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<p>Estudante</p><p>Outubro/Novembro - 2024</p><p>Língua Portuguesa</p><p>e Matemática</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>2</p><p>Revisa Goiás</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>Contextualizando o gênero</p><p>textual, o tema e o campo</p><p>de atuação</p><p>GRUPO DE ATIVIDADES</p><p>Semana 1 - Outubro</p><p>Caro(a) estudante, convidamos você a ler os tex-</p><p>tos com atenção, uma vez que é importante se apro-</p><p>priar da temática abordada e do gênero em estudo.</p><p>Para isso, é preciso interpretar/compreender e fazer</p><p>as possíveis inferências, pois esse “passo a passo”</p><p>auxilia você na resolução das atividades propostas.</p><p>Nas atividades a seguir, vamos estudar os gêneros</p><p>“Charge” e “Cartum”. Aproveite a atividade 1 para</p><p>conversar com seu(sua) professor(a) e com seus(suas)</p><p>colegas. Vamos lá?</p><p>1. Antes de ler os textos, vamos conversar? Observe as</p><p>imagens.</p><p>Disponível em:https://br.pinterest.com/pin/535998793149141167/Acesso 13 de jun. 2024.</p><p>Texto I</p><p>Texto II</p><p>Disponível em:https://kr.pinterest.com/pin/534732155757979759/. Acesso em 13 de jun. 2024.</p><p>Texto III</p><p>Texto IV</p><p>Disponível em:https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2014/06/semana-do-meio-ambiente-na-pb-tem-exposi-</p><p>cao-de-cartuns-ecologicos.html. Acesso em 13 de jun. 2024 (adaptado).</p><p>Disponível em:https://armazemdetexto.blogspot.com/search/label/CARTUM. Acesso em</p><p>25 de jun.2024.</p><p>• Você costuma encontrar esse tipo de texto em re-</p><p>vistas, jornais, livros ou na internet?</p><p>• O que você vê no Texto I e no II?</p><p>• Você percebeu que o Texto I e o II apresentam</p><p>imagens e palavras escritas? Para compreender a</p><p>mensagem desses dois textos você precisa tanto</p><p>das imagens quanto das palavras escritas? Por quê?</p><p>• O Texto I e o II estão tratando de qual(is) assun-</p><p>to(s)?</p><p>• Você sabia que o Texto I e o II são “charges”? O que</p><p>é uma charge?</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>3</p><p>• O que você vê no Texto III e IV?</p><p>• Você percebeu que no Texto III só tem imagens?</p><p>Você considera que por meio dessas imagens e</p><p>da sua leitura de mundo é possível saber de que o</p><p>texto trata? Que tal arriscar na interpretação para</p><p>saber qual é o assunto do texto?</p><p>► Conhecendo o gênero textual</p><p>O gênero textual “Charge” é jornalístico, centra-</p><p>do em questões da atualidade e reflete, geralmente,</p><p>o posicionamento editorial do jornal ou do veículo/</p><p>meio de comunicação. Na charge, é utilizada a ima-</p><p>gem como representação visual de fatos recentes,</p><p>normalmente, contextualizada por uma ou mais no-</p><p>tícias dentro do veículo. Na maioria das vezes, são</p><p>utilizadas na charge, personalidades e figuras públi-</p><p>cas, bem como seus comportamentos exagerados ou</p><p>estilizados para a realização de uma crítica, assim, a</p><p>charge é repleta de humor e ironia. A charge pode</p><p>ser construída a partir de uma notícia. Esse gênero</p><p>textual é o resultado de processos sociais, históricos</p><p>e culturais impostos à sociedade pela própria necessi-</p><p>dade de adequar-se a novas maneiras de consolidar o</p><p>discurso. A charge é “temporal”, ou seja, é um gênero</p><p>cuja temática desperta interesse provisório no leitor,</p><p>uma vez que apresenta de maneira peculiar, fatos evi-</p><p>denciados em determinadas circunstâncias. É, por-</p><p>tanto, um gênero cujo texto envelhece rápido, posto</p><p>que os fatos retratados rapidamente saem de evidên-</p><p>cia e deixam de interessar ao leitor.</p><p>Principais características do gênero textual charge</p><p>Representa a atualidade / Linguagem verbal e não</p><p>verbal/ Fator social ou político (ligada à sátira de um</p><p>fato político e/ou social de relevância) / Posicionamento</p><p>editorial (normalmente pode retratar o ponto de vista</p><p>do veículo de comunicação no qual a charge está sen-</p><p>do veiculada) / Circulação (jornais, revistas e internet)</p><p>/ Efemeridade (retrata acontecimentos contemporâne-</p><p>os e passageiros) / Exagero (provoca a vertente humo-</p><p>rística; o riso) / Caráter (humorístico, cômico, irônico e</p><p>satírico) / Ruptura discursiva (final inesperado, trata-se</p><p>de uma quebra do discurso) / Intertemporalidade (a</p><p>charge não explica a própria piada).</p><p>Disponível em:https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/lingua-portuguesa/charge. Acesso em 14 de jun.2024 (adaptado).</p><p>O gênero textual “Cartum” é jornalístico, consi-</p><p>derado opinativo ou analítico que critica, satiriza e</p><p>expõe situações por meio do grafismo e humor. Hoje,</p><p>esse gênero está praticamente em todos os veículos</p><p>de difusão da informação gráfica, como: revistas, jor-</p><p>nais e internet. O cartum aborda “temas universais”,</p><p>que todo ser humano está sujeito, como sede, fome,</p><p>injustiça, morte entre outros. E pelo fato desse gê-</p><p>nero ser tematicamente universal não necessita de</p><p>contexto, gancho ou época para ser compreendido.</p><p>Geralmente, são abordadas questões de “comporta-</p><p>mento humano”, mas sem referência a uma persona-</p><p>gem específica. O gênero “cartum” é atemporal, isto</p><p>é, não envelhece. Além disso, pode utilizar balões e</p><p>onomatopeias, características das histórias em qua-</p><p>drinho. Por meio do cartum, o veículo de comunicação</p><p>expõe a opinião, ponto de vista em um desenho que</p><p>pode, ou não, ser acompanhado de legenda. Também</p><p>pode ser considerado uma forma de levar ao público</p><p>leitor, de modo rápido e diferenciado, o “debate” sobre</p><p>temas variados.</p><p>Principais características do gênero textual cartum</p><p>Gênero textual constituído de linguagem verbal e</p><p>não verbal / Sátira / Humor / Ironia / Comicidade / Fle-</p><p>xibilidade / Imagens atemporais / Entrelaça palavras,</p><p>imagens e sentido. Assim, o cartum é baseado em crí-</p><p>tica cultural e ética, mostrando as personagens, carac-</p><p>terísticas, singularidades, posições sociais e políticas. O</p><p>alvo dos cartuns são pessoas desconhecidas. Esse gê-</p><p>nero tem a intenção de satirizar principalmente costu-</p><p>mes humanos não situados num determinado tempo.</p><p>Desse modo, o cartum não retrata apenas uma pessoa,</p><p>mas uma coletividade, um conjunto de informações.</p><p>Disponível em:https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/lingua-portuguesa/cartum. Acesso em 25 de jun. 2024 (adaptado).</p><p>Leia o texto.</p><p>Disponível em:https://br.pinterest.com/pin/895371969651621072/. Acesso em 28 de jun. 2024.</p><p>2. A “charge e o cartum” são gêneros textuais muito</p><p>parecidos nas características, porém, ambos são di-</p><p>ferentes e para definir esses gêneros, é necessário</p><p>conhecê-los, e, principalmente, analisar e observar as</p><p>características predominantes que mais se destacam</p><p>em cada texto. O texto, em estudo, é uma charge, pois</p><p>(a) critica fatos atuais que marcam uma determinada</p><p>circunstância e evidencia comportamentos exage-</p><p>rados de pessoas que poluem os rios. E para tanto,</p><p>utiliza a linguagem verbal e não verbal.</p><p>(b) satiriza uma situação atemporal que retrata cos-</p><p>tumes humanos que desrespeitam o meio ambiente.</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>4</p><p>3. O texto escrito (linguagem verbal) e as imagens (lin-</p><p>guagem não verbal), contribuem para compreender a</p><p>temática. Qual é o assunto/tema desse texto?</p><p>4. Qual é a fi nalidade dessa charge?</p><p>5. O gênero “charge” pertence ao campo jornalístico,</p><p>por quê?</p><p>ampliando</p><p>os conhecimentos</p><p>GRUPO DE ATIVIDADES</p><p>“Pessoa gramatical”, também chamada de “pes-</p><p>soa do discurso” ou “pessoa verbal”, são expressões</p><p>utilizadas para indicar a “posição” que uma pessoa</p><p>ocupa em um discurso (ato de fala). Essas pessoas</p><p>são: 1ª pessoa a que fala no discurso, 2ª pessoa com</p><p>quem se fala e a 3ª pessoa de quem se fala. Todas es-</p><p>sas pessoas podem aparecer no singular e no plural.</p><p>Eu (1ª pessoa do singular) / Tu / Você (2ªs pessoas do</p><p>singular) / Ele / Ela (3ªs pessoas do plural) / Nós (1ª</p><p>pessoa do plural) / Vós/ Vocês (2ªs pessoas do plural)</p><p>/ Eles/ Elas (3ªs pessoas do plural).</p><p>Leia o texto.</p><p>Texto I</p><p>Disponível em:https://br.pinterest.com/pin/790592909598137717/. Acesso em 28 de jun. 2024.</p><p>Texto II</p><p>Número de casos de dengue em 2024 mais que</p><p>triplica em relação ao mesmo período de 2023</p><p>O Brasil registrou nas quatro primeiras semanas de</p><p>2024 mais</p><p>uma</p><p>( ) intertextualidade ( ) argumentatividade</p><p>11. "Ser ou não ser, eis a questão" (em inglês, To be or</p><p>not to be, that is the question) é a famosa frase dita por</p><p>Hamlet durante o monólogo da primeira cena do ter-</p><p>ceiro ato na peça homônima de William Shakespeare.</p><p>Ser ou não ser é exatamente isto: existir ou não existir</p><p>ou viver ou morrer. Em o “Sumiço da Carroça”, na es-</p><p>crita inicial (prólogo) há uma intertextualidade referen-</p><p>te a essa célebre frase, transcreva-a.</p><p>Hamlet, o Príncipe da Dinamarca, obra dramática</p><p>shakespereana mais adaptada e encenada nos palcos</p><p>de todo o mundo, é hoje uma das mais importantes</p><p>e renomadas tragédias do dramaturgo inglês William</p><p>Shakespeare. Ela foi provavelmente escrita entre</p><p>1599 e 1602, mas não há até hoje uma data compro-</p><p>vada da gênese deste clássico da dramaturgia. [...]</p><p>Disponível em:https://www.infoescola.com/livros/hamlet/#google_vignette. Acesso em 26 de jul. 2024.</p><p>Romeu e Julieta é um clássico da literatura mun-</p><p>dial. Ele foi escrito pelo dramaturgo William Shakes-</p><p>peare e mostra a história de amor entre dois jovens</p><p>de famílias rivais. “Romeu e Julieta” é uma famosa</p><p>peça teatral do Classicismo, considerada um clássi-</p><p>co da literatura mundial. E mostra a trágica história</p><p>de amor entre Romeu e Julieta, membros de famílias</p><p>rivais, na Itália do século XVI. Após se apaixonarem</p><p>perdidamente, os dois jovens, em uma tentativa de</p><p>serem felizes no amor, acabam morrendo. [...]</p><p>Disponível em:https://brasilescola.uol.com.br/historia/romeu-julieta-romance-ou-historia.htm. Acesso em 26 de jul.2024.</p><p>12. A intertextualidade faz referência à presença de</p><p>elementos formais ou semânticos de textos, já produ-</p><p>zidos, em uma nova produção textual. Em outras pa-</p><p>lavras, refere-se aos textos que apresentam, integral</p><p>ou parcialmente, partes idênticas, ou semelhantes de</p><p>outros textos produzidos anteriormente. A intertextu-</p><p>alidade é presente em diferentes gêneros textuais, mas</p><p>tem um espaço privilegiado nos gêneros artísticos. Nes-</p><p>ses contextos, ela é utilizada, também, como ferramen-</p><p>ta de inspiração e criatividade, uma vez que provoca</p><p>uma ressignificação de textos já conhecidos, em novos</p><p>contextos. O texto dramático, “O Sumiço da Carroça”</p><p>faz intertextualidade e interdiscursividade com a céle-</p><p>bre obra “Romeu e Julieta” e também faz referência a</p><p>“Hamlet”. Por meio dessa relação entre os textos, esses</p><p>intertextos permitem uma ampliação do sentido, na</p><p>medida em que cria novas possibilidades e desloca sen-</p><p>tidos. Transcreva do texto, em estudo, fragmentos que</p><p>fazem referência às obras ‘Hamlet’ e ‘Romeu e Julieta’.</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>21</p><p>De olho no Enem!</p><p>13. QUESTÃO 100 – (ENEM - 2009)</p><p>Estudante, para chegar à resposta da questão 100</p><p>(Enem), além da leitura analítica do texto, é necessário</p><p>considerar o gênero textual, bem como compreender</p><p>o enunciado: “Considerando o texto e analisando os</p><p>elementos que constituem um espetáculo teatral,</p><p>conclui-se que”, é importante atentar para palavras/</p><p>expressões-chave como: ‘os elementos que consti-</p><p>tuem um espetáculo teatral’. É necessário refletir</p><p>que a construção de um texto teatral pode desenvol-</p><p>ver-se a partir de outros gêneros textuais.</p><p>Gênero dramático é aquele em que o artista usa</p><p>como intermediária entre si e o público a representa-</p><p>ção. A palavra vem do grego drao (fazer) e quer dizer</p><p>ação. A peça teatral é, pois, uma composição literária</p><p>destinada à apresentação por atores em um palco, atu-</p><p>ando e dialogando entre si. O texto dramático é com-</p><p>plementado pela atuação dos atores no espetáculo</p><p>teatral e possui uma estrutura específica, caracteriza-</p><p>da: 1) pela presença de personagens que devem estar</p><p>ligados com lógica uns aos outros e à ação; 2) pela ação</p><p>dramática (trama, enredo), que é o conjunto de atos</p><p>dramáticos, maneiras de ser e de agir das personagens</p><p>encadeadas à unidade do efeito e segundo uma ordem</p><p>composta de exposição, conflito, complicação, clímax e</p><p>desfecho; 3) pela situação ou ambiente, que é o conjun-</p><p>to de circunstâncias físicas, sociais, espirituais em que</p><p>se situa a ação; 4) pelo tema, ou seja, a ideia que o autor</p><p>(dramaturgo) deseja expor, ou sua interpretação real</p><p>por meio da representação.</p><p>COUTINHO, A. Notas de teoria literária. Rio de Janeiro: Civilização Brasilei-</p><p>ra, 1973 (adaptado)</p><p>Considerando o texto e analisando os elementos que</p><p>constituem um espetáculo teatral, conclui-se que</p><p>(A) a criação do espetáculo teatral apresenta-se</p><p>como um fenômeno de ordem individual, pois não é</p><p>possível sua concepção de forma coletiva.</p><p>(B) o cenário onde se desenrola a ação cênica é con-</p><p>cebido e construído pelo cenógrafo de modo autô-</p><p>nomo e independente do tema da peça e do trabalho</p><p>interpretativo dos atores.</p><p>(C) o texto cênico pode originar-se dos mais variados</p><p>gêneros textuais, como contos, lendas, romances,</p><p>poesias, crônicas, notícias, imagens e fragmentos</p><p>textuais, entre outros.</p><p>(D) o corpo do ator na cena tem pouca importância</p><p>na comunicação teatral, visto que o mais importan-</p><p>te é a expressão verbal, base da comunicação cênica</p><p>em toda a trajetória do teatro até os dias atuais</p><p>(E) a iluminação e o som de um espetáculo cênico</p><p>independem do processo de produção/recepção do es-</p><p>petáculo teatral, já que se trata de linguagens artísticas</p><p>diferentes, agregadas posteriormente à cena teatral.</p><p>Disponível em:https://download.inep.gov.br/educacao_basica/enem/provas/2009/dia2_caderno6_cinza.pdf. Acesso em 31 de</p><p>jul.2024.</p><p>Estudante, para chegar à resposta da questão</p><p>116 (Enem), além da leitura analítica do texto, é ne-</p><p>cessário considerar o gênero textual, bem como</p><p>compreender o enunciado: “Considerando-se as ca-</p><p>racterísticas do Teatro do Oprimido apresentadas,</p><p>conclui-se que”. Considere a expressão-chave: ‘ca-</p><p>racterísticas do Teatro do Oprimido’. A obra teatral</p><p>apresenta uma linguagem inovadora, com a finalida-</p><p>de de possibilitar ao cidadão espectador uma visão</p><p>mais nítida de sua própria realidade. Ao encenar fa-</p><p>tos do próprio cotidiano e usar uma linguagem não</p><p>diferenciada da de um cidadão comum, por meio do</p><p>jogo teatral, o indivíduo (ator e espectador) é passí-</p><p>vel de interagir, de modo interpretativo e reflexivo, a</p><p>situação vivida.</p><p>14. QUESTÃO 116 – (ENEM - 2009)</p><p>Teatro do Oprimido é um método teatral que siste-</p><p>matiza exercícios, jogos e técnicas teatrais elaboradas</p><p>pelo teatrólogo brasileiro Augusto Boal, recentemente</p><p>falecido, que visa à desmecanização física e intelectu-</p><p>al de seus praticantes. Partindo do princípio de que a</p><p>linguagem teatral não deve ser diferenciada da que é</p><p>usada cotidianamente pelo cidadão comum (oprimido),</p><p>ele propõe condições práticas para que o oprimido se</p><p>aproprie dos meios do fazer teatral e, assim, amplie suas</p><p>possibilidades de expressão. Nesse sentido, todos po-</p><p>dem desenvolver essa linguagem e, consequentemente,</p><p>fazer teatro. Trata-se de um teatro em que o especta-</p><p>dor é convidado a substituir o protagonista e mudar a</p><p>condução ou mesmo o fim da história, conforme o olhar</p><p>interpretativo e contextualizado do receptor.</p><p>Companhia Teatro do Oprimido. Disponível em: www.ctorio.org.br. Acesso</p><p>em: 1 jul. 2009 (adaptado)</p><p>Considerando-se as características do Teatro do Opri-</p><p>mido apresentadas, conclui-se que</p><p>(A) esse modelo teatral é um método tradicional de</p><p>fazer teatro que usa, nas suas ações cênicas, a lin-</p><p>guagem rebuscada e hermética falada normalmente</p><p>pelo cidadão comum.</p><p>(B) a forma de recepção desse modelo teatral se des-</p><p>taca pela separação entre atores e público, na qual</p><p>os atores representam seus personagens e a plateia</p><p>assiste passivamente ao espetáculo.</p><p>(C) sua linguagem teatral pode ser democratizada e</p><p>apropriada pelo cidadão comum, no sentido de pro-</p><p>porcionar-lhe autonomia crítica para compreensão e</p><p>interpretação do mundo em que vive.</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>22</p><p>(D) o convite ao espectador para substituir o pro-</p><p>tagonista e mudar o fim da história evidencia que a</p><p>proposta de Boal se aproxima das regras do teatro</p><p>tradicional para a preparação de atores.</p><p>(E) a metodologia teatral do Teatro do Oprimido se-</p><p>gue a concepção do teatro clássico aristotélico, que</p><p>visa à desautomação física e intelectual de seus pra-</p><p>ticantes.</p><p>Disponível em:https://download.inep.gov.br/educacao_basica/enem/provas/2009/dia2_caderno6_cinza.pdf. Acesso em 31 de</p><p>jul.2024.</p><p>PRODUÇÃO TEXTUAL</p><p>Caro(a) estudante, nesta etapa, você irá produzir</p><p>uma Charge. Para isso, leia e interprete a proposta de</p><p>escrita, os textos da coletânea, observe as caracterís-</p><p>ticas e a estrutura do gênero, bem como relembre as</p><p>explicações realizadas pelo(a) seu(sua) professor(a)</p><p>durante as aulas sobre esse gênero.</p><p>HORA DE PRODUZIR!</p><p>1. A charge é um gênero textual jornalístico que cen-</p><p>trado em questões atuais, reflete o posicionamento</p><p>editorial do jornal ou veículo de comunicação. Nela,</p><p>é utilizada uma imagem como representação visual</p><p>de fatos recentes, geralmente, contextualizada por</p><p>uma ou mais notícias dentro do veículo. Comumente,</p><p>são utilizadas personalidades e figuras públicas, seus</p><p>comportamentos são exagerados ou estilizados para</p><p>a realização de uma crítica. Tem como característica a</p><p>linguagem verbal e não verbal, humor, leitura crítica do</p><p>cotidiano, atual, efêmero, precisa de contextualização,</p><p>situações particulares e personagens públicas.</p><p>A sugestão é que você convide um(a) colega para</p><p>que juntos criem uma charge sobre o tema: “A ciberse-</p><p>gurança X os ataques cibernéticos.”, para ser publica-</p><p>da em um mural na sua escola. Para tanto, tenham um</p><p>olhar crítico e apurado para os fatos e acontecimentos</p><p>que envolvem esse assunto, a fim de terem um posicio-</p><p>namento frente a essa realidade. Antes da produção da</p><p>charge atentem para: a criação de um “conceito” para</p><p>a charge, isto é, encontrem uma forma visual de trans-</p><p>mitir uma opinião ou mensagem de modo criativo e im-</p><p>pactante. Em seguida, esbocem a charge em detalhes,</p><p>posicionando as personagens e elementos do cenário.</p><p>Não se preocupe com a “perfeição” neste momento, o</p><p>foco deve estar na expressividade e na clareza da ideia.</p><p>Após definir a composição, refine o desenho, aprimo-</p><p>rando as formas e adicionando detalhes aos persona-</p><p>gens e cenário. Assim, vocês precisam trabalhar nas</p><p>expressões faciais e corporais das personagens, garan-</p><p>tindo que elas transmitam a emoção e humor deseja-</p><p>Semana 3 - Novembro</p><p>dos. Definam as personagens que estarão presentes na</p><p>charge e o cenário em que elas estarão inseridas. Essas</p><p>personagens podem ser figuras públicas, estereótipos</p><p>ou personificações de ideias. O cenário deve comple-</p><p>mentar a mensagem e reforçar o contexto da charge.</p><p>Pensem como as personagens vão interagir entre si e</p><p>com o ambiente para criar uma narrativa visual coe-</p><p>rente. Com o desenho refinado, façam o processo de</p><p>inking, isto é, passem a limpo o desenho. A sugestão é</p><p>que vocês acrescentem texto (linguagem verbal) a sua</p><p>charge, seja na forma de diálogos entre personagens,</p><p>título ou legenda. A escrita deve ser resumida e inte-</p><p>grada ao desenho, complementando a mensagem visu-</p><p>al. Na finalização da charge, use cores e sombras.</p><p>2. Leia a coletânea a seguir.</p><p>Coletânea</p><p>Texto I</p><p>[...]</p><p>O que significa cibersegurança?</p><p>A palavra “cibersegurança” é a união dos termos “ci-</p><p>ber” (que vem de cibernética, ou seja, o uso de tecnolo-</p><p>gia e sistemas de controle automáticos) e “segurança”.</p><p>A cibersegurança consiste na prática de proteger</p><p>redes, sistemas, dispositivos, softwares e dados sen-</p><p>síveis contra ataques cibernéticos, ameaças virtuais e</p><p>acessos não autorizados.</p><p>Por meio de ações ou tecnologias, a cibersegurança</p><p>tem como objetivo garantir a confiabilidade, integrida-</p><p>de e confidencialidade de informações digitais, além de</p><p>assegurar a disponibilidade de sistemas mesmo diante</p><p>de vulnerabilidades que tentem negar o serviço.</p><p>Outras missões de proteção envolvem a autentici-</p><p>dade e o não repúdio, uma vez que a segurança ciber-</p><p>nética verifica a identidade de usuários e assegura que</p><p>as partes envolvidas não possam negar a autenticidade</p><p>de uma ação.</p><p>E além da prevenção e do combate contra ataques</p><p>cibernéticos, a cibersegurança também pode ter o pa-</p><p>pel de reparar ou restaurar a integridade de sistemas</p><p>que sofreram ataques ou invasões.</p><p>O que é uma vulnerabilidade cibernética?</p><p>Vulnerabilidade cibernética refere-se a qualquer</p><p>falha em redes ou sistemas que podem ser exploradas</p><p>por cibercriminosos. Essas brechas podem permitir</p><p>que hackers executem ações não autorizadas, acessem</p><p>dados confidenciais ou mesmo derrubem o sistema.</p><p>Disponível em:https://tecnoblog.net/responde/o-que-e-ciberseguranca/. Acesso em 31 de jul. 2024.</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>23</p><p>Texto II</p><p>Disponível em:https://ndmais.com.br/opiniao/charges/apagao-cibernetico-global-nao-afetou-a-barra-da-lagoa/. Acesso em</p><p>31 de jul. 2014.</p><p>Semana 4 - Novembro</p><p>REVISITANDO A MATRIZ SAEB</p><p>Caro(a) estudante, finalizando este material, va-</p><p>mos resolver questões / itens para revisitar alguns</p><p>descritores com o objetivo de refletir sobre quais ha-</p><p>bilidades linguísticas já conhecemos e dominamos de</p><p>modo eficiente. Vamos lá?</p><p>Leia o texto.</p><p>Disponível em: http://4.bp.blogspot.com/-zGm7Xqy6EVk/VgnfDTlfNKI/AAAAAAAAJ2U/lCCAkHNpLmc/s1600/digitalizar0015.</p><p>jpg. Acesso em 01 de ago. 2024.</p><p>1. Qual o tema do cartum?</p><p>(A) A boneca falante.</p><p>(B) A venda no shopping.</p><p>(C) O consumismo infantil.</p><p>(D) O entusiasmo da menina.</p><p>(E) O valor do cartão de crédito.</p><p>Leia o texto.</p><p>Tomate faz bem para o coração e prevenção de</p><p>doenças, confirma pesquisa</p><p>Não importa a forma como você vai consumir, o</p><p>mais importante é que o tomate ajuda o coração e tem</p><p>função de prevenção contra doenças crônicas, diz es-</p><p>tudo da Universidade de Portsmouth, Inglaterra.</p><p>Uma das hortaliças mais cultivadas em todo o mun-</p><p>do, o tomate, comprovadamente faz bem ao coração e</p><p>age na prevenção de doenças crônicas.</p><p>[...]</p><p>Para gestantes, mais benefícios.</p><p>O alimento é rico em cromo, um mineral que reduz</p><p>a resistência à insulina, facilitando o controle do diabe-</p><p>tes gestacional. Mas há uma ressalva, durante a espera</p><p>do bebê, o consumo pela gestante deve ser ajustado de</p><p>acordo com possíveis sintomas de azia, desconfortos</p><p>estomacais e flatulência, devido a acidez do ingrediente.</p><p>[...]</p><p>Disponível em: https://www.sonoticiaboa.com.br/2023/08/16/tomate-faz-bem-coracao-prevencao-doencas-pesquisa. Acesso em</p><p>01 de ago. 20024.</p><p>2. Qual é o benefício do tomate para as gestantes?</p><p>(A) Prevenir doenças crônicas.</p><p>(B) Melhorar os sintomas de asia.</p><p>(C) Auxiliar na função do coração.</p><p>(D) Reduzir a resistência à insulina.</p><p>(E) Fortalecer o sistema imunológico.</p><p>Disponível em: http://tirasdemafalda.tumblr.com/image/71864434935. Acesso em: 01 de ago. 2024.</p><p>3. O ponto de interrogação, no último quadrinho, sugere</p><p>(A) incerteza. (D) expectativa.</p><p>(B) surpresa. (E) constatação.</p><p>(C) decepção.</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>24</p><p>Leia o texto.</p><p>Gesso</p><p>Manuel Bandeira</p><p>Esta minha estatuazinha de gesso, quando nova</p><p>- O gesso muito branco, as linhas muito puras –</p><p>Mal sugeria a imagem de vida</p><p>(Embora a figura chorasse).</p><p>Há muitos anos tenho-a comigo.</p><p>O tempo envelheceu-a, carcomeu-a, manchou-a de pá-</p><p>tina amarelo-suja.</p><p>Os meus olhos, de tanto a olharem,</p><p>Impregnaram-na da minha humanidade irônica de tísico.</p><p>Um dia mão estúpida</p><p>Inadvertidamente a derrubou e partiu.</p><p>Então ajoelhei com raiva, recolhi aqueles tristes frag-</p><p>mentos, recompus a figurinha que chorava.</p><p>E o tempo sobre as feridas escureceu ainda mais o sujo</p><p>mordente da pátina...</p><p>Hoje este gessozinho comercial</p><p>É tocante e vive, e me faz agora refletir</p><p>Que só é verdadeiramente vivo o que já sofreu</p><p>Disponível em: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/7555021/mod_resource/content/1/Manuel%20Bandeira%20-%20</p><p>poemas.p. Acesso em 01 de ago. 2024.</p><p>4. A ação do tempo sobre a estátua infere que ela foi</p><p>(A) desencadeadora viva e inexpressiva de muitos</p><p>aspectos da experiência de vida do eu lírico.</p><p>(B) responsável por danos que levaram uma obra de</p><p>arte a perder sua pureza e vivacidade originais.</p><p>(C) transformadora de um simples objeto comercial</p><p>em uma obra de arte que parece ter sido criada por</p><p>um escultor genial.</p><p>(D) elemento que, juntamente com os danos causa-</p><p>dos por um acidente, dá vida e singularidade ao que</p><p>era inexpressivo e vulgar.</p><p>(E) causadora irremediável do envelhecimento das</p><p>coisas e da consequente desvalorização dos objetos</p><p>pessoais mais valiosos.</p><p>Leia o texto.</p><p>Ambientalista resgata coruja e ela volta todos os dias</p><p>para visitar</p><p>Um ambientalista teve uma grata surpresa depois de</p><p>resgatar uma coruja que estava vivendo em um terreno</p><p>abandonado: ela volta todos os dias para visitar ele!</p><p>O resgate de duas corujas da espécie Suindara foi</p><p>feito por Samuel Maria, de Monte Alto (SP). O rapaz foi</p><p>chamado para capturar dois filhotes que viviam na re-</p><p>gião, mas ele jamais imaginava que iria construir uma</p><p>amizade diferente.</p><p>Samuel começou a alimentar as duas até que elas</p><p>crescessem e retornassem para a natureza. Mas a</p><p>Guardiã, apelido carinhoso dado a uma delas pelo am-</p><p>bientalista, decidiu que seu lugar era ali mesmo, perto</p><p>de seu herói.[...]</p><p>Disponível em: https://www.sonoticiaboa.com.br/2023/07/28/ambientalista-resgata-coruja-volta-todos-dias-para-visitar. Acesso</p><p>em 01 de ago.2024.</p><p>5. Samuel tenta não interagir muito com a coruja, por-</p><p>que ele</p><p>(A) encontrou a corujinha sem vida.</p><p>(B) alimentou a coruja até ela crescer.</p><p>(C) considerou que o lugar dela é na natureza.</p><p>(D) entendeu que iria construir uma amizade nova.</p><p>(E) explicou que ela gosta de fazer ninhos nas torres.</p><p>Leia o texto.</p><p>[...]</p><p>A navegação aérea e as comunicações dependem</p><p>de serviços de rádio, que foram coordenados para mi-</p><p>nimizar a interferência desde a década de 1920.</p><p>A tecnologia digital usada hoje é muito mais avan-</p><p>çada do que algumas das antigas tecnologias analógi-</p><p>cas que eram utilizadas 60 anos atrás.</p><p>Pesquisas mostraram que os dispositivos eletrôni-</p><p>cos pessoais podem emitir um sinal dentro da mesma</p><p>faixa de frequência dos sistemas de navegação e comu-</p><p>nicação da aeronave, criando o que é conhecido como</p><p>interferência eletromagnética.</p><p>Mas em 1992, a Administração Federal de Aviação</p><p>(FAA, na sigla em inglês) e a Boeing, em um estudo inde-</p><p>pendente, investigaram o uso de dispositivos eletrôni-</p><p>cos em interferências de aeronaves e não encontraram</p><p>problemas com computadores ou outros dispositivos</p><p>eletrônicos pessoais durante as fases não críticas do</p><p>voo, como as decolagens e os pousos. [...]</p><p>Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/entenda-por-que-e-preciso-ativar-o-modo-aviao-dos-celulares-duran-</p><p>te-voo/. Acesso em 01 de ago.2024.</p><p>6. Nos trechos: “A navegação aérea e as comunicações</p><p>dependem de serviços de rádio, que foram coordena-</p><p>dos para minimizar a interferência desde a década de</p><p>1920.” / “A tecnologia digital usada hoje é muito mais</p><p>avançada do que algumas das antigas tecnologias ana-</p><p>lógicas que eram utilizadas 60 anos atrás.” Qual é o ar-</p><p>gumento predominante?</p><p>(A) Exemplificação.</p><p>(B) Senso comum.</p><p>(C) Analogia histórica.</p><p>(D) Causa/consequência.</p><p>(E) Citação de autoridade.</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>25</p><p>7. Esse texto é uma charge, pois</p><p>(A) mostra com ironia acontecimentos atemporais</p><p>presentes no dia a dia.</p><p>(B) aborda de modo reflexivo um fato ligado ao coti-</p><p>diano de todas as pessoas.</p><p>(C) mostra uma sequência de quadros com críticas</p><p>sociais para publicar na mídia.</p><p>(D) emite uma opinião a respeito do modo que as</p><p>pessoas enfrentam o desemprego no país.</p><p>(E) conta uma história humorística sobre como as</p><p>pessoas adquirem conhecimentos em inglês.</p><p>8. O humor nesse texto acontece, pois</p><p>(A) os candidatos à vaga de emprego estão em fila.</p><p>(B) as vagas de emprego são só para quem sabe inglês.</p><p>(C) sem saber inglês, as pessoas permanecem na fila</p><p>de espera.</p><p>(D) sem saber inglês, o homem aguarda na fila para</p><p>ser entrevistado.</p><p>(E) sem saber inglês, o homem acredita que com o</p><p>tempo de espera ele aprenderá.</p><p>Leia o texto.</p><p>[...]</p><p>Para Doug Drury, professor de aviação na Central</p><p>Queensland University, em uma época de comporta-</p><p>mento cada vez mais desregrado dos passageiros, in-</p><p>cluindo “fúria aérea”, o uso do telefone durante o voo</p><p>pode ser outro gatilho que muda completamente a ex-</p><p>periência da viagem.</p><p>O comportamento desregrado assume muitas</p><p>formas, desde o incumprimento dos requisitos de se-</p><p>gurança, como não usar o cinto de segurança, a alter-</p><p>cações verbais com outros passageiros e tripulantes, a</p><p>altercações físicas com passageiros e tripulantes, mui-</p><p>tas vezes identificadas como “fúria aérea”.</p><p>Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/entenda-por-que-e-preciso-ativar-o-modo-aviao-dos-celulares-duran-</p><p>te-voo/. Acesso em 01 de ago. 2024.</p><p>9. Nos dois parágrafos, ao ser utilizada a expressão ‘fú-</p><p>ria aérea’ entre aspas mais de uma vez, há um “efeito</p><p>de sentido”. Qual foi a intenção na utilização dessa ex-</p><p>pressão?</p><p>(A) Criticar o tipo de comportamento desregrado</p><p>durante os voos.</p><p>(B) Apontar os possíveis gatilhos que mudam a expe-</p><p>riência de voar.</p><p>(C ) Desestimular as altercações agressivas dos pas-</p><p>sageiros e tripulantes.</p><p>(D) Ignorar o uso do telefone durante o voo pelo fato</p><p>de causar interferência.</p><p>(E) Mostrar ações dos passageiros por não quererem</p><p>usar o cinto de segurança.</p><p>Leia o texto.</p><p>[...]</p><p>Um relatório publicado pela ONU nesta terça-feira</p><p>alerta para o risco de uma crise global de escassez de</p><p>água. De acordo com o documento, a escassez sazonal</p><p>do recurso pode se tornar mais frequente na América</p><p>do Sul e em outras partes do mundo.</p><p>A publicação foi feita um dia antes do início da Con-</p><p>ferência da Água da ONU. Em entrevista coletiva, o</p><p>editor-chefe do relatório, Richard Connor, afirmou que</p><p>há incertezas diante de um cenário que aponta aumen-</p><p>to de demanda e redução na disponibilidade de água.</p><p>"Se não resolvermos isso, definitivamente haverá</p><p>uma crise global", afirmou.</p><p>De acordo com o relatório, o uso da água tem au-</p><p>mentado 1% ao ano, nos últimos 40 anos, em âmbito</p><p>global. A estimativa é que a taxa de crescimento conti-</p><p>nue neste patamar até 2050.</p><p>[...]</p><p>O relatório destaca que serão necessárias parce-</p><p>rias e cooperação para a água com o objetivo de evitar</p><p>uma crise global.</p><p>[...]</p><p>Disponível em: https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2023/03/21/relatorio-da-onu-aponta-risco-de-crise-global-por-escas-</p><p>sez-de-agua.ghtml. Acesso em 01 de ago. 2024(adaptado).</p><p>10. No texto o editor-chefe do relatório, defende a tese</p><p>de que:</p><p>(A) O consumo de água aumentou no Oriente Médio.</p><p>(B) É necessário estabelecer mecanismos para evitar</p><p>a crise global da água.</p><p>(C) As metas de 2030 para a água e saneamento das</p><p>nações Unidas estão fora de rumo.</p><p>(D) É preciso parcerias e cooperação para a água com</p><p>o objetivo de evitar uma crise global.</p><p>(E) O aumento de demanda e redução na disponibili-</p><p>dade de água sem resolução causará uma crise global.</p><p>Leia o texto.</p><p>Disponível em: https://static.significados.com.br/foto/charge-o-tempo-cke.jpg. Acesso em 01 de ago. 2024.</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>26</p><p>1.</p><p>2.</p><p>3.</p><p>4.</p><p>5.</p><p>6.</p><p>7.</p><p>8.</p><p>9.</p><p>10.</p><p>11.</p><p>12.</p><p>13.</p><p>14.</p><p>15.</p><p>16.</p><p>17.</p><p>18.</p><p>19.</p><p>20.</p><p>21.</p><p>22.</p><p>23.</p><p>24.</p><p>25.</p><p>26.</p><p>27.</p><p>28.</p><p>29.</p><p>30.</p><p>Folha de Produção de Texto</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>27</p><p>Revisa Goiás</p><p>MATEMÁTICA</p><p>Diagnóstico</p><p>1. Observe a fração, a seguir:</p><p>A representação percentual que corresponde a essa</p><p>fração é igual a</p><p>(A) 7%.</p><p>(B) 9%.</p><p>(C) 21%.</p><p>(D) 30%.</p><p>(E) 35%.</p><p>2. Em uma determinada escola, com 324 estudantes,</p><p>as turmas do ensino</p><p>médio representam dois nonos da</p><p>população dos estudantes.</p><p>A população do ensino médio dessa escola é de</p><p>(A) 36 estudantes.</p><p>(B) 72 estudantes.</p><p>(C) 96 estudantes.</p><p>(D) 252 estudantes.</p><p>(E) 288 estudantes.</p><p>3. Ao pesquisar sobre o censo de sua cidade, Diogo</p><p>descobriu que seu bairro, com 12 mil habitantes, cor-</p><p>responde a 3% da população total da cidade.</p><p>Qual é o total de habitantes da cidade de Diogo?</p><p>(A) 36 000</p><p>(B) 40 000</p><p>(C) 120 000</p><p>(D) 400 000</p><p>(E) 1 200 000</p><p>4. Devido à alta demanda, o preço de venda de um cli-</p><p>matizador de ar, em uma determinada loja, passou a</p><p>custar R$ 160,50, após um acréscimo de 7%.</p><p>Qual era o preço original do climatizador antes do</p><p>acréscimo?</p><p>(A) 146,50</p><p>(B) 149,26</p><p>(C) 150,00</p><p>(D) 153,50</p><p>(E) 155,50</p><p>5. Em certas lojas é comum que os vendedores utilizem</p><p>uma calculadora para calcular possíveis acréscimos ou</p><p>descontos. Suponha que, em uma determinada compra,</p><p>é oferecido um desconto de 8%, mas hoje a calculadora</p><p>está com defeito e o cálculo precisa ser feito à mão.</p><p>Para mostrar, ao cliente, o preço do produto com o des-</p><p>conto aplicado, basta realizar a seguinte multiplicação:</p><p>(A) (preço total) x 0,008</p><p>(B) (preço total) x 0,08</p><p>(C) (preço total) x 0,8</p><p>(D) (preço total) x 0,92</p><p>(E) (preço total) x 1,92</p><p>6. (ENEM 2011) Uma pessoa aplicou certa quantia em</p><p>ações. No primeiro mês, ela perdeu 30% do total do in-</p><p>vestimento e, no segundo mês, recuperou 20% do que</p><p>havia perdido. Depois desses dois meses, resolveu tirar</p><p>o montante de R$ 3800,00 gerado pela aplicação.</p><p>A quantia inicial que essa pessoa aplicou em ações cor-</p><p>responde ao valor de</p><p>(A) R$ 4222,22.</p><p>(B) R$ 4523,80.</p><p>(C) R$ 5000,00.</p><p>(D) R$ 13 300,00.</p><p>(E) R$ 17 100,00.</p><p>Semana 1 - Outubro</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>28</p><p>7. Um produto cujo preço de custo é de R$ 210,00, será</p><p>vendido com um lucro de 30%, sobre o valor de venda.</p><p>Qual deve ser valor, mínimo, de venda deste produto?</p><p>(A) R$ 273,00</p><p>(B) R$ 294,00</p><p>(C) R$ 300,00</p><p>(D) R$ 357,00</p><p>(E) R$ 420,00</p><p>8. Sebastião devia, em seu cartão de crédito, R$ 2000,00.</p><p>Como não conseguiu pagar, em quatro meses, essa dí-</p><p>vida aumentou para R$ 2880,00.</p><p>Qual foi a taxa de juros simples, ao mês, cobrada pelo</p><p>cartão de crédito?</p><p>(A) 4,4%</p><p>(B) 11%</p><p>(C) 22%</p><p>(D) 44%</p><p>(E) 144%</p><p>9. A poupança é conhecida por ser um dos investimen-</p><p>tos mais seguros no mercado fi nanceiro, oferecendo</p><p>baixo risco. Contudo, essa segurança vem acompanha-</p><p>da de um rendimento relativamente baixo. Suponha</p><p>que uma pessoa tenha depositado R$ 10 000,00 em</p><p>sua caderneta de poupança por três meses, com uma</p><p>taxa de juros compostos de 0,8% ao mês.</p><p>Qual o montante desse depósito ao longo dos três meses?</p><p>(A) 10 024,00</p><p>(B) 10 240,00</p><p>(C) 10 241,93</p><p>(D) 12 400,00</p><p>(E) 12 597,12</p><p>10. Adalto aplicou em um banco R$ 800,00, com taxa</p><p>de juros compostos de 10,8% a.a. para ser retirado</p><p>após 30 meses.</p><p>O montante no fi nal do período será igual a</p><p>(Considere 1,00930 = 1,308383)</p><p>(A) R$ 304,51.</p><p>(B) R$ 1003,83.</p><p>(C) R$ 1104,51.</p><p>(D) R$ 1046,71.</p><p>(E) R$ 17 349,33.</p><p>11. João fez um empréstimo de R$ 800,00 em uma</p><p>fi nanceira, que cobra uma taxa de juros de 10% a.m..</p><p>Ele se comprometeu a quitar a dívida em dois meses.</p><p>Ao fi nal do primeiro mês, João pagou uma parcela de</p><p>R$ 580,00.</p><p>Considerando esse pagamento, qual será o valor res-</p><p>tante que João deverá pagar ao fi nal do segundo mês?</p><p>(A) R$ 220,00</p><p>(B) R$ 242,00</p><p>(C) R$ 264,00</p><p>(D) R$ 330,00</p><p>(E) R$ 380,00</p><p>12. Joana fez um empréstimo de R$ 3000,00 junto</p><p>ao seu banco e pagará essa dívida em parcelas de</p><p>R$ 300,00 até sua quitação total. O juro composto</p><p>aplicado sobre o valor financiado é de 5% a.m.</p><p>Qual o valor amortizado de sua dívida, após o paga-</p><p>mento da 3° parcela?</p><p>(A) R$ 427,13</p><p>(B) R$ 472,87</p><p>(C) R$ 568,98</p><p>(D) R$ 810,00</p><p>(E) R$ 900,00</p><p>GRUPO DE ATIVIDADES</p><p>Semana 2 - Outubro</p><p>o que precisamos</p><p>saber?</p><p>PORCENTAGEM</p><p>A porcentagem é denotada pelo termo x% (“x</p><p>porcento”), com x ∈ R, é uma maneira de indicar a ra-</p><p>zão centesimal ou qualquer outra representação</p><p>equivalente a ela.</p><p>Exemplos:</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>29</p><p>A porcentagem também é chamada de taxa per-</p><p>centual ou, simplesmente, percentual.</p><p>Mais exemplos de equivalência</p><p>de frações.</p><p>Acesse o QR Code e assista ao</p><p>vídeo do Youtube: Matemática |</p><p>Goiás TEC | SEDUC</p><p>PORCENTAGEM DE UM VALOR NUMÉRICO</p><p>Podemos calcular a porcentagem de um valor de</p><p>diferentes maneiras, como já visto em volumes ante-</p><p>riores do REVISA GOIÁS 2024.</p><p>Observe como calcular 12% de 550, de três for-</p><p>mas distintas:</p><p>1ª) Multiplicando o valor pela representação fra-</p><p>cionária da porcentagem</p><p>2ª) Multiplicando o valor pela representação de-</p><p>cimal da porcentagem</p><p>550 ∙ 12% = 550 ∙ 0,12 = 66</p><p>3ª) Utilizando a regra de três</p><p>Organizando os valores, temos o quadro:</p><p>Note que “550 está para x as-</p><p>sim como 100 está para 12”</p><p>Assim, podemos montar a proporção e encontrar</p><p>o valor referente a 12%,</p><p>É possível encontrar o percentual que “uma</p><p>parte” representa de “um todo”, por um método</p><p>prático. Veja:</p><p>• Qual a porcentagem que 40 representa de</p><p>um total de 200?</p><p>Aplicando a regra de três, temos:</p><p>Observe que a razão é equivalente ao per-</p><p>centual que buscamos. Assim, o decimal corres-</p><p>pondente a esta fração é</p><p>Portanto, 40 representa 20% de um total de</p><p>200.</p><p>• Qual é a porcentagem que 200 representa de</p><p>um total de 160?</p><p>Calculando a razão de , temos:</p><p>Assim, 200 representa 125% de um total de 160.</p><p>ATIVIDADES</p><p>1. Represente:</p><p>a) 35% na forma de fração irredutível.</p><p>b) 17% na forma decimal.</p><p>c) na forma de porcentagem.</p><p>d) na forma decimal.</p><p>e) 0,06 na forma fracionária irredutível.</p><p>f) 1,28 na forma de porcentagem.</p><p>2. Calcule:</p><p>a) 15% de 200</p><p>b) 24% de 800</p><p>c) 30% de 120</p><p>d) 75% de 104</p><p>e) 85% de 50</p><p>f) 50% de 70</p><p>g) 105% de 60</p><p>h) 35% de 300</p><p>3. Complete os espaços, a seguir:</p><p>a) 50 é % de 200.</p><p>b) 60 é % de 75.</p><p>c) 15 é % de 250.</p><p>d) 72 é % de 3600</p><p>4. Uma mercadoria que custava R$ 80,00, passou a</p><p>custar R$ 100,00. Qual a porcentagem de aumento</p><p>dessa mercadoria?</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>30</p><p>6. (SPAECE – 2012) Na prova de um concurso público,</p><p>Fred acertou 8 das 10 primeiras questões e três quar-</p><p>tos das questões restantes, ou seja, 30 questões.</p><p>O percentual de acerto de Fred foi de</p><p>(A) 68,5%.</p><p>(B) 72,0%.</p><p>(C) 76,0%.</p><p>(D) 77,5%.</p><p>(E) 95,0%.</p><p>7. Em 2023, uma faculdade registrou a matrícula de</p><p>1600 novos estudantes. Estimulado por novas polí-</p><p>ticas de inclusão financeira e/ou social, espera-se um</p><p>aumento de cerca de 18%, em relação a esse número,</p><p>nas matrículas em 2024. Qual será o total de novos es-</p><p>tudantes em 2024, caso a previsão se realize?</p><p>8. (UFSM-RS) A prefeitura, responsável pela ilumina-</p><p>ção pública de uma cidade, trocou 40% das luminárias</p><p>por outras mais eficientes. Decorrido um ano da troca,</p><p>verificou que 2% das novas luminárias e 6% das luminá-</p><p>rias antigas apresentaram defeito.</p><p>Qual é a porcentagem das luminárias da cidade que</p><p>apresentaram defeito nesse período?</p><p>(A) 3,2%</p><p>(B) 4,4%</p><p>(C) 5,6%</p><p>(E) 8,0%</p><p>(D) 6,8%</p><p>Vamos ampliar?</p><p>ACRÉSCIMIOS E DECRÉSCIMOS</p><p>Frequentemente, os acréscimos (aumentos) ou</p><p>decréscimos (descontos) aplicados em algumas situ-</p><p>ações, são baseados em porcentagem. Para resolver</p><p>situações como essas, temos um método prático:</p><p>5. Calcule e responda:</p><p>a) Quanto é 30% de R$ 650,00?</p><p>b) Ao escalar uma montanha, Felipe subiu 195 me-</p><p>tros e foi informado que havia percorrido 30% do</p><p>percurso. Qual é a altura da montanha?</p><p>c) Sabe-se que 15% equivalem a 36 estudantes de</p><p>uma escola. Quantos estudantes há nessa escola?</p><p>valor final = valor inicial ∙ fator multiplicativo</p><p>O fator multiplicativo depende da situação, pois</p><p>• no acréscimo, somamos 1 com a forma decimal</p><p>da porcentagem.</p><p>Acréscimo Fator multiplicativo</p><p>5% 1 + 0,05 = 1,05</p><p>24% 1 + 0,24 = 1,24</p><p>130% 1 + 1,3 = 2,3</p><p>Desconto Fator multiplicativo</p><p>7% 1 - 0,07 = 0,93</p><p>32% 1 - 0,32 = 0,68</p><p>78% 1 - 0,78 = 0,22</p><p>• no decréscimo, subtraímos 1 com a forma deci-</p><p>mal da porcentagem.</p><p>Exemplo</p><p>Pedro aluga um galpão para depósito e seu valor</p><p>mensal é de R$ 1200,00. Com o pagamento anteci-</p><p>pado há um desconto de 5% sobre o valor e caso haja</p><p>atrasos incide 8% sobre o aluguel. Nessas condições:</p><p>a) Caso Pedro atrase, qual será o valor a pagar?</p><p>b) Caso Pedro antecipe, qual será o valor a pagar?</p><p>Solução:</p><p>a) Valor inicial: 1200</p><p>Acréscimo : 8%</p><p>fator multiplicativo= 1 + 0,08 = 1,08</p><p>Assim,</p><p>valor final = valor inicial ∙ fator multiplicativo</p><p>valor final = 1200 ∙ 1,08</p><p>valor final = 1296</p><p>Ao pagar em atraso, o valor será R$ 1296,00.</p><p>b) Valor inicial: 1200</p><p>Desconto: 5%</p><p>fator multiplicativo=1-0,05=0,95</p><p>Assim,</p><p>valor final = valor inicial ∙ fator multiplicativo</p><p>valor final = 1200 ∙ 0,95</p><p>valor final = 1140</p><p>Ao pagar antecipado, o valor será R$ 1140,00.</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>31</p><p>AUMENTOS E DESCONTOS SUCESSIVOS</p><p>Para calcular aumentos e descontos sucessivos,</p><p>a ordem dessas variações não importa. Não é neces-</p><p>sário calcularmos separadamente os acréscimos e/ou</p><p>decréscimos sucessivos, podemos calculá-los, simul-</p><p>taneamente, efetuando a multiplicação de seus fato-</p><p>res pelo valor total.</p><p>Considere o valor de R$ 100,00: um aumento de</p><p>15% seguido de um desconto de 10%, tem o mesmo</p><p>resultado de um desconto de 10% seguido de um au-</p><p>mento de 15%. Determinando o valor final após essas</p><p>variações:</p><p>▶ Acréscimo seguido do desconto:</p><p>Calculando o acréscimo de 15%, temos</p><p>100 ∙ 1,15 = 115</p><p>Seguindo o cálculo, agora com um desconto de</p><p>10%, obtemos</p><p>115 ∙ 0,90 = 103,50</p><p>▶ Desconto seguido de acréscimo:</p><p>Calculando o desconto de 10%, temos</p><p>100 ∙ 0,90 = 90</p><p>Seguindo o cálculo, agora com o acréscimo de</p><p>15%, temos</p><p>90 ∙ 1,15 = 103,50</p><p>Além de não haver alteração no resultado, o resu-</p><p>mo das operações acima é:</p><p>(100 ∙ 1,15) ∙ 0,90 ou (100 ∙ 0,90) ∙ 1,15</p><p>Exemplo</p><p>Uma jaqueta que custava R$ 300,00 teve um au-</p><p>mento de 20% e, na semana seguinte, teve um descon-</p><p>to de 15%, sobre o valor acrescido. Após as variações,</p><p>a jaqueta passou a custar quanto?</p><p>Solução:</p><p>Calculando o acréscimo e o decréscimo, simulta-</p><p>neamente, temos</p><p>ATIVIDADES DE AMPLIAÇÃO</p><p>9. Uma camisa que custava R$ 85,00 teve um aumento</p><p>de 12%. Qual é o novo preço dessa camisa?</p><p>10. Luiza comprou um tênis cujo valor na vitrine era de</p><p>R$ 340,00. Ao efetuar o pagamento Luiza recebeu um</p><p>desconto de R$ 51,00 sobre o valor desse tênis. Saben-</p><p>do disso, responda:</p><p>a) Quantos reais Luiza pagou pelo tênis?</p><p>b) Qual foi o percentual de desconto recebido por</p><p>Luiza nessa compra?</p><p>c) Se o percentual de desconto fosse de 20%, quan-</p><p>tos reais Luiza pagaria pelo tênis?</p><p>11. Nilton planeja seus gastos em uma planilha para</p><p>controlá-los melhor. Ele registrou os gastos do mês de</p><p>maio e, como já sabia qual seria o reajuste de cada des-</p><p>pesa, registrou uma previsão de gastos para o mês de</p><p>junho.</p><p>Determine a previsão dos gastos de Nilton, no mês de</p><p>junho, de acordo com os reajustes indicados.</p><p>12. Uma raquete custa, na loja A, R$ 15,00 a mais que</p><p>na loja B. O proprietário da loja A, percebendo isso,</p><p>lança uma promoção oferecendo um desconto de 10%,</p><p>nesse produto, para que a raquete tenha o mesmo pre-</p><p>ço da loja B. Quanto custa a raquete na loja B.</p><p>13. Cauê contraiu um empréstimo no valor de R$ 780,00</p><p>em seu banco digital. As condições escolhidas para o pa-</p><p>gamento desse empréstimo são:</p><p>I. Realizar o pagamento em parcela única;</p><p>II. Acréscimos de 8% mês a mês.</p><p>Sabendo que ele conseguiu fazer o pagamento 2 meses</p><p>após o prazo, o valor pago por Cauê, em reais, foi de:</p><p>(A) 842,40.</p><p>(B) 904,80.</p><p>(C) 909,79.</p><p>(D) 1622,40.</p><p>(E) 1684,80.</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>32</p><p>14. Flávia percebeu que determinada mercadoria teve</p><p>seu preço elevado em 18%, após o fim de uma promo-</p><p>ção. Ao chegar à loja ela conseguiu, com o gerente, um</p><p>desconto de 5%. Mesmo assim ela pagou R$ 302,50 a</p><p>mais do que o valor promocional. Qual era o preço da</p><p>mercadoria em promoção?</p><p>Semana 3 - Outubro</p><p>Vamos Sistematizar?</p><p>Fazendo o uso de fórmulas, cálculos e modelos dis-</p><p>poníveis, a Matemática Financeira nos auxilia na resolu-</p><p>ção de problemas financeiros como o cálculo de taxas</p><p>de juros, o entendimento da inflação, as aplicações fi-</p><p>nanceiras (rentabilidade e liquidez de um investimento),</p><p>cálculos de impostos etc. É importante termos conheci-</p><p>mento de alguns conceitos intrínsecos a ela.</p><p>CONCEITOS BÁSICOS DA MATEMÁTICA</p><p>FINANCEIRA</p><p>Lucro e Prejuízo (L)</p><p>A diferença do preço de venda e do preço de cus-</p><p>to, de determinado produto, pode ser positiva ou ne-</p><p>gativa. Então, para obtermos lucro, o preço de venda</p><p>(V) deve ser maior que o preço de custo (C).</p><p>L = V – C</p><p>Caso L seja positivo, haverá lucro, porém, se for</p><p>negativo, haverá prejuízo.</p><p>Além disso, o lucro também pode ser expresso</p><p>como um percentual em relação ao preço de custo</p><p>ou ao preço de venda. Em outras palavras:</p><p>• é o percentual de lucro sobre o preço de custo;</p><p>• é o percentual de lucro sobre o preço de venda.</p><p>Exemplo:</p><p>Um produto foi comprado por R$ 620,00 e ven-</p><p>dido por R$ 960,00.</p><p>Responda as seguintes perguntas:</p><p>a) Qual foi o lucro, em reais?</p><p>b) Qual a porcentagem, aproximada, de lucro sobre</p><p>o preço de custo?</p><p>Solução:</p><p>a) A diferença entre o preço de venda e o preço</p><p>de custo é</p><p>960 – 620 = 340</p><p>O lucro foi de R$ 340,00.</p><p>b) Calculando a razão entre lucro (L) e custo (C),</p><p>temos</p><p>A porcentagem de lucro sobre o preço de custo é</p><p>de, aproximadamente, 54,84%.</p><p>ELEMENTOS BÁSICOS DA MATEMÁTICA</p><p>FINANCEIRA</p><p>• Operação financeira: Ato econômico em que</p><p>há transferência de valores entre o credor, indivíduo</p><p>ou entidade que possui capital, e o tomador, agente</p><p>econômico que recebe o valor.</p><p>• Capital (C): É o valor investido no início de uma</p><p>operação financeira.</p><p>• Juros (J): Pode–se definir juros como:</p><p> o rendimento, em dinheiro, de uma aplicação</p><p>financeira, ou seja, um acréscimo sobre o valor de</p><p>uma compra adquirida;</p><p> um valor que se recebe em uma aplicação mo-</p><p>netária;</p><p> um valor referente ao atraso no pagamento de</p><p>uma prestação ou a quantia paga pelo empréstimo</p><p>de determinado capital.</p><p>• Prazo (t): É o tempo da operação financeira, ou</p><p>seja, o período em que os juros são calculados.</p><p>• Taxa de juros (i): É o percentual utilizado para o</p><p>cálculo dos juros em determinado intervalo de tempo.</p><p>• Valor presente: É o valor de uma operação fi-</p><p>nanceira na data inicial.</p><p>• Valor futuro: É o valor de uma operação finan-</p><p>ceira compreendido entre a data inicial e final da ope-</p><p>ração.</p><p>ATIVIDADES DE sistematização</p><p>15. Ao comprar uma mercadoria de R$ 130,00, um re-</p><p>vendedor pretende lucrar a partir da venda deste item,</p><p>aplicando um aumento de 25% sobre o valor de com-</p><p>pra. Sabendo disso responda:</p><p>a) Qual será o lucro, em reais, deste revendedor?</p><p>b) Qual será o percentual de lucro sobre o preço de</p><p>venda?</p><p>c) Caso ele pretenda aumentar mais 12%, qual será o</p><p>novo valor desta mercadoria?</p><p>d) Qual será o novo percentual de lucro, sobre o pre-</p><p>ço de venda acrescido de 12%?</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>33</p><p>16. Um produto custa R$ 9000,00. Calcule o preço de</p><p>venda, de modo a obter:</p><p>a) Um lucro de 15% sobre o valor de custo.</p><p>b) Um prejuízo de 10% sobre o valor de custo.</p><p>17. Um produto cujo preço de custo é de R$ 420,00 é</p><p>vendido com um lucro de 30% sobre o preço de venda.</p><p>Qual é o preço de venda desse produto?</p><p>(A) 126,00</p><p>(B) 294,00</p><p>(C) 546,00</p><p>(D) 600,00</p><p>(E) 714,00</p><p>18. Rebecca foi adquirir um automóvel em uma con-</p><p>cessionária e escolheu um modelo cujo preço, à vista,</p><p>era R$ 62 000,00. O vendedor informou-lhe que o va-</p><p>lor desse automóvel</p><p>poderia ser totalmente fi nanciado</p><p>em 48 parcelas mensais, idênticas, de R$ 1750,00. Ela</p><p>então optou por fi nanciar a compra desse automóvel.</p><p>Nessas condições, responda.</p><p>a) Qual foi o preço total, em reais, que Rebecca pagou</p><p>pelo automóvel?</p><p>b) Qual foi o valor, em reais, que Rebecca pagou de ju-</p><p>ros nesse fi nanciamento?</p><p>c) Qual foi a taxa de juros sobre o valor do automóvel</p><p>com o fi nanciamento?</p><p>19. Duas lojas de roupas vendem calças jeans de mes-</p><p>ma marca e modelo pelo mesmo preço à vista. Mas, se</p><p>parcelado, oferecem as seguintes condições:</p><p>Loja 1 – Entrada de 60% do valor e o restante em 30</p><p>dias, com 10% de juros sobre o saldo restante;</p><p>Loja 2 – Entrada de 40% do valor e o restante em 30</p><p>dias, com 8% de juros sobre o saldo restante.</p><p>Se o cliente decidir comprar parcelado, nessas con-</p><p>dições, qual das lojas será mais vantajosa?</p><p>GRUPO DE ATIVIDADES</p><p>o que precisamos</p><p>saber?</p><p>Semana 4 - Outubro</p><p>JUROS SIMPLES</p><p>No regime de juros simples, os juros incidem sem-</p><p>pre sobre o capital inicial, ou seja, o valor dos juros de</p><p>cada período é constante, portanto, não muda com o</p><p>tempo. O juro simples é obtido por meio da multipli-</p><p>cação do capital inicial, taxa de juros e tempo. Assim,</p><p>J = C ∙ i ∙ t</p><p>Onde:</p><p>J representa os juros;</p><p>C é o capital inicial (valor aplicado inicialmente);</p><p>i é a taxa de juros (percentual utilizado no cálculo</p><p>dos juros, em determinado intervalo de tempo); e</p><p>t é o tempo (período da operação fi nanceira, po-</p><p>dendo ser dia, mês, bimestre, ano etc).</p><p>O juro simples é menos utilizado que o juro com-</p><p>posto, mas é possível encontrá-lo em operações do</p><p>nosso dia a dia, a exemplo temos os fi nanciamentos,</p><p>investimentos e outros tipos de empréstimos.</p><p>Exemplo:</p><p>Ao pegar emprestado R$ 1800,00 de seu primo,</p><p>Moisés acordou que pagará uma taxa de 2% ao mês,</p><p>no regime de juros simples, durante o prazo de 1 ano</p><p>e 3 meses. Agora responda:</p><p>a) Qual será o valor dos juros, ao fi nal deste prazo?</p><p>b) Qual será o valor total, a ser pago por Moisés?</p><p>c) Qual será o valor de cada parcela?</p><p>Solução:</p><p>a) Ao identifi car os valores fornecidos no enun-</p><p>ciado, observa-se</p><p>C = 1800</p><p>i = 2% ao mês, ou seja, 0,02 ao mês</p><p>t = 1 ano e 3 meses, ou seja, 15 meses</p><p>Substituindo as informações, na expressão de ju-</p><p>ros simples, temos:</p><p>J = C ∙ i ∙ t</p><p>J = 1800 ∙ 0,02 ∙ 15</p><p>J = 540</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>34</p><p>Logo, os juros que Moisés pagará, ao final do pra-</p><p>zo de 15 meses, será de R$ 540,00.</p><p>b) O valor total que Moisés pagará será o valor do</p><p>empréstimo, ou capital inicial, somado com os juros,</p><p>ou seja:</p><p>1800 + 540 = 2340</p><p>Portanto, o valor total será de R$ 2340,00. Tam-</p><p>bém chamamos este valor total de montante.</p><p>c) Tomando o valor total a ser pago dividido pela</p><p>quantidade de meses, temos:</p><p>2340 ÷ 15 = 156</p><p>Assim, o valor de cada parcela será de R$ 156,00.</p><p>Observação: Note que o valor de cada parcela é</p><p>composto por:</p><p>MONTANTE</p><p>O montante é o valor final da operação financeira</p><p>do capital inicial adicionado com os juros.</p><p>M = C + J</p><p>Onde: M é o montante; C o capital inicial e J os juros.</p><p>Exemplo</p><p>Um capital de R$ 3000,00 aplicado, a juros sim-</p><p>ples, a uma taxa de 4% ao mês, resultou no montante</p><p>de R$ 3900,00 após um certo tempo. Qual foi o tem-</p><p>po da aplicação?</p><p>Solução:</p><p>Identificando as informações, observa-se</p><p>C = 3000</p><p>i = 4% ao mês,ou seja,0,04</p><p>M = 3900</p><p>J = C ∙ i ∙ t</p><p>O montante é a adição de capital inicial com os ju-</p><p>ros. Dessa forma,</p><p>M = C + J</p><p>M = C + C ∙ i ∙ t</p><p>3900 = 3000 + 3000 ∙ 0,04 ∙ t</p><p>3900 - 3000 = 3000 ∙ 0,04 ∙ t</p><p>900 = 120 ∙ t</p><p>= t → t =7,5</p><p>Portanto, o tempo de aplicação foi de 7,5 meses,</p><p>ou 7 meses e 15 dias.</p><p>Tempo e a Taxa de juros</p><p>Nas operações financeiras, existem algumas abre-</p><p>viações da taxa de juros ao longo de um período.</p><p>Sendo elas:</p><p>Ao ano → a.a.</p><p>Ao mês → a.m.</p><p>Ao trimestre → a.t.</p><p>Tempo e taxa de juros devem estar na mesma</p><p>unidade de medida (ao ano, ao mês, ao bimestre etc.).</p><p>Importante lembrar que o mês comercial pos-</p><p>sui 30 dias e o ano comercial 360 dias.</p><p>Para entender mais sobre os Ju-</p><p>ros Simples</p><p>Acesse o QR Code e assista ao ví-</p><p>deo do YouTube (LEGENDADO):</p><p>“Regime de Juros Simples” da</p><p>OBMEP. Matemática | IMPA</p><p>ATIVIDADES</p><p>1. Quanto renderá um capital de R$ 7000,00, a juros</p><p>simples, aplicado durante:</p><p>a) 4 meses, a uma taxa de 2,5% a.m.?</p><p>b) 1 ano, a uma taxa de 3% a.m.?</p><p>c) 2 meses, a uma taxa de 0,15% a.d.?</p><p>2. Ao aplicar um certo capital a uma taxa de 6% a.m., a</p><p>juro simples, obteve-se R$ 6000,00 de juros em 4 meses.</p><p>Qual foi o capital aplicado?</p><p>(A) R$ 6360,00</p><p>(B) R$ 7440,00</p><p>(C) R$ 24 000,00</p><p>(D) R$ 25 000,00</p><p>(E) R$ 36 000,00</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>35</p><p>3. Sérgio aplicou R$ 600,00, a juros simples, em um</p><p>fundo de investimento. Após 8 meses, verificou que o</p><p>montante era de R$ 984,00.</p><p>Qual é a taxa de juros, ao mês, desse fundo?</p><p>(A) 1,64%</p><p>(B) 8%</p><p>(C) 12%</p><p>(D) 20,5%</p><p>(E) 39,02%</p><p>4. Um capital inicial de R$ 800,00, aplicado a uma taxa</p><p>de juros simples de 0,5% a.m., resultou em um montan-</p><p>te de R$ 1000,00. Calcule o tempo dessa aplicação.</p><p>5. Os capitais de R$ 2000,00 (C</p><p>1</p><p>) e de R$ 1500,00 (C</p><p>2</p><p>)</p><p>são aplicados a juros simples de 1% ao mês e 18% ao</p><p>ano, respectivamente, durante t meses. Após esse tem-</p><p>po, a soma dos montantes produzidos pelas duas aplica-</p><p>ções é de R$ 3840,00. Neste contexto, responda:</p><p>a) Qual o tempo t da aplicação?</p><p>b) Qual o rendimento de (C</p><p>1</p><p>) neste período?</p><p>c) Qual o rendimento de (C</p><p>2</p><p>) neste período?</p><p>6. (Ufob-MG – Adaptado) José deposita, mensalmen-</p><p>te, a quantia de 200 reais em um fundo, desde 1° de ja-</p><p>neiro, a juros simples de 2% ao mês. Calcule o seu mon-</p><p>tante no fim de um ano, para um total de 12 depósitos.</p><p>Vamos avançar?</p><p>JUROS COMPOSTOS</p><p>Diferente do regime de juro simples, os juros</p><p>compostos possuem uma característica acumulativa,</p><p>semelhante aos “acréscimos sucessivos” vistos ante-</p><p>riormente. Esse regime é amplamente utilizado em</p><p>aplicações financeiras, juros aplicados no cartão de</p><p>crédito, financiamentos, entre outros. Também é co-</p><p>nhecido como “juros sobre juros”.</p><p>Exemplo</p><p>Rodrigo irá aplicar R$ 1000,00 em um investimen-</p><p>to, a juros compostos, de 5% a.m. Qual será o montan-</p><p>te dessa aplicação, após 4 meses?</p><p>Solução:</p><p>a) Como o juro composto é um acréscimo sucessi-</p><p>vo, observe o desenvolvimento do montante ao final</p><p>de cada mês.</p><p>• 1° mês: capital inicial mais 5% de acréscimo</p><p>1000 ∙ (1 + 5%) = 1000 ∙ (1 + 0,05) = 1000 ∙ (1,05) = 1050</p><p>• 2° mês: montante do 1° mês mais 5% de acréscimo</p><p>1050 ∙ (1 + 0,05) = 1050 ∙ (1,05) = 1102,5</p><p>• 3° mês: montante do 2° mês mais 5% de acréscimo</p><p>1102,5 ∙ (1 + 0,05) = 1102,5 ∙ (1,05) = 1157,625</p><p>• 4° mês: montante do 3° mês mais 5% de acréscimo</p><p>1157,625 ∙ (1 + 0,05) = 1157,625 ∙ (1,05) ≅ 1215,51</p><p>Logo, ao final de 4 meses, Rodrigo obterá um</p><p>montante de R$ 1215,51.</p><p>E se este investimento fosse aplicado por 12, 36</p><p>ou 60 meses?</p><p>Veja um método prático:</p><p>Imagine que o capital inicial (C), de R$ 1000,00, é</p><p>aplicado com uma taxa de juros (i) de 5%, no primei-</p><p>ro mês. No segundo mês é aplicado mais 5% sobre o</p><p>montante anterior e assim, sucessivamente, até o úl-</p><p>timo mês (t). O montante (M) será calculado a partir</p><p>da multiplicação sucessiva (potenciação), dos acrésci-</p><p>mos, ou seja:</p><p>Dessa forma, para juros compostos, o montante</p><p>é encontrado pela multiplicação entre o capital e o</p><p>acréscimo sucessivo, ou decréscimo, elevado ao tem-</p><p>po de aplicação.</p><p>Veja novamente aplicação de Rodrigo.</p><p>M = C ∙ (1 + i)t</p><p>M = 1000 ∙ (1 + 0,05)4</p><p>M = 1000 ∙ (1,05)4</p><p>M = 1000 ∙ 1,21550625</p><p>M = 1215,50625</p><p>M ≅ 1215,51</p><p>Exemplo:</p><p>As irmãs Lisa e Beatriz aplicaram R$ 1000,00,</p><p>cada uma, em investimentos, com taxa de juros a 5%</p><p>ao mês, no período de um ano. Lisa aplicou a um re-</p><p>gime de juros simples e Beatriz, a juros compostos.</p><p>Qual será o montante de cada uma das irmãs ao final</p><p>dessas aplicações? E qual é mais rentável?</p><p>Solução:</p><p>Identificando cada informação, temos</p><p>C = 1000</p><p>i = 5% → 0,05</p><p>t = 12 meses</p><p>Semana 1 - Novembro</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>36</p><p>Vejamos, como foi o desenvolvimento de cada</p><p>aplicação:</p><p>Assim, ao final de um ano, Lisa obteve o montante</p><p>de R$ 1600,00 e Beatriz obteve R$ 1795,86.</p><p>Além disso, há uma diferença numérica entre os</p><p>montantes obtidos, sendo a rentabilidade maior no</p><p>regime de juros compostos.</p><p>Para entender mais sobre juros</p><p>e Montante</p><p>Acesse o QR Code para conte-</p><p>údo extra sobre juros simples e</p><p>composto, montante e mais: Por-</p><p>tal NetEscola.</p><p>ATIVIDADES</p><p>7. Paulo aplicou a quantia de R$ 200 000,00 à taxa de</p><p>juro composto de 0,7% ao mês. Qual será o montante</p><p>desse capital após 6 meses?</p><p>8. Carol investiu R$ 10 000,00 a juros compostos de</p><p>1,4% a.m. durante 6 meses.</p><p>Qual será, aproximadamente, o valor dos juros obtidos?</p><p>(A) R$ 719,87</p><p>(B) R$ 840,00</p><p>(C) R$ 869,95</p><p>(D) R$ 8400,00</p><p>(E) R$ 10 869,95</p><p>9. Qual é o valor a ser aplicado hoje, a uma taxa de ju-</p><p>ros compostos de 3% a.m., para que uma pessoa rece-</p><p>ba R$ 8360,00 ao final de 6 meses?</p><p>10. Em uma aplicação de R$ 1500,00 a juros com-</p><p>postos de 8% capitalizados, semestralmente, quan-</p><p>tos meses serão necessários para obter a quantia de</p><p>R$ 21 600,00?</p><p>(Considere: log2 = 0,3 e log3 = 0,47)</p><p>Vamos Sistematizar?</p><p>JUROS E FUNÇÕES</p><p>Existe uma relação entre juro simples e função poli-</p><p>nomial do 1° grau (função afim). Assim como o juro com-</p><p>posto e função exponencial. Veja a situação, a seguir:</p><p>Um capital de R$ 1000,00 foi aplicado a uma</p><p>taxa de 12% ao ano. Vamos calcular o montante ob-</p><p>tido anualmente para cada regime de juros e anali-</p><p>sar o comportamento dos resultados.</p><p>▶ Relação entre juro simples e função afim</p><p>Para encontrar o montante anual substituímos os va-</p><p>lores do capital (C) e da taxa de juros (i), obtendo assim:</p><p>M = C + C ∙ i ∙ t</p><p>M = 1000 + 1000 ∙ 0,12 ∙ t</p><p>M = 1000 + 120t</p><p>Ou seja, a sentença anterior é uma lei de formação,</p><p>onde o montante (M) está em função do tempo (t).</p><p>Observe o quadro:</p><p>Observe que, os valores do montante obtido é</p><p>uma progressão aritmética, de razão 120.</p><p>Assim, dado o capital e taxa de juros, o montan-</p><p>te obtido pelo regime de juro simples corresponde</p><p>a uma função afim, ao longo do tempo de aplicação,</p><p>com a seguinte restrição f: Z</p><p>+</p><p>* → R.</p><p>▶ Relação entre juro composto e função expo-</p><p>nencial</p><p>Pela situação apresentada, substituindo os valo-</p><p>res do capital (C) e da taxa de juros (i), temos:</p><p>M = C ∙ (1 + i)t</p><p>M = 1000 ∙ (1 + 0,12)t</p><p>M = 1000 ∙ 1,12t</p><p>Observa-se que a sentença obtida é a lei de for-</p><p>mação de uma função exponencial, onde o montante</p><p>(M) está em função do tempo (t).</p><p>Observe o quadro:</p><p>Neste caso, os valores do montante obtido corres-</p><p>pondem a uma progressão geométrica, de razão 1,12.</p><p>Assim, dado o capital e taxa de juros, o montante</p><p>obtido pelo regime de juros compostos corresponde</p><p>a uma função exponencial, ao longo do tempo de apli-</p><p>cação, com a seguinte restrição f: Z+* → R.</p><p>Semana 2 - Novembro</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>37</p><p>ATIVIDADES DE sistematização</p><p>11. Samuel emprestou R$ 5000,00, a um amigo, a uma</p><p>taxa de juros simples de 2% ao mês. Considere x o nú-</p><p>mero de meses do empréstimo e M(x) o montante a ser</p><p>devolvido a Samuel no final de x meses.</p><p>Qual é a representação gráfica correta de M(x)?</p><p>(A)</p><p>(B)</p><p>(C)</p><p>(D)</p><p>(E)</p><p>▶ Relação entre os gráficos das funções afim e</p><p>exponencial</p><p>Vejamos o comportamento dos dois tipos de regi-</p><p>me de juros em um mesmo plano cartesiano, onde o</p><p>eixo x corresponde ao tempo (t) da aplicação e, o eixo</p><p>y, ao montante obtido (M).</p><p>Repare que após 5 anos de aplicação a diferença</p><p>entre os montantes é de</p><p>|1720-1762,34|=42,34</p><p>Mas aos 12 de aplicação, a diferença entre os</p><p>montantes é de</p><p>|2440-3895,98|=1455,98</p><p>O que evidencia a diferença entre os dois tipos de</p><p>regime de juros.</p><p>12. Ana Lúcia decidiu investir a quantia de R$ 12 000,00,</p><p>em seu banco. Seu gerente informou que havia dois in-</p><p>vestimentos disponíveis, sendo eles:</p><p>A: 5% a.m., a juros simples.</p><p>B: 3% a.m., a juros compostos.</p><p>Para definir qual o melhor investimento, ela calcu-</p><p>lou o montante após um ano e meio de aplicação, em</p><p>ambos os regimes, e escolheu o de maior rendimento.</p><p>Sendo assim:</p><p>a) Qual foi a escolha dela?</p><p>b) E qual a diferença entre os dois montantes encontra-</p><p>dos por ela nesse período?</p><p>13. Qual é o tempo necessário para que um capital apli-</p><p>cado a juros compostos, a 10% ao mês, duplique seu</p><p>valor?</p><p>Considere log2 = 0,3 e log11 = 1,04</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>38</p><p>GRUPO DE ATIVIDADES</p><p>o que precisamos</p><p>saber?</p><p>O que acontece quando você atrasa o pagamen-</p><p>to de seu cartão de crédito?</p><p>Mário possui um cartão de crédito com o limite</p><p>de R$ 2000,00. Ele usou todo esse limite em uma</p><p>compra.</p><p>Ele não conseguirá realizar o pagamento total e</p><p>optou pelo pagamento mínimo, fi xado em 15%, pelo</p><p>emissor do cartão, que será de R$ 300,00. Conside-</p><p>re que a taxa de juro rotativo e os demais encargos</p><p>(custos) sejam de 12% sobre o saldo devedor.</p><p>Veja o que acontece com a dívida:</p><p>Disponível: https://www.freepik.com/</p><p>Total da fatura Mário optou pelo paga-</p><p>mento mínimo.</p><p>Fatura (set)</p><p>R$ 2000,00 Pag. mínimo</p><p>R$ 300,00</p><p>Fatura (out)</p><p>R$ 1700,00 +</p><p>204,00</p><p>Ele deve pagar o valor</p><p>fi nanciado mais os juros e</p><p>encargos (12%) sobre o saldo</p><p>Assim, o pagamento para o próximo mês será de</p><p>R$ 1904,00.</p><p>Agora, imagine se Mário realizar apenas o paga-</p><p>mento mínimo nos próximos meses e sem alterações</p><p>nas taxas e encargos. Observe:</p><p>Note que em 5 meses pagando o mínimo, Mário</p><p>abateu R$ 357,23 da dívida de R$ 2000,00, mesmo já</p><p>tendo pago o total de R$ 1362,75.</p><p>Para entender mais suas faturas</p><p>no Cartão de Crédito:</p><p>Acesse o QR Code e assista ao</p><p>vídeo do Youtube: “2 Formas de</p><p>Diminuir a Fatura do Cartão de</p><p>Crédito”. Nath Finanças.</p><p>ATIVIDADES</p><p>1. Maria contraiu um empréstimo de R$ 2000,00, a uma</p><p>taxa de juros compostos de 5% ao mês, comprometendo-</p><p>-se a saldar a dívida em quatro meses. No fi m do primeiro</p><p>mês, Maria pagou uma parcela de R$ 600,00. No fi m do</p><p>segundo mês, ela pagou R$ 575,00. No fi m do terceiro</p><p>mês, pagou R$ 550,00. Quanto Maria pagará ao fi nal do</p><p>quarto mês?</p><p>2. João possui um cartão de crédito com R$ 3000,00</p><p>de limite e utilizou todo este saldo em um compra, mas</p><p>esqueceu de parcelá-la. Para resolver isso, ele decidiu</p><p>pagar mensalmente R$ 600,00 e não utilizar o cartão</p><p>até quitar essa dívida. Sabe-se que as taxas do juro ro-</p><p>tativo e os demais encargos totalizam 10% a.m..</p><p>Qual será o valor total, em reais, que João irá pagar por</p><p>essa compra?</p><p>(A) 3300,00 (D) 3900,00</p><p>(B) 3600,00 (E) 3960,00</p><p>(C) 3822,38</p><p>3. (ENEM 2022) Em uma loja, o preço promocional de</p><p>uma geladeira é de R$ 1000,00 para pagamento so-</p><p>mente em dinheiro. Seu preço normal, fora da promo-</p><p>ção, é 10% maior. Para pagamento feito com o cartão</p><p>de crédito da loja, é dado um desconto de 2% sobre o</p><p>preço normal. Uma cliente decidiu comprar essa gela-</p><p>deira, optando pelo pagamento com o cartão de cré-</p><p>dito da loja. Ela calculou que o valor a ser pago seria o</p><p>preço promocional acrescido de 8%. Ao ser informada</p><p>pela loja do valor a pagar, segundo sua opção, perce-</p><p>beu uma diferença entre seu cálculo e o valor que lhe</p><p>foi apresentado.</p><p>O valor apresentado pela loja, comparado ao valor cal-</p><p>culado pela cliente, foi</p><p>(A) R$ 2,00 menor.</p><p>(B) R$ 100,00 menor.</p><p>(C) R$ 200,00 menor.</p><p>(D) R$ 42,00 maior.</p><p>(E) R$ 80,00 maior.</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>39</p><p>Vamos ampliar?</p><p>Semana 3 - Novembro</p><p>SISTEMAS DE AMORTIZAÇÃO</p><p>Anteriormente, observamos que o pagamento das</p><p>faturas do cartão de crédito, quando não realizadas</p><p>de forma integral, geram um aumento significativo</p><p>no</p><p>valor total das compras. Algo semelhante ocorre ao</p><p>adquirir empréstimos ou financiamentos por meio de</p><p>instituições financeiras, onde o valor negociado é o</p><p>capital e o valor a ser pago à instituição que proveu o</p><p>empréstimo, acrescido de juro, é o montante.</p><p>Tal pagamento é feito por uma fragmentação des-</p><p>te total, que deve ser pago frequentemente, o qual</p><p>chamamos de parcelas, ou prestações. As parcelas (P)</p><p>são compostas por uma parte do capital adquirido no</p><p>financiamento (chamado de valor amortizado, A) e de</p><p>juros (J) sobre o saldo devedor. Ou seja:</p><p>P = A + J</p><p>Ocorre que há diferentes maneiras de se calcular</p><p>esses valores, chamadas de Sistemas de Amortiza-</p><p>ção. Vamos conhecer os sistemas mais praticados no</p><p>mercado de financiamento.</p><p>SISTEMA PRICE</p><p>Também chamado de Sistema de Amortização</p><p>Francês, é o sistema em que as prestações são fixas</p><p>durante todo o tempo, até a quitação do valor em-</p><p>prestado ou financiado. Dito isso, o valor da presta-</p><p>ção é calculado, geralmente, de acordo com a fórmula:</p><p>Onde, V é o valor financiado, i é a taxa de juros e t</p><p>é a quantidade de prestações.</p><p>Mas, a depender da negociação entre credor e to-</p><p>mador, o valor da prestação pode ser ajustado, mas</p><p>permanece fixo durante o período de pagamento.</p><p>Veja a situação, a seguir:</p><p>Rafael comprará um automóvel no valor de</p><p>R$ 39 500,00. Ele pagará R$ 4500,00 de entrada</p><p>e financiará o restante em 36 prestações. Ele acei-</p><p>tou a proposta, de um determinado banco, com taxa</p><p>de juros a 2% a.m., utilizando o Sistema Price.</p><p>Vamos calcular o valor da prestação (I) e analisar</p><p>a evolução do saldo devedor deste financiamento (II).</p><p>I. Valor da prestação:</p><p>Considerando as informações dadas, temos</p><p>V = 39 500 – 4500 = 35 000</p><p>i = 2% → 0,02</p><p>t = 36</p><p>Substituindo os valores na fórmula apresentada,</p><p>obtemos:</p><p>Portanto, o valor da prestação será de R$ 1373,15.</p><p>II. Evolução do Financiamento:</p><p>No Sistema Price não há alteração da prestação.</p><p>Como saber o valor do juro, da amortização ou do sal-</p><p>do devedor?</p><p>Vejamos:</p><p>O juro é calculado sobre o saldo devedor. Assim,</p><p>no primeiro mês, temos:</p><p>2% de 35 000 = 0,02 ∙ 35 000 = 700</p><p>Logo a amortização é a diferença entre o valor da</p><p>prestação e valor dos juros, assim:</p><p>P = A + J</p><p>P – J = A</p><p>1373,15 – 700 = A</p><p>A = 673,15</p><p>Dessa forma, o saldo devedor para segundo mês é</p><p>35 000–673,15=34 326,85</p><p>Observe a planilha que apresenta algumas parce-</p><p>las e a evolução de cada valor neste financiamento:</p><p>!!! Uma característica marcante deste sistema é</p><p>que a amortização no saldo devedor é crescente, en-</p><p>quanto os juros são decrescentes.</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>40</p><p>SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO CONSTANTE (SAC)</p><p>Assim como o nome sugere, neste sistema a</p><p>amortização é constante. Dessa forma, a diminuição</p><p>no saldo devedor é mais significativa em comparação</p><p>ao Price. No entanto, suas parcelas costumam ser</p><p>mais altas, no início da operação.</p><p>Nesse sistema, podemos calcular a amortização</p><p>(A) mensal como a razão entre o valor do financia-</p><p>mento (V) e a quantidade (t) de parcelas, ou seja,</p><p>O valor da parcela é composto pela soma da</p><p>amortização com o juro sobre o saldo devedor:</p><p>P = A + i ∙ V</p><p>Veja a situação, a seguir:</p><p>Júlia comprará um automóvel no valor de</p><p>R$ 42 000,00. Ela pagará R$ 7000,00 de entra-</p><p>da e financiará o restante em 36 prestações. Ela</p><p>conseguiu uma proposta de financiamento, em seu</p><p>banco, com uma taxa de juros a 2% a.m., pelo SAC.</p><p>Vamos calcular o valor das prestações e analisar</p><p>a evolução do saldo devedor desse financiamento.</p><p>Considerando as informações dadas, temos</p><p>V = 42 000 – 7000 = 35 000</p><p>i = 2% → 0,02</p><p>t = 36</p><p>Calculando a amortização, obtemos:</p><p>Agora, o valor da primeira prestação (P1) é calcu-</p><p>lado como:</p><p>P1 = A + i ∙ V</p><p>P1 = 972,22 + 0,02 ∙ 35 000</p><p>P1 = 972,22 + 700</p><p>P1 = 1672,22</p><p>Dessa forma, o valor da primeira prestação é de</p><p>R$ 1672,22.</p><p>Logo, o saldo devedor (V1) para o segundo mês é</p><p>35 000 – 972,22 = 34 027,78</p><p>Assim, o valor da segunda prestação (P2) é calcu-</p><p>lado como:</p><p>P2 = A + i ∙ V1</p><p>P2 = 972,22 + 0,02 ∙ 34 027,78</p><p>P2 = 972,22 + 680,56</p><p>P2 = 1652,78</p><p>Portanto, o valor da primeira prestação é de</p><p>R$ 1652,78.</p><p>Observe a planilha, que apresenta algumas parce-</p><p>las e a evolução de cada valor nesse financiamento:</p><p>!!! Outra característica marcante deste sistema</p><p>é que suas parcelas são decrescentes, pois acompa-</p><p>nham o decrescimento dos juros.</p><p>Ainda com dúvidas sobre o</p><p>Sistema Price?</p><p>Acesse o QR Code e assista ao</p><p>vídeo (LEGENDADO) do You-</p><p>tube: “Financiamentos: Price”.</p><p>OBMEP | IMPA</p><p>Ainda com dúvidas sobre</p><p>o Sistema SAC?</p><p>Acesse o QR Code e assista ao vídeo</p><p>(LEGENDADO) do Youtube: “Finan-</p><p>ciamentos: SAC”. OBMEP | IMPA</p><p>Renda necessária para financiar um imóvel</p><p>Antes de liberar o financiamento para você, o ban-</p><p>co avalia se sua renda está comprometida com outras</p><p>dívidas e despesas. Para isso, ele considera o valor que</p><p>você quer financiar e em quanto tempo, além de do-</p><p>cumentos que comprovem outras despesas mensais</p><p>e a sua renda total. Cada banco trabalha com um per-</p><p>centual de comprometimento de renda, que, em geral,</p><p>não pode ultrapassar 30% da sua renda.</p><p>https://www.bcb.gov.br/meubc/faqs/p/renda-necessaria-para-financiar-um-imovel</p><p>Fique ligado!!!</p><p>Observe que Rafael e Júlia financiaram o mesmo va-</p><p>lor com a mesma taxa e tempo, porém com sistemas de</p><p>amortização distintos. Utilizando o sistema Price , Rafael</p><p>pagou R$ 49 433,40, no valor financiado de seu carro,</p><p>enquanto Júlia pagou R$ 47 950,00, utilizando o SAC.</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>41</p><p>ATIVIDADES DE AMPLIAÇÃO</p><p>4. A respeito de sistemas de amortização em um finan-</p><p>ciamento, considere as afirmações, a seguir:</p><p>I. No Sistema de Amortização Constante (SAC), o</p><p>valor das prestações é igual do começo ao fim</p><p>do financiamento.</p><p>II. No Sistema Price de amortização, o valor amor-</p><p>tizado vai aumentando com o passar do tempo,</p><p>durante o período de pagamento.</p><p>III. Ao comparar os sistemas de amortização SAC e</p><p>Price, com mesmo valor de empréstimo, mesma</p><p>taxa de juros e mesmo período verificamos que</p><p>o saldo devedor sofreu maior redução no Siste-</p><p>ma Price.</p><p>Podemos dizer que está(ão) correta(s) a(s) afirma-</p><p>ção(ões):</p><p>(A) I. (D) I e III.</p><p>(B) II. (E) II e III.</p><p>(C) III.</p><p>5. Ivana fará um empréstimo de R$ 50 000,00 para</p><p>uma reforma em seu estúdio de fotografia e está ana-</p><p>lisando qual sistema de amortização vai utilizar para</p><p>saldar a dívida em 6 anos. Ela recebeu uma proposta</p><p>de 9% ao ano de seu banco. Sabendo disso responda:</p><p>a) Qual será o valor amortizado de cada parcela se Iva-</p><p>na optar pelo SAC? De quanto será a primeira presta-</p><p>ção nesse caso?</p><p>b) Se decidir pelo Sistema Price, qual será o valor de</p><p>cada prestação? Quanto será o valor amortizado na</p><p>primeira prestação?</p><p>6. Sandro comprará uma geladeira e se interessou pelo</p><p>seguinte modelo:</p><p>https://www.tacolado.com.br/adesivo-para-geladeira/adesivo-para-geladei-</p><p>ra-escovado-inox-0-61m</p><p>Sabendo que a loja trabalha com o Sistema Price, o va-</p><p>lor de cada prestação será de:</p><p>(A) R$ 176,80.</p><p>(B) R$ 206,80.</p><p>(C) R$ 209,59.</p><p>(D) R$ 229,59.</p><p>(E) R$ 249,49.</p><p>7. (ENEM 2015) Um casal realiza um financiamento</p><p>imobiliário de R$ 180 000,00, a ser pago em 360 pres-</p><p>tações mensais, com taxa de juros efetiva de 1% ao</p><p>mês. A primeira prestação é paga um mês após a libe-</p><p>ração dos recursos e o valor da prestação mensal é de</p><p>R$ 500,00 mais juro de 1% sobre o saldo devedor (va-</p><p>lor devido antes do pagamento). Observe que, a cada</p><p>pagamento, o saldo devedor se reduz em R$ 500,00 e</p><p>considere que não há prestação em atraso.</p><p>Efetuando o pagamento dessa forma, o valor, em reais,</p><p>a ser pago ao banco na décima prestação é de</p><p>(A) 2 075,00.</p><p>(B) 2 093,00.</p><p>(C) 2 138,00.</p><p>(D) 2 255,00.</p><p>(E) 2 300,00.</p><p>ESTUDO DE CASO – AMORTIZAÇÃO EXTRA</p><p>Henrique contraiu um financiamento de</p><p>R$ 20 0 0 0 0,0 0 com seu banco para comprar sua</p><p>casa própria.</p><p>A oferta consiste em uma taxa de 0,8%</p><p>a.m., durante 240 meses, utilizando o Sistema Price.</p><p>Na 48ª prestação, ele efetuará uma amortização ex-</p><p>tra de R$ 10 000,00 em seu saldo devedor.</p><p>Vamos analisar duas coisas:</p><p>I. O impacto no valor final.</p><p>II. A quantidade de prestações que serão “aba-</p><p>tidas”.</p><p>Calculando o valor da prestação, no sistema Pri-</p><p>ce, temos</p><p>V = 200 000,00</p><p>i = 0,8% → 0,008</p><p>t = 240</p><p>Assim,</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>42</p><p>Vamos recorrer à planilha para visualizar os pri-</p><p>meiros valores, em reais,</p><p>Como a parcela é fixa, temos:</p><p>1877,34 ∙ 240 = 450 561,60</p><p>Então, o valor total do financiamento de Henri-</p><p>que é de R$ 450 561,60.</p><p>Contudo, na 48ª prestação, ao efetuar uma amor-</p><p>tização de R$ 10.000,00, os juros e o saldo devedor</p><p>sofrem alterações.</p><p>Veja:</p><p>Por consequência, no 218º mês, chega–se à qui-</p><p>tação desse financiamento, reduzindo 22 prestações,</p><p>ou seja, 1 ano e 10 meses, a menos no pagamento das</p><p>prestações.</p><p>Observe que o valor total do financiamento so-</p><p>freu alteração e será de:</p><p>1877,34 ∙ 218 = 409 260,12</p><p>Assim,</p><p>450 561,6 – 409 260,12 = 41 301,48</p><p>DICAS!</p><p>Por isso, ao escolher algum financiamento, Price</p><p>ou SAC, além de planejar o impacto em sua renda,</p><p>uma dica importante é a amortização extra. Tanto</p><p>para amenizar o valor total pago, quanto para dimi-</p><p>nuir a quantidade de prestações.</p><p>O impacto foi de R$ 41 301,48, fazendo uma</p><p>amortização de R$ 10 000,00, no 48° mês.</p><p>Por fim, levando em consideração a amortização</p><p>de R$ 10 000,00, temos</p><p>409 260,12+10 000= 419 260,12</p><p>Portanto, o valor total pago por Henrique é de</p><p>R$ 419 260,12.</p><p>Os valores arrecadados com o imposto de renda</p><p>contribuem para o desenvolvimento do Brasil, finan-</p><p>ciando a saúde, educação, segurança e inúmeros ser-</p><p>viços públicos prestados ao cidadão brasileiro.</p><p>Essa arrecadação ocorre de diversas maneiras,</p><p>sendo as mais comuns:</p><p>• O Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF):</p><p>onde a tributação ou arrecadação é realizada direta-</p><p>mente no salário bruto do trabalhador, apresentada</p><p>nos registros da Carteira de Trabalho e Previdência</p><p>Social (CTPS) e nos contracheques, como um dos</p><p>descontos mensais.</p><p>• O Imposto de Renda sobre a Pessoa Física</p><p>(IRPF): também conhecida como Declaração de</p><p>Ajuste Anual é a declaração dos impostos devidos à</p><p>pessoa física que recebe rendimentos de investimen-</p><p>tos, pensões, aluguéis etc.</p><p>Em geral, todo cidadão que recebe acima de um</p><p>determinado valor, definido pelo Governo Federal,</p><p>precisa fazer a declaração do Imposto de Renda. No</p><p>Brasil, o órgão responsável pela arrecadação é a Re-</p><p>Semana 4 - Novembro</p><p>vamos concluir?</p><p>IMPOSTO DE RENDA (IR)</p><p>https://agenciabrasil.ebc.com.br/foto/2023-03/fotos-para-ilustrar-imposto-de-renda-1679080025</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>43</p><p>* Rendimentos previdenciários isentos para maiores de 65 anos:</p><p>R$ 1.903,98</p><p>* Dedução mensal por dependente: R$ 189,59</p><p>* Limite mensal de desconto simplificado: R$ 564,80</p><p>Alguns pontos importantes a se destacar:</p><p>• Base de cálculo é a faixa de renda, na qual será</p><p>aplicado o percentual da alíquota.</p><p>• Alíquota é o percentual do valor que será retido.</p><p>• Dedução é o valor que será reduzido do percen-</p><p>tual da alíquota.</p><p>• Limite mensal de desconto simplificado é a dedução</p><p>aplicada na renda bruta, para iniciar o cálculo do IR.</p><p>Vamos calcular o IRRF de um trabalhador cujo sa-</p><p>lário bruto é de R$ 3000,00.</p><p>Comece aplicando o desconto simplificado sobre</p><p>o salário bruto</p><p>3000 – 564,80 = 2435,20</p><p>Assim, o valor da base de cálculo será de R$ 2435,20.</p><p>E dessa forma, este salário se adequa à alíquota de 7,5%.</p><p>Aplicando a alíquota de 7,5% da base de cálculo</p><p>7,5% ∙ 2435,20 = 0,075 ∙ 2435,20 = 182,64</p><p>Aplicando a dedução nesta faixa de desconto</p><p>182,64 – 169,44 = 13,20</p><p>Portanto, o valor retido do IR deste trabalhador é</p><p>de R$ 13,20 mensalmente.</p><p>ATIVIDADES</p><p>8. Qual é o valor do desconto IRRF de um assalariado</p><p>cujo salário bruto mensal é de R$ 6550,00, em 2024?</p><p>9. O salário líquido de um assalariado é calculado a par-</p><p>tir do salário bruto, cujo valor é R$ 4200,00, com dois</p><p>descontos. São eles:</p><p>I. O Imposto de Renda (IRRF), segundo a regra de</p><p>2024;</p><p>II. O da Previdência Social (INSS), 12% sobre o sa-</p><p>lário bruto.</p><p>Qual é o valor do salário líquido desse assalariado?</p><p>ceita Federal, subordinada ao Ministério da Fazenda.</p><p>Além disso, a Receita é encarregada da fiscalização e</p><p>controle aduaneiro (fiscalização de empresas estran-</p><p>geiras) e do combate à sonegação fiscal.</p><p>Por que devemos declarar o imposto de renda?</p><p>A partir da declaração é que a receita verifica se o</p><p>valor cobrado do cidadão é realmente o valor que ele</p><p>deveria pagar de acordo com a renda. Quando o valor</p><p>retido for maior do que se deve, é feita a restituição,</p><p>ou seja, é devolvida a diferença entre a arrecadação</p><p>e o que se deve ao contribuinte. Caso contrário, é ne-</p><p>cessário pagar a diferença aos cofres públicos.</p><p>Mas afinal, quais são os valores taxados no IR?</p><p>Observe, a seguir, a tabela de incidência e dedu-</p><p>ções mensais para cálculo do imposto sobre a renda</p><p>das pessoas físicas (IRPF) em 2024, do governo fede-</p><p>ral brasileiro.</p><p>Para o jovem investidor, ao final de um mês, a aplicação</p><p>mais vantajosa é</p><p>(A) a poupança, pois totalizará um montante de</p><p>R$ 500,56.</p><p>(B) o CDB, pois totalizará um montante de R$ 500,87.</p><p>(C) a poupança, pois totalizará um montante de</p><p>R$ 502,80.</p><p>(D) o CDB, pois totalizará um montante de R$ 504,21.</p><p>(E) o CDB, pois totalizará um montante de R$ 504,38.</p><p>10. (ENEM 2011) Um jovem investidor precisa esco-</p><p>lher qual investimento lhe trará maior retorno finan-</p><p>ceiro em uma aplicação de R$ 500,00. Para isso, pes-</p><p>quisa o rendimento e o imposto a ser pago em dois</p><p>investimentos: poupança e CDB (certificado de depó-</p><p>sito bancário). As informações obtidas estão resumidas</p><p>no quadro:</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa Goiás</p><p>Expediente</p><p>Governador do Estado de Goiás</p><p>Ronaldo Ramos Caiado</p><p>Vice–Governador do Estado de Goiás</p><p>Daniel Vilela</p><p>Secretária de Estado da Educação</p><p>Aparecida de Fátima Gavioli Soares Pereira</p><p>Secretária–Adjunta</p><p>Helena Da Costa Bezerra</p><p>Diretora Pedagógica</p><p>Alessandra Oliveira de Almeida</p><p>Superintendente de Educação Infantil e Ensino</p><p>Fundamental</p><p>Giselle Pereira Campos Faria</p><p>Superintendente de Ensino Médio</p><p>Osvany Da Costa Gundim Cardoso</p><p>Superintendente de Segurança Escolar e Colégio</p><p>Militar</p><p>Cel Mauro Ferreira Vilela</p><p>Superintendente de Desporto Educacional, Arte</p><p>e Educação</p><p>Marco Antônio Santos Maia</p><p>Superintendente de Modalidades e Temáticas</p><p>Especiais</p><p>Rupert Nickerson Sobrinho</p><p>Diretor Administrativo e Financeiro</p><p>Andros Roberto Barbosa</p><p>Superintendente de Gestão Administrativa</p><p>Leonardo de Lima Santos</p><p>Superintendente de Gestão e Desenvolvimento</p><p>de Pessoas</p><p>Hudson Amarau De Oliveira</p><p>Superintendente de Infraestrutura</p><p>Gustavo de Morais Veiga Jardim</p><p>Superintendente de Planejamento e Finanças</p><p>Taís Gomes Manvailer</p><p>Superintendente de Tecnologia</p><p>Bruno Marques Correia</p><p>Diretora de Política Educacional</p><p>Patrícia Morais Coutinho</p><p>Superintendente de Gestão Estratégica e</p><p>Avaliação de Resultados</p><p>Márcia Maria de Carvalho Pereira</p><p>Superintendente do Programa Bolsa Educação</p><p>Márcio Roberto Ribeiro Capitelli</p><p>Superintendente de Apoio ao Desenvolvimento</p><p>Curricular</p><p>Nayra Claudinne Guedes Menezes Colombo</p><p>Chefe do Núcleo de Recursos Didáticos</p><p>Evandro de Moura Rios</p><p>Coordenador de Recursos Didáticos para o Ensino</p><p>Fundamental</p><p>Alexsander Costa Sampaio</p><p>Coordenadora de Recursos Didáticos para o</p><p>Ensino Médio</p><p>Edinalva Soares de Carvalho Oliveira</p><p>Professores elaboradores de Língua Portuguesa</p><p>Edinalva Filha de Lima Ramos</p><p>Edna Aparecida dos Santos</p><p>Katiuscia Neves Almeida</p><p>Maria Aparecida Oliveira Paula</p><p>Norma Célia Junqueira de Amorim</p><p>Professores elaboradores de Matemática</p><p>Alan Alves Ferreira</p><p>Basilirio Alves da Costa Neto</p><p>Jéssica de Rezende Graff Tinti</p><p>Tayssa Tieni Vieira de Souza</p><p>Tyago</p><p>Cavalcante Bilio</p><p>Professores elaboradores de Ciências da Natureza</p><p>Leonora Aparecida dos Santos</p><p>Sandra Márcia de Oliveira Silva</p><p>Silvio Coelho da Silva</p><p>Professor elaborador de Ciências Humanas e</p><p>Sociais Aplicadas</p><p>Ricardo Gonçalves Tavares</p><p>Revisão</p><p>Cristiane Gonzaga Carneiro Silva</p><p>Diagramação</p><p>Adriani Grun</p><p>de 217 mil casos de dengue, segundo dados</p><p>atualizados pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira</p><p>(30). O número é mais que o triplo de notifi cações do</p><p>mesmo período em 2023: 65.366.</p><p>O painel de monitoramento de arboviroses do go-</p><p>verno contabilizou 15 mortes pela doença neste ano e</p><p>149 óbitos seguem em investigação. Em 2023, 41 mor-</p><p>tes foram registradas.</p><p>Considerada pelo ministério como a arbo-</p><p>virose urbana mais prevalente nas Américas, principal-</p><p>mente no Brasil, a dengue é transmitida pela picada da</p><p>fêmea do mosquito Aedes aegypti. [...]</p><p>Disponível em:https://g1.globo.com/saude/noticia/2024/01/30/numero-de-casos-de-dengue-em-2024-e-quase-o-triplo-do-re-</p><p>gistrado-no-mesmo-periodo-do-ano-passado.ghtml. Acesso em 28 de jun. 2024.</p><p>6. Descreva e explique o que aparece no texto I?</p><p>7. No texto I, a palavra “DENGUE” está escrita em cai-</p><p>xa alta na cor amarela. O que essa construção proposi-</p><p>tal priorizando a cor pode indicar, nesse contexto?</p><p>8. O texto I estabelece alguma relação com o texto II?</p><p>Qual? O texto II pode embasar a construção do texto</p><p>I, considerando as características do gênero textual</p><p>charge?</p><p>9. Aponte qual é o signifi cado da palavra “dominar”, se-</p><p>gundo o dicionário, que melhor defi ne o sentido con-</p><p>textual empregado no texto I.</p><p>( ) “ter grande ascendência”</p><p>( ) “autoridade sobre”</p><p>( ) “conhecer e saber empregar com profi ciência”</p><p>10. A charge (texto I) apresenta humor/ironia? Justifi que.</p><p>Leia o texto.</p><p>Disponível em:https://urbecarioca.com.br/requiem-para-o-verde-carioca-de-sonia-peixoto/. Acesso em 28 de jun. 2024.</p><p>11. O texto em análise é um “cartum”. Aponte V para</p><p>verdadeiro e F para falso, considerando as caracterís-</p><p>ticas desse gênero.</p><p>( ) É um gênero que não envelhece, ou seja, ele é</p><p>atemporal.</p><p>( ) Esse gênero textual é jornalístico, porque é opi-</p><p>nativo ou analítico.</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>5</p><p>( ) Na construção desse texto não pode ser utiliza-</p><p>do balões, nem onomatopeias.</p><p>( ) É um gênero que critica, satiriza, expõe situa-</p><p>ções por meio do humor e grafismo.</p><p>( ) Pode aparecer praticamente em todos os veículos/</p><p>meios de informação, como revista, jornal, internet.</p><p>( ) Esse gênero aborda temas universais, isto é,</p><p>aqueles que todo ser humano está sujeito, como</p><p>fome, injustiça etc.</p><p>Sugestão: peça ajuda ao seu(sua) professor(a) e pes-</p><p>quise sobre os “Tipos de Pronomes”: (Pronomes Pessoais</p><p>– incluem os de Tratamento)/(Pronomes Possessivos)/</p><p>(Pronomes Demonstrativos)/(Pronomes Indefinidos )/</p><p>(Pronomes Relativos)/Pronomes Interrogativos).</p><p>12. A articulação textual é o atributo decorrente de</p><p>um texto estruturado de maneira coesa, ou seja, com</p><p>ideias encadeadas, coerentes e com a progressão ade-</p><p>quada. Esse aspecto pode ter como foco, o uso de pro-</p><p>nomes, preposições, conjunção e outras classes gra-</p><p>maticais. Considere o trecho “Mas eu quero você por</p><p>inteiro, tá!” e responda o que se pede:</p><p>a) O Pronome é uma classe de palavras variável cuja fi-</p><p>nalidade é substituir ou determinar (acompanhar) um</p><p>substantivo. Ele se classifica em razão dessas funções.</p><p>Aquele que substitui o nome é chamado de pronome</p><p>substantivo, e o que o determina (acompanha) é o pro-</p><p>nome adjetivo. Em ‘eu quero’, tem-se</p><p>( ) pronome do caso oblíquo, terceira pessoa do singu-</p><p>lar e um verbo no tempo presente do modo subjuntivo.</p><p>( ) pronome pessoal do caso reto, primeira pessoa</p><p>do singular e um verbo no tempo presente do modo</p><p>indicativo.</p><p>b) As pessoas do discurso são definidas pelo seu posi-</p><p>cionamento frente ao ato de comunicação, ou seja: pri-</p><p>meira, representando aquela que fala (eu/nós); segun-</p><p>da, representando aquela com quem se fala (tu/vós/</p><p>você, senhor); e a terceira, é demarcada por aquela de</p><p>quem se fala (ele/eles/ela/elas). A palavra ‘você’ faz re-</p><p>ferência a qual pessoa do discurso?</p><p>c) O “contexto” é o conjunto de elementos textuais que</p><p>ajudam o receptor da mensagem a compreendê-la. Es-</p><p>ses elementos caracterizam o texto, que é uma comu-</p><p>nicação de ideias expressas, normalmente, por palavras</p><p>escritas. A relação entre “texto e contexto” é fundamen-</p><p>tal para a mensagem ser transmitida e compreendida. A</p><p>expressão ‘por inteiro’ nesse contexto significa</p><p>( ) na sua totalidade ( ) na sua parcialidade</p><p>d) O uso dos verbos tem uma grande importância e se</p><p>faz necessário em todo o “tempo e lugar.” O verbo é</p><p>uma classe de palavra que indica ação, acontecimento</p><p>ou estado e deve ser flexionado de acordo com o nú-</p><p>mero, a pessoa, o tempo, o modo e a voz. Nesse trecho,</p><p>o verbo ‘quero’ indica uma/um</p><p>( ) ação ( ) estado ( ) fenômeno da natureza</p><p>e) Os indivíduos podem usar a linguagem “formal ou</p><p>informal” dependendo do contexto comunicativo. A</p><p>linguagem formal está ligada ao uso de normas grama-</p><p>ticais, a linguagem informal é usada de modo mais livre.</p><p>A palavra ‘tá’ é um exemplo da linguagem</p><p>( ) formal ( ) informal</p><p>f) A palavra ‘Mas’, nesse contexto, estabelece uma</p><p>ideia de</p><p>(A) causa. (D) conclusão.</p><p>(B) condição. (E) explicação</p><p>(C) oposição.</p><p>Disponível em:https://ensinarhoje.com/interpretacao-de-cartum-com-respostas/#google_vignette. Acesso em 28 de jun.2024.</p><p>Leia o texto.</p><p>13. Esse cartum apresenta apenas imagens, ou seja, a</p><p>linguagem não verbal. Analise as imagens, os gestos,</p><p>as expressões fisionômicas dentre outros aspectos. O</p><p>texto, em estudo, foi construído para</p><p>( ) divertir o leitor partindo de uma situação inusitada.</p><p>( ) divulgar informações a respeito da queda de cabelo.</p><p>( ) esclarecer o leitor como acontece a queda de cabelo.</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>6</p><p>14. Elabore uma frase que interprete o segundo qua-</p><p>drinho.</p><p>15. A personagem (suposto paciente) relata o proble-</p><p>ma ao médico, que pega um papel e uma caneta. O que</p><p>a personagem / “paciente” pensou que o médico estava</p><p>fazendo?</p><p>16. Ao invés da receita, o que o médico fez?</p><p>17. No quinto quadrinho, o médico mostra à persona-</p><p>gem (paciente) o desenho de um suposto homem sem</p><p>cabelos. Qual é a mensagem implícita que o médico</p><p>quis passar ao “paciente”?</p><p>18. Considere o contexto e a expressão fisionômica da</p><p>personagem (paciente). Como ela ficou? Ou se sentiu?</p><p>19. Em qual quadrinho predomina o humor do texto?</p><p>Justifique.</p><p>Leia o texto.</p><p>Leia o texto.</p><p>Disponível em:https://jornalcapitalfederal.com.br/2024/01/04/charge-2024-esta-chegando-com-tudo/. Acesso em 02</p><p>de jun. 2024.</p><p>20. Aponte V para verdadeiro e F para falso conside-</p><p>rando as características presentes nessa “charge.”</p><p>( ) Mostra um assunto atemporal.</p><p>( ) Retrata um acontecimento passageiro.</p><p>( ) O veículo/meio de circulação desse texto é um</p><p>jornal.</p><p>( ) Representa a atualidade, momento da virada</p><p>do ano.</p><p>( ) Apresenta a linguagem verbal e não verbal, e,</p><p>nesse caso, tem a presença dos balões.</p><p>( ) Evidencia aspectos satíricos, pois o texto, implici-</p><p>tamente, critica como algumas pessoas reagem.</p><p>21. Na língua, existem palavras/expressões que são</p><p>utilizadas para chamar, interpelar o interlocutor do</p><p>discurso, são os “vocativos.” Transcreva do texto a ex-</p><p>pressão que evidencia um vocativo.</p><p>22. A expressão “com tudo” é formada pela preposição</p><p>‘com’ e pelo pronome indefinido ‘tudo’ e transmite no</p><p>texto uma noção/ideia. Qual?</p><p>23. A compreensão dos textos é uma atividade de in-</p><p>teração de produção de sentidos. Os elementos co-</p><p>nectores ou articuladores textuais/discursivos são res-</p><p>ponsáveis por estabelecer a ligação/conexão entre as</p><p>partes que compõem a materialidade do texto. No tre-</p><p>cho “Já que estamos aqui, vamos dar o nosso melhor!”,</p><p>a expressão ‘Já que’ pode ser substituída no texto por</p><p>quais articuladores?</p><p>( ) Por isso ( ) Visto que ( ) Dado que</p><p>( ) Sendo que ( ) Uma vez que ( ) À medida que</p><p>24. Os elementos articuladores,</p><p>que são marcadores</p><p>de “coesão”, facilitam a progressão lógica das ideias,</p><p>evitando a sensação de desordem e fragmentação.</p><p>Esses elementos podem estabelecer muitas relações,</p><p>como adição, oposição, comparação, concessão, condi-</p><p>ção, explicação, finalidade, proporção, causa/consequ-</p><p>ência entre outras. Na charge, qual é a relação estabe-</p><p>lecida pelo emprego da expressão “Já que”?</p><p>25. Nesse contexto textual, como a expressão “vamos</p><p>dar o nosso melhor!” pode ser interpretada?</p><p>SISTEMATIZANDO</p><p>os conhecimentos</p><p>GRUPO DE ATIVIDADES</p><p>Semana 2 - Outubro</p><p>Leia o texto.</p><p>Texto I</p><p>Disponível em:https://questoes.grancursosonline.com.br/questoes-de-concursos/atualidades-e-conhecimentos-ge-</p><p>rais/2408175. Acesso em 04 de jul. 2024.</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>7</p><p>26. Qual é a finalidade do Texto?</p><p>(A) Instruir pessoas que usam as redes e ficam sem</p><p>acesso à internet.</p><p>(B) Apresentar uma pesquisa sobre os tipos de medo</p><p>que as pessoas têm.</p><p>(C) Criticar a dependência que as pessoas têm da in-</p><p>ternet na contemporaneidade.</p><p>(D) Informar a respeito de fatos e dados pesquisados</p><p>sobre desemprego, doença e assalto.</p><p>(E) Narrar um fato que mostra o comportamento</p><p>das pessoas que sentem medo de ficar sem internet.</p><p>Texto II</p><p>Disponível em:https://br.pinterest.com/pin/895371969654435399/. Acesso em 04 de jul. 2024.</p><p>27. O Texto I tem relação com o Texto II quanto ao as-</p><p>sunto?</p><p>28. Todo texto tem uma ou mais funções da linguagem.</p><p>Essas funções são seis: “Emotiva”- predomina a expres-</p><p>são/subjetividade de um eu. “Referencial” - objetivida-</p><p>de da informação. “Poética” - linguagem carregada de</p><p>literariedade. “Apelativa” - predomina a persuasão/</p><p>convencimento. “Conativa”- abre um canal de comu-</p><p>nicação. “Metalinguística”- explica a própria língua. No</p><p>Texto II predomina a função da linguagem</p><p>(A) poética.</p><p>(B) emotiva.</p><p>(C) apelativa.</p><p>(D )referencial.</p><p>(E) metalinguística.</p><p>Leia o texto.</p><p>Disponível em:https://www.significados.com.br/charge-e-cartum/. Acesso em 02 de jun. 2024.</p><p>29. O cartum de Alexandre Beck, invoca uma reflexão</p><p>atemporal sobre o/a</p><p>(A) papel da amizade.</p><p>(B) companheirismo do cachorro.</p><p>(C) cuidado que um cão tem ao vigiar uma casa.</p><p>(D) jogo de interesse que as pessoas têm umas com</p><p>as outras.</p><p>(E) comparação a respeito da amizade entre huma-</p><p>nos e animais.</p><p>30. Na língua/linguagem é importante considerar as</p><p>variações naturais de uma língua que diferenciam da</p><p>norma padrão em função do contexto social, região ou</p><p>momento histórico em que um falante ou grupo social</p><p>se insere. No trecho “Pra mim o melhor amigo do ser</p><p>humano é o sapo!”, a palavra destacada é um exemplo</p><p>de linguagem</p><p>(A) formal da língua portuguesa.</p><p>(B) jornalística imparcial e objetiva.</p><p>(C ) informal, espontânea e cotidiana.</p><p>(D) poética carregada de plurissignificação.</p><p>(E) técnica restrita a uma área de conhecimento.</p><p>31. Pesquise qual é o termo isolado da oração que não</p><p>é parte do sujeito e nem do predicado e que serve para</p><p>chamar a atenção do interlocutor. Agora responda: No</p><p>trecho “Eu não tenho amigos por interesse, minha se-</p><p>nhora!”, a expressão destacada nesse contexto, rece-</p><p>be o nome de quê? Justifique.</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>8</p><p>32. Nos textos/gêneros diversos a “progressão textual”</p><p>é o processo pelo qual o texto se constrói, com a intro-</p><p>dução de informação nova, ligada/conectada à infor-</p><p>mação que já é do conhecimento do leitor ou que lhe</p><p>é fornecida no próprio texto. Afinal, em um texto não</p><p>pode haver apenas repetição de ideias. Assim, a pro-</p><p>gressão textual está ligada aos recursos utilizados para</p><p>a articulação das informações no texto. Já a “progres-</p><p>são temática” está aliada ao assunto do texto, à capa-</p><p>cidade de sequenciar ideias, amarradas a uma mesma</p><p>rede de sentidos. Considerando o trecho “Mas o ca-</p><p>chorro cuida da casa! É companheiro nos passeios, na</p><p>alegria e na tristeza!”, os termos destacados articulam</p><p>as informações na progressão do texto e estabelecem</p><p>respectivamente as relações de</p><p>( ) oposição e adição.</p><p>( ) conclusão e causa.</p><p>( ) explicação e finalidade.</p><p>33. Os termos destacados no enunciado da atividade 32</p><p>podem ser substituídos, sem alteração de sentido por</p><p>( ) porém / e também. ( ) portanto / bem como.</p><p>( ) porque / além da.</p><p>A intertextualidade é a presença de um texto</p><p>dentro de outro texto. Ela pode se manifestar de</p><p>modo “explícito”, permitindo que o leitor identifique</p><p>a presença de outros textos, ou de modo “implícito”,</p><p>sendo identificada somente por quem já conhece</p><p>a referência. E a interdiscursividade: um discurso</p><p>dentro de outro discurso, ou seja, é a relação entre</p><p>discursos cujo sentido de um discurso é produzido,</p><p>retomado ou complementado por outro.</p><p>Existe “intertextualidade” também com finali-</p><p>dade “satírica”, tanto as charges quanto os cartuns</p><p>se valem muito desse recurso. No texto em estudo,</p><p>tem-se a referência a dois personagens: o filósofo Só-</p><p>crates, do período clássico da Grécia Antiga e Chicó,</p><p>personagem do filme “Auto da Compadecida”. A refe-</p><p>rência às duas entidades cumpre uma função textual-</p><p>-discursiva de comparar Chicó a Sócrates. A citação</p><p>também é uma forma de reafirmar a identidade nor-</p><p>destina: “Se a Grécia tinha Sócrates, o Nordeste tem</p><p>Chicó.” Nesse cartum, Chicó é comparado a Sócrates.</p><p>Leia o texto.</p><p>Disponível em:http://www.facebook.com/photo.php?fbid=359002924132950&se-</p><p>t=a.306157526084157.82461.306125182754058&type=3&theater. Acesso em 08 de jul. 2024.</p><p>34. Considerando o contexto textual do cartum, a lin-</p><p>guagem verbal e não verbal, a sátira, a flexibilidade, as</p><p>imagens e as duas citações atemporais, pode-se dizer</p><p>que há uma intertextualidade: “Não sei, só sei que foi</p><p>assim”, na perspectiva artística e satírica do gênero,</p><p>portanto, constitui um argumento de</p><p>(A) princípio. (D) senso comum.</p><p>(B) autoridade. (E) causa/consequência.</p><p>(C) comprovação.</p><p>De olho no Enem!</p><p>35. QUESTÃO 135 – (ENEM - 2011)</p><p>Estudante, para chegar à resposta da questão</p><p>135 (Enem), além da leitura analítica do texto, é ne-</p><p>cessário considerar o gênero textual, bem como com-</p><p>preender o enunciado: “Nesse cartum, o artista lança</p><p>mão do recurso da intertextualidade para construir o</p><p>texto. Esse recurso se constitui pela presença de in-</p><p>formações que remetem a outros textos. O emprego</p><p>desse recurso no cartum revela uma crítica”. Aten-</p><p>te também para palavras/expressões-chave como:</p><p>‘presença de informações’ / ‘recurso da intertextu-</p><p>alidade’/ ‘revela uma crítica’. Perceba que há uma re-</p><p>ferência na “charge” à previsão do tempo (linguagem</p><p>verbal e não verbal), é citado “mortos e feridos” será</p><p>que isso faz o leitor refletir sobre problemas de segu-</p><p>rança pública no país? Violência diária?</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>9</p><p>Nesse cartum, o artista lança mão do recurso da inter-</p><p>textualidade para construir o texto. Esse recurso se</p><p>constitui pela presença de informações que remetem</p><p>a outros textos. O emprego desse recurso no cartum</p><p>revela uma crítica</p><p>(A) à qualidade da informação prestada pela mídia</p><p>brasileira.</p><p>(B) aos altos níveis de violência no país veiculados</p><p>pela mídia.</p><p>(C) à imparcialidade dos telejornais na veiculação de</p><p>informações.</p><p>(D) à ausência de critérios para divulgação de notí-</p><p>cias em telejornais.</p><p>(E) ao incentivo da mídia a atos violentos na sociedade.</p><p>Disponível em: https://download.inep.gov.br/educacao_basica/enem/ppl/2011/PPL_ENEM_2011_06_CINZA.pdf. Acesso em 9 de jul. 2024.</p><p>Estudante, para chegar à resposta da questão</p><p>132 (Enem), além da leitura analítica do texto, é ne-</p><p>cessário considerar o gênero textual, bem como com-</p><p>preender o enunciado: “A situação social em que o</p><p>falante está inserido é determinante</p><p>para o uso da lín-</p><p>gua. Dessa forma, cabe ao usuário adequar-se a cada</p><p>contexto, a seus condicionantes: formalidade/infor-</p><p>malidade, intimidade/hierarquias etc. Considerando-</p><p>-se a situação comunicativa, há, na charge,” . Observe</p><p>no enunciado palavras como: ‘situação social’ / ‘uso</p><p>da língua’ / ‘situação comunicativa’, perceba também</p><p>nas personagens o uso de registro da língua, bem</p><p>como a concordância entre sujeito e verbo.</p><p>36. QUESTÃO 132 – (ENEM - 2011)</p><p>Disponível em: https://download.inep.gov.br/educacao_basica/enem/ppl/2011/PPL_ENEM_2011_06_CINZA.pdf. Acesso em 9 de jul. 2024.</p><p>A situação social em que o falante está inserido é deter-</p><p>minante para o uso da língua. Dessa forma, cabe ao usu-</p><p>ário adequar-se a cada contexto, a seus condicionantes:</p><p>formalidade/informalidade, intimidade/hierarquias etc.</p><p>Considerando-se a situação comunicativa, há, na charge,</p><p>(A) displicência de ambos os falantes, já que descon-</p><p>sideram a situação em que estão inseridos e usam</p><p>um registro inadequado ao contexto.</p><p>(B) dualidade de registros entre os dois falantes, já que</p><p>ambos usam regras distintas quanto à concordância.</p><p>(C) inobservância do personagem vestido de preto</p><p>quanto à informalidade da situação e o consequente</p><p>uso de um registro bastante formal.</p><p>(D) inadequação, do ponto de vista da norma padrão,</p><p>do registro de um e de outro falante.</p><p>(E) consenso entre os registros dos dois falantes no</p><p>tocante à norma padrão, já que ambos usam as mes-</p><p>mas regras de regência.</p><p>GRUPO DE ATIVIDADES</p><p>Contextualizando o gênero</p><p>textual, o tema e o campo</p><p>de atuação</p><p>Caro(a) estudante, vamos dar continuidade às ativi-</p><p>dades e estudar agora o gênero “Resumo”? Vamos lá?</p><p>1. Antes de ler os textos, vamos conversar? Observe os</p><p>textos a seguir.</p><p>Texto I</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>10</p><p>Texto III</p><p>Texto II</p><p>Texto IV</p><p>Os Sertões</p><p>Inicialmente, Euclides foca na des-</p><p>crição do Sertão, o local onde será</p><p>desenvolvido o enredo. Aponta para</p><p>aspectos da paisagem desde o relevo,</p><p>a fauna, a flora e o clima árido. Segun-</p><p>do ele, a paisagem do local distante do</p><p>litoral, indica a exploração do homem</p><p>durante anos. Já na primeira parte da</p><p>obra ele aborda sobre os habitantes do</p><p>local, o sertanejo e o jagunço, os quais fazem parte des-</p><p>sa paisagem. Sendo assim, nesse primeiro momento,</p><p>apresenta uma região separada geográfica e temporal-</p><p>mente do resto do país. Na segunda parte da obra “O</p><p>Homem”, Euclides enfoca sobretudo, na descrição do</p><p>sertanejo, do jagunço e do cangaceiro, bem como na</p><p>resistência do povo em relação à terra, analisando, por</p><p>conseguinte, a figura do líder do Arraial de Canudos,</p><p>Antônio Conselheiro, desde sua genealogia e objeti-</p><p>vos. Nesse momento da obra, notamos o determinismo</p><p>racial, já que Euclides abrange as questões raciais que</p><p>englobam o índio, português, negro, também formadas</p><p>por sub-raças, o mestiço. Sendo, portanto, o homem o</p><p>fruto do meio em que vive. Na Terceira parte da obra</p><p>“A luta”, o autor descreve os embates que ocorreram</p><p>entre o sertanejo (considerados os bandidos do sertão)</p><p>e o exército nacional do Brasil. Aborda sobre as quatro</p><p>expedições realizadas pelo exército nacional, enviados</p><p>para destruir o Arraial de Canudos, que contava com</p><p>cerca de 20 mil habitantes. A história termina com o</p><p>trágico desfecho e a destruição de Canudos.</p><p>Disponível em:https://www.todamateria.com.br/os-sertoes-de-euclides-da-cunha/. Acesso em 10 de jul. 2024.</p><p>► Conhecendo o gênero textual</p><p>• Você costuma ler ou produzir textos dessa forma?</p><p>• O que destaca no Texto I, no Texto II e no Texto III?</p><p>• Ao comparar o Texto IV com os Textos I, II e III o</p><p>que se observa?</p><p>• Você sabe qual é o gênero desses textos?</p><p>• Você percebeu que são textos resumidos?</p><p>• Todos os textos apresentados são exemplos de ti-</p><p>pos de resumos. Por quê?</p><p>• Qual é o assunto do Texto IV?</p><p>O gênero textual “Resumo” é uma produção tex-</p><p>tual que apresenta, de maneira fiel, as ideias presen-</p><p>tes em outro texto. Ele tem por finalidade, como o</p><p>próprio nome diz, resumir para o leitor o conteúdo</p><p>apresentado no material original. Por isso, esse resu-</p><p>mo precisa apresentar uma linguagem concisa e obje-</p><p>tiva, além de ser predominantemente impessoal.</p><p>Disponível em:https://brasilescola.uol.com.br/redacao/resumo-texto.htm. Acesso em 10 de jul.2024 (adaptado).</p><p>Em outras palavras, o resumo é a compilação (se-</p><p>leção) de informações mais relevantes de um texto</p><p>original e não uma cópia. Podemos fazer o resumo de</p><p>um livro, capítulo, conto, artigo, dentre outros. Alguns</p><p>especialistas apontam que o resumo deve conter pelo</p><p>menos 30% do documento original, ou seja, se um</p><p>texto apresenta 10 páginas, o resumo deverá conter</p><p>3 laudas. Sem que notemos, utilizamos o resumo de</p><p>diversas maneiras no dia a dia. Isso acontece, sobretu-</p><p>do, na linguagem informal, quando contamos um fato</p><p>para os amigos, um filme que passou na televisão, o</p><p>capítulo da novela ou do seriado, a aula em que não</p><p>estivemos ou um livro que lemos e queremos indicar.</p><p>[...]</p><p>Disponível em:https://www.todamateria.com.br/como-fazer-resumo/. Acesso em 10 de jul. 2024 (adaptado).</p><p>O Resumo escolar em geral, apresenta a síntese</p><p>de conteúdo de um texto ou uma obra. Deve ser con-</p><p>ciso, apresentando ideias bem organizadas e hierar-</p><p>quizadas, devendo-se evitar interpretações pessoais</p><p>, bem como comentários críticos. Resumir não é sal-</p><p>tear trechos do texto-fonte e fazer cópia, muito me-</p><p>nos copiar o começo de cada parágrafo. É necessário</p><p>compreender o sentido global do texto, para que se</p><p>possa elaborar/escrever bons resumos. Normalmen-</p><p>te se fala em três tipos de resumo: “indicativo”, “in-</p><p>formativo” e “crítico”. O indicativo, mostra os pontos</p><p>relevantes de um texto. O resumo informativo, apre-</p><p>senta de modo suficiente informações para que o lei-</p><p>tor possa definir a conveniência da leitura de todo o</p><p>texto. E o resumo crítico, é elaborado com análise do</p><p>texto e com opiniões.</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>11</p><p>Leia o texto.</p><p>Resumo – Lixo Extraordinário</p><p>O filme mostra a vida difícil de pessoas que vivem</p><p>literalmente no lixo e que dependem dele para a so-</p><p>brevivência. O artista, que nasceu na classe média bai-</p><p>xa paulistana e hoje é um dos maiores expoentes das</p><p>artes visuais no mundo, trabalha com colagens e mon-</p><p>tagens de materiais diversos para formar retratos. Na</p><p>proposta Lixo Extraordinário, Vik resolveu chamar a</p><p>atenção simultaneamente para o problema ambiental</p><p>do lixo e social das condições de trabalho dos catado-</p><p>res de Gramacho. Como forma de dar voz e visibilidade</p><p>aos trabalhadores do lixo, retratou-os como persona-</p><p>gens com montagens gigantes feitas de resíduos do</p><p>próprio aterro.</p><p>Disponível em:https://www.corais.org/cmcjrobotica/node/86323. Acesso em 10 de jul.2024(adaptado).</p><p>2. Qual é o público-alvo desse texto?</p><p>3. Esse texto foi escrito com qual finalidade?</p><p>4. O texto em estudo é um “Resumo”, pois</p><p>( ) é um texto que não apresenta opiniões.</p><p>( ) condensa as principais ideias do filme “Lixo Ex-</p><p>traordinário.”</p><p>( ) resume o filme utilizando uma linguagem clara,</p><p>concisa e objetiva.</p><p>( ) é um texto que mantém a estrutura lógica e pre-</p><p>serva a ideias secundárias.</p><p>5. No trecho “O filme mostra a vida difícil de pessoas</p><p>que vivem literalmente no lixo e que dependem dele</p><p>para a sobrevivência.”, nesse contexto, a palavra ‘lite-</p><p>ralmente’ pode ser substituída, sem alteração de sen-</p><p>tido por</p><p>( ) completamente ( ) parcialmente</p><p>( ) corajosamente</p><p>6. No trecho “O artista, que nasceu na classe média bai-</p><p>xa paulistana e hoje é um dos maiores expoentes das</p><p>artes visuais no mundo, trabalha com colagens e mon-</p><p>tagens de materiais diversos para formar retratos.”:</p><p>a) o termo ‘que’ pode ser substituído por</p><p>( ) o qual ( ) cujo</p><p>( ) ao qual</p><p>b) o termo ‘para’ estabelece, nesse contexto, uma re-</p><p>lação de</p><p>( ) explicação ( ) conformidade</p><p>( ) finalidade</p><p>Leia o texto (fragmento)</p><p>O QUINZE – Rachel de Queiroz (Resumo) – Parte 1</p><p>Em sua obra de estreia, autora harmoniza o social e</p><p>o psicológico no drama dos retirantes.</p><p>Publicado em 1930, o romance O Quinze, de Ra-</p><p>chel de Queiroz, não desfez o contraste que ainda hoje</p><p>persiste entre o êxito da estreia e a “singularidade me-</p><p>diana” com que superou o naturalismo provinciano de</p><p>um romance como A Fome (1890), de Rodolfo Teófi-</p><p>lo, por exemplo, mas não a estrutura fragmentária da</p><p>narrativa de A Bagaceira (1928), de José Américo de</p><p>Almeida, inegavelmente marcado pela escrita elíptica</p><p>dos modernistas, Oswald de Andrade à frente. [...]</p><p>Daí a nova atitude que o romance assume frente</p><p>ao drama dos retirantes da seca, vistos agora de uma</p><p>perspectiva que harmoniza o social e o psicológico sem</p><p>perder o foco de entrada para alguns temas políticos</p><p>da maior importância para a época, entre eles o da afir-</p><p>mação social da mulher (no caso, a protagonista Con-</p><p>ceição) naquele contexto difícil e sabidamente adverso.</p><p>Sob este aspecto, se é correto dizer, como o fez a</p><p>melhor crítica, que a heroína do Quinze em última ins-</p><p>tância investiga e interroga o seu destino, a verdade é</p><p>que, visto a partir dele, o drama social dos flagelados</p><p>parece diluir-se no pano de fundo da paisagem calci-</p><p>nada que a linguagem de Rachel de Queiroz recupera</p><p>de um ângulo lírico e alusivo, mas cheio de verdade e</p><p>corrosão. [...]</p><p>Disponível em:https://www.mundovestibular.com.br/blog/o-quinze-rachel-de-queiroz-resumo. Acesso em 12 de jul. 2024.</p><p>7. Esse texto é o resumo de um</p><p>( ) livro</p><p>( ) filme</p><p>( ) seriado</p><p>( ) artigo científico</p><p>( )capítulo de novela</p><p>8. O texto em estudo foi escrito com qual objetivo?</p><p>(A) Resumir o livro “O QUINZE” – Parte 1 – da escri-</p><p>tora Rachel de Queiroz.</p><p>(B) Informar sobre a publicação do romance, O Quin-</p><p>ze, de Rachel de Queiroz.</p><p>(C) Avaliar a produção literária da primeira mulher a</p><p>ingressar na Academia Brasileira de Letras.</p><p>(D) Expor um ponto de vista a respeito da contribui-</p><p>ção da literatura dedicada às secas do Nordeste.</p><p>(E) Narrar os acontecimentos dramáticos envolven-</p><p>do os aspectos sociais e psicológicos dos retirantes.</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>12</p><p>ampliando</p><p>os conhecimentos</p><p>GRUPO DE ATIVIDADES</p><p>Importância do resumo</p><p>O resumo é um gênero textual importante por di-</p><p>versos motivos, entre os quais:</p><p>Facilita a compreensão de textos: o resumo ajuda</p><p>a compreender as principais ideias de um texto, mes-</p><p>mo que o leitor não tenha tempo ou disposição para</p><p>ler o texto completo.</p><p>Auxilia na pesquisa: o resumo pode ser utilizado</p><p>como uma ferramenta de pesquisa, para obter infor-</p><p>mações sobre um determinado tema.</p><p>Contribui para a divulgação do conhecimento: o re-</p><p>sumo pode ser utilizado para divulgar o conhecimento</p><p>de um texto original para um público mais amplo.</p><p>Disponível em: https://www.profnelsonjr.com/post/genero-textual-resumo. Acesso em 12 de jul. 2024.</p><p>9. Com base no que você já estudou sobre o gênero,</p><p>construa uma defi nição para “Resumo.”</p><p>10. No trecho “Publicado em 1930, o romance O Quin-</p><p>ze, de Rachel de Queiroz, não desfez o contraste que</p><p>ainda hoje persiste entre o êxito da estreia e a “singula-</p><p>ridade mediana”, predomina uma linguagem subjetiva</p><p>ou objetiva? Justifi que retomando características do</p><p>gênero em estudo.</p><p>11. Qual é a “função da linguagem” que predomina no</p><p>trecho mencionado na atividade 10?</p><p>12. Considerando a coerência e coesão, mostre qual é</p><p>a relação estabelecida pelas palavras destacadas nos</p><p>trechos a seguir.</p><p>a) “...em que a complicação – segundo Schmidt – pre-</p><p>tendia esconder a mediocridade irremediável da alma”.</p><p>b) “Afi nal, à medida que cresce o drama dos retirantes,</p><p>aumenta em razão equivalente o drama do coração fe-</p><p>rido de Conceição, que vem para o centro da cena e obli-</p><p>tera o martírio dos mutilados em marcha batida para</p><p>fora do romance.” ( relação de conclusão e proporção)</p><p>c)“Lá estão os vaqueiros João das Marrecas, Chico Pas-</p><p>tora e Zé Bernardo, lá também a velha Inácia e Dona</p><p>Maroca das Aroeiras, proprietárias ingênuas...”</p><p>( )</p><p>13. Coloque V para verdadeiro e F para falso conside-</p><p>rando as principais características do gênero resumo.</p><p>( ) Predominância de fatos e conceitos originais.</p><p>( ) Predominância da impessoalidade.</p><p>( ) Predominância da objetividade.</p><p>( ) Predominância da subjetividade.</p><p>( ) Fidedignidade ao texto original.</p><p>( ) Leitura fl uida e compreensível.</p><p>( ) Opiniões pessoais.</p><p>( ) Clareza e coesão.</p><p>( ) Concisão.</p><p>Leia o texto.</p><p>RESUMO</p><p>O Exame Nacional do Ensino Médio, (ENEM), foi</p><p>instituído, em 1998, com o objetivo fundamental de</p><p>avaliar o desempenho dos alunos, ao término da es-</p><p>colaridade básica, para aferir o desenvolvimento de</p><p>competências fundamentais ao exercício pleno da cida-</p><p>dania. A disseminação/indução desta noção promovi-</p><p>da pelo Enem, em acordo com as diretrizes curriculares</p><p>do ensino médio, desloca a ênfase da transmissão do</p><p>conhecimento escolar para o desenvolvimento de</p><p>competências. Através de uma perspectiva dialética de</p><p>refl exão, buscamos orientar a leitura, sobre este pro-</p><p>cesso, a partir das contradições analíticas verifi cadas</p><p>entre sua formulação teórica, sua implementação na</p><p>prática e o contexto educacional no qual se busca pro-</p><p>duzir os seus efeitos.</p><p>Palavras-chave: educação, competências, cidadania.</p><p>Disponível em:https: https://abrir.link/rtKBP. Acesso em 12 de jul. 2024.</p><p>14. O texto em estudo, é um exemplo de um resumo</p><p>acadêmico muito utilizado nas instituições de ensino</p><p>superior. Os resumos acadêmicos condensam a pes-</p><p>quisa, a metodologia, resultados e conclusões, forne-</p><p>cendo uma visão geral do estudo. Relendo esse resumo</p><p>marque a seguir, qual é o assunto/tema desse texto.</p><p>( ) O Exame Nacional do Ensino Médio foi criado</p><p>para avaliar o desempenho dos estudantes.</p><p>( ) O Enem foi instituído em 1998 e suas diretrizes</p><p>curriculares são direcionadas só para o ensino médio.</p><p>( ) O Enem e o desenvolvimento de competências no</p><p>contexto da educação para o trabalho e a cidadania.</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>13</p><p>Estudante, na próxima atividade você irá ler um</p><p>conto e em seguida fazer um resumo. Peça ajuda ao</p><p>seu(sua) professor(a). Para isso, retome o gênero textual</p><p>resumo e suas características. Grife no texto as partes</p><p>essenciais, tome notas. Marque as informações princi-</p><p>pais e as secundárias. Não se esqueça de que o resumo</p><p>visa condensar/resumir as informações fundamentais</p><p>do texto original (texto-base), mantendo sua estrutura</p><p>lógica e preservando as ideias principais. Esse gênero</p><p>serve como uma ferramenta eficaz para a rápida com-</p><p>preensão de um conteúdo extenso, de modo a propor-</p><p>cionar uma visão panorâmica do que foi abordado.</p><p>Leia o texto.</p><p>Uma vela para Dario</p><p>Dalton Trevisan</p><p>Dario vem apressado, guarda-chuva no braço es-</p><p>querdo. Assim que dobra a esquina, diminui o passo</p><p>até parar, encosta-se a uma parede. Por ela escorrega,</p><p>senta-se na calçada, ainda úmida de chuva. Descansa</p><p>na pedra o cachimbo.</p><p>Dois ou três passantes à sua volta indagam se não</p><p>está bem. Dario abre a boca, move os lábios, não se</p><p>ouve resposta. O senhor gordo, de branco, diz que</p><p>deve sofrer de ataque.</p><p>Ele reclina-se mais um pouco, estendido na calçada,</p><p>e o cachimbo apagou. O rapaz de bigode pede aos ou-</p><p>tros se afastem e o deixem respirar. Abre-lhe o paletó,</p><p>o colarinho, a gravata e a cinta. Quando lhe tiram os sa-</p><p>patos, Dario rouqueja feio, bolhas de espuma surgem</p><p>no canto da boca.</p><p>Cada pessoa que chega ergue-se na ponta dos</p><p>pés, não o pode ver. Os moradores da rua conversam</p><p>de uma porta a outra, as crianças de pijama acodem à</p><p>janela. O senhor</p><p>gordo repete que Dario sentou-se na</p><p>calçada, soprando a fumaça do cachimbo, encostava o</p><p>guarda-chuva na parede. Mas não se vê guarda-chuva</p><p>ou cachimbo a seu lado.</p><p>A velhinha de cabeça grisalha grita que ele está</p><p>morrendo. Um grupo o arrasta para o táxi da esquina.</p><p>Já no carro a metade do corpo, protesta o motorista:</p><p>quem pagará a corrida? Concordam chamar a ambu-</p><p>lância. Dario conduzido de volta e recostado à parede</p><p>não tem os sapatos nem o alfinete de pérola na gravata.</p><p>Alguém informa da farmácia na outra rua. Não</p><p>carregam Dario além da esquina; a farmácia no fim do</p><p>quarteirão e, além do mais, muito peso. É largado na</p><p>porta de uma peixaria. Enxame de moscas lhe cobrem</p><p>o rosto, sem que façam um gesto para espantá-las.</p><p>Ocupado o café próximo pelas pessoas que apre-</p><p>ciam o incidente e, agora, comendo e bebendo, gozam</p><p>as delícias da noite. Dario em sossego e torto no degrau</p><p>da peixaria, sem o relógio de pulso.</p><p>Um terceiro sugere lhe examinem os papéis, retira-</p><p>dos com vários objetos de seus bolsos e alinhados sobre</p><p>a camisa branca. Ficam sabendo do nome, idade, sinal</p><p>de nascença. O endereço na carteira é de outra cidade.</p><p>Registra-se correria de uns duzentos curiosos que,</p><p>a essa hora, ocupam toda a rua e as calçadas: é a polícia.</p><p>O carro negro investe a multidão. Várias pessoas tro-</p><p>peçam no corpo de Dario, pisoteado dezessete vezes.</p><p>O guarda aproxima-se do cadáver, não pode identi-</p><p>ficá-lo os bolsos vazios. Resta na mão esquerda a alian-</p><p>ça de ouro, que ele próprio quando vivo só destacava</p><p>molhando no sabonete. A polícia decide chamar o ra-</p><p>becão.</p><p>A última boca repete. Ele morreu, ele morreu. A</p><p>gente começa a se dispersar. Dario levou duas horas</p><p>para morrer, ninguém acreditava estivesse no fim. Ago-</p><p>ra, aos que alcançam vê-lo, todo o ar de um defunto.</p><p>Um senhor piedoso dobra o paletó de Dario para</p><p>lhe apoiar a cabeça. Cruza as mãos no peito. Não con-</p><p>segue fechar olho nem boca, onde a espuma sumiu.</p><p>Apenas um homem morto e a multidão se espalha, as</p><p>mesas do café ficam vazias. Na janela alguns morado-</p><p>res com almofadas para descansar os cotovelos.</p><p>Um menino de cor e descalço vem com uma vela,</p><p>que acende ao lado do cadáver. Parece morto há mui-</p><p>tos anos, quase o retrato de um morto desbotado pela</p><p>chuva.</p><p>Fecham-se uma a uma as janelas. Três horas depois, lá</p><p>está Dario à espera do rabecão. A cabeça agora na pedra,</p><p>sem o paletó. E o dedo sem a aliança. O toco de vela apa-</p><p>ga-se às primeiras gotas da chuva, que volta a cair.</p><p>Disponível em:https://arararevista.com/uma-vela-para-dario-de-dalton-trevisan/. Acesso em 12 de jul. de 2024.</p><p>15. Releia as características do gênero estudado e</p><p>construa, com a ajuda do seu(sua) professor(a), um “Re-</p><p>sumo” do conto “ Uma vela para Dario”, do escritor Dal-</p><p>ton Trevisan.</p><p>SISTEMATIZANDO</p><p>os conhecimentos</p><p>GRUPO DE ATIVIDADES</p><p>Todos os dias, milhares de vagas são publicadas</p><p>em plataformas e sites de anúncios de emprego e</p><p>o currículo é o primeiro contato entre o candidato</p><p>à vaga de emprego e quem recruta, ou seja, o res-</p><p>ponsável pela contratação de novos funcionários. É</p><p>o currículo que define a primeira impressão, antes</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>14</p><p>Leia o texto.</p><p>Constante aprendiz, fascinado em contribuir para o</p><p>desenvolvimento de pessoas, proporcionar melhorias</p><p>de negócios, adquirir e compartilhar conhecimentos e</p><p>servir à sociedade de forma justa e ética. Cultiva filoso-</p><p>fia centrada em clientes, de modo a antecipar e satisfa-</p><p>zer suas necessidades de forma lucrativa, contribuindo</p><p>para negócios sustentáveis, benefícios mútuos e cria-</p><p>ção de valor de longo prazo. Executivo sênior com +20</p><p>anos em funções comerciais, em empresas nacionais</p><p>e multinacionais dos segmentos de energia, logística,</p><p>equipamentos elétricos, metalmecânica, construção</p><p>civil e desenvolvimento humano. Direcionado por re-</p><p>sultados, focado no desenvolvimento, crescimento</p><p>comercial e na formação e liderança de equipes de alta</p><p>performance, atuando em mercados da Europa, Amé-</p><p>rica Latina e Brasil. Graduado em Administração de</p><p>Empresas pela Universidade Federal, possui MBA em</p><p>Gestão de Projetos e Marketing, qualificado em Ges-</p><p>tão para Resultados e certificação Agile.</p><p>Disponível em:https://br.indeed.com/conselho-de-carreira/desenvolvimento-de-carreira/exemplos-melhores-resumos-linkedin.</p><p>Acesso em 15 de jul. 2024.</p><p>16. Por que esse texto é o resumo de um currículo? Ou</p><p>resumo profissional?</p><p>17. Em diversas situações comunicativas, usa-se a téc-</p><p>nica de impessoalização para dar autoridade a um argu-</p><p>mento ou para enfatizar o fato/ação. Os textos formais</p><p>exigem a impessoalização da linguagem, isto é, o uso da</p><p>3ª pessoa. Dessa forma, é necessário omitir os agentes</p><p>do discurso para ocultar nossa opinião pessoal e as di-</p><p>versas vozes que compõem um texto. Transcreva do</p><p>texto um exemplo que predomina essa impessoalidade.</p><p>18. No trecho “Direcionado por resultados, focado no</p><p>desenvolvimento, crescimento comercial e na forma-</p><p>ção e liderança de equipes de alta performance, atuan-</p><p>do em mercados da Europa, América Latina e Brasil.”,</p><p>transcreva os elementos articuladores que contribuem</p><p>com a articulação das ideias estabelecendo em dois</p><p>momentos, adição/soma.</p><p>Leia o texto.</p><p>A presente pesquisa tem como objetivo retratar</p><p>a importância das novas tecnologias sendo aplicada</p><p>na educação, e também como isto pode influenciar e</p><p>alterar os parâmetros das metodologias de ensino,</p><p>mostrando também qual o papel do docente em meio</p><p>a essa transição, e como este também pode se trans-</p><p>formar ao ponto em que se adentra neste ambiente di-</p><p>gital. O trabalho visa apresentar os novos métodos de</p><p>aprendizagem criados a partir do avanço tecnológico e</p><p>da digitalização global, estes modificando a estrutura</p><p>educacional.</p><p>Palavras-chave: Ensino a distância. Tecnologia na educa-</p><p>ção. Qualificação Docente</p><p>Disponível em:https://semanaacademica.org.br/system/files/artigos/artigo_o_uso_da_tecnologia_como_ferramenta_aprendiza-</p><p>do_1.pdf. Acesso em 15 de jul. 2024 (adaptado).</p><p>19. O resumo de artigo científico pretende informar</p><p>o leitor sobre o conteúdo que ele encontrará ao ler o</p><p>texto. A regra é que o resumo seja redigido na terceira</p><p>pessoa, tendo como foco a ideia principal do texto. Bem</p><p>como as principais conclusões a que o autor chegou. O</p><p>resumo de um artigo é um dos principais elementos</p><p>de comunicação científica, usado para apresentar os</p><p>resultados de pesquisa em congressos, publicações</p><p>científicas e outros. Pesquise sobre o resumo de artigo</p><p>científico e responda. No resumo, em estudo, as pala-</p><p>vras-chave: “Ensino a distância. Tecnologia na educa-</p><p>ção. Qualificação Docente”, foram utilizadas por quem</p><p>e para quê?</p><p>( ) As palavras-chave citadas no resumo científico,</p><p>foram utilizadas pelo autor do texto para resumir os</p><p>temas principais do trabalho, identificando as princi-</p><p>pais ideias e os temas mais importantes, que servem</p><p>de referência à pesquisa.</p><p>( ) As palavras-chave citadas no resumo científico,</p><p>foram utilizadas pelo autor do texto para marcar as</p><p>ideias principais e secundárias que constituem o tra-</p><p>balho científico de pesquisa.</p><p>20. No trecho “...mostrando também qual o papel do</p><p>docente em meio essa transição...”, o termo destacado</p><p>(a) faz referência ao que será dito (termo catafórico).</p><p>(b) faz referência ao que já foi dito ( termo anafórico).</p><p>mesmo da entrevista. Dessa forma, para aumentar</p><p>a chance de conseguir o emprego, ele precisa conter</p><p>algo diferencial e chamar a atenção de quem lê. Os</p><p>responsáveis pela contratação precisam analisar um</p><p>número incontável de currículos, então todo auxílio</p><p>que eles tiverem para tornar esse processo mais rá-</p><p>pido é bem-vindo. Assim, muitos recrutadores para</p><p>ganhar tempo recorrem à leitura do “resumo”, uma</p><p>parte do currículo que contém uma condensação de</p><p>qualificações. Um resumo do currículo, ou resumo</p><p>profissional, é uma síntese das habilidades e experi-</p><p>ências mais relevantes,</p><p>sendo recomendado que es-</p><p>teja no topo da página do currículo para dar a quem</p><p>está recrutando, uma visão geral do que o perfil ofe-</p><p>rece. O resumo é como um cartão de visitas, no qual</p><p>contam as primeiras informações sobre o candidato.</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>15</p><p>De olho no Enem!</p><p>Estudante, para chegar à resposta da questão 16</p><p>(Enem), além da leitura analítica do texto, é necessário</p><p>considerar o gênero textual, bem como compreender</p><p>o enunciado: “Os dois textos apresentados versam so-</p><p>bre o tema criatividade. O Texto I é um resumo de cará-</p><p>ter científico e o Texto II, uma homenagem promovida</p><p>por um site de publicidade. De que maneira o Texto II</p><p>exemplifica o conceito de criatividade em publicidade</p><p>apresentado no Texto I?”, atente para as palavras/ex-</p><p>pressões-chave, como ‘tema criatividade’, ‘resumo de</p><p>caráter científico’, ‘homenagem promovida por um</p><p>site de publicidade’, ‘exemplifica o conceito de criati-</p><p>vidade em publicidade’. Perceba que ambos os textos</p><p>falam sobre criatividade, porém, o texto II apresenta</p><p>uma particularidade “13 de maio – Dia das Mães.” Esse</p><p>aspecto nos faz pensar sobre os possíveis significados</p><p>da palavra “criação” e nos leva a uma outra possível in-</p><p>terpretação: a palavra “criação” também pode estabe-</p><p>lecer relação de significado com a criação de um filho</p><p>(Dia das Mães). É relevante considerar que na língua</p><p>portuguesa, as palavras podem ter vários significados,</p><p>em conformidade com o contexto de uso.</p><p>TEXTO I</p><p>Criatividade em publicidade: teorias e reflexões</p><p>Resumo: O presente artigo aborda uma questão</p><p>primordial na publicidade: a criatividade. Apesar de</p><p>aclamada pelos departamentos de criação das agên-</p><p>cias, devemos ter a consciência de que nem todo anún-</p><p>cio é, de fato, criativo. A partir do resgate teórico, no</p><p>qual os conceitos são tratados à luz da publicidade,</p><p>busca-se estabelecer a compreensão dos temas. Para</p><p>elucidar tais questões, é analisada uma campanha im-</p><p>pressa da marca XXXX. As reflexões apontam que a</p><p>publicidade criativa é essencialmente simples e apre-</p><p>senta uma releitura do cotidiano.</p><p>DEPEXE, S. D. Travessias: Pesquisas em Educação, Cultura, Linguagem e</p><p>Artes, n. 2, 2008.</p><p>TEXTO II</p><p>Homenagem ao Dia das Mães 2012.</p><p>Disponível em: www.comunicacao.com. Acesso em: 3 ago. 2012 (adaptado)</p><p>Os dois textos apresentados versam sobre o tema</p><p>criatividade. O Texto I é um resumo de caráter científi-</p><p>co e o Texto II, uma homenagem promovida por um site</p><p>de publicidade. De que maneira o Texto II exemplifica</p><p>o conceito de criatividade em publicidade apresentado</p><p>no Texto I?</p><p>(A) Fazendo menção ao difícil trabalho das mães em</p><p>criar seus filhos.</p><p>(B) Promovendo uma leitura simplista do papel ma-</p><p>terno em seu trabalho de criar os filhos.</p><p>(C) Explorando a polissemia do termo “criação”.</p><p>(D) Recorrendo a uma estrutura linguística simples.</p><p>(E) Utilizando recursos gráficos diversificados.</p><p>Disponível em:https://download.inep.gov.br/educacao_basica/enem/provas/2017/2017_PV_impresso_D1_CD1.pdf. Acesso em 16</p><p>de jul. 2024.</p><p>GRUPO DE ATIVIDADES</p><p>Contextualizando o gênero</p><p>textual, o tema e o campo</p><p>de atuação</p><p>Semana 1 - Novembro</p><p>Caro estudante, vamos estudar o “Texto dramático”?</p><p>1. Antes de ler os textos, vamos conversar? Observe as</p><p>imagens.</p><p>Imagem 1</p><p>Teatro de Epidauro, datado do séc IV a.C., na Grécia. Ele acomodava cerca</p><p>de 14 mil pessoas</p><p>Imagem 2</p><p>Cena de teatro em uma casa de espetáculos. Na imagem, encenação de</p><p>Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto</p><p>21. QUESTÃO 16 – (ENEM - 2017)</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>16</p><p>Imagem 3</p><p>Disponível em:https://www.todamateria.com.br/historia-do-teatro/. Acesso em 24 de jul.2024.</p><p>• O que você observa nessas imagens?</p><p>• A imagem 1 é de um Teatro do séc IV a.C., na Gré-</p><p>cia. O que chama a sua atenção nessa imagem?</p><p>• Na imagem 2 e na 3 há um palco e aparecem ato-</p><p>res encenando peças teatrais. Você sabe o que são</p><p>peças teatrais?</p><p>• Você já foi ao Teatro para assistir a uma peça?</p><p>Como foi essa experiência?</p><p>• A imagem 3 mostra uma peça teatral intitulada: “O</p><p>Sumiço da Carroça”. Com base nesse título você</p><p>imagina que essa peça vai falar sobre o quê?</p><p>► Conhecendo o gênero textual</p><p>Texto teatral, ou dramático, é aquele produzido</p><p>para ser representado (encenado). Os textos teatrais</p><p>são, portanto, peças de teatro escritas por drama-</p><p>turgos e dirigidos por produtores teatrais e, em sua</p><p>maioria, fazem parte do gênero narrativo. O texto te-</p><p>atral apresenta enredo, personagens, tempo, espaço</p><p>e pode estar dividido em atos, que representam os</p><p>diversos momentos da ação, por exemplo, a mudan-</p><p>ça de cenário e/ou de personagens. De tal modo, o</p><p>texto teatral possui características peculiares e se</p><p>distancia de outros tipos de texto pela principal fun-</p><p>ção que lhe é atribuída: a encenação. Dessa forma,</p><p>ele apresenta diálogo entre as personagens e algu-</p><p>mas observações no corpo do texto sobre espaço,</p><p>cena, ato e personagens. Assim, os textos teatrais</p><p>são produzidos para serem representados e não con-</p><p>tados. O teatro é uma modalidade artística que sur-</p><p>giu na antiguidade. Na Grécia antiga, eles possuíam</p><p>uma importante função social, donde os espectado-</p><p>res esperavam pelo momento da apresentação, que</p><p>poderia durar um dia inteiro.</p><p>Disponível em:https://www.todamateria.com.br/texto-teatral/. Acesso em 24 de jul. 2024.</p><p>Informações sobre o gênero texto dramático:</p><p>pode ter apenas função literária, mas seu principal</p><p>objetivo é ser encenado. É dessa maneira que o gê-</p><p>nero se mantém “vivo e atual”, pois cada nova en-</p><p>cenação pode trazer algo diferente, tendo em vista</p><p>quem atua, quem dirige e quem vai assistir à apresen-</p><p>tação. Justamente porque as pessoas vão ao teatro</p><p>para "assistir" alguma coisa, o texto dramático conta</p><p>com muitos elementos visuais, descritos em marcas</p><p>cênicas (também conhecidas como “didascálias” ou</p><p>“rubricas”). Essas marcas podem orientar quanto a</p><p>ambientação, cenário, iluminação, roupas, gestos, vo-</p><p>zes das personagens, entre outros... Em geral, esse é</p><p>um texto sem narrador e é comum que a obra seja, em</p><p>sua maior parte, dialogada. Outra característica do</p><p>gênero é a “concentração no conflito” ou no “drama”</p><p>como o próprio nome anuncia, para isso o antago-</p><p>nismo na construção dos personagens é importante,</p><p>bem como a expectativa gerada com o desenlace do</p><p>conflito. O drama também tem por objetivo “presen-</p><p>tificar o instinto de jogo da condição humana” ou seja</p><p>o lúdico, as regras, o esforço e a colaboração para a</p><p>encenação estão presentes nas peças e nos “jogos</p><p>teatrais”. Por último, vale lembrar que o “teatro é te-</p><p>atro” e que as emoções e encenações são apenas re-</p><p>presentações da realidade, sugerindo um exercício de</p><p>reflexão, posicionamento e de ampliação do universo</p><p>cultural e social dos alunos. (adaptado do texto "Ence-</p><p>nar e ensinar – o texto dramático na escola" de Rose-</p><p>mari Calzavara)</p><p>Disponível em:https://novaescola.org.br/planos-de-aula/fundamental/4ano/lingua-portuguesa/voce-conhece-e-o-genero-dra-</p><p>matico/2913. Acesso em 25 de jul.2024.</p><p>Características do gênero dramático</p><p>Texto em forma de diálogos. / Dividido em atos e</p><p>cenas./ Presença das rubricas — descrições do espa-</p><p>ço e/ou da situação antes de cada ato./ Sequência da</p><p>ação dramática geralmente constituída de exposição,</p><p>conflito, complicação, clímax, desfecho.</p><p>Elementos do texto dramático</p><p>Protagonista: personagem central da ação dra-</p><p>mática./ Antagonista: personagem que se opõe ao</p><p>protagonista./ Coro: conjunto de atores que comen-</p><p>tam a ação ao longo da peça. / Catarse: do grego,</p><p>significa “purificação”, purgação experimentada pelo</p><p>público de uma tragédia, o qual poderia apaziguar</p><p>suas angústias internas por meio das emoções repre-</p><p>sentadas nas cenas.</p><p>Tipos de textos dramáticos - Na Grécia Antiga,</p><p>dois tipos de textos dramáticos eram produzidos: a</p><p>tragédia e a comédia.</p><p>[...]</p><p>Características da tragédia</p><p>Tom sério, solene. / O protagonista enfrenta</p><p>grandes dificuldades. / Linguagem mais formal. / Es-</p><p>trutura composta por ação inicial feliz, mas que tem</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>17</p><p>um desfecho fatal. / Presença de personagens no-</p><p>bres: reis, príncipes, que sofrem o destino imposto</p><p>pelos deuses do Olimpo.</p><p>Características da comédia</p><p>Tom cômico, ridículo. / Temática ligada ao coti-</p><p>diano, com foco na sátira da sociedade e dos vícios</p><p>humanos. / Linguagem mais coloquial./ Estrutura</p><p>composta por uma situação inicial complicada, mas</p><p>que acaba em final feliz. / Presença de personagens</p><p>estereotipados, os quais simbolizam defeitos huma-</p><p>nos, tais como a avareza, a mesquinhez etc. /Tragi-</p><p>comédia. / Modalidade teatral em que se misturam</p><p>elementos trágicos e cômicos. Significava, também,</p><p>quando surgiu, a mistura de elementos da realidade</p><p>e da imaginação.</p><p>Farsa</p><p>Pequena peça teatral, caracterizada pelo teor</p><p>ridículo e caricatural, que critica a sociedade e seus</p><p>hábitos.</p><p>Disponível em:https://brasilescola.uol.com.br/literatura/genero-dramatico.htm. Acesso em 25 de jul. 2024 (adaptado)</p><p>Leia os textos.</p><p>Sinopse</p><p>Uma trupe de mambembes acaba de chegar à cida-</p><p>de, e, como em todos os lugares por onde passa, apre-</p><p>senta suas peças ao grande público. No repertório,</p><p>disponibilizado como em um cardápio, está a obra de</p><p>William Shakespeare. Numa de suas apresentações, a</p><p>carroça usada para viajar de uma cidade a outra, some.</p><p>Acontece que o chefe dos comediantes descobre-se</p><p>milionário, por causa de um bilhete premiado encon-</p><p>trado em sua tralha, e isso causa uma reviravolta na</p><p>vida dos mambembes. Mas com tanta confusão que se</p><p>segue, é pouco provável que os sonhos se realizem, dei-</p><p>xando o desespero abater a todos e os sonhos de uma</p><p>vida melhor se despedaçar ao chão.</p><p>Serviço - Peça Teatral: “O Sumiço da Carroça”, do</p><p>Grupo Carroça / Direção: Samuel Baldani / Comédia,</p><p>50 minutos, Livre, Teatro de rua/ Entrada gratuita [...]</p><p>Disponível em:https://goias.gov.br/cultura/apos-dez-anos-em-cartaz-espetaculo-o-sumico-da-carroca-encerra-temporada-de-apre-</p><p>sentacoes/. Acesso em 25 de jul.2024 (adaptado).</p><p>Os atores que integram o grupo vieram de uma</p><p>formação teatral (CEP Basileu França e Universidade</p><p>Federal (EMAC/UFG) e possuem em seus históricos,</p><p>enquanto coletivo, um trabalho contínuo de pesquisa</p><p>em comédia italiana, como a commedia dell’arte, que</p><p>estreou ao grande público em 2011, na forma da pe-</p><p>ça-pesquisa intitulada “O Sumiço da Carroça”.</p><p>O Grupo Carroça lançou em 2024, uma turnê gra-</p><p>tuita de circulação do espetáculo O sumiço da Carroça,</p><p>com apresentação na Assembleia Legislativa de Goiás.</p><p>Esse projeto contou com o apoio financeiro de Goiás,</p><p>por meio do Programa de Incentivo à Cultura – Goya-</p><p>zes operacionalizado pela Secretaria de Estado da</p><p>Cultura (Secult). A iniciativa objetivou contribuir para</p><p>a formação de plateia, promoção e democratização do</p><p>espetáculo. A turnê passou pelas praças das quinze ci-</p><p>dades que compõem a região da antiga estrada de Fer-</p><p>ro Goyaz. [...]</p><p>Disponível em https://agenciacoradenoticias.go.gov.br/117305-grupo-carroca-leva-espetaculo-gratuito-a-regiao-da-antiga-estra-</p><p>da-de-ferro-de-goyaz. Acesso em 15 de ago. 2024.</p><p>O Sumiço da Carroça</p><p>Caneva 1 – Prólogo – Os cômicos – Apresentação</p><p>Cena 1 –</p><p>Apresentação da trupe e seus personagens</p><p>Música: Deu boa tarde, deu boa noite. Apresentação</p><p>da trupe.</p><p>Seu Tadeu: Certamente não sabeis quem somos.</p><p>Capitão Angu: Nem de onde viemos.</p><p>Maricotinha: Pois bem. Estamos aqui para lhes contar.</p><p>Bela: Meu nome é Isabela! Mas pode me chamar de</p><p>Bela!</p><p>Capitão Angu e Caroço: Muito Bela!</p><p>Maricotinha: Meu nome é Maricota! Mas pode me</p><p>chamar de Maricota mesmo!</p><p>Caroço: Ô muie danada!! [...]</p><p>Maricotinha: Lavo, passo e cozinho pra esse bando de</p><p>folgado aí ó.</p><p>Capitão Angu: Eu sou o Capitão Angu! Defendo essa</p><p>trupe com muita coragem e bravura de qualquer amea-</p><p>ça que apareça na minha frente porque eu sou é muito</p><p>bravo! (todos na ponta dos pés o assustam.) Ai!</p><p>Seu Tadeu: Toma vergonha rapaz! (Joga-o no chão) Eu.</p><p>Maricotinha: Avarento!</p><p>Seu Tadeu: Sou Sr. Tadeu.</p><p>Capitão Angu: Mão de vaca!</p><p>Seu Tadeu: O chefe dessa trupe de comediantes.</p><p>Caroço: Pão duro!</p><p>Seu Tadeu: ... e mantenho esses artistas para levar a</p><p>alegria da comédia a cada um de vocês.</p><p>Caroço: Eu sou o caroço! Carroça mala e puxo carroça</p><p>pra cima e pra baixo. E tô numa fome!</p><p>Seu Tadeu: Como dissemos, somos uma trupe de co-</p><p>mediantes. Viajamos o país afora de carroça, fazendo</p><p>graça com aqueles que nos passam para trás ao invés</p><p>de nos agraciarem com essas poucas moedinhas que</p><p>deixam cair pelos buracos da calça.</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>18</p><p>Capitão Angu: Mas é importante dizer que almejamos</p><p>o tão agraciado aplauso que enobrece nossas almas ...</p><p>Bela: E enche nossos corações de felicidade.</p><p>Seu Tadeu: Só que como precisamos comer, vestir e</p><p>viajar. Portanto não se faça de rogado quando no fim</p><p>da peça quiser nos agradar com aquela moedinha que</p><p>você tem aí no fundo do bolso nem que seja para ...</p><p>Caroço: Nem que seja para mantermos nossos estô-</p><p>magos rasos com um bom prato de arroz com pequi.</p><p>Seu Tadeu: Ah, quase me esqueci de dizer. Somos de</p><p>Goiânia, Capital de Goiás e...</p><p>Caroço: Quando eu quero mais eu vou pra Goiás!</p><p>Seu Tadeu: E Pequi...</p><p>Caroço: E pequi é uma comida típica de nossa região.</p><p>Seu Tadeu: Só que isso nem vem ao caso neste momento.</p><p>Capitão Angu: E como vocês, serão nossos mecenas</p><p>nesta noite.</p><p>Bela: Nossos patrocinadores.</p><p>Maricotinha: Daremos a vocês o direito de escolherem</p><p>a peça que querem assistir.</p><p>Seu Tadeu: E sabem o que temos no nosso cardápio</p><p>hoje? Sir William Shakespeare. Vocês poderão esco-</p><p>lher entre Romeu e Julieta...</p><p>Bela: As cenas românticas da mais antiga história de</p><p>amor de todos os tempos.</p><p>Seu Tadeu: Ou também poderão ver Hamlet.</p><p>Maricotinha: Um conflito existencial de um príncipe,</p><p>que resolve vingar a morte do pai.</p><p>Capitão Angu: Ser ou não ser! Eis a questão!</p><p>Encontram uma maneira de escolherem a peça. Impro-</p><p>visação. O público escolhe. Começa a peça.</p><p>Todos: Então... com vocês! Romeu e Julieta! (ou Hamlet)</p><p>Ato 1 – Romeu e Julieta</p><p>PRIMEIRO ATO: (Baile de máscaras)</p><p>Narrador – (Cornetas) Primeiro ato de Romeu e Julieta.</p><p>Na bela Verona, duas famílias iguais na dignidade, leva-</p><p>dos por antigos rancores, desencadeiam novos conflitos,</p><p>manchando de sangue as ruas do lugar. É no berço des-</p><p>sas famílias rivais que nasceu um par de amantes, Romeu</p><p>Montequio e Julieta Capuleto, que enterram com sua</p><p>morte a constante fúria de seus pais. Numa noite estre-</p><p>lada um grande baile de máscaras na casa dos Capuletos</p><p>conta com a presença inesperada de dois Montequis.</p><p>Romeu (Caroço) – Benvólio, é melhor disfarçar com um</p><p>discurso ou entramos sem nenhuma explicação?</p><p>Benvólio (Capitão Angu) – Ora, Romeu, discurso não</p><p>vai bem hoje em dia. Entramos de uma vez. Basta fazer</p><p>uma mesura e começamos a dançar.</p><p>Romeu (Caroço) – Deem-me algo para cobrir o rosto.</p><p>Benvólio (Capitão Angu) – Qualquer coisa, lá dentro</p><p>...ou seguindo a escolha do público</p><p>Ato 1 – Hamlet</p><p>PRIMEIRO ATO: (O Espectro fala a Hamlet)</p><p>Narrador – (Entra Hamlet) Elsinor, Reino da Dinamar-</p><p>ca. O Jovem príncipe Hamlet, assiste em luto ao casa-</p><p>mento de sua mãe Gertrudes com seu Tio Claudius,</p><p>que na ocasião é coroado Rei.</p><p>(Entram Claudios e Gertrudes que são coroados e saem)</p><p>Rainha (Bela) – Hamlet, meu filho, arranca de ti essa</p><p>coloração noturna e olha PC com olhar de amigo o Rei</p><p>da Dinamarca.</p><p>Rei (Seu Tadeu) – Querido sobrinho e agora também</p><p>filho Hamlet, por que estas nuvens sombrias ainda pai-</p><p>ram sob seu semblante? Hamlet – Mais do que sobri-</p><p>nho. Muito menos que filho... Me protejo Senhor, por</p><p>estar tão perto do sol.</p><p>Rainha (Bela) – chega de andar com os olhos abaixados</p><p>procurando seu nobre pai no pó inutilmente. Tudo que</p><p>vive, morre, atravessando a vida para a eternidade.</p><p>Narrador – Após o casamento, Hamlet recebe a visita</p><p>do fantasma de seu pai.</p><p>Espectro (Caroço) – Hamlet! Contaram por aí que, ador-</p><p>mecido em meu pomar, fui mordido por uma serpente e</p><p>todos os ouvidos da Dinamarca foram covardemente</p><p>enganados; mas tu sabes, nobre jovem, que a serpente</p><p>que tirou a vida de teu pai carrega agora sua coroa.</p><p>Hamlet (Capitão Angu) – Ó, Minha alma profética!</p><p>Meu tio!</p><p>Espectro (Caroço) – (Voz) Sim! Aquela besta adúlte-</p><p>ra... privou-me a um só tempo da vida, da coroa e da</p><p>rainha! (Sai) Hamlet (Capitão Angu) – Ó vilão. Maldito</p><p>e sorridente vilão! Eis aí, tio, o que realmente és. Quero</p><p>que das tábuas de minha memória se apaguem todas</p><p>as lembranças triviais. [...]</p><p>(Sai Hamlet)</p><p>faça bom uso das pernas. (em outro plano)</p><p>Ama (Seu Tadeu) – Julieta! Vê-la casada é meu maior</p><p>desejo.</p><p>Julieta (Maricota)– Uma honra com que nunca sonhei.</p><p>Ama (Seu Tadeu) – Moças de respeito mais jovens que</p><p>você já são mães de família. Hoje terá um lindo baile,</p><p>quem sabe você não encontra um amor...</p><p>Julieta (Maricota) – vou procurar olhar.</p><p>(Dançam. Romeu e Julieta se encontram)</p><p>Caneva 2 – Os Cômicos – O resultado da loteria</p><p>Cena 2 –</p><p>O resultado do jogo do bicho</p><p>Seu Tadeu: (entra conferindo contas) Ah, meudivino-</p><p>padeterno. IPTU, IPVA, ICMS, ISSQN, (no meio uma</p><p>foto de uma de suas mulheres) Opa, essa aqui não!</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>19</p><p>Gasta um dinheirão, mas compensa! (Beija e guarda)</p><p>IPASGO, Imposto de Renda. Ô meu Deus! [...]</p><p>Como que faz pra pagar esse tanto de dívida? ( joga pra</p><p>cima) com uma merreca de dinheiro? Como que um</p><p>artista sobrevive desse jeito? Ainda mais levando nas</p><p>costas uma carroça cheia de cenário e fi gurino e mais</p><p>quatro comediantes.</p><p>Eu preciso arrumar um solução. Mas qual? Ficar rico!?</p><p>Como!? [...]</p><p>Se pelo menos eu soubesse fazer outra coisa... ( acha o</p><p>bilhete) opa. Opa. Opa. Parece que achei a solução de</p><p>todos os meus problemas. Ou o começo de todos eles.</p><p>(Raspa o bilhete e fi ca atônito. Em câmera lenta começa</p><p>a gritar até soltar altos brados de felicidade.)</p><p>Ganhei. Ganhei. Ganhei!</p><p>Capitão Angu: O quê!?</p><p>Maricotinha: O que foi Seu Tadeu!?</p><p>Caroço: Que gritaria é essa, gente!?</p><p>Seu Tadeu: Opa nada não!</p><p>Bela: Como nada tio! O senhor tava numa gritaria da-</p><p>nada agora, que eu até assustei!</p><p>Seu Tadeu: Ah eu tava eh!?</p><p>Capitão Angu: Tava sim senhor!</p><p>Seu Tadeu: Ah gente que tentação. Era mesmo... Era</p><p>sei lá, eu gritando: Sonhei! Sonhei! Pode todo mundo ir</p><p>trabalhar! (Saem. Maricotinha à espreita espiona).</p><p>[...]</p><p>(Texto utilizado para fi ns didáticos)</p><p>Curiosidade: O canevas é o resumo (o roteiro*) de</p><p>uma peça, para as improvisações dos atores, em parti-</p><p>cular na Commedia dell'arte*.</p><p>Disponível em:https://dicionariodeteatro.blogspot.com/2010/08/canevas.html. Acesso em 15 de ago. 2024.</p><p>Estrutura do gênero dramático</p><p>Os autores dos textos do gênero dramático são</p><p>chamados de dramaturgos que, junto aos atores</p><p>(que encenam o texto), são os emissores e, por sua</p><p>vez, os receptores são o público. Assim, os textos</p><p>dramáticos, além de serem constituídos de persona-</p><p>gens (protagonistas, secundárias ou fi gurantes), são</p><p>compostos pelo espaço e pelo tempo. Geralmente,</p><p>os textos destinados ao teatro possuem uma estru-</p><p>tura interna básica, a saber: Apresentação: faz-se a</p><p>exposição tanto dos personagens quanto da ação a</p><p>ser desenvolvida. / Confl ito: o momento em que sur-</p><p>ge as peripécias da ação dramática. / Desenlace: Mo-</p><p>mento de conclusão, encerramento ou desfecho da</p><p>ação dramática. Além da estrutura interna inerente</p><p>ao texto dramático, tem-se a estrutura externa do</p><p>gênero dramático, tal qual os atos e cenas, de forma</p><p>2. O Sumiço da Carroça é um texto dramático (teatral),</p><p>principalmente por</p><p>( ) ter mudança de cenários e/ou personagens.</p><p>( ) ser um texto (uma peça) que foi escrito(a) para</p><p>ser encenado(a).</p><p>( ) não ter concentração no confl ito, por isso não há</p><p>expectativa para ocorrer o desenlace.</p><p>( ) apresentar enredo, personagens, tempo, espaço,</p><p>apresenta diversos momentos de ação.</p><p>( ) apresentar diálogo entre as personagens e algu-</p><p>mas observações no corpo do texto sobre cena, es-</p><p>paço, ato e personagens.</p><p>( ) apresentar as “rubricas”, ou seja, “didascá-</p><p>lias”(elementos visuais, marcas que orientam</p><p>quanto à ambientação, iluminação, cenário, rou-</p><p>pas, gestos, vozes das personagens entre outros</p><p>aspectos).</p><p>3. O texto introdutório, que aparece antes da peça “O</p><p>Sumiço da Carroça”, é um “prólogo”, isto é, escrita preli-</p><p>minar, introdução. A fi nalidade do prólogo é contextua-</p><p>lizar o enredo. Transcreva do texto introdutório (prólo-</p><p>go) uma parte que melhor resume a apresentação peça.</p><p>4. O texto dramático é um dos gêneros literários. Ele</p><p>está relacionado a textos escritos para serem encena-</p><p>dos por atores. Assim, uma peça teatral é dividida em</p><p>atos e cenas, além de apresentar rubricas e falas das</p><p>personagens. As “rubricas”, ou seja, as marcações cêni-</p><p>cas apresentam instruções para que atores e diretores</p><p>desenvolvam, produzam o espetáculo. Retire do Ato 1</p><p>– Romeu e Julieta exemplos de ‘rubricas’.</p><p>5. No trecho “Julieta! Vê-la casada é meu maior dese-</p><p>jo.”, o termo destacado está substituindo qual palavra?</p><p>que o primeiro corresponde à mudança dos cenários</p><p>necessários para a representação, enquanto o se-</p><p>gundo, designa as mudanças (entrada ou saída) dos</p><p>personagens. Observe que cada cena corresponde a</p><p>uma unidade da ação dramática.</p><p>Disponível em:https://www.todamateria.com.br/genero-dramatico/. Acesso em 25 de jul. 2024 (adaptado).</p><p>ampliando</p><p>os conhecimentos</p><p>GRUPO DE ATIVIDADES</p><p>6. No texto dramático, além das instruções (marcas</p><p>cênicas, rubricas), há também indicações das persona-</p><p>gens e de suas falas. Esse gênero textual é produzido</p><p>Revisa Goiás</p><p>Secretaria de Estado</p><p>da Educação</p><p>SEDUC</p><p>Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - Outubro-Novembro/2024</p><p>20</p><p>para ser encenado em um palco. A ação transcorre por</p><p>meio das falas dos atores e de seu deslocamento no</p><p>cenário. Dessa forma, o texto teatral é, normalmente,</p><p>o primeiro passo para a realização de um espetáculo,</p><p>pois é um projeto a ser posto em prática. Retire do Ato</p><p>1 – Hamlet um fragmento que mostra ações de fala e</p><p>comportamento acontecendo no palco.</p><p>7. Sublinhe no trecho as expressões que mostram sub-</p><p>jetividade (referem-se ao universo interno e percepti-</p><p>vo de uma das personagens).</p><p>“Caroço: Eu sou o caroço! Carroça mala e puxo carroça</p><p>pra cima e pra baixo. E tô numa fome!”</p><p>8. No fragmento “Capitão Angu: Eu sou o Capitão</p><p>Angu! Defendo essa trupe com muita coragem e bra-</p><p>vura de qualquer ameaça que apareça na minha frente</p><p>porque eu sou é muito bravo!” , predomina qual função</p><p>da linguagem? Justifique.</p><p>9. O texto dramático “O Sumiço da Carroça” é uma</p><p>( ) comédia, por apresentar um tom cômico, com</p><p>uma linguagem mais informal.</p><p>( ) tragédia, por apresentar um tom sério e sereno,</p><p>com uma linguagem mais formal.</p><p>( ) farsa, por apresentar um teor ridículo e carica-</p><p>tural criticando os hábitos da sociedade.</p><p>SISTEMATIZANDO</p><p>os conhecimentos</p><p>GRUPO DE ATIVIDADES</p><p>Semana 2 - Novembro</p><p>Leia o texto.</p><p>Goiás É Mais</p><p>Bruno e Marrone</p><p>Deus me deu a chance de andar pelo mundo</p><p>De voar bem alto, mergulhar bem fundo</p><p>Já domei leão, já brinquei na neve</p><p>China e Japão eu disse até breve</p><p>Esse é meu país sem comparação</p><p>Já tem o formato do coração</p><p>Todo canto é lindo pra mim tanto faz</p><p>Quando eu quero mais</p><p>Eu vou pra Goiás</p><p>[...]</p><p>Disponível em:https://www.letras.mus.br/bruno-e-marrone/44676/. Acesso em 26 de jul. 2024.</p><p>10. Depois de ler a letra da música atente para os versos</p><p>“Quando eu quero mais / Eu vou pra Goiás” e estabeleça</p><p>uma relação com o fragmento do prólogo (introdução):</p><p>“Caroço: Quando eu quero mais eu vou pra Goiás!”.</p><p>Observe que há a presença explícita de um texto den-</p><p>tro de outro. Assim, tem-se</p>