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<p>Matéria: Direito Civil- Sucessões</p><p>Trabalho da Avaliação 1</p><p>DIA 02/10/2024</p><p>Professora: Gabriella Beltrame Seibel</p><p>Acadêmico (a):Eduarda de Pinho</p><p>1- Pietro, aposentado, pai de Bento e Sofia, frutos do seu matrimônio com Clara, falecida há 10</p><p>anos, mantém união estável há 5 anos com Tereza, 28 anos, mãe de Túlio de apenas 2 anos de idade.</p><p>Pietro e Tereza não tiveram filhos comuns. Apesar de Bento e Sofia gostarem muito de Pietro,</p><p>romperam relações com ele, pois não aceitaram o relacionamento dele com Tereza. Em respeito aos</p><p>sentimentos dos filhos, Pietro convenceu Tereza a abandonar sua carreira e a se mudar com ele para</p><p>um sítio, localizado em Caldas Novas. Além disso, celebrou pacto de convivência com Tereza, pelo</p><p>qual optaram pelo regime da separação de bens. Diante do contexto, Pietro, preocupado com o futuro</p><p>de Tereza, contratou um seguro de vida no valor de R$ 5 milhões de reais, indicando-a como única</p><p>beneficiária. Na última sexta-feira, Pietro e Tereza foram a Goiânia, levar o pequeno Túlio para a casa</p><p>do pai, com quem passaria duas semanas de férias. No retorno, Pietro e Tereza envolveram-se em</p><p>grave acidente de trânsito, resultando na morte de ambos, não sendo possível precisar quem faleceu</p><p>primeiro. Diante da situação hipotética narrada, assinale a opção correta.</p><p>A Pietro e Tereza são comorientes e o capital segurado será pago a Bento, Sofia e Túlio por direito</p><p>sucessório.</p><p>B Pietro e Tereza são comorientes e o capital segurado será pago a Bento e Sofia por direito</p><p>obrigacional.</p><p>C Pietro e Tereza são comorientes e o capital segurado será pago a Túlio, por direito obrigacional.</p><p>D Pietro e Tereza são comorientes e o capital segurado será pago a Bento e Sofia, por direito</p><p>sucessório.</p><p>E Pietro e Tereza são comorientes e o capital segurado será pago a Túlio, por direito sucessório.</p><p>Resposta B</p><p>2- João, pai de Daniel, Maria, José e Paulo, morreu e deixou cinquenta milhões de reais em</p><p>patrimônio. Não deixou testamento. Ficou constatado, por sentença penal condenatória transitada em</p><p>julgado, que Daniel, aborrecido por ter perdido o cargo de presidente da empresa da família, envenenou</p><p>o pai, causando-lhe a morte. Não houve ação cível para excluí-lo da herança. Daniel tem um filho</p><p>chamado Peter, que terá que conviver com o fato de o pai ser um assassino. Maria renunciou à herança.</p><p>Maria tem duas filhas: Paula e Poliana. José já era morto quando da morte do pai e tinha um filho</p><p>Manoel. Paulo teve um infarto logo após receber a notícia de que seu pai havia sido envenenado pelo</p><p>irmão e morrido. Não tinha filhos, apenas mulher, Cláudia, com quem foi casado pelo regime de</p><p>separação absoluta e voluntária de bens. Com base no enunciado, na legislação civil e na jurisprudência</p><p>dos Tribunais Superiores, é correto afirmar que:</p><p>A Daniel herdará, já que não houve ação cível para excluí-lo da herança;</p><p>B Paula e Poliana herdarão como se Maria já fosse morta quando o pai morreu;</p><p>C Daniel não herdará, mas será o administrador dos bens do filho que herdará por cabeça;</p><p>D Cláudia não herdará porque o regime de bens não permite;</p><p>E Manoel herdará a quota-parte do pai.</p><p>Resposta E</p><p>3- Ricardo faleceu sem testamento. Deixou, como viúva, sua companheira Carmen, com quem</p><p>teve três filhos, e mais dois filhos do primeiro casamento. Da partilha do primeiro matrimônio, restou</p><p>o único bem particular do qual Ricardo ainda era titular: o Sítio das Amendoeiras, que se tornou a casa</p><p>de campo da família. Da união estável com Carmen, o casal amealhou, em comunhão de bens, os</p><p>demais itens do patrimônio de Ricardo, inclusive o imóvel em que residiam. Acerca do quinhão que</p><p>Carmen herdará, é correto dizer que será composto de</p><p>A) um quarto do Sítio Amendoeira.</p><p>B) sua meação e um sexto do patrimônio de Ricardo.</p><p>C) um sexto do patrimônio de Ricardo.</p><p>D) um sexto do Sítio Amendoeira.</p><p>E) sua meação e um quarto do patrimônio de Ricardo</p><p>Resposta B</p><p>4- O Banco XYZ é credor de Diana, que não possui outros bens além de um carro e valores</p><p>correntes necessários para sua sobrevivência, uma vez que não lograra sucesso na vida empresarial.</p><p>Determinado dia, Diana é surpreendida com a informação de que Judith, irmã bilateral de seu pai, com</p><p>quem pouco tinha contato, havia falecido e lhe havia deixado herança a ser compartilhada com outros</p><p>3 (três) primos, todos filhos de outro irmão bilateral do pai de Diana. Por conta da dívida com o Banco</p><p>XYZ, Diana decide renunciar à herança, para que não seja integralmente consumida pela instituição</p><p>financeira. Em pesquisa de localização de bens de Diana, o Banco XYZ tomou ciência da renúncia</p><p>feita em ofício de notas, bem como identificar o inventário judicial ainda em curso de Judith. Diante</p><p>destes fatos, o Banco XYZ</p><p>A) poderá aceitar a herança e receber metade do monte deixado por Judith.</p><p>B) nada poderá fazer, senão continuar buscando bens de Diana.</p><p>C) deverá mover ação pauliana contra os primos de Diana, não lhe cabendo se habilitar no inventário.</p><p>D) poderá aceitar a herança e receber um quarto do monte deixado por Judith.</p><p>E) deverá se habilitar no inventário dos bens de Judith para receber seu crédito.</p><p>Resposta E</p><p>5- O inventário dos bens deixados por Evandro termina com a homologação da partilha que</p><p>contempla saldo bancário e um imóvel situado em Aracaju. Anos depois, vem à tona a questão relativa</p><p>aos aluguéis recebidos pela inventariante, decorrentes de contrato de locação que fora autorizado pelo</p><p>juízo orfanológico, em relação aos quais nunca houve a devida prestação de contas. Os herdeiros</p><p>pretendem, então, a sobrepartilha desses valores. É correto afirmar que a sobrepartilha:</p><p>A) não é cabível;</p><p>B) poderá abranger todos os aluguéis recebidos;</p><p>C) só poderá abranger os aluguéis vencidos após a apresentação do esboço de partilha;</p><p>D) só poderá abranger os aluguéis vencidos após a partilha, observada a prescrição trienal a partir do</p><p>vencimento de cada parcela;</p><p>E) só poderá abranger os aluguéis vencidos após a partilha, observada a prescrição decenal a partir do</p><p>trânsito em julgado da sentença homologatória.</p><p>Resposta D</p><p>6- Donato e sua esposa Milena fazem lavrar escritura pública transmitindo a seus filhos, em</p><p>proporções iguais, a integralidade de seu patrimônio, com efeitos imediatos, dispensando os</p><p>beneficiários do dever de colação. Reservam para si apenas o usufruto dos bens. Nesse caso, é correto</p><p>afirmar que:</p><p>A) se verifica uma espécie de pacta corvina, a versar herança de pessoa viva, o que é vedado pelo</p><p>ordenamento (Art. 426 do Código Civil);</p><p>B) o negócio jurídico é espécie de doação de bens, a desdobrar o indisponível dever de colação, pelos</p><p>herdeiros, dos bens transmitidos;</p><p>C) embora válido o negócio jurídico, se verificado algum prejuízo à legítima, será necessário, para</p><p>corrigi-lo, a realização de inventário, a fim de equacionar corretamente a partilha;</p><p>D) para a validade do negócio jurídico, é necessária a concordância de todos os herdeiros;</p><p>E) a invalidade que acomete o negócio jurídico pode ser expurgada pela redução das disposições para</p><p>que abranja apenas a parte disponível da herança.</p><p>Resposta C</p><p>7- Mariana falece em outubro de 2020 sem deixar testamento e também sem herdeiros</p><p>necessários. De seus quatro irmãos germanos, Marcos, Mário, Mirtes e Maitê, Mário, pai de Augusto,</p><p>por ter muito boa situação financeira, renuncia à herança. Mirtes, mãe de Jéssica, foi declarada indigna</p><p>em relação à sucessão de Mariana por sentença transitada em julgado proferida junto ao Juízo</p><p>Orfanológico. Por fim, Maitê e seu único filho Igor faleceram em acidente de carro no ano de 2018,</p><p>tendo Igor deixado filha única, Ana, sobrinha-neta de Mariana. Serão chamados à sucessão de Mariana:</p><p>A) Marcos, Jéssica e Ana;</p><p>B) Marcos e Jéssica;</p><p>C) Marcos e Augusto;</p><p>D) Marcos e Ana;</p><p>E) Marcos, Augusto e Ana.</p><p>Resposta E</p><p>8- Luciana, renomada artista plástica, tem</p><p>divulgada na mídia impressa notícia inverídica com</p><p>alto tom de agressividade, revelando fatos de sua vida privada, sem qualquer interesse público. A</p><p>pessoa jurídica divulgadora da notícia agiu de forma totalmente leviana e irresponsável, e logo no dia</p><p>seguinte divulgou nota se desculpando pelo ocorrido. Passado mais de um ano da reprovável</p><p>divulgação, Luciana falece de causas naturais. A respeito de eventual ação compensatória por dano</p><p>moral, sua única filha, Laura, deve compreender como correta a seguinte informação prestada pelo</p><p>defensor público:</p><p>A) a ação não poderá ser proposta por se tratar de direito personalíssimo de Luciana, que teve tempo</p><p>hábil para ajuizá-la e deixou de fazê-lo;</p><p>B) caso Luciana tivesse proposto a ação compensatória em vida, Laura não poderia dar continuidade;</p><p>C) a ação poderá ser proposta, bem como ter continuidade por Laura, sua única herdeira, respeitado o</p><p>prazo prescricional para tanto;</p><p>D) caso Luciana tivesse proposto a ação compensatória em vida, Laura poderia dar continuidade com</p><p>a anuência da ré;</p><p>E) a ação não poderá ser proposta, já que a empresa se retratou publicamente pela notícia, ficando</p><p>isenta de qualquer responsabilidade civil pelo acontecido.</p><p>Resposta C</p><p>9- Rômulo é casado com Isabella pelo regime legal de bens, casamento este contraído em 1975.</p><p>Na constância do matrimônio, o casal comprou um imóvel residencial e Rômulo recebeu, através de</p><p>inventário de sua mãe, outro imóvel. O casal teve três filhos, Lucas, Maria e Marta, tendo a última</p><p>falecido em 2010, casada com Vitor pelo regime da comunhão parcial de bens, deixando ainda filha</p><p>única, Nina, neta de Rômulo e Isabella. O patriarca da família faleceu subitamente em 2020 sem deixar</p><p>testamento. Ao procurarem a Defensoria Pública, têm como afirmação que são herdeiros legítimos do</p><p>de cujus:</p><p>A) Isabella, Lucas, Maria, Vitor e Nina;</p><p>B) Lucas, Maria, Vitor e Nina;</p><p>C) Isabella, Lucas, Maria e Nina;</p><p>D) Lucas, Maria e Nina;</p><p>E) Lucas e Maria.</p><p>Resposta C</p><p>10- Valentina, ao completar 27 anos, descobre que sua madrasta, Fátima, havia sonegado, quando</p><p>do inventário de seu pai, que falecera antes mesmo de seu nascimento, bens que deveriam ser trazidos</p><p>à colação. Ajuíza, então, ação de sonegados, postulando a pena de perdimento desses bens ocultados.</p><p>Sobre o tema, é correto afirmar que:</p><p>A) Valentina não tem legitimidade para o pleito, porque não era nascida quando do inventário nem</p><p>quando da abertura da sucessão;</p><p>B) a demanda está há muito prescrita, considerando o trânsito em julgado da sentença que homologou</p><p>a partilha em 2004;</p><p>C) Fátima, viúva, que, no inventário, só teve direito à meação, não está sujeita à pena de sonegados,</p><p>mesmo que tenha realmente ocultado bens;</p><p>D) a mera ocultação de bens traz ínsita a presunção de dolo, de modo que será necessária anterior</p><p>interpelação ou alguma comprovação específica;</p><p>E) somente se algum herdeiro trouxe à tona a matéria no curso do inventário terá cabimento a ação de</p><p>sonegados, caso contrário, já precluiu a oportunidade de trazer os bens à colação.</p><p>Resposta C</p><p>11- Maria, com 17 anos, tramou e executou o assassinato de seus pais, para que pudesse ficar com</p><p>a respectiva herança, avaliada em dezenas de milhões de reais. Pretendia, com isso, prover uma vida</p><p>de luxos à sua filha, Mariazinha, o que vinha sendo negado pelos avós. Nesse caso, é correto afirmar</p><p>que:</p><p>A) se cometido por um maior de idade, o caso seria de deserdação, pela prática de homicídio doloso</p><p>contra os autores da herança; no entanto, tratando-se de ato infracional análogo cometido por menor</p><p>de idade, não é possível a interpretação extensiva para excluir Maria da sucessão, diante da</p><p>taxatividade do rol do Art. 1.962 do Código Civil;</p><p>B) ainda que praticado por menor de idade, o ato infracional análogo ao homicídio doloso cometido</p><p>contra os autores da herança justifica a deserdação em uma leitura teleológica e sistemática compatível</p><p>com a taxatividade do rol do Art. 1.962 do Código Civil; nesse caso, a herança passará a Mariazinha,</p><p>como se a mãe fosse pré-morta;</p><p>C) ainda que praticado por menor de idade, o ato infracional análogo ao homicídio doloso cometido</p><p>contra os autores da herança justifica o reconhecimento da indignidade em uma leitura teleológica e</p><p>sistemática compatível com a taxatividade do rol do Art. 1.814 do Código Civil; nesse caso, a herança</p><p>passará a Mariazinha, como se a mãe fosse pré-morta;</p><p>D) se cometido por um maior de idade, o caso seria de indignidade, pela prática de homicídio doloso</p><p>contra os autores da herança; no entanto, tratando-se de ato infracional análogo cometido por menor</p><p>de idade, não é possível a interpretação extensiva para excluir Maria da sucessão, diante da</p><p>taxatividade do rol do Art. 1.814 do Código Civil;</p><p>E) ainda que praticado por menor de idade, o ato infracional análogo ao homicídio doloso cometido</p><p>contra os autores da herança justifica o reconhecimento da indignidade em uma leitura teleológica e</p><p>sistemática compatível com a taxatividade do rol do Art. 1.962 do Código Civil; nesse caso, com a</p><p>exclusão de sua mãe da sucessão, Mariazinha não poderá receber nada, até porque isso representaria</p><p>um aproveitamento da própria torpeza.</p><p>Resposta C</p><p>12- Lacerda falece aos 22/10/2022. Deixa três filhos, uma ainda na barriga de sua companheira.</p><p>Nascida a temporã Cláudia, aos 22/12/2022, vem a requerer, no inventário dos bens deixados por seu</p><p>pai, que seus irmãos tragam à colação um imóvel doado um ano antes da morte e, a par disto, o valor</p><p>correspondente ao uso e à ocupação de outra propriedade onde viviam gratuitamente seus irmãos.</p><p>Argumenta, para tanto, que a doação de um imóvel e o comodato de outro representam adiantamento</p><p>de legítima. Nesse caso, é correto afirmar que Cláudia:</p><p>A) que não era nascida ao tempo do óbito, não tem sequer capacidade sucessória e não pode, portanto,</p><p>exigir a colação pretendida;</p><p>B) tem capacidade sucessória, apesar de ainda não nascida quando do óbito, e pode exigir a colação</p><p>tanto do imóvel quanto do valor pelo uso e ocupação que deixaram de ser pagos;</p><p>C) tem capacidade sucessória, apesar de ainda não nascida quando do óbito, e pode exigir a colação</p><p>apenas do imóvel doado, mas não do valor de uso e ocupação;</p><p>D) tem capacidade sucessória, apesar de ainda não nascida quando do óbito, e pode exigir apenas a</p><p>colação do valor por uso e ocupação;</p><p>E) tem capacidade sucessória, mas não tem direito à colação do imóvel doado nem do valor por uso e</p><p>ocupação.</p><p>Resposta B</p><p>13- Bento faleceu na última segunda-feira deixando um vasto patrimônio. Ele era casado com</p><p>Glória, pelo regime de separação convencional de bens, e deixou dois filhos vivos, Cosme e José.</p><p>Ocorre que Justina, também filha de Bento e Glória, que falecera dois anos antes de Bento, tinha dois</p><p>filhos absolutamente incapazes, Pedro (5 anos de idade) e Valentina (3 anos), que se encontram vivos</p><p>na presente data. Com base no ordenamento jurídico vigente, assinale a opção que apresenta a correta</p><p>partilha de bens de Bento. Obs.: para a solução do caso, Bento nunca realizou testamento.</p><p>A) O patrimônio de Bento será dividido em parte iguais entre Cosme e José.</p><p>B) Glória terá direito a metade dos bens de Bento, na qualidade de meeira, e o restante divido em parte</p><p>iguais entre Cosme e José</p><p>C) O patrimônio de Bento será dividido em quatro partes. Glória, Cosme e José herdarão, cada um, a</p><p>quarta parte do patrimônio, sendo que a outra quarta parte será dividida entre Pedro e Valentina, que</p><p>herdarão por representação.</p><p>D) O patrimônio de Bento será dividido em parte iguais entre Glória, Cosme e José.</p><p>E) O patrimônio de Bento será dividido em três partes. Cosme e José herdarão, cada um, a terça parte</p><p>do patrimônio, sendo que a outra terça parte será dividida entre Pedro e Valentina, que herdarão por</p><p>representação.</p><p>Resposta B</p><p>14- Joana, jovem e renomada escritora</p><p>de livros infantis, faleceu. O mais velho dos seus herdeiros,</p><p>com 18 anos de idade, preocupado com a situação dos livros, que geravam uma elevada renda para</p><p>Joana, questionou um advogado a respeito da proteção constitucional oferecida a direitos dessa</p><p>natureza. O advogado respondeu, corretamente, que o direito de utilização, publicação ou reprodução</p><p>das obras de Joana pertence:</p><p>A) de modo exclusivo e em caráter perpétuo, aos herdeiros;</p><p>B) de modo exclusivo e pelo tempo que a lei fixar, aos herdeiros;</p><p>C) ao poder público, não aos herdeiros, que têm assegurado o direito de participação nos lucros</p><p>obtidos;</p><p>D) ao público em geral, não aos herdeiros, que têm assegurado o direito de participação nos lucros</p><p>obtidos;</p><p>E) aos herdeiros, ao poder público e ao público em geral, assegurando-se aos primeiros o direito de</p><p>participação nos lucros.</p><p>Resposta B</p><p>15- O Supremo Tribunal Federal, no Recurso Extraordinário nº 646.721-RS (repercussão geral,</p><p>redator p/ acórdão min. Roberto Barroso, DJe 11.09.2017), decidiu sobre o direito sucessório de</p><p>companheiros, hétero ou homoafetivos. A esse respeito, assinale a afirmativa correta.</p><p>A) O Art. 1790 do Código Civil revogou as Leis nº 8971/1994 e nº 9278/1996, sendo legítimo tratar</p><p>diversamente situações diversas; cônjuges e companheiros não gozam de equivalente status legal.</p><p>B) A Constituição Federal de 1988 não permite a distinção de regimes sucessórios entre cônjuges e</p><p>companheiros, mas é legítimo o companheiro herdar metade do que herda o cônjuge, diante da</p><p>diferença de status legal entre as duas categorias.</p><p>C) A Constituição Federal de 1988 não permite a distinção de regimes sucessórios entre cônjuges e</p><p>companheiros, mas é legítimo o companheiro herdar dois terços do que herda o cônjuge, diante da</p><p>diferença de status legal entre as duas categorias.</p><p>D) A Constituição Federal de 1988 não permite a distinção de regimes sucessórios entre cônjuges e</p><p>companheiros, devendo ser aplicado, em ambos os casos, o regime estabelecido no Art. 1829 do</p><p>Código Civil de 2002.</p><p>Resposta D</p><p>16- Quando Hermenegildo morreu, deixou o pequeno casebre onde residiu nos últimos anos da sua</p><p>vida e alguns bens pessoais. Sua vizinha tentou alegar que era companheira do falecido, mas não houve</p><p>comprovação satisfatória dessa alegação. Há notícia de que ele teria deixado um filho, que o</p><p>abandonara há muitos anos, bem como teria um primo em outro Estado, mas não há elementos</p><p>indicativos de quem sejam. Diante disso, é correto afirmar que:</p><p>A) A herança ficará jacente, figurando sua vizinha como curadora até que se obtenha a localização do</p><p>filho e, na ausência deste por cinco anos, ela se torna proprietária dos bens;</p><p>B) o juiz mandará arrolar e arrecadar os bens, mas pode ser dispensada a expedição de editais, ante a</p><p>notícia de que haveria herdeiros;</p><p>C) findo o prazo de um ano, a herança passará à propriedade do ente público, extinguindo-se os direitos</p><p>de eventuais herdeiros;</p><p>D) declarada a vacância da herança, seu primo não terá mais qualquer direito, mas seu filho ainda</p><p>poderá reivindicar os bens por cinco anos.</p><p>Resposta B</p><p>17- Alcebíades veio a falecer em 2015, aos 70 anos de idade, depois de três anos separado de fato</p><p>de sua esposa Gertrudes, com quem se casara em 2005. Logo depois da separação, Alcebíades assumiu</p><p>publicamente relacionamento com Renata, e assim permaneceram de forma contínua e duradoura até</p><p>sua morte. Um dos filhos de Alcebíades, chamado Gabriel, morrera um ano antes dele, deixando duas</p><p>filhas, Maria e Sofia, que contavam com 10 e 12 anos de idade, respectivamente, quando da morte do</p><p>avô. Alcebíades deixou ainda dois filhos vivos, Pedro e Paulo, que desaprovavam o novo</p><p>relacionamento do pai. Alcebíades cortara relações com Pedro há um ano, pois o filho chegou a chamar</p><p>Renata de interesseira em um jantar com toda a família. Paulo, por sua vez, renunciou à herança assim</p><p>que soube da morte do pai. Considerando que Alcebíades não deixou testamento, é correto afirmar</p><p>sobre sua sucessão que:</p><p>A) Gertrudes tem direito a quota igual a que couber a cada um dos filhos, a despeito do concubinato</p><p>com Renata, pois mantinha-se o vínculo conjugal por ocasião da morte;</p><p>B )Renata tem direito a metade do que couber aos filhos de Alcebíades, por não serem filhos comuns,</p><p>no que tange aos bens adquiridos onerosamente na vigência da união estável;</p><p>C) Sofia tem direito a quota igual a que couber a cada um dos filhos, pois tem direito de representar o</p><p>pai pré-morto, Gabriel, recebendo o que lhe caberia;</p><p>D) Pedro está excluído da sucessão do pai, pois a ofensa contra a honra da companheira do pai, ainda</p><p>que não reconhecida judicialmente como crime, caracteriza causa de indignidade;</p><p>E) os filhos de Paulo não podem herdar por representação do pai, renunciante, mas podem vir a herdar</p><p>por direito próprio, e por cabeça, se os demais herdeiros também renunciarem.</p><p>Resposta C</p><p>18- Disputam a herança de Ademir: Isaías, pai de Ademir; Djalma, filho de Ademir; e Vilma, neta</p><p>de Ademir e filha de Djalma. A herança de Ademir deve ser recebida por:</p><p>A) somente Isaías;</p><p>B) somente Djalma;</p><p>C) Isaías e Djalma;</p><p>D) Djalma e Vilma;</p><p>E) Isaías, Djalma e Vilma.</p><p>Resposta D</p><p>19- Quando seu pai faleceu, Mariana herdou a fração ideal de um terço de uma casa que ele possuía</p><p>na serra catarinense, ficando o imóvel em condomínio com suas duas irmãs, Andréa e Lúcia. Agora</p><p>Mariana toma ciência de que Lúcia vendeu sua parte para outra pessoa sem consultá-la. Nesse caso,</p><p>Mariana:</p><p>A) não tem qualquer direito em face de Lúcia, por se tratar de condomínio indivisível, envolvendo</p><p>mais de dois condôminos, o que não assegura direito de preferência em caso de alienação a estranhos;</p><p>B) terá direito a exigir indenização de Lúcia, por violação ao direito de preferência, se requerer no</p><p>prazo prescricional de três anos, contados do registro da venda no Cartório do Registro de Imóveis;</p><p>C) terá direito a exigir indenização de Lúcia, por violação ao direito de preferência, se requerer no</p><p>prazo decadencial de 180 dias, contados do registro da venda no Cartório do Registro de Imóveis;</p><p>D) terá direito de haver para si a parte vendida, depositando o preço, se requerer no prazo prescricional</p><p>de três anos, contados da celebração da escritura no Cartório de Títulos e Documentos;</p><p>E) terá direito de haver para si a parte vendida, depositando o preço, se requerer no prazo decadencial</p><p>de 180 dias, contados do registro da venda no Cartório do Registro de Imóveis.</p><p>Resposta C</p><p>20- Carla e Rafael se casaram em 2015, com 68 e 72 anos, respectivamente, e Carla se mudou para</p><p>a casa de Rafael em Petrópolis. Em janeiro de 2021, Rafael faleceu ab intestato, deixando dois filhos</p><p>maiores. Carla continuou a residir no imóvel e foi surpreendida ao receber citação postal em ação de</p><p>reintegração de posse proposta pelo espólio de Rafael e distribuída na Comarca da Capital. Carla</p><p>procurou o(a) Defensor(a) Público(a) da Comarca em que reside, informando que não tem onde morar</p><p>e que seu único bem é um automóvel. Considerando a situação descrita, é correto afirmar que:</p><p>A) Carla não faz jus ao direito real de habitação, pois possui outro bem;</p><p>B) Carla, como titular do direito real de habitação, não pode ser condenada ao pagamento de aluguel</p><p>por ocupação exclusiva do bem;</p><p>C) a petição inicial da demanda de reintegração deveria ter sido indeferida, eis que a legitimidade é</p><p>dos herdeiros;</p><p>D) além da condição de titular do direito real de habitação, Carla pode alegar, para permanecer no</p><p>imóvel, a sua condição de meeira de Rafael;</p><p>E a ação não poderia ter sido proposta na Comarca da Capital, o que deve ser alegado através de</p><p>exceção de incompetência relativa.</p><p>Resposta B</p><p>21- Paula procura a Defensoria Pública para saber se tem direito à herança de sua recém falecida</p><p>companheira, com quem conviveu por 20 anos. A falecida companheira</p><p>deixou apenas um bem imóvel,</p><p>que foi adquirido onerosamente na constância da união estável. Ela não tinha filhos e os pais já eram</p><p>falecidos há muito tempo. Deixou apenas dois irmãos e três sobrinhos, filhos de um irmão pré-morto.</p><p>Considerando o posicionamento atual do Supremo Tribunal Federal sobre o tema, qual o direito</p><p>sucessório da companheira sobrevivente?</p><p>A) Tem direito a 1/3 da herança.</p><p>B) Tem direito a 1/2 da herança.</p><p>C) Tem direito a 1/4 da herança.</p><p>D) Tem direito à totalidade da herança.</p><p>E) A companheira sobrevivente não tem direito à herança.</p><p>Resposta D</p><p>22- Marcos e Joana são casados sob o regime de separação total de bens. Marcos é pai de Felipe, e</p><p>Joana, mãe de Carolina, ambos os filhos concebidos com outros genitores, antes de seu casamento. O</p><p>casal possui, ainda, uma filha em comum, Patrícia. Em razão do temperamento agressivo de Marcos,</p><p>o casal se separa de fato e, após 6 (seis) meses de tal evento, mas antes de tomarem medidas voltadas</p><p>para a dissolução conjugal, Marcos falece, deixando vasto patrimônio. Quanto à sucessão do</p><p>patrimônio de Marcos, é correto afirmar que:</p><p>A Joana haverá um quarto e o restante será dividido igualmente entre Felipe e Patrícia;</p><p>B Patrícia haverá três quartos dos bens, e Felipe, um quarto;</p><p>C Joana, Felipe e Patrícia receberão os bens igualmente;</p><p>D Joana e Felipe receberão, cada qual, metade do patrimônio deixado;</p><p>E Joana receberá metade dos bens, sendo o restante partilhado entre Felipe e Patrícia.</p><p>Resposta E</p><p>23-Apresente um conceito em relação ao princípio da saisine, previsto do Código Civil de 2002? E</p><p>quais são as regras seguidas pelo patrimônio do de cujus? Quando ocorre a transmissão do patrimônio</p><p>aos herdeiros?</p><p>As regras são:</p><p>Universalidade do patrimônio</p><p>Relação com o testamento</p><p>Herdeiros necessários e legítimos</p><p>A transmissão ocorre no momento do falecimento do de cujus.</p><p>24- Francisco, recebeu de herança de seus pais, uma quantia de R$ 1.000.000,00, posteriormente casou</p><p>no regime de comunhão parcial de bens com Maria, no qual constituíram um patrimônio avaliado em</p><p>R$ 1.000.000,00. O casal teve 5 filhos, José, João, Josefina, Joana e Joelma, sendo que está já falecida,</p><p>que também deixou dois filhos Felipe e Julia. Francisco faleceu em decorrência de um ataque cardíaco,</p><p>a esposa dona Maria, procurou você, para realizar a patilha de bens, onde busca essa resguardar os</p><p>direitos de todos na forma legal.</p><p>Especifique a cota parte de cada herdeiro e herdeira junto com a meação valor e porcentagem.</p><p>¼ bens particulares 250 esposa</p><p>500 mil bens comuns : 750 mil esposa</p><p>Maria 750mil</p><p>José 250</p><p>João 250</p><p>Josefina 250</p><p>Joana 250</p><p>Felipe 75</p><p>Julia</p>