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Acidentes de Violência
ACIDENTES DE VIOLÊNCIA
ACIDENTES E VIOLÊNCIA
Olá, pessoal. Nesta aula, abordaremos um assunto extremamente importante para as 
suas provas de concurso e residência: acidentes e violência.
O foco não será tratar o atendimento à vítima de acidentes e violência no contexto da 
urgência e emergência – em que se tem aula de “trauma” dentro daquela disciplina –, mas 
sim abordar os seguintes tópicos:
• Conceito – diferenciando o que é acidente (imprevisto e evitável) e o que é violência 
(ato intencional);
• Histórico – acidente e violência no contexto do SUS;
• Violência contra a mulher, contra o idoso e contra a criança;
• Classificação;
• Notificação: abordada na vertente epidemiológica (notificada no Sinan) e na vertente 
criminal (com o devido processo legal ao infrator);
• Sinais de violência: quais os sinais e sintomas encontrados no atendimento ao paciente 
vítima de violência.
– Nesse sentido, vale ressaltar que a maior parte da violência acontece dentro do 
domicílio. Isso gera um constrangimento e medo para a vítima. É preciso que o pro-
fissional de saúde conheça os sinais e sintomas da violência, a fim de intervir ade-
quadamente na investigação;
• Condutas: diz respeito ao que fazer diante da situação, em termos de notificação;
• Ações no SUS: diz respeito ao histórico. À medida que comentarmos sobre a legisla-
ção, falaremos sobre as ações do SUS.
– Vale lembrar que essas ações são efetivadas a título intersetorial: educação, saúde, 
justiça etc., uma vez que é um tema transversal. 
– Outrossim, quando falamos de acidentes, não podemos esquecer dos acidentes 
automobilísticos, porquanto são comuns e geram custos excessivos, incapacidades, 
mortes etc.
Vejamos O Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e 
Agravos Não Transmissíveis no Brasil.
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No ano de 2021, ele está diferente. O plano de atenção a condições crônicas veio 
somado aos agravos não transmissíveis no Brasil; não só na hipertensão, diabetes, alimen-
tação não saudável etc., mas também foi retratada a situação do Brasil frente aos acidentes 
e às violências.
No Guia de Vigilância em Saúde 2021 encontramos um capítulo específico sobre violên-
cia. Além disso, há alguns tipos de acidentes específicos (acidentes de trabalho e acidentes 
voltados para área de saúde ocupacional). Observe:
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Temos um Manual, de 2010, chamado de Linha de Cuidado para a Atenção Integral à 
Saúde de Crianças, Adolescentes e suas famílias em Situação de Violências, abordando, no 
contexto específico, crianças e adolescentes.
Além disso, o Caderno de Atenção Básica n. 33 também apresenta um capítulo especí-
fico de violência contra criança e adolescente. Observe:
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Acidentes de Violência
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Esse material de 2017 – e temos outros boletins epidemiológicos que tratam sobre o 
tema dentro de acidente e violência – refere-se ao suicídio, qual seja: Agenda de Ações 
Estratégicas para a Vigilância e Prevenção do Suicídio e Promoção da Saúde no Brasil.
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A seguir, temos o Manual Por uma Cultura da Paz, a Promoção da Saúde e a Prevenção 
da Violência, de 2009. A nossa rede de urgência e emergência, dentro de um dos seus com-
ponentes, tem a promoção da saúde e prevenção de violências.
Nesse sentido, temos a Portaria n. 1.600/2011, que dispõe sobre a rede de urgência e 
emergência (preocupa-se com a promoção e prevenção) e a Política Nacional de Promoção 
da Saúde, que está na Portaria de Consolidação n. 2 de 2017, usando de origem a Portaria n. 
2.446, de 11 de novembro de 2014, que dispõe sobre a prevenção de acidentes e violência, 
para promover a cultura da paz.
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Acidentes de Violência
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Histórico:
1998: Portaria do Ministério da Saúde, de 02/09/1998 que institui o Comitê Técnico Cien-
tífico (CTC) de Assessoramento ao Grupo Técnico para Acidentes e Violência.
2001: implantação da Política Nacional de Redução da Morbimortalidade por Acidentes 
e Violências, que institui no âmbito do SUS os princípios e diretrizes para a estruturação e 
o reforço de ações intersetoriais de prevenção das violências, de assistência às vítimas de 
causas externas e de promoção de hábitos e comportamentos seguros e saudáveis – Porta-
ria GM/MS n. 737, de 16/05/2001 (PRTC 02/2017).
A Portaria n. 737/2001 ainda hoje está vigente. Nas provas de concurso e residência não 
encontramos essa Portaria sendo cobrada com alta frequência.
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ACIDENTES DE VIOLÊNCIA
O que é cobrado com frequência é a visão histórica; os tipos; o conceito; a parte de epi-
demiologia; a relevância do acidente e violência como causas externas do grupo maior (3ª 
causa de mortalidade do país de âmbito geral e a 1ª causa em jovens). 
Contudo, aquela Portaria foi abordada, para quem quiser aprofundar sobre a temática da 
violência e do acidente.
Nela, há o contexto de implantação, o contexto epidemiológico, as ações de responsabi-
lidade de cada esfera de governo, as diretrizes, os princípios, as ações etc. Veremos o que 
se tem de mais importante.
2002: Portaria n. 344/2002 – Programa Nacional de Redução da Morbimortalidade por 
Acidentes de Trânsito (um dos principais tipos de acidentes que acometem a população 
brasileira).
– Projeto de Redução da Morbimortalidade por Acidentes de Trânsito, mobilizando a 
sociedade e promovendo a saúde, que foi implantado através da Portaria n. 344, de 
19/02/2002.
2004: Portaria n. 936/2004 – dispõe sobre a estruturação da Rede Nacional de Preven-
ção da Violência e Promoção da Saúde e a Implantação e Implementação de Núcleos de 
Prevenção à Violência em Estados e Municípios.
– Tem-se o contexto de uma Rede Nacional conectando instituições, criando respon-
sabilidades, tornando operável a Política.
2006: Portaria GM/MS n. 1.356, de 23 de junho de 2006. Vigilância contínua (VIVA Sinan) 
e Vigilância Sentinela (Viva Inquérito).
– PRT n. 1.876/2006 – Diretrizes Nacionais para Prevenção do Suicídio. Trata-se de 
um tema relevante, haja vista o seu crescimento na pandemia da Covid.
2008: início das implantações das UPAs.
2009: Notificação de Violências Interpessoais e Autoprovocadas registrada no SINAN 
(VIVA Sinan).
2011: Portaria n. 1600/2011, Política Nacional de Atenção às Urgências, inclui vigilância, 
prevenção (inclui prevenção de acidentes) e promoção.
2013: Portaria n. 1.365, de 8 de julho de 2013 – aprova e institui a Linha de Cuidado ao 
Trauma na Rede de Atenção às Urgências.
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Acidentes de Violência
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Legislação – Política Nacional de Atenção às Urgências
Obs.: a urgência e emergência não é somente atender queda,afogamento, acidente com 
arma de fogo etc., ela também tem de atuar de forma macro na rede, por meio de 
prevenção desses acidentes e dessas violências.
Portaria GM/MS n. 1.600/2011: orienta o componente assistencial do plano de enfrenta-
mento das causas externas, com previsão de aprimoramento e expansão dos atendimentos 
pré, intra e pós-hospitalares das vítimas de violências.
Obs.: tem-se tanto a prevenção como o trabalho da questão epidemiológica para atender 
as vítimas. 
Art. 5º O Componente Promoção, Prevenção e Vigilância à Saúde tem por objetivo estimular e 
fomentar o desenvolvimento de ações de saúde e educação permanente voltadas para a vi-
gilância e prevenção das violências e acidentes, das lesões e mortes no trânsito e das doenças 
crônicas não transmissíveis, além de ações intersetoriais, de participação e mobilização da socie-
dade visando a promoção da saúde, prevenção de agravos e vigilância à saúde.
Obs.: podemos observar que há a preocupação, também, com as causas que vão significar 
a base do desfecho do atendimento de urgência e emergência.
Quando falamos em promoção de saúde para doenças crônicas, estamos nos referindo 
à atividade física, à alimentação saudável etc., a fim de evitar infarto e AVC.
Quando falamos de cuidados com a educação no trânsito; quando falamos de cultura da 
paz, de acompanhamento de jovens, de criança etc., devemos ter em mente que tudo isso 
contribui para a diminuição do acidente e da violência.
Histórico
2014: PNPS – Art. 7º São objetivos específicos da PNPS:
Obs.: assim como a Portaria que dispõe sobre a Política está na Consolidação n. 2, esta se 
faz presente na Consolidação n. 2 de 2017, que dispõe sobre Políticas).
Obs.: a Portaria n. 1.600/2011, que se refere às redes de urgência e emergência, está na 
PRTC n. 3/2017).
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Obs.: em relação ao art. 7º da PNPS, selecionamos os objetivos relacionados unicamente 
a acidentes e violências.
III – favorecer a mobilidade humana e a acessibilidade e o desenvolvimento seguro, saudável 
e sustentável;
IV – promover a cultura da paz em comunidades, territórios e Municípios;
Exemplo: a questão do pai presente em consulta pré-natal, para que ele crie vínculos 
com a gestante, com o bebê, evitando a violência doméstica e problemas afins.
V – apoiar o desenvolvimento de espaços de produção social e ambientes saudáveis, favorá-
veis ao desenvolvimento humano e ao bem-viver.
Exemplo: locais de convivências para contribuir com a relação de paz e harmonia.
V – enfrentamento do uso abusivo de álcool e outras drogas, que compreende promover, 
articular e mobilizar ações para redução do consumo abusivo de álcool e outras drogas, com a 
corresponsabilização e autonomia da população, incluindo ações educativas, legislativas, eco-
nômicas, ambientais, culturais e sociais.
Obs.: o uso de álcool e de outras drogas, entre outros efeitos, vão ser responsáveis por 
diminuição de reflexos, ocasionando mais acidentes de trânsito; outrossim, com o 
uso de álcool, a questão da tolerância das pessoas vai ficando mais difícil nos rela-
cionamentos, gerando mais violência interpessoal.
Obs.: o problema do álcool e da droga não é ação pontual da área da saúde. Envolve edu-
cação nas escolas, legislações (leis, decretos e portarias), economia, cultura etc.
VI – promoção da mobilidade segura, que compreende:
Obs.: objetiva evitar acidentes.
a. buscar avançar na articulação intersetorial e intrasetorial, envolvendo a vigilância 
em saúde, a atenção básica e as redes de urgência e emergência do território na produção 
do cuidado e na redução da morbimortalidade decorrente do trânsito;
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b. orientar ações integradas e intersetoriais nos territórios, incluindo saúde, educação, 
trânsito, fiscalização, ambiente e demais setores envolvidos, além da sociedade, visando 
definir um planejamento integrado, parcerias, atribuições, responsabilidades e especificida-
des de cada setor para a promoção da mobilidade segura; e 
Exemplo de fiscalização: Lei Seca, com a verificação de quem está dirigindo alcoolizado.
Obs.: mobilidade segura refere-se à segurança dos condutores e do pedestre.
c. avançar na promoção de ações educativas, legislativas, econômicas, ambien-
tais, culturais e sociais, fundamentadas em informação qualificada e em planejamento 
integrado, que garantam o trânsito seguro, a redução de morbimortalidade e a paz no trânsito;
VII – promoção da cultura da paz e de direitos humanos, que compreende promover, articular 
e mobilizar ações que estimulem a convivência, a solidariedade, o respeito à vida e o fortale-
cimento de vínculos, para o desenvolvimento de tecnologias sociais que favoreçam a mediação 
de conflitos, o respeito às diversidades e diferenças de gênero, de orientação sexual e identi-
dade de gênero, entre gerações, étnico-raciais, culturais, territoriais, de classe social e relaciona-
da às pessoas com deficiências e necessidades especiais, garantindo os direitos humanos e as 
liberdades fundamentais, articulando a RAS com as demais redes de proteção social, produzindo 
informação qualificada e capaz de gerar intervenções individuais e coletivas, contribuindo para a 
redução das violências e para a cultura de paz.
Obs.: a violência tem íntima ligação com as intolerâncias (religiosa, de gênero etc.). Deve-
-se buscar e garantir o respeito às diferenças.
Histórico
2017: Agenda de Ações Estratégicas para a Vigilância e Prevenção do Suicídio e Promo-
ção da Saúde no Brasil (2017 a 2020).
Ainda em 2017, tem-se o Princípio do SUS – violência, acrescido ao art. 7º, que dispõe 
sobre os princípios e diretrizes.
XIV – organização de atendimento público específico e especializado para mulheres e víti-
mas de violência doméstica em geral, que garanta, entre outros, atendimento, acompanhamen-
to psicológico e cirurgias plásticas reparadoras, em conformidade com a Lei n. 12.845, de 1º de 
agosto de 2013. (Redação dada pela Lei n. 13.427, de 2017). 
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ACIDENTES DE VIOLÊNCIA
Obs.: por meio da Lei n. 13.427/2017, foi incluído um inciso nos princípios do SUS que es-
tabelece uma priorização no atendimento da pessoa vítima de violência, em especial, 
no que se refere às mulheres.
Legislação – Leis Federais:
Vejamos as Leis Federais criadas com objetivo de combater a violência:
• 1990: Lei n. 8.069/1990 – Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente.
• 2003: Lei n. 10.741/2003 – Estatuto do Idoso.
• 2006: Lei n. 11.340/2006 – Lei Maria da Penha - cria mecanismos para coibir a violên-
cia doméstica e familiar contra a mulher.
• 2008: Lei n. 11705/2008 Lei “Seca”.
• 2013: Lei n. 12.845/2013 – Dispõe sobre o atendimento obrigatório e integral de pes-
soas em situação de violência sexual.
• 2015: Lei n. 13.104/2015 - Feminicídio no rol dos crimes hediondos.
• 2019: Lei n.13.819/2019 – Institui a Política Nacional de Prevenção da Automutilação 
e do Suicídio.
Lei N. 8.069/1990 – ECA
A partir de agora, analisaremos alguns artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente 
e do Estatuto do Idoso, no que tange à relação de violências.
Art. 5º Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discri-
minação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atenta-
do, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais.
Obs.: negligência trata-se de um tipo de violência por omissão (não alimentar, não higie-
nizar etc.).
Art. 13. Os casosde suspeita ou confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante 
e de maus-tratos contra criança ou adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao Conse-
lho Tutelar da respectiva localidade, sem prejuízo de outras providências legais.
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ACIDENTES DE VIOLÊNCIA
§ 2º Os serviços de saúde em suas diferentes portas de entrada, os serviços de assistência social 
em seu componente especializado, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social 
(Creas) e os demais órgãos do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente de-
verão conferir máxima prioridade ao atendimento das crianças na faixa etária da primeira infância 
com suspeita ou confirmação de violência de qualquer natureza, formulando projeto terapêutico 
singular que inclua intervenção em rede e, se necessário, acompanhamento domiciliar.
Quando falamos em PTS (Projeto Terapêutico Singular), faz-se necessário lembrar que 
ele não é exclusivo para vítima de violência, mas também para casos de doenças mentais, 
para problemas de doenças crônicas de alta complexidade.
Em suma, é um projeto feito com base em caso complexo, que envolve o paciente, a 
família e a equipe.
No PTS, problemas são levantados e discutidos e ações são demandadas e divididas. 
Depois, há monitoramento, a fim de verificar se os objetivos estão sendo atendidos. 
Não se faz PTS para todos os casos, senão para casos específicos de complexidade – 
como é o caso da violência contra a criança.
Art. 17. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral 
da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autono-
mia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais.
Art. 18. É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de 
qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor.
Art. 18-A. A criança e o adolescente têm o direito de ser educados e cuidados sem o uso de 
castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, 
educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos 
responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por qualquer 
pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los.
Parágrafo único. Para os fins desta Lei, considera-se:
CASTIGO FÍSICO:
Ação de natureza disciplinar ou punitiva aplicada com o uso da força física sobre a criança 
ou o adolescente que resulte em:
a. sofrimento físico; ou
b. lesão;
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TRATAMENTO CRUEL OU DEGRADANTE:
Conduta ou forma cruel de tratamento em relação à criança ou ao adolescente que:
a. humilhe; ou
b. ameace gravemente; ou
c. ridicularize.
Ações governamentais para coibir o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou 
degradante
Art. 70. É dever de todos prevenir a ocorrência de ameaça ou violação dos direitos da criança e 
do adolescente.
Art. 70-A. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão atuar de forma articu-
lada na elaboração de políticas públicas e na execução de ações destinadas a coibir o uso 
de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, tendo como principais ações:
I – a promoção de campanhas educativas permanentes para a divulgação do direito da crian-
ça e do adolescente de serem educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamen-
to cruel ou degradante e dos instrumentos de proteção aos direitos humanos;
II – a integração com os órgãos do Poder Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria 
Pública, com o Conselho Tutelar, com os Conselhos de Direitos da Criança e do Adoles-
cente e com as entidades não governamentais que atuam na promoção, proteção e defesa dos 
direitos da criança e do adolescente;
III – a formação continuada e a capacitação dos profissionais de saúde;
Obs.: a formação e a capacitação servem não somente para acolher a vítima de violência, 
mas para acolher a sua família também.
IV – o apoio e o incentivo às práticas de resolução pacífica de conflitos que envolvam violência 
contra a criança e o adolescente;
V – a inclusão, nas políticas públicas, de ações que visem a garantir os direitos da criança e do 
adolescente, desde a atenção pré-natal, e de atividades junto aos pais e responsáveis com o 
objetivo de promover a informação, a reflexão, o debate e a orientação sobre alternativas ao uso 
de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante no processo educativo;
Obs.: há o acolhimento de mulheres grávidas de gestações não desejadas.
VI – a promoção de espaços intersetoriais locais para a articulação de ações e a elaboração 
de planos de atuação conjunta focados nas famílias em situação de violência, com partici-
pação de profissionais de saúde, de assistência social e de educação e de órgãos de promoção, 
proteção e defesa dos direitos da criança e do adolescente. 
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Estatuto do Idoso – Lei n. 10741/2003
Art. 4º Nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência, 
crueldade ou opressão, e todo atentado aos seus direitos, por ação ou omissão, será punido na 
forma da lei.
Art. 19. Os casos de suspeita ou confirmação de violência praticada contra idosos serão objeto de 
notificação compulsória pelos serviços de saúde públicos e privados à autoridade sanitária, bem 
como serão obrigatoriamente comunicados por eles a quaisquer dos seguintes órgãos:
Obs.: quando falamos em responsabilidade sanitária, referimo-nos ao SINAN, a título de 
vigilância epidemiológica.
Obs.: atente-se aos órgãos de notificação (dizem respeito à investigação criminal).
I – autoridade policial;
II – Ministério Público;
III – Conselho Municipal do Idoso;
IV – Conselho Estadual do Idoso;
V – Conselho Nacional do Idoso.
§ 1º Para os efeitos desta Lei, considera-se violência contra o idoso qualquer ação ou omissão pra-
ticada em local público ou privado que lhe cause morte, dano ou sofrimento físico ou psicológico.
Portaria n. 420 de 2022 (PRTC n. 4/2017) –Notificação de agravos e doenças de notifi-
cação compulsória
Trata-se da última Portaria referente à notificação compulsória. Dispõe sobre:
• Violência doméstica e/ou outras violências – Semanal;
• Violência sexual e tentativa de suicídio Imediata na SMS.
ATENÇÃO
Não confunda Notificação Compulsória de Violência com Boletim de Ocorrência e 
com Denúncia.
Notificação compulsória de violência: instrumento público de diagnóstico. Não tem cará-
ter definitivo de julgamento. Omissão: responsabilidade penal e civil do agente que deveria 
notificar. Independe de laudo IML. 
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ACIDENTES DE VIOLÊNCIA
BO: é feito pelo cidadão. Trata-se de documento que registra suposto fato criminoso para 
conhecimento da polícia, que deverá instaurar IP para investigação.
Denúncia: feita pelo Ministério Público. É o nome técnico dado à peça processual, que dá 
início à ação penal promovida pelo MP.
Epidemiologia
No Brasil, as causas externas ocupam a terceira posição no conjunto de óbitos registrados.
No Brasil, em 2019, foram registrados 142.800 óbitos por causas externas. Dentre elas:
1. Agressões: 30,8% (homicídios, por exemplo);
2. Acidentes de transporte: 23,0%;
3. Lesões autoprovocadas:9,5% (suicídio, por exemplo);
4. Outras causas externas de lesões acidentais (como quedas e afogamentos) 22,3%.
Entre as causas externas, os acidentes de trânsito e os homicídios representam as prin-
cipais causas de internação e óbitos.
Sua ocorrência está relacionada, na maioria das vezes, a atitudes e posturas que levam 
ao aumento de riscos e a situações a eles vinculados.
Vejamos um material publicado no Guia de Vigilância de 2021, dispondo sobre o ranking 
dos principais grupos de causas de óbito, entre os motivos externos, de acordo com a idade:
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Acidentes de Violência
ACIDENTES DE VIOLÊNCIA
De 0 a 9 anos: outras causas externas acidentais em 1º lugar; seguido de acidentes de 
transporte e de eventos intenção indeterminada.
De 10 a 19 anos e de 20 a 39 anos: o motivo agressões está em 1º lugar.
De 40 a 59 anos: acidentes de transporte configura-se como primeiro lugar, seguido de 
agressões.
Observe que acidentes de transporte e agressões alternam entre o primeiro e o 
segundo lugar.
Lesões autoprovocadas aparece, em 3º lugar, no público de 20 a 39 anos.
Dos 60 a 79 anos e para o público maior de 80 anos: outras causas externas acidentais.
��Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula 
preparada e ministrada pela professora Fernanda Andrade Toneto Barboza. 
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conte-
údo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura 
exclusiva deste material.
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