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APOSTILA Fundamentos da Gestão da Produção Industrial 22-140311 CDD-658.5 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Apostila fundamentos da gestão da produção industrial [livro eletrônico] / organização FM2S Educação e Consultoria. -- Campinas, SP : FM2S Educação e Consultoria, 2022. PDF ISBN 978-65-80624-50-8 1. Administração 2. Administração da produção 3. Gestão da qualidade 4. Gestão da produção 5. Normas regulamentadoras 6. Planejamento estratégico 7. Produção - Planejamento I. FM2S Educação e Consultoria. Índices para catálogo sistemático: 1. Administração de produção e de operações : Empresas 658.5 Inajara Pires de Souza - Bibliotecária - CRB PR-001652/O FM2S.COM.BR 3Apostila - Design Thinking Uma empresa de Educação e Consultoria criada para compartilhar conhecimento de excelência na prática. A FM2S foi escolhida para ocupar o Parque Tecnológico da UNICAMP, uma das universidades mais conceituadas do país. Já são mais de 70 mil profissionais que aceleraram suas carreiras conosco. Como um dos maiores centros de aperfeiçoamento do Brasil, contamos com diversos cursos nas áreas de: Gestão de Processos; Lean; Visualização de Dados; Gestão de Projetos; Carreira & Liderança e Lean Six Sigma. Nossos instrutores têm experiência prática para projetar e conduzir aulas e projetos essenciais, com ensinamentos técnicos, de liderança e outros fatores importantes para o seu crescimento. Eles são formados nas melhores universidades do país e já atuaram em cargos de liderança e de consultoria em grandes projetos. Com essa bagagem, queremos ajudar você a alcançar seus objetivos profissionais, conquistando a posição que almeja na carreira. E isso é muito mais do que oferecer cursos, entregamos nossa experiência para que os profissionais sejam respeitados na sua empresa, na comunidade e na sociedade como um todo. Quem somos 75491 alunos 13 anos de mercado 80 cursos 135 projetos realizados 45562 certificados emitidos Nosso propósito Acelerar o crescimento profissional de nossos alunos por meio de uma experiência educacional única, fundamentada em conceitos sólidos, linguagem simples, ferramentas e exemplos práticos. Site FM2S EaD FM2S LinkedIn Facebook Instagram YouTube Soundcloud Spotify Twitter https://www.fm2s.com.br/ https://www.facebook.com/projetosemelhoria https://www.instagram.com/fm2s.treinamentos/ https://www.linkedin.com/school/fm2s/ https://www.youtube.com/c/Fm2sBrEducacao https://twitter.com/FM2S_Educacao https://open.spotify.com/show/0e2dhQUjaFOoZBBooREpTI%3Fsi%3DEW-FrDf9THqRvSDQwGQaAw%26dl_branch%3D1 https://soundcloud.com/user-368889825-987289291 https://ead.fm2s.com.br/ Sumário 1. Introdução 7 2. O que é Gestão da Produção Industrial? 8 2.1. Função Gestão da Produção Industrial 8 3. Case 9 3.1. O contexto 9 3.2. Etapas da Produção 9 3.3. Problemas detectados 9 3.4. A Ação 11 3.5. Descrição da Produção 12 3.6. Coletando as informações sobre o processo 12 3.7. Mapa de Fluxo de Valor 16 3.8. Boas práticas e O sucesso 16 4. Vantagens 17 4.1. Vantagens para a empresa 17 4.2. Vantagens para o profissional 17 5. Contexto histórico 18 6. As habilidades do profissional da área de indústria 19 6.1. As habilidades do Plano de Desenvolvimento 19 6.2. As habilidades do Módulo Essencial 20 6.3. As habilidades do Módulo Avançado 20 6.4. As habilidades do Módulo Liderança 21 6.5. As habilidades do Módulo Especialista 21 7. Conceitos 21 8. Supply chain e a produção industrial 22 8.1. Supply Chain 22 8.2. Para que serve o Supply Chain? 23 8.3. Cadeia Logística 23 8.4. Tipos de Cadeia Logística 24 9. Lean manufacturing (Produção enxuta) 24 9.1. O que é o Lean? 24 9.2. Os Princípios do Lean 24 9.3. Os 7 Desperdícios do Lean 25 10. Técnicas de coordenação da produção 28 10.1. Processo de Fabricação em Lote 29 10.2. Processo de Fabricação Contínuo 29 10.3. Operações de Fabricação Discretas 29 FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 1 10.4. Manufatura por oficina 29 10.5. Técnicas de Coordenação da Produção 30 11. Processos de suporte à produção 30 11.1. Manutenção Industrial 30 11.1.1. Manutenção e Melhoria Contínua 31 11.1.2. Coordenação Manutenção-Produção 33 11.2. Processos de suprimentos 33 12. Gestão da rotina industrial 37 13. Sistema de Gestão da qualidade 41 13.1. ISO 9001 43 13.2. Prática da gestão da qualidade 44 14. Saúde e Segurança do Trabalho 45 14.1. O que é Segurança do Trabalho? 45 14.2. Normas regulamentadoras 45 15. KPIS da Gestão da Produção Industrial 46 15.1. Key Performance Indicator (KPI) 46 Indicadores Financeiros 46 16. Ferramentas da Gestão da Produção Industrial 47 16.1. Diagrama de Ishikawa 47 16.2. Controle Estatístico de Processo 48 16.3. Histograma 48 16.4. Gráfico de Dispersão 49 16.5. Folha de Verificação 50 16.6. Fluxograma 51 16.7. Gráfico de Pareto (Curva ABC) 51 17. Ferramentas e Conceitos do Lean Manufacturing 52 17.1. Value Stream Mapping 52 17.2. Cronoanálise 53 17.3. Gestão visual: Kanban 54 17.4. 5S 54 17.5. Kaizen 55 17.6. O Ciclo PDCA 56 17.7. TPM (Total Productive Maintenance) 56 17.8. O que é o SMED? 57 18. Revisão 58 FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 2 Figuras Figura 1 - Layout de produção de queijo. 9 Figura 2 - Elementos do Supply Chain 22 Figura 3 - Manutenção Produtiva Total e seus Pilares 31 Figura 4 - Planejamento da produção 33 Figura 5 - Curva ABC 36 Figura 6 - Exemplo de Gestão Visual 38 Figura 7 - Tipos de Trabalho 39 Figura 8 - Diagrama de Ishikawa 47 Figura 9 - Histograma 48 Figura 10 - Gráfico de Dispersão 49 Figura 11 - Exemplo de VSM 51 Figura 12 - Exemplo de Quadro Kanban 54 Figura 13 - Ciclo PDCA 55 Figura 14 - Casa TPM: A Colunas do Conceito TPM 56 Tabelas Tabela 1 - Resumo da Etapa 1 - Pasteurização 12 Tabela 2 - Resumo da Etapa 2 - Cozimento 12 Tabela 3 - Resumo da Etapa 3 - Prensa 13 Tabela 4 - Resumo da Etapa 4 - Fermentação 13 Tabela 5 - Resumo da Etapa 5 - Filamento 14 Tabela 6 - Resumo da Etapa 6 - Salgar 14 Tabela 7 - Etapa de embalagem 15 Tabela 8 - Desperdícios no Lean 26 Tabela 9 - Planejamento de Materiais 33 Tabela 10 - Ressuprimento e Time-phased 33 Tabela 11 - Responsabilidades da Área de Qualidade 41 FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 3 1. Introdução Olá aluno(a), nesta apostila veremos os Fundamentos da Gestão da Produção Industrial. Espera-se que ao final deste curso você tenha uma visão geral dos conceitos e aplicabilidade da gestão produtiva dentro da indústria. Veja a seguir os principais temas que serão abordados: ● O que é Gestão da Produção Industrial? ● Case de Gestão da Produção Industrial ● Vantagens e Desafios da Área de Gestão da Produção Industrial ● Contexto Histórico ● O Bom Profissional da Gestão da Produção Industrial ● Conceitos ● O que é um Processo Produtivo Industrial? ● Supply Chain e a Produção Industrial ● Lean Manufacturing (Produção Enxuta) ● Técnicas de Coordenação da Produção ● Processos de Suporte à Produção ● Manutenção Industrial ● Processos de Suprimentos ● Gestão da Rotina Industrial ● Sistema de Gestão da Qualidade ● Segurança e Saúde no Trabalho ● Indicadores da Gestão da Produção Indústria ● Ferramentas e Metodologias da Gestão da Produção Industrial O setor industrial é um dos que mais crescem no Brasil e pensando nisso, este curso busca fornecer todos os conhecimentos essenciais para que você consiga aplicá-los no seuexecutada em quatro etapas: ● Observação; ● Levantamento dos dados; ● Cronometragem; ● Estratificação do tempo padrão, também chamado de Expectativa Razoável (E/R). Com cronoanálise é possível identificar: ● Período de trabalho; ● Quantidade de colaboradores envolvidos na máquina; ● Atividade desenvolvida; FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 50 ● Quantidade de peças processadas; ● Horário de interrupção da máquina; ● Horário de retorno da máquina; ● Duração, em horas, da interrupção; ● Código referente ao motivo da parada; ● Horas de processamentos produtivas; ● Horas disponíveis para utilização do equipamento; ● Percentual de produtividade; ● Tempo perdido parado; ● Tempo perdido trabalhando. 17.3. Gestão visual: Kanban A palavra kanban significa “sinalização” ou “cartão”. Logo, o Quadro Kanban é uma metodologia usada na gestão visual, onde cartões se deslocam por um quadro e são usados para coordenar atividades ou etapas produtivas. FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 51 Figura 12 - Exemplo de Quadro Kanban 17.4. 5S 5S é um grupo de conceitos do Lean para se deixar o ambiente de trabalho mais limpo e produtivo, de maneira a se evitar desperdícios. Ele trabalha 5 Sensos na Operação: ● Utilização ● Organização ● Limpeza ● Padronização ● Autodisciplina FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 52 17.5. Kaizen Kaizen é a prática de melhoria contínua. Hoje, a prática do Kaizen pode ser incorporada na rotina ou em programas de Kaizen (programa de sugestão premiada). 17.6. O Ciclo PDCA O PDCA é uma ferramenta de controle e melhoria contínua de processos e produtos, também conhecido como círculo/ciclo/roda de Deming (Figura 13). Figura 13 - Ciclo PDCA Esse ciclo se baseia em quatro etapas: planejar (plan), fazer (do), checar (check) e agir (act). FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 53 17.7. TPM (Total Productive Maintenance) A TPM (Total Productive Maintenance), ou Manutenção Produtiva Total, consiste em um conjunto de estratégias e procedimentos que visa garantir o pleno funcionamento das máquinas em um processo produtivo, para que a produção não seja interrompida e que não haja perda de qualidade no produto final. TPM designa um conceito de manutenção integral orientado para a produção, destinado ao aumento da eficiência de instalações / equipamentos (OEE - Overall Equipment Effectiveness) e redução dos custos de manutenção, por meio de medidas de manutenção preventiva proativa, mediante envolvimento de todos participantes. Figura 14 - Casa TPM: A Colunas do Conceito TPM 17.8. O que é o SMED? O termo SMED, uma sigla do inglês Single Minute Exchange of Die, foi criado por Shingeo Shingo para denominar as técnicas e os esforços das empresas japonesas empregadas na diminuição do tempo de setup. FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 54 O tempo de setup é o período empregado em todas as atividades que precisam de ajustes. Tradicionalmente, o tempo de setup é medido como o tempo entre a “última peça boa” e a “primeira peça boa”. Racionalizar esse tempo nos ajuda a: ● Aumentar a capacidade produtiva; ● Aumentar o número de troca de ferramentas (o que aumenta a flexibilidade da empresa); ● Reduzir o tamanho mínimo de produção; ● Reduzir o tempo de entrega; ● Obter vantagens competitivas. 18. Revisão O objetivo do curso de fundamentos é apresentar uma visão geral sobre o assunto e ficamos felizes em ver que você chegou até aqui. Neste curso você aprendeu: ● Tipos de processos produtivos: ● Ferramentas e Metodologias da gestão industrial; ● Importância da segurança do trabalho; ● Entre outros. Parabéns, agora você possui todos os conhecimentos básicos e direcionamento para alavancar sua carreira na área da indústria. FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 55trabalho, alavancando sua carreira profissional. Bons estudos! FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 4 2. O que é Gestão da Produção Industrial? É a área responsável pelo planejamento e supervisão de processos de fabricação dentro da economia produtiva. O objetivo da Produção Industrial é: ● Buscar processos cada vez mais eficientes; ● Melhorar a competitividade das indústrias; ● Reduzir custos; ● Otimizar os resultados financeiros; ● Controle de qualidade; ● Projetos de infraestrutura e logística. Para alcançar esses objetivos, o gestor precisa ter diversas habilidades de forma a exercer seu papel com excelência. O papel do gestor é: ● Promover a otimização de processos; ● Cuidar de cada uma das etapas de fabricação de um produto; ● Gerenciar e supervisionar todas as etapas de produção da fábrica; ● Projetar a infraestrutura de produção; ● Mensurar e reduzir custos; ● Garantir a qualidade dos produtos; ● Incrementar a produtividade; ● Controlar a manutenção; ● Administrar a logística; ● Implementar novas tecnologias; ● Coordenar equipes de produção. Diante das funções apresentadas, percebe-se que o gestor da produção industrial é fundamental para a otimização da Produção, aprimoração de Processos e melhoria dos Resultados. 2.1. Função Gestão da Produção Industrial Conectar fatores administrativos e necessidades materiais. A área cumpre a função de um tipo de ponte, praticamente obrigatório no cenário contemporâneo, que FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 5 conecta fatores administrativos e necessidades materiais. Ela fortalece todas as atividades particulares à organização empresarial, resultando em negócios mais aptos a lidar com a competitividade do mercado atual. 3. Case 3.1. O contexto Rodolfo foi promovido a Gestor de Produção Industrial de uma grande Fábrica de Queijo. Ao assumir o setor, Rodolfo passou a enfrentar grandes desafios, pois percebeu que o chão da fábrica estava uma loucura. 3.2. Etapas da Produção A produção industrial é dividida em cinco etapas: ● Etapa 1 - Pasteurizar e Cozinhar ● Etapa 2 - Prensar a massa ● Etapa 3 - Fermentar a massa ● Etapa 4 - Filar a massa ● Etapa 5 - Inspeção e embalagem 3.3. Problemas detectados Ao assumir a produção, Rodolfo encontrou os seguintes problemas: ● A produção foi a menor nos últimos cinco anos; ● Equipamentos e ferramentas estavam quebrando com recorrência e parando o processo de produção; ● Elevado número de afastamento por doenças do trabalho; ● Problemas com estoque; ● Comunicação. FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 6 O principal problema era referente ao layout da produção, pois a quantidade de movimentações gerava desperdícios, atrasos e acidentes. Além disso: ● Grande quantidade de variações nas etapas de “filar a massa” e “embalar”, onde é determinado o tamanho da “peça” de queijo; ● Armazenados em um único local, sem organização, identificação e direcionamento à etapa seguinte; ● A ordem de processamento dos produtos era definida pelo líder da produção, o que dificultava a fluidez do processo; ● Além de todos os colaboradores não possuírem conhecimento da meta de produção diária. O layout gerava excesso de movimentação, com áreas de armazenagem inadequadas, conforme observado na Figura 1. Figura 1 - Layout de produção de queijo. Desta forma, era preciso implantar uma nova forma de produção, onde o layout apresentasse as seguintes características: ● Orientação para o fluxo; FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 7 ● Locais definidos para armazenagem de carga; ● Maximização de locais de armazenagem; ● Staging para carga Trânsito e para a Expedição; ● Flexibilização para o armazenamento de cargas fora do padrão; ● Agilidade para o armazenamento; ● Maior acuracidade no armazenamento da carga. O novo layout irá possibilitar a redução de movimentação e consequentemente de perdas e acidentes, além de: ● Privilegiar o fluxo unidirecional e busca minimizar as esperas e movimentações intermediárias; ● Evitar carga armazenada no chão; ● Reduzir de áreas com armazenamento temporário; ● Reduzir tempo na identificação e conferência; ● Maior capacidade de recebimento; ● Redução do tempo até a desconsolidação da carga; ● Redução dos tempos de espera e procura no momento da liberação. Além dos benefícios mensuráveis em gente e espaço, o novo layout permitiu ganhos qualitativos. 3.4. A Ação Para maximizar as mudanças e promover a melhoria contínua, Rodolfo realizou as seguintes ações: ● Mapeamento do fluxo de valor → Foco nos desperdícios; ● Mapeamento dos acidentes de trabalho → Foco no layout; ● Mudança no layout da fábrica → Redução de movimentação; ● Gerenciamento de rotina. FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 8 3.5. Descrição da Produção Requisitos do cliente: o cliente da fábrica é o CD (Centro de Distribuição). Ele faz retiradas conforme os lotes vão sendo produzidos. A demanda do CD é de 25 lotes (cerca de 20.000 kg) por dia. Tempo de trabalho: A fábrica, assim como o CD, funciona 24 horas por dia, todos os dias do mês. Os funcionários se revezam para manter o ritmo. As folgas e intervalos são planejados para que a fábrica esteja sempre trabalhando. 3.6. Coletando as informações sobre o processo Pasteurizar: A primeira etapa é feita em um pasteurizador, que opera em bateladas e vazão de 20.000 l/h. Além disso, o tempo para se realizar uma batelada é de 30 minutos. Esse pasteurizador possui dois setups: uma lavagem (CIP – Cleaning in place) de 105 minutos, diário, e outra de 78 minutos, entre as bateladas, conforme a Tabela 1. O tempo de ciclo medido através da cronoanálise é de 1,8 segundos por kg de queijo (10.000 litros de leite dão origem a 1.000 kg de queijo) e o OEE foi estimado em 51,8%. Tabela 1 - Resumo da Etapa 1 - Pasteurização Pasteurizar OEE = 51,8% Vazão (kL/h) 20 Estações de Trabalho 1 Tempo batelada (min) 30,0 Tempo de ciclo (s/kg) 1,8 Duração CIP Intermediário (min) 78,0 Duração CIP Final (min) 105,0 Cozinhar: A segunda etapa consiste em encher um tanque onde o leite pasteurizado deve ficar cozinhando. Nesta etapa adiciona-se o fermento. Existem 3 estações de trabalho que funcionam por batelada. O tempo de cozimento da batelada é de 120 minutos. O tempo de ciclo é de 2,4 s/kg. A lavagem (setup) dura em média 105 FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 9 minutos. Por dia, estima-se que alguma das máquinas está parada esperando o leite do pasteurizador. Isso toma cerca de 228 minutos na semana. Todas as máquinas trabalham 24h por dia. O OEE é estimado em 52,8% Tabela 2 - Resumo da Etapa 2 - Cozimento Cozinhas OEE = 52.8% Estações de Trabalho 3 Tempo batelada (min) 120 Tempo de ciclo (s/kg) 2,4 Duração CIP (min) 105 Espera Past. (min na semana) 228 Prensar: A terceira etapa consiste em prensar a massa cozida para retirar o soro. A cada “descarga” das máquinas de cozinhar, a prensa deve ser lavada. Esse tempo de setup totaliza 30 minutos por batelada. A prensa trabalha 24 horas por dia e seu tempo de ciclo teórico é de 1,2 s/kg e sua batelada dura 20 minutos. Uma prensadá conta das máquinas de cozinhar. O OEE é estimado em 44,5%. Uma série de paradas acontece devido a problemas no escoamento de soro. O problema é recorrente. Conforme a massa é prensada, ela é cortada em pedaços menores. Tabela 3 - Resumo da Etapa 3 - Prensa Prensar OEE = 44,5% Estações de Trabalho 1 Tempo batelada (min) 20 Tempo de ciclo (s/kg) 1,2 Duração setup (min) 30 FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 10 Fermentar: A quarta etapa consiste em deixar os pedaços de massa prensados e cortados para fermentar em mesas de inox. Essa fermentação deve durar 10 horas. O tempo de ciclo estimado é de 3 segundos por kg. Existem 11 mesas dedicadas para isso. A ocupação das mesas é de, em média, 91,5%. O controle do tempo de fermentação não é feito com cuidado, portanto algumas vezes uma massa pode passar mais de 10 horas fermentando. Isso acontece especialmente quando a filadeira (próxima máquina) não está funcionando. Esse material é considerado estoque. Todos os dias as mesas são lavadas, demorando 20 minutos cada mesa. Tabela 4 - Resumo da Etapa 4 - Fermentação Fermentar Ocup = 91,5% Tempo de fermentação (h) 10 Estações de Trabalho 11 Tempo de ciclo (s/kg) 3 Setup diário (min) 20 Filar: O próximo passo consistia em extrudar a massa para dar forma à muçarela. A filadeira trabalhava 8 horas por dia, e era alimentada em pequenas porções. Além disso, fazia um ciclo de extrusão demorava 10 minutos. O tempo de ciclo teórico foi calculado em 0,6 segundos por kg. Ela demorava cerca de 30 minutos para “esquentar” no começo de cada dia e necessitava uma limpeza de 100 minutos ao final de cada turno. O OEE era calculado em 25,6%. Tabela 5 - Resumo da Etapa 5 - Filamento Filar OEE = 25,6% Tempo de batelada (min) 10 Estações de Trabalho 1 FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 11 Tempo de ciclo (s/kg) 06 Setup diário (min) 30 CIP diário (min) 100 Salgar: A etapa seguinte consistia em deixar as peças de queijo em uma solução salina para salga. Cada peça devia passar 10 horas na solução e havia 66 tanques disponíveis. O tempo de ciclo era de 0,6 segundos por kg. A ocupação era de 90% e o setup (troca da solução) não afetava a produção. Tabela 6 - Resumo da Etapa 6 - Salgar Salgar Ocup. = 90% Tempo de fermentação (h) 10 Estações de Trabalho 66 Tempo de ciclo (s/kg) 0,6 Embalar: A etapa de embalagem trabalhava 16h por dia com um OEE de 67%. O tempo de ciclo era de 0,8 s/kg e havia apenas duas estações de trabalho. O Setup, diário, totalizava 40 minutos. Tabela 7 - Etapa de embalagem Embalar OEE = 67% Setup 40 Estações de Trabalho 2 Tempo de ciclo (s/kg) 0,8 Estoques: Haviam estoques na entrada do processo (leite) (50.000 l, totalizando 6 horas – takt de 4,32); na fermentação (cerca de 9 ton, totalizando 11 horas) e na salga (5.000 kg, 6h). FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 12 3.7. Mapa de Fluxo de Valor O VSM foi completado adicionando as conexões (aqui omitidas pela complexidade do exemplo). O Lead time f é 9,6 dias e os maiores gargalos foram identificados como sendo a filadeira, a embalagem e o pasteurizador, respectivamente. Com a elaboração do VSM foi possível identificar desperdícios e gargalos na produção e Rodolfo elaborou um mapa de ação: ● Instalação de Tanque Pulmão de Leite Pasteurizado – para evitar a dessincronização das máquinas de cozinhar; ● Estudar diminuição dos tempos de CIP – que prejudicam sensivelmente o OEE; ● Utilizar Kanban/ Andon (Mesas de Fermentação, Salga, Secagem) – para não deixar mais tempo do que o necessário; ● Sincronização da filadeira com as mesas de fermentação prontas para filar – para evitar o acúmulo de massa pronta à espera do início do turno da filadeira; ● Quantificar retrabalho após a filadeira – pois o OEE deste equipamento é demasiado baixo; ● Mudança no layout do estoque intermediário e direcionamento do fluxo de materiais para a etapa de laminação e centrifugação, permitindo que o processo ocorra sem interrupções e que entregue as quantidades certas e necessárias a etapa seguinte; ● Realização de 5’s; ● Implantação de uma etiqueta para o controle e rastreabilidade. 3.8. Boas práticas e O sucesso Resumo das boas práticas adotadas: ● Layout funcional; ● Fluxo em linha; FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 13 ● Programa de manutenção e suprimento; ● Redução de estoque intermediário; ● Treinamentos; ● Comunicação entre a indústria e manutenção. Após a implantação das boas práticas, Rodolfo alcançou os seguintes resultados: ● Redução das perdas; ● Menor taxa de acidente do trabalho; ● Engajamento da equipe; ● Maximização da produção. 4. Vantagens 4.1. Vantagens para a empresa ● Aumento da qualidade nas entregas; ● Aumento da produtividade; ● Redução de custos; ● Otimização dos recursos produtivos; ● Melhora do relacionamento com clientes. 4.2. Vantagens para o profissional ● Ampliação da capacidade de análise; ● Ampliação da visão de processos; ● Maior visão sistêmica; ● Ampliação da capacidade de criação de estratégias operacionais; ● Melhora na tomada de decisões. FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 14 5. Contexto histórico Primeira Rev. Industrial: Final do século XVIII e início do século XIX (Indústria 1.0 - 1760): ● França, Bélgica, Holanda, Rússia, Alemanha e Estados Unidos ● Novo modelo de produção industrial ● Produção artesanal versus produção em massa ● À energia do carvão - Máquina a vapor ● Início dos grandes centros urbanos Segunda Rev. Industrial: Meados do século XIX (Indústria 2.0 - 1850): ● Novas tecnologias - Ampliação dos lucros ● Energia eletrica, motor a explosão, aço, alumínio e petróleo ● Desenvolvimento da ciência ● Produção automatizada Período de guerras ● A 1ª Guerra Mundial e 2ª Guerra Mundial tiveram um impacto muito grande no crescimento da produção industrial e tecnológica; ● Início do Fordismo, época em que viveu o empreendedor e engenheiro Henry Ford, em 1914, refere-se aos sistemas de produção em massa e gestão; ● O período de guerra foi marcado pelo advento da indústria automobilística e bélica; ● Por meio dessas inovações, as indústrias puderam alcançar lucros cada vez maiores e dinamizar o processo que se dava entre a obtenção da matéria-prima e a vendagem do produto ao consumidor final; ● Controle mais específico sobre os gastos permitiram o cálculo preciso das margens de lucro a serem obtidas com um determinado artigo industrial; FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 15 ● Neste período, Estados Unidos, Alemanha, Japão e França se tornaram líderes globais de tecnologia. Linha do Tempo ● Terceira Revolução Industrial: Revolução Técnico-Científica e Informacional (Indústria 3.0 - 1950) ● Inovação tecnológica ● Campo da Informática, Robótica, Telecomunicações, dos Transportes, da Biotecnologia e química fina, além da Nanotecnologia ● Toyotismo ● Descentralização industrial ● Transporte em massa de pessoas e mercadorias ● Comércio internacional. ● Globalização. Quarta revolução industrial: Digitalização na manufatura (Indústria 4.0) ● Não é nem uma tecnologia emsi, nem um modelo de negócio; ● Combinação de inovações e tecnologias digitais (avanços como robótica e inteligência artificial, sensores sofisticados, etc); ● Dispositivos inteligentes e Produção inteligente; ● Automatização. 6. As habilidades do profissional da área de indústria 6.1. As habilidades do Plano de Desenvolvimento Segundo a pesquisa das vagas na Área de Indústria, o mercado de trabalho procura diferentes níveis de habilidades do profissional: ● Essencial ● Avançado ● Liderança FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 16 ● Especialista Devido ao caráter multidisciplinar da área, o profissional da Indústria deve apresentar uma série de habilidades técnicas, gerenciais e de relacionamento interpessoal. Além disso, ele deve estar alinhado com as tendências mais atuais praticadas pelas empresas, conhecendo todos os jargões e ferramentas da área. 6.2. As habilidades do Módulo Essencial ● Entender, mapear e gerenciar os processos na empresa; ● Promover a melhoria contínua dos processos no dia a dia; ● Visualizar os processos da organização, entendendo como mapeá-los e melhorá-los quando necessário; ● Elaborar relatórios e apresentações reportando o status dos KPI’s; ● Ter noções sólidas sobre gerenciamento de projetos; ● Identificar, registrar e tratar não conformidades em produtos e processos; ● Saber relacionar-se e comunicar-se com os mais diversos colaboradores do processo; ● Conhecer os processos envolvidos em armazenagem e gestão de estoques. 6.3. As habilidades do Módulo Avançado ● Elaborar relatórios gerenciais auxiliando na tomada de decisões por parte de stakeholders; ● Liderar esforços complexos de melhoria contínua, que envolvem várias áreas; ● Saber analisar processos usando as ferramentas mais avançadas na área; ● Ter um amplo domínio sobre várias técnicas e abordagens sobre melhoria contínua; ● Saber gerenciar documentos referentes aos processos da empresa; ● Saber padronizar os processos da empresa. FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 17 6.4. As habilidades do Módulo Liderança ● Promover uma comunicação clara e eficaz entre as áreas produtivas e a área da Indústria; ● Coordenar equipes a fim de garantir a execução de todas as atividades de uma área de processos; ● Gerenciar pessoas, garantindo que todos estejam alinhados com a estratégia da empresa; ● Gerenciar os riscos envolvidos com cada iniciativa de melhoria da área; ● Gerenciar os custos e o budget da área industrial, promovendo iniciativas e projetos para a sua redução e otimização; ● Gerir estrategicamente o plano de desenvolvimento dos membros da área. 6.5. As habilidades do Módulo Especialista ● Planejar e controlar a produção de acordo com a programação estabelecida, levando em consideração todos os padrões, volumes e prazos; ● Analisar os KPIs da capacidade produtiva, acompanhando-os através de relatórios; 7. Conceitos Agora serão apresentados os conceitos que são importantes para você fazer uma boa gestão da produção industrial: ● Supply Chain e Logística: Produzir e gerenciar o dia a dia da fábrica envolve uma cadeia de suprimentos muito maior: fornecedores, clientes, distribuição, entrega, transporte. ● Lean Manufacturing (Produção Enxuta): Produzir sem desperdício. ● Técnicas de Coordenação da Produção: Conhecer os tipos de produtos e processos produtivos. FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 18 ● Processo de Suporte à Produção: Manutenção industrial e operação das máquinas. ● Manutenção Industrial: Manter a fábrica funcionando. ● Processos de Suprimentos: Suprimento e Ressuprimento. ● Gestão da Rotina Industrial: Avaliar a rotina do chão de fábrica. ● Sistema de Gestão da Qualidade: Aplicação da qualidade nos processos industriais. ● Saúde e Segurança do Trabalho: Promoção da saúde do trabalhador e do meio ambiente. ● Ferramentas e Metodologias da Gestão da Produção Industrial: Como aplicar a melhoria de processo. ● KPIs da Gestão da Produção Industrial: Indicadores que medem o desempenho da produção e também financeiro. 8. Supply chain e a produção industrial 8.1. Supply Chain A produção industrial é uma pequena parte da cadeia que leva o produto ao cliente. Logo Supply Chain, por definição, é a rede que inclui todos os indivíduos, organizações, atividades e tecnologia envolvidos desde o processo de materialização até a entrega de um produto / serviço ao seu usuário final. É necessário gerenciar a trajetória dos produtos, cumprindo prazos, integrando processos e garantindo a satisfação do cliente final. Pois o objetivo da Gestão da Cadeia de Suprimentos é reduzir custos ao longo de todas as etapas, ao mesmo tempo em que otimiza os processos para entregar mais performance, menos desperdícios e atrasos. Garantindo, assim, a satisfação do cliente e um melhor posicionamento da empresa no mercado. O Supply Chain é responsável pelas atividades de compra dos insumos ou produtos, transporte, armazenamento, transformação, embalagem, gerenciamento interno, venda e distribuição aos clientes, conforme a Figura 2. FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 19 Figura 2 - Elementos do Supply Chain 8.2. Para que serve o Supply Chain? ● Permite que a empresa qualifique e crie cálculos precisos para medir o seu potencial operacional e capacidade logística; ● A cadeia de suprimentos estruturada possibilita prever gargalos ou escassez de matéria-prima no seu segmento; ● Através da integração dos dados em cada etapa, é possível agir de forma eficaz na resolução de problemas diversos. 8.3. Cadeia Logística ● Caminho que o produto percorre desde a indústria até o cliente; ● As atividades que compõem a Cadeia de Logística são todas interligadas e se articulam constantemente em todas as etapas; ● Uma boa cadeia logística possibilita maior agilidade ao processo diminuindo os custos, melhorando a qualidade e apresentando um diferencial de mercado; ● As etapas da cadeia logística são meticulosamente acompanhadas por análises e projeções. FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 20 8.4. Tipos de Cadeia Logística A cadeia logística pode ser simples ou complexa: ● Simples: Contempla o negócio, os fornecedores e o cliente. Exemplo: Restaurante de bairro ● Complexa: Agrupa fornecedores de fornecedores, representantes, provedores de serviços terceirizados e intermediários. Exemplo: Montadora Global 9. Lean manufacturing (Produção enxuta) 9.1. O que é o Lean? O termo Lean significa Enxuto, logo não é uma ferramenta ou metodologia e sim um princípio. Dessa forma, podemos definir Lean como uma filosofia de gestão que tem como princípio maximizar o lucro, reduzindo tempo e desperdícios. O Lean Manufacturing está alicerçado no Sistema Toyota de Produção (STP) e busca a melhoria contínua no atendimento das necessidades do cliente. O Lean tem o objetivo de entregar valor, que deve ser produzido com o mínimo de desperdício e o máximo de economia de recursos: ● Lean é uma filosofia de gestão que elimina excessos de produção; ● Entregar ao cliente exatamente o que ele quer, na quantidade que ele quer e no tempo que ele desejar, considerando o mínimo de desperdício possível; ● Conhecer a necessidade do cliente e desdobrar os processos de maneira a atendê-loda forma mais assertiva; ● Melhoria contínua. 9.2. Os Princípios do Lean Como já apresentado, o Lean é uma filosofia aplicada através de boas práticas e ferramentas. Para entendê-lo direito e saber como aplicá-lo, é necessário entender a sua FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 21 filosofia. Essa filosofia, ou jeito de pensar, é constantemente chamada de Lean Thinking e possui 14 princípios. Vamos analisar agora os 14 princípios do Sistema Toyota (Modelo Toyota): ● Baseie suas decisões em uma filosofia de longo prazo; ● Crie um fluxo de processo contínuo para que problemas fiquem expostos; ● Use sistemas de puxar para evitar a superprodução; ● Nivele a carga de trabalho – Heijunka; ● Construa uma cultura de parar e estudar problemas e ter qualidade logo na primeira vez; ● Tarefas padronizadas são a fundação da melhoria contínua e do fortalecimento do indivíduo; ● Use controles visuais para que nada fique escondido; ● Use tecnologia confiável, adequada aos processos e às pessoas; ● Forme líderes que realmente entendam a filosofia, e a ensinam aos outros; ● Desenvolva pessoal excepcional e times que sigam a filosofia da empresa; ● Respeite a rede de parceiros e fornecedores, desafiando-os e ajudando-os a melhorar; ● Vá ao Gemba para ver o que está acontecendo – Genchi Genbutsu; ● Tome decisões devagar, considerando as opções, e implemente rapidamente – Nemawashi; ● Torne-se uma organização que aprende, através da incansável reflexão (Hansei) e da melhoria contínua (kaizen). 9.3. Os 7 Desperdícios do Lean Na visão de OHNO (1997), a Produção Enxuta é o resultado da eliminação de sete tipos clássicos de desperdícios, também denominados de perdas, existentes dentro de uma empresa: ● Superprodução; ● Espera; ● Transporte (de material); FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 22 ● Movimentação (de pessoal); ● Inventário (estoque); ● Defeitos; ● Superprocessamento. Além destes sete desperdícios, a literatura costuma apontar um oitavo desperdício: O desperdício de talento e conhecimento. Sabe quando um colaborador sai de férias ou é demitido e leva junto todas as informações e conhecimento? É um típico exemplo deste desperdício. A Tabela 8 apresenta exemplos de desperdícios, causas e possíveis mudanças. Tabela 8 - Desperdícios no Lean Tipo de Desperdício Definição Exemplos Causas Mudanças Transporte Movimento de partes que não agrega valor -Movendo peças para dentro e para fora do estoque -Movendo material de uma estação de trabalho para outra -Produção em grandes lotes -Produção empurrada -Estoque -Layout não funcional -Sistema puxado -Kanban -Otimização de layout Inventário (estoque) Mais materiais, peças ou produtos disponíveis do que o cliente necessita no momento -Matéria-prim -Produto em elaboração -Produto acabado -Suprimentos de consumíveis -Componentes -Lead-times dos fornecedores -Setups longos -Lead-times longos -Papéis e formulários em processo -Ordem no processamento -Kanban -Desenvolvimen to do fornecedor -Fluxo contínuo (one-piece flow) -Redução de setup FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 23 Movimentação Movimento de pessoas que não agregam valor -Procura por peças, ferramentas, desenhos. -Escolher material -Área de trabalho desorganizada -Itens faltantes -Design ruim da estação de trabalho -Área de trabalho sem segurança -5S -Quadro de ferramentas -One-piece flow -Layout da estação de trabalho Espera Tempo ocioso pois materiais, pessoas, equipament os ou informações não estão prontos -Espera por peças -Espera pela inspeção -Espera por máquinas -Espera por informação -Espera pelo reparo da máquina -Produção empurrada -Trabalho desbalanceado -Inspeção centralizada -Falta de prioridade -Falta de comunicação -Sincronização do fluxo de trabalho Implantação de células -Balanceament o nas etapas de carga/descarga -Produção no takt time -TPM Excesso de processamento Esforço que não agrega valor do ponto de vista do cliente -Múltiplas limpezas das peças -Preenchimento de folhas -Tolerâncias apertadas demais -Ferramenta ou peça de difícil manuseio -Atrasos entre os processos -Sistema empurrado -Voz do cliente não compreendida -Layout ruim -Linhas em fluxo -Fluxo contínuo -4Ps -Design enxuto FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 24 Excesso de Produção Produzir mais itens do que cliente necessita no momento -Produzir mais para reduzir setups -Processamento em lotes grandes -Previsões incorretas -Setups demorados -Erros no processo -Programação puxada -Redução de tamanho de lote -Nivelamento da carga -Redução do tempo de setup -TPM Defeitos Trabalho que contém erros, retrabalho, enganos ou falta de algum elemento necessário -Sucata -Retrabalho -Correção -Falha em campo -Necessidade de inspeção -Falha do processo -Falta de carregamento da peça -Processo em grandes lotes Instruções de trabalho insuficientes -Melhoria dos procedimentos -Melhoria de projeto do produto -Criação de poka-yokes (sistema anti-falha, preventivo ou detectivo) 10. Técnicas de coordenação da produção A grande maioria dos processos produtivos necessitam de algum tipo de coordenação entre as etapas de produção. Isso ocorre, basicamente, devido à característica “técnica” das atividades produtivas, que dependem de máquinas e pela fragmentação do processo produtivo. Existem vários tipos de processos industriais, cada qual com suas características de coordenação próprias que dependerão do tipo de processo, máquina, entre outros. São eles: ● Processo de Fabricação em Lote; FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 25 ● Processo de Fabricação Contínuo; ● Operações de Fabricação Discretas; ● Manufatura por oficina. 10.1. Processo de Fabricação em Lote O Processo de Fabricação em Lote é intermitente. A produção entrega, no fim, uma quantidade específica e determinada de produtos que vão compor esse lote e assim que um lote é concluído, o equipamento utilizado é limpo e pronto para produzir o próximo lote. Dessa forma, cada etapa possui uma sequência claramente definida, como por exemplo, uma Indústria de bolinho: misturar → assar → rechear → embalar. 10.2. Processo de Fabricação Contínuo O Processo de Fabricação Produção Contínuo sempre produz o mesmo item, com taxa de produção elevada e configuração mínima ou com poucas mudanças no processo produtivo. As velocidades de operação podem ser aumentadas ou diminuídas para atender às demandas ou requisitos do cliente, como exemplo, linhas de montagem, indústria química contínua, etc. 10.3. Operações de Fabricação Discretas É fabricado apenas 1 produto por vez e o processo de produção é extremamente diversificado e específico. Há alguma limitação para a montagem contínua, como exemplo espaço, tempo e outros. Outra característica é o elevado tempo de produção, por exemplo a de um navio. 10.4. Manufatura por oficina Uma oficina é um processo de fabricação no qual uma variedade de produtos personalizados é produzida. A maioria dos produtos fabricados no fluxo de processo da oficina exige uma configuração exclusiva. FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária- Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 26 As oficinas de trabalho produzem peças personalizadas para outras empresas. Uma oficina de máquinas-ferramenta, uma oficina de pintura, uma gráfica ou um fabricante de produtos personalizados, são alguns dos exemplos de oficinas de trabalho. 10.5. Técnicas de Coordenação da Produção Obviamente o fluxo contínuo tem seus vários benefícios. Entretanto, é importante alinhar todo o “fluxo de valor” para as características específicas dos processos de cada produto. Esse trabalho sempre vai depender da configuração exata da produção desejada e das técnicas produtivas escolhidas (que dependem, por sua vez, do conhecimento científico disponível). 11. Processos de suporte à produção São os processos administrativos e técnicos que sem eles eu não consigo rodar a produção. Ou seja, eles não fazem parte da indústria em si, mas são os responsáveis por criar ou manter as condições necessárias para o processo produtivo. Exemplo: Processos de gestão de pessoas (treinam e pagam pessoas), Processo de suprimentos, Processo de manutenção, entre outros. Segundo Deming, o sucesso da produção: “80% das vezes o defeito é culpa do processo, somente 20%, das pessoas” e “85 a 97% dos problemas da organização são de responsabilidade da gestão”. Logo os Processos de Suporte à produção são aqueles que facilitam ou servem de apoio para a produção industrial. Neste curso vamos focar em: Área da manutenção e Área de suprimentos. 11.1. Manutenção Industrial A área de manutenção é o setor responsável por verificar e garantir a disponibilidade e as boas condições dos equipamentos industriais. Na visão oriental, ela FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 27 é responsável pelas atividades que garantem que o sistema entregue o que ele foi projetado para entregar. De acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), a NBR 5462/1994 diz o seguinte sobre manutenção industrial: “A combinação de ações técnicas e administrativas, incluindo as de supervisão, destinadas a manter ou recolocar um item em um estado no qual possa desempenhar uma função requerida.” Dentro dessa visão, temos vários processos: ● Manutenção corretiva; ● Manutenção preventiva; ● Manutenção preditiva; E até outras atividades, como exemplo: projeto e upgrade de equipamentos; alterações de equipamentos; entre outros. 11.1.1. Manutenção e Melhoria Contínua Uma das principais ferramentas de melhoria contínua aplicada no setor industrial é o TPM - Total Productive Maintenance (Manutenção Produtiva Total) desenvolvida por Seiichi Nakajima. O TPM tem o objetivo de otimizar a produtividade e a eficiência de um processo produtivo, essa metodologia é sustentada em 8 pilares, conforme Figura 3. FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 28 Figura 3 - Manutenção Produtiva Total e seus Pilares ● Manutenção Autônoma: Capacitação da mão-de-obra em utilizar simples técnicas de manutenção - que vão desde a limpeza (5S) e lubrificação, até ajustes e regulagens e ajustes mais específicos. ● Manutenção Planejada: Tem por objetivo evitar paradas não programadas devido aos problemas imprevistos no funcionamento de uma máquina, impactando toda uma cadeia produtiva. É dividida em manutenção preventiva e manutenção preditiva. ● Manutenção da Qualidade: Tem por objetivo evitar a produção de produtos defeituosos. Diversas ferramentas são empregadas para a manutenção da qualidade, tais como: Poka-Yoke, cartas de controle aliadas ao controle estatístico de processos, o CEP. ● Melhoria Específicas: Serão realizadas com base no indicador (OEE), que mostrará a eficiência do equipamento e a necessidade de melhoria. ● Controle Inicial: Por meio de análise preventiva é possível buscar estratégias que tornem o produto mais fácil de ser produzido e a máquina mais fácil de ser operada. ● Treinamento: Treinamento das equipes para assegurar o desenvolvimento de competências. FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 29 ● Segurança e Meio Ambiente: A adoção de estratégias que proporcionem a segurança dos colaboradores e que evitem a poluição do meio ambiente. ● TPM Administrativo: Melhoria dos processos administrativos eliminando desperdícios, de forma a garantir a plena performance dos mais diversos setores de uma companhia. 11.1.2. Coordenação Manutenção-Produção Dentro das atividades administrativas, temos que garantir que o trabalho da manutenção esteja estruturado para desempenhar em todos esses pilares. Além disso, é importante haver uma integração íntima entre a produção e a manutenção. Alguns meios de se fazer essa integração: ● Boa coleta de dados através de documentação (ordens de serviço); ● Uso de ferramentas visuais para coordenar o trabalho; ● Usos de “sistemas de chamado”; ● Estratificação para cada componente da peça; ● Boa operação dos processos de manutenção (o lean também se aplica internamente à manutenção!). 11.2. Processos de suprimentos Processos de suprimentos também é um processo de suporte. O suprimento impacta diretamente na parte de produção e vice-versa. Tais processos têm o objetivo de garantir que a produção tenha todos os insumos necessários. Quando se fala de planejamento da produção, a gente tem alguns documentos/práticas típicas: como o Plano Mestre de Produção (Master Production Scheduling), Figura 4, que serve para equilibrar a capacidade produtiva com a demanda do mercado, apresentando diretrizes de produção (o que e quando deve ser produzido). FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 30 Figura 4 - Planejamento da produção Tabela 9 - Planejamento de Materiais Cadastro dos itens e seus atributos Estruturas dos produtos Posição dos estoques ● lead times (tempos de ressuprimento) ● estoques de segurança ● políticas de ressuprimento ● lista de materiais ● relações pai-filho ao longo de toda estrutura ● estoque físico atual ● recebimentos programados ● alocação e reserva de materiais No que se refere ao modelo de ressuprimento, além do Ponto de Ressuprimento que vimos, há também o Time-phased requirements planning (Planejamento de requisitos em fases temporais), conforme descrito na Tabela 10. Tabela 10 - Ressuprimento e Time-phased Ponto de Ressuprimento Time-phased ● Origem nos anos 30 ● Muito usado, ainda hoje, por empresas não manufatureiras ● Surgiu com os conceitos de DRP/MRP nos anos 70 FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 31 ● Uso de dados históricos (passado) para fazer a previsão ● Assume que o futuro será igual ao passado ● O manejo do estoque tende a ser mais reativo ● Normalmente leva ao excesso de estoque durante períodos fora do pico ● Mais apropriado para itens de baixo custo de aquisição ● Muito usado em empresas de manufatura ● Usa longos períodos de previsão ● Não assume que o futuro será igual ao passado ● Manejo do estoque mais proativo ● Em geral, reduz estoques pelo melhor alinhamento entre o suprimento e a demanda ● Mais indicado para itens de maior valor agregado Devido às incertezas no planejamento, para evitar a falta de materiais as empresas trabalham com uma reserva chamada Estoque de Segurança. Lembrando que um estoque de segurança maior que o necessário não se traduz em melhorserviço, mas o contrário é verdadeiro. Apesar de seu impacto nos resultados, os estoques são desejáveis por algumas razões: Tempo, Financeiro e Variabilidade. ● Tempo - Dois tempos são importantes: ○ Tempo requerido para completar os processos: quanto maior, maior será o estoque intermediário. ○ Tempo que os clientes concedem para receber os produtos pedidos: sendo curto, a empresa tem que adiantar estoques. ● Financeiro - Existem trade-offs importantes entre estoques e o financeiro da empresa: ○ Estratégico: A empresa pode reduzir investimentos em capacidade, aumentando os estoques (produto sazonal). FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 32 ○ Tático: As considerações mais corriqueiras, como lote econômico, descontos por quantidade, compra de cargas completas, por exemplo. ● Variabilidade - Estoque é utilizado para mitigar o impacto nos níveis de serviço de: Erros de Previsão, Atrasos dos Fornecedores, Variabilidade nos Processos, Estoque e Cadeia de Abastecimento. Lembrando que os estoques podem ser encontrados ao longo de toda a cadeia de abastecimento. Dentre as análises mais utilizadas, a curva ABC é uma ferramenta simples e com certa eficiência para analisar os estoques da empresa. Análise estoques e diagnóstico: ● Quanto da receita de vendas depende dos materiais top (10 ou 20%)? ● Qual é o giro do estoque nos itens A, B ou C? ● Quanto do inventário está em itens com pouco ou nenhum giro? A Curva ABC, ou Curva de Pareto, classifica informações quanto ao seu grau de importância ou prioridade. Conforme a Figura 5, o estoque pode ser classificado como A, B ou C: ● Categoria A: Produtos com maior faturamento; ● Categoria B: Produtos com faturamento médio; ● Categoria C: Produtos com baixo faturamento. FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 33 Figura 5- Curva ABC 12. Gestão da rotina industrial Padronizar as tarefas é o primeiro passo para estabelecer rotinas de melhoria contínua a nível pessoal e organizacional. Pois com o trabalho padrão, outros podem fazer a mesma tarefa de forma eficiente. Além disso, uma boa gestão da rotina prepara a empresa e os seus funcionários para a implantação de Programas da Qualidade mais abrangentes (Manufatura Enxuta, ISO 9001 e outros). Uma ótima ferramenta para garantir a boa gestão da rotina é o Procedimento Operacional Padrão (POP). POP é um documento onde a sequência de trabalho é mostrada, para garantir um fluxo contínuo, cadenciado e balanceado. Como vimos, os controles visuais são uma grande arma para termos um Gemba Walk bem feito. Eles vão nos ajudar a: ● Visualizar o status da atividade; ● Visualizar o status da meta; ● Visualizar as anomalias; FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 34 ● Visualizar o que está acontecendo (programação); ● Visualizar as sugestões e tratativas das anomalias. Essas visualizações irão ajudar a gerência a orientar e dar suporte a liderança da área. Exemplos de quadros visuais são: ● Quadros físicos (com canetão); ● Painéis “pré-prontos”; ● Painéis digitais; ● Dashboards de indicadores; ● O “diário de bordo” também pode estar à vista! Alguns pontos de atenção merecem destaque: ● Os quadros devem fazer parte da rotina das pessoas. Se elas não usarem os quadros no dia a dia para atingir suas metas, eles irão ficar desatualizados; ● Não se apaixone pela tecnologia! É melhor ter uma lousa “rudimentar” do que não ter nada; ● Tenha um quadro fácil de atualizar. O líder é quem coordena as atividades, define objetivos, prioridades, tarefas e prazos, deixando a equipe trabalhar de forma autônoma e em clima de confiança mútua. Sabendo disso, um bom líder tem como principais características: ● Desenvolver e inspirar colaboradores; ● Conhecer o seu potencial e o da equipe de trabalho; ● Ter uma atitude positiva; ● Ser capaz de treinar futuros líderes. FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 35 Figura 6 - Exemplo de Gestão Visual Ao desenvolver um quadro de gerenciamento visual precisamos nos concentrar na simplicidade. Normalmente, o foco é descrever informações vitais e exibi-las para que a informação seja: ● Consistente; ● Fácil de entender; ● Visível à distância de um metro; ● Cor verde para bater ou superar uma meta. É impossível ter uma boa dinâmica, com bons resultados, sem disciplina. É impossível ter disciplina sem estrutura e uma boa maneira de manter a disciplina é padronizar a rotina gerencial. FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 36 Figura 7 - Tipos de Trabalho Conhecer os tipos de trabalho (Figura 7) é fundamental para padronizar o trabalho da liderança. Algumas dicas são: ● Entenda os tipos de trabalho; ● Entenda o trabalho específico e padronize as ações da liderança “de frente” (supervisão) – Crie rituais de trabalho, diários de bordo, etc.; ● Crie um método de verificação da liderança superior; ● Atribua metas e diretrizes para a liderança; ● Crie um processo de tratativa de anomalias; ● Formalize! Para implementar o Gemba Walking é necessário: ● Alinhar a mentalidade da liderança (mentalidade Lean, aprender a ver); ● Padronizar o trabalho da liderança (alinhar diretrizes, atividades diárias, solução de problemas e “ensinar a enxergar”); ● Criar controles visuais para ilustrar diretrizes e pontos de verificação; FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 37 ● Estabelecer uma rotina da liderança; ● Repetir até atingir a maturidade do processo, respeitando sempre o trabalho da liderança; Como foi apresentado anteriormente, uma forma de evitar problemas por falta de padronização e alta variabilidade é usar um Procedimento Operacional Padrão (POP). O POP é um documento que podemos resumir por um conjunto de instruções e descrições de atividades que documentam uma rotina, um passo a passo ou uma atividade do dia a dia, relevante para uma empresa. Este documento pode ser utilizado para auxiliar na execução de tarefas diárias e simples, pois a descrição das atividades deve ser feita detalhadamente no POP, caso contrário a ferramenta ficará limitada. Vale lembrar, também, que tão importante quanto definir e descrever corretamente, é seguir o que foi definido no momento da execução. O POP pode abranger fluxogramas, checklists e instruções, além disso deve ser revisto periodicamente para se adequar à realidade ágil de uma empresa e do mercado. Alguns pontos importantes: ● Os POPs são específicos para cada organização ou área, a partir da qual descrevem as atividades; ● Se não estiver escrito corretamente, seu uso fica limitado; ● Mesmo o documento mais bem escrito falha se não for seguido; ● Eles podem conter: instruções, fluxogramas, fotos, possíveis ações corretivas; ● Eles devem ser revistos periodicamente. 13. Sistema de Gestão da qualidade A área da qualidade é responsável por acompanhar os processos e seus resultados, a fim de traçar melhores estratégias. A área faz com que a “produção”/executor faça o seu melhor, consiga superar as dificuldades e contribua para o satisfação do cliente. A documentação é essencial para controlar a confiabilidade e sustentar a padronização. Porque trabalhar com qualidade? FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 38 ● Todos os setores de uma empresa se beneficiam da gestão da qualidade; ● Os profissionais da área alinham conhecimentos de administração, gestão e produção. Por isso o profissional deve ter uma visão holística da empresa; ● A área concentra alta busca de competitividade e eficiência em empresas de todos os segmentos: fábricas de alimentos e bebidas, hospitais, montadoras de automóveis, mineradoras, petroquímicas, universidades e até órgãos públicos. A área também está preocupada em adaptar-se aos parâmetros propostos, liderar projetos, impulsar a interação entre equipes, administrar a documentação, participar de processos de desenho e garantir a formação. Tabela 11 - Responsabilidades da Área de Qualidade Garantia da Qualidade Controle da Qualidade Elaborar os documentos macros relacionados ao Sistema de Gestão da Qualidade Realizar análises físicas, físico-químicas, sensoriais e microbiológicas Realizar auditorias Definir amostragem e metodologias de análise Elaborar e acompanhar planos de ação com as áreas envolvidas Aprovar ou reprovar matérias-primas e produtos de acordo com a especificação Treinar os colaboradores Abrir relatórios de não conformidade para materiais fora da especificaçãoVerificar a eficácia das ações corretivas Estabelecer indicadores de Qualidade FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 39 Gestão da Qualidade é um ato estratégico (uma série de atividades, organizadas e conscientes, deliberadamente realizadas por uma organização), para garantir que seus produtos e serviços satisfaçam as necessidades de seus clientes. Ou seja, é o controle de todas as atividades que uma empresa tem que realizar para garantir que o produto produzido seja excelente. Empresa é um grupo de pessoas que trabalham juntas para produzir um serviço ou um produto que atenda alguma necessidade do cliente. De maneira em que o quão melhor e eficientemente ela o fizer, mais próspera será. Contudo, nem sempre o produto produzido ou serviço sairá com a qualidade desejada, por isso é preciso uma boa gestão de todas as partes envolvidas para garantir a constância e boa qualidade. Os sistemas de gerenciamento atendem a muitos propósitos, incluindo: ● Melhorando processos; ● Reduzindo desperdício; ● Redução de custos; ● Facilitando e identificando oportunidades de treinamento; ● Equipe envolvida; ● Definir a direção de toda a organização. 13.1. ISO 9001 Como já apresentado, a área da qualidade é um conjunto de processos e atividades, exigindo um alto grau de gestão e coordenação para cumprir o seu propósito. Essa coordenação, quando metódica e estruturada, é chamada de Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ). As normas ISO (International Organization for Standardization), em especial a 9001, fornecem os requisitos necessários para implantá-la. Na prática, ouvir reclamações dos clientes para entender o que eles querem através do SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente); avaliar (ou medir, inspecionar) as características dos produtos; entender e melhorar continuamente os processos; treinar pessoas para garantir as características do produto, são exemplos reais de atividades na área da gestão de qualidade. ● Tem o objetivo de especificar os requisitos para um Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ); FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 40 ● Trata-se do padrão mais popular da série ISO 9000 sendo o único no qual as organizações podem se certificar; ● Certificação de confiança entre as organizações, atuando na otimização de processos, desenvolvimento de produtos e produção com agilidade no intuito de satisfazer clientes e assim, conferir qualidade nos produtos e/ou serviços; ● Por que ter a certificação ISO 9001? Demonstrar a capacidade de fornecer produtos e serviços de maneira consistente que atendam aos requisitos regulatórios e do cliente. 13.2. Prática da gestão da qualidade O conceito de qualidade pode parecer abstrato em alguns casos, por isso se torna difícil de gerir. Contudo, para colocar a gestão de qualidade em prática, existe uma sequência lógica de passos apresentada a seguir: ● “Traduzir” a necessidade do cliente em características específicas do produto ou serviço; ● “Medir” e “Controlar” essa característica para que todo produto ou serviço satisfaça os clientes; ● “Entender” como os processos realizados pela organização impactam essas características; ● “Controlar” os processos para que eles entreguem as características em conformidade com o que quer o cliente. As principais características de um bom processo de gestão da qualidade são: i) foco no cliente, ii) envolvimento das pessoas e iii) realização das atividades por pessoal competente - entende-se por pessoal competente aqueles que tenham educação, treinamento, habilidade e experiência comprovada. Vale ressaltar que a Alta Direção deve demonstrar seu compromisso em desenvolver, implementar e melhorar a Gestão da Qualidade através da comunicação interna sobre a importância em atender aos requisitos de clientes e estabelecimento da FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 41 Política da Qualidade. A seguir, são listados os seis pontos mais importantes para o estabelecimento da política de qualidade: ● Foco no cliente; ● Fornecedores qualificados; ● Colaboradores treinados e satisfeitos; ● Comunidade satisfeita; ● Meio ambiente preservado; ● Melhoria contínua dos produtos e processos. 14. Saúde e Segurança do Trabalho 14.1. O que é Segurança do Trabalho? A segurança do trabalho é um setor importante para qualquer empresa, pois zela pela qualidade de vida e mantém um ambiente de trabalho seguro. O que influencia diretamente na produtividade e na redução dos custos — as ações preventivas evitam gastos com o tratamento de um funcionário acidentado e, até mesmo, com processos judiciais. 14.2. Normas regulamentadoras As Normas Regulamentadoras (NR) apresentam obrigações, direitos e deveres a serem cumpridos por empregadores e trabalhadores. Elas têm como objetivo garantir trabalho seguro e sadio, prevenindo a ocorrência de doenças e acidentes de trabalho. Ao total são 37 NR 's aplicadas em diversas áreas, vale ressaltar que duas foram revogadas (NR 2 e NR 27). A NR-1 - Disposições gerais e Gerenciamento de riscos ocupacionais é a mais importante de todas. Ela estabelece o famoso Plano de Gerenciamento de Riscos (PGR) e é a base para a implantação de qualquer sistema de segurança na empresa. Esta NR passou por modificações em 2018 e agora apresenta um texto mais acadêmico e com foco na cultura da segurança, buscando sempre a melhoria contínua. Além disso, a NR 1 estabelece o PDCA como ferramenta de segurança e o modelo ideal de gestão: FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 42 ● P → Planejar ● D → Fazer ● C → Checar ● A → Ação corretiva ou Melhoria Principais documentos na indústria para a segurança do trabalho: ● Teste de EPI; ● Checklist; ● POPs; ● PGR; ● Registro de melhorias; ● Indicadores. 15. KPIS da Gestão da Produção Industrial 15.1. Key Performance Indicator (KPI) Os indicadores são os principais meios de entender se o objetivo está sendo alcançado. Por isso, defini-los é um processo fundamentalpara superar a expectativa do cliente no menor custo total, utilizando a capacidade máxima dos meios de produção. Tabela 12 - Principais indicadores Indicadores de Produção/Operação Indicadores Financeiros OEE - Overall Equipment Effectiveness Índice de Qualidade/Conformidade OTIF - On Time and In Full Ociosidade de máquina para ajustes Tempo de setup da máquina Lead time de fabricação Quantidade produzida Taxa de ocupação de recursos Análise de Qtde produzida por recurso EBITDA- Earning Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization; Custo por Produto; ROI - Return on Investiment; Custo do Capital Empregado; FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 43 Evolução mensal da Qtde produzida por recurso Análise de Qtde produzida por funcionário Análise de Qtde produzida por produto Atraso médio Market Share. 16. Ferramentas da Gestão da Produção Industrial 16.1. Diagrama de Ishikawa É um diagrama que serve de guia para que uma equipe de melhoria analise um efeito a fim de entender quais são suas causas. Esses efeitos podem ser, por exemplo, defeitos em um processo ou eventos não esperados. Quando usar: ● Analisar defeitos e insatisfações do cliente, buscando suas causas; ● Fornecer uma metodologia inicial para análise de um fenômeno ou defeito; ● Fornecer um guia para o brainstorming para entendimento de um problema; ● Alinhar a equipe sobre uma análise de dados qualitativos; ● Identificar possíveis ações para resolver um problema ou eliminar um evento negativo. FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 44 Figura 8 - Diagrama de Ishikawa 16.2. Controle Estatístico de Processo São gráficos que dizem se o nosso processo está estável ou não. A partir do acompanhamento periódico de um indicador, sabemos se ele está sob a influência de causas especiais. Ato que nos ajuda a aprender mais sobre o que está acontecendo. Quando usar: ● Para analisar a estabilidade de um determinado processo; ● Para entender se existem causas especiais que devam ser estudadas; ● Ao controlar estatisticamente o resultado de um processo; ● Para identificar descalibração; ● Para entender a fundo o comportamento de um indicador ao longo do tempo. FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 45 16.3. Histograma São gráficos que mostram a frequência de um determinado conjunto de dados. Eles nos permitem, por exemplo, saber qual é o peso mais usual de um produto, bem como o peso máximo e mínimo que podem aparecer no processo. Usado para: ● Avaliar a frequência de uma distribuição de dados; ● Identificar pontos de máximo e mínimo em um indicador de um processo; ● Tentar prever o comportamento de um processo; ● Comparar o comportamento de um ou mais processos; ● Identificar possíveis estratificações de dados; ● Avaliar a utilização de modelos estatísticos para prever o comportamento do processo. Figura 9 - Histograma FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 46 16.4. Gráfico de Dispersão São gráficos que nos ajudam a entender correlações entre variáveis. Geralmente, análises de regressão linear são usadas como uma sofisticação dessa ferramenta. Usado para: ● Identificar correlações entre variáveis; ● Identificar possíveis causas para defeitos e características de interesse do processo; ● Identificar possíveis estratificações de dados; ● Entender a natureza de tendências e correlações (se elas são lineares, exponenciais ou logarítmicas); ● Estimar o comportamento de um indicador com base em variáveis de entrada controlados; ● Otimizar condições de operação de máquinas; ● Desenvolver estratégias para diferentes segmentos de clientes; ● Melhorar o desenvolvimento de um produto. Figura 10 - Gráfico de Dispersão FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 47 16.5. Folha de Verificação São formulários que ficam no local de trabalho com o objetivo de colher dados sobre possíveis defeitos que ocorrem. Essas folhas normalmente auxiliam os operadores a realizarem uma coleta de dados mais rigorosa e precisa, bem como classificar os dados. Podemos, por exemplo, classificar onde no produto um defeito acontece. Usado para: ● Coletar dados de maneira simples sobre um problema; ● Entender a fundo a natureza de um defeito; ● Entender qual parte de um produto apresenta mais problemas; ● Simplificar a coleta de dados. 16.6. Fluxograma O Fluxograma é uma maneira visual de se mostrar um processo. Ele nos ajuda a alinhar o seu funcionamento com as equipes de melhoria. Usado para: ● Entender como um processo funciona; ● Buscar desconexões de informação no processo (alguém deveria ter algo que não tem ou alguém produz algo que não é necessário); ● Ilustrar pontos de melhoria em um processo; ● Entender o fluxo de materiais, pessoas ou informações; ● Entender como pessoas e materiais se deslocam em um layout; ● Buscar atividades que agregam ou não agregam valor. 16.7. Gráfico de Pareto (Curva ABC) É um gráfico, criado por Juran, que ordena a frequência de um determinado indicador: do mais frequente para o menos frequente. Esse indicador, normalmente, representa falhas ou defeitos que aparecem em um processo. O diagrama de Pareto nos ajuda a priorizar quais serão atacados primeiro. FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 48 Usado para: ● Priorizar problemas a serem resolvidos; ● Entender as causas de um problema; ● Entender estratificações de dados; ● Fazer análises financeiras sobre defeitos, problemas, falhas, quebras ou outros fenômenos; ● Desenvolver planos de ação mais eficientes; ● Analisar dados de frequência; ● Estimar o impacto de melhorias. 17. Ferramentas e Conceitos do Lean Manufacturing 17.1. Value Stream Mapping O VSM (Value Stream Mapping) é uma ferramenta gráfica do Lean que nos ajuda a analisar as etapas de produção de um produto ou serviço (Figura 11). Ele ilustra o fluxo de produção, exibindo informações importantes para reduzir desperdícios e nivelar a linha de produção. Figura 11 - Exemplo de VSM FM2S Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial LTDA - ME Av. Alan Turing, 345 - sala 06 - Edifício Vértice Cidade Universitária - Campinas - SP - CEP: 13083-898 www.fm2s.com.br 49 Como elaborar um VSM? ● Entender o produto que queremos mapear (a família de peças); ● Mapeamento das etapas de produção (identificação dos roteiros); ● Entender a demanda do cliente e o funcionamento da fábrica (para cálculo do takt time); ● Coletar informações detalhadas sobre os tempos de produção e disponibilidade das máquinas (tempo de ciclo, setup, OEE, disponibilidade etc.); ● Mapeamento dos estoques intermediários; ● Colocar informações em perspectiva (Lead time); ● Analisar o VSM procurando por melhorias no fluxo de valor. 17.2. Cronoanálise Cronoanálise é uma ferramenta que consiste no estudo de tempos e movimentos em uma linha de produção. Ou seja, cronometrar e estudar o tempo que uma pessoa leva para realizar uma operação, em um processo industrial. Por meio da cronometragem, calcula-se o tempo que um operador qualificado, trabalhando em ritmo normal, executa seu trabalho sem dificuldade. A cronoanálise é