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Farmacologia dos Antimicrobianos
Profa. Dra. Nívea Cristina Vieira Neves
História da descoberta dos 
antimicrobianos
O que são?
Compostos naturais ou 
sintéticos
• Inibem o crescimento ou causam 
a morte de bactérias e fungos
Bactericidas ou 
bacteriostáticos
Séc. 
XIX
Louis 
Pasteur
Fermentação e 
distribuição no 
ambiente
van 
Leeuwenhoek
~1670
Descoberta das 
bactérias
Séc. 
XIX
Robert 
Koch
Tuberculose, 
cólera e febre 
tifoide
1910
Paul 
Ehrlich
Pai da 
Quimioterapia
1934
Proflavina
2ª Guerra 
Mundia
Arsfenamina
1928
Alexander 
Fleming
Descoberta da 
penicilina
Gerhard 
Domagk
1935
Vermelho prontosil: 
Streptococcus spp.
1939
Era dos 
antibióticos
Desenvolvimento/
produção de 
penicilina e outros 
para 2ª Guerra 
Mundial
1940-
1960
Produtos 
naturais
Eficazes no 
tratamento de 
infecções por 
Gram-positivas
1960-
1980
Antibióticos 
semi-
sintéticos
Bactérias 
Gram-
positivas e 
negativas
Pró-fármaco → 
sulfas
• Genômica e triagens de 
coleções de compostos
• Novos protótipos x 
resistência 
1980-2000
• Introdução de poucos 
antibióticos
• 2001: linezolida
2000...
• 2003 (FDA): daptomicina
(estafilococos resistentes à 
oxacilina)
• 2014: dalbavancina (MRSA)
• 2018: plazomicina (ITU)
Retomada das 
fontes naturais
Quais são as perspectivas?
Doenças infecciosas 
são a 2ª maior causa 
de morte
Altas taxas de 
resistência 
bacteriana
Decréscimo 
constante no nº de 
novos agentes
Necessidades de 
agentes que atuem 
por mecanismos de 
ação diferentes
Novas fontes de 
produtos naturais
Contribuição da 
genômica na 
descoberta de 
antimicrobianos 
naturais
Novos mecanismos 
de ação 
Novos ensaios 
antimicrobianos
Resistência microbiana
O que é?
• Resposta microbiana frente ao amplo uso
• Rápida multiplicação, mutação e promiscuidade
Fenômeno 
ecológico
• Antes do séc. XIX: ambiente hospitalar
• Atual: diversos ambientes e indivíduos saudáveisLocais 
• Uso extensivo/inapropriado dos antimicrobianos, más condições de 
higiene, fluxo contínuo de viajantes, aumento de pacientes 
imunocomprometidos e demora no diagnóstico das infecções
Causas 
Fatores relacionados à resistência Estratégias para se evitar
● Inativação do antimicrobiano por 
alteração química direta na molécula
● Modificação do alvo que leva à perda 
de sensibilidade do antimicrobiano
● Mudanças na bomba de efluxo e 
permeabilidade externa da 
membrana
● Transmissão do alvo
● Prevenção de infecções bacterianas 
com o uso de vacinas 
● Uso racional de antimicrobianos
● Controle e prevenção da disseminação 
de microrganismos resistentes
● Descoberta e desenvolvimento de 
novos agentes
● Caracterização dos genes responsáveis 
pela resistência
Farmacocinética e Farmacodinâmica dos 
Antimicrobianos
O que é?
Farmacocinética Farmacodinâmica
● Parâmetros ADME
● Adequação da posologia, via de
administração e intervalo entre
as doses
● Interação dos fármacos com
seus alvos moleculares
● Conceito de CIM (ou MIC) =
menor concentração capaz de
inibir o desenvolvimento do
microrganismo
Farmacocinética e Farmacodinâmica relacionadas 
com a evolução clínica
Outro conceito 
importante é a meia-vida do 
antimicrobiano, que 
corresponde ao tempo 
necessário para que a 
concentração sérica máxima, 
alcançada com a 
administração de uma dose 
padrão, se reduza à metade.
Determinado pelo 
grau de excreção 
ou metabolização, 
e difusão tecidual
Principais mecanismos de ação
β-lactâmicos
Síntese de parede celular
1. Penicilinas
2. Cefalosporinas
3. Carbapenens
4. Monobactâmicos
β-lactâmicos - Penicilinas
Mecanismo: interferem na síntese do peptidioglicano da parede 
celular bacteriana 
• Alvo: enzima transpeptidase
Estrutura: anel β-lactâmico fundido a outro anel
• Sistema bicíclico: mimetiza o resíduo peptídico terminal D-Ala-D-Ala da cadeia de 
peptidioglicano (substrato da enzima) 
Bactericidas, amplo espectro, eficácia clínica e excelente perfil de 
segurança
A = anel de tiazolidina (5 ou 6 membros)
B = anel β-lactâmico
Estrutura e propriedades das principais categorias de penicilinas em uso clínico
Nucleófilo em reação intramolecular:
• Promove a abertura do anel β-
lactâmico em meio ácido
• Uso oral inviabilizado
Penicilinas Naturais
• Benzilpenicilina (Penicilina 
G)
• Fenoximetilpenicilina
(Penicilina V)
• Sensíveis à β-lactamase
• ↓ espectro de ação 
(Gram-positivas)
Penicilinas semissintéticas 
• Resistentes à β-
lactamase: oxacilina, 
meticilina, flucloxacilina, 
temocilina
• Largo espectro: 
ampicilina, amoxicilina
• Espectro estendido: 
carbenicilina, ticarcilina e 
piperacilina
Inibidores da β-lactamase
• Ácido clavulânico, 
sulbactam e tazobactam
• Fraca ação antimicrobiana
• Usado em combinação 
com penicilinas de amplo 
espectro
Usos clínicos das penicilinas
Indicação clínica Principais bactérias Penicilina
Meningite bacteriana Neisseria meningitides, Streptococcus
pneumoniae
Penicilina G em altas doses (IV)
Infecções ósseas e articulares Staphylococcus aureus Flucloxacilina
Infecções de pele e tecidos 
moles
Streptococcus pyogenes ou S. aureus Penicilina G, flucloxacilina
Mordidas de animais: Amox + Clav
Faringite S. pyogenes Penicilina V
Otite média S. pyogenes, Haemophilus influenzae) Amoxicilina
Bronquite Várias Amoxicilina
Pneumonia Várias Amoxicilina
ITU Mais comum: Escherichia coli Amoxicilina
Gonorreia Neisseria gonorrhoeae Amoxicilina (+ probenecida)
Sífilis Treponema pallidum Benzilpenicilina procaína
Endocardite Streptococcus viridans, Enterococcus
faecalis
Altas doses IV de penicilina G (+ 
aminoglicosídeos)
Aspectos Farmacocinéticos
Distribuição Eliminação 
● Amplamente distribuídas pelo
corpo → articulações, cavidade
pleural e pericárdica, bile,
saliva, leite, placenta
● Atravessam a BHE se as
meninges estiverem
inflamadas → concentrações
efetivas no LCR
● 90% por secreção tubular
● T1/2: relativamente curta
Efeitos adversos
β-lactâmicos - Cefalosporinas
Mecanismo: interferem na síntese do peptidioglicano da parede 
celular bacteriana 
• Alvo: enzima transpeptidase
Estrutura: anel β-lactâmico fundido a outro anel
• Sistema bicíclico menos tensionado que as penicilinas → maior estabilidade à 
abertura do anel β-lactâmico 
Bactericidas, amplo espectro, eficácia clínica e excelente perfil de 
segurança
Cefalosporinas
1ª geração:
• Cefazolina, 
cefalotina, cefadroxila
e cefalexina
• Podem ser usadas na 
gestação
• Não atravessam a 
BHE
• Infecções por S. 
aureus e 
Streptococcus
2ª geração:
• Cefamandol, 
cefonicida, 
cefuroxima e cefaclor
3ª geração:
• Cefotaxima, 
ceftriaxona
•Melhor absorção 
pelo SNC
•Anti-Pseudomonas: 
Cefoperazona, 
ceftazidima
4ª geração:
• Cefpiroma e 
cefepima
• Devem ser 
reservadas para 
infecções graves cujo 
antibiograma não 
revele sensibilidade 
às outras 
cefalosporinas
Gram 
positivas
Incremento na potência e espectro de ação, 
particularmente em bactérias Gram negativas
Usos clínicos das cefalosporinas
Indicação clínica Cefalosporina
Septicemia Cefuroxima e cefotaxima
Pneumonia Verificar microrganismos suscetíveis 
Meningite Ceftriaxona e cefotaxima
ITU Especialmente na gravidez ou pacientes 
que não respondem a outros fármacos
Sinusite Cefadroxila 
Infecções de partes moles Cefalosporinas de 1ª geração
Aspectos Farmacocinéticos
Distribuição Eliminação 
● Amplamente distribuídas pelo
corpo
● Atravessam a BHE: cefotaxima,
cefuroxima e ceftriaxona
● Secreção tubular
● 40% da ceftriaxona é eliminada 
na bile
Efeitos adversos
β-lactâmicos - Carbapenens
Mecanismo: interferem na síntese do peptidioglicano da parede 
celular bacteriana 
• Alvo: enzima transpeptidase
Estrutura: anel β-lactâmico fundido a outro anel
• Configuração estereoquímica diferente da cadeia lateral acíclica confere resistência
Bactericidas, amplo espectro, eficácia clínica e excelente perfil de 
segurança
Carbapenens
Representantes eespectro Indicações clínicas
● Imipenem
● Meropenem
● Ertapenem
● Panipenem
● Biapenem
● Amplo espectro (ertapenem sem 
atividade para P. aeruginosa e 
Acinetobacter spp.)
● Resistência à β-lactamase
NÃO É 1ª ESCOLHA:
● Infecções intrabdominais e pélvicas
● Pneumonia comunitária e nosocomial
● Paciente neutropênico febril
● Meningite (meropenem)
● Sem atividade para MRSA
● Ertapenem: eficaz contra K. pneumoniae
produtora de β-lactamase
Farmacocinética 
Absorção e distribuição Metabolismo e excreção
● Não são absorvidos VO: uso IM ou
IV
● Excelente penetração em em
tecidos abdominais, respiratórios,
bile, trato urinário, líquor
(meropenem) e órgãos genitais
● Baixa ligação às PP
● Imipenem precisa estar
associado à cilastatina para
não ser degradado pela enzima
DHI-1 nos rins
● Excreção predominantemente
renal
Efeitos adversos
β-lactâmicos - Monobactâmicos
Mecanismo: interferem na síntese do peptidioglicano da parede 
celular bacteriana 
• Alvo: enzima transpeptidase
Estrutura: anel β-lactâmico (monocíclico)
• Resistência à β-lactamase
Bactericidas, ativo contra Gram negativos, eficácia clínica e 
excelente perfil de segurança
Monobactâmicos
Representante e espectro Indicações clínicas
● Aztreonam
● Efetivo contra BGN aeróbios: N. 
meningitides, H. influenzae e 
enterobacteriaceas
● Sem ação contra Gram-positivos e 
anaeróbios
● Resistência à β-lactamase
Infecções do TU
Bacteremias
Infecções pélvicas a abdominais
Infecções respiratórias
Farmacocinética 
Absorção e distribuição Metabolismo e excreção
● Não são absorvidos VO: uso IM
ou IV
● Meia-vida plasmática de 2
horas
Efeitos adversos
Inibidores da 
síntese proteica
Subunidade 50S
1. Macrolídeos
2. Lincosamidas
3. Estreptograminas
4. Cloranfenicol
5. Linezolida
Mecanismo de ação: Interferem na elongação da cadeia
peptídica durante a translação →
bloqueia a biossíntese de proteínas
bacteriana
1. Macrolídeos
Representantes: eritromicina, claritromicina e azitromicina
Estrutura: lactonas macrocíclicas de origem de 14 ou 16 membros
• Ligadas a um açúcar e um amino-açúcar
Bacteriostáticos
Macrolídeos
Espectro e resistência Indicações clínicas
● Amplo espectro
● Sem atividade contra Pseudomonas
e enterobacteriaceas
● Resistência: diminuição da
permeabilidade da célula ao
antimicrobiano, alteração no sítio
receptor da porção 50S do
ribossomo e inativação enzimática
1ª escolha: Mycoplasma pneumoniae, 
Legionella pneumophila, Chlamydia spp.
Pneumonia e Bronquite crônica
Sinusite aguda e Otites médias
Tonsilites e faringites
Hanseníase e H. pylori (claritromicina)
Macrolídeos
Representante Características
Eritromicina Amplo espectro de ação que inclui bactérias gram-positivas, além de
treponemas, micoplasma e clamídias.
É inativa contra enterobacteriaceas e Pseudomonas spp.
Claritromicina Altamente ativa contra bactérias gram-positivas, sendo 2 a 4 vezes mais
ativa do que a eritromicina contra a maioria dos estreptococos e
estafilococos sensíveis à oxacilina. A atividade da claritromicina contra
as bactérias gram-negativas é semelhante a da eritromicina, embora um
pouco mais ativa contra a M. catarrhalis.
A atividade contra anaeróbios é modesta, semelhante à eritromicina.
Azitromicina Difere da eritromicina e da claritromicina por ter maior atividade contra
bactérias gram-negativas, em particular H. influenzae. Entretanto, a
maioria das enterobactérias são intrinsecamente resistentes, porque
não conseguem penetrar na membrana externa efetivamente.
Aspectos Farmacocinéticos
Cinética Azitromicina Claritromicina Eritromicina
Meia-vida ↑ T1/2 → dose única ↑ T1/2 → 2x/dia 4x/dia
Tolerância gástrica Boa Boa Intolerância
Distribuição Humor aquoso, ouvido médio, seios paranasais, mucosa nasal, amígdalas, tecido
pulmonar, pleura, rins, fígado, vias biliares, pele e próstata. Por outro lado, não têm boa
penetração em meninges, tecido ósseo e líquido sinovial
Metabolismo e eliminação 75% forma inalterada, 
outros hepática e renal
Metabolizada no fígado.
Metade da dose
administrada é excretada
por via renal, na forma
inalterada ou metabólito
Parcialmente inativada no
fígado e excretada na forma
ativa na bile. É encontrada
no leite materno e
atravessa a barreira
transplacentária, porém
não é teratogênica
Interações importantes: A inibição do citocromo P450 afeta a biodisponibilidade de outros fármacos
Efeitos adversos
Icterícia 
colestática
Eritromicina
2. Lincosamidas
Representantes: lincomicina e clindamicina
Bacteriostáticos
Lincosamidas
Espectro e resistência Indicações clínicas
● Anaeróbios Gram-positivos e
negativos
● Alternativa à coriorretinite ou
encefalite por Toxoplasma
gondii (em doses elevadas) e
malária causada por P. vivax e P.
falciparum
● Mecanismos de resistência
semelhantes às anteriores
Infecções intra-abdominais
Infecções pélvicas (incluindo abortamento
séptico)
Infecções pulmonares (abscesso pulmonar,
pneumonia aspirativa)
Infecções odontogênicas, sinusites, otite crônica,
osteomielites (causadas por estafilococos
sensíveis à oxacilina ou anaeróbios) e infecções
de pele por estreptococos ou estafilococos
Erisipela e infecções de partes moles em
pacientes alérgicos a penicilina
Aspectos Farmacocinéticos
Vias, absorção e distribuição Metabolismo e excreção
● VO, IV ou tópica
● 90% absorção intestinal
● Sem interferência de alimentos
● Não atravessa BHE
● Metabolizada no fígado 
● Eliminada com seus 
metabólitos por via biliar e, em 
menor parte, nos rins
● T1/2 aumenta na doença 
hepática
Efeitos adversos
3. Estreptograminas
Derivados da pritinamicina (Streptomyces pristinaespiralis): 
quinupristina e dalfopristina
• Atuam de maneira sinergística para bloquear a translação do polipeptídeo
• A quinupristina inibe a elongação da cadeia peptídica, enquanto a
dalfopristina interfere na transferência da cadeia peptídica de um tRNA
para outro
Estrutura: macrolactonas
Estreptograminas
Espectro e resistência Indicações clínicas / Interações
● Infecções severas por enterococos
vancomicina-resistentes (VRE), como por
exemplo, bacteremia
● Relação de 30:70 (quinupristina e
dalfopristina) = sinergismo
● Bacteriostático para Enterococcus faecium e
bactericida para estafilococos. Ativo também
contra: estreptococos e corinebactérias
● Ativos tanto quanto a vancomicina contra
Staphylococcus aureus, incluindo algumas
cepas meticilina-resistentes
Septicemia
Infecção de tecidos moles
Pneumonia e endocardite
Inibem CYP3A4: anti-histamínicos,
antirretrovirais, antineoplásicos,
benzodiazepínicos, BCC, estatinas,
imunossupressores
Aspectos Farmacocinéticos
Vias, absorção e distribuição Metabolismo e excreção
● IV: a cada 8 a 12h
● Ligação às PP: 90%
● Não atravessa BHE e 
placentária
● T1/2: 1 a 2h
● Metabolização hepática (63%) e 
renal (15-19%)
● Eliminação biliar
Efeitos adversos
4. Cloranfenicol
Isolado de culturas de Streptomyces venezuela
• Atualmente é sintetizado
Liga-se na mesma região que macrolídeos e as 
lincosamidas
• Não podem ser administrados em associação
Cloranfenicol
Espectro e resistência Indicações clínicas
● Largo espectro: Gram-positivos,
negativos e ricketsias
● Bacteriostático
● Bactericida para H. influenzae, S.
pneumoniae e N. meningitides
● Resistência: acetiltransferase
mediada por plasmídeos
Meningite bacteriana por germe
sensível em pacientes alérgicos à
penicilina, infecções graves por H.
influenzae (meningite, epiglotite)
Tratamento da febre tifoide
(Salmonella typhi)
Abscessos cerebrais
Aspectos Farmacocinéticos
Vias, absorção e distribuição Metabolismo e excreção
● VO: palmitato
● IV: succinato
● Tópica 
● Atinge concentração 
plasmática após 2h
● Amplamente distribuído nos 
tecidos e fluidos (inclusive LCR)
● 10% excretado de forma 
inalterada pela urina
● Restante: inativação hepática
Efeitos adversos
● Pancitopenia: depressão medular grave idiossincrática (RARA)
● Cuidado em recém-nascidos: “síndrome cinzenta” Vômitos, diarreia, flacidez, baixa T e cor acinzentada – 40% mortalidade
● Reações de hipersensibilidade e distúrbios GI (alteração da flora)
5. Linezolida
Classe das oxazolidinonas
Bacteriostático
• Liga-se à subunidade 50S ribossomal, impedindo sua
união com a subunidade 30S para formação do ribossomo
70S
Linezolida
Espectro e resistência Indicações clínicas
● Eficaz contra Gram-positivos
comuns e MRSA, VRE e
Streptococcus pneumoniae
penicilina-e-cefalosporina-
resistente
● Sem atividade para Gram-
negativas
Alternativa para glicopeptídios e
estreptograminas para tratar
infecções sérias devido a
organismos gram-positivos
resistentes
Infecções de pele e tecidos moles
O tratamento tem custo alto
Aspectos Farmacocinéticos
Vias, absorção e distribuição Metabolismo e excreção
● IV e VO
● Taxa de ligação às PP: 31%
● T1/2 = 5h
● 30% eliminada pelo rim na 
forma ativa
Efeitos adversos
● Trombocitopenia
● Diarreias e náuseas
● Erupções cutâneas e tonturas
● PRECAUÇÕES: ela é inibidor seletivo da MAO
Inibidores da 
síntese proteica
Subunidade 30S
1. Aminoglicosídeos
2. Tetraciclinas 
Mecanismo de ação:
1. Aminoglicosídeos
Possuem um grupo amino básico e uma unidade de açúcar
• Impede o movimento do mRNA e interrompe a síntese de proteínas 
Bactericida 
• Representantes: estreptomicina, gentamicina, amicacina, tobramicina e 
neomicina
Aminoglicosídeos
Espectro e resistência Indicações clínicas
● Grande atividade: cocos e bacilos Gram-
negativos (Klebsiella spp., Serratia spp.,
Enterobacter spp., Haemophilus spp., P.
aeruginosa
● Gram-positivos: Staphylococcus aureus, S. 
epidermidis, Listeria
monocytogenes, Enterococcus
faecalis e Nocardia asteroides
● Resistência: alteração dos sítios de ligação
no ribossomo; na permeabilidade e
modificação enzimática do fármaco
Septicemias
Infecções TU, respiratórias e
intrabdominais
Endocardites,
Meningites em recém-nascidos
Infecções oculares, osteomielites e
infecções de articulações
Aspectos Farmacocinéticos
Vias, absorção e distribuição Metabolismo e excreção
● IM
● Neomicina VO: descontaminação 
da flora intestinal
● Concentração plasmática máx.: 60 
a 90 min 
● Distribuem-se bem no líquido 
extracelular
● Eliminados quase que 
inalterados por filtração 
glomerular
Efeitos adversos
2. Tetraciclinas 
Antibióticos policetídicos bacteriostáticos 
• Impedem a ligação do aminoacil tRNA à subunidade 30S
• Representantes: tetraciclina, minociclina, doxiciclina, 
clortetraciclina, oxitetraciclina
Uso diminuído em função da resistência
• Tigeciclina: derivado semissintético que inibe a bomba de efluxo
Tetraciclinas
Espectro e resistência Indicações clínicas
● Amplo: gram-positivas, gram-
negativas aeróbias e
anaeróbias, espiroquetas,
riquétsias, micoplasma,
clamídias e alguns protozoários
● S. pyogenes e pneumococos:
resistentes
Infecções leves como bronquite, 
sinusite, furúnculos
Doxicilina: 1ª escolha para 
Chlamydia trachomatis
Aspectos Farmacocinéticos
Vias, absorção e distribuição Metabolismo e excreção
● Alimentos (leite, ferro) e 
antiácidos ↓ absorção 
● Doxiciclina: maior absorção VO e 
menor toxicidade GI
● Pequena quantidade nos fluidos: 
pulmões, fígado, cérebro, escarro, 
líquido sinovial
● Atravessam a placenta 
● Doxiciclina: Meia-vida longa
● Eliminadas pela urina e fezes
Efeitos adversos
Glicopeptídeos 1. Vancomicina
2. Teicoplanina
Mecanismo de ação
Inibem a 
biossíntese da 
parede celular 
bacteriana
Complexam com o 
resíduo dipeptídico
terminal D-Ala-D-
Ala das cadeias 
peptídicas
Impede que o 
substrato esteja 
disponível para a 
ação da 
transpeptidase
Vancomicina e Teicoplanina
Vancomicina
• Introduzida na prática clínica em 1959
Teicoplanina
• Semelhante à vancomicina, com maior duração de 
ação
Vancomicina e Teicoplanina
Espectro e resistência Indicações clínicas
● Usadas em infecções gram-
positivas que não podem ser
tratadas por outras drogas
(como MRSA, infecções
causadas por S. epidermidis e
em pacientes alérgicos à
penicilina ou cefalosporinas)
Infecções em próteses
Endocardites
Meningites 
Peritonites pós-diálise peritoneal
Aspectos Farmacocinéticos
Vias, absorção e distribuição Metabolismo e excreção
● Vancomicina: IV
Boa distribuição nos tecidos
● Teicoplanina: IM ou IV
● Vancomicina: T1/2 = 6-8h
● Teicoplanina: T1/2 prolongada 
(1x/dia)
Efeitos adversos
Peptídeos não 
ribossomais
Ação na membrana
1. Bacitracina
2. Gramicidina D
3. Polimixina B
Peptídeos não ribossomais
Bacitracina
• Interfere na regeneração do transportador lipídico, bloqueando sua 
desfosforilação
Gramicidina: formam canais iônicos membrana
Polimixinas: peptídeos catiônicos
• Efeito seletivo nas membranas celulares
• Agem como detergentes, alterando os componentes fosfolipídicos
Características gerais
● Bacitracina e gramicidina = uso tópico (Gram-positivas)
● Polimixinas: tratamento de infecções graves por bacilos gram-negativos
resistentes a diversos antimicrobianos, como P. aeruginosa e Acinetobacter
baumannii
 Concentram-se no fígado e rins
 Pouco difundidas no líquido sinovial, pleural e trato bilia
 Excretadas lentamente por filtração glomerular
 T1/2: 6-7h
 Efeitos adversos: lesão renal
Lipodepsipeptídeos
1. Daptomicina
Daptomicina
Lipodepsipeptídeo isolado de Streptomyces roseosporus
• Aprovado em 2003
Mecanismo: desorganização de múltiplas funções da membrana 
celular bacteriana
• Despolarização, inibição de síntese de proteínas, DNA e RNA, além de 
extravasamento do conteúdo citoplasmático
Daptomicina
Espectro e resistência Indicações clínicas
● Estafilococos resistentes à
oxacilina e os enterococos
● Emergência de resistência foi
documentada nas fases 2 e 3
de ensaios clínicos, em 0,2%
dos pacientes
Infecções por estafilococos e
enterococos
Mostra-se potente, também,
contra bactérias resistentes à
vancomicina e linezolida
Aspectos Farmacocinéticos
Vias, absorção e distribuição Metabolismo e excreção
● IV
● Pico sérico em 30 min
● Ligação proteica de 92%
● Baixo volume de distribuição 
● T1/2 = 8h
● Teicoplanina: T1/2 prolongada 
(1x/dia)
● Eliminação renal (78%)
Efeitos adversos
● Mialgia, artralgia e fraqueza muscular distal
● Monitorar creatinofosfoquinase
RNA polimerase
1. Rifampicina
Rifampicina
Derivada da rifamicina B
• Streptomyces mediterranei, reclassificado como Nocardia
mediterranei
É o único fármaco em uso clínico que bloqueia a 
transcrição bacteriana: inibe a RNA-polimerase
• Utilizada clinicamente como parte da combinação de fármacos para o 
tratamento da tuberculose
Rifampicina
Espectro e resistência Indicações clínicas
● Amplo espectro
● Penetra nas células fagocitárias:
por isso elimina o bacilo da
tuberculose
● Resistência: pode se desenvolver
rapidamente (mutação que
codifica o alvo na enzima)
Tuberculose
Hanseníase
Aspectos Farmacocinéticos
Vias, absorção e distribuição Metabolismo e excreção
● VO
● Largamente distribuída nos 
tecidos e fluidos (inclusive LCR)
● Confere tonalidade laranja à 
saliva, expectoração, lágrimas e 
suor
● Parcialmente excretada na urina e
bile
● T1/2: 1-5h
● Induz enzimas microssomais
hepáticas (o que reduz sua meia-vida)
● Aumenta metabolização de:
varfarina, corticoides, antidiabéticos,
estrógenos
Efeitos adversos
DNA girase
Topoisomerase II
● Fluoroquinolonas
Mecanismo de ação
Fluoroquinolonas
Ácido nalidíxico precursor
Cinoxacino, ciprofloxacino, ácido nalidíxico, 
levofloxacino, norfloxacino, moxifloxacino
Fluoroquinolonas
Espectro e resistência Indicações clínicas
● Amplo espectro
● BGN: enterobacteriaceas
● Microrganismos resistentes à
penicilina, cefalosporinas e
aminoglicosídeos: H. influenzae, N.
gonorrhoeae, Campylobacter spp. e
Pseudomonas
● Descrita resistência para
estafilococos
ITU complicadas
Infecções respiratórias por P. aeruginosa
em pacientes com fibrose cística
Otite externa invasiva por P. aeruginosaOsteomielite crônica por BGN
Erradicação de S. typhi em portadores
Gonorreia, cervicite, antraz
Aspectos Farmacocinéticos
Vias, absorção e distribuição Metabolismo e excreção
● VO
● Acumulam-se em vários tecidos, 
especialmente rins, próstata e 
pulmões 
● Não atravessa a BHE (exceto 
ofloxacina)
● Antiácidos de alumínio e 
magnésio interferem na absorção 
● Metabolismo hepático 
citocromo P450
● Inibem CYP = interações
● Excreção renal
Efeitos adversos
Síntese de folatos
1. Sulfonamidas
Sulfonamidas
Corante prontosil → sulfanilamida
• Pró-fármaco inativo metabolizado in vivo na sulfa
Bacteriostáticos: inibem metabolismo do ácido fólico
• Análogos do ácido p-aminobenzoico (PABA) – precursor na síntese do ácido fólico
Representantes: sulfanilamida, sulfisoxazol, sulfacetamida, ácido 
para-aminobenzóico, sulfadiazina e sulfametoxazol
Atuação sinérgica da sulfa + trimetoprima
Sulfonamidas
Espectro e resistência Indicações clínicas
● Amplo espectro
● A maioria dos estreptococos do
grupo A são resistentes. Portanto,
não use para tratar amigdalite
bacteriana
● Resistência: produção aumentada
de PABA pela bactéria, diminuição
da permeabilidade
Sulfadiazina de prata: queimaduras
(prevenção de infecção)
Infecções agudas do trato urinário
Infecções respiratórias: nas infecções
agudas e crônicas , bronquite,
(sobretudo exacerbações da
bronquite crônica), sinusite
Aspectos Farmacocinéticos
Vias, absorção e distribuição Metabolismo e excreção
● Sulfadiazina: oral e tópica; outras: oral
● Absorvidos no tubo digestivo
● Atingem altos níveis séricos e apresentam
alta ligação proteica
● Distribuem-se amplamente nos tecidos,
atingindo níveis terapêuticos nos líquidos
cefalorraquidiano, sinovial, pleural e
peritoneal, com concentração de cerca de
80% da plasmática.
● Atravessam a barreira placentária
● Metabolizadas pelo fígado 
● Excreção renal
Efeitos adversos
Referências para estudo
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