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<p>Gênero e Sexualidade</p><p>Condições de conclusão</p><p>Este módulo visa discutir a temática sobre as diferenças de gênero, iniciando com uma distinção das terminologias sexo e gênero, em seguida partiremos de uma perspectiva que compreende as distinções entre homens e mulheres como uma construção cultural e não apenas centrada nos aspectos fisiológicos. A partir deste esclarecimento, acreditamos que tornará mais acessível a discussão direcionada sobre as diferenças entre homens e mulheres, no que se refere aos aspectos biológicos, físicos e sociais.</p><p>Diferenças de gênero</p><p>Segundo Biddulph (2003), os homens apresentam dificuldades de se comunicar, ou seja, não conseguem verbalizar sobre seus sentimentos, dando a falsa impressão de não terem problemas. O autor relata dois episódios trágicos de suicídio, os quais apresentam como exemplo em caráter extremo sobre onde pode chegar tais dificuldades de verbalização.</p><p>O primeiro caso é sobre um homem de menos de quarenta anos que havia cometido suicídio pois fora rejeitado por uma mulher. O homem, humilhado pelo fato de a infidelidade dela ter se tornado de conhecimento público, prende pesos ao corpo e entra no mar, afundando.</p><p>O segundo caso, apresenta a história do melhor aluno da turma que foi aprovado com distinção em “apenas” cinco das seis matérias da prova final. Ele esperou que o irmão com quem dividia o quarto adormecesse, pegou a arma que tinha escondido embaixo da cama e pôs um fim à vida.</p><p>Para Biddulph (2003, p. 8), essas histórias merecem destaque ao entender que “em todas as tragédias envolvendo homens de que você já ouviu falar existe um aspecto comum: uma insuportável tensão entre suas necessidades de homem como ser humano e o que se espera dele”.</p><p>Não queremos incentivar a generalização do pensamento de que todo homem tem dificuldade de falar sobre questões de sua subjetividade. Não é uma regra, mas é uma constatação de que, em sua maioria, os homens negligenciam a necessidade de expressar sobre seus sentimentos e outros aspectos relacionados.</p><p>O século XX e início do XXI apresentam evidências de sofrimento nos contextos masculinos através de evidências de suicídio, morte prematura em consequência de estresse e problemas relacionados à falta de cuidado com a própria saúde, acidentes laborais e com veículos, bem como envolvimento com drogas e atos de violência (BIDDULPH, 2003).</p><p>Apresentando alguns fatos:</p><p>· O homem vive, em média, cinco anos menos que as mulheres;</p><p>· O homem comete suicídio cinco vezes mais que a mulher;</p><p>· Em relação à mulher, o homem sofre duas vezes mais acidentes de carro, morre duas vezes mais de ataque cardíaco, três vezes mais por ferimento em geral, duas vezes mais de doenças do fígado. Na verdade, os homens estão à frente das mulheres em todas as 13 principais causas de morte;</p><p>· O homem frequentemente não se sai bem nos relacionamentos íntimos. Apenas dois indicadores: 50 por cento dos casamentos se desfazem, e de cada três processos de divórcio, dois são iniciados pelas mulheres;</p><p>· Mais de 90 por cento dos atos de violência julgados e condenados são praticados por homens e 70 por cento das vítimas são do sexo masculino;</p><p>· Na escola, cerca de 90 por cento dos alunos com problemas de comportamento são garotos, e eles respondem também por mais de 80 por cento das dificuldades de aprendizagem;</p><p>· De todos os internos nos presídios, mais de 90 por cento são homens.</p><p>Referência:</p><p>BIDDULPH, Steve. Porque os homens são assim? Tradução de Neuza Capelo. São Paulo: Fundamento Educacional, 2003.</p><p>Este material foi baseado em:</p><p>PINHEIRO, Ângela Fernanda Santiago. Saúde do Homem e do Idoso. Instituto Federal do Norte de Minas Gerais/Rede e-Tec Brasil, Montes Claros: 2015.</p><p>Gênero e Sexualidade</p><p>Condições de conclusão</p><p>Este módulo visa discutir a temática sobre as diferenças de gênero, iniciando com uma</p><p>distinção das terminologias sexo e gênero, em seguida</p><p>partiremos de uma perspectiva</p><p>que compreende as distinções entre homens e mulheres como uma construção cultural e</p><p>não apenas centrada nos aspectos fisiológicos. A</p><p>partir deste esclarecimento,</p><p>acreditamos que tornará mais acessível a discussão direcionada s</p><p>obre as diferenças entre</p><p>homens e mulheres, no que se refere aos aspectos biológicos, físicos e sociais.</p><p>Diferenças de gênero</p><p>Segundo Biddulph (2003), os homens apresentam dificuldades de se comunicar, ou seja,</p><p>não conseguem verbalizar sobre seus sentim</p><p>entos, dando a falsa impressão de não terem</p><p>problemas. O autor relata dois episódios trágicos de suicídio, os quais apresentam como</p><p>exemplo em caráter extremo sobre onde pode chegar tais dificuldades de verbalização.</p><p>O primeiro caso é sobre um homem de m</p><p>enos de quarenta anos que havia cometido</p><p>suicídio pois fora rejeitado por uma mulher. O homem, humilhado pelo fato de a</p><p>infidelidade dela ter se tornado de conhecimento público, prende pesos ao corpo e entra</p><p>no mar, afundando.</p><p>O segundo caso, apresenta a</p><p>história do melhor aluno da turma que foi aprovado com</p><p>distinção em “apenas” cinco das seis matérias da prova final. Ele esperou que o irmão</p><p>com quem dividia o quarto adormecesse, pegou a arma que tinha escondido embaixo da</p><p>cama e pôs um fim à vida.</p><p>Para</p><p>Biddulph (2003, p. 8), essas histórias merecem destaque ao entender que “em todas</p><p>as tragédias envolvendo homens de que você já ouviu falar existe um aspecto comum:</p><p>uma insuportável tensão entre suas necessidades de homem como ser humano e o que se</p><p>espera</p><p>dele”.</p><p>Não queremos incentivar a generalização do pensamento de que todo homem tem</p><p>dificuldade de falar sobre questões de sua subjetividade. Não é uma regra, mas é uma</p><p>constatação de que, em sua maioria, os homens negligenciam a necessidade de</p><p>expressar</p><p>sobre seus sentimentos e outros aspectos relacionados.</p><p>O século XX e início do XXI apresentam evidências de sofrimento nos contextos</p><p>masculinos através de evidências de suicídio, morte prematura em consequência de</p><p>estresse e problemas relacionados à fal</p><p>ta de cuidado com a própria saúde, acidentes</p><p>laborais e com veículos, bem como envolvimento com drogas e atos de violência</p><p>(BIDDULPH, 2003).</p><p>Apresentando alguns fatos:</p><p>·</p><p>O homem vive, em média, cinco anos menos que as m</p><p>ulheres;</p>