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<p>DIREITO</p><p>EMPRESARIAL</p><p>I</p><p>ASCPETOS INTRODUTÓRIOS –</p><p>ATIVIDADE EMPRESARIAL</p><p>BOM DIA!</p><p>Profª Me. Tatiana Veloso</p><p>Magalhães</p><p>@prof.tatianavelosom</p><p>tatianavelosom@gmail.com</p><p>(86) 99501-2774</p><p>MAPA DE CONTEÚDO</p><p>Comércio e Direito</p><p>Comercial</p><p>01</p><p>Estabelecimento</p><p>Empresarial</p><p>03</p><p>Atividade Empresarial</p><p>02</p><p>Nome Empresarial</p><p>04</p><p>COMÉRCIO E DIREITO</p><p>COMERCIAL</p><p>01</p><p>FORMAÇÃO HISTÓRICA DO DIREITO COMERCIAL</p><p>▪ De origem latina, o termo comércio significa “comprar para vender”.</p><p>▪ O comércio precede ao Direito Comercial.</p><p>▪ A solenidade do Direito Civil x dinamização das relações comerciais.</p><p>▪ As acepções da palavra comércio:</p><p>a) Sentido geral: permuta de qualquer coisa;</p><p>b) Sentido econômico: agente de circulação de riquezas;</p><p>c) Sentido jurídico: conjunto de atos medianeiros, praticados com</p><p>habitualidade e com o fito de lucro.</p><p>ASPECTO HISTÓRICO-EVOLUTIVO NO MUNDO</p><p>1ª FASE: Idade Média – marco inicial do Direito Comercial.</p><p>▪ Renascimento mercantil e ressurgimento das cidades (burgos).</p><p>▪ Formação da burguesia (comerciantes ou mercadores).</p><p>▪ Surgimento das corporações de ofício.</p><p>▪ “Codificação Privada”: normas pseudossistematizadas.</p><p>▪ Surgimento dos primeiros institutos do Direito Comercial: “comendas”,</p><p>letras de câmbio, contratos mercantis, bancos, etc.</p><p>▪ Caráter subjetivista do Direito Comercial.</p><p>ASPECTO HISTÓRICO-EVOLUTIVO NO MUNDO</p><p>2ª FASE: Idade Moderna.</p><p>▪ Formação dos Estados Nacionais Monárquicos.</p><p>▪ Monopólio da jurisdição a cargo dos Estados “estatização do Direito Comercial”:</p><p>a. Disciplina as relações jurídico-comerciais;</p><p>b. Desaparece o Direito Comercial como um direito corporativista;</p><p>c. Surge o Direito Comercial posto e aplicado pelo Estado.</p><p>▪ França: Código Civil (1804) e Código Comercial (1808).</p><p>▪ Caráter objetivo do Direito Comercial.</p><p>▪ Teoria dos Atos de Comércio: a prática de ‘atos de comércio’ passa a ser o critério</p><p>delimitador do âmbito de incidência do regime jurídico-empresarial.</p><p>ASPECTO HISTÓRICO-EVOLUTIVO NO MUNDO</p><p>2ª FASE: Idade Moderna.</p><p>▪ A definição dos atos de comércio era tarefa atribuída ao legislador, o qual optava:</p><p>a. Por descrever suas características básicas (Portugal e França); ou</p><p>b. Por enumerar em um rol as condutas típicas consideradas como atos de</p><p>comércio – “mercancia” (Brasil - 1850);</p><p>▪ Alfredo Rocco tentou encontrar um denominador comum entre as duas definições e,</p><p>apontou a intermediação na circulação de bens ou serviços. No entanto, tal</p><p>denominador era falho (ex.: Antônio planta milho e ele próprio vende o que produz).</p><p>ASPECTO HISTÓRICO-EVOLUTIVO NO MUNDO</p><p>3ª FASE: Teoria da Empresa.</p><p>▪ Código Civil Italiano (1942): unificação formal do Direito Privado.</p><p>▪ O direito mercantil passa a ser expandido para outros profissionais que</p><p>outrora estavam excluídos do sistema objetivo (ex.: prestadores de serviço).</p><p>▪ O Direito Empresarial se preocupa com uma forma específica de exercer a</p><p>atividade econômica, isto é, a forma “empresarial”, com intuito lucrativo,</p><p>tendo por finalidade a produção ou circulação de bens ou serviços.</p><p>FASES DO DIREITO</p><p>EMPRESARIAL</p><p>CORPORAÇÕES DE</p><p>OFÍCIO</p><p>Idade Média</p><p>Sistema fechado e</p><p>protetivo</p><p>Caráter subjetivista</p><p>TEORIA DOS ATOS</p><p>DE COMÉRCIO</p><p>Sistema Francês</p><p>Os atos de comércio</p><p>Caráter objetivo</p><p>TEORIA DA</p><p>EMPRESA</p><p>Sistema Italiano</p><p>Adotado pelo</p><p>ordenamento pátrio</p><p>Caráter subjetivista</p><p>“Direito Empresarial é o</p><p>regime jurídico especial de</p><p>Direito Privado que</p><p>disciplina o exercício da</p><p>atividade econômica</p><p>organizada.”</p><p>CARACTERÍSTICAS</p><p>DO DIREITO</p><p>EMPRESARIAL</p><p>COSMOPOLITISMO</p><p>esse ramo deva ser criado</p><p>a partir das modernas</p><p>relações econômicas em</p><p>nível mundial.</p><p>FRAGMENTÁRIO</p><p>Direito Empresarial + Direito</p><p>Societário + Direito Cambiário</p><p>+ Direito Falimentar</p><p>INFORMALISMO ELASTICIDADE ONEROSIDADE INIDIVIDUALISMO</p><p>FONTES DO DIREITO</p><p>EMPRESARIAL</p><p>MATERIAIS</p><p>fatores sociais, econômicos,</p><p>políticos, filosóficos e históricos</p><p>que deram origem ao Direito,</p><p>influenciando na criação das</p><p>normas jurídicas.</p><p>FORMAIS</p><p>Primárias</p><p>Constituição Federal</p><p>Código Civil</p><p>Código Comercial (direito</p><p>marítimo)</p><p>Leis Extravagantes</p><p>Tratados Internacionais</p><p>Secundárias</p><p>Analogia</p><p>Costumes</p><p>Princípios gerais do Direito</p><p>PRINCÍPIOS DO</p><p>DIREITO</p><p>EMPRESARIAL</p><p>Livre iniciativa;</p><p>Função Social</p><p>da Empresa;</p><p>Liberdade de</p><p>concorrência;</p><p>Princípio de</p><p>preservação da</p><p>empresa;</p><p>Sociedade e</p><p>responsabilida</p><p>de;</p><p>Defesa do</p><p>consumidor;</p><p>Defesa do meio</p><p>ambiente;</p><p>Autonomia</p><p>patrimonial.</p><p>REGIME JURÍDICO DO DIREITO EMPRESARIAL</p><p>▪ O Direito Empresarial é um regime jurídico especial, com normas</p><p>específicas, destinadas à regulamentação da atividade econômica e de</p><p>seus agentes.</p><p>▪ São regulados pelo Direito Empresarial os interesses e direitos de todo</p><p>mundo que exerce atividade com finalidade econômica, fazendo</p><p>circular bens ou serviços. Todo ato praticado no meio empresarial é foco</p><p>do Direito Empresarial.</p><p>ATIVIDADE</p><p>EMPRESARIAL</p><p>02</p><p>ASPECTOS INTRODUTÓRIOS</p><p>▪ O comerciante é aquele que realiza uma atividade econômica que se baseia</p><p>no intercâmbio de bens e serviços entre diversas pessoas, com o intuito de</p><p>lucro.</p><p>Art. 966, caput, CC. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente</p><p>atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de</p><p>serviços.</p><p>▪ O empresário pode ser tanto uma pessoa física quanto uma pessoa jurídica.</p><p>No primeiro caso, tem-se o empresário individual. No segundo caso, tem-se</p><p>uma sociedade limitada (uni ou pluripessoal) ou uma sociedade empresária.</p><p>QUEM PODE EXERCER A ATIVIDADE EMPRESARIAL?</p><p>Art. 972, CC. Podem exercer a atividade de empresário os que estiverem em pleno gozo da</p><p>capacidade civil e não forem legalmente impedidos.</p><p>▪ Os impedimentos legais se referem ao exercício individual da empresa, isto é, não há</p><p>vedação, em princípio, que alguns impedidos sejam sócios de sociedades empresárias, posto</p><p>que quem exerce a atividade empresarial é a própria pessoa jurídica.</p><p>Art. 973, CC. A pessoa legalmente impedida de exercer atividade própria de empresário, se a</p><p>exercer, responderá pelas obrigações contraídas.</p><p>▪ Os impedidos são plenamente capazes, mas a lei entendeu por bem impedi-los de exercer a</p><p>atividade empresarial.</p><p>OS LEGALMENTE IMPEDIDOS</p><p>▪ São casos de ausência de legitimidade ou legitimação:</p><p>a) Deputados e senadores, na situação do art. 54, II, “a”, CF/88;</p><p>b) Magistrados (art. 36, I, LC nº 35/79) e militares na ativa (art. 29, Lei nº 6.880/80);</p><p>c) Servidores públicos civis (art. 117, X, Lei nº 8.112/90) e membros do MP (art. 128, II, “c”,</p><p>CF);</p><p>d) Cônjuges casados sob o regime de comunhão universal de bens ou separação obrigatória</p><p>de bens, não poderão constituir sociedade entre si (art. 977, CC);</p><p>e) Falido não reabilitado (art. 102, Lei nº 11.101/2005);</p><p>f) Pessoa condenada pela prática de crime cuja pena vede o acesso à atividade mercantil;</p><p>EMPRESÁRIO INDIVIDUAL</p><p>▪ É a pessoa física que exerce individualmente uma atividade econômica organizada para a</p><p>produção ou a circulação de bens ou de serviços.</p><p>Art. 967, CC. É obrigatória a inscrição do empresário no Registro Público de Empresas Mercantis da</p><p>respectiva sede, antes do início de sua atividade.</p><p>CUIDADO! O fato de o empresário individual possuir CNPJ não significa que ele é uma pessoa</p><p>jurídica. Trata-se apenas de um cadastro fiscal, que equipara o empresário individual a pessoas</p><p>jurídicas para fins tributários.</p><p>▪ Responsabilidade patrimonial individual direta e limitada.</p><p>▪ O registro deve ser feito na Junta Comercial da sua respectiva unidade federativa.</p><p>▪ O que caracteriza alguém como empresário é o efetivo exercício de atividade econômica</p><p>organizada para a produção ou circulação de bens ou de serviços.</p><p>Enunciado nº 5 da Jornada de</p><p>Direito Comercial</p><p>“Quanto às obrigações decorrentes de sua atividade, o empresário individual tipificado no</p><p>art. 966 do Código Civil responderá primeiramente com os bens vinculados à exploração de</p><p>sua atividade econômica, nos termos do art. 1.024 do Código Civil”.</p><p>21</p><p>Enunciado nº 198 da III Jornada de</p><p>Direito Civil</p><p>A inscrição</p><p>do empresário na Junta Comercial não é requisito para a sua caracterização,</p><p>admitindo-se o exercício da empresa sem tal providência. O empresário irregular reúne os</p><p>requisitos do art. 966, sujeitando-se às normas do Código Civil e da legislação comercial,</p><p>salvo naquilo em que forem incompatíveis com a sua condição ou diante de expressa</p><p>disposição em contrário.</p><p>22</p><p>Enunciado nº 199 da III Jornada de</p><p>Direito Civil</p><p>A inscrição do empresário ou sociedade empresária é requisito delineador de sua</p><p>regularidade, e não de sua caracterização.</p><p>23</p><p>COMO ESSE ASSUNTO É COBRADO?</p><p>(VUNESP - 2012 - TJ-MG - Juiz de Direito Substituto) No que diz respeito ao</p><p>empresário individual, assinale a alternativa correta.</p><p>a) Não é pessoa jurídica e pode ingressar em juízo em nome próprio.</p><p>b) É pessoa jurídica e não pode ingressar em juízo em nome próprio.</p><p>c) Não é pessoa jurídica e pode ingressar em juízo em nome próprio, mas, para</p><p>tanto, exige-se que tenha CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) e não CNPJ</p><p>(Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas).</p><p>d) É pessoa híbrida e, para que ingresse em juízo, é necessário que outorgue duas</p><p>procurações, uma em nome da pessoa física e outra em nome da empresa.</p><p>O EXERCÍCIO DA ATIVIDADE EMPRESARIAL POR</p><p>INCAPAZ</p><p>▪ A regra de que o incapaz não pode ser empresário individual tem exceções (art. 974, CC):</p><p>a. Incapacidade superveniente;</p><p>b. O incapaz herda a atividade empresarial de alguém;</p><p>(CESPE - 2018 - PC-SE - Delegado de Polícia) A respeito das condições para o exercício de atividade</p><p>comercial, julgue o item subsequente.</p><p>O incapaz é impedido de iniciar atividade empresarial individual, mas poderá, excepcionalmente, ser</p><p>autorizado a dar continuidade a atividade empresária preexistente.</p><p>(CESPE - 2014 - TJ-DFT - Juiz de Direito Substituto – Adaptada) Julgue o item a seguir: Considere</p><p>que Cícero, juiz de direito, seja representante legal de Jonas, empresário de vinte e oito anos de</p><p>idade recentemente interditado judicialmente. Nessa situação hipotética, admite-se a continuidade da</p><p>atividade empresarial pelo interditado, desde que Cícero seja nomeado para gerenciar a empresa.</p><p>COMO ESSE ASSUNTO É COBRADO?</p><p>(FCC - 2018 - SEFAZ-SC - Auditor-Fiscal da Receita Estadual - Auditoria e Fiscalização) Poderá o incapaz, por meio de</p><p>representante ou devidamente assistido, continuar a empresa antes exercida por ele enquanto capaz, por seus pais ou pelo</p><p>autor de herança. Nessa hipótese:</p><p>a) precederá autorização judicial, após exame das circunstâncias e dos riscos da empresa, bem como da conveniência</p><p>em continuá-la, podendo a autorização ser revogada pelo juiz, ouvidos os pais, tutores ou representantes legais do</p><p>menor ou do interdito, sem prejuízo dos direitos adquiridos por terceiros.</p><p>b) não há necessidade de autorização judicial, bastando a representação ou assistência regular, por conta e risco do</p><p>representante legal do incapaz no tocante às relações jurídicas da empresa com terceiros e em face dos demais</p><p>sócios.</p><p>c) há necessidade de autorização judicial, que uma vez concedida será irrevogável, após exame das circunstâncias e</p><p>dos riscos da empresa em continuá-la, ouvidos os representantes legais do incapaz e sem prejuízo dos direitos de</p><p>terceiros.</p><p>d) precederá autorização judicial, passível de revogação eventual, após exame das circunstâncias, conveniência e riscos</p><p>da continuação da empresa, ouvidos os representantes legais do incapaz e com prejuízo dos direitos adquiridos por</p><p>terceiros.</p><p>EMPRESÁRIO INDIVIDUAL INCAPAZ SÓCIO INCAPAZ</p><p>Art. 974, caput, CC Art. 974, §3º, CC</p><p>Apenas para continuar atividade</p><p>empresarial.</p><p>Pode constituir sociedade ou ingressar em</p><p>sociedade já existente.</p><p>Somente em casos de incapacidade</p><p>superveniente ou sucessão causa mortis.</p><p>Em qualquer situação.</p><p>Necessidade de autorização judicial. Não há necessidade de autorização judicial.</p><p>COMO ESSE ASSUNTO É COBRADO?</p><p>(XXXIII EXAME DA ORDEM - OAB) A empresária Alhandra Aguiar foi interditada por</p><p>decisão judicial no curso do exercício da empresa, no entanto foi concedida</p><p>autorização para seu prosseguimento. A sentença de interdição nomeou como</p><p>curadora a senhora Amparo Boa Ventura, que exerce o cargo de juíza de direito.</p><p>Com base nessas informações, responda aos itens a seguir.</p><p>a) A quem caberá a administração da empresa antes exercida por Alhandra</p><p>Aguiar?</p><p>b) A quem caberá o uso da nova firma individual?</p><p>EMPRESÁRIO RURAL</p><p>Art. 971, caput, CC. O empresário, cuja atividade rural constitua sua principal profissão, pode,</p><p>observadas as formalidades de que tratam o art. 968 e seus parágrafos, requerer inscrição no</p><p>Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva sede, caso em que, depois de inscrito,</p><p>ficará equiparado, para todos os efeitos, ao empresário sujeito a registro.</p><p>▪ O registro tem natureza constitutiva, posto que é indispensável para a caracterização como</p><p>empresário e consequente submissão ao regime jurídico empresarial.</p><p>Enunciado nº 202 da III Jornada de Direito Civil: O registro do empresário ou sociedade rural na</p><p>Junta Comercial é facultativo e de natureza constitutiva, sujeitando-o ao regime jurídico</p><p>empresarial. É inaplicável esse regime ao empresário ou sociedade rural que não exercer tal</p><p>opção.</p><p>EMPRESÁRIO INDIVIDUAL CASADO</p><p>Art. 978, CC. O empresário casado pode, sem necessidade de outorga conjugal, qualquer que seja</p><p>o regime de bens, alienar os imóveis que integrem o patrimônio da empresa ou gravá-los de ônus</p><p>real.</p><p>Enunciado nº 58 da II Jornada de Direito Civil: O empresário individual casado é o destinatário da</p><p>norma do art. 978 do CCB e não depende da outorga conjugal para alienar ou gravar de ônus real</p><p>o imóvel utilizado no exercício da empresa, desde que exista prévia averbação de autorização</p><p>conjugal à conferência do imóvel ao patrimônio empresarial no cartório de registro de imóveis,</p><p>com a consequente averbação do ato à margem de sua inscrição no registro público de empresas</p><p>mercantis.</p><p>COMO ESSE ASSUNTO É COBRADO?</p><p>(CESPE - 2019 - DPE-DF - Defensor Público) Amélia, casada sob o regime de comunhão</p><p>universal de bens, exerce empresa na qualidade de empresária individual. Ela pretende</p><p>formalizar a colaboração de seu filho, maior de idade, que a ajuda informalmente,</p><p>tornando-o sócio. Uma vez em sociedade, pretende instituir filial em cidade vizinha sujeita</p><p>à jurisdição de outro registro público de empresas mercantis. Para tanto, planeja vender</p><p>um imóvel que integra o patrimônio da empresa. Contudo, Amélia desconhece os</p><p>requisitos legais para essas providências.</p><p>Considerando essa situação hipotética, julgue o seguinte item:</p><p>Amélia não necessita de prévia outorga conjugal para vender o imóvel pertencente à</p><p>empresa.</p><p>SOCIEDADE EMPRESÁRIA</p><p>A sociedade empresária é a pessoa jurídica de direito privado (art. 44, II, CC), constituída</p><p>sob a forma de sociedade (art. 981, CC), cujo objeto social é a exploração de uma atividade</p><p>econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços (art. 982,</p><p>CC).</p><p>A sociedade limitada unipessoal é uma das formas da natureza jurídica Sociedade Limitada</p><p>na qual não é preciso ter sócios. O patrimônio do empreendedor fica separado do</p><p>patrimônio da empresa, e também não há exigência de valor mínimo para compor o Capital</p><p>Social.</p><p>Criada pela Lei de Liberdade Econômica (Lei nº 13.874/2019) e levou a extinção da</p><p>Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI) – Lei nº 14.195/2021.</p><p>“Empresa é toda e qualquer</p><p>atividade econômica (= realizada</p><p>com intuito de lucro) organizada (=</p><p>realizada com articulação dos</p><p>diversos fatores de produção) para a</p><p>produção ou a circulação de bens ou</p><p>de serviços.”</p><p>ELEMENTO DA EMPRESA</p><p>Art. 966, Parágrafo único, CC. Não se considera empresário quem exerce profissão</p><p>intelectual, de natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares</p><p>ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa.</p><p>Exemplo: Jota é um professor que vive da sua profissão intelectual, ministrando aulas</p><p>particulares nas residências dos alunos. Ele não é considerado empresário. Se ele alugar</p><p>uma sala, contratar uma secretária e passar a ministrar aulas a grupos de alunos</p><p>regularmente, ainda assim não será considerado empresário. Contudo, se abrir uma</p><p>instituição de ensino, o exercício da sua profissão intelectual deixou de ser a atividade</p><p>preponderante, passando a ser apenas uma das atividades desempenhadas (gerenciamento</p><p>da administração, por exemplo).</p><p>Enunciado nº 195, III Jornada de</p><p>Direito Civil</p><p>“A expressão "elemento de empresa" demanda interpretação econômica, devendo ser</p><p>analisada sob a égide da absorção da atividade intelectual, de natureza científica, literária</p><p>ou artística, como um dos fatores da organização empresarial”.</p><p>35</p><p>ESTABELECIMENTO</p><p>EMPRESARIAL</p><p>03</p><p>ASPECTOS CONCEITUAIS</p><p>Art. 1.142, CC. Considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizado, para</p><p>exercício da empresa, por empresário, ou por sociedade empresária.</p><p>§1º O estabelecimento não se confunde com o local onde se exerce a atividade empresarial,</p><p>que poderá ser físico ou virtual.</p><p>§2º Quando o local onde se exerce a atividade empresarial for virtual, o endereço informado</p><p>para fins de registro poderá ser, conforme o caso, o endereço do empresário individual ou o</p><p>de um dos sócios da sociedade empresária.</p><p>§3º Quando o local onde se exerce a atividade empresarial for físico, a fixação do horário</p><p>de funcionamento competirá ao Município, observada a regra geral prevista no inciso II do</p><p>caput do art. 3º da Lei nº 13.874, de 20 de setembro de 2019.</p><p>(…) 3. O "estabelecimento comercial" é composto</p><p>por patrimônio material e imaterial, constituindo</p><p>exemplos do primeiro os bens corpóreos essenciais</p><p>à exploração comercial, como mobiliários,</p><p>utensílios e automóveis, e, do segundo, os bens e</p><p>direitos industriais, como patente, nome</p><p>empresarial, marca registrada, desenho industrial</p><p>e o ponto. (...) 5. Recursos especiais conhecidos e</p><p>improvidos. (REsp 633.179/MT, Rel. Ministro LUIS</p><p>FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em</p><p>02/12/2010, DJe 01/02/2011)</p><p>ASPECTOS CONCEITUAIS</p><p>(...) O fundo de comércio – também chamado de estabelecimento empresarial (...) é o</p><p>conjunto de bens materiais (imóveis, bens, equipamentos, utensílios etc) e imateriais (marcas</p><p>registradas, invenções patenteadas etc), utilizados por empresário individual ou sociedade</p><p>empresária no exercício de sua atividade empresarial. [STJ, Informativo 485, 10 a 21 de</p><p>outubro de 2011. REsp 907.014-MS, Rel. Min. Antônio Carlos Ferreira, QUARTA TURMA,</p><p>julgado em 11/10/2011]</p><p>▪ O estabelecimento empresarial é uma universalidade de fato, tendo em vista que</p><p>confere caráter unitário à pluralidade de bens singulares afetada à atividade</p><p>empresarial, decorrendo da vontade do empresário (e não da lei, como ocorre na</p><p>hipótese de universalidade de direito).</p><p>ESTABELECIMENTO</p><p>EMPRESARIAL</p><p>PONTO</p><p>COMERCIAL</p><p>MARCA</p><p>NOME</p><p>EMPRESARIAL</p><p>VEÍCULOS MAQUINÁRIO</p><p>DIREITOS DE</p><p>PROPRIEDADE</p><p>INDUSTRIAL</p><p>ESTOQUE</p><p>COMO ESSE ASSUNTO É COBRADO?</p><p>(IESES - 2014 - TJ-MS - Titular de Serviços de Notas e de Registros) Em matéria empresarial todo complexo de bens</p><p>organizado, para exercício da empresa, por empresário, ou por sociedade empresária será denominado:</p><p>a) Complexo Empresarial.</p><p>b) Estabelecimento.</p><p>c) Sociedade.</p><p>d) Empresa.</p><p>(CESPE - 2019 - TCE-RO) O estabelecimento comercial é todo o complexo de bens, materiais e imateriais, organizado para</p><p>o exercício da empresa. Os bens materiais do estabelecimento comercial incluem:</p><p>a) o ponto comercial.</p><p>b) marcas e patentes.</p><p>c) os contratos.</p><p>d) o nome empresarial.</p><p>e) as mercadorias.</p><p>CONTRATO DE TRESPASSE</p><p>Art. 1.143, CC. Pode o estabelecimento ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos,</p><p>translativos ou constitutivos, que sejam compatíveis com a sua natureza.</p><p>▪ O contrato de Trespasse se refere a alienação (compra e venda) de um estabelecimento</p><p>comercial, por meio da transferência da titularidade desse estabelecimento de uma pessoa</p><p>a outra.</p><p>Art. 1.144, CC. O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou arrendamento do</p><p>estabelecimento, só produzirá efeitos quanto a terceiros depois de averbado à margem da</p><p>inscrição do empresário, ou da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas</p><p>Mercantis, e de publicado na imprensa oficial.</p><p>Enunciado nº 233, III Jornada de</p><p>Direito Civil</p><p>“Art. 1.142: A sistemática do contrato de trespasse delineada pelo Código Civil nos arts. 1.142</p><p>e ss., especialmente seus efeitos obrigacionais, aplica-se somente quando o conjunto de</p><p>bens transferidos importar a transmissão da funcionalidade do estabelecimento</p><p>empresarial.”</p><p>43</p><p>EFEITOS DO CONTRATO DE</p><p>TRESPASSE</p><p>EM RELAÇÃO AOS TERCEIROS Art. 1.144, CC</p><p>EM RELAÇÃO A CREDORES Art. 1.145, CC</p><p>Regra: é necessária prévia</p><p>autorização dos credores anteriores</p><p>do alienante.</p><p>Exceções: (i) pagamento de todos os</p><p>credores; (ii) alienante permanece</p><p>com bens suficientes para pagar</p><p>todos os credores.</p><p>SUCESSÃO DAS OBRIGAÇÕES DO</p><p>ALIENANTE</p><p>Comerciais e civis: art. 1.146, CC</p><p>Tributárias: art. 133, CTN.</p><p>Trabalhistas: art. 448, CLT</p><p>EFEITOS DO CONTRATO DE TRESPASSE</p><p>Art. 1.148, CC. Salvo disposição em contrário, a transferência importa a sub-</p><p>rogação do adquirente nos contratos estipulados para exploração do</p><p>estabelecimento, se não tiverem caráter pessoal, podendo os terceiros rescindir o</p><p>contrato em noventa dias a contar da publicação da transferência, se ocorrer</p><p>justa causa, ressalvada, neste caso, a responsabilidade do alienante.</p><p>Art. 1.149. A cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido</p><p>produzirá efeito em relação aos respectivos devedores, desde o momento da</p><p>publicação da transferência, mas o devedor ficará exonerado se de boa-fé pagar</p><p>ao cedente.</p><p>Enunciado nº 8, I Jornada de Direito</p><p>Comercial</p><p>“A sub-rogação do adquirente nos contratos de exploração atinentes ao</p><p>estabelecimento adquirido, desde que não possuam caráter pessoal, é a regra geral,</p><p>incluindo o contrato de locação.”</p><p>46</p><p>CLÁUSULA DE NÃO - CONCORRÊNCIA</p><p>Art. 1.147, CC. Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento</p><p>não pode fazer concorrência ao adquirente, nos cinco anos subsequentes à</p><p>transferência.</p><p>Parágrafo único. No caso de arrendamento ou usufruto do estabelecimento, a</p><p>proibição prevista neste artigo persistirá durante o prazo do contrato.</p><p>Enunciado 490, V Jornada de Direito Civil. Art. 1.147: A ampliação do prazo de 5 (cinco)</p><p>anos de proibição de concorrência pelo alienante ao adquirente do estabelecimento,</p><p>ainda que convencionada no exercício da autonomia da vontade, pode ser revista</p><p>judicialmente, se abusiva.</p><p>COMO ESSE ASSUNTO É COBRADO?</p><p>(CESPE - 2016 - TJ-AM - Juiz Substituto- Adaptada) Acerca da teoria do estabelecimento comercial,</p><p>assinale a opção correta:</p><p>a) Se não houver vedação expressa no contrato de trespasse, o alienante poderá constituir nova</p><p>sociedade para explorar o mesmo ramo de atividade imediatamente após a alienação do</p><p>estabelecimento.</p><p>b) O estabelecimento empresarial, por ser o local onde o empresário exerce sua atividade</p><p>empresarial, é impenhorável.</p><p>c) É condição de eficácia perante terceiros o registro do contrato de trespasse na junta comercial e</p><p>sua posterior publicação.</p><p>d) O adquirente do estabelecimento comercial é responsável pelos débitos anteriores à</p><p>transferência que não estejam contabilizados, pois estes seguem a coisa (in propter rem).</p><p>ATRIBUTOS DA EMPRESA</p><p>▪ Aviamento ou fundo de comércio ou fundo de empresa é o sobrevalor nascido da</p><p>atividade organizacional do empresário.</p><p>▪ Clientela ou freguesia é o conjunto de pessoas que adquirem mercadorias ou</p><p>serviços do empresário de forma continuada. Não é um elemento do</p><p>estabelecimento empresarial, mas sim um efeito do aviamento, agregando-lhe</p><p>valor.</p><p>(CESPE/DELEGADO/PC-PE/2016/ADAPTADA) A respeito de estabelecimento</p><p>empresarial, aviamento e clientela, assinale a opção correta.</p><p>Na legislação vigente, não há mecanismos de proteção legal à clientela.</p><p>COMO</p><p>ESSE ASSUNTO É COBRADO?</p><p>(CESPE - 2016 - PC-PE - Delegado de Polícia) A respeito de estabelecimento empresarial,</p><p>aviamento e clientela, assinale a opção correta.</p><p>a. Estabelecimento empresarial corresponde a um complexo de bens corpóreos organizados ao</p><p>exercício de determinada empresa.</p><p>b. O estabelecimento empresarial não é suscetível de avaliação econômica e, por</p><p>consequência, não pode ser alienado.</p><p>c. Aviamento refere-se à aptidão que determinado estabelecimento empresarial possui para</p><p>gerar lucros.</p><p>d. De acordo com a doutrina, aviamento e clientela são sinônimos.</p><p>e. Na legislação vigente, não há mecanismos de proteção legal à clientela.</p><p>NOME EMPRESARIAL</p><p>04</p><p>ASPECTOS CONCEITUAIS</p><p>▪ O nome empresarial deve constar do ato constitutivo do empresário e,</p><p>consequentemente, obtém proteção legal desde o momento do arquivamento</p><p>desse ato constitutivo na Junta Comercial competente (art. 33, Lei nº 8.934/94).</p><p>▪ A escolha do nome deve obedecer aos seguintes princípios (art. 34, Lei nº</p><p>8.934/94):</p><p>a. Veracidade: o nome empresarial não pode conter nenhuma informação falsa</p><p>– art. 1.165, CC.</p><p>b. Novidade: é proibido registrar um nome empresarial igual ou muito parecido</p><p>com outro já registrado na mesma Junta Comercial – art. 1.163, CC.</p><p>ASPECTOS CONCEITUAIS</p><p>Art. 1.155, CC. Considera-se nome empresarial a firma ou a</p><p>denominação adotada, de conformidade com este Capítulo, para</p><p>o exercício de empresa.</p><p>Parágrafo único. Equipara-se ao nome empresarial, para os</p><p>efeitos da proteção da lei, a denominação das sociedades</p><p>simples, associações e fundações.</p><p>ESPÉCIES DE NOME EMPRESARIAL</p><p>Art. 18, §1º, IN/DREI nº 81/2020. O nome empresarial compreende a firma e a</p><p>denominação.</p><p>▪ A firma tem um nome civil como núcleo, que pode ser escrito por extenso</p><p>ou abreviado, e nela a indicação da atividade empresarial exercida pelo</p><p>respectivo titular é facultativa (art. 18, § 2º) .</p><p>Exemplos: R A DA SILVA LIMITADA; R A DA SILVA MERCADINHO LTDA.</p><p>ESPÉCIES DE NOME EMPRESARIAL</p><p>▪ A denominação é formada com palavras de uso comum ou vulgar na língua</p><p>nacional ou estrangeira e ou com expressões de fantasia, sendo facultativo a</p><p>indicação do objeto da sociedade (art. 18, § 3º).</p><p>Exemplo: DELTA ALIMENTAÇÃO LTDA.</p><p>▪ O Nome Empresarial do MEI é composto pelos 8 dígitos do número CNPJ,</p><p>separados por pontos, e seguido no Nome Civil ou Nome Social do titular</p><p>constante da base CPF.</p><p>Exemplo: NN.NNN.NNN “Nome do Empresário na base CPF".</p><p>TIPO SOCIETÁRIO MODALIDADE DE NOME FUNDAMENTO LEGAL</p><p>Empresário Individual Firma Art. 1.156, CC</p><p>Sociedade limitada Firma ou denominação Art. 1.158, CC</p><p>Sociedade anônima Denominação Art. 1.160, CC</p><p>Sociedade comandita simples Firma Art. 1.157, CC</p><p>Sociedade comandita por ações Firma ou denominação Arts. 1.157 e 1.161, CC</p><p>Sociedade nome coletivo Firma Art. 1.157, CC</p><p>Sociedade simples Firma ou denominação Art. 997, CC</p><p>NOME EMPRESARIAL NO CÓDIGO CIVIL</p><p>Art. 1.163. O nome de empresário deve distinguir-se de qualquer outro já inscrito no mesmo</p><p>registro.</p><p>Parágrafo único. Se o empresário tiver nome idêntico ao de outros já inscritos, deverá</p><p>acrescentar designação que o distinga.</p><p>Art. 1.164. O nome empresarial não pode ser objeto de alienação.</p><p>Parágrafo único. O adquirente de estabelecimento, por ato entre vivos, pode, se o contrato o</p><p>permitir, usar o nome do alienante, precedido do seu próprio, com a qualificação de</p><p>sucessor.</p><p>Art. 1.165. O nome de sócio que vier a falecer, for excluído ou se retirar, não pode ser</p><p>conservado na firma social.</p><p>COMO ESSE ASSUNTO É COBRADO?</p><p>(XXV EXAME DA ORDEM - OAB) Amaral Ferrador quer iniciar a atividade empresarial e</p><p>avalia a possibilidade de adotar, para efeito de inscrição como empresário, a alcunha</p><p>“Zabelê", em vez de seu nome civil. Considerado este dado, pergunta-se:</p><p>a) É possível a substituição do nome civil por um apelido ou alcunha, para efeito de</p><p>inscrição como empresário?</p><p>b) Sendo detectada identidade do nome “Amaral Ferrador” com outro já inscrito no</p><p>âmbito territorial do registro empresarial, qual a solução para preservar o princípio da</p><p>novidade em relação ao nome empresarial?</p><p>VEDAÇÕES AO NOME EMPRESARIAL</p><p>Art. 22, IN/DREI 81/2020. É vedado o registro do nome empresarial:</p><p>I - idêntico a outro já registrado na mesma Junta Comercial;</p><p>II - que contiver palavras ou expressões que sejam atentatórias à moral e aos bons costumes;</p><p>III - que incluam ou reproduzam, em sua composição, siglas ou denominações de órgãos ou entidades da</p><p>administração pública direta ou indireta ou de organismos internacionais, exceto quando for razoável</p><p>presumir-se que, pelos demais termos contidos no nome, não causará confusão ou dúvida;</p><p>IV - com palavras ou expressões que denotem atividade não prevista no objeto; ou</p><p>V - que traga designação de porte ao seu final.</p><p>Parágrafo único. Além dos requisitos legais previstos no caput deste artigo, nenhum outro será objeto</p><p>de análise para efeitos de registro, sendo o seu cumprimento de inteira responsabilidade do empresário.</p><p>NOME</p><p>FANTASIA É a expressão que identifica o título do estabelecimento,</p><p>isto é, trata-se do nome comercial do empreendimento,</p><p>aquele que se coloca na faixada do estabelecimento.</p><p>NOME DE</p><p>DOMÍNIO É o endereço eletrônico que hospeda o site do</p><p>empresário na internet.</p><p>Enunciado nº 7 da I Jornada de Direito Comercial: O</p><p>nome de domínio integra o estabelecimento empresarial</p><p>como bem incorpóreo para todos os fins de direito.</p><p>MARCA NOME EMPRESARIAL</p><p>Identifica produtos ou serviços do</p><p>empresário.</p><p>Identifica o empresário como sujeito de</p><p>direitos.</p><p>Registrada no INPI. Registrado na Junta Comercial.</p><p>Proteção em âmbito nacional e restrita,</p><p>em regra, a classe de produto/serviço em</p><p>que foi registrada.</p><p>Proteção, em regra, em âmbito estadual e</p><p>extensiva a todos os ramos de atividade.</p><p>COMO ESSE ASSUNTO É COBRADO?</p><p>(TRF - 2ª Região - 2017 - TRF - 2ª REGIÃO - Juiz - Adaptada) Sociedade empresária impetra mandado de</p><p>segurança em face de ato do Presidente da Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro, que nega o</p><p>arquivamento de alteração contratual. O ato aponta a inviabilidade do nome empresarial, diante de similitude</p><p>para com outro já existente, de diversa sociedade. Em relação ao tema, analise as assertivas abaixo e, depois,</p><p>marque a opção correta:</p><p>I - lndependentemente de tema processual, o controle de similitude de nome empresarial cabe ao Instituto</p><p>Nacional de Propriedade Industrial, e não à Junta Comercial;</p><p>II- A colidência de nome empresarial é matéria do interesse exclusivo de seus titulares, e a análise do tema, sem</p><p>provocação do interessado, não cabe nem à Junta Comercial e nem ao Instituto Nacional de Propriedade</p><p>Industrial;</p><p>III - Às Juntas Comerciais cabe a análise da escolha de títulos de estabelecimento e formas societárias,</p><p>enquanto ao INPI, entre outras tarefas, cabe a análise de pedido de registro e eventual colidência de marcas.</p><p>REGISTRO EMPRESARIAL</p><p>05</p><p>CONSULTA PRÉVIA</p><p>•Viabilidade de Nome;</p><p>•Viabilidade Locacional;</p><p>COLETA DE DADOS, REGISTRO E</p><p>INSCRIÇÕES</p><p>•Preenchimento no integrador estadual de</p><p>todos os dados necessários para realizar o</p><p>procedimento de registro na Junta Comercial</p><p>e posterior inscrições fiscais as esferas</p><p>federal, estadual e municipal.</p><p>•A análise do cumprimento das formalidades</p><p>legais será feita posteriormente, no prazo de</p><p>2 (dois) dias úteis, contado da data do</p><p>deferimento automático do registro.</p><p>•Com a automatização de processos, após o</p><p>deferimento do ato de registro mercantil, é</p><p>gerado o Cartão CNPJ (inscrição fiscal</p><p>federal); a Inscrição Municipal junto a</p><p>prefeitura desde que integrada ao sistema</p><p>Piauí Digital, bem como o Alvará de</p><p>Localização e Funcionamento Provisório</p><p>para todas as empresas que exercerem as</p><p>atividades de baixo risco.</p><p>LICENÇAS</p><p>•Após a entrega de documentos e a obtenção</p><p>dos alvarás nos órgãos de registro e das</p><p>inscrições tributárias, a última etapa para a</p><p>legalização da Pessoa Jurídica é o</p><p>licenciamento, procedimento administrativo</p><p>em que o órgão regulador avalia e verifica o</p><p>preenchimento</p><p>dos requisitos de segurança</p><p>sanitária, controle ambiental, prevenção</p><p>contra incêndios e pânico e demais</p><p>exigências previstas na legislação, que</p><p>autorizam o funcionamento da Pessoa</p><p>Jurídica.</p><p>ESCRITURAÇÃO</p><p>CONTÁBIL</p><p>06</p><p>ESCRITURAÇÃO EMPRESARIAL</p><p>Art. 1.179, caput, CC. O empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um</p><p>sistema de contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração uniforme de seus</p><p>livros, em correspondência com a documentação respectiva, e a levantar anualmente o</p><p>balanço patrimonial e o de resultado econômico.</p><p>▪ Escriturar é a ação de registrar ou de anotar nos livros (instrumentos de escrituração)</p><p>adequados, com base em documento hábil, as operações que o empresário realiza no</p><p>desenvolvimento de suas atividades e os reflexos que delas decorrem.</p><p>▪ Atualmente, o único livro obrigatório comum a todo e qualquer empresário é o livro</p><p>Diário, que pode ser substituído por fichas ou pelo livro Balancetes Diários e Balanços</p><p>(arts. 1.181 e 1.185, CC).</p><p>ESCRITURAÇÃO EMPRESARIAL</p><p>Art. 1.180, §2º, CC. É dispensado das exigências deste artigo o pequeno empresário a que</p><p>se refere o art. 970.</p><p>▪ Princípio do Sigilo: a escrituração interna do empresário goza naturalmente de um</p><p>sigilo, consagrado no art. 1.190 do Código Civil. O juiz, a princípio, só pode determinar a</p><p>exibição integral dos livros e papéis de escrituração quando necessária para resolver</p><p>questões relativas à sucessão, comunhão ou sociedade, administração ou gestão à</p><p>conta de outrem, ou em caso de falência.</p><p>▪ Princípio da Fidelidade: todos os lançamentos da escrituração tomam por base certos</p><p>documentos do empresário e devem ser fiéis a tais documentos, isto é, a escrituração</p><p>deve corresponder à realidade que se apresenta.</p><p>ESCRITURAÇÃO EMPRESARIAL</p><p>▪ Princípio da Liberdade: o ordenamento jurídico brasileiro autoriza o empresário a optar</p><p>por um sistema de contabilidade (mecanizado ou não) e, em regra, escolher quais livros</p><p>pretende escriturar (exceção ao livro diário, que é obrigatório).</p><p>▪ Princípio da Uniformidade temporal: a escrituração empresarial é feita por meio de</p><p>métodos contábeis, os quais não são iguais. Em função disso, é essencial que se</p><p>mantenha a escrituração sempre pelo mesmo método contábil no correr de toda a vida</p><p>da empresa, a fim de evitar confusões.</p><p>▪ Princípio da Individuação da escrituração: o lançamento contábil deve guardar fiel</p><p>correspondência com o teor dos documentos que o tenham embasado. Trata-se,</p><p>portanto, de outra denominação do princípio da fidelidade.</p><p>Slidesgo Flaticon</p><p>Freepik</p><p>CREDITS: This presentation template was created by</p><p>Slidesgo, and includes icons by Flaticon, and infographics &</p><p>images by Freepik</p><p>OBRIGADA!</p><p>Alguma pergunta?</p><p>tatianavelosom@gmail.com</p><p>@prof.tatianavelosom</p><p>(86)99501-2774</p><p>Please keep this slide for attribution</p><p>http://bit.ly/2Tynxth</p><p>http://bit.ly/2TyoMsr</p><p>http://bit.ly/2TtBDfr</p><p>Slide 1: DIREITO EMPRESARIAL I</p><p>Slide 2: BOM DIA!</p><p>Slide 3: MAPA DE CONTEÚDO</p><p>Slide 4: COMÉRCIO E DIREITO COMERCIAL</p><p>Slide 5: FORMAÇÃO HISTÓRICA DO DIREITO COMERCIAL</p><p>Slide 6: ASPECTO HISTÓRICO-EVOLUTIVO NO MUNDO</p><p>Slide 7: ASPECTO HISTÓRICO-EVOLUTIVO NO MUNDO</p><p>Slide 8: ASPECTO HISTÓRICO-EVOLUTIVO NO MUNDO</p><p>Slide 9: ASPECTO HISTÓRICO-EVOLUTIVO NO MUNDO</p><p>Slide 10</p><p>Slide 11: “Direito Empresarial é o regime jurídico especial de Direito Privado que disciplina o exercício da atividade econômica organizada.”</p><p>Slide 12</p><p>Slide 13</p><p>Slide 14</p><p>Slide 15: REGIME JURÍDICO DO DIREITO EMPRESARIAL</p><p>Slide 16: ATIVIDADE EMPRESARIAL</p><p>Slide 17: ASPECTOS INTRODUTÓRIOS</p><p>Slide 18: QUEM PODE EXERCER A ATIVIDADE EMPRESARIAL?</p><p>Slide 19: OS LEGALMENTE IMPEDIDOS</p><p>Slide 20: EMPRESÁRIO INDIVIDUAL</p><p>Slide 21: Enunciado nº 5 da Jornada de Direito Comercial</p><p>Slide 22: Enunciado nº 198 da III Jornada de Direito Civil</p><p>Slide 23: Enunciado nº 199 da III Jornada de Direito Civil</p><p>Slide 24: COMO ESSE ASSUNTO É COBRADO?</p><p>Slide 25: O EXERCÍCIO DA ATIVIDADE EMPRESARIAL POR INCAPAZ</p><p>Slide 26: COMO ESSE ASSUNTO É COBRADO?</p><p>Slide 27</p><p>Slide 28: COMO ESSE ASSUNTO É COBRADO?</p><p>Slide 29: EMPRESÁRIO RURAL</p><p>Slide 30: EMPRESÁRIO INDIVIDUAL CASADO</p><p>Slide 31: COMO ESSE ASSUNTO É COBRADO?</p><p>Slide 32: SOCIEDADE EMPRESÁRIA</p><p>Slide 33: “Empresa é toda e qualquer atividade econômica (= realizada com intuito de lucro) organizada (= realizada com articulação dos diversos fatores de produção) para a produção ou a circulação de bens ou de serviços.”</p><p>Slide 34: ELEMENTO DA EMPRESA</p><p>Slide 35: Enunciado nº 195, III Jornada de Direito Civil</p><p>Slide 36: ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL</p><p>Slide 37: ASPECTOS CONCEITUAIS</p><p>Slide 38: (…) 3. O "estabelecimento comercial" é composto por patrimônio material e imaterial, constituindo exemplos do primeiro os bens corpóreos essenciais à exploração comercial, como mobiliários, utensílios e automóveis, e, do segundo, os bens e direi</p><p>Slide 39: ASPECTOS CONCEITUAIS</p><p>Slide 40</p><p>Slide 41: COMO ESSE ASSUNTO É COBRADO?</p><p>Slide 42: CONTRATO DE TRESPASSE</p><p>Slide 43: Enunciado nº 233, III Jornada de Direito Civil</p><p>Slide 44</p><p>Slide 45: EFEITOS DO CONTRATO DE TRESPASSE</p><p>Slide 46: Enunciado nº 8, I Jornada de Direito Comercial</p><p>Slide 47: CLÁUSULA DE NÃO - CONCORRÊNCIA</p><p>Slide 48: COMO ESSE ASSUNTO É COBRADO?</p><p>Slide 49: ATRIBUTOS DA EMPRESA</p><p>Slide 50: COMO ESSE ASSUNTO É COBRADO?</p><p>Slide 51: NOME EMPRESARIAL</p><p>Slide 52: ASPECTOS CONCEITUAIS</p><p>Slide 53: ASPECTOS CONCEITUAIS</p><p>Slide 54: ESPÉCIES DE NOME EMPRESARIAL</p><p>Slide 55: ESPÉCIES DE NOME EMPRESARIAL</p><p>Slide 56</p><p>Slide 57: NOME EMPRESARIAL NO CÓDIGO CIVIL</p><p>Slide 58: COMO ESSE ASSUNTO É COBRADO?</p><p>Slide 59: VEDAÇÕES AO NOME EMPRESARIAL</p><p>Slide 60</p><p>Slide 61</p><p>Slide 62</p><p>Slide 63: COMO ESSE ASSUNTO É COBRADO?</p><p>Slide 64: REGISTRO EMPRESARIAL</p><p>Slide 65</p><p>Slide 66: ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL</p><p>Slide 67: ESCRITURAÇÃO EMPRESARIAL</p><p>Slide 68: ESCRITURAÇÃO EMPRESARIAL</p><p>Slide 69: ESCRITURAÇÃO EMPRESARIAL</p><p>Slide 70: OBRIGADA!</p>