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Aterosclerose, Cor Pulmonale e 
Hipertensão Arterial Sistêmica
AULA 1
Laila Ayoub
• Observar intensa 
Aterosclerose, caracterizada 
por placas elevadas e de cor 
amarelada
• Localização mais comum: 
emergência de ramos de 
vasos, devido ao maior 
desgaste mecânico contra a 
parede vascular.
Artéria Aorta Abdominal com Aterosclerose
• Também é comum observar estrias lipídicas, ulcerações e 
hemorragias (placas ateroscleróticas hemorrágicas), em 
alguns casos
Placa Ulcerada
Placa com Hemorragia
Ramos da Artéria Abdominal: Artérias Ilíacas Comuns
Ramos da Aorta Abdominal: Artérias Renais
• Nesta peça, além da Aterosclerose, há também 
trombos mistos dos dois lados da peça
• A Aterosclerose é um importante fator que favorece 
a Trombose, devido à lesão endotelial
• Os trombos mistos tem alternância de linhas claras
e escuras (Linhas de Zahn), que fazem lembrar uma
lagarta de borboleta.
• As Placas de Aterosclerose são de cor branca,
devido à riqueza em tecido fibroso colágeno.
• Tornam-se amarelas pela deposição de 
lipídeos, principalmente, de colesterol.
• Podem também se calcificar , tornando a 
parede da aorta endurecida e quebradiça.
• O enfraquecimento da camada média da Aorta 
pode predispor à formação de Aneurismas 
Ateroscleróticos.
Aneurismas da aorta, de origem aterosclerótica.
• As peças mostram aneurismas da aorta abdominal logo 
acima da bifurcação. Pode estar associado à sífilis.
• A forma do aneurisma pode variar de fusiforme (mais
alongado) a sacular (mais localizado – próximo slide).
• Devem-se ao enfraquecimento da camada média. 
Geralmente formam-se trombos parietais na superfície 
interna do aneurisma, propiciados pela lesão do 
endotélio pela aterosclerose e pelo turbilhonamento do 
fluxo na região do aneurisma.
Artéria Coronária Normal
• Adventícia, Camada Média e Camada 
íntima não espessadas
• Luz de dimensões normais
• Não há acúmulos lipídicos
• Pode ou não conter hemácias no seu 
interior
Hemácias
Artéria Coronária com Placa Ateromatosa
• Camada íntima espessada com lesão 
excêntrica, onde pode se discernir duas 
regiões: (1) Núcleo Lípidico e (2) Capa Fibrosa
• Luz Reduzida
Núcleo Lípidico
Capa Fibrosa
Artéria Coronária com Placa Ateromatosa
Núcleo Lípidico
• Presença de Células Espumosas 
(Macrófagos e Células Musculares Lisas 
com LDL em seu interior)
• São Células grandes, esbranquiçadas, 
cm citoplasma vacuolizado (pelas 
gotículas de gordura) e núcleo central e 
excêntrico
Artéria Coronária com Placa Ateromatosa
Cristais de Colesterol no Núcleo Lípidico Células Espumosas no Núcleo Lípidico
Artéria Coronária com Placa Ateromatosa
Capa Fibrosa com a presença de Fibroblastos
• O Interstício é rico em fibras colágenas
(eosinofílicas), infiltrado mononuclear
(células arredondadas) e fibroblastos
Artéria Coronária com Placa Ateromatosa
DIAGNÓSTICO: Placa Ateromatosa
• 50% Capa Fibrosa/ 50% Capa Fibrosa
Células lisas infiltrando o 
núcleo lípidico, demonstrando 
a diferenciação dessas células 
em Células Espumosas
DIAGNÓSTICO: Placa Ateromatosa Mole
• Predomínio do Núcleo Lipídico sobre a Placa Fibrosa
Artéria Coronária com Placa Ateromatosa
Células lisas infiltrando o 
núcleo lípidico, demonstrando 
a diferenciação dessas células 
em Células Espumosas
Artéria Coronária com Placa Ateromatosa
DIAGNÓSTICO: Placa Ateromatosa Calcificada
• Presença de Remodelamento Vascular: parede do vaso se 
dilata para compensar a obstrução pela placa e, assim, 
manter o fluxo sanguíneo
• O cálcio se cora pela hematoxilina, o que leva as áreas de 
calcificação a aparecerem mais basófilas ao MO (cor roxa). 
Quando a calcificação é extensa, dá consistência 
quebradiça à artéria.
Área de Calcificação
Área de Remodelação Vascular
DIAGNÓSTICO: Placa
Ateromatosa Mole
• Predomínio do Núcleo 
Lipídico sobre a Placa 
Fibrosa (quase inexistente)
Artéria Coronária com Placa Ateromatosa
Artéria Coronária com Placa Ateromatosa
DIAGNÓSTICO: Placa Ateromatosa
• Presença de Células Espumosas e Espessamento da 
Camada íntima
• Geralmente, esse espessamento deve-se à
presença de tecido fibroso denso e fibras 
musculares lisas. O espessamento tende a
continuar até a redução progressiva da luz, até sua 
obliteração. Na íntima espessada também é comum 
a deposição de lípides e a presença de cristais de 
colesterol
Cor Pulmonale
• O termo cor pulmonale é a forma 
latina para coração pulmonar, 
querendo dizer, o coração cujas 
alterações são devidas exclusivamente 
a doença pulmonar crônica.
Cor Pulmonale
Cor Pulmonale
• Corresponde à hipertrofia (muitas vezes 
acompanhada de dilatação) do ventrículo direito, 
sendo que o ventrículo esquerdo é normal.
• A hipertrofia de VD é devida ao aumento da 
resistência do leito vascular pulmonar. Entre as 
causas mais comuns estão doenças que levam 
a redução do parênquima pulmonar como a
tuberculose e o enfisema (onde há destruição difusa 
dos septos alveolares) e tromboembolismo de 
repetição
• O cor pulmonale é um bom exemplo de hipertrofia, 
e equivale à hipertrofia do VE na hipertensão 
arterial sistêmica. A dilatação ocorre 
secundariamente à hipertrofia, quando esta não é 
mais suficiente para fazer bombear todo o sangue 
que entra na cavidade.
Cor Pulmonale
• A espessura das colunas carnudas é
maior no cor pulmonale, indicando
que este ventrículo direito
está hipertrófico se comparado ao 
normal. Contudo, há também 
grande dilatação da cavidade, por 
insuficiência contrátil crônica. A 
dilatação diminui a espessura da 
parede ventricular, assim 
mascarando a hipertrofia..
Coração Normal Cardiopatia Hipertensiva
Cardiopatia Hipertensiva
Coração Normal
Cardiopatia Hipertensiva
Cardiopatia Hipertensiva
Cardiopatia Hipertensiva Compensada
Hipertrofia Concêntrica: 
envolve toda a parede 
do Ventrículo Esquerdo, 
inclusive o septo 
interventricular
Luz reduzida em relação à 
espessura da parede. Com a 
progressão da patologia, a 
luz do ventrículo esquerdo 
tende a se ampliar, ainda 
que haja hipertrofia das 
paredes, dando inicio à 
descompensação
Músculos Papilares 
Hipertrofiados
A Hipertrofia do VE compensa 
a elevada pressão de entrada 
na aorta, mantendo o DC 
constante
Ventrículo Esquerdo
Ventrículo Direito
Cardiopatia Hipertensiva Compensada
• Com o tempo, o VE, devido à sua dilatação, traciona o anel 
fibroso e dificulta o encontro das cúspides, gerando uma 
Insuficiência Mitral Funcional
• A dilatação também afasta os músculos papilares, 
inclinando e puxando as cordas tendíneas para baixo, 
contribuindo para a Insuficiência da Valva Mitral, que pode 
ser identificada pela dilatação do AE, que indica refluxo 
sanguíneo durante a sístole.
Átrio Esquerdo Aumentado
Cardiopatia Hipertensiva Descompensada
Ventrículo Esquerdo
Ventrículo Direito
• Em determinado momento, o coração não 
consegue manter o DC, mesmo com as 
adaptações hipertróficas
• Nesse momento, o VE inicia uma dilatação 
devido ao enfraquecimento do músculo 
cardíaco, que ao perder sua força de 
bombeamento, aumenta o Volume Sistólico 
e Diastólico Final
• Possíveis Complicações: ICC, Hipertensão 
Pulmonar, Hipertensão Portal, Isquemia do 
Miocárdio

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