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<p>Raq</p><p>uel</p><p>Mio</p><p>rin</p><p>-</p><p>02</p><p>5.8</p><p>04</p><p>.55</p><p>0-</p><p>78</p><p>44</p><p>Mais recentemente, passaram a ser avaliadas outras</p><p>letrinhas: o quociente de inteligência emocional (QE), uma</p><p>combinação de habilidades interpessoais, autocontrole e</p><p>comunicação. Não só no mundo do trabalho, o QE é visto como</p><p>um kit de habilidades que pode nos ajudar a ter sucesso em</p><p>vários aspectos da vida.</p><p>Tanto o QI quanto o QE são considerados importantes para</p><p>o sucesso na carreira. Hoje, porém, à medida que a tecnologia</p><p>redefine como trabalhamos, as habilidades necessárias para</p><p>prosperar no mercado de trabalho também estão mudando.</p><p>Entra em cena então um novo quociente, o de adaptabilidade</p><p>(QA), que considera a capacidade de se posicionar e prosperar</p><p>em um ambiente de mudanças rápidas e frequentes.</p><p>O QA não é apenas a capacidade de absorver novas infor-</p><p>mações, mas de descobrir o que é relevante, deixar para trás</p><p>noções obsoletas, superar desafios e fazer um esforço cons-</p><p>ciente para mudar. Esse quociente envolve também caracte-</p><p>rísticas como flexibilidade, curiosidade, coragem e resiliência.</p><p>Amy Edmondson, professora de Administração da Harvard</p><p>Business School, diz que é a velocidade vertiginosa das mudan-</p><p>ças no mercado de trabalho que fará o QA vencer o QI. Auto-</p><p>matiza-se facilmente qualquer função que envolva detectar</p><p>padrões nos dados (advogados revisando documentos legais</p><p>ou médicos buscando o histórico de um paciente, por exem-</p><p>plo), diz Dave Coplin, diretor da The Envisioners, consultoria de</p><p>tecnologia sediada no Reino Unido. A tecnologia mudou bas-</p><p>tante a forma como alguns trabalhos são feitos, e a tendência</p><p>continuará. Isso ocorre porque um algoritmo pode executar</p><p>essas tarefas com mais rapidez e precisão do que um humano.</p><p>Para evitar a obsolescência, os trabalhadores que cum-</p><p>prem essas funções precisam desenvolver novas habilidades,</p><p>como a criatividade para resolver novos problemas, empatia</p><p>para se comunicar melhor e responsabilidade.</p><p>Edmondson diz que toda profissão vai exigir adaptabili-</p><p>dade e flexibilidade, do setor bancário às artes. Digamos que</p><p>você é um contador. Seu QI o ajuda nas provas pelas quais</p><p>precisa passar para se qualificar; seu QE contribui na conexão</p><p>com um recrutador e depois no relacionamento com colegas e</p><p>clientes no emprego. Então, quando os sistemas mudam ou os</p><p>aspectos do trabalho são automatizados, você precisa do QA</p><p>para se acomodar a novos cenários.</p><p>Ter QI, mas nenhum QA, pode ser um bloqueio para as</p><p>habilidades existentes diante de novas maneiras de traba-</p><p>lhar. No mundo corporativo, o QA está sendo cada vez mais</p><p>buscado na hora da contratação. Uma coisa boa do QA é que,</p><p>mesmo que seja difícil mensurá-lo, especialistas dizem que ele</p><p>pode ser desenvolvido.</p><p>Como diz Edmondson: “Aprender a aprender é uma missão</p><p>crítica. A capacidade de aprender, mudar, crescer, experimentar se</p><p>tornará muito mais importante do que o domínio de um assunto.”</p><p>Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/vert-cap-50429043. Acesso</p><p>em: 9 jul. 2021. (Adaptado)</p><p>A frase em que o verbo apresenta a mesma predicação que o</p><p>verbo ocorrer em “Isso ocorre porque um algoritmo pode exe-</p><p>cutar essas tarefas” (parágrafo 5) é:</p><p>a) “Entra em cena então um novo quociente”. (parágrafo 3)</p><p>b) “Esse quociente envolve também características como fle-</p><p>xibilidade, curiosidade, coragem e resiliência.” (parágrafo 4)</p><p>c) “A tecnologia mudou bastante a forma como alguns traba-</p><p>lhos são feitos”. (parágrafo 5)</p><p>d) “você é um contador.” (parágrafo 7)</p><p>e) “Seu QI o ajuda nas provas”. (parágrafo 7)</p><p>Æ ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS</p><p>94. (CESGRANRIO – 2022) Texto</p><p>Maria José</p><p>Paulo Mendes Campos</p><p>Faz um ano que Maria José morreu. Era meiga quase sem-</p><p>pre, violenta quando necessário. Eu era menino e apanhava de</p><p>um companheiro maior, quando ela me gritou da sacada se eu</p><p>não via a pedra que marcava o gol. Dei uma pedrada no outro</p><p>e acabei com a briga por milagre.</p><p>Visitava os miseráveis, internava indigentes enfermos,</p><p>devotava-se ao alívio de misérias físicas e morais do próximo,</p><p>estudava o mistério teológico, exigia sempre o mais difícil de</p><p>si mesma, comungava todos os dias, ingressou na Ordem Ter-</p><p>ceira de São Francisco. Mas nunca deixou de ter na gaveta o</p><p>revólver que havia recebido, menina-e-moça, das mãos do pai,</p><p>e que empunhou no quintal noturno, perseguindo um ladrão,</p><p>para espanto de meus cinco anos.</p><p>Já perto dos setenta anos, ela explicava para um amigo meu</p><p>que tinha chegado à humildade da velhice; já não se importava</p><p>com quem tentasse ofendê-la, mas conservava o revólver para</p><p>a defesa dos filhos e dos netos.</p><p>Tratou-me com a dureza e o carinho que mereciam a rebel-</p><p>dia e o verdor da minha meninice. Ensinou- me a ler as primei-</p><p>ras sentenças; me falava do Cura d’Ars e nos dois Franciscos,</p><p>o de Sales e o de Assis; apresentou-me aos contos de Edgar</p><p>Poe e aos poemas de Baudelaire; dizia-me sorrindo versos de</p><p>Antônio Nobre que havia decorado quando menina; discutia</p><p>comigo as ideias finais de Tolstoi; escutava maternalmen-</p><p>te meus contos toscos. Quando me desgarrei nos primeiros</p><p>envolvimentos adolescentes, Maria José, com irônico afeto,</p><p>me repetia a advertência de Drummond: “Paulo, sossegue, o</p><p>amor é isso que você está vendo: hoje beija, amanhã não beija,</p><p>depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe</p><p>o que será”.</p><p>Logo que me fiz homenzinho, deixou a dureza e se fez</p><p>minha amiga: nada me perguntava, adivinhava tudo.</p><p>Terna e firme, nunca lhe vi a fraqueza da pieguice. Com o</p><p>gosto espontâneo da qualidade das coisas, renunciou às vaida-</p><p>des mais singelas. Sensível, alegre, aprendeu a encarar o sofri-</p><p>mento de olhos lúcidos. Fiel à disciplina religiosa, compreendia</p><p>celestialmente as almas que perdiam o rumo. Fé, Esperança e</p><p>Caridade eram para ela a flecha e o alvo das criaturas.</p><p>Tornara-se tão íntima da substância terrestre – a dor – que</p><p>se fazia difícil para o médico saber o que sentia; acabava dizen-</p><p>do que doía um pouco, por delicadeza.</p><p>Capaz de longos jejuns e abstinências, já no final da vida,</p><p>podia acompanhar um casal amigo a Copacabana, passar do</p><p>bar da moda ao restaurante diferente, beber dois cafés ou</p><p>três uísques em santa serenidade e aceitar com alegria o prato</p><p>exótico.</p><p>Gostava das pessoas erradas, consumidas de paixão, admi-</p><p>rava São Paulo e Santo Agostinho, acreditava que era preciso</p><p>se fazer violência para entrar no reino celeste.</p><p>Poucas horas antes de morrer, pediu um conhaque e sor-</p><p>riu, destemida e doce, como quem vai partir para o céu. San-</p><p>tificara-se. Deus era o dia e a noite de seu coração, o Pai, a</p><p>piedade, o fogo do espírito. Perdi quem me amava e perdoava,</p><p>quem me encomendava à compaixão do Criador e me defen-</p><p>dia contra o mundo de revólver na mão.</p><p>Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/7173/maria-jose.</p><p>Acesso em: 05 fev. 2022.</p><p>No trecho: “Mas nunca deixou de ter na gaveta o revólver que</p><p>recebera, menina-e-moça, das mãos do pai, e que empunhou</p><p>no quintal noturno, perseguindo um ladrão”, (parágrafo 2), a</p><p>oração destacada pode ser substituída, sem prejuízo de seu sig-</p><p>nificado, por</p><p>a) por isso perseguia um ladrão.</p><p>b) enquanto perseguia um ladrão.</p><p>c) embora perseguisse um ladrão.</p><p>O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Raquel Miorin - 025.804.550-78, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua</p><p>reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.</p>

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