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<p>CIRURGIA</p><p>PEDIÁTRICA</p><p>INTUSSUSEPÇÃO</p><p>DOENÇA DE HIRSCHSPRUNG</p><p>ESTENOSE PILÓRICA</p><p>Dra. Letícia Urzêdo Ribeiro</p><p>Cirurgiã Plástica</p><p>Estenose</p><p>pilórica?</p><p>Intussusepção?</p><p>HIRSCHSPRUNG?</p><p>CIRURGIA PEDIÁTRICA</p><p>"A CRIANÇA NÃO É UM MINI-ADULTO"</p><p>INTUSSUSCEPÇÃO INTESTINAL</p><p>Ocorre principalmente no lactente no primeiro ano de vida.</p><p>A intussuscepção é uma causa comum de obstrução intestinal em</p><p>crianças pequenas. É definida como prolapso de uma parte do</p><p>intestino para dentro do lúmen de uma parte adjacente distal.</p><p>INTUSSUSCEPÇÃO INTESTINAL</p><p>Um menino de 9 meses de idade chega ao pronto-socorro apresentando</p><p>história de cólica abdominal, anorexia, febre e letargia progressiva há 24</p><p>horas. Os episódios de dor duram de 1 a 2 minutos e são manifestados por</p><p>choro e joelhos levados ao peito, alternando com períodos de 20 minutos sem</p><p>dor em que ele se comporta normalmente. A criança vomitou, várias vezes,</p><p>um material amarelo, o qual tornou-se verde um pouco antes de chegar ao</p><p>hospital. Além disso, antes de chegar, ao evacuar, suas fezes eram de</p><p>aspecto avermelhado, semelhante a geleia de morango. O exame físico</p><p>abdominal revelou abdome distendido, sensível à palpação, com dor</p><p>desproporcional ao exame e uma massa abdominal palpável do lado direito.</p><p>Isso só podia ser identificado enquanto ele estava entre as ondas de dor, mais</p><p>facilmente quando ele estava deitado de lado no colo de sua mãe.</p><p>INTUSSUSCEPÇÃO INTESTINAL</p><p>INTUSSUSCEPÇÃO INTESTINAL</p><p>APRESENTAÇÃO CLÍNICA:</p><p>Quadro obstrutivo acompanhado de massa palpável , tipo salsicha, fezes</p><p>avermelhadas tipo (geleia de framboesas, frutas vermelhas, groselha).</p><p>Fator de risco: quadro viral recente.</p><p>Localização mais comum: íleo - VIC</p><p>O ponto inicial da intussuscepção é, na maioria das vezes, um linfonodo aumentado</p><p>(placa de Peyer) no íleo terminal.</p><p>Sabe-se que as anomalias também estão presentes. O divertículo</p><p>de Merkel é um divertículo verdadeiro, pois possui todas camadas</p><p>da parede intestinal e localiza-se comumente nos 100cm finais do</p><p>intestino delgado, o que corresponde ao íleo terminal, na borda</p><p>antimesentérica.</p><p>INTUSSUSCEPÇÃO INTESTINAL</p><p>INTUSSUSCEPÇÃO INTESTINAL</p><p>INTUSSUSCEPÇÃO INTESTINAL</p><p>APRESENTAÇÃO CLÍNICA:</p><p>Quadro obstrutivo acompanhado de massa palpável , tipo salsicha, fezes</p><p>avermelhadas tipo (geleia de framboesas, frutas vermelhas, groselha).</p><p>Fator de risco: quadro viral recente.</p><p>Localização mais comum: íleo - VIC</p><p>A tríade clássica:</p><p>cólica abdominal,</p><p>fezes com aspecto de geleia de morango</p><p>massa abdominal palpável.</p><p>INTUSSUSCEPÇÃO INTESTINAL</p><p>O exame físico deve iniciar com uma avaliação da estabilidade</p><p>hemodinâmica. O exame físico abdominal pode gerar achados</p><p>de massa abdominal palpável, distensão abdominal ou até</p><p>peritonismo. A massa abdominal pode ser sutil, por isso é</p><p>melhor realizar o exame físico entre os episódios de cólica.</p><p>INTUSSUSCEPÇÃO INTESTINAL</p><p>DIAGNÓSTICO:</p><p>RAA</p><p>USG: "sinal do alvo”</p><p>Olho de boi, sinal da rosca, sinal de rosqueamento crescente e sinal</p><p>dos anéis concêntricos múltiplos é característico da intussuscepção.</p><p>INTUSSUSCEPÇÃO INTESTINAL- exames de</p><p>imagem</p><p>INTUSSUSCEPÇÃO INTESTINAL - anatomia</p><p>patológica</p><p>INTUSSUSCEPÇÃO INTESTINAL</p><p>Pode-se realizar um enema por contraste (ar ou reagente</p><p>de contraste) para diagnosticar intussuscepção, mas isso</p><p>é contraindicado na presença de ar livre intra-abdominal.</p><p>Se o paciente estiver clinicamente estável e não houver</p><p>suspeita de perfuração, a ultrassonografia deve ser o</p><p>teste diagnóstico inicial para intussuscepção.</p><p>INTUSSUSCEPÇÃO INTESTINAL</p><p>INTUSSUSCEPÇÃO INTESTINAL</p><p>O tratamento inicial inclui a obtenção de acesso intravenoso</p><p>adequado e correção da hipovolemia com ressuscitação</p><p>fluídica isotônica.</p><p>O enema com contraste (ar ou líquido de contraste) deve ser</p><p>realizado somente em pacientes clinicamente estáveis.</p><p>Na presença de peritonite, recomendam-se apoio cirúrgico e</p><p>ressuscitação imediatos.</p><p>ESTENOSE HIPERTRÓFICA DE PILORO</p><p>Um bebê a termo do sexo masculino,</p><p>com 5 semanas de idade, apresenta</p><p>vômitos pós-alimentação progressivos</p><p>nas 2 últimas semanas. Inicialmente,</p><p>ele foi diagnosticado como sendo</p><p>portador de intolerância à fórmula; o</p><p>tipo da fórmula foi alterado várias</p><p>vezes sem nenhum alívio.</p><p>Subsequentemente, acreditou-se que</p><p>ele tivesse refluxo gastroesofágico. Os</p><p>pais continuaram a relatar vômito</p><p>não bilioso pós-alimentar, o qual se</p><p>tornou progressivamente forte e em</p><p>jato.</p><p>ESTENOSE HIPERTRÓFICA DE PILORO</p><p>Na estenose pilórica hipertrófica (EPH) infantil, a</p><p>hipertrofia do esfíncter pilórico resulta no estreitamento</p><p>do canal pilórico. Trata-se da causa mais comum de</p><p>obstrução da saída gástrica na faixa etária de 2 a 12</p><p>semanas de idade</p><p>ESTENOSE HIPERTRÓFICA DE PILORO</p><p>• Brancos</p><p>• 4M:1F</p><p>• Primogênitos</p><p>• Vômitos não-biliosos progressivos (2a a 10a semanas)</p><p>• Tumor palpável - Oliva pilórica - 70 a 90%</p><p>• Ondas gástricas visíveis</p><p>• Desnutrição</p><p>ESTENOSE HIPERTRÓFICA DE</p><p>PILORO</p><p>Vômito não bilioso em jato após a alimentação em</p><p>criança com 3 a 6 semanas de idade com piloro palpável</p><p>é patognomônico para estenose pilórica.</p><p>ESTENOSE HIPERTRÓFICA DE</p><p>PILORO</p><p>DIAGNÓSTICO</p><p>•SEED</p><p>•ECOGRAFIA</p><p>•ESPESSURA DO PILORO</p><p>•COMPRIMENTO DO CANAL PILÓRICO</p><p>3CM / 14 CM</p><p>ESTENOSE HIPERTRÓFICA DE</p><p>PILORO</p><p>TRATAMENTO</p><p>•Alcalose metabólica hipoclorêmica hipocalêmica</p><p>Desidratação e DHE - Com vômitos prolongados, a perda de eletrólitos e água causa</p><p>alcalose metabólica hipoclorêmica e hipocalêmica.</p><p>•Piloromiotomia à Fredet-Rammstedt</p><p>O tratamento com atropina e a dilatação com balão endoscópico devem apenas ser</p><p>considerados e realizados em centros especializados e sob circunstâncias muito</p><p>especiais (por exemplo, se uma criança tiver uma doença intratável que</p><p>contraindique a cirurgia).</p><p>1- A localização mais típica da intussuscepção é a válvula cárdia.</p><p>2- O sexo feminino é mais acometido por intussuscepção que o</p><p>masculino.</p><p>3- A intussuscepção pode evoluir para necrose, perfuração e óbito.</p><p>4- Não existe intussuscepção no adulto.</p><p>5- O sinal do alvo ou olho de boi ou sinal da rosca é característico de</p><p>estenose pilórica.</p><p>CIRURGIA</p><p>PEDIÁTRICA</p><p>6- O vômito não bilioso é típico de estenose hipertrófica de piloro.</p><p>7- Alcalose metabólica hiperclorêmica hipercalêmica é a condição vista</p><p>na estenose hipertrófica de piloro.</p><p>8-A doença de Hirschsprung pode estar associada ao autismo.</p><p>9-A comprovação da doença de Hirschsprung se dá apenas por</p><p>anatomopatológico.</p><p>10- A ausência de células ganglionares caracteriza a doença de</p><p>Hirschsprung.</p><p>CIRURGIA</p><p>PEDIÁTRICA</p><p>HIRSHSPRUNG</p><p>DOENÇA DE</p><p>HIRSCHSPRUNG</p><p>Dra. Letícia Urzêdo Ribeiro</p><p>Médica Cirurgiã Plástica</p><p>Paciente com lesão perfurativa em parede posterior do</p><p>cólon ascendente ou descendente podem não</p><p>apresentar pneumoperitônio</p><p>A- Intraperitoneal</p><p>B- Retroperitoneal</p><p>C- Intra E Retro</p><p>D- Não Sei De Nada,</p><p>Não Queria Nem Estar Aqui</p><p>ANATOMIA</p><p>Nas coletomias parciais é importante a identificação da</p><p>irrigação principal dos cólons afim de evitar uma</p><p>isquemia posterior.</p><p>ETIOLOGIA</p><p>Quando o diâmetro do ceco ultrapassa 12 cm, o</p><p>ascendente 8cm ou o descendente e retossigmoide 7cm,</p><p>diagnostica-se: MEGACÓLON OU MEGARRETO.</p><p>CONGÊNITO (HIRSCHPRUNG)</p><p>Agenesia do sistema nervoso intramural, comprometendo regiões e extensões</p><p>variáveis, principalmente reto e sigmoide, raramente todo o cólon - segmento</p><p>agangliônico.</p><p>Ocorre em 1:5000 nascidos vivos.</p><p>ADQUIRIDO (DOENÇA DE CHAGAS)</p><p>Dilatação crônica do cólon, sem haver obstáculo orgânico à progressão do bolo</p><p>fecal. - denervação autonômica intramural.</p><p>FISIOPATOLOGIA</p><p>Ausência de células ganglionares e presença de</p><p>nervos hipertróficos.</p><p>Espasmo, ausência de peristaltismo propulsor e e</p><p>contração maciça do segmento aganglionar.</p><p>Hipertrofia � Dilatação</p><p>QUADRO CLÍNICO</p><p>Pode ter manifestações clínicas mínimas nos primeiros</p><p>dias de vida.</p><p>Crônica e progressiva</p><p>Movimento intestinal explosivo, espontâneo ou</p><p>induzido</p><p>Eventos flutuantes de incômodo.</p><p>A estase fecal pode levar a enterocolite.</p><p>DIAGNÓSTICO:</p><p>Rx de tórax e abdome</p><p>Enema opaco</p><p>Biópsia retal.</p><p>COMPLICAÇÕES</p><p>Fecaloma</p><p>Volvo</p><p>Ulceração</p><p>Perfuração</p><p>TUMORES ABDOMINAIS</p><p>EM PEDIATRIA</p><p>TUMOR DE WILMS</p><p>A neoplasia renal mais comum em crianças.</p><p>Manifesta-se como uma massa unilateral e indolor no abdome/flanco;</p><p>raramente se manifesta de forma bilateral.</p><p>Geralmente ocorre nos primeiros 2 a 5 anos de vida.</p><p>TUMOR DE WILMS</p><p>A massa geralmente é retroperitoneal ("balão") e não se move com</p><p>a respiraçãO.</p><p>A USG abdominal é o exame de primeira linha recomendado para</p><p>estabelecer o diagnóstico presuntivo.</p><p>O tratamento é feito com nefrectomia, quimioterapia e radioterapia.</p><p>NEUROBLASTOMA</p><p>O neuroblastoma é um tumor maligno raro que surge do elemento</p><p>embriológico da crista neural do sistema nervoso simpático periférico.</p><p>O tumor sólido extracraniano mais comum em crianças; a maioria dos</p><p>pacientes é diagnosticada aos 5 anos de idade.</p><p>O achado mais clássico é uma massa abdominal que atravessa a linha</p><p>média.</p><p>NEUROBLASTOMA</p><p>O diagnóstico geralmente pode ser confirmado por catecolaminas</p><p>urinárias e exames de imagem; no entanto, a biópsia do primário</p><p>local (ou medula óssea para fins de estadiamento).</p><p>O tratamento depende principalmente da classificação de risco e</p><p>varia apenas da observação para certos casos de baixo risco</p><p>pacientes à terapia multimodal intensa para pacientes de alto risco.</p><p>O prognóstico é excelente para pacientes com doença de baixo</p><p>risco e ruim para aqueles com doença de alto risco.</p>

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