológicos 
 
 
Fonte: BRASIL, 2022. 
 
 
 
9.2.1.3.4 ASSOCIAÇÃO DE AGENTES NOCIVOS FÍSICOS, QUÍMICOS E 
BIOLÓGICOS 
 
Item criado especificamente para mineração, conforme figura abaixo: 
 
 
 
 
 
 
 
Capítulo 9. ESOCIAL 
 
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9.2.1.3.7 OUTROS 
 
Aqui há uma incoerência nesta Tabela do eSocial. O único fator presente dentro da parte 
“outros” é a umidade, sendo este mais “instintivamente” localizado dentro dos riscos 
físicos. 
 
 
 
Capítulo 9. ESOCIAL 
 
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9.2.2 TESTES 
 
1. O que deverá ser realizado durante o preenchimento da tabela S-2240 do 
eSocial? 
 
a) A alocação do trabalhador ao ambiente de trabalho. 
b) A associação dos riscos inerentes a apenas um ambiente. 
c) A associação dos riscos inerentes a todos ambientes da empresa, de forma 
individualizada. 
d) A alocação de todos os trabalhadores e riscos aos ambientes dentro da empresa. 
e) A quantificação dos riscos físicos de um ambiente. 
 
2. Não fazem parte dos riscos contidos dentro da tabela 23 do eSocial: 
 
a) Riscos Físicos. 
b) Riscos Químicos. 
c) Riscos Ernogômicos. 
d) Riscos Biológicos. 
e) Riscos Financeiros. 
 
3. Riscos Ergonômicos são divididos em quais, segundo o eSocial? 
a) Biomecânicos, comportamentais e psicossociais. 
b) Intrínsecos e Extrínsecos. 
c) Biomecânicos, Mobiliário, Organizacionais, Ambientais e Psicossociais. 
d) Comportamentais, de Controle e Culturais. 
e) Nenhuma das alternativas anteriores é correta. 
 
 
 
 
Bibliografia 
 
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189 
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2003 
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1983. Disponível em:https://www.gov.br/trabalho/pt-br/inspecao/seguranca-e-saude-no-
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Environmental Infection Control in Health-Care Facilities (2003) 
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8. EN-13098:2019. Workplace exposure - Measurement of airborne 
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10. Goeltzer, Berenice – Avaliação da Sobrecarga Térmica no Ambiente de 
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11. Górny, Rafał L. Microbiological Corrosion of Buildings: A Guide to Detection, 
Health Hazards, and Mitigation (Occupational Safety, Health, and Ergonomics) 1st Edition 
12. Instituto Nacional de Saúde e Segurança do Trabalho – INSST. Nota Técnica de 
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https://www.gov.br/trabalho/pt-br/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/normas-regulamentadoras/nr-15-anexo-14.pdf
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Technology 32:184-196 (2000) 
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Brandon F. Law, Paul A. Jensen and Millie P. Schafer, NIOSH, Sampling and 
characterization of bioaerosols; Manual of Analytical Methods (NMAM), 5th Edition 
23. WHO Guidelines for indoor air quality - Dampness and mould 
https://apps.who.int/iris/rest/bitstreams/727129/retrieveionização. A energia 
corpuscular a ser transferida para o meio, ionizando-o, é a energia de movimento ou 
cinética, cuja magnitude é diretamente proporcional ao quadrado da velocidade da 
partícula. Desse modo, qualquer partícula ordinária ao ser acelerada, fornecendo-lhe 
energia cinética superior a 12,4 eV, passará a ser ionizante, posto que será capaz de 
ionizar sistemas biológicos. 
 
1.1.5. A RADIOATIVIDADE 
Se montarmos um gráfico da constituição nuclear dos átomos conhecidos (naturais 
e artificiais), representando no eixo vertical o número de nêutrons e no horizontal o de 
prótons, obteremos uma faixa larga e deslocada em direção ao eixo vertical (Figura 1.6.). 
 
 
Figura 1.6. Curva de estabilidade nuclear em função do número de prótons e de 
nêutrons. 
 
 
 
Capítulo 1. Radiações DDS I 
 
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No seu trecho central e abaixo do número atômico 84, estão localizados núcleos 
que não modificam a sua constituição interna (quantidade de prótons e nêutrons) com o 
decorrer do tempo, sendo por esta razão considerados estáveis. Por outro lado, os 
núcleos localizados nas bordas da faixa e no trecho a partir de 84, apresentam uma 
variação na quantidade de prótons e nêutrons com o passar do tempo, e por isso são 
denominados instáveis. Em outras palavras, ou eles apresentam um excesso de 
partículas no seu interior, ou têm nêutrons demais ou nêutrons de menos para serem 
estáveis. 
Este estado de instabilidade representa um excesso de energia ou um gasto 
energético para o núcleo. Tendo-se em vista que todos os sistemas na Natureza buscam 
se rearranjar de tal forma que o seu gasto de energia seja mínimo, o núcleo atômico irá 
sofrer uma série de transformações espontâneas até atingir o estado que represente o de 
menor consumo energético (estado fundamental). Durante essas transformações o 
núcleo se libera do excesso de partículas e energia que possui, modificando assim a sua 
estrutura (desintegração) e diminuindo seu nível de energia (decaimento). 
A radioatividade é definida como o fenômeno físico de emissão espontânea de 
radiação ionizante por núcleos atômicos instáveis. Este fenômeno e as propriedades 
radioativas de um núcleo independem do estado físico ou químico em que este se 
apresenta. Tais propriedades dependem unicamente das características intrínsecas do 
núcleo, e não podem ser alteradas por quaisquer ações externas (aquecimento, 
congelamento, diluição, compressão, etc.). 
O fenômeno da emissão de radiação ionizante pode ocorrer naturalmente ou ser 
induzido por meio do bombardeamento de núcleos estáveis com partículas carregadas, 
como no caso de aceleradores de partículas, ou nêutrons, como ocorre nos reatores 
nucleares. Os átomos naturalmente radioativos estão agrupados em séries, nas quais um 
elemento se transforma em outro, sucessivamente, até atingir a estabilidade nuclear. O 
primeiro elemento da série é denominado pai e o último corresponde ao elemento 
estável. As quatro séries radioativas existentes na Natureza são o Tório, Netúnio, Urânio 
e Actínio, conforme mostra a tabela 1.1. 
 
Tabela 1.1. Séries radioativas naturais. 
Série Pai Isótopo estável 
Tório Th232
90
 Pb208
82 
Netúnio Pu241
94 Bi209
83 
Uranio U238
92 Pb206
82 
Actínio Th235
92 Pb207
82 
 
1.1.6. FONTES DE RADIAÇÃO IONIZANTE 
As radiações ionizantes podem ser geradas em equipamentos eletrônicos, emitidas 
por materiais radioativos ou como resultado de reações nucleares. Nos equipamentos 
 
 
Capítulo 1. Radiações DDS I 
 
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eHO– 114 – Agentes Físicos II (com eSocial e Agentes Biológicos) 2º ciclo de 2024 
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eletrônicos a desaceleração de feixe de elétrons por um alvo resulta na emissão de 
radiação eletromagnética, conhecida como radiação de frenamento ou raios X. A emissão 
dessa radiação, em níveis significantes do ponto de vista biológico, ocorre para dar 
voltagem de operação superior a 15 kV e alvo com número atômico elevado (tal como 
chumbo ou tungstênio). Nessas condições são gerados raios X com energia superior a 
5 keV, e os dispositivos emissores incluem: equipamentos de raios X, microscópios 
eletrônicos, soldagem com feixe de elétrons, retificadores e estabilizadores termiônicos 
de alta voltagem, tríodos de alta voltagem, magnetrons e tubos de raios catódicos. 
Os materiais radioativos podem ser encontrados na forma sólida (particulada ou 
compacta), líquida ou gasosa. Dependendo da finalidade de uso, o material pode estar 
contido no interior de uma cápsula lacrada. Tal configuração impede a dispersão do 
material para o ambiente, não havendo o risco de contaminação radioativa, exceto nos 
casos em que o lacre é rompido ou a cápsula apresente falha. São exemplos de fontes 
seladas os medidores de densidade, gramatura, espessura, nível, massa e umidade, e os 
irradiadores para terapia de câncer e para ensaios não destrutivos. 
Quando o material se encontra na sua forma livre, a fonte é denominada não 
selada. Nestas condições o material radioativo pode difundir-se para o ambiente, 
havendo o risco de contaminação radioativa. Este tipo de fonte é amplamente utilizado 
em Medicina Nuclear, para fins de diagnóstico. 
Um outro tipo de fonte de radiação consiste nos aceleradores de partículas. Nestes 
equipamentos as partículas (elétrons, nêutrons, íons positivos) são aceleradas até se 
alcançar a energia desejada. O uso destas fontes ocorre predominantemente nas áreas 
de terapia do câncer, de pesquisa e irradiação de materiais. 
Na última categoria, estão os reatores nucleares de pesquisa e de potência 
(geração de energia elétrica). A emissão de radiação (raios gama e nêutrons) é resultado 
das reações de fissão de elementos pesados, tal como o urânio. 
 
1.2. CLASSIFICAÇÃO DAS RADIAÇÕES IONIZANTES 
Ao ionizar a matéria a radiação transfere a sua energia, produzindo pares iônicos 
(íon positivo e íon negativo) ao longo de sua trajetória. Nos sistemas biológicos esses 
pares iônicos irão reagir com outros átomos e moléculas, interferindo no metabolismo 
celular ou danificando o DNA. Dependendo da forma como a radiação transfere a sua 
energia para o meio será classificada como radiação diretamente ionizante ou radiação 
indiretamente ionizante. 
 
1.2.1. RADIAÇÕES DIRETAMENTE IONIZANTES 
As partículas carregadas ao se aproximarem de um átomo ou molécula irão atrair 
ou repelir o elétron orbital. Durante essa interação parte da energia da partícula é 
transferida para o átomo, arrancando o elétron de sua órbita e desacelerando-a. Por 
transferir a energia gradativamente, em atrações e repulsões sucessivas, as partículas 
carregadas são denominadas radiações diretamente ionizantes. Estão nessa categoria as 
partículas alfa e beta. 
 
 
 
Capítulo 1. Radiações DDS I 
 
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1.2.1.1. PARTÍCULAS ALFA 
As partículas alfa consistem de 2 prótons e 2 nêutrons, e são emitidas quando o 
núcleo apresenta excesso de partículas nucleares. Seguindo a emissão da partícula alfa, 
na maioria dos decaimentos, ocorre também a emissão de radiação eletromagnética 
(raios gama). Nesse processo, como a proporção de prótons e nêutrons no interior do 
núcleo é alterada, ocorre a transformação de um elemento químico em outro, conforme a 
reação de desintegração: 
 ++→ −
−
4
2
4
2YX A
Z
A
Z 
 ++→ 4
2
222
86
226
88 RnRa
 
Na Figura 1.7. é apresentado o esquema parcial de decaimento do Rádio-226. No 
esquema pode-se notar que o Rádio-226 tem três caminhos para transformar-se em 
Radônio-222, sendo que em dois deles ocorre a emissão deradiação gama. O elemento 
formado (Radônio) é instável e, portanto, também sofrerá transformação nuclear. 
 
 
Figura 1.7. Esquema parcial de decaimento do Rádio-226. 
 
Os átomos alfa emissores naturais apresentam número atômico elevado (Z>82) e 
emitem partículas com energia maior ou igual 3,93 MeV. A probabilidade de ocorrência 
da desintegração aumenta com a energia da partícula alfa. Desse modo, os átomos que 
se desintegram mais rapidamente emitem as partículas alfa mais energéticas. 
Como as partículas alfa são massivas e apresentam carga elétrica duplamente 
positiva, as interações com os elétrons orbitais são mais fortes e a trajetória por ela 
percorrida é linear. Em virtude e da forte atração, a transferência da energia ocorre mais 
rapidamente, resultando em uma densidade de ionização elevada e um curto alcance no 
meio. Por exemplo, uma partícula alfa com energia de 3 MeV, tem um alcance de 2,8 cm 
 
 
 
 
 
Capítulo 1. Radiações DDS I 
 
___________________________________________________________________________________ 
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11 
no ar e produz 4000 pares iônicos/mm. Para a maioria dos alfa emissores, quando a 
fonte está localizada externamente ao corpo não se constitui em risco, posto que mesmo 
as partículas alfa mais energéticas não atravessam a camada morta da pele. Entretanto, 
em caso de irradiação interna, quando o material radioativo foi incorporado, o risco para o 
indivíduo é elevado. Nestas condições toda a energia da radiação é dissipada em tecidos 
vivos, produzindo o dano. 
Na tabela 1.2 são apresentados alguns exemplos de fontes emissoras de partículas 
alfa e as suas principais aplicações. Na coluna referente à energia, o valor em parênteses 
corresponde à porcentagem de desintegrações em que são emitidas partículas alfa com 
essa energia, e o termo em colchete é a energia do raio gama emitido após algumas das 
desintegrações. 
 
Tabela 1.2. Fontes emissoras de partículas alfa, segundo a meia vida física, energia da 
radiação e uso. 
Fonte Meia-Vida 
E 
(MeV) 
Usos 
Th232
90
 1,41x1010anos 
3,950 (23%) 
4,011 (77%) 
 (0,059)] 
 Reator nuclear. 
 No passado (1928 a 1955), como 
contraste em diagnóstico radiológico 
(Thorotrast - dióxido de tório). 
U238
92
 4,51x109 anos 
4,150 (23%) 
4,200 (77%) 
[(0,048)] 
 Reator nuclear. 
Po210
84
 138,4 dias 
5,305 (100%) 
 (0,803)] 
 Eliminadores de eletricidade estática. 
Pu238
94
 86 anos 
5,456 (28%) 
5,499 (72%) 
[(0,044; 0,010; 
0,153)] 
 Detectores de fumaça. 
Am241
95
 458 anos 
5,443 (13%) 
5,486 (86%) 
[(0,060)] 
 Diagnóstico (fonte radioativa do 
analisador de mineral ósseo). 
 Terapêutico (fonte radioativa 
intracavitária no tratamento de 
malignidades). 
 Medidor de gramatura de papel. 
 Detector de fumaça. 
 Eliminador de eletricidade estática. 
Ra226
88
 1602 anos 
4,599 (5%) 
4,782 (95%) 
[(0,187)] 
 Terapêutico (tratamento de 
malignidades tais como: câncer uterino, 
orofaríngeo, de bexiga, de pele e câncer 
metastático dos nódulos linfáticos). 
 No passado, como tinta de marcação. 
Rn222
86
 3,825 dias 
5,486 (100%) 
[(0,510)] 
 Terapêutico (tratamento de 
malignidades tais como: câncer uterino, 
orofaríngeo, de bexiga, de pele e câncer 
metastático dos nódulos linfáticos). 
 
 
Capítulo 1. Radiações DDS I 
 
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12 
1.2.1.2. PARTÍCULAS BETA 
As partículas beta são emitidas pelo núcleo quando há um excesso de nêutrons. O 
nêutron excedente se desintegra em um próton e um elétron, sendo esse último expulso 
do interior do núcleo. Desse modo, a carga e a massa dessa partícula são iguais às do 
elétron orbital. No decaimento beta ocorre a transformação de um elemento químico em 
outro, conforme a reação de desintegração: 
noantineutrieYX A
Z
A
Z ++→ −+
0
11 
noantineutrieHn ++→ −
0
1
1
1
1
0 
noantineutrieSP ++→ −
0
1
32
16
32
15 
 
Na Figura 1.8. é apresentado o esquema de decaimento do Fósforo-32. No 
esquema de decaimento pode-se notar que o Fósforo-32 transforma-se no Enxofre-32 
por um único caminho. O elemento formado (Enxofre) é estável. 
 
 
Figura 1.8. Esquema de decaimento do Fósforo 32. 
 
As partículas beta são emitidas com energia inferior à energia das partículas alfa, 
apresentando a maior parte valores abaixo de 4 MeV. Como a massa dessa partícula é 
da ordem da massa do elétron orbital, a sua trajetória dentro do meio é irregular e a sua 
velocidade é maior do que a da alfa. A densidade de ionização é relativamente elevada 
para as partículas com energia mais baixa, posto que a velocidade é menor e, portanto, o 
tempo de interação é maior. À medida que a energia aumenta o número, a densidade de 
ionização decresce, até o valor mínimo em 1 MeV. Em virtude de sua menor carga e 
maior velocidade a partícula beta será mais penetrante do que a alfa. Como 
exemplificado no tópico anterior, uma partícula beta com energia de 3MeV terá um 
alcance no ar de 1000 cm e produzirá 4 pares iônicos/mm. 
Em relação aos sistemas biológicos, a camada morta da pele já não oferece 
blindagem suficiente para essa radiação, sendo necessárias energias tão baixas quanto 
70 keV para penetrá-la. As partículas beta com energia inferior a 200 keV apresentam 
uma penetrabilidade baixa, e as fontes que as emitem não são consideradas perigosas, 
P32
15 
S32
16 
- 
 
 
Capítulo 1. Radiações DDS I 
 
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13 
quando estão fora do corpo. Apesar do alcance da partícula beta ser maior do que o da 
alfa, suas fontes emissoras são consideradas potencialmente perigosas em caso de 
irradiação interna. 
Uma atenção especial deve ser dada em relação ao material que encapsula ou 
blinda essas fontes, posto que ocorre a emissão de radiação eletromagnética penetrante, 
durante a desaceleração das partículas beta. A probabilidade de emissão aumenta com o 
número atômico do absorvedor. Blindagens com material de número atômico inferior a 13 
(por exemplo, alumínio), são as mais recomendadas. 
Na tabela 1.3 são apresentados alguns exemplos de fontes emissoras beta puras 
e as suas principais aplicações. Na coluna referente à energia o valor em parênteses 
corresponde à porcentagem de desintegrações em que são emitidas partículas beta com 
essa energia. 
 
Tabela 1.3. Fontes beta-emissores puros, segundo a meia vida física, energia da 
radiação e uso. 
Fonte Meia-Vida 
E 
(MeV) 
Usos 
H3
1
 12,35 anos 0,018 (100%) 
 Diagnóstico (metabolismo de esteroides, 
consumo total de água). 
 Pré-ionização de tubos eletrônicos. 
 Tintas de marcação. 
C14
6
 5730 anos 0,156 (100%) 
 Diagnóstico (metabolismo, metabolismo 
de esteroides). 
P32
15
 14,28 dias 1,710 (100%) 
 Diagnóstico (taxa de destruição de 
eritrócitos, estudo de doença vascular 
periférica, localização de tumores ocular, 
de cérebro e de pele, estudo de 
carcinoma de mama, determinação de 
volume sanguíneo). 
 Terapêutico (leucemia mieloide crônica, 
leucemia linfoide crônica, metástase 
esqueletal). 
Sr90
38
 28,5 anos 0,546 (100%) 
 Terapêutico (tratamento de condições 
benignas dos olhos tais como: pterígio, 
ulceração traumática corneal, cicatrizes 
corneais, hemangioma da pálpebra, 
vascularização da córnea e preparação 
para transplante de córnea). 
 Medidor de espessura fixo. 
S35
16
 87,51 dias 0,167 (100%) 
 Diagnóstico (determinação do volume de 
fluído extracelular). 
 
1.2.2. RADIAÇÕES INDIRETAMENTE IONIZANTES 
O nêutron e as radiações eletromagnéticas por não possuírem carga elétrica, não 
podem transferir sua energia por meio de atração ou repulsão dos elétronsorbitais. Em 
sua interação com o meio transferem parte ou a totalidade de sua energia para partículas 
 
 
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14 
carregadas, e estas é que irão ionizar o meio de forma semelhante a das radiações 
diretamente ionizantes. Por necessitar de uma partícula secundária para produzir a 
ionização, essas radiações são denominadas indiretamente ionizantes. 
 
1.2.2.1. Raios Gama 
Em grande parte das desintegrações por emissão de partículas alfa, ou beta, o 
núcleo resultante ainda apresenta um excesso de energia, sendo por isso instável. A fim 
de atingir a estabilidade o núcleo excitado emite esse excesso de energia na forma de 
radiação eletromagnética, denominada radiação gama. Como nesse processo há apenas 
mudança de nível energético, sem alteração na proporção de prótons e nêutrons, o 
elemento químico será o mesmo. Geralmente essa desexcitação ocorre imediatamente 
após a desintegração do núcleo, e dependendo dos níveis de energia do núcleo formado, 
pode haver a emissão de um ou mais raios gama. São exemplos desse processo as 
reações de decaimento, abaixo, ilustradas no esquema de decaimento da Figura 1.9. 
eNiCo 0
1
60
28
60
27 −
+→
 
260
28
60
28 +→ NiNi
 
 
 
Figura 1.9. Esquema de decaimento do Cobalto-60. 
 
O elétron é a partícula secundária emitida após a absorção dos raios gama pelos 
átomos do material por ele atravessado. São três os mecanismos de interação gama com 
a matéria: a absorção fotoelétrica, o espalhamento Compton e a produção de pares. 
Na absorção fotoelétrica toda a energia do raio gama é transferida para o elétron 
fortemente ligado (Figura 1.10.), sendo a energia do fotoelétron dada pela relação: 
Lfe EEE −=  
Co60
27 
Ni60
28 
1 
 
 
2 
 
 
- 
 
 
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Figura 1.10. Absorção do raio gama com a emissão de elétron (Efeito Fotoelétrico). 
 
O fotoelétron irá dissipar a sua energia produzindo ionização ao longo de sua 
trajetória no meio. A absorção fotoelétrica é o mecanismo de interação predominante 
para raios gama de baixa energia e materiais de número atômico baixo. 
No espalhamento Compton ocorre a colisão elástica do raio gama com o elétron 
orbital cuja energia de ligação seja muito inferior à do raio gama (Figura 1.11.). 
 
 
Figura 1.11. Espalhamento do raio gama pelo elétron (Espalhamento Compton). 
 
Nesse processo parte da energia do raio gama é transferida para o elétron, que por 
sua vez irá dissipar sua energia produzindo ionização. A probabilidade de ocorrência 
desse tipo de interação decresce com o aumento da energia do raio gama e com o 
aumento do número atômico do absorvedor. Esse é o principal mecanismo de interação 
em elementos com baixo número atômico. 
K L M 
 
 
 
K L M 
 
 
 
 
 
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Para raios gama de energia superior a 1,02 MeV ocorre a produção de pares. 
Nesse mecanismo o fóton de raio gama ao passar nas proximidades de um núcleo, 
desaparece, formando um pósitron e um elétron (Figura 1.12.). 
 
 
Figura 1.12. Absorção do raio gama com a emissão de pósitron e elétron 
(Produção de Pares). 
 
A energia excedente na produção do par aparece como energia cinética do pósitron 
e do elétron criados, segundo as relações: 
MeV02,1EE
ee
=+ −+ 
02,1EEcpar −=  
Em geral, o pósitron criado é aniquilado ao interagir com o elétron orbital do átomo 
em cujo núcleo foi produzido o par. Desse modo, a ionização produzida é decorrente da 
dissipação da energia cinética do elétron produzido por esse mecanismo. A produção de 
pares é o mecanismo predominante em materiais com número atômico elevado. 
Na interação do raio gama com a matéria, cada fóton é removido individualmente 
em um único evento. A redução da intensidade do feixe de raios gama é dada pelo 
coeficiente de atenuação linear, segundo a relação: 
xleII
−
= 0 
Onde: 
I0 = intensidade do feixe sem o absorvedor 
x = espessura do absorvedor 
I = intensidade do feixe transmitida 
l = coeficiente de atenuação linear 
K L M 
 
 
 
 
 
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17 
O coeficiente de atenuação linear corresponde à fração do feixe de raio gama 
atenuada por unidade de espessura do absorvedor, e representa a probabilidade de que 
a interação com a matéria ocorra. Esse coeficiente é dependente da energia do raio 
gama e do tipo de material do absorvedor, sendo a soma da probabilidade de ocorrência 
de cada um dos três mecanismos de interação: 
ppecefl ++= 
Onde: 
ef = probabilidade efeito fotoelétrico. 
eC = probabilidade espalhamento Compton. 
pp = probabilidade produção de pares. 
 
Em virtude de sua forma de interação, os raios gamas apresentam grande poder de 
penetração. Para os sistemas biológicos, a irradiação por fonte externa ao corpo, 
apresenta risco elevado, posto que a energia pode ser dissipada em tecidos mais 
profundos do corpo. 
Na tabela 1.4 são apresentados alguns dos emissores beta-gama mais comumente 
utilizados em atividades médicas e industriais. Na coluna referente à energia o valor em 
parênteses corresponde à porcentagem de desintegrações em que são emitidas 
partículas beta, e radiação gama com essa energia. 
 
 
Capítulo 1. Radiações DDS I 
 
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Tabela 1.4. Fontes emissoras beta-gama, segundo a meia vida física, energia da 
radiação e uso. 
Fonte Meia-Vida 
E 
(MeV) 
Usos 
Pm147
61
 2,62 anos 
0,224 
0,122 
 Medidores de espessura fixos. 
 Pré-ionização de tubos eletrônicos. 
 Tintas de marcação. 
Na24
11
 15 horas 
1,392(100%) 
1,369(100%) 
2,754(100%) 
 Diagnóstico (determinação de sódio total, 
circulação periférica). 
I131
53
 8,04 dias 
0,250(3%) 
0,336(9%) 
0,607(87%) 
0,810(1%) 
0,080(2%) 
0,284(5%) 
0,364(80%) 
0,637(9%) 
0,723(3%) 
 Diagnóstico (absorção intestinal de 
gordura, função pancreática, fluxo vascular 
periférico, fluxo vascular cerebral, 
mapeamento do cérebro, localização da 
placenta, determinação do volume 
plasmático, conversão de trioleína, função 
hepática, excreção hepática, função renal, 
fluxo sanguíneo renal, obstrução do tracto 
urinário, cintilografia estomacal, 
cintilografia renal, cintilografia do fígado, 
cintilografia cerebral, cintilografia da 
tiroide, função da tiroide, cisternografia). 
 Terapêutico (câncer da tiroide, 
hipertireoidismo). 
Ir192
77
 74,2 dias 
0,672(95,5%) 
0,296(29%) 
0,308(30%) 
0,317(81%) 
0,468(49%) 
0,589(4%) 
0,604(9%) 
0,612(7%) 
 Medidores de nível. 
 Radiografia industrial. 
Cs137
55
 30 anos 
0,514(93,5%) 
1,176(6,5%) 
0,662(93,5%) 
 Terapêutico: fonte de teleterapia no 
tratamento de malignidades. 
 Medidores de espessura. 
 Medidores de densidade. 
 Medidores de nível. 
 Chaves de nível. 
 Radiografia industrial. 
 Esterilização de produtos médicos, 
farmacêuticos e alimentícios. 
Co60
27
 5,26 anos 
0,314(100%) 
1,173(100%) 
1,332(100%) 
 Diagnóstico (teste de Schilling). 
 Terapêutico (fonte intersticial ou 
intracavitária, ou fonte de teleterapia no 
tratamento de malignidades). 
 Esterilizaçãode produtos médicos, 
farmacêuticos e alimentícios. 
 
 
 
Capítulo 1. Radiações DDS I 
 
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19 
1.2.2.2. Raios X 
A desaceleração de elétrons rápidos por colisão com um alvo resulta na emissão de 
radiação eletromagnética, denominada raios X. A maior parte da energia do elétron é 
transformada em calor e uma pequena parte na forma de raios X. Nos dispositivos 
eletrônicos a vácuo, os elétrons emitidos por um filamento aquecido (o cátodo) são 
acelerados pela diferença de potencial estabelecida entre o cátodo e o ânodo. Esses 
elétrons ao colidirem com o alvo (ânodo) são bruscamente desacelerados, aquecendo o 
alvo e emitindo radiação eletromagnética. O rendimento na produção de raios X é 
proporcional ao número atômico do alvo, ou seja, quanto mais elevado for o número 
atômico maior será a emissão de raios X. A energia máxima com que os raios-X são 
emitidos é proporcional à diferença de potencial aplicada (voltagem de operação), e a 
intensidade do feixe é proporcional à corrente e à voltagem. Como a proporção da 
energia do elétron que é emitida na forma de radiação eletromagnética segue uma 
distribuição normal, o espectro de emissão é contínuo. 
Por ser uma radiação eletromagnética, os mecanismos de transferência da energia 
dos Raios X para o meio são idênticos aos observados para os raios gama. Desse modo, 
a ionização será produzida pelos elétrons secundários emitidos nos processos de 
absorção fotoelétrica, espalhamento Compton e produção de pares. O poder de 
penetração dos raios-X dependerá da energia da radiação. Assim os raios X de energia 
muito baixa (E100 
 Evaporação de materiais. 
 Soldagem de materiais. 
 Fusão de materiais. 
Retificadores e 
Estabilizadores Termiônicos 
de Alta Voltagem 
>15 
 Geradores de Raio-X médico. 
 Alimentador de tensão de 
equipamento analítico de 
Raio-X. 
Triodos de Alta Voltagem >15 
 Aquecedores industriais 
 Válvulas transmissoras de 
alta potência. 
Unidades de Alta Voltagem 
a Vácuo (Interruptor, Chave, 
Relê, Capacitor, Divisor de 
Voltagem) 
15-100 
 Transmissor de alta potência 
 Estação comutadora de 
potência. 
Magnetron 
15,00 15000,00 Radar da Marinha. 
30,00 97000,00 Radar de alta potência. 
Klystron 
(Fonte Pulsante - pulso: 
2,2s - 50/s) 
20 
280 
2000 
25000 
 Radar. 
 Transmissor de alta 
frequência. 
 
1.3. GRANDEZAS E UNIDADES 
As grandezas e unidades mais utilizadas em proteção radiológica são aquelas para 
mensuração de características da fonte radioativa e as relacionadas à energia absorvida 
da radiação pelo meio (dose). 
 
 
 
Capítulo 1. Radiações DDS I 
 
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1.3.1. ATIVIDADE 
A atividade expressa a quantidade de transformações nucleares que ocorre por 
unidade de tempo em um material contendo átomos com núcleos instáveis. Como em 
cada transformação é emitida 1 partícula, e em muitos casos, 1 ou mais raios gama, a 
atividade é uma medida da produção de radiação pelo material radioativo e nos permite 
avaliar quão radioativo é o material. A atividade é dada pela relação: 
teAA −= 0 
Onde: 
A = atividade atual de fonte 
A0 = atividade inicial da fonte 
λ = constante de decaimento (probabilidade de ocorrência da desintegração) 
t = intervalo de tempo transcorrido 
 
Quando estamos interessados em saber a radioatividade de um material, a massa 
expressa em gramas não é uma boa medida da produção de radiação. Por exemplo, em 
1 grama de rádio-226 irão ocorrer 3,7x1010 desintegrações por segundo com emissão 
igual quantidade de partículas, já em 1 grama de césio-137 ocorrerão 314,5x1010 
desintegrações por segundo. Uma unidade adequada para quantificação da 
radioatividade deve ser baseada na atividade. Esta unidade é o Becquerel (Bq), a qual é 
definida como a quantidade de material radioativo na qual um núcleo se desintegra por 
segundo. 
1Bq=1dps 
Antes da padronização dessa unidade pelo Sistema Internacional, era adotada 
como referência a atividade de 1 grama de Rádio, denominada Curie (Ci). Essa unidade 
era definida como a quantidade de material radioativo na qual 3,7 x1010 núcleos se 
desintegram por segundo. A equivalência entre as unidades é dada pela relação: 
1Ci = 3,7x1010 Bq 
 
1.3.2. MEIA-VIDA FÍSICA 
A meia-vida física (T1/2) corresponde ao intervalo de tempo necessário para que a 
quantidade de núcleos instáveis na amostra, ou seja, a atividade se reduza à metade da 
quantidade inicial. A meia-vida física é inversamente proporcional à constante de 
decaimento, segundo a relação: 

=
693,0
T 2/1 
A constante de decaimento é uma medida da probabilidade de ocorrência da 
desintegração, e quanto maior é essa probabilidade menor é o tempo necessário para 
que a atividade da fonte se reduza à metade. 
 
 
Capítulo 1. Radiações DDS I 
 
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22 
 
Quadro 1.1. 
Sabendo-se que a atividade de uma fonte de Irídio-192 a 150 dias atrás era de 120 
Curies, calcular a atividade atual da fonte: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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24 
1.3.3. DOSE DE EXPOSIÇÃO 
A quantidade de energia da radiação eletromagnética transferida para uma unidade 
de massa de ar é denominada Dose de Exposição. A dose corresponde à densidade de 
ionização produzida por unidade de massa de ar, e a unidade será dada em termos da 
carga elétrica produzida por kg de ar. Portanto, a unidade de exposição (UE) é definida 
como a quantidade de raios X ou gama que produz íons carregando 1 Coulomb de carga 
de mesmo sinal por kg de ar, ou seja: 
1 UE = 1C/kg de ar 
A equivalência entre a unidade de exposição definida pelo SI e a unidade de 
exposição antiga (Roentgen) é dada pela relação: 
1 UE =3881R 
Como essa quantidade é uma função do campode radiação, e este depende da 
taxa de produção da radiação, geralmente o que se mede é a Taxa de Dose de 
Exposição. Ao multiplicarmos a taxa de dose pelo tempo total de exposição determinados 
a dose recebida, conforme a equação: 
tXX =
•
 
 
1.3.4. DOSE ABSORVIDA 
Como a dose de exposição não permitia quantificar a energia absorvida de 
qualquer tipo de radiação ionizante por qualquer material, foi definida uma nova grandeza 
de dose. A dose absorvida é definida como a quantidade de energia da radiação 
absorvida por unidade de massa de material, sendo a sua unidade o Gray (Gy). O Gray é 
a dose absorvida de 1 Joule por quilograma, ou seja: 
1 Gy = 1J/kg 
A equivalência entre a unidade de dose absorvida definida pelo SI e a unidade 
antiga (rad) é dada pela relação: 
1 Gy = 100 rad 
Como essa dose depende da taxa de produção de radiação, o que se mede é a 
taxa de dose absorvida, sendo a dose dada pela integração da taxa no tempo, conforme 
a relação: 
tDD =
•
 
 
1.3.5. DOSE EQUIVALENTE OU DOSE DE EFEITO 
Em sistemas biológicos, a mesma quantidade de dose absorvida de diferentes tipos 
de radiação resultará em efeitos diferentes, posto que o efeito ou dano depende da 
densidade de ionização produzida. Em virtude dessa variabilidade foi necessária a 
definição da dose equivalente, a qual corresponde à dose absorvida necessária para 
produzir um determinado efeito, ponderada pela eficiência da radiação em produzir esse 
efeito, ou seja: 
QDH =
•
, em que os valores do fator Q são dados na tabela 1.6. 
 
 
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Tabela 1.6. Fator de qualidade segundo o tipo de radiação ionizante 
Radiação Ionizante Fator Q 
X, gama, beta e elétrons 1 
Prótons e partículas com 1 unidade de carga, 
massa >1 u.m.a. e energia desconhecida 
10 
Nêutrons de energia desconhecida 20 
Alfa, fragmentos de fissão, íons pesados 20 
 
A unidade de dose equivalente é o Sievert (Sv), o qual é definido como a dose 
equivalente de radiação de 1 Joule por quilograma, ou seja: 
1Sv = 1J/kg 
A equivalência entre a unidade de dose absorvida definida pelo SI e a unidade 
antiga (rem) é dada pela relação: 
1 Sv = 100 rem 
Como essa dose depende da taxa de produção de radiação, o que se mede é a 
taxa de dose equivalente, sendo a dose dada pela integração da taxa no tempo, 
conforme a relação: 
tHH =
•
 
 
 
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1.4. TESTES 
 
1. As propriedades físico-químicas de um átomo são determinadas pela quantidade 
de elétrons que tem em seus orbitais. Sendo o átomo eletricamente neutro ele 
possui igual quantidade de prótons no seu núcleo que de elétrons nos seus orbitais. 
Portanto átomos com igual número de prótons constituem um elemento químico. 
Em relação aos elementos químicos, assinale a alternativa correta: 
a) Os isótopos de um elemento químico são átomos com quantidades diferentes de 
nêutrons. 
b) Os isótopos de um elemento químico são átomos com quantidades diferentes de 
elétrons. 
c) Os isótopos de um elemento químico podem ter características observáveis, tais 
como forma ou cor diferentes. 
d) Os isótopos de um elemento químico podem reagir quimicamente com outras 
substâncias de forma diferente. 
e) Os isótopos de um elemento possuem massa atômica igual. 
 
2. A ionização e a excitação são os processos físicos que levam a alterações na 
distribuição dos elétrons nos orbitais dos átomos. Estas alterações quando ocorrem 
em átomos que constituem o corpo humano dão início a uma série de reações 
químicas que podem danificar ou comprometer o funcionamento adequado das 
células. Em relação a estes processos, pode-se afirmar que: 
a) Na ionização, o elétron ao absorver energia passa a executar uma órbita de raio 
maior e ocupará um nível superior dentro da camada eletrônica. 
b) Excitação é o processo físico no qual o elétron ao absorver a energia afasta-se 
da influência do campo elétrico nuclear a ponto de ser removido. 
c) A quantidade de energia necessária para ionizar o elétron mais fracamente 
ligado ao átomo é chamada de potencial de ionização. 
d) Tanto na excitação quanto na ionização o elétron mais fracamente ligado ao 
átomo é arrancado e forma-se um par eletrônico. 
e) Os fragmentos gerados nesse processo (íons e radicais livres) são pouco 
reativos. 
 
3. A classificação da radiação como ionizante está relacionada à sua capacidade de 
produzir ionização no corpo humano. Em relação à radiação ionizante assinale a 
alternativa incorreta: 
a) A energia mínima transportada pela radiação capaz de produzir ionização no 
corpo humano é 12,4 eV. 
b) Somente as partículas emitidas pelo núcleo têm energia cinética suficiente para 
produzir ionização no corpo humano. 
c) As radiações eletromagnéticas de comprimento de onda inferior a 100nm 
transportam energia suficiente para produzir ionização no corpo humano. 
d) Os elétrons, prótons e nêutrons com energia cinética superior a 12,4 eV são 
radiações ionizantes. 
e) Partículas alfa são exemplos de radiação ionizante. 
 
 
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4. Ao ionizar o corpo humano, a radiação transfere a sua energia produzindo pares 
iônicos ao longo de sua trajetória. Esses pares iônicos irão reagir com outros 
átomos interferindo no metabolismo celular ou danificando o DNA. Dependendo da 
forma como a radiação transfere sua energia será classificada como diretamente ou 
indiretamente ionizante. Assinale a alternativa incorreta: 
a) As radiações diretamente ionizantes são partículas carregadas, pois a ionização 
ocorre diretamente pela atração ou repulsão do elétron orbital. 
b) As radiações indiretamente ionizantes são assim denominadas porque precisam 
transferir sua energia para partículas carregadas existentes no meio. 
c) As partículas alfa, partículas beta e os nêutrons são exemplos de radiações 
diretamente ionizantes. 
d) Raios gama são radiações indiretamente ionizantes. 
e) Partículas gama são radiações indiretamente ionizantes. 
 
5. Em geral, o medidor de gramatura em indústria de papel consiste de um 
dispositivo contendo uma fonte de amerício-241, a qual emite basicamente 
partículas alfa. O processo é automatizado e o operador atua apenas quando há 
problemas e sua intervenção é movendo o dispositivo manualmente, fazendo o 
alinhamento e acionando comandos no painel de controle. Quando existiria risco de 
exposição que causasse dano ao operador? 
a) Durante a troca da fonte e alinhamento do dispositivo. 
b) Quando inalasse ou ingerisse o material radioativo durante a manipulação da 
fonte. 
c) Quando se posicionasse em frente ao feixe de radiação. 
d) Não existe risco para o operador. 
 
6. Na indústria de tabaco a pesagem do fumo na linha de produção de cigarros é 
feita com uso de fonte de estrôncio-90, a qual é emissora beta pura. A fonte fica 
encerrada em dispositivo de aço. O operador trabalhando bem próximo ao 
dispositivo estaria exposto a alguma radiação ionizante? 
a) Estaria exposto a partícula beta. 
b) Não teria risco de exposição à radiação ionizante. 
c) Estaria exposto aos Raios X. 
d) Estará exposto às partículas alfa. 
e) Estará exposto às partículas gama. 
 
 
 
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7. Nos procedimentos de radiografia da arcada dentária

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