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ROTEIRO DE TREINO DE HABILIDADES Tema do Treino de Habilidades Posicionamento correto no leito, trocas de decúbito e retirada do paciente do leito. Data 02/03/2023 Local onde acontecerá o Treino de Habilidades Laboratório Enfermaria Simulada II Tempo de duração do Treino de Habilidades 150 min Horário 19:10 – 22:00 hs Curso(s) Fisioterapia Turma(s) ZONA SUL - NOITE Nº de Alunos 30 alunos Docente(s) Cindy Vacchi e Luana Borba Unidade(s) Curricular(es) Recursos Terapêuticos Observações Relevantes sobre a turma: Primeira visita da turma no laboratório de práticas. I. Objetivos de Aprendizagem a. Compreender a importância dos aspectos ergonômicos e posturais e o trabalhador da área de saúde. b. Posicionar adequadamente paciente no leito. c. Realizar de maneira segura as transferências, trocas de decúbito e movimentações de pacientes acamados. II. Materiais Necessários • Macas • Lençóis • Cadeiras de roda • Cunhas • Travesseiros • Rolos de posicionamento • Escadinha III. Organização do Ambiente Todas as macas do laboratório deverão estar com lençol, escada ao lado da maca e com cunhas, rolos e travesseiros a disposição. IV. Objetivos, Instruções e CheckList das estações de Aprendizagem Objetivo da Estação 1 de Aprendizagem Realizar posicionamento no leito de paciente com AVC na fase aguda/flácida Instruções da Estação 1 de Aprendizagem: Em duplas, um será o paciente em fase flácida e o outro o fisioterapeuta. Depois que realizarem todos os posicionamentos inverter os papéis. Primeiro posicionar o colega em DD, depois em DL sobre o lado afetado e depois sobre o lado não afetado, seguindo o check-list. Check-list da Estação 1 de Aprendizagem: A. Posicionamento em DD: 1. Posicionar a cabeça semi-fletida, na linha média. 2. O MS afetado deve estar levemente abduzido, e elevado levemente por um travesseiro, com o punho em prono. 3. O MI afetado deve ter apoio na lateral com rolo ou travesseiro evitando a rotação externa. 4. O pé do MI afetado deve estar com apoio evitando plantiflexão. A. B. DL sobre lado não afetado: 1. MS não afetado mantém confortável. 2. MI não afetado estendido. 3. MS afetado estendido à frente com flexão de ombro superior a 90° sob um travesseiro. 4. MI afetado fletido à frente sob um travesseiro. 5. Posicionar um rolo ou travesseiro nas costas do paciente. C. DL sobre lado afetado: 1. MS afetado estendido, flexão de ombro apoiado em um travesseiro. 2. MI afetado estendido. 3. MS não afetado apoiado em um travesseiro. 4. MI não afetado fletido à frente apoiado sob um travesseiro. 5. Posicionar um rolo ou travesseiro nas costas do paciente. B. C. Objetivo da Estação 2 de Aprendizagem: Movimentar o paciente, em posição supina/DD, para a cabeceira do leito. Instruções da Estação 2 de Aprendizagem: Lembrar que a movimentação no leito deve ser realizada, preferencialmente, por duas pessoas, e com o leito em posição horizontal. Além disso, lembrar que a abordagem para manuseio do paciente dependerá da sua condição física/funcional. Check-list da Estação 2 de Aprendizagem: Quando o paciente não pode colaborar, uma alternativa é seguir os seguintes passos: 1. Deixar a cama em posição horizontal. 2. Afastar o travesseiro. 3. As duas pessoas devem ficar de lado opostos, de frente para o paciente. 4. Segurar firmemente no lençol móvel com uma mão na parte superior e outra mão na inferior, bem próximo ao corpo do paciente. 5. Em um movimento sincronizado movimentar o paciente para a cabeceira da cama. 6. Em seguida recolocar o travesseiro e posicionar os segmentos corporais adequadamente. Importante: - Lembrar que sempre que o paciente puder colaborar, devemos orientá-lo para auxiliar. Nesse caso, se o paciente tiver alguma condição física podemos orientá-lo que flexione os joelhos e auxilie a dar impulso quando os dois profissionais fazem o mesmo usando o lençol móvel. - Se o paciente tem boas condições físicas, ele pode mover-se sozinho para a cabeceira do leito. Inicialmente devemos posicionar o leito na horizontal, orientamos que segure nas grades laterais do leito, flexione os joelhos e busque o impulso. É possível também usar um plástico antiderrapante sob seus pés ou uma pessoa segurando – os. Objetivo da Estação 3 de Aprendizagem: Posicionar o paciente em decúbito lateral Instruções da Estação 3 de Aprendizagem: Cuidar se o paciente é obeso e se haverá lençol para auxílio. Cuidado com acessos, sondas e/ou drenos para não tracionar. Check-list da Estação 3 de Aprendizagem: Opção 1: troca de decúbito de DD para DL usando pontos chaves 1- Se o paciente estiver no centro do leito, reposicione-o para um dos lados, deixando espaço para o lado que pretende virá-lo. 2- Permanecer do lado para o qual você vai virar a pessoa. 3- Posicionar o braço do paciente do lado dependente sobre o tórax, e flexionar o joelho do lado não dependente. 4- Utilizando os pontos chaves de ombro e joelho rolar o paciente para o DL desejado. 5- Observar o posicionamento do ombro do lado dependente, de modo que o paciente não fique deitado sobre o mesmo. 6- Reposicionar os segmentos corporais adequadamente usando rolos e/ou travesseiro Opção 2: troca de decúbito de DD para DL usando plásticos deslizantes ou o lençol móvel Usando plástico deslizante (Figura A): 1- Virar o paciente para DL colocar o plástico sob seu corpo. Voltar o paciente e puxar o plástico. 2- Ficar no lado oposto ao que o paciente será virado. 3- Puxar o plástico, movendo o paciente em sua direção e para a beira da cama. Manter as costas eretas e utilizar o peso do seu corpo. 4- Manter, no lado oposto da cama, as grades de proteção elevadas. 5- Elevar o plástico, fazendo o paciente virar cuidadosamente para DL. 6- Reposicionar os segmentos corporais adequadamente usando rolos e/ou travesseiros. Usando o lençol móvel (Figura B): 1- Trazer o paciente em sua direção, para a beira leito, deixando espaço para virá-lo. 2- Manter, no lado oposto da cama, as grades de proteção elevadas. 3- Segurar firmemente o lençol móvel o mais perto possível do paciente e exercendo força para cima e para frente virar o paciente em DL. 4- Reposicionar os segmentos corporais adequadamente usando rolos e/ou travesseiros. Importante: - No caso de não haver lençol móvel no leito, siga o passo a passo abaixo para colocá-lo e facilitar os manuseios: 1- Com o paciente em DL, inserir o lençol na região posterior ao tronco do paciente. 2- Virar o paciente em DD sobre o lençol móvel; 3- Deitar o paciente no DL contrário do início do posicionamento. 4- Durante todas as etapas, você deve ir ajustando o lençol no leito para que ele fique bem estendido. 5- No final, posicionar o paciente no decúbito desejado Figura A. Figura B. Objetivo da Estação 4 de Aprendizagem: Sentar o paciente na beira do leito Instruções da Estação 4 de Aprendizagem: Sempre que possível o paciente deve ser encorajado e orientado a auxiliar nas trocas de decúbito, auxiliando a ficar de lado, colocar as pernas para fora do leito e levantando-se com a ajuda dos braços. Cuidado com acessos, sondas e/ou drenos para não tracionar. Check-list da Estação 4 de Aprendizagem: Troca de decúbito de DD para DL e sedestação a beira leito. 1- Colocar o paciente em DL, de frente para o lado em que vai se sentar. 2- Elevar a cabeceira do leito. 3- Colocar o braço de cima do paciente no seu pescoço, posicionar seu braço cranial apoiado na cintura escapular do paciente e seu braço caudal na fossa poplítea das pernas do paciente. 4- De uma forma coordenada, elevar o tronco e colocar as pernas do paciente para fora do leito, girar o paciente até ele ficar sentado. Se o paciente puder auxiliar oriente que faça força com o braço para ir levantandoo tronco e também vá levando as pernas para fora do leito, como na figura abaixo: Observações: - Esta troca de decúbito pode ser feita seguindo os mesmos passos quando realizada por duas pessoas ou sozinho. - No caso do terapeuta estar sozinho, poderá utilizar a bola suíça como auxílio para apoio das costas do paciente quando sentado à beira leito. Objetivo da Estação 5 de Aprendizagem: Transferir o paciente do leito para a cadeira de rodas ou poltrona Instruções da Estação 5 de Aprendizagem: Lembre sempre que antes de transferir o paciente do leito para poltrona ou uma cadeira de rodas é preciso certificar-se quanto a organização do ambiente, reposicione os equipamentos se necessário, como a poltrona e suporte de medicamento. Lembre-se de forrar a poltrona com um lençol dobrado ao meio. Cuidado com acessos, sondas e/ou drenos para não tracionar. Check-list da Estação 5 de Aprendizagem: Opção 1: transferência leito-cadeira – um profissional 1- Colocar a cadeira de rodas ao lado da cama, travar as rodas e levantar o apoio dos pés. 2- Calçar o paciente com sapato ou chinelo antiderrapante. 3- Posicionar-se de frente para o paciente, e solicitar ao mesmo que entrelace os braços em seu pescoço. 4- Manter os joelhos um pouco flexionados e posicionar uma das suas pernas entre as pernas do paciente, travando seu joelho e pé. 5- Segurar o paciente pela cintura, e no caso do mesmo não colaborar ou não deambular deve-se levantar o paciente e ao mesmo tempo girar, colocando-o sentado na cadeira. 6- Se o paciente colabora, antes de levantar orientá-lo que se possível incline o tronco para frente e mantenha os pés atrás da linha dos joelhos, auxiliando assim no impulso para ortostase. OBS: o mesmo passo a passo é executado quando a transferência é da cadeira para o leito. Opção 2: paciente não colaborativo - auxílio da equipe 1- Colocar a cadeira de rodas ao lado da cama, travar as rodas e levantar o apoio dos pés. 2- Um profissional fica posicionado atrás do paciente (nas costas da cadeira), passa seus braços por entre as axilas do paciente e os entrelaça na frente do tronco. 3- Outro profissional fica posicionado nos pés do paciente e segura suas pernas na região da fossa poplítea. 4- Em um movimento sincronizado os profissionais transferem o paciente da cadeira de rodas para o leito. OBS: esta mesma transferência pode ser feita pelo lençol móvel quando o paciente não for colaborativo. Objetivo da Estação 6 de Aprendizagem: Auxiliar o paciente a levantar de cadeira ou poltrona Instruções da Estação 6 de Aprendizagem: Nesse procedimento, é muito importante selecionar cadeiras ou poltronas de acordo com as necessidades de cada pessoa, levando em consideração a promoção de conforto e independência. Não se deve esquecer também os equipamentos auxiliares, como andadores e bengalas. Check-list da Estação 6 de Aprendizagem: Opção 1: apoio lateral 1- Trazer o paciente para a frente da cadeira, puxando-o pelo quadril; 2- Permanecer ao lado da cadeira, olhando do mesmo lado que o paciente; 3- O paciente deve colocar uma mão no braço mais distante da cadeira e a outra é apoiada pela mão do profissional. Com o outro braço, o trabalhador circunda a cintura do paciente. 4- Inclinando o tronco a frente, levantar de uma forma coordenada, com movimento de balanço. OBS: Dependendo das condições do paciente, solicitar auxílio. Opção 2: apoio anterior 1- Trazer o paciente para a frente da cadeira, puxando-o pelo quadril; 2- Posicionar-se de frente para o paciente, e solicitar ao mesmo que entrelace os braços em seu pescoço. 3- Orientar o paciente que faça leve inclinação do tronco para frente e mantenha os pés atrás da linha dos joelhos, o que irá auxiliar no impulso para ortostase. 4- Manter os joelhos um pouco flexionados e posicionar uma das suas pernas entre as pernas do paciente, travando seu joelho e pé. 5- Segurar o paciente pela cintura, e colocá-lo em ortostase estendo os joelhos aos poucos. Opção 3: apoio no lado afetado paciente pós AVC 1- Posicionar-se na lateral do lado afetado, com sua perna a frente do MI afetado do paciente, travando seu joelho e pé. 2- Entrelace o MS afetado do paciente em seu pescoço e posicione seu braço na cintura escapular do paciente. 3- Solicite ao paciente que incline o tronco a frente e auxilie no levantar fazendo força com o lado não afetado.