Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

106 
História do Brasil III
Contudo, a situação mais delicada era o estudo sobre o 
africano, aqueles que durante mais de três séculos foram escravos no 
Brasil. Nos livros didáticos da época, pouco espaço era destinado 
aos africanos que tinham sua importância na vida econômica do 
país, todavia, sempre se procurava atenuar a contribuição da 
negritude na constituição física dos brasileiros. De acordo com essa 
percepção equivocada, a miscigenação reverteria esse quadro, 
garantiria o embranquecimento do nosso povo e permitiria a unidade 
étnica da nação. Para muitos, a marca do passado escravista era 
incômoda e difícil, delicado de ser trabalhado. Por sua vez, as 
bases de pesquisa do Museu Nacional quanto à constituição física 
da população brasileira difi cultavam qualquer avanço na discussão, 
uma vez que considerava a predominância branca no Brasil. Por 
conseguinte, o ensino de História estava à mercê do pensamento 
das elites brasileiras. De forma pragmática, as elites percebiam o 
potencial da disciplina de História para a formação do cidadão 
ideal num estado centralizado e que devia neutralizar o poder das 
oligarquias regionais ao garantir a formação do sentimento nacional 
brasileiro. 
Por fi m, destacamos a criação da União Nacional dos Estudantes 
(UNE) como entidade coordenadora e representativa dos estudantes. 
Órgão máximo de sua representação, tinha por fi nalidade congregar 
todos os estudantes do Brasil para a defesa de seus interesses. O 
ministro Gustavo Capanema estava atento a essa movimentação e, 
inclusive, demonstrava algum tipo de aproximação dos estudantes 
quando decidiu participar do almoço de inauguração do restaurante 
da UNE, ocorrida em dezembro de 1942. É importante lembrar que, 
ainda naquele ano, a organização promoveu importantes manifestações 
como, por exemplo, a passeata ocorrida no Rio de Janeiro em favor 
da declaração de guerra por parte do Brasil, que contou com o apoio 
do ministro das Relações Exteriores, Osvaldo Aranha, e do interventor 
do Estado, Ernâni Amaral Peixoto. 
 
 
 
“Exemplo único em toda a História, resistiu até ao esgotamento completo. Expugnado palmo a 
palmo, na precisão integral do termo, caiu no dia 5, ao entardecer, quando caíram os seus últimos 
defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, 
na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados”. 
 
 
O texto acima narra os últimos instantes de um dos mais importantes movimentos populares do 
início da era republicana. Ocorrido no sertão da Bahia, esse movimento era: 
 
a) Sabinada 
 
b) Balaiada 
 
c) Canudos 
 
d) Contestado 
 
e) Revolta da Chibata 
 
 
 
42 - (UNISA SP) 
 
“Um senhor José Maria 
Compadre fanfarrão 
Anda fazendo arrelia 
Entre o povo do sertão. 
Esse tal de Zé Maria 
É um conselheiro novo 
Com a sua profecia 
Vai fanatizando o povo.” 
 
 
 
O fragmento da música, composta por Eduardo das Neves, faz uma clara referência à 
 
 
 
a) Guerra de Canudos. 
 
 
 
b) Coluna Prestes. 
 
c) Revolta da Chibata. 
 
d) Guerra do Contestado. 
 
e) Revolta da Armada. 
 
 
 
43 - (UFRR) 
 
Na última década do século XIX e nas duas primeiras do século XX aconteceram duas grandes 
revoltas populares no Brasil: a Guerra de Canudos (1893-1897), no sertão da Bahia, e a Guerra do 
Contestado (1912-1916), em Santa Catarina. Segundo a historiografia, ambos os movimentos 
estavam inseridos no quadro geral do início da República Velha e tiveram como causas a 
concentração fundiária, a marginalização social, a pobreza e a miséria. Assinale a afirmativa correta. 
 
 
a) As duas revoltas foram rebeliões contra o governo e suas lideranças pregavam as idéias do 
socialismo. 
 
b) Ambos os movimentos tiveram um cunho religioso e foram comandados por líderes 
messiânicos. 
c) Ambas aconteceram em regiões pobres e abandonadas e contaram com o apoio de algumas 
lideranças políticas locais. 
d) Os dois movimentos se disseminaram por uma vasta região e não tiveram uma base geográfica 
fixa. 
e) Apesar da severa repressão, em ambos os casos os revoltosos atingiram parte expressiva de 
seus objetivos. 
 
 
44 - (CEFET PR) 
 
Insurreição popular urbana que eclodiu no Rio de Janeiro em 1904 impulsionada, entre outros 
motivos, pela crise econômica e também contra a reforma urbana que retirou a população pobre do 
centro da cidade. Os conflitos espalham-se pelas ruas da capital brasileira da época e os populares 
destruíram bondes, apedrejaram prédios públicos e espalharam a desordem. O presidente 
Rodrigues Alves teve que colocar nas ruas o exército, a marinha e a polícia para acabar com os 
tumultos. 
 
 
 
Estamos tratando da: 
 
 
 
a) Revolução Federalista. 
 
b) Revolta de Canudos. 
 
c) Revolta da Vacina. 
 
d) Revolta da Armada. 
 
e) Guerra do Contestado. 
 
 
 
45 - (UERJ) 
 
Povoando dramaticamente esta paisagem e esta realidade social e econômica, vagando entre o 
sonho e o desespero existem 4.800.000 famílias de rurais sem terras. A terra está ali, diante dos 
olhos e dos braços, uma imensa metade de um país imenso, mas aquela gente (quantas pessoas ao 
todo? 15 milhões? mais ainda?) não pode lá entrar para trabalhar, para viver com a dignidade 
simples que só o trabalho pode conferir, porque os voracíssimos descendentes daqueles homens 
que haviam dito: “Esta terra é minha” (...) rodearam a terra de leis que os protegem (...). 
 
(SARAMAGO, José. In: MORISSAWA, Mitsue. A História da luta pela terra e o MST. 
 
São Paulo: Expressão Popular, 2001.) 
 
 
 
 
OS SERTÕES 
 
 
 
Foi no século passado 
No interior da Bahia 
Um homem revoltado com a sorte 
Do mundo em que vivia 
Ocultou-se no sertão 
Espalhando a rebeldia 
 
 
 
(...) 
 
Defendendo Canudos 
Naquela guerra fatal. 
Edeor de Paulo 
Samba-enredo da escola de samba Em Cima da Hora, 1976 
 
 
 
 
Os dois textos acima têm como principais elementos geradores das problemáticas apontadas os 
processos de: 
 
 
a) assentamento agrícola e êxodo rural 
 
b) proletarização rural e reforma agrária 
 
c) modernização agrícola e revolta social 
 
d) concentração fundiária e conflitos no campo 
 
 
 
46 - (UNEB BA) 
 
A concentração de terras no Brasil, cuja origem remonta à sua formação histórica, provocou 
diversos movimentos sociais, entre os quais se pode destacar 
 
 
01. a Conjuração Baiana, que contestava a doação de sesmarias, reservadas aos “homens bons”, 
representantes da Coroa Portuguesa nas terras do Brasil. 
 
02. a Revolta dos Malês, movimento de caráter rural, que pregava a abolição geral da escravatura e 
a distribuição de terras para todos os pretos e mulatos do nordeste. 
03. o Quebra-Quilos, que se notabilizou por ter bloqueado o comércio e as feiras dos grandes 
centros importadores da Colônia durante a segunda metade do século XIX. 
04. os movimentos de Canudos e do Contestado, ambos de caráter messiânico, que buscavam se 
organizar a partir da posse coletiva da terra diante da extrema miséria em que viviam os 
sertanejos. 
 107
Aula 5 – Estado Novo (2ª parte)
Manoel Bergström Lourenço Filho (1897-1970)
Educador e psicólogo brasileiro nascido na cidade de Porto 
Ferreira, em São Paulo, fi lho de pai português e mãe sueca. 
Estudou na Escola Normal de seu estado e, desde cedo, 
lecionou e trabalhou na imprensa. Além disso, Lourenço Filho 
teve rápida passagem pelo curso de Medicina, mas, em 1918, 
abandonou-o no segundo ano. Entre 1922 e 1923, foi convidado 
pelo Governo do Ceará para reorganizar a instrução pública do 
estado, sendo uma das primeiras iniciativas desse tipo na educação 
do país. No ano seguinte, Lourenço Filho retornou a Piracicaba, 
onde lecionou na Escola Normal da cidade e fundou a Revista 
de Educação. Entretanto, não fi cou muito tempo por ali e logo 
foi nomeado para a Escola Normal de São Paulo. No início da 
década de 1930, tornou-se diretor de ensino de seu estado natal.Dessa época datam a criação do Serviço de Psicologia Aplicada, 
da Biblioteca Central de Educação e do Instituto Pedagógico. Sua 
administração na Direção de Ensino de São Paulo foi marcada pela 
reformulação do ensino normal e profi ssional. Quando Francisco 
Campos tornou-se ministro da Educação, Lourenço Filho transferiu-
se para o Rio de Janeiro, passou a ocupar a chefi a de gabinete 
da pasta e fi cou, ainda, responsável pelo planejamento de uma 
Faculdade de Educação, Ciências e Letras. Em 1932 dirigiu o 
Instituto de Educação do Rio de Janeiro, enquanto Anísio Teixeira 
ocupava a Secretaria de Educação do Distrito Federal. Vale lembrar 
que ambos assinaram o Manifesto dos Pioneiros da Escola Nova, 
que defendeu a universalização da escola pública, laica e gratuita. 
Na obra de Lourenço Filho, destacamos Introdução ao estudo da 
Escola Nova, com edições no Brasil e no exterior. 
108 
História do Brasil III
Atende ao Objetivo 1
1. Observe a contracapa do caderno Avante de 1940 que faz parte do acervo do Museu 
da Escola no Centro de Referência do Professor, da Secretaria de Educação de Minas 
Gerais, com a imagem do Brasil, a partir da divisão dos estados, e, ao fundo, a letra do 
Hino Nacional (GOMES, Angela; PANDOLFI, Dulce Chaves; ALBERTI, Verena. A República 
do Brasil. Rio de Janeiro: Nova Fronteira: CPDOC, 2002, p. 444).
 109
Aula 5 – Estado Novo (2ª parte)
Na escola do tempo de Vargas, com frequência, os cadernos escolares apresentavam em suas 
capas a bandeira nacional e os elementos associados à história do país. A partir da imagem 
anterior, como você avalia o papel da escola no projeto educacional do Estado Novo? 
Resposta Comentada
O Hino Nacional é o canto solene em honra à pátria. Estampá-lo num caderno escolar era 
a demonstração da busca de elementos de aproximação entre os brasileiros que tinham 
vários motivos para se orgulhar de seu país. Por isso, era fundamental realçar a dimensão 
da nação, isto é, o Brasil era um país grande que devia ser admirado por seu povo. Neste 
sentido, a educação cívica era adquirida e reforçada nos bancos escolares. Assim, a escola 
tanto transmitia conhecimento quanto formava a mentalidade de seu povo. 
O Brasil nas ondas do rádio
A radiodifusão educativa e o canto orfeônico 
No conjunto das reformas adotadas pelo Ministério da 
Educação durante o Estado Novo, é importante realçar a criação 
do Serviço Nacional de Radiodifusão Educativa (SNRE). A proposta 
teve sua origem na convicção de Capanema, explicitada no projeto 
de fevereiro de 1938, ao afi rmar que 
a radio difusão escolar (...) é matéria diferente e separada 
da radiodifusão, meio de publicidade ou de propaganda. 
(...) É preciso introduzir o rádio em todas as escolas – 
primárias, secundárias, profi ssionais, superiores, noturnas e