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1 
 
 
 
 
 
 
 
FeSaúde 
Técnico de Enfermagem 
 
 
Técnicas Fundamentais em Enfermagem; .......................................................................... 1 
Registro de Enfermagem; ................................................................................................. 23 
Procedimentos técnicos: Verificação de sinais vitais, antropometria, ................................ 27 
Administração de medicamentos ....................................................................................... 35 
Coleta de material para exames ........................................................................................ 61 
Termoterapia, crioterapia, ................................................................................................. 79 
Sondagens, aspirações, nebulização, uso de oxigenoterapia, lavagens gastro-intestinal, 80 
Curativos (potencial de contaminação e técnicas de curativos); ..................................... 109 
Medidas de prevenção e controle de infecções; .............................................................. 117 
Primeiros socorros; ......................................................................................................... 134 
Atuação de Técnico de Enfermagem nas Urgências e Emergências; ............................. 141 
Noções de farmacoterapia; ............................................................................................. 157 
Condutas do Técnico de Enfermagem na Saúde Mental; ............................................... 157 
Condutas do Técnico de Enfermagem em Saúde da Mulher (Planejamento familiar, pré-
natal, parto e puerpério, prevenção do câncer de colo do útero e mamas); ......................... 176 
Condutas do Técnico de Enfermagem em Saúde da Criança; ........................................ 256 
Condutas do Técnico de Enfermagem em Saúde do Adulto com Doenças Crônicas 
Transmissíveis e Não Transmissíveis; Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST); ......... 284 
Imunização (Vacinas, acondicionamento, Rede de frio, dosagens, aplicação, Calendário 
Vacinal); .............................................................................................................................. 307 
Processamento de artigo: limpeza, acondicionamento e esterilização/ desinfecção; 
Processamentos de superfícies: limpeza geral e gerenciamentos de resíduos; .................. 328 
Noções de Segurança do Paciente; ................................................................................ 357 
Código de Ética de Enfermagem; ................................................................................... 366 
Lei do exercício Profissional............................................................................................. 377 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1684667 E-book gerado especialmente para PAULO ANDRE DE JESUS NOGUEIRA
 
2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Olá Concurseiro, tudo bem? 
 
Sabemos que estudar para concurso público não é tarefa fácil, mas acreditamos na sua 
dedicação e por isso elaboramos nossa apostila com todo cuidado e nos exatos termos do 
edital, para que você não estude assuntos desnecessários e nem perca tempo buscando 
conteúdos faltantes. Somando sua dedicação aos nossos cuidados, esperamos que você 
tenha uma ótima experiência de estudo e que consiga a tão almejada aprovação. 
 
Pensando em auxiliar seus estudos e aprimorar nosso material, disponibilizamos o e-mail 
professores@maxieduca.com.br para que possa mandar suas dúvidas, sugestões ou 
questionamentos sobre o conteúdo da apostila. Todos e-mails que chegam até nós, passam 
por uma triagem e são direcionados aos tutores da matéria em questão. Para o maior 
aproveitamento do Sistema de Atendimento ao Concurseiro (SAC) liste os seguintes itens: 
 
01. Apostila (concurso e cargo); 
02. Disciplina (matéria); 
03. Número da página onde se encontra a dúvida; e 
04. Qual a dúvida. 
 
Caso existam dúvidas em disciplinas diferentes, por favor, encaminhar em e-mails separados, 
pois facilita e agiliza o processo de envio para o tutor responsável, lembrando que teremos até 
cinco dias úteis para respondê-lo (a). 
 
Não esqueça de mandar um feedback e nos contar quando for aprovado! 
 
Bons estudos e conte sempre conosco! 
1684667 E-book gerado especialmente para PAULO ANDRE DE JESUS NOGUEIRA
 
1 
 
 
 
PROCEDIMENTOS DE ENFERMAGEM 
 
Prontuário do Paciente 
 
O prontuário do paciente contém todas as informações sobre o cliente, relatadas ao serviço médico, 
de enfermagem, de nutrição, laboratório, etc. Em geral, os prontuários são constituídos por: 
- Folha de identificação e relatório médico; 
- Prescrição médica e Sistematização da Assistência de Enfermagem; 
- Relatórios de enfermagem; 
- Evolução Clínica (Médica e Enfermeiro); 
- Exames complementares. 
 
As informações sobre o paciente devem se exatas, claras objetivas e legíveis (o costume de anotar 
usando letra de forma facilita a leitura dos relatórios). Nunca usar borracha ou rabiscar. Em caso de erro, 
colocar a parte errada entre parênteses e escrever “sem efeito” logo em seguida. As palavras devem ser 
escritas por extenso, evitando interpretações erradas de palavras abreviadas. 
Os cabeçalhos devem ser completos. Quando terminar uma folha, colocar outra preenchendo todos 
os itens do cabeçalho outra vez. Toas as anotações devem ser assinadas e datadas. 
 
Finalidades: 
- Auxilia no diagnóstico e tratamento; 
- Constitui valioso material para ensino; 
- Oferece dados e informações para pesquisa e estatísticas; 
- É documento legal para fins legais; 
- Eficiência do atendimento médico e de enfermagem. 
 
Admissão 
 
O paciente deve ser recebido no hospital com toda cordialidade e atenção. A primeira impressão que 
o paciente tem e sempre de grande importância para inspirar-lhe confiança no hospital e no tratamento 
que ali vai receber. Este bom acolhimento influirá também nos familiares ou pessoas que o acompanham. 
 
Técnica 
- Lavar as mãos; 
- Preencher todos os dados da ficha de identificação do paciente; 
- Fazer a lista dos valores do paciente sob suas vistas ou alguém de sua família. Entregá-los ao 
responsável para guarda-los no cofre do hospital ou conforme rotina da instituição; 
- Levar o paciente até seu quarto e orientá-lo quanto as instalações sanitárias e demais dependências 
da enfermaria; 
- Deixar a campainha ao seu alcance; 
- Providenciar para que o paciente conheça a equipe que lhe dará assistência. Mostrar-lhe o 
regulamento do hospital quanto a visita, horas de repouso, de refeição, etc.; 
- Encaminhar o paciente para o banho oferecendo o material; 
- Arrumar a cama conforme técnica de arrumação de cama aberta; 
- Acomodar o paciente e verificar os sinais vitais, fazer o exame físico conforme a técnica, lavando as 
mãos antes e após os procedimentos; 
- Anotar na folha de evolução de enfermagem o horário da admissão, sinais vitais, exame físico 
completo, e se o paciente veio sozinho acompanhado, deambulando, em cadeira de rodas ou de maca; 
- Comunicar o serviço de nutrição a dieta do paciente; 
- Encaminhar pedidos de exames; 
- Iniciar o tratamento propriamente dito. 
 
 
 
Técnicas Fundamentais em Enfermagem 
 
1684667 E-book gerado especialmente para PAULO ANDRE DE JESUS NOGUEIRA
 
2 
 
Alta Hospitalar 
 
Técnica 
- Verificar se a folha de alta está assinada e carimbada pelo médico; 
- Reunir e entregar os pertences ao paciente; 
- Verificar se existem valores do paciente guardados pelo hospital tais como: dinheiro, joias, 
documentos etc; 
- Se houver necessidade ajudar o paciente a vestir-se; 
- Anotar no prontuário o horário e as condições em que o paciente está saindo, e as orientações feitas 
no momento da alta; 
- Esperar os familiares ou responsável; 
- Acompanhar o paciente a portaria. 
 
Obs.: em caso de alta por óbito, anotar no prontuário a hora, e o médico que constatou e atestou o 
óbito. 
 
Observação e anotação do estado do paciente sobponto de vista anatômico, fisiológico e psicológico. 
- Aspecto Geral: Quando ao estado geral do paciente, vamos observar se está magro, gordo, cianótico, 
avermelhado, ictérico (amarelado), pálido, fraco, apático (indiferente), nervoso, cansado, grave, agitado. 
Observamos todos esses aspectos. Na observação do aspecto geral deve-se anotar qualquer 
anormalidade que ocorra com o paciente, como peles, olhos, nariz, ouvidos e etc. 
- Estado Mental, observaremos o seguinte: O paciente está consciente, delirante, inconsciente, lúcido, 
acuidade auditiva diminuída, deprimido, exaltado, ansioso, alegre, excitado, etc. 
- Tipo de Tosse: Um dos sinais importantes para a observação de enfermagem. Observa-se o seguinte: 
E frequente, mais comum a noite, ocasional, constante, estertorosa, rouca, seca, com ou sem 
expectoração. 
- Excreção e Eliminação - observaremos nas fezes: Cor, odor, qualidade, consistência. Quanto a 
consistência: Liquidas, semilíquidas, pastosas. Se há detritos de alimentos, presença de muco, pus, 
cálculos, sangue escuro (melena), etc. 
- Expectoração, observa-se quantidade, cor, odor. A expectoração com raios de sangue vermelho vivo, 
chama-se hemoptise. 
- Urina- cor, odor, quantidade. Observa-se também se há incontinência, dor ao urinar, se há retenção, 
ou presença de pus, sangue (hematúria), etc. 
- Vômitos- cor, odor quantidade. Observa-se se há presença de restos alimentares. Quando há 
presença de sangue, cor "borra de café", denomina-se de hematêmese. 
- Extremidades- devemos dar grande importância a observação das extremidades cor e temperatura. 
Observa-se se estão frias, cianóticas, avermelhadas, edema, presença de pulso pedial, etc. 
- Dor- devemos observar atentamente o tipo de dor referida pelo paciente: Intensa, latejante, agudas, 
espasmódicas, súbitas, perfurante, continua, irregular, curta ou longa duração. Não esquecer o lado ou 
órgão em que o paciente sente a dor e se é intensificada pelo movimento, pela respiração, pela tosse, 
pela ingestão de alimentos, etc. 
- Pulso- ao verificarmos o pulso do paciente, observamos: Forte, fraco, lento, palpável, impalpável. No 
que se refere ao ritmo, sentimos: 
- Ritmo: Intermitente, regular, irregular, alternante, agitado, normal, lento, rápido, dicrotico (que 
apresenta 2 vibrações na pulsação). Se apresentar digeminado (com 2 batimentos seguidos de uma 
pausa), trigeminado (3 batimentos seguidos e uma pausa), em martelo d'agua ou pulso de Corrigan 
(batimento violento, seguido de colapso súbito). A tensão, se está elevada, baixa, moderada, artérias 
duras ou espessas, elásticas. A velocidade está normal, diminuídas (bradisfigmia), acelerada 
(taquisfigmia). 
- Respiração Nesta, se os movimentos são normais (eupneia), se são abdominais ou profundos, se há 
parada respiratória (apneia), lentos, rápidos, do tipo Cheyne-Stokes (ciclo de movimentos cada vez mais 
profundos e mais difíceis, seguidos de um período de apneia). 
 
Nota: a observação de enfermagem não se resume somente nos itens citados acima, mas estes são 
os principais sinais e sintomas verificados pela equipe de enfermagem na rotina hospitalar. 
 
 
 
 
1684667 E-book gerado especialmente para PAULO ANDRE DE JESUS NOGUEIRA
 
3 
 
Transferência 
 
A transferência se processa como a alta. A unidade para onde o paciente vai deve ser avisada com 
antecedência, para que esteja preparada para recebe-lo. 
O prontuário deve ser entregue à chefe da outra unidade. 
O paciente será transportado de acordo com seu estado geral. 
 
Higienização das Mãos 
Reconhecidamente, a prática da higienização1 das mãos reduz significativamente a transmissão de 
microrganismos e consequentemente, diminui a incidência das infecções preveníveis, reduzindo a 
morbimortalidade em serviços de saúde. 
O procedimento da técnica de higienização das mãos se torna inadequado na prática diária, pelo 
esquecimento de algumas etapas (passo a passo) deste procedimento havendo preocupação, por parte 
dos profissionais de saúde, com a quantidade e não com a qualidade deste ato. 
As principais falhas na técnica ocorrem, principalmente, pela não utilização de sabonete e não 
observação das superfícies das mãos a serem friccionadas, dentre outros. 
Devem higienizar as mãos todos os profissionais que trabalham em serviços de saúde, que mantém 
contato direto ou indireto com os pacientes, que atuam na manipulação de medicamentos, alimentos e 
material estéril ou contaminado. Ainda, recomenda-se que familiares, acompanhantes e visitantes 
higienizem as mãos antes e após contato com o paciente, nos serviços de saúde. 
As mãos dos profissionais que atuam em serviços de saúde podem ser higienizadas utilizando-se: 
água e sabonete, preparação alcoólica e antisséptico degermante. 
 
Indicação do Uso de Água e Sabonete 
 
• Quando as mãos estiverem visivelmente sujas ou contaminadas com sangue e outros fluidos 
corporais; 
• Ao iniciar e terminar o turno de trabalho; 
• Antes e após ir ao banheiro; 
• Antes e depois das refeições; 
• Antes de preparo de alimentos; 
• Antes de preparo e manipulação de medicamentos; 
• Antes e após contato com paciente colonizado ou infectado por C. difficile; 
• Após várias aplicações consecutivas de produto alcoólico; 
• Nas situações indicadas para o uso de preparações alcoólicas. 
 
Indicação do Uso de Preparações Alcoólicas 
 
• Antes de contato com o paciente; 
• Após contato com o paciente; 
• Antes de realizar procedimentos assistenciais e manipular dispositivos invasivos; 
• Antes de calçar luvas para inserção de dispositivos invasivos que não requeiram preparo c irúrgico; 
• Após risco de exposição a fluidos corporais; 
• Ao mudar de um sítio corporal contaminado para outro, limpo, durante o cuidado ao paciente; 
• Após contato com objetos inanimados e superfícies imediatamente próximas ao paciente; 
• Antes e após remoção de luvas. 
 
Indicação do Uso de Agentes Antissépticos 
 
Estes produtos associam detergentes com antissépticos e se destinam à higienização antisséptica das 
mãos e degermação da pele das mãos, descritas a seguir: 
 
Higienização antisséptica das mãos 
Os agentes antissépticos utilizados para higienização das mãos devem ter ação antimicrobiana 
imediata e efeito residual ou persistente. 
• Nos casos de precaução de contato recomendados para pacientes portadores de microrganismos 
multirresistentes; 
 
1 http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/manuais/paciente_hig_maos.pdf 
1684667 E-book gerado especialmente para PAULO ANDRE DE JESUS NOGUEIRA
 
4 
 
• Nos casos de surtos. 
 
Degermação da pele das mãos 
Sabonete contendo um agente antisséptico em usa formulação; se destina à degermação da pele das 
mãos (e.g., clorexidina degermante a 4%; PVPI a 10%). 
• No pré-operatório, antes de qualquer procedimento cirúrgico (indicado para toda equipe cirúrgica); 
• Antes da realização de procedimentos invasivos (e.g., inserção de cateter intravascular central, 
punções, drenagens de cavidades, instalação de diálise, pequenas suturas, endoscopias e outros). 
 
Técnica de Lavagem das Mãos 
 
- Finalidades promover a remoção dos microrganismos da flora transitória e algumas vezes da flora 
permanente; 
- Remover células descamativas, pelos, suor, sujidades e oleosidades; 
- Prevenir infecção hospitalar; 
- Material; 
- Sabão líquido; 
- Papel toalha. 
 
Técnica 
- Abrir a torneira e deixar a água fluir; 
- Molhar as mãos; 
- Aplicar 3ml de sabão líquido (bactericida) na palma de uma das mãos; 
- Fazer movimentos de fricção com a palma das mãos e após entrelaçar os dedos mantendo a fricção; 
- Friccione a região da palma das mãos com as pontas dos dedos da mão oposta, fazendo o mesmo 
com a ponta do polegar; 
- Repetir o movimento com a outra mão; 
- Friccione com a palma de uma das mãos, o dorso da mão oposta e a seguir entrelaçar os dedos 
mantendo a fricção; 
- Repetir o procedimento na mão oposta; 
- Segurar o polegar de uma das mãos e fazer movimentos de fricção rotatória; 
- Repetir o movimentoanterior com o polegar da mão oposta; 
- Friccionar com a palma de uma das mãos, o punho da mão oposta; 
- Repetir o procedimento no punho oposto; 
- Enxaguar completamente, da mão para o punho, com água corrente; 
- Secar as mãos com papel toalha; 
- Fechar a torneira com o próprio papel utilizado para secar as mãos, ou utilizar o cotovelo para fechar 
caso haver dispositivo. 
1684667 E-book gerado especialmente para PAULO ANDRE DE JESUS NOGUEIRA
 
5 
 
 
 
Limpeza de Unidade 
 
É a limpeza realizada na Unidade do Paciente, pode ser: Limpeza concorrente e Limpeza Terminal. 
 
Limpeza Concorrente 
É feita diariamente após o banho do paciente e arrumação do seu leito. Consiste na limpeza de parte 
do mobiliário da unidade do paciente. 
 
Limpeza Terminal 
É a limpeza completa da unidade do paciente, após: Alta, óbito ou transferência. 
 
Normas 
- A limpeza terminal da unidade do paciente deve ser realizada pelo funcionário da enfermagem após 
alta, transferência ou óbito; 
- A limpeza concorrente da unidade do paciente deve ser realizada pelo funcionário da enfermagem 
uma vez a cada plantão; 
- O produto utilizado para a limpeza terminal da unidade deverá ser fenol sintético. No caso da limpeza 
concorrente, usar álcool a 70%; 
- A limpeza do carrinho de banho, carrinho de parada, carrinhos de medicação e de curativo, deverá 
ser feita uma vez por plantão pela enfermagem, com fenol sintético; 
1684667 E-book gerado especialmente para PAULO ANDRE DE JESUS NOGUEIRA
 
6 
 
- Os panos de limpeza utilizados na limpeza terminal ou concorrente, deverão ser enxaguados quantas 
vezes forem necessárias na bacia utilizada para este fim; 
- Ao realizar a limpeza concorrente, limpar a unidade com agua e sabão, caso estiver suja de sangue 
ou secreção; 
- Utilizar movimentos simples e amplos em um só sentido; 
- Observar a sequência da limpeza (do mais limpo para o mais contaminado, evitando sujar as áreas 
limpas); 
- Evitar molhar o chão. 
 
Limpeza Terminal 
 
Material: 
- Solução desinfetante (fenol), 
- 01 par de luvas de procedimento, 
- Panos de limpeza, 
- Hamper e sanito (saco plástico), 
- Bacia. 
 
Técnica: 
- Lavar as mãos; 
- Reunir o material; 
- Colocar o material sobre a mesa de cabeceira; 
- Calcar luvas; 
- Desprender a roupa de cama e despreza-la no hamper, evitando movimentos bruscos; 
- Recolher materiais e equipamentos (ambu, umidificador, aspirador, comadre, papagaio) e 
encaminha-los ao expurgo; 
- Afastar a cama da parede, deixando espaço suficiente para realização da limpeza; 
- Iniciar a limpeza do leito pela parte superior do colchão, da cabeceira para o centro, inclusive as 
laterais do colchão, sempre do mais distante para o mais próximo; 
- Continuar a limpeza do colchão, do centro para os pés, inclusive as laterais do colchão, sempre do 
mais distante para o mais próximo; 
- Dobrar o colchão ao meio e limpar o estrado iniciando da cabeceira para o centro. Elevar o estrado 
e limpar a parte inferior do mesmo, inclusive espaldar e pés; 
- Limpar a parte posterior do colchão, da cabeceira para o centro, retorna-lo em cima do estrado; 
- Dobrar o colchão para o lado contrário e limpar a outra metade do estrado, do centro para os pés 
segundo a técnica, não se esquecendo da parte inferior do estrado; 
- Realizar a limpeza da parte posterior do colchão iniciando do centro para os pés; 
- Passar para o lado mais distante e limpar a lateral do leito, grade e pés do leito; 
- Passar para o lado mais próximo e limpar a lateral do leito, grade e pés do leito; 
- Limpar com a solução de fenol a mesa de cabeceira iniciando pela parte interna da mesma; 
- Limpar com a solução de fenol a parte externa da mesa de cabeceira; 
- Limpar com pano embebido na solução de fenol o suporte de soro (retirando fitas adesivas e 
esparadrapos que porventura estiverem colados); 
- Retirar as luvas; 
- Arrumar o leito conforme técnica descrita anteriormente; 
- Encaminhar material utilizado ao expurgo; 
- Montar o painel de gases; 
- Lavar a mãos. 
 
Limpeza Concorrente 
 
Material: 
- Álcool a 70%, 
- Agua e sabão se necessário, 
- Panos de limpeza, 
- Luvas de procedimento. 
 
Técnica: 
- Lavar as mãos; 
1684667 E-book gerado especialmente para PAULO ANDRE DE JESUS NOGUEIRA
 
7 
 
- Preparar o material; 
- Encaminhar ao quarto do paciente; 
- Explicar o procedimento ao paciente; 
- Calcar luvas; 
- Avaliar as condições de limpeza do leito do paciente; 
- Embeber o pano de limpeza com álcool a 70%; 
- Limpar as laterais do leito com pano sempre no sentido da cabeceira para os pés e do lado mais 
distante para o mais próximo; 
- Limpar a cabeceira e os pés do leito por último; 
- Trocar o pano embebido em álcool e limpar a mesa de cabeceira iniciando pela parte interna e a 
seguir a parte externa; 
- Deixar a mesa de cabeceira em ordem; 
- Desprezar os panos de limpeza no hamper; 
- Desprezar as luvas; 
- Lavar as mãos; 
- Revisar o painel de gases se necessário; 
 
Arrumação do Leito 
 
Definição: 
Cama aberta - quando está ocupada por paciente, 
Cama fechada - quando o leito está vago, 
Cama de operado - quando está aguardando o retorno do paciente do centro cirúrgico. 
 
Normas 
- O leito dever ser trocado quantas vezes forem necessárias durante o plantão; 
- O leito dever ser preparado de acordo com a sua finalidade; 
- Abrir portas e janelas antes de iniciar o trabalho; 
- Utilizar lençóis limpos, secos e sem pregas; 
- Caso os lençóis sejam reutilizados, não deixar migalhas, fios de cabelos; 
- Observar o estado de conservação dos colchoes e travesseiros; 
- Não sacudir as roupas de cama; 
- Não arrastar as roupas de cama no chão. 
 
Preparo do Leito sem o Paciente (cama fechada) 
 
Material: 
- Luvas de procedimento, 
- 02 Lençóis, 
- 01 Travesseiro, 
- 01 Fronha, 
- 01 Forro, 
- 01 Cobertor, se necessário, 
- Hamper. 
 
Técnica: 
- Lavar as mãos; 
- Preparar o material; 
- Colocar o material no carrinho de banho ou mesa de cabeceira; 
- Retirar a roupa de cama suja e coloca-los no hamper próximo do leito; 
- Desprezar as luvas; 
- Estender o lençol sobre o leito, amarrando as pontas do lençol na cabeceira e nos pés; 
- Estender o forro sobre o leito prendendo-o sob o lençol na parte mais próxima; 
- Estender o viril e fazer uma meia dobra na cabeceira; 
- Fazer o canto do viril nos pés da cama; 
- Passar para o lado mais distante e proceder a arrumação do forro e virol; 
- Colocar a fronha no travesseiro; 
- Colocar o travesseiro na cama; 
- Recompor a unidade; 
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8 
 
- Lavar as mãos. 
 
Preparo do Leito com o Paciente (Cama Aberta) 
 
Material: 
- 01 travesseiro, 
- 02 lençóis, 
- 01 cobertor (se necessário), 
- 01 fronha, 
- 01 lençol para fralda, 
- 01 rolo para costas (se necessário), 
- Camisola ou pijama, 
- 01 forro. 
 
Técnica: 
- Lavar as mãos; 
- Colocar a roupa na mesa de cabeceira; 
- Explicar o que se vai fazer ao paciente; 
- Colocar o hamper próximo a cama; 
- Desprender a roupa do leito, do lado do paciente e depois vir e ir soltando do outro lado; 
- Colocar o travesseiro sem fronha na mesa de cabeceira; 
- Colocar o paciente em decúbito dorsal protegido com o lençol de cima; 
- Enrolar o forro e lençol de baixo separadamente, até o meio da cama e sob o corpo do paciente; 
- Substituir o lençol de baixo, e o forro, pela roupa limpa; 
- Virar o paciente para o lado pronto, nunca o expondo; 
- Passar para o lado oposto; 
- Retirar a roupa usada, retirar as luvas, e esticar os lençóis limpos, prendendo-os e fazendo os cantos; 
- Colocar a fronha no travesseiro, acomodando o paciente; 
 
Obs.: se o paciente for totalmente dependente, a troca de cama dever ser feita por duas pessoas. 
 
Preparo do Leito de Operado 
 
O leito do operado e igual ao leito fechado, mas com lençol dobrado em pregas, na cabeceira do leito 
próximo ao lençol móvel. Esse leito terá asroupas soltas nos pés, exceto o lençol de baixo. O lençol de 
cima, cobertor, e colcha deverão ser dobrados na parte da cabeceira e dos pés, deixando-os enrolados 
lateralmente. 
Após deitar o paciente operado cobri-lo e prender as peças da cama que estavam soltas fazendo os 
cantos. 
 
Higiene do Paciente 
 
Normas 
- A higiene do paciente fica a cargo da Equipe de Enfermagem; 
- Explicar sempre ao paciente o que vai ser feito; 
- Preferencialmente realizar a higiene oral do paciente, antes do banho e após as refeições, com 
solução de Bicarbonato de Sódio, e quando se fizer necessário; 
- Ao lidar com o paciente, de maneira direta, e imprescindível o uso de luvas para procedimentos; 
- Cuidar durante o banho, para não expor, desnecessariamente, o paciente. A privacidade contribui 
muito para o conforto mental do paciente; 
- Secar bem toda a superfície do corpo do paciente, principalmente as dobras; 
- As portas do banheiro não devem ser trancadas, durante o banho; 
- Deve-se testar a temperatura da água, antes do banho do paciente. Geralmente se usa água morna. 
 
Higiene Oral 
 
Definição 
Consiste na limpeza dos dentes, gengivas, bochechas, língua e lábios. Condições patológicas que 
predispõem a irritação e a lesão da mucosa oral: (estado de coma, hipertermia). 
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9 
 
Finalidades 
- Promover conforto ao paciente, 
- Evitar halitose, 
- Prevenir carie dentaria, 
- Conservar a boca livre de resíduos alimentares. 
 
Higiene Oral (em pacientes impossibilitados de cuidar de si) 
 
Material: 
- Solução antissépticas - solução bicarbonatada (para cada 1 colher de chá, 500 ml de agua); 
- Espátula envoltas em gazes; 
- Lubrificante (vaselina liquida); 
- Toalha; 
- Copo para colocar solução antissépticas; 
- Luvas; 
- Cuba rim. 
 
Técnica: 
- Lavar as mãos; 
- Explicar ao paciente o que ser feito; 
- Calcar luvas; 
- Reunir o material na mesa de cabeceira; 
- Colocar o paciente em posição confortável, com a cabeceira elevada. Em pacientes inconscientes, 
coloca-los em decúbito lateral; 
- Colocar a toalha na parte superior do tórax e pescoço do paciente, com forro plástico, se necessário; 
- Proceder a limpeza de toda a boca do paciente usando as espátula envoltas em gazes, embebidas 
em solução antissépticas diluído em agua; 
- Utilizar cuba rim para o paciente "bochechar"; 
- Limpar a língua, para evitar que fique seborreica; 
- Enxugar os lábios com a toalha; 
- Lubrificar os lábios com vaselina liquida, para evitar rachaduras; 
- Retirar luvas; 
- Lavar as mãos; 
- Recompor a unidade; 
- Anotar no prontuário o que foi feito e anormalidades detectadas. 
 
Obs.: em pacientes neurológicos com lesão cervical, usar a espátula com gaze, para retirar o excesso 
de liquido da solução antissépticas, sem mobilizar a cabeça. 
 
- Em pacientes conscientes, ele próprio deve escovar os dentes. 
 
Higiene Oral (em paciente entubado) 
 
Material: 
- Solução antissépticas - solução bicarbonatada, 
- Espátula envoltas em gazes, 
- Lubrificante (vaselina liquida), 
- Copo para colocar solução antissépticas, 
- Seringa de 20ml, 
- Aspirador montado, 
- Cânula de guedel (estéril), se necessário, 
- Toalha, 
- Luvas. 
 
Técnica 
- Lavar as mãos; 
- Explicar ao paciente o que ser feito; 
- Calcar luvas; 
- Reunir o material na mesa de cabeceira; 
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10 
 
- Colocar o paciente em posição confortável, com a cabeceira elevada ou em decúbito lateral se estiver 
inconsciente. Caso o paciente esteja com sonda nasogástrica, abri-la, para evitar náuseas e refluxo do 
conteúdo gástrico para a boca; 
- Colocar a toalha na parte superior do tórax e pescoço do paciente, com forro plástico, se necessário; 
- Verificar se o cuff da cânula endotraqueal esta insuflado, para evitar que a solução antissépticas ou 
salivação penetre na traqueia, durante a higienização; 
- Instilar agua com auxílio da seringa, pelo orifício da cânula de guedel, e fazer aspiração ao mesmo 
tempo; 
- Retirar a cânula de guedel e lava-la em agua corrente na pia do quarto e recoloca-la, ou proceder a 
sua troca por outra estéril, caso, seja necessário ou que conforme rotina, já tenha dado 24 horas após a 
sua colocação; 
- Proceder a limpeza de toda a boca do paciente, usando as espátula envoltas em gazes embebidas 
em solução antisséptica. Limpar o palato superior e toda a arcada dentaria; 
- Limpar a também a língua; 
- Enxugar os lábios com a toalha e lubrifica-los com vaselina; 
- Retirar luvas; 
- Lavar as mãos; 
- Recompor a unidade; 
- Anotar no prontuário o que foi feito e anormalidades detectadas. 
 
Obs.: a troca do cadarço da cânula endotraqueal, deve ser feita pelo Técnico/Auxiliar a cada 12 horas, 
ou quando se fizer necessário, acompanhada do reposicionamento da cânula endotraqueal, que dever 
ser feito pela Enfermeira da unidade. 
 
- A higiene oral do paciente entubado dever ser feita 01 vez a cada plantão. 
 
Higiene das Próteses Dentarias 
 
Material: 
- Copo com solução antissépticas bucal, 
- Escova de dentes, 
- Pasta dental ou sabão liquido, 
- Cuba rim, 
- 01 par de luvas, 
- Toalhas de papel, 
- Toalhas de Banho, 
- Biombos. 
 
Técnica 
- Lavar as mãos; 
- Explicar ao paciente o que vai fazer; 
- Reunir o material na bandeja e colocar sobre a mesa de cabeceira do paciente; 
- Proteger o leito com biombo; 
- Colocar toalha sobre o tórax do paciente; 
- Colocar o paciente em Fowler ou sentado quando for permitido; 
- Calcar as luvas; 
- Pedir ao paciente que remova a prótese com o uso da toalha de papel. Se o paciente não puder 
remover as próteses sozinho, a enfermagem dever faze-lo em seu lugar, lenta e cuidadosamente; 
- Colocar as próteses na cuba rim, forrada com toalha de papel. Levar ao banheiro; 
- Colocar a pasta dental ou sabão líquido sobre a escova; 
- Segurar as próteses na palma da mão e escova-la com movimentos firmes da base dos dentes para 
as pontas; 
- Escovar a área de acrílico em toda sua extensão; 
- Lava-la sob jato de agua fria; 
- Desprezar o papel toalha da cuba rim e colocar outro; 
- Colocar a prótese limpa na cuba rim; 
- Lavar a escova com agua corrente e coloca-los na cuba rim; 
- Lavar as mãos enluvadas; 
- Oferecer copo com solução antissépticas bucal, para que o paciente enxague a boca; 
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11 
 
- Entregar a prótese ao paciente ou coloque-a por ele, no caso de impossibilidade do mesmo; 
- Colocar o paciente em posição confortável; 
- Desprezar as luvas; 
- Limpar e guardar todo o material; 
- Lavar as mãos; 
- Anotar no prontuário. 
 
Obs.: quando o paciente retirar a prótese ou recoloca-la, a Enfermagem dever observar se há alguma 
anormalidade em cavidade bucal. Se houver, relata-la no prontuário. 
 
Banho no Leito (Paciente com dependência total) 
 
Normas 
- Trocar a agua do banho sempre que necessário; 
- Quando houver colostomia e/ou drenos, esvaziar as bolsas coletoras antes do banho ou troca-la, 
depois trocar as luvas e iniciar o banho; 
- Quando o banho for dado em apenas uma pessoa, levando-se em consideração que o paciente ajuda, 
seguir a mesma técnica, porém, sem esquecer de lavar as mãos enluvadas, antes de manipular a roupa 
limpa; 
- O uso de máscara para banho e opcional como rotina. Levar em consideração os pacientes altamente 
infectados. 
 
Material: 
- Carro de banho ou mesa de cabeceira, 
- Luva de banho, 
- Toalha de banho (lençol protetor), 
- Material para higiene oral, 
- Material para higiene intima, 
- Pente, 
- Sabonete individualizado, 
- Comadre e/ou papagaio do próprio paciente, 
- Roupa para o paciente (pijama ou camisola), 
- Roupa de cama (02 lençóis, 01 cobertor S/N, 01 toalha de banho, 01 para fralda S/N, 01 forro S/N). 
- Luvas de procedimento, 
- Luvas de banho, 
- Hamper, 
- 01 bacia, 
- 01 balde,- Fita adesiva, 
- Biombos. 
 
Técnica 
- Lavar as mãos e calcar as luvas de procedimentos; 
- Explicar ao paciente o que vai ser feito; 
- Trazer o carro de banho e o hamper próximo ao leito; 
- Fechar as portas e janelas; 
- Proteger a unidade do paciente com biombos; 
- Oferecer comadre ou papagaio ao paciente e procurar saber se tem clister prescrito. Se houver, faze-
lo em primeiro lugar; 
- Desprender a roupa de cama, iniciando do lado oposto onde permanecer; 
- Fazer higiene oral do paciente e lavar a cabeça, se necessário; 
- Trocar a agua do banho, obrigatoriamente, após a lavagem da cabeça; 
- Lavar os olhos, limpando o canto interno para o externo, usando gaze; 
- Lavar, enxaguar e enxugar o rosto, orelhas e pescoço; 
- Remover a camisola ou camisa do pijama, mantendo o tórax protegido com o lençol, descansando 
os braços sobre o mesmo; 
- Lavar e enxugar os braços e mãos do lado oposto ao que se está trabalhando, depois o mais próximo, 
com movimentos longos e firmes, do punho a axila; 
- Trocar a agua; 
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12 
 
- Lavar e enxugar o tórax e abdome, com movimentos circulares, ativando a circulação, observando 
as condições da pele e mamas; 
- Cobrir o tórax com lençol limpo, abaixando o lençol em uso, até a região genital; 
- Lavar, enxaguar e enxugar as pernas e coxas, do tornozelo até a raiz da coxa, do lado oposto ao que 
se está trabalhando, depois o mais próximo; 
- Colocar bacia sob os pés e lava-la, principalmente nos interdígitos, observando as condições dos 
mesmos e enxugar bem; 
- Trocar a agua da bacia e a luva de pano, obrigatoriamente; 
- Encaixar a comadre no paciente; 
- Fazer higiene intima do paciente, de acordo com a técnica; 
- Trocar, obrigatoriamente, a agua da bacia e a luva de banho, retirando a comadre, deixando-a ao 
lado do leito; 
- Virar o paciente em decúbito lateral, colocando a toalha sob as costas e nádegas, mantendo esta 
posição com o auxílio de outra pessoa; 
- Lavar e enxugar as costas, massageando-as, incluindo nádegas e cóccix do paciente; 
- Deixar o paciente em decúbito lateral, empurrando a roupa úmida para o meio do leito, enxugando o 
colchão; 
- Trocar de luvas ou lavar as mãos enluvadas, para não contaminar a roupa limpa; 
- Proceder a arrumação do leito, com o paciente em decúbito lateral; 
- Virar o paciente sobre o lado pronto do leito; 
- Retirar a roupa suja e despreza-la no hamper; 
- Calcar outras luvas ou lavar as mãos enluvadas e terminar a arrumação do leito; 
- Fazer os cantos da cama: cabeceira e pés; 
- Vestir o paciente; 
- Pentear os cabelos do paciente; 
- Trocar a fronha; 
- Utilizar travesseiros para ajeitar o paciente no decúbito mais adequado; 
- Limpar balde, bacia, comadre com agua e sabão; 
- Recompor a unidade do paciente, colocando tudo no lugar; 
- Retirar as luvas e lavar as mãos; 
- Anotar no prontuário o que foi feito e as anormalidades detectadas, se houver. 
 
Banho de Aspersão (chuveiro) 
 
Material: 
- Roupa pessoal (pijama, camisola, shorts - fornecidos pelo Hospital), 
- Toalha de banho, 
- Sabonete (individual), 
- Pente, 
- Luva de banho (opcional). 
 
Técnica 
- Lavar as mãos; 
- Explicar ao paciente o que vai ser feito; 
- Reunir o material e levar ao banheiro; 
- Encaminhar o paciente ao banheiro (portas e janelas fechadas); 
- Abrir o chuveiro e regular a temperatura da agua e orientar o paciente sobre o manuseio da torneira; 
- Ajudar o paciente a se despir, caso não consiga fazer sozinho; 
- Iniciar o banho se a situação permitir, deixando o paciente sozinho; 
- Enxugar ou ajudar o paciente a fazê-lo, observando as condições da pele e a reação do banho; 
- Vestir e pentear o paciente caso não consiga faze-lo sozinho; cadeira; 
- Arrumar o leito e deixar a unidade em ordem; 
- Colocar tudo no lugar e chamar o pessoal da limpeza para proceder a limpeza do banheiro; 
- Lavar as mãos; 
- Anotar no prontuário. 
 
Obs.: sentar na cadeira embaixo do chuveiro e muito mais seguro para os pacientes idosos ou para 
os pacientes que ainda estão muito fracos, facilitando para que lavem as pernas e pés, com menor 
probabilidade de escorregarem. 
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- Durante o banho deve-se assegurar a privacidade ao paciente, mas pedir-lhe para não trancar a porta 
e chamar se precisar de assistência. Manter-se perto do local. 
 
Higiene Intima Feminina 
 
Material: 
- 01 balde, 
- 01 jarra, 
- Pacote de gazes, 
- Comadre, 
- Toalha de banho, 
- Sabão líquido o P.V.P.I. degermante, 
- Luvas para procedimento, 
- Hamper, 
- Pinça auxiliar (Cheron), 
- Biombo, 
- Forro e saco plástico. 
 
Técnica 
- Lavar as mãos; 
- Explicar o procedimento ao paciente; 
- Reunir o material e coloca-los sobre a mesa de cabeceira; 
- Calcar as luvas; 
- Trazer o hamper próximo ao leito; 
- Proteger a unidade com biombos; 
- Colocar o paciente em posição ginecológica, procurando expô-la o mínimo possível; 
- Colocar o forro sobre o saco plástico, colocando-os sobre a região glútea; 
- Colocar a comadre sob a região glútea da paciente, com ajuda da mesma; 
- Irrigar monte pubiano e vulva com agua, despejando-a suavemente com o auxílio da jarra; 
- Despejar pequena porção de sabão liquido ou P.V.P.I. degermante sobre o monte pubiano; 
- Ensaboar a região pubiana com a pinça montada em gaze, de cima para baixo sem atingir o anus, 
desprezando a gaze, após cada movimento vulva - anus; 
- Afastar os grandes lábios e lava-la no sentido anteroposterior, primeiro de um lado, desprezando a 
gaze e depois do outro lado; 
- Lavar por último a região anal; 
- Despejar a agua da jarra, sobre as regiões ensaboadas; 
- Retirar a comadre; 
- Enxugar a região lavada com a toalha de banho ou com o forro que está sob a região glútea do 
paciente; 
- Colocar a paciente em posição de conforto; 
- Desprezar as roupas (toalha, forro) no hamper; 
- Lavar a comadre no banheiro, juntamente com o balde e jarra e guarda-los; 
- Retirar a luva; 
- Lavar as mãos; 
- Anotar no prontuário. 
 
Obs.: se houver presença de secreção uretral e/ou vaginal, utilizar gazes montadas na pinça auxiliar 
para retirar o excesso, antes de iniciar a limpeza com agua e sabão liquido ou P.V.P.I. degermante. 
 
Higiene Intima Masculina 
 
Material: 
- 01 balde, 
- 01 jarra, 
- Pacote de gazes, 
- Comadre, 
- Toalha de banho, 
- Sabão líquido o P.V.P.I. degermante, 
- Luvas para procedimento, 
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- Hamper, 
- Pinça auxiliar (Cheron), 
- Biombo, 
- Forro e saco plástico. 
 
Técnica 
- Lavar as mãos; 
- Explicar o procedimento ao paciente; 
- Reunir o material e leva-lo a unidade do paciente; 
- Proteger a unidade com biombos; 
- Trazer o hamper próximo ao leito; 
- Calcar as luvas de procedimentos; 
- Posicionar o paciente expondo somente a área genital; 
- Colocar o forro com plástico sob a região glútea do paciente; 
- Colocar a comadre sob a região glútea em cima do forro com a ajuda do paciente; 
- Irrigar com a jarra com agua, a região genital; 
- Dobrar e pinçar gaze com a pinça auxiliar; 
- Despejar pequena porção de sabão líquido ou P.V.P.I. degermante, sobre os genitais; 
- Ensaboar os genitais com a pinça montada em gaze, desprezando a gaze, a cada etapa; 
- Tracionar o prepúcio para trás, lavando-o em seguida, com movimentos únicos e circulares; 
- Iniciar a higiene intima pelo meato urinário, prepúcio, glande, corpo do pênis, depois região escrotal 
e por último a região anal; 
- Despejar o conteúdo da jarra sobre a região pubiana, pregas inguinais, pênis e bolsa escrotal; 
- Tracionar o escroto, enxaguando a face inferior no sentido escroto perineal; 
- Retirar todo o sabão líquido ou P.V.P.I. degermante; 
- Retirar a comadre; 
- Enxugar a região lavada com a toalha de banho ou com o forro que está sob a região glúteado 
paciente; 
- Posicionar o prepúcio; 
- Colocar a paciente em posição de conforto; 
- Desprezar as roupas no hamper (toalha, forro); 
- Lavar a comadre no banheiro, juntamente com o balde e jarra e guarda-los; 
- Retirar a luva; 
- Lavar as mãos; 
- Anotar no prontuário. 
 
Obs.: se houver presença de secreção purulenta na região uretral, limpa-la com gaze, antes de 
proceder a limpeza com agua e sabão. 
 
Lavagem dos Cabelos 
 
Material: 
- Shampoo, 
- Balde, 
- Bacia, 
- Toalha de banho, 
- Luvas para procedimento, 
- Forro e saco plástico, 
- Pente, 
- Algodão em bola (02 unidades). 
 
Técnica 
- Explicar ao paciente o que ser feito; 
- Reunir o material no carro de banho e leva-lo próximo a cama do paciente; 
- Lavar as mãos; 
- Fechar portas e janelas; 
- Abaixar a cabeceira do leito do paciente; 
- Retirar o travesseiro; 
- Colocar toalha de banho na cabeceira da cama, sob o forro com o plástico; 
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- Colocar sobre o forro com plástico, a bacia com agua morna; 
- Colocar o paciente em posição diagonal, com a cabeça próxima ao funcionário; 
- Proteger os ouvidos do paciente com algodão; 
- Colocar outra toalha ao redor do pescoço do paciente, afrouxando a camisola, no caso de mulher, ou 
retirando a camisa no caso de homem, cobrindo-o com o lençol; 
- Sustentar a cabeça do paciente com uma das mãos, sobre a bacia com agua; 
- Pentear os cabelos, inspecionando o couro cabeludo, cabelos e observando condições de 
anormalidade; 
- Umedecer os cabelos com um pouco de agua, aplicando o shampoo evitando que o liquido escorra 
nos olhos; 
- Massagear o couro cabeludo com as pontas dos dedos; 
- Lavar os cabelos; 
- Enxaguar os cabelos do paciente até sair toda espuma, com o auxílio de uma jarra; 
- Despejar a agua da bacia, quantas vezes forem necessário; 
- Elevar a cabeça do paciente e espremer os cabelos com cuidado, fazendo escorrer agua; 
- Retirar a bacia que está sob a cabeça do paciente; 
- Descansar e envolver a cabeça do paciente na toalha; 
- Secar os cabelos com toalha de banho ou forro; 
- Pentear os cabelos do paciente; 
- Recolocar o travesseiro e voltar o paciente a posição inicial; 
- Retirar a toalha, recompor o material no carro de banho, deixando paciente em posição confortável; 
- Lavar as mãos; 
- Anotar na prescrição do paciente. 
 
Tratamento de Pediculose e Remoção de Lêndeas 
 
Material: 
- Solução indicada para pediculose, 
- Luvas para procedimento, 
- Atadura de crepe, 
- Esparadrapo, 
- Forro e saco plástico, 
- Pente fino, 
- Biombo, 
- Vaselina Liquida. 
 
Técnica 
- Lavar as mãos; 
- Trazer a bandeja com o material e coloca-los na mesa de cabeceira ou carro de banho; 
- Explicar o procedimento ao paciente; 
- Colocar biombo; 
- Colocar o forro protegido com plástico sobre o travesseiro; 
- Aplicar vaselina nas bordas do couro cabeludo, para evitar que a solução queime o rosto; 
- Dividir os cabelos em partes, aplicando a solução com gaze, fazendo fricção no couro cabeludo e no 
final embeber os cabelos; 
- Prender o cabelo e colocar a faixa de crepe ao redor da cabeça, formando um gorro e fixando com 
esparadrapo no final; 
- Conservar o travesseiro com forro; 
- Retirar as luvas; 
- Lavar as mãos; 
- Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem; 
- Levar a bandeja com o material para o local de origem; 
- Fazer anotações no prontuário do paciente. 
 
Obs.: deixar a solução no cabelo por 03 a 06 horas pela manhã e lava-la a tarde, passando vinagre 
apos e penteando. 
 
- Repetir o procedimento durante 03 dias ou mais, se necessário. 
 
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Uso de Comadre e Papagaio 
 
Indicado em pacientes acamados, ou quando houver necessidade de recolher material para exames 
ou controle de diurese. Geralmente o paciente encontra dificuldade no seu uso, cabendo à enfermagem 
atende-lo com compreensão e tato. 
A privacidade é fundamental para evitar constrangimento. A colocação da comadre ou papagaio deve 
ser feita com à exposição mínima do paciente, e de preferência por pessoal da enfermagem do mesmo 
sexo. 
 
Material: 
- Comadre ou Papagaio (previamente aquecido e seco) 
- Papel higiênico, 
- Biombos, 
- Bacia com agua morna 
- Toalha de banho, 
- Sabonete. 
 
Técnica 
- Lavar as mãos; 
- Identificar o paciente; 
- Cercar a cama com biombos; 
- Explicar ao paciente o que vai ser feito; 
- Reunir o material necessário junto a unidade; 
- Colocar as luvas de procedimento; 
- Aquecer a comadre (fazendo movimentos de fricção em sua superfície, com a extremidade sobre o 
lençol ou colocando-a em contato com agua quente); 
- Pedir ao paciente para levantar os quadris e se ele estiver impossibilitado, levantar por ele, com a 
ajuda de outro funcionário da Enfermagem; 
- Colocar a comadre sob os quadris; 
- Se for papagaio, deve ser colocado entre os membros inferiores e o pênis dentro do recipiente. Pode 
ser colocado em decúbito lateral, observando o conforto do paciente. 
- Deixar o paciente sozinho, sempre que possível; 
- Ficar por perto e voltar tão logo ele o chame; necessário, faca por ele; 
- Pedir novamente ao paciente que levante o quadril ou, se necessário, levante por ele; 
- Retirar a comadre ou papagaio; 
- Fornecer bacia com agua para que o paciente lave as mãos; 
- Fornecer toalha para que ele enxugue as mãos; 
- Lavar o material; 
- Colocar o material restante no lugar; 
- Deixar o paciente em posição confortável; 
- Desprezar as luvas e lavar as mãos; 
- Anotar no prontuário. 
 
Obs.: não deixar um paciente esperando pela comadre, por se tratar de um ato fisiológico e a espera 
pode levar a angustia física e emocional, podendo ocorrer diminuição do tônus dos esfíncteres. 
 
- Por se tratar de um momento íntimo, muitos pacientes tem que ficar sozinhos, pois sentem-se 
inibidos, não conseguindo evacuar perto de outras pessoas. 
 
Movimentação do Paciente 
 
Normas 
- E de responsabilidade da equipe de enfermagem a movimentação do paciente que não se movimenta 
sozinho; 
- O paciente dever ser mudado de decúbito a cada duas horas e sempre que solicitado pelo mesmo; 
- A movimentação e posição deve ser de acordo com o quadro do paciente; 
- E de responsabilidade da enfermagem o transporte do paciente dentro da área hospitalar; 
 
 
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Técnica de Movimentar o Paciente para um dos Lados da Cama 
 
Utilizando 02 pessoas: 
- Lavar as mãos; 
- Explicar ao paciente que ser feito; 
- Ficar em pé ao lado da cama, de frente para o paciente, uma pessoa de cada lado da cama; 
- A primeira pessoa segura o short ou fralda do paciente do lado esquerdo; 
- A segunda pessoa segura o short ou fralda do paciente do lado direito; 
- Trazer o paciente em movimento ritmados para o lado direito ou esquerdo; 
- Lavar as mãos; 
- Anotar no prontuário horário e posição o em que foi colocado o paciente; 
 
Obs.: as pessoas que vão movimentar o paciente devem permanecer com uma das pernas frente a 
outra, com os joelhos e quadris fletidos, trazendo o braço ao nível da cama; 
 
- Pode utilizar o forro para fazer a mobilização do paciente. 
 
Técnica de Movimentar o Paciente em Decúbito Lateral E/D 
 
- Lavar as mãos; 
- Explicar ao paciente que ser feito; 
- Posicionar-se ao lado do qual se quer virar o paciente; 
- Aproximar o paciente para a beira oposta da cama; 
- Vira-lo para o lado D ou E com movimentos firmes e suaves; 
- Apoiar o dorso com travesseiros ou rolo de cobertor; 
- Colocar o travesseiro sob a cabeça e o pescoço; 
- Flexionar o membro inferior que está por cima e apoia-lo sobre o travesseiro; 
- Manter fletido o membro superior que está em contato com o colchão; 
- Recompor a unidade; 
- Lavar as mãos; 
- Anotar no prontuário. 
 
Técnica de Movimentar o Paciente Incapacitado mais para Cima na CamaUtilizando 02 pessoas 
- Lavar as mãos; 
- Explicar ao paciente que ser feito; 
- Deixar o paciente em posição horizontal; 
- A primeira pessoa solta um dos lados do lençol móvel, a segunda pessoa solta o outro lado do lençol 
móvel; 
- As duas pessoas, uma de cada lado do leito, num movimento ritmado, movimentam o paciente para 
a cabeceira; 
 
Restrição do Paciente 
 
Finalidade 
- Nos casos de pacientes agitados, pós-operatórios, principalmente cirurgias de crânio; 
- Em traumas e cirurgias em região ocular, quando o paciente não colaborar; 
- Em doentes mentais, quando constituem um perigo para si e para os demais; 
- Pacientes com infecção na pele, para evitar que se cocem; 
- No caso de pacientes que não colaboram, para manutenção de sondas, cateteres e soros. 
 
Meios Utilizados para Restrição Lençóis, faixas elásticas, coletes, cama com grade, saquinhos de 
areia, atadura de crepe, traço; 
 
Normas 
- Importante conversar sempre com o paciente durante o tratamento, para diminuir o desconforto da 
restrição e a inquietude, explicando-lhe a finalidade da restrição; 
- Retirar a restrição logo que terminar o tratamento ou o paciente se acalmar; 
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- Ha necessidade de uma boa observação devido a possibilidade de deficiência de circulação; 
- Sempre anotar as causas das restrições no prontuário; 
- Verificar com frequência o local da restrição; se o paciente ficar sob restrição durante muito tempo, 
retira-la duas vezes ao dia, lavar o local com agua morna e sabonete ou sabão liquido, massageando o 
local; 
- Ter cuidado para não apertar demasiadamente; deve-se passar pelo menos 1 dedo entre a argola e 
o local restrito; 
- Não deixar de restringir os membros sem restringir também o abdome quando o paciente estiver 
agitado; 
- Quando colocar restrição sobre o abdome, evitar ajustar o lençol sobre a região epigástrica; 
- Evitar fazer pressão sobre as artérias, fraturas, queimaduras e ferimentos; 
- Deve-se usar a restrição, somente quando se tornar absolutamente necessária; 
 
Restrição por Meio de Lençóis 
 
Restrição dos Ombros 
 
Técnica: 
- Lavar as mãos; 
- Explicar o procedimento e a finalidade ao paciente (se possível); 
- Dobrar um lençol em diagonal, até formar uma faixa de 25 cm de largura; 
- Colocar a faixa sob as costas do paciente, passando pelas axilas, cruzando sob o travesseiro e 
amarrando na cabeceira da cama; 
- Lavar as mãos; 
- Anotar no prontuário. 
 
Restrição do Abdome 
 
Técnica: 
- Lavar as mãos; 
- Explicar o procedimento e a finalidade ao paciente (se possível); 
- Dobrar 02 lençóis de forma longitudinal (ao comprido) ou diagonal cada um, até formar uma faixa de 
25 cm de largura; 
- Colocar uma faixa sobre o abdome do paciente e a outra sob a região lombar; 
05 - Torcer juntas as pontas do lado direito dos dois lençóis, amarrando-as no estrado do leito; 
- Repetir o mesmo procedimento para o lado esquerdo; 
- Lavar as mãos; 
- Anotar no prontuário. 
 
Restrição dos Joelhos 
 
Técnica: 
- Lavar as mãos; 
- Explicar o procedimento e a finalidade ao paciente (se possível); 
- Dobrar 01 lençol em diagonal; 
- Colocar sob os joelhos do paciente; 
- Passar a ponta do lado direito do lençol sobre o joelho direito e por baixo do esquerdo; 
- Passar a ponta do lado esquerdo do lençol sobre o joelho esquerdo e por baixo do joelho direito, 
amarrando as extremidades livres no estrado do leito; 
- Lavar as mãos; 
- Anotar no prontuário. 
 
Restrição com Ataduras de Crepe 
 
Técnica: 
- Lavar as mãos; 
- Explicar o procedimento e a finalidade ao paciente (se possível); 
- Colocar o membro do paciente em posição anatômica; 
- Adaptar a atadura de crepe no membro deixando sobrar uma ponta; 
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19 
 
- Realizar o enfaixamento do membro, que terá duas finalidades: 
 
a) Proteção do membro; 
 
b) Restrição do membro; 
- Amarrar as pontas das ataduras após o enfaixamento; 
- Amarrar a ponta da atadura no estrado da cama; 
- Lavar as mãos; 
- Anotar no prontuário. 
 
Como Sentar o Paciente em Poltrona ou Cadeira de Rodas 
 
Semi Independente 
- Material 
- Cadeira, 
- Lençóis e Cobertores, 
- Travesseio. 
 
Técnica: 
- Lavar as mãos; 
- Orientar o paciente quanto a necessidade de locomoção, local onde ir e como ser feito o transporte; 
- Forrar a cadeira com lençol; 
- Colocar a cadeira ao lado da cama, com as costas virada para o pé da cama (se for cadeira de rodas, 
não se esquecer de trava-la); 
05 - Virar o paciente de lado, colocando um dos braços sob os ombros do paciente e outro, na região 
da escápula. O braço mais distante do paciente se apoia no ombro do funcionário, que com um impulso, 
senta-o no leito; Observar as áreas do paciente; 
- Calcar os chinelos; 
- Fazer o paciente levantar, apoiando-se nos ombros do funcionário que o segura pela cintura; 
- Virar e sentar o paciente na cadeira; 
- Envolver o paciente com lençol ou cobertor (se necessário); 
- Colocar travesseiro nas costas para apoio (se necessário); 
- Passar uma faixa (lençol dobrado no sentido longitudinal) em volta da região abdominal do paciente, 
amarrando as extremidades na parte de trás da cadeira (se necessário); 
- Certificar-se do conforto e segurança do paciente; 
- Anotar no prontuário: horário da saída e o destino, intercorrências durante o transporte. 
 
Obs.: quando tratar-se de paciente totalmente incapacitado, colocar a cadeira paralela ao leito, com 
as costas voltada para a cabeceira do leito; 
 
- Proceder a passagem do leito para a cadeira sempre em 2 ou 3 pessoas: a primeira pessoa pega o 
paciente passando os braços pela axila e a segunda e/ou terceira pega o paciente pelos quadris e pé, 
colocando-o diretamente na cadeira. 
 
Como Passar o Paciente do Leito Para a Maca com Auxílio de Lençol 
Técnica: 
- Lavar as mãos; 
- Orientar o paciente quanto a necessidade de locomoção, local onde ir e como ser feito o transporte; 
- Forrar a maca com lençol; 
- Soltar o lençol de baixo; 
- Colocar a maca paralela ao leito e trava-la; 
- Providenciar para que 2 pessoas permaneçam junto a maca com os pés afastados, do lado em que 
o paciente ser locomovido, na seguinte ordem: 
a) A primeira pessoa apoia a cabeça do paciente e segura na parte superior do lençol móvel. A segunda 
pessoa segura a parte inferior do lençol, apoiando todo o tronco do paciente e as pernas; 
b) A terceira e a quarta pessoa permanecem ao lado oposto a maca, ao lado da cama seguindo a 
técnica anterior, para afirmar a cama e ajudar na locomoção do paciente; 
c) Num movimento único, simultâneo e coordenado as pessoas passam o paciente para a maca; 
- Envolver o paciente com um lençol; 
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20 
 
- Levantar as grades da maca; 
- Observar se o paciente está confortável. 
 
Obs.: se necessário utilizar 4 ou 6 pessoas, conforme o tamanho do paciente. 
 
Passagem do Paciente da Cama Para a Maca em Bloco 
Finalidade 
Usada em especial para pacientes politraumatizados. Utilizando 06 pessoas 
 
Material: 
- Lençol, 
- Maca. 
 
Técnica: 
- Lavar as mãos; 
- Preparar o material; 
- Orientar o paciente quanto a necessidade do transporte; 
- Forrar a maca com lençol; 
- Colocar a maca ao lado da cama; 
- Travar as rodas da maca; 
- 03 Elementos devem se posicionar ao lado da cama e os outros 03 elementos do outro lado da maca, 
posicionando da seguinte forma: 
a) A primeira pessoa coloca um braço sob o pescoço e ombros e o outro sob as costas; 
b) A segunda pessoa coloca um braço sob a cintura, e o outro sob os quadris; 
c) A terceira pessoa que fica aos pés do paciente coloca um braço sob os quadris e o outro sob as 
pernas; 
d) Os outros 03 elementos ficam do lado oposto e seguram o paciente da mesma forma (um elemento 
se firma no braço do outro); 
- Ao dizer 3 (trás) o pacientelevantado e colocado na maca; 
- Cobrir o paciente com lençol; 
- Certificar se o paciente está confortável; 
- Levantar as grades da maca. 
 
Técnica de Calçar Luva Estéreis 
 
O procedimento de calçar um par de luvas estéril requer técnica correta, para evitar a contaminação 
da luva, fato este que pode ocorrer com facilidade, por isso requer muita atenção. 
As luvas estéreis devem ser utilizadas sempre que ocorrer a necessidade de manipulação de áreas 
estéreis. Existem vários procedimentos que exigem a utilização de luvas estéreis, entre eles os 
procedimentos cirúrgicos, aspiração endotraqueal, curativos extensos, que se tornam difíceis realizar 
somente com o material de curativo. 
Resumindo, em qualquer ocasião que for necessário o auxílio manual em locais estéreis ou em lesões, 
usa-se as luvas esterilizadas. 
Podem ser encontradas nos tamanhos P, M ou G, ou até mesmo em tamanhos numerados como 6.0, 
6.5, 7.0 até 9.0. E pode variar de acordo com o fabricante. 
Após realizar a lavagem correta das mãos, abra o pacote de luvas sobre uma superfície limpa, à altura 
confortável para sua manipulação. 
Observe que existem abas nas dobras internas da embalagem das luvas. 
Elas existem para facilitar a abertura do papel, sem que ocorra o risco de tocar nas luvas e contaminá-
las. Então, segure nas abas abra os dois lados que revestem as luvas, 
As luvas estão dispostas corretamente a sua frente, onde: a luva da mão direita está a sua direita, e a 
luva da mão esquerda, está a sua esquerda. Isso na maioria dos fabricantes. A maioria das luvas não 
tem lado anatômico, mas ficam dispostas nesse sentido, devido a dobra existente do polegar. 
- Agora, prepare-se para calçar a luva na mão dominante. Com sua mão não dominante, segure a luva 
pela face interna da luva (que vem dobrada propositalmente). 
- Lembre-se: enquanto você estiver sem luvas, segure apenas pela face onde a luva irá entrar em 
contato com sua pele, ou seja, face interna. 
- Agora, introduza os dedos da mão dominante, calmamente, procurando ajustar os dedos 
internamente. Realize esta etapa da melhor maneira possível, mas não se preocupe se os dedos ficarem 
1684667 E-book gerado especialmente para PAULO ANDRE DE JESUS NOGUEIRA
 
21 
 
mal posicionados dentro da luva. Continue o procedimento mesmo com os dedos posicionados de forma 
errada (é muito arriscado tentar arrumar a posição dos dedos, você pode contaminá-la). 
- Após esta etapa, introduza até que sua mão entre completamente na luva, sempre a segurando pela 
face interna. 
- Agora que você colocou a primeira luva estéril (na mão dominante), vamos colocar a luva na mão 
esquerda (não-dominante). Lembre-se, que agora estamos com uma luva estéril na mão dominante, não 
podemos tocar em lugares que não sejam estéreis, sejam eles a nossa pele, superfícies ou objetos ao 
nosso redor. Com a mão dominante (enluvada), segure a outra luva pela face externa (ou seja, por dentro 
da dobra existente). Esta dobra existente no punho da luva servirá de apoio para segurar a luva, sem que 
ocorra o risco de contaminar a luva, mesmo que imperceptivelmente. 
- Sempre segurando pela dobra do punho da luva, introduza calmamente sua mão esquerda (não-
dominante) na luva, semelhante ao realizado na primeira, mas agora, com a cautela de não tocar com a 
luva na pele da mão esquerda ou em locais não-estéreis. 
- Siga esta etapa, até introduzir toda a mão esquerda na luva. 
- Agora, havendo a necessidade de posicionar os dedos corretamente, ou até mesmo melhorar o 
calçamento da luva, faça com ambas as luvas, porém evite manipular a luva na região dos punhos, caso 
esta não possua mais as dobras de segurança. 
 
 
 
1- Quando se calça primeiro a luva direita, pega-se o punho pelo lado de dentro com a mão esquerda. 
2- Introduz-se mão direita no interior da luva, a qual é então puxada para sua posição com a mão 
esquerda (deixando a dobra da luva virada). Solta-se a luva. 
3- Depois disso pode-se pegar a luva esquerda com a mão direito já enluvada, introduzindo os dedos 
sob a dobra do punho (o lado externo é esterilizado). 
4- Introduz-se a mão esquerda, e a luva é levada para a sua posição. Desdobra-se, então, o punho. 
 
Tricotomia 
 
É a retirada dos pelos de uma determinada área com a finalidade do preparo da área para cirurgia ou 
exames. 
 
Material: 
- Cuba rim; 
- Sabão; 
- Cuba redonda com água; 
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22 
 
- Aparelho com gilete nova; 
- Papel higiênico; 
- Gazes; 
- Luvas. 
 
Técnica: 
- Preparo orientação ao paciente; 
- Preparo do ambiente e material; 
- Descobrir a área indicada; 
- Com auxílio de uma gaze, aplicar a solução de sabão na área a ser manuseada; 
- Esticar a pele com a mão e com movimentos amplos e suaves, raspar os pelos na direção de 
crescimento; 
- Sempre que houver excesso de pelos no aparelho, retirar com auxílio do papel higiênico; 
- Retirar o excesso de sabão com auxílio de gaze verificando se o campo está bem feito; 
- Enviar o paciente ao banheiro; 
- Anotar o que foi feito, limpar e colocar em ordem o material. 
 
Lavagem Otológica 
 
O tampão de cerume é uma causa comum de hipoacusia e certamente a de mais fácil resolução. 
Quando se diagnostica o tampão de cerume, deve-se indicar ao indivíduo o uso prévio de um 
ceruminolítico por 5 a 7 dias. 
Devem ser pingadas 5 gotas na orelha afetada, 3 vezes ao dia, mantendo por 5 minutos o decúbito 
lateral, com a orelha afetada para cima. No Brasil, a única opção comercial de ceruminolítico é o 
Cerumin® (borato de 8-hidroxiquinolina 0,4mg + trolamina 140mg/mL). 
O uso do ceruminolítico previamente à lavagem parece aumentar a sua taxa de sucesso. Quando a 
lavagem não é bem-sucedida, pode ocorrer otalgia, causada pela distensão do conduto auditivo devido à 
absorção de água pelo tampão ainda impactado. 
Material a ser usado: seringa de 20mL, ou mais, sonda urinária de alívio, tesoura, cuba-rim, toalha ou 
lençol e solução fisiológica (SF). Deve-se aquecer SF a uma temperatura próxima à corporal, pois isso 
evita a ocorrência de nistagmo, náuseas e vertigem. 
A sonda, já cortada para ficar com 2 ou 3cm de comprimento, deve ser conectada à seringa que vai 
ser usada para irrigar o conduto auditivo com o jato direcionado para cima. Isso irá criar um efeito de 
turbilhonamento que deslocará a rolha de cerume. Não se deve temer imprimir pressão ao jato por meio 
do rápido movimento para fechamento do êmbolo da seringa. A cuba-rim, colocada junto ao pescoço, 
logo abaixo da linha mandibular, servirá para coletar a água e o tampão que saem do conduto auditivo. 
 
Questões 
 
01. (Prefeitura de Macapá/AP - Técnico em Enfermagem - FCC/2018) De acordo com a Agência 
Nacional de Vigilância Sanitária, os agentes antissépticos utilizados para a higienização das mãos dos 
profissionais de saúde 
(A) devem ter efeito plasmático degermante. 
(B) não devem ter efeito residual. 
(C) devem conter componente alergogênico para a pele. 
(D) devem ter ação esterilizante. 
(E) devem ter ação antimicrobiana imediata. 
 
02.(UNIRIO - Auxiliar de Enfermagem - UNIRIO) A limpeza da unidade do paciente garante conforto 
e diminui o risco de infecção. Na alta hospitalar, deve-se proceder à limpeza 
(A) concomitante. 
(B) terminal. 
(C) diária. 
(D) concorrente. 
(E) esterilizante. 
 
03.(Prefeitura de Parnarama/MA - Enfermeiro - NUCEPE) O banho no leito além de proporcionar 
conforto e bem estar ao paciente, ele é indicado para: 
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23 
 
(A) Estimular a circulação 
(B) Combater as úlceras 
(C) Regular a respiração 
(D) Regular a digestão 
(E) Aumentar o apetite. 
Gabarito 
 
01.E / 02.B / 03.A 
 
Comentários 
 
01. Resposta: E 
Os agentes antissépticos utilizados para higienização das mãos devem ter ação antimicrobiana 
imediata e efeito residual ou persistente. 
 
02.Resposta: B 
Limpeza Terminal 
É a limpeza completa da unidade do paciente,após: Alta, óbito ou transferência. 
 
03. Resposta: A 
O banho no leito do paciente é indicado para a ativação da circulação devido os movimentos circulares. 
 
 
 
ANOTAÇÕES DE ENFERMAGEM 
 
2As Anotações de Enfermagem, fornecem dados que irão subsidiar o enfermeiro e a equipe de 
enfermagem nos estabelecimentos de saúde para planejamento e prescrição de cuidados. Também, 
suporte para análise reflexiva dos cuidados ministrados, respectivas respostas do paciente e resultados 
esperados da Evolução de Enfermagem. 
Portanto, a Anotação de Enfermagem é fundamental para o desenvolvimento da Sistematização de 
Enfermagem (SAE), pois é fonte de informações essenciais para assegurar a continuidade da assistência. 
Contribui, ainda, para a identificação das alterações do estado e das condições do paciente, favorecendo 
a detecção de novos problemas, a avaliação dos cuidados prescritos e, por fim, possibilitando a 
comparação das respostas do paciente aos cuidados prestados. 
 
Regras para Anotações na Enfermagem 
 
Algumas regras são importantes para elaboração de registros na enfermagem, sendo assim as 
anotações devem ser: 
- Legíveis, completas, claras, concisas, objetivas, pontuais e cronológica; 
- Precedidas da data e hora, conter assinatura e identificação do profissional ao final de cada registro; 
- Não conter rasuras, entrelinhas, linhas em branco ou espaços; 
- Não escrever de lápis, sempre caneta azul, vermelha e/ou preta (varia com cada norma de cada 
instituição); 
- Conter observações efetuadas, cuidados prestados, seja, eles os já padronizados, de rotina e 
específico; 
- Devem, ainda, constar das respostas do paciente frente ao cuidados prescritos pelo enfermeiro, 
intercorrências, sinais e sintomas observados; 
- Devem priorizar a descrição de características, como tamanho mensurado (cm, mm, etc.), quantidade 
(ml, l, etc.), coloração e forma; 
- Não conter termos que deem conotação de valor (bem, mal, muito, pouco, etc.); 
- Conter apenas abreviaturas previstas na literatura; 
 
2 CIANCIARULLO, T.I. et al (Orgs). Sistema de assistência de enfermagem: evolução e tendências. São Paulo: Ícone, 2001. 
EBISUI, C.T.N. Procedimentos de Enfermagem. Reedição revisada e ampliada. São Paulo: Copidart, 2002. 
Registro de Enfermagem 
 
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24 
 
- Devem ser referente aos dados simples, que não requeiram maior aprofundamento científico. Não é 
correto, por exemplo, o técnico ou auxiliar de enfermagem anotar dados referentes ao exame físico do 
paciente, como abdome distendido, timpânico, etc.; visto que, para a obtenção destes dados, é necessário 
ter realizado o exame físico prévio, que constitui ação privativa do enfermeiro. 
 
Tipos de Registro na Enfermagem 
As anotações de enfermagem se tratam de registros, nos quais podem se referir a: 
- Todos os cuidados prestados ao paciente: incluem as prescrições de enfermagem e médicas 
cumpridas, além dos cuidados de rotina, medida de segurança adotadas, encaminhadas ou transferência 
de setor, entre outros; 
- Sinais e sintomas: incluem os identificados através da simples observação e os referidos pelo 
paciente. Importante destacar que os sinais vitais mensurados devem ser registrados pontualmente, ou 
seja, os valores exatos aferidos, e não normotenso, normocárdico, etc.; e 
- Intercorrências: no qual incluem os fatos ocorridos com o paciente e medidas adotadas. 
 
As anotações devem ser registradas em formulário/documentos, com cabeçalho devidamente 
preenchido com os dados do paciente, de acordo com os critérios estabelecidos pela instituição. 
 
Prontuário do Paciente 
 
É todo acervo documental padronizado, organizado e conciso, referente ao registro dos cuidados 
prestados ao paciente por todos os profissionais envolvidos na assistência. Para uma assistência de 
qualidade, o profissional de saúde precisa de acesso a informações: 
- Corretas; 
- Organizadas; 
- Seguras; 
- Completas; 
- Disponíveis. 
 
Com o objetivo de: 
- Atender às Legislações vigentes; 
-Garantir a continuidade da assistência; 
- Segurança do paciente; 
- Segurança dos profissionais; 
- Ensino e Pesquisa; 
- Auditoria. 
 
RESOLUÇÃO COFEN Nº 545/20173 
 
Anotação de Enfermagem e mudança nas siglas das categorias profissionais. 
 
O Conselho Federal de Enfermagem – Cofen, no uso das atribuições que lhe são conferidas pela Lei 
nº 5.905, de 12 de julho de 1973, e pelo Regimento Interno da Autarquia, aprovado pela Resolução Cofen 
nº 421, de 15 de fevereiro de 2012, e 
 
CONSIDERANDO o art. 8º, inciso IV, da Lei n° 5.905, de 12 de julho de 1973 que dispõe sobre a 
competência do Cofen em baixar provimentos e expedir instruções, para uniformidade de procedimento 
e bom funcionamento dos Conselhos Regionais; 
CONSIDERANDO o disposto no art. 22, X e XI, do Regimento Interno do Cofen, aprovado pela 
Resolução Cofen nº 421/2012, que autoriza o Conselho Federal de Enfermagem a baixar Resoluções, 
Decisões e demais instrumentos legais no âmbito da Autarquia; 
CONSIDERANDO o prescrito no artigo 23, inciso XIV, do Regimento Interno do Cofen, que dispõe 
sobre a competência do Plenário do Cofen em deliberar sobre pareceres e instruções para uniformidade 
de procedimentos, e regular funcionamento dos Conselhos Regionais de Enfermagem; 
CONSIDERANDO a Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, e o Decreto nº 94.406, de 08 de junho de 
1987, que regulamentam o exercício da Enfermagem; 
 
3 http://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-05452017_52030.html - Acesso em 20/02/2020. 
1684667 E-book gerado especialmente para PAULO ANDRE DE JESUS NOGUEIRA
 
25 
 
CONSIDERANDO a Resolução Cofen n.º 311/2007, que aprovou a reformulação do Código de Ética 
dos Profissionais de Enfermagem; 
CONSIDERANDO o disposto na Resolução Cofen nº. 358/2009 que dispõe sobre a Sistematização da 
Assistência de Enfermagem – SAE, nas Instituições de Saúde Brasileiras; 
CONSIDERANDO a Resolução Cofen nº. 429/2012, que dispõe sobre o registro das ações 
profissionais no prontuário do paciente, e em outros documentos próprios da enfermagem, independente 
do meio de suporte – tradicional ou eletrônico; 
CONSIDERANDO a deliberação do Plenário do Cofen, durante a realização de sua 486ª ROP, bem 
como todos os documentos acostados ao Processo Administrativo Cofen no 0348/2016; 
 
RESOLVE: 
 
Art. 1º Ficam adotadas as normas contidas nesta Resolução para a anotação e o uso do número de 
inscrição, ou autorização, nos Conselhos Regionais, pelos integrantes das várias categorias 
compreendidas nos serviços de Enfermagem. 
 
Art. 2º A anotação do número de inscrição dos profissionais de Enfermagem é feita com a sigla do 
Coren, acompanhada da sigla da Unidade da Federação onde está sediado o Conselho Regional, seguida 
do número de inscrição, separados todos os elementos por hífen. 
§ 1º Os dados contidos no artigo segundo deverão constar do carimbo do profissional, pessoal e 
intransferível; 
§ 2º Em ambos os casos descritos no parágrafo anterior, o profissional deverá apor sua assinatura 
sobre os dados descritos ou rubrica. 
 
Art. 3º As categorias profissionais de enfermagem deverão ser indicadas pelas seguintes siglas: 
a) ENF, para Enfermeiro; 
b) OBST, para Obstetriz. 
c) TE, para Técnico de Enfermagem; 
d) AE, para Auxiliar de Enfermagem, e 
e) PAR, para Parteira. 
 
Art. 4º A anotação do número de autorização é feita com a sigla AUT seguida da sigla da Unidade da 
Federação onde está sediado o Conselho Regional e do número da autorização, separadas as siglas por 
barra e o número por hífen. 
Parágrafo único A categoria referida neste artigo é o Atendente de Enfermagem, que é indicado pela 
sigla AT. 
 
Art. 5º É obrigatório o uso do carimbo, pelo profissional de Enfermagem nos seguintes casos: 
I – em recibos relativos a percepção de honorários, vencimentos e salários decorrentes do exercício 
profissional; 
II – em requerimentos ou quaisquer petições dirigidas às autoridades da Autarquiae às autoridades 
em geral, em função do exercício de atividades profissionais; e, 
III – em todo documento firmado, quando do exercício profissional, em cumprimento ao Código de 
Ética dos Profissionais de Enfermagem. 
 
Art. 6º A inobservância do disposto na presente Resolução submeterá o infrator às normas contidas 
no Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem. 
 
Art. 7º Os Conselhos Regionais observarão a presente norma e divulgarão os termos desta Resolução, 
zelando por sua estrita observância bem como promovendo as medidas necessárias à punição dos 
infratores, nos termos da legislação em vigor. 
 
Art. 8º A presente Resolução entra em vigor na data de sua assinatura e publicação no Diário Oficial 
da União, revogada a Resolução Cofen nº 191/1996 e demais disposições em contrário. 
 
Brasília-DF, 9 de maio de 2017 
MANOEL CARLOS N. DA SILVA 
 
Anexo: http://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-05452017_52030.html 
1684667 E-book gerado especialmente para PAULO ANDRE DE JESUS NOGUEIRA
 
26 
 
Nota: é importante lembrar que o Novo Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem foi aprovado 
no ano de 2.017, como a resolução do COFEN n° 545 entrou em vigor no ano de 2.017 o Código de Ética 
dos Profissionais de Enfermagem referido é o anterior COFEN nº 311 de 2007. 
 
Questões 
 
01. (IF/PA - Auxiliar de Enfermagem - FUNRIO) As anotações de enfermagem são registros 
importantes para a continuidade e avaliação da assistência prestada aos usuários da unidade de saúde. 
A correta anotação de enfermagem deve obedecer aos seguintes princípios, EXCETO: 
(A) fazer sempre as anotações somente ao final da jornada de trabalho para evitar rasuras. 
(B) ler a anotação anterior antes de realizar o novo registro. 
(C) utilizar terminologia adequada, evitando abreviaturas não previstas na literatura. 
(D) priorizar a descrição de características como tamanho, quantidade, coloração e formato. 
(E) registrar todas as medidas de segurança utilizadas par proteger o paciente. 
 
02. (Pref. Fortaleza/CE - Técnico em Enfermagem) A importância do registro no prontuário reside no 
fato de que a equipe de enfermagem é a única que permanece continuamente ao lado do paciente, 
podendo informar, com detalhes, todas as ocorrências clínicas. Sobre a anotação de enfermagem, 
marque o item correto. 
(A) Caso o tratamento prescrito não seja realizado, não é necessário fazer anotação. 
(B) Os dados podem ser registrados a caneta ou lápis, preferencialmente sem rasuras. 
(C) O registro deve ser realizado após a prestação do cuidado, verificando intercorrências e 
identificando a hora exata do evento. 
(D) Ao final do registro, deve-se assinar a anotação e colocar o número de inscrição do Conselho 
Regional de Enfermagem, quando for norma da instituição de saúde. 
 
03. (TJ/PE - Técnico em Enfermagem - FCC) Ao proceder o registro de informações escritas na 
anotação de enfermagem recomenda-se 
(A) realizar o registro imediatamente após a ocorrência dos fatos e da execução do procedimento. 
(B) utilizar termos como “bom”, “regular”, “normal”, pois tornam a leitura mais objetiva. 
(C) manter espaço em branco entre um registro e outro. 
(D) usar corretivos e borrachas para correção de erros de documentação, ocultando o registro inicial. 
(E) descrever o fato, emitir opiniões e juízo de valor, baseando-se em princípios pessoais e éticos da 
profissão. 
 
04. (TER/AL - CESPE) As anotações de enfermagem são registros realizados pelos membros da 
equipe de enfermagem sobre as ocorrências e sobre todos os cuidados prestados aos pacientes, 
devendo, obrigatoriamente, ser acompanhadas da assinatura e do número do registro no COREN da 
pessoa que as realizou. 
( )Certo ( )Errado 
 
05. (UFRN) Em relação aos registros e às anotações de enfermagem no prontuário do paciente, é 
importante que: 
(A) as anotações se limitem aos aspectos relativos à doença ou ao agravo do paciente, pois as demais 
anotações são desnecessárias. 
(B) as informações sejam breves e resumidas, devendo-se usar abreviaturas e códigos, pois o 
importante são os dados estatísticos. 
(C) as informações sejam registradas de forma clara, objetiva e completa, com grafia legível, a devida 
assinatura e o número do registro do profissional no Conselho. 
(D) as anotações de enfermagem e checagem não contenham a assinatura nem o número do registro 
do profissional no Conselho, pois não se trata de um documento oficial. 
 
Gabarito 
 
01.A / 02.C / 03.A / 04.Certo / 05.C 
 
 
 
 
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27 
 
Comentários 
 
01.Resposta: A 
De maneira geral, toda anotação de enfermagem deve ser precedida de data e hora e após cada 
registro. 
Escrever de forma clara é obedecer uma sequência dos fatos, tanto lógica, quanto cronológica, para 
que seja possível o entendimento dos fatos pelo cliente/ paciente. Ainda nesse contexto inclui o que já foi 
citado anteriormente, sobre a escrita legível, e deve ser livre de correções com “branquinho”, 
“esparadrapo”, riscos ou afins. Em caso de erro, deve-se utilizar a palavra “digo” e continuar. 
Para que não haja esquecimento da cronologia ou do momento dos cuidados e situações ocorridas 
com o paciente, os registros devem ser realizados logo após sua constatação ou realização. 
 
02.Resposta: C 
Devem ser precedidas da data e hora, conter assinatura e identificação do profissional ao final de 
cada registro. 
 
03.Resposta: A 
Devem ser legíveis, completas, claras, concisas, objetivas, pontuais e cronológica; 
 
04.Respota: Certo 
Conter observações efetuadas, cuidados prestados, seja, eles os já padronizados, de rotina e 
específico. 
Devem ser precedidas da data e hora, conter assinatura e identificação do profissional ao final de 
cada registro. 
 
05.Respota: C 
Devem ser legíveis, completas, claras, concisas, objetivas, pontuais e cronológica. 
 
 
 
VERIFICAÇÃO DE SINAIS VITAIS4 
 
A medição de sinais vitais fornece dados para determinar o estado de saúde normal de um paciente, 
por meio de dados de referência. Diversos fatores como a temperatura do ambiente, o esforço físico do 
paciente e os efeitos da doença causam alterações dos sinais vitais. 
A avaliação dos sinais vitais fornece dados para identificar diagnósticos em enfermagem, uma 
alteração nos sinais vitais sinaliza uma mudança na função fisiológica e a necessidade de intervenção 
médica ou de enfermagem. 
Os sinais vitais (SSVV) refere-se a: temperatura (T), pulso ou batimentos cardíacos (P ou BC), 
respiração (R) e pressão ou tensão arterial (PA ou TA), veremos a seguir cada um dos sinais vitais 
detalhadamente e seus procedimentos de verificação. 
 
Materiais 
- Termômetro adequado; 
- Estetoscópio; 
- Relógio de pulso com visor digital; 
- Esfingmomanômetro; 
- Manguito de pressão; 
- Tecidos moles ou algodão; 
- Algodão embebido com álcool; 
- Lubrificante; 
- Caneta, folha de fluxo de sinal vital ou registro ou prontuário eletrônico do paciente; 
- Luvas de procedimentos. 
 
4 POTTER, P. A; STOCKERT, P. A; PERRY, A. G.; HAAL, A. M. Fundamentos de Enfermagem. 9ª Ed. Elsevier. 
Procedimentos técnicos: Verificação de sinais vitais, antropometria 
 
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28 
 
Temperatura 
 
A temperatura do corpo é a diferença entre a quantidade de calor produzido por processos corporais 
e a quantidade perdida para o ambiente externo. 
Os tecidos e células do corpo funcionam eficientemente dentro de um intervalo estreito de 36°C a 
38°C, mas não há uma temperatura única que seja normal para todas as pessoas. 
O local de medição de temperatura pode ser: oral, retal, membrana timpânica, artéria temporal, 
esofágico, artéria pulmonar, axilar ou até mesmo bexiga. 
Os mecanismos fisiológicos e comportamentais regulam o equilíbrio entre a perda de calor e o calor 
produzido ou termo regulação. Para a temperatura do corpo ficar constante e dentro de uma faixa 
aceitável,vários mecanismos mantêm a relação entre a produção e a perda de calor. 
 
Terminologia Básica: 
- Variação média de temperatura: 36 a 38°C 
- Axilar: 36,5°C 
Hipotermia 
- Leve: 34 a 36°C 
- Moderada: 30 a 34°C 
- Severa: <30°C 
 
Padrões de Febre 
- Sustentada: uma temperatura corporal constante continuamente acima de 38°C. 
- Intermitente: picos de febre intercalados com níveis de temperatura habituais. 
- Remitente: picos e quedas de febre sem um retorno a níveis de temperatura aceitáveis. 
- Reincidentes: períodos de episódios febris e períodos com valores de temperatura aceitáveis. 
 
Procedimentos para verificação da Temperatura com Termômetro Eletrônico 
 
Temperatura Axilar 
- Feche a cortina em volta da cama ou feche a porta do quarto; 
- Higienizar as mãos; 
- Explicar ao paciente o procedimento a ser realizado; 
- Verifique se o termômetro a ser utilizado possui capa de sonda descartável, caso contrário realize a 
desinfecção do termômetro com o algodão embebido em álcool a 70%; 
- Ajude o paciente a ficar em uma posição supina ou sentado. Movimente a roupa ou camisola para 
longe do ombro e braço; 
- Levante o braço do paciente para longe do torso. Verifique se há lesões de pele e transpiração 
excessiva. Insira a sonda do termômetro no centro da axila. Abaixe o braço sobre a sonda e coloque o 
braço sobre o peito do paciente; 
- Uma vez posicionada, mantenha a sonda do termômetro no lugar até que o sinal sonoro indique a 
conclusão e a temperatura do paciente apareça no visor digital. Remova a haste do termômetro da axila; 
- Fale sobre os achados com o paciente e explique o significado; 
- Realizar o registro da temperatura no local pertinente; 
- Pressione o botão de ejeção na haste do termômetro para descartar a capa da sonda de plástico no 
lugar apropriado, se o termômetro não possuir a capa da sonda descartável realizar a desinfecção do 
termômetro em algodão embebido em álcool a 70%; 
- Higienizar as mãos. 
 
Temperatura Oral 
- Higienizar as mãos; 
- Explicar ao paciente o que vai ser feito; 
- Calce as luvas de procedimentos quando houver secreções respiratórias ou drenagem de ferida facial 
ou bucal; 
- Peça ao paciente para abrir a boca, coloque gentilmente a sonda do termômetro debaixo da língua, 
na bolsa sublingual posterior lateral, ao centro da mandíbula; 
- Peça ao paciente para segurar a sonda do termômetro com os lábios fechados; 
- Deixe a sonda do termômetro em posição até que o sinal sonoro indique a conclusão, e a leitura da 
temperatura apareça no visor digital, remova a sonda do termômetro que está sob a língua do paciente; 
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29 
 
- Fale sobre os achados com o paciente e explique o significado; 
- Realizar o registro da temperatura no local pertinente; 
- Pressione o botão de ejeção na haste do termômetro para descartar a capa da sonda de plástico no 
lugar apropriado, se o termômetro não possuir a capa da sonda descartável realizar a desinfecção do 
termômetro em algodão embebido em álcool a 70%. O termômetro deve ser individual; 
- Higienizar as mãos. 
 
Temperatura Retal 
- Feche a cortina em volta da cama ou feche a porta do quarto; 
- Higienizar as mãos; 
- Explicar ao paciente o procedimento a ser realizado; 
- Verifique se o termômetro a ser utilizado possui capa de sonda descartável, caso contrário realize a 
desinfecção do termômetro com o algodão embebido em álcool a 70%; 
- Ajude o paciente a ficar na posição de Sims com a perna de cima flexionada. Movimente o lençol da 
cama para o lado a fim de expor apenas a área anal. Mantenha a parte superior do corpo do paciente e 
as extremidades inferiores cobertas com lençol ou cobertor; 
- Calce as luvas de procedimentos. Limpe a região anal quando estiverem presentes fezes e/ou 
secreções. Remova as luvas sujas e calce outro par de luvas de procedimentos; 
- Esprema uma porção generosa de lubrificante sobre o tecido. Mergulhe a extremidade do termômetro 
no lubrificante, cobrindo 2,5 a 3,5cm para adultos; 
- Com a mão não dominante separe as nádegas do paciente para expor o ânus. Peça ao paciente para 
respirar lentamente e relaxar; 
- Insira com cuidado a sonda do termômetro no ânus na direção do umbigo 2,5 a 3,5cm para adultos. 
Não force o termômetro; 
- Uma vez posicionado, mantenha a sonda do termômetro no lugar até que o sinal sonoro indique a 
conclusão e a temperatura do paciente apareça no visor digital, remova a sonda do termômetro do ânus; 
- Pressione o botão de ejeção na haste do termômetro para descartar a capa da sonda de plástico no 
lugar apropriado, se o termômetro não possuir a capa da sonda descartável realizar a desinfecção do 
termômetro em algodão embebido em álcool a 70%; 
- Limpe a área anal do paciente com tecido macio para remover o lubrificante ou fezes e descarte o 
tecido. Ajude o paciente a assumir uma posição confortável; 
- Retire e descarte as luvas no local apropriado; 
- Higienizar as mãos; 
- Fale sobre os achados com o paciente e explique o significado; 
- Realizar o registro da temperatura no local pertinente; 
 
Atenção: de acordo com a ANVISA está proibida a fabricação, importação e comercialização dos 
termômetros e medidores de pressão que utilizam coluna de mercúrio para diagnóstico em saúde. 
 
Pulso 
 
O pulso é o limite palpável do fluxo sanguíneo em uma artéria periférica. O sangue flui através do corpo 
num circuito contínuo. O pulso é um indicador indireto do estado circulatório. 
O volume de sangue bombeado pelo coração durante um minuto é o débito cardíaco, o produto de 
frequência cardíaca (FC) e o volume sistólico do ventrículo (VS). Em um adulto, o coração normalmente 
bombeia 5.000ml de sangue por minuto. 
Os fatores mecânicos, neurais e químicos regulam a força de contração ventricular e seu VS, porém, 
quando esses fatores são incapazes de alterar o VS, uma variação em FC provoca uma alteração no 
débito cardíaco, o que afeta a pressão arterial (PA). 
Conforme a FC aumenta, há menos tempo para as câmaras ventriculares do coração encherem. E 
conforme a FC aumenta sem uma mudança no VS, a PA diminui. Conforme a FC fica mais lenta, o tempo 
de enchimento é aumentado e a PA aumenta. A incapacidade da PA para responder a aumentos ou 
diminuições em FC indica um possível problema de saúde. 
Pode-se avaliar qualquer artéria para a frequência de pulso, mas normalmente se usa a artéria radial, 
por que ela é fácil de palpar. 
 
Técnica de Verificação 
- Higienizar as mãos; 
- Explicar ao paciente o que vai ser feito; 
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30 
 
- Feche a cortina em torno da cama e/ou feche a porta; 
- Pulso radial; 
- Ajude o paciente a ficar em uma posição supina ou sentado; 
- Se na posição supina, coloque o antebraço do paciente em linha reta ao lado do corpo ou na parte 
inferior do tórax ou na parte superior do abdômen com punho estendido reto. Se sentado, incline o 
cotovelo do paciente a 90° e apoie o braço inferior na cadeira ou no seu braço; 
- Coloque as pontas dos primeiros dois ou três dedos médios da mão sobre o sulco ao longo do lado 
radial ou polegar do pulso interno do paciente. Estenda ligeiramente ou flexione o punho com a palma 
para baixo até que você observe o pulso mais forte; 
- Comprima levemente o pulso contra o rádio, perdendo o pulso inicialmente, e depois relaxe a pressão 
de modo que o pulso se torne facilmente palpável; 
- Determine a intensidade do pulso. Observe se a pressão do vaso contra a ponta dos dedos é 
latejante, cheia/forte, normal ou esperada, diminuída ou muito pouco palpável ou ausente; 
- Depois de sentir um pulso regular, olhe para um relógio e comece a contar a frequência a partir da 
primeira batida, então conte um, dois e assim por diante; 
- Se o pulso for regular, conte a taxa por 30 segundos e multiplicar o total por 2; 
- Se o pulso for irregular, conte a frequência por 1 minuto. Avalie frequência e padrão de irregularidade.Compare os pulsos radiais bilateralmente; 
- Fale sobre os achados com o paciente e explique o significado; 
- Realizar o registro da temperatura no local pertinente; 
- Higienizar as mãos. 
 
Avalição do Ritmo 
- Regular ou Rítmico: Batimentos uniformes; 
- Irregular ou Arrítmico: Não são uniformes (ex. Dicrótico: sensação de ser dividida em dois.) 
 
Tensão ou Volume 
- Pulso Amplo e cheio: contrações cardíacas fortes; 
- Pulso Filiforme: contrações cardíacas fracas – fino. 
 
Valores de Referência 
- 60 a 100 batimentos/minuto, forte e regular; 
- Lactante: 120 a 160bpm; 
- Criança em idade escolar: 75 a 100bpm; 
- Adolescente: 60 a 90bpm; 
- Adulto: 60 a 100bpm. 
 
Terminologias Básicas 
- Bradicardia: quando a FC estiver inferior a 60bpm; 
- Taquicardia: quando a FC estiver superior a 100bpm; 
- Taquisfigmia: aumento da frequência do pulso; 
- Bradisfigmia: diminuição da frequência do pulso. 
 
Respiração 
 
A sobrevivência humana depende da capacidade do oxigênio (O2) alcançar as células do corpo e do 
dióxido de carbono (CO2) ser removido das células. A respiração é o mecanismo que o organismo utiliza 
para a troca de gases entre a atmosfera e o sangue, e entre o sangue e as células. 
A respiração envolve a ventilação (o movimento de gases para dentro e para fora dos pulmões), a 
difusão (o movimento de oxigênio e dióxido de carbono entre os alvéolos e os eritrócitos) e a perfusão (a 
distribuição de eritrócitos para e a partir dos capilares pulmonares). 
Analisar a eficiência respiratória requer a integração de dados de avaliação de todos os três processos. 
A avaliação da ventilação determina a frequência respiratória, a profundidade, o ritmo e o valor final da 
expiração de dióxido de carbono. 
A respiração é um processo passivo, o trabalho muscular está envolvido no movimento dos pulmões 
e da parede torácica. A inspiração é um processo ativo. 
 
Técnica de Verificação 
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31 
 
- Higienizar as mãos; 
- Explicar ao paciente o que vai ser feito; 
- Feche a cortina em torno da cama e/ou feche a porta; 
- Certifique-se de que o paciente está em posição confortável, de preferência sentado ou deitado com 
a cabeça da cama elevada de 45 a 60°. Certifique-se de que o peito do paciente esteja visível. Se 
necessário, movimente a roupa de cama ou a roupa do paciente; 
- Coloque o braço do paciente em posição relaxada sobre o abdômen ou parte inferior do tórax ou 
coloque a mão diretamente sobre a parte superior do abdômen do paciente; 
- Observe o ciclo respiratório completo (uma inspiração e uma expiração); 
- Depois de observar um ciclo, olhe para segunda mão do relógio e comece a contar a frequência, 
quando a mão de contagem tocar o número no visor, comece a estrutura de tempo, contando um com o 
primeiro ciclo respiratório completo; 
- Se o ritmo for regular, conte o número de respirações em 30 segundos e multiplique por 2. Se o ritmo 
for irregular, menos que 12 ou maior que 20, conte durante 1 minuto inteiro; 
- Observe a profundidade de respirações subjetivamente com dados coletados pela observação do 
grau de movimento da parede torácica durante a contagem de frequência. Também pode ser avaliada a 
profundidade objetivamente pela palpação da excursão da parede torácica ou auscultando a parte 
posterior do tórax após a frequência ter sido contada. Descreva a profundidade como superficial, normal 
ou profunda; 
- Observe o ritmo do ciclo ventilatório. A respiração normal é regular e ininterrupta. Não confundir o 
suspiro com ritmo anormal; 
- Observe qualquer aumento do esforço para inspirar e expirar. Peça ao paciente para descrever a 
experiência subjetiva da respiração em comparação com o padrão de respiração normal. 
- Fale sobre os achados com o paciente e explique o significado. 
- Realizar o registro da temperatura no local pertinente; 
- Higienizar as mãos. 
 
Observações: não permitir que o paciente fale e não contar a respiração logo após esforços do 
paciente. 
 
Valores de Referência 
- 12 a 20 respirações/minuto, profundas e regulares; 
- Recém-nascido: 30 a 60 irpm; 
- Lactante: 30 a 50 irpm; 
- Criança: 20 a 30 irpm; 
- Adolescente: 16 a 20 irpm; 
- Adulto: 12 a 20 irpm. 
 
Terminologia Básica 
- Eupneia: frequência respiratória dentro da normalidade; 
- Taquipneia ou polipneia: frequência respiratória acima da normalidade; 
- Bradipneia: frequência respiratória abaixo da normalidade; 
- Apneia: parada da respiração. Pode ser instantânea ou transitória, prolongada, intermitente ou 
definitiva, podendo levar à uma parada respiratória; 
- Ortopneia: respiração facilitada em posição vertical; 
- Respiração ruidosa, estertorosa: respiração com ruídos semelhantes a "cachoeira"; 
- Respiração laboriosa: respiração difícil, envolve músculos acessórios; 
- Respiração sibilante: com sons que se assemelham a assovios; 
- Respiração de Cheyne-Stokes: respiração em ciclos, que aumenta e diminui, com período de apneia; 
- Respiração de Kussmaul: inspiração profunda, seguida de apneia e expiração suspirante. 
Característica de acidose metabólica (diabética) e coma; 
- Dispneia: dor ou dificuldade ao respirar (falta de ar). 
 
Pressão Arterial 
 
A pressão arterial (PA) é a força exercida sobre as paredes de uma artéria pelo sangue pulsando sob 
pressão a partir do coração. 
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32 
 
O sangue flui através do sistema circulatório por causa das alterações de pressão. Ele movimenta-se 
a partir de uma área de alta pressão para uma de baixa pressão. 
A contração do coração força o sangue sob alta pressão para a aorta. O pico de pressão máxima 
quando a ejeção ocorre é a pressão sistólica. Quando os ventrículos relaxam, o sangue restante nas 
artérias exerce uma pressão mínima ou pressão diastólica. A pressão diastólica é a pressão mínima 
exercida contra as paredes arteriais em todos os movimentos. 
A unidade-padrão para medir a PA é milímetros de mercúrio (mmHg). A medição indica a altura que a 
PA sobe em uma coluna de mercúrio. Registre a PA com a leitura sistólica antes da leitura diastólica 
(exemplo: 120/80). A diferença entre a pressão sistólica e diastólica é a pressão de pulso (exemplo: PA 
120/80 a pressão de pulso é 40). 
 
Técnica para Verificação 
- Higienizar as mãos, 
- Higienizar as olivas auriculares e o diafragma do estetoscópio com algodão embebido em álcool; 
- Posicione o paciente; 
- Braço: posicione o paciente sentado ou deitado, posicione o seu antebraço na altura do coração. Vire 
a palma para cima. Se sentado instrua o paciente para manter os pés no chão, sem cruzar as pernas; 
- Coxa: posicione o paciente deitado com a coxa reta. Deixar o joelho levemente flexionado; 
- Exponha a extremidade (braço ou perna) totalmente removendo roupas apertadas. O manguito pode 
ser colocado sobre a manga da camisa contanto que o estetoscópio descanse sobre a pele do espaço 
ante cubital; 
- Palpe a artéria braquial (braço) ou artéria poplítea (perna). Com o manguito totalmente esvaziado, 
coloque a bexiga do manguito acima da artéria centralizando as setas marcadas no manguito sobre a 
artéria. Se não houver setas centrais no manguito, estime o centro da bexiga e coloque-os sobre a artéria. 
Posicione o manguito 2,5cm acima do local da pulsação. Enrole o manguito uniforme e confortavelmente 
em torno de extremidade; 
- Posicione o manômetro na vertical ao nível dos olhos e não mais que a 1m de distância; 
- Meça a P.A.; 
- Coloque as olivas auriculares do estetoscópio nos ouvidos e tenha certeza de que os sons são claros, 
não abafados; 
- Localize novamente a artéria braquial ou poplítea e coloque a campânula ou peça torácica do 
diafragma do estetoscópio sobre ela. Não permita que a peça torácica toque o manguito ou as roupas; 
- Feche a válvula de bulbo de pressão no sentido horário até ficar firme; 
- Infle rapidamente o manguito a 30mmHg além da pressão sistólica normal do paciente;- Solte lentamente a válvula do bulbo de pressão e permita que a agulha do manômetro caia a uma 
velocidade de 2 a 3mmHg/s; 
- Observe o ponto no manômetro quando você ouvir o primeiro som claro. O som aumenta lentamente 
em intensidade; 
- Continue a desinflar o manguito, observando o ponto no qual aparecem sons abafados ou 
amortecidos; 
- Enquanto se esvazia gradualmente o manguito, observe o ponto em que o som desaparece em 
adultos. Ouça por 10 a 20mmHg após o último som e permita que o ar restante escape rapidamente; 
- Remova o manguito de extremidade a menos que você precise repetir a medição. Se esta for a 
primeira avaliação do paciente, repita a avaliação de PA na outra extremidade; 
- Ajude o paciente a retornar à posição confortável e cubra a parte superior do braço se vestido 
anteriormente; 
- Fale sobre os achados com o paciente e explique o significado. 
- Realizar o registro da temperatura no local pertinente; 
- Higienizar as olivas auriculares e o diafragma do estetoscópio com algodão embebido em álcool; 
- Higienizar as mãos. 
 
Valores Normais 
- Sistólica: < 120mmHg; 
- Diastólica: < 80mmHg; 
- Pressão de pulso: 30 a 50mmHg; 
- Recém-nascido (3000g): 40mmHg; 
- 1 mês: 85/54mmHg; 
- 1 ano: 95/65mmHg; 
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33 
 
- 6 anos: 105/65mm Hg; 
- 10 a 13 anos: 110/65mmHg; 
- 14 a 17 anos: 119/75mmHg; 
- A partir de 18 anos: < 120/<80mmHg. 
 
Terminologia Básica 
- Pré-Hipertensão: 120 a 139/80 a 89mmHg; 
- Hipertensão Estágio 1: > 140/> 90mmHg; 
- Hipertensão Estágio 2: > 160/> 90mmHg. 
 
Questões 
 
01. (Correios - Auxiliar de Enfermagem - IADES/2017) Ao aferir os sinais vitais de uma senhora de 
70 anos de idade, o técnico em enfermagem constatou que a senhora apresentava-se normotensa. 
Assinale a alternativa que confirma essa conclusão. 
(A) PA 90 mmHg x 60 mmHg. 
(B) PA 155 mmHg x 110 mmHg. 
(C) PA 70 mmHg x 40 mmHg. 
(D) PA 230 mmHg x 150 mmHg. 
(E) PA 120 mmHg x 80 mmHg. 
 
02. (CISSUL/MG - Condutor Socorrista - IBGP/2017) Para poder determinar em nível de primeiro 
socorro, como leigo, o funcionamento satisfatório dos controles centrais dos mecanismos da vida, é 
necessário compreender os sinais indicadores chamados de sinais vitais. (Manual Primeiros Socorros – 
Fiocruz 2003) São sinais vitais que devem ser compreendidos e conhecidos para verificação do estado 
geral da pessoa, EXCETO: 
(A) Temperatura. 
(B) Cor. 
(C) Pulso. 
(D) Respiração. 
 
03. (Prefeitura de Anápolis/GO - Técnico em Enfermagem - FUNCAB) A medida dos sinais vitais 
fornece dados para determinar o estado usual da saúde do paciente, sendo importante o técnico de 
enfermagem conhecer os valores aceitáveis para os indivíduos de diferentes faixas etárias. Com relação 
à frequência cardíaca é correto afirmar que em: 
(A) lactente a variação de valores aceitáveis é de: 80 a 110 bpm. 
(B) adultos, a variação de valores aceitáveis é de: 80 a 110 bpm 
(C) criança em idade escolar a variação de valores aceitáveis é de: 75 a 100 bpm. 
(D) adolescentes a variação de valores aceitáveis é de: 120 a 160 bpm. 
(E) pré-escolar a variação de valores aceitáveis é de: 90 a 140 bpm. 
 
Gabarito 
 
01.E / 02.B / 03.C 
 
Comentários 
 
01. Resposta: A 
Valores Normais: Sistólica < 120 mmHg e Diastólica < 80 mmHg são valores normotensos. 
 
02. Resposta: B 
Os sinais vitais (SSVV) refere-se a: temperatura (T), pulso ou batimentos cardíacos (P ou BC), 
respiração (R) e pressão ou tensão arterial (PA ou TA). 
 
03. Resposta: C 
O valor de referência da frequência cardíaca em criança em idade escolar: 75 a 100 bpm. 
 
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34 
 
Medidas Antropométricas - Adulto5 
 
A antropometria estuda as medidas de tamanho e proporções do corpo humano. As medidas 
antropométricas tais como peso, altura, circunferência de cintura e circunferência de quadril são utilizadas 
para o diagnóstico do estado nutricional (desnutrição, excesso de peso e obesidade) e avaliação dos 
riscos para algumas doenças (diabetes mellitus, doenças do coração e hipertensão) em crianças, adultos, 
gestantes e idosos. 
A qualidade dos procedimentos de coleta das medidas antropométricas é fundamental para garantir a 
fidelidade do diagnóstico nutricional de um indivíduo ou de uma população. Deste modo, o antropometrista 
deve realizar cuidadosamente as medidas, pois a qualidade dos dados coletados é de vital importância e 
refletirão de maneira significante nos resultados obtidos nesta pesquisa. Veremos a seguir as principais 
medidas antropométricas. 
 
Peso e Altura 
 
Altura: serão utilizados os seguintes equipamentos - estadiômetro portátil, de parede ou balança 
mecânica antropométrica. 
 
Peso: serão utilizados os seguintes equipamentos - balança portátil, digital ou balança mecânica 
antropométrica. 
 
Procedimento - (Balança Mecânica Antropométrica) 
1. Fazer planejamento; 
2. Lavar as mãos; 
3. Informar ao paciente o que vai ser feito e encaminha-lo até o local da balança; 
4. Forrar o piso da balança com papel toalha; 
5. Tarar a balança; 
6. Abaixar o pino da trave; 
7. Pedir ao paciente para retirar blusas ou roupão e chinelos, subir na balança e ficar no centro da 
mesma; 
8. Destravar a balança e mover o cursor de quilos na escala graduada até o número estimado; 
9. Movimentar o cursor de gramas até o número em que o fiel da balança fique nivelado; 
10. Ler corretamente o peso indicado, colocando-se à frente do paciente; 
11. Abaixar o pino da trave e retornar os cursores ao ponto zero; 
12. Pedir ao paciente para ficar com as costas para o antropômetro, unir os calcanhares e manter-se 
ereto; 
13. Erguer a régua, com o braço voltado para um dos lados do paciente, até acima da cabeça. Girar o 
braço da régua até a frente do paciente e abaixá-lo lentamente, até que o ângulo reto da régua se encoste 
à cabeça; 
14. Ler a escala graduada a altura do paciente; 
15. Virar o braço da régua para um dos lados até voltá-lo a posição anterior; 
16. Auxiliar o paciente a descer da balança. Calçar os chinelos e vestimentas; 
17. Retirar o papel da balança e desprezar; 
18. Anotar no prontuário, e comparar com os dados anteriores. 
 
Circunferência Abdominal 
 
Equipamento: fita antropométrica. 
 
Procedimento 
1. Fazer planejamento; 
2. Levar à unidade do paciente fita métrica em bandeja; 
3. Colocar o biombo ao redor do leito do paciente; 
4. Manter o paciente deitado; 
5. Expor a região abdominal do paciente; 
6. Pegar na ponta da fita métrica e passar por trás do paciente; 
7. Pegar a fita métrica do lado oposto do paciente e unir com o restante da fita na região umbilical; 
 
5 https://www.pns.icict.fiocruz.br/arquivos/Novos/Manual%20de%20Antropometria%20PDF.pdf 
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35 
 
8. Verificar o número que indica na fita; 
9. Manter o paciente confortável e a unidade em ordem; 
10. Realizar a limpeza da fita métrica com álcool 70% e guardá-la; 
11. Anotar no prontuário do paciente. 
 
Questões 
 
01. (TRE/PR – Técnico Judiciário – Enfermagem – FCC) Na mensuração de altura e peso de um 
adulto na balança mecânica, um dos procedimentos recomendado é 
(A) elaborar um cronograma de pesagem com horários diferenciados para cada dia. 
(B) pesar e medir a altura, se possível, antes das eliminações urinária e intestinal. 
(C) testar e tarar a balança, evitando travá-la antes de solicitar ao cliente para subir na balança. 
(D) pedir ao cliente para retirar o calçado e o roupão ou excesso de roupas, antes de iniciar a 
mensuração de peso. 
(E) posicionar o cliente ereto e de frente para o antropômetro para proceder a mensuração da altura. 
 
Gabarito 
 
01.D 
 
Comentários 
 
01. Resposta: D 
Pedir ao paciente para retirar blusas ou roupão e chinelos, subir na balança e ficar no centro da mesma. 
 
 
 
ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS 
 
O medicamento é uma substância empregadano diagnóstico, tratamento, cura, alívio ou prevenção 
das alterações da saúde. 
O enfermeiro deve avaliar o efeito que os medicamentos têm na restauração ou manutenção da saúde, 
e fornecer a educação contínua para o cliente, família ou pessoal de cuidado de saúde domiciliar sobre a 
finalidade e os efeitos colaterais dos medicamentos. 
A administração de medicamentos6,7,8 é um processo que envolve uma sequência de ações a serem 
desenvolvidas pelo profissional de enfermagem, a fim de obter os melhores resultados junto ao paciente, 
sem desperdício de recursos. Durante a fase de preparo o profissional de enfermagem deve ter muita 
atenção para evitar erros, assegurando ao máximo que o paciente receba a medicação corretamente. 
 
Formas de Apresentação do Medicamento 
 
Cápsula: forma de dosagem sólida para uso oral; medicamento na forma de pó, líquido ou óleo, e 
envolto por concha gelatinosa; a cápsula é colorida, a fim de auxiliar na identificação do produto. 
Comprimido: forma de dosagem em pó comprimido em discos ou cilindros endurecidos; além do 
medicamento primário, contém ligantes (adesivos, para possibilitar que o pó permaneça junto), 
desintegrantes (para promover a dissolução do comprimido), lubrificantes (para facilitar a fabricação) e 
expansores (para o tamanho conveniente do comprimido). 
Comprimido com proteção entérica: comprimido para uso oral revestido com materiais que não se 
dissolvem no estômago; os revestimentos dissolvem-se no intestino, onde o medicamento é absorvido. 
Disco intraocular: pequeno disco oval flexível que contém duas camadas externas macias e uma 
camada média que contém o medicamento; quando umedecido pelo líquido ocular, libera o medicamento 
por até uma semana. 
 
6 EBISUI, C.T.N. Procedimentos de Enfermagem. Reedição revisada e ampliada. São Paulo: Copidart, 2002. 
7 https://www.slideshare.net/Andreadcss/9-certos-na-administrao-de-medicamentos 
8 http://ba.corens.portalcofen.gov.br/parecer-coren-ba-0212013_8112.html 
Administração de medicamentos 
 
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Drágea: forma de dosagem sólida para uso oral; formato semelhante à cápsula e revestido, para 
facilitar a deglutição. 
Elixir: líquido claro que contém água e/ou álcool; destinado a uso oral; geralmente possui adoçante 
adicionado. 
Extrato: forma de medicamento concentrada, feita pela separação da porção ativa do medicamento 
de seus outros componentes (por exemplo, o extrato líquido é o medicamento feito em solução de fonte 
vegetal). 
Glicerite: solução de medicamento, combinado à glicerina para uso externo, que contém pelo menos 
50% de glicerina. 
Linimento: preparação que comumente contém álcool, óleo ou emoliente saponáceo, aplicada à pele. 
Loção: medicamento em suspensão líquida aplicado externamente, para proteger a pele. 
Pasta: preparação semissólida, mais espessa e mais rígida que a pomada; é absorvida através da 
pele com maior lentidão que a pomada. 
Pastilha: forma de dosagem arredondada e achatada que contém medicamento, flavorizante, açúcar 
e mucilagem; dissolve-se na boca, para liberar o medicamento. 
Pílula: forma de dosagem sólida que contém um ou mais medicamentos, modelada em forma de 
glóbulo, ovoides ou alongada; as pílulas verdadeiras raramente são utilizadas, porque foram substituídas 
pelos comprimidos. 
Placa ou disco transdérmico: medicamento contido dentro de placa ou disco com membrana 
semipermeável, a qual permite que os medicamentos sejam absorvidos através da pele de forma lenta 
durante um intervalo de tempo prolongado. 
Pomada (unguento): preparação semissólida, aplicada externamente, que contém, em geral, um ou 
mais medicamentos. 
Solução: preparação líquida que pode ser utilizada por via oral, parenteral ou externa; também pode 
ser instilada em órgão ou cavidade corporal (por exemplo, irrigações vesicais); contém água com um ou 
mais compostos dissolvidos; deve ser estéril para uso parenteral. 
Supositório: forma de dosagem sólida misturada com gelatina e moldada na forma de projétil para a 
inserção em cavidade corporal (reto ou vagina); dissolve-se, quando alcança a temperatura corporal, 
liberando o medicamento para a absorção. 
Suspensão: partículas de medicamento finamente divididas dispersas em meio líquido; quando a 
suspensão permanece parada, as partículas depositam-se no fundo do frasco; comumente, um 
medicamento oral e não é administrada por via intravenosa. 
Tintura: solução de medicamento em álcool ou água-álcool. 
Xarope: medicamento dissolvido em solução concentrada de açúcar; pode conter flavorizantes, para 
tornar o sabor do medicamento mais agradável. 
 
Tipos de Ação de Medicamento 
 
Os medicamentos variam consideravelmente no modo pelo qual atuam em seus tipos de ação. Os 
fatores diferentes das características do medicamento também influenciam as ações dele. 
Um cliente pode não responder da mesma maneira a cada dose sucessiva de um medicamento. Da 
mesma forma, idêntica dosagem do medicamento pode provocar respostas muito diferentes em clientes 
diversos. 
Depois que um enfermeiro administra um medicamento, ele sofre absorção, distribuição, metabolismo 
e excreção. Exceto quando administrados por via intravenosa, os medicamentos levam tempo para 
penetrar na corrente sanguínea. A quantidade e a distribuição de um medicamento em diferentes 
compartimentos corporais alteram-se constantemente. 
Quando é prescrito um medicamento, o objetivo consiste em obter um nível sanguíneo constante 
dentro de uma faixa terapêutica segura. As doses repetidas são necessárias para alcançar uma 
concentração terapêutica constante de um medicamento, porque uma parcela do medicamento sempre 
está sendo excretada. 
A concentração sérica máxima (a concentração de pico) do medicamento geralmente ocorre 
exatamente antes que o final do medicamento seja absorvido. Depois de atingir o máximo, a concentração 
sérica do medicamento cai progressivamente. Com as infusões intravenosas, a concentração máxima 
ocorre rapidamente, mas o nível sérico também começa a cair imediatamente. 
Todos os medicamentos possuem meia-vida sérica, o tempo que demoram para que os processos de 
excreção diminuam a concentração sérica do medicamento pela metade. Para manter um platô 
terapêutico, o cliente deve receber doses fixas regulares. Por exemplo, demonstrou-se que os 
medicamentos para a dor são mais efetivos, quando fornecidos durante todo o dia, em vez de serem 
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administrados quando o cliente se queixa de maneira intermitente de dor. Desta maneira, um nível quase 
constante do medicamento analgésico é mantido. Depois de uma dose inicial de medicamento, o cliente 
recebe cada dose sucessiva, quando a dose anterior alcança sua meia-vida. 
O cliente e o enfermeiro devem seguir a programação regular de dosagem bem como aderir às doses 
e intervalos de doses prescritos. Os esquemas de sondagem são estabelecidos pela instituição em que 
o enfermeiro está empregado. Quando informa os clientes a respeito dos esquemas de dosagem, o 
enfermeiro deve utilizar linguagem familiar ao cliente. Por exemplo, ao orientar um cliente sobre um 
medicamento que tem duas doses ao dia, o enfermeiro deve instruí-lo a tomar um medicamento pela 
manhã e novamente à noite. O conhecimento dos intervalos de tempo da ação do medicamento também 
ajuda o enfermeiro a prever o efeito de um medicamento. Com este conhecimento, ele pode instruir o 
cliente sobre quando esperar uma resposta. 
 
Efeitos Medicamentosos 
 
É essencial que o enfermeiro compreenda todos os efeitos que os medicamentos podem ter, quando 
são tomados ou administrados aos clientes: 
Efeitos Terapêuticos: é a resposta fisiológica esperada ou previsível gerada por um medicamento. 
Cada medicamento possui um efeito terapêutico desejado para o qual é prescrito. Por exemplo, a 
nitroglicerina é utilizada para reduzir a carga de trabalho cardíacae aumentar o aporte miocárdico de 
oxigênio. Um único medicamento pode ter muitos efeitos terapêuticos. Por exemplo, a aspirina é 
analgésica, antitérmica e anti-inflamatória, reduzindo a agregação plaquetária (agrupamento). É 
importante que o enfermeiro conheça para qual efeito terapêutico um medicamento é prescrito, o que lhe 
permite informar corretamente o cliente sobre o efeito pretendido do medicamento. 
Efeitos Colaterais: são os efeitos secundários e não-pretendidos que um medicamento causa de 
maneira previsível. Tais efeitos podem ser inócuos ou lesivos. Quando suficientemente graves para negar 
os efeitos benéficos da ação terapêutica de um medicamento, o médico pode interromper o medicamento. 
Com frequência, os clientes, param de tomar medicamentos por causa dos efeitos colaterais. 
Efeitos Adversos: são geralmente considerados respostas graves ao medicamento. Por exemplo, um 
cliente pode ficar comatoso, quando um medicamento é ingerido. Se ocorrem as respostas adversas ao 
medicamento, o médico pode interromper o medicamento. Alguns efeitos adversos são efeitos 
inesperados que não foram descobertos durante a experimentação do medicamento. Quando acontece 
esta situação, os profissionais de saúde são obrigados a reportar o efeito adverso ao FDA. 
Efeitos Tóxicos: podem-se desenvolver depois da ingesta prolongada de um medicamento ou quando 
um medicamento se acumula no sangue por causa do metabolismo ou excreção comprometidos. As 
quantidades excessivas de um medicamento dentro do corpo podem ter efeitos letais, dependendo da 
ação do medicamento. Por exemplo, os níveis tóxicos de morfina podem provocar depressão respiratória 
grave e morte. Os antídotos estão disponíveis para tratar tipos específicos de intoxicação medicamentosa. 
Por exemplo, o Narcan é utilizado para reverter os efeitos da intoxicação por opióides. 
Reações Idiossincrásicas: os medicamentos podem provocar efeitos imprevisíveis, como uma 
reação idiossincrásica, na qual um cliente reage em excesso ou de forma deficiente a um medicamento 
ou apresenta reação diferente do normal. Por exemplo, uma criança que recebe um anti-histamínico pode 
ficar extremamente agitada ou excitada, em vez de sonolenta. É impossível avaliar os clientes para as 
respostas idiossincrásicas. 
Reações Alérgicas: constituem outra resposta imprevisível a um medicamento; elas constituem 5% 
a 10% das reações medicamentosas. Um cliente pode tornar-se imunologicamente sensibilizado à dose 
inicial de um medicamento. Com a administração repetida, o cliente desenvolve uma resposta alérgica ao 
medicamento, a seus conservantes químicos ou a um metabólito. O medicamento, ou substância química, 
atua como um antígeno, deflagrando a liberação de anticorpos. A alergia medicamentosa de um cliente 
pode ser branda ou grave. Os sintomas alérgicos variam, dependendo do indivíduo e do medicamento. 
Entre as diferentes classes de medicamentos, os antibióticos provocam uma alta incidência de reações 
alérgicas. As reações brandas podem ser: 
- Urticárias: erupções cutâneas elevadas, com formato irregular, com tamanhos e formas variados; 
as erupções apresentam margens avermelhadas e centros pálidos. 
- Exantema: vesículas pequenas e elevadas, geralmente avermelhadas; frequentemente, distribuídas 
sobre todo o corpo. 
- Prurido: coceira na pele; acompanha a maioria dos exantemas. 
- Rinite: inflamação das mucosas que revestem o nariz; provoca edema e secreção aquosa clara. 
 
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As reações anafiláticas ou graves caracterizam-se pela constrição súbita dos músculos bronquiolares, 
edema da faringe e laringe, bem como sibilância e falta de ar graves. Os anti-histamínicos, epinefrina e 
broncodilatadores podem ser usados para tratar as reações anafiláticas. 
O cliente também pode tornar-se gravemente hipotenso, necessitando de medidas de reanimação de 
emergência. Um cliente com história conhecida de alergia a medicamento deve evitar a reexposição e 
usar um bracelete ou medalha de identificação, o que alerta os enfermeiros e os médicos para a alergia, 
caso o cliente esteja inconsciente, quando receber o cuidado médico. 
 
Interações Medicamentosas 
 
Quando um medicamento modifica a ação de outro medicamento, ocorre uma interação 
medicamentosa. As interações medicamentosas são comuns em indivíduos que tomam vários 
medicamentos. Um medicamento pode potencializar ou diminuir a ação de outros medicamentos, e alterar 
a maneira pela qual outro medicamento é absorvido, metabolizado ou eliminado do corpo. 
Quando dois medicamentos possuem efeito sinérgico, ou agem de maneira sinérgica, o efeito dos dois 
medicamentos combinados é maior que o dos medicamentos, se fornecidos em separado. Por exemplo, 
o álcool é um depressor do sistema nervoso central que possui um efeito sinérgico com anti-histamínicos, 
antidepressivos, barbitúricos e analgésicos narcóticos. 
Uma interação medicamentosa nem sempre é indesejável. Com frequência, um médico combina 
medicamentos, para criar uma interação que tenha efeito benéfico sobre a condição do cliente. Por 
exemplo, um cliente com hipertensão (pressão arterial alta) que não pode ser controlada com 
medicamento, recebe tipicamente vários medicamentos, como diuréticos e vasodilatadores, que atuam 
em conjunto para controlar a pressão arterial. 
 
Os “9 certos” para uma Administração Medicamentosa Segura 
 
1. Paciente Certo: Certifica-se de que a medicação corresponde com o prontuário do paciente, e ao 
administrar, certifica-se se realmente é o paciente. Ex. “Como é o nome do Sr (a)” Nunca podemos dizer: 
“Seu Fulano olha seu remédio...” Sempre devemos perguntar o nome completo mesmo que conhecemos 
o paciente. Erros podem acontecer. 
2. Medicamento Certo: Certifica-se se o medicamento que foi dispensado da farmácia realmente 
corresponde com a prescrição médica. 
3. Dose Certa: Observar atentamente na prescrição médica a dose correta da medicação, e a forma 
que veio apresentada da farmácia. Ex. Prescrição Médica: Benzetacil 800.000UI IM; E a apresentação da 
medicação da Farmácia é Benzetacil 1.200.000UI IM. 
4. Via Certa: Toda atenção é pouca. Observar e ler atentamente qual a via a ser administrada. Ex.: 
(Via Oral-VO, Sublingual-SL, Intramuscular-IM, Endovenosa/Intravenosa-EV/IV). 
5. Hora Certa: Atentar-se quanto ao horário correto para administração da medicação, evitando 
atrasos e antecipações. 
6. Tempo Certo: Na aplicação da medicação, respeitar o tempo previsto na prescrição, por exemplo, 
se for em 30 minutos, ou em quatro horas, controlar adequadamente o gotejamento ou programar 
corretamente as bombas de infusão contínua ou bombas de seringa, controlando, dessa forma, a infusão 
conforme prescrição. 
7. Validade Certa: Antes de preparar a medicação sempre conferir a data de validade, NUNCA aplicar 
medicação vencida. Estabelecer uma rotina de verificação e controle de validade nos setores, em 
parceria com a farmácia. 
8. Abordagem Certa: Antes de administrar o medicamento deve-se esclarecer ao paciente qualquer 
dúvida existente referente ao mesmo e deve-se levar em consideração o direito de recusa do 
medicamento, pelo cliente. O primeiro passo sempre é dizer ao paciente qual medicação será 
administrada, qual é a via, principal ação do medicamento e como será feita a administração, 
sobretudo, medicações que hajam colaboração e ação do cliente como as sublinguais a explicação deve 
ser dada. 
9. Registro Certo: Após aplicar a medicação registrar no prontuário checando com rubrica e ainda 
anotando queixas, suspensão ou não aceitação de medicação. 
 
 
 
 
 
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Só para lembrar: 
 
https://www.slideshare.net/Andreadcss/9-certos-na-administrao-de-medicamentos 
 
Recomendações Gerais 
- Todo medicamento a ser administrado no cliente deve ser prescrito pelo médico ou odontólogo; 
- A prescrição deve ser escrita, assinadae carimbada. Somente em caso de emergência, a 
Enfermagem pode atender prescrição verbal, que deve ser transcrita pelo médico logo que possível; 
- Toda prescrição de medicamento deve conter: data, nome do cliente, registro, enfermaria, leito, idade, 
nome do medicamento, dosagem, via de administração, frequência, assinatura e carimbo do médico; 
- A prescrição do cliente ou cartão de medicamento deve ser mantido à vista do executante; 
- Lavar as mãos antes de preparar e administrar o medicamento e, logo após o procedimento; 
- Fazer a desinfecção concorrente da bandeja antes do preparo e depois da administração do 
medicamento; 
- Manter o local de preparo de medicação sempre em ordem e limpo, utilizando álcool a 70% para 
desinfetar a bancada; 
- Preparar o medicamento em ambiente com boa iluminação; 
- Concentrar a atenção no trabalho, evitando atividades paralelas, distrações e interrupções, que 
podem aumentar a chance de cometer erros; 
- Ler e conferir o rótulo da medicação três vezes – quando pegar o medicamento, antes de colocar o 
medicamento no recipiente próprio para administração, e ao colocar o recipiente na prateleira ou 
desprezar o invólucro; 
- Nunca administrar medicamento sem rótulo; 
- Fazer desinfecção das ampolas e/ou dos frascos antes de quebrar e/ou aspirar a medicação; 
- Preparar somente quando tiver certeza do medicamento prescrito, dosagem e via de administração; 
- Proteger a seringa ou frasco com medicamento para evitar contaminação, podendo ser usado o 
próprio invólucro se não contaminado; 
- Observar o aspecto e as características da medicação antes de prepará-la; e antes de administrá-la 
(sinais de decomposição, turvação, deterioração, precipitação, etc.); 
- Devolver no final do plantão os medicamentos não utilizados e em hipótese alguma acumular 
“sobras”; 
- Manter a bandeja sempre a vista durante a administração, nunca deixando-a sozinha junto ao 
paciente; 
- Antes de administrar o medicamento, conferir cuidadosamente a identidade do paciente; 
- Permanecer junto ao paciente até que tome o medicamento; 
- A administração do medicamento deve ser feita pelo profissional que o preparou; 
- Não se deve nunca esquecer de registrar o medicamento que o paciente tenha recebido (checar a 
medicação); 
- Anotar qualquer anormalidade após a administração do medicamento (vômito, diarreia, erupções, 
urticária, etc.); 
- Após a administração do medicamento, checar a prescrição imediatamente, evitando administração 
dobrada; 
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- Em caso de recusa do medicamento, o profissional de enfermagem deve relatar imediatamente o fato 
ao(a) enfermeiro(a) e/ou médico e anotá-la no prontuário. Convencionalmente em nosso meio, quando o 
medicamento não foi administrado por algum motivo, o horário correspondente é circundado, “bolado” à 
caneta e a justificativa anotada no prontuário do paciente; 
- Utilizar luvas de procedimentos para medicações via sonda gástrica ou nasogástrica, via retal e 
parenteral; 
- Utilizar técnica asséptica ao manusear material esterilizado; 
- Nunca reencapar agulhas ou concitá-las da seringa para desprezar; 
- As luvas de procedimentos e o algodão devem ser desprezados na lixeira com saco branco leitoso, 
para lixo infectante, dentro da enfermaria do paciente, conforme Programa de Gerenciamento de 
Resíduos da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH); 
- Em caso de dúvida, nunca administrar o medicamento até que ela seja esclarecida. 
 
Vias de Administração de Medicamentos 
 
Vias oral, sublingual, gástrica e retal: administração de medicamento por via digestiva. 
Os medicamentos via oral são fornecidos pela boca e deglutidos com líquidos, apresentam um início 
de ação mais lento e um efeito mais prolongado que os medicamentos parenterais. Em geral, os clientes 
preferem a via oral. 
Via parenteral: administração de um agente terapêutico por outra via que não seja a do trato alimentar 
(aparelho digestório). 
Via vaginal: introdução e absorção de medicamentos no canal vaginal. O medicamento pode ser 
introduzido sob a forma de: supositório, comprimido, óvulo, lavagem, irrigação, creme ou gel. 
Via tópica ou cutânea: aplicação de medicamentos na pele. Sua ação pode ser local ou geral. 
Exemplos: pomada, antisséptico, etc. 
Via nasal: consiste em levar à mucosa nasal um medicamento líquido. 
Via Respiratória: as passagens mais profundas do trato respiratório proporcionam grande área de 
superfície para a absorção do medicamento. Os medicamentos podem ser administrados através das 
vias nasais, via oral ou tubos colocados dentro da boca do cliente até a traqueia. Os medicamentos 
administrados pela via de inalação são prontamente absorvidos e atuam rapidamente por causa da rica 
rede vascular alveolocapilar presente no tecido pulmonar. Os medicamentos inalados podem ter efeitos 
locais ou sistêmicos. 
Via ocular: aplicação de colírio ou pomada na conjuntiva ocular (saco conjuntival inferior). 
Há, também, o fornecimento intraocular de medicamento que envolve a inserção de medicamento 
semelhante a uma lente de contato dentro do olho do cliente. O disco do medicamento ocular possui duas 
camadas mais externas que contêm o medicamento. O disco é inserido dentro do olho do cliente de forma 
muito parecida com uma lente de contato, podendo permanecer no olho dele por até uma semana. A 
pilocarpina, um medicamento usado para tratar o glaucoma, é o disco de medicamento mais comum. 
Via Auricular (otológica): introdução de medicamento no canal auditivo. Colocar o paciente em 
posição que você consiga administrar, manter a cabeça do paciente ereta e pingar a solução puxando o 
pavilhão auditivo para baixo e para frente. 
Instilações na garganta: a garganta pode ser pulverizada ou embrocada pela aplicação de um 
antisséptico ou anestésico. 
Hipodermóclise ou Hidratação Subcutânea: administração de soluções de reidratação parenteral 
na camada subcutânea. 
 
Procedimentos de Administração 
 
Via Oral 
Material: 
- 01 bandeja; 
- 01 copinho; 
- Medicamento prescrito. 
 
Procedimento: 
- Conferir a prescrição médica e medicação a ser administrada; 
- Identificar os copinhos com o nome do paciente, nome da medicação, horário e número do leito; 
- Lavar as mãos; 
- Diluir o medicamento se necessário; 
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- Conferir novamente a medicação e prescrição médica verificando data, paciente, hora, via de 
administração e dose; 
- Levar a bandeja de medicação junto ao leito do paciente; 
- Perguntar o nome do paciente sem sugestionar; 
- Oferecer o medicamento; 
- Observar se o paciente ingeriu a medicação; 
- Lavar as mãos; 
- Checar na prescrição médica; 
 
Cuidados importantes: 
- Agitar o frasco de medicamento líquido antes de entorná-lo pelo lado oposto ao do rótulo, evitando 
assim, que o líquido escorra sobre ele, tornando difícil a leitura; 
- Os frascos multidoses deverão ser diluídos quando abertos; 
- Frascos multidoses que ficam “estocados” no posto, verificar sempre a data de validade e condições 
de armazenamento antes de administrá-lo ao paciente. Se necessário trocar o frasco na farmácia; 
- Segurar o recipiente graduado (copinho) e vidro ao nível dos olhos para despejar o líquido até a altura 
correspondente à dose, facilitando desse modo a colocação precisa do medicamento; 
- Colocar comprimidos, drágeas ou cápsulas no recipiente sem tocá-las diretamente com a mão; 
- Se houver dificuldade na identificação do medicamento, não administrá-lo. Devolva-o à farmácia e 
solicite outro medicamento com identificação legível; 
- Se um paciente recebe vários medicamentos simultaneamente, a prática mais segura é a de usar 
recipientes separados, possibilitando a identificação segura dos medicamentos que efetivamente o 
paciente recebeu. Em casos de aceitação parcial ou perdas acidentais de uma parte deles, será possível 
registrar adequadamenteo ocorrido e/ou repor a medicação perdida; 
- Observar se o paciente não está com indicação de jejum, controle hídrico, além de fatores que 
influenciam a administração, como sonda nasogástrica, condições relativas à deglutição, náuseas, 
vômitos, entre outros; 
- No caso de administração de medicação sublingual, observar a colocação do medicamento sob a 
língua do paciente e orientá-lo para que deixe ali, sem mastigá-lo ou engoli-lo, até ser totalmente 
dissolvido, não se devem oferecer líquidos com a medicação sublingual; 
- No uso de medicação via Sonda Nasoenteral-SNE ou Sonda Nasogástrica-SNG: lavar (10 a 20ml 
de água pela seringa sob pressão) logo após a administração da medicação, a fim de evitar obstrução da 
mesma. 
 
Importante: na ausência do copo graduado ou seringa utilizar as medidas abaixo como referência de 
administração medicamentosa líquida. 
 
Colher de café = 2,5ml 
Colher de chá = 5ml 
Colher de sobremesa = 10ml 
Colher de sopa = 15ml 
 
Via Retal 
As formulações destinadas para uso retal podem ser sólidas ou líquidas. 
Formulações sólidas: denominada supositório – possuem formato e consistência que facilita sua 
aplicação, não devendo ser partido. Dissolve-se em contato com a temperatura corporal e é indicado 
principalmente para a estimulação da peristalse para facilitar a defecação. Quando efetivo, os resultados 
manifestam-se dentro de 15 a 30 minutos, mas podem tardar até uma hora. 
Formulação líquida: pode ser em grande quantidade, denominada lavagem intestinal (de 1000 a 
2000ml) ou em pequena quantidade, chamada de clister (150 a 500ml). Geralmente são usadas na 
lavagem intestinal para a remoção das fezes em caso de “fecaloma” (fezes endurecidas), preparo para 
procedimentos cirúrgicos ou exames (ex.: colonoscopia); 
 
Material: 
- 01 Frasco de Clister ou Fleet Enema (conforme prescrição médica); 
- Papel higiênico; 
- 01 comadre; 
- 01 par de luvas de procedimento; 
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- 01 sonda retal. 
 
Procedimento: 
- Explicar ao paciente o procedimento; 
- Preparar o material; 
- Mornar quando for solução glicerinada ou soro fisiológico; 
- Lavar as mãos, calçar luvas de procedimentos; 
- Colocar biombo, para não expor o paciente; 
- Colocar o paciente em posição de Sims, (decúbito lateral esquerdo e perna direita fletida); 
- Afastar a prega interglútea e instilar o líquido; 
- Introduzir a sonda retal lubrificada (ex.: xilocaína gel ou óleo mineral) no ânus do paciente; 
- Colocar o paciente na comadre, deixando o papel higiênico à mão, nos casos de pacientes 
dependentes ou encaminhá-lo ao banheiro; 
- Fazer a higiene íntima; 
- Retirar o material usado; 
- Limpar e organizar o material; 
- Retirar as luvas de procedimentos; 
- Lavar as mãos; 
- Fazer anotação de enfermagem no prontuário; 
Observação: No caso de irrigação gota a gota acrescentar um equipo ao material, procedendo a 
mesma forma de instalação, deixando o sistema instalado até o final da solução. 
 
Via Parenteral 
Preparo da Medicação: 
- Observar o prazo de validade, o aspecto da solução, bem como a integridade do frasco; 
- Certificar que todo o medicamento está contido no corpo da ampola, pois o estreitamento do gargalo 
faz com que uma parte do medicamento muitas vezes, fique na sua parte superior; 
- O mesmo cuidado deve ser observado com o pó liofilizado no frasco da ampola; 
- Lavar as mãos com água e sabão; 
- Observar a integridade dos invólucros que protegem a seringa e a agulha; 
- Monte a seringa com a agulha respeitando a técnica asséptica; 
- Desinfetar toda a ampola com algodão embebido em álcool a 70% destacando o gargalo, no caso do 
frasco ampola, levantar a tampa metálica e desinfetar a borracha; 
- Proteger o gargalo da ampola com algodão na hora de quebrá-lo; 
- Aspirar ao diluente (no caso de frasco ampola) introduzi-lo dentro do frasco e deixe que a força da 
pressão interna do frasco, desloque o ar para o interior da seringa; 
- Homogeneizar o diluente com o pó liofilizado sem sacudir; 
- Introduzir o ar da seringa para o interior do frasco. Este procedimento visa aumentar a pressão dentro 
do frasco, facilitando a retirada do medicamento, visto que os líquidos movem-se de uma área de maior 
pressão para a de menor pressão; 
- Manter o frasco invertido para baixo, enquanto aspira ao medicamento; 
- Proteger a agulha com o protetor e o êmbolo da seringa com o próprio invólucro; 
- Identificar o material com fita adesiva com o nome do paciente, número do leito, medicamento, 
horário, dose e via de administração; 
 
Via Intradérmica 
É a introdução do medicamento na derme. É raramente usada para tratamento, porém incide na 
disseminação de vacinas. Volumes máximos administrados – 0,5 ml. 
Locais de aplicação: Face interna ou ventral do antebraço; Região escapular (parte superior das 
costas); Parte inferior do deltoide direito (exclusivamente para a vacina BCG). 
 
Material: 
- 01 bandeja; 
- 01 seringa de 3ml ou 5ml; 
- 01 agulha para injeção 03X07; 
- 01 bola de algodão; 
- 05ml de álcool; 
- Luvas de procedimentos; 
- Medicamento prescrito. 
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Procedimento: 
- Lavar as mãos; 
- Preparar a medicação fazendo a desinfecção da ampola e após a aspiração do medicamento, trocar 
a agulha; 
- Orientar o paciente quanto ao procedimento; 
- Calçar luvas de procedimentos; 
- Posicionar a agulha em ângulo de 15º em relação à superfície da pele; 
- Introduzir a agulha com o bisel para cima para formar uma pápula; 
- Checar na prescrição médica; 
 
Observação: não fazer a antissepsia da região, o que causaria o desenvolvimento de reações falso-
positivas em testes de hipersensibilidade e a redução da atividade das vacinas administradas. 
 
Via Subcutânea 
É a introdução do medicamento na região subcutânea. Utilizada para drogas que não necessitem de 
absorção imediata e sim quando se deseja uma absorção continua. Podem ocorrer lesões inflamatórias 
locais, sendo de grande importância o rodízio da aplicação como um método profilático. Volume máximo 
administrável – 2 ml. 
 
Locais de aplicação: Parte superior externa dos braços; Face lateral externa e frontal das coxas; 
Regiões glúteas, direita e esquerda; Região abdominal – hipocôndrios direito e esquerdo, exceto a região 
periumbilical; Regiões supraescapular e infraescapular; Faces externas, anterior e posterior dos braços; 
Região intermediária lateral das costas (próxima ao quadril direito e esquerdo). 
 
Material: 
- 01 bandeja; 
- 01 seringa de 1ml; 
- 01 agulha 13X25; 
- Luvas de procedimentos; 
- 02 Bolas de algodão; 
- 05ml do álcool a 70%; 
- Medicamento prescrito. 
 
Procedimento: 
- Lavar as mãos; 
- Preparar a medicação fazendo a desinfecção da ampola e, após a aspiração do medicamento, trocar 
a agulha; 
- Orientar o paciente quanto ao procedimento; 
- Calçar luvas de procedimentos; 
- Fazer antissepsia da pele de cima para baixo; 
- Posicionar a agulha em ângulo de 90º em relação à superfície da pele; 
- Introduzir a agulha com bisel para baixo; 
- Não friccionar o local após a aplicação; 
- Retirar luvas e lavar mãos; 
- Checar na prescrição medica. 
 
Via Intramuscular 
É aplicada no tecido muscular através da pele, tendo a desvantagem de ser dolorosa pela introdução 
da agulha e absorção do medicamento. Sua ação sistêmica é relativamente rápida. O desconforto da 
aplicação desse medicamento pode ser minimizado com os seguintes cuidados: 
- Manter a técnica asséptica durante todo o procedimento; 
- Ao escolher o local de aplicação, observe a condição do músculo; 
- Assegure a privacidade do paciente, sem expô-lo desnecessariamente; 
- Não hesitar em aplicar a injeção; 
- Injetar lentamente as soluções; 
- Fazer uma pressão no local administrado com a extremidade dos dedos, para auxiliar na absorção 
da droga; 
- Checar na prescrição médica. 
 
1684667 E-book gerado especialmente para PAULO ANDREDE JESUS NOGUEIRA
 
44 
 
Volume máximo administrável – 5 ml. 
Algumas bibliografias informam volume máximo de 4ml outras 5ml. 
 
Locais para aplicação: Regiões deltoideanas; Região dorsoglútea; Região ventroglútea; Região 
anterolateral da coxa (músculo vastolateral). 
Quando há́ necessidade de administrar de 3 a 4 mL de medicamento, a região dorsoglútea é a mais 
adequada, porém, em razão da presença do nervo isquiático, fundamental para a motricidade dos 
membros inferiores, a região de inserção da agulha deve ser bem delimitada. É recomendado dividir a 
região dorsoglútea em quatro quadrantes, delimitando o quadrante superior externo com um triângulo ou 
subdividindo-a em quadrantes para possibilitar um adequado distanciamento do nervo isquiático. 
 
Recomendações importantes: 
- Não administrar medicamentos por via intramuscular na região dorsoglútea em crianças de 0 a 2 
anos, adultos excessivamente magros ou com mais de 60 anos; 
- Priorizar a região vastolateral da coxa em crianças menores de 1 ano; 
- Não administrar diclofenaco de sódio e penicilina benzatina na região deltoide, em qualquer idade. 
Nessas medicações só usar agulhas 30x8; 
- Rodiziar o local de aplicação. 
 
Material: 
- 01 bandeja; 
- 01 seringa de 3ml ou 5ml; 
- 01 agulha 30X06, 30X07 ou 30X08; 
- 02 bolas de algodão; 
- 05ml do álcool a 70%; 
- Luvas de procedimentos; 
- Medicamento prescrito. 
 
Procedimento: 
- Lavar as mãos; 
- Escolher a seringa de acordo com o volume a ser injetado; 
- Preparar a medicação fazendo a desinfecção da ampola e, após a aspiração do medicamento, trocar 
a agulha; 
- Orientar o paciente quanto ao procedimento; 
- Calçar luvas de procedimentos; 
- Fazer antissepsia da pele de cima para baixo; 
- Posicionar a agulha em ângulo de 90º em relação à superfície da pele; 
- Introduzir a agulha com bisel para baixo; 
- Aspirar antes de injetar o medicamento, verificando se algum vaso foi atingido; 
- Injetar lentamente o líquido; 
- Fazer uma leve compressão no local após a administração; 
- Retirar luvas e lavar as mãos; 
- Checar na prescrição médica; 
 
Via Endovenosa 
A via endovenosa é usada quando se deseja uma ação rápida do medicamento ou porque outras vias 
não são propícias. Sua administração deve ser feita com muito cuidado, considerando-se que a 
medicação entra direto na corrente sanguínea, podendo ocasionar sérias complicações ao paciente, caso 
as recomendações preconizadas não sejam observadas. As soluções administradas por essa via 
devem ser cristalinas, não oleosas e sem flocos em suspensão. 
Alguns acidentes podem acorrer na administração de medicamentos endovenosos: 
- Esclerose da veia: aplicação sucessiva no mesmo local; 
- Abscessos: administração de medicamentos fora da veia, antissepsia inadequada no local da 
punção e material contaminado; 
- Hematoma: extravasamento de sangue da veia no espaço intersticial por transfixação da veia; 
- Flebite: longa permanência de dispositivos endovenosos ou drogas irritantes; 
- Êmbolos: deslocamento de resíduos de medicamentos mal diluídos ou coágulos de sangue podem 
agir como êmbolos; 
1684667 E-book gerado especialmente para PAULO ANDRE DE JESUS NOGUEIRA
 
45 
 
- Infiltração: passagem do líquido para o tecido subcutâneo. Ocorre por deslocamento da agulha ou 
pela sua penetração na parede do vaso. 
- Choque: quando se aplica determinado medicamento, pode ocorrer o estado de choque, 
vasodilatação geral, palidez, vertigem, agitação, cianose, ansiedade, tremores. Pode se tratar do choque 
pirogênico que ocorre quando existe pirogênio no medicamento, ou seja, substância produzida por 
bactéria, produzindo reações como febre e alergias; choque anafilático devido à hipersensibilidade do 
paciente ao medicamento. 
 
Locais de aplicação: 
- Região cefálica (crianças); 
- Região temporossuperficial e regiões epicranianas; 
-Região dos membros superiores: braço (cefálica e basílica), antebraço (intermediária cefálica, 
intermediária basílica, mediana e radial); 
- Ulnar; 
- Mão: rede do dorso da mão;. 
- Região dos membros inferiores: perna (face posterior do joelho), safena magna e tibial anterior; pé 
(rede do dorso do pé). Nesta região somente em casos extremos. 
 
Observação: observar orientações adicionais na Rotina de Prevenção de Infecção de Corrente 
Sanguínea da CCIH. 
 
Material: 
- Mesmo da injeção intramuscular; 
- Acrescentando em caso de grande volume de medicação: 
- 01 bandeja; 
- 01 Equipo; 
- 01 cateter intravenoso (abocath ou jelco); 
- 01 pacote de gaze; 
- 30 cm de esparadrapo ou micropore; 
- Medicamento; 
- Luvas de Procedimentos. 
 
Procedimento: 
- Lavar as mãos; 
- Preparar a medicação fazendo a desinfecção da ampola e, após a aspiração do medicamento, trocar 
a agulha; 
- Posicionar o paciente deitado ou sentado; 
- Orientar o paciente quanto ao procedimento; 
- Calçar luvas de procedimentos; 
- Inspecionar as condições da veia e selecionar a mais apropriada; 
- Garrotear o braço aproximadamente 10 cm acima da veia escolhida. Para facilitar a visualização da 
veia na mão e braço, convém o paciente cerrar o punho durante a inspeção e a punção venosa; 
- Fazer antissepsia da pele de cima para baixo; 
- Fixar a veia e fazer a punção; 
- Inserir o cateter ou agulha em um ângulo de 15º a 30º graus mantendo a pele esticada com o bisel 
voltado para cima, facilitando a introdução; 
- Retirar o garrote; 
- Administrar lentamente o medicamento, evitando assim reações adversas, já que muitos 
medicamentos podem produzir efeitos indesejáveis de imediato. Nesses casos, interrompa a aplicação e 
comunique o fato o(a) enfermeiro(a) ou médico; 
- Retirar o cateter ou agulha e comprimir o local; 
- Retirar luvas e lavar as mãos; 
- Checar na prescrição médica. 
 
Recomendações importantes: 
- Seguir Rotina de Controle de Infecção para acesso vascular para a manutenção da punção; 
- Evitar punção venosa de membros inferiores em pacientes adultos; 
- O local escolhido deve ser seguro, de fácil acesso, confortável ao paciente; 
- O seguimento escolhido deve ser mais longo que a agulha; 
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46 
 
- Evitar “tapinha” sobre o local a ser puncionado, pois permitem o rompimento da veia no momento da 
punção; 
- Não puncionar membros com fístula arteriovenosa para hemodiálise, paresia, paralisia ou membro 
do mesmo lado em que foi feita uma mastectomia. 
 
Venóclise 
Administração endovenosa de regular quantidade de líquido através de gotejamento controlado, para 
ser infundido num período de tempo pré-determinado. É indicada principalmente para repor perdas de 
líquidos do organismo e administrar medicamentos. As soluções mais utilizadas são a glicosada 5%, 
fisiológica 0,9% e ringer simples. 
 
Recomendações importantes: 
- Atentar para a identificação, registrando no rótulo: o nome do paciente, a solução a ser injetada, os 
medicamentos e seus complementos do soro, caso houver, tempo em que a solução deverá ser infundida, 
número de gotas por minuto, início e término, data e assinatura; 
- Estabelecer a punção venosa em local longe de articulações e de fácil acesso, para facilitar 
manutenção da via e oferecer conforto ao paciente; 
- Não puncionar veias esclerosadas (são veias com paredes espessas e endurecidas), devido a 
deficiência circulatória; 
- Realizar a punção com técnica asséptica, mantendo todo o conjunto de punção limpo, inclusive sua 
fixação, prevenindo infecção; 
- Manter as conexões do sistema bem adaptadas evitando extravasamento de solução, contaminação, 
refluxo sanguíneo e entrada de ar; 
- Manter a observação constante no local, a fim de detectar precocemente a infiltração nos tecidos 
adjacentes; 
- Retirar o dispositivo da punção e providenciar outra via de acesso venoso, na presença de sinais de 
flebite (edema e hiperemia local). Comunicar o caso o(a) enfermeiro(a); 
- Garantir a infusão do volume e dosagem dentro do tempo estabelecido.Para isto, deve-se controlar 
constantemente o gotejamento, que não deve ser alterado em casos de atraso, para evitar a sobrecarga 
cardíaca; 
- Orientar aos pacientes que deambulam manterem o frasco elevado para promover gotejamento 
contínuo, evitando refluxo, coagulação sanguínea e obstrução do cateter; 
- Orientar o paciente não abrir ou fechar o gotejamento; 
- Registrar no local da punção data, hora e assinatura do profissional responsável; 
- Administração de medicações de horário pela “borrachinha” do equipo: fazer desinfecção do local 
antes da introdução da agulha; 
- Não injetar medicamentos perfurando o frasco de soro ou deixar agulhar tipo “suspiro” para evitar 
contaminação do sistema; 
- Evitar excesso de polifix ou tree-wall. 
 
Outras Vias Parenterais 
- Epidural; 
- Intratecal; 
- Intraóssea; 
- Intraperitoneal; 
- Intrapleural; 
- Intra-arterial. 
 
Cálculos para Gotejamento 
Ex.: SG 5%, 500ml em 8horas. 
 
 
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47 
 
Papel do Enfermeiro na Prescrição de Medicamentos na Atenção Primária à Saúde9 
 
● Prescrever apenas medicamentos que estejam previamente definidos por protocolos; 
● Avaliar, na consulta de enfermagem, se o paciente entendeu a receita prescrita pelo médico ou pelo 
enfermeiro, esclarecendo possíveis dúvidas; 
● Reforçar com o paciente, em uma linguagem simples, como tomar, quanto tomar e horários mais 
adequados, armazenamento, manuseio e descarte das medicações; 
● Sempre que perceber alguma dificuldade por parte do paciente, discutir o caso com os demais 
membros da equipe para a adequação do tratamento; 
● Utilizar as oportunidades de contato com o paciente para o trabalho de educação em saúde; 
● Fomentar grupos de discussão e troca de experiência entre usuários de medicamentos contínuos. 
 
Questões 
 
01. (IF/PA – Técnico em Enfermagem – FUNRIO) O técnico de enfermagem precisa conhecer as 
vias de administração de medicamentos para realizar uma técnica segura para evitar a ocorrência de 
danos ao paciente. Assinale a opção correta no que se refere a administração de medicamentos. 
(A) O volume máximo admitido na via intradérmica é de 0,5ml. 
(B) Para administração de drogas por via intramuscular deve-se utilizar a agulha de calibre 13x4,5. 
(C) A região vastolateral não é recomendada em adultos por possuir nervos importantes e muitos vasos 
sanguíneos. 
(D) A região dorsoglútea é escolha para administração de substâncias na via IM em bebês. 
(E) Apesar da via subcutânea admitir pequenos volumes, é a via de escolha quando se necessita da 
absorção rápida de medicamentos. 
 
02. (UFRJ/RJ – Enfermeiro – UFRJ) O protocolo de segurança na prescrição, no uso e na 
administração de medicamentos do Programa Nacional de Segurança do Paciente propõe a 
implementação de práticas seguras quanto ao uso de medicamentos nos estabelecimentos de saúde. No 
Brasil, muitos estudos demonstram a alta frequência de eventos adversos a medicamentos, sendo os 
mais comuns relacionados a intoxicações, interações medicamentosas, falhas terapêuticas e erros de 
medicação. A etapa de administração é a última barreira para se evitar um erro de medicação derivado 
dos processos de prescrição e dispensação. Assinale a única alternativa que NÃO se refere ao preparo 
e à administração segura de medicamentos. 
(A) A retirada de estoques de bloqueadores neuromusculares e eletrólitos concentrados das unidades 
de internação e a implementação da dupla checagem independente são recomendações para o manejo 
seguro de medicamentos potencialmente perigosos. 
(B) O enfermeiro deve utilizar, no mínimo, dois identificadores antes da realização do procedimento e 
conferir se as informações contidas na pulseira do paciente correspondem à prescrição e à rotulagem do 
medicamento. 
(C) A administração de medicamento por ordem verbal deve ocorrer em caso de emergência; nesse 
caso, utiliza-se o método de dupla checagem independente para administração e registra-se por escrito 
a ordem verbal. 
(D) As sobras de medicamentos não administrados devem ser mantidas na enfermaria para a 
reposição do estoque de medicamentos e a utilização imediata nos casos de emergência, garantindo a 
administração no horário correto. 
(E) O enfermeiro deve informar ao paciente e à família sobre eventuais incidentes relacionados à 
terapia medicamentosa, registrando-os em prontuário e notificando o ocorrido à gerência de riscos ou ao 
núcleo de segurança do paciente. 
 
03. (UFAL – Auxiliar de Enfermagem – UFAL) A administração de medicamentos é uma das 
atribuições mais comuns de competência da equipe de enfermagem que requer conhecimento técnico e 
científico. São consideradas vias de administração parenteral: 
(A) retal, inalatória e tópica. 
(B) intranasal, ocular e sublingual. 
(C) oral, intradérmica e subcutânea. 
(D) oral, intramuscular e intravenosa. 
(E) intramuscular, intradérmica e endovenosa. 
 
9 GUSSO, G.; LOPES, J. M. C.; DIAS, L. C. Tratado de Medicina de Família e Comunidade. Artmed, 2019. 
1684667 E-book gerado especialmente para PAULO ANDRE DE JESUS NOGUEIRA
 
48 
 
04. (UFMT – Técnico em Enfermagem – UFMT) Cada via de administração parenteral de 
medicamentos se relaciona a um tipo de tecido no qual o medicamento será aplicado. Sobre as vias de 
administração, é correto afirmar: 
(A) A via subcutânea é ricamente suprida com sangue, sendo de absorção rápida. 
(B) A via intramuscular fornece uma absorção mais rápida do medicamento que a subcutânea. 
(C) Os locais de aplicação via intramuscular são as regiões vastolateral, ventroglútea, dorsoglútea e 
escapular. 
(D) A intradérmica é utilizada para testes cutâneos pela característica de a absorção ocorrer de forma 
rápida. 
 
05. (IF/PE – Técnico em Enfermagem – IF PE) Quanto às vias injetáveis de administração de 
medicação, é CORRETO afirmar que 
(A) a região abdominal é contraindicada para administração de medicação por via subcutânea. 
(B) a via subcutânea é de absorção lenta, sendo utilizada para testes de sensibilidade e vacina. 
(C) são locais para administrar por via intramuscular: vasto lateral da coxa, músculo glúteo e face 
interna do antebraço. 
(D) a veia basílica é indicada para punção venosa de longa duração e soluções oleosas. 
(E) a aplicação intramuscular glútea é feita sempre no quadrante superior externo do glúteo. 
 
06. (IF/BA – Técnico em Enfermagem – FUNRIO) Para administrarmos 1.000 ml de solução 
fisiológica 0,9% em 12h, deve-se ajustar o gotejamento para quantas gotas por minuto? 
(A) 7 
(B) 14 
(C) 28 
(D) 16 
(E) 21 
 
Gabarito 
 
01.A / 02.D / 03.E / 04.B / 05.E / 06.C 
 
Comentários 
 
01. Resposta: A 
Via Intradérmica: é a introdução do medicamento na derme. É raramente usada para tratamento, 
porém incide na disseminação de vacinas. Volumes máximos administrados – 0,5 ml. 
 
02. Resposta: D 
Faz parte das recomendações na segurança da administração de medicamentos devolver no final do 
plantão os medicamentos não utilizados e em hipótese alguma acumular “sobras”; 
 
03. Alternativa: E 
Os medicamentos em via Parenterais são aqueles que o fármaco não passa pelo trato gastrointestinal. 
 
04. Resposta: B 
A via intramuscular possui ação sistêmica relativamente rápida já a via subcutânea é utilizada para 
drogas que não necessitem de absorção imediata e sim quando se deseja uma absorção continua, por 
isso a comparação está correta. 
 
05. Resposta: E 
Na via intramuscular quando há necessidade de administrar de 3 a 4 mL de medicamento, a região 
dorsoglútea é a mais adequada, porém, em razão da presença do nervo isquiático, fundamental para a 
motricidade dos membros inferiores, a região de inserção da agulha deve ser bem delimitada. É 
recomendado dividir a região dorsoglútea em quatro quadrantes, delimitando o quadrante superior 
externo com um triângulo ou subdividindo-a em quadrantes para possibilitar um adequado distanciamento 
do nervo isquiático. 
 
06. Resposta: C 
Volume: 1.000 
1684667E-book gerado especialmente para PAULO ANDRE DE JESUS NOGUEIRA
 
49 
 
Tempo: 12 horas 
1.000 = 1.000 = 27,77 
12 x3 36 
 
BOAS PRÁTICAS DE CÁLCULO SEGURO10 
 
A terapia medicamentosa tornou-se uma das formas mais comuns de intervenção no cuidado ao 
paciente, utilizada ao longo dos anos na cura de doenças. Cerca de 88% dos pacientes que procuram 
atendimento à saúde recebem prescrições de medicamentos. A correta administração requer 
conhecimento pleno dos integrantes da equipe de enfermagem envolvidos no cuidado ao paciente. 
A terapêutica medicamentosa, devido à complexidade do sistema de saúde, tem sido exercida em 
ambientes cada vez mais especializados e dinâmicos, e muitas vezes sob condições que contribuem para 
a ocorrência de erros. Estudos realizados ao longo dos últimos anos têm evidenciado a presença de erros 
durante o tratamento medicamentoso. 
Os erros relacionados à utilização de medicamentos podem resultar em sérias consequências para o 
paciente e sua família, como gerar incapacidades, prolongar o tempo de internação e de recuperação, 
expor o paciente a um maior número de procedimentos e medidas terapêuticas, atrasar ou impedir que 
reassuma suas funções sociais, e até mesmo a morte. 
Tendo em vista o grande número de intervenções às quais o paciente é submetido durante a internação 
hospitalar, a incidência de uma alta taxa de erros é uma possibilidade, caso não existam medidas que 
visem sua prevenção, detecção e intervenção. 
Conhecer e aplicar adequadamente os fundamentos da aritmética e da matemática auxilia o 
profissional de saúde na prevenção de erros relacionados ao preparo, a dosagem e ou à administração 
de medicamentos. 
Trabalhar com números, nem sempre é agradável para algumas pessoas, principalmente para aquelas 
que enfrentaram dificuldades com a matemática durante o período escolar, portanto é um desafio para 
quem conduz o treinamento tornar a atividade fácil e interessante, daí a importância de se utilizar técnicas 
didáticas que possibilitem o aprendizado. 
 
Diluição de Medicamentos 
 
1º Exemplo: 
Frasco-ampola de Keflin de 1g (Cefalotina Sódica). 
Deve-se diluir de preferência por um volume de 5ml de solvente, assim obtém-se uma solução total de 
5ml. Para saber quanto de Keflin existe em cada ml, deve-se seguir a Regra de Três. 
 
 
 
Resposta: Cada ml da diluição terá 200mg. 
 
2º Exemplo: 
Frasco-ampola de Ampicilina de 500mg. 
Deve-se diluir de preferência com 5ml de solvente, assim obtém-se uma solução medicamentosa total 
de 5ml onde estarão 500mg de Ampicilina. 
 
 
 
 
 
10http://portal.coren-sp.gov.br/sites/default/files/boas-praticas-calculo-seguro-volume-2-calculo-e-diluicao-de-medicamentos_0.pdf 
1684667 E-book gerado especialmente para PAULO ANDRE DE JESUS NOGUEIRA
 
50 
 
Resposta: Cada ml da diluição terá 100mg. 
 
Nota: a capacidade da maioria dos frascos - ampolas de medicamentos é de no máximo 10ml. 
 
Penicilina Cristalina 
 
Antibiótico de largo espectro largamente utilizado em unidades hospitalares tem frasco ampola em 
apresentações mais comuns com 5.000.000UI e 10.000.000UI. 
Diferente da maioria das medicações, no solvente da penicilina cristalina, deve-se considerar o volume 
do soluto, que no frasco-ampola de 5.000.000UI equivale a 2ml e no frasco de 10.000.000UI equivale a 
4ml. 
Quando coloca-se 8ml de Água Destilada em 1 Frasco-Ampola de 5.000.000UI, obtém se como 
resultado uma solução contendo 10ml. 
Quando coloca-se 6 ml de Água Destilada em 1 Frasco-Ampola de 10.000.000UI, obtém se como 
resultado uma solução contendo 10ml. 
 
Esquematizando: 
- Se 5.000.000UI estão para 8ml AD + 2ml de cristais (10ml), logo 5000.000UI estão para 10ml. 
- Se 10.000.000UI estão para 6ml AD + 4ml de cristais (10 ml), logo 10.000.000UI estão para 10ml. 
- Se 10.000.000UI estão para 16ml AD + 4ml de cristais (20 ml), logo 10.000.000UI estão para 20ml. 
 
Observação: 
1) Lembre-se que a quantidade de solvente (AD), se não estiver expressa na prescrição ou houver 
orientação do fabricante, quem determina é quem está preparando. 
2) Utiliza-se 8ml no caso de Penicilina Cristalina de 5.000.000UI e 6ml no caso de Penicilina Cristalina 
de 10.000.000UI, para que tenha-se maior facilidade na hora do cálculo. 
3) Ao administrar Penicilina Cristalina, lembre-se que esta medicação é colocada normalmente em 
bureta com 50ml ou 100ml, conforme PM. 
 
Exemplo: 
Foi prescrito Penicilina Cristalina 4.800.000UI, na unidade tem-se o frasco ampola de 10.000.000UI. 
Como proceder? 
Deve-se entender o que foi pedido, então coloca-se o que se tem. 
PM - PC: 4.800.000UI 
AP - PC: FA 10.000.000UI 
DIL - 6ml (lembrou que quem determina é quem está preparando?) 
 
 
 
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51 
 
Coloque sempre a fórmula para nunca errar. A seguir é só substituir com os valores do enunciado. 
- Lembre - se que o 10ml foi a soma de 6ml de AD +4ml de cristais 
- Utiliza-se a regra de três. 
- Faz-se a multiplicação 
- Faz-se a divisão ou a simplificação, corta-se as unidades iguais e obtém-se o resultado. 
 
Resposta: Deve-se aspirar da solução 4,8ml que corresponde a 4.800.000UI. 
 
Rediluição 
 
Se diluir uma solução significa dissolver (Pasquale, 2009); adiciona-se a ela solvente não alterando a 
massa do soluto. Então o que é rediluição? 
É diluir mais ainda o medicamento, aumentando o volume do solvente (Água Destilada, SF, SG ou 
diluente para injeção), com o objetivo de obter dosagens pequenas, ou seja, concentrações menores de 
soluto, porém com um volume que possa ser trabalhado (aspirado) com segurança. 
Utiliza-se a rediluição quando se necessita de doses bem pequenas, como as utilizadas em: 
neonatologia, pediatria e algumas clínicas especializadas. 
 
Fazendo este exercício pode-se entender melhor: 
Foi prescrito Aminofilina 15mg IV, tem-se na unidade, ampolas de 240mg/10ml. 
Como proceder? 
Deve-se entender o que foi pedido e então colocar o que se tem 
 
 
 
Coloque sempre a fórmula para nunca errar. A seguir é só substituir com os valores do exercício; 
 
Lembre-se: quando a droga for representada como no exemplo, deve-se escrevê-la da forma: 240mg 
- 10 ml. 
 
Vamos fazer um comparativo para melhor entendimento: 
Quando se tem muitas pessoas para o jantar, porém não se estava esperando, lembre-se da 
expressão: 
"Colocar mais água no feijão". A quantidade de grãos é a mesma, no entanto, ao se colocar mais água, 
o volume torna-se maior. 
O mesmo ocorre quando se prepara o suco em pó e coloca-se mais água do que o indicado pelo 
fabricante. A quantidade de pó é a mesma, porém o volume foi aumentado (Refluímos o pó do suco). 
1684667 E-book gerado especialmente para PAULO ANDRE DE JESUS NOGUEIRA
 
52 
 
Ficou mais claro com esses exemplos? 
 
 
 
Da ampola de 240mg/10ml, vamos aspirar 1ml na seringa de 10cc 
Cruza, cruza. (X) 
Dividir ou simplificar por 10, lembrando de cotar unidades iguais 
Na seringa temos 1ml que corresponde a 24mg. 
 
Tem-se agora uma nova apresentação. Lembre-se que falamos de aumento de volume com a mesma 
quantidade de soluto (24mg). Agora é só aspirarmos mais 9ml de AD completando 10ml que corresponde 
a 24mg. Por que completar 10 ml? 
Apenas para facilitar os cálculos: 
 
 
 
1ml + 9ml de AD = 10ml (seringa). 
Uma nova AP, porém, a PM é a mesma = 3ml. 
Divide-se ou simplifica-se por 10. Lembre-se de cortar as unidades iguais. 
 
Resposta: Deve-se aspirar 1,25ml da rediluição. 
 
Cálculos com Insulina 
 
REGULAR (simples ou composta) ação rápida ou média - aspecto límpida. 
NPH - ação lenta - aspecto leitoso. 
Insulina glargina (Lantus) - ação contínua (uma única dose a cada 24h) - aspecto incolor. 
 
A insulina é sempre medida em unidades internacionais (UI) ou (U). 
Atualmente existem no mercado frascos de insulina graduada em 100UI/ml e seringas de insulina 
graduadas também em 100UI/ml. 
 
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Exemplo: 
Prescrição Médica 20UI deinsulina NPH rotulado 100UI/ml e seringa de insulina graduada 100UI/ml. 
Resposta: Deve-se aspirar na seringa de insulina até a demarcação de 20UI. 
 
Neste caso é muito tranquilo, pois tanto o frasco quanto a seringa têm a mesma relação unidades/ml; 
isto significa que o frasco tem a apresentação 100UI/ml e a seringa também tem esta apresentação. 
Quando se tem frascos com apresentação diferente da graduação da seringa ou ainda quando não 
existir seringa de insulina na unidade, utiliza-se uma "fórmula". Será necessário o uso de seringas 
hipodérmicas de 3 ou 5ml. 
Utilizando o mesmo exemplo de uma prescrição de 20UI de insulina NPH, tendo o frasco de 100UI/ml, 
mas com seringas de 3ml 
 
 
 
Lembre-se e trabalhe com o mnemônico (lembrete) abaixo. 
Porque usar apenas 1ml se a seringa é de 3 ou 5ml? Utiliza-se a quantidade equivalente à seringa de 
insulina (como se estivéssemos substituindo). 
Esta operação pode ser feita com base na divisão com múltiplos de 10. 
 
Resposta: Deve-se aspirar 0,2ml na seringa utilizada (3 ou 5ml). 
 
Se não houver nenhum tipo de seringa de insulina na unidade e sendo necessário o uso de seringa 
hipodérmica (3ml-5ml), o volume aspirado terá por base sempre 1ml da seringa, não importando o 
tamanho da seringa. Atenção: caso a Prescrição Médica seja em valores mínimos, não sendo possível 
aspirá-lo, o médico deverá ser comunicado, pois não está indicada a diluição da insulina devido à perda 
da estabilidade. 
 
Soro 
 
É uma solução que pode ser isotônica, hipertônica e hipotônica e tem como finalidades: hidratação, 
alimentação, curativos, solvente de medicações (ampolas), compressa ocular, compressas diversas, e 
outros. 
 
Define-se da seguinte forma: 
- Solução Isotônica: a concentração é igual ou próxima a do plasma sanguíneo. 
- Solução Hipertônica: a concentração é maior que a do plasma sanguíneo. 
- Solução Hipotônica: a concentração é menor que a do plasma sanguíneo. 
 
Alguns tipos de soro mais utilizados: 
- Soro Glicosado 5% e 10% (SG 5% e SG 10%). 
- Soro Fisiológico 0,9% (SF 0,9%). 
- Soro glicofisiológico (SGF). 
- Soro ringer com lactato ou ringer simples. 
 
Seus volumes podem variar de ampolas de 10ml ou 20ml e frascos de 100ml, 250ml, 
500ml e 1000ml. 
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Pode-se manipular de forma a aumentar ou diminuir a concentração ou estabelecer uma nova solução. 
Para aumentar a concentração de um soro: Neste caso será necessário descobrir de quanto é a 
concentração do soro prescrito e a concentração da solução que temos disponível na unidade. 
Vamos recordar? 
Quando se fala de SG 5% tem-se 5g -100ml. 
Quando se fala de SG 10% tem-se 10g -100ml. 
Quando se fala de SG 15% tem-se 15g -100ml. 
Quando fala-se de SF 0,9% tem-se 0,9g -100ml. 
 
1º Exemplo: 
Soro prescrito SF 7,5% 500ml. 
Soro que se tem disponível na unidade SF 0,9% 500ml. 
Solução disponível na unidade Ampolas de NaCl 20% 10ml. 
 
1) Soro que se tem: 
 
 
 
Inicia-se pelo soro que se tem disponível. 
Um soro fisiológico 500ml à 0,9%. 
Que significa que há 0,9 gramas de NaCl (cloreto de sódio) em 100ml de soro; quanto haverá em 
500ml? 
Pode-se simplificar primeiro "os iguais", ml com ml, e simplifica-se: 
- Se 500 por 100, ficando-se com 5 vezes 9g, dividido por 1. 
Tem-se como resultado 4,5 gramas. 
 
2) soro prescrito: 
 
 
 
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55 
 
 
 
O soro prescrito é um soro fisiológico a 7,5% 
Então tem-se 7,5 gramas em 100ml; 
Quanto haverá em 500ml?. 
 
Novamente pode-se simplificar e fica-se com 7,5 g vezes 5, dividido por 1 e tem-se o resultado 37,5 
gramas de NaCl em 500ml de soro. 
 
3) Queremos um soro que contenha 37,5 gramas de cloreto de sódio; como tem-se um soro com 4,5 
gramas, é preciso acrescentar 33 gramas ;(pois 37,5g - 4,5g =33g). 
 
 
 
Para acrescentar o cloreto de sódio que falta, utiliza-se ampolas de cloreto de sódio a 20% 10ml que 
significa que há 20 gramas em 100ml, porém a ampola tem somente 10 ml, então precisa-se saber quanto 
há de cloreto de sódio em cada ampola. 
Pode-se novamente simplificar e fica-se com 2g vezes 1, dividido por 1 e tem-se como resultado 2 
gramas 
 
5) sabendo quantos gramas tem-se em cada ampola 
 
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56 
 
 
 
- Calcula-se quantos ml’s são necessários para perfazer o total de cloreto de sódio necessário. 
Relembrando: nossa ampola, com 20% e 10ml, tem 2 gramas de cloreto de sódio. Então é preciso 
descobrir quantos ml serão usados para preparar o soro prescrito. 
Multiplica-se 33 por 10 que é igual a 330 e divide-se por 2, resultando em 165ml. 
Ou seja, é preciso acrescentar 165ml de cloreto de sódio a 20%, que corresponderá a X ampolas. 
 
 
 
- Se uma ampola tem 10ml, então quantas ampolas terão 165ml?. 
- 165 vezes 1 é igual a 165, que dividido por 10 é igual a16,5 ampolas. 
Portanto o resultado são 16,5 ampolas. 
 
Lembre-se: o frasco do soro não suporta o volume adicional. Para adicionar 165ml deve-se desprezar 
165ml. 
 
6) calcular quanto de cloreto de sódio perde-se quando se despreza. 
 
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57 
 
 
 
Quando se despreza 100ml do soro, quanto se despreza de cloreto de sódio? 
Simplificando fica-se com 0,9 vezes 1 dividido por 1. 
- Tem-se o resultado de 0,9 gramas. 
 
Deve-se repor estas 0,9 gramas de cloreto de sódio que foram desprezados. 
 
7) calculando a reposição 
 
 
 
Então calculamos quantos ml das ampolas foram necessárias para perfazer os 0,9 gramas 
necessários. 
- 0,9 vezes 10 é igual a 9 que dividido por 2 é igual a.4,5 ml. 
 
Gotejamento de Soluções Legenda 
 
Vol. = Volume 
t = Tempo 
min. = Minutos 
gts. = gotas 
mgts = microgotas 
 
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Ainda que na maioria dos Serviços essa tarefa seja realizada por bombas de infusão, é preciso 
observar que em provas, concursos e em casos de falhas nos equipamentos deve-se utilizar as fórmulas 
tradicionais com os seguintes elementos: 
- Volume a ser infundido em ml (V). 
- Tempo que se leva para que a solução “corra”; podendo ser em horas e minutos (T). 
- Gotas (gts). 
- Microgotas (mgts). 
 
Então vamos demonstrá-las 
 
 
 
Estas fórmulas só poderão ser utilizadas para t (tempo) em “hora inteira”, isto é, 
1h, 2h, 3h, 10h, etc. 
 
 
 
Já estas fórmulas só poderão ser utilizadas quando t (tempo) for em minutos, ou seja, 90min., 30min., 
180min, etc. 
 
1º exemplo 
PM = SG 5% 500ml 
T = 8h 
No caso estamos trabalhando em horas 
 
Queremos que seja gts/min. 
 
 
 
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Utilizamos na fórmula: V = volume; T= tempo e 3 é a constante (lembre-se que constante não muda) 
- Realizamos a multiplicação. 
- Realizamos a divisão. 
Como não conseguiremos partir 1 gota, deveremos conforme regra aritmética aproximar o valor do 
resultado ou seja = 21 gt/min* 
 
Resposta: Em 8 horas deverá correr aproximadamente 21 gotas por minutos. 
 
Qual o tempo necessário para o término de uma solução? 
Para descobrirmos o tempo necessário para o término de uma solução, devemos: 
Ex: Vol = 500ml 
Nº de gotas / min. = 10gts/min. 
No exemplo anterior, afirmamos que o soro será infundido a uma velocidade de 10 gotas/min. 
Utilizamos a fórmula para chegarmos ao tempo para o término da solução: 
Substituímos na fórmula os valores determinados. 
 
 
 
Tempo = 16,6h ou 16h + 0,6h (separamos 16 horas inteiras mais 0,6 horas) 
Para obtermos a fração 0,6h e somente relembrarmos a regra de 3. 
 
 
 
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60 
 
Portanto a solução de 500ml, infundindo a uma velocidade de 10 gotas/min, irá terminar em 16 horas 
e 36min. 
O cálculo para conhecermos o tempo necessário para o término de uma solução que corre em micro 
gotas/min. é idêntico ao de gotas/min.Administração de soro11 (Soroterapia ou Fluidoterapia) 
 
Finalidades 
Nutrir e hidratar o cliente; restabelecer o volume líquido do organismo; elevar ou repor as reservas de 
eletrólitos, vitaminas, aminoácidos e calorias ao cliente que não pode manter a ingestão hídrica e 
administrar medicamentos. 
 
Material 
- 01 Suporte de soro. 
- 01 bandeja. 
- Solução a ser administrada. 
- 01 equipo de soro. 
- 01 par de luvas de procedimentos. 
- 01 álcool Swab. 
- 01 rótulo. 
- 01 conector, se necessário. 
 
Pré - Execução 
- Observar prescrição médica. 
- Preparar material necessário. 
- Identificar e fixar o rótulo de soro com nome do cliente, número do leito, solução prescrita, número de 
gotas por minuto, horário do início e término e assinatura. 
- Lavar as mãos. 
- Adaptar o equipo ao frasco de soro. 
- Retirar o ar e fechar o circuito do equipo, respeitando a técnica asséptica. 
- Confeccionar e fixar escala de soro. 
- Colocar os materiais na bandeja. 
 
Execução 
- Identificar-se. 
- Checar o leito e o nome do cliente. 
- Orientar o cliente quanto ao procedimento. 
- Colocar o soro no suporte. 
- Calçar a luva de procedimento. 
- Realizar a antissepsia da conexão. 
- Conectar o equipo ao cateter venoso ou conexão. 
- Abrir o controlador de gotas do equipo. 
- Controlar o gotejamento de acordo com a prescrição. 
- Certificar-se de que não há infiltração de soro. 
- Colocar tala para restrição, se necessário. 
- Deixar o cliente confortável e com a campainha ao seu alcance. 
- Manter o ambiente em ordem. 
 
Pós Execução 
- Desprezar o material utilizado no expurgo; 
- Lavar as mãos; 
- Checar o horário da instalação do soro na prescrição; 
- Realizar as anotações necessárias; 
- Supervisionar e avaliar, continuamente, o procedimento realizado. 
 
Avaliação 
- Checar permeabilidade do cateter durante a infusão. 
 
11 http://www.portaldaenfermagem.com.br/protocolos-leitura.asp?id=243 
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- Controlar volume/horário. 
- Mensurar dados vitais. 
- Observar infiltração tecidual. 
 
Riscos / Tomada de Decisão 
- Infiltração tecidual: trocar acesso venoso. 
- Reposição inadequada de volume e eletrólitos comunicar ao médico. 
- Alteração vitais: mensurar dados vitais, comunicar ao médico. 
- Flebite química: trocar acesso venoso. 
 
Questões 
 
01. (EBSERH - Técnico em Enfermagem - IBFC/2017) Foi prescrito soro fisiológico 1,2% de 250ml 
para infundir em 3 horas. Disponível soro fisiológico 0,9% de 250ml e ampolas de NaCl 20% de 10ml. 
Serão retirados ________de NaCl de 10 ml a 20% para a transformação do soro fisiológico de 0,9% a 
1,2%. Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna. 
(A) 3,0ml 
(B) 2,5ml 
(C) 1,75ml 
(D) 3,75ml 
(E) 3,25ml 
 
Gabarito 
 
01.D 
 
Comentários 
 
01. Resposta: D 
S.F 0,9% de 250ml --------> 0,9g_____100 mL 
x_____250 ml 
x= 2,25 g 
 
QUERO: S.F 1,2% de 250ml --------> 1.2g _____100mL 
y______ 250mL 
y= 3 g 
 
FALTA---> 3g - 2,25g= 0,75 g 
 
AMPOLAS: NaCl 20% de 10ml -------> 20g_____100mL 
z_____10mL 
z= 2 g 
 
ACRESCENTAR: 2g _____10mL 
0,75g ____x 
= 3,75 
 
 
 
 
 
 
 
 
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COLETA DE MATERIAIS PARA EXAME DE LABORATÓRIO 
 
Amostras Biológicas 
 
São consideradas amostras biológicas de material humano para exames laboratoriais: sangue urina, 
fezes, suor, lágrima, linfa (lóbulo do pavilhão auricular, muco nasal e lesão cutânea), escarro, esperma, 
secreção vaginal, raspado de lesão epidérmico (esfregaço) mucoso oral, raspado de orofaringe, secreção 
de mucosa nasal (esfregaço), conjuntiva tarsal superior (esfregaço), secreção mamilar (esfregaço), 
secreção uretral (esfregaço), swab anal, raspados de bubão inguinal e anal/perianal, coleta por 
escarificação de lesão seca/swab em lesão úmida e de pelos e de qualquer outro material humano 
necessário para exame diagnóstico. 
Atualmente a maioria dos procedimentos de coleta são realizados nas próprias Unidades Assistenciais 
de Saúde da Rede Pública Municipal. 
 
Laboratórios de Análises 
 
São estabelecimentos destinados à coleta e ao processamento de material humano visando a 
realização de exames e testes laboratoriais, que podem funcionar em sedes próprias independentes ou, 
ainda, no interior ou anexadas a estabelecimentos assistenciais de saúde, cujos ambientes e áreas 
específicas obrigatoriamente devem constituir conjuntos individualizados do ponto de vista físico e 
funcional. 
 
Procedimentos Técnicos Especiais 
- A execução de procedimentos de coleta de material humano que exijam a prévia administração, por 
via oral, de quaisquer substâncias ou medicamentos, deverá ser supervisionada, "in loco", por 
profissionais de nível superior pertencentes aos quadros de recursos humanos dos estabelecimentos; 
- Os procedimentos de que trata o item anterior, que sejam de longa duração e que exijam 
monitoramento durante os processos de execução, deverão ser supervisionados, "in loco", por 
profissionais médicos pertencentes aos quadros de recursos humanos dos estabelecimentos; 
- O Setor de Coleta deverá ter acesso aos equipamentos de emergência visando propiciar o 
atendimento de eventuais intercorrências clínicas; 
- O emprego de técnicas de sondagem é permitido, mediante indicação médica, e somente para casos 
em que seja realmente necessária, a adoção de tal conduta para viabilizar a coleta de amostras de 
material dos usuários. 
 
Coleta nas Unidades de Saúde: os procedimentos de coleta dos exames laboratoriais nos 
ambulatórios são executados por profissionais médicos, assim como por profissionais de saúde 
componentes de equipes multiprofissionais, com finalidades de investigação clínica e epidemiológica, de 
diagnose ou apoio diagnóstico, de avaliação pré-operatória, terapêutica e de acompanhamento clínico. 
 
Recursos Humanos: 
O Setor de Coleta obrigatoriamente contará com pelo menos 01 (um) dos seguintes profissionais de 
nível universitário: médico, enfermeiro, farmacêutico, biomédico ou biólogo que tenha capacitação para 
execução das atividades de coleta. Os profissionais de nível universitário do Posto de Coleta deverão 
estar presentes, diariamente, no interior de suas dependências durante o período de funcionamento da 
coleta destes estabelecimentos. 
 
Os procedimentos de coleta de material humano poderão ser executados pelos seguintes profissionais 
legalmente habilitados: 
- De nível universitário: médicos, enfermeiros, farmacêuticos, biomédicos, biólogos e químicos que 
no curso de graduação, e/ou em caráter extracurricular, frequentaram disciplinas que lhes conferiram 
capacitação para execução das atividades de coleta; 
- De nível técnico: técnicos de enfermagem, assim como técnicos de laboratório, técnicos em 
patologia clínica e demais profissional legalmente habilitados que concluíram curso em nível de ensino 
Coleta de material para exames 
 
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médio que no curso de graduação, e /ou em caráter extracurricular frequentaram disciplinas que lhes 
conferiram capacitação para execução das atividades de coleta; 
- De nível intermediário: auxiliares de enfermagem, assim como profissionais legalmente habilitados 
que concluíram curso em nível de ensino de fundamental que no curso de graduação, e /ou em caráter 
extracurricular, frequentaram disciplinas que lhes conferiram capacitação para a execução das atividades 
de coleta. 
 
Espaço Físico 
Sala para coleta de material biológico: de uma forma geral, os estabelecimentos que são dotados 
de um único ambiente de coleta deverão contar com sala específica e exclusiva no horário de coleta para 
esta finalidade, com dimensão mínima de 3,6 metros quadrados, ter pia para lavagem das mãos, mesa, 
bancada, etc. para apoiar o material para coleta e o material coletado. O ambiente deve ter janelas, ser 
arejado, com local para deitar ou sentar o usuário,as superfícies devem ser laváveis. 
 
De acordo com a RDC 50/2002 ANVISA/MS, as dimensões físicas e capacidade instalada são as 
seguintes: 
- Box de coleta = 1,5 metros. Caso haja apenas um ambiente de coleta, este deve ser do tipo sala, 
com 3,6 metros quadrados; 
- Um dos boxes deve ser destinado à maca e com dimensões para tal; 
- Os estabelecimentos que contarem com 02 (dois) Boxes de Coleta, obrigatoriamente, possuirão no 
mínimo, 01 (um) lavatório localizado o mais próximo possível dos ambientes de coleta; 
- Área para registro dos usuários; 
- Sanitários para usuários; 
- Número necessário de braçadeiras para realização de coletas = 1 para 15 coletas/hora; 
- Para revestir as paredes e pisos do box de coleta e técnica em geral, deve-se utilizar material de fácil 
lavagem, manutenção e sem frestas; 
- Insumos para coleta deverão estar disponibilizados em quantidade suficiente e de forma organizada. 
 
Biossegurança: entende-se como incorporação do princípio da biossegurança, a adoção de um 
conjunto de medidas voltadas para a prevenção, minimização ou eliminação de riscos inerentes às 
atividades de prestação de serviços, produção, ensino, pesquisa e desenvolvimento tecnológico, que 
possam comprometer a saúde do homem, o meio ambiente e, ainda, a qualidade dos trabalhos 
desenvolvidos. 
Os Equipamentos de Proteção Individual - EPI e Equipamento de Proteção Coletiva – EPC, destinam-
se a proteger os profissionais durante o exercício das suas atividades, minimizando o risco de contato 
com sangue e fluidos corpóreos. 
São EPI: óculos, gorros, máscaras, luvas, aventais impermeáveis e sapatos fechados. 
São EPC: caixas para material perfuro cortante, placas ilustrativas, fitas antiderrapante, etc.. 
Os técnicos dos postos de coleta devem usar avental, luvas e outros EPI que devem ser removidos e 
quando passiveis de esterilização, guardados em local apropriado antes de deixar a área de trabalho. 
Deve-se usar luvas de procedimentos, adequadas ao trabalho em todas as atividades que possam 
resultar em contato acidental direto com sangue e materiais biológicos. Depois de usadas as luvas devem 
ser descartadas. 
 
Atenção: 
- Observar a integridade do material; quando alterada solicitar substituição; 
- Manter cabelos presos e unhas curtas; 
- Não usar adornos (pulseiras, anel, relógio, etc...); 
- Observar a obrigatoriedade da lavagem das mãos. 
 
Quando houver um acidente com material biológico envolvendo face, olhos e mucosas deve-se lavar 
imediatamente todas as partes atingidas com água corrente. 
 
Fases que Envolvem a Realização dos Exames 
 
Unidades de saúde 
Fase pré-analítica do exame na unidade de saúde: 
- Requisição do exame; 
- Orientação e preparo para a coleta; 
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- Coleta; 
- Identificação (Solicitar que o usuário realize a conferência dos seus dados): nome, idade, sexo); 
- Preparação da amostra; 
- Acondicionamento; 
- Transporte. 
 
Laboratório 
Fase pré-analítica do exame no laboratório: 
- Recepção; 
- Triagem; 
- Preparação da Amostra. 
 
Fase analítica do exame no laboratório: 
- Análise da Amostra. 
 
Fase pós-analítica do exame no laboratório: 
- Conferência; 
- Emissão e Remessa de Laudo. 
 
Unidades de Saúde 
Fase pós-analítica do exame na unidade de saúde: 
- Recepção dos Resultados; 
- Conferência; 
- Arquivamento dos Laudos. 
 
Orientações ao Usuário Quanto ao Preparo e Realização do Exame: é importante esclarecer com 
instruções simples e definidas, as recomendações gerais para o preparo dos usuários para a coleta de 
exames laboratoriais, a fim de evitar o mascaramento de resultados laboratoriais. 
 
Importante informar e fornecer: 
- Dias e horário de coleta da unidade; 
- Preparos necessários quanto à necessidade ou não de: jejum, dieta, abstinência sexual, atividade 
física, medicamentos; 
- Em casos de material colhido no domicilio a unidade deverá fornecer os frascos com identificação do 
material a ser colhido; 
- Certificar-se de que o usuário entendeu a orientação e anexá-la ao pedido de exame. 
 
Fatores que Podem Influenciar nos Resultados 
 
Jejum 
- Para a maioria dos exames um determinado tempo de jejum é necessário e pode variar de acordo 
com o exame solicitado devendo - consultar o quadro: “Exames de sangue solicitados nas unidades de 
saúde sms”; 
- Vale lembrar também, que o jejum prolongado (mais que 12 horas para o adulto), pode levar às 
alterações nos exames, além de ser prejudicial à saúde. Água pode ser tomada com moderação. O 
excesso interfere nos exames de urina. 
 
Dieta: alguns exames requerem a uma dieta especial antes da coleta de amostra (ex.: pesquisa de 
sangue oculto), caso contrário os hábitos alimentares devem ser mantidos para que os resultados possam 
refletir o estado do paciente no dia-a-dia. 
 
Atividades Físicas: não se deve praticar exercícios antes dos exames, exceto quando prescrito. Eles 
alteram os resultados de muitas provas laboratoriais, principalmente provas enzimáticas e bioquímicas. 
Por isso, recomenda-se repouso e o paciente deve ficar 15 minutos descansando antes da coleta. 
 
Medicamentos: a Associação Americana de Química Clínica, além de alguns outros pesquisadores 
brasileiros, mantém publicações completas em relação às interferências de medicamentos sobre os 
exames. Por outro lado, alguns pacientes, não podem suspender as medicações devido a patologias 
específicas. 
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O médico deverá orientar sobre a possibilidade, ou não, de suspensão temporária do medicamento. O 
usuário nunca poderá interromper voluntariamente o uso de medicamentos. Informar sempre na 
solicitação do exame ao laboratório todos os medicamentos que o usuário fez uso nos 10 dias que 
antecederam a coleta. 
 
Fumo: orientar o usuário a não fumar no dia da coleta. O tabagismo crônico altera vários exames 
como: leucócitos no sangue, lipoproteínas, atividades de várias enzimas, hormônios, vitaminas, 
marcadores tumorais e metais pesados. 
 
Bebida Alcoólica: recomenda-se não ingerir bebidas alcoólicas durante pelo menos 3 (três) dias antes 
dos exames. O álcool, entre outras alterações, afeta os teores de enzimas hepáticas, testes de 
coagulação, lipídios e outros. 
 
Data da menstruação ou tempo de gestação: devem ser informados na solicitação de exames ao 
laboratório, pois, dependendo da fase do ciclo menstrual ou da gestação ocorrem variações fisiológicas 
que alteram a concentração de várias substâncias no organismo, como os hormônios e algumas proteínas 
séricas. Para a coleta de urina o ideal é realizá-la fora do período menstrual, mas se for urgente, a urina 
poderá ser colhida, adotando-se dois cuidados: assepsia na hora do exame e o uso de tampão vaginal 
para o sangue menstrual não se misturar à urina. 
 
Relações Sexuais: para alguns exames como, por exemplo, espermograma e PSA, há necessidade 
de determinados dias de abstinência sexual. Para outros exames, até mesmo urina, recomenda-se 24 
horas de abstinência sexual. 
 
Ansiedade e Stress: o paciente deverá relaxar antes da realização do exame. O stress afeta não só 
a secreção de hormônio adrenal como de outros componentes do nosso organismo. A ansiedade conduz 
à distúrbios no equilíbrio acidobásico, aumenta o lactato sérico e os ácidos gordurosos plasmáticos livres, 
entre outras substâncias. 
 
Observações Importantes: 
- Quando possível as amostras devem ser coletadas entre 7 e 9 horas da manhã, pois a concentração 
plasmática de várias substâncias tendem a flutuar no decorrer do dia. Por esta razão, os valores de 
intervalos de referência, são normalmente obtidos entre estes horários. O ritmo biológico também pode 
ser influenciado pelo ritmo individual, no que diz respeito à alimentação, exercícios e horas de sono; 
- No monitoramento dos medicamentos considerar o pico antes a administração do medicamento e o 
estágio da fase constante depois da próxima dose; 
-Sempre anotar da coleta no pedido o exato momento. 
 
Nota: a coleta da amostra feita no momento errado é pior do que a não coleta! 
 
Rotina do Setor de Coleta de Exames Laboratoriais 
 
É importante a padronização de uma rotina para a coleta dos exames laboratoriais, devendo todos os 
profissionais envolvidos no processo estar cientes da rotina estabelecida. Basicamente os funcionários 
da coleta devem estar orientados para: 
- Atender os usuários com cortesia; 
- Manter o box de atendimento dos pacientes sempre em ordem; 
- Manter todos os materiais necessários para o atendimento de forma organizada; 
- Trajar-se convenientemente (sem adornos pendurados e usar sapato), atendendo às normas de 
biossegurança; 
- Usar luvas e avental durante todo o processo de coleta. 
 
Requisição de Exame 
 
Existem impressos próprios (anexá-los) que são definidos conforme o tipo de exame solicitado. O 
impresso deverá estar totalmente preenchido com letra legível: 
- Nome da unidade solicitante; 
- Nome do usuário; 
- Nº prontuário; 
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- Idade: muitos valores de referência variam conforme a idade; 
- Sexo: muitos valores de referência variam conforme o sexo; 
- Indicação clínica; 
- Medicamentos em uso; 
- Data da última menstruação (DUM), quando for o caso; 
- Assinatura e carimbo do solicitante; 
- Nome do responsável pela coleta; 
 
A informação é fundamental para garantir a qualidade do resultado laboratorial. Devem ser utilizadas 
para fins de análise de consistência do resultado laboratorial, e, portanto, necessitam ser repassadas aos 
responsáveis pelas fases analítica e pós-analítica. 
 
Procedimento de Coleta 
 
- Conferir o nome do usuário com a requisição do exame; 
- Indagar sobre o preparo seguido pelo usuário (jejum, dieta e medicação); 
- Separar o material para a coleta conforme solicitação, quanto ao tipo de tubo e volume necessário; 
- Os insumos para coleta deverão estar disponibilizados de forma organizada, em cada Box, no 
momento da coleta; 
- Preencher as etiquetas de identificação do material com nome, nº do registro. Com os tubos todos 
identificados, proceder à coleta propriamente dita (os tubos com aditivos tipo gel ou anticoagulantes, 
devem ser homogeneizados por inversão de 5 a 8 vezes). Sempre verificar a recomendação do fabricante 
dos tubos; 
- Profissional responsável pela coleta deve assinar o pedido e colocar a data da coleta. 
 
Conferência das amostras colhidas: reservar os 15 minutos finais do período da coleta para verificar 
se as amostras estão bem tampadas e estão corretamente identificadas. Conferir os pedidos com os 
frascos. Realizar este procedimento sempre paramentado. 
 
Preencher a folha de controle (ou planilha de encaminhamento) em duas vias: relacionar na 
planilha os nomes de todos os usuários atendidos, o nº do registro e os exames solicitados. Não esquecer 
de preencher a data da coleta e o nome da unidade. Uma via é encaminhada ao laboratório 
acompanhando o material, os pedidos e a outra via fica na unidade para controle do retorno dos resultados 
e relatório estatístico. 
 
Acondicionamento do Material nas Caixas de Transporte 
- A unidade deverá manter, no mínimo 2 jogos de caixas para transporte para facilitar a higienização e 
trocas; 
- Um jogo de caixa de transporte = 1 cx. para transportar sangue e 1 cx. para transportar 
fezes/urina/escarro; 
- Colocar os tubos nas grades seguindo a ordem de coleta e organizar as requisições também seguindo 
o mesmo critério, para facilitar a conferência; 
- Verificar se os frascos de urina, fezes e escarro estão com a tampa de rosca bem fechada; 
- Colocar o sangue em caixas de transporte separadas, dos potes de urina/fezes/escarro; 
- Certificar-se de que o material não tombará durante o transporte (colocar calço ou fixar com fita 
adesiva); 
- Todas as solicitações de exames devem ser devidamente acondicionadas em envelope plástico com 
a identificação da unidade e fixadas na parte externa da caixa; 
- Realizar os procedimentos acima sempre paramentados. 
 
Acondicionamento e Transporte de Material Biológico 
Garantir o acondicionamento, conservação e transporte do material até a recepção pelo laboratório 
executor dos exames. As amostras de sangue deverão ser acondicionadas em recipientes rígidos, 
constituídos de materiais apropriados para tal finalidade, dotados de dispositivos pouco flexíveis e 
impermeáveis para fechamento sob pressão. 
O acondicionamento do material coletado deverá ser tecnicamente apropriado, segundo a natureza de 
cada material a ser transportado, de forma a impedir a exposição dos profissionais da saúde, assim como 
dos profissionais da frota que transportam o material. 
 
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- Estantes e grades são recipientes de suporte utilizados para acondicionar tubos e frascos coletores 
contendo amostras biológicas; deverão ser rígidas e resistentes, não quebráveis, que permitam a fixação 
em posição vertical, com a extremidade de fechamento (tampa) voltada para cima e que impeçam o 
tombamento do material. 
- Tubete ou Caixa são recipientes utilizados para acondicionamento de lâminas dotadas internamente 
de dispositivo de separação (ranhura) e externamente de dispositivo de fechamento (tampa ou fecho). 
- Caixas Térmicas são recipientes de segurança para transporte, destinados à acomodação das 
estantes e grades com tubos, frascos e tubetes contendo as amostras biológicas. 
 
Estas caixas térmicas devem obrigatoriamente ser rígidas, resistentes e impermeáveis, revestidas 
internamente com material lisos, duráveis, impermeáveis, laváveis e resistentes às soluções desinfetantes 
devendo ainda ser, dotadas externamente de dispositivos de fechamento externo. 
Como medida de segurança na parte externa das Caixas Térmicas para transporte, deverá ser fixado 
o símbolo de material infectante e inscrito, com destaque, o título de identificação: Material Infectante. Na 
parte externa da Caixa Térmica, também deverá ser inscrito o desenho de seta indicativa vertical 
apontada para cima, de maneira a caracterizar a disposição vertical, com as extremidades de fechamento 
voltadas para cima. 
Nas inscrições do símbolo de material infectante, do título de identificação e da frase de alerta, deverão 
ser empregadas tecnologias ou recursos que possibilitem a higienização da parte externa destes 
recipientes e garantam a legibilidade permanente das inscrições. É vedado, em qualquer hipótese, 
transportar amostras de material humano, bem como recipientes contendo resíduos infectantes, no 
compartimento dianteiro dos veículos automotores. 
 
- É importante a perfeita sintonia entre remetente, transportadora e laboratório de destino, a fim de 
garantir o transporte seguro do material e chegada do mesmo em tempo hábil e em boas condições; 
- Quaisquer acidentes durante o transporte devem ser comunicados ao remetente, a fim de que 
providências possam ser tomadas, com o objetivo de propiciar medidas de segurança aos diferentes 
contactuantes. Nunca afixar qualquer guia ou formulário ao material biológico; 
- Também não poderão ser transportados dentro da caixa térmica, devendo ser colocados em sacos, 
pastas ou envelopes e fixados na parte superior externa da caixa; 
- Os funcionários da unidade que conferem e acondicionam os materiais, devem verificar se os frascos 
coletores, tubos, demais recipientes, estão firmemente fechados. 
 
Laudos Técnicos 
 
Os resultados dos exames e testes realizados, obrigatoriamente, serão emitidos em impressos 
próprios para Laudos Técnicos que deverão conter os seguintes registros: 
- Identificação clara, precisa e completa dos usuários e estabelecimentos responsáveis pelas análises 
clínico-laboratoriais; 
- Data da coleta ou do recebimento das amostras, data da emissão dos Laudos Técnicos e o nome 
dos profissionais que os assinam e seus respectivos números de inscrições nos ConselhosRegionais de 
Exercício Profissional do Estado de São Paulo ou do Estado pertinente; 
- Nomes do material biológico analisado, do exame realizado e do método utilizado; 
- Valores de referência normais e respectivas unidades. 
 
Intervalo/Valores de Referência 
Define 95% dos valores limites obtidos de uma população definida. 
- Valores dos resultados dos exames ou testes laboratoriais e respectivas unidades; 
- Deverão ser devidamente assinados pelos seus Responsáveis Técnicos e/ou por profissionais 
legalmente habilitados, de nível superior, pertencente aos quadros de recursos humanos destes 
estabelecimentos; 
- Deverão ser entregues diretamente aos usuários ou seus representantes legais, se for o caso, e, 
ainda, indiretamente, através dos profissionais de estabelecimentos de saúde, no caso de Postos de 
Coleta. Podem ainda ser entregues: utilizando-se equipamento de fax-modem e meios de comunicação 
on line, quando autorizada por escrito pelos próprios usuários e/ou requerida pelos médicos ou cirurgiões-
dentistas solicitantes. No entanto, isto não eximirá os Responsáveis Técnicos pelos estabelecimentos de 
garantir a guarda dos Laudos Técnicos originais; 
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- Os Responsáveis Técnicos pelos Laboratórios Clínicos deverão garantir a privacidade dos cidadãos, 
através da implantação de medidas eficazes que confiram caráter confidencial a quaisquer resultados de 
exames e testes laboratoriais. 
 
Os Responsáveis Técnicos pelos Laboratórios Clínicos Autônomos e Unidades de Laboratórios 
Clínicos que executem exames e testes microbiológicos e sorológicos informarão os resultados de 
exames e testes laboratoriais sugestivos de doenças de notificação compulsória e de agravos à saúde, 
em conformidade com as orientações específicas das autoridades sanitárias responsáveis pelo Sistema 
de Vigilância. 
 
Exames Laboratoriais 
 
Coleta de Sangue em Crianças Maiores e Adultos 
Posicionamento do braço: o braço do paciente deve ser posicionado em uma linha reta do ombro ao 
punho, de maneira que as veias fiquem mais acessíveis e o paciente o mais confortável possível. O 
cotovelo não deve estar dobrado e a palma da mão voltada para cima. 
 
Garroteamento: o garrote é utilizado durante a coleta de sangue para facilitar a localização das veias, 
tornando-as proeminentes. O garrote deve ser colocado no braço do paciente próximo ao local da punção 
(4 a 5 dedos ou 10cm acima do local de punção), sendo que o fluxo arterial não poderá ser interrompido. 
Para tal, basta verificar a pulsação do paciente. 
Mesmo garroteado, o pulso deverá continuar palpável. O garrote não deve ser deixado no braço do 
paciente por mais de um minuto. Deve-se retirar ou afrouxar o garrote logo após a venopunção, pois o 
garroteamento prolongado pode acarretar alterações nas análises (por exemplo: cálcio). 
 
Seleção da região de punção: a regra básica para uma punção bem-sucedida é examinar 
cuidadosamente o braço do paciente. As características individuais de cada um poderão ser reconhecidas 
através de exame visual e/ou apalpação das veias. 
Deve-se sempre que for realizar uma venopunção, escolher as veias do braço para a mão, pois neste 
sentido encontram-se as veias de maior calibre e em locais menos sensíveis a dor. As veias são tubos 
nos quais o sangue circula, da periferia para o centro do sistema circulatório, que é o coração. 
As veias podem ser classificadas em: veias de grande, médio e pequeno calibre, e vênulas. 
De acordo com a sua localização, as veias podem ser superficiais ou profundas. 
As veias superficiais são subcutâneas e com frequência visível por transparência da pele, sendo mais 
calibrosas nos membros. Devido à sua situação subcutânea permitir visualização ou sensação táctil, são 
nessas veias que se fazem normalmente à coleta de sangue. 
 
As veias mais usuais para a coleta de sangue são: 
- Veia Cefálica; 
- Veia mediana cubital; 
- Veia mediana cefálica; 
- Veia longitudinal (ou antebraquial); 
- Veia mediana basílica; 
- Veia do dorso da mão; 
- Veia marginal da mão; 
- Veia basílica. 
 
Escolher uma região de punção envolve algumas considerações: 
- Selecionar uma veia que é facilmente palpável; 
- Não selecionar um local no braço ao lado de uma mastectomia; 
- Não selecionar um local no braço onde o paciente foi submetido a uma infusão intravenosa; 
- Não selecionar um local com hematoma, edema ou contusão; 
- Não selecionar um local com múltiplas punções. 
 
Tente isto, se tiver dificuldade em localizar uma veia: 
- Recomenda-se utilizar uma bolsa de água quente por mais ou menos cinco minutos sobre o local da 
punção e em seguida garrotear; 
- Nos casos mais complicados, colocar o paciente deitado com o braço acomodado ao lado do corpo 
e garrotear com o esfigmomanômetro (em P.A. média) por um minuto; 
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- Nunca aplicar tapinhas no local a ser puncionado, principalmente em idosos, pois se forem portadores 
de ateroma poderá haver deslocamentos das placas acarretando sérias consequências. 
 
Técnica para Coleta de Sangue a Vácuo 
 
Antes de iniciar uma venopunção, certificar-se de que o material abaixo será de fácil acesso: 
- Tubos necessários à coleta; 
- Etiqueta para identificação do paciente; 
- Luvas; 
- Swabs ou mecha de algodão embebida em álcool etílico a 70%; 
- Gaze seca e estéril; 
- Agulhas múltiplas; 
- Adaptador para coleta a vácuo; 
- Garrote; 
- Bandagem, esparadrapo; 
- Descartador de agulhas. 
 
Após o material estar preparado, iniciar a venopunção: 
- Verificar quais os exames a serem realizados; 
- Lavar e secar as mãos; 
- Calçar luvas; 
- Fazer antissepsia do local da punção com movimento circular do centro para fora; 
- Nunca toque o local da punção após antissepsia, exceto com luvas estéreis; 
- Conectá-la ao adaptador. Estar certo de que a agulha esteja firme para assegurar que não solte 
durante o uso. Remover a capa superior da agulha múltipla, mantendo o bisel voltado para cima; 
- Colocar o garrote; 
- O sistema agulha-adaptador deve ser apoiado na palma da mão e seguro firmemente entre o 
indicador e o polegar; 
- No ato da punção, com o indicador ou polegar de uma das mãos esticar a pele do paciente firmando 
a veia escolhida e com o sistema agulha-adaptador na outra mão, puncionar a veia com precisão e rapidez 
(movimento único); 
- O sistema agulha-adaptador deve estar em um ângulo de coleta de 15º em relação ao braço do 
paciente; 
- Segurando firmemente o sistema agulha adaptador com uma das mãos, com a outra pegar o tubo de 
coleta a ser utilizado e conectá-lo ao adaptador. Sempre que possível, a mão que estiver puncionando 
deverá controlar o sistema, pois durante a coleta, a mudança de mão poderá provocar alteração indevida 
na posição da agulha; 
- Com o tubo de coleta dentro do adaptador, pressione-o com o polegar, até que a tampa tenha sido 
penetrada. Sempre manter o tubo pressionado pelo polegar assegurando um ótimo preenchimento; 
- Tão logo o sangue flua para dentro do tubo coletor, o garrote deve ser retirado. Porém, se a veia for 
muito fina o garrote poderá ser mantido; 
- Quando o tubo estiver cheio e o fluxo sanguíneo cessar, remova-o do adaptador trocando-o pelo 
seguinte; 
- Acoplar o tubo subsequente em ordem específica a cada um dos exames solicitados, sempre 
seguindo a sequência correta de coleta; 
- À medida que forem preenchidos os tubos, homogeneizá-los gentilmente por inversão (5 a 8 vezes); 
 
Nota: agitar vigorosamente pode causar espuma ou hemólise; não homogeneizar ou homogeneizar 
insuficientemente os tubos de Sorologia pode resultar em uma demora na coagulação; Nos tubos com 
anticoagulante, homogeneização inadequada pode resultar em agregação plaquetária e/ou micro 
coágulos. 
 
- Tão logo termine a coleta do último tubo retirar à agulha; 
- Com uma mecha de algodão exercer pressão sobre o local da punção, sem dobrar o braço, atéparar 
de sangrar; 
- Uma vez estancado o sangramento aplicar uma bandagem; 
- A agulha deve ser descartada em recipiente próprio para materiais infecto contaminantes. 
 
 
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Coleta de Sangue Infantil 
 
Sala de espera: a sala de espera é um local próprio para que o paciente repouse, mantendo sua 
fisiologia estável, enquanto aguarda ser chamado para o procedimento de coleta. Por essa razão, é 
conveniente que a criança tenha um ambiente próprio de espera, ou seja, sala de espera infantil. Um 
ambiente agradável com algum tipo de entretenimento (televisão, revistas, brinquedos) pode ser 
providenciado, quando possível, de forma que a criança desvie a atenção da situação que a levou até lá. 
 
Coleta em criança 
A coleta de sangue em criança e neonato é frequentemente problemática e difícil, para o coletador, 
acompanhante e criança. 
No momento em que a criança é convocada para o procedimento de coleta, deve-se orientar o 
acompanhante das situações que podem ocorrer: 
- A criança pode se debater e ter que ser contida; 
- A maioria das crianças choram muito; 
- Em casos de crianças rebeldes e/ou de veias difíceis, há probabilidade de se ter que fazer mais de 
uma punção; 
- Probabilidade do retorno para uma segunda coleta por necessidade técnica ou diagnóstica. 
 
A criança deve ser preparada psicologicamente para a coleta, cabendo ao coletador conseguir a 
confiança da criança. Isto pode ser obtido observando o comportamento da criança na sala de espera, 
verificando se ela traz algum brinquedo ou livro de estórias, e qual o nível de relacionamento com o 
acompanhante. Caso a criança traga algum brinquedo, este deve ser mantido com ela sempre que 
possível, mas sem que haja comprometimento da coleta. Sempre que possível evitar que a criança assista 
à punção. 
 
O posicionamento de coleta para crianças maiores do que um ano dependerá muito do nível de 
entendimento que elas possam ter. Como regra básica sugere-se: 
- Neonatos e bebês devem ser colocados deitados em maca própria, solicitando a ajuda de outro 
profissional para garantir que a coleta aconteça sem dificuldades. Não é aconselhável que o 
acompanhante participe da coleta, pois o mesmo está envolvido psicologicamente com a criança. O 
auxiliar deve posicionar-se na cabeceira da maca no mesmo lado que o coletador, ficando um de frente 
para o outro. Com uma das mãos conter o braço da criança segurando-a próximo ao pulso e com a outro 
próximo ao garrote, apoiando o antebraço no peito ou ombro da criança. O coletador de frente para o 
auxiliar faz a venopunção seguindo os mesmos passos utilizados para a punção em adultos; 
- Crianças maiores, de forma geral, colaboram para que possa fazer uma venopunção sentada. 
Existem duas maneiras confortáveis de se posicionar uma criança: 
 
Uma delas é colocar a criança de lado, no colo do acompanhante, ficando de lado para o coletador. 
Um dos braços da criança ficará abraçando o acompanhante e o outro posicionado para o coletador. 
Dessa forma, o acompanhante desviará a atenção da criança para si segurando o rosto da mesma com 
uma das mãos. 
O auxiliar ficará posicionado ao lado do coletador onde com uma das mãos segurará o braço da criança 
próximo ao garrote e com a outra mão próximo ao pulso. O coletador de frente para a criança faz a 
venopunção seguindo os mesmos passos utilizados para a punção em adultos; 
A outra, é colocar a criança no colo do acompanhante, de frente para ele com as pernas abertas e 
entrelaçadas a seu corpo, na altura da cintura. O acompanhante estará abraçado a criança e de costas 
ou de lado para o coletador. 
O braço da criança ficará estendido na direção do coletador sob o braço do acompanhante. O auxiliar 
ficará posicionado ao lado do coletador onde com uma das mãos segurará o braço da criança próximo ao 
garrote e com a outra mão próximo ao pulso. O coletador de frente para a criança faz a venopunção 
seguindo os mesmos passos utilizados para a punção em adulto 
 
Cuidados Básicos com o Paciente após a Coleta 
 
- Pacientes idosos ou em uso de anticoagulantes, devem manter pressão sobre o local de punção por 
cerca de 3 minutos ou até parar o sangramento; 
- Orientar para não carregar peso imediatamente após a coleta; 
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- Observar se não está usando relógio, pulseira ou mesmo vestimenta que possa estar garroteando o 
braço puncionado; 
- Orientar para não massagear o local da punção enquanto pressiona o local; 
- A compressão do local de punção é de responsabilidade do coletor. Se não puder executá-lo, deverá 
estar atento à maneira do paciente fazê-lo. 
 
Dificuldades na Coleta 
Algumas dificuldades podem surgir pela inexperiência do uso do sistema a vácuo, sendo a mais 
frequente a falta de fluxo sanguíneo para dentro do tubo. 
 
Possíveis causas: 
- A punção foi muito profunda e transfixou a veia. Solução: retrair a agulha; 
- A agulha se localizou ao lado da veia, sem atingir a luz do vaso. Solução: apalpar a veia, localizar 
sua trajetória e corrigir o posicionamento da agulha, aprofundando-a; 
- Aderência do bisel na parede interna da veia. Solução: desconectar o tubo, girar suavemente o 
adaptador, liberando o bisel e reiniciar a coleta; 
- Colabamento da veia. Solução: diminuir a pressão do garrote. 
 
Outras situações podem ser criadas no momento da coleta, dificultando-a: 
- Agulha de calibre incompatível com a veia; 
- Estase venosa devido a garroteamento prolongado; 
- Bisel voltado para baixo. 
 
Microcoleta de Sangue Capilar e Venoso para Neonatos e Bebês 
 
A microcoleta é um processo de escolha para obtenção de sangue venoso ou periférico, especialmente 
em pacientes pediátricos, quando o volume a ser coletado é menor que o obtido através de tubos a vácuo 
convencionais. O sangue obtido de punção capilar é composto por uma mistura de sangue de arteríola e 
vênulas além de fluidos intercelular e intersticial. 
O sangue capilar pode ser assim obtido: punção digital - através de perfuração com lanceta na face 
palmar interna da falange distal do dedo médio. 
Punção de calcanhar - através de perfuração com lanceta na face lateral plantar do calcanhar. Há uma 
relação linear entre o volume de sangue coletado e a profundidade da perfuração no local da punção. 
Portanto, a lanceta, deverá ser selecionada de acordo com o local a ser puncionado e a quantidade de 
sangue necessária. 
Em neonatos e bebês, a profundidade da incisão é crítica, não devendo ultrapassar 2.4 mm. Caso 
contrário, haverá a possibilidade de causar sérias lesões no osso calcâneo e falange. Isto pode ser evitado 
usando lancetas de aproximadamente 2 - 2.25mm. de profundidade, com disparo semiautomático com 
dispositivo de segurança; 
 
Utilização do Método Microcoleta 
A coleta de sangue em bebês e neonatos é frequentemente problemática e difícil, necessitando um 
profissional experiente e capacitado. O sistema de microcoleta facilita muito o trabalho, contribuindo para 
que a coleta possa ser mais fácil, segura e eficiente. Dessa forma é possível coletar sangue capilar e 
venoso. Desde que o método tradicional para a coleta de sangue a vácuo não seja possível em neonatos 
e bebês deve-se recorrer ao sistema de microcoleta. 
 
A microcoleta pode ser realizada de várias formas: 
- Amostra capilar com microtubos e funil; 
- Amostra capilar com microtubos e tubo capilar; 
- Amostra venosa com escalpe (butterfly); 
- Amostra venosa com cânula-Luer. 
 
A Técnica para Microcoleta de Sangue Capilar 
Antes de iniciar uma microcoleta, certificar-se de que o material abaixo será de fácil acesso: 
- Microtubos necessários à coleta; 
- Etiquetas para identificação do paciente; 
- Luvas; 
- Swabs de algodão embebida em álcool etílico a 70%; 
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- Gaze seca e estéril; 
- Lancetas; 
- Bandagem, esparadrapo; 
- Descartadorde material perfuro cortante. 
 
Antes de iniciar a punção: 
- Acoplar o microtubo ao tubo carregador ou de transporte; 
- Manter o microtubo conectado ao tubo carregador numa estante de sustentação; 
- Introduzir o funil ou tubo capilar através da tampa de borracha. 
 
Após o material estar preparado, iniciar a punção: 
- Verificar quais os exames a serem realizados; 
- Aquecer a falange distal ou o calcanhar a ser puncionado usando uma bolsa de água-quente ou 
friccionando o local da punção para estimular a vascularização; 
- Lavar e secar as mãos; 
- Calçar luvas; 
- Fazer antissepsia do local com algodão embebido em álcool etílico a 70%; 
- Secar o local da punção com uma gaze estéril; 
- Selecionar a lanceta; 
- Segurar firmemente o neonato ou bebê, para evitar movimentos imprevistos. 
 
Punção digital: posicionar o dedo e introduzir a lanceta de forma perpendicular na face lateral interna 
da falange. 
 
Punção no calcanhar: posicionar o calcanhar entre o polegar e o indicador e introduzir a lanceta de 
forma perpendicular na face lateral interna ou externa do calcanhar, evitando a região central. A punção 
deve ser feita perpendicularmente à superfície da pele e não de outra forma, pois poderá causar 
inflamações. 
 
- Desprezar a primeira gota, por conter maior quantidade de fluidos celulares do que sangue. Colher a 
amostra a partir da segunda gota. Nem sempre os neonatos sangram imediatamente; se a gota de sangue 
não fluir livremente, efetuar uma massagem leve para se obter uma gota bem redonda (esta massagem 
no local da punção não deve ser firme e nem causar pressão, pois pode ocorrer contaminação); 
- As gotas de sangue são captadas pelo funil ou tubo-capilar; 
- Quando o microtubo estiver com o seu volume completo, troque-o pelo subsequente, na sequência 
correta de coleta. Atenção: ao coletar amostras com capilar, o tubo de EDTA sempre deve ser o primeiro 
e em seguida o de sorologia (Esta sequência é oposta ao da coleta tradicional para sangue venoso, mas 
minimiza o efeito de influência da coagulação nos resultados de análise); 
- Após a coleta do último microtubo, o funil ou tubo-capilar deve ser removido e descartado. Agora o 
microtubo pode ser gentilmente homogeneizado. Nota: Agitar vigorosamente pode causar espuma e 
hemólise. Nos microtubos com anticoagulante, homogeneização inadequada pode resultar em agregação 
plaquetária e/ou micro coágulos; 
- Após a coleta, pressionar o local da punção com gaze seca estéril até parar o sangramento; 
- Descartar todo o material utilizado na coleta nos descartadores apropriados. 
 
Técnica para Microcoleta de Sangue Venoso 
Os locais de punção em bebês e neonatos, geralmente são as veias na cabeça, dorso das mãos e dos 
pés, e do braço. A área escolhida para ser puncionada deve ser mantida imobilizada onde a visualização 
da veia pode ser melhorada aplicando um garroteamento por poucos segundos e/ou aquecendo ou 
friccionando a área. 
- Antes de iniciar a punção: acoplar o microtubo ao tubo carregador ou de transporte. Introduzir o funil 
através da tampa de borracha; 
- Puncionar a veia utilizando um butterfly ou cânula luer; 
- Deixar que o sangue goteje para dentro do microtubo até completar o volume; 
- Remova a cânula ou butterfly, retire o funil e descarte todo o material utilizado na coleta no 
descartador apropriado; 
- Inverter os microtubos de 4-6 vezes, para uma homogeneização perfeita. 
 
 
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Como Coletar Urina (amostra ocasional) 
Procedimento Básico: 
Utilizar o kit fornecido pelo laboratório gratuitamente com instruções específicas. 
- Fazer uma higiene íntima rigorosa em sua casa, usando sabonete e água; enxaguar bem com água 
abundante e secar bem com uma toalha limpa; 
- Coletar a primeira urina da manhã ou 2 horas após a última micção; 
- Desprezar o primeiro jato da urina no vaso sanitário, coletar no copo descartável o jato do meio, mais 
ou menos (até a metade do copo) desprezando o restante da micção no vaso sanitário; 
- Imediatamente, passar a urina do copo para o tubo, até preencher totalmente, fechar e muito bem e 
identificar com seu nome completo e ou etiquetar com etiqueta própria do laboratório. 
 
Cuidados para realizar a coleta de Urina: jejum não é necessário. Retenção Urinária: pode ser a 
primeira da manhã ou o tempo mínimo de 2 horas de retenção. Evite a ingestão excessiva de líquidos. 
Para crianças muito pequenas: usar coletor infantil fornecido pelo laboratório coleta realizada de acordo 
com o laboratório. 
 
Tipos de exames de Urina: exame de Urina tipo I de material enviado (o procedimento básico de 
urina deverá ser realizado no laboratório de acordo com a solicitação médica). Realizar o procedimento 
básico de coleta em sua própria residência. Encaminhar ao laboratório até 2 horas após a coleta. Exame 
de Urina tipo I com assepsia- Cultura de Urina. O procedimento básico de coleta de Urina deverá ser 
realizado no laboratório, de acordo com a solicitação médica. 
 
Crianças muito pequenas: a coleta pode ser realizada no laboratório, onde haverá troca de coletores 
e assepsia a cada 30 minutos, realizada pela Equipe. Ou pode trazer a Urina colhida em casa, em 
coletores fornecidos pelos laboratórios. Mas deve-se fazer uma higiene intima rigorosa na criança, antes 
de colocar o coletor. 
 
Como Coletar Fezes 
 
Procedimento básico: 
- Utilizar o kit fornecido pelo laboratório com instruções específicas; 
- Colher fezes em recipiente limpo de boca larga, tomando cuidado de não contaminar as fezes com a 
urina ou água do vaso sanitário. Usando uma pazinha, colher uma porção de fezes do tamanho de uma 
noz e colocar no frasco coletor. Se for observado presença de muco ou sangue, colher também está 
porção "feia" das fezes, sendo muito importante para análise. Tampar bem o frasco e identificar com seu 
nome completo e encaminhar ao laboratório. 
 
Tipos de Exames de Fezes 
Exame parasitológico simples: pode ser colhida em qualquer horário do dia. Enviar ao laboratório 
em até 2 horas após a coleta, se em temperatura ambiente, caso não seja possível, conservá-la em 
geladeira no máximo 14 horas até a entrega ao laboratório. 
 
Exame parasitológico com conservante: paciente irá receber um kit contendo 3 frascos coletores (2 
com líquido conservante e 1 sem conservante ou 3 com líquido conservante). Seguir o procedimento 
básico de coleta de fezes, porém a coleta deverá ser realizada em dias alternados, pelo menos 1 dia de 
intervalo entre as coletas. Coletar uma amostra em cada frasco, fechar e agitar para dissolver as fezes 
no líquido. Conservar em geladeira a medida em que forem sendo coletadas. A última amostra deve ser 
colocada no frasco sem conservante. Tampar bem, identificar com nome completo e encaminhar ao 
laboratório. Encaminhar ao laboratório em até 2 horas após a última coleta, se em temperatura ambiente, 
ou no máximo 14 horas se refrigerada. 
 
Exame parasitológico seriado: você vai receber 3 frascos coletores sem conservante. Seguir o 
procedimento básico de coleta de fezes. Colher as fezes em dias alternados. A cada coleta encaminhar 
a amostra ao laboratório em até 2 horas em temperatura ambiente ou no máximo 14 horas se refrigerada. 
 
Cultura de Fezes: seguir o procedimento básico de coleta de fezes. Após a coleta, encaminhar ao 
laboratório em até 3 horas, se em temperatura ambiente ou em até 6 horas se refrigerada. Caso esteja 
usando antibióticos, esperar 7 dias após o término do medicamento para colher as fezes. Caso seja 
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necessário o uso de laxantes, são permitidos apenas os à base de sulfato de magnésio. Consulte seu 
médico. 
 
Crianças muito pequenas: não utilizar as fezes da fralda quando estiverem diarreicas ou líquidas, 
solicitar coletores infantis fornecidos. No caso de fezes consistentes, encaminhar condicionalmente para 
o responsável do setor analisar se a quantidadeé suficiente. Encaminhar ao laboratório em até 3 horas 
se em temperatura ambiente ou em até 6 horas se refrigerada. 
 
Coleta para pesquisa de sangue oculto: 
Fazer dieta prévia de 3 dias e no dia da coleta do material; 
Dieta deve ser com exclusão de: Carne (vermelha e branca); Vegetais (rabanete, nabo, couve-flor, 
brócolis e beterraba); Leguminosas (soja, feijão, ervilha, lentilha, grão-de-bico e milho); Azeitona, 
amendoim, nozes, avelã e castanha; 
Não usar medicamentos irritantes da mucosa gástrica (Aspirina, anti-inflamatórios, corticoides...). Se 
utilizar, informar ao Laboratório no momento da entrega do material; evitar sangramento gengival (com 
escova de dente, palito...). Se ocorrer, informar ao Laboratório no momento da entrega do material. Manter 
refrigerado por no máximo 14 horas. 
Os exames complementares fornecem informações necessárias para a realização do diagnóstico de 
uma determinada alteração ou doença. Vale ressaltar que a realização ou solicitação de um exame 
complementar devem ser direcionar levando-se em consideração os dados obtidos através da anamnese 
e exame físico, sabendo exatamente o que pretende-se obter e conhecendo corretamente o valor e 
limitações do exame solicitado. 
 
Instruções Para Coleta de Escarro 
 
A amostra de escarro deve ser coletada, sempre que possível, antes do início do tratamento 
(principalmente antibióticos). 
O escarro ideal é obtido após tosse profunda, é aquele que vem do “fundo do peito”. 
A amostra colhida pela manhã, ao acordar, é a mais concentrada e, portanto, a adequada para o 
exame. 
Deve-se ingerir bastante líquidos desde a noite anterior. A boa hidratação facilita a coleta. 
Inalar vapor úmido, antes da coleta, pode ser útil (por ex., inalando o vapor do banho). 
Caso não esteja eliminando escarro no dia da coleta, é preferível não efetuar a coleta. Não colha saliva 
em lugar ou junto do escarro. Evite, também, colher secreção do nariz. 
Caso o médico tenha solicitado mais de uma amostra, é preferível colher cada uma em um dia diferente 
 
Passo A Passo Para A Coleta Do Escarro: 
Antes de colher, escove os dentes e enxágue a boca com bastante água, para reduzir a contaminação 
com a flora bucal. Não use pasta de dentes, nem enxágues com flúor (tipo listerine). 
O escarro deve ser colhido em frasco estéril, fornecido pelo Laboratório. Abra o frasco, tirando a tampa 
e colocando-a virada para cima. 
Tussa profundamente e colete o escarro diretamente dentro do frasco. Não toque o frasco ou a tampa 
por dentro. Procure não contaminar o lado de fora do recipiente com escarro. 
Tampe bem o frasco, imediatamente após a coleta. Identifique o frasco, pelo lado de fora, com o seu 
nome e data e hora da coleta. 
Encaminhe o material coletado o mais rapidamente possível ao Laboratório. 
 
Exames Laboratoriais 
 
Exames Hematológicos 
A maioria das doenças hematológicas determina o aparecimento de significativas manifestações 
bucais. Muitas vezes estas são as primeiras manifestações clínicas da doença fazendo com que, em 
muitas ocasiões, o dentista seja o primeiro profissional a suspeitar ou mesmo diagnosticar graves doenças 
sistêmicas de natureza hematológica. 
Na anamnese, o dentista deve interrogar sobre a ocorrência de hemorragias, analisando fatores 
importantes como: local, duração e a gravidade da perda de sangue, causa aparente de hemorragia, 
aparecimento de hematoma e os antecedentes familiares de hemorragia. Ao suspeitar de condição 
hemorrágica, o profissional deverá solicitar os exames adequados. Caso os exames revelem alterações 
de normalidade, o paciente deve ser encaminhado ao hematologista para que o tratamento seja efetuado. 
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A nível odontológico, a verificação do tempo de coagulação (TC), tempo de sangramento (TS) e 
realização do teste de fragilidade capilar (FC), são exames simples, realizáveis no próprio consultório, de 
fácil interpretação e suficientes para verificar a presença de alterações significativas na hemostasia. 
O hemograma é uma bateria de exames complementares. Consiste na contagem de glóbulos 
vermelhos e brancos, dosagem de hemoglobina, determinação do valor globular médio, contagem 
específica de leucócitos e, eventualmente, na contagem de plaquetas. 
O hemograma está indicado nos processos infecciosos agudos, nos infecciosos supurativos ou não, 
nos alérgicos específicos, nas moléstias leucopênicas e nas moléstias próprias do aparelho 
hematopoiético. A interferência na série vermelha é pequena nestes processos. Entretanto, o hemograma 
fornece informações precisas nos estados anêmicos, evidenciando o número, forma, tamanho e 
coloração das hemácias, proporcionando melhor identificação das anemias. 
 
Exame de Urina 
A urina é o resultado da filtração de plasma pelo glomérulo e dos processos de reabsorção e excreção 
exercidos pelos túbulos renais. O exame de urina é outro componente laboratorial valioso na rotina do 
complexo pré-operatório. É um dos demonstradores das numerosas manifestações de doenças 
sistêmicas. Os elementos de maior importância no exame de urina e que devem ser analisados são: 
densidade, volume, cor, aspecto, pH, glicosúria, acetonúria, piúria, hematúria e bile. 
 
Outros Exames 
O dentista pode ainda solicitar outros tipos de exames laboratoriais como: reação do Machado-
Guerreiro, na doença de Chagas; reação de Montenegro, que é uma prova intradérmica, para diagnóstico 
de Leishmaniose brasiliense; reação de Sabin e Feldman, na toxoplasmose; reação de Mantoux, na 
tuberculose; reação de Mitsuda na hanseníase (lepra). 
Além dos anteriormente mencionados, podem ter aplicação na clínica odontológica a taxa de glicemia 
e exames sorológicos para lues. São bem conhecidos os problemas que podem aparecer no tratamento 
odontológico de um paciente diabético. O dentista deve estar sempre atento, a fim de detectar sinais e 
sintomas que possam sugerir a presença de tal afecção. 
A dificuldade de cicatrização, hálito cetônico, xerostomia, história de poliúria e sede excessiva são 
dados que indicam a requisição da determinação da taxa de glicemia. Se esta apresentar alta dosagem, 
estará confirmada a hipótese clínica de diabetes e o paciente deve ser encaminhado ao médico para 
tratamento. 
A presença de úlceras e placas na mucosa bucal, o clínico deve pensar na possibilidade de etiologia 
luética e requisitar, quando julgar necessário, os exames complementares específicos que irão ou não 
confirmar tal suspeita. 
 
Citologia Esfoliativa 
É um método laboratorial que consiste basicamente na análise de células que descamam 
fisiologicamente da superfície. Não é um método recente e sua utilização é anterior à metade do século 
XIX. Deve-se a Papanicolau & Traut, em 1943, com a apresentação e valorização dos achados citológicos 
em colpocitologia, a aceitação universal do método no diagnóstico do câncer da genitália feminina. Em 
1951, Muller e col. utilizaram a citologia na mucosa bucal. Folson e col., em 1972, justificaram bem a 
razão do método útil e válido: 
- Sob condições normais, existe uma forte aderência entre as camadas mais profundas do epitélio, o 
que dificulta a sua remoção; 
- Nas lesões malignas e em alguns processos benignos, essa aderência ou coesão celular é bastante 
frágil, o que permite facilmente sua remoção; 
- Nos processos malignos, as células apresentam alterações características especiais que as 
diferenciam das células normais, tais como: núcleos irregulares e grandes, bordas nucleares irregulares 
e proeminentes, hipercromatismo celular, perda da relação núcleo- citoplasma, nucléolos proeminentes 
e múltiplos, discrepância de maturação em conjunto de células, mitoses anormais e pleomorfismo celular; 
- Cerca de 90% dos tumores malignos de boca são de origem epitelial, o que vem favorecer o uso de 
citologia esfoliativa. 
 
A fidelidade da citologia esfoliativa na detecção do câncer bucal foi demonstrada em diversostrabalhos. Entre eles, ressalta o resultado de um estudo citológico e histopatológico realizado com 
118.194 indivíduos no programa “Oral Exfoliative Cytology Veteranis Administration Cooperative Study, 
Washington, D.C.” publicados por Sandler em 1963. Em 592 lesões encontradas na amostra, os 
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resultados citológicos e histopatológicos foram semelhantes em 577 casos, o que conferiu à citologia uma 
fidelidade de 97%. 
Valor de citologia esfoliativa no diagnóstico de lesões benignas de boca, é revelado por sua aplicação 
na confirmação de diagnóstico de outras entidades como pênfigos, herpes, paracoccidioidomicose, 
candidose, lesões císticas por aspiração do conteúdo líquido e esfregaço do material obtido. 
 
Vantagens 
- Método simples e praticado sem anestesia; 
- Rápida execução; 
- Não leva paciente ao estado de ansiedade provocado, às vezes pela biópsia; 
- Barato. 
 
Limitações 
- Evidencia apenas lesões superficiais; 
- O diagnóstico geralmente não é fundamentado num resultado positivo para malignidade, pois neste 
caso a biópsia será indispensável para confirmação definitiva; 
- Em caso de malignidade sempre indica a necessidade de uma biópsia, e em caso de resultado 
negativo pode permanecer a dúvida. 
 
Indicações 
- Infecções fúngicas (candidose, paracoccidioidomicose); 
- Doenças autoimunes (pênfigo); 
- Infecções virais (herpes primário, herpes recorrente). 
 
Contraindicações 
- Lesões profundas cobertas por mucosa normal; 
- Lesões com necrose superficial; 
- Lesões ceratóticas. 
 
Procedimento 
O exame fundamenta-se na raspagem das células superficiais de uma determinada lesão, confecção 
do esfregaço sobre a lâmina de vidro, fixação, coloração e exame microscópico. O resultado da citologia 
esfoliativa é fornecido de acordo com o código de classificação de esfregaço apresentado por Papanicolau 
& Traut e modificado por Folson e col. 
Classe 0 - material inadequado ou insuficiente para exame. 
Classe I - células normais. 
Classe II - células atípicas, mas sem evidências de malignidade. 
Classe III - células sugestivas, mas não conclusivas de malignidade. 
Classe IV - células fortemente sugestivas de malignidade. 
Classe V - células indicando malignidade. 
 
Sempre que o resultado estiver enquadrado nas classes III, IV e V se faz necessária a biópsia para 
confirmar resultado. Atualmente os patologistas preferem descrever a alteração, isto é, presença ou 
ausência de células malignas. 
A citologia esfoliativa da mucosa bucal não teve um desenvolvimento acentuado, talvez em 
decorrência do número de resultados falsos negativos que podem ocorrer, principalmente pela 
deficiência, na coleta do material e de citopatologistas experientes. 
Considera-se que a citologia esfoliativa não é um método que propicie o diagnóstico definitivo de uma 
lesão, mas, é de grande valia para orientação diagnóstica, o que equivale a afirmar que deve ser feita, 
mas nunca em detrimento da análise histopatológica. 
 
Biópsia 
É um procedimento cirúrgico simples, rápido e seguro, em que parte da lesão ou toda a lesão de tecido 
mole ou ósseo é removida, para estudo de suas características microscópicas. A biópsia permite fazer 
uma correlação entre os achados clínicos e histopatológicos determinando, na grande maioria dos casos, 
o diagnóstico definitivo. 
 
 
 
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Indicações 
- Toda lesão cuja história e características clínicas não permitam elaboração do diagnóstico e que não 
apresente evidência de cura dentro de um período não superior a duas semanas; 
- Em tecidos retirados cirurgicamente, quando ainda não se tem um diagnóstico prévio; 
- Lesões intraósseas que não possam ser positivamente identificadas através de exames de imagem. 
 
Contraindicações 
- Tumores encapsulados (para não provocar difusão para tecidos vizinhos). Ex.: Adenoma pleomórfico 
em glândula parótida; 
- Em lesões angiomatosas (Ex. hemangioma), a indicação de biópsia deve ser criteriosa e quando 
realizada deve seguir normas de segurança evitando complicações, principalmente hemorragia. 
A realização de biópsia em lesões pigmentadas da mucosa oral não necessita de margem de 
segurança. Atualmente sabe-se que uma lesão pigmentada que foi biopsiada e diagnosticada como 
melanoma não tem seu prognóstico alterado por ter sido biopsiada previamente à cirurgia. 
Não biopsiar áreas de necrose porque não há detalhes celulares. 
 
Tipos de Biópsia 
Biópsia incisional: apenas parte da lesão é removida. É indicada em caso de lesões extensas ou de 
localização de difícil acesso. 
Biópsia excisional: toda a lesão é removida. É indicada em lesões pequenas e de fácil acesso. 
A amostra deve ser enviada ao laboratório para exame histopatológico sempre acompanhada de um 
relatório onde são discriminados os seguintes dados: data da biópsia, nome, idade e sexo do paciente, 
nome do operador, local da biópsia, descrição breve dos aspectos clínicos da lesão e hipóteses 
diagnósticas. Em caso de biópsia óssea enviar radiografia. 
 
Sequência de biópsia: 
- Infiltração da solução anestésica na periferia da lesão ou usar-se de anestesia regional; 
- Incisão do tecido a ser biopsiado (bisturi ou punch); 
- Preensão da peça com pinça “dente de rato”; 
- Corte ou remoção da peça com tesoura ou mesmo bisturi; 
- Colocação do tecido removido em vidro com formol 10%; 
- Sutura da região quando necessário; 
- Relatório do espécime e envio ao laboratório. 
 
Principais causas de erros e falhas das biópsias: 
- Falta de representatividade do material colhido; 
- Manipulação inadequada da peça; 
- Fixação inadequada; 
- Introdução de anestésico sobre a lesão; 
- Uso de substâncias antissépticas corantes; 
- Informações deficientes; 
- Troca de material pelo clínico ou pelo laboratório. 
 
Biópsia Aspirativa com Agulha Fina 
É um método utilizado para análise citológica de material obtido através da aspiração por agulha fina. 
Exige preparação para a realização do procedimento e principalmente para a interpretação do material 
colhido. A coleta do material é realizada a nível ambulatorial dispensando a internação do paciente, com 
o mínimo de desconforto e sem a necessidade de anestesia em lesões superficiais. 
Em lesões profundas pode ser realizada anestesia somente na área onde a agulha será introduzida. 
A principal indicação é para diferenciar tumores benignos de malignos. No entanto, em várias situações 
o diagnóstico final pode ser estabelecido. 
De acordo com estudos estatísticos, a punção é concordante com o diagnóstico final em 85 a 100% 
das histologias, sendo utilizada em alguns casos como único recurso diagnóstico para planejamento do 
tratamento. 
A punção pode ser utilizada em praticamente todas as regiões do corpo. Entretanto, tem maior 
indicação em locais de difícil acesso, onde a biópsia convencional provocaria maior dificuldade para 
realização. A tireoide e a mama são os dois principais órgãos que mais são investigados pela técnica da 
punção aspirativa, pois frequentemente apresentam tumorações com aumento de volume. Na região de 
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cabeça e pescoço, além da tireoide, é utilizada principalmente em massas cervicais e glândulas salivares 
maiores. 
Em algumas situações, lesões pequenas não palpáveis, são observadas apenas através de exames 
de imagem como ultrassonografia, mamografia e tomografia computadorizada. Nestes casos, a biópsia 
aspirativa dirigida por ultrassom ou tomografia é muito importante. Nos órgãos internos como pulmão, 
fígado e próstata, a punção também pode ser guiada por exames de imagem, principalmente a 
ultrassonografia e tomografia computadorizada. 
Para a realização do exame utiliza-se o cito-aspirador, que é um aparelho onde acopla- se uma seringa 
de l0ml com uma agulha de 2,0cm, calibre 24. Após afixação do nódulo a agulha é introduzida e 
movimentada rapidamente com pressão negativa. O material aspirado é colocado em laminas de vidro 
que posteriormente serão examinadas. 
O exame praticamente não provoca nenhum dano tecidual importante e as complicações são raras, 
limitando-se a pequenos hematomas e discreta dor local que cessa em geral em algumas horas. Nos 
casos de biópsia de lesões profundas em órgãos como fígado, pâncreas, pulmões, onde se utiliza agulha 
mais longa e mais calibrosa, torna-se necessária observação médica e repouso. 
 
Questões 
 
01. A tireoide e a mama são os dois principais órgãos que mais são investigados pela técnica da 
punção aspirativa. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
02. Em relação aos tipos de biópsias, analise a afirmativa. 
Biópsia incisional: apenas parte da lesão é removida. É indicada em lesões pequenas e de fácil 
acesso. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
03. Citologia Esfoliativa: É realizado durante o ato cirúrgico quando houver a necessidade de se 
definir a natureza da lesão (benigna ou maligna) ou para avaliar se as margens de ressecção cirúrgica 
estão livres ou comprometidas pela neoplasia. 
 
04. Caso não esteja eliminando escarro no dia da coleta, é preferível colher saliva no lugar 
( ) Certo ( ) Errado 
 
05. Em relação à coleta de urina para amostra ocasional, é correto afirmar que: 
“Coletar a primeira urina da manhã ou 2 horas após a última micção.- Desprezar o primeiro jato da 
urina no vaso sanitário, coletar no copo descartável o jato do meio, mais ou menos ( até a metade do 
copo) desprezando o restante da micção no vaso sanitário”. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
Gabarito 
 
01.Certo / 02.Errado / 03.Errado / 04.Errado / 05.Certo 
 
Comentários 
 
01. Resposta: Certo 
Pois frequentemente apresentam tumorações com aumento de volume. Na região de cabeça e 
pescoço, além da tireoide, é utilizada principalmente em massas cervicais e glândulas salivares maiores. 
 
02. Resposta: Errado 
Biópsia incisional: apenas parte da lesão é removida. É indicada em caso de lesões extensas ou de 
localização de difícil acesso. 
Biópsia excisional: toda a lesão é removida. É indicada em lesões pequenas e de fácil acesso. 
 
03. Resposta: Errado 
Citologia Esfoliativa: É um método laboratorial que consiste basicamente na análise de células que 
descamam fisiologicamente da superfície. 
 
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04. Resposta: Errado 
Caso não esteja eliminando escarro no dia da coleta, é preferível não efetuar a coleta. Não colha saliva 
em lugar ou junto do escarro. 
 
05. Resposta: Certo 
As orientações estão corretas em relação a coleta de urina ocasional sempre coletar a primeira urina 
da manhã ou 2 horas após a última micção, desprezar o primeiro jato da urina no vaso sanitário, coletar 
no copo descartável o jato do meio, mais ou menos (até a metade do copo) desprezando o restante da 
micção no vaso sanitário. 
 
 
 
CRIOTERAPIA E TERMOTERAPIA 
A crioterapia é uma técnica terapêutica utilizada em fisioterapia que usa gelo ou baixas temperaturas 
para controlar a dor e a inflamação. 
A crioterapia funciona, pois quando um local está inflamado ou lesionado é normal que ele esteja 
inchado, vermelho e quente, por isso, a crioterapia irá diminuir estes sintomas, facilitando a recuperação 
da inflamação ou lesão. 
A crioterapia estética é outro tipo de crioterapia que serve para atingir objetivos estéticos, como 
emagrecer, combater a celulite e a flacidez ou retirar verrugas, por exemplo. 
 
Indicações da Crioterapia 
 
As indicações da crioterapia incluem: 
- Lesões musculares, como, por exemplo, entorses, pancadas ou manchas roxas na pele; 
- Lesões ortopédicas; 
- Dores musculares; 
- Inflamação dos músculos e das articulações; 
- Queimaduras leves; 
- Tratamento das verrugas do HPV. 
 
A crioterapia e termoterapia, que utiliza o calor em vez do frio, podem ser utilizadas em conjunto de 
acordo com a lesão. 
 
Como usar a Crioterapia 
 
A crioterapia pode ser utilizada pelo fisioterapeuta das seguintes formas: 
- Gelo picado e colocado num saco plástico, envolto numa toalha úmida; 
- Pedra de gelo, fazendo uma massagem local; 
- Bolsa térmica de gelo que pode ser mantida no congelador; 
- Banho de imersão em água gelada e pedras de gelo; 
- Banho de contraste com água fria e água morna; 
- Através de spray; 
- Com nitrogênio líquido. 
 
Seja qual for a técnica escolhida, o tempo de contato do gelo com o corpo nunca deverá ser superior 
a 20 minutos, para não queimar a pele. 
 
Termoterapia 
 
A termoterapia é o tratamento baseado no uso de meios físicos como as bolsas quentes ou geladas. 
O esfriamento de uma área do corpo provoca o estreitamento dos vasos sanguíneos (ao que se chama 
de vasoconstrição) e diminui a chegada do processo inflamatório - caracterizado por três sinais: inchaço, 
calor e vermelhidão. 
Termoterapia, crioterapia 
 
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O aquecimento relaxa a musculatura dos vasos sanguíneos e melhora a circulação ao que se chama 
de vasodilatação), auxiliando na remoção do processo inflamatório. 
Ambos os tratamentos melhoram a dor, porém cada um é indicado para um determinado tipo de 
situação. 
 
Quando usar: 
Bolsa de gelo: é desejável utilizá-la nos traumas, para evitar a inflamação exagerada. Os pacientes 
com osteoartrite (desgaste da cartilagem) tendem a se beneficiar com a bolsa gelada. 
Bolsa quente: nas dores musculares, muito comum nas regiões lombar e cervical, ajuda a relaxar a 
musculatura e diminuir os espasmos dolorosos. 
É importante lembrar que a pele sempre deve ser protegida por um tecido fino (como uma meia no pé, 
por exemplo) para evitar queimaduras, tanto pelo frio quanto pelo calor. 
Pode-se realizar o procedimento até de 2 em 2 horas, mas normalmente, de 3 a 5 vezes por dia é 
suficiente. 
O tempo necessário do procedimento pode variar de 15 a 30 minutos, dependendo do tamanho da 
articulação. É contraindicado dormir com as bolsas para evitar queimaduras. 
 
Questões 
 
01. (FUNDASUS - Técnico em Enfermagem - AOCP) A crioterapia é a aplicação terapêutica de 
qualquer substância que resulte em 
(A) perda de calor corporal, diminuindo a temperatura dos tecidos. 
(B) aumento de calor corporal, diminuindo a espessura dos tecidos. 
(C) perda de amplitude corporal, diminuindo a rotação dos tecidos. 
(D) perda de pressão corporal, diminuindo a amplitude dos tecidos. 
(E) aumento da densidade corporal, aumentando a espessura dos tecidos. 
 
Gabarito 
 
01.A 
 
Comentários 
 
01. Resposta: A 
A crioterapia é uma técnica terapêutica utilizada em fisioterapia que usa gelo ou baixas temperaturas 
para controlar a dor e a inflamação 
 
 
 
TIPOS, CARACTERÍSTICAS E CUIDADOS COM TUBOS, DRENOS, SONDAS, CATÉTERES, 
TRAQUEOSTOMIAS E OSTOMAS 
 
Cuidados com Drenos12 
 
Algumas cirurgias exigem a necessidade da colocação de drenos para facilitar o esvaziamento do ar 
e líquidos (sangue, secreções) acumulados na cavidade. Assim, para que exerça corretamente sua 
função o profissional deve ter a compreensão do que vem a ser dreno, bem como suas formas e 
localizações. 
Dreno pode ser definido como um objeto de forma variada, produzido em materiais diversos, cuja 
finalidade é manter a saída de líquido de uma cavidade para o exterior. 
De maneira geral, os cuidados de enfermagem são: manter a permeabilidade, visando garantir uma 
drenagem eficiente; realizar o adequado posicionamento do dreno, evitando que ocorra tração e posterior 
deslocamento; realizar o curativo conforme a necessidade e com o material determinado para a 
 
12 GEMELLI, Lorena Moraes Goetem; ZAGO, Márcia Maria Fontão. A interpretação do cuidado com o ostomizado na visão do enfermeiro: um estudo de caso. 
Rev Latino-am Enfermagem, v. 10, n. 1, p. 34-40, janeiro-fevereiro, 2002. 
Sondagens, aspirações, nebulização, uso de oxigenoterapia, lavagensgastrointestinal 
 
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81 
 
prevenção de infecções; controlar a drenagem, atentando para a quantidade e aspecto da secreção 
drenada, e registrar corretamente todos estes dados. 
Para melhor entendimento, apresentaremos a seguir alguns tipos de drenos, seu posicionamento, 
cuidados específicos e em que tipos de cirurgia podem ser utilizados. 
O sistema para drenagem fechada de feridas realiza a drenagem com o auxílio de uma leve sucção 
(vácuo), sendo composto por uma extensão onde uma extremidade fica instalada na cavidade e a outra 
em uma bolsa com o aspecto de sanfona. 
Seu manejo consiste em manter essa sanfona com a pressão necessária para que a drenagem ocorra 
com mais facilidade. Este sistema é utilizado principalmente para a drenagem de secreção sanguinolenta, 
sendo amplamente utilizado nas cirurgias de osteossíntese e drenagem de hematoma craniano. 
Uma outra forma de drenagem fechada são os drenos com reservatório de Jackson-Pratt (JP), que 
funciona com pressão negativa e diferencia-se do anterior por possuir a forma de pera - sendo comumente 
utilizado para cirurgias abdominais. 
O principal cuidado com esse tipo de dreno é a correta manutenção do vácuo, obtido com a 
compressão do reservatório. Caso contrário, a drenagem não será eficaz, podendo ocorrer acúmulo de 
secreção - o que provocaria no cliente dor, desconforto e alterações dos seus sinais vitais, entre outras 
intercorrências. 
Existem também os sistemas de drenagem aberta, nos quais o dreno mais utilizado é o de Penrose, 
constituído por um tubo macio de borracha, de largura variada, utilizado principalmente para cirurgias em 
que haja presença de abcesso na cavidade, particularmente nas cirurgias abdominais - nas quais se 
posiciona dentro da cavidade, sendo exteriorizado por um orifício próximo à incisão cirúrgica. 
Com relação aos cuidados de enfermagem, por se tratar de um sistema aberto - que deverá estar 
sempre protegido por um reservatório (bolsa) - a manipulação deve ser feita de maneira asséptica, pois 
existe a comunicação do meio ambiente com a cavidade, o que possibilita a ocorrência de infecção - e o 
profissional deve estar atento para a possibilidade de exteriorização, o que não é incomum. 
Além dessas, existe uma outra forma de drenagem que pode ser realizada tanto no momento da 
realização do ato cirúrgico como na presença de algum colapso: a drenagem de tórax - a qual, em vista 
de suas particularidades, será detalhada a seguir. 
 
Portovac 
É um sistema de drenagem fechado que utiliza de uma leve sucção (vácuo), apresentando um aspecto 
de sanfona. 
Consiste em manter a pressão dentro para facilitar a drenagem. 
É usada em cirurgias que se espera sangramento no pós-operatório, ou seja, secreção sanguinolenta. 
Pode ser usado em cirurgias ortopédicas, neurológicas e oncológicas. 
 
Contraindicação 
- Não pode ser usado em cirurgias que a dura-máter não esteja totalmente fechada, ela aberta provoca 
dor, desconforto, e pode fazer sucção do LCR. 
- Risco de infecção. 
- Fechar a ferida sem o dreno faz com o sangue se acumule entre os tecidos formando um hematoma, 
tornando meio de cultura. 
 
Cuidados com o Portovac 
- Prazo de permanência: aproximadamente 48 horas. 
- Não tracionar. 
- Verificar drenagem (presença de coágulos). 
- Manipulação asséptica. 
 
Dreno de Tórax 
Sabemos que os pulmões estão envolvidos por um saco seroso, completamente fechado, chamado 
pleura - que possui um espaço (cavidade pleural) com pequena quantidade de líquido. Nesta cavidade a 
pressão é menor que a do ar atmosférico, o que possibilita a entrada de ar. 
Sempre que o pulmão perde essa pressão negativa, seja por abertura do tórax devido à cirurgia, 
trauma ou por presença de ar, pus, ou sangue no tórax ocorrerá o colapso pulmonar. 
Na presença desse colapso faz-se necessária a realização de drenagem torácica para a reexpansão 
pulmonar pela restauração da pressão negativa. Para tal procedimento faz-se necessária a utilização de 
máscara, aventais e luvas estéreis, solução para a assepsia do local de punção, sistema de drenagem 
montado, anestésico local e material para curativo. 
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Durante o procedimento, a equipe de enfermagem deve auxiliar a circulação dos materiais e promover 
conforto e segurança ao cliente. 
Em relação à manutenção do sistema fechado, a equipe de enfermagem deve observar e realizar 
algumas ações específicas para impedir a entrada de ar no sistema pois, caso isto ocorra, o ar pode 
entrar nas pleuras (colabamento pulmonar) e comprimir os pulmões, provocando dispneia e desconforto 
respiratório para o cliente. 
Como precaução a esta eventualidade o dreno deve estar corretamente fixado ao tórax do paciente 
com fita adesiva - o que impede seu deslocamento. 
Visando evitar o colabamento pulmonar a equipe deve adotar os seguintes cuidados: certificar-se de 
que as tampas e os intermediários do dreno estejam corretamente ajustados e sem presença de escape 
de ar, o que prejudicaria a drenagem; manter o frasco coletor sempre abaixo do nível do tórax do cliente 
- o qual, durante a deambulação, poderá utilizar uma sacola como suporte para o frasco coletor. 
O cliente deve ser orientado para manter o frasco coletor sempre abaixo do nível de seu tórax, e atentar 
para que não quebre - caso isto ocorra, deve imediatamente pinçar com os dedos a extensão entre o 
dreno e o frasco, o que evitará a penetração de ar na cavidade pleural. 
O dreno originário do tórax deve ser mantido mergulhado em solução estéril contida no frasco coletor 
(selo de água) - no qual deve ser colocada uma fita adesiva em seu exterior, para marcar o volume de 
solução depositada, possibilitando, assim, o efetivo controle da drenagem. 
A intervalos regulares, o auxiliar de enfermagem deve checar o nível do líquido drenado, comunicando 
à enfermeira e/ou médico as alterações (volume drenado, viscosidade e coloração). 
Observar a oscilação da coluna de líquido no interior do frasco coletor - que deve estar de acordo com 
os movimentos respiratórios do cliente. Caso haja a necessidade de seu transporte, o profissional deverá 
pinçar a extensão apenas no momento da transferência da cama para a maca. 
Nessa circunstância, o cliente deve ser orientado para não deitar ou sentar sobre a extensão e a equipe 
deve observar se não existem dobras, formação de alças e/ou obstrução da extensão, visando evitar o 
aumento da pressão intrapleural, que pode provocar parada cardiorrespiratória. 
A cada 24 horas, realizar a troca do frasco de drenagem, de maneira asséptica, cujo pinçamento de 
sua extensão deve durar apenas alguns segundos (o momento da troca), observando-se e anotando-se, 
nesse processo, a quantidade e aspecto da secreção desprezada. 
Com relação aos clientes em posição pleural e com drenos o controle da dor é de extrema importância, 
pois lhes diminui a ansiedade e desconforto, além de evitar a infecção pulmonar - como sabemos, a 
pessoa com dor não realiza corretamente a fisioterapia respiratória, o que aumenta o acúmulo de 
secreção e, consequentemente, a possibilidade de infecção pulmonar. 
 
Drenagem Torácica 
O mecanismo normal da respiração opera sob o princípio da pressão negativa, ou seja, a pressão da 
cavidade torácica é inferior à pressão atmosférica, fazendo com que o ar se desloque para dentro dos 
pulmões durante a inspiração. 
Sempre que o tórax é aberto, existe uma perda da pressão negativa o que pode resultar em 
colabamento do pulmão. 
O ar e líquido (sangue, pus, líquido seroso, suco gástrico) formam coleção no espaço interpleural, 
restringindo a expansão pulmonar e reduzindo a troca gasosa. 
O dreno torácico é implantado no sistema pleural e é capaz de remover qualquer coisa do espaço 
pleural. 
Também conhecida como drenagem em selo d'água. É uma técnica de evacuação de ar, água ou 
sangue da cavidade pleural. Pararealização desta drenagem é necessário a implantação de um dreno 
no tórax do paciente que estará ligado ao sistema de drenagem. 
 
Local de Inserção do Dreno: 
AR - 2º espaço intercostal na linha hemiclavicular 
LÍQUIDO - 5º ou 6º espaço intercostal na linha média axilar 
 
Material para drenagem torácica 
- Mesa auxiliar. 
- Foco auxiliar. 
- Caixa pequena cirurgia padronizada pela instituição. 
- Drenos tórax compatível com a finalidade. 
- Gazes estéreis. 
- Fios de sutura. 
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- Seringas e agulhas. 
- Solução antisséptica. 
- Luvas estéreis. 
- Capote (avental). 
- Gorro cirúrgico. 
- Máscaras. 
- Anestésico local a 2% sem vasoconstritor. 
- Lâmina de bisturi de acordo com cabo de bisturi. 
- Frascos de sistema de drenagem. 
- Soro fisiológico para preenchimento do frasco ou frascos. 
- Fita adesiva. 
- Recipiente para lixo. 
 
Assistência de Enfermagem: 
- Colocar 2cm de água autoclavada ou SF 0,9% no vidro de drenagem e marcar com fita adesiva. 
- Não permitir a entrada de ar. 
- Evitar compressão do tubo e extensão para não impedir a drenagem. 
- Ordenhar o dreno a cada 2 horas. 
- Observar a flutuação do nível de líquido. 
- Incentivar o paciente a inspirar profundamente e a tossir, pois aumenta a pressão intrapleural 
favorecendo a drenagem e fazendo o pulmão expandir. 
- Para transportar o paciente manter o vidro de drenagem abaixo do nível do pulmão. 
- Durante a troca do vidro de drenagem pinçar o dreno. 
- Observar o aspecto da drenagem (Quantidade e cor) e presença de sinais flogísticos e edema 
subcutâneo ao redor do dreno. 
- Realizar curativo no local de inserção do dreno. 
- Observar as condições do paciente: cianose, respiração rápida e superficial, pressão no tórax, 
enfisema subcutâneo, sinais vitais, sintomas de hemorragia, mudanças na ausculta pulmonar. 
 
Cateter 
 
Os cateteres são tubos de diversos materiais e calibres, tendo como função a infusão de líquidos no 
organismo, ou retirada como é o caso dos cateteres vesicais. Os cateteres podem ser confeccionados de 
diversos materiais, em vários tamanhos e formatos. Agem por meio de gravitação, capilaridade ou sucção. 
Os cateteres são geralmente siliconados, podendo ter agulha por dentro, como é o caso dos cateteres 
periféricos, ou agulha por fora, como é o caso dos cateteres para punção venosa central. 
Os cateteres urinários são de dois tipos: os de alívio (cateter uretral) e os de demora (cateter de Foley). 
O primeiro é indicado somente em casos de retenção urinária aguda, e o segundo nos casos em que há 
necessidade de observação contínua do fluxo urinário. 
 
Cateteres Vasculares 
Os cateteres são tubos de diversos materiais e calibres, tendo como função a infusão de líquidos no 
organismo, ou retirada como é o caso dos cateteres vesicais. Os drenos e cateteres podem ser 
confeccionadas de diversos materiais, em vários tamanhos e formatos. Agem por meio de gravitação, 
capilaridade ou sucção. 
O acesso vascular é imprescindível no tratamento de diversas patologias, que vão desde infecções 
até estados mais complexos e duradouros, como câncer. O acesso vascular ideal proporciona bom fluxo 
sanguíneo, longo tempo de sobrevivência e baixo índice de complicações. 
O uso da rede venosa superficial pode levar à sua exaustão por causa da esclerose venosa, podendo 
causar flebites periféricas e extravasamento de medicações, tendo em vista que é por meio deste cateter 
que são colocadas as injeções com medicamentos. 
Para que o acesso vascular seja considerado eficiente deve ser proporcionado um bom fluxo 
sanguíneo, que tenha longo tempo de sobrevivência e baixo número de complicações. 
Os pacientes portadores de câncer que estejam realizando quimioterapia precisam de várias punções 
venosas, sendo que o melhor acesso vascular é conhecido como port-o-cath, já que não demonstra 
grandes índices de infecção, além de evitar flebites e lesões na pele, permite a coleta de exames. 
Sua duração é mais extensa, esse tipo de cateter pode durar até 05 amos ou mais, quando realizada 
uma rigorosa manutenção. 
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Deve ser realizada uma avaliação individualizada de cada paciente para que seja especificado o 
melhor acesso vascular, avaliando-se a doença, tempo de tratamento, qualidade das veias. 
Já os acessos em veias periféricas, por sua vez são utilizados por poucos dias e os acessos vasculares 
temporários, passam pelas veias centrais e duram em média de 21 a 30 dias. 
 
Espécies de Cateteres Vasculares 
Cateter não tunelizado: Engloba os cateteres do grupo do duplo-lúmen, o cateter venoso central de 
inserção periférica (PICC) e o Shilley. Esses cateteres são indicados para pacientes que apresentam 
necessidade de acesso vascular por um curto período, aproximadamente 21 a 30 dias, ou em pacientes 
que necessitam de hemodiálise de urgência, ou que já estão em hemodiálise e surgiu algum problema 
com o acesso definitivo. Esses cateteres, se bem cuidados, podem durar um período mais de 30 dias, 
porém não perdem o status de temporários. 
Cateter tunelizado: Nesse grupo de cateteres está o permcath, o port-o-cath e o Hickman. Esses 
cateteres são utilizados em pacientes que precisam de um bom acesso vascular, por um período 
prolongado. 
 
Procedimento 
- Lavar as mãos antes e depois do procedimento. 
- Usar luvas. 
- Avaliar local da punção. 
- Realizar limpeza do local a ser puncionado com antisséptico (álcool 70%, PVPI tópico ou clorexidina 
2%). 
- Anotar a data e hora da inserção do cateter. 
- Realizar troca diária do curativo. 
- Avaliar presença de sinais flogísticos. 
- Realizar troca do cateter a cada 72 hs. 
- Nos cateteres centrais, utilizar curativo transparente, que facilita visualização da inserção do cateter 
e diminui a manipulação do mesmo. 
 
Cateteres Nasogástricos e Nasoenterais 
- Confirmar posicionamento do cateter pela aspiração do conteúdo gástrico ou injeção de ar e ausculta. 
- Fixar cateter por meio de tira de esparadrapo. 
- Administrar água filtrada após cada medicamento e no intervalo as dietas. 
- Manter cabeceira elevada para diminuir e/ou prevenir refluxo gastroesofágico. 
- Quando utilizado para descompressão, visualizar permeabilidade, verificando possíveis obstruções. 
 
Cateteres Vesicais 
- Realizar técnica rigorosa de antissepsia da glande e/ou introito vaginal. 
- Utilizar sistema de drenagem fechada. 
- Realizar higiene íntima, observar presença de secreções e irritações pelo látex. 
- Anotar debito drenado e características. 
 
Cateterismo Cardíaco13 
 
O cateterismo cardíaco e a angiografia coronária são métodos semi-invasivos de estudar o coração e 
os vasos sanguíneos que irrigam o coração (artérias coronárias) sem realizar cirurgia. 
Esses exames são feitos geralmente quando os exames não invasivos fornecem informações 
insuficientes, quando os exames não invasivos sugerem que há um problema no coração ou nos vasos 
sanguíneos ou quando uma pessoa apresenta sintomas que tornam muito provável haver um problema 
no coração ou na artéria coronária. 
Uma das vantagens desses exames é que, durante o exame, os médicos também podem tratar 
diversas doenças, incluindo a doença arterial coronariana. 
O cateterismo cardíaco é amplamente utilizado para o diagnóstico e tratamento de várias doenças 
cardíacas. O cateterismo cardíaco pode ser usado para medir a quantidade de sangue que o coração 
bombeia por minuto (débito cardíaco), para detectar defeitos congênitos do coração e para detectar e 
realizar uma biopsia de tumores que afetam o coração (por exemplo, um mixoma). 
 
13 https://bitty.ch/on2xn 
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Este procedimento é a única forma de medir diretamente a pressão do sangue em cada câmara do 
coração e nos vasos sanguíneos principais que se ramificam do coração para os pulmões. 
No cateterismo cardíaco, um cateterfino (um tubo de plástico pequeno, flexível e oco) é inserido em 
uma artéria ou veia do pescoço, do braço ou da virilha/parte superior da coxa por uma punção feita com 
agulha. É dada anestesia local na área da inserção. Em seguida, o cateter é direcionado através dos 
vasos sanguíneos principais até o interior das câmaras do coração. O procedimento é realizado no 
hospital e demora de 40 a 60 minutos. 
Diversos instrumentos pequenos podem ser guiados pelo tubo até a extremidade do cateter. Eles 
incluem instrumentos para medir a pressão sanguínea em cada câmara do coração e nos vasos 
sanguíneos ligados ao coração, visualizar ou registrar imagens de ultrassom do interior dos vasos 
sanguíneos, coletar amostras de sangue de diferentes partes do coração ou remover uma amostra de 
tecido de dentro do coração para exame microscópio (biópsia). 
 
O cateterismo cardíaco pode ser feito no lado direito ou esquerdo do coração: 
 
O cateterismo do lado direito do coração é feito para obter informações sobre as câmaras do 
coração no lado direito (átrio direito e ventrículo direito) e da válvula tricúspide (localizada entre essas 
duas câmaras). O átrio direito recebe o sangue pobre em oxigênio das veias do corpo e o ventrículo direito 
bombeia o sangue para os pulmões, onde ele recebe oxigênio e libera dióxido de carbono. Nesse 
procedimento, o cateter é inserido em uma veia, geralmente no pescoço, no braço ou na virilha. 
O cateterismo de artéria pulmonar, procedimento no qual um balão na ponta do cateter é inserido 
através do átrio e ventrículo direitos e colocado na artéria pulmonar, às vezes é feito durante o cateterismo 
do lado direito do coração em determinadas operações de grande porte e em unidades de terapia 
intensiva. 
O cateterismo do lado direito é usado para detectar e quantificar conexões anormais entre os lados 
esquerdo e direito do coração. Os médicos geralmente usam cateterismo do lado direito ao avaliar 
pessoas para transplante de coração ou para implantação de um dispositivo mecânico para ajudar a 
bombear sangue. 
 
O cateterismo do lado esquerdo do coração é feito para obter informações sobre as câmaras do 
coração do lado esquerdo (átrio esquerdo e ventrículo esquerdo), a válvula mitral (localizada entre o átrio 
esquerdo e o ventrículo esquerdo) e a válvula aórtica (localizada entre o ventrículo esquerdo e a aorta). 
O átrio esquerdo recebe sangue rico em oxigênio dos pulmões e o ventrículo esquerdo bombeia o sangue 
para o resto do corpo. 
Esse procedimento geralmente é combinado com uma angiografia coronária para obter informações 
sobre as artérias coronárias. No cateterismo do lado esquerdo do coração, o cateter é inserido em uma 
artéria, geralmente em um braço ou na virilha. 
 
Sondagem 
 
É um termo que se refere à colocação de uma sonda em uma estrutura do organismo. 
Desta forma temos: Sonda gástrica e Sonda entérica. 
 
Finalidades: 
- Proporcionar nutrição - gavagem. 
- Administrar medicação oral. 
- Obter amostra de secreções para teste diagnóstico. 
- Remover substâncias venenosas-lavagem. 
- Remover gases e secreções do estômago e intestino-descompressão. 
- Controlar sangramento gástrico-compressão ou tamponamento. 
 
Importante: 
- Inspecionar a sonda à procura de danos e testar sua permeabilidade. 
- Aumente a flexibilidade da sonda enrolando-a na mão ou imergindo-a em água morna. 
- Enrijeça a sonda esfriando-a em gelo. 
- Orientar o paciente quanto ao desconforto (náuseas e vômitos) e a necessidade da sua cooperação. 
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- Lubrificar a sonda com substância hidrossolúvel para facilitar inseri-la. Evitar as lipossolúveis, pois 
pode ser aspirado causando a pneumonia lipoide. 
- Após a inserção inspecionar se a sonda não ficou na boca ou torcida usando abaixador de língua e 
lanterna. 
- Durante a inserção observar reações do paciente. A presença de desconforto respiratório, cianose e 
tosse indicam que a sonda está na árvore brônquica. 
- Antes de inserir a sonda, realize exame físico nasal à procura de anormalidades. 
- Em casos de sondagem orogástrica retirar próteses dentárias e deslizar a sonda sobre a língua. 
- Se o paciente estiver inconsciente, incline o queixo na direção do peito para fechar a traqueia seguir 
avance a sonda entre as respirações para garantir que ela não irá penetrar na traqueia. 
- Vômitos após a colocação da sonda sugerem obstrução da sonda ou posicionamento incorreto. 
 
Sondas Gástricas 
 
Geralmente são curtas, podendo ser introduzidas pelo nariz (SNG) ou pela boca (SOG). A numeração 
varia de 14 a 18 para adultos. 
 
Sondas Entéricas 
 
São sondas especiais para alimentação enteral em pacientes que não podem comer, mas cujo TGI 
apresenta absorção adequada. A mais utilizada é a Dubboff. 
Possuem um peso de mercúrio ou chumbo na sua extremidade e é necessário aguardar 24 horas para 
que a sonda migre para o duodeno-colocar o paciente em DLD. 
 
Gavagem 
 
- Alimentação por sonda. 
- Testar a localização da sonda antes de administrar a dieta. 
- Relatar quantidade administrada, lavar com 50 a 60 ml de água. 
- Verificar a temperatura da dieta: deve ser próxima à corpórea. 
- Administrar com seringa ou sifonagem. 
- Manter o paciente em Fowler 30º. 
 
Horários para as Alimentações 
Alimentação em Bolus: grande volume (250 a 400 ml) de 4 a 6 vezes ao dia. 
Distende o estômago, gerando desconforto e risco de refluxo. 
Alimentação Intermitente: enchimento gradual do estômago (250 a 400 ml) de 4 a 6 vezes ao dia de 
forma lenta, entre 30 a 60 minutos. 
Alimentação Cíclica: dada continuamente por um período de 8 a 12 horas, seguido de pausa de 12 à 
16 horas. Intercaladas com alimentação oral. 
Alimentação Contínua: introdução de volume pequeno de líquido nutritivo sem interrupções. Usar 
bomba alimentadora: cerca de 1,5 ml/minuto. Diminui os riscos de refluxo. 
Resíduo Gástrico: não pode ultrapassar 100 ml. 
 
Complicações para uso Prolongado da Sondagem 
Lesão na narina, sinusite, esofagite, fístula esofagotraqueal, ulceração gástrica, infecção pulmonar 
(por dilatação do esôfago-refluxo-aspiração) e oral. 
 
Lavagem Gástrica 
 
- Remover substâncias venenosas. 
- Controlar sangramento - SF gelado. 
Perigo: o SF gelado estimula o nervo vago que desencadeia um aumento da liberação de ácido 
clorídrico aumentando a motilidade gástrica, irritando ainda mais o local do sangramento. 
- Relatar a drenagem quanto à quantidade, aspecto e cor. 
 
Esta sonda também pode ser inserida cirurgicamente numa ostomia, são as chamadas sondas 
transabdominais. A localização do orifício é identificada por um prefixo que indica o local da ostomia. Ex.: 
Gastrostomia 
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Assistência de Enfermagem: 
- Observar a pele ao redor do estoma. 
- Se a sonda sair colocar uma sonda Foley e insuflar o balonete. 
- Retirar o curativo 24 horas após o procedimento cirúrgico. 
Sonda retal -> para facilitar a eliminação de gases intestinais. 
Promoção da eliminação intestinal -> para limpar o intestino em casos de constipação, para exames e 
para cirurgias. Usa-se: supositório retal e enema. 
 
Sondagem Gástrica 
 
É a introdução de uma sonda ou cateter por meio do nariz ou boca e vai até o estômago. O material 
utilizado é um tubo de polivinil que quando prescrito, deve ser colocado desde as narinas até o estômago. 
 
Material: bandeja, sonda gástrica, seringa de 20 ml, lubrificante: xilocaína gel a base de água ou 
solução fisiológica, esparadrapo ou micropore, gazes, toalha, copo com água, estetoscópio, luvas de 
procedimento. 
 
Método 
- Orientar ao cliente sobre o procedimento que será feito. 
- Separar e organizar o material. 
- Lavar as mãos. 
- Posicionar o paciente em Fowler ou sentado. 
- Observar e limpar as narinas do cliente. 
- Cobrir o tórax do cliente com toalha de rosto. 
- Cortar o esparadrapo para fixação e para marcar a sonda - calçaras luvas. 
- Calcular até que ponto a sonda precisa ser introduzida, mede-se a sonda do lóbulo da orelha à asa 
do nariz, marca-se com uma caneta. E da asa do nariz até o apêndice xifoide e marca-se com o 
esparadrapo. 
- Lubrificar a sonda - Pedir para o cliente hiperestender a cabeça e introduzir a sonda até a primeira 
marca. 
- Fletir a cabeça do paciente para frente e introduzir a sonda até a segunda marca. 
- Pedir ao cliente que degluta e respire pela boca e mantenha-se calmo. 
- Comprovar que a sonda está no estômago. Injeta ar pela sonda com auxílio da seringa e ausculta 
com estetoscópio sobre o epigástrico do cliente: um som de cascata indica que a sonda está no estômago. 
Adaptar uma seringa vazia e procurar aspirar: se vier conteúdo gástrico pela sonda, está no estômago. 
- Estando a sonda no estômago, esperar alguns minutos para que a respiração se normalize, e os 
espasmos acabem. 
- Fixar a sonda no nariz ou face, com esparadrapo ou micropore. 
- Tirar as luvas. 
- Providenciar a limpeza e a ordem do material. 
- Lavar as mãos. 
- Anotar o cuidado prestado. 
 
Sondagem Nasoentérica 
 
Material: bandeja, sonda enteral, seringa de 20ml, esparadrapo ou micropore, copo com água, 
estetoscópio, luvas de procedimento. 
Método: 
- Explicar ao paciente sobre o procedimento que será realizado. 
- Organizar o material. 
- Lavar as mãos. 
- Posicionar o paciente em posição Fowler ou sentado. 
- Calçar as luvas. 
- Calcular até que ponto a sonda precisa ser introduzida, usa-se medir a distância desde a ponta do 
nariz do paciente até o lóbulo da orelha (1ª. Marca) e daí até o processo xifoide (2ª. Marca) e adicione 
mais 23 cm. 
- Para facilitar a passagem da sonda, colocar o estilete / guia, usando a seringa injete água na sonda 
para ativar o revestimento lubrificante. Introduza o estilete / guia na sonda até que ele permaneça firme 
contra a ponta distal. 
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- Escolha a narina e insira a sonda até a segunda marca. 
- Para verificar se a sonda está no estômago, aspirar conteúdo gástrico e injetar ar pela sonda com 
auxílio da seringa e auscultar com estetoscópio sobre o epigástrico do cliente. 
- Tirar as luvas. 
- Faça voltas na sonda e prenda-a com fita adesiva temporariamente em uma face do rosto do paciente, 
caso o teste de localização sugira que a extremidade está no estômago. A fim de proporcionar uma pausa 
de modo que a sonda possa descer até o intestino delgado. 
- Prenda a sonda junto ao nariz quando a terceira marca medida estiver na extremidade do mesmo. 
- Verifique a colocação através de raio X. 
- Retire o estilete / guia, usando tração suave. 
- Organizar o material e deixar o paciente confortável. 
- Lavar as mãos. 
- Anotar o cuidado prestado. 
 
Gavagem 
 
Material: seringa de 20 ml, gaze, copo com água, estetoscópio, recipiente com alimentos, bolsa de 
algodão com álcool. 
Método: 
- Lavar as mãos. 
- Preparar o material. 
- Orientar o paciente sobre o procedimento. 
- Elevar a cabeceira da cama, se não houver contraindicação. 
- Verificar se a sonda está no estômago conforme técnica a sondagem nasogástrica. 
- Verificar temperatura do alimento (próxima à temperatura corporal). 
- Limpar a extremidade da sonda com bola de algodão embebida em álcool. 
- Aspirar o alimento lentamente. 
- Repetir o procedimento até o término, evitando a introdução de ar, ou injetar a dieta por sifonagem 
(colocar a extremidade da sonda dentro do recipiente da dieta e elevá-lo para obter a ação da gravidade). 
- Injetar 40 a 50 ml de água e fechar a sonda. 
- Limpar a extremidade da sonda novamente. 
- Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. 
- Lavar as mãos. 
- Anotar o cuidado prestado. 
 
Lavagem Gástrica 
 
Material: o mesmo material da sondagem nasogástrica acrescido de soro fisiológico (gelado para 
hemorragia digestiva) ou outra solução para lavagem, dois baldes. 
Método: 
- Lavar as mãos. 
- Verificar se o paciente deverá permanecer com a sonda após a lavagem. 
- Preparar o material. 
- Orientar o paciente sobre o procedimento. 
- Executar técnica de sondagem nasogástrica. 
- Adaptar, à extremidade da sonda, a seringa com a solução ou o equipo conectado ao soro. 
- Introduzir o líquido da lavagem (meio litro de cada vez), mantendo a sonda uns 7,5 cm acima da boca 
do paciente, para que o líquido caia devagar e sem força. 
- Abaixar a extremidade da sonda para fazer a sifonagem, a fim de esvaziar o conteúdo gástrico no 
balde. 
- A operação de colocar líquido e inverter para fazer a sifonagem será repetida até que o líquido de 
retorno saia limpo. Nunca deixar que a sonda esgote todo o líquido do estômago, para não entrar ar 
dentro dela. 
- Terminada a lavagem, retirar ou não a sonda. 
- Retirar as luvas - lavar as mãos. 
- Anotar o cuidado prestado. 
 
 
 
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Sonda Retal 
 
Quando os pacientes se sentem muito desconfortáveis, e a deambulação não auxilia na eliminação 
dos gases, pode ser inserida uma sonda retal que ajuda a saída dos gases. 
Material: sonda retal, luvas de procedimento, lubrificante. 
Método: 
- Explicar ao paciente o procedimento a ser realizado. 
- Colocar o biombo. 
- Lave as mãos e ponha as luvas. 
- Coloque o paciente na posição de Sims. 
- Lubrifique a extremidade a sonda. 
- Separe bem as nádegas para deixar o ânus bem visível. Insira a sonda 10 a 15cm no adulto. 
- Feche a extremidade solta da sonda com um quadrado de gaze ou compressa. 
- Prenda a sonda junto às nádegas ou à parte interna da coxa. 
- Retirar as luvas e lavar as mãos. 
- Deixe a sonda retal no local até 20 minutos. 
- Reinsira a sonda a cada 3 a 4 horas, caso o desconforto retornar. 
- Anotar o cuidado prestado. 
 
Cuidados de Enfermagem ao Paciente Traqueostomizado 
 
Monitorização Contínua 
O estoma recentemente feito deve ser mantido, por intermédio da aspiração de secreções adequada. 
Esta deve ser efetuada de cinco em cinco minutos durante as primeiras horas do pós-operatório. A 
necessidade de aspiração poderá ser determinada pelo som do ar que vem da cânula especialmente se 
o doente respirar fundo. 
Quando a respiração é ruidosa, o pulso e a frequência respiratória aumentam, o doente necessita de 
aspiração. Os doentes que estão conscientes podem geralmente indicar quando necessitam de 
aspiração. Um doente que consiga expulsar as secreções pela tosse não necessita de ser aspirado tão 
frequentemente. 
Se os sinais vitais se encontram estáveis, o doente deve ser colocado em semi-fowler para facilitar a 
ventilação, promover a drenagem, minimizar o edema e evitar a tensão sobre as linhas de sutura. 
Os analgésicos e sedativos deverão ser administrados cuidadosamente de modo a não deprimir o 
centro respiratório assim como o reflexo da tosse. 
A traqueostomia constitui uma porta aberta à entrada de micro-organismos patogênicos para vias 
respiratórias inferiores, aumentando o risco de infecção. É essencial que sejam rigorosamente 
implementadas as seguintes intervenções preventivas de enfermagem. 
 
Reduzir ao mínimo o risco de infecção 
Qualquer tubo inserido no interior da traqueia provoca irritação da mucosa e em consequência há 
maior produção de muco. 
 
Procedimentos 
- Observar o doente regularmente quanto ao excesso de secreções e fazer aspiração segundo norma 
do serviço e com a frequência necessária. 
-Substituir traqueias, peça em T ou máscara de O2 sempre que estas caiam ao chão e protegê-las 
quando não estão sendo utilizadas pelo doente. 
- Remover a água que condensa na traqueia e não a introduzir novamente no nebulizador. 
- Despejar a água destilada restante do nebulizador de cada vez que este é cheio de novo, ou pelo 
menos a intervalos de 24 horas. 
- Fazer penso do estoma conforme norma do serviço. 
 
Fundamentos 
- Remove as secreções da árvore respiratória e melhora a oxigenação. 
- Diminui a probabilidadede contaminação e previne a proliferação de micro-organismos. 
 
 
 
 
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Assegurar Adequada Ventilação e Oxigenação 
 
Procedimentos 
- Vigilância das saturações de O2. 
- Vigiar frequências respiratórias e expansão torácica que deverá ser simétrica. 
- Posicionar o doente de duas em duas horas ou de três em três horas se doente inconsciente. 
- Proporcionar segurança e conforto. 
- O cuff deve ser insuflado caso seja necessário ambuzar o doente. 
 
Fundamentos 
- Assegurar que o doente está a ventilar bem. 
- Obter máxima ventilação e perfusão pulmonar, prevenindo também as úlceras de pressão. 
Para que não haja fuga de ar entre o estoma e a cânula. 
 
Proporcionar frequentes cuidados à boca 
As secreções têm tendência a acumular-se na boca e na faringe. 
 
Procedimentos 
- Fazer cuidadosa aspiração da orofaringe quando necessário. 
- Inspecionar os lábios, a língua e a cavidade oral regularmente. 
- Limpar a cavidade oral. 
- Aplicar vaselina ou qualquer outro lubrificante nos lábios. 
 
Fundamentos 
-Melhorar o conforto do doente, removendo as secreções que se tenham acumulado num acesso de 
tosse. 
- Proporcionar higiene oral ao doente e hidratação oral e lábios. 
 
Minimizar as dificuldades resultantes da privação da fala 
 
Procedimentos 
- Estabelecer um método de comunicação aceitável. 
- Organizar as perguntas, de modo que o doente possa responder com um simples «sim» ou «não», 
acenar de cabeça ou por movimentos das mãos. 
- Se o doente sabe escrever, incentivá-lo a escrever num papel para se comunicar. 
- Conversar com o doente e explicar-lhe todas as atividades 
- Encorajar a família e os amigos a falarem com o doente. 
- Ter sempre a campainha ao alcance do doente. 
- Orientar com frequência o doente. 
- Repetir com insistência que a capacidade de falar regressará quando a cânula for retirada. 
 
Fundamentos 
- Estabelecer uma boa comunicação com o doente, de maneira que ele fique menos apreensivo em 
relação ao seu estado, de forma que possamos entendê-lo melhor. 
- Ajudar o doente a orientar-se no espaço e no tempo. 
 
Prescrições gerais de enfermagem para o paciente com patologias associadas ao sistema 
respiratório: 
- Manter uma via aérea permeável. 
- Promover o conforto. 
- Promover o conhecimento do paciente. 
- Promover a comunicação. 
- Encorajar a ingesta de líquidos. 
- Ensinar o autocuidado ao paciente. 
- Monitorar e tratar potenciais complicações. 
- Promover a nutrição adequada. 
 
Ostomas 
 
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As palavras ostomia, ostoma, estoma ou estomia são de origem grega. Elas significam boca ou 
abertura e são utilizadas para indicar a exteriorização de qualquer víscera oca no corpo. Conforme o 
segmento exteriorizado, as ostomias recebem nomes diferenciados: no intestino grosso = cólon = 
colostomia, no intestino delgado = íleo = ileostomia. 
A técnica da ostomia é a abertura de um órgão por meio de ato cirúrgico, formando uma boca que 
passa a ter contato com o meio externo para eliminações de dejetos, secreções, fezes e/ou urina. 
Segundo a Associação Brasileira de Ostomizados, estima-se que no Brasil há cerca de 50 mil 
ostomizados e 1000 inscritos no Programa de Ostomizados do Sistema Único de Saúde - SUS, no Estado 
do Paraná. 
As causas que levam à realização de uma ostomia são variadas. Entre as mais frequentes estão os 
traumatismos, as doenças congênitas, as doenças inflamatórias, os tumores e o câncer do intestino. 
Dependendo da etiologia da doença, o cirurgião indica a realização de uma ostomia temporária ou 
definitiva. As ostomias temporárias são realizadas para proteger uma anastomose, tendo em vista o seu 
fechamento num curto espaço de tempo. As ostomias definitivas são realizadas quando não existe a 
possibilidade de restabelecer o trânsito intestinal, geralmente na situação de câncer. 
Os pacientes com ostomias definitivas requerem apoio contínuo pois seus problemas são duradouros 
e cíclicos. 
O ostoma normal é vermelho ou rosa vivo brilhante e úmido. A pele ao seu redor deve estas lisa, sem 
vermelhidão, coceiras, feridas ou dor. 
Gastrostomia: procedimento cirúrgico para criar abertura no estômago com a finalidade de administrar 
alimento e líquido. Pode ser usada para nutrição prolongada, como no idoso ou no paciente debilitado. 
 
Cuidados de enfermagem: 
- Manter cuidados com a pele ao redor da gastrostomia. 
- Realizar a limpeza e a manutenção do curativo de fixação da sonda. 
- Observar presença de sinais flogísticos. 
- Monitorizar SSVV. 
- Monitorizar constantemente as eliminações pela sonda. 
- Administrar a alimentação conforme prescrição. 
 
Colostomia 
A colostomia é um tipo de ostoma intestinal que faz a comunicação do cólon com o exterior. As 
colostomias podem ser permanentes ou temporárias. 
 
Ileostomia 
A ileostomia é um tipo se ostoma intestinal que faz a comunicação do intestino delgado, com o exterior. 
As ileostomias podem ser também permanentes ou temporárias, obedecendo ao mesmo critério que as 
colostomias. As ileostomias localizam-se sempre no lado inferior direito do abdômen 
 
Realização dos cuidados 
Materiais: 
- Gaze ou compressa. 
- Tesoura. 
- Régua de mensuração de ostomia. 
- Sabonete. 
- Água morna. 
- Dispositivo de 2 peças (base adesiva e bolsa) ou de 1 peça de acordo com as características do 
ostoma e do efluente. 
- Higienizar a pele peri-ostoma com água morna. 
- Usar sabonete para retirar todo o resíduo e desengordurar a pele. 
- Retirar o sabonete com água morna. 
- Secar a pele suavemente. 
- Observar o aspecto do ostoma e da pele peri-ostoma. 
- Mensurar o ostoma com a régua. 
- Encaixar perfeitamente a régua no ostoma de modo que não toque a mucosa intestinal e não se 
visualize a peri-ostoma. 
- Caso o ostoma não seja redondo, não se encaixando perfeitamente dentro do círculo, é necessário 
medir a sua largura e o seu comprimento. 
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- Para escolher a flange (sistema de 2 peças recortável) deve-se sobrepor o molde do ostoma de modo 
que ele fique totalmente dentro do círculo não ultrapassando o símbolo da tesoura. 
- Desenhar a medida do ostoma no papel ou acetato no verso da resina. 
- Recortar a resina sintética seguindo o molde. 
- Antes de remover o filme protetor da resina, certificar-se de que o recorte está correto, encaixando a 
resina sintética recortada no ostoma. 
- Retirar o filme que protege a resina e adaptá-la ao ostoma. 
- Friccionar levemente a resina sintética para ativar a adesividade. 
- Após a resina estar devidamente aderida, retirar o filme protetor do adesivo microporoso (para as 
bases adesivas ou bolsas com adesivo microporoso). 
- Aplicar cuidadosamente o adesivo de modo a não formar rugas. 
- Escolher a bolsa coletora pelas características do efluente (fezes ou urina). 
- Apoiar os dedos debaixo do flange deslocando-a para cima. 
- Encaixar a bolsa coletora sem exercer pressão abdominal. 
- O encaixe base adesiva+ bolsa possui trava com ponto de fechamento central para maior segurança; 
- O esvaziamento e a higienização da bolsa coletora podem ser feito desencaixando-se a bolsa da 
base adesiva (sistema de 2 peças) ou pela abertura inferior da bolsa drenável (sistema de 1 ou 2 peças). 
- A base adesiva deve ser trocada quando: houver infiltração do efluente sob a resina, a resina estiver 
deslocando ou na rotina de troca. 
- Retirar a base adesiva utilizando gaze ou compressa umedecida com água morna ou embaixo do 
chuveiro. 
- Segurar a pele para evitar trauma na retirada na base adesiva. 
 
Urostomia 
Denomina-se urostomia ou desvio urinário a intervenção cirúrgica que consiste em desviar o curso 
normal da urina. A semelhança das ostomias intestinais, podem ser permanentes ou temporárias. 
 
Lavagem Intestinal (Enteroclisma)14 
 
Finalidades 
Avaliar a distensão abdominal, flatulência, remover fezes acumuladas,preparar clientes para cirurgias 
e exames do trato intestinal. 
 
Material necessário 
- 01 Par de luvas de procedimento. 
- Gaze não esterilizada. 
- 01 sonda retal. 
- Solução prescrita. 
- 01 Xylocaína geleia. 
- 01 comadre. 
- 01 bandeja. 
- 01 saco plástico pequeno. 
- Toalha. 
 
Pré- Execução 
- Observar prescrição médica. 
- Aquecer a solução. 
- Adaptar a sonda ao frasco. 
- Preparar o material. 
- Lavar as mãos. 
 
Execução 
- Identificar-se. 
- Checar o nome e o leito do cliente. 
- Orientar o cliente e/ou acompanhante quanto ao procedimento. 
- Promover privacidade. 
- Calçar as luvas. 
 
14 http://portaldaenfermagem.com.br/protocolos_read.asp?id=300 
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- Colocar uma toalha sob as nádegas do cliente. 
- Colocar o cliente em posição de SIMS (decúbito lateral esquerdo, com MIE estendido e MID fletido). 
- Lubrificar a extremidade distal da sonda retal com Xylocaína geleia. 
- Entreabrir as nádegas, a fim de visualizar o ânus. 
- Introduzir a sonda. 
- Injetar a solução no reto, fazendo compressão gradual no frasco plástico da solução. 
- Retirar a sonda lentamente ao término da infusão e desprezar o material em saco plástico. 
- Orientar o cliente que retenha o líquido o máximo possível. 
- Auxiliar o cliente a ir ao banheiro, ou colocar a comadre sob o cliente. 
- Deixar o cliente em posição confortável e a campainha ao seu alcance. 
- Deixar o ambiente em ordem. 
 
Pós - Execução 
- Desprezar o material utilizado no expurgo. 
- Lavar as mãos. 
- Realizar anotações necessárias. 
 
Avaliação 
- Eficácia do procedimento. 
- Aspecto e quantidade das fezes. 
 
Riscos / Tomada de Decisão 
- Lesão de mucosa: suspender o procedimento e comunicar o médico do cliente. 
- Extravasamento de líquido: suspender o procedimento, fazer a higiene. 
 
Clister e Enema15 
 
É a introdução de uma sonda através do ânus até atingir a parte terminal do intestino grosso para 
instilação de certa quantidade de solução. 
 
Objetivo 
Promover a evacuação e alívio da constipação intestinal. 
 
Indicação 
- Constipação intestinal; 
- Preparo e realização de procedimento diagnóstico, ou terapêutico, como exames contrastados 
retossigmoidoscopia, colonoscopia e enema medicamentoso. 
 
Material 
- Bandeja; 
- Cuba rim; 
- Medicação prescrita (clister glicerinado, soro fisiológico); 
- Sonda retal de numeração adequada ao paciente; 
- Vaselina gel ou xilocaína gel; 
- Gaze 7,5 x 7,5; 
- Papel higiênico; 
- Comadre ou fralda descartável; 
- Luva de procedimento; 
- Biombo. 
 
Execução 
1. Ler a prescrição: data, nome do paciente, medicação, dose via de administração; 
2. Higienizar as mãos; 
3. Separar a medicação na quantidade (volume) prescrito; 
4. Levar o material na bandeja até o leito do paciente; 
5. Informar ao paciente o procedimento que será realizado, assim como sua função; 
6. Promover a privacidade do paciente utilizado biombos se necessário; 
 
15 http://www2.ebserh.gov.br/documents/1132789/1132848/POP+1.25_CLISTER+E+ENEMAS.pdf/0b05116b-5650-403e-ad00-07268a756cdc 
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7. Calçar luvas de procedimentos; 
8. Proteger o colchão com lençol impermeável e lençol móvel; 
9. Acomodar a comadre próximo ao paciente; 
10. Lubrificar a ponta da sonda retal com vaselina gel ou xilocaína gel; 
11. Colocar o paciente em decúbito lateral esquerdo com a perna esquerda estendida e direita fletida 
(posição dês SIMS); 
12. Entre abrir as nádegas com papel higiênico; 
13. Introduzir a sonda retal no ânus, aproximadamente 5 a10 cm utilizando gaze 7,5x7,5; 
14. Firmar a sonda com uma mão e com a outra adaptar o frasco da solução indicada na extremidade 
da sonda retal; 
15. Introduzir toda solução lentamente; 
16. Retirar a sonda suavemente; 
17. Orientar o paciente para reter a solução o quanto puder; 
18. Proporcionar seu fechamento mecânico apertando suavemente as duas partes das nádegas de 
forma que a solução não retorne de imediato; 
19. Posicionar a comadre sob o paciente, ou fralda descartável, o tempo necessário para esvaziamento 
intestinal; 
20. Observar o resultado do clister; 
21. Desprezar o conteúdo da comadre no vaso sanitário; 
22. Retirar luvas de procedimento; 
23. Colocar novas luvas de procedimento; 
24. Fazer higiene externa do paciente; 
25. Auxiliar o paciente a recolocar suas roupas; 
26. Posicionar o paciente confortavelmente; 
27. Retirar luvas de procedimento; 
28. Lavar as mãos; 
29. Checar medicação prescrita; 
30. Registrar o procedimento, bem como seu resultado. 
 
Questões 
 
01. (Prefeitura do Rio de Janeiro/RJ - Auxiliar de Enfermagem - Prefeitura do Rio de 
Janeiro/RJ/2019) A abertura cirúrgica do estômago, para introdução de uma sonda com a finalidade de 
alimentar, hidratar e drenar secreções estomacais é conhecida como: 
(A) jejunostomia. 
(B) nefrostomia. 
(C) ileostomia. 
(D) gastrostomia. 
 
02. (CEEERS - Técnico em Enfermagem do Trabalho - FUNDATEC/2019) Para a administração de 
medicamentos por via retal, por meio de enteróclise, o paciente preferentemente deve ser colocado em: 
(A) Decúbito dorsal. 
(B) Posição de Fowler. 
(C) Posição de Sims. 
(D) Posição de Trendelemburg. 
(E) Decúbito ventral. 
 
03. (UFF - Técnico em Enfermagem - COSEAC/2019) Dependendo do cliente, da cirurgia e da equipe 
que o assiste, o preparo intestinal pode ser realizado mediante a utilização de laxativos, lavagem 
intestinal, ou ambos. Acerca do esvaziamento intestinal, é correto afirmar que: 
(A) enteroclisma é a aplicação de no máximo 500ml de substância no intestino, através do ânus ou 
boca da colostomia, com o objetivo de promover o esvaziamento intestinal. 
(B) para realização do procedimento, o cliente é deitado em decúbito lateral direito com o corpo 
ligeiramente inclinado para frente e apoiado sobre o tórax, tendo sua perna esquerda flexionada e apoiada 
ligeiramente na direita. 
(C) a solução mais prescrita é a solução glicosada ou água destilada, acrescida ou não de glicerina ou 
vaselina, cloreto de potássio (para evitar a hipopotassemia) e neomicina (para destruir os microrganismos 
entéricos). 
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(D) a solução pode vir pronta para uso individual (enemas) ou ser preparada pela enfermagem, de 
acordo com prescrição médica, mas antes de ser aplicada no cliente deve ser aquecida, para ficar morna. 
(E) as numerações das sondas retais devem ser selecionadas de acordo com idade e sexo do cliente, 
sendo de 0 a 6 para crianças e idosos e 14 a 20 para adultos. 
 
04. (UFSBA - Enfermeiro - UFMT/2017) NÃO é objetivo da administração de Clister: 
(A) Preparação intestinal para provas diagnósticas ou cirurgia a fim de esvaziar o intestino ou o 
conteúdo fecal. 
(B) Instilar líquido irritativo intestinal para provocar diarreia. 
(C) Fornecimento de medicação para dentro do cólon. 
(D) Aliviar os gases e amolecer as fezes. 
 
05. (HCFMUSP - Técnico de Enfermagem - Quadrix/2017) As eliminações realizadas pelo organismo 
(gás carbônico, urina, suor, fezes, entre outros) são processos naturais e rotineiros para o descarte dos 
resíduos tóxicos deixados pelo processo normal de metabolização das diversas substâncias ingeridas 
nos alimentos, aspiradas na respiração ou mesmo injetadas por aplicações diversas. Quando esses 
resíduos não são eliminados naturalmente, devem ser drenados artificialmente. Com relação aos 
procedimentos artificiais de eliminação de resíduos pelo organismo, assinale a alternativa correta. 
(A) Clister consiste na administração de um líquido no intestino, pelo reto, por meio de um tubo 
introduzido no ânus. 
(B) O enteroclisma é caracterizado pelo uso de uma pequena quantidade de líquido medicamentoso, 
via oral, com o objetivo de eliminar resíduos. 
(C) Enema é o método utilizado na lavagem vesical para eliminação de fezes. 
(D) A lavagem vesical dá-se por meio da introdução de solução estéril até o intestinodelgado. 
(E) A lavagem vesical dá-se por meio da introdução de solução estéril até o intestino delgado. 
 
Gabarito 
 
01.D / 02.C / 03.D / 04.B / 05.E 
 
Comentários 
 
01. Resposta: D 
Gastrostomia: procedimento cirúrgico para criar abertura no estômago com a finalidade de administrar 
alimento e líquido. Pode ser usada para nutrição prolongada, como no idoso ou no paciente debilitado 
 
02. Resposta: C 
Colocar o cliente em posição de SIMS (decúbito lateral esquerdo, com MIE estendido e MID fletido). 
 
03. Resposta: D 
Pré- Execução 
- Observar prescrição médica. 
- Aquecer a solução. 
- Adaptar a sonda ao frasco. 
- Preparar o material. 
- Lavar as mãos. 
 
04. Resposta: B 
Objetivo 
Promover a evacuação e alívio da constipação intestinal. 
 
05. Resposta: E 
É a introdução de uma sonda através do ânus até atingir a parte terminal do intestino grosso para 
instilação de certa quantidade de solução. 
 
OXIGENOTERAPIA 
 
Consiste na administração de oxigênio numa concentração de pressão superior à encontrada na 
atmosfera ambiental para corrigir e atenuar deficiência de oxigênio ou hipóxia. 
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- O oxigênio é um gás inodoro, insípido, transparente e ligeiramente mais pesado do que o ar; 
- O oxigênio alimenta a combustão; 
- O oxigênio necessita de um fluxômetro e um regulador de pressão para ser liberado; 
- A determinação de gases arteriais é o melhor método para averiguar a necessidade e a eficácia da 
oxigenoterapia; 
- Podem ou não existir outros sinais de hipóxia como a cianose. 
 
Avaliação Clínica do Paciente 
 
Sinais de hipóxia são: 
- Sinais respiratórios: taquipneia, respiração laboriosa (retração intercostal, batimento de asa do nariz), 
cianose progressiva; 
- Sinais cardíacos: taquicardia (precoce), bradicardia, hipotensão e parada cardíaca (subsequentes ao 
1°); 
- Sinais neurológicos: inquietação, confusão, prostração, convulsão e coma; 
- Outros: palidez. 
 
Métodos de Administração de Oxigênio 
 
Cânula Nasal - é empregado quando o paciente requer uma concentração média ou baixa de O2. É 
relativamente simples e permite que o paciente converse, alimente, sem interrupção de O2. 
 
Vantagens 
- Conforto maior que no uso do cateter; 
- Economia, não necessita ser removida; 
- Convivência - pode comer, falar, sem obstáculos; 
- Facilidade de manter em posição. 
 
Desvantagens 
- Não pode ser usada por pacientes com problemas nos condutos nasais; 
- Concentração de O2 inspirada desconhecida; 
- De pouca aceitação por crianças pequenas; 
- Não permite nebulização. 
 
Cateter Nasal - visa administrar concentrações baixas a moderadas de O2. É de fácil aplicação, mas 
nem sempre é bem tolerada principalmente por crianças. 
 
Vantagens 
- Método econômico e que utiliza dispositivos simples; 
- Facilidade de aplicação. 
 
Desvantagens 
- Nem sempre é bem tolerado em função do desconforto produzido; 
- A respiração bucal diminui a fração inspirada de O2; 
- Irritabilidade tecidual da nasofaringe; 
- Facilidade no deslocamento do cateter; 
- Não permite nebulização; 
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- Necessidade de revezamento das narinas a cada 8 horas. 
 
Máscara de Venturi - constitui o método mais seguro e exato para liberar a concentração necessária 
de oxigênio, sem considerar a profundidade ou frequência da respiração. 
 
 
Máscara de Aerossol, Tendas Faciais - são utilizadas com dispositivo de aerossol, que podem ser 
ajustadas para concentrações que variam de 27% a 100%. 
 
 
 
Máscara de Aerosol Tenda Facial 
 
Efeitos Tóxicos e Colaterais na Administração de O2 
 
- Em pacientes portadores de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica - DPOC, a administração de altas 
concentrações de O2 eliminará o estímulo respiratório - apneia; 
- Resseca a mucosa do sistema respiratório; 
- Altas concentrações de O2 (acima de 50%) por tempo prolongado ocasionam alterações pulmonares 
(atelectasias, hemorragia e outros); 
- Altas concentrações de O2 (acima de 100%) há ação tóxica sobre os vasos da retina, determinando 
a fibroplasia retrolenticular. 
 
Cuidados com o O2 e com sua administração 
- Não o administras sem o redutor de pressão e o fluxômetro; 
- Colocar umidificador com água destilada ou esterilizada até o nível indicado; 
- Colocar aviso de "Não Fumar" na porta do quarto do paciente; 
- Controlar a quantidade de litros por minutos; 
- Observar se a máscara ou cateter estão bem adaptados e em bom funcionamento; 
- Dar apoio psicológico ao paciente; 
- Trocar diariamente a cânula, os umidificadores, o tubo e outros equipamentos expostos à umidade; 
- Avaliar o funcionamento do aparelho constantemente observando o volume de água do umidificador 
e a quantidade de litros por minuto; 
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- Explicar as condutas e as necessidades da oxigenoterapia ao paciente e acompanhantes e pedir 
para não fumar; 
- Observar e palpar o epigástrio para constatar o aparecimento de distensão; 
- Fazer revezamento das narinas a cada 8 horas (cateter); 
- Avaliar com frequência as condições do paciente, sinais de hipóxia e anotar e dar assistência 
adequada; 
- Manter vias aéreas desobstruídas; 
- Manter os torpedos de O2 na vertical, longe de aparelhos elétricos e de fontes de calor; 
- Controlar sinais vitais. 
O oxigênio é responsável direto pela nutrição dos tecidos, o que traduz uma função importantíssima 
paro todo o organismo. A utilização da oxigenoterapia deve ser feita de modo criterioso, considerando 
seus efeitos fisiológicos e deletérios, assim como suas indicações e contraindicações. O principal objetivo 
da oxigenoterapia é obter uma saturação de oxigênio (Sat02) superior a 90% de forma que a PaO2 esteja 
acima de 60mmHg, afim de favorecer o metabolismo aeróbico. 
 
Indicações da Oxigenoterapia 
 
Tem como objetivo manter a pressão parcial de oxigênio no sangue arterial em valores normais ou 
próximos ao normal. É importante lembrar que a indicação da oxigenoterapia deve ter metas, logo devem 
ser definidos: o sistema de administração do O2, o tempo da aplicação da técnica e a porcentagem do 
fluxo (O2) ofertado. A indicação da oxigenoterapia deve ser feita, primariamente, quando existir: 
hipoxemia-PaO2 menor que 60mmHg e/ou SatO2 menor que 88-90% em ar ambiente (FiO2 21%). 
 
Indicações 
- Correção da Hipoxemia e melhorar a oferta de O2 aos tecidos; 
- Melhorar a oxigenação tissular, no caso de deficiência do transporte de O2; 
- Reduzir a sobrecarga cardíaca; 
- Insuficiência respiratória (aguda ou crônica); 
- Apneia obstrutiva do sono. 
 
Pacientes retentores crônicos de CO2 podem apresentar hipercapnia durante a aplicação de O2 porque 
o estímulo da respiração, no SNC, depende, basicamente, da hipoxemia e como ela é corrigida com a 
aplicação da oxigenoterapia a tendência será reter mais CO2, podendo gerar desorientação, sudorese, 
cefaleia, taquicardia. 
 
Efeitos fisiológicos do O2 
- Melhora da troca gasoso pulmonar- Vasodilatação arterial pulmonar; 
- Diminuição da resistência arterial pulmonar; 
- Diminuição da pressão arterial pulmonar; 
- Melhora do débito cardíaco; 
- Diminuição do trabalho da musculatura cardíaca; 
- Vasoconstrição sistêmica. 
 
Efeitos tóxicos do O2: o tempo e as concentrações de O2 dependendo da forma administrada, podem 
levar a disfunções pulmonares devido a alterações no SNC, cardiovascular, pela liberação de radicais 
livres e até mesmo por efeitos citotóxicos. 
 
Efeitos deletérios 
- Depressão do sistema respiratório e aumento da PCO2; 
- Atelectasia por absorção; 
- Diminuição da capacidade vital, pela redução ao estímulo respiratório; 
- Aumento do efeito shunt; 
- Alteração da relação V/Q; 
- Redução do surfactante; 
- Desidratação das mucosas. 
 
Toxidade do O2 em relação ao tempo de exposição (FiO2 100%) - Lesões agudas: 
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99- 12 - 24 horas: traqueobronquite, tosse seca, redução da CV, dor subesternal, diminuição da atividade 
mucociliar. 
- 24 - 36 horas: parestesias, náuseas, vômitos, diminuição acentuada da CV, alteração da síntese 
proteica nas células endoteliais. 
- 36 - 48 horas: diminuição da complacência pulmonar, capacidade de difusão e aumento de diferença 
artéria alveolar de O2 
- 48 - 60 horas: inativação do surfactante, edema alveolar por aumento da permeabilidade 
- Acima de 60 horas: sara e morte. 
 
Formas de Administração de Oxigenoterapia 
 
- Sistema de baixo fluxo: fornecem oxigênio por meio de um fluxo inferior à demanda do paciente. 
Desta forma, ocorre diluição do O2 fornecido com o gás inspirado. 
 
O sistema de baixo fluxo compreendem: 
- O cateter nasal; 
- Máscara facial simples e transtraqueal. 
 
- Sistema do alto fluxo: suplantam a demanda inspiratória do paciente, podendo regular a FiO2 de 
acordo com as necessidades terapêuticas. É importante que neste sistema, não é possível manter valor 
fixo da FiO2 que vai variar em função do Volume minuto do paciente. 
 
E é composto por: 
- Máscara com sistema reservatório; 
- Máscara com sistema de Venturi; 
- Tenda facial (máscara de Hudson ou macronebulização); 
- Máscara/colar para traqueostomia; 
- Peça T (tubo T). 
 
Oxigenoterapia no DPOC 
 
Vantagens e Desvantagens 
A desvantagem é que o paciente pode desenvolver um quadro de hipercapnia grave com necessidade 
de ventilação mecânica. 
A grande vantagem, porém, é que o benefício da correção da hipoxemia é maior que o risco de 
desenvolvimento de hipercapnia. A hipoxemia acentuada leva o paciente a um risco imediato de vida. Se 
ficarmos atentos à administração do oxigênio em baixos fluxos, ou seja, 2 a 3l/minuto, o que geralmente 
é suficiente para corrigir a hipoxemia existente no paciente com DPOC agudizada, trazendo a saturação 
de oxigênio para níveis entre 90 e 93% e a PaO2 para 60 a 70mmHg, minimizaremos em muito a 
possibilidade do aparecimento de hipercapnia. 
É muito difundida no meio médico a ideia de que se dermos oxigênio para um paciente respiratório 
crônico, no qual a hipoxemia colabora para a manutenção da ventilação, estaremos suprimindo o estímulo 
hipoxêmico do centro respiratório e levando o paciente à hipoventilação, com aparecimento de 
hipercapnia ou acentuação de quadro preexistente. 
Embora possa haver participação variável desse mecanismo acredita-se que a hipercapnia se 
desenvolva principalmente em função de alterações da relação ventilação-perfusão, por redução do 
estímulo vasoconstritor hipoxêmico levando a redução dessa relação que, quando intensa, é 
funcionalmente equivalente a um aumento do espaço morto. 
Na realidade não ocorre redução significativa do comando respiratório nestes pacientes. Alguns 
pacientes respondem ao aumento do espaço morto e do conteúdo de CO2 com aumento do volume 
minuto. Outros, porém não são capazes de responder a este aumento da demanda respiratória e 
desenvolvem um quadro de fadiga respiratória e de hipercapnia. 
A maioria dos pacientes com DPOC agudizada que recebem oxigenoterapia em baixos fluxos não 
desenvolve hipercapnia. Dentre os pacientes que evoluem com hipercapnia podemos observar dois 
padrões evolutivos. 
Um primeiro grupo de pacientes fica sonolento, após o uso do oxigênio, mas é facilmente acordado e 
coopera com o tratamento. Nestes pacientes a PaCO2 geralmente sobe lentamente e no máximo 20 
mmHg em relação ao nível pré-oxigênio, se estabilizando após 12 horas. A conduta é conservadora, 
podendo ser usada a ventilação não-invasiva quando disponível. 
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100 
 
Um segundo grupo, após a administração de oxigênio, fica rapidamente inconsciente, sem capacidade 
de tossir e a PaCO2 sobe a uma taxa igual ou superior a 30mmHg por hora. Neste grupo está indicada a 
intubação traqueal e início de ventilação mecânica. Nos dois grupos não está indicada a suspensão da 
oxigenoterapia para evitar a hipercapnia. 
Como uma orientação geral, clínica, podemos recomendar que o desenvolvimento de sonolência 
acentuada após o início da oxigenoterapia é sinal de hipercapnia importante, que deve ser documentada 
com gasometria arterial. 
 
Atendimento Necessidade de Oxigenação 
 
Respiração: troca de oxigênio e dióxido de carbono entre a atmosfera e as células do organismo. O 
ar passa através das fossas nasais, faringe, laringe, traqueia brônquios, bronquíolos e alvéolos 
pulmonares. Envolve os sistemas pulmonar e cardiovascular. 
 
Fisiologia da Respiração 
 
Ventilação: provisão de oxigênio da atmosfera; Mecanismos que regulam o processo respiratório - 
centro respiratório, localizado no bulbo raquidiano; 
Difusão: passagem do ar da atmosfera para os alvéolos pulmonares e dos alvéolos para a atmosfera 
- ventilação; Difusão de oxigênio e de dióxido de carbono entre os alvéolos e o sangue e entre o sangue 
e as células dos tecidos do organismo; 
Perfusão: transporte de oxigênio para as células e o de dióxido de carbono para fora delas pela 
corrente circulatória. 
 
Fatores que Afetam o Funcionamento Respiratório 
 
- Anemia; 
- Inalante tóxico; 
- Obstrução das vias aéreas; 
- Altitude elevada; 
- Febre; 
- Diminuição do movimento da parede torácica; 
- Hipovolemia; 
- Aumento da taxa metabólica; 
- Gestação; 
- Obesidade; 
- Anormalidades musculoesqueléticas; 
- Alterações no Sistema Nervoso Central - SNC. 
 
Fatores comportamentais: nutrição; exercício; tabagismo; ansiedade; abuso de substâncias. 
 
Relacionados com a ventilação 
- Obstrução; 
- Atelectasia; 
- Problemas físicos (tórax e pulmões); 
- Relacionados com a difusão dos gases entre alvéolos e sangue; 
- Hipoxemia; 
- Hipercapnia; 
- Consolidação pulmonar (pneumonia, tumor, edema agudo de pulmão - EAP); 
- Níveis elevados de O2 (hiperóxia); 
- Relacionados com o transporte de gases; 
- Relacionados com o sangue; 
- Problemas cardíacos (bombeamento insuficiente); 
- Problemas vasculares (coronariopatias, Acidente Vascular Cerebral - AVC); 
- Relacionados com a regulação do suprimento O2; 
- Problemas que comprometam o funcionamento do bulbo; 
- Problemas de condução nervosa do coração. 
 
 
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101 
 
Avaliação de Enfermagem 
Subjetiva 
- Queixas: dispneia, fadiga, tosse, espirro, sibilo, soluço, suspiro, desmaio, tontura, dor torácica; 
- História familiar; 
- Natureza e extensão do desconforto respiratório; 
- Fatores desencadeantes e fatores que aliviam o desconforto; 
- Uso de medicações; 
- Estilo de vida: fumo; 
- Ocupação: atividades no trabalho; 
- Patologias associadas aos sistemas respiratório e cardiovascular. 
 
Objetiva 
- Padrão respiratório do paciente; 
- Cor da pele e mucosas; 
- Comportamento; 
- Presença de dor, tosse, expectoração, sibilo ou ronco; 
- Estado físico geral; 
- Frequência, ritmo e profundidade da respiração. 
 
Pesquisar 
- Uso de músculos acessórios, dilatação das narinas, distensão das veias cervicais; 
- Cianose de lábios, lóbulo das orelhas, parte inferior da língua, leito ungueal; 
- Hemoptise: expectoração oral sanguinolenta; 
- Inquietação, fadiga E ansiedade; 
- Gráfico de sinais vitais: Tensão Arterial - TA e respiração; 
- Comprometimento da função cerebral: falta de discernimento, confusão mental, desorientação, 
vertigem, síncope e torpor. 
 
Provas Diagnósticas e Exames 
- Exame físico; 
- Exames de bioimagem: RX, cintilografia; 
- Exames laboratório: escarro e secreções; 
- Toracocentese: aspiração de líquidos da cavidade pleural. 
 
Problemas Comuns 
- Dispneia: causada por: 
- Obstrução das vias aéreas; 
- Ventilação inadequada dos pulmões; 
- Insuficiente teor de oxigênio na atmosfera; 
- Eficiência circulatória alterada; 
- Aumento das exigências de oxigênio no organismo; 
- Pressão ou trauma do centro respiratório bulbar; 
- Ansiedade - fortes emoções. 
- Tosse: mecanismo pelo qual o organismo liberta o trato respiratório das irritaçõese obstrução das 
vias respiratórias mediante expiração explosiva; 
- Espirro: mecanismo similar, confinado ao nariz; 
- Sibilo: indica que o ar nas vias aéreas passa através de luz estreita; 
- Soluço: contração espasmódica do diafragma, causada por irritação do sistema respiratório ou 
digestivo; 
- Suspiro: inspiração ou expiração demoradas; 
- Bocejo: profunda e longa inspiração, causada pelo cansaço físico ou mental. Mecanismo pelo qual o 
organismo tenta aumentar a quantidade de oxigênio captado pelos pulmões; 
- Expectoração: produzida pela maior quantidade de secreções nos pulmões; 
- Fadiga e fraqueza muscular: devidas à inadequada oxigenação do tecido muscular; 
- Vertigem, desmaio, ou distúrbios dos processos mentais por causa da adequada oxigenação 
cerebral; 
- Dor torácica: causada por inflamação, compressão por tumores, excessiva atividade muscular na 
respiração ou traumatismos. 
 
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102 
 
Intervenção de Enfermagem 
 
Manter vias aéreas desobstruídas 
- Aspiração de secreções; 
- Respiração artificial: intubação (cânula - faringe - traqueia). Introdução de cânula na garganta do 
paciente para manter a língua para a frente, mantendo as vias aéreas abertas. 
 
Aumentar a eficiência ventilatória 
- Posicionamento adequado: posição supina, sem travesseiro e com a mandíbula projetada para frente 
e para cima (evita a queda de língua e drenar líquidos da boca); 
- Estimular respiração profunda; 
- Alivio da dor ou desconforto associados à respiração; 
- Administrar antitussígenos, conforme prescrição médica; 
- Estimular movimentação ativa ou fazer passiva; 
- Prevenir distensão abdominal: alimentação apropriada (leve e fracionada); 
- Assegurar um adequado suprimento de oxigênio; 
- Drenagem postural; 
- Oxigenoterapia; 
- Nebulização. 
 
Reduzir as demandas de oxigênio do organismo 
- Manter repouso relativo; 
- Evitar esforços desnecessários; 
- Minimizar a ansiedade do paciente. 
 
Finalidades: reduzir o esforço ventilatório. Nas situações como a atelectasia que prejudica a difusão, 
ou quando os volumes pulmonares estão diminuídos devido a hipoventilação alveolar, este procedimento 
aumenta os níveis de oxigênio nos alvéolos. Alcançar o volume elevado de trabalho do miocárdio 
conforme o coração tenta a compensação para a hipoxemia. Nas situações de infarto do miocárdio ou em 
uma arritmia cardíaca, a administração de oxigênio é necessária para um paciente cujo miocárdio já está 
comprometido. 
 
Técnica: Administração de Oxigênio por Cateter 
 
Materiais 
- Fonte de oxigênio (unidade fixa na parede ou cilindro); 
- Fluxômetro; 
- Umidificador; 
- Cateter nasal; 
- Gaze; 
- Éter ou tintura de benjoin; 
- Esparadrapo; 
- Extensão de oxigênio; 
- Água destilada estéril ou SF a 0.9% (100ml). 
 
Técnica 
- Avaliar o paciente observando a existência de sinais e sintomas de hipóxia ou presença de secreções 
nas vias aéreas (1); 
- Verificar a prescrição médica identificando o percentual de oxigênio a ser administrado (2); 
- Reunir os materiais e equipamentos necessários, citados a cima (3); 
- Explicar ao paciente e aos familiares o procedimento e a sua necessidade (4); 
- Lavar as mãos (5); 
- Instalar o fluxômetro na fonte de oxigênio e o frasco umidificador ao fluxômetro (6); 
- Administrar soro fisiológico no umidificador de acordo com o nível indicado no frasco (7); 
- Testar o funcionamento do sistema; 
- Posicionar o cliente em posição de semi-fowler; 
- Retirar a oleosidade da pele com gaze úmida com éter ou benjoim para fixação do cateter; 
- Conectar o cateter nasal a extensão de oxigênio e a fonte de oxigênio umidificada; 
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103 
 
- Mensurar a distância para introdução do cateter entre a ponta do nariz e o lóbulo inferior da orelha e 
marcar com esparadrapo; 
- Usar gaze para manipular o cateter; 
- Introduzir o cateter em uma das narinas; 
- Observar as reações do paciente; 
- Regular o fluxômetro conforme o volume de oxigênio prescrito; 
- Fixar o cateter na face lateralmente atentando para não lesar a narina do cliente; 
- Registrar a data e o horário do procedimento; 
- Verificar o cateter a cada 8 horas; 
- Lavar as mãos; 
- Inspecionar o paciente para verificar se os sintomas de hipóxia desapareceram; 
- Manter o recipiente do umidificador sempre com água destilada ou SF - 0,9%; 
- Observar as narinas quanto a laceração da pele; 
- Registrar no prontuário: o método de administração de oxigênio, taxa do fluxo, permeabilidade do 
cateter, reação do paciente e avaliação respiratória. 
 
Observações: em clientes traqueostomizados usar materiais estéreis e técnica asséptica. O oxigênio 
sobre a membrana mucosa do trato respiratório tem efeito irritante tornando-a seca se não umidificado. 
O ar ambiente fornece 21% do oxigênio ao nível do mar, e o oxigênio canalizado distribuído pela 
oxigenoterapia fornece 4% por litro de oxigênio. 
 
Administração de Oxigênio por Máscara 
 
Materiais 
- Fonte de oxigênio (unidade fixa na parede ou cilindro); 
- Fluxômetro; 
- Umidificador ou adaptador de saída de oxigênio; 
- Cateter nasal; 
- Gaze; 
- Extensão de oxigênio se necessário; 
- Hidratante para os lábios. 
 
Técnica 
- Repetir as intervenções dos itens 1 ao 7 da técnica de administração de oxigênio por cateter; 
- Testar o funcionamento do sistema; 
- Conectar a extensão de oxigênio da máscara ao umidificador ou adaptador; 
- Colocar a máscara na face do paciente ajustando a fita elástica na fronte até que a máscara esteja 
perfeitamente adaptada e confortável; 
- Observar as reações do paciente; 
- Regular o fluxômetro conforme o volume de oxigênio prescrito; 
- Registrar a data e o horário do procedimento; 
- Verificar a máscara facial a cada 8 horas; 
- Lavar as mãos; 
- Inspecionar o paciente para verificar se os sintomas de hipóxia desapareceram; 
- Observar a superfície superior de ambas cavidades auditivas quanto a laceração da pele e o 
ressecamento da mucosa e lábios na cavidade oral; 
- Hidratar os lábios do paciente com chumaço de água com algodão ou hidratante para os lábios a 
cada 4 horas; 
- Registrar no prontuário: o método de administração de oxigênio, taxa do fluxo, reação do paciente e 
avaliação respiratória. 
 
Observações: a máscara de Venturi é utilizada quando há uma demanda de oxigênio elevada. Usa-
se o diluidor de acordo com o adaptador de código de cores ou o conector universal. O oxigênio é seco 
na necessidade de máscara reinalatória, na situação de oferta de 100% de oxigênio. 
 
 
 
 
 
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Nebulização 
 
Finalidades 
- Ajudar na higiene brônquica através da restauração e manutenção da continuidade da cobertura 
mucosa; 
- Hidratar as secreções secas e retidas; 
- Umidificar o oxigênio inspirado e possibilitando a administração de medicações. 
 
Nebulização Contínua 
 
Materiais 
- Fluxômetro; 
- Nebulizador; 
- Extensão (traqueia); 
- Soro fisiológico a 0,9% e / ou medicamentos prescritos. 
 
Técnica 
- Verificar a prescrição da nebulização no prontuário; 
- Lavar as mãos; 
- Organizar o material; 
- Explicar o procedimento ao cliente; 
- Instalar o fluxômetro na fonte de oxigênio; 
- Preencher o copo do nebulizador com soro fisiológico ou outra medicação conforme prescrita médica; 
- Conectar a extensão do nebulizador no fluxômetro; 
- Testar o fluxômetro se borbulhar, está funcionando; 
- Adaptar a máscara na face do cliente; 
- Regular o fluxo e o tempo de nebulização segundo prescrição médica; 
- Manter a unidade em ordem; 
- Manter a unidade arrumada; 
- Registrar o procedimento de enfermagem. 
 
Nebulização de Horário 
 
Materiais 
- Fluxômetro; 
- Rede de oxigênio ou ar comprimido; 
- Micronebulizador estéril; 
- Água destilada; 
- Soro fisiológico 0,9% e /ou medicamento conforme prescrição médica. 
 
Técnica 
- Verificar a prescrição da nebulização no prontuário;- Lavar as mãos; 
- Organizar o material; 
- Explicar o procedimento ao cliente; 
- Instalar o fluxômetro na fonte de oxigênio; 
- Preencher o copo do nebulizador com soro fisiológico ou outra medicação conforme prescrita médica; 
- Conectar a extensão do nebulizador no fluxômetro; 
- Conectar o micronebulizador na máscara; 
- Testar o fluxômetro se houver névoa, o fluxômetro está funcionando; 
- Regular o fluxômetro em litros / minutos conforme prescrição médica; 
- Colocar a máscara na face do cliente; 
- Regular o fluxo e o tempo de nebulização segundo prescrição médica; 
- Manter a unidade em ordem; 
- Manter a unidade arrumada; 
- Registrar o procedimento de enfermagem. 
 
 
 
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105 
 
Aerossolterapia 
 
A aerossolterapia consiste na administração de partículas de água nas vias respiratórias. Essas 
partículas de água podem conter algum tipo de medicação ou não. Este processo ocorre através da 
nebulização e por isso também é conhecido por esse nome. É muitas vezes usado em pessoas com 
problemas respiratórios, como por exemplo, bronquite. 
Este procedimento serve para hidratar as vias respiratórias ou para auxiliar na eliminação de excreções 
viscosas ou em casos de inflamações. 
No tratamento de aerossolterapia, podem ser aplicados medicamentos como: antibióticos (para 
combater infeções), mucolíticos (para dissolver secreções), anti-inflamatórios e broncodilatadores 
(ajudam a abrir os brônquios, facilitando a captação de oxigênio nos pulmões). 
 
Aspiração de Secreções 
 
Finalidades: a finalidade de empregar a técnica de aspiração consiste em eliminar as secreções do 
paciente sempre que não conseguir eliminar as secreções das vias aéreas através da tosse. 
 
Tipos 
Existem três técnicas de aspiração de secreção quanto à localização da aspiração: 
- Aspiração orofaríngea e nasofaríngea; 
- Aspiração orotraqueal e nasotraqueal; 
- Aspiração do tubo endotraqueal. 
 
A ordem de aspiração 
- Primeiro o tubo endotraqueal; 
- Segundo a cavidade nasal; 
- Terceiro a cavidade oral, quando se trata de utilizar a mesma sonda de aspiração. 
 
Aspiração de orofaríngea e nasofaríngea 
A aspiração da nasofaringe ou orofaringe é indicada no paciente que consegue tossir normalmente, 
mas que não consegue eliminar as secreções por deglutição ou expectoração. A aspiração é realizada 
após tosse do paciente. 
 
Aspiração de orofaringe e nasofaringe 
Aspiração de orofaringe e nasofaríngea é indicada no paciente que apresenta secreções pulmonares, 
capacidade de tossir diminuída e ausência do tubo endotraqueal. A sonda é introduzida até a traqueia 
pela cavidade oral ou, através da narina preferencialmente. Este procedimento não deve ultrapassar 15 
segundos, pois os pulmões não recebem Oxigênio em quantidade adequada durante a aspiração. 
 
Tubo Respiratório 
 
O tubo respiratório pode ser oral ou traqueal. É indicado nos casos de diminuição do estado de 
consciência, obstrução das vias aéreas, ventilação mecânica e remoção das secreções acumuladas na 
traqueia. 
O tubo oral (Cânula de Guedel) é o tipo de via aérea artificial mais simples. Indicado no paciente 
inconsciente para impedir o deslocamento da língua para a orofaringe possibilite a obstrução das vias 
aéreas. Bastante usado no pós-operatório de anestesia geral. Facilita a aspiração orotraqueal do paciente 
inconsciente, tornando mais fácil o acesso da sonda á traqueia. 
O tubo traqueal pode ser endotraqueal, nasotraqueal ou traqueal. Estes tubos permitem o acesso à 
traqueia do paciente para a aspiração traqueal profunda. A retirada das secreções da traqueia precisa 
ser asséptica, atraumática e eficaz. A secreção deve ser aspirada durante a saída da sonda de aspiração. 
 
Materiais 
- Aspirador portátil ou de parede; 
- Frasco grande para acondicionar secreções aspiradas; 
- Duas extensões de aspiração de dois metros estéreis; 
- Fluxômetro (com frasco menor adaptado); 
- Sonda de aspiração estéril; 
- Recipiente com água; 
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- Luva de procedimento estéril (para aspiração traqueal); 
- Luva de procedimento não estéril; 
- Toalha de papel; 
- Sonda nasal ou oral (Cânula de Guedel), conforme a indicação; 
- Xilocaína a 2% sem vasoconstrictor. 
 
Técnica 
- Observar a presença de sinais e sintomas demonstradores de secreção nas vias aéreas superiores, 
respiração ruidosa, salivação, agitação; 
- Explicar ao paciente que a aspiração de secreção o ajudará a desobstruir as vias aéreas; 
- Explicar que é normal tossir, espirrar e sentir o reflexo do vômito durante a manobra; 
- Preparar o equipamento e os materiais apropriados, citados acima; 
- Adaptar as extensões no aparelho de aspiração portátil ou na parede ao fluxômetro. A extensão que 
sai do fluxômetro deve ser colocada ao frasco maior e deste sai outra extensão para o acoplamento da 
sonda de aspiração; 
- Testar o aparelho, verificando que a pressão é de 110 a 150mmHg no adulto e na criança 95 a 110 
a mmHg. 
 
Posicionar o paciente adequadamente 
- Para o paciente consciente com o reflexo de tosse presente deverá ser aspirado em posição de semi-
Fowler, com cabeça voltada para o lado; 
- Para o paciente inconsciente, colocá-lo em decúbito lateral; 
- Colocar um papel toalha sob um travesseiro e abaixo do queixo; 
- Lavar as mãos; 
- Colocar água no recipiente para após técnica aspirar a sonda; 
- Calçar a mão dominante com luvas estéril; 
- Ligar a conexão ao aspirador; 
- Avaliar a distância entre o lóbulo da orelha do paciente e a ponta de seu nariz, colocar o polegar e 
indicador da mão enluvada neste ponto; 
- Umedecer 6 a 8cm da ponta da sonda com SF 0,9% ou com xilocaína; 
- Ao aspirar a orofaringe, penetrar a sonda delicadamente no ângulo da cavidade oral e deslizá-la até 
a orofaringe; 
- Ao aspirar a nasofaringe introduzir a sonda delicadamente em uma das narinas. Penetrar a sonda 
junto à linha mediana e próxima ao assoalho da cavidade nasal. Não forçar a sonda e uma das narinas 
não estiver permeável, tentar a outra. Não se deve aspirar durante a penetração da sonda; 
- Aspirar intermitentemente, fechando o orifício com o polegar. Ao retirar girar a sonda 
cuidadosamente. A duração desta manobra não deve ultrapassar 15 segundos; 
- Escovar a sonda com água; 
- Desprezar a sonda enrolando-a sobre a mão calçada com a luva e puxar a luva sobre a sonda. Não 
esquecer de proteger a extremidade da extensão de aspiração com outra sonda; 
- Permitir o descanso do paciente entre aspirações por 20 a 30 segundos no mínimo; 
- Se possível solicitar para o paciente tossir e respirar profundamente entre as aspirações; 
- Aspirar as secreções acumuladas na cavidade oral depois de aspirar a orofaringe ou a nasofaringe; 
- Lavar as mãos; 
- Atentar se o paciente está livre das secreções das vias aéreas, se está agitado ou se aparecem 
secreções na cavidade oral; 
- Registrar o aspecto da secreção quanto a quantidade, odor, cor e consistência, além das reações do 
paciente, a presença de tosse, o estado funcional do seu aparelho respiratório antes e após a aspiração. 
 
Observações: é necessário que o frasco de aspiração seja trocado com todas as técnicas de 
desinfecção de 24 em 24h ou sempre que estiver cheio. Todo o sistema de aspiração deve ser 
esterilizado. Dispõe-se no mercado de sistemas de aspiração de secreção descartável, o que possibilita 
um melhor controle de infecções. Aplicando o Processo de Enfermagem na Prática. 
 
Inalação 
 
Inalação (também conhecida como inspiração) é o movimento do ar do ambiente externo, através das 
vias respiratórias para dentro dos alvéolos pulmonares durante a respiração. Inalação inicia na contração 
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do diafragma, que resulta na expansão do espaço intrapleural e um aumento na pressão negativa de 
acordo com a Lei de Boyle. 
Esta pressão negativa provoca um fluxo dear devido a diferença de pressão entre a atmosfera e os 
alvéolos. O ar entra no organismo, inflando os pulmões, passando através do nariz e da boca, seguindo 
pela faringe e traquéia e em fim entrando nos alvéolos. 
 
Inaloterapia: é uma modalidade de tratamento na qual há a administração de medicações ou soluções 
por via inalatória, isto é diretamente nas vias aéreas. 
 
Material 
- Fluxômetro; micronebulizador, com máscara e extensão; 10ml de SF ou água destilada esterilizada; 
medicamento; etiqueta; gaze esterilizada; folha de anotações. 
 
Procedimento 
- Instalar o fluxômetro na rede de Oxigênio ou ar comprimido e testá-lo; 
- Abrir a embalagem do micronebulizador e reservá-lo; 
- Colocar o SF ou AD no copinho, acrescentar o medicamento, fechar e conectar ao fluxômetro; 
- Conectar a máscara ao micronebulizador; 
- Regular o fluxo de gás (produzir névoa 5L/min); 
- Aproximar a máscara do rosto do paciente e ajustá-la, entre o nariz e a boca, solicitando que respire 
com os lábios entreabertos; 
- Manter o micronebulizador junto ao rosto do paciente, por 5 minutos, ou até terminar a solução 
(quando possível orientá-lo a fazê-lo sozinho); 
- Identificar com etiqueta (data, horário de instalação); 
- Fechar o fluxômetro e retirar o micronebulizador; 
- Secar com gaze, recolocá-lo na embalagem e mantê-lo na cabeceira do paciente. 
- Trocar o nebulizador a cada 48 horas. 
 
Descrição do Processo 
É de responsabilidade do profissional da sala de inalação: 
1. Organizar a sala; 
2. Realizar limpeza concorrente (com água e sabão nas superfícies e após realizar desinfecção com 
álcool a 70%) no início de cada plantão; 
3. Solicitar ao zelador que realize diariamente limpeza concorrente e semanalmente limpeza terminal; 
4. Checar o funcionamento do compressor, chamando a manutenção se necessário e comunicando o 
enfermeiro; proceder a sangria do sistema ao final de cada dia; 
5. Preparar material necessário para o plantão, trocar o soro fisiológico utilizado no procedimento a 
cada 24 horas; 
6. Executar os procedimentos conforme prescrição médica e/ ou do enfermeiro, anotando no verso na 
própria receita com letra legível a data, horário, nome e COREN, preenchendo boletim de produção; 
7. Lavar criteriosamente os inaladores logo após o uso com água e sabão os materiais, retirando os 
resíduos, em seguida enxaguá-los em água corrente e colocá-los sobre um campo limpo; 
8. Secar o material com pano limpo; 
9. Observar durante a lavagem e secagem as condições de uso dos materiais e comunicar ao 
enfermeiro necessidade de reposição; 
10. Colocar o material seco em imersão no hipoclorito à 1% - em caixa fechada - por 30 minutos, 
registrando em formulário o horário de início do processo; 
11. Enxaguar o material em água corrente, secar e armazenar em local fechado e limpo; 
12. Manter a sala limpa, organizada e abastecida, verificando diariamente a validade dos 
medicamentos; 
13. Ao final do expediente retirar os extensores e proceder a limpeza e desinfecção conforme rotina 
das máscaras de inalação, desprezar o hipoclorito de sódio e lavar a caixa; 
14. Anotar a validade do hipoclorito. 
 
Questões 
 
01.(EBSERH - Técnico em Enfermagem HUGG-UNIRIO - IBFC/2017) Considerando as intervenções 
de enfermagem com oxigenoterapia, analise as afirmativas abaixo, dê valores Verdadeiro (V) ou Falso 
(F) e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo. 
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( ) Oferecer oxigênio umedecido em volumes superiores a 3 L/minuto. 
( ) Selecionar preferencialmente a máscara facial simples para a oferta de oxigênio em volumes 
inferiores a 5 L/minuto. 
( ) Trocar os dispositivos de oxigenação e todo o seu sistema (conexões, extensores, copo 
umidificador) a cada 24 horas ou de acordo com protocolo institucional. 
( ) Monitorar o nível de consciência, sinais vitais e coloração e integridade da pele e da mucosa. 
 
(A) V,V,F,F 
(B) V,V,V,V 
(C) F,F,V,V 
(D) V,F,V,V 
(E) F,V,V,F 
 
02. (Pref. Tanguá/RJ - Técnico de Enfermagem - CONCURSOS/2017) Em relação à oxigenoterapia, 
são cuidados da equipe de enfermagem: 
I - Observar sinais de complicações (distensão gástrica, obstrução nasal, lesão de septo). 
II - Verificar sinais vitais antes e depois a oxigenoterapia. 
III - Acomodar o paciente em posição Fowler. 
 
Está(ão)correta(s): 
(A) Apenas I. 
(B) Apenas III. 
(C) Apenas I e III. 
(D) I, II e III. 
 
03. (UEM - Técnico de Enfermagem/2017) Em relação aos cuidados de enfermagem em pacientes 
com oxigenioterapia, assinale a alternativa correta. 
(A) No uso da Máscara de Venturi 50%, não é necessário umidificar, pois a concentração de oxigênio 
é muito alta. 
(B) Não é necessário fluxômetro no uso de cateter nasal de oxigênio. 
(C) Reanimador manual com reservatório (AMBU) não mantém 100% de oxigênio. 
(D) Não é necessário frasco de umidificador aquecido nos respiradores mecânicos com filtro trocador 
de calor e umidade (HMEF) acoplado no tubo orotraqueal. 
(E) Usar somente soro fisiológico nos frascos umidificadores. 
 
04. (Hemominas/MG - Técnico de Enfermagem - IBFC) Em relação à oxigenoterapia, assinale a 
alternativa correta: 
(A) Para administração de oxigênio utilizam-se os sistemas de baixo fluxo e de alto fluxo. As cânulas 
nasais e os cateteres nasofaríngeos são considerados sistemas de alto fluxo e a máscara de Venturi é 
considerada um sistema de baixo fluxo. 
(B) A oxigenoterapia corrige a hipóxia, aumenta o trabalho respiratório e do miocárdio, podendo causar 
taquipneia e palpitação. 
(C) A inalação é um procedimento que deve ser realizado exclusivamente com oxigênio, não 
necessitando de prescrição médica. 
(D) A oxigenoterapia consiste na administração de oxigênio a uma concentração de pressão superior 
à encontrada na atmosfera, ou seja, a fração de oxigênio inspirado superior a 21%. 
 
Gabarito 
 
01.D / 02.D / 03.D / 04.D 
 
Comentários 
 
01. Resposta: D 
De acordo com o artigo Oxigenoterapia e Ventilação Não Invasiva. 
a) Correto. 
b) Errado: A variação de entrada de ar de uma máscara simples é de 5 a 12 l/min para se obter uma 
oxigenação satisfatória. Com fluxos inferiores a 5l/min, o volume da máscara atua como espaço morto e 
provoca a reinalação do CO2. 
1684667 E-book gerado especialmente para PAULO ANDRE DE JESUS NOGUEIRA
 
109 
 
c) Correto. 
d) Correto. 
 
02. Resposta: D 
Todas as alternativas estão corretas para os cuidados de enfermagem em oxigenoterapia. 
I - Observar sinais de complicações (distensão gástrica, obstrução nasal, lesão de septo). 
Consequentemente, pode ocorrer complicações na administração de oxigênio, que as vezes não 
esperamos. 
II - Verificar sinais vitais antes e depois a oxigenoterapia, para verificar se houve melhora nos padrões 
vitais. 
III - Acomodar o paciente em posição Fowler, para melhor posição de respiração. 
 
03. Resposta: D 
a) Errada. No uso da Máscara de Venturi 50%, é necessário umidificar, pois a concentração de 
oxigênio é muito alta. Quando o oxigênio é empregado em altas velocidades de fluxo, ele deve ser 
umedecido ao fazê-lo atravessar um sistema de umidificação, para evitar que ele resseque as mucosas 
do trato respiratório. 
b) Errada. É necessário fluxômetro no uso de cateter nasal de oxigênio. O oxigênio é distribuído a 
partir de um cilindro ou de um sistema de linha de parede. Um redutor de calibre é necessário para diminuir 
a pressão até um nível de trabalho, e um fluxômetro regula o fluxo de oxigênio em l/min. 
c) Errada. O North American Neonatal Resuscitation Program afirma que o RM pode fornecer ar 
ambiente, quando nenhuma fonte de gás está conectada. Quando ligado à fonte de O2 a 100%, 
recomenda-se que se utilize fluxo de 5 a 10L/min na entrada da bolsa. O RM fornece FiO2 de 80 a 100% 
quando o reservatório está conectado e cerca de 40% de oxigênio, sem reservatório. 
e) Errada. Nos frascos umificadores pode ser utilizado também água. 
 
04. Resposta: D 
A oxigenoterapiaconsiste na administração de oxigênio a uma concentração de pressão superior à 
encontrada na atmosfera, ou seja, a fração de oxigênio inspirado superior a 21%. Na atmosfera 
encontramos: 21% de Oxigênio, 78% de Nitrogênio e 1% outros gases. 
 
 
 
FERIDAS E CURATIVOS16 
 
A pele é o maior órgão do corpo humano, funciona como uma barreira protetora contra organismos 
causadores de doenças, apresenta funções sensoriais para dor, temperatura e toque, e ainda sintetiza a 
vitamina D em nosso organismo. 
A pele tem duas camadas, a epiderme e a derme, que são unidas por uma membrana chamada de 
junção dérmico-epidérmica. A epiderme, ou camada superior, tem várias camadas com diversas funções 
como: descamação, proteção da desidratação devido a presença de queratina, combate a entrada de 
certos agentes químicos, evaporação da água pela pele, absorção de certos medicamentos de uso tópico 
entre outros. 
A derme ou camada interna da pele, proporciona resistência à tração, suporte mecânico, e proteção 
para os músculos, ossos e órgãos subjacentes. Nessa camada encontra-se o colágeno, os vasos 
sanguíneos e os nervos. 
Quando a pele é ferida a epiderme exerce a função de proteger a ferida e restaurar a barreira contra 
organismos invasores e a derme responde para restaurar a integridade estrutural do tecido, junto as 
propriedades físicas da pele. 
Uma ferida, pode ser reconhecida, como o rompimento da integridade e função dos tecidos do corpo. 
E neste sentido, se faz necessário avaliar o tipo e aspecto (cor) do tecido na base da ferida, utilizando as 
informações coletadas para planejar as intervenções necessárias. 
O tecido de granulação, de aspecto vermelho e úmido, composto por novos vasos sanguíneos indica 
o progresso rumo à cicatrização. O tecido de aspecto mole, amarelo ou branco de característica 
 
16 POTTER, Patrícia A; STOCKERT, Patrícia A; PERRY, Anne Griffin; HAAL, Amy M. Fundamentos de Enfermagem. 9ª Ed. Elsevier, 2017. 
Curativos (potencial de contaminação e técnicas de curativos) 
 
1684667 E-book gerado especialmente para PAULO ANDRE DE JESUS NOGUEIRA
 
110 
 
esfarelada (substância fibrosa ligada ao leito da ferida) indica atenção para um acompanhamento. E o 
tecido de aspecto preto, marrom, bege ou necrótico é reconhecido como escara, devendo ser removido 
para uma cicatrização apropriada. 
O acompanhamento do tamanho da ferida fornece informações a respeito das mudanças em relação 
a sua dimensão, servindo como um indicador do processo de cicatrização. Por isso, se faz necessário 
medir o comprimento, largura e profundidade do ferimento, para a devida observação de seu progresso. 
Também é necessário observar o exsudato da ferida, por meio do acompanhamento da quantidade, 
cor, consistência e odor da substância. Lembrando que exsudato em excesso indica a presença de uma 
infecção. 
Posto isso, veremos a seguir algumas considerações a respeito da classificação das feridas, processo 
de cicatrização e curativos. 
 
Classificação da Ferida 
 
A classificação da ferida possibilita a compreensão dos riscos associados a ela e as implicações para 
sua cicatrização. 
Os sistemas de classificação descrevem: o status de integridade cutânea, a causa da ferida, a 
gravidade ou extensão da lesão, ou dano tecidual, a limpeza da ferida e as descrições do tecido da ferida, 
como a cor. 
Há diversas maneiras de se classificar as feridas, que podem ser de forma: 
 
Aguda 
- Descrição: ferida que procede por meio de um processo reparador ordenado e oportuno que resulta 
na restauração sustentada da integridade anatômica e funcional. As bordas da ferida são limpas e 
intactas. 
- Causas: trauma, incisão cirúrgica. 
 
Crônica 
- Descrição: ferida que não consegue prosseguir por meio de um processo ordenado e oportuno para 
produzir a integridade anatômica e funcional. A exposição continuada ao insulto impede a cicatrização da 
ferida. 
- Causas: comprometimento vascular, inflamação crônica ou insultos repetitivos ao tecido. 
 
Primeira Intenção 
- Descrição: ferida que está fechada. A cicatrização ocorre por epitelização, cicatriza rapidamente com 
formação mínima de cicatrizes. 
- Causas: incisão cirúrgica, ferida que está suturada ou grampeada. 
 
Segunda Intenção 
- Descrição: as bordas não são aproximadas. A ferida cicatriza pela formação de tecido de granulação, 
contração da ferida e epitelização. 
 
Intenção Terciária 
- Descrição: a ferida é deixada aberta por vários dias, em seguida, as bordas da ferida são 
aproximadas. O fechamento da ferida é adiado até o risco de a infecção ser resolvida. 
- Causas: feridas que estão contaminadas e exigem observação em busca de sinais de inflamação. 
 
Processo de Cicatrização da Ferida 
 
A cicatrização da ferida envolve processos fisiológicos integrados, as camadas de tecido envolvidas e 
sua capacidade de regeneração determinam o processo de reparo da ferida. 
As feridas de espessura parcial são superficiais, envolvendo a perda da epiderme e a possível perda 
da derme. Esses tipos de feridas cicatrizam por regeneração, pois a epiderme regenera-se. 
As feridas de espessura total estendem-se até a derme e cicatrizam pela formação de cicatriz por que 
as estruturas mais profundas não se regeneram. 
 
Três componentes estão envolvidos no processo de cicatrização de uma ferida de espessura parcial: 
- Resposta inflamatória; 
- Proliferação epitelial e migração; 
1684667 E-book gerado especialmente para PAULO ANDRE DE JESUS NOGUEIRA
 
111 
 
- Restabelecimento das camadas epidérmicas. 
 
As quatro fases envolvidas no processo de cicatrização de uma ferida de espessura total são: 
- Hemostasia; 
- Inflamatória; 
- Proliferativa; 
- Maturação. 
 
Complicações da Cicatrização de Feridas 
 
Hemorragia 
Hemorragia ou sangramento do local da ferida é normal durante e imediatamente após o trauma inicial, 
podendo ser externa ou interna. 
A hemorragia interna detectada pela distensão ou inchaço da parte do corpo afetada, uma mudança 
no tipo e na quantidade de drenagem de um dreno cirúrgico, ou sinais de choque hipovolêmico. 
A hemorragia externa é óbvia e pode ser observada através de curativos cobrindo uma ferida para a 
drenagem de sangue. Se o sangramento for externso, o curativo logo se tornará saturado e 
frequentemente drenará o sangue debaixo do curativo acumulando sob o paciente. 
 
Atenção: um hematoma é uma coleção localizada de sangue sob os tecidos. Aparece como um 
inchaco, mudança de cor, sensação ou calor que muitas vezes leva a uma descoloração azulada. 
 
Infecção 
Todas as ferida possui algum nível de carga bacteriana, poucas são infectadas. A infecção da ferida 
está presente quando os microrganismos invadem os tecidos da ferida. O sinais clínicos locias de infeção 
da ferida podem incluir eritema, aumento da quantidade de drenagem da ferida, mudança na aparência 
da drenagem da ferida (espessa, mudança de cor, presença de odor), e calor, ou edema periférico. 
Um paciente pode ter febre e aumento na contagem de leucócitos. As infecções bacterianas inibem a 
cicatrização. 
 
Deiscência 
Quando uma incisão não cicatriza corretamente, as camadas da pele e do tecido se separam. A 
deiscência é uma separação parcial ou total das camadas da ferida. Um paciente que está em risco de 
má cicatrização de feridas corre risco de deiscência. 
 
Evisceração 
Com a separação total das camadas de ferida, a evisceração ocorre. A condição é considerada uma 
emergência que requer intervenção cirúrgica. Quando a evisceração ocorre deverá colocar gaze estéril 
embebida em soro fisiológico sobre os tecidos exsudados para reduzir as chances de invasão bacteriana 
e secagem dos tecidos, observe os sinais e sintomas de choque e prepare o paciente para a cirurgia de 
emergência. 
 
Prevenção de lesões por pressão 
 
Sempre que estiver em contato direto com um paciente observe a pele em relação a presença de 
rachaduras ou integridade cutânea comprometida. A integridade cutânea comprometida ocorre a partir da 
pressãoprolongada, incontinência fecal ou urinária, e/ou imobilidade, levando assim ao desenvolvimento 
de lesões por pressão. 
Uma lesão por pressão é uma lesão localizada na pele e/ou no tecido subjacente. Inúmeros fatores 
contribuem para o aparecimento da lesão por pressão. 
A prevenção de lesões por pressão é uma prioridade no cuidado de pacientes e não está limitado 
aqueles que apresentam restrições de mobilidade. A integridade cutânea comprometida geralmente não 
é um problema em indivíduos saudáveis e imobilizados, mas é um problema grave e potencialmente 
devastador em pacientes doentes e/ou debilitados. 
A integridade cutânea comprometida resulta em lesão por pressão é principalmente o resultado da 
pressão. Portanto, fatores adicionais incluído força de cisalhamento, atrito, umidade, nutrição, perfusão 
tecidual, infecção e idade aumentam o risco do paciente para o desenvolvimento de lesão por pressão e 
de ferida mal cicatrizada. 
1684667 E-book gerado especialmente para PAULO ANDRE DE JESUS NOGUEIRA
 
112 
 
A prevenção é o tópico mais importante no cuidado às Úlceras de Pressão - UP e visa principalmente 
a reduzir ou eliminar os principais fatores que contribuem para o seu desenvolvimento. 
Todos os indivíduos em risco devem ter uma inspeção sistemática da pele pelo menos 1 vez/dia, 
prestando-se atenção particular às regiões de proeminências ósseas. O aumento da vascularização e da 
nutrição dos tecidos é conseguido por meio de massagens, as quais devem ser realizadas regularmente, 
evitando-se massagear as proeminências ósseas. 
A mudança de decúbito tem como objetivo alternar os locais de apoio e deve ser efetuada a cada 2 
horas, utilizando todos os decúbitos de acordo com o estado geral e a patologia do paciente. O decúbito 
lateral a 30° distribui a pressão, não apoiando o peso corpóreo diretamente sobre o trocanter. 
Existem colchões de espuma, ar, gel ou água e camas especiais que ajudam a prevenir as UP. 
Pacientes de alto risco podem necessitar de suportes que ofereçam elevada redução da pressão, como 
a cama de baixa perda de ar e a de ar fluidizado, que também apresentam efeitos benéficos na 
cicatrização das UP, porém têm custo elevado. 
Os pacientes que permanecem em cadeira devem ser orientados a reposicionar-se a cada 15 ou 20 
min e utilizar almofadas especiais capazes de diminuir a pressão e de proporcionar estabilidade e 
conforto. As almofadas em forma de anel devem ser evitadas, pois elas podem causar isquemia ao redor 
da úlcera, intensificando-a. Medidas preventivas de fricção e cisalhamento incluem: manter a cabeceira 
da cama elevada, no máximo, 30° para evitar que o paciente escorregue. 
A desnutrição é um importante causador da UP, por isso é essencial que o estado nutricional do 
paciente seja avaliado com o auxílio de um nutricionista. Medidas antropométricas e dados laboratoriais, 
como nível de albumina sérica e contagem total de linfócitos, devem ser obtidos. Os pacientes necessitam 
de uma dieta prescrita rica em proteínas e calorias, se não houver contraindicação. Se as necessidades 
nutricionais do paciente não puderem ser atingidas por suplementação oral, métodos alternativos devem 
ser considerados, como as dietas enterais ou parenterais. 
A umidade excessiva da pele, causada por incontinência, sudorese e drenagem de feridas, predispõe 
a sua maceração. A prevenção deve ser instituída por meio de higiene adequada, uso de cremes e 
protetores de pele. No controle da incontinência urinária, utilizar coletor externo de urina, fraldas e 
absorventes. 
O envolvimento familiar e o apoio psicológico são fundamentais para o sucesso do tratamento e para 
a prevenção de recidiva. 
 
As medidas preventivas são: 
• manter a pele sempre limpa; 
• hidratar a pele com cremes ou óleos; 
• evitar massagear as proeminências ósseas; 
• acompanhar ingesta nutricional; 
• mudar decúbito a cada 2 horas; 
• colocar coxins entre os joelhos; 
• colocar travesseiros em panturrilhas, elevando os calcanhares, eliminando a pressão local; 
• utilizar decúbito lateral de 30°; 
• utilizar colchões de espumas piramidais; 
• utilizar almofadas em cadeiras para alívio da pressão no paciente sentado; 
• não utilizar almofadas em forma de anel; 
• orientar e envolver a equipe, familiares e o próprio paciente sobre a etiologia, os fatores de risco e a 
prevenção das UP. 
 
Histórico de Enfermagem 
- Identificar o risco do paciente para o desenvolvimento de integridade cutânea comprometida ou 
cicatrização ruim; 
- Identificar os sinais e sintomas associados à integridade cutânea comprometida ou cicatrização ruim; 
- Examinar a pele do paciente quanto ao comprometimento real na integridade cutânea. 
 
Durante o processo de histórico de enfermagem, faça uma avaliação cuidadosa de cada paciente e 
analise criticamente os achados para garantir que será tomada decisões clínicas centradas no paciente, 
necessárias para os cuidados de enfermagem seguros. 
Concentra-se em elementos específicos com o nível de sensação, movimento e estado de continência 
de um paciente, pois ajuda a orientar a avaliação da pele. 
 
 
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113 
 
Tratamento das Lesões por Pressão 
O tratamento de pacientes com lesões por pressão tem a necessidade da experiência de uma equipe 
multidisciplinar. Além do enfermeiro, estão envolvidos o médico, enfermeiro especialista em cuidados de 
feridas, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, nutricionista e farmacêutico. 
O tratamento da lesão por pressão inclui o cuidado local da ferida e as medidas de suporte, como 
nutrientes adequados e redistribuição de pressão. 
A manutenção do ambiente fisiológico de uma ferida local é o objetivo do tratamento eficaz da ferida. 
Para manter o ambiente de uma ferida saudável é preciso prevenir e tratar a infecção, limpar a ferida, 
remover o tecido não viável, manter a ferida em um ambiente úmido, eliminar o espaço morto, controlar 
o odor, eliminar ou minimizar a dor e proteger a ferida e a pele periferida. 
Uma ferida não passa pelas fases de cicatrização se estiver infectada, por isso é necessário prevenir 
a infecção da ferida que inclui limpar e remover o tecido não viável. Limpe as lesões por pressão apenas 
com produtos de limpeza de feridas não citotóxicos, como soro fisiológico ou produtos de limpeza de 
feridas comerciais. 
A irrigação é um método comum de fornecer uma solução de limpeza para a ferida, e possui a intenção 
de debridar o tecido necrótico com pressão que pode remover detritos do leito da ferida, sem afetar os 
tecidos saudáveis. 
 
Observação: de acordo com estudos não existe comprovação do tipo ideal de curativo para úlceras 
de pressão. 
 
Debridamento 
É a remoção de tecido não viável e necrótico sendo necessária para livrar a ferida de uma fonte de 
infecção, permitir a visualização do leito da ferida e fornece uma base limpa para a cicatrização. 
O método de debridamento depende do que é mais apropriado para a condição do paciente. Planeje 
administrar um analgésico solicitado 30 minutos antes do procedimento. 
 
Os métodos de debridamento incluem: mecânico, autolítico, químico e afiado/cirúrgico. 
- Debridamento autolítico: é a remoção do tecido morto por meio de lise de tecido necrótico por 
leucócitos e enzimas naturais do corpo, para isso é necessário utilizar curativos que suportam a umidade 
na superfície da ferida. Se a base da ferida estiver seca, use um curativo que permita adicionar umidade, 
se houver exsudato excessivo use um curativo que absorva a umidade excessiva. 
- Debridamento químico: é o uso de uma preparação enzimática tópica, solução de Dakin ou larvas 
estéreis. As enzimas tópicas induzem alterações no substrato, assim resultando na ruptura do tecido 
necrótico. Essas preparações exigem a solicitação de um médico. A solução de Dakin rompe e solta o 
tecido morto da ferida é preciso embebedar a gaze com a solução e aplicar na ferida. Já as larvas estéreis 
são usadasna ferida, pois acredita-se que elas ingerem o tecido morto. 
- Debridamento cirúrgico: é a remoção de tecido desvitalizado com um bisturi, tesoura ou outro 
instrumento. Médico e em algumas localidades enfermeiros treinados na prática avançada realizam o 
procedimento. É o método mais rápido de debridamento sendo indicado quando o paciente tem sinais de 
celulite ou sepse. 
- Debridamento mecânico: são irrigação da ferida (irrigação de alta pressão e lavagem de alta pressão 
pulsátil) e tratamentos de hidromassagem. 
 
Curativos 
 
Quanto mais extensa for uma ferida maior será a limpeza necessária. O tipo de curativo varia de acordo 
com a avaliação da ferida e a fase de cicatrização. 
Um curativo tem a finalidade de proteger uma ferida contra contaminação de microrganismos, de 
auxiliar na hemostasia, de promover a cura absorvendo a drenagem e debridando uma ferida, de apoio 
ou suporte do local de uma ferida, de promover isolamento térmico da superfície de uma ferida e de 
fornecer um ambiente úmido. 
Em relação aos curativos de pressão é preciso ter a certeza de que não estão interferindo na circulação 
em uma parte do corpo, por isso avalie a cor da pele, os pulsos nos membros distais, o conforto do 
paciente e as alterações na sensação. 
A principal função de um curativo em uma ferida em cicatrização é absorver a drenagem. A maioria 
dos curativos de gaze cirúrgica tem três camadas: uma camada de contato ou primária, uma camada 
absorvente e uma camada externa protetora ou secundária. Se um curativo de gaze grudar em uma 
1684667 E-book gerado especialmente para PAULO ANDRE DE JESUS NOGUEIRA
 
114 
 
incisão cirúrgica, umedeça-a levemente com soro fisiológico com isso o curativo ficará saturado e soltará 
da área incisional, assim evitando o trauma durante o processo de remoção. 
A técnica do curativo possui variação, pois depende do objetivo do plano de tratamento para a ferida 
em questão. 
 
Tipos de Curativos 
Os curativos variam de acordo com o tipo de material e o modo de aplicação (úmida ou seca). Precisam 
ser fáceis de aplicar, confortáveis e feitos de materiais que promovam a cicatrização. 
Esponjas de gaze são o tipo de curativo mais antigo e mais comum, são absorventes e especialmente 
úteis em feridas para eliminar o exsudato. A gaze está disponível em diferentes texturas, comprimentos 
e tamanhos. A gaze pode ser saturada com soluções e usado para limpar e cobrir uma ferida. Ao utilizar 
uma gaze para cobrir uma ferida deverá saturar com uma solução geralmente o soro fisiológico torcer 
logo em seguida deixando a gaze somente úmida, desdobrada e levemente cobrindo a ferida. 
 
Outro tipo de curativo é um filme autoadesivo transparente que retém a umidade sobre a ferida, 
assim proporcionando um ambiente úmido, esse curativo é ideal para pequenas feridas superficiais e 
possui diversas vantagens como: 
- Aderência à pele intacta; 
- Serve como uma barreira para líquidos externos e bactérias, porém permite que a superfície da ferida 
respire, pois o oxigênio atravessa ocrurativo transparente; 
- Promoção de um ambiente úmido que acelera o crescimento de células epiteliais; 
- Pode ser removido sem danificar os tecido subjacentes; 
- Permite a visualização de uma ferida; 
- Não exige um curativo secundário. 
 
Curativos de hidrocoloide são curativos com formulações complexas de coloides e componentes 
adesivos. A camada de contato da ferida desse curativo forma um gel à medida que o exsudato da ferida 
é absorvido e mantém um ambiente cicatrizante úmido. Os hidrocoloides apoiam a cicatrização em feridas 
granulantes limpas e debridam autoliticamente as feridas necróticas, possui disponibilidade de tamanhos 
e formatos variados. 
 
Esse tipois de curativos possuem as seguintes funções: 
- Absorver a drenagem por meio do uso de absorventes de exsudato no curativo; 
- Manter a ferida úmida; 
- Liquefazer lentamente os detritos necróticos; 
- É impermeável a bactérias e outros contaminantes; 
- É autoadesivo e molda-se bem; 
- Atua como um curativo preventivo para áreas de alto risco de atrito; 
- Pode ser deixado no lugar durante 3 a 5 dias minimizando o trauma da pele e a interrupção da 
cicatrização. 
 
Os curativos de hidrogel são gaze ou curativos reutilizáveis impregnados com água ou gel amorfo à 
base de glicerina. Esses curativos hidratam as feridas e absorve pequenas quantidades de exsudato. São 
indicados para feridas de espessura parcial e de espessura total, feridas profundas com algum exsudato, 
feridas necróticas, queimaduras e pele danificada pela radiação. 
Podem ser úteis em feridas dolorosas, pois são muito calmantes para um paciente e não aderem ao 
leito da ferida provocando assim pouco trauma durante a remoção. Possui uma desvantagem já que 
alguns hidrogéis exigem um curativo secundário. Os hidrogéis estão disponíveis em um curativo em folha 
ou em um tubo permitindo assim a capacidade de esquichar o gel diretamente dentro da base da ferida. 
 
O hidrogel possui algumas vantangens: 
- É calmante e pode reduzir a dor da ferida; 
- Fornece um ambiente úmido; 
- Debrida o tecido necrótico; 
- Não adere à base da ferida e é fácil sua remoção. 
 
Existem outros tipos de curativos disponíveis. Os curativos de espuma e alginato são para feridas 
com grande quantidade de exsudato. Os curativos de espuma são usados em torno dos tubos de 
drenagem para absorvê-la. Os curativos de alginato de cálcio são confeccionados a partir de algas 
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115 
 
marinhas e estão disponíveis em forma de folha e corda. O alginato forma um gel macio quando em 
contato com o fluído da ferida, são altamente aborventes para feridas com uma quantidade excessiva de 
drenagem e não causam trauma quando removidos da ferida. Não se deve utilizar esse tipo de curativo 
em feridas secas, pois elas exigem um curativo secundário. 
 
Procedimento para Substituição de Curativos 
- Remova o esparadrapo afastando suavemente a pele do esparadrapo enquanto puxa o adesivo da 
pele; 
- Com a mão enluvada remova cuidadosamente os curativos de gaze, uma camada de cada vez, tome 
o cuidado para não deslocar drenos ou sondas; 
- Se o curativo grudar no curativo seco, umedeça com soro fisiológico em seguida remova-o; 
- Observe a cor, edema, drenos e exsudados da ferida, assim como, a quantidade de drenagem no 
curativo; 
- Dobre os curativos com drenagem e remova as luvas de dentro para fora sobre o curativo. Descarte 
as luvas e os curativos sujos. Higienize as mãos; 
- Abra a bandeja de curativos estéreis ou os materiais estéreis embrulhados individualmente. Calce as 
luvas limpas; 
- Limpe a ferida com a solução. Usando uma gaze ou um esfregaço antisséptico, limpe a área menos 
contaminada que é a incisão ou o centro da ferida, para a área mais contaminada, que é fora da incisão 
e a pele circundante. Seque a área. Remova e descarte as luvas e higienize as mãos; 
- Se a ferida tiver que ser irrigada: despeje a solução ordenada em um recipiente estéril de irrigação, 
calce luvas limpas, óculos de proteção, máscara e vestimenta cirúrgica se necessário. Usando a seringa 
permita que a solução flua sobre a ferida. Continue até que a irrigação crie um fluxo claro da solução. 
Seque a pele circundante com gaze. 
- Meça a ferida e em seguida remova e descarte as luvas. Higienize as mãos; 
- Aplique o curativo; 
- Curativo seco: calce as luvas de procedimento ou estéreis, inspecione a ferida quanto ao aspecto, 
drenos, drenagem e integridade. Aplique um curativo de gaze de tecido frouxa e seca, cobrindo a ferida. 
Aplique uma gaze adicional se necessário; 
- Ou aplique o curativo de esponja se indicado; 
- Curativo úmido e seco: calce as luvas de procedimento estéreis, avalie o aspecto da pele circundante 
e procure por maceração. Umedeça a gaze com a solução prescrita, esprema delicadamente o excesso 
da solução. Desdobre. Aplique a gaze como uma única camada diretamente sobre a superfície daferida. 
Se a ferida é profunda cubra suavemente sua base com o curativo usando a mão até que todas as 
superfícies dela estejam em contato com a gaze. Se houver encapsulação use um aplicador com ponta 
de algodão para colocar a gaze na área encapsular. Verifique se a gaze não está tocando na pele 
circundante. Cubra com gaze seca estéril e curativo de esponja. 
- Fixe o curativo. Aplique o esparadrapo não alérgico; 
- Correias de Montgomery: abra expondo a superfície adesiva do esparadrapo na extremidade de cada 
correia. Coloque as correias em lados opostos do curativo. Coloque o adesivo diretamente sobre a pele 
ou aplique uma barreira cutânea sólida e fixe a extremidade do esparadrapo na barreira cutânea. Fixe o 
curativo amarrando as correias através dele; 
- Remova as luvas e descarte-as em local apropriado. Remova máscara, óculos ou vestimenta; 
- Escrever à tinta a data e a hora que o curativo foi aplicado no esparadrapo que fixa o curativo; 
- Descarte os materiais e higienize as mãos. 
 
Cuidados com Suturas 
Suturas são fios ou metais usados para costurar os tecidos do corpo, isso ocorre quando um cirurgião 
fecha uma ferida ao unir as bordas dela o mais próximo possível para reduzir a formação de cicatriz. O 
fechamento adequado da ferida envolve o mínimo de trauma e tensão aos tecidos com controle de 
hemorragia. 
As suturas estão disponíveis em uma variedade de materiais, como seda, aço, algodão, linho, arame, 
nylon e Dacron. Elas vêm com ou sem agulhas cirúrgicas afixadas. Grampos de aço são um tipo comum 
de fechamento da pele exterior que traumatiza o tecido menos que as suturas enquanto fornece força 
extra. 
As políticas nas instituições costumam variar referente a aptidão na remoção das suturas. Se for 
pertinente ao enfermeiro a remoção será necessária uma prescrição médica. Uma tesoura especial com 
pontas de corte curvadas ou removedores de grampos especiais desliza sob os fechamentos da pele 
para a remoção da sutura. 
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116 
 
O médico normalmente especifica o número de suturas ou grampos necessários para a remoção. Se 
a linha de sutura parecer estar cicatrizando melhor em certos locais que em outros alguns profissionais 
resolvem pela remoção apenas de algumas suturas. 
Para remover os grampos introduza as pontas do removedor de grampos sob cada grampo de arame, 
enquanto fecha lentamente as extremidades do removedor de grampos, aperte o centro do grampo com 
as pontas liberando-o da pele. 
Antes de remover as suturas limpe a linha de sutura com soro fisiológico, aperte os materiais de sutura 
o mais próximo possível da borda da pele de um lado e puxe a sutura do outro lado. 
 
Bandagens e Ataduras 
Um curativo de gaze simples muitas vezes não é suficiente para imobilizar ou dar apoio a uma ferida. 
Ataduras e bandagens aplicados sobre ou em torno de curativos fornecem proteção extra e benefícios 
terapêuticos. 
As bandagens estão disponíveis em rolos de diferentes larguras e materiais, incluindo gaze, malha 
elástica, tira elástica, flanela e musselina. As bandagens de gaze são leves e baratas, moldam facilmente 
ao redor de contornos do corpo e permitem a circulação de ar para evitar a maceração da pele. As 
bandagens elásticas adaptam-se bem às diversas partes do corpo, porém exercem pressão. 
As ataduras são bandagens que são feitas de grandes pedaços de material para ajustar-se a uma 
parte específica do corpo. A maioria é feita de elástico ou algodão. 
 
Questões 
 
01. (EBSERH - Enfermeiro - CESPE/2018) Acerca do uso de curativos na enfermagem, julgue o item 
a seguir. 
As coberturas de alginatos são um tipo de curativo indicado para feridas com pouca exsudação; por 
isso, seu uso pode prolongar-se por até sete dias. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
02. (FUNASG - Enfermeiro - FUNCAB) O hidrocoloide é uma cobertura muito utilizada em feridas e 
pode se apresentar na forma de placa ou pasta. Sobre essa cobertura é correto afirmar: 
(A) Em contato com exsudato, forma um gel hidrofílico que mantém um meio úmido. 
(B) Requer troca a cada 12 h ou diária e curativo secundário. 
(C) Promove uma temperatura abaixo da corporal e é indicada para queimaduras de 3° grau. 
(D) É indicada para tratamento de feridas abertas infectadas. 
(E) Retarda a angiogênese e é indicada para a prevenção de úlceras de pressão. 
 
03. (TRT 23ª Região/MT - Enfermeiro - FCC) A grande variedade dos tipos de coberturas para 
curativos possibilita melhor adequação e manejo das condições das feridas e a escolha do produto 
depende, dentre vários aspectos, de 
(A) avaliação pragmática. 
(B) estudo eletrofisiológico. 
(C) evolução do processo cicatricial. 
(D) aplicação da escala de Hansen. 
(E) abordagem única. 
 
04. (UNIOESTE - Técnico em Enfermagem – UNIOESTE) As úlceras por pressão ocorrem quando a 
pressão contínua aplicada à pele é maior que a pressão de fechamento capilar, aproximadamente 32 
mmHg. Assinale os fatores de risco para o desenvolvimento de úlcera por pressão. 
(A) Normotermia e eupneia. 
(B) Imobilidade e atrito/fricção. 
(C) Deambulação e normocardia. 
(D) Lúcidez e comunicação. 
(E) Hidratação e higidez. 
 
Gabarito 
 
01.Errado / 02.A / 03.B / 04.B 
 
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117 
 
Comentários 
 
01. Resposta: Errado 
Os curativos de espuma e alginato são para feridas com grande quantidade de exsudato. Os curativos 
de espuma são usados em torno dos tubos de drenagem para absorvê-la. Os curativos de alginato de 
cálcio são confeccionados a partir de algas marinhas e estão disponíveis em forma de folha e corda. 
 
02. Resposta: A 
Curativos de hidrocoloide são curativos com formulações complexas de coloides e componentes 
adesivos. A camada de contato da ferida desse curativo forma um gel à medida que o exsudato da ferida 
é absorvido e mantém um ambiente cicatrizante úmido. 
 
03. Resposta: B 
A cicatrização da ferida envolve processo fisiológicos integrados, as camadas de tecido envolvidas e 
sua capacidade de regeneração determinam o processo de reparo da ferida. 
As feridas de espessura parcial são superficiais, envolvendo a perda da epiderme e a possível perda 
da derme. Esses tipos de feridas cicatrizam por regeneração, pois a epiderme regenera-se. 
 
04. Resposta: B 
Fatores adicionais incluído força de cisalhamento, atrito, umidade, nutrição, perfusão tecidual, infecção 
e idade aumentam o risco do paciente para o desenvolvimento de lesão por pressão e de ferida mal 
cicatrizada. A prevenção de lesões por pressão é uma prioridade no cuidado de pacientes e não está 
limitado aqueles que apresentam restrições de mobilidade. 
 
 
 
INFECÇÃO HOSPITALAR 
 
Qualquer tipo de infecção adquirida após a entrada do paciente em um hospital ou após a sua alta 
quando essa infecção estiver diretamente relacionada com a internação ou procedimento hospitalar, 
como, por exemplo, uma cirurgia. 
 
O diagnóstico de infecção hospitalar envolve o uso de alguns critérios técnicos, previamente 
estabelecidos: 
- Observação direta do paciente ou análise de seu prontuário; 
- Resultados de exames de laboratório; 
- Quando não houver evidência clínica ou laboratorial de infecção no momento da internação no 
hospital, convenciona-se infecção hospitalar toda manifestação clínica de infecção que se apresentar 
após 72 horas da admissão no hospital; 
- Também são convencionadas infecções hospitalares aquelas manifestadas antes de 72 horas da 
internação, quando associadas a procedimentos médicos realizados durante esse período; 
- Os pacientes transferidos de outro hospital são considerados portadores de infecção hospitalar do 
seu hospital de origem; 
- As infecções de recém-nascidos são hospitalares, com exceção das transmitidas pela placenta ou 
das associadas a bolsa rota superior a 24 horas. 
 
Qualquer pessoa que é obrigada a internar-se em ambiente hospitalar para tratamento médico está 
sujeita a contrair uma infecçãohospitalar, que está diretamente relacionada ao tempo de internação e 
procedimento a ser realizado. 
Em procedimentos cirúrgicos sempre existem mais riscos de contrair infecção do que em uma 
internação sem procedimentos já que Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) ou Centros Cirúrgicos 
são locais onde há muito mais chances de contrair infecção. 
 
 
 
 
Medidas de prevenção e controle de infecções 
 
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Sintomatologia 
 
Os sintomas são relacionados ao local do procedimento ou envolvem algum sistema, como respiratório 
ou urinário. Pacientes graves podem ter comprometimento de todo o organismo. 
 
Tratamento 
 
Após o diagnóstico de infecção hospitalar, o tratamento é feito sempre com antibióticos injetáveis e por 
período de 14 a 30 dias. 
 
Prevenção 
 
A prevenção de infecções hospitalares por todo o mundo depende muito mais da instituição hospitalar 
e de seus trabalhadores do que dos pacientes, já que ninguém se interna com intenção de contrair 
doenças dentro do hospital. 
 
Os cuidados para não ocorrer elevado número de infecções e sua prevenção e controle envolvem: 
- Medidas de qualificação da assistência hospitalar; 
- De vigilância sanitária e outras, tomadas no âmbito do município e estado. 
 
Assepsia é o processo pelo qual são afastados os micro-organismos patogênicos de um local ou 
objeto. Em um hospital, a assepsia é essencial para evitar as infecções. São exemplos de assepsia: 
- O ato de lavar as mãos (impede a transferência de micro-organismos presentes na mão do agente 
de saúde para o paciente); 
- A esterilização dos materiais; 
- Não tossir, espirrar, e nem mesmo falar sobre material esterilizado; 
- Uso de papel toalha para as mãos; 
- Não sentar nas camas dos pacientes; 
- Não colocar materiais no chão (comadre, bacia); 
- Remoção das bactérias da pele (banho, limpeza). 
 
Fica claro, portanto, que as medidas para a prevenção das infecções hospitalares são de 
responsabilidade do hospital e de seus funcionários. A padronização das técnicas de assepsia é o meio 
mais eficaz de evitar as infecções hospitalares. 
 
Os hospitais devem contar com uma Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) para: 
- Fazer o diagnóstico de casos de infecção hospitalar; 
- Padronizar as técnicas de assepsia; 
- Promover o treinamento de funcionários; 
- Ajudar no planejamento do espaço físico do hospital; 
- Controlar a utilização de antibióticos no trato das infecções (para impedir o uso abusivo), entre outras 
atribuições. 
 
Fonte de Infecção Relacionada ao Ambiente 
 
O ar, a água e as superfícies inanimadas verticais e horizontais fazem parte do meio ambiente de uma 
instituição de saúde. Particularmente no hospital, o ambiente pode tornar-se foco de infecção hospitalar, 
embora estudos tenham demonstrado não ser esse o principal meio de transmissão. 
 
Os cuidados com o ambiente estão centrados principalmente nas ações de limpeza realizadas pelo 
Serviço de Higiene Hospitalar. Há uma estreita relação deste com o Serviço de Prevenção e Controle de 
Infecção Hospitalar, cabendo-lhe as seguintes incumbências: 
- Padronizar produtos a serem utilizados na limpeza; 
- Normatizar ou indicar o uso de germicidas para as áreas críticas ou para as demais, quando 
necessário; 
- Participar de treinamentos e dar orientação técnica à equipe de limpeza; 
- Participar da elaboração ou atualização de manuais a respeito do assunto. 
 
 
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Fonte de Infecção Relacionada à Equipe de Saúde 
 
A equipe de saúde tem importante papel na cadeia de transmissão da infecção hospitalar ou domiciliar. 
As práticas adotadas para sua prevenção visam controlar a propagação de microrganismos que habitam 
o ambiente hospitalar e diminuir os riscos de o paciente vir a adquirir uma infecção. 
Por outro lado, tanto as medidas gerais como as específicas de prevenção e controle de infecção 
implantadas na instituição também se direcionam para proteger o próprio trabalhador que ali desempenha 
sua função, quer seja prestando assistência direta ao paciente, como no caso do auxiliar de enfermagem 
ou do enfermeiro, quer seja indiretamente, como o funcionário da higiene hospitalar, da lavanderia ou da 
nutrição e dietética. 
Toda a equipe de saúde tem responsabilidade com relação à prevenção da infecção hospitalar, 
devendo fazer correto uso das técnicas assépticas, dos equipamentos de proteção individual (EPI) e ou 
coletivo (EPC), quando necessário. 
Por sua vez, o empregador tem a responsabilidade de disponibilizar os recursos necessários à 
efetivação desses cuidados. A prevenção e o controle da infecção fundamentam-se nos princípios de 
assepsia, mediante a utilização de medidas para impedir a penetração de microrganismos (contaminação) 
em local onde não estejam presentes. 
As técnicas de assepsia devem ser utilizadas por todos os profissionais de saúde em todos os 
procedimentos, e são agrupadas sob a denominação de assepsia médica e cirúrgica. A assepsia médica, 
refere-se às medidas adotadas para reduzir o número de microrganismos e evitar sua disseminação; e a 
assepsia cirúrgica, para impedir a contaminação de uma área ou objeto estéril. 
As medidas que visam reduzir e prevenir o crescimento de microrganismos em tecidos vivos são 
denominadas antissepsia. 
 
A adesão da equipe às medidas gerais de prevenção e controle de infecção ainda dependem da 
conscientização e mudança de hábitos dos profissionais. Entretanto, sua adoção implica a realização de 
atos simples e de fácil execução, tais como: 
- Lavar sempre as mãos antes de realizar qualquer procedimento - um dos mais importantes meios 
para prevenir a infecção cruzada; 
- Manter os cabelos longos presos durante o trabalho, pois quando soltos acumulam sujidades, poeira 
e microrganismos, favorecendo a contaminação do paciente e do próprio profissional; 
- Manter as unhas curtas e aparadas, pois as longas facilitam o acúmulo de sujidades e 
microrganismos; 
- Evitar o uso de joias e bijuterias, como anéis, pulseiras e demais adornos, que podem constituir-se 
em possíveis fontes de infecção pela facilidade de albergarem microrganismos em seus sulcos e 
reentrâncias, bem como na pele subjacente; 
- Não encostar ou sentar-se em superfícies com potencial de contaminação, como macas e camas de 
pacientes, pois isto favorece a disseminação de microrganismos. 
 
Infecção 
 
É a resposta inflamatória provocada pela invasão ou presença de micro-organismos em tecidos 
orgânicos. 
 
Infecção Comunitária 
 
É a infecção constatada ou em incubação no ato da admissão hospitalar do paciente, desde que não 
relacionada com internação anterior. 
 
São também comunitárias: 
- A infecção que está associada à complicação ou extensão da infecção já presente na admissão 
hospitalar, a menos que haja troca de micro-organismos com sinais ou sintomas fortemente sugestivos 
da aquisição de nova infecção; 
- A infecção em recém-nascido, cuja aquisição por via transplacentária é reconhecida ou foi 
comprovada e que se tornou evidente logo após o nascimento (exemplo: herpes simples, toxoplasmose, 
rubéola, citomegalovirose, sífilis, Aids); 
- As infecções de recém-nascidos associadas com bolsa rota superior a 24 horas (vinte e quatro horas). 
 
 
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Princípios 
- Evidência clínica, derivada da observação direta do paciente ou da análise de seu prontuário; 
- Resultados de exames de laboratório, ressaltando-se os exames microbiológicos, a pesquisa de 
antígenos, anticorpos e métodos de visualização realizados; 
- Evidências de estudos com métodos de imagem; 
- Endoscopia; 
- Biópsia e outros. 
 
Critérios gerais 
- Quando na mesma topografia em que foi diagnosticada infecção comunitária, for isolado um germe 
diferente, seguido do agravamento das condições clínicas do paciente, o casodeverá ser considerado 
infecção hospitalar; 
- Quando se desconhecer o período de incubação do microrganismo e não houver evidência clínica e 
ou dado laboratorial de infecção no momento da internação, convenciona-se como infecção hospitalar 
toda manifestação clínica de infecção que se apresentar a partir de 72 (setenta e duas) horas após a 
admissão; 
- São também convencionadas infecções hospitalares aquelas manifestadas antes de 72 (setenta e 
duas) horas da internação, quando associadas a procedimentos diagnósticos e ou terapêuticos, 
realizados durante esse período; 
- As infecções do recém-nascido são hospitalares, com exceção das transmitidas de forma 
transplacentária e aquelas associadas à bolsa rota durante esse período; 
- Pacientes provenientes de outro hospital que se internam com infecção, são considerados portadores 
de infecção hospitalar do hospital de origem. Nestes casos, a Coordenação Estadual/Distrital/Municipal e 
ou hospital de origem deverão ser informados para computar o episódio como infecção hospitalar naquele 
hospital. 
 
Classificação das Cirurgias por Potencial de Contaminação da Incisão Cirúrgica 
 
As infecções pós-cirúrgicas devem ser analisadas conforme o potencial de contaminação da ferida 
cirúrgica, entendido como o número de microrganismos presentes no tecido a ser operado; 
A classificação das cirurgias deverá ser feita no final do ato cirúrgico, pelo cirurgião, de acordo com as 
seguintes indicações: 
 
Cirurgias limpas 
São aquelas realizadas em tecidos estéreis ou passíveis de descontaminação, na ausência de 
processo infeccioso e inflamatório local ou falhas técnicas grosseiras, cirurgias eletivas com cicatrização 
de primeira intenção e sem drenagem aberta. Cirurgias em que não ocorrem penetrações nos tratos 
digestório ou urinário. 
- Artroplastia de quadril; 
- Cirurgias cardíacas; 
- Herniorrafia; 
- Neurocirurgia; 
- Cirurgias ortopédicas eletivas; 
- Anastomose porto cava; 
- Anastomose esplenectomia; 
- Mastectomia; 
- Enxertos cutâneos; 
- Vagotomia supra seletiva sem drenagem; 
- Cirurgias vasculares; 
- Cirurgias torácicas; 
- Cirurgias sobre o trato respiratório intratorácico ou baixo. 
- Cirurgias de peritônio: baço, fígado, pâncreas, músculos, ossos, articulações, ovários, trompas, pele, 
tecido celular subcutâneo, próstata sem acesso uretral, bexiga sem acesso uretral, ureter, bacinetes. 
 
Nota: o índice ideal máximo de infecção esperado neste tipo de cirurgia é de até 2%, porém, segundo 
o Colégio Americano de Cirurgiões, pode atingir até 5%. 
 
 
 
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Cirurgias potencialmente contaminadas 
São aquelas realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana pouco numerosa ou em tecidos 
de difícil descontaminação, na ausência de processo infeccioso e inflamatório e com falhas técnicas 
discretas no transoperatório. Cirurgias com drenagem aberta enquadram-se nessa categoria. Ocorre 
penetração nos tratos digestivo, respiratório ou urinário sem contaminação significativa. 
- Histerectomia abdominal; 
- Cirurgia eletiva de intestino delgado; 
- Cirurgia de vias biliares; 
- Cirurgia esofágica, gástrica, duodenal e de íleo; 
- Feridas traumáticas limpas; 
- Cirurgias de ouvido externo; 
- Cirurgia de uretra; 
- Cirurgia de útero cujo acesso não seja o vaginal; 
- Quebra menor da técnica asséptica; 
- Drenagem mecânica. 
 
Nota: o índice ideal máximo de infecção esperado neste tipo de cirurgia é de até 10%. 
 
Cirurgias contaminadas 
São aquelas realizadas em tecidos colonizados por flora bacteriana abundante, cuja descontaminação 
seja difícil ou impossível, bem como aquelas em que tenham ocorrido falhas técnicas grosseiras e na 
ausência de supuração local. 
- Apendicectomia sem supuração; 
- Cirurgia de cólon, reto e ânus; 
- Cirurgia de vulva e vagina; 
- Cirurgia de vias biliares em presença de bile contaminada; 
- Cirurgia intranasal; 
- Cirurgia oral e dental; 
- Cirurgia de orofaringe; 
- Fraturas expostas; 
- Fraturas traumáticas recentes; 
- Cirurgias com quebra da técnica asséptica (por exemplo: massagem cardíaca a céu aberto). 
 
Nota: estes procedimentos apresentam um índice de infecção esperando elevado, entretanto não 
superior a 15-20%. 
 
Cirurgias infectadas 
São todas as intervenções cirúrgicas realizadas em qualquer tecido ou órgão, em presença de 
processo infeccioso (supuração local) e ou tecido necrótico. 
- Cirurgia de reto e ânus com pus; 
- Cirurgia abdominal em presença de conteúdo de cólon e pus; 
- Nefrectomia com infecção; 
- Feridas traumáticas abertas tardias (depois de 10 horas); 
- Parto normal ou cesariana com bolsa rota há mais de 6 horas. 
 
O índice de infecção esperando para estes procedimentos varia de 28 a 40% 
 
Tipos de Infecções 
 
Infecções preveníveis 
São aquelas passíveis de serem controladas e reduzidas a níveis aceitáveis. Ex.: pacientes em uso de 
cateteres vesicais, venosos etc. 
 
Infecções não-preveníveis 
São aquelas que dependem basicamente do hospedeiro (paciente) e sua imunidade e não tanto dos 
fatores externos. Ex.: infecção em RN prematuros, pacientes terminais, idosos, imunodeprimidos etc. 
 
 
 
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Infecção cruzada 
É a infecção transmitida de paciente para paciente, geralmente por intermédio de profissionais de 
saúde e que também é considerada infecção hospitalar. 
 
Colonização 
É o aumento de um ou mais tipo de microrganismo sem causar uma reação patogênica. 
 
Isolamento 
 
Define-se como isolamento o conjunto de medidas adotadas para fazer uma barreira que impeça a 
disseminação de agentes infecciosos de um paciente para outro, para os visitantes e ou para o meio 
ambiente. 
Está indicado nas doenças transmissíveis, em situações definidas e, apenas durante o período de 
transmissibilidade das doenças. Portanto, essa recomendação sobre isolamento deve se completar com 
o período de incubação e de transmissão das doenças. 
Chama-se de isolamento, toda vez que for necessário quarto individual; nas precauções, o quarto será 
individual apenas quando possível. 
 
Normas gerais de isolamento 
Para todo paciente que necessite de qualquer tipo de isolamento, deve-se: 
- Orientar todos os familiares antes da admissão do paciente na área de isolamento quanto ao provável 
tempo de internamento nessa área, cuidados e medidas de biossegurança; 
- Proibir visitas aos pacientes isolados, principalmente de crianças; 
- Os prontuários e papeletas não deverão ser levados para dentro da área de isolamento. As anotações 
poderão ser em papel à parte e logo repassadas para o prontuário; 
- A mobília do local de isolamento deverá ser mínima e os utensílios alimentares, descartáveis; 
- O material para curativos deverá ser unitário e calculado de acordo com o número de curativos a 
serem realizados; 
- A roupa de cama e a do paciente deverão ser delicadamente trocadas e encaminhadas à lavanderia 
em sacos duplos; 
- Objetos de uso pessoal deverão ser desinfetados. 
 
Doenças que requerem isolamento total 
São as doenças altamente contagiosas e com grande virulência, que podem ser transmitidas pelo ar 
e pelo contato direto e ou indireto. Tais doenças requerem quarto privativo, ficando o paciente/doente 
sozinho ou junto com outras pessoas com a mesma doença. A porta do quarto deverá estar sempre 
fechada. 
 
É obrigatório para se entrar no quarto de paciente em Isolamento Total o uso de: 
- Precaução Universal ou Padrão (avental, máscara, luvas - ao manipular o paciente/doente -, óculos); 
- A lavagem das mãos antes e após manuseio do paciente e ou procedimentos; 
- Os aventais deverão ser individuais. E, antes de deixar o quarto, o profissional de saúde deve 
dispensá-los em local apropriado. Deve-se calcular a quantidade de aventais para cada período de 24 
horas de acordo com o número de funcionários que irão utilizá-los; 
- Máscaras e luvas deverão ser de uso pessoal, utilizadas uma única vez, devendoser colocadas em 
área limpa e dispensadas em área contaminada. Nunca se deve deixar a máscara pendurada no pescoço, 
e, ao utilizá-la deve cobrir a boca e o nariz. 
 
IMPORTANTE: 
A limpeza e desinfecção da área deverão ser feitas diariamente, e após alta ou óbito, conforme 
normatização da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). 
Deverão ser normatizadas tanto as técnicas quanto os materiais de limpeza, os equipamentos de 
proteção individual e as soluções a serem usadas (detergente neutro, desinfetantes). 
Todo pessoal que trabalhe no setor quer administrativo, quer técnico, deverá ser sistematicamente 
treinado e ou avaliado clinicamente e imunologicamente. 
 
 
 
 
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Doenças a Serem Isoladas 
 
Isolamento respiratório 
- Caxumba; 
- Coqueluche; 
- Estreptococo beta-hemolítico (amigdalite, escarlatina); 
- Herpes zoster (contato com imunodeprimidos); 
- Meningite por Haemophilus; 
- Meningite meningocócica; 
- Pneumonia estafilocócica; 
- Rubéola; 
- Sarampo; 
- TB (escarro positivo); 
 
Isolamento protetor 
- Agranulocitose; 
- Dermatite bolhosa, vesicular ou eczematosa extensa; 
- Imunodeprimido grave; 
- Queimadura extensa. 
 
Medidas para a Prevenção e o Controle de Infecções17 
 
Controle de infecção em serviços de saúde 
O Programa de Controle de Infecção em Serviços de Saúde é sinônimo de controle de qualidade. Por 
isso, essa atividade está sendo desenvolvida pela Anvisa com muito engajamento, em parceria com 
Vigilâncias Sanitárias estaduais, municipais, hospitais públicos e privados, instituições de ensino e 
profissionais de saúde. 
A meta maior é divulgar ações que possam prevenir as infecções adquiridas nas unidades de saúde - 
hospitais, clínicas e ambulatórios. 
 
Portaria nº 2.616, de 12 de maio de 199818 
 
O Ministro de Estado da Saúde, Interino, no uso das suas atribuições que lhe confere o art. 87, inciso 
II da Constituição, e 
 
Considerando as infecções hospitalares constituem risco significativo à saúde dos usuários dos 
hospitais, e sua prevenção e controle envolvem medidas de qualificação da assistência hospitalar, de 
vigilância sanitária e outras, tomadas no âmbito do Estado, do Município e de cada hospital, atinentes ao 
seu funcionamento; 
Considerando que o Capítulo I art. 5º e inciso III da Lei nº 8.080 de 19 de setembro de 1990, estabelece 
como objetivo e atribuição do Sistema Único de Saúde (SUS), “a assistência às pessoas por intermédio 
de ações de promoção, proteção e recuperação da Saúde com a realização integrada das ações 
assistenciais e das atividades preventivas”, 
Considerando que no exercício da atividade fiscalizadora os órgãos estaduais de saúde deverão 
observar, entre outros requisitos e condições, a adoção, pela instituição prestadora de serviços, de meios 
de proteção capazes de evitar efeitos nocivos à saúde dos agentes, clientes, pacientes e dos 
circunstantes (Decreto nº 77.052, de 19 de janeiro de 1976, art. 2º, inciso IV); 
Considerando os avanços técnico-científicos, os resultados do Estudo Brasileiro da Magnitude das 
Infecções hospitalares. Avaliação da Qualidade das Ações de Controle de Infecção Hospitalar, o 
reconhecimento mundial destas ações como as que implementam a melhoria da qualidade da assistência 
à Saúde, reduzem esforços, problemas, complicações e recursos; 
Considerando a necessidade de informações e instrução oficialmente constituída para respaldar a 
formação técnico-profissional, resolve: 
 
Art. 1º Expedir, na forma dos anexos I, II, III, IV, e V, diretrizes e normas para a prevenção e o controle 
das infecções hospitalares. 
 
 
17 http://www.anvisa.gov.br 
18 http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/1998/prt2616_12_05_1998.html - Acesso em 20/02/2020. 
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Art. 2º As ações mínimas necessárias, a serem desenvolvidas, deliberada e sistematicamente, com 
vistas à redução máxima possível da incidência e da gravidade das infecções dos hospitais, compõem o 
Programa de Controle de infecções Hospitalares. 
 
Art. 3º A secretaria de Política de Saúde, do Ministério da Saúde, prestará cooperação técnica às 
Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, a fim de orientá-las sobre o exato cumprimento e 
interpretação das normas aprovadas por esta Portaria. 
 
Art. 4º As Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde poderão adequar as normas conforme prevê 
a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. 
 
Art. 5º A inobservância ou o descumprimento das normas aprovadas por esta Portaria sujeitará o 
infrator ao processo e às penalidades previstas na Lei nº 6.437, de 20 de agosto de 1977, ou outra que a 
substitua, com encaminhamento dos casos ou ocorrências ao Ministério Público e órgãos de defesa do 
consumidor para aplicação da legislação pertinente (Lei nº 8.078/90 ou outra que a substitua). 
 
Art. 6º Este regulamento deve ser adotado em todo território nacional, pelas pessoas jurídicas e físicas, 
de direito público e privado envolvidas nas atividades hospitalares de assistência à saúde. 
 
Art. 7º Esta Portaria entrará em vigor na data de sua publicação. 
 
Art. 8º Fica revogada a Portaria nº 930, de 27 de agosto de 1992. 
 
Programa de Controle de Infecção Hospitalar 
 
ANEXO I 
ORGANIZAÇÃO 
 
1. O Programa de Controle de Infecção Hospitalares (PCIH) é um conjunto de ações desenvolvidas 
deliberada e sistematicamente, com vistas à redução máxima possível da incidência e da gravidade das 
infecções hospitalares. 
 
2. Para a adequada execução do PCIH, os hospitais deverão constituir Comissão de Controle de 
Infecção Hospitalar (CCIH), órgão de assessoria à autoridade máxima da instituição e de execução das 
ações de controle de infecção hospitalar. 
2.1 A CCIH deverá ser composta por profissionais da área de saúde, de nível superior, formalmente 
designados. 
2.2 Os membros da CCIH serão de dois tipos: consultores e executores. 
2.2.1 O presidente ou coordenador da CCIH será qualquer um dos membros da mesma, indicado pela 
direção do hospital. 
2.3 Os membros consultores serão representantes, dos seguintes serviços: 
2.3.1 serviço médico; 
2.3.2 serviço de enfermagem; 
2.3.3 serviço de farmácia; 
2.3.4 laboratório de microbiologia; 
2.3.5 administração. 
2.4 Os hospitais com número de leitos igual ou inferior a 70 (setenta) atendem os números 2.3.1 e 
2.3.2. 
2.5 Os membros executores da CCIH representam o Serviço de Controle de Infecção hospitalar e, 
portanto, são encarregados da execução programada de controle de infecção hospitalar; 
2.5.1. Os membros executores serão, no mínimo, 2 (dois) técnicos de nível superior da área de saúde 
para cada 200 (duzentos) leitos ou fração deste número com carga horária diária, mínima, de 6 (seis) 
horas para o enfermeiro e 4 (quatro) horas para os demais profissionais. 
2.5.1.1. - Um dos membros executores deve ser, preferencialmente, um enfermeiro. 
2.5.1.2. - A carga horária diária, dos membros executores, deverá ser calculada na base da 
proporcionalidade de leitos indicado no número 2.5.1. 
2.5.1.3. - Nos hospitais com leitos destinados a pacientes críticos, a CCIH deverá ser acrescida de 
outros profissionais de nível superior da área de saúde. Os membros executores terão acrescidas 2 (duas) 
horas semanais de trabalho para cada 10 (dez) leitos ou fração. 
1684667 E-book gerado especialmente para PAULO ANDRE DE JESUS NOGUEIRA
 
125 
 
2.5.1.3.1. Para fins desta Portaria, consideram-se pacientes críticos: 
2.5.1.3.1.1. pacientes de terapia intensiva (adulto, pediátrico e neonatal); 
2.5.1.3.1.2. pacientes de berçário de alto risco; 
2.5.1.3.1.3. pacientes queimados; 
2.5.1.3.1.4. pacientes submetidos a transplantes de órgãos; 
2.5.1.3.1.5. pacientes hemato-oncológicos; 
2.5.1.3.1.6. pacientes com Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. 
2.5.1.4 - Admite-se, no caso do número 2.5.1.3., o aumento do número de profissionaisexecutores na 
CCIH, ou a relativa adequação de carga horária de trabalho da equipe original expressa no número 2.5.1; 
2.5.1.5 - Em hospitais com regime exclusivo de internação tipo paciente-dia, deve-se atender aos 
números 2.1, 2.2 e 2.3, e com relação ao número 2.5.1., a carga de trabalho dos profissionais será de 2 
(duas) horas diárias para o enfermeiro e 1 (uma) hora para os demais profissionais, independente do 
número de leitos da instituição. 
2.5.1.6 - Os hospitais poderão consorciar-se no sentido da utilização recíproca de recursos técnicos, 
materiais e humanos, com vistas à implantação e manutenção do Programa de Controle da infecção 
Hospitalar. 
2.5.1.7 - Os hospitais consorciados deverão constituir CCIH própria, conforme os números 2 e 2.1, 
com relação aos membros consultores, e prover todos os recursos necessários à sua atuação. 
2.5.1.8 - O consórcio deve ser formalizado entre os hospitais componentes. Os membros executores, 
no consórcio, devem atender aos números 2.5.1, 2.5.1.1, 2.5.1.2, 2.5.1.3 e 2.5.1.4. 
 
COMPETÊNCIAS 
 
3. A CCIH do hospital deverá: 
3.1 elaborar, implementar, manter e avaliar programa de controle de infecção hospitalar, adequado às 
características e necessidades da instituição, contemplando no mínimo, ações relativas a: 
3.1.1 implantação de um Sistema de Vigilância Epidemiológica das Infecções Hos-pitalares, de acordo 
com o Anexo III; 
3.1.2 adequação, implementação e supervisão das normas e rotinas técnico-operacionais, visando a 
prevenção e controle das infecções hospitalares; 
3.1.3 capacitação do quadro de funcionários e profissionais da instituição, no que diz respeito à 
prevenção e controle das infecções hospitalares; 
3.1.4 uso racional de antimicrobianos, germicidas e materiais médico-hospitalares; 
3.2 avaliar, periódica e sistematicamente, as informações providas pelo Sistema de Vigilância 
Epidemiológica das infecções hospitalares e aprovar as medidas de controle propostas pelos membros 
executores de CCIH; 
3.3 realizar investigação epidemiológica de casos e surtos, sempre que indicado, e implantar medidas 
imediatas de controle; 
3.4 elaborar e divulgar, regularmente, relatórios e comunicar, periodicamente, à autoridade máxima de 
instituição e às chefias de todos os setores do hospital, a situação do controle das infecções hospitalares, 
promovendo seu amplo debate na comunidade hospitalar; 
3.5 elaborar, implantar e supervisionar a aplicação de normas e rotinas técnico-operacionais, visando 
limitar a disseminação de agentes presentes nas infecções em curso no hospital, por meio de medidas 
de precaução e de isolamento; 
3.6 adequar, implementar e supervisionar a aplicação de normas e rotinas técnico-operacionais, 
visando à prevenção e ao tratamento das infecções hospitalares; 
3.7 definir, em cooperação com a Comissão de Farmácia e Terapêutica, política de utilização de 
antimicrobianos, germicidas e materiais médico-hospitalares para a instituição; 
3.8 cooperar com o setor de treinamento ou responsabilizar-se pelo treinamento, com vistas a obter 
capacitação adequada do quadro de funcionários e profissionais, no que diz respeito ao controle das 
infecções hospitalares; 
3.9 elaborar regimento interno para a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar; 
3.10 cooperar com a ação do órgão de gestão do SUS, bem como fornecer, prontamente, as 
informações epidemiológicas solicitadas pelas autoridades competentes; 
3.11 notificar, na ausência de um núcleo de epidemiologia, ao organismo de gestão do SUS, os casos 
diagnosticados ou suspeitos de outras doenças sob vigilância epidemiológica (notificação compulsória), 
atendidos em qualquer dos serviços ou unidades do hospital, e atuar cooperativamente com os serviços 
de saúde coletiva; 
1684667 E-book gerado especialmente para PAULO ANDRE DE JESUS NOGUEIRA
 
126 
 
3.12 notificar ao Serviço de Vigilância Epidemiológica e Sanitária do organismo de gestão do SUS, os 
casos e surtos diagnosticados ou suspeitos de infecção associadas à utilização de insumos e/ou produtos 
industrializados. 
 
4. Caberá à autoridade máxima da instituição: 
4.1 constituir formalmente a CCIH; 
4.2 nomear os componentes da CCIH por meio de ato próprio; 
4.3 propiciar a infraestrutura necessária à correta operacionalização da CCIH; 
4.4 aprovar e fazer respeitar o regimento interno da CCIH; 
4.5 garantir a participação do Presidente da CCIH nos órgãos colegiados deliberativos e formuladores 
de política da instituição, como, por exemplo, os conselhos técnicos, independente da natureza da 
entidade mantenedora da instituição de saúde; 
4.6 garantir o cumprimento das recomendações formuladas pela Coordenação Municipal, 
Estadual/Distrital de Controle de Infecção Hospitalar; 
4.7 Informar o órgão oficial municipal ou estadual quanto à composição da CCIH e às alterações que 
venham a ocorrer; 
4.8 fomentar a educação e o treinamento de todo o pessoal hospitalar. 
 
5. À Coordenação de Controle de Infecção Hospitalar do Ministério da Saúde, compete: 
5.1 definir diretrizes de ações de controle de infecção hospitalar; 
5.2 apoiar a descentralização das ações de prevenção e controle de infecção hospitalar; 
5.3 coordenar as ações nacionais de prevenção e controle de infecção hospitalar; 
5.4 estabelecer normas gerais para a prevenção e controle das infecções hospitalares; 
5.5 estabelecer critérios, parâmetros e métodos para o controle de infecção hospitalar; 
5.6 promover a articulação com órgãos formadores, com vistas à difusão do conteúdo de conhecimento 
do controle de infecção hospitalar; 
5.7 cooperar com a capacitação dos profissionais de saúde para o controle de infecção hospitalar; 
5.8 identificar serviços municipais, estaduais e hospitalares para o estabelecimento de padrões 
técnicos de referência nacional; 
5.9 prestar cooperação técnica, política e financeira aos Estados e aos Municípios, para 
aperfeiçoamento da sua atuação em prevenção e controle de infecção hospitalar; 
5.10 acompanhar e avaliar as ações implementadas, respeitadas as competências estaduais/distrital 
e municipais de atuação, na prevenção e controle das infecções hospitalares; 
5.11 estabelecer sistema nacional de informações sobre infecção hospitalar na área de vigilância 
epidemiológica; 
5.12 estabelecer sistema de avaliação e divulgação nacional dos indicadores da magnitude e 
gravidade das infecções hospitalares e da qualidade das ações de seu controle; 
5.13 planejar ações estratégicas em cooperação técnica com os Estados, Distrito Federal e os 
Municípios; 
5.14 acompanhar, avaliar e divulgar os indicadores epidemiológicos de infecção hospitalar. 
 
6. Às Coordenações Estaduais e Distrital de Controle de Infecção Hospitalar, compete: 
6.1 definir diretrizes de ação estadual/distrital, baseadas na política nacional de controle de infecção 
hospitalar; 
6.2 estabelecer normas, em caráter suplementar, para a prevenção e controle de infecção hospitalar; 
6.3 descentralizar as ações de prevenção e controle de infecção hospitalar dos Municípios; 
6.4 prestar apoio técnico, financeiro e político aos municípios, executando, supletivamente, ações e 
serviços de saúde, caso necessário; 
6.5 coordenar, acompanhar, controlar e avaliar as ações de prevenção e controle de infecção 
hospitalar do Estado e Distrito Federal; 
6.6 acompanhar, avaliar e divulgar os indicadores epidemiológicos de infecção hospitalar; 
6.7 informar, sistematicamente, à Coordenação de Controle de Infecção Hospitalar, do Ministério da 
Saúde, a partir da rede distrital, municipal e hospitalar, os indicadores de infecção hospitalar 
estabelecidos. 
 
7. Às Coordenações Municipais de Controle de Infecção Hospitalar, compete: 
7.1 coordenar as ações de prevenção e controle de infecção hospitalar na rede hospitalar do Município; 
7.2 participar do planejamento, da programação e da organização da rede regionalizada e 
hierarquizada do SUS, em articulação com a Coordenação Estadualde controle de infecção hospitalar; 
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7.3 colaborar e acompanhar os hospitais na execução das ações de controle de infecção hospitalar; 
7.4 prestar apoio técnico às CCIH dos hospitais; 
7.5 informar, sistematicamente, à Coordenação Estadual de controle de infecção hospitalar do seu 
Estado, a partir da rede hospitalar, os indicadores de infecção hospitalar estabelecidos. 
 
Programa de Controle de Infecção Hospitalar 
 
ANEXO II 
 
CONCEITOS E CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DAS INFECÇÕES HOSPITALARES 
 
1. Conceitos básicos. 
1.1. Infecção comunitária (IC): 
1.1.1 é aquela constatada ou em incubação no ato de admissão do paciente, desde que não 
relacionada com internação anterior no mesmo hospital. 
1.1.2 São também comunitárias: 
1.1.2.1 a infecção que está associada com complicação ou extensão da infecção já presente na 
admissão, a menos que haja troca de microrganismos com sinais ou sintomas fortemente sugestivos da 
aquisição de nova infecção; 
1.1.2.2 a infecção em recém-nascido, cuja aquisição por via transplacentária é conhecida ou foi 
comprovada e que tornou-se evidente logo após o nascimento (exemplo: herpes simples, toxoplasmose, 
rubéola, citomegalovirose, sífilis e AIDS); 
1.1.2.3 As infecções de recém-nascidos associadas com bolsa superior e 24 (vinte e quatro) horas. 
1.2. Infecção hospitalar (IH): 
1.2.1 é aquela adquirida após a admissão do paciente e que se manifeste durante a internação ou 
após a alta, quando puder ser relacionada com a internação ou procedimentos hospitalares. 
 
2. Critérios para diagnóstico de infecção hospitalar, previamente estabelecidos e descritos. 
2.1 Princípios: 
2.1.1 o diagnóstico das infecções hospitalares deverá valorizar informações oriundas de: 
2.1.1.1 evidência clínica, derivada da observação direta do paciente ou da análise de seu prontuário; 
2.1.1.2 resultados de exames de laboratório, ressaltando-se os exames microbiológicos, a pesquisa 
de antígenos, anticorpos e métodos de visualização realizados. 
2.1.1.3 evidências de estudos com métodos de imagem; 
2.1.1.4 endoscopia; 
2.1.1.5 biópsia e outros. 
2.2 Critérios gerais: 
2.2.1 quando, na mesma topografia em que foi diagnosticada infecção comunitária, foi isolado um 
germe diferente, seguido do agravamento das condições clínicas do paciente, o caso deverá ser 
considerado como infecção hospitalar; 
2.2.2 quando se desconhecer o período de incubação do microrganismo e não houver evidência clínica 
e/ou dado laboratorial de infecção no momento da internação, convenciona-se infecção hospitalar toda 
manifestação clínica de infecção que se apresentar a partir de 72 (setenta e duas) horas após a admissão; 
2.2.3 são também convencionadas infecções hospitalares aquelas manifestadas antes de 72 (setenta 
e duas) horas da internação, quando associadas a procedimentos diagnósticos e/ou terapêuticos, 
realizados durante este período; 
2.2.4 as infecções recém-nascido são hospitalares, com exceção das transmitidas de forma 
transplacentária e aquelas associadas a bolsa rota superior a 24 (vinte e quatro) horas; 
2.2.5 os pacientes provenientes de outro hospital que se internam com infecção, são considerados 
portadores de infecção hospitalar do hospital de origem infecção hospitalar. Nestes casos, a Coordenação 
Estadual/Distrital/Municipal e/ou o hospital de origem deverão ser informados para computar o episódio 
como infecção hospitalar naquele hospital. 
 
3. Classificação das cirurgias por potencial de contaminação da incisão cirúrgica 
3.1 as infecções pós-cirúrgicas devem ser analisadas conforme o potencial de contaminação da ferida 
cirúrgica, entendido como o número de microrganismos presentes no tecido a ser operado; 
3.2 a classificação das cirurgias deverá ser feita no final do ato cirúrgico, pelo cirurgião, de acordo com 
as seguintes indicações; 
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3.2.1 Cirurgias Limpas - são aquelas realizadas em tecidos estéreis ou passíveis de descontaminação, 
na ausência de processo infeccioso e inflamatório local ou falhas técnicas grosseiras, cirurgias eletivas 
com cicatrização de primeira intenção e sem drenagem aberta. Cirurgias em que não ocorrem penetração 
nos tratos digestivos, respiratório ou urinário; 
3.2.2 Cirurgias Potencialmente Contaminadas - são aquelas realizadas em tecidos colonizados por 
flora microbiana pouco numerosa ou em tecidos de difícil descontaminação, na ausência de processo 
infeccioso e inflamatório e com falhas técnicas discretas no trans-operatório. Cirurgias com drenagem 
aberta enquadram-se nesta categoria. Ocorre penetração nos tratos digestivos, respiratório ou urinário 
sem contaminação significativa. 
3.2.3 Cirurgias Contaminadas - são aquelas realizadas em tecidos recentemente traumatizados e 
abertos, colonizados por flora bacteriana abundante, cuja descontaminação seja difícil ou impossível, bem 
como todas aquelas em que tenham ocorrido falhas técnicas grosseiras, na ausência de supuração local. 
Na presença de inflamação aguda na incisão e cicatrização de segunda intenção, ou grande 
contaminação a partir do tubo digestivo. Obstrução biliar ou urinária também se incluem nesta categoria. 
3.2.4 Cirurgias Infectadas - são todas as intervenções cirúrgicas realizadas em qualquer tecido ou 
órgão, em presença de processo infeccioso (supuração local) e/ou tecido necrótico. 
 
ANEXO III 
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA E INDICADORES EPIDEMIOLÓGICOS DAS INFECÇÕES 
HOSPITALARES 
 
1. Vigilância Epidemiológica das infecções hospitalares é a observação ativa, sistemática e contínua 
de sua ocorrência e de sua distribuição entre pacientes, hospitalizados ou não, e dos eventos e condições 
que afetam o risco de sua ocorrência, com vistas à execução oportuna das ações de prevenção e controle. 
 
2. A CCIH deverá escolher o método de Vigilância Epidemiológica mais adequado às características 
do hospital, à estrutura de pessoal e à natureza do risco da assistência, com base em critérios de 
magnitude, gravidade, redutibilidade das taxas ou custo; 
2.1 São indicados os métodos prospectivos, retrospectivos e transversais, visando determinar taxas 
de incidência ou prevalência. 
 
3. São recomendados os métodos de busca ativos de coleta de dados para Vigilância Epidemiológica 
das infecções hospitalares. 
 
4. Todas as alterações de comportamento epidemiológico deverão ser objeto de in-vestigação 
epidemiológica específica. 
 
5. Os indicadores mais importantes a serem obtidos e analisados periodicamente no hospital e, 
especialmente, nos serviços de Berçário de Alto Risco, UTI (adulto/pediátrica/neonatal) Queimados, são; 
5.1. Taxa de Infecção Hospitalar, calculada tomando como numerador o número de episódios de 
infecção hospitalar no período considerado e como denominados o total de saídas (altas, óbitos e 
transferências) ou entradas no mesmo período; 
5.2. Taxa de Pacientes com Infecção Hospitalar, calculada tomando como numerador o número de 
doentes que apresentam infecção hospitalar no período considerado, e como denominador o total de 
saídas (altas, óbitos e transferências) ou entradas no período; 
5.3. Distribuição Percentual das Infecções Hospitalares por localização topográfica no paciente, 
calculada tendo como numerador o número de episódios de infecção hospitalar em cada topografia, no 
período considerado e como denominador o número total de episódios de infecção hospitalar ocorridos 
no período; 
5.4. Taxa de Infecções Hospitalares por Procedimento, calculada tendo como numerador o número de 
pacientes submetidos a um procedimento de risco que desenvolveram infecção hospitalar e como 
denominador o total de pacientes submetidos a este tipo de procedimento. 
Exemplos: 
Taxa de infecção do sitio cirúrgico, de acordo com o potencial de contaminação. 
Taxa de infecção urinária após cateterismo vesical. 
Taxa de pneumonia

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