Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

<p>Aula 05 - Profª Débora</p><p>Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso</p><p>Regular (Profs Débora Lima e Frederico</p><p>Kochem)</p><p>Autor:</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto</p><p>Kochem</p><p>05 de Fevereiro de 2023</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>1</p><p>Sumário</p><p>Introdução a fisioterapia Neurofuncional ..................................................................................................... 4</p><p>1. Neuroanatomia e Neurofisiologia ......................................................................................................... 4</p><p>1.1 – Visão Geral do Sistema Nervoso ................................................................................................... 4</p><p>1.2 – O Tecido Nervoso ......................................................................................................................... 6</p><p>1.2.1 – Neurônios .................................................................................................................................. 6</p><p>1.2.1 – Sinapses ..................................................................................................................................... 7</p><p>2. Anamnese e Exame Físico Geral ........................................................................................................... 8</p><p>2.1 - Anamnese ..................................................................................................................................... 8</p><p>2.1 - Exame Físico .................................................................................................................................. 9</p><p>2.2.1 - Inspeção ................................................................................................................................... 10</p><p>2.2.2 – Palpação .................................................................................................................................. 11</p><p>2.2.3 – Força Muscular ......................................................................................................................... 12</p><p>2.2.4 – Manobras Deficitárias .............................................................................................................. 15</p><p>2.2.5 - Amplitude de Movimento ........................................................................................................ 19</p><p>2.3 – Tônus Muscular ........................................................................................................................... 20</p><p>2.4 – Trofismo Muscular ...................................................................................................................... 23</p><p>2.5 – Reflexos Profundos e Superficiais ............................................................................................... 24</p><p>2.6 - Coordenação Motora .................................................................................................................. 28</p><p>2.7 – Equilíbrio ..................................................................................................................................... 29</p><p>2.8 – Sensibilidade .............................................................................................................................. 30</p><p>2.9 – Dermátomos .............................................................................................................................. 31</p><p>3. Praxias e Gnosias................................................................................................................................. 32</p><p>4. Mini Exame do Estado Mental (MEEM) ............................................................................................... 34</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>2</p><p>5. Afasias ................................................................................................................................................ 36</p><p>5.1 – Afasia de Broca ........................................................................................................................... 36</p><p>5.2 – Afasia de Wernicke ..................................................................................................................... 36</p><p>5.3 – Afasia de Condução .................................................................................................................... 37</p><p>6. Técnicas Específicas para Tratamento Neurofuncional ....................................................................... 37</p><p>6.1 – Facilitação Neuromuscular Propioceptiva (PNF) ......................................................................... 37</p><p>6.2 – BOBATH ..................................................................................................................................... 38</p><p>6.3 – Estimulação Elétrica Funcional (FES) .......................................................................................... 38</p><p>6.4 – Terapia de Restrição e Indução do Movimento (TRIM) ............................................................... 39</p><p>6.5 – BIOFEEDBACK ........................................................................................................................... 40</p><p>7. Acidente Vascular Encefálico .............................................................................................................. 41</p><p>8. Doença de Parkinson .......................................................................................................................... 44</p><p>8.1 – Escala de Hoehn & Yahr .............................................................................................................. 46</p><p>8.2 – Escala Unificada de Avaliação da DP (UPDRS)............................................................................ 47</p><p>8.3 – Questionário da Doença de Parkinson (PDQ-39) ........................................................................ 47</p><p>9. Esclerose Múltipla ............................................................................................................................... 48</p><p>10. Traumatismo Crânio Encefálico ........................................................................................................ 50</p><p>11. Esclerose Lateral Amiotrófica ............................................................................................................ 51</p><p>12. Síndrome de Guillain-Barret .............................................................................................................. 52</p><p>13. Traumatismo Raquimedular .............................................................................................................. 53</p><p>13.1 – Síndrome Medular Central ........................................................................................................ 57</p><p>13.2 – Síndrome Medular Anterior ...................................................................................................... 57</p><p>13.3 – Síndrome de Brown-Séquard .................................................................................................... 57</p><p>13.4 – Síndrome Medular Posterior ..................................................................................................... 58</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>3</p><p>13.5 – Nível Neurológico da Lesão ....................................................................................................... 58</p><p>14. Paralisia Facial ................................................................................................................................... 58</p><p>15. Plexopatias Braquial .......................................................................................................................... 61</p><p>16. Ataxia Espinocerebelar – Doença</p><p>Outros tipos de classificações existentes referem-se ao infarto lacunar e ao ataque isquêmico</p><p>transitório (AIT).</p><p>Mas o que é AIT? Bom o AIT é causado por interrupção sanguínea temporária por um trombo,</p><p>levando a perda de força muscular e limitações funcionais que se revertem em 1 hora, e em menos de 24</p><p>horas a função e a força perdida são restauradas não deixando sequelas alguma.</p><p>Já o infarto lacunar são pequenas lesões na massa encefálica em formato de “lua crescente”.</p><p>Os pacientes que sofreram um acidente vascular encefálico isquêmico apresentam diversas</p><p>alterações de acordo com a área e extensão da lesão. Os sinais e sintomas mais comuns que esses pacientes</p><p>podem apresentar são: a plegia (paralisia) ou paresia (fraqueza) de um hemicorpo, além de alterações na</p><p>fala, na deglutição, na visão, na memória, na marcha, perda de equilíbrio e alteração na coordenação</p><p>motora.</p><p>A força muscular pode estar alterada com presença de hemiplegia (ausência de força em um lado</p><p>do corpo) ou hemiparesia (diminuição da força em um lado do corpo).</p><p>A hemiplegia é comum afetando a face, membros superiores, tronco e membros inferiores.</p><p>Na fase aguda da lesão, o paciente terá dificuldade em manter sua posição sentada devido à</p><p>instabilidade de tronco. Além da alteração de força muscular, o tônus muscular poderá se apresentar</p><p>hipotônico, ou seja, diminuição do tônus, dificultando a movimentação ativa do lado corporal</p><p>comprometido e a manutenção de diversas posturas, como a ortostática.</p><p>Como sintomas mais característicos do quadro clínico após o AVE, temos:</p><p>- Perda súbita de força em um dos lados do corpo (hemiplegia ou hemiparesia);</p><p>- Perda da fala ou compreensão da fala;</p><p>- Perda da visão completa de um olho ou de metade do campo visual de ambos os olhos;</p><p>- Perda de consciência;</p><p>- Convulsões;</p><p>- Perda da coordenação;</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>44</p><p>- Alteração do equilíbrio e controle postural;</p><p>- Alteração da marcha.</p><p>Uma outra característica frequentemente encontrada em pacientes pós-AVE é o ombro doloroso,</p><p>acontecendo em aproximadamente 70% dos casos.</p><p>Ainda referente ao ombro, pode ocorrer também a prevalência da subluxação de ombro.</p><p>A hemiparesia permanece por extensos períodos, com um auge em termos de ganho em</p><p>aproximadamente doze meses.</p><p>Essas deficiências resultam em dificuldades para a execução dos movimentos funcionais, durante as</p><p>atividades de vida diárias, prejudicando a qualidade de vida individual e também no desempenho</p><p>ocupacional.</p><p>Tudo bem por aí? Vamos agora estudar a doença de Parkinson?!</p><p>Se tiver alguma dúvida, corre lá para o fórum!</p><p>8. Doença de Parkinson</p><p>Bom, vamos lá! A doença de Parkinson não é uma patologia difícil de ser estudada! A parte mais</p><p>complicada está relacionada aos núcleos da base! Devemos estar atento a eles!</p><p>Inicialmente, devemos entender que a doença de Parkinson (DP) é uma doença neurológica progressiva</p><p>do sistema extrapiramidal que apresenta como características: bradicinesia, tremor de repouso, rigidez e</p><p>instabilidade postural (que em algumas literaturas, excluindo a instabilidade postural, conhecemos como</p><p>tríade da DP).</p><p>Além disso, outros achados clínicos também são importantes, como: distúrbio da marcha, faces em</p><p>máscara (que nada mis é do que a hipomimia facial), alteração da voz, disartria (dificuldade de articular a</p><p>fala), sialorreia (produção excessiva de saliva), disfunção olfatória, hipotensão ortostática, hiperidrose</p><p>(transpiração excessiva), disfunção sexual, dores, parestesias, disfagia (dificuldade de deglutir um</p><p>alimento), incontinência urinária, micrografia (diminuição no tamanho da letra), distúrbios do sono,</p><p>depressão e demência.</p><p>Normalmente, o início da doença ocorre entre os 50 e 70 anos, afetando mais homens do que</p><p>mulheres. Isso ocorre sem uma causa conhecida, já que a DP é considerada uma doença idiopática.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>45</p><p>Na doença de Parkinson ocorre a degeneração progressiva dos neurônios da substância negra do</p><p>mesencéfalo.</p><p>https://i1.wp.com/www.neurocranioecoluna.com.br/site/images/neurocirurgia/estimulacao_cerebral/estimulacao_02.jpg</p><p>A degeneração da substância negra tem como resultado a diminuição na produção de dopamina e</p><p>consequentemente disfunção da via nigroestriatal e perda da dopamina estriatal.</p><p>Olha que curiosidade interessante... quando os pacientes começam a apresentar os sintomas, eles</p><p>já perderam 80% dos neurônios da substância negra!</p><p>O diagnóstico clínico será realizado por meio da história clínica e do exame físico.</p><p>Atualmente, novas abordagens terapêuticas são realizadas com o paciente de Parkinson, logo,</p><p>houve a necessidade do desenvolvimento de escalas para que seja avaliada a condição clínica geral,</p><p>incapacidades, função motora e mental até a qualidade de vida dos pacientes.</p><p>Mais para a frente iremos estuda-las!</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>46</p><p>Querido (a) aluno (a), apenas um adendo no meio do texto!</p><p>Lembra que eu falei dos núcleos da base?! Falei que você não pode confundi-los, não foi?</p><p>Então, rapidamente, vamos somente ver quais são eles?!</p><p>Para abordarmos o paciente que apresenta DP, é importante sabermos que o tratamento tem base</p><p>no uso de terapia medicamentosa que influencia o desempenho motor. Além disso a fisioterapia é</p><p>amplamente recomendada para minimizar os problemas causados na qualidade de vida desse indivíduo.</p><p>Ao tomar o medicamento (que é a base de levodopa) o paciente terá um período “on” (com efeito</p><p>máximo da droga) e um período “off” (com o mínimo efeito da droga). Pacientes no período “on” estão</p><p>mais capacitados a realizarem exercícios físicos, portanto o uso da medicação deve ser ajustado ao início de</p><p>uma atividade de maior esforço.</p><p>Tudo bem até ai?</p><p>Vamos agora estudar as escalas mais utilizadas na DP para analisarmos o paciente clinicamente?!</p><p>8.1 – Escala de Hoehn & Yahr</p><p>É uma ferramenta de classificação simples, que oferece alguns pontos de referência para ajudar o</p><p>examinador a determinar o estágio da doença do paciente, tendo como base os sintomas motores.</p><p>Vamos observar a escala abaixo:</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>47</p><p>https://3.bp.blogspot.com/-rDK5EBp3Jxk/V8glKFqXi5I/AAAAAAAAJSc/Y9z0C_V3qIc_FU6173hORZnJ2BNoZ5CdACEw/s1600/rr.jpg</p><p>8.2 – Escala Unificada de Avaliação da DP (UPDRS)</p><p>É definida como padrão ouro na avaliação da DP por ser a mais completa.</p><p>Abrange os sintomas que o indivíduo apresenta de maneira geral, incluindo funcionamento mental,</p><p>humor e interação social. É composta por 42 questões, divididas em quatro partes. A pontuação dessa</p><p>escala varia entre 0 e 199, considerando a atividade do medicamento no paciente quando: em “on” (sob</p><p>efeito do levodopa) e “off” (sem efeito do levodopa)</p><p>8.3 – Questionário da Doença de Parkinson (PDQ-39)</p><p>Aborda aspectos da experiência pessoal de pacientes com DP, com objetivo de avaliar a qualidade</p><p>de vida, composto por 39 questões, divididas em 8 categorias. A pontuação desta escala varia entre 0 e 100.</p><p>Bom querido (a) aluno (a), obviamente temos outras muitas escalas que avaliam a DP, mas essas</p><p>citadas acima são as mais cobradas nos concursos, tá beleza?</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>48</p><p>Bom é importante falarmos aqui que o paciente de Parkinson pode apresentar algumas outras</p><p>alterações, como:</p><p>- Dificuldade de iniciar o movimento de maneira voluntária;</p><p>- Lentidão na execução de movimentos sequenciais;</p><p>- Dificuldade na execução de movimentos simultâneos;</p><p>- Lentidão na marcha;</p><p>Durante a marcha o paciente apresenta passos curtos e arrastados (marcha petit pass),</p><p>comprimentos de passos desiguais, tronco fletido, membros superiores com movimentos reduzidos,</p><p>congelamento (freezing) no início ou durante a marcha.</p><p>Além disso, alguns pacientes apresentam a marcha festinada, em que apresentam aumento</p><p>involuntário na velocidade com redução na amplitude dos passos.</p><p>- Instabilidade postural</p><p>Fechamos a DP! Bem tranquila, né? Aposto que você já deve ter visto alguém na rua com essas</p><p>características!</p><p>Vamos agora passar para o estudo da Esclerose Múltipla (EM) ?!</p><p>9. Esclerose Múltipla</p><p>A esclerose múltipla (EM) é uma doença autoimune neurológica crônica e progressiva que</p><p>compromete os axônios dos neurônios do sistema nervoso central. Devido à destruição da bainha de</p><p>mielina, o impulso nervoso tende a ser prejudicado, passando pelo axônio do neurônio de maneira cada vez</p><p>mais lentificada e com isso, alterando os movimentos, sensações e muitas funções do organismo.</p><p>Devido à destruição dos axônios do sistema nervoso central, os estágios iniciais da EM são marcados</p><p>por uma reação imune celular mediada por células T, determinando inflamação e desmielinização dos</p><p>axônios.</p><p>Em relação à distribuição por raça, a esclerose múltipla é mais comum em indivíduos da etnia</p><p>caucasiana, sendo considerada rara entre orientais, negros e índios. É mais comum nas mulheres e,</p><p>levando-se em consideração a faixa etária, a doença é mais comum nos adultos jovens, sendo rara antes da</p><p>puberdade e após 60 anos.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>49</p><p>A EM pode ser dividida clinicamente em três tipos:</p><p>- Surto-Remissão;</p><p>- Progressiva secundária;</p><p>- Progressiva primária.</p><p>A forma surto-remissão é definida para pacientes que apresentam surtos claramente definidos com</p><p>remissão completa ou incompleta, mantendo períodos sem progressão entre os surtos. Ela caracteriza-se</p><p>por apresentar episódios agudos de comprometimento neurológico, com duração de 24 horas ou mais e</p><p>com intervalo de, no mínimo, trinta dias entre cada surto.</p><p>Já a forma progressiva secundária, ocorre inicialmente a forma surto-remissão e posteriormente,</p><p>progressão com ou sem surtos ocasionais, discretas remissões e platôs.</p><p>Por último, na forma progressiva primária, os pacientes têm curso progressivo desde o início da</p><p>doença, com ocasionais platôs e/ou discretas flutuações.</p><p>Podemos citar como os sintomas mais comuns da EM:</p><p>- Alterações piramidais (fraqueza umscular, espasticidade, clônus...);</p><p>- Alterações sensoriais (parestesias);</p><p>- Distúrbios cerebelares (equilíbrio e coordenação afetados);</p><p>- Manifestações visuais e esfincterianas (redução da acuidade visual, diplopia e escotomas).</p><p>Uma queixa bastante comum e que vale a pena ressaltar aqui é a fadiga, que pode significar menor</p><p>tolerância às atividades diárias ou ser um sintoma vago e mal caracterizado. Além disso, pode ser o sintoma</p><p>mais incapacitante para a realização das atividades diárias.</p><p>Tudo bem por aí? Se precisar, dê uma pausa e volte mais disposto nos estudos! Vamos juntos!</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>50</p><p>10. Traumatismo Crânio Encefálico</p><p>Vamos iniciar agora um tópico que vem cada vez mais se mostrando presente nas provas de</p><p>concursos. O TCE.</p><p>Quando estudamos o traumatismo crânio encefálico (TCE) que também pode ser denominada de</p><p>lesões cerebrais traumáticas, devemos saber que ele é a causa mais comum de morte antes dos 35 anos</p><p>de idade, e normalmente o traumatismo craniano é a causa mais comum de morte.</p><p>Os TCES são termos utilizados para definir uma lesão física ao cérebro por uma força mecânica</p><p>externa ou projétil, que apresenta como resultado perda de consciência, amnésia pós-traumática e</p><p>deficiências neurológicas.</p><p>Atualmente, devido à etiologia dos TCE, a maioria dos pacientes é acometida pelo TCE fechado, em</p><p>que a calota craniana não é penetrada. Nos casos de acidentes automobilísticos, nos quais ocorre o impacto</p><p>brusco ou aceleração-desaceleração, geralmente acontecem danos cerebrais difusos com uma variedade</p><p>de problemas comportamentais, físicos e cognitivos.</p><p>Podemos classificar os mecanismos de TCE em:</p><p>- Lesão cerebral focal (que resulta em contusão, laceração e hemorragia intracraniana por trauma local</p><p>direto)</p><p>- Lesão cerebral difusa (causando lesão axonal difusa e edema cerebral pelo mecanismo de aceleração/</p><p>desaceleração)</p><p>Com relação aos mecanismos de trauma craniano podemos classificá-los em:</p><p>- Traumas fechados (geralmente associados à colisão de veículos, quedas e agressões)</p><p>- Traumas abertos (quando causados por armas de fogo e lesões penetrantes).</p><p>A grande maioria dos indivíduos que sofrem TCE são classificados como trauma leve (80%), e</p><p>normalmente apresenta evolução satisfatória e sem intercorrências.</p><p>O TCE leve é definido como um escore de 14 ou 15 na escala de coma de Glasgow, podendo ser</p><p>atribuídos níveis de risco, como baixo, médio e alto risco de desenvolver lesões neurológicas.</p><p>Já os indivíduos que sofreram TCE grave, os pacientes apresentam pontuação abaixo de 8 na escala</p><p>de Glasgow, havendo a necessidade de abordagem terapêutica imediata com suporte de ventilação</p><p>mecânica até que ocorra a melhora do quadro neurológico.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>51</p><p>Os conceitos mais comumente aceitos para a classificação do trauma são:</p><p>a) Leve: pontuação 13 a 15, menos de 20 minutos de duração do coma.</p><p>b) Moderado: pontuação de 9 a 12, menos de 6 horas de duração do coma.</p><p>c) Grave: pontuação menor ou igual a 8 por mais de 6 horas de duração do coma.</p><p>Os pacientes com TCE grave são frequentemente submetidos à monitorização da pressão</p><p>intracraniana (PIC) e da pressão arterial média (PAM) (estudaremos isso mais à frente na nossa aula de</p><p>terapia intensiva), sendo realizado um protocolo rígido de assistência, que inclui sedação, elevação de</p><p>cabeceira do leito, ventilação mecânica otimizada, fisioterapia respiratória e motora, entre outras.</p><p>Após a alta hospitalar, são estabelecidas estratégias de recuperação para pacientes com TCE, que</p><p>enfatizam o uso de técnicas com a finalidade de estimular as funções perceptivas afetadas pela lesão, ou</p><p>seja, o tratamento vai variar de acordo com as manifestações apresentadas pelo paciente, ou seja, o local</p><p>da lesão.</p><p>11. Esclerose Lateral Amiotrófica</p><p>Vamos agora estudar uma patologia interessante e que dentre todas as da neurologia, na minha</p><p>opinião e uma das mais incapacitantes! Cuidado com ela na prova! Tem caído bastante nos concursos!</p><p>Vamos lá!</p><p>A esclerose lateral amiotrófica (ELA) já recebeu diversas denominações diferentes: atrofia</p><p>muscular progressiva, paralisia bulbar progressiva, esclerose lateral primária. Todos os nomes foram</p><p>incluídos em um grupo de doenças do neurônio motor (DNM) e com o passar dos anos, porém, a ELA e as</p><p>DNM foram consideradas uma só, pelos mesmos</p><p>autores e, desde então, os outros integrantes do grupo</p><p>passaram a ser subtipos da ELA.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>52</p><p>A ELA acomete homens em uma proporção de até duas vezes maior que as mulheres e se manifesta</p><p>a partir da quinta década de vida.</p><p>Até o momento não se conhece a causa exata para a ELA (ou seja, é uma patologia idiopática), por</p><p>enquanto todas as hipóteses caminham ao redor de teorias. Hoje, a principal teoria é multifatorial, ou seja,</p><p>uma exposição ambiental deletéria em indivíduos suscetíveis geneticamente levaria às lesões neuronais.</p><p>Os possíveis fatores ambientais que poderiam provocar essa ação deletéria são as infecções virais e</p><p>reações inflamatórias causadas pelos micros traumas gerados pelo esporte de alto desempenho (o que pode</p><p>explicar a incidência maior e mais precoce em esportistas de alto nível), que levariam a uma reação</p><p>autoimune contra a própria célula nervosa. Mas ainda há muitos estudos pela frente!</p><p>Na ELA pode ocorrer degeneração progressiva dos neurônios motores superiores do córtex</p><p>cerebral e dos neurônios motores inferiores do tronco encefálico e da medula espinhal.</p><p>Durante a investigação da doença, preconiza-se que o paciente com ELA realize a eletroneuromiografia</p><p>(EMM) para analisar quais músculos estão afetados de fato pela doença e se há comprometimento dos</p><p>neurônios motores inferiores.</p><p>Além disso, o exame de ressonância magnética e exames laboratoriais serão utilizados com a</p><p>finalidade de excluir outras patologias. Contudo, não há nenhum exame, ainda, que seja um marcador</p><p>definitivo de ELA.</p><p>Vale ressaltar aqui que a expectativa de vida com a doença é de seis meses a três anos na ELA bulbar,</p><p>e de três a cinco anos na ELA clássica, em que ocorre a lesão de neurônios motores superiores do córtex</p><p>cerebral e dos neurônios inferiores da medula espinhal.</p><p>12. Síndrome de Guillain-Barret</p><p>Agora vamos falar um pouquinho sobre a Síndrome de Guillain-Barré (SGB), que é a maior causa de</p><p>paralisia flácida generalizada no mundo. A SGB é uma doença de caráter autoimune, assim como a</p><p>esclerose múltipla, que acomete primordialmente a bainha de mielina da porção proximal dos nervos</p><p>periféricos de forma aguda, sendo denominada também como polineuropatia inflamatória aguda</p><p>desmielinizante.</p><p>A SGB enquanto inflamação aguda adquirida leva à desmielinização dos nervos periféricos,</p><p>consequentemente à fraqueza motora e alterações sensoriais, sempre de distal para proximal.</p><p>Como assim, Débora?! Não entendi!</p><p>Bom, a grande maioria dos pacientes relata que inicialmente a doença aparece por meio da sensação</p><p>de parestesias nas extremidades distais dos membros inferiores e, em seguida, dos membros</p><p>superiores. Em cerca da metade dos pacientes, podemos verificar a presença de dor neuropática lombar ou</p><p>nas pernas. Além disso, a fraqueza muscular progressiva é o sinal mais perceptível ao paciente, ocorrendo</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>53</p><p>geralmente na seguinte ordem: membros inferiores, membros superiores, tronco, cabeça e pescoço, com a</p><p>intensidade da fraqueza podendo variar desde fraqueza leve, o que não faz o paciente procurar por</p><p>atendimento médico em nível primário, até tetraplegia completa com necessidade de ventilação mecânica</p><p>(VM) por paralisia da musculatura respiratória acessória.</p><p>Já podemos perceber que a SGB é bem grave, né?!</p><p>Normalmente a doença progride por duas a quatro semanas.</p><p>Caso ocorra progressão de sinais e sintomas por mais de oito semanas, o diagnóstico de SGB torna-</p><p>se duvidoso, sugerindo então polineuropatia desmielinizante inflamatória crônica (PDIC).</p><p>Após a fase da progressão, a doença entra num platô por vários dias ou semanas com subsequente</p><p>recuperação gradual da função motora ao longo de vários meses.</p><p>13. Traumatismo Raquimedular</p><p>Queridos (as) alunos (as), vamos agora conversar sobre um tema que cai bastante nos concursos e</p><p>que muitas pessoas acham complexo! Mas vamos lá! Qualquer coisa estou no fórum! Vamos lá?!</p><p>Bem, o trauma raquimedular (TRM) é uma lesão neurológica incapacitante, com grande impacto na</p><p>sociedade, representando um problema de saúde pública.</p><p>As lesões medulares afetam principalmente os adultos jovens do sexo masculino e sendo a região</p><p>cervical e a transição toracolombar os seguimentos mais atingidos.</p><p>Quando ocorre uma lesão medular, podemos observar que há um déficit na comunicação entre os</p><p>trajetos nervosos que ligam o encéfalo ao músculo esquelético.</p><p>Existe uma associação americana que se chama Associação Americana do Trauma Raquimedular</p><p>(ASIA – American Spine Injury Association). Essa associação desenvolveu padrões para a avaliação e</p><p>classificação neurológica do paciente com lesão medular e que é amplamente utilizada a nível mundial.</p><p>Observe a escala abaixo:</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>54</p><p>https://files.passeidireto.com/9bc4f8c3-baa7-4bed-9920-2db36e96bb99/9bc4f8c3-baa7-4bed-9920-2db36e96bb99.jpeg</p><p>A avaliação neurológica tem base na avaliação da sensibilidade e da função motora, e tem uma</p><p>etapa compulsória, fundamentada na qual é determinado o nível da lesão neurológica, o nível motor e o</p><p>nível sensorial, e obtêm-se números que, em conjunto, fornecem um escore.</p><p>O exame da sensibilidade do paciente é realizado por meio da avaliação da sensibilidade tátil e</p><p>dolorosa do mesmo, em que essa avaliação é realizada nos vinte e oito dermátomos de ambos os lados,</p><p>atribuindo-se uma avaliação numérica de acordo com o achado clínico que se dá da seguinte forma:</p><p>0- Ausente;</p><p>1- Alterada;</p><p>2- Normal</p><p>NT (não testada), quando, por qualquer motivo, a avaliação do dermátomo não puder ser realizada.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>55</p><p>O esfíncter anal externo deve ser também examinado por meio da introdução do dedo do</p><p>examinador no orifício anal, com a finalidade de determinar se a lesão é completa ou incompleta (NEVES,</p><p>M. A. O. et. al., 2007).</p><p>A avaliação da função motora é realizada por meio da avaliação de ambos os lados do paciente, de</p><p>músculos denominados “músculos chaves” em 10 pares de miótomos.</p><p>Já a força muscular é graduada de acordo com a seguinte escala:</p><p>0- Paralisia total;</p><p>1- Contração palpável ou visível;</p><p>2- Movimento ativo sem ação da gravidade;</p><p>3- Movimento ativo contra a força da gravidade;</p><p>4- Movimento ativo contra alguma resistência;</p><p>5- Força normal;</p><p>NT (não testada).</p><p>Os músculos selecionados para a avaliação e os níveis neurológicos correspondentes são:</p><p>C5- Flexores do cotovelo;</p><p>C6- Flexores do punho;</p><p>C7- Extensores do cotovelo;</p><p>C8- Flexores do dedo - falange média e distal;</p><p>T1- Abdutores do dedo mínimo;</p><p>L2- Flexores do quadril;</p><p>L3- Flexores do joelho;</p><p>L4- Dorsiflexores do tornozelo;</p><p>L5- Extensor longo dos dedos;</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>56</p><p>S1- Flexores plantares do tornozelo.</p><p>Além disso, podemos somar ao exame dos 10 pares de miótomos mencionados, a avaliação do</p><p>esfíncter anal externo, avaliando a sua capacidade de contração voluntária (sim ou não), o que auxilia na</p><p>diferenciação</p><p>da lesão incompleta ou completa.</p><p>A avaliação da deficiência consiste em cinco graus de incapacidade:</p><p>A- Lesão completa: Não existe função motora ou sensitiva nos segmentos sacrais S4-S5;</p><p>B- Lesão incompleta: Preservação da sensibilidade e perda da força motora abaixo do nível neurológico,</p><p>estendendo-se até os segmentos sacrais S4-S5;</p><p>C- Lesão incompleta: A função motora é preservada abaixo do nível neurológico, e a maioria dos músculos</p><p>chaves abaixo do nível neurológico apresentam grau menor ou igual a 3;</p><p>D - Lesão incompleta: A função motora é preservada abaixo do nível neurológico e a maioria dos músculos</p><p>chaves abaixo do nível neurológico tem grau maior ou igual a 3;</p><p>E- Normal: A sensibilidade e força muscular normal.</p><p>Dois fatores irão influenciar no grau de limitação de cada paciente:</p><p>- Nível da lesão: altura da lesão, se a lesão é mais alta ou mais baixa.</p><p>- Extensão da lesão: se a lesão é completa ou incompleta.</p><p>a) Completa: não há atividade motora voluntária nem sensibilidade do nível da lesão até o</p><p>segmento sacral S4-S5.</p><p>b) Incompleta: há atividade motora voluntária parcial e sensibilidade parcial até o segmento sacral</p><p>S4-S5.</p><p>Uma outra informação importante que devemos estudar é sobre os níveis de lesão.</p><p>Tetraplegia: os pacientes apresentarão grande comprometimento dos membros superiores, tronco</p><p>e dos membros inferiores.</p><p>Tetraparesia: pacientes apresentarão comprometimento leve dos membros superiores, tronco e</p><p>membros inferiores.</p><p>Paraplegia: pacientes apresentam grande comprometimento dos membros inferiores.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>57</p><p>Paraparesia: pacientes apresentam comprometimento leve dos membros inferiores.</p><p>Bom, uma parte muito importante no estudo da lesão medular são as síndromes medulares. Cai em</p><p>concurso? NÃO! DESPENCA! Vamos lá!</p><p>As síndromes medulares apresentam quadro neurológico característico, dependendo da localização</p><p>da lesão no interior da medula espinhal.</p><p>13.1 – Síndrome Medular Central</p><p>Ocorre principalmente na região cervical e apresenta comprometimento mais significativo nos</p><p>membros superiores do que nos membros inferiores.</p><p>13.2 – Síndrome Medular Anterior</p><p>Na síndrome da medular anterior, ocorre preservação da propriocepção e perda variável da função</p><p>motora e da sensibilidade dolorosa.</p><p>13.3 – Síndrome de Brown-Séquard</p><p>Cuidado com essa, cai MUITO nos concursos e pode te confundir!</p><p>Nela ocorre uma hemisecção da medula espinhal, o que ocasiona perda da função motora e</p><p>proprioceptiva do lado da lesão e perda da sensibilidade à dor e temperatura do lado contralateral à</p><p>lesão.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>58</p><p>13.4 – Síndrome Medular Posterior</p><p>Nessa síndrome a função motora, a sensibilidade dolorosa e a tátil estão preservadas, enquanto</p><p>que a propriocepção está alterada.</p><p>Tudo bem, querido (a) aluno (a)? Vamos agora finalizar nossos estudos em lesão medular com uma</p><p>nomenclatura interessante e que também é comum nos concursos!</p><p>13.5 – Nível Neurológico da Lesão</p><p>Cada nível de lesão apresenta um nível neurológico de funcionalidade com uma característica</p><p>funcional correspondente ao que o paciente é capaz de realizar.</p><p>O nível neurológico do indivíduo é determinado pelo último nível da medula com atividade</p><p>motora e sensitiva normal, sendo geralmente o nível imediatamente acima do nível da lesão.</p><p>A característica funcional estabelecida pelo nível neurológico será a meta mínima de funcionalidade</p><p>a ser trabalhada pela Fisioterapia.</p><p>Beleza? Fechamos lesão medular! Obviamente tem MUITAS coisas que eu não abordei por aqui, mas</p><p>como o foco são os concursos, com esse material estaremos bem!</p><p>Vamos agora estudar um pouco sobre paralisia facial?!</p><p>14. Paralisia Facial</p><p>Vamos iniciar nossos estudos sobre paralisia facial?!</p><p>Bom, a paralisia facial ocorre devido à interrupção da trajetória nervosa de qualquer um dos</p><p>segmentos do nervo facial, que é o sétimo par de nervos cranianos</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>59</p><p>Na imagem abaixo podemos diferenciar a paralisia facial central da periférica:</p><p>https://simbrazil.mediviewprojects.org/images/stories/NeuroExam/fig-23-RGB-BR-400.jpg</p><p>Vamos iniciar nossa conversa com a paralisia facial periférica. Vamos lá?!</p><p>A lesão periférica desse nervo craniano resulta em paralisia completa ou parcial da mímica facial</p><p>ipsilateral (ou seja, do mesmo lado) à lesão e pode trazer como alterações: distúrbios da gustação, da</p><p>salivação e do lacrimejamento (lagrimas de crocodilo), dificuldade para fechar os olhos (lagoftalmo), além</p><p>de hiperacusia (sensibilidade aos sons) e hipoestesia no canal auditivo externo.</p><p>Em aproximadamente 50% dos pacientes acometidos pela paralisia facial periférica a etiologia é</p><p>desconhecida. A primeira maior incidência é a idiopática, também denominada paralisia de Bell, e a</p><p>segunda mais incidente é a traumática, entre outras.</p><p>A hipertensão arterial, diabetes mellitus, viroses, gravidez e puerpério são apontadas como</p><p>condições associadas.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>60</p><p>Já na paralisia facial central, temos a alteração no nervo facial na via motora central (podemos</p><p>observar na imagem acima), antes das vias piramidais.</p><p>A paralisia facial central é manifestada pela perda dos movimentos voluntários no terço inferior de</p><p>uma hemiface contralateral à lesão (ou seja, do lado oposto à lesão).</p><p>Na Paralisia Facial Central não há acometimento das secreções salivares e lacrimais, além da</p><p>gustação.</p><p>Então para resumirmos de uma maneira geral a paralisia facial central e periférica, observe abaixo o</p><p>esquema:</p><p>PARALISIA FACIAL CENTRAL</p><p>- Lesão antes do cruzamento</p><p>- Afeta o quadrante inferior</p><p>da face contra lateral a lesão</p><p>PARALISIA FACIAL PERIFÉRICA</p><p>- Lesão depois do cruzamento</p><p>- Afeta o quadrante superior e</p><p>inferior ipsilateral a lesão</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>61</p><p>15. Plexopatias Braquial</p><p>O plexo braquial (PB) é um conjunto formado por cinco raízes nervosas (conhecidas como C5, C6,</p><p>C7, C8 e T1), que se originam na região cervical e formam uma rede nervosa que segue próximo à região da</p><p>clavícula.</p><p>https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/89/Brachial_plexus_2_pt.svg/1200px-Brachial_plexus_2_pt.svg.png</p><p>Essas raízes, como podemos ver na imagem acima, irão originar os troncos e posteriormente os</p><p>fascículos nervosos, que posteriormente darão origem aos principais nervos responsáveis pela inervação</p><p>sensorial e motora dos membros superiores.</p><p>Assim, estes nervos são fundamentais para a motricidade e sensibilidade dos músculos dos</p><p>membros superiores.</p><p>Podemos ter diversas formas de lesão do PB, mas na maioria dos casos é devido a traumas,</p><p>principalmente decorrentes de acidentes automobilísticos e de motocicleta.</p><p>As lesões também podem ocorrer por quedas, sustentação de carga pesada nos ombros e agressões</p><p>por objetos cortantes e armas de fogo, podendo ocorrer juntamente com fratura de clavícula.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula</p><p>05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>62</p><p>Acomete muito mais aos homens com faixa etária entre 16 e 25 anos, porém também podem ocorrer</p><p>em criança no momento do parto (vamos estudar isso em pediatria), denominada como paralisia braquial</p><p>obstétrica.</p><p>Dependendo do mecanismo de lesão, as raízes nervosas podem sofrer avulsão, estiramento ou</p><p>ruptura</p><p>Os sinais e sintomas da lesão do plexo braquial estarão correlacionados com o local, tipo e gravidade</p><p>da lesão.</p><p>Vamos entender melhor?!</p><p>- Lesões do tronco superior (raízes C5 e C6) - Acarretam com dificuldades para movimentar a região do</p><p>ombro.</p><p>- Lesão do tronco médio (raiz C7) - Dificuldade de movimentos do cotovelo.</p><p>- Lesões do tronco inferior (raízes C8 e T1) - Há dificuldades para realizar movimentos com a mão.</p><p>Quando há lesão dos três troncos, pode haver paralisia total do membro superior.</p><p>As lesões de plexo braquial não ocasionam somente fraqueza muscular, mas também podem gerar</p><p>alterações de sensibilidade, dor, atrofias e encurtamentos musculares, rigidez nas articulações e</p><p>deformidades musculoesqueléticas no membro superior afetado, podendo gerar também alterações</p><p>posturais e desequilíbrio postural também!</p><p>16. Ataxia Espinocerebelar – Doença de Machado Joseph</p><p>Para finalizarmos nossos estudos na fisioterapia neurofuncional, vamos estudar um pouco sobre a ataxia</p><p>espinocerebelar que também podemos conhecer como doença de Machado Joseph!</p><p>A doença de Machado Joseph (DMJ) é uma doença hereditária, progressiva e caracterizada como</p><p>autossômica dominante. O paciente com a DMJ apresentará a ataxia cerebelar, também denominada de</p><p>ataxia espinocerebelar, em que o paciente apresentará a falta de coordenação dos movimentos</p><p>voluntários, sendo a principal manifestação da síndrome cerebelar.</p><p>No decorrer da doença, o paciente com DMJ apresenta determinados sintomas, como por exemplo:</p><p>disartria, dismetria, dissinergia, disdiadococinesia, alterações oculomotoras, hipotonia, tremor de intenção</p><p>(cuidado para não confundir com o tremor de repouso da doença de Parkinson), marcha atáxica, disfagia,</p><p>distonia e etc.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>63</p><p>O cerebelo contribui para a coordenação dos movimentos voluntários e também do tônus</p><p>muscular.</p><p>O paciente com DMJ apresenta uma atrofia progressiva do cerebelo, sendo assim desenvolve a</p><p>ataxia cerebelar. Além disso, esses indivíduos apresentam déficits no desempenho motor, ou seja, esses</p><p>pacientes apresentam dificuldade em se manter parados, principalmente na posição ortostática. Além</p><p>disso, apresentam déficit de equilíbrio, principalmente quando a massa corporal necessita mover-se além</p><p>de um determinado perímetro limitado (que chamamos de base de suporte).</p><p>Os indivíduos que apresentam a ataxia espinocerebelar apresentam dificuldades para realizar</p><p>tarefas, como: colocar um copo dentro do outro, sentar e levantar sem apoio das mãos, passar um líquido</p><p>de um copo para outro... tudo isso devido à falta de coordenação dos movimentos.</p><p>Para avaliarmos um paciente com DMJ, podemos utilizar alguns testes que estudamos</p><p>anteriormente, como por exemplo:</p><p>- Teste índex-índex</p><p>- Teste do índex-nariz</p><p>- Teste do calcanhar na perna;</p><p>- Teste para movimentos rápidos e alternados;</p><p>- Teste de Romberg para equilíbrio</p><p>Como principal objetivo da fisioterapia, devemos pensar em treinar o desempenho ideal e efetivo</p><p>de qualquer movimento que o paciente apresenta dificuldade, ou seja, trabalhando o controle motor</p><p>durante os movimentos funcionais, como por exemplo, caminhar, sentar e levantar.</p><p>E ai queridos! Como estamos? Finalizamos mais um livro digital!</p><p>Confesso que falamos bastante aqui e acredito que sua aprovação esteja mais próxima do que</p><p>imaginamos!</p><p>Mas, agora é a hora de treinarmos tudo o que estudamos! Vamos nessa?</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>64</p><p>QUESTÕES COMENTADAS</p><p>Questão 1. (IBFC - SESACRE - Fisioterapeuta - 2019). Paciente do sexo masculino, com 35 anos, com</p><p>sorologia positiva ao Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), sofreu sintomas de gripe e necessitou</p><p>ficar em repouso por 5 dias. Ao retornar ao trabalho, iniciaram os sintomas de parestesia nos dedos do</p><p>pé e posteriormente dedos das mãos. O quadro se agravou, apresentando fraqueza em membros</p><p>inferiores que o impossibilitou de andar. Progrediu acometendo braços, tronco, cabeça e pescoço. Foi</p><p>submetido a exame eletrofisiológico, o qual constatou que os tempos de condução, sensorial e motora,</p><p>estavam lentos em relação a um padrão de normalidade, confirmando que a doença comprometeu seu</p><p>sistema nervoso. Assinale a alternativa correta que indica a doença correspondente ao caso clínico</p><p>descrito.</p><p>A) Distrofia muscular de Duchenne</p><p>B) Síndrome de Charcot-Marie-Tooth</p><p>C) Síndrome de Guillain Barré</p><p>D) Meningite Criptocócica</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta. A distrofia muscular de Duchenne é uma patologia que ocorre comumente</p><p>em crianças pela deficiência na distrofina.</p><p>A alternativa B está incorreta. A doença de Charcot-Marie-Tooth é uma neuropatia hereditária na qual os</p><p>músculos da parte inferior das pernas ficam fracos e com atrofia.</p><p>A alternativa C é a correta. A síndrome de Guillain Barré é um distúrbio autoimune, ou seja, o sistema</p><p>imunológico do próprio corpo ataca parte do sistema nervoso, que são os nervos que conectam o cérebro</p><p>com outras partes do corpo. É geralmente provocado por um processo infeccioso anterior e manifesta</p><p>fraqueza muscular, com redução ou ausência de reflexos. Várias infecções têm sido associadas à Síndrome</p><p>de Guillain Barré, sendo a infecção por Campylobacter, que causa diarreia, a mais comum.</p><p>A alternativa D está incorreta. Criptococose é uma infecção pulmonar ou disseminada, adquirida por</p><p>inalação de solo contaminado com a levedura encapsulada Cryptococcus neoformans ou C. gattii. Os</p><p>sintomas são os de pneumonia, meningite, ou de envolvimento cutâneo, ósseo, ou de vísceras.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>65</p><p>Questão 2. (COTEC – Prefeitura de Lagoa Grande/MG – Fisioterapeuta – 2019) As afirmativas abaixo</p><p>descrevem características anatômicas e clínicas da paralisia facial de Bell. Analise-as e assinale a</p><p>alternativa CORRETA.</p><p>A) A paralisia de Bell é uma paralisia facial central, conhecida por acometer o núcleo motor principal do</p><p>nervo facial.</p><p>B) A paralisia de Bell decorre da nevralgia do trigêmeo e é considerada uma paralisia facial periférica.</p><p>C) A paralisia de Bell é uma disfunção do nervo facial, geralmente unilateral, conhecida como paralisia facial</p><p>periférica.</p><p>D) A paralisia de Bell acomete o quadrante superior da face, que compromete a ação do músculo elevador</p><p>da pálpebra superior.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta. A paralisia de Bell é uma paralisia facial periférica.</p><p>A alternativa B está incorreta. O nervo craniano que está acometido é o VII par (nervo facial).</p><p>A alternativa C é a correta. A paralisia de Bell é uma paralisia do nervo facial (nervo craniano VII) que</p><p>resulta em inabilidade para controlar os músculos faciais no lado afetado. Várias condições podem causar</p><p>uma paralisia facial, por exemplo, tumor cerebral, derrame e doença de Lyme.</p><p>A alternativa D está incorreta. Não somente o quadrante inferior, mas o superior também, de maneira</p><p>ipsilateral a lesão.</p><p>Questão 3. (Excelência – Prefeitura de Rio Novo – Fisioterapeuta – 2019). Fraqueza muscular</p><p>ascendente: começam pelas pernas, podendo, em seguida, progredir ou afetar o tronco, braços e face,</p><p>com redução ou ausência de reflexos. Apresenta diferentes graus de agressividade, provocando leve</p><p>fraqueza muscular em alguns pacientes ou casos de paralisia total dos quatro membros. A sensação de</p><p>dormência ou queimação nas extremidades membros inferiores (pés e pernas) e, em seguida,</p><p>superiores (mãos e braços). Dor neuropática lombar (nervos, medula da coluna ou no cérebro) ou nas</p><p>pernas pode ser vista em pelo menos 50% dos casos. Fraqueza progressiva é o sinal mais perceptível ao</p><p>paciente, ocorrendo geralmente nesta ordem: membros inferiores, braços, tronco, cabeça e pescoço.</p><p>São características de:</p><p>A) Miastenia grave.</p><p>B) Síndrome de Guillain Barré.</p><p>C) Síndrome de Sjögren.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>66</p><p>D) Nenhuma das alternativas.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta. A miastenia gravis é uma doença autoimune que atinge as chamadas junções</p><p>neuromusculares – regiões espalhadas pelo corpo todo onde os neurônios entram em contato com os</p><p>músculos. É nesses locais que os estímulos nervosos se convertem em contrações dos músculos, através da</p><p>substância acetilcolina.</p><p>A alternativa B é a correta. A SGB é caracterizada pela fraqueza muscular ascendente: começam pelas</p><p>pernas, podendo, em seguida, progredir ou afetar o tronco, braços e face, com redução ou ausência de</p><p>reflexos. Apresenta diferentes graus de agressividade, provocando leve fraqueza muscular em alguns</p><p>pacientes ou casos de paralisia total dos quatro membros.</p><p>A alternativa C está incorreta. A Síndrome de Sjögren é uma doença autoimune que afeta as glândulas</p><p>produtoras de lágrimas e saliva, causando olho e boca seca. A doença pode, ainda, afetar outras partes do</p><p>corpo, podendo causar problemas também aos rins e aos pulmões, por exemplo.</p><p>A alternativa D está incorreta. Apresentamos a alternativa B como correta.</p><p>Questão 4. (EUPA – Nível Superior – Fisioterapeuta – 2020). Após acidente automobilístico, J. A. S.</p><p>sofreu traumatismo raquimedular com ausência total motora e sensorial ao nível vertebral e medular</p><p>de L1. Sabendo desta informação, o quadro clínico do paciente é:</p><p>A) Tetraplegia</p><p>B) Tetraparesia</p><p>C) Paraplegia</p><p>D) Paraparesia</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta. Para ser tetraplegia: o pacientes deveria apresentar grande</p><p>comprometimento dos membros superiores, tronco e dos membros inferiores. Ou seja, acometer desde as</p><p>primeiras vértebras cervicais.</p><p>A alternativa B está incorreta. Para ser tetraparesia: o paciente deveria apresentar comprometimento leve</p><p>dos membros superiores, tronco e dos membros inferiores. Ou seja, acometer desde as primeiras vértebras</p><p>cervicais.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>67</p><p>A alternativa C é a correta. O paciente apresenta comprometimento motor e sensitivo em nível medular</p><p>lombar (ou seja, se pararmos para analisar, é um nível de lesão baixo).</p><p>A alternativa D está incorreta. Para ser paraparesia o paciente deveria apresentar comprometimento leve</p><p>dos membros inferiores. Poderia ter sensibilidade ou motricidade preservada.</p><p>Questão 5 (IADES - AL-GO – Fisioterapeuta). Uma paciente de 28 anos de idade, vítima de acidente</p><p>moto x carro, foi admitida há três horas, levada por equipe de trauma. Segue com sedação, em VM por</p><p>TOT. Foi diagnosticada lesão medular traumática ao nível de C4-C5. Com base nesse caso clínico,</p><p>assinale a alternativa correta:</p><p>A) Para mensurar a pressão de pico da paciente, deve-se utilizar a pausa inspiratória de 1 segundo a 2</p><p>segundos ou a oclusão da válvula expiratória.</p><p>B) Os fatores de risco que podem levar a uma lesão na medula espinhal incluem a participação em atividades</p><p>físicas perigosas, o não uso de equipamentos de proteção individual durante essas atividades e os</p><p>mergulhos em águas rasas. São raras as lesões medulares por acidentes automobilísticos, como no caso</p><p>apresentado.</p><p>C) A preservação da função sensitiva ou motora abaixo do nível neurológico indica a possibilidade de</p><p>recuperação medular completa.</p><p>D) A lesão nesse nível apresenta prognóstico tenebroso. A paciente certamente ficará tetraplégica pelo</p><p>resto da respectiva vida.</p><p>E) Independentemente do prognóstico associado ao quadro clínico, deve-se mobilizar passivamente os</p><p>segmentos e realizar as mudanças de decúbito para prevenir escaras.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta. Não, pois como se trata de uma lesão medular alta (C4-C5) o paciente pode</p><p>não apresentar força respiratória. Além disso a paciente está em VM com TOT.</p><p>A alternativa B está incorreta. Não são raras as lesões medulares por acidentes automobilísticos, como no</p><p>caso apresentado. Na verdade é bem comum.</p><p>A alternativa C está incorreta. Não há como saber se irá ocorrer uma recuperação medular completa nesse</p><p>caso.</p><p>A alternativa D está incorreta. Não há como saber se irá ocorrer uma lesão medular completa nesse caso.</p><p>Somente depois de avaliar</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>68</p><p>A alternativa E é a correta. Independentemente do prognóstico associado ao quadro clínico, deve-se</p><p>mobilizar passivamente os segmentos e realizar as mudanças de decúbito para prevenir escaras.</p><p>Questão 6. (CESPE – EBSERH – Fisioterapeuta Neurofuncional – 2018). A lesão total do plexo braquial</p><p>causa paralisia parcial do braço, com perda sensitiva parcial da mão, do antebraço e da face externa do</p><p>braço a partir do ombro.</p><p>A) Certo</p><p>B) Errado</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta. Lesão do Plexo total acomete as raízes nervosas de C5 a T1. É rara e com</p><p>difícil determinação da localização exata da lesão anatômica. A lesão afetará todo o braço, que se encontra</p><p>completamente flácido. Manifestações clínicas como atrofia, hipomobilidade, edemas, e hematomas são</p><p>indicativos</p><p>A alternativa B é a correta.</p><p>Questão 7. (CESPE – EBSERH – Fisioterapeuta Neurofuncional – 2018). A doença de Parkinson (DP) é a</p><p>segunda doença neurodegenerativa mais comum em todo o mundo, com prevalência de 400 a 1.900</p><p>casos por 100.000 pessoas. Com relação à DP, julgue o próximo item.</p><p>Hipocinesia, tremor, bradicinesia, rigidez e instabilidade postural são sintomas característicos da DP,</p><p>mas nem todos esses sintomas estão presentes em todos os pacientes.</p><p>A) Certo</p><p>B) Errado</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A é a correta. Nem todos os pacientes poidem apresentar as caracteristicas clínicas. Irá</p><p>depender de diversos fatores, como por exemplo o tempo de estadiamento da doença e o tempo de</p><p>diagnóstico da patologia também.</p><p>A alternativa B está incorreta.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>69</p><p>Questão 8. (CESPE – EBSERH – Fisioterapeuta Neurofuncional – 2018). Os acidentes vasculares</p><p>cerebrais (AVC) são as causas mais comuns das hemiplegias, quadros clínicos para os quais os</p><p>fisioterapeutas comumente são indicados a tratar. Com relação aos aspectos clínicos que direcionam o</p><p>tratamento das hemiplegias e às práticas aplicadas nesse tratamento, julgue o item subsecutivo.</p><p>Durante o tratamento fisioterapêutico, é importante que o paciente hemiplégico seja treinado a mover</p><p>seletivamente</p><p>o tronco e as extremidades, porque há uma tendência de ele passar a realizar</p><p>movimentos estereotipados conhecidos como sinergias em massa, que dificultam a realização de</p><p>tarefas funcionais.</p><p>A) Certo</p><p>B) Errado</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A é a correta. Exatamente. É muito importante que o paciente seja ensinado a mover o</p><p>tronco de maneira seletiva, bem como as extremidades, já que há essa tendência do paciente passar a</p><p>realizar movimentos estereotipados conhecidos como sinergias em massa, que dificultam a realização de</p><p>tarefas funcionais.</p><p>A alternativa B está incorreta.</p><p>Questão 9. (CESPE – EBSERH – Fisioterapeuta Neurofuncional – 2018). O exame neurológico do</p><p>paciente, quando corretamente realizado e interpretado, proporciona ao fisioterapeuta elementos</p><p>importantes para a adequada programação do tratamento. Acerca desse exame, julgue o item</p><p>seguinte.</p><p>A avaliação da paralisia facial de origem central se diferencia da de origem periférica, pois, na central,</p><p>verifica-se paralisia do quadrante facial inferior contralateral à lesão, enquanto, na periférica, verifica-</p><p>se paralisia de toda a hemiface homolateral à lesão.</p><p>A) Certo</p><p>B) Errado</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A é a correta. Exatamente. Na paralisia central temos acometido o quadrante inferior</p><p>contralateral a lesão, enquanto que na paralisia periférica encontramos tanto o quadrante superior quanto</p><p>o inferior ipsilateral a lesão afetados.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>70</p><p>A alternativa B está incorreta.</p><p>Questão 10. (CESPE – EBSERH – Fisioterapeuta Neurofuncional – 2018). O exame neurológico do</p><p>paciente, quando corretamente realizado e interpretado, proporciona ao fisioterapeuta elementos</p><p>importantes para a adequada programação do tratamento. Acerca desse exame, julgue o item</p><p>seguinte.</p><p>O sinal de Romberg, que deve ser testado com o paciente em pé, de olhos fechados e com pés unidos,</p><p>tem como sinal positivo a ocorrência de oscilações no corpo, podendo acontecer queda em qualquer</p><p>direção, o que pode ser evidenciado em pacientes com alterações das sensibilidades profundas.</p><p>A) Certo</p><p>B) Errado</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A é a correta. O sinal de Romberg é realizado exatamente dessa forma! Ele deve ser testado</p><p>com o paciente em pé, de olhos fechados e com pés unidos, tem como sinal positivo a ocorrência de</p><p>oscilações no corpo, podendo acontecer queda em qualquer direção, o que pode ser evidenciado em</p><p>pacientes com alterações das sensibilidades profundas.</p><p>A alternativa B está incorreta.</p><p>Questão 11. (QUADRIX – SEDF – Professor - Fisioterapeuta - 2017 ). O acidente vascular encefálico</p><p>(AVE) pode ser definido como uma interrupção do fluxo sanguíneo (de origem vascular) para o cérebro,</p><p>resultando em vários déficits neurológicos focais que durem mais de 24 horas. Com base nessas</p><p>informações, julgue o seguinte item.</p><p>A fisioterapia em um paciente com AVE deve ser feita no máximo uma vez por semana para não fadigar</p><p>o paciente.</p><p>A) Certo</p><p>B) Errado</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>71</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta. Devemos tratar o paciente com AVE pelo menos trê vezes por semana. Uma</p><p>vez que a recuperação desse indivíduo não se dá de semana em semana.</p><p>A alternativa B é a correta</p><p>Questão 12. (QUADRIX – SEDF – Professor - Fisioterapeuta - 2017 ). O acidente vascular encefálico</p><p>(AVE) pode ser definido como uma interrupção do fluxo sanguíneo (de origem vascular) para o cérebro,</p><p>resultando em vários déficits neurológicos focais que durem mais de 24 horas. Com base nessas</p><p>informações, julgue o seguinte item.</p><p>O AVE isquêmico ocorre quando há a ruptura de um vaso sanguíneo dentro do tecido cerebral. Isso</p><p>pode ser desencadeado por hipertensão.</p><p>A) Certo</p><p>B) Errado</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta</p><p>A alternativa B é a correta. No AVE hemorrágico é que ocorre a ruptura de um vaso sanguíneo dentro do</p><p>tecido cerebral. Isso pode ser desencadeado por hipertensão.</p><p>Questão 13. (QUADRIX – SEDF – Professor - Fisioterapeuta - 2017 ). O acidente vascular encefálico</p><p>(AVE) pode ser definido como uma interrupção do fluxo sanguíneo (de origem vascular) para o cérebro,</p><p>resultando em vários déficits neurológicos focais que durem mais de 24 horas. Com base nessas</p><p>informações, julgue o seguinte item.</p><p>No AVE os déficits mais comuns são os motores. Também podem ocorrer outros déficits neurológicos,</p><p>como visuais, sensoriais e de comunicação.</p><p>A) Certo</p><p>B) Errado</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>72</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A é a correta. No AVE os déficits mais comuns são os motores. Também podem ocorrer</p><p>outros déficits neurológicos, como visuais, sensoriais e de comunicação.</p><p>A alternativa B está incorreta</p><p>Questão 14. (CESPE – Professor - Fisioterapeuta - 2017 ). Uma mulher de sessenta e sete anos de idade</p><p>procurou atendimento fisioterapêutico por apresentar tremores ocasionais em repouso e diminuição</p><p>progressiva na habilidade para realizar tarefas manuais como abotoar as roupas, especialmente na mão</p><p>direita. Ao exame físico, o fisioterapeuta notou a falta de expressões faciais na paciente, lentidão para</p><p>iniciar os movimentos e discreta rigidez muscular nos braços e nas pernas. Ao final da avaliação, notou,</p><p>ainda, o sinal de roda denteada em ambos os membros superiores, instabilidade postural e andar</p><p>marcado por festinação. Tendo como referência esse caso clínico, julgue o item subsequente.</p><p>O sinal da roda denteada, citado no caso clínico, é um indicativo de que a paciente apresenta uma lesão</p><p>na região piramidal.</p><p>A) Certo</p><p>B) Errado</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta. O sinal da roda denteada, citado no caso clínico, é um indicativo de que a</p><p>paciente apresenta uma lesão na região extrapiramidal. Ela apresenta a doença de Parkinson.</p><p>A alternativa B é a correta.</p><p>Questão 15. (CESPE – Professor - Fisioterapeuta - 2017 ). Uma mulher de sessenta e sete anos de idade</p><p>procurou atendimento fisioterapêutico por apresentar tremores ocasionais em repouso e diminuição</p><p>progressiva na habilidade para realizar tarefas manuais como abotoar as roupas, especialmente na mão</p><p>direita. Ao exame físico, o fisioterapeuta notou a falta de expressões faciais na paciente, lentidão para</p><p>iniciar os movimentos e discreta rigidez muscular nos braços e nas pernas. Ao final da avaliação, notou,</p><p>ainda, o sinal de roda denteada em ambos os membros superiores, instabilidade postural e andar</p><p>marcado por festinação. Tendo como referência esse caso clínico, julgue o item subsequente.</p><p>A lentidão para iniciar os movimentos apresentada pela paciente é denominada discinesia.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>73</p><p>A) Certo</p><p>B) Errado</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta. Discinesia é um termo médico para os diversos tipos de movimentos</p><p>musculares anormais, involuntários, excessivos, diminuídos ou ausentes. É um dos sintomas de diversos</p><p>transtornos neurológicos ou podem ser causados por medicamentos</p><p>A alternativa B é a correta.</p><p>Questão 16. (CESPE – Professor - Fisioterapeuta - 2017 ). Uma mulher de sessenta e sete anos de idade</p><p>procurou atendimento fisioterapêutico por apresentar tremores ocasionais em repouso e diminuição</p><p>progressiva na habilidade para realizar tarefas manuais como abotoar as roupas, especialmente na mão</p><p>direita. Ao exame físico, o fisioterapeuta notou a falta de expressões faciais na paciente, lentidão para</p><p>iniciar os movimentos e discreta rigidez muscular nos braços e nas pernas. Ao final da avaliação, notou,</p><p>ainda, o sinal de roda denteada em ambos os membros superiores, instabilidade postural e andar</p><p>marcado por festinação. Tendo como referência esse caso clínico, julgue o item subsequente.</p><p>O quadro clínico da paciente sugere o diagnóstico de doença de Parkinson.</p><p>A) Certo</p><p>B) Errado</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A é a correta. Todas as características citadas são predominante na doença de Parkinson,</p><p>como por exemplo: tremor de repouso, hipomimia facial, rigidez muscular e etc.</p><p>A alternativa B está incorreta</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>74</p><p>Questão 17. (CESPE – Professor - Fisioterapeuta - 2017). Uma mulher de sessenta e sete anos de idade</p><p>procurou atendimento fisioterapêutico por apresentar tremores ocasionais em repouso e diminuição</p><p>progressiva na habilidade para realizar tarefas manuais como abotoar as roupas, especialmente na mão</p><p>direita. Ao exame físico, o fisioterapeuta notou a falta de expressões faciais na paciente, lentidão para</p><p>iniciar os movimentos e discreta rigidez muscular nos braços e nas pernas. Ao final da avaliação, notou,</p><p>ainda, o sinal de roda denteada em ambos os membros superiores, instabilidade postural e andar</p><p>marcado por festinação. Tendo como referência esse caso clínico, julgue o item subsequente.</p><p>O andar em festinação é caracterizado por uma marcha acelerada, com passos pequenos e tendência</p><p>do paciente a inclinar-se para frente, andando cada vez mais rápido.</p><p>A) Certo</p><p>B) Errado</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A é a correta. A festinação é caracterizada por uma marcha acelerada, com passos pequenos</p><p>e tendência do paciente a inclinar-se para frente, andando cada vez mais rápido.</p><p>A alternativa B está incorreta.</p><p>Questão 18. (CESPE – Professor - Fisioterapeuta - 2017). Uma mulher de sessenta e sete anos de idade</p><p>procurou atendimento fisioterapêutico por apresentar tremores ocasionais em repouso e diminuição</p><p>progressiva na habilidade para realizar tarefas manuais como abotoar as roupas, especialmente na mão</p><p>direita. Ao exame físico, o fisioterapeuta notou a falta de expressões faciais na paciente, lentidão para</p><p>iniciar os movimentos e discreta rigidez muscular nos braços e nas pernas. Ao final da avaliação, notou,</p><p>ainda, o sinal de roda denteada em ambos os membros superiores, instabilidade postural e andar</p><p>marcado por festinação. Tendo como referência esse caso clínico, julgue o item subsequente.</p><p>A instabilidade postural tem relação direta com o restante do quadro clínico da paciente e merece</p><p>atenção especial do fisioterapeuta, sobretudo por motivo de aumento no risco de quedas.</p><p>A) Certo</p><p>B) Errado</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A é a correta. Quando falamos de instabilidade postural, devemos ter em mente que ela é</p><p>uma das principais características do indivíduo com DP que pode leva-lo a queda.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>75</p><p>A alternativa B está incorreta.</p><p>Questão 19. (IF-CE – Fisioterapeuta - Fisioterapeuta - 2016). O traumatismo raquimedular (TRM) pode</p><p>resultar em lesão completa ou incompleta na medula espinhal, na cauda equina ou nas raízes dos</p><p>nervos periféricos. A lesão incompleta, que ocasiona maior perda motora e proprioceptiva ipsilateral e</p><p>perda contralateral da sensibilidade da dor e da temperatura, chama-se síndrome:</p><p>A) medular posterior.</p><p>B) Centro medular</p><p>C) de Brown-Séquard.</p><p>D) do cone medular.</p><p>E) medular anterior.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta. É extremamente rara, apresentando a preservação das funções motoras,</p><p>sensação de dor e tato leve, perda da propriocepção e sensações epicríticas abaixo da lesão, com um padrão</p><p>de marcha em que levanta muito os pés tendo ampla base de sustentação.</p><p>A alternativa B está incorreta. Produz reduzida sensação sacral e maior enfraquecimento dos membros</p><p>superiores do que nos inferiores.</p><p>A alternativa C é a correta. A síndrome de Brown-séquard ocasiona maior perda motora e proprioceptiva</p><p>ipsilateral e perda contralateral da sensibilidade da dor e da temperatura.</p><p>A alternativa D está incorreta. Caracterizada pela anestesia em sela, abolição dos reflexos anais,</p><p>incontinência anal e paralisa flácida da bexiga.</p><p>A alternativa E está incorreta. Ocorre a perda das funções motoras e sensações de dor e temperatura abaixo</p><p>no nível da lesão, com preservação da propriocepção, cinestesia e sensações vibratórias.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>76</p><p>Questão 20. (FAUEL - CISMEPAR - Fisioterapeuta - 2016). É considerada desmielinizante a doença</p><p>causada pela degeneração da mielina, causando fraqueza, coordenação diminuída, dificuldades na</p><p>marcha e incontinência. Qual das doenças abaixo pode ser caracterizada como doença</p><p>desmielinizante?</p><p>A) Esclerose múltipla.</p><p>B) Paralisia cerebral.</p><p>C) Paralisia de Bell.</p><p>D) Síndrome de Guillain-Barré.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A é a correta. A EM é considerada uma doença desmielinizante causada pela degeneração da</p><p>mielina, causando fraqueza, coordenação diminuída, dificuldades na marcha e incontinência.</p><p>A alternativa B está incorreta. A paralisia cerebral é um conjunto de desordens permanentes que afetam o</p><p>movimento e postura. Os sintomas ocorrem devido a um distúrbio que acontece durante o</p><p>desenvolvimento do cérebro, na maioria das vezes antes do nascimento. Os sinais e sintomas aparecem</p><p>durante a infância ou pré-escola.</p><p>A alternativa C está incorreta. É caracterizada pela lesão do VII par craniano, o facial.</p><p>A alternativa D está incorreta. A Síndrome de Guillain–Barré (SGB) é uma fraqueza muscular de</p><p>aparecimento súbito causada pelo ataque do sistema imunitário ao sistema nervoso periférico. Os sintomas</p><p>iniciais são geralmente dor ou alterações de sensibilidade e fraqueza muscular com início nos pés e nas</p><p>mãos. Ou seja, surgimento de distal para proximal.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>77</p><p>Questão 21. (FCM - IF FARROUPILHA - RS - Fisioterapeuta - 2016). Ao avaliar a coordenação de um</p><p>paciente, podem-se identificar diversas alterações, dentre elas a disdiadococinesia, definida como</p><p>A) Movimentos mais lentos do que o normal.</p><p>B) Dificuldade em realizar movimentos alternantes rápidos.</p><p>C) movimentos involuntários, rápidos, irregulares e bruscos</p><p>D) movimento realizado de modo fragmentado, não homogêneo.</p><p>E) alteração na capacidade de mudanças a movimentos coordenados.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta. Podemos chamar de bradicinesia.</p><p>A alternativa B é a correta. A disdiadococinesia é a dificuldade em realizar movimentos alternantes</p><p>rápidos.</p><p>A alternativa C está incorreta. Podemos caracterizar esse movimento como coreia.</p><p>A alternativa D está incorreta. Isso é caracterizado pela disdiadococinesia.</p><p>Questão 22. (CONSULPLAN - Prefeitura de Cascavel - PR - Fisioterapeuta - 2016). "O Traumatismo</p><p>Cranioencefálico (TCE) é uma lesão no cérebro causada por uma agressão de origem traumática, com</p><p>lesão anatômica</p><p>ou comprometimento funcional de estruturas como encéfalo e seus vasos, meninges,</p><p>crânio e couro cabeludo. ”</p><p>Os traumas cranioencefálicos podem ser descritos em duas categorias básicas; assinale-as.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>78</p><p>A) Postural e social.</p><p>B) Cognitivo e físico</p><p>C) Fechado e aberto.</p><p>D) Insidioso e repentino.</p><p>E) Comportamental e cultural.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta. Não existem esses termos na literatura quando falamos de TCE.</p><p>A alternativa B está incorreta. Não existem esses termos na literatura quando falamos de TCE.</p><p>A alternativa C é a correta. Como vimos no nosso texto, os dois tipos de categorias existentes são o TCE</p><p>aberto e o TCE fechado.</p><p>A alternativa D está incorreta. Não existem esses termos na literatura quando falamos de TCE.</p><p>A alternativa E está incorreta. Não existem esses termos na literatura quando falamos de TCE.</p><p>Questão 23. (IDHTEC - Prefeitura de Itaquitinga - PE - Fisioterapeuta - 2016). Refere-se a bradicinesia</p><p>na Doença de Parkinson, EXCETO:</p><p>A) Lentidão de movimentos, dificuldade em iniciar movimentos e perda de movimentos automáticos.</p><p>B) A face perde a expressão espontânea (Fácies em pomada), ou hipomimia ou fácies congelada - não traduz</p><p>o estado emocional do paciente.</p><p>C) Diminuição da movimentação espontânea = perda da gesticulação, tendência a ficar sentado, imóvel.</p><p>D) A voz torna-se baixa (hipofonia), com um tom monótono.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>79</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta. A bradicinesia está relacionada com a lentidão de movimentos, dificuldade</p><p>em iniciar movimentos e perda de movimentos automáticos.</p><p>A alternativa B é a correta. Essa característica é denominada de hipomimia facial. Outro fato a se comentar</p><p>nessa questão é a nomenclatura de fácies em pomada, que não é existente.</p><p>A alternativa C está incorreta. A bradicinesia está relacionada com a diminuição da movimentação</p><p>espontânea.</p><p>A alternativa D está incorreta. A voz torna-se baixa (hipofonia), com um tom monótono, já que o paciente</p><p>não consegue articular a fala e abrir a boca de maneira correta.</p><p>Questão 24. (FGV - Prefeitura de Cuiabá - MT - Fisioterapeuta - 2015). Tremor, rigidez e bradicinesia são</p><p>considerados a tríade clássica da:</p><p>A) Doença de Huntington.</p><p>B) Doença de Ménière.</p><p>C) Esclerose Lateral Amiotrófica.</p><p>D) Doença de Parkinson</p><p>E) Doença de Alzheimer.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta. É o oposto da doença de Parkinson. O indivíduo apresenta mudanças sutis</p><p>na coordenação, alguns movimentos involuntários, dificuldade de pensar sobre problemas e também</p><p>humor depressivo ou irritável.</p><p>A alternativa B está incorreta. A Doença de Ménière é uma desordem que ocorre na orelha interna e causa</p><p>crises repetidas de vertigem (tontura rotatória), perda auditiva, zumbido, e pressão no ouvido.</p><p>A alternativa C está incorreta. Esse paciente apresenta lesão no primeiro neurônio motor e segundo</p><p>neurônio motor.</p><p>A alternativa D é a correta. A tríade da DP é caracterizada pelo Tremor, rigidez e bradicinesia s</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>80</p><p>A alternativa E está incorreta. É caracterizada pela falha de memória recente.</p><p>Questão 25. (FGV - Prefeitura de Cuiabá - MT - Fisioterapeuta - 2015). Ao avaliar um paciente com AVE,</p><p>o fisioterapeuta verifica que há um aumento considerável do tônus muscular, com resistência ao</p><p>movimento passivo. Essa descrição é compatível, na escala de Ashworth modificada, com o grau:</p><p>A) 0.</p><p>B) 1.</p><p>C) 2.</p><p>D) 3.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta. Consideramos grau 0 como tônus normal.</p><p>A alternativa B está incorreta. Consideramos grau 1 com um aumento do tônus no início ou no final do</p><p>movimento.</p><p>A alternativa C está incorreta. Consideramos grau 2 o aumento do tônus em mais da metade do</p><p>movimento.</p><p>A alternativa D é a correta. Consideramos que há um aumento considerável do tônus muscular, com</p><p>resistência ao movimento passivo.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>de Machado Joseph ...................................................................... 62</p><p>Questões Comentadas ............................................................................................................................... 64</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>4</p><p>INTRODUÇÃO A FISIOTERAPIA NEUROFUNCIONAL</p><p>A fisioterapia neurofuncional é um tema muito estudado e pesquisado devido a sua complexidade e</p><p>diferentes manifestações em cada indivíduo. Ao observamos um sinal e/ou sintoma, reações e</p><p>consequências podem variar, tornando-se um desafio para médicos, fisioterapeutas, psicólogos e etc.</p><p>Nós, como fisioterapeutas, cada vez mais estamos conquistando espaço no tratamento das</p><p>patologias neurológicas no geral, sempre, claro, com a prática baseada em evidência. Quando falamos de</p><p>doença neurológicas, devemos sempre estar atento nas metodologias avaliativas.</p><p>Nesse nosso livro digital, iremos abordar os temas que mais caem nas provas quando falamos de</p><p>neurologia. Iremos passar por avaliação neurológica, principais testes, patologias como AVC, doença de</p><p>Parkinson e outras importantes para conseguirmos a nossa tão sonhada aprovação.</p><p>1. Neuroanatomia e Neurofisiologia</p><p>1.1 – Visão Geral do Sistema Nervoso</p><p>Quando falamos de sistema nervoso, temos que entender que ele tem como principais</p><p>características detectar, transmitir, analisar e utilizar as informações que são geradas pelos estímulos</p><p>sensoriais (como por exemplo o calor, modificações do ambiente interno e externo...). Além disso, o sistema</p><p>nervoso organiza, coordena de maneira direta ou indireta o funcionamento de quase todas as funções do</p><p>organismo, como por exemplo, as funções motoras e endócrinas. Ou seja, ele é quem tem o papel de</p><p>coordenador de movimentos e de recepção de sensibilidade.</p><p>É importante sabermos que o sistema nervoso inclui componentes sensoriais que tem o papel de</p><p>detectar qualquer tipo evento do ambiente, além de componentes integradores, que processam e</p><p>armazenam dados sensoriais. Ainda, existe o componente motor, que tem o papel principal de gerar</p><p>movimento.</p><p>Antes de entrarmos a fundo no sistema nervoso e suas subcategorias, é importante entendermos a divisão</p><p>básica. Vamos lá:</p><p>De uma maneira mais prática, para entendermos o esquema feito abaixo, o sistema nervoso é dividido em</p><p>sistema nervoso central e sistema nervoso periférico. O sistema nervoso central (SNC) é dividido em</p><p>encéfalo e medula espinal. O encéfalo é dividido em cérebro, cerebelo e tronco encefálico. O tronco</p><p>encefálico é dividido em mesencéfalo, ponte e bulbo.</p><p>Agora, quando falamos de sistema nervoso periférico (SNP), podemos entender que ele é</p><p>composto de 31 pares de nervos espinais, 12 pares de nervos cranianos, gânglios espinais e terminações</p><p>nervosas livres.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>5</p><p>Se liga só nesse esquema de divisão do sistema nervoso para a gente entender melhor:</p><p>Uma outra divisão importante da gente entender é que podemos separar o sistema nervoso em</p><p>sistema nervoso somático (SNS) e sistema nervoso visceral (SNV).</p><p>O sistema nervoso somático está ligado ao lado voluntário e consciente das nossas ações e</p><p>sentidos. Esse sistema é responsável pela inervação da musculatura estriada esquelética (musculatura</p><p>voluntária), bem como a condução da informação sensorial gerada pela impressão que o mundo aplica em</p><p>nosso corpo.</p><p>Já o sistema nervoso visceral regula a atividade das vísceras através dos reflexos inconscientes do</p><p>organismo para manter a homeostasia (equilíbrio fisiológico) do meio interno.</p><p>Além disso esse sistema controla a musculatura lisa (involuntária), as glândulas e a musculatura</p><p>estriada cardíaca (também involuntária) através de seu componente motor - o sistema nervoso autônomo</p><p>SISTEMA NERVOSO</p><p>SN CENTRAL</p><p>ENCÉFALO</p><p>CÉREBRO CEREBELO</p><p>TRONCO</p><p>ENCEFÁLICO</p><p>MESENCÉFALO</p><p>PONTE</p><p>BULBO</p><p>MEDULA</p><p>ESPINAL</p><p>SN PERIFÉRICO</p><p>31 PARES DE</p><p>NERVOS</p><p>ESPINAIS</p><p>12 PARES DE</p><p>NERVOS</p><p>CRANIANOS</p><p>GÂNGLIOS</p><p>TERMINAÇÕES</p><p>NERVOSAS</p><p>LIVRES</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>6</p><p>(SNA; ultimamente também chamado de sistema nervoso vegetativo), dividido em simpático,</p><p>parassimpático e entérico.</p><p>1.2 – O Tecido Nervoso</p><p>Vamos revisar o que já vimos na aula 00? Caso você queira se aprofundar, vale a pena voltar e dar</p><p>uma lida na parte de sistema nervoso da aula 00. Mas vamos lá, vamos para a revisão.</p><p>Existem dois tipos celulares fundamentais no sistema nervoso: os neurônios (ou células nervosas) e</p><p>a neuroglia (ou células gliais).</p><p>Vamos começar falando dos neurônios, de maneira bem rápida?</p><p>1.2.1 – Neurônios</p><p>Os neurônios representam a unidade funcional do sistema nervoso. Eles são especializados em</p><p>conduções elétricas rápidas, o que permite a comunicação eficaz entre todo o sistema nervoso.</p><p>Os neurônios possuem um corpo (que também podemos chamar de soma) e duas extremidades,</p><p>uma receptora (que chamamos de dendritos) e uma parte emissora (que conhecemos como axônio). No</p><p>final do axônio temos uma ramificação, que chamamos de terminal axonal. É por ali que a informação é</p><p>retransmitida para outras células.</p><p>Vamos observar a imagem abaixo para entendermos melhor?</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>7</p><p>1.2.1 – Sinapses</p><p>Os neurônios comunicam-se entre si pelas sinapses. Uma sinapse pode ser caracterizada como a</p><p>zona de contato entre os neurônios, células musculares ou células glandulares.</p><p>Os neurônios usam neurotransmissores para realizar a tarefa de codificar mensagens transmitidas</p><p>nas sinapses.</p><p>A neuróglia, composta por células gliais (ou células da guia), é em número muito maior</p><p>(aproximadamente cinco vezes em maior quantidade do que os neurônios).</p><p>As neuróglias (ou células gliais) são responsáveis pela sustentação, proteção e nutrição dos</p><p>neurônios.</p><p>Falamos dessas células na nossa aula 00, vale a pena dar uma revisão por lá caso você tenha alguma</p><p>dúvida. Enfim, o objetivo desse início do livro é continuar com a familiarização com a neurologia, que</p><p>tivemos na aula 00.</p><p>Eu sei que neuro é um tema que para algumas pessoas é abominável de difícil, mas fique tranquilo</p><p>(a) querido (a) aluno (a)! Estou aqui para te ajudar o quanto você precisar! Me chama lá no fórum, estarei</p><p>https://encryptedbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcRZX9f7CNHy9fyDFBsYexwW9cRy</p><p>p9jLSUak1rfCvz3ZmUVtIHGQ</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>8</p><p>pronta para a gente tirar e debater suas dúvidas! Vamos agora entrar na parte de avaliação, anamnese e</p><p>exame físico? Como eu disse, essa primeira fase é somente "aquecimento"! Vamos lá!</p><p>2. Anamnese e Exame Físico Geral</p><p>Vamos começar nossos estudos mais direcionados para a fisioterapia falando um pouquinho da</p><p>anamnese. Esse tópico, apesar de estar na apostila de fisioterapia neurofuncional serve para todos os outros</p><p>que vamos conversar (ortopedia, geriatria...), pois, de uma maneira geral, se repete nas outras</p><p>especialidades.</p><p>2.1 - Anamnese</p><p>Bom, na anamnese é importante sabermos que devemos tomar nota de informações importantes</p><p>para que possamos dar continuidade no exame físico.</p><p>Normalmente, na anamnese coletamos informações a respeito da identificação do paciente que</p><p>abrange os seguintes elementos: nome completo do paciente, data de nascimento, estado civil, etnia,</p><p>profissão, lugar onde mora (cidade e estado), telefone e etc..... Além disso, nessa primeira parte, também</p><p>coletamos informações que irão nortear todo o exame físico, que são a queixa principal, história da doença</p><p>atual, história patológica pregressa, histórico familiar, e histórico social.</p><p>Vamos entender cada uma desses tópicos?</p><p>A queixa principal (Q.P) é caracterizada pelo motivo que levou o paciente a procurar auxílio. O</p><p>que ele está sentindo? Sempre lembrar de escrever EXATAMENTE o que o paciente sente, entre aspas ou</p><p>então, ao final do que o paciente relata, colocar entre parênteses (SIC) que significa "segundo informações</p><p>colhidas".</p><p>Já a história da doença atual (H.D.A) é a parte em que ocorre o registro da doença. Ou seja,</p><p>devemos pegar todas as informações, como por exemplo: quando começou, quando o paciente procurou</p><p>um médico, início de sintomas, se a doença evoluiu, se realizou cirurgia, se ficou internado.... Isso é de suma</p><p>importância para que possamos criar um raciocínio clínico eficaz.</p><p>Quando falamos de história patológica pregressa (H.P.P) devemos abordar toda a história médica</p><p>do paciente, inclusive outras situações em que ele esteve internado ou ficou doente. Nessa parte da</p><p>anamnese as informações não precisam estar relacionadas com a doença atual.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>9</p><p>O histórico familiar (H.F) é importante para saber se existe alguma relação de hereditariedade das</p><p>doenças. Ou seja, se o paciente herdou alguma doença do pai ou da mãe.</p><p>E por último, o histórico social (H.S) é uma parte da anamnese que, de maneira geral, busca</p><p>informações do tipo: alcoolismo, se o paciente realiza uso de drogas ilícitas ou cigarros, onde trabalha e</p><p>mora, se possui animais de estimação, se usa remédios, se possui alergias ou se até mesmo o seu lugar de</p><p>moradia tem saneamento básico.</p><p>Para ficar mais fácil de entender as principais partes da anamnese, se liga nesse esqueminha:</p><p>Fechamos anamnese? Você ficou com alguma dúvida? Não se esqueça que estou no fórum para te</p><p>ajudar a entender melhor esse material :)</p><p>2.1 - Exame Físico</p><p>O exame físico geral do paciente neurológico é uma das partes mais importantes para que possamos</p><p>ter a melhor conduta terapêutica possível!</p><p>Podemos dividir o exame físico em algumas partes importantes, que são:</p><p>ANAMNESE</p><p>QUEIXA</p><p>PRINCIPAL</p><p>HISTÓRIA DA</p><p>DOENÇA</p><p>ATUAL</p><p>HISTÓRIA</p><p>PATOLÓGICA</p><p>PREGRESSA</p><p>HISTÓRICO</p><p>FAMILIAR</p><p>HISTÓRICO</p><p>SOCIAL</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>10</p><p>2.2.1 - Inspeção</p><p>A inspeção é a primeira parte do exame neurológico e deve ser iniciada desde o momento que o</p><p>paciente entra em contato com o fisioterapeuta/avaliador.</p><p>Essa primeira parte do exame deve ser realizada APENAS através da observação (não devemos</p><p>tocar no paciente durante a inspeção).</p><p>Mas, o que devemos avaliar? Bom, vamos lá!</p><p>- Estado Geral do Paciente - devemos analisar as condições clínicas gerais do indivíduo sendo classificado</p><p>em Bom Estado Geral, Regular Estado Geral e Mal Estado Geral. Quanto mais o indivíduo se aproxima da</p><p>morte, pior o seu estado geral.</p><p>- Trofismo - Se refere a massa muscular e deve ser analisado de forma geral. Podemos classificar o trofismo</p><p>em: ser classificado em: hipotrofia (diminuição da massa muscular), normotrofia (massa muscular</p><p>condizente com a idade do indivíduo), hipertrofia (aumento da massa muscular) ou até mesmo em</p><p>pseudohipertrofia (nesse caso, no lugar de massa muscular o indivíduo apresenta gordura. Muito</p><p>comum na distrofia muscular de Duchenne).</p><p>Devemos também descrever qual o local (ou região do corpo) o trofismo está alterado (Por exemplo:</p><p>hipotrofismo em membro inferior esquerdo (MIE)).</p><p>Podemos também analisar o trofismo na palpação. Veremos mais à frente.</p><p>- Pele e Anexos: Caracteriza-se pela observação da pele e de seus anexos (cabelo, unhas, pelos). O</p><p>fisioterapeuta/examinador deve procurar por manchas, coloração modificada (avermelhada ou cianótica),</p><p>alterações de pigmentação, tumores, abscessos, pele com ressecamento, diminuição ou aumento do</p><p>crescimento de pelos, hematomas, alopecia, edemas entre outras condições.</p><p>- Comportamento: O paciente deve ser examinado de frente, de costas e de ambos os lados. É importante</p><p>observarmos o comportamento postural que o paciente apresenta, se ele demonstra algum tipo de simetria</p><p>corpórea e atitudes involuntárias (movimentos involuntários) como tremores ou discinesias. Deve-se tomar</p><p>distância suficiente para se ter visão global do paciente.</p><p>- Fácies: Nessa parte da inspeção, devemos nos atentar a face do paciente. Dependendo da patologia que</p><p>o indivíduo apresente, ele poderá demonstrar uma face característica. Por exemplo: Um indivíduo com</p><p>doença de Parkinson apresenta a face em máscara ou face Parkinsoniana ou face do jogador de Pôquer.</p><p>Essa face é caracterizada pela hipomimia facial (face com poucos movimentos) sem quase nenhuma</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>11</p><p>expressão. Além disso, devido a essa hipomimia facial, o paciente apresenta um número reduzido nas</p><p>piscadas dos olhos, relatando secura nos mesmos.</p><p>Abaixo podemos observar outros tipos de fácies:</p><p>- Marcha: Na avaliação da marcha, verificaremos como ele se encontra utilizando algum aparelho</p><p>locomotor, ou seja, se ele é cadeirante ou se consegue deambular e, principalmente, as condições desta</p><p>marcha. Teremos um livro que irá abordar somente estudos relacionados a marcha, como as principais que</p><p>existem e como analisar e avaliar a marcha de uma maneira eficaz. Por enquanto, até o momento, se faz</p><p>necessário entender que a marcha, ao fazermos uma avaliação, faz parte da inspeção.</p><p>2.2.2 – Palpação</p><p>Quando falamos de palpação, é importante sabermos que ela deve ser realizada de forma sutil e</p><p>precisa. Não há necessidade alguma de apertar o paciente de forma bruta ou aperta-lo para que o mesmo</p><p>sinta dor. Sempre leve, e explicando ao paciente o que irá ser realizado!</p><p>Mas quais são os objetivos de se realizar a palpação?! Bom querido (a) aluno (a), são vários!</p><p>- Localizar com exatidão o local da dor;</p><p>- Avaliar a sensibilidade do paciente, bem como a densidade do tecido mole que se palpa;</p><p>https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcQRdBSBMxucjha0eL3bXDEysLSEq-xQ8Oq4NEuZ9TtBFkszEDW6</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>12</p><p>- Observar se há áreas com espasmos musculares onde o paciente possa reclamar de dor;</p><p>- Observar se há pontos de edema;</p><p>- Verificar a temperatura da pele na região em que o examinador realiza a palpação.</p><p>2.2.3 – Força Muscular</p><p>Ao utilizarmos o teste de força muscular, sabemos que ele é de suma importância, pois nos auxilia a</p><p>aferir o grau de força muscular do indivíduo.</p><p>Já aprendemos lá na faculdade que podemos graduar a força muscular em uma escala que vai de</p><p>zero a cinco. A maioria dos concursos</p><p>acaba cobrando e perguntando sobre a escala da Medical Research</p><p>Council.</p><p>Vamos observa-la:</p><p>Quando utilizamos essa escala, três peças fundamentais são analisadas: arco de movimento,</p><p>gravidade e resistência.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>13</p><p>Normalmente, ao testarmos a força do paciente, ele é posicionado de forma que o músculo a ser</p><p>testado esteja em uma posição na qual seja necessária à sua sustentação, ou seja, em uma posição que o</p><p>obrigue a vencer a ação da gravidade.</p><p>Se o músculo não apresentar força suficiente para vencer a ação da gravidade, nós, como</p><p>avaliadores, devemos colocar a região a ser testada no PLANO HORIZONTAL, onde NÃO haverá a ação</p><p>da gravidade e aí sim testaremos a musculatura.</p><p>Agora querido (a) aluno (a), pense comigo:</p><p>Se o paciente NÃO consegue vencer a gravidade sem o fisioterapeuta colocar resistência, já sabemos que</p><p>esse indivíduo não apresenta grau de força 3 (que significa: "realiza movimento contra a gravidade, porém</p><p>sem resistência adicional") e com isso podemos descartar também o grau de força 4 e 5. Ou seja, ele deverá</p><p>ter somente um dos três graus de força que sobraram (0, 1 ou 2)! Entenderam?</p><p>Caso o raciocínio tenha ficado confuso, me procure no fórum ou nas redes sociais, sempre estarei disposta</p><p>a sanar todas as dúvidas de vocês!</p><p>Arco de</p><p>Movimento</p><p>(ADM)</p><p>Gravidade Resistência</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>14</p><p>Bom, continuando nossa aula de como testar força, é importante sabermos que o avaliador</p><p>(fisioterapeuta) deverá aplicar resistência gradual na parte distal do segmento corporal na qual o músculo</p><p>se insere e em uma posição contrária ao torque produzido pelo músculo testado.</p><p>É importante sabermos que os graus desse teste fornecem uma impressão SUBJETIVA, ou</p><p>seja, apresentam valores relatados discordantes.</p><p>O que eu quero dizer com isso, querido (a) aluno (a) é que eu posso avaliar um mesmo paciente que</p><p>você e acharmos graus diferentes, pois isso vai depender da força que nós colocamos entre outras</p><p>diferenças.</p><p>Tudo bem até agora?</p><p>Bom, mas se eu quiser testar com algo fidedigno eu posso utilizar por exemplo o dinamômetro de</p><p>mão (que como o nome já diz, só serve para mensurar força de mão - pinça e preensão).</p><p>Você já teve a oportunidade de ver ou manusear um objeto desse? Caso nunca tenha visto ou ouvido</p><p>falar, vou deixar a imagem dele aqui embaixo:</p><p>/http2.mlstatic.com/dinammetro-de-mo-hidraulico-com-estojo-maleta-D_NQ_NP_630029-MLB29791368283_032019-F.jpg</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>15</p><p>Um outro método ne analisarmos a força do paciente é através das manobras deficitárias. Essas</p><p>caem em concursos de maneira tímida, mas é uma aposta que eu faço para os próximos editais!</p><p>Vamos estudar comigo essa parte que ainda compõe o teste de força de um paciente neurológico?!</p><p>Simbora comigo!</p><p>2.2.4 – Manobras Deficitárias</p><p>Bom, quando estudamos as manobras deficitárias, como a manobra de Mingazzini, que veremos</p><p>mais à frente, devemos saber que além de mais sensíveis à detecção de paresias leves, elas permitem</p><p>constatar se o déficit de força é global, distal (característico de lesões piramidais ou de nervos periféricos)</p><p>ou proximal (indicativo de miopatia).</p><p>Uma informação importante a ser dita é que EM TODAS AS MANOBRAS o paciente deve ficar na</p><p>postura por DOIS MINUTOS.</p><p>Caso o paciente não consiga ficar na postura por esse tempo estipulado ou comece a ter oscilações</p><p>nos membros testados, isso significa sinal de fraqueza.</p><p>Vamos estudar as principais agora?!</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>16</p><p>Manobra de Mingazzini para membros superiores ou Manobra dos Braços</p><p>Estendidos</p><p>O paciente deve manter braços estendidos a 90 graus de flexão do ombro, palmas das mãos voltadas</p><p>para baixo e dedos afastados. O avaliador deve observar a queda das mãos e dos braços, bem como</p><p>oscilações.</p><p>Manobra de Mingazzini para membros inferiores</p><p>O paciente deve ficar em decúbito dorsal realizando flexão das coxas, com joelhos a 90 graus e</p><p>tornozelos em dorsiflexão a 90 graus também!</p><p>Como resposta devemos observar uma oscilação e queda progressiva da perna. Isso significa que há</p><p>uma insuficiência da quadríceps (músculo que realiza a extensão da perna)</p><p>Uma outra resposta que pode ocorrer é a queda isolada da coxa, que cursa com insuficiência do psoas</p><p>(músculo que realiza a flexão da coxa);</p><p>Uma terceira resposta ainda pode ser observada, que chamamos de fraqueza global. Ocorre a queda</p><p>simultânea da perna e da coxa.</p><p>https://static.docsity.com/documents_pages/2017/08/28/f5d23d6d</p><p>5acd43e5894ee16ee5f7c066.png</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>17</p><p>Manobra de Barret (ou Barré)</p><p>O paciente deve estar decúbito ventral, pernas fletidas sobre as coxas. Caso haja oscilação e queda indicam</p><p>insuficiência dos flexores da perna (músculos isquiotibiais).</p><p>https://static.docsity.com/documents_pages/2017/08/28/f5d23d6d</p><p>5acd43e5894ee16ee5f7c066.png</p><p>https://static.docsity.com/documents_pages/2017/08/28/f5d23d6d</p><p>5acd43e5894ee16ee5f7c066.png</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>18</p><p>Manobra de Raimistre (ou Raimiste)</p><p>Essa manobra é bastante utilizada para pacientes acamados.</p><p>O indivíduo deve estar deitado em decúbito dorsal, somente com o antebraço de ambos os membros</p><p>estendidos, formando um angulo de 90 graus com o plano horizontal.</p><p>A fraqueza se dá quando a queda dos braços ocorre sobre o tórax do paciente.</p><p>https://image.slidesharecdn.com/sjugexqsjiniibyz5fhg-signature-a0152b72c355eca57e8477490a8de0deb197e2b072f78dd56f23a9c132df6e2f-poli-</p><p>160516011324/95/motricidade-11-638.jpg?cb=1463361490</p><p>Tudo bem, querido (a) aluno (a)?</p><p>As manobras são tranquilas de se entender e como eu disse, são minhas apostas para os próximos</p><p>editais!</p><p>Dê uma pausa, revise a matéria, assista a vídeo aula e se ainda assim você apresentar qualquer dúvida, me</p><p>procure no fórum e / ou nas redes sociais! Estou pronta para lhe ajudar!</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>19</p><p>2.2.5 - Amplitude de Movimento</p><p>Bom, vamos agora falar de amplitude de movimento? Esse tipo de avaliação é um importante</p><p>parâmetro utilizado na avaliação e durante o acompanhamento do paciente na fisioterapia.</p><p>É importante falarmos que a amplitude do movimento (ADM) varia de indivíduo para indivíduo de</p><p>acordo com idade, sexo, prática de atividade que o mesmo realiza, entre outros parâmetros.</p><p>Quando vamos avaliar a amplitude de movimento dos pacientes, temos dois tipos de ADM, que são:</p><p>ADM ativa</p><p>e ADM passiva.</p><p>Vamos lá?</p><p>Amplitude de Movimento Ativa</p><p>A movimentação ativa é o movimento realizado voluntariamente, ou seja, sem auxílio do avaliador.</p><p>Nesse teste, solicita-se que o paciente realize movimentos de uma parte do corpo sem auxílio do</p><p>avaliador/fisioterapeuta.</p><p>Se caso o paciente não consiga realizar determinado movimento, devemos pensar em algumas</p><p>razões para a incapacidade, como: retrações de cápsula, de ligamentos, músculos e de tecidos moles,</p><p>anormalidades de superfície articular e de fraqueza muscular. Todos esses fatores podem restringir a</p><p>movimentação ativa, sendo assim o avaliador necessita realizar um teste adicional a fim de identificar a</p><p>verdadeira causa. É importante também analisar se o paciente apresenta dor ou crepitações durante a</p><p>realização do movimento ativo.</p><p>Amplitude de Movimento Passiva</p><p>A movimentação passiva é o movimento realizado pelo avaliador, ou seja, sem auxílio do paciente.</p><p>É comum que a amplitude de movimento passiva seja maior que a amplitude de movimento ativa,</p><p>pois as articulações têm uma pequena quantidade de movimento no final de sua amplitude (que</p><p>chamamos de end feel), que não é controlado voluntariamente.</p><p>Ao contrário da amplitude de movimentação ativa, a movimentação passiva não depende da força</p><p>muscular e da coordenação do paciente, afinal o movimento é realizado pelo examinador; mas da mesma</p><p>forma que a amplitude de movimentação ativa, a amplitude de movimentação passiva depende da</p><p>integridade das superfícies articulares e da distensibilidade das cápsulas articulares, dos tendões e dos</p><p>tecidos moles.</p><p>Existe um instrumento interessante e muito utilizado para a avaliação de amplitude de movimento</p><p>que chamamos de goniômetro.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>20</p><p>É importante que o examinador NÃO use a estimativa visual, pois apresenta menor acurácia que as</p><p>medidas realizadas com o goniômetro.</p><p>O goniômetro é o instrumento mais comumente utilizado na prática clínica. A goniometria é</p><p>dependente dos pontos de referência usados como padrão para posicionamento dos braços do goniômetro</p><p>e isso varia de acordo com a articulação testada.</p><p>O início e o final do movimento são medidos para registrar a amplitude movimento, no qual o</p><p>examinador utilizará o registro mais comum, o sistema de 0°a 180°, em que todos os movimentos, exceto</p><p>o movimento de rotação, iniciam-se na posição anatômica de 0°e progridem em direção a 180.</p><p>2.3 – Tônus Muscular</p><p>Bom, querido (a) aluno (a), agora vamos estudar sobre tônus musculares?</p><p>Vamos lá?!</p><p>A primeira coisa que devemos entender é o conceito de tônus muscular, que é caracterizado pelo</p><p>estado permanente de tensão dos músculos, ou seja, o estado de contração basal, que é definido como</p><p>uma resistência à movimentação passiva.</p><p>A alteração que acontece com maior frequência nas desordens do neurônio motor superior é a</p><p>espasticidade, caracterizada por uma hiperexcitabilidade dos reflexos miotáticos e cutâneos que</p><p>fomentam o tônus muscular (e podemos chamar isso de hipertonia elástica).</p><p>https://encrypted-</p><p>tbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcTwphpbimUw_A1bn6K0TEAMak9SV4UlNOsrZB_kkfeXJtsY3byP</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>21</p><p>A hipertonia muscular é uma anormalidade motora caracterizada pelo aumento dos reflexos</p><p>tônicos dependentes da velocidade do movimento (tônus musculares), resultando em hiperreflexia</p><p>miotática decorrente da hiperatividade reflexa, um componente da síndrome do neurônio motor superior</p><p>como falamos ali em cima.</p><p>A espasticidade normalmente é decorrente de algumas situações clínicas, como por exemplo:</p><p>acidente vascular encefálico (AVE), paralisia cerebral, lesões medulares, traumatismos cranianos, doenças</p><p>degenerativas e também doenças desmielinizantes.</p><p>Ao avaliarmos o tônus muscular, podemos realiza-lo através da palpação, da percussão e da</p><p>movimentação passiva.</p><p>1. Palpação: verificação da consistência do músculo, podemos perceber se há aumento do tônus</p><p>(hipertonia) ou diminuição do tônus (hipotonia);</p><p>2. Percussão: produção do fenômeno miotônico;</p><p>3. Movimentação passiva: quanto à extensibilidade e à passividade;</p><p>Uma escala que usamos comumente na avaliação da espasticidade é a Escala Modificada de</p><p>Ashworth.</p><p>Vamos observa-la abaixo:</p><p>Ela é a utilizada da seguinte forma: o examinador realiza o teste por meio da movimentação passiva</p><p>da extremidade com o arco de movimento para estirar determinados grupos musculares, quantificando sua</p><p>resistência ao movimento de forma rápida nas articulações.</p><p>Após isso, o examinador observará se o paciente apresenta uma hipertonia ou uma hipotonia</p><p>muscular.</p><p>https://angellejacomo.com.br/wp-content/uploads/2017/04/ash.jpg</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>22</p><p>No caso das hipertonias musculares, dependendo do que possa causa-la, o paciente poderá</p><p>apresentar uma hipertonia elástica (espasticidade) ou uma hipertonia plástica (rigidez).</p><p>Por outro lado, quando houver diminuição do tônus, o paciente apresentará hipotonia muscular.</p><p>Beleza, mas o que pode causar a hipotonia muscular?</p><p>Podemos citar como exemplo: cirurgias, lesões nos sistemas nervosos periférico e central, fatores</p><p>emocionais, sedentarismos, doenças degenerativas, lesões musculoesqueléticas e etc.</p><p>Como comentamos anteriormente, existem dois tipos de hipertonia muscular dependendo do fator</p><p>causal: as hipertonias piramidais (espasticidade) e as hipertonias extrapiramidais (rigidez).</p><p>Nas hipertonias piramidais há o sinal do canivete, e nas hipertonias extrapiramidais, o sinal da</p><p>roda denteada ou sinal da catraca.</p><p>Vamos entender a diferença entre essas duas hipertonias?</p><p>Na hipertonia piramidal o estando o segmento estendido, na tentativa de realizar uma flexão</p><p>(solicitando do paciente que fique relaxado) há uma resistência inicial e, vencida esta resistência inicial, o</p><p>movimento fica fácil, quase espontâneo até a flexão total do mesmo (que como falamos anteriormente,</p><p>também conhecemos como sinal de canivete). É comum observarmos no AVE.</p><p>Na hipertonia extrapiramidal: estando o segmento fletido ou estendido, ao estendê-lo ou fleti-lo</p><p>há resistências periódicas, como se fosse uma roda denteada. Esse tipo de hipertonia poderá ser detectado</p><p>supinando e pronando as mãos do paciente, ficando este, passivo em relação ao movimento realizado pelo</p><p>examinador. Comum observarmos na doença de Parkinson.</p><p>Para finalizarmos esse tópico, vamos observar esse resumo abaixo:</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>23</p><p>2.4 – Trofismo Muscular</p><p>Bom, querido (a) aluno (a), aqui você precisa tomar muito cuidado, pois é comum as pessoas se confundirem</p><p>entre trofismo e tônus. Mesmo sendo definições completamente diferentes, os nomes podem causar um</p><p>certo confundimento.</p><p>Vamos lá, a primeira coisa que devemos saber é que trofismo muscular é caracterizado pela circunferência</p><p>dos braços, antebraços, das coxas e pernas, ou seja, diz respeito volume da massa muscular.</p><p>Quando há uma diminuição do trofismo muscular podemos dizer que há hipotrofia muscular.</p><p>Agora, quando há um aumento da circunferência do músculo, dizemos que há hipertrofia muscular</p><p>ou pseudo-hipertrofia (no caso da distrofia muscular de Duchenne,</p><p>que vamos estudar na aula de</p><p>pediatria).</p><p>Na examinação do trofismo muscular, podemos utilizar o método de inspeção, ou seja, olhar locais</p><p>de maior comprometimento como os músculos adutor do polegar e deltoide; a cintura escapular; as</p><p>panturrilhas e etc.</p><p>Um outro método comum de aferição do trofismo é com a utilização de fita métrica, realizando a</p><p>perimetria das coxas, pernas, dos braços e antebraços em lugares, previamente, marcados e simétricos.</p><p>Beleza? Trofismo é bem tranquilo de entender, né?</p><p>Vamos para o nosso próximo tópico de avaliação?</p><p>TÔNUS</p><p>MUSCULAR</p><p>HIPOTONIA HIPERTONIA</p><p>ESPASTICIDADE</p><p>HIPERTONIA</p><p>ELÁSTICA</p><p>RIGIDEZ</p><p>HIPERTONIA</p><p>PLÁSTICA</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>24</p><p>Lembre-se que qualquer coisa é só me procurar nas redes sociais ou no fórum. Estou aqui para te</p><p>ajudar sempre que necessário!</p><p>2.5 – Reflexos Profundos e Superficiais</p><p>Bom, vamos iniciar esse tópico falando dos reflexos profundos e depois passamos para os reflexos</p><p>superficiais, beleza?</p><p>Vamos lá!</p><p>Quando estudamos os reflexos profundos, devemos saber que eles também são conhecidos como</p><p>reflexos miotáticos.</p><p>Do ponto de vista fisiológico, qualquer músculo estriado esquelético pode reagir reflexamente a uma</p><p>estimulação. Para que isso ocorra, devemos realizar uma percussão para testar os reflexos profundos,</p><p>percutindo determinados tendões, ossos ou até mesmo um músculo. Com isso, cada músculo poderá ser</p><p>estirado e contrair reflexamente por meio da estimulação de diferentes.</p><p>Podemos graduar a resposta reflexa em:</p><p>- Abolição do reflexo (arreflexia)</p><p>- Presente (normal)</p><p>- Presente com intensidade crescente (hiperreflexia)</p><p>- Clônus (que pode transitório ou permanente)</p><p>Bom, embora todos os músculos possam responder ao estímulo de estiramento com contração</p><p>reflexa, somente poucos reflexos são importantes do ponto de vista clínico e incluídos no exame</p><p>neurológico. Os mais avaliados são:</p><p>- Reflexo bicipital (seguimentos medulares de C5-C6)</p><p>- Reflexo tricipital (seguimentos medulares de C6-C8)</p><p>- Reflexo estilorradial - resposta proximal (seguimentos medulares de C5-C6) e distal (seguimentos</p><p>medulares C7-C8)</p><p>- Reflexo do adutor da coxa (seguimentos medulares de L2-L4)</p><p>- Reflexo patelar (seguimentos medulares de L2-L4)</p><p>- Reflexo aquileu (seguimentos medulares de S1-S2);</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>25</p><p>Na imagem abaixo, podemos ver um exemplo da exploração do reflexo patelar.</p><p>Vamos agora estudar os reflexos superficiais?</p><p>Nos reflexos cutâneos superficiais, o estímulo é aplicado na pele (por isso o nome de cutâneo</p><p>superficial), buscando a contração reflexa do músculo. São diferentes dos reflexos profundos devido à</p><p>variedade de estímulos capazes de produzi-los. Enquanto cada músculo apresenta o seu reflexo miotático</p><p>(como vimos ali em cima), apenas poucos músculos respondem ao reflexo superficial.</p><p>Normalmente ao realizarmos esses estímulos e evocarmos os reflexos, o estímulo provocador do</p><p>reflexo é superficial, feito, em geral, com uma agulha de ponta romba (um exemplo é o palito de fósforo</p><p>ou a tampa de uma caneta. Em alguns martelos de percussão podemos encontrar a agulha de ponta romba</p><p>também) e a resposta é a contração de um grupo muscular.</p><p>Vamos estudar alguns reflexos que podem cair nas nossas provas?</p><p>a) Cutâneo abdominal: estimulação na região abdominal dos flancos para a cicatriz umbilical na</p><p>região da inervação das raízes T7-T9, T9-T10, T11-T12, com o paciente deitado em decúbito dorsal. É</p><p>importante que o estímulo provocado seja rápido, já que é bem mais difícil provocar a resposta com a</p><p>manobra lenta.</p><p>Olha só a imagem abaixo:</p><p>Exemplo da exploração do reflexo patelar, onde percute-se o tendão patelar.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>26</p><p>Como resposta, haverá a contração da musculatura abdominal com desvio da cicatriz umbilical para</p><p>o lado estimulado (músculo reto abdominal e oblíquos).</p><p>Normalmente esse reflexo encontra-se abolido nas lesões segmentares da medula (T6-T12) e nas lesões</p><p>piramidais acima de T6.</p><p>b) Cutâneo-plantar: Devemos realizar a estimulação na planta dos pés, a partir do calcanhar em direção</p><p>aos dedos, pela borda lateral do pé, com o paciente deitado, como se nós estivéssemos desenhando a letra</p><p>C na sola do pé do paciente. Como resposta, ocorrerá contração dos músculos flexores dos pododáctilos (na</p><p>imagem abaixo está representado pela letra A). Nos casos de lesões nas vias piramidais, esse reflexo estará</p><p>abolido, sendo substituído pelo sinal de Babinski, que consiste na flexão dorsal ou extensão lenta do</p><p>hálux, provocada pela estimulação da região plantar. A abdução ou abertura em leque dos pododáctilos e</p><p>a retirada por flexão do joelho e do quadril pode ocorrer também, juntamente coma extensão do hálux</p><p>(na imagem abaixo está correspondendo pela letra B).</p><p>Vamos observar a imagem abaixo:</p><p>https://simbrazil.mediviewprojects.org/images/stories/NeuroExam/n-fig-85.jpg</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>27</p><p>https://semiobloguneb.files.wordpress.com/2017/05/2.jpg?w=640</p><p>Nos casos de lesão piramidal, o sinal de Babinski estará presente e sempre será evidenciado por meio</p><p>da extensão do hálux.</p><p>Uma coisa importante a se falar é que se a planta do pé do paciente for muito sensível ou se a</p><p>resposta for equívoca, a extensão do hálux poderá ocorrer por outras manobras que conhecemos como</p><p>sucedâneos de Babinski.</p><p>Vamos estuda-las?</p><p>- Sinal de Chaddock: obtido por meio da estimulação da face lateral do pé, em torno do maléolo externo;</p><p>- Sinal de Gordon: pesquisado por meio da compressão da panturrilha;</p><p>- Sinal de Oppenheim: obtido com a pressão dos dedos polegar e indicador sobre a face interna da tíbia.</p><p>- Sinal de Shafer: obtido através da compressão do tendão de Aquiles.</p><p>B</p><p>A</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>28</p><p>2.6 - Coordenação Motora</p><p>Quando falamos de coordenação motora, ouvimos também a palavra "ataxia" que é o termo geral</p><p>utilizado para descrever a coordenação anormal de movimentos, sendo caracterizada por deficiência na</p><p>velocidade, amplitude de deslocamento, precisão direcional e força de movimento.</p><p>Existem outros conceitos importantes quando falamos de coordenação muscular. São eles:</p><p>- Dismetria: caracterizada por amplitude incorreta de movimento e força mal direcionada e reflete a</p><p>deficiência na regulação da força muscular. Pode ocorrer uma quantidade excessiva de movimento</p><p>(hipermetria) ou quantidade insuficiente de movimento (hipometria). Os movimentos hipermétricos</p><p>podem ser melhor observados em movimentos curtos, rápidos e intencionais e durante os ajustes posturais.</p><p>Por ouro lado, os movimentos hipométricos são mais observados em movimentos lentos e de pequena</p><p>amplitude.</p><p>Para avaliarmos a coordenação motora, existem testes específicos. São eles:</p><p>a) Prova index-nariz: o paciente irá tocar a ponta do nariz com o indicador. Essa prova deverá ser realizada</p><p>acompanhada ou não pelo auxílio da visão.</p><p>b) Prova índex-nariz-índex:</p><p>o paciente deverá tocar o nariz com o índex (dedo indicador) e,</p><p>posteriormente, o índex do examinador (que fica com o dedo indicador esperando o contato do terapeuta)</p><p>de forma repetida e com deslocamento de posição do índex (dedo indicador) do examinador.</p><p>c) Prova calcanhar-joelho: paciente em decúbito dorsal, tocar o joelho com o calcanhar do lado oposto e</p><p>deslizar o calcanhar ao longo da crista da tíbia. Essa prova pode ser cronometrada caso haja necessidade.</p><p>d) Prova dos movimentos alterados: efetuar movimentos sucessivos de pronação e supinação das mãos</p><p>de maneira alternada. Chamamos também de disdiadococinesia.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>==1365fc==</p><p>29</p><p>2.7 – Equilíbrio</p><p>Quando estudamos equilíbrio, é importante que saibamos que ele é caracterizado pela capacidade</p><p>do indivíduo de responder aos estímulos externos, sendo capaz de assegurar que o centro de gravidade do</p><p>seu corpo se mantenha dentro da base de suporte, e isso deve acontecer em condições estáticas (como por</p><p>exemplo o ortostatismo), quanto dinâmicas (exemplo: marcha).</p><p>Para avaliarmos o equilíbrio podemos utilizar as seguintes algumas manobras, que são:</p><p>TESTE ROMBERG PARA AVALIAÇÃO DO EQUILÍBRIO ESTÁTICO</p><p>O teste é realizado em pé, com os pés unidos e olhos fechados. No caso de alteração do equilíbrio, o</p><p>paciente apresentará oscilação corporal e com isso aumentará sua base de suporte.</p><p>TESTE DE PASSO FUKUDA PARA AVALIAÇÃO DO EQUILÍBRIO DINÂMICO</p><p>O teste é realizado sobre três círculos concêntricos desenhados no chão, cujos raios têm 0,5 m de</p><p>diferença entre si. Esses círculos são divididos em 12 partes iguais, por retas que cruzam o centro, formando</p><p>um ângulo de 30°. A paciente marcha, elevando os joelhos aproximadamente 45° sem deslocar-se,</p><p>executando 60 passos (um por segundo) com os braços estendidos e com os olhos fechados. São</p><p>considerados resultados patológicos se houver deslocamento maior do que 1m e/ou rotação superior a 30°.</p><p>Um outro jeito de avaliar o equilíbrio estático e dinâmico do paciente é através da escala de</p><p>equilíbrio de Berg. Você já ouviu falar sobre ela?</p><p>A realização dessa escala leva em torno de 20 minutos e compreende um conjunto de 14 tarefas</p><p>relacionadas ao equilíbrio simples, que vão desde levantar-se de uma posição sentada até ficar de pé com</p><p>um pé. O grau de sucesso em alcançar cada tarefa recebe uma pontuação de zero (incapaz) a quatro</p><p>(independente) e a medida final é a soma de todas as pontuações, que pode ir de 0 (equilíbrio ruim ou sem</p><p>equilíbrio) até 56 pontos (excelente equilíbrio).</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>30</p><p>2.8 – Sensibilidade</p><p>Na aferição da sensibilidade devemos saber que existem testes para analisar a sensibilidade</p><p>exteroceptiva (tátil) e proprioceptiva, descritos a seguir:</p><p>a) Sensação tátil: o fisioterapeuta deve solicitar ao paciente que este indique quando perceber a sensação</p><p>teste. A pele é tocada com o objeto do teste em partes e lados do corpo de forma aleatória. Lembrando que</p><p>o paciente deve estar de olhos fechados. Podemos realiza-lo da seguinte forma:</p><p>- Toque leve: tocar levemente a pele com algodão ou com estesiômetros (observe a figura abaixo)</p><p>- Pressão: aplicar com o dedo indicador o suficiente para deformar o contorno da pele.</p><p>- Discriminação entre dois pontos: podemos utilizar um compasso, 1 ou 2 pontos simultaneamente são</p><p>aplicados sobre a pele, de forma irregular durante 0,5 segundos. O paciente deverá responder se 1 ou 2</p><p>pontos estão em contato com a pele.</p><p>Também podemos realizar testes relacionado a habilidade do paciente. Vamos entender melhor</p><p>isso:</p><p>- Estereognosia: é um teste de habilidade no reconhecimento de objetos por meio do toque, isto é, com</p><p>os olhos vendados. O avaliador coloca um objeto na mão do paciente e ele terá 15 segundos</p><p>aproximadamente para discriminar o objeto, nomeando-o ou descrevendo-o. Podemos colocar para o</p><p>paciente reconhecer alguns objetos, como por exemplo: moedas, pente, lápis, caneta, chaves....</p><p>https://fisiofernandes.vteximg.com.br/arquivos/ids/159035/estesiometro-teste-de-</p><p>sensibilidade.png?v=636207626314870000</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>31</p><p>- Sensação cinestésica ou proprioceptiva: aqui são testados simultaneamente a direção do movimento e</p><p>sensação da posição da articulação. Dessa forma, o fisioterapeuta irá avaliar cada articulação do membro</p><p>afetado separadamente e pede-se ao paciente para realizar o mesmo movimento com o membro oposto.</p><p>• Direção do movimento: o paciente é capaz de reproduzir a direção do movimento, mas sua nova posição</p><p>está incorreta;</p><p>• Posição da articulação: paciente repete os movimentos do teste até cerca de 10°em relação à nova</p><p>posição.</p><p>2.9 – Dermátomos</p><p>Quando estudamos os dermátomos devemos saber que ele é caracterizado pela região da pele</p><p>inervada por um único par de raízes sensitivas. É isso que forma um dermátomo. Cada raiz dorsal (sensitiva)</p><p>é responsável pela sensibilidade de determinadas regiões do corpo humano, sendo assim é possível criar</p><p>um mapa corporal.</p><p>Olha só essa imagem aqui embaixo:</p><p>https://pbs.twimg.com/media/CEIa0-sW8AAL38C.jpg</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>32</p><p>Isso é muito importante para nós, fisioterapeutas, pois a partir destes mapas é possível estimar, por</p><p>exemplo, quais raízes sensitivas foram afetadas em um paciente com lesão medular, ou identificar qual raiz</p><p>sensitiva está sendo comprimida por uma hérnia de disco.</p><p>Ufa, terminamos de estudar avaliação! É bem grande mesmo, mas você vai estar pronto na hora dos</p><p>concursos! Vamos em frente?!</p><p>3. Praxias e Gnosias</p><p>Tudo bem por aí? Vamos dar uma breve estudada em praxias e gnosias?</p><p>Esse tema é bem escasso nos concursos, mas acho que vale a pena sabermos alguns conceitos que</p><p>podem fazer a diferença na nossa aprovação! Vamos lá?</p><p>Bom, vamos começar com praxias, que pode ser definido como um conjunto de movimentos</p><p>coordenados para um objetivo determinado que depende da aprendizagem.</p><p>Então, é comum quando o paciente sofreu um AVE por exemplo ele sofrer de apraxia, que é a</p><p>incapacidade de executar um movimento, ou sequência de movimentos, apesar de estarem intactas a</p><p>sensibilidade e a compreensão da tarefa.</p><p>Vamos ver alguns exemplos de apraxias que existem?</p><p>- Apraxia orofacial ou bucofacial: pessoas com essa condição são incapazes de realizar voluntariamente</p><p>determinados movimentos que envolvem os músculos faciais;</p><p>- Apraxia membro-cinética: afeta a capacidade da pessoa de mover intencionalmente braços e pernas.</p><p>- Apraxia ideacional: o paciente não consegue fazer tarefas complexas na ordem correta, uma dificuldade</p><p>poderia ser colocar uma meia antes do sapato, por exemplo.</p><p>- Apraxia ideomotora: o paciente é incapaz de realizar tarefas aprendidas quando recebe os objetos</p><p>necessários para ela. Por exemplo, ela pode usar um canudo como uma chave para tentar abrir portas.</p><p>- Apraxia da fala: condição em que o paciente acha difícil ou impossível mover sua boca ou língua para falar.</p><p>Isso ocorre mesmo quando o paciente tem o desejo de expressar a fala e os músculos da boca e língua são</p><p>capazes de formar palavras.</p><p>Beleza? Vamos agora entender o que são as gnosias?</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto</p><p>Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>33</p><p>Bom, quando falamos de gnosia, falamos que é a habilidade de identificar, reconhecer o mundo</p><p>exterior por intermédio dos órgãos sensoriais. Se o indivíduo apresenta algum déficit de identificação ou</p><p>reconhecimento do mundo exterior, falamos que ele apresenta agnosia.</p><p>Vamos conhecer alguns tipos de agnosia?!</p><p>- Agnosia tátil ou estereognosia: incapacidade de reconhecimento tátil.</p><p>- Hiloagnosia: dificuldade de reconhecer a textura do objeto.</p><p>- Amorfognosisia: perda do reconhecimento da forma do objeto.</p><p>- Assimbolia tátil: o indivíduo não reconhece o objeto colocado na mão apesar de reconhecer a textura e a</p><p>forma (lesão no córtex parietal superior: áreas 5 e 7).</p><p>- Agnosia auditiva: incapacidade de reconhecimento e distinção de sons na ausência de qualquer déficit</p><p>auditivo (local da lesão: área 22 e parte da 21 no hemisfério cerebral direito).</p><p>- Agnosias visuais: incapacidade de reconhecimento visual de objetos na ausência de disfunções ópticas.</p><p>Nessas agnosias, há diferença no comprometimento dos hemisférios cerebrais; assim lesões no hemisfério</p><p>direito ocorrem déficits em relação às funções visuoespaciais e lesões no hemisfério esquerdo no</p><p>reconhecimento de objetos.</p><p>Vamos entender essas agnosias visuais mais a fundo?!</p><p>I. Agnosia visuoespacial: desorientação espacial.</p><p>II. Agnosia espacial unilateral: trata-se de um algum acometimento no campo visual direito. O paciente</p><p>“esquece” o lado esquerdo. Normalmente esse paciente apresenta também uma hemianopsia homônima</p><p>esquerda.</p><p>III. Prosopagnosia: perda da capacidade de reconhecer fisionomias.</p><p>Para avaliarmos as gnosias, podemos realizar o seguinte teste:</p><p>- Estereognosia: identificar por meio do tato, colocando na mão do paciente algum objeto, como por</p><p>exemplo, borracha, pano, chave, celular, moeda e etc.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>34</p><p>- Gnosia auditiva: identificar o som. Deixar chaves caírem, amassar papel, colocar músicas em ritmos</p><p>diferentes...</p><p>- Gnosia visual para objetos: identificar objetos por meio da visão, ou seja, mostrar um objeto para o</p><p>paciente. Exemplo: vaso, sapato, copo, xícara...</p><p>Ufa, acabamos! Quanto nome estranho né! Pare por aqui, tome um café, um chá ou um refresco,</p><p>mas não desista! Descanse a mente e volte para revisar e continuar a estudar comigo! Fique firme que a</p><p>gente consegue! A aprovação está logo ali! Bora!</p><p>4. Mini Exame do Estado Mental (MEEM)</p><p>Embora a avaliação do estado mental do paciente esteja associada tradicionalmente à propedêutica</p><p>psiquiátrica, também integra o exame neurológico. Lembrando que o MEEM RASTREIA demências e NÃO</p><p>as diagnostica, beleza? Importantíssima informação!</p><p>No MEEM, na primeira parte da avaliação são realizados questionamentos sobre dados pessoais do paciente</p><p>(idade, escolaridade, estado civil, naturalidade, profissão etc.).</p><p>Já na segunda parte, é verificado o estado mental propriamente dito, investigam-se as distintas</p><p>funções psíquicas.</p><p>Observe abaixo um exemplo do MEEM:</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>35</p><p>https://cdn.slidesharecdn.com/ss_thumbnails/examedoestadomental-minimental-181212204648-thumbnail-4.jpg?cb=1544647627</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>36</p><p>5. Afasias</p><p>Tudo bem por aí querido (a) aluno (a) ?!</p><p>Agora vamos conversar sobre afasias?</p><p>Bem, quando falamos de afasia, devemos entender que ela é uma das patologias de linguagem mais</p><p>complexas e que pode gerar bastante questionamento entre os profissionais que trabalham na reabilitação</p><p>desse paciente.</p><p>Algumas patologias, como AVE, tumores cerebrais, aneurismas, traumatismos cranioencefálicos e</p><p>infecções podem causar distúrbios de linguagem.</p><p>A afasia pode ser definida como perda ou deterioração da linguagem adquirida por dano cerebral.</p><p>Dentre os principais quadros de afasia podemos observar os seguintes mais estudados e que podem</p><p>cair na sua prova:</p><p>5.1 – Afasia de Broca</p><p>Esse tipo de afasia é decorrente de uma lesão na parte inferior da terceira circunvolução frontal do</p><p>hemisfério esquerdo. É considerada uma afasia não fluente, não há linguagem expressiva, com pausas de</p><p>grau variado, anomia, reconhecimento das incorreções da fala e melhor desempenho na leitura do que na</p><p>escrita.</p><p>Os indivíduos com afasia de broca frequentemente têm dificuldade de entender frases</p><p>sintaticamente complexas ou semanticamente reversíveis (por exemplo, “toque no nariz depois de tocar</p><p>no pé”), mas não têm muitos problemas para entender frases simples e semanticamente não reversíveis.</p><p>Esse conjunto de síndromes geralmente está associado a uma isquemia ou outras lesões do córtex frontal</p><p>póstero-inferior esquerdo, na distribuição da divisão superior da artéria cerebral média (ACM) esquerda.</p><p>5.2 – Afasia de Wernicke</p><p>Já a afasia de Wernicke é considerada a afasia que tem como causa mais conhecida a lesão no córtex</p><p>auditivo de associação, no giro superior do lobo temporal do hemisfério esquerdo. É uma afasia fluente,</p><p>mas há déficit de compreensão. Há fala fluente com aparente gramaticalidade (melodia e ritmos</p><p>adequados). O indivíduo produz fala e repetição fluentes, mas sem sentido, com má compreensão de</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>37</p><p>palavras e frases. Ela decorre tipicamente de uma isquemia no córtex temporal póstero-superior, na</p><p>distribuição da divisão inferior da ACM esquerda.</p><p>5.3 – Afasia de Condução</p><p>É ocasionada por lesão que rompe os axônios que conectam a área Wernicke com área de Broca.</p><p>É caracterizada pela dificuldade que o paciente apresenta em repetir palavras, principalmente as palavras</p><p>sem significado, embora haja compreensão e produção de fala e linguagem adequadas; a fala é fluente e</p><p>com significado; compreensão relativamente boa com preservação da leitura e escrita.</p><p>Vamos agora estudar as principais técnicas de tratamento que utilizamos na fisioterapia</p><p>neurofuncional? Lembrando que o que eu vou conversar com vocês no próximo capítulo não esgota os</p><p>meios de tratamento, tá?</p><p>Lembrem-se que aqui eu estou focando nos concursos e o que eles mais cobram! Vamos lá?!</p><p>6. Técnicas Específicas para Tratamento Neurofuncional</p><p>Bom, vamos lá, nesse capítulo vamos abordar as principais técnicas quando estudamos a fisioterapia</p><p>neurofuncional! Vamos falar sobre o PNF (Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva) (ou FNP / KABAT),</p><p>sobre o BOBATH (apesar de ser uma abordagem pediátrica, falarei rapidamente dele aqui para vocês), do</p><p>FES (Estimulação Elétrica Funcional), TRIM (Terapia de Restrição e Indução do Movimento) que é bastante</p><p>cobrada nos concursos e finalmente, sobre o BIOFEEDBACK.</p><p>6.1 – Facilitação Neuromuscular Propioceptiva (PNF)</p><p>Ao estudarmos o PNF, temos que entender que essa técnica é uma filosofia de tratamento e parte</p><p>do princípio de que cada indivíduo possui um potencial não explorado e o tratamento é realizado através</p><p>da abordagem positiva.</p><p>Esse tipo de abordagem visa o ganho de coordenação motora, flexibilidade, fortalecimento</p><p>muscular e estabilidade.</p><p>O conceito facilitação neuromuscular proprioceptiva</p><p>apresenta procedimentos básicos de execução,</p><p>como por exemplo: resistência, contato manual, contato verbal, visão, tração e aproximação, irradiação e</p><p>reforço, estiramento, sincronização de movimentos e padrões. É bem interessante!</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>38</p><p>É importante a gente entender que essa técnica utiliza contrações musculares concêntricas,</p><p>excêntricas e isométricas, podendo ou não ser utilizadas com a aplicação de uma resistência. Isso</p><p>obviamente vai depender de como o seu paciente esteja! Por isso que uma boa avaliação é importante!</p><p>6.2 – BOBATH</p><p>O conceito Bobath é uma técnica utilizada para solucionar problemas, avaliação e tratamento de</p><p>pacientes que apresentam sequelas neurológicas como consequência de lesões no sistema nervoso central.</p><p>Essas sequelas podem ser alterações da função, do movimento e do controle postural.</p><p>O objetivo do conceito neuroevolutivo Bobath é realizar manuseios que utilizem técnicas de</p><p>facilitação, inibição e estimulação de movimentos normais para possibilitar a aquisição da funcionalidade</p><p>dos pacientes.</p><p>Antes de iniciar o emprego do conceito Bobath para a facilitação dos movimentos ativos, devemos</p><p>alinhar o tônus postural.</p><p>6.3 – Estimulação Elétrica Funcional (FES)</p><p>A estimulação elétrica funcional (FES) é caracterizada pelo emprego da eletroterapia capaz de</p><p>produzir contrações musculares com objetivos funcionais.</p><p>Ou seja, músculos enfraquecidos decorrentes de lesão do neurônio motor superior (LNMS), como</p><p>resultado de AVE, lesões medulares ou traumatismos cranioencefálicos, dentre outros podem ser</p><p>beneficiados. O importante ao usar a FES é trabalharmos sempre na FUNÇÃO!</p><p>Mas quais os benefícios da FES?</p><p>1. Prevenção de contraturas e trombose venosa profunda;</p><p>2. Redução de padrão motor espástico;</p><p>3. Auxiliar o controle de movimentos de membro superior, como a preensão manual;</p><p>4. Auxiliar os movimentos para vencer a ação da gravidade e estimulação de movimentos finos como</p><p>escrever;</p><p>Obviamente querido (a) aluno (a), os benefícios no FES não param por aí, tá? Existem muuuuito mais</p><p>benefícios, mas nas provas é comum cobrarem esses citados acima!</p><p>Importante sabermos que, quando a FES é utilizada com um par de eletrodos, sendo um ativo e o</p><p>outro de referência, dizemos que a FES é uni ou monopolar.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>39</p><p>Por outro lado, quando a FES é utilizada com dois eletrodos ativos e mais um eletrodo de</p><p>referência, a aplicação é chamada de bipolar.</p><p>6.4 – Terapia de Restrição e Indução do Movimento (TRIM)</p><p>Querido aluno, essa técnica é muuuito cobrada em concursos públicos! Fique ligado!</p><p>Vamos lá!</p><p>Essa técnica é utilizada com frequência em pacientes que apresentam a hemiparesia como sequela</p><p>do AVE.</p><p>Na terapia por restrição e indução do movimento (TRIM), é preconizado o uso do membro superior</p><p>parético por meio da restrição do membro superior sadio, durante grande parte do tempo do seu dia.</p><p>A restrição do movimento do membro superior sadio será realizada com o uso de uma tipoia ou uma</p><p>luva.</p><p>A técnica envolve o planejamento e a escolha das tarefas, feedback verbal e auxílio físico para</p><p>direcionamento dos movimentos, a fim de aumentar o fluxo de informações somatossensoriais e favorecer</p><p>o restabelecimento da função motora.</p><p>Olhe só a imagem abaixo:</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>40</p><p>https://4.bp.blogspot.com/_7H9r_7bo6nc/TLzKjnaPXeI/AAAAAAAACEo/nH976GVDMsI/s400/CI-mitt.jpg</p><p>Interessante, né? Essa técnica é muito utilizada!</p><p>Vamos para a próxima técnica?!</p><p>6.5 – BIOFEEDBACK</p><p>O Biofeedback é uma ferramenta terapêutica que fornece informações com a finalidade de permitir</p><p>aos indivíduos, desenvolver a capacidade de autorregulação.</p><p>A melhora da atividade motora voluntária com a intervenção do biofeedback tem base,</p><p>hipoteticamente, no mecanismo de plasticidade do sistema nervoso.</p><p>O biofeedback é considerado um importante incremento na reabilitação de pacientes neurológicos</p><p>após uma lesão, pois a técnica fornece informações ao paciente sobre uma função ou resposta fisiológica e</p><p>permite que ele, por meio dessa resposta seja capaz de modular o movimento.</p><p>O incremento do biofeedback utiliza informação visual ou auditiva para fornecer um retorno</p><p>positivo ou negativo ao paciente de acordo com seu desempenho, do qual o paciente normalmente não está</p><p>consciente.</p><p>Olhe só como funciona o biofeedback:</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>41</p><p>https://saude.culturamix.com/blog/wp-content/uploads/2011/01/Biofeedback-1.jpg</p><p>E aí queridos (as) alunos (as)? Tudo bem por aí?</p><p>Bom, agora vamos para a parte final do nosso livro! Vamos conversar sobre as principais patologias</p><p>que podem ser cobradas nos concursos!</p><p>Como você está se sentindo? Está achando difícil? Qualquer dúvida me chama no fórum, tá?</p><p>Também estou disponível no Instagram! Conte comigo e vamos firme!</p><p>7. Acidente Vascular Encefálico</p><p>Bom, a primeira coisa a se falar aqui é que essa patologia é uma das que mais são cobradas nos</p><p>concursos! Vamos estuda-la com mais afinco, combinado?!</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>42</p><p>O acidente vascular encefálico (AVE) pode ser definido como uma disfunção neurológica de</p><p>origem no sistema nervoso central (SNC), caracterizado por lesão vascular de início súbito em um período</p><p>superior a 24 horas, resultando em disfunções que podem variar de acordo com a área de lesão no encéfalo.</p><p>Existem fatores de risco para que o AVE ocorre, uma delas é a aterosclerose.</p><p>Para que a aterosclerose aconteça, existem "problemas" que podem ocorrer, que são: hipertensão</p><p>arterial, dislipidemia, diabetes mellitus, tabagismo e sedentarismo, sendo a hipertensão o mais importante</p><p>fator de risco.</p><p>Uma informação importante a se debater é que existem dois tipos de AVE: o isquêmico e o</p><p>hemorrágico.</p><p>https://painel.souenfermagem.com.br/uploads/65/65_2018-08-31_13-08-41_193_326416652.jpg</p><p>O AVE isquêmico é o mais comum de acontecer (80% dos casos), sendo causado por obstrução de</p><p>uma ou mais artérias que irrigam o encéfalo, o que resulta na ausência do suprimento sanguíneo local e</p><p>assim, evoluindo para uma isquemia.</p><p>Existe um outro tipo de AVE, que é o hemorrágico (20% dos casos). Esse tipo é por muitas vezes,</p><p>fatal!</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 05 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>43</p><p>No AVE hemorrágico, um vaso sanguíneo cerebral se rompe, causando extravasamento sanguíneo</p><p>na região afetada, agravando o caso clínico rapidamente e comprimindo estruturas adjacentes.</p><p>Nos AVEs hemorrágicos, as hemorragias mais comuns são aquelas resultantes dos seguintes</p><p>fatores: hipertensão, aneurisma e malformação arteriovenosa. Frequentemente, as hemorragias</p><p>resultam de uma doença cardíaca hipertensiva; o sangramento no tecido cerebral produz uma massa oval</p><p>ou redonda, que desloca as estruturas da linha mediana.</p>

Mais conteúdos dessa disciplina