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CENTRO UNIVERSITÁRIO LUTERANO DE SANTARÉM 
Credenciada pela Portaria Ministerial nº 1992 de 19/12/2006. D.O.U. nº 243 de 20/12/06 
AELBRA EDUCAÇÃO SUPERIOR – GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO S.A. 
 
 
________________________________________________________________________________________________________ 
Av. Sérgio Luiz Henn, 1787 – Nova República – Cx Postal 224 Tapajós – CEP 68025-000 – Fone:(93)3524-1055 – Santarém-PA 
e-mail: ceuls@ulbra.br site: www.ulbra.br/santarem 
 
 
EXERCÍCIO PARA COMPOSIÇÃO DA NOTA DA AP1 
 
Peculiaridades dos procedimentos especiais do CPP 
O Código de Processo Penal (CPP), ao inaugurar o Livro II, intitulado “Dos Processos em Espécie”, 
menciona, no art. 394, caput, que “o procedimento será comum ou especial.” (BRASIL, 1941, p. 1) O 
procedimento comum se desdobra nos ritos ordinário, sumário ou sumaríssimo. Já os procedimentos especiais 
estão previstos no Código de Processo Penal vigente e em leis penais extravagantes. Trata-se de regramentos 
que utilizam de modo supletivo as normas do procedimento comum, conforme previsão expressa do CPP, no 
art. 394, § 5º, segundo o qual “Aplicam-se subsidiariamente aos procedimentos especial, sumário e 
sumaríssimo as disposições do procedimento ordinário.” 
1. Crimes praticados por servidores públicos contra a administração em geral 
O diploma de processo penal dispõe nos arts. 513 a 518 acerca do processo e julgamento dos crimes 
de responsabilidade dos funcionários públicos. Trata-se da apuração dos crimes praticados por funcionários 
públicos contra a administração pública. Nesse aspecto, o Código Penal (CP) regula o procedimento aplicável 
para aos crimes funcionais próprios e os impróprios, os quais são processados segundo o rito especial. 
2. Crimes contra a honra 
O procedimento aplicado aos chamados crimes contra a honra (calúnia, injúria e difamação) encontra-
se disciplinado no Código de Processo Penal, nos arts. 519 a 523. O procedimento especial apontado por estes 
dispositivos, se aplica aos crimes contra a honra, que são delitos de ação penal privada, não abrangendo os 
delitos de ação pública, a saber os crimes contra a honra do Presidente da República, o de funcionário público 
no exercício da função e a injúria real, dispostos aos longos dos arts. 140 e 141 do CPP. 
3. Crimes falimentares 
O rito processual para os crimes falimentares está contido na Lei n.º 11.101/2005, nova Lei de 
Falências, arts. 183 a 188. O rito escolhido pelo legislador foi o sumário, ou seja, aquele cabível para os crimes 
cuja pena máxima privativa de liberdade é inferior a quatro anos, conforme o art. 394, II do CPP. Além disso, 
registre-se que todas as condutas criminosas da Lei n.º 11.101/2005 são dolosas, sendo a maioria absoluta 
punida com reclusão. 
4. Crimes contra a propriedade imaterial 
A apuração dos crimes contra a propriedade imaterial, com o advento da Lei n.º 10.695/2003, depende 
da natureza da ação penal. Se a ação penal for privada, os procedimentos a serem adotados são os dispostos 
nos arts. 524 a 530 do CPP. Por outro lado, em se tratando de ação penal pública condicionada ou 
incondicionada, o rito será o estabelecido nos arts. 530-B ao 530-H do diploma mesmo processual penal. 
mailto:ceuls@ulbra.br
CENTRO UNIVERSITÁRIO LUTERANO DE SANTARÉM 
Credenciada pela Portaria Ministerial nº 1992 de 19/12/2006. D.O.U. nº 243 de 20/12/06 
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e-mail: ceuls@ulbra.br site: www.ulbra.br/santarem 
 
5. Crimes da Lei de Drogas 
O processo e julgamento dos crimes previstos na Lei de Drogas (Lei n.º 11.343/2006) regula-se pelos 
artigos 48 e seguintes do mencionado diploma legislativo, tratando-se de procedimento especial previsto em 
legislação extravagante ao Código Penal. (OLIVEIRA, 2012, p. 785) Em se tratando de crime tipificado pela 
Lei de Tóxicos, o inquérito policial será concluído no prazo de 30 (trinta) dias, se o indiciado estiver preso, e 
de 90 (noventa) dias, quando solto. Se necessárias diligências complementares, tanto para a elucidação do fato 
quanto para a indicação de bens, direitos e valores de que seja titular o agente, poderá a autoridade policial, 
não obstante a remessa dos autos ao juízo, prosseguir em sua execução, encaminhando o resultado das 
investigações ao magistrado até 3 (três) dias antes da audiência de instrução e julgamento (BRASIL, 2006, p. 
1). 
6. Crimes praticados por organizações criminosas 
A Lei n.º 12.850, de 12 de agosto de 2013, estabeleceu o conceito legal de organização criminosa e 
dispôs sobre a investigação criminal, os meios de obtenção da prova, as infrações penais correlatas e o 
procedimento criminal a ser aplicado. Considera-se organização criminosa a associação de 4 (quatro) ou mais 
pessoas estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, ainda que informalmente, com 
objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagem de qualquer natureza, mediante a prática de infrações 
penais cujas penas máximas sejam superiores a 4 (quatro) anos, ou que sejam de caráter transnacional. 
(BRASIL, 2013, p. 1) 
7. Crimes de competência originária dos tribunais superiores 
O processamento das ações penais originárias no STF e no STJ, decorrentes do foro por prerrogativa 
de função, bem como o rito das reclamações, habeas corpus, recursos criminais e outros procedimentos 
próprios das referidas cortes de superposição é disciplinado pela Lei n.º 8.038, de 28 de maio de 1990. 
(TÁVORA; ALENCAR, 2014, p. 967) A necessidade de um regramento como tal decorre do fato de que o 
caráter colegiado dos tribunais impõe a adoção de um rito distinto do previsto para o juízo de primeira 
instância, a saber, um que atenda às particularidades de um órgão jurisdicional cuja prolação decisória emana 
de múltiplas manifestações de vontade. 
8. Crimes contra a economia popular 
A economia popular consiste em um complexo de interesses econômicos, familiares e individuais, 
constituído em um patrimônio de um número indeterminado de indivíduos, alçado à categoria de bem jurídico 
tutelado pela lei penal. (PRIETO, 2015, p. 1) O regramento relativo aos crimes contra a economia popular, 
incluindo seu processo e julgamento, foi estabelecido pela Lei n.º 1.521, de 26 de dezembro de 1951. 
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De acordo com o art. 10, da referida lei penal extravagante, o processo das contravenções e dos crimes 
contra a economia popular, não submetidos ao julgamento pelo júri, seguirá o procedimento sumário. 
 
 
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