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Caderno SD vol IV - 2024 - GEOGRAFIA

Caderno de sequências didáticas (Vol. IV) para o Ensino Fundamental — Anos Finais, com quatro sequências para 6º a 9º ano. Baseado no Plano de Curso (4º bimestre) e em descritores do SAEB 2001, apresenta atividades com metodologias ativas, acolhimento e estratégias de leitura.

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Secretário de Estado de Educação e Cultura
Aberson Carvalho de Souza
Secretário Adjunto de Ensino
João Sebastião Flores da Silva
Diretora de Ensino
Gleicicleia Gonçalves de Souza
Chefe do Departamento de Ensino Fundamental 
Maria de Nazaré Pereira Rodrigues
Chefe da Divisão de Anos Finais do Ensino Fundamental
Maria das Dores Melo de Souza
Equipe de elaboração
Supervisão Pedagógica
Neiva Lopes da Silva Galvão 
Virgínia Gonsalves de Souza 
Produção
	Arte
Rosecler Leismann Zanella Caldin
Ciências
Jordana da Costa Bezerra
Márcia de Araújo Teixeira Silva
Educação Física
Ana Paula Costa Guimarães
Ensino Religioso
Cid Mauro Araújo de Oliveira
Geografia
Maria da Conceição Souza Rebouças
Kelma Dayan de Jesus Vieira Lima
	História
Alfério de Andrade Farias
Lena de Araújo Pontes
Língua Espanhola
Abraão da Silva Cavalcante
Língua Inglesa
Raimunda Freitas da Silva Ferraz
Língua Portuguesa
Clícia Messias Mendonça
Denize Nogueira Magalhães
Karina da Silva Souza
Matemática
Carlos Ferreira de Almeida
Márcio Rogério Rufino Campos
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO	5
SEQUÊNCIA DIDÁTICA 6º ANO	8
SEQUÊNCIA DIDÁTICA 7º ANO	29
SEQUÊNCIA DIDÁTICA 8º ANO	49
SEQUÊNCIA DIDÁTICA 9º ANO	89
APRESENTAÇÃO
Os cadernos de sequências didáticas do Ensino Fundamental Anos Finais são materiais pedagógicos elaborados para complementar o Projeto Ideb: superando metas. Este projeto é realizado nas escolas públicas da Rede de Ensino do Estado do Acre, com ações que, além do foco na conscientização da comunidade escolar, sobre a importância do envolvimento de todos - pais, equipe gestora, professores e alunos, no processo de avaliação externa, também orientam o planejamento de atividades pedagógicas para repertoriar os estudantes no desenvolvimento de suas competências e habilidades. 
São dez cadernos de sequências didáticas, um de cada componente curricular do Ensino Fundamental Anos Finais. Este é o caderno volume IV e contém quatro sequências didáticas, uma para cada ano, 6º, 7º, 8º e 9º.
As sequências didáticas que compõem os cadernos foram elaboradas a partir de habilidades do Plano de Curso Orientador, previstas para o 4º bimestre. As propostas de atividades organizadas nas sequências contemplam também os descritores da Matriz de Referência do Saeb 2001 - Língua Portuguesa e Matemática, descritores estes que mais se relacionam com as habilidades dos Planos de Cursos dos dez componentes curriculares.
As atividades planejadas para os momentos das sequências didáticas foram construídas de modo a propiciar o desenvolvimento de habilidades que os alunos precisam adquirir em cada componente curricular, que são essenciais para o sucesso da sua trajetória como estudante. Dessa forma, as metodologias ativas tornaram-se aliadas, e o uso delas no percurso das sequências didáticas é constante. São sugeridas também, atividades de acolhimento que podem contribuir com a construção de um alicerce nos alunos, de modo que lidem melhor com os sentimentos e emoções, sintam-se pertencentes e bem-vindos à escola e entendam que esse ambiente além de ser um lugar de aprendizagens pode ser também motivador, agradável e receptivo.
Além disso, as sequências didáticas que compõem os cadernos de todos os componentes curriculares dão enfoque à leitura como um processo essencial para a formação do indivíduo. Assim, as atividades de leitura são sugeridas a partir do uso de estratégias em cada etapa desse processo, ou seja, antes, durante e após a leitura. 
Na etapa “antes da leitura”, utilizam-se estratégias para chamar a atenção do aluno para o texto de modo que ele possa estabelecer previsões sobre a temática que será trabalhada. Nessa etapa, também é estabelecido um objetivo para a leitura, a fim de que os alunos não leiam aleatoriamente, ou apenas para responder questões, mas entendam que podem interagir com o texto para alcançar diferentes objetivos dentre as inúmeras finalidades que os gêneros textuais possuem. Como por exemplo, divertir-se, refletir, informar-se sobre acontecimentos atuais, aprender assuntos relevantes, entre outros.
Na etapa “durante a leitura” é o momento do contato efetivo com o texto. A mediação do professor é imprescindível para fornecer direcionamentos, que poderão ser conduzidos por perguntas que apontem o olhar do aluno para informações relevantes na construção dos significados do texto. Nessa etapa, é necessário estabelecer, juntamente com os alunos, uma relação entre as previsões que fizeram antes e as informações que o texto vai oferecendo, ao passo que se lê. Assim, os estudantes vão confirmando ou refutando as expectativas que foram estabelecidas previamente.
Na etapa “após a leitura” é o momento de sistematizar o conhecimento. Os alunos podem, dentre outras possibilidades, identificar o tema abordado, reconhecer a ideia central do texto, elaborar resumos, produzir sínteses e mapas mentais, formular e responder perguntas. Tudo isso, tendo o professor como um guia que lhe aponta o melhor caminho para que ele alcance a compreensão integral do texto.
A estrutura das sequências didáticas segue o modelo semelhante ao adotado pela Secretaria de Educação do Acre para o Ensino Fundamental Anos Finais. Nessa estrutura, inicialmente identifica-se o nome do professor, o componente curricular, ano e carga horária prevista. Logo em seguida, as capacidades, que são as competências amplas do componente curricular e as habilidades com seus respectivos objetos de conhecimentos, e ainda, a descrição detalhada das atividades ou situações de aprendizagens para desenvolver as habilidades. Por fim, a indicação dos valores e atitudes envolvidos nas atividades, ou nas situações de aprendizagens, os instrumentos e mecanismos de avaliação, os recursos que podem ser utilizados, a referência bibliográfica e os anexos.
Vale destacar, portanto, que os cadernos de sequências didáticas do Ensino Fundamental Anos Finais foram planejados para fortalecer o trabalho do professor. Explorar esse material pedagógico agregando-o ao seu planejamento é uma alternativa para enriquecer as propostas de atividades em sala de aula e potencializar a aprendizagem dos estudantes. Tanto daqueles que estão evoluindo os seus conhecimentos de maneira satisfatória quanto dos que ainda precisam de uma intervenção específica para ampliar os saberes.
Desejamos aos professores um excelente trabalho!
SEQUÊNCIA DIDÁTICA 6º ANO
	PROFESSSOR:
	COMPONENTE CURRICULAR:
Geografia
	ANO:
6º ano
	AULAS PREVISTAS:
3h/aulas
	OBJETIVOS/CAPACIDADES (Competências amplas do componente)
	Analisar consequências, vantagens e desvantagens das práticas humanas, na dinâmica climática (ilha de calor etc.).
	CONTEÚDOS 
(O que é preciso ensinar explicitamente ou criar condições para que os alunos aprendam e desenvolvam as capacidades)
	HABILIDADES
	OBJETOS DE CONHECIMENTOS
	Compreensão, descrição e análise das dinâmicas climáticas (ilha de calor, chuva ácidas, efeito estufa, buraco na camada de ozônio etc.) para avaliar as vantagens e desvantagens das práticas com relação a elas.
	Dinâmica climática e a interferência das práticas humanas.
	DESENVOLVIMENTO DAS ATIVIDADES
(Descrição de situações de ensino e aprendizagem para desenvolver as habilidades)
Descritores
Língua Portuguesa
D1 – Localizar informações explícitas em um texto.
D3 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
D4 – Inferir uma informação implícita em um texto.
D5 – Interpretar texto com o auxílio de material gráfico diversos.
D6 – Identificar o tema de um texto.
D11 – Estabelecer relação causa/consequência entre partes e elementos do texto.
D20 - Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema, em função das condições em que eles foram produzidos e daquelas em que serão recebidos.
Matemática
D1 – Identificar a localização/movimentação de objeto em mapas, croquis e outras representações gráficas.
	
	Professor (a), todas as atividades são sugestões. Você pode fazer as adaptações que julgar necessárias, não esquecendo que o acolhimentoforma mais profunda. 
Anexo 5: Monitoramento e agricultura eficiente
Em uma projeção para 2050, feita pela equipe, os quatro fatores de degradação continuarão sendo as principais fontes de emissão de carbono na atmosfera, independentemente do crescimento ou cessão do desmatamento da floresta.
A agricultura também tem impacto no desmatamento e consequentemente na degradação. “As áreas de florestas fragmentadas nos limites das áreas agrícolas sofrem com o efeito de borda e o uso do fogo na atividade também é um fator de degradação”, explica a pesquisadora da Embrapa. 
Para Ferreira, é fundamental aplicar os conhecimentos já gerados para uma agricultura com planejamento espacial, usando menos áreas, com maior produtividade e eficiência, além do manejo adequado e a redução do fogo nas áreas agrícolas.
Entre as propostas apresentadas pelos autores no trabalho, está a criação de um sistema de monitoramento para a degradação, além de prevenção e coibição do corte ilegal de madeira e controle do uso do fogo na agricultura. Uma das sugestões é o conceito de “smart forests” que, assim como na ideia de “smart cities” (cidades inteligentes), usaria diferentes tipos de tecnologias e de sensores para coletar dados úteis a fim de melhorar a qualidade do ambiente.
A mineração representa um potencial risco para as florestas tropicais no mundo todo. 
Em especial na floresta amazônica, a atividade leva ao desmatamento, passando dos limites operacionais suportáveis pela floresta. Avaliar os impactos da instalação do estabelecimento da infraestrutura de mineração, além da expansão urbana para apoiar a força de trabalho e o desenvolvimento de redes de escoamento dos recursos.
A vinda para o desenvolvimento das atividades de mineração tem suas consequências diretas e indiretas, principalmente no que diz respeito ao desenvolvimento regional. Isso traz impactos a níveis humanos, se pensadas as comunidades indígenas e biodiversos: “Nós teríamos uma perda de diversidade significativa, há uma perda de hábitat imediata também”.
SEQUÊNCIA DIDÁTICA 8º ANO
	PROFESSSOR:
	COMPONENTE CURRICULAR:
Geografia 
	ANO:
8º ano
	AULAS PREVISTAS:
6h/aulas
	OBJETIVOS/CAPACIDADES (Competências amplas do componente)
	Analisar características de países e grupos de países da América e da África no que se refere aos aspectos populacionais, urbanos, políticos e econômicos, e discutir as desigualdades sociais e econômicas e as pressões sobre a natureza e suas riquezas (sua apropriação e valoração na produção e circulação), o que resulta na espoliação desses povos.
	CONTEÚDOS 
(O que é preciso ensinar explicitamente ou criar condições para que os alunos aprendam e desenvolvam as capacidades)
	HABILIDADES
	OBJETOS DE CONHECIMENTOS
	· Compreensão e análise crítica das desigualdades sociais e econômicas e a situação de produção e circulação de produtos.
	· Identidades e interculturalidades regionais: América e África.
	DESENVOLVIMENTO DAS ATIVIDADES
(Descrição de situações de ensino e aprendizagem para desenvolver as habilidades)
Descritores
Língua Portuguesa
D1 – Localizar informações explícitas em um texto.
D3 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
D4 - Inferir uma informação implícita em um texto.
D5 - Interpretar texto com o auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, fotos, etc.).
D9 - Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto.
	
	Professor (a), a habilidade selecionada para esta sequência didática faz parte do 4 º bimestre. É importante ressaltar que as atividades propostas nesta sequência não abordam todos os ascpectos dessa habilidade. Em anexo, sugerimos textos e atividades que podem ajudar na abordagem dos demais aspectos. Faça as adaptações que julgar necessárias.
Situação de Aprendizagem 1 – Acolhimento
Para proporcionar um momento de acolhida aos estudantes, exiba o clipe da abertura da Copa 2010 Waka Waka interpretada pela cantora Shakira.
Entre 11 de junho e 11 de julho de 2010, pessoas do mundo inteiro assistiram aos jogos da Copa do Mundo de Futebol. O evento foi realizado pela primeira vez no continente africano, tendo a África do Sul como país-sede. "Waka Waka (This Time for Africa)" é uma canção da artista musical colombiana Shakira, com participação da banda sul-africana Freshlyground. l.
(894) Shakira - Waka Waka - Abertura da Copa 2010 - YouTube
Após a exibição, projete a iamgem abaixo e proponha as seguintes questões para os alunos:
Fonte: Criado no Canva.
Conexão Cultural:
a) Shakira é uma cantora colombiana representando a América do Sul, mas sua música "Waka Waka" foi o tema da Copa do Mundo na África do Sul. Como essa situação exemplifica a globalização cultural entre os continentes americano e africano?
Representatividade e Identidade:
b) A música "Waka Waka" incorpora elementos culturais africanos. Discuta com a turma: até que ponto a representação da cultura africana feita por uma artista sul-americana pode ser considerada autêntica ou apropriada?
Impactos Econômicos e Sociais:
c) A Copa do Mundo de 2010 foi realizada na África do Sul, um evento de grande impacto global. Quais foram os principais impactos econômicos e sociais desse evento para a África do Sul e para o continente africano como um todo? Como essas questões podem ser comparadas aos desafios enfrentados pelos países da América Latina em grandes eventos internacionais?
Espetáculo Global e Desigualdades:
d) O espetáculo da Copa do Mundo reuniu o mundo em um evento transmitido globalmente. Discuta: como grandes eventos como este podem obscurecer ou destacar as desigualdades sociais e econômicas dentro dos países-sede, tanto na África como na América?
Situação de aprendizagem 2 – Problematização
O objetivo desta atividade é refletir sobre o senso de justiça, que não está relacionado apenas aos sentimentos morais, mas também com atitudes como a confiança mútua e o afeto.
Enfatize a importância do tema, relacionando-o com situações do cotidiano dos alunos. Pode mencionar, por exemplo, as notícias sobre a fome e a miséria no Brasil, a violência urbana que afeta principalmente os mais pobres, e a falta de oportunidades de estudo e trabalho para essas pessoas.
Projete a imagem a seguir, e passe a explorar a percepção dos alunos a partir de questionamentos.
O abutre e a menina: a história de uma foto histórica
Fonte: www.cafehistoria.com.br. Acessado em: 05/09/2024
a) A foto representa não apenas a fome, mas também as desigualdades e a indiferença global diante da miséria em certas regiões. Como essa imagem pode ser usada para discutir as desigualdades sociais e econômicas tanto na África quanto na América Latina? O que pode ser feito para reduzir essas desigualdades?
b) Ao observar essa imagem, surge a questão da responsabilidade coletiva: quem deve ser responsabilizado pelo sofrimento retratado na foto? Como governos, organizações internacionais e a sociedade civil podem agir para prevenir situações como essa, tanto na África quanto nas Américas?
c) Fotos como "O Abutre e a Menina" têm o poder de sensibilizar e mobilizar a sociedade. No entanto, muitas vezes, essas imagens chocantes não resultam em mudanças concretas. O que pode ser feito para transformar a indignação causada por essas imagens em ações efetivas que combatam a fome e a miséria?
	
	Professor (a), há sugestão de leitura sobre a foto no site:
https://www.cafehistoria.com.br/o-abutre-e-a-menina-a-historia-de-uma-foto-historica/
Situação de aprendizagem 3 – Leitura 
Antes da leitura
A finalidade desse momento é despertar a atenção do aluno para o texto que será lido. Projete a imagem do continente africano a seguir, e passe a explorar a percepção dos alunos a partir de questionamentos.
Fonte: www.r7.com.br. Acessado em: 04/09/2024
a) Quais são as primeiras coisas que você observa ou pensa ao analisar o mapa do continente africano, como suas características geográficas, países ou aspectos culturais?
b) Quais são os principais países que compõem o continente africano?
c) Explique a importância desse continente para o mundo.
d) Como o continenteafricano influenciou e influencia a cultura brasileira?
Durante a Leitura
Esse é o momento em que o aluno terá contato efetivo com o texto. Siga as orientações para realizar a leitura:
· Forme grupos. 
· Divida os tópicos do texto e entregue um tópico para cada grupo.
· Solicite que façam uma leitura silenciosa.
· Oriente que produzam marginálias ao lado do texto, grifem ou sublinhem trechos que considerarem importantes. 
Veja a seguir o texto para a leitura e defina qual tópica destinará a cada grupo.
CONTINENTE AFRICANO
Os países que formam o continente africano apresentam fortes características de subdesenvolvimento, mantendo-se precariamente incluídos na economia mundial globalizada como produtores e exportadores de matérias-primas agrícolas e minerais. Além disso, a maior parte do continente está mergulhada em sérios conflitos tribais, instabilidade política e carece de infraestrutura básica de saneamento, médicos e hospitais.
O continente africano está localizado majoritariamente na zona intertropical do planeta, embora tenha terras na zona temperada do norte e do sul. Isso faz com que o continente tenha a predominância de climas equatoriais e tropicais, onde a temperatura média do ar em todos os meses do ano é superior a 18 graus. Nesses climas, a amplitude térmica anual é sempre pequena.
Fonte: www.r7.com.br. Acessado em: 04/09/2024
A linha do Equador corta uma região onde predominam climas com temperaturas elevadas durante o ano inteiro. O clima equatorial apresenta-se quente e úmido, com elevada pluviosidade ao longo do ano (não há uma estação seca). Esse tipo climático está associado a florestas úmidas e latifoliadas, embora o desmatamento seja bastante intenso.
A savana é a vegetação que está associada ao clima tropical no continente africano. Trata-se de uma vegetação herbácea (rasteira) com pequenas manchas de arbustos e árvores, sendo o habitat natural dos mamíferos de grande porte, como zebras, girafas, elefantes e leões.
Na latitude dos trópicos de Câncer e Capricórnio aparecem dois importantes desertos: o Saara, o maior deserto do mundo, e o Kalahari, que abrange terras da Namíbia e de Botsuana. Nessas duas porções do continente as chuvas são escassas e as amplitudes térmicas diárias (diferença de temperatura entre o dia e a noite) costumam ser grandes. A paisagem é caracterizada ainda pela presença de solos pedregosos e pelo aparecimento de “uedes”. Nas regiões desérticas podem aparecer ainda oásis, de vital importância para a economia local. Os oásis são pontos da superfície onde aflora a água subterrânea, o que dá origem a uma área isolada de vegetação e rica em água doce. No passado, pastores nômades e comerciantes cruzavam extensas áreas de deserto, migrando de oásis em oásis. Muitas aldeias e cidades do norte da África originaram-se desses oásis. É importante lembrar que existem faixas de transição entre os desertos e as savanas. São faixas de clima semiárido, onde as chuvas são irregulares, porém maiores que nos desertos. O Sahel (em árabe, “orla do deserto”) é uma importante faixa de transição semiárida, que abrange muitos países africanos. Desde a década de 1960, geógrafos vêm chamando a atenção para o problema da desertificação no Sahel.
Fonte: ciivisdaily.com. Acessado em: 04/09/2024
A Partilha da África
Com o desenrolar da Revolução Industrial na Europa, durante o século XIX, as demandas econômicas (matérias-primas e mercados consumidores) tornaram-se acirradas. Essa disputa lançou as principais potências europeias a outras regiões, sobretudo aos continentes asiático e africano, com o objetivo de satisfazer essas necessidades. O continente africano, em especial, foi o que mais sofreu transformações. A chamada Partilha da África tornou-se a expressão principal dessas mudanças
Fonte: diplomatizzando.blogspot.com.br. Acessado em: 04/09/2024
Um dos momentos decisivos para a Partilha da África foi a Conferência de Berlim (1885), na qual as potências europeias decidiram o destino dos povos africanos, traçando de forma arbitrária um novo mapa político do continente. Com base unicamente em mapas, isto é, sem levar em conta os interesses dos povos que viviam nas áreas, as metrópoles europeias dividiram entre si a África, que ficou compartimentada em dezenas de colônias.
As fronteiras artificiais ou arbitrárias
Antes da colonização, não existiam países na África, mas sim povos diversificados, cada um vivendo num território sem fronteiras definidas ou migrando de uma terra para outra (povos nômades) de acordo com suas necessidades de sobrevivência. Compare os mapas:
Fronteiras étnicas antes da colonização
Divisão Política atual da África
Fonte: mundoeducacao.uol.com.br Acessado em: 04/09/2024
Os colonizadores europeus não respeitaram as diferenças das diversas sociedades tribais. Dividiram o continente entre si com base somente em mapas, sem consultar os povos que lá viviam. Repare, por exemplo, na fronteira entre a Argélia, Mali e Níger. São linhas retas, típicas de fronteiras arbitrárias. O resultado disso foi que povos diferentes foram unidos pela força e muitos outros foram desunidos. Famílias foram separadas e passaram a viver em distintos territórios. Foi imposto também pelo colonizador o idioma da metrópole europeia. A descolonização Com a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), ocorreu um enfraquecimento econômico e político das potências europeias que abriu caminho para o processo de descolonização do continente africano. Esse processo foi também resultado do surgimento de grupos e movimentos que lutavam pela independência política do continente, luta essa que se intensificou na década de 1960, sempre marcada pelo derramamento de sangue. Mesmo com todas as dificuldades, os países foram alcançando sua independência política. Entretanto, a divisão dos territórios ficou definida a partir da antiga concepção europeia, que não havia levado em consideração as questões de ordem étnicas e culturais dos povos africanos. Esse processo de descolonização durou até a década de 1970, quando a maioria das colônias africanas já tinha conquistado sua independência
Os conflitos étnicos
A África continua sendo, até hoje, um continente mergulhado numa série de violentos conflitos étnicos ou tribais. Boa parte desses conflitos é resultado da maneira “artificial” pela qual os países africanos se formaram. Lembre-se que povos que eram tradicionalmente inimigos, com idiomas e costumes diferentes, foram obrigados a viver dentro das mesmas 56 fronteiras (arbitrárias) e a ficar subordinados a um único governo central. Depois da independência, as nações africanas viram eclodir numerosos conflitos entre tribos, as quais passaram a disputar terras e o comando político do país. A Guerra Civil em Ruanda, em 1994, foi um triste retrato dessa realidade, onde 800 mil pessoas foram mortas por causa da rivalidade entre as etnias tutsi e hutu.
Entenda por que o mundo não impediu o genocídio de Ruanda 
As mortes de ruandeses da etnia tutsi pela maioria hutu começaram antes de 1994, quando ocorreu o genocídio que deixou 800 mil mortos em 100 dias no país. Desde 1990, agências humanitárias e a ONU vinham documentando matanças isoladas e a deterioração da situação no país. Quando o genocídio efetivamente começou, as lideranças políticas foram também avisadas. Então por que, dias depois da retirada de estrangeiros, a ONU não aprovou uma intervenção militar? Por que, ao invés disso, diminuiu o número das forças de paz? Há muitas respostas para a questão da omissão das potências no caso de Ruanda. De fato, houve pedidos posteriores de desculpa de governos, como o americano, que tentaram se redimir com uma boa ajuda para a reconstrução. Segundo a historiadora Cíntia Ribeiro, que pesquisou o tema no mestrado, Ruanda não despertava o mesmo interesse nas grandes potências que a Bósnia, em guerra na época. "A Bósnia, por se tratar de uma região que é importante para a Europa, teve muito mais preocupação das grandes potências do que Ruanda, um país pequeno no centro da África, que não tem nenhum recurso mineral, nenhuminteresse econômico, não é nem zona de influência." 
Dica de Vídeo: Entenda o Genocídio em Ruanda (youtube.com)
Fonte: mundoeducacao.uol.com.br Acessado em: 04/09/2024
Outro caso que merece destaque é o do Sudão.	
A independência do Sudão do Sul
"O Sudão é, sem dúvidas, um dos países mais instáveis politicamente em todo o mundo. Conflitos históricos e disputas internas acontecem em seu território desde a sua independência frente ao Reino Unido, concretizada na década de 1950. Desde então, já ocorreram duas guerras civis e até a independência do Sudão do Sul, que era uma região de maioria cristã, em contraste com a maioria islâmica do norte."
Em janeiro de 2011, 99% dos eleitores do Sudão do Sul votaram a favor da separação da região, predominantemente cristã e animista (minorias étnicas), em relação ao norte, governado a partir de Cartum (capital do Sudão), onde a população é em sua maioria muçulmana e de origem árabe. Apesar de possuir grandes reservas de petróleo, o Sudão do Sul nasce como um dos países mais pobres do mundo, com a maior taxa de mortalidade materna, a maioria das crianças fora da escola e um índice de analfabetismo que chega em 84% entre as mulheres. O medo de novos conflitos ainda existe nessa região, nas fronteiras entre o Norte e o Sul restam áreas sem definições e um possível conflito é inevitável devido à riqueza de combustíveis fósseis na região.
Fonte: mundoeducacao.uol.com.br Acessado em: 04/09/2024
Genebra, 9 de abril de 2024 – Um ano depois, a guerra no Sudão continua a causar estragos, com o país e seus vizinhos enfrentando uma das maiores e mais desafiadoras crises humanitárias e de deslocamento forçado do mundo. O número de sudaneses forçados a fugir agora ultrapassou 8,5 milhões de pessoas, com 1,8 milhão delas tendo cruzado as fronteiras em busca de proteção internacional.
O conflito em curso tem arruinado as vidas das pessoas, enchendo-as de medo e perdas. Ataques contra civis e violência sexual e de gênero relacionados ao conflito continuam sem cessar, violando o direito humanitário internacional e os direitos humanos. O Sudão experimentou a quase completa destruição de sua classe média urbana: arquitetos, médicos, professores, enfermeiros, engenheiros e estudantes perderam tudo.
Restrições de acesso, riscos de segurança e desafios logísticos estão dificultando a resposta humanitária. Sem renda e com entregas de ajuda e colheitas interrompidas, as pessoas não conseguem obter comida, levando ao alerta de piora da fome e desnutrição em diversas partes do país.
Embora a guerra tenha começado há um ano, milhares estão cruzando as fronteiras diariamente como se a emergência tivesse começado ontem. No Sudão do Sul, em média, mais de 1.800 pessoas ainda estão chegando todos os dias, aumentando a pressão sobre infraestruturas e exacerbando as vastas necessidades humanitárias. O país recebeu o maior número de pessoas do Sudão – quase 640.000 pessoas – muitas delas sul-sudanesas que retornaram após muitos anos.
O Chade experimentou o maior influxo de pessoas refugiadas em sua história. Embora equipes da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e parceiros, tenham conseguido realocar a maioria dos refugiados para assentamentos novos e ampliados, mais de 150.000 permanecem em áreas de fronteira em condições insalubres devido a superlotação dos espaços, em grande parte devido à falta de financiamento.
Na República Centro-Africana, somente em março, mais de 2.200 pessoas chegaram do Sudão a áreas de difícil acesso onde desafios logísticos dificultam a entrega de ajuda humanitária.
O número de sudaneses registrados no ACNUR no Egito aumentou cinco vezes no último ano, com uma média diária de entre 2.000 a 3.000 refugiados e solicitantes de asilo do Sudão se aproximando das áreas de recepção do ACNUR na Grande Cairo e Alexandria.
A Etiópia, que já abriga uma das maiores populações de pessoas que buscam proteção no continente africano, também relata continuadas novas chegadas de pessoas refugiadas, recentemente ultrapassando 50.000.
Aqueles que cruzam as fronteiras, na maioria mulheres e crianças, estão chegando a áreas remotas com praticamente nada em suas mãos e desesperadamente precisam de comida, água, abrigo e cuidados médicos. Muitas famílias foram separadas e chegam traumatizadas, em angústia. Pais e filhos testemunharam ou sofreram violências horríveis, tornando o apoio psicossocial uma prioridade.
Muitas crianças chegam desnutridas. No Chade, foram identificados 33.184 casos de desnutrição aguda moderada e 16.084 casos de desnutrição aguda grave entre crianças com menos de cinco anos nos últimos meses.
À medida que o conflito continua e a falta de assistência e oportunidades se aprofunda, mais pessoas serão forçadas a fugir do Sudão para países vizinhos ou a se deslocar ainda mais, arriscando suas vidas ao embarcar em jornadas longas e perigosas em busca de proteção.
No último ano, Uganda – que já abriga mais de 1 milhão de refugiados – acolheu 30.000 refugiados sudaneses, incluindo mais de 14.000 desde o início do ano. A maioria dos sudaneses que chegam é de Cartum e tem educação universitária. As estatísticas do ACNUR mostram um aumento nos movimentos de refugiados sudaneses para a Europa, com 6.000 chegando à Itália da Tunísia e Líbia desde o início de 2023 – um aumento quase seis vezes maior em relação ao ano anterior.
Os países anfitriões têm sido extremamente generosos ao receber as pessoas forçadas a fugir, fazendo esforços para garantir que possam acessar serviços públicos, incluindo documentação, educação, assistência médica e moradia. Estamos trabalhando arduamente para mobilizar uma resposta de desenvolvimento para apoiar os serviços nacionais de acordo com o Pacto Global sobre Refugiados.
Apesar da magnitude desta crise, o financiamento continua criticamente baixo. Apenas 7% dos requisitos estabelecidos no Plano Regional de Resposta a Refugiados para o Sudão em 2024 foram cumpridos. Da mesma forma, o Plano de Resposta Humanitária para o interior do Sudão está apenas 6% financiado.
O ACNUR e seus parceiros continuam salvando vidas, mas em muitos locais, não conseguimos fornecer nem mesmo o mínimo necessário. Compromissos firmes da comunidade internacional são necessários para apoiar o Sudão e os países que acolhem refugiados, garantindo que aqueles forçados a fugir pela guerra possam viver com dignidade.
"Darfur"
"Os conflitos de Darfur emergem como um elemento mais dramático nesse contexto. Eles arrastam-se desde 2003 e ainda ocorrem nos dias atuais, com um saldo de milhares de mortos e milhões de refugiados, embora os números alarmantes não gerem tanta atenção e debate no âmbito político internacional. Segundo a Organização das Nações Unidas, mais de 300.000 pessoas já foram mortas e mais de 2,7 milhões tiveram de abandonar suas áreas de origem, migrando principalmente para o Chade, país vizinho a oeste.
As causas dos conflitos de Darfur estão nos desníveis regionais em termos de desenvolvimento social e atuação do governo do Sudão. Sob a alegação de que o poder público sudanês abandonou completamente as regiões do oeste, grupos armados de maioria não árabe ergueram-se e começaram a atacar alvos do governo, que responde, desde então, pesadamente com ataques diretos e também com o auxílio de milícias e organizações armadas, embora os órgãos oficiais do país neguem essa prática.
Os dois principais grupos que atuam em Darfur são o Movimento de Justiça e Igualdade (MJI) e o Exército de Libertação Sudanesa (ELS). Do outro lado, o governo, além de atacar com bombardeios aéreos, também atua por meio de incentivos aos Janjaweed, uma milícia pertencente a um grupo étnico árabe e muçulmano localizado ao norte de Darfur, os Baggara.
Embora um acordo de paz tenha sido assinado no ano de 2006 (não aderido por todos os grupos rebeldes), a escalada de violência foi retomada mais intensamente no ano de 2013, elevando novamente o número de mortos e refugiados. Nesse meio-tempo, ocorreu, em 2011, a Independência do Sudão do Sul por meio de um referendo, embora isso não tenhagerado qualquer tipo de trégua entre o Sudão e o governo do novo território formado."
Uma economia dependente do mercado externo Antes da colonização europeia, a economia dos povos africanos era voltada para atender aos seus próprios interesses. Era uma economia predominantemente tribal de subsistência. No entanto, com a dominação colonial, as melhores terras passaram a se destinar ao cultivo de monoculturas tropicais, empregando mão de obra barata e se destinando à exportação (agricultura de plantation). As potências europeias passaram também a extrair riquezas minerais que satisfizessem suas indústrias. Para isso, implantaram um sistema de ferrovias que permitiria o escoamento da produção mineral até os principais portos do litoral
Apesar das nações africanas terem se tornado politicamente independentes de suas antigas metrópoles europeias, suas economias continuam dependentes e subordinadas ao mercado internacional. Dependem da exportação de produtos agrícolas e minerais para os Estados Unidos, Alemanha, França, Inglaterra, dentre outros. Hoje, a China, potência emergente da Ásia, vem investindo na compra de terras e levando empresas mineradoras para países africanos, como Zimbábue, Gana, Zâmbia, Sudão, Angola, dentre muitos outros. Em muitos casos, os chineses têm financiado obras de infraestrutura e se tornado responsáveis por serviços básicos em países que, em troca, contratam empresas chinesas ou tornam-se importantes fornecedores de recursos naturais para o país asiático.
Apartheid (África do Sul): entenda o que foi e como terminou.
O Apartheid (em africâner, "segregação") foi um regime de separação racial ocorrido na África do Sul de 1948 a 1994.
O Apartheid privilegiava a elite branca do país e excluía os negros e outras minorias dos espaços públicos, da educação de qualidade e dos principais postos de trabalho.
O regime começou a ruir através da pressão internacional, dos protestos internos e graças à liderança de Nelson Mandela.
O apartheid chegou ao fim em 1994.
História do Apartheid na África do Sul
Os holandeses foram os primeiros europeus a constituírem colônias no sul do continente africano e empregavam em suas plantations o trabalho escravo dos autóctones.
Por conseguinte, a colônia do Cabo passou às mãos do Reino Unido em 1795. Os britânicos aboliram a escravidão na região em 1834, mas isso não significou a aquisição de direitos civis. Em 1892, o direito ao voto era baseado no nível de instrução e nos recursos financeiros que possuíam. Esta medida atingia diretamente a população negra.
No ano de 1894, os indianos foram privados de seu direito de voto e, em 1905, ocorre o mesmo com os negros. Também estes têm sua circulação restringida a determinadas áreas.
Entre 1899 e 1902, ocorre a chamada Guerra do Bôeres. Estes eram os descendentes de holandeses que haviam permanecido na África e que não encontravam espaço na administração britânica.
Após terríveis combates, os bôeres são derrotados e submetidos pelos ingleses. Após as desavenças, ambas as partes negociam e, em 1910, estabelecem uma Constituição para a região, criando a "União Sul-Africana". Neste país, os brancos teriam privilégios e os negros seriam apartados da vida civil.
Fonte: mundoeducacao.uol.com.br Acessado em: 04/09/2024
Esta política abre espaço para o regime do Apartheid, mas ganhou a oposição do Congresso Nacional Africano, partido político criado em 1912 para defender os direitos dos negros.
Portanto, as raízes do regime de segregação racial iniciaram-se no período colonial. Contudo, foi somente a partir das eleições de 1948, que o apartheid foi oficializado através da nova legislação, que passou a classificar e separar os habitantes em grupos raciais como "negros", "brancos" ou "de cor".
Fonte: mundoeducacao.uol.com.br Acessado em: 04/09/2024
Do ponto de vista ideológico, o Apartheid nasceu do conceito racista de suposta superioridade racial branca, defendido na Europa no século XIX e início do século XX. Na África do Sul, isto se materializou no estabelecimento de um governo e um conjunto de leis que regulamentava a segregação e desigualdade racial na África do Sul.
Somente em 1990, num processo iniciado pelo presidente Frederik Willem de Klerk, começaram oficialmente as negociações para acabar com o regime racista do Apartheid. São realizadas eleições democráticas em 1994, que foram vencidas pelo Congresso Nacional Africano, sob o comando de Nelson Mandela.
As Leis do Apartheid
· Lei de Terras Nativas (1913): divide a posse da terra na África do Sul por grupos raciais. Acabou confinando cinco milhões “nativos” (negros e outras minorias) a uma área correspondente a cerca de 13% do território do país;
· Lei sobre Nativos em Áreas Urbanas (1918): obriga os negros a viverem em locais específicos das cidades e zonas urbanas;
· Lei de Proibição dos Casamentos Mistos (1949): torna ilegal o casamento entre pessoas brancas e não-brancas;
· Lei de Registro Populacional (1950): formalizou a divisão racial através da introdução de um cartão de identidade diferenciado por raças;
· Lei de Áreas de Agrupamento (1950): dividiu as áreas urbanas entre os diferentes "grupos raciais", privilegiando os brancos em detrimento dos demais;
· Lei de Auto-Determinação dos Bantu (1951): cria fundamentos governamentais distintos para cidadãos negros;
· Lei de Reserva dos Benefícios Sociais (1953): determina quais locais e serviços públicos poderiam ser frequentados por cada raça.
Como era praticado o Apartheid
· A candidatura de não-brancos era recusada e eles não podiam votar;
· Os negros eram proibidos de exercer diversos trabalhos e não podiam empregar trabalhadores brancos;
· A terra destinada aos negros (chamadas de bantustões) era, geralmente, insuficiente, improdutiva e não permitia a subsistência digna;
· A educação para os negros era de péssima qualidade e voltada ao mercado de trabalho braçal;
· Trens e ônibus eram segregados, bem como as praias, piscinas públicas e bibliotecas e cinemas.
Fim do Apartheid
Na década de 1990, mudanças internas significativas começam a desmontar o regime do Apartheid na África do Sul. Contudo, esse modelo só terminou definitivamente em 1994, quando Nelson Mandela ascendeu ao cargo de Presidente da África do Sul.
Apesar dessa importante vitória, problemas como a miséria, a injustiça e a desigualdade entre brancos e negros ainda são comuns no país.
Após a eleição de Mandela, parte da população branca, receosa a ataques e descontente com as mudanças políticas, resolveram deixar o país, com medo da violência inter-racial.
Fonte: mundoeducacao.uol.com.br Acessado em: 04/09/2024
Mandela deixou bem claro que sua intenção não era criar outro regime segregacionista, separando a minoria branca da maioria negra. A ideia era proporcionar uma sociedade igualitária, independente do credo, religião, cor, etc.
Apesar de muitas questões terem sido resolvidas, com a inclusão dos negros na política e economia, a insatisfação da população persiste. Afinal, os negros ainda têm os piores índices de condições de vida, desigualdade econômica, social, cultural, e o desemprego cresce a cada ano.
Para tanto, estudos apontam que o problema da desigualdade racial é uma realidade que persiste na África do Sul. Além dos negros, é importante ressaltar que imigrantes chineses e indianos, sofreram também com o regime do Apartheid, e ainda hoje, lidam com a xenofobia no país.
Guardada as devidas proporções, podemos comparar a herança do Apartheid, com o racismo no Brasil. O preconceito racial no País tem origem no sistema escravista que imperou por mais de 300 anos (1530 - 1888). Suas consequências estão presente até hoje nos índices de desigualdade social entre brancos e negros.
Adaptados para fins didáticos.
Após a leitura 
A proposta para essa etapa é a organização da apresentação do texto em forma de seminário. Lembre-se que é necessário ensinar ao aluno como se produz e apresenta um seminário. Após cada apresentação, os colegas poderão fazer perguntas e comentar as ideias apresentadas, o grupo deverá estar preparado pararesponder e discutir essas perguntas. É importate que o professor faça apontamentos e complementação a cada apresentação.
Solicite que os grupos respondam no caderno os seguintes questionamentos para nortear a produção do trabalho em grupo e facilitar a apresentação. 
a) Qual é o tema principal do texto?
b) Quais são as ideias ou argumentos centrais apresentados?
c) Quais são os exemplos usados para ilustrar os pontos principais?
d) O que o autor quer que você entenda ou aprenda com o texto?
e) Quais são as palavras ou expressões-chave que aparecem repetidamente?
f) Qual foi o seu sentimento ou reação ao ler este texto?
g) O que este texto te fez pensar sobre a realidade em que você vive?
h) Como esse texto altera ou reforça suas crenças e opiniões sobre o assunto?
i) O que você ainda gostaria de saber sobre o tema?
j) Como você explicaria as ideias do texto para alguém que não o leu?
Situação de aprendizagem 4 – Aprofundando os conhecimentos
Para aprofundar os conheciemntos a sugestão é utilizar vídeo disponível em:
Chimamanda Adichie: O perigo da história única (youtube.com)
Explique brevemente sobre o vídeo e sua importância. O vídeo aborda o tema "O Perigo da História Única", onde a autora reflete sobre como as narrativas moldam nossa percepção de diferentes culturas e identidades.
Discussão em sala de aula: professor inicie uma discussão sobre o conteúdo do vídeo, incentivando os alunos a compartilharem suas próprias experiências e percepções.
Na sequência inicia e aula falando sobre o continente africano, que poderá ser utilizado o texto do livro didático, deixamos como sugestão o texto abaixo como suporte para os principais pontos a serem abordados.
	
	Professor (a), abaixo estão ideias de atividades extras que podem ser realizadas em sala.
1. MAPA INTERATIVO: DIVERSIDADE NATURAL E CULTURAL NA ÁFRICA
· Objetivo: Explorar a diversidade de paisagens e culturas africanas.
· Atividade: Divida a turma em grupos e atribua a cada um uma região específica da África (Norte, Sul, Oeste, Leste, Central). Eles devem pesquisar sobre as características físicas (biomas, climas) e culturais (línguas, religiões, tradições) de sua região. Cada grupo cria um mapa interativo com imagens, vídeos e textos para compartilhar com a turma.
· Metodologia: Aprendizagem baseada em projetos e trabalho colaborativo.
· Tecnologia: Ferramentas como Google Maps, Padlet ou Prezi para criar o mapa interativo.
2. DEBATE SIMULADO: O PAPEL DA ÁFRICA NA ECONOMIA GLOBAL
· Objetivo: Analisar as relações econômicas e a exploração de recursos naturais africanos.
· Atividade: Organize um debate onde os alunos assumem o papel de representantes de países africanos, corporações multinacionais e ONGs. Eles devem defender suas posições sobre a extração de recursos naturais (minérios, petróleo, etc.) e os impactos socioeconômicos e ambientais. O debate deve refletir sobre colonialismo, neocolonialismo e as políticas atuais de comércio.
· Metodologia: Simulação e role-playing.
· Tecnologia: Utilização de vídeos e infográficos para embasar os argumentos dos grupos.
3. PROJETO DE PESQUISA: MOVIMENTOS DE INDEPENDÊNCIA E DESCOLONIZAÇÃO
· Objetivo: Entender os processos de independência dos países africanos e seus impactos.
· Atividade: Cada grupo de alunos escolhe um país africano e pesquisa seu processo de independência, incluindo líderes envolvidos, eventos históricos marcantes e consequências para a economia e política atuais. Eles devem preparar uma apresentação ou exposição em formato de linha do tempo visual para ilustrar a evolução histórica.
· Metodologia: Pesquisa investigativa e apresentação colaborativa.
· Tecnologia: Ferramentas como TimelineJS para criar linhas do tempo ou Canva para apresentações.
4. ESTUDO DE CASO: REFUGIADOS E CONFLITOS NO CONTINENTE AFRICANO
· Objetivo: Compreender os fatores que levam aos deslocamentos de pessoas no continente.
· Atividade: Proponha que os alunos investiguem um caso específico de conflitos ou crises humanitárias que geraram fluxos de refugiados em países africanos (como Sudão do Sul, Somália, República Democrática do Congo). Os grupos devem produzir um relatório que inclua mapas, dados sobre migrações e as condições dos refugiados, bem como possíveis soluções propostas por ONGs e governos.
· Metodologia: Estudo de caso e produção de relatório.
· Tecnologia: Utilização de mapas interativos e dados de organismos internacionais como a ONU.
5. JOGO DE SIMULAÇÃO: COMÉRCIO E RECURSOS NATURAIS NA ÁFRICA
· Objetivo: Compreender a relação entre recursos naturais e desenvolvimento econômico.
· Atividade: Crie um jogo de simulação no qual cada grupo de alunos representa um país africano. Eles devem negociar entre si a venda e compra de recursos naturais (petróleo, minerais, agricultura) e discutir questões como desenvolvimento sustentável, desigualdade e comércio justo. O jogo pode incluir elementos de impacto ambiental e social.
· Metodologia: Gamificação e simulação de mercado.
· Tecnologia: Planilhas colaborativas para simulação de trocas e recursos econômicos.
6. OFICINA DE INFOGRÁFICOS: DIVERSIDADE ÉTNICA E LINGUÍSTICA
· Objetivo: Explorar a vasta diversidade étnica e linguística no continente africano.
· Atividade: Os alunos criam infográficos que ilustrem a diversidade étnica e linguística de diferentes regiões da África, abordando os maiores grupos étnicos, suas tradições culturais, idiomas falados e como essa diversidade molda a política e sociedade local.
· Metodologia: Oficina prática e produção de material visual.
· Tecnologia: Ferramentas como Canva ou Piktochart para criar infográficos.
7. PODCAST: MULHERES LÍDERES AFRICANAS
· Objetivo: Conhecer o papel de mulheres influentes na política e movimentos sociais africanos.
· Atividade: Os alunos pesquisam a trajetória de mulheres que tiveram ou têm papel importante na história ou na política de países africanos (como Ellen Johnson Sirleaf, Wangari Maathai ou Graça Machel). Em seguida, produzem um podcast discutindo suas contribuições e o impacto delas em suas sociedades.
· Metodologia: Pesquisa e produção de conteúdo multimídia.
· Tecnologia: Ferramentas de gravação e edição como Audacity ou Anchor para criar o podcast.
8. PAINEL DE DISCUSSÃO: O LEGADO DO COLONIALISMO
· Objetivo: Analisar o impacto do colonialismo europeu nas sociedades africanas contemporâneas.
· Atividade: Organize um painel de discussão com os alunos representando diferentes perspectivas sobre o colonialismo (representantes de ex-colônias, acadêmicos, ativistas). Cada grupo deve pesquisar e defender sua posição sobre as consequências políticas, sociais e econômicas do colonialismo na África, e debater possíveis formas de reparação ou reconciliação.
· Metodologia: Discussão em grupo e role-playing.
· Tecnologia: Vídeos, documentários e gráficos históricos podem ser usados para enriquecer a discussão.
9. PROJETO AUDIOVISUAL: VIDA COTIDIANA EM DIFERENTES REGIÕES AFRICANAS
· Objetivo: Retratar o cotidiano e a diversidade cultural no continente.
· Atividade: Os alunos formam grupos e criam vídeos curtos ou apresentações multimídia sobre diferentes aspectos do cotidiano em regiões africanas, como tradições, festivais, comida, música, modos de vida urbana e rural. Eles podem usar vídeos e imagens da internet, além de entrevistas com imigrantes africanos, se possível.
· Metodologia: Produção de conteúdo audiovisual e apresentação colaborativa.
· Tecnologia: Ferramentas como iMovie, WeVideo, ou PowerPoint com vídeos.
10. WEBQUEST: IMPACTOS DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS NA ÁFRICA
· Objetivo: Explorar como as mudanças climáticas afetam o continente africano.
· Atividade: Proponha uma WebQuest, onde os alunos devem pesquisar os impactos das mudanças climáticas em diferentes regiões africanas (secas, desertificação, elevação do nível do mar). Eles devem analisar como isso afeta a agricultura, a vida nas cidades e os recursos hídricos, apresentando soluções propostas por governos e organizações locais e internacionais.
· Metodologia: Pesquisa orientada por desafios e trabalho colaborativo.· Tecnologia: Ferramentas de pesquisa online e produção de apresentações interativas.
	VALORES ATITUDINAIS ENVOLVIDOS NAS ATIVIDADES
(O que se espera que o aluno desenvolva a partir das atividades/situações propostas)
	INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO
(Mecanismos mais adequados para avaliar a evolução da aprendizagem)
	RECURSOS
(Meios necessários para o desenvolvimento das atividades/situações propostas)
	· Empatia;
· Respeito ao próximo;
· Posicionar-se criticamente.
	· Participação oral;
· Perguntas sobre o tema e textos: registro das respostas;
· Trabalhos em grupos;
· Pesquisas.
	· Livros;
· Textos impressos;
· Slides;
· Figuras impressas;
· Internet.
· Computador, celular.
	REFERÊNCIAS
	ACRE. Secretaria de Estado de Educação Cultura e Esporte. Proposta de Plano de Curso do Ensino Fundamental Anos Finais, 2024.
BARBOSA, Alexandre de Freitas. O mundo globalizado. São Paulo: Contexto, 2001. 
GUERRA, Antônio Teixeira. Dicionário geológico-geomorfológico. Rio de Janeiro: IBGE, 1987. HAESBAERT, Rogério; GONÇALVES, C.W.P. A nova des-ordem mundial. São Paulo: UNESP, 2006. MAGNOLI, Demétrio. Para entender o Mercosul. São Paulo: Moderna, 1995. MAGNOLI, Demétrio. 
O mundo contemporâneo. São Paulo: Atual, 2004. 
PORTELA, Fernando; RUA, João. Estados Unidos. São Paulo: Ática, 1992. OLIC, Nelson Bacic. 
Geopolítica da América Latina. São Paulo: Moderna, 1993. 
OLIC, Nelson Bacic; CANEPA, Beatriz. África: terra, sociedades e conflitos. São Paulo: Moderna, 2004. SENE, Eustáquio; MOREIRA, J.C. Geografia geral e do Brasil. São Paulo: Scipione, 2013. 
SINGER, Paul. O capitalismo. São Paulo: Moderna, 1987. 
VESENTINI, José William. Geografia: o mundo em transição. São Paulo: Ática, 2009.
ANEXOS
Anexo 1 - Texto 1: As Divisões do Continente Americano
Fonte: mundoeducacao.uol.com.br. Acessado em: 04/09/202
Observe no mapa da página anterior que o continente americano se estende amplamente no sentido Norte-Sul. Como resultado, suas características climáticas e vegetativas são bastante diversificadas, incluindo áreas tropicais, temperadas e polares. Além disso, há uma grande disparidade nas condições socioeconômicas, com nações ricas contrastando com países em situação de pobreza. Essa diversidade faz com que seja essencial uma regionalização do continente americano.
Levando em consideração a posição geográfica de suas terras, divide-se a América em três partes: Norte, Central e Sul. Uma outra forma de dividir a América é segundo o critério cultural.
Fonte: mundoeducacao.uol.com.br. Acessado em: 04/09/2024
É importante mencionar que a América Central é constituída de uma porção ístmica (ou continental) e outra insular, denominada Antilhas (Grandes Antilhas e Pequenas Antilhas).
Fonte: mundoeducacao.uol.com.br. Acessado em: 04/09/2024
A abordagem humana
A América foi colonizada por vários povos europeus: portugueses, espanhóis, franceses, ingleses e holandeses. Os mesmos passaram a explorar toda América e a impor sua cultura de maneira forçada aos povos nativos do continente. Essa influência cultural, oriunda de diferentes nacionalidades, produziu distinções entre os países do continente, especialmente no que se refere ao idioma. 
Diante desse fator, o continente é regionalizado em América Latina e América Anglo-Saxônica. Essa distinção é proveniente da língua oficial falada nos países do continente. Desse modo, são considerados países latinos todos aqueles que possuem línguas derivadas do latim (línguas neolatinas), como o espanhol, o francês e o português. Já as nações que têm a língua inglesa como oficial se inserem na América Anglo-saxônica (Estados Unidos e Canadá) O critério usado para essa regionalização não é muito rigoroso, tendo em vista que existem países localizados na América Latina que falam o inglês, dentre os quais podemos citar Guiana, Trinidad e Tobago, além do holandês, falado no Suriname. Há ainda países que, além do espanhol, preservam suas línguas nativas, como o Paraguai (guarani), Peru (quéchua) e Bolívia (aimará).
 O caso do Canadá também merece destaque. Há duas línguas oficiais no país: o francês, falado na província de Quebec (de colonização francesa), e o inglês, falado no restante do país.
 A divisão acima expõe, além das diferenças culturais, diferenças no nível de esenvolvimento dos países americanos. Os Estados Unidos e o Canadá (América Anglo-Saxônica) são países desenvolvidos, plenamente industrializados e com elevado nível de vida de grande parte de suas populações. 
Em contraponto, a América Latina é constituída de países subdesenvolvidos de economia agroexportadora (a maioria) e de países emergentes (Brasil, México e Argentina).
 É claro que os diferentes níveis de desenvolvimento têm raízes históricas, ligadas a dois distintos tipos de colonização (de exploração e de povoamento). Vejamos as diferenças.
Os dois tipos de colônias na América
No continente americano se desenvolveram dois tipos de colonização bem diferentes.
1) Colônias de exploração na América Latina e nas colônias do sul dos Estados Unidos.
· Portugal e Espanha foram os principais possuidores de colônias de exploração. Portugal utilizava principalmente o sistema de plantations em suas colônias. Já a Espanha, utilizou-se do extrativismo de ouro e prata de suas colônias.
· Pacto Colonial muito forte. A metrópole impunha uma produção voltada para o mercado externo.
· A metrópole não permitia o comércio interno e proibia a produção de manufaturas.
· O latifúndio monocultor era o principal tipo de organização rural com predomínio do trabalho escravo.
2) Colônias de Povoamento no Canadá e norte dos Estados Unidos.
· Eram colônias que não ajudavam na balança comercial das metrópoles, pois os seus produtos eram semelhantes aos da metrópole. Portanto, o pacto colonial era mais fraco.
· Os colonos praticavam uma agricultura baseada no trabalho familiar em pequenas e médias propriedades (policultura).
· Era possível a existência de comércio interno e manufaturas.
· Havia um mercado interno em crescimento já que predominava o trabalho livre.
É muito importante que entendamos que o tipo de colonização introduzida no passado deixou marcas profundas até hoje, na economia e na sociedade das nações americanas. Isso está relacionado diretamente ao nível de desenvolvimento dessas nações.
Anexo 2 - Texto 2: A Expansão do Território Norte-Americano
Os Estados Unidos da América são uma república federativa composta por cinquenta estados e um distrito federal. Situa-se na região central da América do Norte, entre os oceanos Pacífico e Atlântico, fazendo fronteira com o Canadá ao norte e com o México ao sul. O estado do Alasca está no noroeste do continente e o estado do Havaí é um arquipélago vulcânico no Pacífico Central. O país também possui vários outros territórios, ilhas no Caribe e no Pacífico.
A expansão do território
Na passagem do século XVIII para o XIX, os Estados Unidos recém-independentes (1776), ainda formavam um pequeno país, que se estendia verticalmente entre o estado do Maine e a Flórida e, horizontalmente, entre a costa do Atlântico e o Mississipi. 
O início do século XIX descortinou uma agressiva política de expansão territorial, que ficou conhecida como "Marcha para o Oeste". Entretanto, a conquista do Oeste significou, para outros povos, o seu fim. Os indígenas foram brutalmente exterminados e seus territórios, tomados.
Antes mesmo da independência, os colonos americanos já cobiçavam as terras do Oeste, impedidas de serem colonizadas pela Lei do Quebec (1774), que proibia a ocupação de terras pelos colonos entre os montes Apalaches e o Mississipi. 
Após o processo de independência e da aprovação da Constituição que oficializava os EUA como um país, o presidente George Washington começou a incentivar a colonização das terras que estavam na faixa oeste do país, com a intenção de obter vantagens econômicas e políticas através da expansão territorial. Para atrair o interesse das pessoas, o governo americano passou a oferecer terras a preços baixíssimos. Paralelamente à ampliação de suas fronteiras, os EUA receberamdesses países enfrente crises econômicas periódicas. Cabe lembrar que a industrialização também não eliminou as enormes desigualdades sociais existentes nesses países e a dependência econômica estrangeira.
O México
Localizado na América do Norte, ao sul dos Estados Unidos, o México é cortado, no sentido norte-sul, por duas importantes cadeias montanhosas: Sierra Madre Ocidental e Sierra Madre Oriental. Grande parte de seu território é dominado por um planalto árido (inclusive na fronteira com os Estados Unidos), enquanto ao sul encontramos um clima tropica úmido.
Conta com um importante parque industrial e grande riqueza de recursos minerais (destaque para o petróleo), o que favoreceu sua industrialização, além, é claro, da entrada de capital estrangeiro, notadamente dos Estados Unidos. A partir dos anos 1960, instalaram-se na fronteira com os Estados Unidos indústrias multinacionais denominadas maquiladoras. Essas indústrias são empresas montadoras que aproveitam a mão de obra barata dos mexicanos e os incentivos fiscais e exportam o produto montado para os Estados Unidos, sobretudo automóveis, eletroeletrônicos e roupas.
Fonte: mundoeducacao.uol.com.br Acessado em: 04/09/2024
É notória a dependência econômica em relação aos Estados Unidos, país de destino da maior parte das exportações mexicanas (mais de 80%) e origem da maioria de suas importações. Para facilitar essa integração econômica, os dois países, junto com o Canadá, assinaram, em 1994, a criação do NAFTA.
A América Central Continental 
Do ponto físico, a América Central Continental é um istmo, ou seja, uma estreita faixa de terras que une a América do Norte à América do Sul. Apresenta um relevo montanhoso com inúmeros vulcões em atividade e constante atividade sísmica, já que a região resulta de um encontro de placas tectônicas. Embora estejam totalmente localizados na zona tropical do planeta, os países do istmo apresentam um clima que varia de acordo com a altitude. Em geral, temos três faixas climáticas: 
 clima tropical úmido nas baixas altitudes (tierras cálidas) 
 clima temperado nas altitudes intermediárias (tierras templadas) 
 clima frio de montanha nas partes mais altas (tierras frías) 
A produção agrícola está adaptada às faixas climáticas. Lembre-se que esses países têm uma economia primário-exportadora, destacando-se a produção de café, açúcar e frutas tropicais, sobretudo bananas. Há também uma forte dependência do mercado consumidor estadunidense.
A América Central Insular 
A América Central Insular é formada por um arco vulcânico de ilhas, no oceano Atlântico, onde se distinguem dois conjuntos: as Grandes Antilhas e as Pequenas Antilhas. A América Central Insular, especificamente a República Dominicana, foi a primeira porção de terras avistada por Cristóvão Colombo, em 1492. Foi aí fundado o primeiro núcleo de povoamento europeu em nome da Espanha, a cidade de São Domingos. Além dos espanhóis, chegaram também às Antilhas ingleses, franceses e holandeses, os quais fundaram suas respectivas colônias. Introduziram milhares de trabalhadores escravizados africanos nas plantations de açúcar e tabaco, o que explica o elevado percentual de afrodescendentes na população antilhana (no Haiti, por exemplo, a quase totalidade da população).
Cuba – um caso à parte 
Cuba, o maior dos países da América Central Insular, também é único país latino-americano que adotou o sistema socialista. A Revolução Cubana de 1959 depôs o ditador Fulgêncio Batista, apoiado pelos Estados Unidos, mudou completamente os rumos da história do país. O líder revolucionário Fidel Castro foi conduzido ao poder e o socialismo foi implantado na ilha.
"República de Cuba, ou simplesmente Cuba, é um país que possui um território com característica insular, está situado na América Central. Limita-se territorialmente a nordeste com Bahamas; a sudeste, com o Haiti; ao norte, com os Estados Unidos; ao sul, com a Colônia Britânica das Ilhas Caymans e a Jamaica."
"A economia cubana está bastante vinculada aos setores primários, por isso a economia é sustentada por produtos de origem agrícola, como cana-de-açúcar, tabaco, arroz, banana, laranja, e abacaxi. Incluindo ainda a pecuária, na qual se desenvolve a criação de bovinos, equinos, aves e suinos.
No extrativismo mineral, o país produz níquel, cobre, cromita e cobalto. O setor industrial não é diversificado, atua na indústria tradicional, como a fabricação de alimentos, bebidas, charutos, máquinas e produtos químicos.
A atividade econômica que mais cresce no país é o turismo, que tem uma grande participação no PIB nacional. Cuba atrai um elevado número de turistas em razão das belezas naturais, como as praias caribenhas.
Etnicamente, sua população é formada a partir da mistura de espanhóis e africanos, assim, apresenta 65,06% de brancos; 22,86%, mulatos; 9,08%, negros; 2% de asiáticos.
As leis cubanas oferecem liberdade de culto no país. Grande parte da população segue o cristianismo, sendo 38,8% católicos e 6,6% protestantes, além de 35,4% ateus, 17% da religião yoruba e outras 2,2%."
A América Andina
A América Andina é a região que se estende na Cordilheira dos Andes, na porção oeste do Continente Sul-Americano, desde a Venezuela até o Chile.
A região é formada por grandes cadeias de montanhas e planaltos de altitudes elevadas.
Compreende aproximadamente 7 500 quilômetros de extensão, com 300 quilômetros de largura e altitudes superiores a 7 000 metros.
Na América Andina estão localizados seis países chamados de países andinos, são eles:
· Venezuela
· Colômbia
· Equador
· Peru
· Bolívia
· Chile
A região concentra uma população de aproximadamente 144 milhões de habitantes, formada por índios, mestiços e brancos de origem espanhola.
A Cordilheira dos Andes possui formação geológica recente e apresenta vários vulcões com ocorrência de terremotos. Em alguns trechos deixa de formar uma cadeia montanhosa ramificando-se. É entre as ramificações que se encontram os planaltos de altitudes elevadas denominados altiplanos, e os vales.
O altiplano boliviano apresenta altitudes que variam entre 3 700 a 4 000 metros, possuindo temperaturas no inverno de -10°C e apresenta, de modo geral, características de área temperada fria. No entanto, esse altiplano localiza-se em plena área tropical da Terra. Os altiplanos bolivianos e peruanos constituem importante área de fixação do homem. Os Incas, por exemplo, desenvolveram seu império nesses altiplanos.
Os países andinos possuem economias diversificadas, mas de base mineral. Os vários minérios explorados são: petróleo, estanho, minério de ferro e de manganês, zinco, tungstênio, mercúrio, molibdênio, prata, carvão, gás natural, alumínio e ouro.
O petróleo é explorado na Venezuela, Peru, Equador e Colômbia. A Venezuela é o sexto maior produtor mundial, respondendo por 4,7% da produção.
No Peru o petróleo é explorado na Amazônia peruana e transportado até o litoral por oleodutos. No Equador, o petróleo é o principal produto de exportação. Na Colômbia, ele é explorado por várias empresas estrangeiras.
O Peru é o segundo produtor de prata do mundo, o terceiro de estanho, o quarto de chumbo e o quarto de zinco. Tem destaque entre os grandes produtores de pescado. Isso porque seu litoral é favorecido pela Corrente Marítima fria de Humboldt, com grande quantidade de plâncton, que favorece a concentração de grandes cardumes de peixes em suas águas.
A América Andina é formada por uma sociedade com grandes desníveis sociais, onde uma parcela significativa de sua população vive na pobreza.
O Chile se diferencia no conjunto por seus indicadores sociais. Isso porque o país possui a menor taxa de mortalidade infantil e a mais alta taxa de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
A maior parte da população está concentrada nos planaltos e nas regiões litorâneas. No Equador 80% da população vive nas áreas urbanas. No Chile 33% da população do país vive na capital, a cidade de Santiago.
As condições de trabalho nas minas de estanho da Bolívia, um de seus principais produtos de exportação são difíceis.Para suportar o trabalho nas profundezas da terra, o trabalhador mineiro masca folhas de coca. Sua esperança de vida é baixa, aos 30 ou 40 anos já apresentam problemas pulmonares. Um dos grandes problemas sociais é o tráfico de drogas. Acredita-se que o aumento da área plantada de coca e do número de pessoas que se dedicam a essa atividade, na Bolívia, no Peru e na Colômbia, está intimamente relacionado com o agravamento das condições sociais de boa parte da população.
Fonte: mundoeducacao.uol.com.br Acessado em: 04/09/2024
A América Platina
Região banhada pela bacia hidrográfica do rio Prata
A América Platina é composta por Argentina, Paraguai e Uruguai - países localizados na região sul da América do Sul e que são banhados pelos rios que formam a bacia hidrográfica Platina. Os rios essenciais para formação dessa bacia muito significativa para a América do Sul são: Paraná, Paraguai, Uruguai.
Esses territórios possuem um elo desde a era colonial, isso porque já fizeram parte da mesma administração política. 
Esses países têm também, em comum, a característica de que são banhados pelos rios que constituem a bacia hidrográfica do rio Prata. A América Platina possui cerca de 3.351.055 quilômetros quadrados, correspondendo a aproximadamente 18% de todo o território da América do Sul.
A Argentina faz fronteira com o Chile. Possui a maior altitude do relevo sul-americano, o pico Aconcágua – montanha mais alta fora da Ásia, com 6.962 metros. Existem grandes variações climáticas na América Platina: ao norte, o clima tropical é predominante, na região do Gran Chaco – uma das principais regiões geográficas da América do Sul, de cerda de 1.280.000 km² – o clima é seco, associado à vegetação xerófila.
Já ao sul, na região dos Pampas – território natural e pastoril de planícies com coxilhas cobertas por campos, situadas no sul do continente sul-americano – caracteriza-se o clima temperado por causa da vegetação rasteira.
As sub-bacias dos rios Paraná, Paraguai e Uruguai e seus afluentes formam a bacia hidrográfica do rio Prata. A bacia do Prata, ou Platina, estende- se pelo Brasil, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai.
A maior parte da população da América Platina, principalmente da Argentina e do Uruguai, é branca e de origem europeia. Isso se deve ao fato de que houve, entre o fim do século XIX e começo do XX, um fluxo migratório de espanhóis e italianos muito intensos. Já no Paraguai, os mestiços e ameríndios são predominantes.
Existe uma performance bastante variada na economia da América Platina. Os três países possuem uma economia forte, baseada na agricultura e pecuária. A Argentina se destaca pela criação de bovinos e ovinos e também pelo cultivo de trigo.
Já o Uruguai, na região dos Pampas, acontece a criação de bovinos e ovinos, produção de carnes e lavouras de milho e trigo. O Paraguai tem as suas principais regiões agrícolas situadas ao leste do rio Paraguai. Nessas áreas são cultivados produtos variados, essencialmente algodão e soja.
O país mais industrializado da América Platina é a Argentina, sua indústria se concentra na capital Buenos Aires e nas cidades de Córdoba e Rosário. A capital do Uruguai, Montevidéu, comporta a maior parte das indústrias, com produção baseada nos setores alimentício e têxtil.
O processo de industrialização do Paraguai é muito restrito, consolidando-se basicamente através da produção alimentícia. O turismo possui uma importância primordial para a economia dessas três nações. O Brasil, em conjunto com Argentina, Paraguai e Uruguai, forma o Mercado Comum do Sul (Mercosul) – o bloco econômico mais significativo da América do Sul.
SEQUÊNCIA DIDÁTICA 9º ANO
	PROFESSSOR:
	COMPONENTE CURRICULAR:
Geografia 
	ANO:
9º ano
	AULAS PREVISTAS:
6h/aulas
	OBJETIVOS/CAPACIDADES (Competências amplas do componente)
	Analisar a importância da produção agropecuária na sociedade urbano-industrial ante o problema da desigualdade mundial de acesso aos recursos alimentares e à matéria-prima. 
	CONTEÚDOS 
(O que é preciso ensinar explicitamente ou criar condições para que os alunos aprendam e desenvolvam as capacidades)
	HABILIDADES
	OBJETOS DE CONHECIMENTOS
	Reconhecimento e análise das mudanças e das transformações técnicas e científicas que trouxeram ao mundo rural aumento significativo da produção agropecuária na sociedade urbano-industrial, mas que esse aumento de produção não se traduziu em extinção da fome, redução da desigualdade social etc.
	O aumento da produção agropecuária e as desigualdades de acesso ao alimento.
	DESENVOLVIMENTO DAS ATIVIDADES
(Descrição de situações de ensino e aprendizagem para desenvolver as habilidades)
Descritores
Língua Portuguesa
D1 – Localizar informações explícitas em um texto.
D3 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
D5 – Interpretar texto com o auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, fotos, etc.)
Situação de Aprendizagem 1 – Acolhida
Comece a aula com um breve vídeo inspirador: 
Dica de vídeo: 
https://www.youtube.com/watch?v=bhrxz6kq7qA
Reflexão:
Leve os alunos a refletirem a partir dos seguintes questionamentos: 
a) Analise a metáfora da ponte mencionada no vídeo. O que ela representa em relação aos desafios e sonhos que enfrentamos na vida?
b) Justifique a importância de acreditar em nossos sonhos, conforme mencionado no vídeo. Como essa crença pode impactar nossas ações e decisões diárias?
Incentive a participação ativa, mas respeite se alguns alunos preferirem não compartilhar seus objetivos pessoais, você também pode anunciar antes que são perguntas retóricas.
Situação de Aprendizagem 2 – Problematização
O objetivo desta atividade é refletir sobre o senso de justiça, que não está relacionado apenas aos sentimentos morais, mas também com atitudes como a confiança mútua e o afeto.
Enfatize a importância do tema, relacionando-o com situações do cotidiano dos alunos. Pode mencionar, por exemplo, as notícias sobre a fome e a miséria no Brasil e no mundo e como afeta principalmente os mais pobres, e a falta de oportunidades de estudo e trabalho para essas pessoas.
Projete a imagem a seguir, e passe a explorar a percepção dos alunos a partir de questionamentos.
O abutre e a menina: a história de uma foto histórica
Fonte: www.cafehistoria.com.br. Acessado em: 05/09/2024
a) A foto representa não apenas a fome, mas também as desigualdades e a indiferença global diante da miséria em certas regiões. O que essa imagem provoca em você?
b) Ao observar essa imagem, surge a questão da responsabilidade coletiva: quem deve ser responsabilizado pelo sofrimento retratado na foto? Como governos, organizações internacionais e a sociedade civil podem agir para prevenir situações como essa, tanto no Brasil como no mundo?
c) Fotos como "O Abutre e a Menina" têm o poder de sensibilizar e mobilizar a sociedade. No entanto, muitas vezes, essas imagens chocantes não resultam em mudanças concretas. O que pode ser feito para transformar a indignação causada por essas imagens em ações efetivas que combatam a fome e a miséria?
	
	Professor (a), estamos deixando de sugestão de leitura para você sobre a foto:
https://www.cafehistoria.com.br/o-abutre-e-a-menina-a-historia-de-uma-foto-historica/
Situação de Aprendizagem 3 – Leitura colaborativa
Antes da leitura
Antes da leitura é o momento de utilizar estratégias para chamar a atenção do aluno para o tema do texto. Para suscitar a curiosidade em relação ao tema e fazer o resgate dos conhecimentos prévios dos alunos, lance os seguintes questionamentos: 
a) Nesse exato momento, vocês estão com fome? 
b) O que é a fome? 
c) Há diferença entre a fome que sentimos antes do almoço, por exemplo, e aquela fome que pode levar uma pessoa à morte? 
d) Como uma pessoa morre de fome? 
e) Por que existem pessoas que morrem de fome? 
Permita que os alunos exponham suas opiniões livremente. É importante que suas falas não sejam interrompidas, mesmo que se levantem hipóteses inverídicas. Lembre-se de que se trata apenas de apontamentos iniciais, que poderão ser confirmados ou desmentidos no desenvolvimentoda aula.
Durante a leitura
Esse é o momento em que o aluno terá contato efetivo com o texto. A intervenção do professor é indispensável, pois é através dos direcionamentos que os alunos irão construir informações, que possibilitarão uma melhor compreensão do texto.
Disponibilize o texto impresso para os alunos e esclareça que a leitura será feita de forma colaborativa, na qual o professor conduzirá os participantes, efetuando pausas e, nesses momentos, haverá perguntas para interação entre o professor e a turma.
A seguir, o texto.
Expansão Agropecuária e a Contradição do Acesso: Desigualdades na Distribuição de Alimentos
Nas últimas décadas, a expansão agropecuária tem sido um dos principais motores de crescimento econômico em diversas partes do mundo. Tecnologias avançadas, como o uso de sementes geneticamente modificadas, irrigação controlada e máquinas de alta eficiência, permitiram um aumento significativo na produção de alimentos. Países como o Brasil, os Estados Unidos e a China se destacam na produção de grãos, carne e outros alimentos essenciais. No entanto, essa expansão agrícola traz consigo uma grande contradição: por que, mesmo com o aumento da produção, milhões de pessoas ainda passam fome?
O problema não é a produção, é o acesso
Hoje, o planeta produz comida suficiente para alimentar toda a população mundial, mas a fome continua sendo uma realidade para milhões. O problema não está apenas na quantidade de alimentos produzidos, mas em como esses alimentos são distribuídos e no acesso a eles. Ou seja, produzir mais não resolve automaticamente o problema da fome, especialmente quando essa produção está concentrada nas mãos de grandes empresas e voltada, muitas vezes, para a exportação e o lucro, e não para alimentar as populações locais.
	Pausa
	1. Qual foi o impacto da expansão agropecuária nas últimas décadas e como as tecnologias avançadas contribuíram para o aumento da produção de alimentos?
R: Nas últimas décadas, a expansão agropecuária tem sido um dos principais motores de crescimento econômico em diversas partes do mundo. Tecnologias avançadas, como o uso de sementes geneticamente modificadas, irrigação controlada e máquinas de alta eficiência, permitiram um aumento significativo na produção de alimentos.
2. Por que a fome ainda é uma realidade para milhões de pessoas, mesmo com a produção global de alimentos sendo suficiente para toda a população? P.E.: Grifem esse trecho no texto.
R: Hoje, o planeta produz comida suficiente para alimentar toda a população mundial, mas a fome continua sendo uma realidade para milhões. O problema não está apenas na quantidade de alimentos produzidos, mas em como esses alimentos são distribuídos e no acesso a eles.
Continuando o texto...
Em muitos países em desenvolvimento, como os da África e da América Latina, existe uma produção agrícola significativa, mas ao mesmo tempo altos índices de fome. Isso ocorre porque grande parte dessa produção é destinada ao mercado externo, para países ricos, em vez de ser utilizada para garantir a segurança alimentar das populações mais pobres. Isso gera uma contradição: há alimentos disponíveis, mas muitas pessoas não têm condições de comprá-los ou de produzi-los em quantidade suficiente.
Desigualdade na posse da terra
Outro fator que contribui para a fome e a falta de acesso ao alimento é a concentração de terras. Em muitos países, as terras mais férteis estão nas mãos de grandes proprietários ou corporações multinacionais, que produzem em larga escala. Pequenos agricultores, por outro lado, muitas vezes têm acesso a áreas menores e com menos recursos, o que limita sua capacidade de produção.
Esses pequenos agricultores são responsáveis por uma parte significativa da produção de alimentos básicos, como feijão, arroz e mandioca, que são essenciais para a alimentação das populações mais pobres. No entanto, sem acesso a crédito, tecnologia e insumos agrícolas de qualidade, esses produtores acabam sendo marginalizados. Esse modelo de concentração de terras e recursos cria um ciclo de pobreza e desigualdade, onde os mais ricos ficam mais ricos, e os mais pobres enfrentam dificuldades crescentes para garantir sua sobrevivência.
	Pausa
	3. Por que países em desenvolvimento com produção agrícola significativa, como os da África e América Latina, ainda enfrentam altos índices de fome?
R: Em muitos países em desenvolvimento, como os da África e da América Latina, existe uma produção agrícola significativa, mas ao mesmo tempo altos índices de fome. Isso ocorre porque grande parte dessa produção é destinada ao mercado externo, para países ricos, em vez de ser utilizada para garantir a segurança alimentar das populações mais pobres.
4. Qual é a contradição relacionada à disponibilidade de alimentos e o acesso da população a eles?
R: Isso gera uma contradição: há alimentos disponíveis, mas muitas pessoas não têm condições de comprá-los ou de produzi-los em quantidade suficiente.
5. De acordo com o texto qual é outro fator que contribui para a fome e a dificuldade de acesso a alimentos?
R: Outro fator que contribui para a fome e a falta de acesso ao alimento é a concentração de terras.
6. Quem são os principais detentores das terras mais férteis em muitos países e como isso impacta a produção agrícola? P.E.: Grifem esse trecho no texto.
R: Em muitos países, as terras mais férteis estão nas mãos de grandes proprietários ou corporações multinacionais, que produzem em larga escala.
Continuando o texto...
Impactos ambientais da expansão agropecuária
A expansão da agropecuária também tem um impacto direto sobre o meio ambiente. A conversão de florestas e outros ecossistemas naturais em áreas agrícolas resulta em desmatamento, perda de biodiversidade e aumento das emissões de gases de efeito estufa. Isso agrava a crise climática, que, por sua vez, afeta diretamente as populações mais vulneráveis, especialmente aquelas que dependem de um ambiente saudável para sua subsistência, como comunidades indígenas e pequenos agricultores.
Um exemplo claro disso é a Amazônia, onde vastas áreas de floresta estão sendo desmatadas para dar lugar a pastagens e plantações de soja, destinadas principalmente à exportação. O desmatamento não apenas contribui para as mudanças climáticas, como também prejudica as comunidades locais, que perdem suas fontes de alimento e água, e aumenta os conflitos por terra.
	Pausa
	7. Como a expansão da agropecuária impacta o meio ambiente e quais são as consequências para as populações mais vulneráveis? 
R: A expansão da agropecuária também tem um impacto direto sobre o meio ambiente. A conversão de florestas e outros ecossistemas naturais em áreas agrícolas resulta em desmatamento, perda de biodiversidade e aumento das emissões de gases de efeito estufa. Isso agrava a crise climática, que, por sua vez, afeta diretamente as populações mais vulneráveis, especialmente aquelas que dependem de um ambiente saudável para sua subsistência, como comunidades indígenas e pequenos agricultores.
Continuando o texto...
O que podemos fazer?
Diante desses desafios, é fundamental repensar o atual modelo de produção de alimentos. Precisamos de alternativas que não apenas aumentem a produção, mas que também garantam uma distribuição mais justa e sustentável dos recursos. Uma dessas alternativas é a agroecologia, um modelo de agricultura que combina práticas tradicionais com inovações tecnológicas, respeitando o meio ambiente e promovendo a justiça social. A agroecologia valoriza os pequenos produtores, promove o uso sustentável dos recursos naturais e fortalece as economias locais.
Além disso, é importante que os governos adotem políticas públicas que garantam o acesso universal aos alimentos e incentivem a agricultura familiar. Medidas como o fortalecimento de mercados locais, o combate ao desperdício de alimentos e a criação de programas de distribuição de alimentos para populações em situação de vulnerabilidade são essenciais para reduzir as desigualdades no acesso ao alimento.
Em resumo, o problema da fome não pode sere as etapas antes, durante e depois da leitura são essenciais para sua prática pedagógica.
Situação de Aprendizagem 1 – Acolhida “A árvore dos desejos”
Esta atividade promoverá a reflexão sobre ações individuais e coletivas que podem ser feitas para preservar o meio ambiente. Converse sobre o momento que estamos passando (seca dos rios, muita fumaça, ausência das chuvas, ausência do azul celeste, e calor excessivo). 
A atividade pode ser feita de forma individual ou em grupos.
Passo 1 – Entregue aos alunos (ou grupos) folhas de papel colorido, em que cada um deverá escrever um desejo que gostaria de ver realizado relacionado ao meio ambiente. 
Passo 2 - Depois de pensarem o seu desejo, os alunos devem desenhar um pequeno símbolo que represente esse desejo. 
Passo 3 – O professor deve colocar na parede o tronco de uma árvore, que pode ser desenhado em um papel madeira.
Passo 4 - Ao final, cada um (aluno ou grupo) irá "plantar" sua árvore, colando as folhas no cartaz que simula uma árvore.
Ao término da atividade, escolha alguns alunos ou grupos para apresentar sua árvore e explicar os desejos escritos nas folhas. O professor pode fazer perguntas direcionadas para estimular a discussão: "Como podemos transformar esses desejos em ações concretas?" ou "Quais atitudes diárias podemos adotar para cuidar do nosso planeta?". Essa troca de ideias ajudará os alunos a entenderem a importância de fazerem análise críticas diante de uma situação concreta, de trabalharem em grupos e de todos se unirem em prol de um objetivo comum, proteger o meio ambiente.
Reflexão: Leve os alunos a refletirem que o momento que estamos vivendo de mudanças climáticas é resultado das nossas ações. Que uma árvore derrubada e um lixo queimado têm consequências (individuais ou coletivas), a curto ou a longo prazo. 
Fonte: https://www.teachy.com.br/ai-tools-repository/classroom-dynamics-generator Acessado em 16|09|2024.
Situação de Aprendizagem 2 – Problematização
Utilize o vídeo: "A História das Coisas". Comece esse momento perguntando aos alunos: 
a) Vocês já ouviram falar em aquecimento global?
b) E mudanças climáticas? 
c) Que ações humanas têm contribuído para as mudanças no clima?
Lembrete: Explique que aquecimento global é o aumento das temperaturas médias do planeta ao longo dos últimos tempos, o que em tese, é causado pelas práticas humanas; mudanças climáticas são as variações que ocorrem no clima ao longo do tempo. Isso inclui mudanças na temperatura, na quantidade de chuva e nos ventos.
Comente que a partir de agora assistirão a um vídeo relacionado com as questões climáticas, "A História das Coisas". Cujo objetivo é mostrar como o ciclo de produção e consumo impacta o meio ambiente e a sociedade.
Explique que o vídeo faz uma crítica ao modelo atual de produção e consumo, destacando a relação entre o uso de recursos naturais, a geração de resíduos e os impactos ambientais.
Vídeo resumido: https://www.youtube.com/watch?v=SIDSydt3yzA
Vídeo completo: https://www.youtube.com/watch?v=DfG6MFLZ-VQ 
São duas opções de vídeo, um completo (21min) e outro resumido (8min). Oriente os alunos a prestarem atenção, especialmente nas partes que abordam a extração de recursos, a produção, a distribuição, o consumo e o descarte. Peça a eles que reflitam sobre como cada uma dessas etapas afeta o meio ambiente."
Essa orientação ajudará a garantir que os alunos fiquem atentos aos aspectos ambientais tratados no vídeo e que possam fazer conexões críticas entre as diferentes fases dos processos e seu impacto no clima e na natureza.
Discussão após o vídeo:
Após a exibição, proponha as seguintes questões para os alunos:
a) Como as etapas do ciclo de produção e consumo contribuem para problemas como a poluição, o aquecimento global e a degradação ambiental?
b) Quais são as possíveis soluções ou alternativas para reduzir esses impactos negativos?
Conclusão:
Finalize esse momento reforçando a importância de práticas sustentáveis e do consumo consciente para minimizar os impactos negativos no clima e no ambiente.
Incentive os alunos a refletirem sobre suas próprias práticas de consumo e como elas podem ser modificadas para contribuir positivamente para o meio ambiente, relembre o momento de acolhida da aula anterior.
Situação de Aprendizagem 3 – Recomposição da aprendizagem
	
	Professor (a), para uma melhor compreensão dessa habilidade é importante fazer uma retomada de habilidades do 2º bimestre relacionadas aos objetos de conhecimentos “o tempo atmosférico e os padrões climáticos.”, você pode fazer uso de esquemas, figuras em slides ou impressa, ou mapas.
Relembre que as ZONAS TÉRMICAS do planeta, são essenciais para o entendimento do clima da Terra. Faça as devidas anotações e ou esquematizações no quadro branco, mais ou menos como na imagem abaixo.
Fonte: https://www.ostiposde.com/tipos-de-zonas-termicas-da-terra/. Acesso em 07|08|2024.
Inicie a retomada perguntando aos alunos “como o tempo está hoje?”. Espera-se que eles respondam que o dia está nublado ou ensolarado; quente, frio ou ameno. Com probabilidades de chuva ou com o céu limpo. Etc. 
Com o auxílio de um projetor siga mostrando as imagens da incidência do sol sobre a terra e as zonas climáticas da terra.
As Zonas Térmicas ou Climáticas da Terra - São áreas do planeta divididas conforme a incidência dos raios solares e a distribuição de calor sobre a superfície terrestre.
Os fatores que condicionam seu estabelecimento são o formato e a inclinação do eixo da Terra, e seu movimento em torno do Sol.
Fonte: https://www.ostiposde.com/tipos-de-zonas-termicas-da-terra/. Acesso em 07|08|2024.
"A delimitação das zonas térmicas se dá por meio dos principais paralelos em que o planeta se divide, e ocorre de forma semelhante no Hemisfério Norte e no Hemisfério Sul."
Quanto mais próximo da Linha do Equador, mais perpendiculares são os raios solares e maior a incidência de calor.
Fonte:https://www.suportegeografico.com/2023/03/as-zonas-termicas-da-terra.html. Acesso em07|08|2024
Por fim, pergunte aos alunos por que é comum ouvirmos falar sobre PREVISÃO DO TEMPO e não PREVISÃO DO CLIMA. (Espera-se que os alunos sejam capazes de responder esse questionamento ao final da aula). Chame a atenção dos alunos para a imagem abaixo.
Fonte: Feito no Canva para uso didático.
Finalize esse momento de retomada levando os alunos a entenderem que existe diferenças entre Tempo e Clima.
Tempo: Refere-se ao estado momentâneo das condições atmosféricas de um local em um determinado momento, podendo mudar rapidamente. Exemplo: "Como está o tempo hoje?".
Clima: Diz respeito a condições duradouras da atmosfera, representando um padrão geral das condições meteorológicas ao longo de aproximadamente 30 anos, incluindo variações de temperatura, umidade e pressão atmosférica.
Situação de Aprendizagem 4 – Leitura
	
	Professor (a), nesse momento serão trabalhados os descritores de Língua Portuguesa: D4 – Inferir uma informação implícita em um texto e D5 – Interpretar texto com o auxílio de material gráfico diverso. Além das estratégias de leitura.
Antes da Leitura
A finalidade desse momento é despertar a atenção do aluno para o texto que será lido. Inicie escrevendo o título do texto no quadro “Dinâmica climática e a interferência das práticas humanas” e pergunte a turma: 
a) O que vocês entendem ao ler essa frase;
b) O que essa frase tem a ver com o que já vimos na acolhida e no filme que vocês assistiram?
Durante a leitura
Esse é o momento em que o aluno terá contato com o texto. A intervenção do professor é indispensável, pois é através dos direcionamentos, que os alunos irão construir informações que possibilitarão uma melhor compreensão textual. O texto a seguir estão com destaques sugestivos para a condução da leitura colaborativa
Distribua uma cópia do texto e informe que agora vão fazer uma leitura colaborativa, conduzida pelo professor. Durante a leitura pausas serão efetuadas e, nesses momentos, haverá perguntas para interação entre o professor e a turma. 
Texto 1 - Dinâmica climática e a interferência dasresolvido apenas com o aumento da produção. Precisamos de uma transformação estrutural que inclua a redistribuição de recursos, a proteção do meio ambiente e a promoção da justiça social. Somente assim será possível garantir que todos tenham acesso aos alimentos necessários para uma vida digna, sem que o meio ambiente seja destruído no processo.
Adaptados para fins didáticos.
	Pausa
	8. O que é a agroecologia e como ela pode contribuir para uma produção agrícola mais justa e sustentável? P.E.: Grifem esse trecho no texto.
R: alternativas que não apenas aumentem a produção, mas que também garantam uma distribuição mais justa e sustentável dos recursos. Uma dessas alternativas é a agroecologia, um modelo de agricultura que combina práticas tradicionais com inovações tecnológicas, respeitando o meio ambiente e promovendo a justiça social.
Depois da leitura
Agora é o momento de utilizar estratégias para que o aluno sistematize o que aprendeu com o texto. Após a leitura, faça o questionamento abaixo e solicite que os alunos registrem a resposta no caderno.
Pergunta: Como a distribuição desigual de alimentos afeta a segurança alimentar em regiões onde a fome é uma realidade, e quais estratégias podem ser implementadas para garantir que todos tenham acesso aos recursos alimentares necessários?
Resposta esperada: A distribuição desigual de alimentos é um dos principais fatores que agravam a insegurança alimentar em muitas regiões do mundo. Mesmo com a capacidade de produzir alimentos suficientes para toda a população global, a falta de acesso e a má distribuição significam que milhões de pessoas ainda enfrentam a fome. Essa situação se deve a vários fatores, como a priorização da produção para exportação, a concentração de terras nas mãos de grandes proprietários e a ausência de políticas públicas eficazes que promovam a justiça social.
Para garantir que todos tenham acesso aos recursos alimentares necessários, algumas estratégias podem ser implementadas:
· Fortalecimento da Agricultura Familiar: Apoiar pequenos agricultores com acesso a crédito, tecnologia e mercados pode aumentar a produção local e garantir que os alimentos cheguem às comunidades que mais precisam.
· Desenvolvimento de Sistemas de Distribuição Justos: Criar redes de distribuição que priorizem as necessidades locais, reduzindo a dependência de grandes corporações e promovendo mercados locais.
· Educação e Conscientização: Promover campanhas educativas sobre a importância do consumo consciente e do desperdício alimentar pode ajudar a mobilizar a sociedade em torno da questão da fome.
· Políticas Públicas e Ações Governamentais: Implementar políticas que garantam a segurança alimentar, como programas de assistência alimentar e subsídios para produtos essenciais, pode ajudar a mitigar a fome.
· Agroecologia e Práticas Sustentáveis: Incentivar práticas agrícolas que respeitem o meio ambiente e promovam a justiça social pode garantir uma produção mais equitativa e sustentável.
Situação de Aprendizagem 3 – Atividades 
	
	Professor (a), abaixo estão ideias de atividades extras que podem ser realizadas em sala.
Sugestão de atividade 1: Jogo: "Corrida pela Comida"
Descrição
"Corrida pela Comida" é um jogo educativo que explora o tema da expansão agropecuária e a contradição do acesso à alimentação, destacando as desigualdades na distribuição de alimentos. Através da simulação de um mercado, os alunos irão competir para adquirir recursos e entender como a produção agropecuária impacta a distribuição e o acesso aos alimentos, promovendo discussões sobre justiça social e sustentabilidade.
Materiais Necessários
· Quadro branco ou grande papel kraft
· Marcadores coloridos
· Cartões (pode ser papel cortado em retângulos)
· Fichas de papel (pode ser papel cortado em pequenos quadrados)
· Canetas ou lápis
· Réguas ou fita métrica para demarcar áreas
· Cronômetro ou celular para controle do tempo
Setup do Jogo
· Preparação do Quadro: Divida o quadro ou o papel kraft em duas partes: "Produção" e "Mercado". Na parte de produção, desenhe três setores para diferentes tipos de produtos agropecuários (ex: grãos, hortas, carnes).
· Criação dos Cartões: Elabore cartões representando diferentes produtos agropecuários e serviços (ex: milho, tomate, carne, transporte, armazenamento). Prepare também cartões com desigualdades como "Escassez de água" ou "Aumento de preços".
· Fichas: As fichas representarão a moeda do jogo. Digite quantidades diferentes de fichas, que ilustrarão o poder de compra de cada jogador.
· Definição dos Grupos: Divida a turma em grupos de quatro a seis alunos. Cada grupo terá um nome de produto (ex: "Grãos", "Verdes", "Carnes").
· Cronômetro: Prepare um cronômetro para controlar o tempo das rodadas do jogo.
Como Jogar
· Início do Jogo: Cada grupo começa com um número pequeno de fichas, que representam seu capital inicial. Explique a importância de cada produto na produção agropecuária e as desigualdades que podem enfrentar ao longo do jogo.
· Rodadas de Compras: O jogo terá 3 rodadas de compras. Cada rodada terá um tempo limitado (5 a 10 minutos).
· Durante a rodada, os grupos podem escolher comprar produtos agropecuários ou serviços que ajudem a melhorar sua produção, gastando fichas.
· Eles podem optar por "investir" em diferentes setores de produção e debater entre si sobre o que é melhor para maximizar seus lucros.
· Eventos Aleatórios: Após cada rodada, sorteie um cartão de eventos aleatórios que trazem desigualdades (ex: "Diminuição da produção" ou "Aumento da demanda"). Cada evento afetará a produção de todos, causando mudanças no acesso aos alimentos.
· Vendas: Após cada rodada, os grupos devem calcular quanto de cada produto conseguiram produzir e como podem vender isso no "mercado". Eles podem negociar entre si, trocando produtos ou comprando mais fichas.
· Final do Jogo: Após as três rodadas, cada grupo deve calcular o total de produtos disponíveis, valor-lucro ou prejuízo. A discussão final vai girar em torno das condições de cada grupo: quem teve mais acesso às "compras", como a desigualdade impactou suas estratégias e o que aprenderam sobre a distribuição de alimentos.
Conclusão
Ao final do jogo, promova um debate com os alunos, incentivando-os a refletir sobre as desigualdades na distribuição de alimentos e como a agropecuária pode influenciar essa situação. Esta atividade promove não apenas o aprendizado sobre o tema, mas também habilidades de negociação e trabalho em equipe.
Sugestão de atividade 2: Debate em grupos 
Preparação da Aula
· Escolha a data e a duração da atividade (uma ou duas aulas).
· Prepare materiais de apoio (artigos, vídeos, dados estatísticos) sobre a expansão agropecuária e suas consequências.
Divisão dos Grupos
· Divida a turma em grupos pequenos (4 a 6 alunos).
· Atribua um papel a cada grupo:
· Grupo 1: Produtores
· Grupo 2: Consumidores
· Grupo 3: Ambientalistas
· Grupo 4: Distribuidores/Comerciantes
· Grupo 5: Governantes (políticas públicas)
Instruções para Pesquisa
· Explique os objetivos da atividade e a importância de cada perspectiva.
· Forneça orientações sobre o que pesquisar (impactos da expansão agropecuária, acesso à alimentação, desigualdades, etc.).
· Estabeleça um tempo limite para a pesquisa (cerca de 30-40 minutos).
Desenvolvimento das Apresentações
· Após a pesquisa, cada grupo deve organizar suas ideias e preparar uma apresentação de 5-10 minutos sobre sua perspectiva.
· Sugira que usem cartazes, slides ou outros recursos visuais.
Realização do Debate
· Cada grupo apresenta sua perspectiva na ordem que você decidir (pode ser aleatória ou em formato de painel).
· Após cada apresentação, abra espaço para perguntas e discussões, incentivando os alunos a interagirem entre si.
Reflexão e Conclusão
· Após o debate, conduza uma reflexão final. Pergunte aos alunos:
· O que aprenderam com as diferentes perspectivas?
· Como isso altera a percepção sobre a expansão agropecuária e o acesso à alimentação?
· Peça que escrevam uma breve reflexão individual sobre o que consideram mais importante.Avaliação
Avalie a participação de cada grupo, a clareza das apresentações e a qualidade das interações durante o debate. Considere também a reflexão final dos alunos.
	VALORES ATITUDINAIS ENVOLVIDOS NAS ATIVIDADES
(O que se espera que o aluno desenvolva a partir das atividades/situações propostas)
	INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO
(Mecanismos mais adequados para avaliar a evolução da aprendizagem)
	RECURSOS
(Meios necessários para o desenvolvimento das atividades/situações propostas)
	· Interesse em aprender;
· Saber ouvir aguardando sua vez;
· Conhecer e compreender normas de boa convivência;
· Respeito.
	· Ficha de leitura;
· Perguntas sobre o texto;
· Registro das respostas dos alunos.
	· Livros, textos impressos, slides, globo terrestre, mapas, internet, computador, data-show.
	REFERÊNCIAS
	ACRE. Secretaria de Estado de Educação Cultura e Esporte. Proposta de Plano de Curso do Ensino Fundamental Anos Finais, 2024.
ACRE. Secretaria de Estado de Educação Cultura e Esporte. Proposta de Plano de Curso do Ensino Fundamental Anos Finais, 2023.
CENSO AGROPECUÁRIO 2006. Censo agropecuário 2006 – segunda apuração. Disponível em: https://sidra.ibge.gov.br/pesquisa/censo-agropecuario/censo-agropecuario-2006/segunda-apuracao Acesso em: 03/09/2024.
FRANCISCO, H. Globalização, cultura e território: o Brasil no novo milênio. Espaço & 
Economia. 2017. 13 p.
SANTOS, M. Por uma outra globalização. 6 ed. Rio de Janeiro: 2001. 83 p.
SANTOS, M; SOUZA, M. A. A; SILVEIRA, M. L. Território - Globalização e 
Fragmentação. 4º ed. São Paulo: HUCITEC, 1998. 332 p.
SAUER. Sérgio; BORRAS JÚNIOR. Saturnino. ‘LAND GRABBING’ e ‘GREEN GRABBING’: Uma leitura da ‘corrida na produção acadêmica’ sobre a apropriação global de terras. CAMPO-TERRITÓRIO: revista de geografia agrária. Edição especial, p. 6-42, jun., 2016.
ANEXOS
Anexo 1 - Texto
Expansão Agropecuária e a Contradição do Acesso: Desigualdades na Distribuição de Alimentos
Nas últimas décadas, a expansão agropecuária tem sido um dos principais motores de crescimento econômico em diversas partes do mundo. Tecnologias avançadas, como o uso de sementes geneticamente modificadas, irrigação controlada e máquinas de alta eficiência, permitiram um aumento significativo na produção de alimentos. Países como o Brasil, os Estados Unidos e a China se destacam na produção de grãos, carne e outros alimentos essenciais. No entanto, essa expansão agrícola traz consigo uma grande contradição: por que, mesmo com o aumento da produção, milhões de pessoas ainda passam fome?
O problema não é a produção, é o acesso
Hoje, o planeta produz comida suficiente para alimentar toda a população mundial, mas a fome continua sendo uma realidade para milhões. O problema não está apenas na quantidade de alimentos produzidos, mas em como esses alimentos são distribuídos e no acesso a eles. Ou seja, produzir mais não resolve automaticamente o problema da fome, especialmente quando essa produção está concentrada nas mãos de grandes empresas e voltada, muitas vezes, para a exportação e o lucro, e não para alimentar as populações locais.
Em muitos países em desenvolvimento, como os da África e da América Latina, existe uma produção agrícola significativa, mas ao mesmo tempo altos índices de fome. Isso ocorre porque grande parte dessa produção é destinada ao mercado externo, para países ricos, em vez de ser utilizada para garantir a segurança alimentar das populações mais pobres. Isso gera uma contradição: há alimentos disponíveis, mas muitas pessoas não têm condições de comprá-los ou de produzi-los em quantidade suficiente.
Desigualdade na posse da terra
Outro fator que contribui para a fome e a falta de acesso ao alimento é a concentração de terras. Em muitos países, as terras mais férteis estão nas mãos de grandes proprietários ou corporações multinacionais, que produzem em larga escala. Pequenos agricultores, por outro lado, muitas vezes têm acesso a áreas menores e com menos recursos, o que limita sua capacidade de produção.
Esses pequenos agricultores são responsáveis por uma parte significativa da produção de alimentos básicos, como feijão, arroz e mandioca, que são essenciais para a alimentação das populações mais pobres. No entanto, sem acesso a crédito, tecnologia e insumos agrícolas de qualidade, esses produtores acabam sendo marginalizados. Esse modelo de concentração de terras e recursos cria um ciclo de pobreza e desigualdade, onde os mais ricos ficam mais ricos, e os mais pobres enfrentam dificuldades crescentes para garantir sua sobrevivência.
Impactos ambientais da expansão agropecuária
A expansão da agropecuária também tem um impacto direto sobre o meio ambiente. A conversão de florestas e outros ecossistemas naturais em áreas agrícolas resulta em desmatamento, perda de biodiversidade e aumento das emissões de gases de efeito estufa. Isso agrava a crise climática, que, por sua vez, afeta diretamente as populações mais vulneráveis, especialmente aquelas que dependem de um ambiente saudável para sua subsistência, como comunidades indígenas e pequenos agricultores.
Um exemplo claro disso é a Amazônia, onde vastas áreas de floresta estão sendo desmatadas para dar lugar a pastagens e plantações de soja, destinadas principalmente à exportação. O desmatamento não apenas contribui para as mudanças climáticas, como também prejudica as comunidades locais, que perdem suas fontes de alimento e água, e aumenta os conflitos por terra.
O que podemos fazer?
Diante desses desafios, é fundamental repensar o atual modelo de produção de alimentos. Precisamos de alternativas que não apenas aumentem a produção, mas que também garantam uma distribuição mais justa e sustentável dos recursos. Uma dessas alternativas é a agroecologia, um modelo de agricultura que combina práticas tradicionais com inovações tecnológicas, respeitando o meio ambiente e promovendo a justiça social. A agroecologia valoriza os pequenos produtores, promove o uso sustentável dos recursos naturais e fortalece as economias locais.
Além disso, é importante que os governos adotem políticas públicas que garantam o acesso universal aos alimentos e incentivem a agricultura familiar. Medidas como o fortalecimento de mercados locais, o combate ao desperdício de alimentos e a criação de programas de distribuição de alimentos para populações em situação de vulnerabilidade são essenciais para reduzir as desigualdades no acesso ao alimento.
Em resumo, o problema da fome não pode ser resolvido apenas com o aumento da produção. Precisamos de uma transformação estrutural que inclua a redistribuição de recursos, a proteção do meio ambiente e a promoção da justiça social. Somente assim será possível garantir que todos tenham acesso aos alimentos necessários para uma vida digna, sem que o meio ambiente seja destruído no processo.
Adaptado para fins didáticos.
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image2.pngpráticas humanas	
A dinâmica climática refere-se aos fatores físicos e sociais que influenciam o clima de uma região. O clima é moldado por um conjunto de fatores e elementos climáticos que devem ser estudados de forma integrada para uma compreensão abrangente. 
Os fatores climáticos são as condições que determinam e interferem diretamente nos elementos climáticos.
Fonte: Feito no Canva para uso didático.
	PAUSA
	1. De acordo com o texto como é moldado o clima?
R: O clima é moldado por um conjunto de fatores e elementos climáticos que devem ser estudados de forma integrada para uma compreensão abrangente.
2. Observando a figura o que são elementos climáticos e o que que fatores climáticos? 
R: Elementos climáticos são todos os elementos que compõem o clima da terra. Fatores climáticos são fatores que influenciam e determinam o clima de um lugar.
3. 3. Ainda de acordo com a figura quais são os elementos climáticos?
4. R: Temperatura, pressão atmosférica, umidade e radiação.
Continuando o texto...
O clima de uma região não depende apenas das condições naturais (fatores e elementos climáticos) locais, mas também da ação humana. A interferência humana na dinâmica climática tem inúmeras consequências, a exemplo da poluição do ar. As principais causas da poluição do ar incluem:
· Queima de combustíveis fósseis.
· Emissão de substâncias tóxicas por veículos e indústrias.
· Desmatamento e queimadas.
· Efeito Estufa e Aquecimento Global
Como as médias e grandes cidades são locais onde o ambiente é bastante alterado, muitas vezes se forma um microclima específico, denominado clima urbano. Isso ocorre devido a problemas como a poluição do ar pelos veículos e fábricas, o aumento do gás carbônico na atmosfera; o asfaltamento de ruas e avenidas, a presença de extensas massas de concreto, a ausência de vegetação, etc. 
Os enormes edifícios, que surgem especialmente na parte central das cidades, limitam a ação dos ventos e contribuem para a formação de ilhas de calor. Nos centros urbanos também ocorre um fenômeno conhecido como inversão térmica. 
A grande quantidade de elementos químicos emitidos no ambiente das cidades em forma de poluição atmosférica passa a reagir com o vapor d'água nela existente, formando uma série de componentes ácidos que caem na atmosfera em conjunto com as chuvas, denominadas de chuvas ácidas.
O aquecimento global é o aumento das temperaturas médias do planeta ao longo dos últimos tempos, o que, em tese, é causado pelas práticas humanas. A principal causa desse problema climático que afeta todo o planeta é a intensificação do efeito estufa.
As principais atividades humanas que contribuem para o aquecimento global incluem a queima de combustíveis fósseis (como petróleo e carvão) para produzir energia, atividades industriais, transportes e o desmatamento. Essas ações liberam muitos gases de efeito estufa.
No Brasil, o desmatamento é o responsável por uma grande parte das nossas emissões, tornando o país um dos líderes mundiais nesse aspecto. As florestas ajudam a absorver o CO2, mas quando queimadas ou desmatadas, liberam esse gás, agravando o aquecimento global.
Além disso, as emissões de gases do efeito estufa de setores como agropecuária e energia têm aumentado bastante nos últimos anos.
	PAUSA
	4. A poluição do ar é uma das consequências da interferência humana na dinâmica climática. Quais exemplos de poluição do ar, são citados no texto? 
R: Queima de combustíveis fósseis; emissão de substâncias tóxicas por veículos e indústrias; desmatamento e queimadas; efeito Estufa e Aquecimento Global.
5. O que é o aquecimento global? 
R: O aquecimento global é o aumento das temperaturas médias do planeta ao longo dos últimos tempos, o que, em tese, é causado pelas práticas humanas.
6. 6. Quais são as principais atividades humanas que contribuem para o aquecimento global?
7. R: As principais atividades humanas que contribuem para o aquecimento global são a queima de combustíveis fósseis (como petróleo e carvão) para produzir energia, atividades industriais, transportes e o desmatamento.
8. 7. Que prática humana é responsável por uma grande parte de emissões lançadas na atmosfera, tornando o país um líder mundial? 
9. R. O desmatamento
Continuando o texto...
Algumas alternativas para amenizar os problemas climáticos do planeta
Uma sociedade onde o consumo desenfreado de bens e recursos naturais tem gerado sérios problemas ambientais, como a poluição, o aquecimento global e a escassez de recursos. O consumo consciente é uma abordagem que busca equilibrar nossas necessidades com a sustentabilidade do planeta, incentivando escolhas que minimizem o impacto ambiental e promovam o bem-estar social.
O consumo consciente vai além das escolhas individuais, englobando uma compreensão sistêmica dos impactos ambientais, sociais e econômicos das nossas ações. No nível avançado, é essencial explorar o conceito de 'pegada ecológica', que mede a quantidade de recursos naturais que uma pessoa, comunidade ou país consome em comparação com a capacidade da Terra de regenerar esses recursos.
Podemos tomar várias atitudes para reduzir as emissões de gases do efeito estufa e combater o aquecimento global, como:
· Parar o desmatamento
· Apoiar o reflorestamento e a conservação de áreas naturais
· Usar energias renováveis (solar, eólica)
· Preferir biocombustíveis (como etanol e biodiesel) em vez de combustíveis fósseis
· Reduzir o consumo de energia
· Reaproveitar e reciclar materiais
· Investir em tecnologias que emitem menos carbono
· Melhorar o transporte público com menos emissões.
Essas ações podem ser feitas por meio de políticas de clima em nível nacional e internacional.
Causas do aquecimento global e das mudanças climáticas 
As mudanças climáticas podem ter causas naturais, como mudanças na radiação solar, ou serem resultado das ações humanas. O IPCC - Painel Intergovernamental para a Mudança de Clima -, órgão da ONU que estuda as mudanças climáticas, afirma que a influência humana no aquecimento da atmosfera é clara.
Desde a Revolução Industrial, as emissões de gases do efeito estufa, especialmente o dióxido de carbono, aumentaram muito. A concentração desse gás passou de cerca de 280 partes por milhão para 410 partes por milhão, intensificando o efeito estufa.
O que é efeito estufa? 
O efeito estufa acontece devido a gases que retêm parte do calor da Terra, tornando o planeta mais quente e permitindo a vida. Esses gases são chamados de gases de efeito estufa, como o gás carbônico (CO2), metano (CH4), óxido nitroso (N2O) e vapor d’água. Sem o efeito estufa, a Terra seria muito fria, e muitas espécies não conseguiriam sobreviver.
Quando a luz do sol chega ao nosso planeta, parte dela é refletida de volta ao espaço, enquanto outra parte é absorvida pelos oceanos e pela terra. Uma parte do calor é retida pela camada de gases, o que gera o efeito estufa.
O problema é que muitas atividades humanas, como a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento, aumentam a quantidade desses gases na atmosfera, elevando a temperatura média da Terra e causando mudanças no clima.
O que são as mudanças climáticas?
As mudanças climáticas são as variações que ocorrem no clima ao longo do tempo. Isso inclui mudanças na temperatura, na quantidade de chuva e nos ventos. A ONU diz que essas mudanças podem ser causadas por ações humanas, que alteram a atmosfera da Terra, além de mudanças naturais que já ocorriam antes.
O que faz a ONU sobre isso?
A ONU – Organização das Nações Unidas - criou um acordo para que os países trabalhem juntos para diminuir a poluição causada por gases que aquecem o planeta. O objetivo é que as atividades humanas não prejudiquem muito o clima.
A primeira reunião importante sobre isso aconteceu em 1992, durante a ECO-92, no Rio de Janeiro. 197 países assinaram esse acordo, mostrando que todos precisam se unir para enfrentar as mudanças climáticas.
Desde então, os países se encontram todos os anos para discutir como colocar o acordo em prática. Essas reuniões são chamadas de COPs.
Fonte: Adaptadopara fins didático.
	PAUSA
	8. De acordo com o destaque no texto, o que você entende o que é consumismo e o que ele causa ao planeta? P.E - Grife esse conceito no texto.
R: Consumismo é o consumo desenfreado de bens e recursos naturais. O consumismo causa sérios problemas ambientais, como a poluição, o aquecimento global e a escassez de recursos.
9. O que você entendeu sobre o consumo consciente? 
R. O consumo consciente busca equilibrar nossas necessidades com a sustentabilidade do planeta, incentivando escolhas que minimizem o impacto ambiental e promovam o bem-estar social.
10. Você sabe o que é dióxido de carbono? P.E puxe uma seta do termo “dióxido de carbono” até a margem do texto e escreva o seu significado.
R: O dióxido de carbono (CO2) é um gás incolor e inodoro muito conhecido como gás carbônico. É o principal gás de efeito estufa.
11. Quais atitudes podemos tomar para reduzir as emissões de gases do efeito estufa e combater o aquecimento global? P.E - Destaque esse trecho no texto.
· Parar o desmatamento
· Apoiar o reflorestamento e a conservação de áreas naturais
· Usar energias renováveis (solar, eólica)
· Preferir biocombustíveis (como etanol e biodiesel) em vez de combustíveis fósseis
· Reduzir o consumo de energia
· Reaproveitar e reciclar materiais
· Investir em tecnologias que emitem menos carbono
· Melhorar o transporte público com menos emissões
12. O efeito estufa acontece devido a gases que retêm parte do calor da Terra, tornando o planeta mais quente e permitindo a vida. De acordo com o texto o efeito estufa é necessário para o planeta terra? Por quê? Quando ele se torna nocivo a vida humana?
R. O efeito estufa é necessário a vida no planeta, pois sem ele, a Terra seria muito fria, e muitas espécies não conseguiriam sobreviver. O efeito estufa se torna nocivo a vida humana quando muitas atividades humanas, como a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento, aumentam a quantidade de gases na atmosfera, elevando a temperatura média da Terra e causando mudanças no clima.
13. O que faz a ONU para amenizar os problemas das mudanças climáticas?
R. A ONU – Organização das Nações Unidas - criou um acordo para que os países trabalhem juntos para diminuir a poluição causada por gases que aquecem o planeta. O objetivo é que as atividades humanas não prejudiquem muito o clima.
	
	Professor (a), em continuidade ao objeto de conhecimento, “dinâmicas climáticas”, sempre que necessário, faça retomadas de aulas anteriores. Para complementar esse texto utilize o livro de Geografia 6º ano – Telaris, - Capítulo 9, páginas 189 a 193 do Manual do Professor. Em Anexo temos o texto completo da leitura.
Após a leitura
Esse é o momento de sistematizar o conhecimento trabalhado, ocasião em que você terá a oportunidade para observar o que os alunos entenderam do texto. Para uma melhor fixação, sugerimos algumas atividades que podem ser realizadas em sala ou como trabalho extraclasse. Peça aos alunos que respondam a atividade no caderno. 
Atividades
Leia o texto a seguir e responda aos questionamentos:
“Em uma pequena cidade costeira, os moradores notaram que, nos últimos anos, as marés começaram a subir mais do que o normal. Muitas áreas que antes eram praias agora estão se tornando alagadas, e alguns animais, como tartarugas marinhas, estão tendo dificuldades para encontrar lugares seguros para fazer seus ninhos.”
1. Quais fatores relacionados às mudanças climáticas podem estar contribuindo para o aumento do nível do mar nessa cidade?
Resposta: O aumento do nível do mar na cidade pode estar relacionado ao derretimento das calotas polares e das geleiras, que são causados pelo aquecimento global. Além disso, a expansão térmica da água do mar, que se aquece e ocupa mais espaço, também contribui para isso.
2. Como isso pode afetar a vida dos moradores e da fauna local?
Resposta: O aumento das marés pode causar alagamentos em áreas habitadas, prejudicando a infraestrutura e a economia local. Para a fauna, como as tartarugas marinhas, a falta de praias adequadas para a desova pode levar à diminuição das populações, afetando o equilíbrio ecológico da região.
Situação de Aprendizagem 5 – Aprofundando os conhecimentos: sugestão de atividades
Sugestão de atividade 01: Debate sobre as Mudanças Climáticas
Descrição: Organize um debate em sala de aula onde os alunos serão divididos em grupos que defendem diferentes pontos de vista sobre as mudanças climáticas e suas consequências. Um grupo pode defender a visão científica que relaciona as atividades humanas ao aquecimento global, enquanto outro pode propor soluções ou alternativas. 
Material Necessário: Cartolinas, canetas, pesquisa prévia sobre o tema.
Objetivo: Analisar as diferentes perspectivas sobre o impacto das atividades humanas no clima e “promover” o pensamento crítico. 
Sugestão de atividade 02: Produção de história em quadrinho
Solicite aos alunos que produzam uma história em quadrinhos que trate das consequências das ações humanas no espaço das cidades. Para isso, entregue a cada um uma folha A4 em branco e, para inspirá-los, apresente alguns exemplos de H.Q em slide, com o auxílio do data show.
Peça que façam uma história que tenha início, meio e fim, utilizando, aproximadamente, 04 quadrinhos, e explorem a apropriação do espaço das cidades pelo ser humano e os problemas ambientais urbanos decorrentes dessas ações.
Espera-se, nesta atividade, que os alunos sejam capazes de reconhecer que, em virtude do modelo de crescimento das cidades, muitas vezes construindo edificações (casas, prédios, indústrias, etc.), vias de acesso (avenidas, ruas, pontes, viadutos, etc.), lojas e centros comerciais, praças, parques, estacionamentos, entre outros, o ser humano modificou sua relação com a natureza e gerou muitos problemas derivados do modo como foi conformado o espaço das cidades, tais como impermeabilização do solo, redução de áreas verdes, poluição, entre outros.
Sugestão de atividade 03: Criação de uma Linha do Tempo Climática 
Objetivo: Relacione eventos históricos com a dinâmica climática, ajudando os alunos a entenderem a evolução das interações entre o ser humano e o meio ambiente.
Descrição: Os alunos irão criar uma linha do tempo no mural da sala, destacando eventos climáticos importantes e suas relações com atividades humanas, como desmatamento, industrialização e políticas ambientais.
Material Necessário: Papel kraft, tesouras, colas, recortes de revistas e impressões.
	VALORES ATITUDINAIS ENVOLVIDOS NAS ATIVIDADES
(O que se espera que o aluno desenvolva a partir das atividades/situações propostas)
	INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO
(Mecanismos mais adequados para avaliar a evolução da aprendizagem)
	RECURSOS
(Meios necessários para o desenvolvimento das atividades/situações propostas)
	· Interesse em aprender;
· Saber ouvir aguardando sua vez;
· Conhecer e compreender normas de boa convivência;
· Respeito.
	· Ficha de leitura;
· Perguntas sobre o texto.
· Registro das respostas dos alunos antes, durante e depois da leitura.
	· Livros, textos impressos, slides, globo terrestre, mapas, internet, computador, data-show.
	REFERÊNCIAS
	ACRE. Secretaria de Estado de Educação Cultura e Esporte. Proposta de Plano de Curso do Ensino Fundamental Anos Finais, 2024.
ESCOLA, Conexão (ed.). Os impactos do consumo: geografia ⠳ os impactos do consumo. Geografia – Os impactos do consumo. Disponível em: https://sme.goiania.go.gov.br/conexaoescola/ensino_fundamental/geografia-os-impactos-do-consumo/. Acesso em: 21 mar. 2023.
ANEXOS
Anexo 1 - Dinâmica climática e a interferência das práticas humanas.	
A dinâmica climática refere-se aos fatores físicos e sociais que influenciam o clima de uma região. O clima é moldado por um conjunto de fatores e elementos climáticos que devem ser estudados de forma integrada para uma compreensão abrangente. 
Os fatores climáticos são as condições que determinam e interferem diretamente nos elementos climáticos.
Fonte: Feito no Canva para uso didático.
O clima de uma região não depende apenas das condições naturais (fatorese elementos climáticos) locais, mas também da ação humana. A interferência humana na dinâmica climática tem inúmeras consequências, a exemplo da poluição do ar. As principais causas da poluição do ar incluem:
· Queima de combustíveis fósseis.
· Emissão de substâncias tóxicas por veículos e indústrias.
· Desmatamento e queimadas.
· Efeito Estufa e Aquecimento Global
Como as médias e grandes cidades são locais onde o ambiente é bastante alterado, muitas vezes se forma um microclima específico, denominado clima urbano. Isso ocorre devido a problemas como a poluição do ar pelos veículos e fábricas, o aumento do gás carbônico na atmosfera; o asfaltamento de ruas e avenidas, a presença de extensas massas de concreto, a ausência de vegetação, etc. 
Os enormes edifícios, que surgem especialmente na parte central das cidades, limitam a ação dos ventos e contribuem para a formação de ilhas de calor. Nos centros urbanos também ocorre um fenômeno conhecido como inversão térmica. 
A grande quantidade de elementos químicos emitidos no ambiente das cidades em forma de poluição atmosférica passa a reagir com o vapor d'água nela existente, formando uma série de componentes ácidos que caem na atmosfera em conjunto com as chuvas, denominadas de chuvas ácidas.
O aquecimento global é o aumento das temperaturas médias do planeta ao longo dos últimos tempos, o que, em tese, é causado pelas práticas humanas. A principal causa desse problema climático que afeta todo o planeta é a intensificação do efeito estufa.
As principais atividades humanas que contribuem para o aquecimento global incluem a queima de combustíveis fósseis (como petróleo e carvão) para produzir energia, atividades industriais, transportes e o desmatamento. Essas ações liberam muitos gases de efeito estufa.
No Brasil, o desmatamento é o responsável por uma grande parte das nossas emissões, tornando o país um dos líderes mundiais nesse aspecto. As florestas ajudam a absorver o CO2, mas quando queimadas ou desmatadas, liberam esse gás, agravando o aquecimento global.
Além disso, as emissões de gases do efeito estufa de setores como agropecuária e energia têm aumentado bastante nos últimos anos.
Algumas alternativas para amenizar os problemas climáticos do planeta
Uma sociedade onde o consumo desenfreado de bens e recursos naturais tem gerado sérios problemas ambientais, como a poluição, o aquecimento global e a escassez de recursos. O consumo consciente é uma abordagem que busca equilibrar nossas necessidades com a sustentabilidade do planeta, incentivando escolhas que minimizem o impacto ambiental e promovam o bem-estar social.
O consumo consciente vai além das escolhas individuais, englobando uma compreensão sistêmica dos impactos ambientais, sociais e econômicos das nossas ações. No nível avançado, é essencial explorar o conceito de 'pegada ecológica', que mede a quantidade de recursos naturais que uma pessoa, comunidade ou país consome em comparação com a capacidade da Terra de regenerar esses recursos.
Podemos tomar várias atitudes para reduzir as emissões de gases do efeito estufa e combater o aquecimento global, como:
· Parar o desmatamento
· Apoiar o reflorestamento e a conservação de áreas naturais
· Usar energias renováveis (solar, eólica)
· Preferir biocombustíveis (como etanol e biodiesel) em vez de combustíveis fósseis
· Reduzir o consumo de energia
· Reaproveitar e reciclar materiais
· Investir em tecnologias que emitem menos carbono
· Melhorar o transporte público com menos emissões.
Essas ações podem ser feitas por meio de políticas de clima em nível nacional e internacional.
Causas do aquecimento global e das mudanças climáticas 
As mudanças climáticas podem ter causas naturais, como mudanças na radiação solar, ou serem resultado das ações humanas. O IPCC - Painel Intergovernamental para a Mudança de Clima -, órgão da ONU que estuda as mudanças climáticas, afirma que a influência humana no aquecimento da atmosfera é clara.
Desde a Revolução Industrial, as emissões de gases do efeito estufa, especialmente o dióxido de carbono, aumentaram muito. A concentração desse gás passou de cerca de 280 partes por milhão para 410 partes por milhão, intensificando o efeito estufa.
O que é efeito estufa? 
O efeito estufa acontece devido a gases que retêm parte do calor da Terra, tornando o planeta mais quente e permitindo a vida. Esses gases são chamados de gases de efeito estufa, como o gás carbônico (CO2), metano (CH4), óxido nitroso (N2O) e vapor d’água. Sem o efeito estufa, a Terra seria muito fria, e muitas espécies não conseguiriam sobreviver.
Quando a luz do sol chega ao nosso planeta, parte dela é refletida de volta ao espaço, enquanto outra parte é absorvida pelos oceanos e pela terra. Uma parte do calor é retida pela camada de gases, o que gera o efeito estufa.
O problema é que muitas atividades humanas, como a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento, aumentam a quantidade desses gases na atmosfera, elevando a temperatura média da Terra e causando mudanças no clima.
O que são as mudanças climáticas?
As mudanças climáticas são as variações que ocorrem no clima ao longo do tempo. Isso inclui mudanças na temperatura, na quantidade de chuva e nos ventos. A ONU diz que essas mudanças podem ser causadas por ações humanas, que alteram a atmosfera da Terra, além de mudanças naturais que já ocorriam antes.
O que faz a ONU sobre isso?
A ONU – Organização das Nações Unidas - criou um acordo para que os países trabalhem juntos para diminuir a poluição causada por gases que aquecem o planeta. O objetivo é que as atividades humanas não prejudiquem muito o clima.
A primeira reunião importante sobre isso aconteceu em 1992, durante a ECO-92, no Rio de Janeiro. 197 países assinaram esse acordo, mostrando que todos precisam se unir para enfrentar as mudanças climáticas.
Desde então, os países se encontram todos os anos para discutir como colocar o acordo em prática. Essas reuniões são chamadas de COPs.
Adaptado para fins didáticos.
SEQUÊNCIA DIDÁTICA 7º ANO
	PROFESSSOR:
	COMPONENTE CURRICULAR:
Geografia
	ANO:
7º ano
	AULAS PREVISTAS:
6h/aulas
	OBJETIVOS/CAPACIDADES (Competências amplas do componente)
	Reconhecer as riquezas e fragilidades da Amazônia, a partir do estudo em diversas fontes bibliográficas (impressas, videográficas e virtuais) de órgãos públicos, do terceiro setor (IBAMA, IMAC, GEMA, SEE, o ZEE) e outros.
	CONTEÚDOS 
(O que é preciso ensinar explicitamente ou criar condições para que os alunos aprendam e desenvolvam as capacidades)
	HABILIDADES
	OBJETOS DE CONHECIMENTOS
	Identificação das características das riquezas amazônicas.
Conhecimento sobre a importância do uso social, cultural e ambiental das florestas tropicais, dos minérios e das águas, em particular da Amazônia.
	Riquezas e fragilidades ambientais da Amazônia.
Importância do uso social, cultural e ambiental das florestas tropicais.
	DESENVOLVIMENTO DAS ATIVIDADES
(Descrição de situações de ensino e aprendizagem para desenvolver as habilidades)
Descritores
Língua Portuguesa
D1 – Localizar informações explícitas em um texto.
D3 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
D4 - Inferir uma informação implícita em um texto.
D5 - Interpretar texto com o auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, fotos, etc.).
Matemática
D36 – Resolver problemas envolvendo informações apresentadas em tabelas e/ou gráficos.
Situação de aprendizagem 1 – Acolhimento “Sorriso milionário” 
Objetivo:
Uma dinâmica divertida para propiciar a descontração e integração do grupo de alunos de uma forma divertida. 
Materiais:
Pequenas bolinhas de papel amassado (5 para cada aluno da classe).
Procedimento: 
O professor distribuirá 5 bolinhas de papel para cada aluno. Eles deverão estar dispersos no local onde será realizada a brincadeira. Dado o sinal, os alunos deverão sair e procurar um colega, em seguida devem parar em sua frente, olhar fixamente nos olhos desse companheiro, que por sua vez não pode sorrir. Quem sorrir primeiro paga uma bolinha para a pessoa a quem sorriu.Vence quem terminar a brincadeira com mais “dinheiro”. O “milionário” receberá uma recompensa à escolha do professor. 
Situação de aprendizagem 2 – Problematização
As estratégias para etapas de antes, durante e depois da leitura vão auxiliar no direcionamento dos pontos a serem fixados e analisados pelos alunos, bem como os procedimentos a serem executados no momento da leitura. As perguntas iniciais servem para sondar se os alunos já possuem conhecimentos sobre o tema que será trabalhado.
Inicie esse momento dizendo aos alunos que vamos aprender mais sobre a floresta Amazônica. Pergunte se eles já ouviram falar que a floresta Amazônica é o “Pulmão do Mundo”. Pergunte: Será que essa informação é correta? Ouça as respostas e complemente as informações. Em seguida mostre a figura 1 e explique o papel central das florestas no combate ao aquecimento global e às mudanças climáticas.
Fonte: Pesquisa da UFLA aponta desaparecimento das principais formações florestais de Minas Gerais. Acesso em 05|08|2024.
A partir da imagem informe que a Floresta Amazônica é um dos maiores sequestradores de carbono do planeta, desempenhando um papel vital na mitigação das mudanças climáticas. Para exemplificar a informação, chame a atenção para a figura 1 em formato digital ou cópias impressas. A partir da figura explique o papel central das florestas no combate ao aquecimento global e às mudanças climáticas. 
Situação de aprendizagem 3 – Leitura
Antes da Leitura
A finalidade desse momento é despertar a atenção do aluno para o texto que será lido.
Inicie esse momento escrevendo o título do texto no quadro "Floresta Amazônica: Entre Riquezas Naturais e Desafios de Preservação" e faça as seguintes perguntas:
a) Você já ouviu falar de Sequestro de Carbono?
b) O que é Sequestro de Carbono?
c) O Sequestro de Carbono serve para quê?
Dando continuidade à aula, informe os alunos que a Floresta Amazônica é um dos maiores sequestradores de carbono do planeta, desempenhando um papel vital na mitigação das mudanças climáticas. 
Professor (a), talvez os alunos não lembrem ou não saibam o que é o sequestro de carbono. Explique que o sequestro de carbono, em resumo, refere-se ao processo natural de retirada de gás carbônico da atmosfera para ser transformado em oxigênio. Esse processo é realizado espontaneamente pelas plantas através da fotossíntese e pela absorção desse elemento químico pelo solo e por oceanos.
Durante a Leitura
Esse é o momento em que o aluno terá contato com o texto. A intervenção do professor é indispensável, pois é através dos direcionamentos, que os alunos irão construir informações que possibilitarão uma melhor compreensão textual. 
O texto a seguir estão com destaques sugestivos para a condução da leitura colaborativa.
Distribua uma cópia do texto e informe que agora vão fazer uma leitura colaborativa, que será conduzida pelo professor. Durante a leitura pausas serão efetuadas e, nesses momentos, haverá perguntas para interação entre o professor e a turma. 
Texto 1: "Floresta Amazônica: Entre Riquezas Naturais e Desafios de Preservação"
A Amazônia é quase mítica: um verde e vasto mundo de águas e florestas, onde as copas de árvores imensas escondem o úmido nascimento, reprodução e morte de mais de um terço das espécies que vivem sobre a Terra.
Os números são igualmente monumentais. A Amazônia é o maior bioma do Brasil: num território de 4,196.943 milhões de km2 (IBGE,2004), crescem 2.500 espécies de árvores (ou um terço de toda a madeira tropical do mundo) e 30 mil espécies de plantas (das 100 mil da América do Sul).
Com cerca de 4,8 milhões de quilômetros quadrados, a Amazônia brasileira abrange mais da metade do território nacional e corresponde a aproximadamente 73% da Amazônia internacional (veja o mapa figura 2). Costuma ser definida pela área de abrangência do bioma amazônico, dominado sobretudo pela Floresta Equatorial (ou Tropical, como é conhecida internacionalmente) – a Floresta Amazônica – e pela maior bacia hidrográfica do mundo, formada pelo rio Amazonas e seus afluentes.
Fonte: Elaborado com base em IBGE. Atlas geográfico escolar. 7. ed. Rio de Janeiro, 2016
	Pausa
	1. Como podemos descrever a Amazônia em termos de biodiversidade e importância ecológica para o planeta conforme o texto? P.E.: Grifem esse trecho no texto.
R: A Amazônia é quase mítica: um verde e vasto mundo de águas e florestas, onde as copas de árvores imensas escondem o úmido nascimento, reprodução e morte de mais de um-terço das espécies que vivem sobre a Terra.
2. Qual é o tamanho e a proporção da Amazônia brasileira em relação ao território nacional e à Amazônia internacional?
R: Com cerca de 4,8 milhões de quilômetros quadrados, a Amazônia brasileira abrange mais da metade do território nacional e corresponde a aproximadamente 73% da Amazônia internacional.
3. Como a Amazônia é definida em termos de bioma e recursos hídricos?
R: Costuma ser definida pela área de abrangência do bioma amazônico, dominado sobretudo pela Floresta Equatorial (ou Tropical, como é conhecida internacionalmente) – a Floresta Amazônica – e pela maior bacia hidrográfica do mundo, formada pelo rio Amazonas e seus afluentes.
Continuando o texto...
A floresta e os rios são os traços mais marcantes da paisagem. A natureza ainda é predominante nessa área, mas os processos de ocupação e povoamento das últimas décadas têm modificado os aspectos naturais da região.
Sua ocupação se caracteriza pela miscigenação entre os indígenas, os quilombolas, os seringueiros e os ribeirinhos. As comunidades tradicionais ribeirinhas, por exemplo, vivem marcadas por fortes relações com os rios: a frente de suas casas se volta para eles. Praticam a agricultura de subsistência e utilizam os recursos da floresta – extrativismo vegetal e extrativismo animal (pesca e caça) – de maneira sustentável.
Os ribeirinhos, assim como os indígenas e extrativistas se reconhecem como comunidades tradicionais na medida em que mantêm os conhecimentos de seus ancestrais. Da mesma forma que os demais povos tradicionais da Amazônia, os ribeirinhos entendem a natureza como fundamental para suas práticas tradicionais; ao mesmo tempo, estão abertos à inovação dessas práticas, desde que respeitada a biodiversidade da natureza. Essa abertura explica a sobrevivência dos ribeirinhos na Amazônia brasileira, apesar de todas as dificuldades que enfrentam com o avanço da pecuária e do extrativismo mineral voltados à exportação.
	Pausa
	4. De que maneira os processos de ocupação e povoamento têm alterado os aspectos naturais da paisagem na Amazônia?
R: A floresta e os rios são os traços mais marcantes da paisagem. A natureza ainda é predominante nessa área, mas os processos de ocupação e povoamento das últimas décadas têm modificado os aspectos naturais da região.
5. Como as comunidades tradicionais da Amazônia, como os ribeirinhos, integram suas atividades econômicas e culturais com o ambiente natural de forma sustentável? P.E.: Grifem esse trecho no texto.
R: Sua ocupação se caracteriza pela miscigenação entre os indígenas, os quilombolas, os seringueiros e os ribeirinhos. As comunidades tradicionais ribeirinhas, por exemplo, vivem marcadas por fortes relações com os rios: a frente de suas casas se volta para eles. Praticam a agricultura de subsistência e utilizam os recursos da floresta – extrativismo vegetal e extrativismo animal (pesca e caça) – de maneira sustentável.
Continuando o texto...
A economia da Amazônia
Os dois estados com as maiores economias na região são o Pará e o Amazonas (86 bilhões de dólares no mesmo ano). Esses dois estados juntos concentram cerca de 46% da população e 73% da economia da Amazônia brasileira. Mesmo contando com a zona industrial de Manaus e alguma industrialização em Belém, a economia regional ainda tem por base atividades primárias como: 
• Agropecuária - desde a década de 1970, a produção agropecuária na região amazônica é o setor econômico mais importante, no entanto, esse crescimento econômico resultou em significativos impactos ambientais nos ecossistemasdesse bioma, como aumento do desflorestamento e da degradação da biodiversidade da floresta amazônica.
• Extrativismo vegetal –historicamente foi a atividade econômica predominante na região Amazônica com destaque para a exploração das “drogas do sertão”, que também foram utilizadas como moedas de troca. O látex, o açaí, a castanha do brasil, o óleo de copaíba, o guaraná, entre outros, são alguns dos produtos que muito contribuem para a economia da Amazônia.
• Mineração – a atividade se tornou mais importante nas últimas décadas do século XX, após a descoberta de grandes reservas minerais. A partir de então a Amazônia vem se tornando a fronteira de expansão mais consistente da mineração empresarial e ilegal do país. Entre 2005 e 2015, a mineração causou o desmatamento de 1,2 milhão de hectares na Amazônia brasileira, quer dizer cerca de 9% da perda total da floresta amazônica durante o período. A mineração está entre as causas dos impactos socioambientais mais graves na Amazônia, com 45.065 concessões mineradoras em operação ou aguardando aprovação, das quais 21.536 se sobrepõem às áreas protegidas e terras indígenas.
Em grande parte, o solo amazônico é arenoso, possuindo uma fina camada de nutrientes, formada pela decomposição de matéria orgânica, folhas e restos vegetais e animais. Quer dizer, a própria floresta gera seus nutrientes. Ao se derrubar a vegetação, resta um solo pobre, no máximo, usado como pastagem.
	Pausa
	6. Quais são os impactos ambientais causados pelo crescimento da agropecuária na Amazônia desde a década de 1970? 
R: desde a década de 1970, a produção agropecuária na região amazônica é o setor econômico mais importante, no entanto, esse crescimento econômico resultou em significativos impactos ambientais nos ecossistemas desse bioma, como aumento do desflorestamento e da degradação da biodiversidade da floresta amazônica.
7. Quais produtos históricos, conhecidos como “drogas do sertão”, desempenharam um papel importante na economia da Amazônia e como foram utilizados? 
R: historicamente foi a atividade econômica predominante na região Amazônica com destaque para a exploração das “drogas do sertão”, que também foram utilizadas como moedas de troca. O látex, o açaí, a castanha do brasil, o óleo de copaíba, o guaraná, entre outros, são alguns dos produtos que muito contribuem para a economia da Amazônia.
8. Como a vegetação da Amazônia contribui para a fertilidade do solo e quais são as consequências da derrubada da floresta para o uso do solo?
R: o solo amazônico é arenoso, possuindo uma fina camada de nutrientes, formada pela decomposição de matéria orgânica, folhas e restos vegetais e animais. Quer dizer, a própria floresta gera seus nutrientes. Ao se derrubar a vegetação, resta um solo pobre, no máximo, usado como pastagem.
Adaptado para fins didáticos.
Após a leitura
Professor, esse é o momento de sistematizar o conhecimento trabalhado, ocasião em que você terá a oportunidade para observar o que os alunos entenderam do texto. Para uma melhor fixação peça aos alunos que respondam no caderno o questionamento abaixo: 
Questão:
"Sabemos que a Floresta Amazônica é essencial para o equilíbrio ambiental global e para a sobrevivência de diversas espécies. No entanto, a preservação desse bioma enfrenta desafios relacionados ao desmatamento, à expansão agropecuária e à exploração de recursos naturais. Diante disso, quais são as principais estratégias de preservação da Amazônia que podem ser adotadas para garantir o desenvolvimento sustentável da região e a proteção das comunidades que dependem dela?"
Essa pergunta incentiva os alunos a pensarem em soluções para a preservação da Amazônia, considerando os conflitos e desafios atuais.
Situação de aprendizagem 3 – Aprofundando os conhecimentos: sugestão de atividades
Atividade 1 - Debate sobre a Preservação da Floresta Amazônica
Descrição: Promova um debate em sala de aula dividido entre os "defensores da floresta" e os "desenvolvedores". Os alunos devem pesquisar argumentos a favor e contra a exploração de recursos na Amazônia. Este atividade estimulará a capacidade de argumentação e pensamento crítico dos estudantes.
Materiais:
· Artigos, vídeos e documentários sobre a Amazônia.
· Quadro para anotações de argumentos.
Implementação:
Divida a turma em dois grupos e forneça tempo para pesquisa.
Cada grupo apresenta seus argumentos por 5 minutos.
Após a apresentação, abra um espaço para perguntas e respostas, incentivando a interação entre os grupos.
Atividade 2 - Criação de um Jornal da Floresta
Descrição: Os alunos deverão criar um jornal fictício que aborde as riquezas e os desafios da Floresta Amazônica. Esta atividade ajudará os alunos a entenderem a importância ambiental e social deste bioma.
Materiais:
Papel, canetas, cartolina e materiais de arte.
Acesso a computadores para pesquisa se possível.
Implementação:
Divida os alunos em grupos e atribua diferentes seções do jornal (notícias, entrevistas, colunas de opinião).
Cada grupo deve pesquisar e criar conteúdo original, incluindo ilustrações.
Exponha o "jornal" em uma área da escola para compartilhamento com outros alunos e professores.
Atividade 3 - Estudo dirigido
1 - Analise como a diversidade de espécies na Amazônia contribui para a manutenção do equilíbrio ecológico da região. 
Resposta: A diversidade de espécies na Amazônia é fundamental para a manutenção do equilíbrio ecológico, pois cada espécie desempenha um papel específico no ecossistema, como polinização, controle de pragas e ciclagem de nutrientes. Essa interdependência ajuda a garantir a resiliência do ecossistema frente a mudanças ambientais.
2 - Comente sobre os impactos socioeconômicos da degradação da Amazônia nas comunidades locais. 
Resposta: A degradação da Amazônia afeta diretamente as comunidades locais, levando à perda de recursos naturais essenciais para a subsistência, como madeira, alimentos e água. Isso resulta em aumento da pobreza, migração forçada e deterioração da qualidade de vida, além de afetar a cultura e a identidade das populações indígenas e tradicionais.
3 - Explique a importância dos "rios voadores" para o clima e a agricultura no Brasil. 
Resposta: Os "rios voadores" são essenciais para o clima e a agricultura no Brasil, pois transportam grandes quantidades de vapor de água da Amazônia para outras regiões do país. Essa umidade é crucial para a formação de chuvas, que irrigam as lavouras e abastecem os rios, contribuindo para a produção agrícola e a manutenção dos ecossistemas.
4 - Compare a riqueza natural da Amazônia com os desafios de preservação enfrentados na região. 
Resposta: A Amazônia possui uma riqueza natural incomparável, com uma vasta biodiversidade e recursos valiosos, como madeira e minérios. No entanto, essa riqueza é ameaçada por desafios de preservação, como desmatamento, exploração ilegal e degradação ambiental, que comprometem a sustentabilidade dos recursos e a saúde do ecossistema.
5 - Justifique a necessidade de um monitoramento eficaz para a preservação da Amazônia. 
Resposta: Um monitoramento eficaz é necessário para a preservação da Amazônia, pois permite identificar e controlar atividades ilegais, como o desmatamento e a mineração, além de avaliar a saúde do ecossistema. Com dados precisos, é possível implementar políticas de conservação e manejo sustentável, garantindo a proteção da biodiversidade e dos recursos naturais para as futuras gerações.
	VALORES ATITUDINAIS ENVOLVIDOS NAS ATIVIDADES
(O que se espera que o aluno desenvolva a partir das atividades/situações propostas)
	INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO
(Mecanismos mais adequados para avaliar a evolução da aprendizagem)
	RECURSOS
(Meios necessários para o desenvolvimento das atividades/situações propostas)
	· Empatia.
· Respeito ao próximo.
· Posicionar-se criticamente.
	· Empatia.
· Respeito ao próximo.
· Posicionar-se criticamente.
	· Livros; textos; slides; figuras; internet; computador; celular.
	REFERÊNCIAS
	ACRE. Secretaria de Estado de Educação Cultura e Esporte. Proposta de Plano de Curso doEnsino Fundamental Anos Finais, 2024.
Adilson Marques Gennari, Layza Rocha Soares, Rogério Fernandes Macedo, Questão Ambiental e Crise Estrutural do Capital , Revista Fim do Mundo: n. 02: mai./ago. 2020 - Questão Ambiental e Crise Estrutural do Capital.
ESCOLA, Conexão (ed.). Os impactos do consumo: geografia ⠳ os impactos do consumo. Geografia – Os impactos do consumo. Disponível em: https://sme.goiania.go.gov.br/conexaoescola/ensino_fundamental/geografia-os-impactos-do-consumo/. Acesso em: 21 mar. 2023.
DIVIDA, Auditoria Cidadã da (ed.). Brasil tem nova queda em ranking de desenvolvimento da ONU. 2022. Disponível em: https://auditoriacidada.org.br/brasil-tem-nova-queda-em-ranking-de-desenvolvimento-da-onu/. Acesso em: 26 jun. 2023.
MUNDO, Revista Fim do (ed.). Fim do mundo: ciencia transformadora discussoes para emancipação. ciencia transformadora discussoes para emancipação. Disponível em: https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/RFM.. Acesso em: 27 jun. 2023. 
YOUTUBE (ed.). O consumismo e as consequências ambientais para o Brasil | Aprendi com o Papai. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=fSZOHXypWnA. Acesso em: 27 jun. 2023.
 AC é o 2º estado com o maior nº de pessoas vivendo na pobreza; 139 vivem com menos de R$ 145. Disponível em: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2020/11/16/ac-e-o-2o-estado-com-o-maior-no-de-pessoas-vivendo-na-pobreza-139-vivem-com-menos-de-r-145.ghtml. Acesso em: 27 jun. 2023.
Anexos
Anexo 1 - "Floresta Amazônica: Entre Riquezas Naturais e Desafios de Preservação".
A Amazônia é quase mítica: um verde e vasto mundo de águas e florestas, onde as copas de árvores imensas escondem o úmido nascimento, reprodução e morte de mais de um-terço das espécies que vivem sobre a Terra.
Os números são igualmente monumentais. A Amazônia é o maior bioma do Brasil: num território de 4,196.943 milhões de km2 (IBGE,2004), crescem 2.500 espécies de árvores (ou um terço de toda a madeira tropical do mundo) e 30 mil espécies de plantas (das 100 mil da América do Sul).
Com cerca de 4,8 milhões de quilômetros quadrados, a Amazônia brasileira abrange mais da metade do território nacional e corresponde a aproximadamente 73% da Amazônia internacional (veja o mapa figura 2). Costuma ser definida pela área de abrangência do bioma amazônico, dominado sobretudo pela Floresta Equatorial (ou Tropical, como é conhecida internacionalmente) – a Floresta Amazônica – e pela maior bacia hidrográfica do mundo, formada pelo rio Amazonas e seus afluentes.
 A floresta e os rios são os traços mais marcantes da paisagem. A natureza ainda é predominante nessa área, mas os processos de ocupação e povoamento das últimas décadas têm modificado os aspectos naturais da região.
Sua ocupação se caracteriza pela miscigenação entre os indígenas, os quilombolas, os seringueiros e os ribeirinhos. As comunidades tradicionais ribeirinhas, por exemplo, vivem marcadas por fortes relações com os rios: a frente de suas casas se volta para eles. Praticam a agricultura de subsistência e utilizam os recursos da floresta – extrativismo vegetal e extrativismo animal (pesca e caça) – de maneira sustentável.
Os ribeirinhos, assim como os indigenas e extrativistas se reconhecem como comunidades tradicionais na medida em que mantêm os conhecimentos de seus ancestrais. Da mesma forma que os demais povos tradicionais da Amazônia, os ribeirinhos entendem a natureza como fundamental para suas práticas tradicionais; ao mesmo tempo, estão abertos à inovação dessas práticas, desde que respeitada a biodiversidade da natureza. Essa abertura explica a sobrevivência dos ribeirinhos na Amazônia brasileira, apesar de todas as dificuldades que enfrentam com o avanço da pecuária e do extrativismo mineral voltados à exportação.
A economia da Amazônia
Os dois estados com as maiores economias na região são o Pará e o Amazonas (86 bilhões de dólares no mesmo ano). Esses dois estados juntos concentram cerca de 46% da população e 73% da economia da Amazônia brasileira. Mesmo contando com a zona industrial de Manaus e alguma industrialização em Belém, a economia regional ainda tem por base atividades primárias como: 
• Agropecuária - desde a década de 1970, a produção agropecuária na região amazônica é o setor econômico mais importante, no entanto, esse crescimento econômico resultou em significativos impactos ambientais nos ecossistemas desse bioma, como aumento do desflorestamento e da degradação da biodiversidade da floresta amazônica.
• Extrativismo vegetal –historicamente foi a atividade econômica predominante na região Amazônica com destaque para a exploração das “drogas do sertão”, que também foram utilizadas como moedas de troca. O látex, o açaí, a castanha do brasil, o óleo de copaíba, o guaraná, entre outros, são alguns dos produtos que muito contribuiem para a economia da Amazônia.
• Mineração – a atividade se tornou mais importante nas últimas décadas do século XX, após a descoberta de grandes reservas minerais. A partir de então a Amazônia vem se tornando a fronteira de expansão mais consistente da mineração empresarial e ilegal do país. Entre 2005 e 2015, a mineração causou o desmatamento de 1,2 milhão de hectares na Amazônia brasileira, quer dizer cerca de 9% da perda total da floresta amazônica durante o período. A mineração está entre as causas dos impactos socioambientais mais graves na Amazônia, com 45.065 concessões mineradoras em operação ou aguardando aprovação, das quais 21.536 se sobrepõem às áreas protegidas e terras indígenas.
Em grande parte, o solo amazônico é arenoso, possuindo uma fina camada de nutrientes, formada pela decomposição de matéria orgânica, folhas e restos vegetais e animais. Quer dizer, a própria floresta gera seus nutrientes. Ao se derrubar a vegetação, resta um solo pobre, no máximo, usado como pastagem.
Fonte: Adaptados para fins didáticos.
Textos de suporte
Anexo 2 - Produção de oxigênio
Cálculos baseados em um estudo de 2010 estima-se que as florestas tropicais são responsáveis por 34% da fotossíntese que ocorre em terra e a Amazônia representaria cerca de metade disso. Isso significaria que a Amazônia gera cerca de 16% do oxigênio produzido em terra.
Conservação e desmatamento
O desmatamento é a conversão de áreas florestais para áreas não florestadas. As principais fontes de desmatamento na Amazônia são assentamentos humanos e o da terra. Antes do início dos anos 1960, o acesso ao interior da floresta era muito restrito e a floresta permaneceu basicamente intacta.
Fazendas estabelecidas durante a década de 1960 eram baseadas no cultivo e corte e no método de queimar. No entanto, os colonos eram incapazes de gerir os seus campos e culturas por causa da perda de fertilidade do solo e a invasão de ervas daninhas. Os solos da Amazônia são produtivos por apenas um curto período de tempo, o que faz com que os agricultores estejam constantemente mudando-se para novas áreas e desmatando mais florestas.
 Estas práticas agrícolas levaram ao desmatamento e causaram extensos danos ambientais. O desmatamento é considerável e áreas desmatadas de floresta são visíveis a olho nu do espaço exterior.
Entre 1991 e 2000, a área total de floresta perdida na Amazônia subiu de 415 000 para 587 000 quilômetros quadrados, com a maioria da floresta desmatada sendo transformada em pastagens para o gado. Setenta por cento das terras anteriormente florestadas da Amazônia e 91% das terras desmatadas desde 1970 são usadas para pastagem de gado.
A região amazônica, no final do século XIX, viveu um grande ciclo econômico, com o advento da borracha, fabricada a partir do látex extraído da árvore conhecida como seringueira. Com a decadência desse ciclo, devido a concorrência da borracha asiática. A Amazônia só passou a entrar nos planos econômico dos governos brasileiros nos anos 60 e 70, com a construção de estradas e abertura de áreas de pastagem, em plena floresta. 
Esse modelo de exploração da floresta entrou em choque direto com o modo de vida das comunidades tradicionais da Amazônia, como os seringueiros, por exemplo.Originários dos trabalhadores migrantes que foram trabalhar na extração de látex durante o ciclo da borracha, essa população seguiu vivendo ali, desempenhando o mesmo trabalho que seus antepassados. A derrubada das seringueiras, e de todas as outras árvores, prejudicava o sustento dessas famílias. 
 Se gerou um conflito entre pecuaristas e seringueiros. Foi neste contexto que surgiu a figura de Chico Mendes, extraindo látex desde criança, conhecia as dificuldades pelas quais seu povo passava e sabia que a destruição da floresta significava o fim do seu próprio povo. Se hoje se fala em proteção da Amazônia, isso se deve muito à luta dos seringueiros e de Chico Mendes, assassinado em dezembro de 1988, à mando de dois pecuaristas
Atualmente, apesar dos ataques que a floresta continua sofrendo, - por madeireiras, pecuaristas e mineradoras - muitos projetos econômicos de menos agressivos têm se desenvolvido na região amazônica. São as chamadas reservas extrativistas, ou seja, áreas em que a população local possui o direito de viver e trabalhar, extraindo seu sustento da floresta, de forma sustentável. Aí encontramos cooperativas que trabalham com a extração de látex, açaí, castanha e outros produtos naturais. Se trata de um modelo de economia que protege a floresta, pois necessita dela para sobreviver, ou seja, a derrubada da mata significaria o seu fim e o desemprego da população. 
A riqueza cultural indígena
A vida silvestre da Amazônia compartilha o espaço com cerca de 30 milhões de pessoas. Nessa população, incluem-se mais de 220 grupos indígenas na Amazônia brasileira, além de comunidades tradicionais que dependem dos recursos naturais para sobreviver.
Por trás dessa incrível diversidade cultural, no entanto, descortina-se um cenário desolador. Apesar de habitarem uma área com uma coleção fantástica de produtos e serviços naturais, muitas das populações locais continuam vivendo em relativa pobreza.
O rio Amazonas é o eixo da vida
Esse corpo d’água colossal, alimentado por muitos afluentes, é o eixo da bacia hidrográfica Amazônica e desce do alto dos Andes até o oceano Atlântico, onde deposita suas águas.
As águas levadas pelo Amazonas ao mar equivalem a quase um sexto de toda a água doce que deságua nos oceanos do mundo.
A Amazônia não é só verde e selvagem
Então, a Amazônia é meramente uma enorme extensão uniforme de floresta tropical cortada em duas por um extenso rio? Essa percepção sobre a Amazônia é muito superficial.
Na verdade, trata-se de um ambiente extremamente complexo e dinâmico. A bacia hidrográfica é composta por uma variedade de paisagens e ecossistemas, que incluem florestas tropicais úmidas, florestas inundadas ou várzeas, savanas e uma rede intrincada de rios, lagos e igarapés.
Calor e umidade
Úmida e quente, a região amazônica possui todos os atributos típicos de um ambiente tropical. A temperatura média geralmente fica em 27,9 °C durante a estação da seca e em 25,8°C durante a estação das chuvas.
A umidade relativa do ar é muito elevada e atinge em média 88% na estação das chuvas e 77% na estação da seca. Chove e faz calor quase todos os dias do ano.
O ciclo das águas: um processo natural muito eficiente
Todos os anos, caem sobre a floresta amazônica chuvas torrenciais – entre 1.500 mm e 3.000 mm. De onde vem toda essa água?
Os ventos alísios que sopram desde o oceano Atlântico respondem por cerca de metade dessas chuvas. A outra metade provém da evapotranspiração, ou seja, a perda de água do solo por meio da transpiração das plantas e da evaporação.
Se a evapotranspiração e seu papel na manutenção do equilíbrio ecológico forem prejudicados, o que pode acontecer, por exemplo, com o desmatamento de grandes áreas, haverá um impacto significativo na região amazônica – e muito além dela.
Anexo 3: Rios Voadores (curiosidade/Você sabia)
Os rios voadores são “cursos de água atmosféricos”, formados por massas de ar carregadas de vapor de água, muitas vezes acompanhados por nuvens, e são propelidos pelos ventos. Essas correntes de ar invisíveis passam em cima das nossas cabeças carregando umidade da Bacia Amazônica para o Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.
Essa umidade, nas condições meteorológicas propícias como uma frente fria vinda do sul, por exemplo, se transforma em chuva. É essa ação de transporte de enormes quantidades de vapor de água pelas correntes aéreas que recebe o nome de rios voadores – um termo que descreve perfeitamente, mas em termos poéticos, um fenômeno real que tem um impacto significante em nossas vidas.
A floresta amazônica funciona como uma bomba d’água. Ela puxa para dentro do continente a umidade evaporada pelo oceano Atlântico e carregada pelos ventos alíseos. Ao seguir terra adentro, a umidade cai como chuva sobre a floresta. Pela ação da evapotranspiração da árvores sob o sol tropical, a floresta devolve a água da chuva para a atmosfera na forma de vapor de água. Dessa forma, o ar é sempre recarregado com mais umidade, que continua sendo transportada rumo ao oeste para cair novamente como chuva mais adiante.
Propelidos em direção ao oeste, os rios voadores (massas de ar) recarregados de umidade – boa parte dela proveniente da evapotranspiração da floresta – encontram a barreira natural formada pela Cordilheira dos Andes. Eles se precipitam parcialmente nas encostas leste da cadeia de montanhas, formando as cabeceiras dos rios amazônicos. Porém, barrados pelo paredão de 4.000 metros de altura, os rios voadores, ainda transportando vapor de água, fazem a curva e partem em direção ao sul, rumo às regiões do Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil e aos países vizinhos.
É assim que o regime de chuva e o clima do Brasil se deve muito a um acidente geográfico localizado fora do país! A chuva, claro, é de suma importância para nossa vida, nosso bem-estar e para a economia do país. Ela irriga as lavouras, enche os rios terrestres e as represas que fornecem nossa energia.
Anexo 4: O carbono nos ecossistemas florestais 
A vegetação dos ecossistemas florestais e agrícolas sequestra CO2 atmosférico durante a fotossíntese e fixa o carbono nos componentes da biomassa vegetal. Esse processo de sequestro e fixação de carbono pela vegetação tem sido considerado uma das formas mais eficientes de reduzir as concentrações de CO2 na atmosfera. Funciona como um armazenamento de carbono na biomassa viva acima do solo (folhas, ramos, galhos, troncos) e abaixo do solo (raízes). Além disso, por meio da ciclagem do carbono da biomassa morta ou necromassa (serapilheira e madeira morta), as florestas são também responsáveis por aumentar o armazenamento de C orgânico no solo (biomassa microbiana e matéria orgânica do solo) (Caldeira et al., 2003, 2008).
Ou seja, nos ecossistemas florestais ou agrícolas, o carbono pode ser armazenado nos seguintes compartimentos: biomassa viva acima do solo; biomassa viva abaixo do solo; necromassa; e solo. Assim, entender e quantificar o conteúdo de carbono nesses diferentes compartimentos pode ajudarna obtenção das estimativas mais confiáveis do balanço regional e global de carbono
A degradação tem efeitos que vão além do clima – emissão de gases de efeito estufa tanto ou maior que o desmatamento – e da perda de biodiversidade. Ela tem impactos socioeconômicos nas populações, afetando a renda, a alimentação, a saúde, qualidade de vida e a cultura de quem vive na região. “A degradação favorece poucos, mas leva fardos a muitos”, afirma David Lapola, pesquisador do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri), da Unicamp, e líder do estudo.
“Um dos diferenciais desse trabalho foi associar a degradação a outras questões que vão além do uso material da floresta, como a madeira, a caça e a geração de renda. A degradação impacta na relação que as populações têm com a floresta, na qualidade de vida, migração, educação, saúde pública e identidade cultural”, afirma Joice Ferreira, pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental e coautora do trabalho. Para os autores, futuramente esses impactos devem ser investigados deAvaliação
Avalie a participação de cada grupo, a clareza das apresentações e a qualidade das interações durante o debate. Considere também a reflexão final dos alunos.
	VALORES ATITUDINAIS ENVOLVIDOS NAS ATIVIDADES
(O que se espera que o aluno desenvolva a partir das atividades/situações propostas)
	INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO
(Mecanismos mais adequados para avaliar a evolução da aprendizagem)
	RECURSOS
(Meios necessários para o desenvolvimento das atividades/situações propostas)
	· Interesse em aprender;
· Saber ouvir aguardando sua vez;
· Conhecer e compreender normas de boa convivência;
· Respeito.
	· Ficha de leitura;
· Perguntas sobre o texto;
· Registro das respostas dos alunos.
	· Livros, textos impressos, slides, globo terrestre, mapas, internet, computador, data-show.
	REFERÊNCIAS
	ACRE. Secretaria de Estado de Educação Cultura e Esporte. Proposta de Plano de Curso do Ensino Fundamental Anos Finais, 2024.
ACRE. Secretaria de Estado de Educação Cultura e Esporte. Proposta de Plano de Curso do Ensino Fundamental Anos Finais, 2023.
CENSO AGROPECUÁRIO 2006. Censo agropecuário 2006 – segunda apuração. Disponível em: https://sidra.ibge.gov.br/pesquisa/censo-agropecuario/censo-agropecuario-2006/segunda-apuracao Acesso em: 03/09/2024.
FRANCISCO, H. Globalização, cultura e território: o Brasil no novo milênio. Espaço & 
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SANTOS, M. Por uma outra globalização. 6 ed. Rio de Janeiro: 2001. 83 p.
SANTOS, M; SOUZA, M. A. A; SILVEIRA, M. L. Território - Globalização e 
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SAUER. Sérgio; BORRAS JÚNIOR. Saturnino. ‘LAND GRABBING’ e ‘GREEN GRABBING’: Uma leitura da ‘corrida na produção acadêmica’ sobre a apropriação global de terras. CAMPO-TERRITÓRIO: revista de geografia agrária. Edição especial, p. 6-42, jun., 2016.
ANEXOS
Anexo 1 - Texto
Expansão Agropecuária e a Contradição do Acesso: Desigualdades na Distribuição de Alimentos
Nas últimas décadas, a expansão agropecuária tem sido um dos principais motores de crescimento econômico em diversas partes do mundo. Tecnologias avançadas, como o uso de sementes geneticamente modificadas, irrigação controlada e máquinas de alta eficiência, permitiram um aumento significativo na produção de alimentos. Países como o Brasil, os Estados Unidos e a China se destacam na produção de grãos, carne e outros alimentos essenciais. No entanto, essa expansão agrícola traz consigo uma grande contradição: por que, mesmo com o aumento da produção, milhões de pessoas ainda passam fome?
O problema não é a produção, é o acesso
Hoje, o planeta produz comida suficiente para alimentar toda a população mundial, mas a fome continua sendo uma realidade para milhões. O problema não está apenas na quantidade de alimentos produzidos, mas em como esses alimentos são distribuídos e no acesso a eles. Ou seja, produzir mais não resolve automaticamente o problema da fome, especialmente quando essa produção está concentrada nas mãos de grandes empresas e voltada, muitas vezes, para a exportação e o lucro, e não para alimentar as populações locais.
Em muitos países em desenvolvimento, como os da África e da América Latina, existe uma produção agrícola significativa, mas ao mesmo tempo altos índices de fome. Isso ocorre porque grande parte dessa produção é destinada ao mercado externo, para países ricos, em vez de ser utilizada para garantir a segurança alimentar das populações mais pobres. Isso gera uma contradição: há alimentos disponíveis, mas muitas pessoas não têm condições de comprá-los ou de produzi-los em quantidade suficiente.
Desigualdade na posse da terra
Outro fator que contribui para a fome e a falta de acesso ao alimento é a concentração de terras. Em muitos países, as terras mais férteis estão nas mãos de grandes proprietários ou corporações multinacionais, que produzem em larga escala. Pequenos agricultores, por outro lado, muitas vezes têm acesso a áreas menores e com menos recursos, o que limita sua capacidade de produção.
Esses pequenos agricultores são responsáveis por uma parte significativa da produção de alimentos básicos, como feijão, arroz e mandioca, que são essenciais para a alimentação das populações mais pobres. No entanto, sem acesso a crédito, tecnologia e insumos agrícolas de qualidade, esses produtores acabam sendo marginalizados. Esse modelo de concentração de terras e recursos cria um ciclo de pobreza e desigualdade, onde os mais ricos ficam mais ricos, e os mais pobres enfrentam dificuldades crescentes para garantir sua sobrevivência.
Impactos ambientais da expansão agropecuária
A expansão da agropecuária também tem um impacto direto sobre o meio ambiente. A conversão de florestas e outros ecossistemas naturais em áreas agrícolas resulta em desmatamento, perda de biodiversidade e aumento das emissões de gases de efeito estufa. Isso agrava a crise climática, que, por sua vez, afeta diretamente as populações mais vulneráveis, especialmente aquelas que dependem de um ambiente saudável para sua subsistência, como comunidades indígenas e pequenos agricultores.
Um exemplo claro disso é a Amazônia, onde vastas áreas de floresta estão sendo desmatadas para dar lugar a pastagens e plantações de soja, destinadas principalmente à exportação. O desmatamento não apenas contribui para as mudanças climáticas, como também prejudica as comunidades locais, que perdem suas fontes de alimento e água, e aumenta os conflitos por terra.
O que podemos fazer?
Diante desses desafios, é fundamental repensar o atual modelo de produção de alimentos. Precisamos de alternativas que não apenas aumentem a produção, mas que também garantam uma distribuição mais justa e sustentável dos recursos. Uma dessas alternativas é a agroecologia, um modelo de agricultura que combina práticas tradicionais com inovações tecnológicas, respeitando o meio ambiente e promovendo a justiça social. A agroecologia valoriza os pequenos produtores, promove o uso sustentável dos recursos naturais e fortalece as economias locais.
Além disso, é importante que os governos adotem políticas públicas que garantam o acesso universal aos alimentos e incentivem a agricultura familiar. Medidas como o fortalecimento de mercados locais, o combate ao desperdício de alimentos e a criação de programas de distribuição de alimentos para populações em situação de vulnerabilidade são essenciais para reduzir as desigualdades no acesso ao alimento.
Em resumo, o problema da fome não pode ser resolvido apenas com o aumento da produção. Precisamos de uma transformação estrutural que inclua a redistribuição de recursos, a proteção do meio ambiente e a promoção da justiça social. Somente assim será possível garantir que todos tenham acesso aos alimentos necessários para uma vida digna, sem que o meio ambiente seja destruído no processo.
Adaptado para fins didáticos.
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